Vasculites: Aula de Curso Intensivo Residência Médica com Profa. Taysa Moreira — Transcript
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- 0:41Quando eu comecei a usar áudio, eu
- 0:42sentiu muita segurança e hoje o
- 0:44resultado que eu tenho não é à toa.
- 0:45Então assim, sem dúvida nenhuma, claro
- 0:48que o nosso esforço vale a pena, mas
- 0:49material os professores pegaram na minha
- 0:51mão e me ajudaram a chegar lá. Tu
- 0:52estudar horas seguidas assim para mim
- 0:54não dava. Então aulas muito extensas são
- 0:56difíceis de fazer. Então tem um
- 0:57material, seja em aula, seja em texto,
- 1:00seja em flashcard, que é um pouco mais
- 1:02fragmento a gente conseguir fazer um
- 1:04estudo um pouco mais o seu ritmo, né?
- 1:07Esse cronograma que ajudava também a tá
- 1:09orientando e que nem a senhora falou
- 1:11também, as múltiplas plataformas ajudam.
- 1:12quando eu tinha um tempo, ou pegava para
- 1:14ler um resumo, fazia algumas questões,
- 1:16uma lista de questão, uma aula curta,
- 1:18uma aula resumo ou até mesmo estratégia
- 1:20cast também que ajuda pra gente tentar
- 1:23aproveitar o tempo que a gente tem,
- 1:25ainda mais que hoje em dia tem ficado
- 1:26cada vez mais corrido, né? E aí eu
- 1:28testei e falei: "É esse o cursinho que
- 1:30eu vou fazer. É um cursinho justo, as
- 1:33aulas são muito boas, direto ao ponto,
- 1:36tá ensinando exatamente o que eu preciso
- 1:37preciso saber. E assim, a maioria das
- 1:40minhas duas mesmo tendo mandado 1 milhão
- 1:41de dúvidas eram sanadas pelas aulas,
- 1:44pelos livros. Então eu super concordo e
- 1:48eu faria de novo. Eu acho que o
- 1:50estratégia ele dá um diracionamento
- 1:51muito bom com relação ao que é
- 1:53importante estudar para você não perder
- 1:55tempo com coisas com coisas que você
- 1:58consegue passar mais rápido e você tem
- 2:00objetividade no que você tem, no que
- 2:02você se propõe a fazer. O que eu gostei,
- 2:04o que eu gostei mais foi isso, assim,
- 2:06foi uma metodologia que me ajudou
- 2:07bastante, principalmente a questão do
- 2:11das revisões espaçadas e o a metodologia
- 2:15de resolução de questões que tinha os
- 2:18direcionamentos na própria questão, eu
- 2:20sentia que era tudo muito bem
- 2:21fechadinho, muito bem organizado dentro
- 2:23daquele planejamento. Por mim isso me
- 2:25ajudou bastante.
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- 3:16Quando eu comecei a usar já sentiu muita
- 3:18segurança e hoje o resultado que eu
- 3:20tenho não é à toa. Então assim, sem
- 3:22dúvida nenhuma, claro que o nosso
- 3:23esforço vale a pena, mas material os
- 3:25professores pegaram na minha mão e me
- 3:27ajudaram a chegar lá. Tu estudar horas
- 3:29seguidas assim para mim não dava. Então
- 3:31aulas muito extensas são difíceis de
- 3:32fazer. Então tem um material seja em
- 3:34aula, seja em texto, seja em flashcard,
- 3:37que é um pouco mais fragmento a gente
- 3:38conseguir fazer um estudo um pouco mais
- 3:41ao seu ritmo, né? esse cronograma que
- 3:43ajudava também a estriando e que nem a
- 3:46senhora falou também, as múltiplas
- 3:47plataformas ajudam quando eu tinha um
- 3:48tempo, ou pegava para ler um resumo,
- 3:50fazer algumas questões, uma lista de
- 3:52questão, uma aula curta, uma aula resumo
- 3:55ou até mesmo estratégia cast também que
- 3:57ajuda pra gente tentar aproveitar o
- 3:59tempo que a gente tem, ainda mais que
- 4:00hoje em dia tem ficado cada vez mais
- 4:02corrido, né? E aí eu testei e falei: "É
- 4:04esse o cursinho que eu vou fazer. é um
- 4:07cursinho justo, as aulas são muito boas,
- 4:09direto ao ponto, tá ensinando exatamente
- 4:12o que eu preciso preciso saber. E assim,
- 4:14a maioria das minhas mesmo eu tendo
- 4:16mandado 1 milhão de dúvidas, eram
- 4:18sanadas pelas aulas, pelos livros. Então
- 4:22eu super concordo e eu faria de novo. Eu
- 4:25acho que o estratégia ele dá um
- 4:26direcionamento muito bom com relação ao
- 4:29que é importante estudar para você não
- 4:30perder tempo com coisas com coisas que
- 4:33você consegue passar mais rápido e você
- 4:35tem objetividade no que você tem, no que
- 4:38você se propõe a fazer. O que eu gostei
- 4:40o que eu gostei mais foi isso, assim,
- 4:41foi uma metodologia que me ajudou
- 4:43bastante, principalmente a questão
- 4:46das revisões espaçadas e o a metodologia
- 4:51de resolução de questões que tinha os
- 4:53direcionamentos na própria questão, eu
- 4:55sentia que era tudo muito bem
- 4:57fechadinho, muito bem organizado dentro
- 4:58daquele planejamento. Para mim isso me
- 5:00ajudou bastante.
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- 5:51Quando eu comecei os áudio, eu sentiu
- 5:53muita segurança e hoje o resultado que
- 5:55eu tenho não é à toa. Então assim, sem
- 5:57dúvida nenhuma, claro que o nosso
- 5:59esforço vale a pena, mas material,
- 6:23boa noite. Tudo bem com vocês?
- 6:25Professora Taísa Moreira, a partir de
- 6:26agora pra gente fazer mais uma live, uma
- 6:29aula em formato de live de reumatologia.
- 6:32Agora, ó, começamos no horário 7:01 e eu
- 6:36já deixo o meu boa noite para vocês.
- 6:38Quero que vocês, ó, já participem. Para
- 6:40quem já tá online, para quem tá entrando
- 6:41aqui na aula, já deixem o boa noite de
- 6:44vocês, falem de onde vocês são. Se vocês
- 6:46estão estudando aqui, ó, para acesso
- 6:47direto, tão estudando para Revalida e
- 6:49acabam vendo as aulas aqui no YouTube.
- 6:52Hoje é uma aula especial pro nosso curso
- 6:54intensivo, um curso que tá à venda, se
- 6:57eu não me engano, ainda com super
- 6:58desconto, então vale muito a pena
- 7:00checar. O pessoal fica aqui embaixo do
- 7:01pedagógico no chat, então qualquer
- 7:03dúvida falem com eles. E antes da gente
- 7:05começar aqueles recadinhos de sempre,
- 7:08né? Então já se inscreve aqui no canal,
- 7:11checa se você é inscrito, se a gente
- 7:12acha que é, mas não somos. Então já
- 7:16coloca ali, ativa o sininho para você
- 7:18receber notificações das, sei lá,
- 7:20dezenas de aulas que a gente tem ao
- 7:21longo da da semana todo dia. Tem muito
- 7:24conteúdo de todos os braços possíveis,
- 7:26acesso direto, Revalida, R+. Então é o
- 7:29tempo todo. E também já além de comentar
- 7:32aqui no chat, pega o link dessa live e
- 7:34manda para alguém que tá nos estudos
- 7:35junto com você, tá aí nas batalhas, né,
- 7:38dos estudos. Lembrando que tá chegando,
- 7:40né, gente? Tá chegando ali outubro,
- 7:42novembro, época de prova. Então tudo que
- 7:44a gente puder, ó, agilizar em termos de
- 7:46estudo, a gente faz. E o curso intensivo
- 7:49é uma ótima, tá bom? Deixa eu dar uma
- 7:51olhadinha aqui no chat. Vocês sabem que
- 7:53quando a gente faz essa aula aqui ao
- 7:55vivo, Augusto, boa noite. Vão entrando.
- 7:57Quando a gente faz essas aulas aqui ao
- 7:59vivo, eh, a gente interage com vocês no
- 8:01comecinho, no final, porque depois essa
- 8:03aula é editada e ela vai lá pra
- 8:05plataforma do Estratégia, para quem é
- 8:07corujinha, para quem é aluno do
- 8:08Estratégia Méd tem acesso a essa aula da
- 8:11íntegra, tá? Então, nesse comecinho eu
- 8:12consigo interagir com vocês, mas ao
- 8:15longo da aula, já, quando eu voltar, eu
- 8:17já não consigo mais, tá? Então, eh, o
- 8:20que a gente faz? Eu começo, converso com
- 8:22vocês aqui. Qualquer dúvida que surja ao
- 8:25longo da aula, qualquer mesmo, deixa no
- 8:27chat porque ao final eu volto e resolvo
- 8:29qualquer dúvida, tá? Inclusive, lembrei
- 8:31que hoje é o último dia do desconto para
- 8:34o intensivo, tá? E se eu não me engano,
- 8:36intensivo junto com o banco de questões,
- 8:38tá imperdível. Eu falei, né, tá
- 8:40chegando, tá perto, né, a questão das
- 8:42provas, mas dá super para você se
- 8:44preparar com o cronograma do intensivo
- 8:47para as provas que vão chegar lá em
- 8:48outubro, novembro, tá bom? Então
- 8:50aproveita último dia, provavelmente o
- 8:52pessoal aqui embaixo vai deixar o link
- 8:53para vocês, tá bom? Então gente, acho
- 8:56que já deu um tempinho pro pessoal ir
- 8:57entrando, não tem problema algum ir
- 8:59entrando depois. Thaís, boa noite. Jane
- 9:02Salvador, boa noite, gente. Vão entrando
- 9:04mesmo, vão comentando e conforme a gente
- 9:06for, né, passando pela aula, vão
- 9:09deixando aí também os comentários de
- 9:10vocês que ao final eu volto. Essa aula é
- 9:13uma aula extensa no sentido dele. A
- 9:15gente vai falar sobre muitas doenças.
- 9:17Então, já vou adiantar aqui, como é o
- 9:19curso intensivo, a gente não vai
- 9:20trabalhar com detalhes de todas elas. Eu
- 9:23vou passar pelo principal, por aquilo
- 9:26que tem que ser algo que fixe na sua
- 9:28cabeça para formar uma imagem de cada
- 9:30uma dessas vasculites, tá? Então, a
- 9:32gente vai falar de várias doenças aqui
- 9:34que ao mesmo tempo que são bastante
- 9:36parecidas em alguns aspectos, tem as
- 9:38suas peculiaridades. E o que eu quero
- 9:40que vocês atentem é justamente a isso, a
- 9:42um contexto geral que une essas doenças,
- 9:45o que eu já vou falar no comecinho da
- 9:46aula. E depois que prestem muita atenção
- 9:49nas peculiaridades de cada uma. Essa é a
- 9:52chave para resolver eh questões de prova
- 9:54sobre essas doenças, tá? Tem algumas que
- 9:56aparecem mais em prova, outras que
- 9:58aparecem menos. Ao longo da aula eu vou
- 10:00reforçar, mas é isso. Curso intensivo é
- 10:03um batidão ali, é algo mais direto
- 10:05mesmo, highlights dessas condições,
- 10:08belezinha? Então eu imagino ali 1 hora1,
- 10:10talvez de de aula no total. E terminando
- 10:13eu volto então para eh checar com vocês
- 10:15o chat, beleza? Então ó, eu vou jogar a
- 10:17vinheta e assim que eu voltar eu começo
- 10:19a nossa aula sem pausas e ao final eu
- 10:22retorno, tá bom? Então, esperem só uns
- 10:24segundinhos que eu já volto.
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- 10:42Olá, pessoal. Sejam muito bem-vindos a
- 10:44mais uma aula do nosso curso Intensivo.
- 10:47Hoje a nossa aula é sobre vasculites. Eu
- 10:51sou a professora Taísa Moreira,
- 10:52professora de clínica de reumatologia
- 10:54aqui no Estratégia. E pra gente discutir
- 10:56esse tema vasculites, existe uma
- 10:58sistematização que ajuda bastante a
- 11:01aprender esse conteúdo, que é um
- 11:03conteúdo extenso. A gente tá falando
- 11:05aqui de várias doenças, doenças
- 11:07complexas que às vezes tem um
- 11:08diagnóstico difícil. As questões que
- 11:11envolvem essas doenças em geral são
- 11:13questões que têm um nível de
- 11:14complexidade superior ao que a gente vê,
- 11:16por exemplo, a outras, né, comparado a
- 11:18outras doenças reumatológicas. Então,
- 11:20toda atenção aqui, tá? E como que a
- 11:23gente vai organizar essa aula? Seguindo
- 11:25este cronograma que é baseado no calibre
- 11:28dos vasos predominantemente acometidos
- 11:30em cada uma dessas vasculites, tá?
- 11:32Então, a gente vai começar com panorama
- 11:34geral e aí a gente vai passando na
- 11:35ordem. Vasculites de grandes vasos,
- 11:38médios vasos. pequenos vasos e por
- 11:41último aquelas que acometem vasos de
- 11:42todos os calibrescitos de vasos
- 11:44variáveis. Ok? Então, paraa gente não
- 11:47perder mais tempo, bora começar com
- 11:49relação à definição. O que une todas
- 11:52essas doenças que a gente vai discutir
- 11:54hoje? Basicamente aqui a gente tem um
- 11:57grupo, né, que como o próprio nome
- 11:58indica, de doenças que apresentam em
- 12:01comum processo inflamatório nos vasos
- 12:04sanguíneos. Só que esse é um grupo
- 12:07bastante heterogêneo. A gente tem aqui
- 12:09doenças que têm um caráter localizado,
- 12:12benignas, que não t acometimento
- 12:15sistêmico, não tem envolvimento de
- 12:17órgãos vitais, por exemplo, vasculites
- 12:19limitadas à pele. Mas quando a gente tá
- 12:21falando de vasculites sistêmicas, que é
- 12:24o nosso foco aqui hoje, a coisa muda de
- 12:26figura. A gente tem também aquelas que
- 12:29têm um comportamento mais tranquilo, mas
- 12:31a gente tem a possibilidade de
- 12:33acometimentos de órgãos vitais. sistema
- 12:34nervocentral, coração, rins. E aí essas
- 12:37vasculitos, uma vez que acometem esses
- 12:39órgãos, podem levar a altas taxas de
- 12:42morb mortalidade, tá? Então vai ter de
- 12:44tudo um pouco aqui. É importante que
- 12:46você entenda o que as une e depois o que
- 12:49as diferencia nisso que a gente vai
- 12:51bater aqui na tecla, tá?
- 12:53Em relação ao que essa inflamação na
- 12:55parede do vaso causa, imagina o
- 12:56seguinte, você tem aqui um vaso normal,
- 12:58colocar no aumento com o seu lum aqui,
- 13:01ó, preservado, a parede, né, com a sua
- 13:04espessura preservada, conforme a gente
- 13:06começa a apresentar uma inflamação, uma
- 13:09infiltração de células inflamatórias,
- 13:11uma ativação de enzimas com uma ação
- 13:13proteítica, metaloproteinases,
- 13:16a gente vai vendo uma destruição dessa
- 13:18estrutura da parede e um espessamento
- 13:21dessa parede.
