TUDO DE LINGUAGENS PARA O ENEM 2026!!! — Transcript
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- 0:46Fala galera, e aí? [risadas]
- 0:49[suspirando] Voltei. Tava sem som.
- 0:50>> Fala galera,
- 0:51>> beleza?
- 0:53Sejam todos aí muito bem-vindos pessoal.
- 0:56Que história é essa, hein? Que história
- 0:58é essa?
- 1:00de que você marca uma live sem nenhum
- 1:02tipo de aviso. Você fala: "Olha, daqui a
- 1:04pouquinho vai ter uma live aí, tá bom?
- 1:05Sem nenhum tipo de aviso". E começa com
- 1:085.000 pessoas assistindo essa live,
- 1:10hein? Sem nenhum aviso em lugar nenhum,
- 1:12sem nenhuma antecipação, só você só
- 1:14precisa marcar, não é isso, pessoal?
- 1:18Sejam todos muito bem-vindos. Vocês
- 1:20podem ter certeza que o nível de de de
- 1:24impacto, né, o nível de poder que você
- 1:26tá vendo, fala: "Caraca, ele marcou uma
- 1:27live sem avisar ninguém. Ele não
- 1:33E agora?
- 1:37E agora, ó, tá voltando. Tô aqui de
- 1:40novo. Não tô. Tô aqui ou não tô?
- 1:45>> E agora?
- 1:45>> Tô aqui ou não tô?
- 1:48E agora, ó.
- 1:49>> Fala, galera. Abaixa o som aí, só.
- 1:53>> E aí, galera? Estamos aqui agora.
- 1:59>> Como é que estamos?
- 2:01>> Tá estranho ainda.
- 2:03>> Foi,
- 2:03>> foi
- 2:05>> sim, voltou. Agora a taxa de transmissão
- 2:08aqui parece muito boa.
- 2:11>> Deixa eu organizar aqui também minha
- 2:12minhas coisas aqui.
- 2:15>> Ô, mano, só não deixa esse som aí
- 2:16também. Senão eu fico confuso.
- 2:19>> Tu não tem o fone aí? Não,
- 2:21pegando.
- 2:22>> Pessoal, sejam todos muito bem-vindos.
- 2:25Tô aqui. Deixa eu abrir meu quadro aqui.
- 2:31Cadê? Estamos aí todo mundo.
- 2:34Deixa eu, deixa eu acompanhar aqui.
- 2:36Pronto. Agora foi sim. Áudio tá certo?
- 2:41Tá tudo certo.
- 2:43Vai sair química em 12 horas no dia 9 ou
- 2:46no dia 10? Tá de boa aí, mano?
- 2:49>> Sim,
- 2:50>> boa. Vai sair química, tá bom? Em 12
- 2:52horas, pessoal. Seguinte, sejam todos
- 2:53muito bem-vindos. Agora sim, vamos lá,
- 2:57pessoal. O nível de poder que vocês
- 2:59estão vendo aqui, né, de que você pode
- 3:02estar olhando assim, falando: "Cara,
- 3:03como assim? Ele não avisou nada. Ele nem
- 3:04falou que tinha live. Ele do nada só
- 3:06falou assim, ó: "Vou fazer uma live
- 3:08agora." E tem 5.000 pessoas aqui do
- 3:11nada, né? Do mais puro nada, né? Isso
- 3:15não é nada perto do poder de didática,
- 3:17de aprendizado que você vai ver agora.
- 3:18Tá bom, pô. Tá travando de novo, né?
- 3:21>> Tá.
- 3:22>> Calma aí, deixa eu resolver aqui o que
- 3:24tá acontecendo.
- 3:26Pô, que estranho essa parada, né? Isso
- 3:29estranho. Tá complicado mesmo. Calma aí.
- 3:32Ou é melhor internet aqui para usar?
- 3:34Essa daqui mesmo? ATQ G2 5G
- 3:36>> é melhor.
- 3:39>> Vê se tem alguma coisa, se tem muita
- 3:40gente conectado nela. Talvez
- 3:45>> tá muito estranho, né? Tá com muito lag
- 3:47aqui. Não tá
- 3:51um cabo. Será?
- 3:52>> Será, mano?
- 3:55>> Pô, tem alguma coisa estranha aqui,
- 3:57porque ainda do nada saltou para 7300
- 4:00assistindo.
- 4:02>> O cabo, o cabo é o mesmo que eu tava
- 4:03usando ontem. É sempre, mano. Seu,
- 4:06>> mano, tem 72 pessoas assistindo aqui.
- 4:12>> Cadê? Vocês estão aí? Voltou, pessoal.
- 4:14Me atualiza aí. Tá frame a frame, né? Tá
- 4:17estranho. Deixa eu, deixa eu ver aqui se
- 4:19alguma configuração de transmissão aqui
- 4:21do OBS. Calma aí, fica tranquilo. Olha
- 4:22só. Saída, transmissão.
- 4:26Não, não tem nada aqui não. Taxa máxima
- 4:28de bit. Não, não tem nada aqui. Não
- 4:31voltou.
- 4:35Tá estranho mesmo. Como é que tá aí?
- 4:39Tá frame a frame, né? A live tá muito
- 4:41estranho.
- 4:42>> Travou de novo. Quer fazer lá embaixo?
- 4:43>> Não, pô. Tá maluco fazer lá embaixo?
- 4:45Não, pô. Já tô com tudo montado aqui.
- 4:51Cadê?
- 4:53Será que é o bit rate? Mas é estranho
- 4:55porque a internet tá normal. Sempre faço
- 4:56assim.
- 4:58>> Mano, eu não mexi não.
- 5:00Saída, transmissão. Pera aí.
- 5:03Calma aí. Acho que eu achei aqui.
- 5:06Ã,
- 5:12vê agora, vê agora se mudou alguma coisa
- 5:15aí. Voltou.
- 5:17>> Eu mexi numa configuração aqui agora.
- 5:20Agora voltou. Vê. Eu mexi numa
- 5:23configuração aqui agora. E aí? Agora
- 5:25foi? Eu mexi num negócio aqui,
- 5:28eu mudei o bit rate. Foi o moleque aí
- 5:30que falou: "É o bit rate." Aí eu mexi no
- 5:32bit rate e de fato mudou. Sim. Vai me
- 5:36confirmando aí, ó. Me confirma aí se tá
- 5:38tudo certo.
- 5:40Sim, tudo certo.
- 5:45Curte a live aí. Dá uma curtida na live
- 5:47para eu ver se vai aumentar a quantidade
- 5:49de pessoas. Curte a live, se inscreve no
- 5:52canal, verifica se tá inscrito no canal.
- 5:54Sim. É, obrigado aí quem avisou do bit
- 5:56rate. Sim.
- 5:59E tá bala a qualidade agora. A qualidade
- 6:02agora tá tá muito boa. Sim. Como é que
- 6:04tá aí para você
- 6:05>> aqui? Tá OK.
- 6:06>> Tá OK, mas a qualidade tá bala mesmo.
- 6:10Bom, pô. Parece muito bom. E 6500
- 6:13pessoas assistindo, né? A audiência tá
- 6:14bacana, né? A gente pode começar, então.
- 6:17Será?
- 6:19Sim.
- 6:21Cadê?
- 6:25E aí?
- 6:31Sim. Quando eu começar aqui eu vou
- 6:33direto. Não vou parar não.
- 6:37Estamos bem ou não estamos?
- 6:39Deixa eu avisar aqui agora o pessoal
- 6:41então que tá tudo
- 6:41>> certo.
- 6:45Insta.
- 6:46>> Hum.
- 6:49Vou avisar aqui no Insta, tem automação
- 6:50aí ativada,
- 6:53>> então. Pera aí.
- 6:56Todo mundo confirma que segue bom, segue
- 6:58perfeito.
- 7:14Curte a live aí.
- 7:26É linguagens, né? A palavra
- 7:32é linguagens, né? A palavra
- 7:33>> linguagens. A palavra.
- 7:35>> Pronto, pessoal. Vou focar 100% aqui
- 7:37agora em vocês. A gente vai passar um
- 7:39bom tempo junto, tá bom?
- 7:41[suspirando] Todo mundo tá aí comigo?
- 7:44Não vai ficar salva, não vai ficar salva
- 7:46a live, tá bom? Isso é importante para
- 7:49quem é da plataforma, sim, né? Para quem
- 7:50anda hackeando, sim, mas não vai ficar
- 7:52salva, tá bom? Essa live aqui é muito, é
- 7:55muita, é muita entrega, tá bom, pessoal?
- 7:57Lembrando, olha que bonitinho isso aqui,
- 7:59tá bom? Nossas vagas aí da Black Friday,
- 8:01elas abrem dia 16 de novembro às 7, tá
- 8:04bom? Então, plataforma SAD Vitalícia,
- 8:06SAD vestibulares tradicionais vitalício
- 8:07e Pietro, o primeiro assistente profundo
- 8:11de estudos de mentoria do mundo inteiro
- 8:13o tempo todo contigo na plataforma site
- 8:14só, só vai abrir no dia 16 por esse QR
- 8:17code aqui, tá bom? Pode escanear o QR
- 8:18code aí. Qualquer um desses dois QR code
- 8:20você pode escanear, fica no grupo VIP,
- 8:21tá bom? Que a gente tá te esperando lá,
- 8:23tá bom? Eu vou tirando dúvidas lá, mesmo
- 8:25que você, ah, tenho dúvida ainda, não tô
- 8:26certo de que eu vou precisar comprar, eu
- 8:27quero tirar algumas dúvidas, você pode
- 8:28entrar sem medo no grupo VIP, tá bom? E
- 8:30a gente só vai abrir dia 16, não tem
- 8:31pré-venda, OK? Vamos nessa, então. Vamos
- 8:34trabalhar.
- 8:36Tá todo mundo pronto para trabalhar?
- 8:39Eu tô. Vamos nessa.
- 8:41>> Sim. Vamos lá então. Deixa eu puxar aqui
- 8:44meu iPad para vocês verem. Meu iPad já
- 8:47tá aqui. Tá aqui. Então, olha só.
- 8:50Captura. Vou botar aqui o iPad. Vê
- 8:53comigo aí. Vocês estão vendo tudo que tá
- 8:55aqui?
- 8:58Olha só. Mostrar essas duas coisas aqui
- 9:01para vocês, pessoal. Vamos começar agora
- 9:03oficialmente. Não vai ficar salvo, tá
- 9:05bom? Talvez eu estipule uma meta de
- 9:07curtidas aí no meio da live para ficar
- 9:09salvo, né? Dependendo, tá bom? Sei lá,
- 9:11com
- 9:12fica salvo com quantas curtidas aqui?
- 9:15Com Ah,
- 9:16>> tem 7.000.
- 9:17>> É, mano, sei lá, com
- 9:2116.000 curtidas fica salvo. Pronto, com
- 9:2316.000 curtidas fica salvo a live, tá
- 9:25bom? 20.000, né? 20.000 é melhor. É. Com
- 9:2620.000 fica salvo. Com 20.000 curtidas
- 9:28fica salvo a live, tá bom? Se não tiver
- 9:3020.000 1 curtidas, aí só fica salvo para
- 9:31quem é da plataforma. Então, com 20.000
- 9:33curtidas, a live vai ficar salva. Curta
- 9:35para se você quer que ela fique salva,
- 9:37mas curta também se você quer absorver
- 9:40bem a aula para que você tenha boa sorte
- 9:42na hora da prova, para que você chegue
- 9:43bem preparado e bem rápido. Pessoal, a
- 9:45gente vai fazer 90 questões aqui juntos,
- 9:48tá bom? Temos aqui 90 questões, tá dando
- 9:50para vocês verem, né? Então eu
- 9:51selecionei todas assim com perfeição,
- 9:53cobrindo todas as matérias. Todas as
- 9:55matérias estão com as melhores questões,
- 9:57as questões que mais englobam coisa.
- 9:58Então pessoal, essa aula aqui de hoje
- 10:00vai ser um choque, uma paulada de
- 10:04vocabulário. Você vai aprender todos os
- 10:06conteúdos na Olha só, entenda bem, nessa
- 10:10aula aqui você vai aprender todos os
- 10:11conteúdos de linguagens na teoria
- 10:14profunda deles, mas você vai também
- 10:16resolver 90 questões junto comigo que
- 10:18assim vai ser um choque de vocabulário.
- 10:20Choque, porque o que faz você ir muito
- 10:21bem em linguagens é vocabulário muito
- 10:24profundo, muito sagaz. Então, toda
- 10:25palavra que aparecer, toda palavra que
- 10:28aparecer, você tá geral dizendo que tá
- 10:30travando agora de novo. Caramba. E tá
- 10:31mesmo aqui para mim, cara, que bizarro.
- 10:34Ô, vê se tem alguém ali usando. Tá
- 10:36travando de novo aqui a live. Vê se tem
- 10:37alguém usando ali a mesma internet que
- 10:38eu. Talvez liberasse a internet seja
- 10:40bom, entendeu? Eu quero começar, eu
- 10:42quero trabalhar, pô. Vamos nessa. Cadê?
- 10:45Deixa eu, deixa eu configurar aqui de
- 10:46novo a mesma coisa. Ah, que estranho,
- 10:48pô. O negócio voltou aqui pro que tava
- 10:50errado antes. Aquela configuração que eu
- 10:52fiz, ela acabou de ser revertida.
- 10:55Ah, já sei, ô. Já sei o que aconteceu.
- 10:58>> Que foi?
- 10:58>> Foi quando eu comecei a gravação, mano.
- 11:01>> Ah,
- 11:01>> foi quando eu comecei a gravação. Acabei
- 11:03de entender. Pessoal, eu já entendi o
- 11:06que tá acontecendo. Quando eu começo a
- 11:08gravação aqui, dá esse problema.
- 11:11Entendi. Pera aí, deixa eu,
- 11:13>> verdade,
- 11:13>> né? É, agora sim, ó. Vê se voltou. Vê se
- 11:16voltou agora. Não, mas é bom que agora
- 11:17eu já sei qual o problema. Eu ia gravar
- 11:19nativo aqui para eu ter a cópia em alta
- 11:21resolução, mas é melhor não. E agora
- 11:24como é que tá? Voltou. Pera aí.
- 11:27Voltou, né? Voltou.
- 11:31E aí
- 11:34>> agora foi.
- 11:45>> E agora?
- 11:51Tá estranho. Tá voltando aqui pro
- 11:53negócio, mano.
- 11:55E agora?
- 12:01E agora?
- 12:03Cadê? Como é que estamos aí,
- 12:06hein?
- 12:07>> Foi,
- 12:07>> foi.
- 12:09>> Ó, eu mexi em alguma coisa, mas vai
- 12:10voltar agora que agora eu resetei as
- 12:12configurações mesmo. Foi eu ter começado
- 12:14a gravar que bichou a parada.
- 12:17Voltou,
- 12:17>> voltou,
- 12:18>> voltou agora. Tá certinho.
- 12:20>> Tá certinho.
- 12:21>> Uhum.
- 12:22>> Como é que tá aí? Ok.
- 12:24>> Tá OK mesmo. Voltou
- 12:25>> 100%. Galera, eu já entendi qual o
- 12:26problema. Tá bom. O bom que eu já
- 12:28entendi.
- 12:29O problema é quando eu começo a gravar
- 12:31aqui nativamente no meu OBS, aí ele mexe
- 12:33nas configurações para gravar e aí fica
- 12:35tudo zoado. Tá bom? Beleza. Entendeu?
- 12:38Então agora eu já saquei qual o
- 12:39problema.
- 12:41OK. Sim. A meta é 20.000 curtidas, não é
- 12:4515.000. A meta é 20.000. Só vai ficar
- 12:46salvo se for com 20.000. Tá bem, estamos
- 12:50aí agora, então.
- 12:53Caraca, mano, tem 9600 pessoas. Que
- 12:55loucura.
- 12:57Muito bom, mano.
- 12:59Vamos nessa ou não vamos? Estamos pronto
- 13:01ou não vamos?
- 13:03Sim ou não?
- 13:05Estamos pronto. Eu quero mandar bala
- 13:07também, pô. Vamos lá, então,
- 13:10recapitulando aqui o que temos. Tá bom.
- 13:13Deixa eu só ajeitar aqui. Eita, ferro.
- 13:15Nossa, quase que eu arrebentei um cabo
- 13:17aqui com o meu pé, mano. Vamos lá,
- 13:21pessoal. Que que vamos fazer hoje? Tá
- 13:22todo mundo, agora tá todo mundo aqui
- 13:23comigo, né? [roncando]
- 13:26Todo mundo me ouvindo bem? Que que
- 13:28acontece, pessoal? Nessa aula aqui você
- 13:31vai ter toda, absolutamente toda a
- 13:33teoria de linguagem, estudo, né, a nível
- 13:35teórico, assim, profundo, muito forte,
- 13:37tá? muito poderoso, mas você vai ter,
- 13:40acima de tudo, um choque de vocabulário.
- 13:41Toda palavra que vai aparecer o tempo
- 13:43inteiro nas questões, toda palavra eu
- 13:45vou te explicar o que que é e eu vou te
- 13:47passar muito da minha estratégia, muito
- 13:50de como que eu penso, muito da minha
- 13:51tomada de decisão. Sabe aquele problema
- 13:53de ficar em dúvida entre duas
- 13:55alternativas, ficar em dúvida entre dois
- 13:56enunciados? Você, a gente vai resolver
- 13:58isso aqui hoje definitivamente, tá bom?
- 14:00Só a última vez, entre no grupo VIP para
- 14:02você poder comprar Black Friday dia 16
- 14:04de novembro às 77. Só vai abrir por lá,
- 14:06tem que estar no grupo VIP. Um desses
- 14:08dois QR codes é a mesma coisa, tá bom?
- 14:09Você vai ter, pô, tudo vitalício por
- 14:112997. É uma oferta bizarra, tá bom? A
- 14:13plataforma tá tá incrível, tá bom? E aí,
- 14:16ah, tenho dúvida ainda, não sei. Pode
- 14:17entrar mesmo assim que a gente tira tua
- 14:18dúvida depois ao longo dos dias, tá bom?
- 14:19Mas pelo menos você vai estar no grupo,
- 14:21tá? Vamos nessa. Vamos trabalhar então,
- 14:23pessoal. Todo mundo tá aí comigo?
- 14:24Podemos começar sim ou não? Só me
- 14:27confirma isso. Só me confirma isso.
- 14:29Podemos ou não podemos? Podemos ou não
- 14:31podemos? Sim ou não? Sim ou não, mano?
- 14:35Pode ficar com com o meu celular para
- 14:38você fazer hisó e tal, né? Pegar aqui.
- 14:41>> Boa. Ah, o teu tem acesso.
- 14:42>> Ah, então beleza. Então, boa, boa.
- 14:45Vamos lá, então, cara. Temos 9300
- 14:47pessoas na live, né? Que bacana. Tá bom.
- 14:50Esse tipo de coisa você manda no pro
- 14:52pessoal, tá ligado? Nos grupos, 1300
- 14:54pessoas, tá ligado? É, é isso aí. Ah,
- 14:56vocês sabem, né? Vocês são treinados aí
- 14:57por mim. vamos nessa. Vamos
- 14:59trabalhar. Quando eu começar, eu
- 15:01comecei.
- 15:07Vamos nessa, então. Bora, pessoal. Quais
- 15:11são as matérias que a gente vai cobrir
- 15:12aqui? Tá bom? Isso aqui é toda a a
- 15:15vertical que a gente tem. Deixa eu puxar
- 15:17para cá. Isso aqui são todas as matérias
- 15:19de linguagem, tá bom? Isso aqui é é a
- 15:20vertical de orientação da plataforma
- 15:22SAD. É como que eu tô abrindo aqui pela
- 15:23primeira vez, como que a gente elabora
- 15:24nossas aulas no plataforma SAD, tá bom?
- 15:26Então, a gente vai pegar funções da
- 15:27linguagem, tudo isso aqui, vai pegar
- 15:28variação linguística, tudo isso aqui, tá
- 15:30bom? Vai pegar eh linguagem verbal e não
- 15:32verbal, tudo isso aqui. Isso aqui é toda
- 15:34prova de linguagem, tá bom? Tipologia
- 15:35textual, pá, pá, pá, vai pegar tudo isso
- 15:36aqui, gêneros textuais. Então assim, a
- 15:38aula tá estruturada com base nisso, tá
- 15:39bom? Progressão temática, organização
- 15:41textual, mecanismo de coesão e
- 15:42coerência, intertextualidade, são 14
- 15:44tópicos, tá bom? Que eles estão aqui,
- 15:46beleza? Ã, e cara, a gente vai
- 15:49arrebentar aqui basicamente tudo, tá
- 15:50bom? Vou, eu vou, eu vou construindo com
- 15:52vocês aqui. Eu só preciso ver minha
- 15:54própria tela para eu ter um feedback
- 15:55aqui. Eu vou construindo com vocês aqui
- 15:57de maneira rápida e acho. O que que
- 15:58vocês estão mais interessados em quê? Em
- 16:00na aula focada em teoria ou na aula
- 16:02focada em questões? Deixa eu botar uma
- 16:04enquete aqui, tá bom? Ã, qual o foco da
- 16:07aula? Teoria, teoria ou focada em
- 16:11questões e extrair a teoria das
- 16:14questões, uma teoria rápida e depois as
- 16:15questões. O que que vocês preferem?
- 16:17Botei a enquete aí, é só você responder,
- 16:19tá bom?
- 16:20Deixa eu agora construir aqui um um
- 16:22quadrante de aula. Olha só
- 16:26aqui. Não, pera aí, deixa eu botar aqui
- 16:29no zoom certo a questão tá aqui. Então
- 16:32eu preciso fazer um quadrante de aula
- 16:34aqui.
- 16:37Não, aqui. Pronto. Daqui para cima.
- 16:41Tá bom. Eu tenho essa área aqui para
- 16:43trabalhar
- 16:46e não, tô com uma área de trabalho muito
- 16:47pequena. Ah, pera aí, rapaz. Só um
- 16:48instante, galera, que eu já entendi. Eu
- 16:50tô com muito zoom aqui na minha tela, no
- 16:52meu quadro.
- 16:54Não preciso disso tudo não. Minha tela
- 16:55tá muito pequena.
- 17:00Mais um pouquinho de ajuste aqui.
- 17:03Eu tô tô ajustando aqui pra gente poder
- 17:04trabalhar direito. Quando eu tiver numa
- 17:06questão aqui, eu vou fazer assim, mas
- 17:08ainda não tá tão certo assim, não.
- 17:11Deixar a questão aqui. O meio da minha
- 17:12tela é igual o meio da tela da gravação.
- 17:14Pronto, agora sim vai ficar perfeito,
- 17:17né? Olha só,
- 17:21tá? Então vem daqui para cá, para cá e
- 17:26para cá.
- 17:28Olha só. Perfeito. As aulas vão
- 17:30acontecer dentro desses quadrantes aqui,
- 17:31tá bom? Então, o pessoal falou mais de
- 17:33questões. Então, o que acontece? Eu vou
- 17:34dar toda a teoria que vocês precisam,
- 17:36mas eu vou dar essa teoria de modo ágil,
- 17:37tá bom? Eu só vou fazer um acordo com
- 17:39vocês. Só vou fazer um acordo com vocês,
- 17:41tá bom? Cara, todo mundo que tá aqui, a
- 17:42maioria esmagadora, vai fazer o Enem
- 17:442026 agora, não é isso? vai fazer o an
- 17:462026. Cara, você imagina assim, eu quero
- 17:48que você se imagine comigo aqui, porque
- 17:50é fácil você tá empolgado pra aula
- 17:51agora, né? Pô, SAD chamou aí 10.630
- 17:53pessoas, tira o print aí. O Assad chamou
- 17:56pra aula tudo de linguagem, você chega
- 17:58empolgado na aula. Mas, pessoal, eh,
- 18:00você pode ter certeza que os melhores
- 18:02alunos da plataforma que já estão com
- 18:03165 acetos, eles estão aqui nessa aula,
- 18:05eles vão ficar até o fim, você pode ter
- 18:07certeza. Eles ficam até o fim da aula,
- 18:08tá bom? Então imagina você chegando no
- 18:11Enem 2026 e na prova de linguagens você
- 18:13simplesmente assim, não
- 18:15acredito. Toda questão que tá aqui na
- 18:17minha frente, eu vi na live toda, tá
- 18:18caindo a live inteira aqui, é uma atrás
- 18:20da outra e eu vejo, eu consigo matar.
- 18:22Isso vai acontecer contigo se você tiver
- 18:25firme comigo aqui. Isso vai acontecer
- 18:28contigo. Então o meu único trato é esse.
- 18:30Vamos ficar firmes, juntos aqui. Firmes
- 18:34e juntos. Quando eu falar para fazer uma
- 18:36coisa, você faz. Quando eu fizer uma
- 18:37pergunta, qual é a resposta? Você fala a
- 18:39resposta quando eu falar o que que você
- 18:40achou? Pá, vamos nessa ou não vamos?
- 18:45Vamos nessa. Pesado até o fim, então.
- 18:48Então fala. Vou ficar até o fim. Que
- 18:49imagina se uma coisa é a live, outra
- 18:51coisa é você absorver a live. Tu
- 18:53absorver depende da tua postura. Tá bom,
- 18:55pessoal? Vamos começar oficialmente. Pá,
- 18:58começou. Vamos lá. Começamos pessoal.
- 19:01Primeiro tópico que a gente vai pegar é
- 19:03o tópico de funções da linguagens, que
- 19:05assim até difícil falar do quanto isso
- 19:07aqui é importante, isso é colossalmente
- 19:10importante, tá bom? Esse tópico é muito
- 19:12muito muito importante. Isso aqui
- 19:14perpassa a prova inteira. Vocês vão ver
- 19:15que a minha abordagem ela, embora seja
- 19:17separada por tópicos, é tudo a mesma
- 19:19coisa. Esses tópicos aqui se entrelaçam
- 19:20o tempo todo. Então, isso aqui não vai
- 19:21ser uma aula chata, que eu vou ficar,
- 19:22ai, tipologia textual, ai, funções da
- 19:25linguagem, ai figuras de linguagem, é
- 19:26tudo a mesma coisa, tudo vai se misturar
- 19:28aqui. Você vai perceber que uma
- 19:29abordagem vai funcionar no outra coisa
- 19:30que para tu entender tipologia da
- 19:32linguagem, você tem que entender funções
- 19:33da linguagem, você tem que entender
- 19:34figuras de linguagem, você tem que
- 19:35entender gêneros textuais, tem que
- 19:36entender tudo junto. É isso que a gente
- 19:39vai fazer aqui hoje, tá bom? Então, isso
- 19:40aqui é uma aula que ela vai ser assim
- 19:43profundamente entrelaçada. Eu tenho o
- 19:45controle de abrir e de fechar o chat. Eu
- 19:48tenho. Você tem aí? Não tem,
- 19:49>> eu tenho.
- 19:50>> Você consegue fechar rápido aí quando eu
- 19:51pedir? Então é isso, fecha o chat agora
- 19:53aí que a gente vai pro primeiro bloco de
- 19:54alta concentração. Todo mundo que tá
- 19:55aqui tá aqui para ficar no chat ou tá
- 19:57aqui para se concentrar na aula para se
- 19:58concentrar, né? Então assim, pelo bem da
- 20:00nossa concentração geral, vamos manter o
- 20:02chat fechado e eu eu quando eu abrir vai
- 20:04ser especial. Quando eu abrir eu vou
- 20:05fazer um pedido concreto e aí você vai
- 20:07nessa, tá bom? Então primeiro tópico,
- 20:08começou a aula agora oficialmente
- 20:10funções.
- 20:13Funções
- 20:15da
- 20:17linguagem.
- 20:19funções da linguagem.
- 20:22Do que se trata isso, né? Toda
- 20:23comunicação, toda vez que você tá numa
- 20:25situação de comunicação, você tem alguns
- 20:27elementos. Então, antes de entender
- 20:28funções da linguagem, você vai entender
- 20:30elementos da linguagem. É muito fácil.
- 20:31Imagina assim: "Eu tô conversando
- 20:33contigo. Se eu estou conversando
- 20:34contigo, o que que eu sou? Você concorda
- 20:36que eu sou o emissor da mensagem?" A
- 20:38comunicação, ela é ou não é centrada na
- 20:40mensagem? Eu tô me comunicando contigo.
- 20:42Eu sou o quê? Eu sou o emissor da
- 20:45mensagem. Sou ou não sou? Sou o emissor
- 20:47da mensagem. você concorda comigo? Tá
- 20:48bom? Então, o emissor é quem produz a a
- 20:50a mensagem. Esse é o primeiro bloco.
- 20:52Então, aqui, ó, o emissor é o primeiro,
- 20:53isso não é uma função da linguagem, não,
- 20:55tá bom? Isso é um elemento de uma
- 20:56situação comunicacional. Tem um emissor,
- 20:58não precisa escrever: "Ah, é quem emite
- 21:00a mensagem". Você sabe que é quem emite
- 21:01a mensagem. Tem que chegar na prova com
- 21:02isso aqui muito acelerado no teu
- 21:03cérebro. Você sabe que é quem emite a
- 21:05mensagem, não sabe? Tá, você, a gente tá
- 21:07conversando, tô falando, oi, fulano,
- 21:08tudo bem, você é o receptor dessa
- 21:10mensagem. Isso é muito claro, tá bom?
- 21:11Então, vamos alinhar bem essa
- 21:13nomenclatura pra gente conseguir
- 21:14produzir com muita velocidade, tá bom?
- 21:15Você, o receptor, é quem recebe a
- 21:17mensagem. Perfeito. O o a mensagem é a
- 21:19própria mensagem, ela é um objeto, né? A
- 21:21mensagem é o próprio texto. Lembrando
- 21:22que texto, pessoal, pro Enem e para
- 21:24qualquer estudo linguístico sério,
- 21:26qualquer livro de linguística, texto não
- 21:27é apenas o que tá escrito de tá? Texto,
- 21:30qualquer, até se eu fizer um sinal para
- 21:31você, se eu fizer assim para você, isso
- 21:32é um texto, tá bom? Se eu fizer uma
- 21:33língua de sinais, isso é um texto.
- 21:35Qualquer sinal que eu faço com a minha
- 21:36mão, é um texto. Qualquer figura que eu
- 21:38te mostre é um texto. Qualquer forma de
- 21:40assinar para você é um texto, tá bom? Um
- 21:42texto. Ele tem elementos linguísticos
- 21:43dotados de significado, tá bom? Tô
- 21:45puxando tudo da minha cabeça para você
- 21:46ver aqui do nada marquei a live hoje,
- 21:48pá, vamos nessa. Então, olha só, a
- 21:50mensagem é um elemento aqui, tá bom? Ela
- 21:52é o próprio texto, né? Ele é ela é o
- 21:53próprio o conjunto de palavras, o
- 21:56conjunto de signos linguísticos, não é
- 21:57de palavras, não, tá bom? A definição, o
- 21:58conjunto de signos linguísticos, signos,
- 22:00sinais linguísticos, seja uma palavra,
- 22:02uma palavra, um signo linguístico, seja
- 22:04um aceno, seja um gesto, seja uma
- 22:06imagem, o conjunto de signos
- 22:07linguísticos dotados de significado,
- 22:09isso é a mensagem, isso é o texto, isso
- 22:10é a comunicação, tá bom? E ainda existe
- 22:13o contexto. Em que contexto estamos
- 22:15falando isso? Isso é o referente.
- 22:17Escuta, isso é o referente. Não é um
- 22:19elemento que vai ser tão importante aqui
- 22:21agora, mas o referente ele também é
- 22:23chamado de contexto, tá bom? E o que
- 22:26outra forma de você abordar isso, tá
- 22:28bom? Referente o contexto a uma
- 22:29nomenclatura que eu prefiro é o assunto,
- 22:31tá bom? O assunto é aquilo do qual a
- 22:33gente tá falando, qual é o contexto da
- 22:34situação. Então eu coloco muito mais
- 22:36assim, olha, o assunto, perceba que o
- 22:38assunto ele não é a mensagem. Se eu falo
- 22:40para você assim, curta a live agora. A
- 22:43mensagem é qual? Curta a live agora. Mas
- 22:45o assunto, o contexto, o referente não é
- 22:49curta a live agora. O assunto é um
- 22:52diálogo sobre um pedido para que o aluno
- 22:55tome alguma atitude e curta a live. Você
- 22:56entendeu a diferença de assunto e de
- 22:58mensagem? Assunto é a temática, o
- 23:00contexto dessa comunicação. Beleza? E
- 23:03tem, eu tô falando contigo agora, por
- 23:04exemplo, curta a live agora. Isso que eu
- 23:06tô usando é o quê? É um idioma. Eu tô
- 23:08usando a língua portuguesa para falar
- 23:09contigo. Isso é o código. Se eu falar
- 23:11assim, ó, ó, ó aqui, ó. Escuta,
- 23:16é, eu tô mandando também para você uma
- 23:17mensagem, mas dessa vez o código não foi
- 23:19a língua portuguesa, o código foi
- 23:21sinais, foi uma mímica o código. Se eu
- 23:23soubesse falar Libras e eu mandasse aqui
- 23:24em Libras, você curtir a live, o código
- 23:26é outro. Então isso é o código, tá bom?
- 23:27Tem um assunto aqui e tem o próprio
- 23:29código, né, que é a forma que eu
- 23:31utilizo. Qual é o código? assim, é o
- 23:33sistema linguístico utilizado. Então, a
- 23:35língua portuguesa, as Libras, por
- 23:36exemplo, uma uma placa de trânsito, ela
- 23:38vai falar para você assim: "Pare, reduza
- 23:41a velocidade", né? Ela pode estar
- 23:42escrito lá pare. Aí no caso, o código
- 23:44mais uma vez é a língua portuguesa, mas
- 23:46pode estar escrito simplesmente uma mão
- 23:47assim. Uma mão assim também é é um
- 23:49código, é um outro tipo de código que é
- 23:50o código de sinais, o código de gestos,
- 23:52tá bom? Então, ou seja, o código ele é
- 23:54isso, beleza? O código ele ele é o
- 23:56conjunto linguístico que foi utilizado,
- 23:57a língua inglesa, a língua portuguesa e
- 23:59por aí vai, beleza? E o canal é o meio
- 24:02físico por onde essa mensagem tá
- 24:03passando, tá bom? Por exemplo, se eu tô
- 24:05aqui falando contigo e você está de fato
- 24:07na minha frente, qual é o canal? O canal
- 24:09é a atmosfera, o canal é o ar. Eu estou
- 24:11falando contigo, tô gerando ondas
- 24:13mecânicas com a vibração das minhas
- 24:15cordas vocais. Essas ondas mecânicas,
- 24:16elas geram uma vibração numa certa
- 24:18frequência. Elas são caracterizadas por
- 24:20ter uma certa frequência, né? A
- 24:21frequência identidade da onda. E essa
- 24:22frequência, ela gera uma perturbação no
- 24:24meio físico, no meio atmosférico. Essa
- 24:25perturbação se propaga, né,
- 24:27longitudinalmente, né, vibrando por
- 24:29compressões e por rarefações. Chega no
- 24:32teu tímpano. Essa perturbação, mantendo
- 24:33aquela mesma frequência, ela vai excitar
- 24:35mecanicamente o teu tímpano, vai
- 24:37produzir uma certa vibração no seu
- 24:39tímpano. vibração que é produzida no seu
- 24:41tímpano, ela vai gerar um padrão
- 24:43vibratório, óbvio, dentro do seu
- 24:44tímpano, que vai ser vai passar por um
- 24:46processo de mecanotransdução,
- 24:48eletromecanotransdução, que essa
- 24:49vibração vai se transformar num impulso
- 24:51elétrico, que esse impulso elétrico
- 24:53entrando, que é esse impulso elétrico,
- 24:55ele é uma ele é uma uma um tipo de
- 24:57transcrição, tá bom? é um tipo de
- 24:58tradução, o nome se até transdução, né,
- 25:00que altera a natureza do sinal daquela
- 25:02vibração mecânica produzida pela minha
- 25:04voz que viajou pelo ar, que virou um
- 25:05sinal elétrico, vai pro teu nervo
- 25:06auditivo e vai ser interpretado pelo teu
- 25:08cérebro, que vai produzir a sensação
- 25:10consciente, né, subjetiva de som. OK?
- 25:13Então, o canal seria a atmosfera. Ativa
- 25:15o chat aí para mim. O canal seria a
- 25:17atmosfera. Até aqui vocês estão
- 25:18entendendo? Tá bacana? Começou bem a
- 25:21live, eu quero saber isso. Começou bem,
- 25:22já passamos aqui já uma lapada. Isso
- 25:24aqui já é um conteúdo inteiro que você
- 25:25viu a produtividade que você teve, né?
- 25:26Você viu que ligou o chat?
- 25:28>> Então já só me dá esse feedback aí para
- 25:30eu começar a sentir aqui confiança com
- 25:31essa turma aqui de avançar, tá bom?
- 25:32Temos 12.000 pessoas aqui, eu sou um
- 25:34cara preocupado. Gostou da explicação de
- 25:36ondulatória? Bacana, né? Quanto maior,
- 25:38quanto mais rápida fosse essa vibração
- 25:40da minha corda vocal, maior seria a
- 25:41frequência você escutaria um som mais
- 25:43agudo, tá bom? De maior altura. Quanto
- 25:45menor fosse a frequência de vibração,
- 25:46você escutaria um som mais baixo, um som
- 25:48mais grave. Tá bom para você? Legal. E
- 25:51eu puxo essa aqui do nada no meio da
- 25:52aula de linguagens para vocês, beleza?