- 13:22Com o espessamento da parede, o que que
- 13:24vai acontecendo? A redução desse lumem,
- 13:28que é por onde passa o sangue. É por
- 13:30onde vai passar o sangue, que vai ir
- 13:32órgãos, tecidos, estruturas. E se eu
- 13:35reduzo o lumen, automaticamente eu
- 13:37reduzo o fluxo de sangue para aquela
- 13:39estrutura. Reduzindo o fluxo de sangue
- 13:41ou em alguns casos, tornando até
- 13:42ausente, a gente causa o quê? A gente
- 13:44causa isquemia daquela estrutura. Então,
- 13:47basicamente, quando a gente for falar
- 13:49aqui de manifestações vasculares dessas
- 13:51doenças, lembrem-se disso, dessa
- 13:54alteração na estrutura da parede do
- 13:56vaso, redução do lumen, estenose do
- 13:59vaso, porque isso vai justificar os
- 14:01quadros clínicos que a gente vai
- 14:02discutir daqui pra frente. sobre
- 14:04classificação, a gente pode classificar
- 14:06de diferentes formas, mas a mais
- 14:07importante e a que você tem que ter na
- 14:09ponta da língua, tem que ter decorado
- 14:12mesmo, é a classificação com relação ao
- 14:14calibre dos vasos predominantemente
- 14:17acometidos, principalmente para as de
- 14:19médio e pequenos vasos, pode haver uma
- 14:21interseção e aí podem ter vasos de
- 14:23múltiplos calibres acometidos, tá? Mas a
- 14:25gente lembra, cada uma delas tem um
- 14:27calibre de vaso predominante. É a partir
- 14:30daí que surge essa classificação de
- 14:32grandes vasos. médios vasos e pequenos
- 14:35vasos, tá? Fundamental que vocês gravem.
- 14:38E nesse esqueminha, a gente basicamente
- 14:40divide essas vasculites que a gente vai
- 14:42ver daqui para frente nesses grupos.
- 14:44Então, das vasculites de grandes vasos
- 14:45são duas que vocês têm que lembrar, a
- 14:47arterite de tacaiaço e a arterite de
- 14:50células gigantes ou arterite temporal.
- 14:52No adulto de vasculite de médios vasos,
- 14:54a poliarterite nodosa. A doença de
- 14:57Kavazak é uma vasculite
- 14:59predominantemente de vasos de médio
- 15:00calibre, mas ela é discutida pela
- 15:02pediatria, tá? Por isso que não tá aqui.
- 15:05Já nos pequenos vasos, a gente tem a
- 15:06maioria das vasculites que a gente vai
- 15:08discutir hoje, aquelas que estão
- 15:10associadas ao anca. E aí a gente tem o
- 15:12Wagner, granulomatose com poliangite, o
- 15:15surgstraus, granulomatose efílica com
- 15:18poliangiite e a poliangiite
- 15:19microscópica. E a gente tem ainda
- 15:22vasculitos de pequenos vasos mediadas
- 15:24por imunocomplexos. A gente vai discutir
- 15:26a crioglobulinêmica aqui, porque a
- 15:28púrpura de Renox Online ou vasculite por
- 15:31IgA, assim como a doença de Kavazak, vai
- 15:34ser discutida pela pediatria. Tem aula
- 15:36específica para ela, ok? Então, só para
- 15:38te mostrar que precisa dessa decoreba.
- 15:40Olha essa questão de prova, essa daqui,
- 15:42ó, do Hospital Regional de Presidente
- 15:43Prudente. Com relação às vasculites
- 15:45primárias, pode se afirmar corretamente
- 15:47exemplo de acometimento de grandes
- 15:51vasos. Se é grandes vasos, quem que a
- 15:53gente tem que procurar? Ou taciaço ou
- 15:55arterite de células gigantes. E onde a
- 15:57gente encontra aqui na alternativa de
- 16:00arterite de taciaço. Todas as outras não
- 16:03estão classificadas dentro desse grupo,
- 16:06tá? Lembrando que aqui o objetivo das
- 16:07questões é só exemplificar um conceito
- 16:10que a gente discutiu e martelar ele na
- 16:12sua cabeça. A resolução completinha
- 16:14dessas questões bonitinha tá lá no
- 16:16banco, beleza? Então vamos começar
- 16:18justamente por essas vasculites de
- 16:20grandes vasos e vamos começar por essa
- 16:22que foi o gabarito da questão, que é a
- 16:25arterite de taciaço. Então aqui a gente
- 16:27tá falando de uma doença que é conhecida
- 16:28por outros nomes que é inclusive essa
- 16:31nomenclatura remete muito ao que a
- 16:33doença traz. Então, o tacayáço também é
- 16:35conhecida como doença sem pulso, grava o
- 16:38sem pulso. Essa é uma dica fenomenal de
- 16:40exame físico desses pacientes e também
- 16:43chamada de síndrome do arco aórtico,
- 16:45porque basicamente os vasos
- 16:46predominantemente acometidos nessa
- 16:48vasculite são aqueles que saem do arco
- 16:50aórtico para cima e para baixo. Beleza?
- 16:53Voltando aqui em termos de definição, a
- 16:55gente tem o acometimento daqueles
- 16:57grandes vasos que descendem então da
- 16:59aorta, os seus principais ramos. Então
- 17:02aqui a gente lembra, por exemplo, de
- 17:03subclávia e das suas eh tributárias, de
- 17:06carótida, de vertebral, de artérias
- 17:08renais. Essas são as principais, mas é
- 17:11claro que eventualmente tem uma ou outra
- 17:12que pode ser acometida como artérias
- 17:14pulmonares. É que só não é o clássico
- 17:16aqui da doença, tá? Pensando em
- 17:18epidemiologia, grava: "Taciaço é
- 17:21vasculite de adulto jovem de 20, 30 anos
- 17:24no máximo. E o sexo feminino é mais
- 17:26afetado. Isso é importantíssimo porque a
- 17:28próxima vasculite de grandes vasos que
- 17:30eu vou comentar é a vasculite do idoso."
- 17:32Então tá caiaço do jovem, arterit
- 17:34células gigantes do idoso. sobre quadro
- 17:37clínico. Todas as vasculites sistêmicas
- 17:39que a gente vai discutir daqui pra
- 17:41frente são doenças que causam inflamação
- 17:43sistêmica, logo achados como febre
- 17:46baixa, fadiga, astenia, perda de peso,
- 17:50mialgia, artralgia, elas podem fazer
- 17:53parte do quadro clínico dessas doenças,
- 17:55tá? Então, um quadro constitucional pode
- 17:58aparecer em qualquer uma, mas não é isso
- 18:00que vai matar a charada de qual
- 18:01vasculite é aquela de uma determinada
- 18:04questão. São as manifestações típicas de
- 18:06cada uma. E no caso do taciaço, a gente
- 18:09tem que lembrar dos sintomas vasculares
- 18:11que decorrem do quê? Justamente daquela
- 18:13estenose que eu te mostrei no
- 18:15esqueminha, aquela redução do calibre do
- 18:17vaso. Devido a essa estenose, o que que
- 18:19a gente vai apresentar? claudicação de
- 18:21membros superiores. Então, dor,
- 18:23parestesia, desconforto ao elevar aqui,
- 18:27ó, os membros superiores. Isso decorre
- 18:29em geral de estenose da subclávia.
- 18:31Seguindo sintomas neurológicos quando
- 18:33pega caroteó da vertebral, causa de
- 18:35cefaleia, divertem, de zumbido e até de
- 18:38AVC em pacientes jovens. Tem que lembrar
- 18:41quando acomete aqui a horta torácica
- 18:43pode ser causa de eh angina. angina
- 18:46tanto torácica quanto abdominal, quando
- 18:48acomete artérias eh intestinais, renais,
- 18:52enfim. E ela causa também de
- 18:53hipertensão, inclusive de hipertensão
- 18:56renovascular, causa de hipertensão
- 18:59secundária. Isso lá da cárdio você
- 19:02consegue lembrar. Agora, esse é o quadro
- 19:04clínico geralzão. Em geral, a cerejinha
- 19:08do bolo para você matar o diagnóstico de
- 19:09tacaliaço vem desse slide. Então foca
- 19:12aqui diferença de pressão arterial entre
- 19:15os membros superiores. Por quê? Em geral
- 19:17tem uma tendência mais estenos a
- 19:19esquerda. Então você pode ter, por
- 19:20exemplo, uma PA muito baixa, 70x 50 aqui
- 19:24no membro superior esquerdo e uma normal
- 19:26ou até elevada se eu tiver hipertensão
- 19:28renovascular à direita. Então esse é o
- 19:31primeiro achado. Segundo, a ausência ou
- 19:35redução de pulsos. Fundamental gravar.
- 19:38Isso dá nome, inclusive a doença. Então,
- 19:40vi o paciente que apresenta algum
- 19:42comemorativo clínico que a gente
- 19:43comentou e que é o exame físico tem
- 19:45redução ou ausência de pulsos
- 19:47periféricos, pense em tacaiaço se for um
- 19:49paciente jovem principalmente, tá? E
- 19:51para terminar, devido à estenose, sopros
- 19:53em topografia de grandes vasos. E é
- 19:56pensando nestes achados que eu já vou
- 19:58emendar, que na imagem, nos achados de
- 20:01imagem de imagem, seja arteriografia,
- 20:04que é considerado padrão ouro, mas hoje
- 20:06pouco executada pelas dificuldades
- 20:08técnicas de acesso e possíveis eventos
- 20:10adversos. É por isso que na
- 20:11arteriografia, na anjor ressonância, na
- 20:13anjo TC, a gente vê o quê? Esses pontos
- 20:16aqui, ó, de estenose, no qual não há
- 20:19fluxo sanguíneo. E somado a isso, nessas
- 20:21vasculites, o que que a gente vai notar
- 20:23com o passar do tempo? o enfraquecimento
- 20:25daquela parede que tá espessada, parede
- 20:27vai enfraquecendo, vai tendendo à
- 20:29formação de dilatações, dilatações
- 20:32aneurismáticas.
- 20:34Então, muitas vezes, na imagem desses
- 20:35pacientes, a gente encontra áreas de
- 20:37estenose alternadas ali com áreas de
- 20:39dilatação aneurismática, tá? É um outro
- 20:42componente dessas doenças. Não há exames
- 20:44específicos aqui. Basicamente os achados
- 20:46são todos decorrentes de inflamação
- 20:48sistêmica, PCR, VHS altos, às vezes
- 20:50plaquetose, anemia de doença crônica.
- 20:54E em relação ao tratamento já grava a
- 20:57partir de agora. Para basicamente todas
- 20:59as asculites que a gente vai discutir,
- 21:01exceto a última, existe uma droga que é
- 21:04a droga de escolha para tratar
- 21:06inicialmente essas doenças, seja por via
- 21:08oral, intravenosa, tópica, mas é o
- 21:11glicorticoide, a droga chave para o
- 21:14tratamento inicial dessas vasculites
- 21:15sistêmicas, tá? Então a dose, a via de
- 21:18administração vai depender da gravidade,
- 21:20mas fica tranquilo porque isso é raro de
- 21:22cair em termos de acesso direto e quando
- 21:24cai eu vou te mostrar aqui em questão,
- 21:26tá? Então é só lembrar que é
- 21:27glicocorticoide, doença refratária, o
- 21:29que que a gente faz na Reomato? A gente
- 21:31associa imunossupressor e aí pode ser
- 21:33imunossupressor sintético ou
- 21:35imunossupressor biológico. OK?
- 21:38Questãozinha pra gente fixar. Primeira
- 21:40delas, opa, UNESP, questão bem legal,
- 21:43tá? Deixa eu voltar aqui que já deu o
- 21:45spoiler do pronto o spoiler do gabarito.
- 21:48Mulher jovem de 34 anos, dor e
- 21:50formigamento no membro superior esquerdo
- 21:53a cerca de 2 anos, principalmente ao
- 21:56esforço intenso. Isso daqui, gente, é a
- 21:58chamada claudicação que eu te mostrei.
- 22:02De antecedentes, essa paciente não tem
- 22:03nada relevante. E olha o exame físico
- 22:06dela. Pulsos radial e lunar palpáveis no
- 22:09membro superior direito. Mas no esquerdo
- 22:11que ela tem a dor e o formigamento, ó,
- 22:13pulsos não palpáveis. Ela tem a dor no
- 22:16antebraço reproduzida a elevação dos
- 22:19membros, fazendo manobras repetidas de
- 22:22prensão. Então, quando a gente eleva o
- 22:24membro, quando a gente fica fazendo
- 22:25manobra de prensão, a gente tá testando
- 22:27o quê? A nossa vasculatura, só que aqui
- 22:29nesse caso não vai responder porque tem
- 22:31estenose, tem baixo fluxo, tá? Seguindo
- 22:34aqui, perfusão lentificada no membro
- 22:36superior esquerdo em relação ao direito.
- 22:39E a gente nota que em membros inferiores
- 22:42não há nenhuma alteração. E aí ele pede
- 22:44qual é a principal hipótese diagnóstica.
- 22:46É bem aquele quadro que eu te falei,
- 22:47mulher jovem com claudicação de membro
- 22:49superior, no caso aqui o esquerdo, que
- 22:51apresenta redução de pulsos nesse membro
- 22:54superior. A gente tem que pensar em
- 22:56arterite de tacaço. E nessa questão
- 22:58sobram duas, a C e a D. E ele pede o
- 23:01tratamento. Tratamento inicial de
- 23:03taciaço é medicamentoso, é corticoide e
- 23:06é uma doença crônica que deve ser
- 23:08acompanhada. Desobstrução com fogo, art,
- 23:11lembra lá da cirurgia. Isso daqui é
- 23:12quando tenho, por exemplo, um êmulo,
- 23:14alguma coisa que de fato é passível de
- 23:15desobstruir. Aqui não é o caso. É
- 23:18inflamação na parede do vaso, é
- 23:19glicocorticoide. Beleza? Gabarito D. E a
- 23:23próxima, deixa eu colocar aqui. Táaciaço
- 23:25cai legal na prova, viu gente? Por isso
- 23:27que eu coloquei duas questõezinhas. Essa
- 23:29é da UFRJ. A gente tem uma mulher jovem
- 23:32de 25 anos previamente ígida, que faz um
- 23:35AVC isquêmico. Mulher jovem com AVC
- 23:39isquêmico. A gente já começa a pensar em
- 23:40alguns diferenciais. Dentre esses
- 23:43diferenciais, qual é a doença que cursa
- 23:45com a ausência de pulso, nesse caso, em
- 23:48artéria radial esquerda e na braquial
- 23:51direita? Ou seja, mulher jovem com AVC,
- 23:54algum tipo de eh AVC isquêmico, né?
- 23:57Então, algum tipo de acometimento de
- 23:59vasos, né, que vão pro eh intracraniano
- 24:02foi acometido e somado a isso, a gente
- 24:04tem redução de pulso em ambos os membros
- 24:06superiores. Não tem como, parece que a
- 24:08gente tem poucas informações aqui, mas
- 24:10pensando em termos de diagnóstico
- 24:11diferencial, essa é a cara do tacayaço.
- 24:14Então, para essa questão do FRJ,
- 24:16difícil, tá? a gente tem que lembrar de
- 24:18arterite de tacaliaço. Todas as outras
- 24:20elas não justificam esse acometimento da
- 24:24periferia com ausência redução de pulso.
- 24:26Poderia justificar um AVC, mas não esse
- 24:28acometimento de pulsos periféricos.
- 24:30Belezinha? Agora então a gente passa do
- 24:32tacaliaço para a arterite de células
- 24:35gigantes, que como eu adiantei é a
- 24:37vasculite de grandes vasos do idoso.
- 24:40Então aqui a epidemiologia é chave. São
- 24:43adultos a partir dos 50 anos, mas quanto
- 24:45mais velho, maior a chance em geral de
- 24:48etnia caucasiana, isso é o clássico
- 24:51também, e também acomete mais mulheres,
- 24:53assim como o taciaço, tá? Em relação à
- 24:56artrite de células gigantes, é a horta e
- 24:58grandes vasos, sim, mas é um perfil
- 25:00diferente. Lá no taciaço, um predomínio
- 25:02de arco aórtico. Aqui o que a gente vê é
- 25:05um predomínio de artéria vertebral e os
- 25:08seus ramos extracranianos. na verdade,
- 25:10artéria vertebral e os ramos
- 25:12extracranianos da carótida. E esses
- 25:14ramos extracranianos da carótida tem um
- 25:17que é o queridinho, que é qual? O da
- 25:20artéria temporal que fica aqui e que
- 25:23traz um achado muito característico da
- 25:25doença. Beleza? Sobre a epidemiologia é
- 25:28o que eu passei inicialmente, tem que
- 25:30gravar porque isso ajuda demais no
- 25:31diagnóstico diferencial. E aí sobre
- 25:33quadro clínico, aquele quadro
- 25:35constitucional que eu comentei pro
- 25:36Taciaço também pode estar presente aqui,
- 25:38mas o que vai chamar a atenção
- 25:40inicialmente para o diagnóstico de
- 25:42arterite de células gigantes ou arterite
- 25:44temporal é uma cefaleia nova. Então, viu
- 25:48um paciente acima dos 50 anos com uma
- 25:50cefaleia nova, de início recente, que
- 25:52não responde à analgesia, pensa em
- 25:55células gigantes. Ela pode ser temporal?