- 25:54Então, o canal seria atmosfera.
- 25:55perguntaram bem ali da maneira que a
- 25:57gente tá aqui agora, da maneira que a
- 25:59gente tá aqui agora, de fato, o canal
- 26:01principal não é apenas o meio
- 26:02atmosférico, porque aqui no caso, né,
- 26:04primeiro, o meu som tá produzindo a
- 26:06mesma coisa que produziria no teu
- 26:07ouvido, só que ao invés de ser um
- 26:09tímpone e um nervo auditivo, é uma
- 26:11membrana aqui do microfone, que essa
- 26:12membrana aqui ela vibra aqui dentro e aí
- 26:14ela também transforma em sinal elétrico,
- 26:15mas que viaja pelos cabos, que entra
- 26:17dentro do meu computador, que é enviado
- 26:18para um servidor, né, por meio da
- 26:19internet é enviado para um servidor, é
- 26:21decodificado, enviado pro servidor do
- 26:23YouTube, que o servidor do YouTube entra
- 26:25no tá tá presente no teu computador, né?
- 26:27Então você recebe a transmissão desse
- 26:29sinal elétrico que que já virou, na
- 26:31verdade não um sinal elétrico, virou um
- 26:32sinal de dados, né? Então ele vai de
- 26:33sinal elétrico para virar um sinal de
- 26:34dados. O sinal de dados vai viajar pelos
- 26:36cabos de internet, pelos servidores, né?
- 26:38Vai ser redistribuído, tu vai receber de
- 26:40novo um sinal de dados e esse sinal de
- 26:41dados vai sair no altofalante do teu do
- 26:43teu computador, vai voltar a ser um
- 26:44sinal elétrico. Nesse sinal elétrico vai
- 26:45ser produzido outra vibração que vai
- 26:47reproduzir o som da minha voz. Aí que
- 26:49agora, né, a o teu computador, o teu
- 26:50alto-ofalante, o teu fone de ouvido vai
- 26:52atuar como se fosse minha corda vocal,
- 26:53reproduzindo esse som e trazendo de novo
- 26:55pra tua orelha para que todo o processo
- 26:57aconteça. Então, nesse caso, o canal é:
- 26:58"Ah, você fala muito rápido, tem muita
- 27:00gente, você fala muito rápido, você fala
- 27:01muito rápido, se esforça mais para
- 27:03acompanhar." É sério mesmo, se esforça
- 27:04mais para acompanhar. É isso aí, você
- 27:06vai conseguir, você vai conseguir.
- 27:08Acredito em você, se esforça mais, se
- 27:09esforça mais, fala: "Eu consigo, eu
- 27:11consigo, vou ficar aqui acompanhando
- 27:12daqui a pouco". Você se acostuma. É que
- 27:13às vezes tem 12.000 1 pessoas aqui. Tem
- 27:14muita gente que a vida inteira nunca
- 27:16teve um professor que realmente tem ali
- 27:17a didática fluidez perfeita, entendeu?
- 27:19Se eu quiser falar devagar, eu falo, mas
- 27:20confia, é melhor para você. Vai pegando
- 27:22desse jeito, tá bom? Certo? E tem gente
- 27:25que fala que que não a gente não
- 27:26aprofunda, né? Bizarro, né? Não faz
- 27:28nenhum [risadas] não faz nenhum sentido.
- 27:29Tá bom? Vamos nessa, então. Vamos seguir
- 27:31agora a teoria. Pode fechar o chat já
- 27:32que já tá muito tempo aberto. Então
- 27:33vamos lá. Isso tudo que eu falei aqui
- 27:35era o canal, né? Isso tudo é o canal. É
- 27:39o meio pelo o meio físico de fato por
- 27:41onde a mensagem passa, o ar, a fala. um
- 27:44papel, né? Eu posso te mostrar aqui num
- 27:46papel, tem uma mensagem aqui nesse papel
- 27:47e aí o meio, no caso, o canal é o papel,
- 27:50tá bom? Um jornal, uma tela, um
- 27:52telefone, tá bom? Ainda tem um elemento
- 27:55que eu não vou colocar aqui, mas é o
- 27:56elemento do ruído, tá bom? Ruído é tudo
- 27:57aquilo que atrapalha a comunicação.
- 27:59Então, barulho, sinal fraco, uma letra
- 28:01ilegível, uma palavra que o receptor não
- 28:03conhece, tudo isso a gente chama na
- 28:04linguística de ruído, entendeu?
- 28:07Perfeito. Cada, agora que você sabe
- 28:09esses elementos aqui, cada função da
- 28:11linguagem que a gente vai estudar,
- 28:12preste muita atenção nisso, cada função
- 28:15da linguagem que a gente vai estudar
- 28:16agora, ela é uma correspondência desses
- 28:19elementos, tá bom? Uma correspondência,
- 28:21por exemplo, tá bom? O o que é uma
- 28:23função da linguagem? A definição de
- 28:24função da linguagem é o elemento
- 28:26linguístico no no qual o texto põe seu
- 28:28foco, tá bom? São seis funções, tá? Isso
- 28:32aqui eu vou vou mostrar aqui a
- 28:33explicação teórica, mas eu vou te
- 28:34mostrar assim como que na prática você
- 28:35precisa guardar isso, tá bom? Uma idea,
- 28:37pessoal. Quase todo texto tem uma, duas,
- 28:40três, quatro funções da linguagem ao
- 28:41mesmo tempo. A maioria dos textos tem
- 28:43mais de uma função da linguagem. Então
- 28:44você não pode ter uma mentalidade
- 28:45fechada de ai, qual é a função da
- 28:47linguagem desse texto? Não existe isso.
- 28:49A gente pergunta assim, qual é a função
- 28:51predominante
- 28:52nesse texto? Qual é a função
- 28:55predominante? Tá bom? A prova vai te, o
- 28:57que que a prova vai te perguntar para
- 28:58você já saber o que cai. Ela vai te dar
- 28:59um texto, vai perguntar qual é a função
- 29:01predominante? Ou ela vai te dar um
- 29:02texto, vai dizer qual é a função
- 29:05predominante, mas vai te perguntar por
- 29:06quê? Quais elementos desse texto fazem
- 29:09com que essa função seja predominante?
- 29:11Ela não vai te perguntar a função. Ela
- 29:12vai dizer qual é a função, vai
- 29:13perguntar: "Mas por que essa é a
- 29:14função?" Ou ela vai colocar duas funções
- 29:16e vai perguntar: "Como que essas duas
- 29:18funções trabalham juntas? [roncando]
- 29:20Isso é o que vai cair na prova, tá bom?
- 29:22A primeira, tem várias formas da gente
- 29:24falar, né? Eu prefiro sempre falar como
- 29:25primeira função a função que é focada no
- 29:28emissor, a função expressiva ou a função
- 29:31emotiva. Pedro, é a mesma coisa? É a
- 29:33mesma coisa. É a mesma coisa. Tá bom?
- 29:37Então, a gente tem aqui a primeira é a
- 29:39função
- 29:41expressiva.
- 29:43Expressiva ou também chamada de emotiva.
- 29:46Essa é a função quando a comunicação,
- 29:49quando o objeto focal da comunicação é a
- 29:51própria pessoa que tá falando aquilo.
- 29:54Pessoal, eu preciso agora falar uma
- 29:57coisa com vocês. Eu preciso que todos se
- 29:58concentrem aqui. Eu preciso dizer para
- 30:01vocês do fundo do meu coração. Tá
- 30:04entendendo? Isso que eu tô fazendo agora
- 30:05é função expressiva. Isso que eu tô
- 30:07fazendo agora é função emotiva. Tá bom?
- 30:09Eu tô extremamente feliz de estar aqui,
- 30:10pessoal. Tô extremamente feliz de do
- 30:12nada chamar todo mundo para uma live sem
- 30:15qualquer aviso prévio, sem qualquer
- 30:16marcação e ter 12.200 pessoas presentes,
- 30:19que é a maior live do Brasil inteiro. A
- 30:21maior live do Brasil inteiro. Você não
- 30:23precisa de aviso, você não precisa de
- 30:23ensaiar, é a maior live do Brasil
- 30:25inteiro. Eu tô muito feliz com isso. Eu
- 30:26estou muito feliz. Isso é função
- 30:28expressiva. Isso é função emotiva. Isso
- 30:30é função expressiva. É função emotiva. É
- 30:32o foco da comunicação sou eu. É o que eu
- 30:34tô sentindo. Pedro, expressivo faz
- 30:36sentido, né? Porque esse ex, isso aqui é
- 30:38o prefixo de exteriorizar, de externo,
- 30:40né? Então, expressiva, né? Eu tô
- 30:42expressando, só o que eu expresso, só
- 30:44pode estar dentro de mim. Então, só pode
- 30:45estar focado em mim. Exatamente. Eu tô
- 30:47expressando, então só pode ser uma coisa
- 30:48minha. E por que emotiva? Porque aquilo
- 30:50que há de mais próprio do ser humano,
- 30:53aquilo que há de mais interno do ser
- 30:54humano são justamente as emoções, tá
- 30:56bom? Então, a função expressiva é a
- 30:57mesma coisa que a função emotiva, é
- 30:59quando o elemento da comunicação, o
- 31:02elemento central da comunicação é sobre
- 31:04o próprio, o próprio emissor da
- 31:07mensagem, tá bom? O foco é no emissor,
- 31:09tá bom? Aí você vai ver que tem textos
- 31:10que expressam sentimentos. Qualquer
- 31:12texto que expresse opinião, pessoal, na
- 31:14minha opinião, vocês não deveriam fazer
- 31:15isso. Função expressiva, tá bom? Eu
- 31:17estou me sentindo bem, eu estou me
- 31:19sentindo mal, né? Eu tô com saudade da
- 31:21minha terra, eu tô com saudade da minha
- 31:23casa, eu tô pensando o seguinte agora.
- 31:25Tudo isso é função expressiva, tudo isso
- 31:27é função emotiva, tá bom? Transmitir o
- 31:29meu estado de espírito, meu estado
- 31:31sentimental, a minha opinião, tá bom? Aí
- 31:33se vamos quer aprofundar, aprofunda ou
- 31:35não aprofunda. Eu posso falar só isso
- 31:36aqui. Querem aprofundar sim ou não? Liga
- 31:38o chat e pergunta: "É para aprofundar no
- 31:40conceito ou não é?" É para aprofundar no
- 31:42conceito ou não é? Quer que aprofunde?
- 31:44Vamos lá. A função expressiva, quais são
- 31:47as marcas dela? Isso aqui você pode
- 31:48anotar quais são as marcas que você vai
- 31:50ver da função expressiva em um texto.
- 31:53Por exemplo, o uso da primeira pessoa,
- 31:55pô. E tem e você tem que saber que vai
- 31:56estar escrito dessa forma. Uso da
- 31:58primeira pessoa, seja a primeira pessoa
- 31:59do singular, seja a primeira pessoa do
- 32:01plural, tá bom? Então, eu estou me
- 32:03sentindo, né? Me parece que, né, eh,
- 32:07para mim isso não é normal, né? O meu
- 32:09coração está tal coisa, essas coisas, tá
- 32:12bom? Ai, não aprofunda, não é? Tem um
- 32:13monte, metade pede para aprofundar,
- 32:15metade pede para não aprofundar, tá bom?
- 32:16Mas aí você não aprofundar, você vai te
- 32:18fazer falta na hora da prova, tá bom?
- 32:19Para de com esse espírito preguiçoso, tá
- 32:21bom? Então até olha só que é mais
- 32:24aprofundamento, interjeições.
- 32:27Interjeições. Por exemplo, se você tem
- 32:29assim: "Ai, nossa, né? Você percebe
- 32:32quando eu falo nossa, quando eu falo
- 32:33nossa, isso não tá expressando já o que
- 32:35eu acho, um espanto meu, né? Nossa, né?
- 32:37Uma exclamação, né? Que absurdo, que
- 32:40absurdo. É função expressiva. É função
- 32:42expressiva. Eu achei aquilo ali um
- 32:43absurdo. Mesmo que não tenha, mesmo que
- 32:46não tenha ali claramente, né, o uso da
- 32:48primeira pessoa, quando eu falo assim,
- 32:49pô, que absurdo, quem tá dizendo que
- 32:51aquilo era um absurdo? Não sou eu que tô
- 32:52dizendo que é um absurdo. Então fala que
- 32:53absurdo. Nossa, isso são marcas da
- 32:55função expressiva do mesmo jeito. São
- 32:58marcas da função expressiva do mesmo
- 32:59jeito, tá bom? Muitas vezes vai est na
- 33:01alternativa uma dessa e você não vai
- 33:03marcar. Não vai marcar, tá bom? Então,
- 33:06eh, adjetivos de avaliação, por exemplo,
- 33:08adjetivo de avaliação, quando você fala,
- 33:10né, essa casa é incrível, isso é, embora
- 33:13aí você vai ter um compartilhamento, tá
- 33:14bom? Essa casa é incrível. Você tem
- 33:16tanto um foco no objeto, que é a própria
- 33:18casa, mas você também tem uma opinião
- 33:20própria, seriam as duas conectadas,
- 33:22tanto a função referencial de foco no
- 33:23assunto, né, essa casa é incrível, mas
- 33:25ao mesmo tempo quem achou incrível foi
- 33:26você. Essa casa é encantadora e é mais
- 33:29ainda porque incrível é mais objetivo.
- 33:31Encantadora é mais subjetivo. Perfeito.
- 33:33Pegou em qualquer Agora vamos já vamos
- 33:36começar a antecipar. Fecha o chat aí.
- 33:37Olha só quem antes de fechar o chat,
- 33:39pera aí. Quem aí tem dificuldade ah em
- 33:41gêneros textuais, né? Em tipologia
- 33:43textual, cara, olha só, se o gênero
- 33:44textual ele é a forma, isso aí matéria
- 33:46para daqui a pouco, mas ele é a forma
- 33:47concreta com pelo qual um texto aparece,
- 33:49tá bom? A forma concreta. Então, um
- 33:51diário é um gênero textual, um jornal é
- 33:53um gênero textual, uma revista é um
- 33:54gênero textual, um tweet é um gênero
- 33:56textual, um story é um gênero textual.
- 33:59Que tipo de gênero textual você acha que
- 34:00é mais marcado pela função expressiva?
- 34:02Fala para mim que tipo de gênero
- 34:03textual, de forma textual, concreta,
- 34:05socialmente reconhecível, que aparece na
- 34:07sociedade, você acredita que seja o mais
- 34:09marcado pela função expressiva? Diário.
- 34:12É óbvio que diário, né? uma carta
- 34:15pessoal, um texto de desabafo, um
- 34:18depoimento,
- 34:19um depoimento sobre a plataforma SAD.
- 34:21Foi o melhor curso que eu já tive na
- 34:22minha vida. Eu me sentia muito, é claro
- 34:24que isso aí tem a função expressiva,
- 34:26função emotiva, como função é
- 34:28predominante, tá bom? pega um avançado,
- 34:30poesia lírica, a gente vai chegar aqui
- 34:33em interpretação avançada de poemas e
- 34:35expressividade, lirismo, tudo isso, mas
- 34:37a poesia lírica, ela é marcada por isso,
- 34:39você vê vários elementos que trazem os
- 34:42sentimentos do próprio lírico e que
- 34:44causam também sentimentos em quem vê.
- 34:45Ela é marcada pela função expressiva e
- 34:47pela função poética. Artigo de opinião
- 34:49também compartilhando com função
- 34:51referencial. Pode fechar o chat agora,
- 34:52tá bom? Então, se eu falar para você
- 34:54assim: "Olha que saudade eu sinto da
- 34:55minha terra", como eu já falei outras
- 34:57vezes, né? Que saudade assino da minha
- 34:58cidade, isso é função expressiva, tá
- 35:01bom? A segunda com foco agora no
- 35:03receptor é a função apelativa. Então
- 35:07aqui, ó, função, pera aí, deixa eu
- 35:08escrever melhor. Olha só, função
- 35:14apelativa. Não faz sentido. Não faz
- 35:16sentido. Pessoal, deixa eu só
- 35:18interromper aqui um instante para falar
- 35:19um negócio com vocês. É apelativo ou
- 35:20conativo? Deixa eu só interromper o
- 35:21negócio, cara. Por favor, pessoal. Cara,
- 35:24curte a live, curte a live, seu seu
- 35:27ingrato. Você não tá curtindo a live, só
- 35:28vai ficar salva com 20.000 curtidas.
- 35:30Curta a live agora.
- 35:32Isso aqui é função conativa. Isso aqui é
- 35:34função apelativa. Quando eu falo curta a
- 35:36live, eu tô te dando uma ordem. Eu tô
- 35:38usando um verbo no imperativo. Curta,
- 35:40né? É uma ordem que eu tô te dando. Essa
- 35:42função, ela tem foco no receptor da
- 35:44mensagem. Então, tô te dando uma ordem.
- 35:46Curta a live agora. Se inscreva no canal
- 35:49agora. Se inscreva no canal agora. Você
- 35:51vai notar que para que a minha função
- 35:55apelativa, né, faz sentido, não é
- 35:56apelativa, eu tô fazendo um apelo a
- 35:57você, eu tô fazendo um pedido, tô
- 35:58tentando te fazer te influenciar, né? Ou
- 36:00conativa, ped, como é que eu lembro de
- 36:02conativa, né? Nativa seria e sobre mim,
- 36:05né? Nativa, conativa, co tá junto
- 36:08comigo, né? Conativa é tu, entendeu? Dá
- 36:10para gravar dessa forma, por exemplo.
- 36:12Mas você nota que pro meu apelo ser
- 36:14bem-sucedido, vamos fazer uma questão
- 36:15aqui agora. Abre o chat, por gentileza.
- 36:17Pro meu apelo ser bem-sucedido, tu
- 36:19consegue abrir com facil? Tô te
- 36:20atrapalhando aqui, tá de boa. Vocês
- 36:22percebem que pro meu apelo aqui ser
- 36:23bem-sucedido, né? Tá, tá usando a função
- 36:25conativa, tá usando a função apelativa,
- 36:26mas eu usei outras coisas também, né? Se
- 36:28te perguntasse numa questão da prova,
- 36:29vamos supor que te pergunta numa questão
- 36:31da prova, assim, olha só, ã, o Pedro
- 36:33Assad falou assim: "Curta a live agora,
- 36:34senão você vai ter má sorte na na prova.
- 36:37Se inscreva no canal agora se você quer
- 36:39est entre os melhores." Quais são os
- 36:40elementos que ele usa para dar mais
- 36:42força? Quais são os elementos que ele
- 36:44usa para dar mais força pro apelo dele,
- 36:46né? para convencer melhor o interlocutor
- 36:48dele. Você vê que eu uso o elemento do
- 36:50condicional, eu coloco uma condição, né,
- 36:52curta, senão você vai ter azar na prova,
- 36:54né, curta é muito mais um elemento de
- 36:56uma consequência até então, né? Então,
- 36:57curta, do contrário, como consequência
- 37:00você terá azar na prova, né? Se você
- 37:02quer ir bem na prova, então curta essa
- 37:03live, entendeu? Então, a adição dessas
- 37:05condições, desses condicionantes, dessas
- 37:08causas e consequências é um elemento de
- 37:10persuasão. Pode ser, não é exatamente
- 37:12uma chantagem, tá bom? Porque uma
- 37:14chantagem é quando não é um apelo. Uma
- 37:15chantagem eu tenho um poder concreto
- 37:17sobre você, né? Curta ou eu vou mostrar
- 37:20a sua foto que eu tenho aqui
- 37:21constrangedora, né? De você com diarreia
- 37:24na prova, com intoxicação alimentar.
- 37:25Curta a live ou vou vou mostrar isso
- 37:27aqui para todo mundo. Aí seria uma
- 37:28chantagem, tá bom? Ainda assim, a função
- 37:30apelativa, tá bom? Mas não, a definição
- 37:32de chantagem é essa. É quando você
- 37:33possui um poder de barganha suficiente
- 37:35para para não apenas influenciar a
- 37:37decisão da pessoa por livre vontade
- 37:39dela, mas para influenciar com o
- 37:40elemento da pressão. Tá bom? Isso tudo
- 37:42aqui vocês vem que tudo que eu falo,
- 37:44qual se você pegar qualquer 30 segundos
- 37:45dessa live, né, isso é um elemento de
- 37:47coersão. Perfeito. É um elemento de
- 37:49coersão, justamente isso, tá bom?
- 37:50Elemento estudado por Max Weber,
- 37:52sociólogo Max Weber, que estuda a
- 37:54coersão, tá bom? Ã, mas é um elemento de
- 37:56coersão, de fato, é um elemento de
- 37:58pressão sendo adicionado em você, tá
- 38:00bom? Qualquer 30 segundos dessa live que
- 38:01você pegar, você vai ver que é uma
- 38:02densidade de conteúdo absurda saindo da
- 38:04minha mente direto pra sua, tá bom?
- 38:06Então, função apelativa é isso. Pode
- 38:08fechar o chat de novo, por gentileza, tá
- 38:09bom? Tá? A marca principal é verbo no
- 38:11imperativo, né? Compre, imagine o
- 38:13seguinte, né? Vacine-se agora, né? Outro
- 38:17elemento muito importante aqui pode ser
- 38:18o vocativo. Quando eu te chamo direto,
- 38:20quando eu falo assim: "Olha, Maria,
- 38:21venha cá agora, né? Eu faço direto com
- 38:23meus filhos". Eu falo assim: "Pedro, vem
- 38:24cá". Isso é função apelativa, função
- 38:26conativa com o uso não apenas do do
- 38:29comando no imperativo, do verbo no
- 38:30imperativo, né? De que eu tô falando com
- 38:32ele, né? Venha agora, né? Mas o uso
- 38:34também do nome dele do vocativo, tá bom?
- 38:37Eh, e é claro que o uso aqui é da
- 38:38segunda pessoa. Concorda comigo,
- 38:40pessoal? Por que que eu tô falando isso?
- 38:41Porque na vez nas nas opções, tá
- 38:43exatamente isso. Qual é o elemento que
- 38:45traz a marca predominante da função
- 38:47apelativa nesse texto? E aí o elemento é
- 38:50o uso da segunda pessoa do singular. Tu,
- 38:54né? Por exemplo, se eu falar assim:
- 38:55"Pedro, vem cá. Qual é a pessoa?" A
- 38:58pessoa que tá sendo usada é a segunda,
- 38:59porque é tu. Eu tô falando tu, Pedro, tu
- 39:01vem cá. É porque ela tá elipsada, ela tá
- 39:03oculta, não é necessária. Consegue
- 39:05visualizar? É isso. Tá bom. Então, uso
- 39:07da segunda pessoa também. Perguntas
- 39:09dirigidas ao leitor também seria uma
- 39:11marca da função apelativa. Estão
- 39:12anotando, né? Vocês tem que tá tá todo
- 39:13mundo com papel e caneta na mão. Tem que
- 39:14est anotando, velho. Você tem que tá
- 39:16anotando. Você vai ver que na questão
- 39:17isso aqui vai valer muito a pena, tá
- 39:18bom? Onde que isso aqui mais aparece? Em
- 39:20que tipo de gênero textual isso aqui
- 39:21mais aparece? Cara, propagandas,
- 39:23discursos políticos, né? Eh, povo, vocês
- 39:27precisam tal coisa, vote em mim, né?
- 39:29Isso. Isso é discurso político. O uso
- 39:31principal é justamente da função
- 39:33conativa, tá bom? Mas tem um lugar onde
- 39:35aparece muito a função apelativa, a
- 39:36função conativa, que é em qualquer
- 39:38manual de instruções, em qualquer bula,
- 39:41né? O manual de instruções ou a bula,
- 39:43qual é o foco dele? Muitas vezes, escuta
- 39:46bem, muitas vezes o foco dele é quem tá
- 39:48lendo, né? Você deve abrir a caixa dessa
- 39:50forma, você deve fazer tal coisa. Mas
- 39:52cuidado porque a gente vai ver daqui a
- 39:54pouco ele ele compartilha outras
- 39:55funções. Por exemplo, a função
- 39:57referencial de ter foco no próprio
- 39:58assunto muitas vezes aparece também, tá
- 40:00bom? Então, função apelativa aí tá muito
- 40:03bem dado, tá até aprofundado, tá bom?
- 40:06Não jogue lixo na rua, isso é também
- 40:07função apelativa, óbvio. Foco é o
- 40:09emissor, tá bom? Mais uma função. Agora,
- 40:12terceira função, a gente vai pegar a
- 40:13função referencial, tá bom? Eu vou dar
- 40:16um outro nome para ela, que é um nome
- 40:17bem raro de cair, mas pode aparecer
- 40:18também, tá bom? Então, função
- 40:20referencial.
- 40:22O foco é no assunto, o foco é na própria
- 40:25coisa que tá sendo dita num assunto
- 40:27específico, tá bom? Outro nome para ela
- 40:29é função denotativa,
- 40:32pessoal. Denotativo, né? Denotativo vem
- 40:35justamente de quando tá ao pé da letra,
- 40:37quando é de fato aquele assunto, tá bom?
- 40:39O conotativo seria como se fosse o
- 40:40sentido figurado, tá bom? Ah, então falo
- 40:42assim para você, pô, daqui a pouco a
- 40:44gente vai chegar nisso ou do exemplo, tá
- 40:45bom? Mas denotativa é a coisa como ela
- 40:46tá escrita mesma no dicionário, tá bom?
- 40:49Ã, então se eu falo para você assim,
- 40:51deixa eu dar um exemplo já agora, né?
- 40:52Pô, tá tá tá chovendo aqui, tá chovendo
- 40:56pregos, né? É óbvio que isso é uma
- 40:58metáfora, tá bom? Uma comparação
- 40:59implícita, mas isso também não é um uso
- 41:02denotativo, né? Porque não tá de fato
- 41:03chovendo pregos. Então isso é um uso
- 41:05figurado, é um uso conotativo. Se você
- 41:07for especificar que uso figurado é esse,
- 41:09é um uso metafórico, tá bom? Uma
- 41:11comparação implícita, tá bom? Agora, se
- 41:12fosse tá tá tá chovendo como se fossem
- 41:14pregos, aí não é metáfora, aí uma
- 41:16comparação, tá bom? Então, função
- 41:18referencial denotativa, ela tem foco no
- 41:19próprio assunto. Pessoal, me digam qual
- 41:21é a função da linguagem, qual é a função
- 41:24da linguagem principal? dessa aula aqui.
- 41:28Me diga qual é a função da linguagem
- 41:30principal. É a função referencial. Você
- 41:32concorda que o foco predominante da aula
- 41:34é justamente no assunto? O foco é no
- 41:36assunto. O foco é o quê? No conteúdo de
- 41:39linguagens, tá bom? Qual é o objetivo de
- 41:40utilizar a função referencial? É falar
- 41:43sobre mim mesmo, não é falar sobre você?
- 41:45Fazer um apelo a você? Não é. O objetivo
- 41:47é focar no próprio assunto mesmo. O
- 41:49objetivo é ensinar algo, geralmente é
- 41:52informar de maneira objetiva, de maneira
- 41:54objetiva, de maneira direta, de maneira
- 41:56concreta, tá bom? Então, não que sejam
- 41:58sinônimos esses três, tá bom? Tem
- 41:59algumas sutilezas, mas é informar de
- 42:01maneira objetiva, tá bom? Não é provocar
- 42:03sentimentos em você, não, não
- 42:04necessariamente, tá bom? É função
- 42:06referencial denotativo, foca no próprio
- 42:07assunto. Quais são as marcas? Muitas
- 42:10vezes a gente vê, né, como marcas,
- 42:11presta atenção, tá? Porque a tua redação
- 42:13do Enem, ela tem principalmente essa
- 42:15função aqui. Então isso aqui, muito
- 42:17dessa aula de hoje, alguém tá ansioso
- 42:18com redação aí, muito dessa aula de
- 42:20hoje, ela serve muito pra redação, mas
- 42:22muito, muito. A gente vai ver argument
- 42:24argumentação, persuasão e texto do tipo
- 42:27argumentativo. Tu vai ver quanta coisa
- 42:29serve pra redação, tá bom? Então, por
- 42:31exemplo, tua função, a tua redação, a
- 42:33função predominante nela é justamente o
- 42:34que? A função referencial, o foco da tua
- 42:36redação é no assunto, tá bom? Apesar de
- 42:39que também tem o foco de persuadir, você
- 42:41não vai fazer um texto apelativo, né,
- 42:43falando pro corretor acreditar em você,
- 42:45falando assim, você que tá lendo isso
- 42:46agora, corretor, você concorda que isso
- 42:48é um problema muito grave. Não vai ser
- 42:49assim. O foco é o convencimento, mas por
- 42:51meio do da argumentação, por meio de uma
- 42:53dissertação argumentativa. Então, a
- 42:55função referencial é a predominante numa
- 42:56redação do Enem, basicamente qualquer
- 42:59redação de qualquer vestibular. Então,
- 43:00uma marca dela é a linguagem impessoal.
- 43:03Quando você quer informar com
- 43:05objetividade, você não vai ficar falando
- 43:06sua opinião. Você vai usar justamente
- 43:07uma linguagem que é impessoal, né? Você
- 43:09vai falar assim: "Olha, as ruas precisam
- 43:11ser asfaltadas, né? O asfalto da rua
- 43:13está uma bosta, né? Ah, a prefeitura não
- 43:16cumpriu com o combinado, né? Eh, a verba
- 43:19foi gasta de maneira irregular. Isso é
- 43:21função referencial. O foco é no assunto.
- 43:23O foco é simplesmente transmitir a
- 43:25informação. Dados apontam que 70% dos
- 43:28estudantes saem do ensino médio sem
- 43:29saber ler e escrever, né? Eh, desde tal
- 43:31época. Isso é, isso acontece no Brasil,
- 43:34né? Desde a colonização, tal fenômeno
- 43:36vem acontecendo, a concentração de
- 43:37terras vem aumentando significativamente
- 43:39no Brasil, né? Por meio de várias leis,
- 43:41começando com a capitanas hereditárias,
- 43:42depois com as seis Marias. Isso tudo é
- 43:44função referencial, tá bom? É o sentido
- 43:47literal mesmo das palavras, tá bom? Que
- 43:50tipo vocês estão entendendo que a gente
- 43:51já tá vendo gênero textual ao mesmo
- 43:53tempo, né? Vocês estão, alguém tá
- 43:54sentindo que a gente já tá vendo gênero
- 43:55textual ao mesmo tempo? Que eu te
- 43:56pergunto que tipo de gênero? Liga o
- 43:58chat. Que tipo de gênero textual? Que
- 44:00tipo de gênero textual vai ter mais
- 44:02função referencial? Aula. Aula vai ter
- 44:05texto científico, vai ter artigo
- 44:07científico, vai ter, tá bom? Verbete de
- 44:09de enciclopédia, tá bom? Definindo um
- 44:12termo, função referencial, tá bom?
- 44:13Manuais, Pedro, pera aí. Manuais, você
- 44:15disse que a função era apelativa, não,
- 44:17eu falei que eram as duas, tá bom? O
- 44:18manual de instruções, ele fala tanto do
- 44:20assunto, do objeto, né, da montagem, né?
- 44:23Essa mesa, ela é composta por quatro
- 44:25pernas, ela é composta por um tampo, né?
- 44:27Tá todo mundo aí no chat já de novo. Ela
- 44:29é composta por um tampa. Ativou o chat
- 44:31de novo.
- 44:31>> Uhum.
- 44:32>> Ela é composta por um tampa. Essa mesa
- 44:33aqui, ela é feita de MDF, não sei quê.
- 44:35Mas também vai falar: "Monte essa mesa
- 44:36assim, desmonte isso aqui, parafuse a
- 44:39perna dela desse jeito." Não parece que
- 44:40ativou o chat, não. Vê aí. Eh, parafuse
- 44:43a perna dela desse jeito, né? Faça isso
- 44:44aqui, coloque, use a chave de fenda para
- 44:47iso. Então, função apelativa, né? Porque
- 44:49tá te mandando fazer as coisas, mas ao
- 44:50mesmo tempo também é com certeza a
- 44:52função referencial, porque o foco dela é
- 44:54a própria mesa também. Então você vê,
- 44:55são as duas funções que aparecem no
- 44:57gênero textual manual de instruções. Tão
- 45:00conseguindo compreender? Tão junto
- 45:02comigo? O chat não aparece mais aqui
- 45:03para mim. Que estranho, né? Não sei se
- 45:04ele tá ativo, se não tá.
- 45:06>> Tá ativo,
- 45:07>> mas para mim não aparece mais, né? Que
- 45:08estranho. Daqui a pouco eu vejo, tá bom?
- 45:10Então, olha só, fechando aqui a
- 45:12primeira, né? Então, o tipo de gênero
- 45:13textual mais comum vai ser justamente
- 45:15esse que eu tava dizendo agora, tá bom?
- 45:16Notícia. Uma notícia, geralmente ela tem
- 45:18a função referencial. Ela vai dizer:
- 45:19"Olha, ontem aconteceu tal coisa, o
- 45:21fulano assaltou tal fulano na frente de
- 45:23tal estacionamento". Beleza? Então é
- 45:25isso. Olha, o descarte de óleo na água é
- 45:28um potencial contaminante, não sei quê.
- 45:30Tudo isso aí é a função referencial, que
- 45:32foi a terceira função aqui. A quarta é a
- 45:35função fática. Mano, o chat tá realmente
- 45:36ativo. Você já já ativou e reativou?
- 45:39>> Que eu não tô conseguindo ver aqui nada
- 45:41dele, entendeu? Para mim tá estranho
- 45:42isso, né? Deveria aparecer. Beleza. Foi
- 45:45já?
- 45:46>> Sim.
- 45:48>> Tá, daqui a pouco eu vejo então de novo
- 45:50se agora ele foi. Tá bom. Então,
- 45:52apareceu. É que eu gosto muito de poder
- 45:54ver o chat às vezes, né, para ver a
- 45:56opinião do pessoal, para ver. Deixa eu,
- 45:57deixa eu abrir aqui pelo pelo, pelo
- 45:59outro navegador, talvez pelo Google
- 46:00Chrome. Só um instante, pessoal, só para
- 46:02eu poder acompanhar vocês aqui no chat.
- 46:07Tá ativo aí, né?
- 46:09>> Mas tu tá vendo lá na live, o chat?
- 46:14>> É, para mim não tá aparecendo não. Não
- 46:17sei esqueci, se o pessoal tá vendo
- 46:19>> para mim não tá aparecendo não,
- 46:19>> pó. Não, não tá não, mano. Tá, tá errado
- 46:22aí. Você não, não ativou não.
- 46:23>> Desativei de novo.
- 46:24>> Tá beleza. Mas eu vou seguir a aula aqui
- 46:26por enquanto, tá bom, pessoal? A quarta
- 46:28é a função fática. Presta muita atenção.
- 46:30O foco da função fática é no próprio
- 46:33canal de comunicação. Você lembra o que
- 46:34que é o canal? O canal, eu falei, ele
- 46:36era o meio físico, né? A atmosfera, a
- 46:39linha telefônica, né? A tela. Então,
- 46:41função fática, como é, Pedro? Como que
- 46:43uma comunicação, presta atenção, como
- 46:44que uma comunicação ela pode ser focada
- 46:47no canal de comunicação? Como assim?
- 46:50Cara, se eu te pergunto assim, tá me
- 46:51ouvindo? O, quando eu te pergunto assim,
- 46:54tá me ouvindo, né? Alô, você tá aí?
- 46:56Quando eu falo aqui para vocês, galera,
- 46:58vocês estão me vendo? Tá travando a live
- 47:00ou não tá? Qualquer coisa assim, mano,
- 47:02não tá voltando o chat aqui de jeito
- 47:03nenhum, né? Então assim, eh, quando eu
- 47:06faço isso, eu estou usando a função
- 47:07fática da linguagem, tá bom? Então, ou
- 47:09seja, eu tô abrindo um canal de
- 47:11comunicação ou testando um canal de
- 47:13comunicação ou mantendo um canal de
- 47:15comunicação ou até mesmo nunca caiu
- 47:17assim, se eu não me engano, noem
- 47:18encerrando um contato, tá bom? Então, se
- 47:20eu falar assim, tchau, esse tchau é para
- 47:23significar que eu vou encerrar o canal
- 47:25de comunicação. Você concorda comigo?
- 47:26Consegue visualizar, mano? Vê aí se tá
- 47:29fazendo alguma cagada aí, mano. Vê na
- 47:30própria live, alguma coisa assim, porque
- 47:32como é que pode? O chat não tá voltando
- 47:33aqui de jeito nenhum, entendeu? Aí
- 47:35parece que parece que vai ia voltar
- 47:37agora. Apareceu a janelinha do chat
- 47:39aqui. Aí voltou, voltou. Tava fechado
- 47:42esse tempo todo, não tava? Aí eu tô
- 47:44fazendo, eu tô usando a função fática
- 47:45agora. O chat tava fechado, não tava?
- 47:47>> Cabrinho fechando. Vai dar.