- 25:58Claro que pode, é o clássico da doença,
- 26:00mas ela também pode assumir outros
- 26:02padrões, então fica ligado, pode ser
- 26:04holocraniana, hemicraniana, enfim.
- 26:07Dentre outros achados de exame físico,
- 26:09todos eles vão eh decorrer de algum grau
- 26:12de obstrução de vaso. Então, por
- 26:14exemplo, a claudicação de mandíbula nada
- 26:17mais é do que a claudicação de membro
- 26:18superior do tacaliaço, só que aqui, ó,
- 26:20nessa região de irrigação da mandíbula.
- 26:23Então, conforme o paciente vai
- 26:25mastigando, vai falando, isso vai
- 26:28cansando. Mesma coisa que acontece com o
- 26:29braço, claudicação de mandíbula,
- 26:31altamente específico de células
- 26:33gigantes. E a gente também tem o
- 26:35fenômeno arterítico, que acomete aqui,
- 26:37ó, vasos oftálmicos. E por isso a gente
- 26:40tem complicações oculares, eh, típicas
- 26:42da doença. Pode ser desde uma visão
- 26:44borrada, visão dupla, até uma amaurose
- 26:48fugaz. E como eh evento mais grave e
- 26:51mais temido da arterite de células
- 26:53gigantes, uma perda visual permanente,
- 26:56cegueira permanente, tá? E em geral essa
- 26:58cegueira decorre de uma neuropatia, uma
- 27:01neuropatia óptica isquêmica anterior,
- 27:04também chamada de noia, tá? Então, só
- 27:06para lembrar o mecanismo da perda visual
- 27:08nesses pacientes.
- 27:10Em relação ao quadro clínico aqui é
- 27:11fundamental que a gente lembre de uma
- 27:14associação. Então, células gigantes é
- 27:16esse o quadro clínico e é uma vasculite
- 27:18sistêmica. Só que em até 40, 60% desses
- 27:22pacientes, eh, eles podem apresentar uma
- 27:24outra doença concomitantemente a
- 27:27arterite. E que doença é essa? É a
- 27:30polimialgia reumática. Não adianta, tem
- 27:32que gravar. Eu brinco que é uma duplinha
- 27:35sertaneja. A gente vai ter algumas
- 27:36duplinhas sertanejas aqui ao longo da
- 27:39aula, quando você não sabe, né, quem é o
- 27:40fulano ou quem é o ciclano. Então aqui é
- 27:42para lembrar dessa relação. A polimiia
- 27:45reumática não é uma vasculite sistêmica,
- 27:47ela é uma doença reumatológica
- 27:49imunomediada que causa um processo
- 27:51inflamatório nas estruturas ao redor da
- 27:54articulação periarticulares e na
- 27:56articulação. E na polimialgia reumática,
- 27:58a gente tem vários pontos em comum com a
- 28:00arterite. A epidemiologia é a mesma que
- 28:02eu discuti pacientes a partir dos 50
- 28:04anos. A gente tem um quadro clínico que
- 28:06é altamente característico. A gente vai
- 28:09ver na questão de de prova, é dor,
- 28:12rigidez e limitação em cinturas
- 28:15escapular aqui na região do ombro e
- 28:18cintura pélvica, região da bacia, tá?
- 28:21Então, viu algum paciente acima de 50
- 28:23anos com este quadro clínico? Em geral,
- 28:25ao longo de ali algumas semanas, sube
- 28:27agudo, pense em polimialgia reumática e
- 28:30ela pode vir sozinha ou acompanhada da
- 28:32arterite de células gigantes, tá? São
- 28:34doenças que existem separado, mas que
- 28:36podem vir juntas, OK? Tem que gravar
- 28:39essa associação. Então, sobre o quadro
- 28:41clínico da polimialgia, para você
- 28:42lembrar, esse acometimento de cintura
- 28:44escapular pode gerar inclusive queixas
- 28:46aqui, ó, em região hospital, região
- 28:48cervical. E o acometimento da região da
- 28:51bacia, da região do quadril, pode levar
- 28:53até a queixa de lombalgia, ok? Então,
- 28:56grava essa figurinha para você lembrar
- 28:58de polimialgia. Em relação a achados de
- 29:01exames complementares, basicamente de
- 29:03laboratório, valem os mesmos para
- 29:06arterite e para polimialgia. É anemia de
- 29:08doença crônica, às vezes plaquetos. Mas
- 29:11lembra que essas duas doenças são duas
- 29:15das doenças que na medicina mais cursam
- 29:18com elevação de VHS, principalmente
- 29:21também eleva o PCR, mas mais
- 29:23caracteristicamente o VHS. Então aqui a
- 29:27gente vai ter valores acima de 50 na
- 29:29imensa maioria dos casos e em alguns ele
- 29:32vai se aproximar ou até exceder 100 mm
- 29:35na primeira hora, tá? Então lembra, viu
- 29:38o quadro clínico típico de uma das duas
- 29:40ou de ambas com VHS alto é para pensar
- 29:44nessas doenças, tá? sobre imagem da
- 29:46arterite de células gigantes. Então aqui
- 29:48a gente pode se valer de arteriografia,
- 29:51angiorressonância, de angiotomografia,
- 29:53até de PET CT, que é a imagem que a
- 29:55gente vê aqui, ó, na qual tem uma alta
- 29:58captação em a horta torácica e a horta
- 30:00abdominal, mas um exame que vem fazendo
- 30:02muito sucesso e que vem aparecendo nas
- 30:04provas porque ele é de baixo custo, ele
- 30:07é facilmente executável, você já
- 30:08consegue dar um laudo na hora e quando
- 30:10feito por um profissional capacitado,
- 30:12ele é excelente, tem uma boa acurácia.
- 30:15para arterit de células gigantes é o
- 30:17ultrassom de artérias, artérias temporal
- 30:20e axilares. Em geral são essas mais que
- 30:22a gente faz, OK? Então, de propedêutica
- 30:25armado, de exame de imagem, são
- 30:27basicamente esses que a gente pode se
- 30:28valer. Agora, se a gente tá pensando em
- 30:32termos de padrão ouro, o que é desejável
- 30:35em todo caso seria a biópsia. Biópsia do
- 30:38quê? De artéria temporal. Só que a gente
- 30:41tem algumas questões. Essa biópsia é
- 30:44pouco disponível, apenas em geral, né,
- 30:45em centros grandes. Ela tem que ser
- 30:47muito bem executada porque o
- 30:49acometimento inflamatório da artritid
- 30:51células gigantes, ele é salteado. Então
- 30:53se você tira fragmento só de uma região,
- 30:55eles podem vir sem nenhuma alteração e
- 30:57aí você deixa de fazer um diagnóstico se
- 31:00se basear apenas naquele anátomo
- 31:03patológico, tá? Então esse acometimento
- 31:05salteado é um clássico, por isso várias
- 31:06amostras têm que ser coletadas. E uma
- 31:08última informação importante é: não
- 31:11postergue tratamento de arterite de
- 31:13células gigantes esperando biópsia. Ela
- 31:15pode ser feita mesmo com algumas
- 31:17semaninhas de uso da droga chave pro
- 31:20manejo dessa doença. E que droga que
- 31:22trata essa vasculite sistêmica, não
- 31:25tenha dúvida, é o glicorticoide.
- 31:28doses em geral altas, como a gente faz
- 31:30lá no tacaliaço a 1 mg kg dia. Em alguns
- 31:34casos, a gente pode até a ter que pensar
- 31:36em pulsoterapia cometilpredinisolona, se
- 31:39eu tô pensando naquela neuropatia óptica
- 31:40isquêmica, por exemplo, mas é
- 31:42corticoide, quadro refratário, você já
- 31:44sabe, a gente vai usar imunossupressor
- 31:47sintético ou então imunosupressor
- 31:49biológico em casos refratários ao
- 31:52imunossupressor sintético. Beleza? Sobre
- 31:55a polimialgia reumática é corticoide
- 31:58também tem tudo a ver com a artericulas
- 32:00gigantes. Mas na polimiologia tem uma
- 32:02coisa interessante, o paciente usa doses
- 32:04baixas a moderadas de prediena, então em
- 32:06geral 10 mg, 15 mg. E aí ele tem uma
- 32:10baita resposta clínica e laboratorial,
- 32:12uma resposta rápida, tá? Então lembra
- 32:14desse detalhe porque as doses são bem
- 32:16diferentes para polimialgia e para
- 32:18arterite de células gigantes. Questões
- 32:20pra gente fixar.
- 32:22Primeira da Santa Casa de Misericórdia
- 32:24de São Paulo. Mulher de 64 anos,
- 32:27previamente ígida, apresenta cerca de um
- 32:29mês uma cefaleia intensa que não cede
- 32:32com analgésico. Além disso, quadro
- 32:35constitucional com febre baixa quase
- 32:37diária. Fizeram uma biópsia e nessa
- 32:39biópsia fizeram, a partir, né, dessa
- 32:42biópsia, fizeram diagnóstico de arterite
- 32:44de células gigantes. E aí ele pede,
- 32:46dentre as afirmativas abaixo, ele quer a
- 32:49incorreta, aquela que a gente não pode
- 32:51relacionar a arterite de células
- 32:53gigantes. Vamos lá. Na aos de anemia e
- 32:57febre de origem obscura tem tudo a ver
- 33:00com arterite de células gigantes, uma
- 33:02uma vasculite sistêmica que inflama o
- 33:04paciente como um todo. É causa de febre
- 33:06de origem eh obscura em pacientes
- 33:09idosos, de fato. Então, a ela tá
- 33:11correta, logo a gente não pode marcá-la.
- 33:13B. Causa de perda súbita de visão
- 33:16monocular.
- 33:17Exatamente. É o que a gente tava
- 33:19discutindo anteriormente, inclusive
- 33:20desse mecanismo da noia, tá? Então não,
- 33:23isso daqui é uma complicação temidíssima
- 33:25da doença. A gente não pode marcar. C
- 33:28acometimento quase exclusivo em
- 33:30pacientes com mais de 50 anos. Isso é um
- 33:33clássico dessa vasculite. De forma
- 33:34alguma a gente pode marcar essa
- 33:36alternativa, porque isso é o clássico
- 33:38dos clássicos. Na D ele fala de
- 33:41claudicação mandibular. E eu te falei
- 33:43que esse é um achado altamente
- 33:44específico de arterite de células
- 33:46gigantes. Então não podemos marcar.
- 33:48Vamos ver se o erro tá na e inflamação
- 33:50restrita às artérias originadas do arco
- 33:53aórtico. E é aqui que tá o erro, porque
- 33:56não só as artérias que saem do arco
- 33:59aórtico são acometidas nas células
- 34:00gigantes. Eu te falei que isso valia
- 34:02principalmente pro tacaliaço. Aqui a
- 34:03gente pode ter acometimento de aorta
- 34:05torácica, de outros segmentos, inclusive
- 34:07acometimento de a horta torácica pode
- 34:09gerar com o tempo dilatação
- 34:11aneurismática nessa horta torácica.
- 34:13Então assim, a e é incorreta por esse
- 34:16detalhe, mas se você tivesse ligadinho,
- 34:18todas as outras dava para classificar
- 34:20como corretas com base nesse
- 34:21conhecimento, eh, que a gente teve agora
- 34:23sobre a vasculite, tá? Então, o gabarito
- 34:25fica como letra E. E tem mais uma
- 34:28questão, opa, sobre eh as duas doenças,
- 34:32arituligantes e polimialgia, questão boa
- 34:35da UNIFESP, que eu coloquei aqui para
- 34:37você realmente fixar essa imagem, tá?
- 34:40Vamos lá. Olha a epidemiologia. mulher
- 34:42idosa, 75 anos, que apresenta dor,
- 34:46limitação aos movimentos e rigidez
- 34:48matinal. E onde? Em ombros e em quadris
- 34:52há um mês. Um quadro suagudo que está a
- 34:56cara da polimialgia reumática. Não tá
- 34:59melhorando com dipirona e a sei que não
- 35:01vai porque só vai melhorar com
- 35:02corticoide. Além disso, tem febre baixa,
- 35:05tem inapetência e na investigação,
- 35:08achados de inflamação, né? anemia
- 35:10normoonormo. Olha esse VHS
- 35:12aumentadíssimo, a cara da polimialgia, o
- 35:15PCR também. Mas o que mata essa questão
- 35:18e esse diagnóstico duplo é o PET. O
- 35:21PETCT mostrou o quê? Captação intensa
- 35:25tanto em a horta torácica quanto em a
- 35:27horta abdominal. E captou também em
- 35:30outras regiões, ó, artérias axilares,
- 35:33que eu falei que era um sítio
- 35:34interessante, avaliado atualmente para
- 35:36arterite de células gigantes e também na
- 35:38região da polimialgia, ombros e quadris.
- 35:41Ó, muito provavelmente esse pet tinha
- 35:43uma imagem muito parecida com essa daqui
- 35:45que eu te mostrei. Então agora a gente
- 35:48sabe que tem um quadro clínico
- 35:49característico da polimialgia reumática.
- 35:52Deixa eu voltar aqui pra questão. Mas
- 35:54esse acometimento de grandes vasos não é
- 35:56da polimialgia. Ela não é uma vasculite.
- 35:58Quem é que causa isso e que pode vir
- 36:00associada a polimialgia? É a arterite de
- 36:02células gigantes. Por isso, o gabarito
- 36:04dessa questão fica como letra A. Ok?
- 36:07Assim, a gente encerra grandes vasos e a
- 36:09gente vai pros médios vasos, no qual a
- 36:11gente tem uma representante, a
- 36:13poliartterite nodosa. Então, sobre a
- 36:15poliarterite nodosa, vocês vão começar a
- 36:17notar que conforme eu for progredindo
- 36:19aqui nas vasculites, eh, automaticamente
- 36:22a gente vai notar uma maior variedade de
- 36:25manifestações clínicas, porque a gente
- 36:27vai tendo mais vasos acometidos. Então,
- 36:29no caso da poliartrite nododosa, a gente
- 36:32tem uma vasculite que vai acometer
- 36:34principalmente pele, nervos e víceras.
- 36:38Por isso que eu tenho manifestações
- 36:39viscerais, tá? Uma vasculite de
- 36:41características necrosantes e muda
- 36:44também a epidemiologia. Lá era mais
- 36:45mulher, né? Agora é homem. Basicamente a
- 36:48maioria é homem e homens de meia idade.
- 36:51E assim como eu falei da duplinha
- 36:53sertaneja, né, da artrite de células
- 36:54gigantes e da polimialgia reumática,
- 36:57para começar a poliartite nodosa, você
- 37:00já tem que lembrar dessa associação de
- 37:02livro que é muito explorada nas provas,
- 37:04que é a relação entre a poliartrite
- 37:06nodosa e a hepatite B. Para gravar,
- 37:09lembra, poliartrite bobosa com B de
- 37:13hepatite B. Beleza? Acho que assim fica
- 37:16mais fácil. É claro que hoje com a
- 37:17vacinação em massa que a gente tem,
- 37:19principalmente aqui no Brasil, isso vem
- 37:20se tornando, na realidade cada vez menos
- 37:22frequente. Mas pra sua prova é uma baita
- 37:25dica. Sorologia compatível com hepatite
- 37:27B, eventualmente coloca lá, né, um DNA
- 37:30viral compatível com o vírus B, coloca
- 37:32um paciente que tem uma hepatopatia
- 37:34crônica e um quadro clínico de
- 37:36poliarterite eh para pensar nessa
- 37:39associação. Então, grava a partir de
- 37:41agora, tá? A segunda duplinha sertaneja
- 37:43da nossa aula.
- 37:44Agora, pensando na poliartite nodosa,
- 37:47quadro clínico. Além do quadro clínico
- 37:50geral, aquele constitucional que a gente
- 37:52conversou, eu tenho mais manifestações
- 37:54clínicas e na poliartite não tem uma que
- 37:57mata o diagnóstico. A gente em geral vai
- 37:59encontrar no enunciado várias delas em
- 38:01associação. Começar pela mais frequente
- 38:03que é o acometimento do sistema nervoso
- 38:05periférico, em geral sob a forma de
- 38:07mononeurite múltipla. lesões de pele
- 38:09variadas, desde nódulos subcutâneos a
- 38:12lesões purpúricas de vasculite de
- 38:14pequenos vasos. Só que a gente pode ter
- 38:16também uma evolução mais dramática com
- 38:20realmente necrose, gangrena, isquemia de
- 38:23extremidades, posso ter livedo, livedo
- 38:26em geral aqui, ó, como esse é um livedo
- 38:28reticular. Sobre acometimento renal, a
- 38:31gente não tem glomérulfrite. Eu vou
- 38:33destacar isso já já. O que a gente vê
- 38:35aqui é uma nefropatia vascular. Então,
- 38:38eu tenho elevação de nível pressórico,
- 38:40eu tenho proteinúria pequena, eu tenho
- 38:42elevação de ureéia e de creatinina, mas
- 38:44eu não tenho, por exemplo, hematúria
- 38:46dismórfica, eu não tenho proteinúria em
- 38:49faixas, né, nefróticas, nada disso. Aqui
- 38:52o acometimento é vascular, não é do
- 38:54glomérulo. No quesito abdômen, a gente
- 38:58pode ter angina mesentérica por
- 39:00acometimento de vasos mesentéricos. A
- 39:03gente pode ter um clássico dessa
- 39:05vasculite, que é a dor testicular. Tanto
- 39:08na prova quanto na vida, ela não aparece
- 39:10na maioria dos pacientes, tá? Mas quando
- 39:12a questão de prova traz um homem com dor
- 39:14testicular, com orquite e que tem esses
- 39:16outros comemorativos, é para pensar em
- 39:19poliartrite nodosa, tá? E para
- 39:21finalizar, ela também é causa de
- 39:22cardiomiopatia, tanto direta, né? Eh,
- 39:25causada, por exemplo, por alterações
- 39:26coronárias, como também secundárias a
- 39:29essa nefropatia vascular. Então essa é a
- 39:31carinha da politer e esse slide aqui vai
- 39:34ajudar demais no diagnóstico diferencial
- 39:37dessa vasculite com as de pequenos vasos
- 39:39que a gente vai discutir já já. Primeiro
- 39:41ponto, acabei de falar, poliartrite
- 39:43nodosa não é causa de glomérulfrite.
- 39:46Então isso já ajuda demais. Mas um outro
- 39:49ponto que vai ser fundamental é o fato
- 39:52de na poliartite nodosa eu não ter
- 39:55mencionado o acometimento de trato
- 39:57respiratório, nem alto, nem baixo, né?
- 39:59nem vias aéreas superiores nem
- 40:00inferiores, é porque a poliartritodosa
- 40:03poupa o pulmão, poupa as vias aéreas,
- 40:06tá? Então isso a gente não encontra
- 40:08nessa vasculite, ok? Sobre a achados de
- 40:12laboratório, gente, nada específico.
- 40:14PCRVHs altos, anemia, lembra que aqui a
- 40:17gente tem que investigar hepatite B? E
- 40:20se eu for pensar em termos de biópsia,
- 40:22aqui também é desejável. Sempre que a
- 40:24gente puder fazer biópsia de pele, de
- 40:27nervo, eh, de testículo, de músculo, a
- 40:30gente vai fazer. E aí o que a gente
- 40:31encontra? Uma vasculite necrosante, tá?
- 40:34Esse é o marco dessa doença. E em termos
- 40:37de exame de imagem, lembra que eu
- 40:39comentei nas vasculites, em geral, a
- 40:41gente encontra segmentos estenóticos,
- 40:44redução do lumem dos vasos alternados
- 40:46com áreas de dilatação aneurismática. E
- 40:49no caso da partrit nodosa, a gente tem
- 40:51isso muito bem definido, como as
- 40:52setinhas mostram aqui, só que são
- 40:55microaneurismas, são áreas, ó, muito
- 40:57pequenininhas que se formam, ó,
- 40:59alternadas. Aqui eu tenho uma área, né,
- 41:01de isquemia, não tem fluxo sanguíneo e
- 41:03nessa daqui a gente tem um pequeno
- 41:05aneurisma ou microaneurisma. Já apareceu
- 41:08em questão de prova, tá? Eh, então uma
- 41:10angiografia, por exemplo, uma
- 41:11angiorressonância de mesério, né, de
- 41:13vasos mesentéricos, de abdômen ou então
- 41:16de vasos renais mostrando esse achado.
- 41:18Então tem que lembrar. E por fim,
- 41:20tratamento. Você tem alguma dúvida? É
- 41:22corticoide, gente. Doses variáveis, em
- 41:23geral, dose alta, tá? 0,5 mg aquil dia,
- 41:261 mg aquilo dia, depende do
- 41:28acometimento. E não se esqueça, a gente
- 41:30sempre vai investigar vírus B. Então
- 41:33isto é obrigatório se o enunciado já não
- 41:35te der. Às vezes a questão de prova quer
- 41:37que você solicite realmente ou
- 41:39identifique um exame que é esperado no
- 41:41contexto dessa doença e em geral envolve
- 41:43aqui sorologia, enfim, investigação de
- 41:46hepatite B. Sobre questões agora, ó, pra
- 41:50gente lembrar da carinha da doença.
- 41:52Homem de 36 anos com dor testicular
- 41:54aguda a 48 horas. Será que é uma questão
- 41:56de cirurgia, uma torção testicular? Não
- 41:58é não. Nesse caso, ele tá agora com a
- 42:01dor testicular, mas há dois meses ele já
- 42:04apresenta perda de peso involuntário,
- 42:06uma perda bastante significativa de 6
- 42:08kg, parestesias em mãos e pés, um
- 42:11acometimento neurológico periférico e
- 42:14livedo reticular. Ao exame físico, uma
- 42:16PA elevada. E aí ele mesmo já fala:
- 42:20"Diante da suspeita de uma vasculite
- 42:22sistêmica, volta para mim. vasculite
- 42:24sistêmica, que acomete mais homens,
- 42:26adultos, que cursa com dor testicular,
- 42:29acometimento eh neurológico periférico e
- 42:32lesões de pele. Que vasculite que é
- 42:34essa? É a poliarterite nodosa. E aí ele
- 42:38quer saber, a questão é bem legal, por
- 42:39isso, qual é o achado de exame
- 42:41complementar que é compatível com
- 42:42poliartitinodosa. Na A, eh, solicitar
- 42:46proteinúria de 24 horas para me ajudar
- 42:48aqui no diagnóstico diferencial. Eu te
- 42:50falei, nefropatia vascular, se cursar
- 42:52com protein é a protein pequena, não é
- 42:55protein de monta aqui não vai ajudar. B.
- 42:58Anjo tomo de tórax. Não. Lembra que a
- 43:01polioite nodosa poupa vias aéreas. Não
- 43:04vou ver nada em região de tórax para
- 43:07esse paciente. C. Aaliação de
- 43:09desmorfismo eritrocitário. Outra
- 43:11pegadinha é causa de nefropatia
- 43:13vascular, não de glomérulfrite, que
- 43:16cursa com hematura esmórfica. Então, a C
- 43:18tá fora de dosagem de crioglobulinas. Já
- 43:22já a gente vai ver a doença na qual isso
- 43:23é importante, mas não é na
- 43:25poliartterite. E a gente chega na e em
- 43:27que fala para solicitar angiografia
- 43:29abdominal e a gente vai procurar aquele
- 43:31achado, né, de estenos e de
- 43:33microaneurismas alternados. Beleza?
- 43:36Carinha de poliartterite nodosa. E a
- 43:38próxima que é basicamente uma revisão
- 43:40dessa vasculite, uma questão bem legal.
- 43:43É correto afirmar sobre a poliartrite
- 43:44nodosa? A, trata-se de uma vasculite
- 43:47necrosante, multissistêmica, até aqui
- 43:50correta, que afeta artérias musculares
- 43:52de pequeno e médios calibres, tá certo?
- 43:54Tá? É predominantemente de médio
- 43:56calibre, mas também pode acometer
- 43:57pequeno. Só que o problema tá no final,
- 44:00em que o comprometimento de artérias
- 44:02pulmonares é característico. Isso é
- 44:05exatamente o que a poliartterite nodosa
- 44:07não faz. B. A patologia do rim a
- 44:11arterite com glomérolfrite? Não, gente,
- 44:14é uma arterite que leva a uma nefropatia
- 44:16vascular, beta fora. C. Sinais, sintomas
- 44:20inespecíficos são uma característica
- 44:22essencial, são importantes, mas
- 44:25essencial é forte, né? Porque eles não
- 44:26são específicos de doença nenhuma. E aí
- 44:28eles falam que febre, perda de peso e
- 44:30mal-estar geral estão presentes em mais
- 44:32da metade dos casos. E isso é correto.
- 44:36Então assim, todas essas vasculites elas
- 44:38podem cursar com sinais de sintomas
- 44:40sistêmicos, tá? Não é que é essencial ao
- 44:42diagnóstico, mas de fato comparadas às
- 44:45outras na poliartterite nodosa a gente
- 44:47nota uma frequência bem maior de febre,
- 44:50de perda de peso, de astia em relação às
- 44:54outras. Beleza? Então, neste contexto,
- 44:56eu acho que a C a gente pode considerar
- 44:58correta, sim. Na D, os testes
- 45:00sorológicos diagnósticos são essenciais
- 45:01pro diagnóstico. E aqui eu tenho que
- 45:03pedir anticorpo anca ou contra
- 45:05mieluperoxidase ou proteinase 3. É
- 45:08justamente esse tipo de vasculite que a
- 45:10gente vai discutir na sequência, não é
- 45:12politer, é o prognóstico da doença,
- 45:15mesmo sem tratamento, é extremamente
- 45:17positivo, com sobrevida em 10 anos de 90
- 45:20a 100%. Questão mais difícil, porque
- 45:22isso é um detalhe que em geral a gente
- 45:24não vê processo direto, isso fica pro R+
- 45:26de clínica, tá? Mas eu já vou te
- 45:28adiantar, na verdade, o prognóstico da
- 45:29doença não é bom. Ela tá associada a uma
- 45:32alta morbe mortalidade, principalmente
- 45:34se o diagnóstico não é feito de forma
- 45:35rápida. Então aqui a gente não tem uma
- 45:38doença com prognóstico positivo e a
- 45:40sobrevida é bem inferior a 90 100% em 10
- 45:44anos, ok? Então é uma vasculite
- 45:46potencialmente bastante grave. Eu te
- 45:48falei, a gente já começa a tratar com
- 45:49corticoide em dose alta. Então, como ele
- 45:51quer a alternativa correta, é de fato a
- 45:54C que fala sobre esses sinais sintomas
- 45:56sistêmicos inespecíficos, mas que aqui
- 45:58na poliartite nododosa eles são bem
- 46:00marcantes, belezinha? Então assim, a
- 46:03gente encerra os médios vasos, lembra
- 46:04que Kavazak vai ser discutido pela
- 46:06pediatria e a gente entra no grupo de
- 46:08doenças que tem o maior número de
- 46:10representantes, que são as vasculites de
- 46:12pequenos vasos. E aqui a gente tem dois
- 46:14grupos, lembra? a das vasculites
- 46:16associadas ao anca e a das vasculites
- 46:18associadas à deposição de
- 46:20imunocomplexos. Bora começar pelo anca.
- 46:23Aqui a gente tem que lembrar primeiro de
- 46:25tudo que o anca não é um anticorpo
- 46:27específico. Na verdade é um nome
- 46:30genérico que envolve vários anticorpos
- 46:33que se formam contra o citoplasma de
- 46:35neutrófilos. E eles podem estar
- 46:37presentes em diversas doenças
- 46:39reumatológicas, não reumatológicas, mas
- 46:42existe um grupo de doenças nas quais
- 46:46este anca ele tem um papel
- 46:48fisiopatológico importante. Nessas
- 46:51doenças, ele tá presente em alta taxa de
- 46:54positividade, alta porcentagem dos
- 46:56pacientes e isso difere de outras
- 46:58doenças nas quais ele surge de forma
- 47:00inespecífica, a semelhança do que a
- 47:02gente vê, por exemplo, para fator
- 47:04reumatoide, paraa fã. Então, na reumato,
- 47:06né, a gente tem que desmistificar alguns
- 47:08conceitos. É óbvio que o ANCA tem uma
- 47:10associação fortíssima com as doenças que
- 47:12a gente vai discutir daqui pra frente,
- 47:13mas ele não é específico delas, tá? Ele
- 47:15pode aparecer em vários outros
- 47:16contextos. Agora, quando a gente pensa
- 47:19nas doenças nas quais o ANCA está
- 47:22caracteristicamente presente, algumas eh
- 47:25semelhanças se apresentam sobre essas
- 47:28doenças, tá? Basicamente são vasculites
- 47:31de pequenos vasos, vasculites de caráter
- 47:34necrosante e grava isso daqui,
- 47:36vasculites nas quais a gente tem pouco
- 47:39ou nenhum depósito imune. Por que que
- 47:41isso é importante? Às vezes a questão de
- 47:43prova vai ter como chave pra resolução
- 47:46uma biópsia. uma biópsia de pulmão, uma
- 47:48biópsia de rim e toda vez que você
- 47:50encontrar, por exemplo, uma
- 47:51glomérulonefrite palse imune, isso deve
- 47:54te remeter imediatamente a vasculites
- 47:57anca associadas, tá? Então isso
- 47:59basicamente é o que une essas três
- 48:01vasculites aqui, que assim como o
- 48:04calibre dos vasos predominantemente
- 48:05acometidos, que eu te falei que você
- 48:06tinha decorar aqui, também tem que
- 48:08decorar. São três. Então bora lá. A mais
- 48:11famosa que mais aparece na prova,
- 48:13granulomatose de Wagner ou granulomatose
- 48:16com poliangeite, que é o termo mais
- 48:18utilizado atualmente. A poliangite
- 48:20microscópica, que é rara na vida e
- 48:23raríssima na prova de acesso direto. E a
- 48:26síndrome de Schurgstraus ou
- 48:27granulomatose eílica com poliangite, que
- 48:31ali, ó, depois do Wagner é a que mais
- 48:33aparece, tá? Então, bora começar
- 48:35justamente por aquela que é em geral a
- 48:38queridinha desse grupo que é a
- 48:40granulomatose com poliangite. Todas
- 48:43elas, gente, acometem homens e mulheres
- 48:45adultos em qualquer faixa etária, tá?
- 48:47Então isso daqui não tem nada eh
- 48:49característico e o que vai chamar
- 48:51atenção em todas essas vasculites
- 48:52inicialmente é um ou mais sinais
- 48:54sintomas sistêmicos, exatamente como que
- 48:56a gente veio discutindo até então. Só
- 48:59que para você pensar em Wagner, procure
- 49:02no seu enunciado pelo menos dois ou
- 49:05talvez três componentes dessa tríade que
- 49:07eu vou te falar a partir de agora, tá?
- 49:10Todas as vas as ascolites de pequenos
- 49:11vasos que a gente vai discutir daqui pra
- 49:12frente, elas estão associadas a dezenas
- 49:15de manifestações clínicas, porque pensa,
- 49:17por pequenos vasos, a gente tem que
- 49:19entender capilares, arteríulas e
- 49:22vênulas. E a gente tem isso basicamente
- 49:25no corpo inteiro. Então, qualquer órgão
- 49:28ou sistema pode ser acometido nessas
- 49:29vasculites. Então, pra gente não se
- 49:32perder em manifestações, né, não típicas
- 49:34de cada uma delas, grava aquelas que são
- 49:37a cara de cada uma, tá? E no caso do
- 49:40Wegner, a tríade é formado pelo
- 49:42acometimento de vias aéreas superiores.