- 47:49>> É, o chat tava tava, né? Isso sim. Vou
- 47:51deixar um pouquinho aberto. Pessoal, até
- 47:53aqui tá todo mundo conseguindo
- 47:53acompanhar? Então você falar: "Bom dia,
- 47:56tchau, pronto. Aham. E se você tá
- 47:58falando comigo, olha só como é que é um
- 48:00elemento fundamental, né? função fática
- 48:01da comunicação. Você não se sente bem
- 48:03quando você tá falando com alguém e a
- 48:04pessoa tá assim: "Aham, sim, a porque
- 48:08isso aí tá mant isso aí ela tá ela tá
- 48:10garantindo que tá mantendo o canal de
- 48:12comunicação ativo." Então, a pessoa que
- 48:14tá falando, ela não fica ansiosa de
- 48:16pensar: "Será que o cara está me
- 48:17entendendo? Será que o cara tá pensando?
- 48:18Será que o cara tá conseguindo me
- 48:19acompanhar? Tá bom ou não tá? A aula tá
- 48:21densa ou não tá?" Me responde, aula está
- 48:24densa e didática ou não tá?
- 48:27Tá ou não tá?
- 48:29Onomatopeias fazem parte da função
- 48:31fática. Você tem que fazer a pergunta, o
- 48:33monomatopeéia, ela tá testando,
- 48:34mantendo, abrindo ou fechando um canal
- 48:36de comunicação, né? Se do nada aqui eu
- 48:38dou uma uma porrada aqui, faz um
- 48:40barulho, play. Isso é um isso é focado
- 48:42no canal de comunicação, não. A
- 48:44onomatopeia, inclusive, né? Se eu falar
- 48:46assim, ó, pá, isso isso pode ser a minha
- 48:48mensagem. Inclusive, a minha mensagem é
- 48:50essa, né? Com objetivo. Tá conseguindo
- 48:52pegar, não tá? A aula tá linda, não tá?
- 48:54Ali pergunta notícia é uma função
- 48:56referencial? Não faça esse tipo de
- 48:58pergunta.
- 48:59Não faça esse tipo de pergunta. Notícia
- 49:00é um gênero textual. Chegou uma notícia
- 49:03para você. Você vai olhar para essa
- 49:04notícia e dentro dela você vai ter
- 49:06funções da linguagem aparecendo.
- 49:08Geralmente, geralmente a função que mais
- 49:11aparece é a referencial. Geralmente,
- 49:15geralmente é a que mais aparece a
- 49:17referencial. Mas uma notícia, quando
- 49:19você abre notícia, por exemplo, na
- 49:20televisão, ela pode começar com boa
- 49:21noite, usou a função fática, usou a
- 49:24função fática. o do no meio do jornal, o
- 49:26cara pode virar para tu, tá te tá te
- 49:28dando uma uma notícia, por exemplo, né?
- 49:29Aconteceu tal coisa, tal coisa, tal
- 49:31coisa. Isso aí ele tá na função
- 49:33referencial. Do nada ele fale assim:
- 49:34"Agora imagine como você se sentiria no
- 49:36lugar dessa vítima". Pô, do nada virou
- 49:38pra função apelativa, mandou tu imaginar
- 49:39as coisas, né? Às vezes a repórter tá
- 49:41dando notícia, ela pode falar o quê?
- 49:43Pode falar assim: "Eu fiquei horrorizada
- 49:45aqui, acabei de chegar agora aqui no
- 49:46local e fiquei horrorizada". Isso é uma
- 49:48função expressiva, uma função emotiva.
- 49:51Conseguiu entender? Fecha o chat de novo
- 49:52aí. Certo? Então, função fática. Mais
- 49:54uma aqui que a gente pegou e eu consegui
- 49:56o feedback de que a aula tá boa. Agora
- 49:57vem a mais importante. Essa daqui é a
- 49:59função que mais cai em qualquer
- 50:00vestibular e também é a função que mais
- 50:02cai no Enem, que é a função
- 50:04metalinguística, tá? Então, olha só,
- 50:06função
- 50:08meta linguística é quando o código tá
- 50:13sendo usado para falar do próprio
- 50:14código. O foco da mensagem é o próprio
- 50:17código, tá bom? Então, por exemplo, me
- 50:20me responda: Qual é o elemento? Olha só,
- 50:23qual é o código que eu tô usando agora?
- 50:25Só preciso que você me diga isso. Qual é
- 50:26o código que eu tô usando para falar
- 50:27contigo? Qual o código? Fala para mim. É
- 50:29a língua portuguesa, Pedro. Você disse
- 50:31lá no início. Perfeito. 13.000 pessoas
- 50:33ao vivo. Tem que tá tirando print, tem
- 50:35que estar mandando em todo lugar. Tá
- 50:37entendendo qual é o código? É a língua
- 50:39portuguesa. Tá bom. A aula não é sobre a
- 50:42língua portuguesa, O cara tá
- 50:45usando a língua portuguesa para dar aula
- 50:47sobre língua portuguesa. Isso é função
- 50:49metalinguística. Isso é metalinguagem.
- 50:51Eu poderia estar usando a língua
- 50:53portuguesa para dar aula de biologia.
- 50:55Não seria metalinguagem, porque eu não
- 50:58tô usando o código para falar do código.
- 51:01Eu tô usando o código para falar da
- 51:02biologia. A biologia é um assunto, é um
- 51:05referencial. E o código é a língua
- 51:07portuguesa. Mas quando eu estou dando
- 51:08uma aula de língua portuguesa, eu tô a
- 51:09aula inteira inteira preso, preso na
- 51:14função metalinguística. Não tem como
- 51:15você dar aula de língua portuguesa sem
- 51:17usar a função metalinguística. Mentira.
- 51:19Acabei de contar uma mentira.
- 51:22Hey guys, today we gna learn some very
- 51:26important things about the Portug
- 51:28portuguese language on the exam
- 51:33very
- 51:37focus on pronto tá uma bosta me tá uma
- 51:40bosta do nada tem que improvisar aqui
- 51:41foi muito ruim mas eu estaria agora
- 51:44usando o código da língua inglesa para
- 51:47dar uma aula sobre português nesse
- 51:50momento. não é mais tão metalinguístico
- 51:52assim, embora eu ainda esteja usando uma
- 51:54língua para dar aula sobre línguas, mas
- 51:56já não é a mesma coisa, é a língua
- 51:58portuguesa e a que eu tô usando é a
- 51:59língua inglesa, então ficou menos
- 52:00metalinguístico. Essa seria uma forma de
- 52:02você dar uma aula de língua brasileira
- 52:05sem ser tão metalinguístico, usando
- 52:06outro código que não a própria língua.
- 52:08Tá bom? Agora imagina que eu tô dando
- 52:10uma aula de Libras aqui, pessoal. A
- 52:11Libras não sei quê, isso não é
- 52:13metalinguagem nesse nível, mas se eu tô
- 52:15usando Libras para falar sobre Libras,
- 52:16aí agora sim. Se eu tô usando Libras, tô
- 52:18falando assim, a linguagem de Libras é
- 52:19muito importante para aí agora sim eu
- 52:21estou usando a metalinguagem, tá bom?
- 52:23Então, a linguagem falando da própria
- 52:25linguagem, se eu tô num dicionário,
- 52:27presta atenção, estou num dicionário, o
- 52:29que que o dicionário tá fazendo? Ele não
- 52:30tá explicando palavras usando palavras,
- 52:32não tá explicando a língua portuguesa
- 52:33usando a língua portuguesa. No
- 52:35dicionário vai ter lá: "Qual é a
- 52:36definição na língua portuguesa de
- 52:38cadeira?" cadeira é um objeto que tem
- 52:39geralmente que que você pode sentar em
- 52:41cima dele, é um objeto dotado de de um
- 52:43de um de um de um forro, não sei que ele
- 52:46vai tá definindo cadeira usando tá tá
- 52:48falando da linguagem usando a própria
- 52:49linguagem, tá definindo palavras usando
- 52:51as próprias palavras. Você tá
- 52:52entendendo? É isso. Em qualquer em
- 52:55qualquer poema, por exemplo, a gente vai
- 52:57ter como predominante a função poética,
- 52:58mas tem poemas que falam sobre o fazer
- 53:01poemas. Imagina que eu crie um poema
- 53:03aqui agora, né? O fazer poético é o
- 53:06fazer po eh fazer poesia é fazer vida. A
- 53:10cada canetada na folha respiro sangue e
- 53:15agonia. Mas a cada canetada essa agonia
- 53:18se esvai de mim e é cristalizada como
- 53:21arte só qualquer coisa assim. Tá bom? Eu
- 53:23tô fazendo um poema, vai ter a função
- 53:25poética que a gente vai chegar nela
- 53:26agora, mas esse poema também é
- 53:28metalinguístico, porque eu tô fazendo um
- 53:30poema sobre o fazer poético. Conseguiu
- 53:33entender? Se eu tenho uma notícia
- 53:35falando de uma notícia, né? Então, olha,
- 53:37a notícia hoje é o seguinte, né? Nos
- 53:39últimos dias demos várias notícias
- 53:41erradas. Isso é uma notícia sobre
- 53:42notícias erradas. Isso é metalinguagem
- 53:44também. Tá conseguindo entender? No
- 53:47agora vamos para exemplos mais
- 53:48avançados. No momento que um filme ele
- 53:50começa a mostrar os bastidores de si
- 53:53próprio, né? Então, pera aí, é um filme
- 53:54mostrando como que o filme foi feito,
- 53:56você tá usando o código filme para
- 53:58explicar filme, tá bom? Então, isso
- 54:00também é um exemplo mais avançado de ã
- 54:03metalinguagem.
- 54:05OK? Conseguiu perceber? Então,
- 54:07metalinguagem é isso, tá bom? Você tá
- 54:09numa televisão vendo um comercial sobre
- 54:11televisões, tá bom? Então tudo que tem
- 54:13essa certa tautologia, né, de usar o
- 54:15código para explicar o código, de usar
- 54:17um artefato para explicar o próprio
- 54:18artefato, você tá dentro do terreno
- 54:20metalinguístico. A gente vai ver como
- 54:21que isso aparece. E a sexta é a função
- 54:23poética. Lembra que eu falei que função
- 54:25da linguagem ela diz respeito a qual
- 54:26elemento da comunicação está se
- 54:27sobressaindo naquele texto? Qual
- 54:29elemento da comunicação está em foco? Na
- 54:31função poética, o elemento da
- 54:33comunicação que tá mais em foco é a
- 54:36estética, é o formato da mensagem, tá
- 54:41bom? Então, é a forma do próprio texto,
- 54:43tá bom? Eu poderia dizer assim: "Olha
- 54:45só, ontem cheguei em casa e meu cachorro
- 54:49me recebeu ã abanando o rabinho e eh
- 54:53vibrando intensamente de alegria." Isso
- 54:55aí é apenas um relato, né? Tem uma
- 54:58função aí referencial de falar do do
- 55:00assunto do que aconteceu e também tem
- 55:02alguma função, né? Ontem eu cheguei tá
- 55:04narrando alguma coisa, mas é
- 55:05principalmente uma função referencial de
- 55:07contar um fato. Mas se eu falo assim,
- 55:09né? Todo dia em casa chego e de repente,
- 55:13sem sossego, o meu cachorro me recebe,
- 55:16abana o rabinho, eh, levanta as orelhas
- 55:19e de alegria se estremece.
- 55:21Eu tô tentando, eu tô dando basicamente
- 55:23o mesmo relato, mas agora você vê que o
- 55:24foco foi o quê? Na musicalidade, o foco
- 55:27foi na forma da mensagem, o foco foi na
- 55:29estética. Eu não quis apenas te dizer
- 55:30que meu cachorro ele chegou e me
- 55:32recebeu. Eu quis dizer que, né, eu que
- 55:34eu eu trago. Por que que alguém faria
- 55:36isso, Pedro, né? Eh, todo dia em casa
- 55:38chego e meu cachorro sem sossego, eh, ao
- 55:42meu olhar salta do sofá e de alegria o
- 55:45rabo vem abanar. E ao olhar para mim e
- 55:48eu olhar para ele, para mim é como se o
- 55:51mundo fosse sol, para ele é como se o
- 55:53mundo fosse um girassol. Sei lá,
- 55:55qualquer, tô inventando essa merda
- 55:56agora, né? Ah, mas se você for, se
- 55:58falar, ah, foi o Gregório do Vivier que
- 55:59escreveu, geral vai falar: "Pô, que
- 56:00incrível esse poema". Então, olha só, eu
- 56:02tô inventando isso aqui agora, mas você
- 56:03vê que não traz toda uma carga maior de
- 56:05sentimentos, não mexe muito mais
- 56:06contigo, porque fica dotado de uma coisa
- 56:09avançada chamada expressividade.
- 56:12Expressividade, né? Os elementos de um
- 56:14texto que conseguem inserir nele uma
- 56:16certa carga emocional, uma certa carga o
- 56:19quê? Expressiva, né? Que tira do coração
- 56:22de quem escreveu que como você
- 56:24expressivo vem da função da linguagem
- 56:25expressiva, né? Então você tem uma carga
- 56:27emocional ali junto do texto, mas a
- 56:28função predominante é poética.
- 56:31Porque a forma do texto é o mais
- 56:34importante, né? O jeito que eu escrevi
- 56:35os versos com essas rimas, com essas
- 56:37metáforas, né? E eh para para ele eu sou
- 56:41o sol, para mim ele é girassol. Isso aí
- 56:44são metáforas, por exemplo, tá bom?
- 56:45Então essa forma toda, né? V os
- 56:47elementos que trazem, que marcam a
- 56:49função poética, ritmo, rima, sonoridade,
- 56:52repetição, né? A posição das palavras, a
- 56:55gente vai ver daqui a pouco nos exemplos
- 56:56das questões. Ambiguidade no texto
- 56:58intencional, tá bom? figuras de
- 57:00linguagem, especialmente metáforas, tá
- 57:03bom? Mas várias outras figuras, a gente
- 57:04vai ver também aqui com mais detalhes,
- 57:05tá bom? Tudo isso aí são marcas de uma
- 57:07função poética aparecendo com
- 57:09predominância naquele texto. Beleza? É
- 57:13isso, tá bom? Então, assim, ã, em muito
- 57:17é muito comum, né, em letras de música,
- 57:19em slogans, né? Então, assim, por
- 57:20exemplo, didática mágica, resultados
- 57:22garantidos, esse é o slogan da
- 57:23plataforma SAD. Você concorda que isso é
- 57:25poético? A função é poética, didática
- 57:28mágica, resultados garantidos. Você acha
- 57:29que não? A função é referencial porque
- 57:31tá focado no assunto da qualidade da
- 57:33didática do curso? Não é. A função é
- 57:34poética. Porque eu poderia, imagina se
- 57:36eu trocar didática mágica, resultados
- 57:38garantidos por ãse curso tem a melhor
- 57:41didática do Brasil e ele garante os seus
- 57:43resultados. Tem o mesmo efeito? Claro
- 57:44que não, pô. Claro que não. Eu preciso
- 57:46da função poética para fazer um bom
- 57:48slogan. Então, didática mágica,
- 57:50resultados garantidos. Mas Pedro, por
- 57:52que que é função poética? Porque você vê
- 57:53que o foco é na estética. Tudo não tem
- 57:55uma musicalidade. Didática mágica,
- 57:56resultados garantidos, né? Então não é
- 57:58assim, ó, didática mágica como
- 58:00pressuposto, resultados garantidos como
- 58:01consequência. Não é, pô, isso não fica
- 58:03legal. É didática mágica, resultados
- 58:05garantidos, né? Tipo pá pá, né? Aí é o
- 58:08quê? Pá, pá, didática mágica, resultados
- 58:10garantidos. Comprou, vai ser aprovado.
- 58:12Comprou vai ter resultado. Plataforma
- 58:15SAD, sinônimo de resultado. Didática
- 58:17mágica, resultados garantidos. Isso é
- 58:19texto poético. Isso é função poética,
- 58:22né? Isso é função poética aparecendo
- 58:23ali. Isso é texto publicitário, não é
- 58:25texto poético, é texto publicitário, tá
- 58:26bom? O gênero é o gênero textual chamado
- 58:28slogan. Os gêneros textuais são
- 58:30infinitos, tá bom? Eles são
- 58:31manifestações concretas socialmente
- 58:32reconhecíveis do das tipologias
- 58:34textuais, tá bom? Da da das formas de
- 58:36comunicação. A tipologia textual
- 58:38abstrato, gênero textual concreto, mas a
- 58:40função poética predomina nesse gênero
- 58:42textual do slogan específico que eu
- 58:44acabei de falar aqui, tá bom? Então você
- 58:47vê, né, nesse caso, por que que
- 58:48predomina a função poética? Por causa do
- 58:49ritmo, por causa da sonoridade, né? Por
- 58:51o ritmo, principalmente didática mágica,
- 58:53resultados garantidos. Isso tem ritmo,
- 58:55tá bom?
- 58:57Trocadilhos tem função poética, tudo
- 58:59isso. Tá bom? Então, quem bebe não
- 59:01dirige, quem dirige não bebe. Isso é
- 59:02função poética, né? Se for dirigir, não
- 59:05beba. Se for beber, me chame. Meu avô
- 59:07sempre falava isso, né? Isso é função
- 59:08poética. Ah, Pedro, é função apelativa,
- 59:11né? Porque tá falando com o cara, né? Se
- 59:12for dirigir, você não beba, né? É função
- 59:15apelativa. São as duas funções, é a
- 59:18poética e a apelativa. Mas é que
- 59:19predomina é a poética. Porque ao invés
- 59:21dele falar assim: "Olha, caso você vai
- 59:23dirigir, eu sugiro que você não beba,
- 59:24mas caso você for beber, eu gostaria de
- 59:26ser convidado." Isso é função apelativa
- 59:28e expressiva, né? Falando dele mesmo
- 59:30também, eu gostaria de ser convidado.
- 59:31Mas se você fala assim: "Se for dirigir,
- 59:33não beba. Se for beber, me chame." Aí já
- 59:34entrou a função poética, né? Porque o
- 59:36foco passa a ser o ritmo, passa a ser
- 59:37uma certa musicalidade na coisa. Liga o
- 59:40chat aí, por gentileza, que eu quero
- 59:41saber se o pessoal conseguiu entender.
- 59:43Beleza? Então, assim, não caiam em
- 59:45nenhuma nada apressado agora de ai toda
- 59:48poesia é só função poética, não é? Não
- 59:50tem nada. O gênero textual não pode
- 59:51resumir ele geralmente numa única
- 59:53função. Tem várias funções que vão
- 59:55aparecer ali dentro dele, tá bom? A
- 59:56gente vai aprender a identificar isso
- 59:58aqui agora. Tá todo mundo aí junto
- 59:59comigo? A aula tá boa ou não tá? Quero
- 1:00:02saber agora. É didático ou não é? Tá
- 1:00:05bom, não tá? Tá paauleira mesmo. Eu tô
- 1:00:07aqui junto com vocês. Tá bom. Vamos
- 1:00:09fazer as questões agora, sim ou não?
- 1:00:12Vamos fazer as questões, sim ou não? Oi.
- 1:00:16>> Maneiro,
- 1:00:18>> maneiro, maneiro, maneiro. Deixa comigo
- 1:00:20aí, manda no meu WhatsApp, tá bom? Tem
- 1:00:22uma surpresa para vocês, hein? Vai sair
- 1:00:24uma surpresa para vocês daqui a pouco,
- 1:00:26tá bom? Eu acho que eu vou soltar daqui
- 1:00:28a pouco uma surpresinha para vocês,
- 1:00:30beleza? Sim, é uma surpresa legal que
- 1:00:33vocês vão gostar, gratuito. Tá bom,
- 1:00:35vamos nessa, então. Vamos trabalhar.
- 1:00:37Vamos pr as questões, sim ou não? Todo
- 1:00:39mundo tá pronto? Vamos pr as questões.
- 1:00:40Bora. Vai começar as questões. Pode
- 1:00:42fechar o chat agora. Vamos lá. Tu chegou
- 1:00:44na prova, você vai dar de cara com uma
- 1:00:46questão. Você chegou aqui, vamos lá.
- 1:00:48Primeira coisa, a gente tem que ter o
- 1:00:49hábito de sempre começar pelo enunciado,
- 1:00:50tá bom? Então, olha só, ã, o texto tem
- 1:00:53objetivo educativo, né? O objetivo dele
- 1:00:55é educar, beleza? Então, se o objetivo é
- 1:00:56educar, o foco pode ser a função
- 1:00:58apelativa, né? Querendo que você faça
- 1:01:00alguma coisa, mas o foco também pode ser
- 1:01:02o referencial, falar do próprio assunto,
- 1:01:04beleza? Né? Então aqui, ó, nesse
- 1:01:05sentido, além do, olha só, eu, olha
- 1:01:08isso, eu fale, eu falei assim, o texto é
- 1:01:10educativo, então eu falei assim, olha,
- 1:01:11pode, todo mundo viu, né? falei assim,
- 1:01:12olha, ele pode ter outro foco tanto no
- 1:01:14no na pessoa, né, falar: "Olha, vou te
- 1:01:17educar, né? Então, quero te convencer de
- 1:01:18alguma coisa, quero mudar sua
- 1:01:19consciência". Ou pode ter o foco no
- 1:01:21próprio assunto, que dá para educar
- 1:01:22alguém falando sobre o próprio assunto,
- 1:01:23função referencial. Mas ele já fala
- 1:01:24assim, ó, nesse sentido, além
- 1:01:28do foco do interlocutor, ou seja, além
- 1:01:29da função apelativa, além da função
- 1:01:32conativa, que caracteriza a função
- 1:01:35conativa da linguagem, predomina também
- 1:01:37a função referencial, que busca, nesse
- 1:01:39caso aqui, antes, olha a estratégia,
- 1:01:42antes da gente ler todo esse texto, a
- 1:01:44gente vai ver se as opções elas já matam
- 1:01:47a questão, porque ele falou assim, ó,
- 1:01:48função referencial que busca completo o
- 1:01:50enunciado que busca o quê? Vamos ver se
- 1:01:52a gente tem aqui somente uma alternativa
- 1:01:53possível, né? Então, a função
- 1:01:54referencial, ela busca despertar
- 1:01:56sentimentos de amor pela Não, não busca
- 1:01:59uma função que busque despertar
- 1:02:00sentimentos no outro é uma função
- 1:02:02conativa, geralmente é uma função
- 1:02:03apelativa, tá bom? Induzindo a ter
- 1:02:06atitudes responsáveis que benefici Não,
- 1:02:07isso aqui é função apelativa, não pode
- 1:02:09ser essa daqui a resposta. Eu quero
- 1:02:10saber da função eh referencial que busca
- 1:02:13o quê? Informar o leitor sobre as
- 1:02:15consequências da destinação inadequado
- 1:02:17lixo, orientando sobre como fazer o
- 1:02:18correto toma. Tem que ser essa, a função
- 1:02:21referencial. Quer dizer, vamos, se
- 1:02:23tivesse outra que também falasse da
- 1:02:24função referencial, aí não não poderia
- 1:02:25ser essa. Então, pera aí, deixa eu
- 1:02:26deixar essa aqui na espera, tá bom? Mas
- 1:02:28eu acho que é essa, informar o leitor
- 1:02:29sobre as consequências da destinação
- 1:02:30inadequada do lixo. Pô, se eu tô te
- 1:02:32falando da consequência dos seus atos,
- 1:02:33eu tô falando da função referencial, né?
- 1:02:35Eh, orientando sobre como fazer o
- 1:02:37correto desgaste, agora transmitir uma
- 1:02:39mensagem de caráter subjetivo, mostrando
- 1:02:41exemplos de atitudes sustentáveis do
- 1:02:43autor do texto em relação ao planeta,
- 1:02:46mostrando exemplos das atitudes do
- 1:02:47autor, né? Nada a ver. uma mensagem de
- 1:02:48caráter subjetivo. Que que é isso? Que
- 1:02:51que é uma mensagem de caráter subjetivo?
- 1:02:52Uma uma coisa objetivo é uma coisa que
- 1:02:54ela é verificável amplamente, né,
- 1:02:57constatável pelos sentidos humanos, tá
- 1:02:59bom? Então é o objetivo que esse
- 1:03:00microfone tá na minha frente. Qualquer
- 1:03:02um que esteja com os sentidos
- 1:03:03funcionantes vai ver esse microfone aqui
- 1:03:04na minha frente. Isso é uma coisa
- 1:03:05objetiva. Agora, como [roncando] que tá
- 1:03:08a a minha voz? Tá agradável para vocês?
- 1:03:10Minha voz tá tá boa? Tá gostosa de
- 1:03:11ouvir? Alguns vão dizer que sim, alguns
- 1:03:13vão dizer que não. Embora a minha voz
- 1:03:14ela seja um dado objetivo da realidade,
- 1:03:17a sensação que ela causa é algo
- 1:03:19subjetivo de cada um. Então aquilo que é
- 1:03:21subjetivo depende da da nossa
- 1:03:23interpretação interna, tá bom? Aquilo
- 1:03:25que é subjetivo está, né? O o própria
- 1:03:28palavra subjetivo, ela vem de subject,
- 1:03:30ela vem de sujeito, tá bom? Então,
- 1:03:32subjetivo é o tipo de conhecimento que
- 1:03:34ele é real, mas ele tá submetido, ele tá
- 1:03:37subordinado à interpretação, aos
- 1:03:39pensamentos e aos vieses do próprio
- 1:03:41sujeito, tá bom? Então, não é um dado,
- 1:03:43por exemplo, é um dado objetivo que a
- 1:03:45minha voz existe, é um dado objetivo que
- 1:03:46eu estou falando com uma certa
- 1:03:47frequência em herzes. Isso pode ser
- 1:03:49medido objetivamente por um medidor de
- 1:03:51frequência de onda sonora. Agora, se a
- 1:03:53minha voz é boa ou não é, isso é um dado
- 1:03:56subjetivo. Tem gente que não gosta, tem
- 1:03:58gente que gosta, entendeu? Então assim,
- 1:04:00eu não quero trazer pro cara, né,
- 1:04:02mensagem de caráter subjetivo, né,
- 1:04:04mostrando exemplos do do próprio autor.
- 1:04:06Não tem nada a ver com nada isso aqui de
- 1:04:07confunção referencial, tá bom?
- 1:04:08Estabelecer uma comunicação com o leitor
- 1:04:10procurando certificado de que a mensagem
- 1:04:12tá sendo compreendida. Isso é qual
- 1:04:13função, pessoal? Função fática, não é
- 1:04:15função referencial. Explorar o uso da
- 1:04:17linguagem conceituando detalhadamente os
- 1:04:19termos utilizados de forma a
- 1:04:20proporcionar melhor compreensão do
- 1:04:22texto. Isso aqui provavelmente é a
- 1:04:23função metalinguística, né? Então,
- 1:04:25explorar o uso da linguagem para
- 1:04:27conceituar detalhadamente os próprios
- 1:04:29termos utilizados de forma proporcional
- 1:04:31melhor. Ou seja, eu vou usar a linguagem
- 1:04:32para explicar os termos que eu tô
- 1:04:33utilizando. Isso é função
- 1:04:34metalinguística. Aí o gabarito tem que
- 1:04:36ser a letra B. E eu não, nesse caso aqui
- 1:04:37de fato, eu não preciso ler a questão.
- 1:04:39Eu não preciso ler, quer dizer, o texto
- 1:04:40da questão. Ativa o chat aí de novo, só
- 1:04:42para saber. Primeira resolução foi essa.
- 1:04:44Agora a gente vai começar a entrar no
- 1:04:45ritmo. Sim ou não? Eu quero saber se sim
- 1:04:48ou quero saber se não. Bom ou não. Deu
- 1:04:51para pegar ou não. Quanta coisa você vai
- 1:04:52aprender aqui hoje? Hã?
- 1:04:55Fala para mim,
- 1:04:57cadê vocês? O chat aqui já ativou o chat
- 1:04:59de novo?
- 1:05:00>> Já
- 1:05:01>> ativou. Então daqui a pouco deve
- 1:05:02aparecer para mim aqui. Cadê?
- 1:05:05Deixa eu ver. Ah, tá aqui. Sim, deu para
- 1:05:08pegar não, o chat sumiu mesmo. Você
- 1:05:11ativou, então? Deixa ele ativar. Mas
- 1:05:13naquela hora não tava, né, mano? Tipo,
- 1:05:15experimenta. Você deu uma atualizada na
- 1:05:16página assim antes de você fazer você
- 1:05:18fez. Ah, que voltou, voltou, voltou.
- 1:05:20Deu, deu para pegar. Vocês gostaram
- 1:05:22disso?
- 1:05:25Posso dizer que o parnasianismo
- 1:05:26utilizava a função metalinguística ao
- 1:05:28fazer um poema que falava sobre a
- 1:05:29perfeição poética. Naquele poema, eu sei
- 1:05:31qual poema você tá se referindo, é o
- 1:05:32poema do Olavo Bilac, não é? Naquele
- 1:05:35poema, sim. Aquele ali é um poema
- 1:05:37profundamente metalinguístico e o
- 1:05:39parnasianismo no geral, sim, ele é um
- 1:05:41movimento muito metalinguístico, porque
- 1:05:42o maior foco do parnasianismo é de fato
- 1:05:45no próprio fazer artístico, poético,
- 1:05:47literário. Então, sim, ele é uma escola
- 1:05:50literária, um movimento que ele já tem
- 1:05:52uma tendência maior de ser
- 1:05:54metalinguístico. OK? [roncando]
- 1:05:56Beleza? Mas muitas vezes, não é, muitas
- 1:05:58vezes o poema parnazeninista não tá
- 1:05:59falando sobre o próprio poema, tá
- 1:06:01falando sobre outra coisa, tá falando
- 1:06:03sobre qualquer objeto normal e tá usando
- 1:06:05aquela perfeição das rimas e tal. Ok?
- 1:06:08Beleza? Vamos nessa, então. Vamos pra
- 1:06:11próxima questão. Pode fechar o chat aí
- 1:06:12de novo, tá bom?
- 1:06:14Vamos nessa. Vamos trabalhar então.
- 1:06:16Bora. Tá todo mundo aqui, né? Deixa eu
- 1:06:18ver minha aula aqui se tá ficando tudo
- 1:06:19tudo certo. Cadê? no OBS aqui. Tá tudo
- 1:06:21certo. Vou passar pra próxima questão.
- 1:06:24Nesse texto, a função apelativa opera
- 1:06:26estrategicamente junto à função, calma
- 1:06:28aí. A função apelativa, né, conativa,
- 1:06:30que vai se referir à pessoa, né, o foco
- 1:06:33vai ser no emissor, tá bom? Opera
- 1:06:35estrategicamente junto com a função
- 1:06:36referencial da linguagem para, vamos
- 1:06:38ver, né? Olha só. Aí tem que ver assim,
- 1:06:40olha nesse texto para porque assim, ah,
- 1:06:42Pedro, mas a combinação da função
- 1:06:44apelativa com a função referencial, ela
- 1:06:46é para para convencer o cara focado no
- 1:06:48próprio assunto e tal. Ele tá
- 1:06:50perguntando nesse texto, para que que
- 1:06:51serve essa combinação? Então, a gente
- 1:06:53tem que ver nesse texto que tá aqui em
- 1:06:54cima, nesse texto, por que que o cara
- 1:06:58juntou função apelativa de falar contigo
- 1:07:01junto com função referencial de falar do
- 1:07:03assunto. Qual foi o objetivo dele? É
- 1:07:05para quê? Vamos ver. Voldemorte, um
- 1:07:09vilão fictício. Isso aqui todo mundo
- 1:07:11percebe. Isso é função apelativa. Ele tá
- 1:07:14fazendo uma pergunta para você. Isso é
- 1:07:16uma uma pergunta retórica, né, que ele
- 1:07:17tá fazendo para você. Tá bom? Então, não
- 1:07:19é nenhuma pergunta retórica, porque não
- 1:07:20se sabe já a resposta dela. É uma
- 1:07:23pergunta de introdução a um problema, tá
- 1:07:25bom? É uma estratégia de começar com uma
- 1:07:26pergunta para suscitar uma discussão,
- 1:07:28beleza? Imagine um personagem, olha só,
- 1:07:31função apelativa aqui. Quem tá vendo
- 1:07:33isso aqui? É um verbo no imperativo. Ele
- 1:07:35tá me dando uma ordem. Imagine, né?
- 1:07:37Então imagine um personagem cuja simples
- 1:07:39menção no nos provoque um arrepio na
- 1:07:42espinha, nos causa ódio, medo, repulsa,
- 1:07:44um personagem que nos faça questionar os
- 1:07:45limites da maldade e refletir: será que
- 1:07:47existe alguém assim no mundo real? De
- 1:07:49novo, imagine um personagem que seja
- 1:07:51apresentado de forma superficial, sem
- 1:07:52que possamos conhecer sua história, suas
- 1:07:54motivações, que seja apresentado como
- 1:07:55alguém puramente mau e que pareça
- 1:07:58existir apenas para causar destruição e
- 1:08:00terror. Esse personagem é um vilão.
- 1:08:03Então você viu que ao mesmo tempo que
- 1:08:04ele me pediu para imaginar, ele acabou
- 1:08:06de definir o que é um vilão. Isso é
- 1:08:09função referencial, definir o que é o
- 1:08:11vilão. Ele fazer isso me pedindo para
- 1:08:12imaginar. É função apelativa. Tá bom?
- 1:08:15Muitos vilões da ficção tão caricatos,
- 1:08:18tem características tão exageradas,
- 1:08:19estão tão distantes daquilo que
- 1:08:20consideramos humanos, que visivelmente
- 1:08:21não possuem qualquer relação com pessoas
- 1:08:23do mundo real. Mas há aqueles vilões que
- 1:08:24fazem você pensar, será que isso tá tão
- 1:08:26distante da realidade assim? Então, até
- 1:08:27aqui era função referencial, falando
- 1:08:29sobre como que muitos vilões são. Agora
- 1:08:30aqui tem aqueles que fazem você pensar,
- 1:08:32né, será que isso tá tão distante da
- 1:08:33realidade assim? Nesse caso aqui voltou
- 1:08:35a ser função apelativa, né? Tá te
- 1:08:37fazendo uma pergunta, tá bom? Lord
- 1:08:39Valdemort é um poderoso bruxo da série
- 1:08:40de livros e filmes de Harry Potter,
- 1:08:41função referencial, foco no assunto. O
- 1:08:43vilão, que é o principal antagonista da
- 1:08:45narrativa, realiza tantos atos de
- 1:08:47crueldade, destruição que torna
- 1:08:48impossível enxergar nele qualquer traço
- 1:08:50de humanidade. Mas será que essa figura
- 1:08:51tão sinistra não tem qualquer
- 1:08:52similaridade com alguém no mundo real?
- 1:08:54Voltou pra função apelativa. Pessoal, se
- 1:08:55eu te perguntasse assim, cara, qual foi
- 1:08:57o objetivo disso aqui? Tudo sem ler
- 1:08:59nenhuma alternativa, cara, o objetivo
- 1:09:01disso aqui me parece um objetivo
- 1:09:02publicitário. Me parece o objetivo de me
- 1:09:04deixar com vontade, talvez, de assistir
- 1:09:06o filme, né? Porque quando você
- 1:09:08apresenta o vilão de um filme, quando
- 1:09:09você apresenta algum personagem de um
- 1:09:12filme, você instiga a vontade, né, das
- 1:09:14pessoas conhecerem aquele filme. Todo
- 1:09:15mundo consegue visualizar. Você dá
- 1:09:17vontade das pessoas conhecerem aquele
- 1:09:19filme quando você apresenta um elemento
- 1:09:20daquele filme, né? Então eu acho que é
- 1:09:22para isso, né? Ele me envolve no texto
- 1:09:23falando assim: "Imagine, né? Pense
- 1:09:25você". E ele fala do vilão, né? Na
- 1:09:28função referencial para conseguir esse
- 1:09:29efeito. Então, para que que ele usou
- 1:09:30essas duas funções para criar imagens de
- 1:09:32personagens vilões? Não sei, cara. Eu
- 1:09:34não acho que ele quis só criar imagens,
- 1:09:36não. Conduzir o leitor a se envolver com
- 1:09:38o tema.
- 1:09:41Essa é muito boa. Essa é muito boa, né?
- 1:09:44Então assim, eh, tudo bem. Eu concordo
- 1:09:47aqui que na letra A, criar o Imagine
- 1:09:49serve para isso. Concorda? O Imagine,
- 1:09:51ele serve para isso, para criar uma
- 1:09:52imagem na minha cabeça de um personagem
- 1:09:54vilão, né? De certa forma serve para
- 1:09:56isso, tá bom? Só que o fato dele no
- 1:09:59texto falar assim: "Olha, imagina um
- 1:10:00vilão tão ruim que não sei que, não sei
- 1:10:02que. Isso é para me envolver, é para mim
- 1:10:03botar para imaginar". Ele não quer que
- 1:10:05eu imagine para ficar na minha
- 1:10:06imaginação, ele quer para me envolver
- 1:10:07justamente. Então, criar imagem de
- 1:10:09personagem vilão é muito fraco para mim.
- 1:10:10Agora, conduzir o leitor se envolver com
- 1:10:12tema é muito bom, porque imaginando eu
- 1:10:14já tô me envolvendo e ele começa a
- 1:10:15aprofundar, né, falando e na função
- 1:10:18referencial do próprio vilão, tá bom?