- 49:44E eu vou te mostrar com o quê? Vias
- 49:46aéreas inferiores e somado a isso, o
- 49:49acometimento renal sob a forma de
- 49:51glomérulfrite.
- 49:53Nas vias aéreas superiores. O que chama
- 49:55atenção no Wagner? Um quadro crônico de
- 49:58sinusopatia, de rinocinusite, uma coisa
- 50:01recorrente que não melhora com o uso de
- 50:04antibióticos, tá? Isso é a cara do
- 50:06Wagner e pode causar rinoia, rinoia
- 50:08purulenta, eventualmente epistache. É
- 50:11causa de nariz em cela. O processo
- 50:13inflamatório pode comer a cartilagem e
- 50:16aí a gente fica com aquele nariz em cela
- 50:17que também pode ser visto, por exemplo,
- 50:19em pacientes que fazem uso de cocaína.
- 50:22Então, vias aéreas superiores presentes
- 50:24na maioria dos pacientes com Wegner, tá?
- 50:26Descendo para vias aéreas inferiores, a
- 50:29gente pode ter nódulos, nódulos
- 50:31pulmonares que cavitam, como esses
- 50:33daqui, ou nódulos pulmonares que não
- 50:35cavitam, como alguns outros que a gente
- 50:37nota nessa radiografia. Aqui é o nariz
- 50:39em cela que eu comentei anteriormente,
- 50:41mas ainda no pulmão a gente também pode
- 50:44encontrar hemorragia alveolar de graus
- 50:48diferentes, tá? Inclusive levando a uma
- 50:51síndrome respiratória aguda grave com
- 50:53infiltrados difusos bilaterais. No Sins
- 50:56eu já cantei a bola é glomérol nefrite.
- 50:59Todas as vasculites ancassociadas podem
- 51:01causar glomérol nefrite. E em geral é
- 51:04uma glomérulonefrite rapidamente
- 51:06progressiva. Então você vai ver um
- 51:07quadro de síndrome nefrítica. E neste
- 51:10contexto a gente lembra que no caso
- 51:13dessas vasculites aqui pode haver
- 51:15presença de crescentes ou não, tá? Então
- 51:17você pode ter aglomero lunefrite
- 51:19rapidamente é progressiva, crescêntica,
- 51:21não crescêntica e lembra do dado da
- 51:23biópsia com pouco ou nenhum depósito
- 51:26imune, palce imune. Isso ajuda demais.
- 51:29Mas dentre outras manifestações do
- 51:30Wagner que já apareceram em prova,
- 51:32lembrar que doença sistêmica causa
- 51:35normalmente, né, queixas articulares,
- 51:38lesões de pele, principalmente
- 51:39decorrentes de vasculite de pequenos
- 51:42vasos, então púrpura, úlceras. Wegner
- 51:44adora olho e orelha. Então, Wegner causa
- 51:47de esclerite, de epicclerite, de
- 51:50pseudotumor orbitário causando proptose
- 51:52ocular. É causa de hipoacusia ou até de
- 51:56eh perda auditiva completa. Então,
- 51:58Wagner realmente gosta aqui, ó, dessa
- 52:00região de face, né, cabeça, pescoço,
- 52:02seios da face. No mais, ele também é
- 52:05causa de neuropatia periférica,
- 52:07principalmente sob a forma de
- 52:08mononeurite múltipla. Então, tudo isso
- 52:10pode vir numa questão de Wegner, mas a
- 52:12tríade é o que vai mandar. de achados de
- 52:15labo. Todos secundários a inflamação. O
- 52:18grande destaque vai para quem? Para o
- 52:21anca. E nessas vasculites não adianta
- 52:24você só gravar que elas são ancass
- 52:25associadas. Você precisa saber qual é o
- 52:28padrão esperado em cada uma delas. É o
- 52:31citoplasmático, que é o seanca, ou é o
- 52:33perinuclear, que é o panca? E qual é o
- 52:36anticorpo associado a cada um desses
- 52:39padrões, tá? Então, para ficar mais
- 52:40fácil, vamos gravar primeiro do Wagner,
- 52:42porque pra sua prova, considere este
- 52:45padrão e este anticorpo específicos,
- 52:48exclusivos do Wagner. Se tiver isso na
- 52:50sua questão de prova, é Wagner, seja
- 52:52mata, tá? Basicamente é o padrão Seanca,
- 52:55que é o citoplasmático, e o anticorpo é
- 52:58o antiproteinase
- 53:003. Isso cai demais. ou ele dá no
- 53:03enunciado ou ele pede para você marcar a
- 53:05alternativa que tem esses anticorpos,
- 53:07porque é algo muito clássico mesmo da
- 53:08doença, ok? Então, lembra desse slide
- 53:12sobre tratamento raro cair na prova, mas
- 53:14basicamente, gente, vamos falar primeiro
- 53:16daqueles quadros ameaçadores à vida.
- 53:19Então, a granulomatose com polangite que
- 53:21causa hemorragia alveolar, que causa
- 53:24glomérulfrite rapidamente progressiva ou
- 53:27que causa ambos ao mesmo tempo uma
- 53:29síndrome pulmão rim, que é uma condição
- 53:32com uma altíssima morb mortalidade na
- 53:35medicina, em que a gente tem que agir de
- 53:36forma muito rápida para conter o
- 53:39processo inflamatório. Então, se for
- 53:41granulomatose com poliangite ou a
- 53:43próxima que a gente vai discutir, que é
- 53:44polangite microscópica, o tratamento é o
- 53:46mesmo se envolver esse acometimento de
- 53:48órgãos vitais, que é pulsoterapia. A
- 53:51gente vai fazer então corticoide em
- 53:52altas doses, intravenoso e vai associar
- 53:55anti eh drogas imunossupressoras,
- 53:58desculpa, que pode ser ou rituximabe,
- 54:00que é um imunobiológico, ou a
- 54:02ciclofosfamida. E se você tiver plasma
- 54:04férias no seu serviço numa questão de
- 54:06prova, é interessante que ela contenha
- 54:09essa modalidade de tratamento, porque
- 54:11ajuda demais no prognóstico dos
- 54:13pacientes, tá? Para casos de Vegner do
- 54:15Bem, aqueles mais localizados,
- 54:16corticoide, imunossupressor, inclusive
- 54:18metrexato, imunosupressor sintético, vai
- 54:21bem, beleza? Mas em geral, quando
- 54:23aparece na prova, são essas eh formas de
- 54:25acometimento graves, ameaçadoras à vida.
- 54:28OK? Seguindo agora para questões, então,
- 54:31para gravar o Wagner. Santa Casa de
- 54:33Misericórdia de Belo Horizonte. Homem
- 54:35adulto ou de meia idade, procura
- 54:37atendimento médico. Olha só, após
- 54:39inúmeras tentativas de tratamento de uma
- 54:42sinusite crônica sem sucesso, viu?
- 54:44Sinusite que não melhora na sua prova, é
- 54:48para pensar em Wagner como uma das
- 54:50possibilidades. Evoluiu com destruição
- 54:53do septo nasal, aquela eh aquele achado
- 54:56de nariz em cela, de perda da ponte do
- 54:59nariz que eu comentei, tá aqui, ó. E
- 55:01além disso, tose com hemoptoico. Da onde
- 55:04tá vindo esse hemoptoico? Pode ser de
- 55:06uma lesão nodular que foi cavitada, pode
- 55:09ser de uma capilarite, de uma inflamação
- 55:11do capilar que está gerando uma
- 55:13hemorragia oveolar. Então aqui a gente
- 55:15tem que ficar ligado. E esse paciente
- 55:17ele foi visto, né, por um médico que
- 55:19pensou no diagnóstico de uma vasculite.
- 55:21Justíssimo. Só que agora você é capaz de
- 55:24me falar qual é essa vasculite. E ele te
- 55:26dá um dado a mais. Na verdade, ele te dá
- 55:28a cerejinha do bolo. Ele fala que ele
- 55:30fez uma pesquisa de anca, anticorpos
- 55:32antistoplasma de neutrófilos e o
- 55:34resultado veio positivo. E aqui, gente,
- 55:36não tem como eh pensar em outra
- 55:39hipótese. Sinusopatia crônica que não
- 55:41melhora, associada à tosse com
- 55:44hemoptôcos, então vias aéreas
- 55:46superiores, vias aéreas inferiores e um
- 55:48anca positivo. Qual é a vasculite que
- 55:51caracteristicamente cursa com isso?
- 55:53Granulomatose com poliangiite ou
- 55:55granulomatose de Wegner? OK? Gabarito
- 55:58fica aqui como letra C. Próxima é do
- 56:01surce. Então aqui a gente tem uma mulher
- 56:02de 40 anos que há um ano tem episódios,
- 56:05olha aqui, ó, de novo, episódios
- 56:07recorrentes de rinoia purulenta. Só que
- 56:10há 5 meses, outras coisas foram
- 56:12adicionadas, uma adinamia, perda de
- 56:15peso, artralgia, um quadro sistêmico,
- 56:17né, em específico e há duas semanas,
- 56:20hiperemia conjuntival, alguma inflamação
- 56:23ocular e tosse com hemoptoico. Ao exame
- 56:26físico é uma episclerite que a gente tem
- 56:29aqui no olho, tá? tertorando em terço
- 56:32superior de emitórax direito. Então a
- 56:34gente tem que ver o que que tá
- 56:35acontecendo aqui nesse pulmão. E tem
- 56:37artrite de lab. Resumindo, a gente tem
- 56:40uma anemia, a gente tem uma discreta
- 56:41leucostose, uma discreta plaquetose,
- 56:44tudo apontando para uma inflamação
- 56:45sistêmica, uma elevação bastante
- 56:48significativa de prova de atividade
- 56:49inflamatória, uma creatinina que está
- 56:53elevada. Claro que se a gente for pensar
- 56:55numa mulher de 40 anos, não é uma baita
- 56:57elevação, mas ainda assim a gente não
- 56:58espera uma create de 1 e qu, né, numa
- 57:00mulher de 40 anos. A gente tem uma ureia
- 57:02que também tá elevada e olha só, tem
- 57:05presença de hematúria e de proteinúria
- 57:07em 24 horas. Esse fator reumatoide,
- 57:10esqueça, não reagente. Olha a
- 57:12tomografia. nódulo cavitado em terço
- 57:16superior de emitórax direito. Então,
- 57:18basicamente, de novo, a gente tem
- 57:20episódio crônico de sinusopatia, nódulo
- 57:22cavitado gerando tosse com hemoptôico e
- 57:25uma glomérulonefrite acontecendo. Essa
- 57:28tríade em uma mulher adulta faz a gente
- 57:31pensar em quem? Em granulomatose com
- 57:33poliangite. Só que ele quer aqui o
- 57:35resultado de exame laboratorial
- 57:37associado a essa hipótese diagnóstica,
- 57:39questão legal. E quando a gente pensa em
- 57:41Wagner, em granulomatose com
- 57:43poliangiite, a gente lembra de quem? De
- 57:45anca no padrão se anca. E vamos além de
- 57:48anticorpo, a gente espera o anticorpo
- 57:50antipr,
- 57:52o antiproteinase 3. Beleza? Então assim
- 57:56a gente encerra o Wegner. Vou passar
- 57:58rapidíssimo pela poliangite
- 57:59microscópica, porque eu já adiantei, ela
- 58:01é uma alvo de questões assim, de uma
- 58:04forma muito rara no acesso direto.
- 58:07Basicamente o que você tem que saber de
- 58:08polangite microscópica, primeiro é uma
- 58:10anca associada, isso pode cair em
- 58:12questão conceitual e ela é como se fosse
- 58:15umer, só que sem as manifestações
- 58:17granulomatosas, nota polangite
- 58:19microscópica, não tem granulomatose no
- 58:21nome. Então, é um Wagner que não tem o
- 58:24acometimento de vezas superiores, que a
- 58:26gente discutiu, que não vai fazer o
- 58:28acometimento granulomatoso de pulmão,
- 58:30que é o que gera esses nódulos que podem
- 58:32ou não cavitar. Então, várias coisas que
- 58:35a gente tem no Wagner vão estar
- 58:37presentes na poliangiite. A hemorragia
- 58:39alveolar, a mononeurite múltipla ao
- 58:41acometimento neurológico periférico, a
- 58:43presença de lesões de pele do tipo
- 58:45vasculite cutia e aglomérulonefrite
- 58:48rapidamente progressiva. Tanto é que
- 58:50poliangite microscópica, segundo a
- 58:53maioria das fontes, é a principal causa
- 58:56de síndrome pulmão rim. Aqui, ó, nessa
- 58:58radiografia, a gente tem um infiltrado
- 58:59bilateral difuso de um paciente com uma
- 59:02baita hemorragia alveolar, tá? Então,
- 59:04quando a gente pensa em síndrome pulmão
- 59:06rim, várias doenças podem causar. O
- 59:08Wagner eu já mostrei, mas a princípio a
- 59:11polangite microscópica é que tem a mais
- 59:13forte relação. Aqui basicamente acontece
- 59:15ao mesmo tempo a capilarite pulmonar e a
- 59:18glomérolfrite rapidamente progressiva,
- 59:20tá? Mas na doença elas também podem
- 59:22acontecer de forma isolada, nada impede.
- 59:24Se eu falei que ceanca, PR3 eram
- 59:27exclusivos do Wagner, para poliangiite e
- 59:31para a síndrome de Schugstraus, a
- 59:33granulomatose eusinofílica, o padrão é
- 59:35outro, o anticorpo é outro e isso você
- 59:38também tem que decorar. Então aqui a
- 59:40gente vai falar de padrão peanca, que é
- 59:42o perinuclear, e o anticorpo é o anti
- 59:45MPO, anteloperoxidase.
- 59:49Lembra disso? Lembra desse slide do
- 59:51outro do Wagner? E aí você vai matar
- 59:53basicamente as questões que aparecerem
- 59:55sobre o assunto, tá? Tratamento. Aqui a
- 59:57gente vai exportar o que eu te falei
- 1:00:00sobre os casos graves de granulomatose
- 1:00:02com poliangiite, pulso
- 1:00:03cometilpredinisolona,
- 1:00:05algum imunossupressor pesado,
- 1:00:07rituximábel ciclofosfamida e a
- 1:00:09plasmafée. E é exatamente isso daqui que
- 1:00:13responde esta questão da faculdade de
- 1:00:15medicina de Petrópolis. Olha só, para um
- 1:00:17paciente com diagnóstico de uma síndrome
- 1:00:19pulmon com p anca positivo, e ele mesmo
- 1:00:23já fala, fechou o diagnóstico de
- 1:00:25poliangite microscópica, tá com
- 1:00:27glomérulfrite rapidamente progressiva, o
- 1:00:29que é que eu tenho que fazer
- 1:00:31inicialmente para induzir remissão de
- 1:00:33doença? Ou seja, o que que eu tenho que
- 1:00:35fazer como ali, ó, primeiro chamado,
- 1:00:37como primeira atitude para controlar
- 1:00:40esse processo inflamatório e deixar a
- 1:00:42doença quietinha? É exatamente o que a
- 1:00:44gente viu. Se é glomérolfrite
- 1:00:46rapidamente progressiva, hemorragia
- 1:00:48oveolar, a gente não tem tempo a perder.
- 1:00:50A gente vai fazer o quê? Vai pulsar esse
- 1:00:52paciente cometi predinisolona, vai
- 1:00:55prescrever ou ciclofosfamida ou
- 1:00:57rituximab e vai indicar a plasmaférias e
- 1:00:59se ela tiver disponível, gabarito letra
- 1:01:02B. E agora a gente vai pra última
- 1:01:04vasculite anca associada que essa tem
- 1:01:07uma carinha muito característica. Você
- 1:01:09não pode deixar de reconhecer ao bater o
- 1:01:11olho em uma questão, tá? A gente tá
- 1:01:13falando da síndrome de Shugraus, hoje
- 1:01:16mais conhecida como granulomatose e
- 1:01:18oílica com poliangiite. Pensa comigo
- 1:01:21aqui. A gente tem um granulomatose com
- 1:01:23poliangite, que é o Wagner acrescido do
- 1:01:27einofílica. Então tem muitas
- 1:01:29manifestações em comum com Wagner, só
- 1:01:31que o que vai chamar a atenção aqui é o
- 1:01:34caráter atópico, é o caráter einofílico
- 1:01:37da doença, tá? Se você lembrar disso,
- 1:01:40você vai conseguir matar as questões.
- 1:01:42Então, de novo, a gente não tem nada
- 1:01:43específico de epidemiologia, mas o que
- 1:01:45chama atenção e que vai justificar o
- 1:01:48quadro clínico é a presença de
- 1:01:49granulomas, granulomatose e também a
- 1:01:53infiltração de órgãos e tecidos por
- 1:01:55eusinófilos. Então, nessa doença, a
- 1:01:57gente tem caracteristicamente
- 1:01:59uma fase prodrômica, sinais, sintomas
- 1:02:01constitucionais, mas que também envolve
- 1:02:05dois componentes de uma tríade
- 1:02:07característica que eu vou te falar na
- 1:02:09sequência. Depois disso, começa a
- 1:02:11chamada fase eusinofílica, em que a
- 1:02:13gente vai ter manifestações decorrentes
- 1:02:15da infiltração de de eusinófilos em
- 1:02:17vários tecidos. Até que por fim a gente
- 1:02:20tem a fase vasculítica, na qual o
- 1:02:22paciente pode apresentar várias das
- 1:02:23manifestações que a gente discutiu pro
- 1:02:25Wegner, beleza? Então, assim como eu
- 1:02:28falei que tinha a tríade para você
- 1:02:30gravar o Vegner, a gente tem a tríade
- 1:02:32para você gravar o sugestrausa,
- 1:02:34granulomatose eusinofílica, tá? Então,
- 1:02:36independentemente de outras
- 1:02:38manifestações clínicas, identificou no
- 1:02:40seu enunciado um paciente adulto que
- 1:02:42apresenta asma. E a asma aqui em geral é
- 1:02:46uma asma ou de início na vida adulta ou
- 1:02:48que tinha na infância, mas estava super
- 1:02:50bem controlada. E aí de repente voltou
- 1:02:53com tudo na idade adulta, uma asma que
- 1:02:55tende a ser de difícil controle,
- 1:02:57refratária ao tratamento, que exige ali
- 1:02:59uma subida nos steps do seu tratamento.
- 1:03:02Então não é qualquer asma. associado a
- 1:03:04isso, manifestações atópicas,
- 1:03:07principalmente rinocinusite crônica,
- 1:03:10rinite alérgica, polipose nasal e junto
- 1:03:14a esse quadro clínico um achado de exame
- 1:03:16laboratorial que o próprio nome da
- 1:03:18doença já traz, que é a eosinofilia.
- 1:03:22E aqui você tem que ficar ligado no
- 1:03:23enunciado. Ele pode te dar tanto uma
- 1:03:25esonofílica, uma esonofilia, desculpa,
- 1:03:27eh, porcentual, né, relativa, quanto
- 1:03:30umafilia absoluta. E na prova ele não
- 1:03:32vai deixar dúvida, gente, ele vai
- 1:03:34colocar um valor deinófilo absurdo,
- 1:03:36muito alto, às vezes tão eh próximo ou
- 1:03:39até maior do que, sei lá, linfócitos,
- 1:03:41até neutrófilos, para deixar claro que
- 1:03:43tem uma eusinofilia evidente, tá? já vi
- 1:03:46na vida e às vezes na prova aparece
- 1:03:48eófilos correspondem a 15, 10, 15, 20%
- 1:03:52do total de leucostos, o que é muito
- 1:03:54pensando em eusinófilos, tá? Então isso
- 1:03:56é o básico da granulomatose
- 1:03:58eusinofílica. E dentre as outras
- 1:04:01manifestações, tanto de invasão de
- 1:04:03tecidos por eusinófilos quanto de
- 1:04:05vasculites, algumas chamam atenção. Ela
- 1:04:07é a vasculite anca associada que mais
- 1:04:10cursa com mononeurite múltipla. Todas
- 1:04:13podem, mas aqui é mais. E no seu
- 1:04:14enunciado você pode encontrar uma
- 1:04:16presença de parestesia e de perda de
- 1:04:19força em múltiplos eh múltiplas
- 1:04:21topografias, né? Então, às vezes pega
- 1:04:23mão, às vezes pega pé, pega a mão de um
- 1:04:26lado, pega o pé do outro. Em alguns
- 1:04:28locais tem o déficit sensitivo, em
- 1:04:30outros tem o déficit motor. É causa de
- 1:04:32mão caída, de pé caído, tá? Então,
- 1:04:35mononeurite múltipla tá na maioria dos
- 1:04:37pacientes com sugestraus. E além disso,
- 1:04:40no pulmão, além da asma, a gente pode
- 1:04:41ter nódulos que não cavitam. Isso ajuda
- 1:04:44demais a diferenciar com Wagner, que
- 1:04:46pode cavitar. Posso fazer infiltrados
- 1:04:48migratórios. Na pele, posso ter nódulos
- 1:04:50subcutâneos, granulomas de pele, mas
- 1:04:52também vasculite, gastroentinterite por
- 1:04:55invasão efílica,
- 1:04:57miocardite por invasão eusinofílica e
- 1:05:00aglomérulfrite. Ela pode acontecer sim
- 1:05:03na síndrome de churgistrus, tá? Só que
- 1:05:05comparativamente as outras duas acontece
- 1:05:08com menos frequência aqui. Então a
- 1:05:10mononeurite é mais frequente e a
- 1:05:11glomérulonefrite é menos, tá? Em relação
- 1:05:14ao laboratório, você já sabe, o
- 1:05:16principal aqui é a eusinofilia,
- 1:05:19correspondendo a mais de 100 células,
- 1:05:21né, no valor absoluto e mais de 10% no
- 1:05:24relativo. A gente também pode encontrar
- 1:05:26a elevação de IGE. Afinal, eu tô falando
- 1:05:28de uma doença que tá claramente
- 1:05:30associada a fenômenos atópicos. E o anca
- 1:05:33ele é positivo em uma parcela menor do
- 1:05:35que nas outras duas, tá? Mas pra sua
- 1:05:37prova ele vai ser positivo e ele vai ser
- 1:05:40neste perfil padrão perinuclear peanca
- 1:05:43compartilhado com a polangiite e o
- 1:05:44anticorpo é o anti MPO. Tratamento, não
- 1:05:47precisa decorar. Aqui é lembrar
- 1:05:49predinizona e imunossupressor, dose, se
- 1:05:53vai ser intravenoso, por via oral,
- 1:05:54depende da gravidade, mas quando cai em
- 1:05:57prova no excesso direto, já caiu
- 1:05:59pouquíssimas vezes, foi do manejo mais
- 1:06:01de uma síndrome pulmão ruim, como eu te
- 1:06:03mostrei pra granulomatosefílica, não
- 1:06:05precisa se preocupar, tá? Vamos lá,
- 1:06:07questão bem legal da CSPE. Aqui a gente
- 1:06:09tem o homem adulto de 40 anos com um
- 1:06:12quadro, ó, de novo, um quadro sistêmico,
- 1:06:14febre e perda de peso, com lesões
- 1:06:17cutâneas e dor neuropática de forte
- 1:06:20intensidade. Você já tem o acometimento
- 1:06:22sistêmico e de pele e nervos. Além
- 1:06:25disso, olha o histórico dele, asma e
- 1:06:27rinocinosite há 6 anos de difícil
- 1:06:30controle, recorrendo cursos frequentes
- 1:06:33de corticoide oral. Olha aí o quadro
- 1:06:35refratário. Ao exame físico, lesões
- 1:06:37purpúricas elevadas e dolorosas e
- 1:06:39membros inferiores. Isso daqui é pra
- 1:06:41gente pensar numa vasculite de pequenos
- 1:06:42vasos de pele. E o exame neurológico,
- 1:06:45mononeurite múltipla. E aí, gente, não
- 1:06:47tem como. Paciente com asma,
- 1:06:49rinocinusite, crônicas de difícil
- 1:06:52controle que desenvolve um quadro
- 1:06:53sistêmico e associado a isso,
- 1:06:55mononeurite múltipla e vasculite
- 1:06:57cutânea. A gente tem que pensar em quem?
- 1:06:59Em granulomatose efílica com polangiite
- 1:07:02ou churraus. E a questão é legal porque
- 1:07:05ela pede qual exame eu não espero
- 1:07:08encontrar na grânulomatose eusinofílica.
- 1:07:11Vamos lá. Na A ele fala eusinofilia
- 1:07:13superior a 1500. Esse é um achado básico
- 1:07:16pra gente pensar nessa vasculite. É e
- 1:07:18geralmente, né, uma pista super
- 1:07:20importante pra gente suspeitar. Na B,
- 1:07:22níveis reduzidos de complemento. Eu até
- 1:07:25agora não falei de nenhuma vasculite que
- 1:07:29ativa a formação de imuno complexo que
- 1:07:32consome complemento. É a próxima que a
- 1:07:34gente vai discutir. Então aqui eu não
- 1:07:36espero redução de complemento C3 e C4 em
- 1:07:39nenhuma das asculides que a gente
- 1:07:40discutiu até o momento, tá? A B já tá
- 1:07:42errada. C. Eu espero positivo. Com
- 1:07:46certeza o marco da doença. D. Tomo de
- 1:07:49tórax mostrando infiltrados e nódulos
- 1:07:52pulmonares que não cavitam. Cara do
- 1:07:55churgistrus. E por fim, na e biópsia
- 1:07:57cutânea mostrando vasculite necroszante,
- 1:08:00típica das anca associadas no geral. Mas
- 1:08:03olha aqui, infiltrado eusinofílico, o
- 1:08:05que é a carinha da granulomatose
- 1:08:07eusinofílica. Então uma questão bem
- 1:08:09bacana que testa aqui basicamente todo o
- 1:08:12nosso conhecimento, aquilo que é
- 1:08:13importante sobre a a granulomatose
- 1:08:16eusinofílica com poangite, ok? Então
- 1:08:18assim, a gente encerra as de pequenos
- 1:08:20vasos anca associadas e a gente passa
- 1:08:23justamente para aquela que é associada à
- 1:08:25formação de imuno complexos, que é a
- 1:08:27vasculite crioglobulinêmica.
- 1:08:29Que que você tem que saber de conceito?
- 1:08:31O que é crioglobulina? Primeira coisa,
- 1:08:33crioglobulina nada mais é do que uma,
- 1:08:36até vou colocar o próximo slide que acho
- 1:08:38que fica mais bonitinho de ver. A
- 1:08:39crioglobulina, ela é uma proteína que
- 1:08:43vai se formar, na verdade, ela vai tá
- 1:08:45presente ali no sangue do paciente e ela
- 1:08:47vai, eu acho que tá mais pra frente a
- 1:08:49imagem, eu vou mostrar. E ela vai se
- 1:08:51sedimentar, ela vai se depositar ali no
- 1:08:54fundo do frasco, enfim, daquele sangue
- 1:08:56que foi coletado quando a gente tiver
- 1:08:58temperaturas baixas, crioglobulina,
- 1:09:01frio, e aí ela volta a se dissolver
- 1:09:04quando a amostra é esquentada. Então, só
- 1:09:07para você entender o termo
- 1:09:08crioglobulina. Mas o que chama a atenção
- 1:09:10nela, os pacientes podem ter
- 1:09:12crioglobulinas circulantes,
- 1:09:14crioglobulinemia,
- 1:09:16eh, sem nenhuma manifestação clínica.
- 1:09:18Agora, em alguns casos, a presença
- 1:09:20dessas cricoblinas pode levar a que?
- 1:09:22Pode levar à formação de imunocomplexos.
- 1:09:26E aí, o que que junta nesses
- 1:09:27imunocomplexos? A crioglobulina
- 1:09:30associada a C3 e C4, a componentes do
- 1:09:35complemento. Beleza? Então, se você
- 1:09:38entender isso, você vai entender os
- 1:09:40achados de exames laboratoriais dessa
- 1:09:42vasculite, que são muito
- 1:09:43característicos. Aqui, gente, não é a
- 1:09:46clínica que em geral é a chave para
- 1:09:47resolver as questões de crio, não. Aqui
- 1:09:50é o laboratório e eu vou te provar isso,
- 1:09:52tá? Então, só para você entender a
- 1:09:53carinha das e desses imunocomplexos, né,
- 1:09:56formado com crioglobulinas, a gente tem
- 1:09:58basicamente três classes, tá? A primeira
- 1:10:01que a gente vai deixar de lado, porque
- 1:10:02em geral ela tá associada a neoplasi
- 1:10:05hematológicas, pico monoclonal, outros
- 1:10:08500. Em geral, quando a gente vê a
- 1:10:11criogloblinemia no dia a dia, ela tá
- 1:10:13mais associada a esses dois tipos,
- 1:10:16principalmente o tipo dois, que é a
- 1:10:18crioglobulina mista, que a gente fala,
- 1:10:20tem componente policlonal, componente
- 1:10:22monoclonal. Então, eh, termos correlatos
- 1:10:25que você pode encontrar no seu enunciado
- 1:10:27e que querem dizer a mesma coisa são
- 1:10:29crioglobulinemia,
- 1:10:31síndrome da crioglobulinemia mista ou
- 1:10:33crioglobulinemia mista essencial,
- 1:10:36vasculite crioglobulinêmica. Eu quis
- 1:10:39fazer essa introdução para você não se
- 1:10:40espantar se você encontrar nomes
- 1:10:42diferentes. A gente nota isso nos
- 1:10:44enunciados, tá? Eles não valorizam tanto
- 1:10:46a semântica, então eles colocam tudo no
- 1:10:48mesmo pacote. OK? Voltando agora aqui
- 1:10:51pro que importa, falando da
- 1:10:52criglobulinemia,
- 1:10:54voltamos com as nossas duplas
- 1:10:55sertanejas. Poliarterite bobosa com B de
- 1:10:58hepatite B, artrite de células gigantes
- 1:11:00e polimialgia reumática. E aqui a gente
- 1:11:02tem a terceira e a última, que é
- 1:11:04basicamente crioglobulinemia com C de
- 1:11:08hepatite C. Se lá na poliartritodose eu
- 1:11:11te falei que o número vinha caindo, né,
- 1:11:13dessa associação? Aqui não. A hepatite C
- 1:11:17é de longe, mas disparado, a principal
- 1:11:20causa de crioglobulinemia. Até hoje a
- 1:11:23gente não tem vacina para hepatite C.
- 1:11:25Então toda questão que envolver
- 1:11:26criglobulinemia, eu vou te mostrar, ela
- 1:11:28vai mencionar no enunciado ou vai trazer
- 1:11:31ali nas alternativas alguma menção a
- 1:11:33hepatite C, a uma hepatopatia crônica,
- 1:11:36alguma coisa nesse cenário, tá? A gente
- 1:11:38também tem outras doenças que causam
- 1:11:40crigoblemia, outras infecções. Então
- 1:11:43aqui infecções bacterianas, infecções
- 1:11:45virais, em geral aquelas indolentes,
- 1:11:47doenças reumatológicas como síndrome de
- 1:11:49jogre, lupo eritematoso sistêmico,
- 1:11:52neoplasias, enfim. Mas sem dúvida
- 1:11:54alguma, pensou em crioblemia, é crio com
- 1:11:58C de hepatite C. Isso daqui é
- 1:12:00fundamental, tá? Sobre o quadro clínico
- 1:12:03é muito genérico. Basicamente tudo que
- 1:12:06pode envolver pequeno vaso. Aqui a gente
- 1:12:08pode encontrar então sinais, sintomas
- 1:12:10constitucionais,
- 1:12:12artralgia mais comum que a artrite,
- 1:12:14lesões cutâneas em geral, aqui, ó,
- 1:12:16vasculite de pequenos vasos, púrpura
- 1:12:18palpável, mas também pode causar
- 1:12:21úlceras, cicatrizes, né, de úlceras. A
- 1:12:24gente pode ter acometimento neurológico
- 1:12:25periférico com polineuropatia
- 1:12:27periférica, às vezes monurite múltipla.