- 1:10:19Descrever o impacto do mundo real na
- 1:10:21ficção. Cara, isso aqui é destrator
- 1:10:23puro, né? Você pensar assim: "Ah, ele
- 1:10:25falou aqui, né, que olha, no mundo real
- 1:10:26tem pessoas que tem vilões que nem
- 1:10:28parecem que poderiam existir". Mas,
- 1:10:29cara, o objetivo do texto é claramente
- 1:10:31publicitário, pessoal. é claramente me
- 1:10:33fazer me envolver, descobrir [roncando]
- 1:10:35como que a literatura explica a criação
- 1:10:36de vilões. Não, pô. Aí ele estaria
- 1:10:38fazendo um texto puramente referencial,
- 1:10:40investigando desde a Idade Média, desde
- 1:10:42da século X7, a literatura ocidental vem
- 1:10:45criando vilões por meio de não sei que,
- 1:10:47não sei quê, não sei quê. Fizemos uma
- 1:10:48investigação. Isso aqui seria um artigo
- 1:10:49acadêmico falando sobre como que a
- 1:10:51literatura cria vilões. Informar sobre
- 1:10:53uma determinada série de livros e
- 1:10:54filmes. Aí não, aí seria sim uma placa.
- 1:10:55Olha só, os novos filmes do o novo filme
- 1:10:58do Harry Potter já está disponível em
- 1:10:59cartaz. Eh, é um filme que vai ser
- 1:11:01passado em tal hora, em tal estações de
- 1:11:02cinema. É isso. Ele tá me informando aí.
- 1:11:05É uma informação. Não, ele não quer me
- 1:11:06convencer nada. Ele só quer que eu saiba
- 1:11:08mesmo. O filme vai passar tal horário em
- 1:11:10tal sessão. Tá bom? Então, o objetivo
- 1:11:11dele me envolver na parada e falar:
- 1:11:13"Imagine isso você agora, será que isso
- 1:11:15realmente existe? É para eu me envolver
- 1:11:16com o tema". Com toda certeza. A próxima
- 1:11:18questão. Vamos lá. Ah, primeiro
- 1:11:20enunciado. Nesse texto predomina a
- 1:11:23função poética da linguagem. Ele já me
- 1:11:24disse que a função poética predomina.
- 1:11:26Entretanto, conjunção adversativa, mas
- 1:11:30ao contrário do que se espera, a função
- 1:11:32emotiva ou expressiva que tem foco no
- 1:11:34emissor, ela pode ser identificada em
- 1:11:35qual verso. Então eu tenho aqui a função
- 1:11:39poética, porque o objetivo maior aqui,
- 1:11:41né, o o elemento linguístico que tá em
- 1:11:43foco aqui, é o elemento da estética, da
- 1:11:47forma da mensagem, né? Então, Zanza
- 1:11:48daqui, Zanza para colá, fim de feira,
- 1:11:50periferia fora, a cidade não mora mais
- 1:11:53em mim, Francisco, Serafim, vamos embora
- 1:11:54ver o Capim, ver o Baubá, vamos ver a
- 1:11:57Campina, tá? O objetivo aqui é um
- 1:11:59objetivo estético, é a função poética é
- 1:12:01predominante, mas ele fala, mas tem
- 1:12:02também a função emotiva, a função que se
- 1:12:04refere ao próprio emissor da mensagem,
- 1:12:07nesse caso aqui é o próprio eu lírico,
- 1:12:08né? A função focada no eu. Tá bom?
- 1:12:10Então, qual desses trechos aqui, qual
- 1:12:13desses versos aqui tem função emotiva,
- 1:12:16tá bom? Ou seja, qual deles que o foco
- 1:12:18da mensagem esteve em alguma coisa sobre
- 1:12:20o emissor da mensagem, né? O o quem tá
- 1:12:22mandando essa mensagem, né? Zanza para
- 1:12:24acolato. Isso aqui é função apelativa,
- 1:12:26inclusive, não é isso? Função apelativa.
- 1:12:28Eu tô falando assim, ó, tô zza para
- 1:12:29colar, falando: "Sai daqui, pô, sai tudo
- 1:12:31aqui." Então assim, Zanza para colar,
- 1:12:32função apelativa, tá bom? Fim de feira,
- 1:12:35periferia
- 1:12:37aa, né? Função apelativa em relação ao
- 1:12:38outro personagem. Tá bom? Fim de feira,
- 1:12:40periferia a fora. Ué, tá aqui a função
- 1:12:42referencial, tá falando do assunto.
- 1:12:43Acabou a feira, a periferia tá tá para
- 1:12:45fora. Tá bom. A cidade não mora mais em
- 1:12:47mim. Toma. A cidade não mora mais em
- 1:12:50mim. Primeiro que isso aqui é uma
- 1:12:51metáfora. Não tem como a cidade de fato
- 1:12:52ter morado em alguém, né? Quando ele
- 1:12:54diz, "A cidade não mora mais em mim",
- 1:12:56ele tá relatando um sentimento de
- 1:12:57estranhamento, talvez um sentimento de
- 1:12:59não pertencimento, né? De não conexão,
- 1:13:01desconexão em relação à aquela cidade
- 1:13:03que não mora mais em mim. Então, é claro
- 1:13:04que a função expressiva que ele tá
- 1:13:05falando dele próprio, tá bom? Onde só
- 1:13:07vento se semeava outrora, né? Eu também.
- 1:13:09Função referencial aqui, ó. Manuel
- 1:13:12Miguelin, função apelativa, tá bom?
- 1:13:13Então, é assim que a gente faz, pô,
- 1:13:14assim que a gente estuda, tá bom?
- 1:13:15Beleza? Vamos pra última questão aqui de
- 1:13:17funções da linguagem, porque funções da
- 1:13:19linguagem ao longo da aula inteira a
- 1:13:20gente vai revisar. Então tem menos
- 1:13:22questão porque ao longo da aula inteira
- 1:13:23a gente vai revisar, tá bom? O tempo
- 1:13:24todo. No eu vou perguntar em todas as
- 1:13:27questões que a gente for resolver qual é
- 1:13:28a função da linguagem predominante, tá
- 1:13:29bom? Então no texto predomina a função
- 1:13:31poética, pois ele registra uma visão
- 1:13:33imaginária e singularizada de mundo, tá
- 1:13:35bom? Então aqui uma visão singularizada,
- 1:13:37uma visão subjetiva do mundo, uma visão
- 1:13:38imaginária construída por meio do
- 1:13:40trabalho estético da linguagem. Isso
- 1:13:42aqui, definição de função poética,
- 1:13:43trabalho estético da linguagem. A função
- 1:13:46conativa também contribui para esse
- 1:13:47trabalho. Então agora ele combinou
- 1:13:49função poética com função apelativa. Ele
- 1:13:50falou: "A função conativa também
- 1:13:52contribui para esse trabalho". Na medida
- 1:13:54em que o enunciador procura, eu posso
- 1:13:57primeiro, antes de ler o poema, eu posso
- 1:13:59ler as alternativas e ver assim, cara,
- 1:14:01se só se só tiver uma alternativa que
- 1:14:02fala sobre a função apelativa, né? Então
- 1:14:04assim, ó, a função conativa apelativa,
- 1:14:06ela participa na medida, né? Na medida é
- 1:14:08o quê? Ao passo que o enunciador, né? O
- 1:14:11cara que tá falando, o cara que tá
- 1:14:13enunciando a mensagem, ele procura o
- 1:14:14quê, cara? Se só tiver uma alternativa
- 1:14:16que seja compatível com função
- 1:14:17apelativa, é ela. Influenciar o leitor
- 1:14:20em relação aos sentimentos provocados
- 1:14:21por uma carta de amor por meio de
- 1:14:22opiniões pessoais. Pô, isso aqui é muito
- 1:14:26função apelativa. Você concorda comigo?
- 1:14:28Isso é muito função apelativa mesmo.
- 1:14:30Então assim, pode ser que seja essa
- 1:14:33daqui, pode ser perfeitamente que seja
- 1:14:35essa daqui. Então, influenciar o leitor
- 1:14:37em relação aos sentimentos provocador,
- 1:14:38influenciar a função apelativa,
- 1:14:39conativa, tá bom? definir com
- 1:14:41objetividade o sentimento amoroso, mas
- 1:14:43não só, tá bom? Dá para você influenciar
- 1:14:45alguém não necessariamente pela função
- 1:14:46apelativa, mas você também pode
- 1:14:48influenciar alguém, por exemplo, pela
- 1:14:49função referencial. Como assim? Às
- 1:14:51vezes, só de você falar do assunto, você
- 1:14:52já tá influenciando. Então, fala assim:
- 1:14:54"Olha só, eh, 75% das crianças que mexem
- 1:14:57no celular antes dos 4 anos de idade,
- 1:14:59eh, tem aumento de ansiedade e
- 1:15:00depressão. Eu tô fazendo função
- 1:15:02apelativa, não tô. O foco é em você, não
- 1:15:04é? O foco é referencial, o foco é no
- 1:15:06assunto, mas isso não é uma estratégia
- 1:15:08de convencimento por meio de argumentos,
- 1:15:10por meio de estatísticas, né, de falar
- 1:15:12que 70% das crianças que tm celular tem
- 1:15:14algum problema. Isso não é, isso também
- 1:15:17não é convencimento. Então,
- 1:15:17convencimento não é só função apelativa,
- 1:15:19não. Por isso, pessoal, que eu sempre
- 1:15:21falo para vocês, eu dou aula de verdade.
- 1:15:24Eu não fico dando aula focado em
- 1:15:26macetinho, em, ó, se apareceu a função
- 1:15:28apelativa, pode marcar que é
- 1:15:29convencimento, pode marcar que é
- 1:15:31influenciar. Se pareceu influenciar,
- 1:15:33pode marcar que é função apelativa, pode
- 1:15:35marcar. Não, não, não, não, não. Você
- 1:15:37tem que entender o conteúdo de verdade.
- 1:15:38Tem que entender o conteúdo de verdade.
- 1:15:39Não é assim, ah, vi isso, vou marcar
- 1:15:41isso. Bem, se você não estudou nada, se
- 1:15:43você é um candidato de baixo desempenho,
- 1:15:44que não tem uma expectativa grande pra
- 1:15:46prova, aí beleza, pode fazer assim
- 1:15:47mesmo. Mas se você é uma pessoa séria,
- 1:15:49que quer ir bem na prova de verdade,
- 1:15:50quer se esforçar, então não tem por você
- 1:15:52ficar aprendendo macetes idiotas, sendo
- 1:15:54que você pode ter o ouro, pode ter a
- 1:15:56matéria inteira, pode saber o conteúdo
- 1:15:57inteiro, é muito melhor, tá bom? Então
- 1:15:59assim, a a na medida que o enunciador
- 1:16:00procura, onde que aparece a função
- 1:16:02conativa? Na medida que ele procura
- 1:16:03definir com objetividade, não defineir
- 1:16:05uma coisa com objetividade é função
- 1:16:07referencial. Alertar para as
- 1:16:09consequências perigosas adivindas de
- 1:16:11mensagens amorosas. Aí que tá. Isso aqui
- 1:16:13também pode ser função apelativa. Por
- 1:16:15isso que a gente não sai marcando. Tudo
- 1:16:17bem? Se eu tivesse que chutar, eu
- 1:16:18chutaria na A, porque a palavra
- 1:16:19influenciar tá muito relacionada à
- 1:16:21função apelativa. Mas, cara, alertar
- 1:16:22alguém, ó, cuidado com isso. Isso também
- 1:16:25é função apelativa, função conativa, né?
- 1:16:29Esclarecer como devem ser escritas as,
- 1:16:31então vou ter que ver como que tá no
- 1:16:32texto, né? No pô, no texto tá como, né?
- 1:16:34Eh, esclarecer como devem ser escritas
- 1:16:36as mensagens sentimentais nas cartas de
- 1:16:37amor. Esclarecer como devem ser escritas
- 1:16:40é função referencial, explicar como que
- 1:16:41deve escrever, né? focando no assunto de
- 1:16:43como deve escrever, produzir uma visão
- 1:16:45ficcional do sentimento amoroso presente
- 1:16:47em cartas de amor. Uma visão ficcional
- 1:16:49produzir isso seria talvez uma função
- 1:16:51poética, né? Uma uma depende, né? Uma
- 1:16:53função expressiva, uma função poética,
- 1:16:55até uma função referencial, depende
- 1:16:56muito, tá bom? Mas não é função
- 1:16:58apelativa. Vamos ver agora no texto em
- 1:17:00que momento que ele usa a função
- 1:17:01conativa, se é para influenciar o leitor
- 1:17:03em relação aos sentimentos provocados
- 1:17:04por uma carta de amor por meio de
- 1:17:06opiniões pessoais ou se é para alertar
- 1:17:08para consequências perigosas de
- 1:17:10mensagens amoral. Vamos lá. As cartas de
- 1:17:12amor deveriam ser fechadas com a língua,
- 1:17:14beijadas antes de enviadas, sopradas,
- 1:17:17respiradas, o esforço do pulmão
- 1:17:19capturado pelo envelope, a letra
- 1:17:21tremendo como uma pálpebra. Ele está
- 1:17:23falando sobre o fazer literário, sobre a
- 1:17:28arte de escrever cartas de amor. E ele
- 1:17:30tá dizendo que a carta de amor, ela
- 1:17:32deveria ser fechada com a língua beijada
- 1:17:35antes de enviada, soprada, respirada, o
- 1:17:39esforço do pulmão capturado pelo
- 1:17:42envelope, a letra tremendo, como uma
- 1:17:44pálpebra. Olha como que ele faz as
- 1:17:46conexões, né, entre os elementos
- 1:17:47linguísticos da carta de amor, a letra
- 1:17:49tremendo e a pálpebra, né, as conexões
- 1:17:52com o corpo humano. Porque quando a
- 1:17:54gente ama de fato, né, o nosso corpo ele
- 1:17:57vibra, a nossa pálpebra vibra, o nosso
- 1:17:59coração, o nosso sangue ele circula mais
- 1:18:01rápido, ele circula de modo mais quente
- 1:18:03no geral. Então ele tá metaforizando a
- 1:18:05arte de escrever cartas de amor com
- 1:18:07elementos metafóricos, elementos
- 1:18:10figurados relacionados ao corpo humano,
- 1:18:11tá bom? Não, aí ele vai dizer o que,
- 1:18:14como é que não é, né? Deveria ser não a
- 1:18:15cola isenta, neutra, mas a espuma, a
- 1:18:19gentileza, a gripe, o contágio. Olha só,
- 1:18:22a carta de amor, ela deve ser fechada
- 1:18:24com a língua, ela deve ser fechada com a
- 1:18:26gripe, com o contágio. Ou seja, ele tá
- 1:18:28justamente utilizando os elementos de
- 1:18:30visceralidade, né? A carta de amor, ela
- 1:18:32tem que levar consigo tudo. Ela tem que
- 1:18:35levar a saliva nela. Não é você botar um
- 1:18:37adesivo nela, você lambe ela e vai ali
- 1:18:39junto a saliva, vai ali junto a gripe,
- 1:18:41vai junto o contágio. É uma grande
- 1:18:44metaforização
- 1:18:46do de como deve ser feita uma carta de
- 1:18:47amor, porque a saliva acalma o
- 1:18:49machucado. As cartas de amor deveriam
- 1:18:51ser abertas com os dentes, né? Ou seja,
- 1:18:53é um é uma é uma od, né? Um elogio a
- 1:18:57visceralidade que deve se ter quando se
- 1:18:59escreve uma carta de amor. Tá bom? Pode
- 1:19:00ligar o chat aí. Então, é claro que ele
- 1:19:02tá ele tá falando isso comigo, né? Ele
- 1:19:03tá me explicando como que elas devem ser
- 1:19:05fechadas, né? Ele tá dizendo, né? Então
- 1:19:07ele usa a função poética, mas ele também
- 1:19:08tá falando comigo, né? Tá me dizendo, é
- 1:19:09o manual de como que eu faço a coisa,
- 1:19:11né? Então tem função referencial também
- 1:19:13e tem função conativa, porque ele tá
- 1:19:14falando comigo, né? Como que eu devo
- 1:19:16fazer? E aí é claro, né, que é para
- 1:19:18influenciar o leitor em relação aos
- 1:19:19sentimentos provocados por uma carta de
- 1:19:21amor. Claro, são as opiniões pessoais
- 1:19:22dele que ele tá dando, né? Do que que
- 1:19:24ele acha sobre como que deve ser feito,
- 1:19:25mas é para mim influenciar, para eu para
- 1:19:26eu para eu acreditar em como que deve
- 1:19:28ser fechada uma carta de amor, como que
- 1:19:30ela deve ser escrita. Tá entendendo ou
- 1:19:32não tá? Eu tiro as análises da minha
- 1:19:35cabeça. É na hora, você tá entendendo? É
- 1:19:38na hora. É na hora. Você tá entendendo
- 1:19:41por que tanta tem tanta gente tem
- 1:19:42desprezo por mim? Porque uma coisa é
- 1:19:44você, ah, eu tenho formação, tenho não
- 1:19:46sei quê. Outra coisa é você ter mais de
- 1:19:47140 de QI, naturalmente, você ter
- 1:19:49passado em medicina todo ano desde 2018,
- 1:19:52você ter um vocabulário linguístico
- 1:19:54colossal e você ter nascido para isso é
- 1:19:57outra coisa. Aí o cara fica, a pessoa
- 1:19:58fica mal, fica mal porque quer ser que
- 1:20:00nem eu quer, em vez de querer ser como
- 1:20:01ele pode ser, querer ser o que tá ao
- 1:20:03alcance dele e por meio disso crescer,
- 1:20:05as pessoas querem atacar o horse gold.
- 1:20:07aí aí aí entra no paradoxo que
- 1:20:09quanto mais depois que você estabeleceu
- 1:20:11o ódio a mim, aí agora você tá ferrado,
- 1:20:13que quanto mais eu aparecer para tu,
- 1:20:14quanto mais eu me superar, mais o ódio
- 1:20:16tu vai sentir e vai se encolhendo, não é
- 1:20:18isso? Não pode. Tá bom? Então vamos
- 1:20:20nessa aqui. É pessoal tá maluco,
- 1:20:22pô. Eu se quiser que eu crie um poema
- 1:20:24bonito agora, eu parar aqui dois
- 1:20:25minutos, eu crio um poema lindo. Beleza?
- 1:20:27A D é um distrator mesmo. Tá bom? Vamos
- 1:20:29nessa, então. E a C é um drator ainda
- 1:20:32mais forte, né? Alertar para
- 1:20:33consequências perigosas não tem nada a
- 1:20:34ver, porque não faz isso. Faria sentido
- 1:20:36com a função conativa, mas não é o que
- 1:20:38tá no texto. Você, olha só, faria
- 1:20:39sentido com a função conativa ser isso,
- 1:20:41alertar para que faria sentido, mas é o
- 1:20:43que tá no texto? Não é o que tá no
- 1:20:44texto. Por isso que é babaquice e
- 1:20:46incompetência ficar falando que olha,
- 1:20:48habilidades são o suficiente.
- 1:20:49Habilidades da matriz de referência, né?
- 1:20:51Na matriz de referência, você tá dizendo
- 1:20:52isso aqui, você já marca influenciar
- 1:20:54logo. Não, pô. Você tem que interpretar
- 1:20:56linguagens do Enem é interpretação. Mas
- 1:20:57para que você faça uma boa
- 1:20:58interpretação, para que você consiga
- 1:21:00compreender qual é o sentido desejado de
- 1:21:02cada palavra alternativa ao texto, é
- 1:21:04necessário que você disponha das
- 1:21:05ferramentas e das técnicas linguísticas
- 1:21:07interpretativas, que são os
- 1:21:08conhecimentos sobre funções
- 1:21:09linguísticas, tipologia textual, gêneros
- 1:21:11textuais, figuras de linguagem. É isso
- 1:21:13que é o conhecimento de verdade e
- 1:21:14linguagens. É ou não é? Curte a live e
- 1:21:17se inscreve no canal. Você tá inscrito
- 1:21:18no canal? Pessoal, é sério mesmo. Eu
- 1:21:20estou agora fazendo um pedido na função
- 1:21:21conativa, na função apelativa, para que
- 1:21:23você verifique se você tá inscrito no
- 1:21:24canal, porque tem 13.000 pessoas aqui.
- 1:21:26Eu ficaria realmente muito feliz,
- 1:21:27ficaria muito grato, me faria bem, vai
- 1:21:29me fazer um bem absurdo sair dessa live
- 1:21:31e perceber que eu ganhei 10.000
- 1:21:32inscritos novos no canal. E se eu vou
- 1:21:34sentir muita vontade de amanhã fazer
- 1:21:36tudo de história, a tudo de história,
- 1:21:38numa live de 12 horas. Eu vou ficar com
- 1:21:39vontade de fazer isso, tá bom? OK? Não,
- 1:21:42não vou dar tempo para resolver as
- 1:21:43questões sozinho, não. Vem comigo, pode
- 1:21:45confiar. Vem no meu timing aqui que lá
- 1:21:47na hora tu vai lembrar e tu vai fazer as
- 1:21:48questões inéditas da prova, tá bom?
- 1:21:49Então curte, se inscreve no canal e se
- 1:21:51você quer estudar comigo no ano que vem
- 1:21:53na minha plataforma completa, a mais
- 1:21:55tecnológica do Brasil, a plataforma
- 1:21:56suprema, você tem que estar no grupo
- 1:21:58VIP, que a Black Friday vitalícia vai
- 1:21:59abrir no dia 16 de novembro. Entra em
- 1:22:01qualquer um desses QR codes, é a mesma
- 1:22:03coisa, tá bom? Entra e fica no grupo VIP
- 1:22:05esperando que dia 16 de novembro às 77
- 1:22:07vai abrir 12 de 299 você leva a
- 1:22:09plataforma vitalícia a SAD vestibularis
- 1:22:11tradicionais vitalício leva o Pietro
- 1:22:13primeiro assistente profundo mentor e
- 1:22:14professor de inteligência artificial que
- 1:22:16sabe tudo sobre você e te chama no
- 1:22:17WhatsApp para te lembrar do que você tem
- 1:22:19que fazer, te chama no WhatsApp para te
- 1:22:20colocar para estudar, beleza? É isso,
- 1:22:23entre aí porque dia 16 a gente vai
- 1:22:24abrir. Pessoal, parabéns a todos porque
- 1:22:26finalizamos o primeiro bloco de funções
- 1:22:29da linguagem. Vamos juntos, ó. Vamos
- 1:22:31juntos. Vamos juntos. E todo mundo
- 1:22:33escreve no chat assim: eh, matamos
- 1:22:36funções da linguagem, dominamos funções
- 1:22:38da linguagem, dominando funções da
- 1:22:40linguagem, dominado. Pode escrever de
- 1:22:41qualquer forma, funções da linguagem,
- 1:22:42bota um tracinho, dominado, ó, ó, todos
- 1:22:45nós juntos aqui, ó, na viseralidade,
- 1:22:47certo? Verde e também certo, deixa eu
- 1:22:49vou deixar aqui só o certo vermelho
- 1:22:52[roncando] aqui, ó. Matamos isso aqui.
- 1:22:54Agora a gente vai começar a ganhar
- 1:22:56velocidade nos próximos, porque uma
- 1:22:57coisa vai se beneficiando de outra, tá
- 1:22:59bom, pessoal? Só mais um pedido aqui na
- 1:23:01função apelativa para vocês. Quem puder,
- 1:23:03quem puder, se não for incomoda para
- 1:23:04você, você poderia tipo mandar esse link
- 1:23:06para alguém, mandar em grupo de
- 1:23:07cursinho, mandar em grupo da escola,
- 1:23:08mandar para algum amigo teu, fazer esse
- 1:23:10bem assim, falar: "Cara, mano, vem para
- 1:23:11cá agora que acabou de começar e tá
- 1:23:13bizarro, mano. Vem para cá agora. Manda
- 1:23:15no grupo da escola. Quem quem tem quem
- 1:23:16tem Twitter, posta alguma coisa no
- 1:23:18Twitter sobre isso, posta alguma coisa
- 1:23:19no TikTok, está autorizada." Você pega o
- 1:23:21seu celular, você filma a tela, posta no
- 1:23:22TikTok: "Meu Deus, que bizarrice é
- 1:23:24essa?" filma as quantas pessoas estão
- 1:23:25assistindo agora, faz um comentário
- 1:23:27sobre a aula, posta no seu Twitter,
- 1:23:29posta no seu Instagram, postem em algum
- 1:23:30lugar. Se vocês puderem me ajudar a
- 1:23:32fazer barulho com essa aula, eu vou
- 1:23:34ficar realmente muito grato e vou ficar
- 1:23:35muito motivado para entregar muito mais
- 1:23:36coisa para vocês. E vai sair toda a
- 1:23:38química do Enem em 12 horas, na
- 1:23:40terça-feira que vem, logo depois do
- 1:23:41primeiro dia de prova. Beleza? Fecha o
- 1:23:44chat, vamos pro próximo bloco. Vamos
- 1:23:46começar, vamos trabalhar. A gente tá
- 1:23:48aqui, a gente tá junto nessa. Beleza,
- 1:23:51vamos nessa. Vamos começar, pessoal. O
- 1:23:54próximo bloco, deixa eu ver se minha
- 1:23:55tela tá certa aqui, tá aparecendo para
- 1:23:57todo mundo, é variação linguística. Tá
- 1:23:59bom? Então agora vamos começar a atacar
- 1:24:01isso aqui. Cai todo ano. Quatro a cinco
- 1:24:05questões vão ser sobre variação na
- 1:24:06linguista. Das 45, eu te garanto,
- 1:24:08quatro, cinco até seis vão ser de
- 1:24:11variação linguística. Você tem noção do
- 1:24:13que eu tô falando, mano? Se alguém
- 1:24:14pudesse pedir pro Daniel preparar um
- 1:24:16cafezinho só aí de leve, mano, para ir
- 1:24:21>> Qual que foi o próximo?
- 1:24:22>> Não sei. Tá bom. Variação linguística.
- 1:24:25Começando agora variação linguística. Tá
- 1:24:28bom, pessoal? Vamos lá.
- 1:24:37Essa aqui eu vou rápido direto na teoria
- 1:24:40porque olha quantas questões eu separei.
- 1:24:42Olha só.
- 1:24:44Foco nas questões dessa daqui, tá bom,
- 1:24:45pessoal? Que é muito mais útil do que
- 1:24:46ficar de teoria infinita.
- 1:24:53Vamos lá pegar isso aqui, duplicar.
- 1:24:58Puxa para baixo. Vamos fazer.
- 1:25:01Centralizei na tela. Bora. Começou.
- 1:25:05Vamos lá.
- 1:25:08Variação
- 1:25:14linguística. Pessoal,
- 1:25:18vamos retomar agora a energia. Toda vez
- 1:25:20que a gente trocar de bloco, a gente vai
- 1:25:21ter, né, uma pequena oscilação de
- 1:25:22energia, a gente vai retomar. Tá bom?
- 1:25:24Fechou o chat, né?
- 1:25:27Então vamos lá. Primeira coisa, pessoal,
- 1:25:29vamos matar essa teoria aqui bem rápido.
- 1:25:30Primeiro elemento que você tem que ter,
- 1:25:32que esse elemento aqui ele já mata muita
- 1:25:34questão. Anota essa, isso aí. A língua é
- 1:25:37um sistema vivo. Toda língua tem
- 1:25:40variações. A língua é um sistema vivo. E
- 1:25:43esse sistema vivo, né? Então essa frase
- 1:25:45aqui vale a pena escrever. Olha só, né?
- 1:25:48Olha só. A
- 1:25:50língua
- 1:25:54é um
- 1:25:58sistema
- 1:25:59vivo. Quer dizer que a língua ela tem
- 1:26:02variações. Essas variações elas são
- 1:26:04dependendo do lugar onde você tá. Você
- 1:26:05concorda? Porque a linguagem varia
- 1:26:07dependendo do lugar? Claro que varia,
- 1:26:09né? O grupo social, você concorda que a
- 1:26:11linguagem sobre o lugar, né? A linguagem
- 1:26:13é diferente. No Nordeste, no Sudeste, no
- 1:26:15Sul, no Centro-Oeste, a linguagem é
- 1:26:17diferente dependendo de qual região você
- 1:26:19tá. A linguagem é diferente dependendo
- 1:26:20de qual cidade você tá, né? O grupo
- 1:26:23social, a linguagem não é diferente
- 1:26:25dentro do grupo de de maloqueiros,
- 1:26:27dentro do grupo de de sei lá, de
- 1:26:29favelados. Não tô falando no sentido
- 1:26:30pejorativo. Dentro do grupo de favelados
- 1:26:32a linguagem é diferente. Dentro do grupo
- 1:26:34de rappers, a linguagem não é diferente.
- 1:26:36Ah, tem o ofício também, sim. Mas só de
- 1:26:38da pessoa gostar de rap, ela já pode
- 1:26:39adquirir um dialeto próprio de quem
- 1:26:42gosta de rap, tá bom? Depende do grupo
- 1:26:43social, tá bom? A situação em que você
- 1:26:45se encontra, tem uma mesma pessoa que
- 1:26:47ela é ã ela é uma certa pessoa, não vai
- 1:26:49mudar nada, é a mesma pessoa, mas
- 1:26:50dependendo da situação, ela não fala
- 1:26:52diferente. Se ela tá na frente de um
- 1:26:53juiz, ela não fala diferente do que se
- 1:26:54ela tá na frente de um policial, na
- 1:26:56frente de um professor ou na frente da
- 1:26:58própria esposa ou na frente de um aluno,
- 1:27:00não é verdade? E o tempo, a linguagem
- 1:27:02não muda ao longo do tempo. Então é
- 1:27:04isso. Todas as variações agora elas têm
- 1:27:06a ver com isso. Se você que pegar assim,
- 1:27:09o sistema é esse. É você pensar assim:
- 1:27:10"Tá bom, a língua ela muda, mas ela muda
- 1:27:12em função de quê?" Pô, olha os elementos
- 1:27:13da realidade. A a língua ela muda em
- 1:27:15função do espaço. Não é um elemento da
- 1:27:18realidade. Espaço, tempo,
- 1:27:21não é isso?
- 1:27:23Pessoas não se organizam em grupos.
- 1:27:24Então, grupo social, dependendo de onde
- 1:27:27tu é, dependendo de qual o teu grupo,
- 1:27:28né? Ela, a língua não muda em função da
- 1:27:31situação. Pega a mesma pessoa no mesmo
- 1:27:33espaço, no mesmo tempo, do mesmo grupo
- 1:27:34social, mas bota ela em situações
- 1:27:36diferentes, bem, a linguagem vai mudar,
- 1:27:40entendeu? Então, lugar, grupo social,
- 1:27:42tempo e situações. É isso, tá bom? E aí
- 1:27:45todas as variações elas ocorrem
- 1:27:46basicamente em função disso, mas todas
- 1:27:49as variações elas têm como objetivo
- 1:27:51ainda manter a comunicação. Então, eu
- 1:27:53vou te explicar uma coisa aqui agora.
- 1:27:54Segundo a gramática normativa, segundo a
- 1:27:57gramática, se se eu nem falar gramática
- 1:27:59normativa, na gramática normativa o que
- 1:28:00vale é a norma padrão. Eu vou explicar
- 1:28:02já como é que é isso, tá bom? Se você
- 1:28:05tiver falando agora da gramática e
- 1:28:06linguística, né, dos estudos
- 1:28:07linguísticos no geral, ã essa, nesse
- 1:28:10caso, calma aí, deixa eu organizar aqui,
- 1:28:12eu não vou começar explicando isso não,
- 1:28:14deixa eu focar aqui nas variações e aí
- 1:28:15eu vou eu vou chegar que eu tenho um
- 1:28:16eixo teórico melhor para seguir. Eu
- 1:28:18acabei de perceber, tá bom? Então, olha
- 1:28:19só, vamos falar aqui das variações e
- 1:28:21vamos falar aqui das antes das variações
- 1:28:22da dos conceitos de base. É isso que
- 1:28:24tava faltando. Vamos falar aqui alguns
- 1:28:25conceitos de base antes de entrar nas
- 1:28:27variações, tá bom? Primeiro conceito de
- 1:28:29base que você tem que ter para entender
- 1:28:30isso aqui, norma padrão.
- 1:28:33Norma padrão é um conceito de base, não
- 1:28:35é propriamente uma variação linguística,
- 1:28:39embora seja, mas ela é, na verdade, o
- 1:28:41modelo idealizado da gramática, tá bom?
- 1:28:43Da gramática normativa. Beleza? O que
- 1:28:45que é a norma padrão? É o português de
- 1:28:47livro.
- 1:28:49é o português
- 1:28:51que ã é o português que você encontra em
- 1:28:55teses dissertativas, em artigos. A norma
- 1:28:58padrão é o português falado da maneira
- 1:29:01que é preconizada por livros e por
- 1:29:03dicionários, tá bom? Por exemplo, né? Se
- 1:29:06eu falo ã te amo, isso não tá na norma
- 1:29:09padrão, porque o T é um pronome oblíquo
- 1:29:11e na norma padrão você não vai começar
- 1:29:12uma frase com pronome oblíquo, mas na
- 1:29:14prática, na informalidade do dia a dia,
- 1:29:17eu falo pra minha esposa: "Te amo,
- 1:29:18embora não esteja na norma padrão, tá
- 1:29:20bom? Agora o certo seria amo t com uma
- 1:29:24colocação pronominal do tipo ã ênclise,
- 1:29:28beleza? Então tem próclise, que é quando
- 1:29:30vem antes, né, que é o te amo, é uma
- 1:29:32próclise, né, e tem uma ênclise, que é
- 1:29:34quando ele vem depois. Então esse seria
- 1:29:36o correto, mas ninguém vai falar amo T,
- 1:29:39não é o usual, mas isso é o que tá na
- 1:29:41norma padrão, tá bom? Então disseram-me,
- 1:29:44não é me disseram na norma padrão não é
- 1:29:46me disseram, é disseram-me. Tá bom? Não
- 1:29:48é, por exemplo, se eu falar assim, ó,
- 1:29:51fala para mim se isso aqui tá na norma
- 1:29:52padrão, ó, assistir
- 1:29:56o
- 1:29:57filme tá na norma padrão, não tá? Porque
- 1:30:00o verbo assistir, quando ele tá na no
- 1:30:03sentido, né, não de dar a assistência,
- 1:30:05né, mas de de assistir, de contemplar
- 1:30:07alguma coisa, ele pede preposição. Então
- 1:30:10é assistir ao filme, mas na prática você
- 1:30:13vai falar assistir o filme e não tem
- 1:30:14problema nenhum com isso, tá bom? Então
- 1:30:17depende muito do contexto que você tá
- 1:30:18resposta para tudo no Enem sobre
- 1:30:20variação linguística, sobre norma
- 1:30:21padrão, é depende do contexto. Depende
- 1:30:23do contexto, tá bom? Então, norma
- 1:30:26padrão, entenda bem, norma padrão não é
- 1:30:29a mesma coisa do que norma culta. Escuta
- 1:30:31isso, cara. Se isso cair aqui, vocês vão
- 1:30:32acertar. Norma padrão é o português
- 1:30:35idealizado. Pode colocar isso aqui. É o
- 1:30:36português idealizado. É o português
- 1:30:38mesmo de livro, tá bom? Idealizado.
- 1:30:42O que que é agora norma culta? Norma
- 1:30:44culta não é tão exigente quanto a norma
- 1:30:47padrão. A definição de norma culta, você
- 1:30:49sabe qual é norma culta? é a variação do
- 1:30:52português falada por falantes urbanos de
- 1:30:56certo nível de escolaridade. É isso. Eu,
- 1:31:00por exemplo, eu sou um falante urbano.
- 1:31:02Eu não sou da zona rural, eu sou da
- 1:31:03cidade, sou um falante urbano. Eu tenho
- 1:31:04um certo nível de escolaridade.
- 1:31:06E a o que eu tô falando agora, mesmo que
- 1:31:08eu fale assim: "Ó, te amo, ó, me escuta
- 1:31:10aqui, pessoal, isso é a norma culta. É o
- 1:31:13é o uso real. Norma culta é isso. É o é
- 1:31:15o uso real, mas que ainda assim ele tá
- 1:31:17bonitinho, entendeu? Com muitas aspas
- 1:31:19nessa palavra. Tá bom? Então aqui, ó, é
- 1:31:20o uso real que um falante normal
- 1:31:23escolarizado vai fazer da língua. Ele
- 1:31:25não vai falar tudo errado, tá bom? Eu
- 1:31:26vou falar desse conceito de certo,
- 1:31:27errado já, mas uma pessoa escolarizada,
- 1:31:29ela fala na norma culta, geralmente na
- 1:31:31maioria das situações, tá bom? Ela não
- 1:31:33segue sempre a norma padrão, que é
- 1:31:35aquela perfeição de livro, mas ela fala
- 1:31:36na norma culta, né, sem cometer desvios
- 1:31:39significativos, OK? Então um professor
- 1:31:42universitário, ele vai falar: "Olha só,
- 1:31:43me disseram o seguinte, não tá na norma
- 1:31:45padrão. Me disseram é pronome oblíquo,
- 1:31:46não poderia vir antes, não poderia vir
- 1:31:47no início da frase, mas ainda assim ele
- 1:31:49tá na norma culta. É uma é uma, é um uso
- 1:31:51normal de um falante escolarizado, tá
- 1:31:52bom? Isso não é inculto, tá bom? Não no
- 1:31:55sentido antropológico de cultura, mas
- 1:31:57sim no sentido usual de cultura, porque
- 1:31:58no sentido antropológico a gente nem
- 1:31:59utiliza o termo inculto, né, ou sem
- 1:32:01cultura, porque cultura não tem
- 1:32:03hierarquia, não tem ranqueamento dentro
- 1:32:04da antropologia, pelo menos. OK?
- 1:32:07E o terceiro conceito que a gente tem
- 1:32:09que colocar aqui é o conceito da
- 1:32:10adequação. Acabou. Acabou. Com isso aqui
- 1:32:13você tem ferramental para tudo, tá?
- 1:32:16A língua, a comunicação, ela deve ser
- 1:32:18adequada. Não existe de fato certo e
- 1:32:20errado. O certo e errado depende da
- 1:32:22situação. O certo e errado só existe
- 1:32:25dentro da gramática normativa, que é a
- 1:32:26gramática mesmo de livro. Tá bom? Então,
- 1:32:28[roncando] ah, se se tu tem um moleque
- 1:32:30lá favelado falando com o outro assim,
- 1:32:32ó, o moleque tá favelado lá, vira pro
- 1:32:33outro, tá no baile lá, pô, usando droga,
- 1:32:36usando lança perfume, fala assim: "Qual
- 1:32:37é menor, pô? Passa o bagulho aí do
- 1:32:39lança, mano, para mim, tá ligado, mano?
- 1:32:41Ei, os can tá brotando ali,
- 1:32:43mano. Toca o bagulho aí". Aí você vai
- 1:32:44falar assim: "Pô, tá falando tudo
- 1:32:46errado". Moleque de uma favela carioca
- 1:32:48tá falando, tá falando tudo errado. Não
- 1:32:50faz sentido, porque o objetivo da
- 1:32:52comunicação é você se fazer entender,
- 1:32:54né? Fazer se entender, né? O objetivo da
- 1:32:57comunicação é esse. E o outro moleque tá
- 1:32:59entendendo perfeitamente no contexto em
- 1:33:00que eles estão. São dois moleques que
- 1:33:01participam do mesmo grupo social, tão
- 1:33:03num baile e o moleque fala desse jeito
- 1:33:05com outro. Ele vai entender
- 1:33:05perfeitamente. Pode dar uma ativada no
- 1:33:06chat só para perguntar se o pessoal tá
- 1:33:08tá tá tá acompanhando aqui. Tá todo
- 1:33:10mundo acompanhando? Confirma isso aí
- 1:33:12para mim, por gentileza. Tá bom? Então o
- 1:33:14que manda é a adequação. Então se se se
- 1:33:17imagina só você chega na padaria, né? E
- 1:33:19aí o o o tu vê o maluco do lado falando
- 1:33:22assim: "Olha só, eh me dá três pãezinhos
- 1:33:24aí". Aí você fala assim: "Olha, tá
- 1:33:25errado". Porque pela norma culta o certo
- 1:33:28não é me dar não. Se começa a frase com
- 1:33:30pronome oblíquo, certo? Você então tá
- 1:33:32errado, não tá maluco, pô. No contexto
- 1:33:33que ele tá, isso é perfeitamente
- 1:33:34possível. Você vai chegar para um
- 1:33:36moleque no baile da favela e vai falar
- 1:33:37assim: "Ô, mano, tá errado aí que você
- 1:33:38falou assim, ó, qual é menor? Passa o
- 1:33:40bagulho aí do lá, não sei que que os
- 1:33:41caras não tá chegando ali não, mano.
- 1:33:42Você deveria dizer assim, olha só, por
- 1:33:44gentileza, passe para mim esse
- 1:33:46recipiente de lança perfume altamente
- 1:33:48neurodegenerativo, porque os policiais
- 1:33:50estão à espreita e em breve chegarão
- 1:33:52aqui logo preciso tocar esse objeto para
- 1:33:54que não seja encontrado e para que não
- 1:33:55soframos consequências legais pelo seu
- 1:33:57porte. Você vai falar assim: "É assim
- 1:33:59que você deveria falar", falar: "Tá
- 1:34:00maluco, pô". Se eu se o moleque falar
- 1:34:02assim, ninguém vai entender ele,
- 1:34:03inclusive,
- 1:34:04tá entendendo? Se o moleque falar assim,
- 1:34:06ninguém vai entender ele. Então, ou
- 1:34:07seja, o que diz certo ou errado é o quê?
- 1:34:09certo ou errado, depende da situação.
- 1:34:11Depende da situação, tá bom? Então é por
- 1:34:14aí, cuidado com isso, tá? Então a
- 1:34:16adequação é o que manda, tá bom? Então a
- 1:34:19norma padrão ou a norma culta, ela é
- 1:34:21extremamente adequada quando você tá
- 1:34:23dando uma aula, quando você tá dando uma
- 1:34:24palestra, tá bom? A norma padrão,
- 1:34:26inclusive ela é a que é verdadeiramente
- 1:34:28adequada, né, sem nenhum tipo de erro,
- 1:34:30nem mesmo deslocamento de promío, quando
- 1:34:31você tá numa num texto de lei, num
- 1:34:33artigo científico. No artigo científico
- 1:34:35você não vai escrever só na norma culta
- 1:34:37de, ah, cometer alguns desvios ali que
- 1:34:39acontecem na prática do falante urbano,
- 1:34:41não. Você vai escrever na norma padrão
- 1:34:42mesmo de livro, artigo científico, tá
- 1:34:45bom? A tua redação do Enem, por exemplo,
- 1:34:46ela é na norma padrão, não é na norma
- 1:34:50culta. Ah, um falante urbano
- 1:34:51escolarizado, ele começa a frase com
- 1:34:53pronome obío, mas na redação é norma
- 1:34:55padrão, tá bom? Mas ela é muito
- 1:34:59inadequada numa conversa entre amigos,
- 1:35:01porque ela soa pedante, ela soa
- 1:35:04arrogante, ela soa exibida, ela soa
- 1:35:06presunçosa. Tá bom? Ou seja, a gíria é
- 1:35:09muito mais adequada entre amigos. Você
- 1:35:11tem noção de que estamos com quase
- 1:35:1214.000 1000 pessoas numa live que foi
- 1:35:15marcada sem qualquer antecipação, que eu
- 1:35:17só falei vai ter hoje.
- 1:35:19É o poder, mano. Não vem bater de frente
- 1:35:22com Hoross Gold, que não é à toa que eu
- 1:35:23sou Hoss Gold, não. Tá bom, pessoal?
- 1:35:25Então, isso com isso aqui que eu
- 1:35:27apresentei, você já tá bala. Agora vamos
- 1:35:29pr as variações, tá bom? Vamos pr as
- 1:35:32variações. Olha só, né? Ainda tem gente,
- 1:35:35às vezes o comentário que eu mais vejo
- 1:35:37sabe qual, gente? E as aulas do Assad
- 1:35:40são incríveis, são as únicas que eu
- 1:35:42assisto. Mas que saco que toda hora ele
- 1:35:45para a aula para se promover, para falar
- 1:35:47que ele é bala. Eu falo assim: "Sério
- 1:35:49mesmo que você tá incomodado com isso?
- 1:35:52Eu eu prefiro mil vezes o professor que
- 1:35:54te ensina 10 anos em uma hora, em 3
- 1:35:57horas, em 4 horas e para de vez em
- 1:35:59quando para se vangloriar, porque de
- 1:36:00fato ele é o top um do que o professor
- 1:36:02que não se vangloria nada e também não
- 1:36:04te ensina merda nenhuma. faça a aula
- 1:36:06inteira sem se vangloriar e também nem
- 1:36:07tem do que, né, do do que se promover,
- 1:36:10pô. Então, pelo amor de Deus, pô, deixa
- 1:36:11eu tirar uma onda. Caramba, eu sou
- 1:36:12professor o melhor professor do Brasil,
- 1:36:14mas também sou o melhor marqueteiro
- 1:36:15educacional do Brasil. Pô, deixa, tem
- 1:36:17como deixar eu tirar uma onda, por
- 1:36:18favor? Pô, deixa eu ser jovem, mano.
- 1:36:20Deixa eu, deixa eu brincar também, pô.
- 1:36:22Eu não é que eu quero também falar,
- 1:36:24caraca, olha só o pai a bala. Vamos lá,
- 1:36:26agora as variações, né? A primeira
- 1:36:27variação, olha só, pensa aqui comigo em
- 1:36:30espaço. Mentalize espaço. Olha o nome
- 1:36:32dessa variação de atópica.
- 1:36:36Pô, perfeito. Olha só, dia, dia, né? Vem
- 1:36:39de mudança, de variação, né? De
- 1:36:42transição tópica.
- 1:36:45Tópico não vem tópico, não te lembra
- 1:36:48lugar? Topografia.
- 1:36:50Topografia, então, diópica, tá bom? Ela
- 1:36:53é a variação que depende do lugar. Lindo
- 1:36:56ou não é lindo? É simples ou não é? É
- 1:36:59simples. Olha só, primeira variação
- 1:37:01aqui. Olha só.
- 1:37:03De a to
- 1:37:07Variação de atópica. Muito, muito
- 1:37:11simples. Ela depende do quê? Do espaço.
- 1:37:13Ela depende do lugar. Pedro, e a
- 1:37:15variação regional? Tô com dúvida. E a
- 1:37:19variação regional? Hã? Você acha que ela
- 1:37:22é o quê? A variação regional. Ela é um
- 1:37:24tipo de variação de atópica.
- 1:37:27Acabou. que muda de acordo com a região.
- 1:37:29É isso, acabou.
- 1:37:33Hum. Simples demais. Então, tá mudando
- 1:37:36de acordo com o lugar. Por exemplo,
- 1:37:38mandioca,
- 1:37:40aim e macaeira. Você quer aprender uma
- 1:37:42outra palavra? Quer aprender uma outra
- 1:37:43coisa legal aqui que nem tem a ver com
- 1:37:45isso, mas vamos lá. Vou te ensinar um
- 1:37:47termo, alguns termos importantes, tá
- 1:37:48bom? Eu preciso que você saiba o que que
- 1:37:51é semântico
- 1:37:54e o que que é léxico. Eu preciso que
- 1:37:55você entenda essa dupla de conceitos,
- 1:37:57tá?
- 1:37:59Léxico tem a ver com o vocabulário
- 1:38:02escolhido, com a palavra que você
- 1:38:03escolheu. Semântico tem a ver com o
- 1:38:05sentido da palavra. Como assim?
- 1:38:08Olha só. Vê se você pega. Vê se você
- 1:38:11pega. Léxico tem a ver com o vocabulário
- 1:38:13escolhido. Semântico é o sentido da
- 1:38:14palavra. Ó, aipim, macaeira e mandioca.
- 1:38:19Essas três coisas tem uma variação o
- 1:38:20quê? Léxica ou semântica?
- 1:38:24>> Léxica é a mesma coisa. Semântica, que é
- 1:38:28o sentido, é a mesma coisa, pô. Estamos,
- 1:38:30estamos nos referindo à mesma coisa, é o
- 1:38:31mesmo sentido. Mas a variação é léxica,
- 1:38:35apim, macaeira, mandioca, são três
- 1:38:38léxicos diferentes.
- 1:38:41>> Conseguiu entender?
- 1:38:43Pão francês
- 1:38:43>> é pão francês ou pão de sal ou
- 1:38:47cacetinho.
- 1:38:50Bem, você tem a mesma semântica nos
- 1:38:53trechos, significam a mesma coisa. O
- 1:38:54sentido é o mesmo. Me vê um pão francês,
- 1:38:57me vê um pão de sal ou me vê um
- 1:38:58cacetinho.
- 1:39:00O sentido é o mesmo. Não tem variação
- 1:39:02semântica, mas tem variação léxica,
- 1:39:04porque o vocabulário é diferente.
- 1:39:06Acabou. Acabou. É isso. Agora, olha só.
- 1:39:10Olha, pô, galera.
- 1:39:13Me perdoa pelo que eu vou fazer agora.
- 1:39:16Me perdoa. Me perdoa de verdade. Tá bom.
- 1:39:18Só para resumir, eu botei aqui, ó, ipin.
- 1:39:22Me perdoa, tá? É sério mesmo. Eu vou
- 1:39:25acabar fazendo, mas é só porque vai
- 1:39:26ilustrar muito bem o conceito, tá bom? A
- 1:39:28pim, mandioca e macaeira. Todo mundo
- 1:39:31concorda. Variação o quê? Léxica ou
- 1:39:32semântica? Fala no chat.
- 1:39:35Variação léxica, né? Tá mudando o
- 1:39:36vocabulário. Tá. Agora vamos lá. Pão de
- 1:39:40sal.
- 1:39:42Cara, eu não sei se eu faço isso, mano.
- 1:39:45Pão francês
- 1:39:49e cacetinho. Não é isso aqui não. Tá
- 1:39:51bom. E cacetinho. Variação o quê?
- 1:39:52Léxica, né? Porque tudo significa a
- 1:39:55mesma coisa. Tem uma unidade semântica,
- 1:39:57né? Mas agora vamos lá,
- 1:40:01cara. Vamos lá. Eu não, eu não quero ser
- 1:40:03ser baixo não, de verdade. Eu não gosto
- 1:40:05disso. Mas é só para ilustrar mesmo, tá
- 1:40:07bom? Todo mundo sabe que o órgão genital
- 1:40:10masculino ele pode ser chamado de
- 1:40:12né?
- 1:40:15eu sei que é uma baixaria, mas
- 1:40:17né, eu só tô colocando nesse termo, né?
- 1:40:19Então, se você tem aqui e você
- 1:40:21tem um solista falando assim, invés dele
- 1:40:23falar cacetinha, ele falou assim: "Ah,
- 1:40:24me vê um um aí", né?
- 1:40:27E e tu tem uma pessoa que tá usando a
- 1:40:28palavra para se referir a órgão
- 1:40:30genital masculino e tu tem outra pessoa
- 1:40:31que tá usando para se referir a
- 1:40:32pão francês. Você concorda que agora o
- 1:40:35léxico é igual, mas a variação é
- 1:40:38semântica. 14.000. Pode tirar o print
- 1:40:40para registrar. A variação é semântica,
- 1:40:42não é isso? Mas o léxico agora é igual.
- 1:40:45Antes aqui o léxico era diferente e a e
- 1:40:48a semântica era igual. Agora a semântica
- 1:40:51é diferente, o léxico é igual. Tá bom?
- 1:40:55Ok.
- 1:40:57Beleza?
- 1:40:59Por isso que eu tava aqui recioso. Com
- 1:41:01certeza tinha exemplos melhores, mas
- 1:41:02nenhum veio na minha cabeça. Tá bom?
- 1:41:04[roncando]
- 1:41:05Então agora presta atenção. Beleza? A
- 1:41:08primeira variação é essa, é di atópica.
- 1:41:10E claro que dentro dela existe essa essa
- 1:41:13essa divisão aqui, né, das variações
- 1:41:14regionais que mudam realmente assim de
- 1:41:16acordo com a região. Para alguns é
- 1:41:18sinônimo de atópic regional a mesma
- 1:41:20coisa, para alguns é uma subdivisão, tá
- 1:41:21bom? Hum.
- 1:41:24Então, por exemplo, né, a o semáforo, ó,
- 1:41:27semáforo, sinaleiro, farol e sinal. As
- 1:41:31quatro coisas, semáforo, sinaleiro, eh,
- 1:41:34sinaleiro, farol e sinal. Essas quatro
- 1:41:36coisas dizem respeito àquele sinal de
- 1:41:38trânsito, né, que fica vermelho, verde e
- 1:41:40amarelo. OK? Conseguiu visualizar?
- 1:41:45Agora, por exemplo, ah, na pronúncia
- 1:41:47você também tem variações. Por exemplo,
- 1:41:49eu escuto isso aqui, que também é uma
- 1:41:50variação diatópica regional, tá bom? Me
- 1:41:53dá o isqueiro, que é como eu falaria,
- 1:41:55né? Me dá o isqueiro ou me dá o
- 1:41:56isqueiro. Isso também é uma variação
- 1:41:58regional. Não foi cobrado ainda na
- 1:42:00prova, se eu não me engano. Não foi
- 1:42:02cobrado, nunca caiu a variação de
- 1:42:04sotaque, de pronúncia, mas é uma
- 1:42:06variação regional, uma variação de
- 1:42:07atópica. Tá bom? Então, o jeito de falar
- 1:42:10R do carioca, né? A a roda, né? E o
- 1:42:14paulista, como que ele fala, né? Não, o
- 1:42:15carioca fala porta, né? E o paulista
- 1:42:17fala porta, né?
- 1:42:19>> A porta, né? A porta. A porta, João.
- 1:42:21Abre a porta, João, né? Truta, né? Você
- 1:42:23é louco, João. Tá maluco. Você vem dá
- 1:42:25uma de João. Vou te levar pr essa ideia.
- 1:42:26Então assim, fala porta, é o carioca,
- 1:42:29né? E porta, né? E o sulista será ele
- 1:42:31fala porta, né? Não sei, não sei como é
- 1:42:34que fala, mas isso são variações
- 1:42:35deatópicas também. Beleza? Ok. Até mesmo
- 1:42:38na construção de frases, né? Então o o
- 1:42:40sulista ele fala muito assim, né? E eh
- 1:42:43não sei que para ti,
- 1:42:44>> né? Isso também é variação de atópica.
- 1:42:47Beleza? É sério, né?
- 1:42:49>> Hum.
- 1:42:50tem uma expressão, né, só para deixar
- 1:42:52claro, o que que significa, né, o
- 1:42:55regionalismo.
- 1:42:57Regionalismo é a mesma coisa, tá bom? É,
- 1:42:59é o uma expressão muito típica daquela
- 1:43:01região lá. Isso aqui é um regionalismo,
- 1:43:02tá bom? Então, a primeira é dia de
- 1:43:03atópica, OK? A segunda, por exemplo, se
- 1:43:07a gente pega o elemento do tempo, o que
- 1:43:08que é uma variação de acordo com o
- 1:43:10tempo? Da mesma forma que pelo espaço é
- 1:43:11diatópica, se for uma variação pelo
- 1:43:12tempo, é diacrônica. Moleza, dia
- 1:43:14crônica, né? Cronos, eh, mitológico,
- 1:43:17Deus do tempo, né? Então, cronos, né?
- 1:43:18cronologia vem de tempo, então variação
- 1:43:20diacrônica, moleza, né? Diaacrônica,
- 1:43:23temporal, tudo isso serve, tá bom? É,
- 1:43:26então essa variação diacrônica é aquela
- 1:43:29que muda de acordo com o tempo, tá bom?
- 1:43:31É aquela que muda em função do tempo,
- 1:43:33né? A variação histórica também é
- 1:43:34chamado de variação histórica. Tava
- 1:43:35tentando lembrar aqui o nome, né? Então,
- 1:43:36variação histórica diacrônica, né?
- 1:43:39Variação histórica. Então, por exemplo,
- 1:43:42né? Eh, usos e desusos, coisas que
- 1:43:44caíram em desuso, né? Então, voz m
- 1:43:47vossa, primeiro era vossa merc, depois
- 1:43:49de vossa merc virou voz m, depois virou
- 1:43:52você e hoje em dia a gente usa o c, né?
- 1:43:54Isso são variações ao longo do tempo, tá
- 1:43:57bom? Apesar de que o c ele ainda entra
- 1:43:58numa subclave de variações situacionais,
- 1:44:00né? Quando você tá numa situação
- 1:44:01informal, você usa mais o C, tá bom?
- 1:44:03Então, qual dentro disso aqui existe um
- 1:44:05termo chamado, por exemplo, e arcadismo,
- 1:44:07tal, arcaísmo. Quase que eu falei
- 1:44:08arcadismo, né? Movimento literário.
- 1:44:09Então, arcaísmo, da mesma forma que
- 1:44:11regionalismos, né? São são nomes aqui
- 1:44:13para coisas típicas de uma região na
- 1:44:15linguagem. Arcaísmo é coisa que caiu em
- 1:44:17desuso, tá bom? Então, voz mê caiu em
- 1:44:18desuso, não se usa mais isso, tá bom?
- 1:44:20Então, por exemplo, eh, sei lá, ó, eh,
- 1:44:23você falar assim, ã, foto com pH.
- 1:44:26Antigamente no Brasil tinha muitas
- 1:44:28palavras, né, que o F virava um pH, tá
- 1:44:30bom? Que tinha um P, né, no meio da
- 1:44:31palavra. Isso também caiu um desuso.
- 1:44:33Isso também são quê? Até acho que tinha
- 1:44:34falado alguma coisa. Isso também são são
- 1:44:36arcaísmos, tá bom? São coisas antigas. E
- 1:44:38neologismo são são tipo de variação
- 1:44:40temporal, mas para palavra nova, tá bom?
- 1:44:42palavras que foram simplesmente
- 1:44:43inventadas, tá bom? Então, por exemplo,
- 1:44:44deletar. Deletar é um neologismo, por
- 1:44:47exemplo. Então, quando falar neologismo,
- 1:44:49é uma palavra que simplesmente surgiu
- 1:44:51por necessidade ou por conveniência.
- 1:44:53Deletar vem da tecla do computador
- 1:44:55delete, né? Printar, eu tenho que
- 1:44:58printar. Virou um verbo no Brasil,
- 1:44:59printar, que vem de print, né? Então,
- 1:45:03assim, vem do inglês, é uma palavra, né?
- 1:45:04Então, crush, né? E aí algumas dessas
- 1:45:07inclusive são estrangeirismos,
- 1:45:08inclusive, né? O que, o que que é um
- 1:45:09estrangeirismo? Para ser mais
- 1:45:10específico, tá bom? O estrangeirismo é
- 1:45:12uma palavra que ela veio de fato
- 1:45:15emprestada de outra língua, tá? O
- 1:45:16estrangeirismo não é exatamente deletar.
- 1:45:18Deletar é um, escuta isso, deletar é um
- 1:45:20neologismo, tá bom? Uma palavra nova que
- 1:45:21foi inventada pelo contexto, pela
- 1:45:23necessidade. Estrangeirismo é quando
- 1:45:24você importa a palavra de outra língua
- 1:45:26inteira por necessidade. Então, por
- 1:45:27exemplo, delivery. Delivery é uma
- 1:45:29palavra de outra língua que ela
- 1:45:30simplesmente foi importada para cá e
- 1:45:32passou a ser daqui. Tá bom? Então isso
- 1:45:34aí já seria agora uma, isso aí seria
- 1:45:38agora um estrangeirismo.
- 1:45:41Estrangeirismo.
- 1:45:43OK. Essas são as variações diacrônicas.
- 1:45:46Tá bom. Pegaram? Todo mundo pegou? Deixa
- 1:45:48eu ver como é que tá aqui o o chat. Tá
- 1:45:50ativado? Sim. Vocês pegaram, né? Sim.
- 1:45:54Tudo certo aí. Tá travando. Acabei de
- 1:45:57ver o chat aqui. Recarrega a página aí.
- 1:46:00Uhum.
- 1:46:02Tá normal.
- 1:46:06Ô, confere para mim se tá normal aí, se
- 1:46:07tá travando.
- 1:46:10Que horas? Uma pausa? Não vai ter. Não
- 1:46:13tá travando, né? Tá normal, né? Boa. O
- 1:46:15Gabriel Klein falou que tá normal. Não,
- 1:46:16o Caio falou que tá normal, então tá
- 1:46:18normal mesmo. Tá bom, perfeito, né?
- 1:46:22Ok.
- 1:46:24Posso seguir então? Tá normal, né?
- 1:46:29Sim. Agora vamos lá, próxima variação
- 1:46:31deastrática. Olha só, variação
- 1:46:34diastrática.
- 1:46:36Que que foi? Tá normal, tá? A variação
- 1:46:38deática, o que que ela lembra pra gente?
- 1:46:41Deixa eu ver aqui se tá tá tudo normal
- 1:46:42aqui, né? Deixa eu ajeitar minha tela. A
- 1:46:44variação deática, ela lembra justamente
- 1:46:47de social, porque ela lembra do trato,
- 1:46:49né? Deastrática também é chamada de
- 1:46:51variação social, inclusive, né? Porque
- 1:46:52lembra assim a mudança no trato com as
- 1:46:54pessoas, né? Então ela é chamada muitas
- 1:46:55vezes de variação social. Ela é a
- 1:46:57variação em função do grupo social que
- 1:47:01você tá, às vezes das características da
- 1:47:03escolaridade, da profissão, da idade,
- 1:47:05né? Então, diastática é qualquer
- 1:47:06variação que mude o teu trato com as
- 1:47:08pessoas, tá bom? Você concorda?
- 1:47:10Dependendo do grupo social, se você é de
- 1:47:12um grupo ou de outro, você muda o teu
- 1:47:13trato com as pessoas. Dependendo do teu
- 1:47:14nível de escolaridade, você muda o teu
- 1:47:16trato, tá bom? Dependendo da tua
- 1:47:18profissão, você não muda o teu trato
- 1:47:19também. Se você é médico, tá usando uma
- 1:47:21variação técnica da medicina, isso muda
- 1:47:23teu trato com as pessoas, né? Quando
- 1:47:25você tá perto de colegas médicos, você
- 1:47:26fala numa linguagem muito mais médica,
- 1:47:28muito técnica, biológica, fisiológica,
- 1:47:30anatômica, ok? Dependendo da tua idade,
- 1:47:32né? Você muda o teu trato com as pessoas
- 1:47:34por causa disso, tá bom? Teu gênero, se
- 1:47:35você é homem ou mulher, beleza? Dentro
- 1:47:37da diastrática você tem muita coisa, tá
- 1:47:39bom? Então, por exemplo, a gíria, ela é
- 1:47:41uma variação diastrática, tá bom? A
- 1:47:44gíria é uma é uma variação diastrática,
- 1:47:45né? É um vocabulário típico de um grupo,
- 1:47:47mas também ela compartilha com a
- 1:47:49próxima, tá bom? Que é a diafásica, tá
- 1:47:50bom? Mas ela vocabulário de um grupo.
- 1:47:52Essas gírias aqui são desse grupo muitas
- 1:47:54vezes, tá bom? Muitas vezes jovens, né?
- 1:47:56Quando você usa gíria, você tá marcando
- 1:47:58pertencimento, tá bom? Então isso aí tem
- 1:47:59a ver justamente com o grupo social,
- 1:48:01beleza? OK. Ã, jargão, vocabulário
- 1:48:05técnico de uma profissão, por exemplo,
- 1:48:06cara, variações técnicas. Olha só, isso
- 1:48:09aqui é de trático. Então, uma uma coisa
- 1:48:11é um advogado que fala na norma padrão,
- 1:48:14né? o processo será encaminhado o mais
- 1:48:16rápido possível para não sei quê. Isso é
- 1:48:17a norma padrão que ele tá falando. Outra
- 1:48:19coisa é um vocabulário que que fala
- 1:48:21naquele jurí de que mesmo, né? Aquele
- 1:48:24aquele advogado falando no jurisdi que
- 1:48:25falando assim eh eh no que consta no
- 1:48:27obice da petição, não sei que eu nem sei
- 1:48:30falar, cara. Vários termos assim muito
- 1:48:31bizarros. Isso é uma variação técnica,
- 1:48:33tá dentro de variação diastática. Aquilo
- 1:48:36ali é errado ou é certo? Cara, depende
- 1:48:38do contexto. Você tá com outros colegas
- 1:48:40advogados, é certo. Você tá com o juiz?
- 1:48:42É certo. Você tá falando com teu cliente
- 1:48:44em jurisdicace, não é certo. O
- 1:48:47vocabulário médico tá dentro disso aqui,
- 1:48:48tá bom? Então, dentro da técnica, anota
- 1:48:50aí, tem o juris de CAS, tem o
- 1:48:51vocabulário médico, tudo que é típico de
- 1:48:53uma profissão. Já caiu questão com
- 1:48:54Evanildo Bechara, né, o linguista
- 1:48:56falando num vocabulário altamente
- 1:48:57técnico da própria profissão dele. Já
- 1:49:00caiu e era uma variação técnica, tá bom?
- 1:49:02Que ele tava falando sobre linguística e
- 1:49:04ele falava com altíssimo nível de
- 1:49:05vocabulário, OK? Ou seja, ai tá jurídic
- 1:49:08está errado. Não, ele facilita muito a
- 1:49:10comunicação no contexto em que você tem
- 1:49:12especialistas, mas ele dificulta para
- 1:49:13quem tá de fora. E é normal. E é normal,
- 1:49:16tá bom? Ainda existe uma variação por
- 1:49:18idade, tá bom? E a variação por idade,
- 1:49:21uma pessoa mais velha falando com mais
- 1:49:23nova, ela é chamada de variação
- 1:49:24geracional,
- 1:49:26né? Porque é a diferença entre gerações.
- 1:49:28Mas você vê que tudo que diz respeito ao
- 1:49:29trato, ao grupo social, tá aqui dentro
- 1:49:32de dia está trática, ok? Então tem
- 1:49:35variação ocupacional. A técnica muitas
- 1:49:37vezes é chamada de ocupacional, tá bom?
- 1:49:39Que é a ocupação do cara, né, que tá
- 1:49:40fazendo ter uma variação na linguagem
- 1:49:42dele. Isso é a diastática. E agora falta
- 1:49:45só a diafásica. Olha só. Diafásica,
- 1:49:49cara. Fica vem de fase, não vem? Fásica
- 1:49:52vem de fase, né? É a mesma coisa do que
- 1:49:55situacional. Mesma coisa significa
- 1:49:57situacional. depende da situação,
- 1:49:59depende da da fase da da É, mas é fase
- 1:50:02no sentido como se fosse um recipiente,
- 1:50:03né, que tem fases, né, não é fase de
- 1:50:05evolução. Assim, depende da da minha da
- 1:50:08minha da fase que tá ativa, né? Depende
- 1:50:10da situação, diafásica, a situação, tá
- 1:50:12bom? Então, olha só, é a variação da
- 1:50:14situação, puramente simples, situação,
- 1:50:16ou seja, cara, é a mesma pessoa, tem que
- 1:50:18ser o mesmo. Olha só, galera, se for a
- 1:50:20mesma pessoa e ela mudou o modo de falar
- 1:50:23só pela situação, isso é variação
- 1:50:26diafásica, tá bom?
- 1:50:28Então, por exemplo, o cara tá lá falando
- 1:50:30juridiqueis junto com outro advogado,
- 1:50:32né? A petição obsta,
- 1:50:36uma parada bizarra. Aí ele vira pro
- 1:50:38cliente e fala assim: "Ó, o processo já
- 1:50:40já vai sair o resultado. A gente tá só
- 1:50:42aguardando a decisão do juiz". Ele saiu,
- 1:50:44né, de uma variação técnica ocupacional
- 1:50:47jurídica para uma variação assim de de
- 1:50:49norma culta, né? Falando assim de
- 1:50:51maneira até informal com o cliente, ó,
- 1:50:52fica tranquilo que vai dar tudo certo.
- 1:50:54Isso é uma variação diafásica. Ele mudou
- 1:50:56a forma de falar só por causa da
- 1:50:57situação. Ele continua sendo o mesmo
- 1:50:59advogado de antes, mas ele mudou por
- 1:51:00causa da situação, né? Então o cara tá
- 1:51:02falando no telefone com outro amigo
- 1:51:03médico, né? As válvulas pulmonares que
- 1:51:05válvulas cardíacas que estão obstruídas
- 1:51:07devem ser subseccionadas e substituídas
- 1:51:09por um enxerto de não sei quê. Desliga o
- 1:51:11telefone e fala assim: "Ô, fala meu
- 1:51:12irmão, beleza? Me vê um sanduíche aí,
- 1:51:13por gentileza?"
- 1:51:15Variação diafásica. Ele tava falando ali
- 1:51:17vocabulário médico técnico, agora vai
- 1:51:19falar com o maluco da cantina, ele vai
- 1:51:20falar o vocabulário ali informal,
- 1:51:23entendeu? Ou seja, é escolha, né? Você
- 1:51:25entra numa entrevista de emprego, você
- 1:51:26vai falar formalmente, você entra numa
- 1:51:28palestra, você vai falar formalmente,
- 1:51:29né? Mas aí do nada você atende o
- 1:51:31telefone, você vai conversar com um
- 1:51:32amigo, você vai mandar um bilhete para
- 1:51:33alguém, vai mandar uma mensagem rápida
- 1:51:34no WhatsApp e você muda, né, o tipo de
- 1:51:37fala, tá bom? E ainda tem mais um
- 1:51:38contexto aqui, mais um um conceito que
- 1:51:40eu quero passar para vocês, que é a
- 1:51:41diferença entre a língua escrita e a
- 1:51:43língua oralizada, né? Escrita e língua
- 1:51:47oralizada. Que que acontece quando a
- 1:51:48língua ela é escrita, ela é feita, ela
- 1:51:50ela geralmente você tem um cuidado muito
- 1:51:52maior, né? Então, quando você tá
- 1:51:55falando, ficam marcas de oraridade. O
- 1:51:57que que são marcas de oraridade? É o,
- 1:51:58né, né? Então, tipo, e aí, né? Ah, aí eu
- 1:52:02fiz tal coisa, daí eu fiz tal coisa, daí
- 1:52:04ele daí ele pegou e não sei quê. Isso
- 1:52:05não sai na escrita, mas isso sai na
- 1:52:07fala, né? Entendeu? Fiz agora de
- 1:52:09propósito, sai na fala, né? Eu não
- 1:52:11escreveria isso, né? Normalmente, mas
- 1:52:13falando acaba saindo, você entendeu?
- 1:52:15Então isso aí é marcas de oralidade. O
- 1:52:17nome disso também cai na prova, pessoal.
- 1:52:20Foi a teoria inteira. Vocês estão
- 1:52:21preparados para as questões? Deixa eu só
- 1:52:23confirmar aqui. Tão preparados para as
- 1:52:25questões? Sim.
- 1:52:28Tá tudo certo com a live aí, mano?
- 1:52:30>> Tá normal, né? [roncando]
- 1:52:32>> Sim,
- 1:52:33normal, né? Ah, mas tem muita gente
- 1:52:36dizendo que tá travando agora. Mas para
- 1:52:38mim também tá normal. Tô vendo aqui.
- 1:52:39>> Tá normal.
- 1:52:41>> Normal, né? Sim. Vê se você não tá com a
- 1:52:44velocidade aumentada. Às vezes você tá
- 1:52:46com a velocidade aumentada, sabia?
- 1:52:48Às vezes você tá com a velocidade
- 1:52:49aumentada, tá no 1.25, alguma coisa
- 1:52:51assim. começa a dar umas travadas.
- 1:52:55Beleza? Sim.
- 1:52:58Vamos pr as questões. Todo mundo pronto?
- 1:53:01Podemos ir.
- 1:53:03Só lembrando, tá bom? Que a a a
- 1:53:07linguagem de Libras, só para vocês
- 1:53:08lembrarem, tá bom? A linguagem de
- 1:53:09sinais, ela é uma língua completa, ela é
- 1:53:11reconhecida por lei, tá bom? Ela tem uma
- 1:53:13gramática própria. Ela não é, a língua
- 1:53:15de sinais, a Libra não é uma mímica e
- 1:53:17não é uma tradução do português. Ela é
- 1:53:18uma língua própria. Ela tem a a as
- 1:53:20próprias Libras. Ela, isso já caiu no
- 1:53:21neném, as a própria linguagem de sinais
- 1:53:23Libras, ela tem variação regional, ela
- 1:53:26tem variação por idade, ela tem variação
- 1:53:28por grupo. Tem vários grupos, o sinal
- 1:53:30para uma coisa é outro, entendeu? Isso
- 1:53:32já caiu no Enem. Tá bom. E o que eu
- 1:53:34esqueci, Não podia ter esquecido
- 1:53:36isso não, mano. Tá maluco. Preconceito
- 1:53:38linguístico. O que é preconceito
- 1:53:40linguístico, pessoal? Caraca.
- 1:53:44Isso é muito importante, isso cai muito.
- 1:53:46Nossa, eu não ia me perdoar se eu
- 1:53:48esquecer de abordar. É a discriminação
- 1:53:51de alguém pelo modo como fala, pela
- 1:53:53variação que essa pessoa tá utilizando.
- 1:53:55Quando essa variação linguística pelo
- 1:53:57modo que alguém fala, é tratado como se
- 1:53:59fosse um erro, uma ignorância, uma
- 1:54:01inferioridade, né? Quando você trata uma
- 1:54:03variedade que ela é diferente da norma
- 1:54:04padrão, como se fosse uma inferioridade,
- 1:54:07né? E que quase sempre recai ali sobre
- 1:54:09falares regionais, né? ou sobre falares
- 1:54:12de grupos sociais eh marginalizados.