- 1:12:30também é causa de glomérolfrite, em
- 1:12:32geral membrana proliferativa. E é por
- 1:12:35isso que eu bati na tecla de que o que
- 1:12:37mata o diagnóstico da crioglobulinemia é
- 1:12:40o laboratório. Então aqui, só para
- 1:12:42ilustrar aquela imagem que eu te falei
- 1:12:43da crioglobulina que acaba se
- 1:12:45sedimentando quando a amostra é
- 1:12:48resfriada, ó. Então aqui a 4º, por
- 1:12:51exemplo, ó, as crioglobulinas sedimentam
- 1:12:53ali embaixo no tubo. Quando a amostra é
- 1:12:55reaquecida, ela volta a se diluir. Então
- 1:12:58a pesquisa de de crioglobulinas séricas
- 1:13:01é fundamental pro diagnóstico, mas as
- 1:13:04questões de prova gostam de trazer
- 1:13:06outros achados. Posso ter PCR elevado,
- 1:13:09Thaísa VHS, anemia normo norormo? Posso,
- 1:13:12mas o que você tem que lembrar é disso
- 1:13:14daqui. Se ela é umaovasculite associada
- 1:13:16à formação de imuno complexo, que vai
- 1:13:19juntar crioglina com componentes do
- 1:13:22complemento, da onde que vai sair esse
- 1:13:24complemento para formar imundo complexo,
- 1:13:26vai sair do soro, vai sair do sangue.
- 1:13:28Logo, é a primeira e única vasculite que
- 1:13:31a gente vai comentar aqui, na qual a
- 1:13:32gente pode encontrar e em geral encontra
- 1:13:35consumo do complemento, tá?
- 1:13:37principalmente da fração C4, mas
- 1:13:39eventualmente também de C3. Então esse é
- 1:13:42um dado fundamental. E uma outra coisa
- 1:13:45que aparece com muita frequência e que
- 1:13:47até agora eu também não mencionei é que
- 1:13:49aqui a gente pode encontrar fator
- 1:13:51reumatoide positivo em uma boa parcela
- 1:13:54dos pacientes. O que que acontece aqui
- 1:13:56na crioglobulinemia? A gente tem meio
- 1:13:58que uma superativação dos nossos
- 1:14:01linfócitos B e aí a gente tem uma
- 1:14:03superprodução de imunoglobulinas, de
- 1:14:06anticorpos. Só que há uma produção meio
- 1:14:08desenfreada, inespecífica, policlonal.
- 1:14:11Então vai produzir fã, que pode ser
- 1:14:13positivo, vai produzir fator reumatoide
- 1:14:15que pode ser positivo. Então vi
- 1:14:17vasculite com um quadro genérico de
- 1:14:19vasculite de pequenos vasos, mas que tem
- 1:14:21consumo do complemento, fator reumatoide
- 1:14:24positivo, crioglobulinas séricas
- 1:14:26positivas, é para matar o diagnóstico de
- 1:14:28crio. Beleza?
- 1:14:30Aqui, ó, só para deixar claro esses
- 1:14:32pontos que a gente conversou, que de
- 1:14:34fato o que chama atenção aqui, ó, é o
- 1:14:36laboratório, principalmente o consumo do
- 1:14:38complemento. E sobre tratamento, gente,
- 1:14:40não precisa eh gravar, tá? Basicamente
- 1:14:43tem que tratar a hepatite C, que aqui é
- 1:14:45fundamental, e que a gente vai usar?
- 1:14:47Corticoide, imunossupressores. É isso
- 1:14:49que basta pro manejo da cri, tá? Agora,
- 1:14:52uma questão para te mostrar justamente a
- 1:14:54importância disso que a gente acabou de
- 1:14:56conversar, questão do sírio libanês.
- 1:14:58Vamos lá. Aqui ele fala uma mulher de 38
- 1:15:01anos que desenvolve artralgia, púrpura e
- 1:15:04fraqueza, queixas bem genéricas, né? E
- 1:15:07ela foi diagnosticada, olha aqui o nome
- 1:15:09que ele dá, síndrome de crioglobulinemia
- 1:15:11mista. Eu te falei que eles podem usar
- 1:15:13termos diferentes e aí ele é direto e
- 1:15:15reto. Qual é a causa mais comum dessa
- 1:15:17síndrome? Não tenha medo. Marque
- 1:15:20hepatite C na mesma hora. As questões de
- 1:15:23crio, elas giram em torno dessa
- 1:15:25associação, na grande maioria das vezes,
- 1:15:28tá? Então o gabarito aqui fica sem
- 1:15:29dúvida como hepatite C, mesmo sabendo
- 1:15:32que várias outras doenças causam a
- 1:15:34presença de crioglobulinas, mas ele tá
- 1:15:36pedindo a principal e aqui não há
- 1:15:38dúvidas, OK? Então terminamos aqui a as
- 1:15:41de pequenos vasos, me desculpem. E
- 1:15:43lembrando que púrpura de Renoxion ou
- 1:15:45vasculite por IGA também pode aparecer
- 1:15:48no adulto, mas o estudo específico dela
- 1:15:51tá lá na pediatria, tá? E aí,
- 1:15:52basicamente você estende o que você vê
- 1:15:54na pediatria, caso eventualmente ela
- 1:15:56pareça em adulto, que é bastante
- 1:15:57emcomum. O grosso mesmo de questão de
- 1:16:00vasculite por IGA, ela na infância, por
- 1:16:02isso ela é estudada na pediatria, tá?
- 1:16:04Vamos seguir então pr as nossas duas
- 1:16:06últimas vasculites, que são aquelas que
- 1:16:08podem acometer vasos de todos os
- 1:16:10calibres, artérias, veias, vénulas,
- 1:16:13capilares, arteríolas, de tudo. São duas
- 1:16:16vascolites. Vamos começar pela síndrome
- 1:16:19de BC ou doença de BC. Aqui a gente tem
- 1:16:21um claro predomínio em homens e mulheres
- 1:16:24jovens. BC dificilmente vai aparecer
- 1:16:26depois dos 40, 45 anos. Como eu falei,
- 1:16:29pode acometer qualquer vaso. E aqui a
- 1:16:32gente tem que lembrar de uma associação
- 1:16:34epidemiológica que às vezes aparece em
- 1:16:36prova. Ela é muito mais prevalente em
- 1:16:39países que faziam parte da antiga rota
- 1:16:41da seda. Então, pegando ali a transição,
- 1:16:44né, da Europa para Ásia, Turquia, já
- 1:16:46chegando até ali o extremo da Ásia, na
- 1:16:48região do Japão. E lá a gente vê uma
- 1:16:51prevalência também muito considerável de
- 1:16:54um fator de risco genético que pra
- 1:16:56síndrome de BC é o HLA B51. Lembra que
- 1:17:00quando a gente fala das
- 1:17:01espondiloartrites é o HLA B27,
- 1:17:04aqui é o B51 e ele é fator de risco, ele
- 1:17:08não é patognomônico, tá? Então no
- 1:17:10Brasil, principalmente, ele tá presente
- 1:17:11numa parcela pequena dos pacientes, mas
- 1:17:14às vezes na questão de prova ele quer
- 1:17:15dar uma diquinha, ele coloca esse HLA.
- 1:17:17OK? Sobre quadro clínico, o achado base,
- 1:17:21o pilar para você pensar em síndrome de
- 1:17:23BC são as úlceras. úlceras orais e ou
- 1:17:27genitais dolorosas e recorrentes. Então
- 1:17:30aqui eu até coloquei a imagem de uma
- 1:17:32úlcera, ó, na face lateral da língua.
- 1:17:34Isso daqui pode aparecer também no
- 1:17:37pálato, na mucosa jugal, na região
- 1:17:40genital grandes lábios. No homem pode
- 1:17:42aparecer no escroto. Então o que chama
- 1:17:44atenção aqui é esse caráter doloroso e
- 1:17:47recorrente. Mas síndrome de BC não para
- 1:17:49por aí. Outros achados eh cutâneos muito
- 1:17:52característicos são o erema nodoso, que
- 1:17:55é o que a gente vê aqui, ó, lesões
- 1:17:57nodulares, dolorosas, infiltradas, que
- 1:18:00tem esse aspecto hipercrômico
- 1:18:01predominando em face anterior da da
- 1:18:04perna. Então aqui, ó, é muito típico de
- 1:18:06eritema nodoso. A gente tem também, ó,
- 1:18:08lesões do tipo pseudofoliculite, aquelas
- 1:18:11que lembram acne. Em relação à
- 1:18:13articulação, artralgia ou artrite, nada
- 1:18:16específico. BC gosta muito de olho e é
- 1:18:20causa de uveite. E além disso, essa
- 1:18:23inflamação, ela pode acontecer na câmara
- 1:18:26anterior do olho. E aí quando ela
- 1:18:28acontece na câmara anterior do olho, a
- 1:18:31gente pode ter um acúmulo de debris de
- 1:18:33restos celulares na câmera mais
- 1:18:36anterior. E isso vai formar o quê? O
- 1:18:38famoso hipópio, que pode estar presente
- 1:18:41no BC, pode estar presente nas
- 1:18:43espondiloartrites, tá? Mas aqui é muito
- 1:18:45característico. Então, viu também menção
- 1:18:47a Hipópio, lembra de síndrome de BC.
- 1:18:50Noma mais de outros acometimentos
- 1:18:51típicos, lembrado neurológico. E aqui é
- 1:18:54sistema nervoso central, diferentemente
- 1:18:56do que a gente vem discutindo até então,
- 1:18:58em geral sobre as formas de meningite ou
- 1:19:00de meningoencefalite asséptica. Aqui não
- 1:19:03tem herps, não tem bactéria envolvida. O
- 1:19:05quadro clínico é bastante semelhante,
- 1:19:07mas não tem infecção envolvida. BC é
- 1:19:10causa clássica de trombose, mas não é
- 1:19:13trombose por coágulo, ela não é uma
- 1:19:15trombofilia, não é nada desse sentido. O
- 1:19:18BC causa tanta inflamação na parede do
- 1:19:20vaso que é daí que podem sair trombos
- 1:19:23altamente inflamatórios, trombos tanto
- 1:19:25arteriais quanto venos que podem
- 1:19:27aparecer em qualquer topografia, tá? E
- 1:19:30ainda do ponto de vista vascular, BC tem
- 1:19:33um achado que é praticamente
- 1:19:35patognomônico. A gente não pode assim eh
- 1:19:38afirmar com 100%, mas pra sua prova e
- 1:19:41pra sua vida, viu? A neurisma de artéria
- 1:19:44pulmonar, de longe a primeira, segunda,
- 1:19:46terceira hipóteses diagnósticas devem
- 1:19:49ser síndrome de BC, tá? Para finalizar,
- 1:19:51a BC faz diagnóstico diferencial com
- 1:19:53doença inflamatória intestinal quando
- 1:19:55acomete os intestinos, porque gera um
- 1:19:57quadro muito parecido com o de doenças
- 1:20:00inflamatórias intestinais, cron,
- 1:20:01retocolite, tem outras coisas em comum,
- 1:20:03né? O eritema nododoso, o veite. Então é
- 1:20:06um super diagnóstico diferencial. E para
- 1:20:08resumir, para você pensar em BC, é
- 1:20:10adulto, jovem, homem ou mulher, que além
- 1:20:13das úlceras recorrentes e dolorosas,
- 1:20:15apresenta o veite, eritema nodoso,
- 1:20:18trombose, alguma queixa relacionada a
- 1:20:21sistema nervoso central, tá? Então, em
- 1:20:23geral, essa é a carinha do BC. De
- 1:20:25laboratório, nada específico. A única
- 1:20:28coisa que eu quero destacar, que pode
- 1:20:29aparecer em prova é esse teste, a
- 1:20:32patergia, tá? Na patergia, o que que a
- 1:20:34gente faz? A gente pega uma agulha, a
- 1:20:37gente vai inserir na pele do paciente em
- 1:20:39uma angulação específica, em uma
- 1:20:40profundidade específica e a gente vai
- 1:20:42esperar 48 horas para reavaliar se essa
- 1:20:45inserção da agulha causou alguma reação
- 1:20:48local. Por quê? A fisiopatologia do BC
- 1:20:51envolve uma ativação de neutrófilos.
- 1:20:53Então essa reação vascular neutrofílica
- 1:20:56onde eu fiz a inserção da agulha, ela é
- 1:20:59favorável ao diagnóstico de BC, mas ela
- 1:21:02não é específica. Ela também pode
- 1:21:03aparecer em outras condições, tá? Em
- 1:21:05geral, quando aparece patergia na sua
- 1:21:07prova, é na hora para você pensar em
- 1:21:09descer, tá? Pra gente finalizar, não
- 1:21:11precisa decorar aqui. Tratamento, vai
- 1:21:13depender da manifestação. Corticoide é
- 1:21:15super importante sobre a forma de
- 1:21:17colírio para uveite, para tratamento de
- 1:21:19manifestações sistêmicas, então para
- 1:21:21ajudar até em forma atópica para ajudar
- 1:21:23na no tratamento de úlceras para
- 1:21:25manifestações como, por exemplo,
- 1:21:27acometimento articular, acometimento
- 1:21:30neurológico, acometimento vascular. Só
- 1:21:32que a dose do corticoide de
- 1:21:34administração, ela vai se modificando.
- 1:21:37Imunossupressores aqui para casos
- 1:21:39graves, refratários, por exemplo,
- 1:21:41trombose, aneurisma de artéria pulmonar,
- 1:21:43acometimento neurológico, tá? Então é a
- 1:21:45mesma base que a gente discutiu até o
- 1:21:47momento. O que vai mudar radicalmente
- 1:21:49aqui, ó, é na próxima vasculite e que
- 1:21:52não vai ter nada disso no tratamento,
- 1:21:53tá? Mas pra gente finalizar a BC, bora
- 1:21:56resolver a questão. Essa daqui da CESPE,
- 1:21:58olha lá. Paciente de 28 anos com úlceras
- 1:22:02oraisas há 2 anos e mais recentemente
- 1:22:06queixa visual, borramento, lesões e
- 1:22:09membros inferiores e episódios de
- 1:22:11hemoptise. Acendeu aqui, ó, todos os
- 1:22:14alertas para ABC. Na investigação, o
- 1:22:17borramento visual é devido a pão,
- 1:22:19uveite. As lesões de pele nos membros
- 1:22:22inferiores é eritema nodoso e a
- 1:22:24hemoptise é causada por o quê? Por
- 1:22:26aneurismas em artéria pulmonar. Não tem
- 1:22:29como, gente. Aqui basicamente descreveu
- 1:22:31esse quadro clínico clássico de BC que a
- 1:22:34gente conversou até o momento,
- 1:22:36principalmente quando ele traz esse
- 1:22:37acometimento de eh artérias pulmonares
- 1:22:40com a formação de aneurismas. como eu
- 1:22:42falei, é praticamente patognomônico.
- 1:22:44Então, uma questão bem interessante,
- 1:22:45trazendo quadro bem característico de
- 1:22:47síndrome de BC. Então, olha, se você
- 1:22:50termina essa aula conseguindo reconhecer
- 1:22:52os padrões de cada uma dessas
- 1:22:53vasculites, ó, tinham várias aqui
- 1:22:55presentes no enunciado. Se você bate o
- 1:22:59olho e reconhece cada uma delas, você
- 1:23:01mata essas questões que às vezes, muitas
- 1:23:03vezes, na verdade, são tidas como
- 1:23:04difíceis, tá? E pra gente terminar
- 1:23:06mesmo, trombangi obliterante ou doença
- 1:23:09de burger vem aparecendo cada vez mais
- 1:23:12nas provas, tá? Pode aparecer no bloco
- 1:23:14de clínica, pode aparecer no bloco de
- 1:23:15cirurgia, porque é diagnóstico
- 1:23:17diferencial de doença arterial
- 1:23:18obstrutiva periférica, tá? Bora lá. Aqui
- 1:23:21a gente tem basicamente homens adultos
- 1:23:24que apresentam um quadro de
- 1:23:25vasculopatia, que por biópsia, por
- 1:23:28definição, a gente chama de vasculite
- 1:23:29porque ele é inflamatório. E o que que
- 1:23:31acontece aqui? o nome da doença de
- 1:23:33estudo. Eu tenho um processo
- 1:23:35inflamatório no vaso sanguíneo, a
- 1:23:37angiite, que vai levar a formação de
- 1:23:39trombos e esses trombos vão obliterar o
- 1:23:43lum desses vasos, gerando o quê?