- 1:54:15Isso é preconceito linguístico, que ele
- 1:54:17reproduz a desigualdade social em
- 1:54:19formato de preconceito contra a
- 1:54:20linguagem, tá bom? Então, assim, eh, o
- 1:54:23que os linguistas, né, que que
- 1:54:25principalmente que que embasam a prova
- 1:54:26do anim vão dizer é isso, que o certo é
- 1:54:28falar da maneira que você é entendido,
- 1:54:30tá bom? A prova cobra isso agora, é
- 1:54:32claro que a prova também pode cobrar
- 1:54:33variações sociológicas assim no no
- 1:54:36sentido de que olha, a norma CTO, ela é
- 1:54:37um instrumento de poder, ela é um
- 1:54:38instrumento de dominação e um
- 1:54:39instrumento de opressão, tá bom? Ela
- 1:54:42pode cobrar isso, tá bom? Então ela é
- 1:54:43exigida em concursos, ela é exigida em
- 1:54:45documentos, ela é exigida em espaços de
- 1:54:47prestígio que acabam eh realmente
- 1:54:50dificultando o acesso de quem é menos
- 1:54:51escolarizado, quem é pobre aqueles
- 1:54:53serviços, tá bom? Mas ela também é ao
- 1:54:56mesmo tempo, né, uma uma ferramenta de
- 1:54:58cidadania que a própria escola deve
- 1:54:59ensinar. Então, ao mesmo tempo que ela é
- 1:55:00uma ferramenta que barra o acesso de
- 1:55:01alguns, a escola tem o papel de ensinar
- 1:55:04sem desmerecer as outras variações.
- 1:55:06Conseguiu entender? Vamos agora para as
- 1:55:09questões de fato, tá bom? Vamos lá.
- 1:55:12Nesse texto, o uso da norma padrão
- 1:55:15defendido por um dos norma padrão,
- 1:55:17aquela norma de livro, né? O uso da
- 1:55:18norma padrão defendido por um dos
- 1:55:19personagens torna-se inadequado em razão
- 1:55:21do Então, tem alguém defendendo a norma
- 1:55:22padrão, mas isso vai ficar inadequado.
- 1:55:24Por quê? Vamos ver. Eh, me disseram,
- 1:55:27começou assim, errado pela norma padrão,
- 1:55:29né? Começando com pronome oblíquo, né?
- 1:55:31Aí o outro corrige, disseram-me, hã, o
- 1:55:33correto é disseram-me, não me disseram.
- 1:55:36Eu falo como quero e te digo mais. Ou é,
- 1:55:38digo-te o quê? Digote-te que você, o T e
- 1:55:42o você não combina, né? Digo T que você
- 1:55:44não faz sentido, né? Eh, [roncando]
- 1:55:45pronome do caso reto com pronome
- 1:55:47oblíquo. Lhe digo também não. O que você
- 1:55:48ia me dizer? que você está sendo
- 1:55:50grosseiro, pedante e chato. Dispenso as
- 1:55:52suas correções. Vê se esquece-me. Olha
- 1:55:54que estranho, né? Falo como bem
- 1:55:56entender. Mais uma correção e eu o quê?
- 1:55:59O mato, né? Que mato? Mato mato mato
- 1:56:02você. Matarliate, ouviu bem? Pois
- 1:56:05esqueça-o e para-te. Pronome no lugar
- 1:56:07certo: elitismo. Se você prefere falar
- 1:56:09errado, falo como todo mundo fala. O
- 1:56:11importante é me entenderem ou
- 1:56:12entenderem-me. Então a gente vê aqui,
- 1:56:14né, que isso aqui é um tipo de é um
- 1:56:16diálogo, né? Mas hã é um diálogo que
- 1:56:20ilustra justamente isso, né? A tentativa
- 1:56:21de alguém eh adequar a linguagem do
- 1:56:23outro, né? Mas na verdade o inadequado é
- 1:56:25ele, porque a situação ela não pede
- 1:56:27norma padrão aqui, tá bom? Então isso
- 1:56:29aqui é extremamente importante, cai
- 1:56:31direto, né? Então assim, por que que tá
- 1:56:32inadequado o que ele tá fazendo, né?
- 1:56:34Falando para usar norma padrão pela
- 1:56:35falta de compreensão causada pela R.
- 1:56:37Eles não são de gerações diferentes, né?
- 1:56:38Nada a ver. Contexto de comunicação.
- 1:56:40Claro, contexto de comunicação é uma
- 1:56:41conversa normal. Ela não precisa de
- 1:56:43norma padrão, nem nada que tá apontando
- 1:56:45para um contexto formal. Isso é um papo,
- 1:56:47tá? Grau de polidez distinto entre os
- 1:56:49interlocutores. Não, o outro também tem
- 1:56:51um bom nível de polidez. O outro também
- 1:56:52tem um bom nível de de refinamento no
- 1:56:54vocabulário. Se ele quiser, é porque ele
- 1:56:57não quer fazer isso, tá bom? Ele não
- 1:56:59quer. Então, numa conversa de cotidiano,
- 1:57:01é inadequado você exigir norma padrão,
- 1:57:02tá bom? Diferença de escolaridade, nada
- 1:57:04foi apontado sobre isso. Nível social
- 1:57:05dos participantes, nada foi apontado
- 1:57:07sobre isso. E mesmo que fosse, é
- 1:57:08inadequado pelo contexto da conversa, tá
- 1:57:10bom? Que a língua, ela tem que seguir o
- 1:57:11contexto. Nesse texto, a língua
- 1:57:14brasileira de sinais, Libras, vamos lá.
- 1:57:16Ã, olha só, mandioca, macaeira, ipim,
- 1:57:18castelinha são nomes diferentes da mesma
- 1:57:19planta. Semáforo, sinaleiro e farol
- 1:57:21também significa a mesma coisa. O que
- 1:57:22muda é só o hábito cultural de cada
- 1:57:24região. A mesma coisa acontece com a
- 1:57:25língua brasileira de sinais. Líba, é o
- 1:57:26que eu tava explicando. Embora ela seja
- 1:57:29a comunicação oficial da comunidade
- 1:57:30sulda no Brasil, existem sinais que
- 1:57:32variam em relação à região, à gênero de
- 1:57:35quem se comunica. A cor verde, por
- 1:57:36exemplo, tem sinais diferentes no Rio de
- 1:57:37Janeiro, Paraná e São Paulo. São os
- 1:57:38regionalismos da língua de sinais. Tá
- 1:57:40bom? Aí, olha só, nesse texto língua
- 1:57:41brasileira de sinais, o quê? Passa por
- 1:57:43fenômenos de variação linguística, como
- 1:57:44qualquer outra língua. Toma.
- 1:57:50Toma. Vai pensar o que aqui? Ela passa
- 1:57:52por fenômenos de variação linguística
- 1:57:54como qualquer outra língua. Ela é uma
- 1:57:55língua completa, ela é uma língua
- 1:57:56independente, então ela também passa por
- 1:57:58variação linguística, né? Apresenta
- 1:58:00variações regionais, assumindo novo
- 1:58:01sentido para algumas palavras. Não, a
- 1:58:03variação regional não vai ter novo
- 1:58:04sentido. É justamente uma variação
- 1:58:05léxica. Semântica é a mesma. Sofre
- 1:58:07mudança estrutural motivada pelo uso de
- 1:58:09sinais diferentes. Não, mas não muda a
- 1:58:10estrutura da língua, né? Motivada pelo
- 1:58:12uso de sinais diferentes para falar, mas
- 1:58:14isso não é uma mudança estrutural. A
- 1:58:15estrutura da língua permanece a mesma,
- 1:58:17né? Uma variação. Variação não muda. A
- 1:58:19estrutura primária da língua
- 1:58:20diferencia-se em todo o Brasil
- 1:58:22desenvolvendo cada região sua língua de
- 1:58:23sinais. Não é uma língua de sinais só
- 1:58:25com variações.
- 1:58:27Isso aqui seria tipo uma coisa
- 1:58:28preconceituosa você falar que a variação
- 1:58:30ela não faz parte mais da língua. É uma
- 1:58:32língua só, mas ela tem variações.
- 1:58:33Continua sendo língua de sinais. É
- 1:58:36ininteligível. Não dá para entender nada
- 1:58:37paraa parte dos usuários em razão das
- 1:58:39mudanças de sinais motivadas. Não. Você
- 1:58:40entende o que um nordestino fala, o que
- 1:58:42o sulista fala, o que alguém do Sudeste
- 1:58:44fala. Você entende essas coisas. né?
- 1:58:46Então não fica ininteligível. Claro que
- 1:58:47não. São algumas variações só a letra A
- 1:58:49facilmente, não é isso? Vamos pra
- 1:58:50próxima. A reportagem apresenta duas
- 1:58:52iniciativas, o livro amazonês e as
- 1:58:54camisetas do cabo ilustrado. Com
- 1:58:55temática em comum. Essas iniciativas
- 1:58:59aqui vai ter que ler, né? Essas
- 1:59:01iniciativas aqui. O quê, né? Vamos ver.
- 1:59:04Expressões e termos utilizados no
- 1:59:05Amazonas são retratados em livro e em
- 1:59:07camisetas. Na linguagem podemos nos ver
- 1:59:09da forma mais verdadeira. Nossas
- 1:59:10crenças, valores, nosso lugar no mundo,
- 1:59:12afirmou o doutor em linguística e
- 1:59:13professor da UFAN. em seu livro
- 1:59:15Amazonês, Expressões e tem usados no
- 1:59:16Amazonas. Portanto, o amazonense, com
- 1:59:18todas as suas cunhantãs e curumins,
- 1:59:21acaba por encontrar um lugar no mundo e
- 1:59:23formar uma unidade linguística
- 1:59:25informalmente denominada de português
- 1:59:26caboco, que muito se diferencia do
- 1:59:28português mineiro, gaúcho, cariocaque,
- 1:59:30de tantos outros espalhados pelo Brasil.
- 1:59:31Ou seja, isso aqui já é uma questão
- 1:59:33sobre patrimônio linguístico, tá bom? tá
- 1:59:35dizendo que o povo amazonês, que tem uma
- 1:59:36variação regional típica do Amazonas,
- 1:59:38esse povo aqui, ele [roncando] ele ele
- 1:59:40encontra uma unidade linguística, ele se
- 1:59:42reconhece, ele reconhece a própria
- 1:59:43identidade pelo fato de ter uma língua,
- 1:59:45ter uma variação linguística que ele
- 1:59:47compartilha com os outros, tá bom? O
- 1:59:48livro que conta com cerca de 100
- 1:59:50expressões em termos típicos do falar
- 1:59:51amazonense, levou 10 anos para ser
- 1:59:52construído. Pro autor o principal
- 1:59:54objetivo é registrar a linguagem. Ou
- 1:59:55seja, não tá na questão, mas todo mundo
- 1:59:57consegue visualizar aqui? Deixa eu ver
- 1:59:58aqui o chat. Todo mundo consegue
- 2:00:00visualizar? O principal objetivo é o que
- 2:00:02aqui? O principal objetivo aqui é
- 2:00:05construir um patrimônio cultural,
- 2:00:09registrar a linguagem. A linguagem não é
- 2:00:11construir, tá bom? O patrimônio cultural
- 2:00:13já existe. Essa linguagem é um
- 2:00:14patrimônio cultural e material. O livro
- 2:00:16ele é a proteção. O livro ele é o
- 2:00:19registro disso, tá bom? O livro ele é o
- 2:00:22registro disso, tá bom? Então ele
- 2:00:23protege esse patrimônio porque ele
- 2:00:25registra e aí a coisa não vai ser
- 2:00:26extinta. Por que que tem que proteger
- 2:00:27patrimônio cultural assim? Porque o
- 2:00:29patrimônio cultural ele carrega, ele
- 2:00:31porta consigo elementos da memória e da
- 2:00:33identificação de pessoas que olham para
- 2:00:35isso e se identificam nesse artefato
- 2:00:37cultural. E, portanto, ele deve ser
- 2:00:38protegido porque é constituinte da
- 2:00:40identidade humana. OK? Conecto com tudo,
- 2:00:43filho. Vamos lá. Um designer amazonense
- 2:00:45também acha o amazonês Shibata, tanto é
- 2:00:48que criou uma série de Shibata. Deve ser
- 2:00:50o quê? Legal, né? Tanto é que criou uma
- 2:00:51série de camisetas estampadas com o nome
- 2:00:52de cabo ilustrado. Então, um deles falou
- 2:00:54que fez um livro, o outro criou uma
- 2:00:56camiseta, né, que mistura o bom humor
- 2:00:58com as expressões típica da região. A
- 2:00:59coleção conta com sete modelos já
- 2:01:00lançados, entre eles lezeira, baré,
- 2:01:02Shibata no balde e até o Tucupi e 43
- 2:01:05ainda na fila de espera. Pro criador as
- 2:01:06camisetas tm como objetivo o quê?
- 2:01:08Resgatar o orgulho do povo Manaura, o
- 2:01:09povo do norte. Tá bom? Então, duas
- 2:01:11iniciativas, o livro e as camisetas com
- 2:01:13temática em comum. Essas duas
- 2:01:15iniciativas, o quê? Recomendam produtos
- 2:01:18feitos por tu acha. Isso aqui é um texto
- 2:01:20publicitário para te recomendar que você
- 2:01:21compre isso, pô. [roncando] Isso aqui é
- 2:01:24é ou não é? Claro que não, pô. Ressaltam
- 2:01:26diferenças entre o falar mano. Tu acha
- 2:01:28que esse a camiseta e o coisa é para
- 2:01:30mostrar, olha, tem diferença do falar
- 2:01:32manauura pros outros falares? Claro que
- 2:01:34não, pô. O objetivo não é esse. Claro
- 2:01:36que não. Não é isso? Reverencia o
- 2:01:38trabalho feito por pesquisador. Isso
- 2:01:40aqui é para reverenciar o trabalho.
- 2:01:41Fala: "Nossa, que trabalho sensacional".
- 2:01:42Não é, pô. Destacam a descontração no
- 2:01:44jeito de ser. Isso aqui é o objetivo
- 2:01:46desse livro. O objetivo do livro sobre
- 2:01:48as o a variação linguística Manauara é
- 2:01:52destacar como que o o povo de de do
- 2:01:54Amazonas ele é descontraído. Valoriza um
- 2:01:58repertório linguístico do povo Amazonas
- 2:01:59com certeza registrando o patrimônio
- 2:02:01cultural e material desse povo e
- 2:02:03protegendo sua memória. É isso aqui. Tá
- 2:02:05bom. A gente arrebenta ou não arrebenta
- 2:02:07no trecho. Deixa eu ver aqui. Cadê? Tá
- 2:02:09centralizado. Tá centralizado no Essa
- 2:02:11aqui é pesada, hein? No trecho da
- 2:02:13palestra proferida por Evanildo Beixara,
- 2:02:15na Academia Galega de Língua Portuguesa,
- 2:02:17verifica-se o uso de estruturas
- 2:02:19gramáticais típicas da norma padrão da
- 2:02:20língua. Opa,
- 2:02:25Evanildo Bechara utilizando Evanildo
- 2:02:28Bechara, grande gramático, utilizando a
- 2:02:30norma padrão da língua.
- 2:02:32Concorda comigo? Todo mundo vou
- 2:02:34perguntar no chat. Concorda comigo que
- 2:02:38pro Evanildo Bechara tá usando a norma
- 2:02:40padrão? É por quê? Porque ele trabalha
- 2:02:42com isso, certo? Não, claro que não.
- 2:02:45Qualquer um que esteja dando uma
- 2:02:46palestra tem que usar a norma padrão
- 2:02:48mesmo.
- 2:02:51Não é porque ele é gramático. Quando eu
- 2:02:53dou uma palestra, eu também tento usar a
- 2:02:54norma padrão. Um biólogo dando uma
- 2:02:56palestra, eu também tento usar a norma
- 2:02:57padrão.
- 2:03:00Fecha o chat um pouco aí. Eu acho que
- 2:03:01pode ser o chat que dá uma travada, né?
- 2:03:03[roncando]
- 2:03:04Você você tá entendendo?
- 2:03:06Tá sacando
- 2:03:10a norma padrão? Não quer dizer, ah, é
- 2:03:13porque é o o Evanildo Bechara que tá
- 2:03:15usando. Não, não é, tá tudo certo aí, tá
- 2:03:17travando não, né?
- 2:03:18>> Tá de boa, né? Normal. Não é isso, não.
- 2:03:21É porque usar a norma padrão, qualquer
- 2:03:23palestrante, qualquer professor usa
- 2:03:25norma padrão normalmente, tá bom?
- 2:03:27Especialmente se for um ambiente de alto
- 2:03:29nível, tá bom? Então, vamos ver agora,
- 2:03:32tá bom?
- 2:03:34Vamos ver. Então, ele tá aqui, ó. É,
- 2:03:35verifica-se que ele tá usando normava
- 2:03:36padrão da língua. Esse uso, o que que
- 2:03:38esse uso faz, né? Vamos lá. Essa aqui já
- 2:03:40não faz sentido, né? Torna a fala
- 2:03:42inacessível aos não especialistas no
- 2:03:44assunto abordado. Por quê? Vamos lá.
- 2:03:46Existe alguma variação linguística que
- 2:03:49torne a fala inacessível para quem não é
- 2:03:51especialista no assunto abordado? Isso
- 2:03:53existe, existe as variações técnicas ou
- 2:03:56ocupacionais.
- 2:03:58Se o Evanildo Beixara tiver aqui falando
- 2:04:01na linguagem de um gramático mesmo, que
- 2:04:04não é a norma padrão, é a linguagem
- 2:04:05técnica do gramático, falando sobre
- 2:04:07construção do núcleo, das palavras, do
- 2:04:10radical, do processo de derivação, da
- 2:04:13construção etimológica, aí realmente,
- 2:04:15assim como um médico, assim como um
- 2:04:17advogado, vai ficar inacessível para
- 2:04:18quem não é da área. Mas não tem como a
- 2:04:20norma padrão tornar a fala inacessível
- 2:04:22para quem não é especialista no assunto
- 2:04:23abordado, porque norma padrão não diz
- 2:04:25respeito ao assunto, diz respeito ao
- 2:04:26português de livro. Impossível ser a
- 2:04:28letra A, né? Contribui para clareza e
- 2:04:32organização da fala no nível de
- 2:04:33formalidade esperado para situação.
- 2:04:35Perfeito. Norma padrão a gente usa
- 2:04:36quando é uma situação formal. Pode ser
- 2:04:38essa daqui. Atribui à palestra
- 2:04:40características linguísticas restritas à
- 2:04:42modalidade escrita da língua portuguesa.
- 2:04:45Não, você também pode falar norma é uma
- 2:04:47palestra. Palestra é oral. Você pode
- 2:04:49falar na norma padrão oralmente também.
- 2:04:52Norma padrão não é sua escrita. na
- 2:04:53oralmente você também pode falar na
- 2:04:54norma padrão, não tem como ser essa. O
- 2:04:56fato dele usar a norma padrão dificulta
- 2:04:58a compreensão do auditório para
- 2:05:00preservar o caráter rebuscado da fala:
- 2:05:01"Tá maluco? Onde que você vai? Onde que
- 2:05:03numa palestra? Qual o objetivo de um
- 2:05:05palestrante? Se fazer entender, se fazer
- 2:05:07compreender. Como é que o cara vai usar
- 2:05:08a norma padrão e isso vai dificultar a
- 2:05:10compreensão do auditório para preservar
- 2:05:12um caráter chique, rebuscado,
- 2:05:14sofisticado da fala? Óbvio que não.
- 2:05:15Evidencia distanciamento entre o
- 2:05:17palestrante e o auditório para atender
- 2:05:19os objetivos do gênero palestra. Hã?
- 2:05:22Você tá dizendo que o palestrante
- 2:05:26tá escolhendo ter distanciamento entre o
- 2:05:29palestrante e o auditório para atender
- 2:05:30os objetivos do gênero palestra, mas o
- 2:05:33objetivo do gênero palestra é justamente
- 2:05:36a aproximação entre o palestrante e o
- 2:05:38auditório.
- 2:05:41Como que você tá distanciando o
- 2:05:43palestrante auditório para atender os
- 2:05:44objetivos? Essa aqui tem uma contradição
- 2:05:46interna entregável.
- 2:05:48Só de você olhar as alternativas aqui,
- 2:05:50com segurança você pode dizer que é
- 2:05:51letra B.
- 2:05:53Com segurança, se você quiser, depois
- 2:05:55você lê, tu vai ver. Em primeiro lugar,
- 2:05:56gostaria de manifestar meus
- 2:05:57agradecimentos pela honra de vir outra
- 2:05:58vez à Galiza e conversar não só com os
- 2:06:00antigos colegas, alguns dos quais fazem
- 2:06:01parte da mesa, mas também com novos
- 2:06:03colegas que pertencem à nova geração, em
- 2:06:04cujas mãos, com toda certeza tá também o
- 2:06:06destino. Isso aqui é norma padrão. Ele
- 2:06:08tá falando ali num ambiente de
- 2:06:09formalidade, tá recebendo um prêmio, sei
- 2:06:10lá, tá na academia de letras, alguma
- 2:06:12coisa assim. Claro, né?
- 2:06:15É isso. É para se fazer claro, né?
- 2:06:17Organização no nível da formalidade
- 2:06:19esperada paraa situação. Tá bom? O
- 2:06:21emprego da norma padrão é justificado
- 2:06:23nesse texto. Por qu, cara? Essa daqui,
- 2:06:26essa aqui é uma pegadinha do
- 2:06:30Essa aqui é uma baita pegadinha,
- 2:06:32pessoal. Baita pegadinha. Baita, baita,
- 2:06:35baita pegadinha. Presta atenção.
- 2:06:38Vamos lá. Texto da lei tem que ser norma
- 2:06:40padrão, né? Nos estabelecimentos de
- 2:06:42ensino fundamental e médio oficiais e
- 2:06:43particulares, torna-se obrigatório o
- 2:06:45ensino sobre história e cultura
- 2:06:46afro-brasileira. É uma lei. O conteúdo
- 2:06:48programático a que se refere o caputo
- 2:06:50desse artigo incluirá o estudo da
- 2:06:52história da África e dos africanos, a
- 2:06:53luta dos negros no Brasil, a cultura
- 2:06:55negra brasileira e o negro na formação
- 2:06:57da sociedade nacional. Resgatando a
- 2:06:59contribuição do povo neo, tá bom? Os
- 2:07:00conteúdos referentes à história e
- 2:07:01cultura afro-brasileira serão
- 2:07:02ministrados no âmbito de todo o
- 2:07:03currículo escolar, em especial nas áreas
- 2:07:05de educação artística e literatura. Isso
- 2:07:07é um texto de lei. Todo mundo concorda
- 2:07:10comigo? texto aqui de uma lei, né? Aí
- 2:07:14ele pergunta assim: "O emprego da norma
- 2:07:15padrão, por que que botaram a norma
- 2:07:16padrão aqui, né? Ah, pela especialização
- 2:07:19do seu público alvo. Ah, tá
- 2:07:20especialização, não é especialista em
- 2:07:22algo, né? Deve ser os advogados e tal.
- 2:07:24Te pergunto,
- 2:07:26norma padrão é por causa da
- 2:07:28especialização de alguém? Não é. Norma
- 2:07:29padrão é situação formal. O que que faz
- 2:07:31você usar norma padrão? Formalidade.
- 2:07:34E assim, quem a lei é feita para quem
- 2:07:36ler? A lei é feita para um público alvo
- 2:07:38especializado ler ou é para todo cidadão
- 2:07:40brasileiro ler? Nunca que isso aqui
- 2:07:43faria sentido pela relevância cultural
- 2:07:45do seu conteúdo. É quando uma coisa é
- 2:07:47muito relevante, ela é escrita em norma
- 2:07:48padrão. Não. A coisa pode ter uma
- 2:07:49relevância cultural absurda e ser
- 2:07:51escrita de maneira informal
- 2:07:53pelos contextos pedagógicos em que
- 2:07:55circula. Esse aqui é o maior distrator
- 2:07:57de todos. Esse aqui é bizarro, né? Ah,
- 2:07:59ela circula na escola, né? Isso aqui é
- 2:08:02uma lei que tá na escola, né? E tal.
- 2:08:03Então, por causa do contexto pedagógico,
- 2:08:05ela tem que ter norma padrão. O contexto
- 2:08:08pedagógico, aqui a gente não tá no
- 2:08:10contexto pedagógico, eu tô te ensinando
- 2:08:11alguma coisa. Isso faz com que eu tenha
- 2:08:12que usar a norma padrão. O contexto
- 2:08:14pedagógico não necessariamente pede a
- 2:08:16norma padrão pela importância pros
- 2:08:18grupos étnicos. Tá, é muito importante,
- 2:08:20mas isso aqui faz ter que usar a norma
- 2:08:21padrão pelas características do gênero a
- 2:08:24que pertence. Perfeito. Qual é o gênero
- 2:08:26textual? Constituição. Lei. Esse é o
- 2:08:29gênero textual. Que tipo de texto é
- 2:08:31esse, né? Que gênero textual é esse? Lei
- 2:08:34Constituição, Carta Constitucional de
- 2:08:361988, artigos da lei.
- 2:08:39Então, por causa desse gênero que requer
- 2:08:41formalidade, a resposta é letra E. E só
- 2:08:45e acabou. Beleza? Agora, [roncando] olha
- 2:08:47essa daqui. Nesse texto contribui pra
- 2:08:49construção da ironia. Construção da
- 2:08:51ironia, né? Você a ironia, né? Você
- 2:08:53dizer uma coisa enquanto você diz outra,
- 2:08:55né? Geralmente gera algum efeito de
- 2:08:56humor, né? Para contribuir pra
- 2:08:58construção da ironia. A tradução das
- 2:08:59passagens escritas em jurídic para uma
- 2:09:02variedade, né? Então aqui, olha só,
- 2:09:03traduzindo o juridic. Aqui desse lado
- 2:09:05deve estar o juridic que vai ser
- 2:09:06traduzido para uma variedade. E ele me
- 2:09:08pergunta qual é essa variedade. Deixa eu
- 2:09:09ver se tá centralizada minha tela.
- 2:09:11Pronto. Olha só. Ã, então vamos lá.
- 2:09:14denégua liminar pleiteada na exordial e
- 2:09:17no obstante após a oitava da parte a
- 2:09:20oitiva da parte adversa e da dilação
- 2:09:22probatória possa lograr alcançar um
- 2:09:24outro epílogo para o deslind de quaus
- 2:09:28subesamine.
- 2:09:31Aí ele faz agora a tradução, né? Não
- 2:09:35atendo por hora a liminar requerida na
- 2:09:37petição inicial, ainda que possa chegar
- 2:09:39a uma outra conclusão após ouvir outra
- 2:09:41parte avaliar as provas produzidas.
- 2:09:43Pessoal, escuta, eu sei que o chat tá
- 2:09:45desligado, mas eu vou perguntar para
- 2:09:46vocês assim: que variação é essa daqui?
- 2:09:48Variação técnica, ocupacional, juridic,
- 2:09:52jargão típico de uma área específica de
- 2:09:54atuação de uma especialidade de quem
- 2:09:56trabalha na área jurídica. Que variação
- 2:09:58é essa daqui? Olha só, não atendo por
- 2:10:00hora, a liminar requerida na petição
- 2:10:02inicial, ainda que possa chegar a uma
- 2:10:04outra conclusão após ouvir a outra parte
- 2:10:06e avaliar as provas produzidas. Vai, ó,
- 2:10:08isso aqui, se se alguém aí olhou e falou
- 2:10:09assim: "Isso aqui é juridic também, né?
- 2:10:11Tá muito difícil. Aí é complicado, meu
- 2:10:13filho. Isso aqui é norma padrão. Isso
- 2:10:14aqui é o português normal. Não tem nada
- 2:10:16de técnico aqui. Isso aqui é uma é uma
- 2:10:18[risadas] Isso aqui você tem que ser
- 2:10:20simplesmente sem zoar sem zoeira, tá
- 2:10:22bom? Mas é só ser alfabetizado para você
- 2:10:24entender isso aqui de baixo. Isso aqui
- 2:10:25de cima nem eu entendo perfeitamente, tá
- 2:10:27bom? Claro, não sou advogado, né? Então
- 2:10:29aqui, ó, agora é outro. Proposta de Não
- 2:10:31era daqui para cá, não, então, né? Daqui
- 2:10:32para cá, para baixo. Proposta de emenda
- 2:10:34constituição do aplica-se aos
- 2:10:36governadores e prefeitos o regime geral
- 2:10:37de previdência social vedada concessão
- 2:10:39graciosa após término do mandato de
- 2:10:41vantagem pecuniária, verbo de
- 2:10:43representação, pensão ou subsídio. Tá
- 2:10:45bom? Tradução. Torna-se proibido pagar
- 2:10:47benefício vitalício para ex-prefeito e
- 2:10:49ex-governador.
- 2:10:50Isso aqui jurídico, jargão técnico
- 2:10:52ocupacional. Aqui norma padrão, né?
- 2:10:55Então aqui, ó, e o o nesse texto a
- 2:10:57construção da ironia, você traduziu o
- 2:10:58que tá escrito em jurri de queixo por
- 2:10:59uma variedade o quê? padrão que alcança
- 2:11:01o público em geral. Essa é a resposta
- 2:11:03histórica coloquial, né? Coloquial é a
- 2:11:06mesma coisa que informal, né? Que
- 2:11:08reproduz uma certa relação cotidiana,
- 2:11:10intimidade e tal, erudita, né? Técnica,
- 2:11:13muita gente marcou isso aqui, técnica
- 2:11:15que facilita a circulação de informação.
- 2:11:16Primeiro que não foi traduzido por uma
- 2:11:18variedade técnica e segundo que a
- 2:11:19variação a a não, aí estaria certo, né?
- 2:11:22que facilita circulação de informação no
- 2:11:23sistema judiciário. Sim, isso aqui
- 2:11:25estaria certo, mas o problema é que não,
- 2:11:26isso aqui não é a variação técnica, isso
- 2:11:28aqui é simplesmente a norma padrão, que
- 2:11:29é alcança o público em geral. Todo mundo
- 2:11:31tem que saber ler isso aqui.
- 2:11:33Deixa eu só perguntar aí, ativa o chat
- 2:11:34para mim, pessoal. Tá bacana isso aqui?
- 2:11:38Tá pauleira do jeito que vocês queriam?
- 2:11:41Tô metralhando aqui questão atrás de
- 2:11:42questão. Me fala aí
- 2:11:45como é que tá aí.
- 2:11:47Tá divertido aqui?
- 2:11:52Hã,
- 2:11:54top. Tá valendo a pena.
- 2:11:59Tá valendo, né?
- 2:12:03Brabo.
- 2:12:05Vamos mais.
- 2:12:07Sempre que você se sentir cansado,
- 2:12:08sempre que você se sentir cansado, você
- 2:12:09tem que lembrar de mim. Tem que falar
- 2:12:10assim: "Cara, se eu tô cansado, imagina
- 2:12:11o assadum máquina sem parar, né?
- 2:12:14[roncando]
- 2:12:16Vamos lá. Vamos lá. Isso aí. Quero que
- 2:12:17fique até o final. Vamos lá. Vamos
- 2:12:19embora.
- 2:12:21Vamos pra próxima então. Bora. Cadê? Tá
- 2:12:24aqui na minha na Tá centralizado. Pode
- 2:12:27fechar o chat aí, Biel.
- 2:12:29Pode fechar, viu? Nesse texto, as falas
- 2:12:31atribuídas a Evanildo Bechara são
- 2:12:33representativas da variedade
- 2:12:34linguística. Opa,
- 2:12:36vamos ver aqui. Vamos ver outra de
- 2:12:38Evanildo Bechara, né? Então aqui, ó.
- 2:12:40Evanildo Bechara prepara sua
- 2:12:42aposentadoria de pouco em pouco como se
- 2:12:43adiasse ao máximo. Aos 95 anos, o
- 2:12:45imortal da Academia Brasileira Letras
- 2:12:46alcançou um status de astropóp no mundo
- 2:12:48da filologia. e da gramática. Quando
- 2:12:50ainda tinha saúde para viagens mais
- 2:12:52longas, o filólogo lotava plateias em
- 2:12:54suas palestras na Europa e no Brasil,
- 2:12:55que não raro terminavam com filas para
- 2:12:57selfies. A idade acentuou o lado
- 2:12:59cientista e professoral de Bechara, que
- 2:13:01adota um tom técnico na conv. Olha só,
- 2:13:03escuta, a pergunta é essa. Olha só, as
- 2:13:05falas atribuídas a Evanildo Becharra,
- 2:13:07alguém já viu até agora no texto alguma
- 2:13:09fala atribuída a Ivanildo do Bechara? Eu
- 2:13:10não vi. Até agora a mulher tá
- 2:13:12introduzindo, tá falando ali, ela que tá
- 2:13:13falando, não é ele, né? Ele tá falando
- 2:13:15assim, as falas do Ivanildo são de qual
- 2:13:16variedade linguística? Então, olha só,
- 2:13:18ela falou assim: "Olha, ele, o Evanildo,
- 2:13:21adota um tom técnico na conversa até
- 2:13:23mesmo diante das perguntas mais
- 2:13:25pessoais.
- 2:13:27Qual o seu tipo preferido de leitura?"
- 2:13:29Vamos ver a resposta dele. A minha
- 2:13:31leitura está dividida em duas partes, a
- 2:13:33científica e a literária, estabelecendo
- 2:13:35uma relação de causa e efeito entre
- 2:13:37elas. Pessoal,
- 2:13:40vocês conseguem entender
- 2:13:44que isso aqui que ele falou, isso é
- 2:13:46variação técnica? Essa aqui é difícil de
- 2:13:49pegar. Essa questão aqui ela é muito
- 2:13:51difícil. Essa é avançada. Você consegue
- 2:13:54entender, liga o chat aí para mim. Você
- 2:13:56confia em mim? Você consegue visualizar
- 2:13:57por conta própria que isso aqui que ele
- 2:13:59falou é uma variação técnica?
- 2:14:02Pode parecer normal, mas isso aqui é
- 2:14:04típico de quem trabalha com a linguagem.
- 2:14:07Porque olha só, ele já ele já fala que
- 2:14:08nenhum especialista em linguagem n minha
- 2:14:09leitura está dividida em duas partes, a
- 2:14:11científica e a literária. Ele é um
- 2:14:13linguista falando de dois tipos de
- 2:14:15leitura, né? Estabelecendo relação de
- 2:14:17causa e efeito entre elas. Isso é
- 2:14:19variação técnica. Para você dizer causa
- 2:14:21e efeito da linguagem, você tem que ser
- 2:14:23um cara técnico em linguagem.
- 2:14:25Concordam comigo? Consegue visualizar? É
- 2:14:28que é muito sutil aqui. Essa aqui é
- 2:14:30muito, essa aqui é muito difícil de
- 2:14:32perceber. Olha só. É muito difícil de
- 2:14:34perceber, porque quando é um médico
- 2:14:35falando varias escuta. Eu sei, a maioria
- 2:14:37entendeu, mas muitos não entendeu. Olha
- 2:14:38só, quando é um médico, tem muita gente
- 2:14:40falou assim: "Achei que era normal".
- 2:14:41Olha só, quando é um médico falando na
- 2:14:43variação técnica, escuta, presta
- 2:14:45atenção. Quando é um médico falando na
- 2:14:46variação técnica da medicina, não fica
- 2:14:48muito claro, porque ele tá falando de
- 2:14:50medicina, né? Não é isso? Concorda
- 2:14:53comigo? Sim. Quando é um médico, né?
- 2:14:56falando isso, quando é um advogado
- 2:14:58usando termos do direito, fica muito
- 2:15:00claro, pessoal, a dificuldade dessa
- 2:15:02questão é você entender que isso que tá
- 2:15:04em azul aqui, isso são termos de um
- 2:15:05linguista. Isso aqui não é ele usando a
- 2:15:08norma padrão. Não, isso não é norma
- 2:15:09padrão. Dizer que a a leitura tá
- 2:15:11dividida em científica e literária. Pera
- 2:15:13aí, você concorda que muita gente não
- 2:15:16tem como entender o que que é leitura
- 2:15:17científica e literária?
- 2:15:20Tá entendendo? É. E e detalhe, a mulher,
- 2:15:22a mulher avisou, falaram tudo ali, a
- 2:15:24mulher avisou, a mulher falou
- 2:15:25assim: "Olha, ele usa um tom técnico até
- 2:15:27na conversa". A mulher disse que é um
- 2:15:30tom técnico [roncando] a mulher disse
- 2:15:32que é um tom técnico, bicho. Você falar
- 2:15:35relação de causa e efeito não é uma
- 2:15:37coisa normal. Relação causa efeito é um
- 2:15:39é um termo de quem entende muito de
- 2:15:41linguagem mesmo, entendeu? [roncando]
- 2:15:43Ainda adolescente, Bechara descobriu a
- 2:15:45lexicologia, um novo mundo se abriu para
- 2:15:46pernambucano que se mantém atento às
- 2:15:48metamorfoses do nosso idioma. Seu colega
- 2:15:50se lembra de quando deu carona pro
- 2:15:51mestre e este inculcou com os
- 2:15:52estrangeirismos do aplicativo de
- 2:15:53navegação. A vozinha do aplicativo
- 2:15:55avisou que havia um radar de velocidade
- 2:15:57reportado à frente. Lembra, Cavaliere?
- 2:16:00Esse reportado é uma importação, né?
- 2:16:02Notou o Beixara. O fato dele saber que
- 2:16:05reportado que vem de reporte é uma
- 2:16:07importação, isso é o cara que entende de
- 2:16:09língua. Isso não é variação padrão. Você
- 2:16:11entendeu? Sacou? Então aqui, ó, as falas
- 2:16:14que o Evanildo Bechara tá falando, elas
- 2:16:16representam qual variedade? situacional,
- 2:16:18pois o contexto exige o uso da linguagem
- 2:16:20formal. Ele não está falando na
- 2:16:21linguagem formal, ele tá usando a
- 2:16:22linguagem técnica.
- 2:16:25Beleza? OK.
- 2:16:28Fecha o chat aí de novo. Tá muita, muita
- 2:16:30coisa. Tá tudo, tá normal aí, né? É
- 2:16:33para, eu acho que é o chat que tá
- 2:16:34travando pro pessoal, porque o chat
- 2:16:35quando você abre tá começando a vir um
- 2:16:37monte de mensagem para eles
- 2:16:38alucinadamente. É isso mesmo, entendeu?
- 2:16:41regional, porque ele não não tem nada a
- 2:16:42ver com o local que ele nasceu,
- 2:16:43sociocultural, pois sua formação
- 2:16:45pressupõe o uso de linguagem rebuscada.
- 2:16:48A linguagem não é rebuscada, ela é a
- 2:16:50linguagem técnica de um especialista em
- 2:16:51linguagem falando com profundidade sobre
- 2:16:53linguagem geracional. Não é porque ele é
- 2:16:54velho, não, ocupacional, pois ele faz
- 2:16:57uso de termos específicos de sua área de
- 2:16:58atuação. É isso mesmo. É perfeito. É
- 2:17:00exatamente isso. É o Evanildo Bechara
- 2:17:03falando sobre linguagem, só que ele é um
- 2:17:04linguista, tá bom? A vivência relatada
- 2:17:07no texto evidencia que as variedades
- 2:17:09linguísticas o quê? Vamos só olhar as
- 2:17:10opções. Impedem o entendimento mútuo.
- 2:17:12Variedade linguística impede o
- 2:17:13entendimento múltuo. Muito difícil. E
- 2:17:15você, algumas impedem, mas você dizer
- 2:17:17que no geral as variedades impedem,
- 2:17:19enaltecem o português do Maranhão. São
- 2:17:21constitutivas do português brasileiro.
- 2:17:22Gostei. Exigem a dicionarização dos
- 2:17:24temas. Para você entender variação, você
- 2:17:26tem que ter um dicionário. São restritas
- 2:17:27à situações coloquiais. Vai. Olha só,
- 2:17:29não dá para você dizer que variação é só
- 2:17:31para situação coloquial. Pô, tem
- 2:17:32variação é qualquer tipo de variação.
- 2:17:34Pode ser para mais formal ou menos
- 2:17:35formal, né? Impedir o entendimento mútuo
- 2:17:38variação linguística. não impede o
- 2:17:39entendimento múltuo. Só excepcionalmente
- 2:17:42em alguns casos, quando você tá falando
- 2:17:44de uma variação muito técnica, tá bom?
- 2:17:46Enal uma uma variação que não é muito
- 2:17:48melhor. A letra C deve ser ela, tá bom?
- 2:17:50Olha só. Maranhenses que moram longe
- 2:17:52matam a saudade da terra natal usando
- 2:17:53expressões próprias do estado. Se o
- 2:17:54maranhês impressiona e desperta a
- 2:17:55curiosidade de quem mora no próprio
- 2:17:56Maranhão, imagine de quem vem de outros
- 2:17:58estados. A variedade linguística local é
- 2:17:59enorme. O modo de falar tão próprio
- 2:18:01característico do marense vem
- 2:18:01conquistando muita gente inspirando
- 2:18:02títulos e conteúdo digital, podcast, blá
- 2:18:04blá blá. Com saudade do Maranhão,
- 2:18:06morando há 16 anos do Rio de Janeiro, um
- 2:18:07fotógrafo marense criou um perfil na
- 2:18:09internet no qual compartilha culinária,
- 2:18:10brincadeiras e o dicionário mares. A
- 2:18:12primeira vez que fui a uma padaria no
- 2:18:13Rio na inocência, pedi R$ 3 de pães
- 2:18:15misturados. Quando falei isso, as
- 2:18:16pessoas pararam e me olharam de uma
- 2:18:18forma bem engraçada e já fiquei
- 2:18:19encabulado, ó. E o atendente sorriu e
- 2:18:22explicou que lá não existia pão
- 2:18:23misturado e sim pão francês. Isso depois
- 2:18:25foi minha vez de explicar sobre os pães
- 2:18:27massa grossa e massa fina, contou o
- 2:18:28fotógrafo. Cara, com certeza ela, a
- 2:18:30variação linguística ela é constitutiva
- 2:18:33do português brasileiro. Não tem nada de
- 2:18:34anormal com ela. Ela é constitutiva. Ou
- 2:18:36seja, ela tá mesmo na raiz da coisa. É
- 2:18:39normal que ela aconteça. Consegue
- 2:18:42visualizar? Ela faz parte do, é isso que
- 2:18:43quer dizer, faz parte do português. Não
- 2:18:44é não é um desvio dele, não é um erro.
- 2:18:47às vezes elas podem dificultar o
- 2:18:49entendimento mútuo. Esse é o ponto. Eh,
- 2:18:51mas isso não quer dizer que olha, a a a
- 2:18:53variedade linguística ela sempre impede
- 2:18:55o entendimento múltuo, não. Às vezes ela
- 2:18:56pode precisar de ajustes, mas na verdade
- 2:18:58não impede. Por quê? Ah, Pedro, mas o
- 2:19:00cara pediu pão, mistur, olha o distrator
- 2:19:02para quem é brabo mesmo pegar. Ah, ele
- 2:19:04pediu pão misturado e o cara não
- 2:19:06entendeu. A letra A tá certa. Mas pera
- 2:19:08aí, depois ele não perguntou o que que
- 2:19:10significa isso e o cara não explicou.
- 2:19:12Então a variação não impediu o
- 2:19:14entendimento mútuo, não. Eles
- 2:19:15conseguiram se entender. Teve um pouco
- 2:19:17de dificuldade, mas eles conseguiram
- 2:19:19impedir se se o cara não conseguisse
- 2:19:20entender nada que o outro fala, como se
- 2:19:22fosse um cara falando em inglês e o
- 2:19:23outro falando em português. Não impediu
- 2:19:26não, né? Não é para enaltecer o
- 2:19:27português do Maranhã. A variação
- 2:19:29linguística não é feito para isso, né?
- 2:19:30Exigem que você tenha um dicionário. O
- 2:19:32que que significa pão misturado? Não, o
- 2:19:33cara explicou ali, ó, pão misturado
- 2:19:34significa isso, tá bom? São restritas as
- 2:19:36situações coloquiais. Não, claro que
- 2:19:37não. Constitutiva do português
- 2:19:39brasileiro, tá bom?
- 2:19:41O modo como o filho qualifica adjetiva,
- 2:19:44né, os presentes é incompreendido pela
- 2:19:45mãe. E essas escolhas lexicais, como eu
- 2:19:48disse, escolhas de vocabulário, revelam
- 2:19:51diferenças entre os interlocutores, né,
- 2:19:53os participantes ali que estão
- 2:19:55relacionadas.
- 2:19:57Vamos lá. As escolhas lexicais, a
- 2:19:59escolha de vocabulário, tá dizendo que
- 2:20:01ela revela ã diferenças entre os
- 2:20:04interlocutores. Então, vamos lá. Não,
- 2:20:05mãe, perde a graça. Este ano a senhora
- 2:20:07vai ver, compra um barato. Um barato
- 2:20:09tipo um negócio, né? Barato. Admito que
- 2:20:11você compre uma lembrancinha barata, mas
- 2:20:14não diga isso à sua mãe. É fazer pouco
- 2:20:16caso de mim. E mãe, a senhora tá por
- 2:20:18fora 1000 anos, não sabe que barato é o
- 2:20:20melhor que tem? É um barato. Deixe eu
- 2:20:22escolher. Deixe. Mãe é ruim de escolha.
- 2:20:25Olha aquele blazer furado que a senhora
- 2:20:27me deu no Natal. Seu porcaria. Tem
- 2:20:29coragem de dizer que sua mãe lhe deu um
- 2:20:30blazer furado? Não é furado,
- 2:20:32literalmente é furado do tipo assim, pô,
- 2:20:35zoado, né? Não é legal, viu? não sabe
- 2:20:37nem o que é furado. Aquela cor já era,
- 2:20:39mãe, já era, né? Quer dizer, tipo, não é
- 2:20:42legal, aquela cor não é descolada, né?
- 2:20:44Então, o modo como o filho qualifica os
- 2:20:46presentes, né? Desqualifica, no caso,
- 2:20:48não é nem compreendido pela mãe, né? A
- 2:20:51mãe não consegue nem entender os
- 2:20:52adjetivos que ele dá, né? E e essas
- 2:20:54escolhas lexicais do filho revelam
- 2:20:56diferenças entre os interlocutores. Meu
- 2:20:58Deus, qual é a diferença desse moleque
- 2:20:59pra mãe dele? É óbvio que é uma
- 2:21:00diferença geracional, não é grupo social
- 2:21:03diferente, é mãe e filho, pô. Do mesmo
- 2:21:04grupo social, né? Linguagem
- 2:21:06infantilizada. Não, o moleque não não tá
- 2:21:07usando linguagem infantilizada, é gugu
- 2:21:09dadá, não sei quê. Grau de escolaridade.
- 2:21:11Não, não. O o moleque pode ter até mais
- 2:21:13escolaridade que a mãe. Quem disse que a
- 2:21:15mãe dele terminou o ensino médio, por
- 2:21:16exemplo, não é nada disso. Dicotomia do
- 2:21:18gênero, não é por ele ser homem, por ela
- 2:21:20ser mulher. Especificidade de cada faixa
- 2:21:22etária, letra D. Quebra de regras da
- 2:21:24hierarquia familiar. Não tem nada a ver.
- 2:21:25O moleque, ele fala desse jeito mesmo,
- 2:21:27entendeu? É por quê? Porque o moleque é
- 2:21:28jovem e a mãe é mais velha que ele. É só
- 2:21:31isso. Tá [roncando] bom? A GR é uma
- 2:21:33marca aqui de grupo, especialmente de
- 2:21:35grupos jovens, né, de faixas ou de pelo
- 2:21:37menos faixas etárias diferentes. Cada
- 2:21:38uma vai ter suas giras, tá bom? Então os
- 2:21:40jovens eles são muito dinâmicos na
- 2:21:42criação de novas palavras e na
- 2:21:43atribuição de novos sentidos a palavras
- 2:21:45antigas. Então é uma variação social que
- 2:21:48depende da idade, ou seja, variação
- 2:21:50geracional, beleza?
- 2:21:53[suspirando] Ah, ou deática, né? Depende
- 2:21:56do grupo aqui, tá bom? grupo etário,
- 2:21:58nesse caso, relacionando-se às ideias
- 2:22:00dos textos a respeito da história e
- 2:22:02memória das línguas, quanto à formação
- 2:22:05da língua portuguesa, constata-se que,
- 2:22:07vamos ver, né? Então, ele agora ele tá
- 2:22:09fazendo uma pergunta aqui sobre
- 2:22:11linguística propriamente dita. Tá bom?
- 2:22:13Vamos lá. Na passagem de uma língua para
- 2:22:15outra, algo sempre permanece, mesmo que
- 2:22:17não haja ninguém para se lembrar desse
- 2:22:18algo, pois um idioma retém em si mais
- 2:22:20memórias que os seus falantes, e como
- 2:22:22uma chapa mineral marcada por camadas de
- 2:22:24uma história mais antiga do que aquela
- 2:22:25dos seres viventes, inevitavelmente
- 2:22:27carrega em si a impressão, a marca das
- 2:22:30eras pelas quais passou. Se as línguas
- 2:22:32são arquivos da história, elas carecem
- 2:22:34de livros de registro e catálogos.
- 2:22:36Aquilo que contém pode apenas ser
- 2:22:38consultado em parte, fornecendo ao
- 2:22:39pesquisador menos os elementos de uma
- 2:22:41biografia do que um estudo geológico de
- 2:22:43uma sedimentação realizada em um período
- 2:22:44sem comer. Tá bom? Ele tá dizendo que a
- 2:22:45língua ela fica com marcas da origem
- 2:22:48dela, né? Uma língua ela é derivada de
- 2:22:50outra, né? A língua portuguesa ela vem
- 2:22:52do latim, por exemplo. E beleza, na
- 2:22:55reflexão gramatical, ela vem do latim,
- 2:22:57mas com toda toda eh a metamorfose, né,
- 2:23:01entre o tupi, entre línguas de origem
- 2:23:03africana, etc. Na reflexão gramatical
- 2:23:05dos séculos X e X7, a influência árabe
- 2:23:09aparece pontualmente e se reveste
- 2:23:11sobretudo de item bélico de guerra
- 2:23:13fundamental na atribuição de rudez aos
- 2:23:15idiomas português e casteliano por seus
- 2:23:17respectivos detratores. Parecer com
- 2:23:19árabe assim é uma acusação de com latim.
- 2:23:22Beleza, né? Então tá falando aqui que a
- 2:23:24a língua dos caras, né, português e
- 2:23:26castrano tem partes ali do árabe que são
- 2:23:28as pessoas são são detratores, né, que
- 2:23:31os outros zoam a língua, não gostam de
- 2:23:32língua por causa disso, tá bom? Então,
- 2:23:34relacionando a ideia dos textos a
- 2:23:35respeito da história e memória da línga,
- 2:23:36quanto à formação da língua portuguesa,
- 2:23:37o que que a gente constata? A presença
- 2:23:39de elementos de outras línguas no
- 2:23:40português foi historicamente avaliada
- 2:23:41como um índice de riqueza. Não gostei,
- 2:23:43não achei bom não, né? Não, ele não
- 2:23:46falou que olha, a presença de o fato de
- 2:23:48ter outras línguas dentro do português
- 2:23:49que tem isso aí é um índice de riqueza.
- 2:23:51Nada a ver, pô. Às vezes às vezes é até
- 2:23:53um índice de de pobreza, né? Quando ele
- 2:23:54fala que tem parte árabe na língua. O
- 2:23:56estudioso da língua pode identificar com
- 2:23:58precisão os elementos deixados por
- 2:23:59outras línguas na Não, nem sempre ele
- 2:24:01pode identificar com precisão. Ele falou
- 2:24:02que nem sempre dá para você ver. O
- 2:24:04português é o resultado da influência de
- 2:24:06outras línguas no passado e carrega
- 2:24:07marcas delas em suas múltiplas camadas.
- 2:24:09Perfeito. O português vem de da
- 2:24:10influência de várias línguas e ele
- 2:24:11continua carregando múltiplas camadas
- 2:24:13disso. Perfeito, né? O árabe e o latim
- 2:24:16estão na formação escolar e na memória.
- 2:24:17Que formação escolar? Pô, tu aprende
- 2:24:19árabe e latim na escola, né? E ninguém
- 2:24:20nem lembra disso. Ele mesmo falou num
- 2:24:21texto que às vezes ninguém nem lembra da
- 2:24:22coisa, né? A influência de outras
- 2:24:24línguas no português ocorreu de maneira
- 2:24:25mais uniforme. Mais uniforme não, claro
- 2:24:27que não é uniforme, do nada teve muita
- 2:24:30influência em períodos de conquista da
- 2:24:31Península Ibérica, por exemplo. Então
- 2:24:33isso aí é muito variável, tá bom? Então
- 2:24:34letra C, com certeza é a resposta. E
- 2:24:36adivinha só? Pode ligar o chat aí.
- 2:24:41Matamos mais um trambolho difícil, tá
- 2:24:44bom? As próximas vão ficando mais
- 2:24:45rápidas, mas matamos mais uma aqui que é
- 2:24:46paauleira, tá bom? Pauleira, variação
- 2:24:49linguística. Tá [roncando] bom. Ainda
- 2:24:51temos aí mais umas 4 horas pela frente,
- 2:24:53pessoal.
- 2:24:55Calma aí.
- 2:25:03Pausa pro xixi. Ai, tá falando xixi. Eu
- 2:25:06tenho o mínimo de educação. Tá bom. Tô
- 2:25:08tô tem mulheres aqui. Não vou botar
- 2:25:10pausa para não sei quê. Tá bom. Façam
- 2:25:13xixi aí, beleza? A gente já volta tipo 3
- 2:25:15minutos assim, tá bom? Não que eu faça
- 2:25:17xixi em 3 minutos, mas só para dar uma
- 2:25:18respirada pra linguagem verbal e não
- 2:25:20verbal. É um tópico bem rápido, tá bom?
- 2:25:22Variação linguística. Calma aí. Bora lá.
- 2:25:25Deixei aqui. Pausa pro xixi. Tá bom. Tá
- 2:25:28muito brutal, né? Curte a live aí.
- 2:25:31E
- 2:25:37ó aqui, ó.
- 2:25:44Vou ali fazer xixi. A gente já volta. É
- 2:25:47pouquinho tempo mesmo. Tá bom, pessoal?
- 2:25:51Aqui, ó.
- 2:26:04Volto já
- 2:26:07rapidinho, tá bom? Tipo 4:45 a gente
- 2:26:10volta. Vamos botar aqui, ó.
- 2:26:134:45
- 2:26:16a gente volta, tá bom?
- 2:30:26Eh,
- 2:30:29cadê?
- 2:30:31Hum.
- 2:30:33Cadê o mestre? Voltou.
- 2:30:43Função fática. Testando as cordas
- 2:30:45vocais. Não, não é exatamente função
- 2:30:49fática, né? Porque isso aqui não é um
- 2:30:50canal de comunicação. Seria mais um Isso
- 2:30:53aqui é que isso aqui não não tem um
- 2:30:55objetivo comunicativo, né? Se eu faço só
- 2:30:57para aquecer as cordas vocais, não entra
- 2:30:59em função da linguagem que não tem
- 2:31:00objetivo comunicativo, né? É uma é uma
- 2:31:02técnica mecânica, no caso. Tá bom?
- 2:31:07Eu crio a teoria na hora e tu vai tu vai
- 2:31:09ver, tá certo, né? Por que que aquecer
- 2:31:13as cordas vocais não é função fática?
- 2:31:15Por quê?
- 2:31:16Não tem objetivo comunicativo. Eu
- 2:31:17poderia fazer isso sozinho, né? Só para
- 2:31:19treinar a garganta.
- 2:31:21Vamos, não vamos.
- 2:31:23Vamos, não vamos.
- 2:31:25Meu cachorro tomou um susto.
- 2:31:28O cachorro da menina tá ouvindo. Tomou
- 2:31:29um susto.
- 2:31:34>> Para assustar ele de novo.
- 2:31:36>> Nesse caso agora. Aí, nesse caso agora,
- 2:31:38qual foi a função da linguagem?
- 2:31:41Foi apelativa, mano. O foco tá no
- 2:31:43cachorro dela. Eu tô me comunicando o
- 2:31:45cachorro dela. Ah, não, mas é fática
- 2:31:47porque você tá cachorrando aí. Não é,
- 2:31:49não é. E essa que tá que o que mudou
- 2:31:53aqui foi o código, não é língua
- 2:31:55portuguesa. O código aqui é é rosnado de
- 2:31:59cachorro, mas eu tô mandando uma
- 2:32:00mensagem com foco nele, no cachorro, no
- 2:32:04receptor. É função conativa,
- 2:32:08né?
- 2:32:10Se eu agora, se nesse meu código eu
- 2:32:11tiver querendo expressar eu uma
- 2:32:13intimidação para ele, né, eu querendo
- 2:32:15expressar que eu não gosto dele, aí é
- 2:32:16uma função expressiva canina também. Tá
- 2:32:18bom?
- 2:32:20Show.
- 2:32:25Tem gente falando assim: "Aí é doido com
- 2:32:26força, né?" Mas na verdade é porque
- 2:32:29vocês não acompanham a minha
- 2:32:30inteligência de verdade mesmo. O que
- 2:32:31mais acontece é isso quando eu sei que
- 2:32:33eu tô falando um bagulho genial, sempre
- 2:32:35tem uma galera falando assim: "Nossa,
- 2:32:36ele é doente, ele é doido". Eu logo falo
- 2:32:38assim, eu falo: "Tadinho, né?" Porque se
- 2:32:39quem quem aí é inteligente confirma para
- 2:32:41mim isso, isso que eu falei agora não
- 2:32:42faz total sentido. É que tem gente que
- 2:32:45não acompanha as analogias. É que do
- 2:32:46nada eu acabei de explicar matéria na
- 2:32:48versão tipo cachorro, mano. É que aí
- 2:32:51você pensa assim: "Pô, ele é doidão, tá
- 2:32:52falando de cachorro". Mas quem tá
- 2:32:54acompanhando ela falou assim: "Entendi
- 2:32:55perfeitamente". Não é isso? Não é isso
- 2:32:58ali? Aí aí o moleque falou assim: "Não,
- 2:33:00aí é um meme, tu acha que eu não sei que
- 2:33:02aí é doido com força, é um meme, mas
- 2:33:03esse esse meme tá sendo replicado com
- 2:33:05uma intenção, né? Eu tô dizendo que não
- 2:33:08procede, né?
- 2:33:11É um meme, tiozão. Ele pensa que o que
- 2:33:12eu tô falando é porque eu tenho mais
- 2:33:14idade que ele. Não, mano. É que tu não
- 2:33:15tá entendendo ainda. Vamos nessa. Mas eu
- 2:33:18Mas também não muda o fato de que eu sou
- 2:33:19doido com força, não. Tá bom. Não muda o
- 2:33:21fato. Eu sou também. Beleza. Bora lá.
- 2:33:25Vamos trabalhar.
- 2:33:27Deixa eu cuspir esse chiclete aqui.
- 2:33:30Dá aula que o chiclete é feio. M
- 2:33:32deselegância. Tá bom. É feião. Dá aula.
- 2:33:36Galera, vamos lá. Já fiz então o meu
- 2:33:39xixi.
- 2:33:42Vamos lá. Pode fechar o chat aí. Vamos
- 2:33:43pra próxima. [suspirando]
- 2:33:46Linguagem verbal e não verbal. Isso aqui
- 2:33:49é do Isso cai muito, muito. Todo
- 2:33:51ano três, quatro questões disso aqui.
- 2:33:54Para mais, para mais. Nossa, para mais,
- 2:33:56para mais. Vamos lá, então. Olha só,
- 2:33:59vocês vem que a gente vai só
- 2:34:00aprofundando, tá bom? Linguagem.
- 2:34:02Quais que a gente já fez?
- 2:34:04>> Ah, mano, você não sabe quais que a
- 2:34:05gente já fez? Pô, fizemos função da
- 2:34:07linguagens e fizemos variações
- 2:34:10linguísticas.
- 2:34:15Vamos nessa.
- 2:34:19Eu tenho certeza que ninguém imaginava
- 2:34:21que a gente ia abrir uma live do nada e
- 2:34:23botar 14.000 pessoas. É que os caras não
- 2:34:25entendem a quantidade de de poder que a
- 2:34:27gente construiu ao longo do ano. Não é a
- 2:34:29mesma coisa você chegar no último mês e
- 2:34:31começar a fazer conteúdo para tentar
- 2:34:33vender na Black Friday do que você já
- 2:34:35ter construído com muita antecedência.
- 2:34:37Tá bom? A audiência que confia em você
- 2:34:41não é a mesma coisa. Vamos lá então,
- 2:34:42pessoal. Linguagem verbal e não verbal.
- 2:34:46Tá todo mundo aí pronto pra gente
- 2:34:47recomeçar? Cada vez temos que tomar mais
- 2:34:49fôlego, mas vai ficando mais curto o
- 2:34:51conteúdo, tá bom? Os primeiros eles são
- 2:34:53os mais longos assim de certa forma. Tá
- 2:34:55bom? Chat tá fechado, né? Sim. Beleza.
- 2:35:00Vamos nessão, pessoal. Linguagem verbal
- 2:35:02e não verbal, tá? O que que é a
- 2:35:06linguagem verbal? É a que usa palavras.
- 2:35:08Linguagem verbal, ela usa palavras,
- 2:35:10cuidado,
- 2:35:12faladas ou escritas, tá bom? Ela usa
- 2:35:15palavras,
- 2:35:17seja palavras
- 2:35:20faladas.
- 2:35:22seja palavras
- 2:35:24escritas,
- 2:35:26ela usa palavras. E a não verbal, ela
- 2:35:29não usa palavras faladas nem escritas,
- 2:35:32ela não usa palavras no geral, tá bom? A
- 2:35:35não verbal, ela não usa verbo, mas não
- 2:35:37verbo enquanto classe gramatical, tá
- 2:35:38bom? Ela não usa verbo, não usa, não usa
- 2:35:42nenhum elemento de palavra, tá bom? Ela
- 2:35:44se comunica sem palavras, tá bom? Então,
- 2:35:46por exemplo, ela usa o quê? Imagens.
- 2:35:51figuras, qualquer coisa, tá bom? Cores,
- 2:35:55fotos,
- 2:35:57tudo isso é linguagem não verbal.
- 2:35:59Qualquer gesto, né? Gesto,
- 2:36:02expressão,
- 2:36:04tudo isso é linguagem não verbal. Seja
- 2:36:07uma expressão facial. Então, se eu falo
- 2:36:09assim para tu, ó, isso é uma linguagem
- 2:36:12não verbal. Qualquer sinal de trânsito
- 2:36:14que não tenha nada escrito de fato, tá
- 2:36:15bom? Qualquer ícone, o o deseninho no
- 2:36:18teu computador de uma lixeira, sabe?
- 2:36:19Tem, não tá escrito lixeira, né?
- 2:36:20Geralmente tem um desenhinho. Isso é
- 2:36:22linguagem não verbal, ok? Então é isso.
- 2:36:25Isso aqui é linguagem não verbal. O
- 2:36:26Enem, ele vai perguntar onde que tá a
- 2:36:29linguagem verbal, onde que tá a não
- 2:36:30verbal. E o mais comum ele vai perguntar
- 2:36:32por que utilizaram as duas ao mesmo
- 2:36:34tempo. Tá bom? É isso. [roncando]
- 2:36:37Beleza? Então, ã
- 2:36:40isso aí é o que a gente chama de
- 2:36:41linguagem mista, tá bom? Que ela
- 2:36:43combina, né, tanto linguagem verbal com
- 2:36:45linguagem não verbal, combina palavras
- 2:36:47com imagens, né? Então, dentro de uma
- 2:36:48charge, dentro de uma tirinha, de uma
- 2:36:50escritório, em quadrinho, tudo isso, tá
- 2:36:52bom? O ponto central que a prova vai
- 2:36:54explorar, pessoal, é a relação entre a
- 2:36:55linguagem verbal e não verbal. Isso é o
- 2:36:59normal. Beleza? Deixa eu falar umas
- 2:37:02coisas para vocês aqui, tá bom? É muito
- 2:37:04comum, é muito comum, tá, que alguns
- 2:37:08recursos visuais apareçam aqui, né, no
- 2:37:10verbal. Por exemplo, a metáfora visual,
- 2:37:13tá?
- 2:37:15Quando uma uma tanto tanto é quando uma
- 2:37:18imagem ela transfere. Eu vou mostrar nas
- 2:37:20questões isso aqui. Eu tô tentando puxar
- 2:37:21aqui a teoria, mas é melhor mostrar as
- 2:37:23questões porque tem exatamente o exemplo
- 2:37:24disso, tá bom? Tipo, numa questão aqui,
- 2:37:26olha só, eu sei que é meio zoado, mas é
- 2:37:28a questão do próprio Enem, né? Fazer o
- 2:37:29que que ele Isso aqui é uma, olha só que
- 2:37:31zoado. A questão do Enem é uma camisinha
- 2:37:34e uma boia ao mesmo tempo. Isso é uma
- 2:37:36metáfora visual para quem não sabe, né?
- 2:37:39Porque uma camisinha ela protege, né?
- 2:37:42Ela salva vidas aqui, segundo a parada,
- 2:37:45né? E de fato, beleza, né? E uma boia
- 2:37:47também, né? Então eles botam ali como se
- 2:37:49fosse uma uma camisinha
- 2:37:53numa boia, né? Porque a boia salva vida.
- 2:37:54Então isso aí é uma metáfora visual, é
- 2:37:56uma imagem que tá transferindo o seu
- 2:37:59sentido de uma coisa pra outra, tá bom?
- 2:38:02A camisinha sobreposta a boia, ela pega
- 2:38:05o o sentido da boia ser uma coisa que
- 2:38:07salva a vida. Tá bom?
- 2:38:10Vamos fazer as questões que eu acho
- 2:38:11melhor, acho mais fácil, tá bom? Nesse
- 2:38:14cartaz, a expressão vou deixar que você
- 2:38:18se vá em conjunto com os elementos não
- 2:38:21verbais utilizados, tem qual finalidade,
- 2:38:24né? Ou seja, é isso aqui é o que mais
- 2:38:26cai na prova. Ele quer saber o seguinte,
- 2:38:28cara, por que que combinaram isso aqui?
- 2:38:32Então, por exemplo, tem aqui os
- 2:38:33elementos não verbais, que é o quê? A
- 2:38:35mulher sorrindo. Você concorda que a
- 2:38:36mulher sorrindo ela é um elemento não
- 2:38:39verbal? Aqui dentro tem um elemento
- 2:38:41verbal, mas a mulher sorrindo segura num
- 2:38:42casa. Isso é um elemento não verbal. E
- 2:38:44os elementos verbais são: "Deixe suas
- 2:38:46roupas aquecerem quem mais precisa,
- 2:38:48campanha do agasalho, né? Dem roupas".
- 2:38:50Pessoal,
- 2:38:52isso aqui fora da questão, tá bom? Fora
- 2:38:54da questão, você já vê marcas de texto
- 2:38:56persuasivo. Por exemplo, que gênero
- 2:38:58textual é esse aqui? É o gênero textual
- 2:39:01e banner de campanha, cartaz. Esse é o
- 2:39:04gênero textual. Quais são as funções da
- 2:39:07qual é a função da linguagem mais
- 2:39:08predominante que tem aqui? Todo mundo
- 2:39:09concorda? A função da linguagem mais
- 2:39:11predominante é a conativa ou apelativa.
- 2:39:14Ela fala focada em mim, fala focada no
- 2:39:17receptor, me dando ordens. Inclusive,
- 2:39:19deixe suas roupas aquecerem que mais
- 2:39:20precisa. Deixe, né? Aqui, ó. Doe roupas,
- 2:39:23calçados e cobertores em bom estado. Sua
- 2:39:25doação ajuda muita gente. Tá querendo me
- 2:39:28convencer a doar, tá? Então, a expressão
- 2:39:31vou deixar que você se vá, que tá
- 2:39:33escrita aqui, em conjunto com os
- 2:39:35elementos não verbais utilizados, ela
- 2:39:37tem a finalidade de, ou seja, por que
- 2:39:40que tá assim, vou deixar que você se vá?
- 2:39:42Você concorda que isso traz uma ideia de
- 2:39:44desapego, né? Eu vou é para já tentar
- 2:39:47dizer o que eu vou pensar, né? Vou
- 2:39:49deixar que você se vá, vou deixar que
- 2:39:50meu agasalho se vá para ajudar outra
- 2:39:52pessoa, né? Então, qual é a finalidade
- 2:39:55disso? Incentivar o descarte de itens
- 2:39:57defeituosos? Claro que não. Tá escrito
- 2:39:59aqui inclusive em bom estado, né? Agora,
- 2:40:01promover a reciclagem de produtos
- 2:40:03usados. Nada a ver, pô. Não tem nada a
- 2:40:04ver com garantir a conservação de nada a
- 2:40:06ver. Relacionar o gesto de doação, a
- 2:40:08ideia desapego. Exato. Mas, Pedro, eu
- 2:40:11pensei que a função fosse convencer as
- 2:40:13pessoas a doarem.
- 2:40:16Sim. Mas você concorda que você
- 2:40:18convence, convence as pessoas a doarem
- 2:40:20quando você relaciona a doação ao gesto
- 2:40:23de desapego? Tipo, é legal desapegar, é
- 2:40:25bacana, né? Vou deixar que você se vai.
- 2:40:26Isso é maneiro, né? Isso mostra uma
- 2:40:28coisa maneira. Então você tá convencendo
- 2:40:30as pessoas de maneira indireta. Você não
- 2:40:31precisa falar assim: "Olha, você vai
- 2:40:33doar por causa de tem que doar". Não vou
- 2:40:35deixar que você se vá. Então já dá um
- 2:40:36sentimento assim de, ah, legal ser
- 2:40:38desapegado, entendeu? Comparar a peça de
- 2:40:41roupa ao sentimento de despedida. Nossa,
- 2:40:44isso é um baita distrator. Baita, baita,
- 2:40:48baita distrator. Tá bom? É o mais forte,
- 2:40:50né? Por causa da dessa frase aqui do
- 2:40:51sentimento de despedida. O problema é o
- 2:40:54seguinte, esse cartaz, por si só, ele
- 2:40:56não tá comparando a roupa, olha só, ele
- 2:41:00não tá comparando a roupa ao sentimento
- 2:41:02de despedida. Ele não tá fazendo isso.
- 2:41:04Ele não tá comparando a própria roupa ao
- 2:41:06sentimento de despedida. Ele tá usando o
- 2:41:09sentimento de despedida para incentivar
- 2:41:11a doação da roupa, né? E note, olha que
- 2:41:14profundo, todos vocês vão gostar disso,
- 2:41:16né? Note que enquanto a mulher tá com a
- 2:41:18blusa assim como quem vai doar, né? Vou
- 2:41:20deixar que você se vá. Olha a cara dela.
- 2:41:24Ele tá relacionando muito mais que
- 2:41:26existe uma alegria no desapego. Por isso
- 2:41:28que ela tá com a cara alegre, né? Do que
- 2:41:30relacionando a roupa ao sentimento de
- 2:41:32despedida. Não, o sentimento de
- 2:41:33despedida nem nem é bom. Nem tem
- 2:41:35sentimento de despedida que vou deixar
- 2:41:36que você se vá. É muito mais realmente o
- 2:41:38desapego, não é? Despedid ai, adeus,
- 2:41:40tristeza, né? Conseguiram visualizar
- 2:41:42isso? Liga o chat rapidinho aí para mim,
- 2:41:44mano. Só quero saber essa primeira
- 2:41:46assim, né? Como a gente acabou de
- 2:41:47começar. Se foi, você tá mandando as
- 2:41:49mensagens também nos grupos da
- 2:41:50plataforma do Hackendo.
- 2:41:52>> Sim,
- 2:41:52>> manda neles também, tá bom? Então, olha
- 2:41:54só, o uso não padrão dos colchetes para
- 2:41:58nomear a revista atribui-lhes uma nova
- 2:42:01função. E tá, já pegaram, pessoal? Deixa
- 2:42:04eu só atualizar aqui. Vocês pegaram essa
- 2:42:06primeira questão? Gostaram da
- 2:42:07explicação? Sim, de articulação entre
- 2:42:10linguagem verbal e não verbal. Pegou,
- 2:42:11né? Boa. Mas ela tem um distrator bem
- 2:42:15forte ali, né? Não dá para negar que
- 2:42:16tem. Tá bom.
- 2:42:17Pronto.
- 2:42:19É um padrão muito comum que você
- 2:42:21articule, eu vou te mostrar aqui,
- 2:42:21articula elementos verbais e não verbais
- 2:42:23para que você obtenha algum que você
- 2:42:25chegue a algum objetivo, muitas vezes de
- 2:42:27convencimento, mas podem ser outros
- 2:42:29objetivos, tá bom? Então vamos lá, pode
- 2:42:31fechar o chat. Vamos lá. Então, o uso
- 2:42:32não padrão, olha só, tem um uso
- 2:42:34estranho, né? Não padrão dos colchetes.
- 2:42:36E aí ele tá te perguntando assim: "Olha,
- 2:42:37eh, para nomear a revista atribui uma
- 2:42:39nova função que tá correlacionada com o
- 2:42:41quê?"
- 2:42:42Bem, colchetes são sinais de pontuação
- 2:42:45que normalmente eles aparecem não desse
- 2:42:48jeito aqui, né? Eles aparecem assim
- 2:42:49voltados para dentro, os colchetes, tá?
- 2:42:51Mas aqui eles estão voltados para fora,
- 2:42:53né? Como é bom reencontrar os leitores
- 2:42:54da revista da cultura por meio de uma
- 2:42:56publicação com outro visual, conteúdo de
- 2:42:58qualidade e interesses ampliados,
- 2:43:00cultura, o nome da revista, né? E esse
- 2:43:02esse nome simples, eu diria mesmo
- 2:43:03familiar, nasce entre dois colchetes
- 2:43:05voltados para fora. Eu não li ainda, mas
- 2:43:07já dá para entender que deve ser assim
- 2:43:08para que não tá fechado em si, né, que
- 2:43:09tá para receber outras culturas, né? E
- 2:43:11não é por acaso. Dois colchetes eh são
- 2:43:13sinais abertos, receptivos, propícia à
- 2:43:16circulação de ideias. O DNA da
- 2:43:17publicação se mantém o mesmo. Afinal,
- 2:43:19por longos anos, montamos nossas edições
- 2:43:21com assuntos de saída estante, pá, e
- 2:43:22assim continua sendo. Literatura, pá,
- 2:43:24tá, agora a revista tá aberta a novas
- 2:43:26influências, essas coisas todas, tá bom?
- 2:43:28O uso não padrão dos colchetes para
- 2:43:29nomear revista, ele dá uma nova função
- 2:43:31pro colchete que tá relacionado a quê?