- 1:23:46Isquemia. É basicamente desmembrar o
- 1:23:49nome da doença e você descobre o que ela
- 1:23:51faz. Então, homens adultos, e para você
- 1:23:54pensar em trombangi obliterante, tem uma
- 1:23:57condição que, segundo a maioria dos
- 1:23:59autores, é considerada cinequan. Para
- 1:24:02ter trombangi obliterante, você precisa
- 1:24:05que o paciente seja tabagista. Então, o
- 1:24:08enunciado vai te trazer isso, nas
- 1:24:10alternativas, ele vai te cobrar, tem que
- 1:24:12haver exposição à nicotina, o paciente
- 1:24:14deve ser tabagista, ok? Essa é uma
- 1:24:17relação fortíssima. já teve questão do
- 1:24:18en cobrava a doença que tem a a relação,
- 1:24:22né, mais forte com o cigarro. Ele
- 1:24:24colocou várias pros quais o tabagismo é
- 1:24:26fator de risco, AVC, infarto, só que
- 1:24:29aqui não tem como, é uma força de
- 1:24:32associação praticamente total. Muitos
- 1:24:35autores trazem que o processo
- 1:24:36fisiopatológico, esse inflamatório no
- 1:24:38vaso, ele só acontece nesses pacientes
- 1:24:41em geral que tem prédisposição genética,
- 1:24:43suscetibilidade com o uso do cigarro.
- 1:24:45Então isso daqui é o principal dessa
- 1:24:47vasculite, tá? sobre quadro clínico,
- 1:24:49essa isquemia começa de uma forma
- 1:24:51inicial leve e aí o paciente vai
- 1:24:53apresentar um fenômeno de reinult, uma
- 1:24:56tromboflebite migratória. Isso daqui
- 1:24:58também aparece demais nas questões. E aí
- 1:25:01uma vez que essa isquemia esteja
- 1:25:04instalada e em definitivo, começam os
- 1:25:06fenômenos, né, de claudicação e aí
- 1:25:09claudicação vascular, principalmente de
- 1:25:10membros inferiores, mas às vezes de
- 1:25:12superiores. E com a doença já muito bem
- 1:25:15estabelecida, sobra o quê? necrose
- 1:25:18gangrena. Então isso daqui, ó, que
- 1:25:21acontece na ponta do dedo dessa paciente
- 1:25:23é o clássico da trombangite obliterante
- 1:25:26não tratada, tá? Não tem nada de
- 1:25:28laboratório aqui para chamar atenção, é
- 1:25:30tudo bem nespecífico. Exame de escolha,
- 1:25:32se eu quero fazer o diagnóstico, é
- 1:25:34arteriografia. Como já apareceu em uma
- 1:25:36questão ou outra, eu trouxe a imagem.
- 1:25:38Nessa arteriografia, a gente tem sim os
- 1:25:41segmentos eh vasculares normais
- 1:25:43alternados com os pontos de estenose. A
- 1:25:45gente tá falando de uma vasculite, mas o
- 1:25:47que chama atenção aqui é a formação de
- 1:25:49uma rede de colaterais, a chamada rede
- 1:25:51com aspecto de sacarrolhas ou de teia de
- 1:25:54aranha. Então, obstrui um vaso e vários
- 1:25:57outros menores acabam sendo formados,
- 1:25:59tá? Então é isso que chama a atenção na
- 1:26:02trombangite obliterante. Tem a estenose,
- 1:26:05tem o stop do fluxo sanguíneo, mas
- 1:26:07também vai se formando rede de colateral
- 1:26:08com esse aspecto de sacar rolha. E eu te
- 1:26:11falei que ela era vasculite contra. Aqui
- 1:26:14não adianta usar corticoide, usar
- 1:26:16imunossupressor, nada disso tá indicado.
- 1:26:20Se o paciente não cessar o tabagismo,
- 1:26:22você simplesmente não trata essa
- 1:26:24vasculite. Então a primeira e mais
- 1:26:26importante medida é a cessação de
- 1:26:28tabagismo. E aí, claro que cuidados
- 1:26:31vasculares, locais, medidas talvez, né,
- 1:26:34cirúrgicas podem ser implementadas, mas
- 1:26:36nada funciona se não houver sensação de
- 1:26:39tabagismo, tá? Pra gente terminar a
- 1:26:41questão da Unicamp, bem legal,
- 1:26:43discursiva, com um quadro bem típico, ó.
- 1:26:45Um homem adulto que apresenta uma lesão
- 1:26:48muito dolorosa na pontinha, na
- 1:26:50extremidade do dedão à direita e uma
- 1:26:53lesão que não cicatriza já surgiu há
- 1:26:55dois meses. A dor é tão forte e nota que
- 1:26:58é uma dor de características eh
- 1:27:00neuropáticas, uma dor em queimação, uma
- 1:27:02dor mais noturna, o paciente não
- 1:27:04consegue dormir. E aí, como que ele
- 1:27:06acaba melhorando? Na hora em que ele vai
- 1:27:08lá e faz uma fricção eh do pé com as
- 1:27:12mãos, ele dá uma aquecida no local. De
- 1:27:15antecedentes, ele é tabagista,
- 1:27:18importantíssimo. Tem histórico de
- 1:27:20tromboflebite superficial no membro
- 1:27:22superior, no membro inferior esquerdo há
- 1:27:247 meses. E ao exame físico, o que que
- 1:27:27chama atenção? No pé, ele não tem pelos.
- 1:27:30Aqui a gente já chama, né, a
- 1:27:32possibilidade de algum acometimento
- 1:27:35arterial local, a pele mais fina, mais
- 1:27:38brilhante. Então, de fato, parece que
- 1:27:39tem um déficit aqui de eh circulação
- 1:27:42arterial. E na no local onde ele relata
- 1:27:45essa dor extrema, né, dor tão forte, ele
- 1:27:48tem um eritema, um eritema inflamatório.
- 1:27:52Em relação aos pulsos, o que que a gente
- 1:27:54percebe? que no local aonde ele tem essa
- 1:27:57lesão isquêmica, dolorida, inflamatória,
- 1:28:00não há pulso. Não há pulso. Por quê?
- 1:28:03Porque ele tem trombangi obliterante,
- 1:28:06ele é tabagista, ele está com a
- 1:28:09circulação comprometida, fechada para
- 1:28:11aquele alux e ele fez o quê? Fez uma
- 1:28:14lesão isquêmica que dói pra caramba, tá?
- 1:28:17Tem o histórico de tromboflebite
- 1:28:18superficial, então tá a cara da
- 1:28:21trombangi, tanto que esse foi o gabarito
- 1:28:23da Unicamp nessa questão discursiva, OK?
- 1:28:26E assim a gente encerra essa aula. Muita
- 1:28:29coisa, né, gente? Ufa, é muita
- 1:28:30vasculite, mas não tem como. Todas elas
- 1:28:33aparecem em prova. Atualmente as que ven
- 1:28:35brotando assim com mais frequência são
- 1:28:37as de grandes vasos. Wagner aparece
- 1:28:40também com uma relativa frequência e
- 1:28:41trombangite obliterante, tá? Então,
- 1:28:43ficaria mais de olho nessas processo
- 1:28:45direto, mas você tem que ter um
- 1:28:46conhecimento básico sobre cada uma
- 1:28:48delas, até porque nas questões muitas
- 1:28:50vezes eh os diagnósticos diferenciais
- 1:28:52apresentados são outras vasculites.
- 1:28:54Então você tem que lembrar da carinha,
- 1:28:55da fotografia de cada uma delas para
- 1:28:57matar a charada, ok? Qualquer dúvida
- 1:29:00deixa aqui no fórum de alunos ou no meu
- 1:29:02Instagram @profita Moreira e eu te
- 1:29:04espero numa próxima. Um beijo, tchau
- 1:29:06tchau e até mais.
- 1:29:09[Música]
- 1:29:17Prontinho, gente. Falei que terminava a
- 1:29:19aula e voltava, né? Eu sei que é uma
- 1:29:21aula cansativa, eu sei que são 500
- 1:29:23temas, mas não tem como a gente
- 1:29:24desmembrar. Todas essas vasculites, elas
- 1:29:26têm ao mesmo tempo, né, que tem tudo a
- 1:29:28ver entre si, elas têm as suas
- 1:29:30peculiaridades. Então, a gente precisa
- 1:29:32concentrar em uma aula até para que você
- 1:29:34grave qual é a carinha de cada uma
- 1:29:36delas, tá? Vamos ver aqui no chat se tem
- 1:29:38alguma dúvida. Eh, a Jane na crio com
- 1:29:41hepatite C, eu só trato a hepatite C. A
- 1:29:44primeira coisa que você vai tratar,
- 1:29:45Jane, é a hepatite C. Então você vai
- 1:29:46atrás, fezologia, mas você tem de fato o
- 1:29:49exame molecular para mostrar que tem
- 1:29:51replicação viral do vírus C, porque o
- 1:29:54que retroalimenta a crioginemia é a
- 1:29:56replicação do vírus. É isso que vai
- 1:29:58permitindo a formação daqueles
- 1:30:00imunocomplexos. Então, às vezes, só de
- 1:30:02tratar a hepatite C a gente já consegue
- 1:30:05manejar bem a cri. Mais sintomáticos,
- 1:30:07como corticoide, eventualmente drogas
- 1:30:10imunomoduladoras e imunossupressoras,
- 1:30:12podem ser necessárias quando você já tem
- 1:30:14um quadro de acometimento sistêmico mais
- 1:30:16bem instalado, uma vasculite cutânea,
- 1:30:18uma aglomérulfrite, um acometimento
- 1:30:21neuropático periférico. Mas sem dúvida,
- 1:30:23a primeira medida numa crio associada à
- 1:30:25hepatite C é tratar a hepatite C, tá? O
- 1:30:28restante acaba sendo um tratamento
- 1:30:29sintomático que a gente faz, tá? Vamos
- 1:30:32lá. Deixa eu ver aqui. Eu acho que tinha
- 1:30:33alguma outra. A Jan perguntou também da
- 1:30:35polimialgia. Polimialgia é corticoide,
- 1:30:38tá? Em geral 10, 15, no máximo 20 mg. O
- 1:30:40paciente responde bem, responde rápido.
- 1:30:43E aí para poupar corticoide,
- 1:30:44imunossupressor sintético, tá? Metrexato
- 1:30:47vai muito bem, geral o que a gente mais
- 1:30:49usa, mas não rola metrexato,
- 1:30:51leflunomida. Eu particularmente nunca
- 1:30:53tive nenhum caso de polimi reumática,
- 1:30:55refratar o imunossupressor sintético que
- 1:30:58eu tive que usar imunobiológico. Nesses
- 1:31:00casos, acho que é melhor rever até o
- 1:31:01diagnóstico, porque a melhora com
- 1:31:03corticoide ela é absurda. E aí você usa
- 1:31:05o imunossupressor sintético só para
- 1:31:07poupar o corticoide e permitir que você
- 1:31:09desmame ele com o controle da doença bem
- 1:31:12feito lá na sua origem. Tá bom, gente?
- 1:31:15Mais alguma dúvida? Eu acho que não, né?
- 1:31:16Eu acho que eram essas. Então é isso.
- 1:31:19Muito obrigada, gente. Juan, muito
- 1:31:21obrigada. da aula top. Obrigada a você,
- 1:31:22Juan. Tá sempre aqui com a gente. A Ana,
- 1:31:24obrigada a você, querida. O Augusto, eu
- 1:31:26quem agradeço, gente. Eu quem agradeço a
- 1:31:28presença de vocês em mais uma aula aqui
- 1:31:30na quarta-feira. Lembrando que semana
- 1:31:32que vem, na terça, 7:30, eu tô aqui com
- 1:31:35resolução de questões do R mais de
- 1:31:37Clínica Médica, Reato, Medicina da Dor e
- 1:31:40Cuidados Paliativos. E na quarta a gente
- 1:31:42tem um novo encontro com uma aula. Eu
- 1:31:44acho também que é aula do nosso curso
- 1:31:45intensivo, enfim, mas a gente tem
- 1:31:47encontrinhos marcados na semana que vem
- 1:31:49também, tá bom? Qualquer dúvida, deixem
- 1:31:51lá no meu Instagram, @profitaíamoreira.
- 1:31:53E agora bora descansar. Eu espero vocês
- 1:31:55então nos nossos próximos encontros, tá?
- 1:31:58Um grande beijo para cada um de vocês.
- 1:32:00Tchau tchau e até mais.
- 1:32:03[Música]
- 1:32:19[Música]
- 1:32:30Quando eu comecei os áudio, eu sentiu
- 1:32:31muita segurança e hoje o resultado que
- 1:32:34eu tenho não é à toa. Então assim, sem
- 1:32:36dúvida nenhuma, claro que o nosso
- 1:32:37esforço vale a pena, mas material os
- 1:32:39professores pegaram na minha mão e me
- 1:32:41ajudaram a chegar lá. Tu estudar horas
- 1:32:43seguidas assim para mim não dava. Então
- 1:32:45aulas muito extensas são difíceis de
- 1:32:46fazer. Então tem um material seja em
- 1:32:48aula, seja em texto, seja em flashcard,
- 1:32:51que é um pouco mais fragmento a gente
- 1:32:52conseguir fazer um estudo um pouco mais
- 1:32:55ao seu ritmo, né? esse cronograma que
- 1:32:57ajudava também a estriando e que nem a
- 1:32:59senhora falou também, as múltiplas
- 1:33:01plataformas ajudam quando eu tinha um
- 1:33:02tempo ou pegava para ler um resumo,
- 1:33:04fazer algumas questões, uma lista de
- 1:33:06questão, uma aula curta, uma aula resumo
- 1:33:09ou até mesmo estratégia cas também que
- 1:33:11ajuda pra gente tentar aproveitar o
- 1:33:13tempo que a gente tem, ainda mais que
- 1:33:14hoje em dia tem ficado cada vez mais
- 1:33:16corrido, né? E aí eu testei e falei: "É
- 1:33:18esse o cursinho que eu vou fazer. É um
- 1:33:21cursinho justo, as aulas são muito boas,
- 1:33:23direto ao ponto. Tá ensinando".
- 1:33:25exatamente o que eu preciso preciso
- 1:33:27saber. E assim, a maioria das minhas
- 1:33:29mesmo eu tendo mandado 1 milhão de
- 1:33:31dúvidas eram sanadas pelas aulas, pelos
- 1:33:34livros. Então eu super concordo e eu
- 1:33:38faria de novo. Eu acho que o estratégia
- 1:33:40ele dá um direcionamento muito bom com
- 1:33:42relação ao que é importante estudar para
- 1:33:44você não perder tempo com coisas com
- 1:33:46coisas que você consegue passar mais
- 1:33:48rápido e você tem objetividade no que
- 1:33:50você tem, no que você se propõe a fazer.
- 1:33:53O que eu gostei, o que eu gostei mais
- 1:33:54foi isso, assim, foi uma metodologia que
- 1:33:56me ajudou bastante, principalmente a
- 1:33:58questão
- 1:34:00das revisões espaçadas e o a metodologia
- 1:34:05de de resolução de questões que tinha os
- 1:34:07direcionamentos na própria questão. Eu
- 1:34:09sentia que era tudo muito bem
- 1:34:11fechadinho, muito bem organizado dentro
- 1:34:12daquele planejamento. Para mim isso me
- 1:34:14ajudou bastante.
- 1:34:16[Música]
- 1:34:24[Música]
- 1:34:38[Música]
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