- 2:43:32Ao perfil de público alvo constituído
- 2:43:34por leitores exigentes e especializados
- 2:43:36em leitura acadêmica. Pô,
- 2:43:39se fossem leitores exigentes e
- 2:43:41especializados em leitura acadêmica,
- 2:43:43talvez eles não gostassem do uso
- 2:43:47desvirtuado dos colchetes, né, fora do
- 2:43:49seu do seu sinal linguístico padrão, né?
- 2:43:53No na literatura acadêmica você usa
- 2:43:54norma padrão. Você não pode fazer isso
- 2:43:56aqui dentro de uma dissertação de
- 2:43:58mestrado. Você entende? Consegue
- 2:44:00visualizar? Ah, o chat tá fechado.
- 2:44:01Beleza. Entendeu? Então, por que que
- 2:44:04estão fazendo isso? propósito do editor,
- 2:44:06chamando atenção pro rigor normativo,
- 2:44:08rigor de normas, né? Como que ela segue
- 2:44:10muito as normas, é o contrário. É o
- 2:44:12contrário, não tem menos rigor normativo
- 2:44:14nesse caso aqui, concorda? Porque não tá
- 2:44:16se importando de usar um sinal que não
- 2:44:18tem nada a ver ali, mas é a parte quê?
- 2:44:20Estética, poética do sinal.
- 2:44:22Exclusividade da seleção temática
- 2:44:23direcionada para ciências humanas. Não,
- 2:44:25eles estão falando aqui que, pô,
- 2:44:27primeiro, né, existe de fato isso, né,
- 2:44:29parece ser uma revista de ciências
- 2:44:30humanas, mas o colchete não tem a ver
- 2:44:32com isso. O colchete, tá, isso aqui é
- 2:44:34verdade, Pedro, essa revista é só de
- 2:44:35ciências humanas, mas o colchete é para
- 2:44:37isso. O colchete aberto é para dizer que
- 2:44:39essa revista é exclusiva de ciências
- 2:44:40humanas. O que que tem a ver? O que que
- 2:44:41o colchete aberto fala sobre isso, né?
- 2:44:44Identidade da revista. Perfeito, voltada
- 2:44:46paraa recepção e a promoção de ideias
- 2:44:47circulantes. Toma, acabou. Padrão
- 2:44:50editorial dos artigos, né? Nada a ver. O
- 2:44:53padrão editorial não é esse? Eles
- 2:44:54falaram: "Nosso padrão editorial
- 2:44:55continua o mesmo de sempre. O colchete é
- 2:44:56só uma novidade no nome da revista, né,
- 2:44:58para ficar uma coisa mais marcada. Cara,
- 2:45:00olha essa daqui. Essa é muito braba.
- 2:45:02Essa aqui caiu no Enem do ano passado.
- 2:45:03Tá bom, vamos lá. O uso do texto verbal
- 2:45:07nesse desenho, galera, por favor, me
- 2:45:09escutem.
- 2:45:11Uma das maiores cagadas que pode
- 2:45:13acontecer é você não ter atenção no que
- 2:45:16que ele tá isolando. Se ele pedir
- 2:45:18somente o uso do texto verbal, é para
- 2:45:21você focar só no verbal.
- 2:45:23Se ele pedir para você focar só no não
- 2:45:25verbal, é só o não verbal, só as
- 2:45:27imagens. E se ele pedir, olha, a
- 2:45:29associação do texto verbal com verbal,
- 2:45:31aí ele tá falando dos dois de fato,
- 2:45:32pessoal. Você entendeu?
- 2:45:35Eu quase errei essa questão, acertei,
- 2:45:37mas eu quase errei por causa disso aqui,
- 2:45:39tá bom? O uso do texto verbal nesse
- 2:45:41desenho, ele assume qual função? Aí você
- 2:45:43pode ficar facilmente um artista criou
- 2:45:45uma série de palavras intraduzíveis com
- 2:45:48diversas ilustrações detalhadas que
- 2:45:50transmitem o sentido desses vocábulos
- 2:45:51que nenhuma palavra única em outras
- 2:45:53línguas poderia descrever. Ou seja, você
- 2:45:55sabe o que que é gufra?
- 2:45:58Sabe o que que é gufra? Vem cá
- 2:45:59rapidinho.
- 2:46:01Você sabe o que é gufra?
- 2:46:06É isso aqui, ó.
- 2:46:10A quantidade de água que pode ser
- 2:46:12segurada com as mãos.
- 2:46:13É que não tem nenhuma palavra única para
- 2:46:15isso. Aí a mulher criou. Que que é uma
- 2:46:17gufra? Essa quantidadezinha de água que
- 2:46:20pode ser segurada com
- 2:46:22eu me sinto dentro de um potinho. É
- 2:46:24isso. Entendeu? Aí eu te pergunto, o uso
- 2:46:29do texto verbal é para quê? Mas pera aí,
- 2:46:31cuidado. Aí você vai, ah, isso aqui não
- 2:46:33sei quê. O texto verbal é só esse aqui.
- 2:46:35Gufra em árabe a quantidade de água que
- 2:46:38pode ser segurada com as mãos. Então, o
- 2:46:40uso do texto verbal aqui, que a gente tá
- 2:46:42vendo claramente, é para quê? O uso do
- 2:46:44texto verbal aqui é para explicar o
- 2:46:46sentido da da ilustração da palavra, sei
- 2:46:49lá, né? Então, ele assume qual função?
- 2:46:51Descrever de forma técnica a ilustração.
- 2:46:54Caraca,
- 2:46:57olha que pegadinha,
- 2:47:00olha que safadeza, né?
- 2:47:02Descrever de forma técnica a ilustração.
- 2:47:05Então ele, então por acaso o texto
- 2:47:06verbal tá dizendo assim: "Olha, essa é
- 2:47:08uma ilustração feita com óleo sobre
- 2:47:10tela, com design contemporâneo, com
- 2:47:13ilustrações digitais". Isso é uma
- 2:47:15descrição técnica da ilustração.
- 2:47:17Isso aqui não é uma descrição técnica da
- 2:47:19ilustração. A quantidade de água que
- 2:47:21pode ser segurada com as mãos. A
- 2:47:22ilustração tem uma menininha aqui, pô,
- 2:47:23não tem nada a ver. Não tá descrevendo a
- 2:47:26ilustração do ponto de vista técnico, de
- 2:47:27como ela foi feita, né? É para destacar
- 2:47:30os múltiplos sentidos. do verbete
- 2:47:34não tem múltiplos sentidos, tem um
- 2:47:36sentido só, a quantidade de água que
- 2:47:37pode ser segurado com as mãos, né? O
- 2:47:40texto verbal tá falando um único
- 2:47:41sentido. [roncando]
- 2:47:43Explicar o significado da expressão
- 2:47:45ilustrada. Pronto, a expressão ilustrada
- 2:47:48tá aqui e o significado tá explicado
- 2:47:50aqui. Apresentar termos equivalentes em
- 2:47:52outras línguas. Não, não tem outra não.
- 2:47:54Esse termo não existe em nenhuma língua,
- 2:47:55é em termo inventado que apontar a
- 2:47:57dificuldade de compreensão do termo.
- 2:47:58Claro que não, pô. É para explicar. Sabe
- 2:48:00o que que isso aqui? É uma gufra que a
- 2:48:01quantidade de água que pode ser segurado
- 2:48:02com as mãos. Ele pediu somente o texto
- 2:48:04verbal.
- 2:48:06A imagem integra uma adaptação
- 2:48:10em quadrinhos da obra Grande Sertão,
- 2:48:12Veredos de Guimarães Rod. Na
- 2:48:13representação gráfica, a interrela, olha
- 2:48:15só, na representação gráfica, o que que
- 2:48:17é isso, hein? Que que é isso?
- 2:48:20Representação gráfica são os elementos
- 2:48:21predominantemente não verbais, né? A
- 2:48:24interrelação de diferentes linguagens.
- 2:48:27Não, não, não é errado. Na representação
- 2:48:28gráfica é tudo, não são só os não
- 2:48:29verbais, não. Porque tudo aqui mesmo, os
- 2:48:32verbais eles estão dentro da
- 2:48:33representação gráfica. Perdão. Então,
- 2:48:34tipo, na obra, né, representação gráfica
- 2:48:35é tudo isso, é até a página inteira. A
- 2:48:37interrelação de diferentes linguagens
- 2:48:39caracteriza-se por diferentes
- 2:48:41linguagens. E ele tá falando da verbal,
- 2:48:42da não verbal, de todo tipo de linguagem
- 2:48:44aqui. Vamos lá.
- 2:48:46Daí vieram me chamar causa de um
- 2:48:49bezerro.
- 2:48:50Um bezerro branco, erroso. Os olhos de
- 2:48:53nem ser se viu e com máscara de cachorro
- 2:48:56determinaram. Era o demônio, né? Era o
- 2:48:58demo. Aí aqui embaixo veio um bezerro
- 2:48:59todo estranho, né? Todo horrível. Ele tá
- 2:49:01aqui embaixo também. E ao mesmo tempo,
- 2:49:03pá, olha, olha só como que tem uma uma
- 2:49:06ruptura, né? A gente poderia dizer que
- 2:49:07aqui tem toda uma uma ruptura temporal,
- 2:49:09né? E traz um dinamismo, né? Parece que
- 2:49:11as coisas estão acontecendo ao mesmo
- 2:49:12tempo, né? Mataram dono dele, nem sei
- 2:49:15quem for. Vieram emprestar minhas armas.
- 2:49:16Sedi, não tenho abusões. O senhor ri
- 2:49:19certas risadas. Olhe, quando é tiro de
- 2:49:21verdade, primeiro a cachorrada pega lat,
- 2:49:22depois então é se vai ver se deu mortos.
- 2:49:25Senhor, tolere. Isso é o sertão. Tá aí.
- 2:49:28Ele fala assim, ó. A interrelação de
- 2:49:30várias linguagens, qual é a ela se
- 2:49:32caracteriza pelo que, né? Aí você vê,
- 2:49:35por exemplo, a letra A, romper com a
- 2:49:38linearidade das ações da narrativa.
- 2:49:40Cara, essa questão é difícil, hein?
- 2:49:43Essa é difícil,
- 2:49:45cara. Se você for ver direito, não tá
- 2:49:47rompendo com a linearidade, porque, pô,
- 2:49:50ele fala assim: "Olha só, vieram chamar
- 2:49:52por causa de um bezerro, né? Um bezerro
- 2:49:54branco, eroso, não sei quê". E aí
- 2:49:56aparece aqui de fato o bezerro, né? E
- 2:49:59aqui tem como se fosse uma divisão, né?
- 2:50:00Aqui primeiro aparece o bezerro e aí
- 2:50:03agora que pá, depois que chamaram para
- 2:50:05ele ver o bezerro, ele pá, mataram e aí
- 2:50:08agora vão falar sobre a morte do bezerro
- 2:50:10e vão mostrar o bezerro morto. Então
- 2:50:11você não tá rompendo com a linearidade,
- 2:50:13embora você adicione dinamismo,
- 2:50:15movimentos rápidos, mas não rompe
- 2:50:16linearidade. Ilustrar de modo fidedigno
- 2:50:20passagens ilustradas da história. Calma
- 2:50:23aí. Fidedigno.
- 2:50:25Fidedigno. A história tava toda assim de
- 2:50:27de preta e a história tinha p. Ela tava
- 2:50:30de preto e branco a história. Tinha esse
- 2:50:32bezerro gigantesco aqui, do nada ele tá
- 2:50:33caído no chão. Isso aqui é justamente o
- 2:50:35o dinamismo da do quadrinho, não é para
- 2:50:38ilustrar de modo fidedigno, né? Ã,
- 2:50:41articular a tensão do romance à
- 2:50:44desproporcionalidade das formas.
- 2:50:51Eu não gostei, pô. Essa aqui é bem mais
- 2:50:52avançada. E foi uma baita questão
- 2:50:54difícil que eu botei. A tensão do
- 2:50:57romance. É o romance, né? Uma narrativa
- 2:51:00grande e tal. Isso aqui beleza. É um
- 2:51:01romance. A desproporcionalidade das
- 2:51:04formas, mas eu não tô vendo nenhuma
- 2:51:05forma que desproporcional, sem
- 2:51:07proporção. Esse aqui ele tá até
- 2:51:09aumentado, mas é tava a proporção tá
- 2:51:11mantida. E isso aqui não não sei, eu não
- 2:51:13gostei da letra C. Potencializar a
- 2:51:15dramaticidade do episódio. Ah, tá, tá
- 2:51:17aqui. Olha só, tá aqui, pô. Que isso?
- 2:51:20potencializar a dramaticidade, o impacto
- 2:51:24emocional, as tensões por meio dos
- 2:51:27recursos das artes visuais, preto e
- 2:51:30branco, né? Pô, o foco aqui nessa
- 2:51:32expressão ou a onomatopeia, o tiro, né?
- 2:51:36O o a essa essa esse degradê aqui, o
- 2:51:39bicho caído no chão como se fosse uma
- 2:51:41sombra. Isso não aumenta a
- 2:51:42dramaticidade? Claro que aumenta a letra
- 2:51:44D. Então, o recurso não verbal aqui, ele
- 2:51:46foi usado para isso, né? desconstruir a
- 2:51:48diagramação do texto literário pelo
- 2:51:49desequilíbrio. Mas para que que ele
- 2:51:50querer desconstruir a diagramação do
- 2:51:52texto literário pelo desequilíbrio da
- 2:51:54composição? Não, isso aqui é para
- 2:51:56trazer, foi o que eu suspeitei desde o
- 2:51:57início, né? Para trazer intensidade,
- 2:51:59para trazer drama. Mas baita questão
- 2:52:00difícil. Agora vem aqui, ó, a camisinha
- 2:52:03de boia, né? Salve vidas, previna-se,
- 2:52:06passe essa informação adiante, use
- 2:52:08camisinha, OK? Nesse texto associam-se
- 2:52:10recursos verbais e não verbais na busca
- 2:52:12de mudar o comportamento das pessoas, ou
- 2:52:14seja, na busca de influenciar,
- 2:52:17persuadir. A função principal aqui é a
- 2:52:19função apelativa ou conativa. Quanto a
- 2:52:22uma questão de saúde pública, no cartaz,
- 2:52:24essa associação, ela é ressaltada no que
- 2:52:27associação? Associa, galera, olha só, é
- 2:52:30no cartaz essa associação, qual? A
- 2:52:33associação entre recursos verbais e não
- 2:52:35verbais. Essa é a associação da qual ele
- 2:52:37tá falando onde que ela foi ressaltada.
- 2:52:39Porque, por exemplo, aqui a gente tem
- 2:52:40recursos verbais, aqui tem recursos
- 2:52:42verbais e aqui a gente tem um recurso
- 2:52:44não verbal. Mas você concorda que eles
- 2:52:46não estão tão associados assim, tá? Um
- 2:52:48depois do outro. Mas aqui a gente tem
- 2:52:51uma associação profunda, né, de recursos
- 2:52:55verbais e não verbais, né? Porque você
- 2:52:57tem ali tanto a fusão, né, dos recursos
- 2:52:59verbais da camisinha coboia e tem dos
- 2:53:01recursos não verbais da camisinha
- 2:53:02coboia, quanto tem um recurso verbal
- 2:53:03aqui no meio, tá? Então essa associação
- 2:53:06ela é ressaltada onde? No destaque que
- 2:53:09foi dado ao laço. Ai símbolo de combate
- 2:53:12a aides seguido da frase uso camisinha.
- 2:53:14Nada a ver, pô. Centralização da
- 2:53:15mensagem. Previna-se. Nada a ver, né?
- 2:53:17Foco dado ou objeto, camisinha, imagem e
- 2:53:20em palavra, né? Talvez, né? Talvez. Laço
- 2:53:25como elemento de ligação entre duas
- 2:53:26recomendações. Nada a ver. Sobreposição
- 2:53:28da imagem da camisinha e da boia. É
- 2:53:29claro. É isso aqui, pô. Sobreposição da
- 2:53:31imagem da camisinha e da boia. Elas
- 2:53:32foram sobrepostas, né? relacionada à
- 2:53:35frase salve vidas, porque ele quer saber
- 2:53:36onde que tá a associação de recurso
- 2:53:38verbal com não verbal, entendeu? Mais um
- 2:53:41tópico que a gente matou. Liga o chat
- 2:53:42aí.
- 2:53:44Falei para vocês. Agora muitos
- 2:53:47[roncando] ficam mais rápidos. Cadê?
- 2:53:49Matamos esse já. Cadê? Curte a live se
- 2:53:53você tá, se você vai absorver, se você
- 2:53:55vai aprender, se você tá aqui comigo, se
- 2:53:57você tá bem.
- 2:54:01Estamos aí
- 2:54:03gostosinho, né? É o suficiente para você
- 2:54:05acertar tudo.
- 2:54:07OK. Vocês estão conseguindo mandar bem
- 2:54:09nas questões? Estão conseguindo entender
- 2:54:10bem? Vamos pra próxima. Tipologia
- 2:54:12textual.
- 2:54:16Aqui é pauleira. Aqui dá uma
- 2:54:18dificuldadezinha de novo. Depois tem
- 2:54:20bastante questão. Depois vem. Olha só,
- 2:54:23galera, só para vocês saberem, aqui
- 2:54:24agora são as maiores duas pauleiras da
- 2:54:27aula inteira, tá bom? Eu preciso que
- 2:54:29vocês vão vamos junto nisso aqui.
- 2:54:31Tipologia textual e gêneros textuais.
- 2:54:33Isso aqui cai muito. Você só nessas duas
- 2:54:36aqui você tem 10, 12 questões das 45 de
- 2:54:39linguagens, tá bom? Até mais, até mais.
- 2:54:4215 questões nessas duas juntas, você
- 2:54:45entendeu? Todas são de Enem anteriores e
- 2:54:47bem próximos, inclusive, tá? E bem
- 2:54:50próximos,
- 2:54:52tá bom?
- 2:54:55Figura de linguagem, tá lá embaixo,
- 2:54:57tem bastante coisa também. E depois
- 2:55:00outra que tem muito é texto poético,
- 2:55:01expressividade, lirismo, que é um tópico
- 2:55:03de altíssimo desempenho. Tá bom? Vamos
- 2:55:06nessa. Acabamos de matar o terceiro
- 2:55:08tópico. Vamos lá, vamos ganhar
- 2:55:10velocidade. Vamos pra tipologia textual.
- 2:55:18Bora.
- 2:55:22Centralizei minha tela.
- 2:55:24Vamos junto.
- 2:55:27Vamos junto.
- 2:55:29Pedro, faz de humanas. Olha só, para ter
- 2:55:31de humanas amanhã, tipo de história ou
- 2:55:33de geografia ou de filosofia, aí são
- 2:55:3827.000 likes até o final da live. Se
- 2:55:41tiver 27.000 likes, eu não, essa aqui eu
- 2:55:43vou deixar salva, mas com 27.000 eu
- 2:55:45também vou fazer amanhã. Vou deixar
- 2:55:47vocês escolherem história, geografia,
- 2:55:48etc. A surpresa eu revelo daqui a pouco,
- 2:55:50tá bom? Vamos lá.
- 2:55:57Vamos nessa.
- 2:56:00Bora, [roncando]
- 2:56:01bora. Vamos começar. Fecha o chat.
- 2:56:05Bora,
- 2:56:09[roncando] vamos lá. Tudo de linguagens.
- 2:56:12Então, vamos para esse tópico aqui
- 2:56:14extremamente importante. Tipologia
- 2:56:15textual.
- 2:56:19Tipologia
- 2:56:23textual. Deixa eu beber uma água. Tô
- 2:56:24esquecendo, mano. Eu tenho que me manter
- 2:56:26hidratado. Eu tô sentindo até uma queda
- 2:56:28de performance porque eu não tô bebendo
- 2:56:29água.
- 2:56:36Bebam água aí também.
- 2:56:40É porque esse agora, pessoal, é
- 2:56:42pauleira. Mas depois que a gente passar
- 2:56:44de tipologia textual e gêneros textuais,
- 2:56:48acabou, bicho, acabou.
- 2:56:52Já era. Caramba, mano. Hoje tá,
- 2:56:55hoje tá ruinzão, hein, mano?
- 2:56:57Pra concorrência, velho. Não, sério
- 2:56:59mesmo. É sério mesmo, porque, mano, é
- 2:57:02sério mesmo, porque se eu tô com 12.000
- 2:57:04pessoas aqui, quer dizer, tipo, que eu
- 2:57:06tô literalmente drenando todo o público
- 2:57:09que estaria disponível. É sério, se você
- 2:57:11Porque sério, se você somasse, se eu não
- 2:57:13tivesse aqui, você somasse todos os
- 2:57:15públicos, do que que você tá indo?
- 2:57:19>> Eu sei. Se é sério mesmo, porque se você
- 2:57:22pegar antigamente esse meu público aqui,
- 2:57:23ele estaria distribuído para todo mundo,
- 2:57:25mano. Caraca, mano. É mano. Ah,
- 2:57:29Pedro, por que que sabe por que que eu
- 2:57:31não tenho pena? Porque, mano, todo aí
- 2:57:33todo mundo quer meu mal. É
- 2:57:34impressionante, mano. É impressionante.
- 2:57:37É impressionante.
- 2:57:40Que é isso, mano? Se filha da voasse,
- 2:57:43não ia dar para você nem ver o céu,
- 2:57:44mano. Todo mundo quer meu mal. Então eu
- 2:57:46falo assim, mano, é isso. É, é o, é, é,
- 2:57:49é o mal de quem é ruim mesmo. Vamos
- 2:57:51nessa. Vamos lá.
- 2:57:57Vocês não sabem disso não, né? Eu tenho
- 2:57:59uma lista negra, vocês sabiam? Eu tenho
- 2:58:01um documento aqui que todo mundo que já
- 2:58:03cometeu um erro grave comigo tá lá nessa
- 2:58:06lista sem nunca confiar
- 2:58:09eu monitoro. Vamos lá, vamos começar.
- 2:58:10Tipologia textual. Bebe água. Tô de
- 2:58:13volta aqui. Tá bom. [roncando]
- 2:58:16Vamos lá. [suspirando]
- 2:58:18Tem que começar. Vamos lá. Vamos meter
- 2:58:20marcha, pessoal.
- 2:58:22Tipologia textual. Deixa eu só ajustar
- 2:58:25aqui o quadro para eu poder ficar
- 2:58:27monitorando minha própria live. Vamos
- 2:58:29lá. Tipologia textual é uma, eu quero já
- 2:58:32que você fique com essa palavra. O tipo
- 2:58:34textual, ele, por favor, fica com essa
- 2:58:36palavra na sua cabeça, ele é meio que
- 2:58:39abstrato,
- 2:58:41sabe? Ele é uma maneira de, ele não tá
- 2:58:43em nenhum lugar, nenhum texto, ele é um
- 2:58:46tipo textual. Não é assim. O texto ele
- 2:58:49não é um tipo textual. O tipo textual é
- 2:58:52um jeito de você organizar a linguagem
- 2:58:54em um texto.
- 2:58:57Não estamos falando de funções da
- 2:58:58linguagem, não estamos falando de gênero
- 2:59:00literário, que o gênero você vê, pô,
- 2:59:02isso aqui é um diário, isso aqui é uma
- 2:59:03notícia, isso aqui é um tweet na minha
- 2:59:05mão, isso não, não, não. Estamos falando
- 2:59:07de um tipo textual,
- 2:59:10um tipo textual. Ele é, ele fica aqui
- 2:59:12flutuando e ele se conecta no texto. Ele
- 2:59:16é uma forma de você organizar os
- 2:59:18elementos da linguagem dentro de um
- 2:59:20texto. Por exemplo, quais são os tipos
- 2:59:23de organização linguística que você pode
- 2:59:25fazer dentro de um texto? Quais são os
- 2:59:27tipos de ação linguística que você pode
- 2:59:29fazer? Você concorda que você pode
- 2:59:32narrar,
- 2:59:34você pode contar uma história? Você
- 2:59:36concorda que você pode descrever? Essas
- 2:59:39são as possibilidades, né? descrever. Eu
- 2:59:42vou dizer já a diferença entre narrar e
- 2:59:44descrever. Você concorda que você pode
- 2:59:47argumentar?
- 2:59:51Você concorda que você pode apenas expor
- 2:59:54ou que você pode instruir? Você pode
- 2:59:57expor ou você pode instruir. Pessoal,
- 3:00:00por incrível que pareça, essas são todas
- 3:00:03as formas. São somente cinco coisas que
- 3:00:05você pode fazer dentro de um texto de
- 3:00:07organização do texto. Não confunda com
- 3:00:09funções da linguagem agora, tá bom?
- 3:00:11A função da linguagem é assim, ó.
- 3:00:12Naquele momento, qual o elemento da
- 3:00:14comunicação está em foco? Mas não é
- 3:00:16sobre isso não. Aqui é uma organização
- 3:00:18maior que você faz no texto, em parte do
- 3:00:20texto, você pode ter, por consequência
- 3:00:24textos que ele tem, presta atenção.
- 3:00:26Dificilmente a gente vai ter só uma
- 3:00:29tipologia textual num texto. O que a
- 3:00:32gente tem uma mistura, o que a gente tem
- 3:00:34uma predominância, da mesma forma que
- 3:00:36função da linguagem, tá bom? Então você
- 3:00:38pode ter tipo textual narrativo,
- 3:00:42você pode ter tipo textual descritivo,
- 3:00:47você pode ter tipo textual
- 3:00:50argumentativo,
- 3:00:52muitas vezes chamado também de
- 3:00:54dissertativo, mas não é a mesma coisa,
- 3:00:56tá bom? Não é a mesma coisa, mas muita
- 3:00:58gente chama de ah, dissertativo,
- 3:01:00argumentativo ou só dissertativo. Não é
- 3:01:02uma dissertação. Ela é uma estrutura
- 3:01:05organizada, fechada, com início, meio,
- 3:01:08fim, que ela pode ser do tipo
- 3:01:09argumentativo ou pode ser do tipo
- 3:01:10expositivo. Então eu não uso dessa
- 3:01:12forma, tá bom? Se aparecer em alguma
- 3:01:14prova, muitas vezes o dissertativo tá
- 3:01:15sendo sinônimo de argumentativo, mas não
- 3:01:17é bom. O ideal é dissertativo,
- 3:01:19argumentativo ou somente argumentativo,
- 3:01:20tá bom? Ele pode ser um texto de caráter
- 3:01:23expositivo
- 3:01:26e ele pode ser um texto de caráter
- 3:01:28instrutivo, mas o que a gente mais usa é
- 3:01:30injuntivo. Pessoal, isso aqui cai muito,
- 3:01:34cai muito, cai muito, muito, muito,
- 3:01:37muito na prova, tá bom? Então, cuidado
- 3:01:41com isso. Nunca confundir isso aqui com
- 3:01:43o gênero textual. O gênero textual, a
- 3:01:45gente vai chegar nele agora, ele é uma
- 3:01:47forma concreta. Ele não é uma coisa
- 3:01:49abstrata. Uma abstração é aquilo que se
- 3:01:51desconecta do concreto, não é? Não é.
- 3:01:53Entendeu? Então o gênero é uma coisa
- 3:01:56concreta. A notícia, o diário, o bilhete
- 3:01:59de papel, o postite, isso são gêneros
- 3:02:01textuais. Beleza?
- 3:02:04Aqui a gente tem tipologias, tá bom? Por
- 3:02:07ex, então, por exemplo, no mesmo gênero,
- 3:02:09inclusive, a gente pode misturar várias
- 3:02:10tipologias. Vamos começar aqui agora de
- 3:02:12fato, tá bom? O primeiro, o primeiro
- 3:02:13deles é o texto narrativo, pessoal. O
- 3:02:15que que é o o tipo textual narrativo?
- 3:02:17Você vai ver o tipo narrativo quando
- 3:02:20você tiver, ó, vai anotando agora,
- 3:02:22pessoal, que eu vou falando. Eu preciso
- 3:02:23que você anote para você fixar isso, tá
- 3:02:24bom? Cara, resumindo, contando uma
- 3:02:27história. Mas, Pedro, fala de modo
- 3:02:28técnico, como se fosse o Evanildo
- 3:02:30Bechara, como se fosse um linguista.
- 3:02:33Pessoal, quando você tiver contando, né,
- 3:02:35uma trama, você tiver contando uma
- 3:02:37sequência de fatos, tiver contando um
- 3:02:39enredo, uma sequência de acontecimentos
- 3:02:42que acontece num certo espaço e acontece
- 3:02:44num certo tempo com personagens e por
- 3:02:47meio de uma narração
- 3:02:50e num certo lugar, você tá fazendo uma
- 3:02:53narrativa. Por exemplo, isso eu vou
- 3:02:55falar isso aqui, não vou deixar vocês só
- 3:02:56anotarem, não vou falar. O texto
- 3:02:58narrativo, ele tem cinco elementos, tá?
- 3:03:00Básicos.
- 3:03:02cinco elementos que ele pode ter assim
- 3:03:03de básico, tá bom? Do texto narrativo. É
- 3:03:06muito simples, tá? Você concorda que é
- 3:03:08óbvio que ele tem que ter um lugar? Ele
- 3:03:10se passa em um lugar. Ele tem que ter o
- 3:03:12quê? Ou lugar ou um espaço, tá bom?
- 3:03:14Lugar. Você pode pensar em espaço
- 3:03:15também, né? Ele tem um tempo, ele tem
- 3:03:18que ter o quê? Personagem, né? Quem é o
- 3:03:21centro daquilo ali, quem participa
- 3:03:22daquilo ali, quem são as pessoas, né? Ou
- 3:03:24os animais ou o que quer que seja que
- 3:03:26participa daquilo ali. Tá bom? Ele tem
- 3:03:28que ter um narrador
- 3:03:31e ele tem que ter o quê? Um enredo.
- 3:03:34O que que é um narrador? Quem tá
- 3:03:35contando aquela história. Não tem como
- 3:03:38você contar uma história sem ter alguém
- 3:03:39contando essa história. Você tem que ter
- 3:03:41alguém contando essa história, né? O que
- 3:03:43que é um enredo? É a sequência de
- 3:03:44acontecimentos. Aconteceu isso, depois
- 3:03:46isso, depois isso, depois isso, tá bom?
- 3:03:48É só isso, né? Então, geralmente, qual é
- 3:03:50o enredo? situação inicial, depois eh
- 3:03:54começo da tensão, depois clímax, que é o
- 3:03:56momento de maior tensão, depois solução
- 3:03:57do conflito, depois encerramento e moral
- 3:04:00da história. Isso é o enredo, é a
- 3:04:01sequência de de acontecimentos, a
- 3:04:04sequência de fatos que vai acontecendo
- 3:04:06ali, tá bom? Você tem conflito, você tem
- 3:04:08clímax. Então, vamos lá. O clímax é o
- 3:04:10momento de maior tensão, né? Ah, ã, era
- 3:04:14uma vez um menino que morava numa casa e
- 3:04:17ele acordou e viu a mãe dele fazendo
- 3:04:20comida. Ele perguntou para ela: "Mamãe,
- 3:04:22o que você tá fazendo para comer?" E ela
- 3:04:23disse: "Tô fazendo panqueca, meu filho."
- 3:04:24Aí o moleque, ele começou a andar pela
- 3:04:26casa, tropeçou, bateu a cabeça e teve um
- 3:04:28traumatismo craniano. Foi para hospital,
- 3:04:30ficou internado, mas ficou tudo bem. Ele
- 3:04:32voltou para casa depois e comeu
- 3:04:33panqueca.
- 3:04:35Isso é uma narrativa, né? Era uma vez,
- 3:04:38isso é o tempo que não fica claro, né?
- 3:04:40Era uma vez. Aí tem o espaço, o moleque
- 3:04:43acordou no quarto dele, né? Tem o
- 3:04:45personagem que é o moleque e a outra
- 3:04:46personagem, o moleque é o protagonista e
- 3:04:47tem a mãe dele que é a personagem
- 3:04:49codvante. Tem a sequência de
- 3:04:51acontecimentos, né? Acordou, olhou pra
- 3:04:53mãe, falou com a mãe, tropeçou, caiu,
- 3:04:55traumatismo craniano, foi pro hospital,
- 3:04:57voltou para casa, comeu panqueca e tem o
- 3:04:59narrador que sou eu, que no caso não sou
- 3:05:02um narrador personagem, não participo
- 3:05:04ali ativamente, né? Não tô dentro da
- 3:05:05história, tá? Eu sou um narrador
- 3:05:07observador, tá? Talvez o narrador
- 3:05:10onisciente se tivesse dado a entender
- 3:05:12que eu sei os pensamentos do menino, que
- 3:05:14eu sei os pensamentos da mãe e que eu
- 3:05:15sei o que se passa em qualquer lugar ao
- 3:05:17mesmo tempo. Mas aqui eu sou um narrador
- 3:05:19observador da história, ok? Isso é a
- 3:05:22tipologia narrativa, tá? E aí você vai
- 3:05:26ver que assim é meio complicado você
- 3:05:27começar, ah, então nunca nunca faça essa
- 3:05:30pergunta. Nunca faça a pergunta assim.
- 3:05:33Um gênero textual é qual tipologia
- 3:05:34textual? Isso não existe, tá? Você não
- 3:05:37pode perguntar assim: "Olha, a notícia
- 3:05:39ela é narrativa?" Bem, a maioria das
- 3:05:42notícias tem um elemento narrativo. A
- 3:05:44maioria das notícias, ela justamente
- 3:05:46fala, né? Olha, ontem, né, eh, no dia no
- 3:05:50dia 27 de outubro, ah, uma mulher foi
- 3:05:54vítima de uma perseguição saindo da
- 3:05:57academia. Você viu, ó, já falei o tempo,
- 3:05:59no dia tal, uma mulher, falei o
- 3:06:00personagem, ela aí comecei a falar o
- 3:06:01enredo, ela foi vítima de uma
- 3:06:03perseguição saindo da academia, situei o
- 3:06:05espaço, situei o tempo, a personagem que
- 3:06:08é a mulher, né? E comecei [roncando] a
- 3:06:10falar isso e eu sou o próprio narrador,
- 3:06:11né? Quem tá dando a notícia, né? Aí o
- 3:06:14suspeito era um homem, escuta, o
- 3:06:16suspeito era um homem de aproximadamente
- 3:06:181,80 m com a pele branca, um boné da
- 3:06:22Nike e ã usava um moletom preto. Nesse
- 3:06:28momento que eu comecei a falar do
- 3:06:29suspeito, eu não tô mais no na tipologia
- 3:06:32narrativa, eu entrei na tipologia
- 3:06:34descritiva. Na hora que eu comecei a
- 3:06:37descrever, você entendeu? Só para falar
- 3:06:39o negócio de narrador ali, que eu acho
- 3:06:41que eu falei muito rápido, tá bom? O
- 3:06:42narrador, ele pode ser em primeira
- 3:06:43pessoa ou o narrador personagem, né, que
- 3:06:45é eu. Aí seria, olha, eu acordei em
- 3:06:47casa, o menino falou, eu acordei em
- 3:06:48casa, fui até a cozinha pegar panqueca,
- 3:06:50de repente tropecei narrador em primeira
- 3:06:52pessoa, narrador personagem. Ele
- 3:06:54participa da história e ele conta em
- 3:06:56primeira pessoa, tá bom? Ele tem uma
- 3:06:57visão limitada, né? Porque ele não
- 3:06:58consegue ver tudo ao mesmo tempo, ele
- 3:07:00não consegue ouvir os pensamentos dos
- 3:07:01outros, tá bom? Existe o narrador
- 3:07:03observador. Narrador observador, ele
- 3:07:05conta a história de fora, mas ele só
- 3:07:06conta o que ele vê. Se ele tem acesso ao
- 3:07:09interior. Olha só, o nar o narrador em
- 3:07:12terceira pessoa tem três tipos, tá bom?
- 3:07:13Deixa eu colocar aqui. Olha só, só para
- 3:07:14ficar bonito aqui, ó. Narrador,
- 3:07:18ele pode ser em primeira pessoa,
- 3:07:21que aí geralmente é o narrador
- 3:07:22personagem.
- 3:07:24Ele pode ser em terceira pessoa.
- 3:07:28A em terceira pessoa tem o observador.
- 3:07:31Ele vai falar, né? O menino saiu, o
- 3:07:33menino foi pra casa, o menino acordou e
- 3:07:35tem o narrador onisciente que ele vai
- 3:07:38falar assim: "Olha, o menino naquele
- 3:07:39momento lembrou de toda sua vida e
- 3:07:41sentiu medo pelo que estava por vir.
- 3:07:43Lembrou da época em que era ainda menor
- 3:07:45e mal cabia no colo e e mal cabia, sei
- 3:07:48lá, mal cabia, mal cabia não faz sentido
- 3:07:50porque ele era menor, né? E cabia
- 3:07:51tranquilamente no colo de sua mãe e
- 3:07:53agora esse tempo já passava e o medo
- 3:07:54aumentava em seu coração. Esse é um
- 3:07:56narrador onisciente, porque ele tem
- 3:07:58acesso ao interior dos personagens. Ele
- 3:08:00consegue ver tudo, ele consegue entender
- 3:08:01o que o personagem pensa, o que o
- 3:08:03personagem sente, não é isso? Consegue
- 3:08:06visualizar? Ok. Ã, então, só pra gente
- 3:08:09fechar bem aí o aspecto de tipologia
- 3:08:10textual narrativa, tá bom? Isso
- 3:08:14[roncando] é muito importante. A gente
- 3:08:15vai ver, tem muitas questões aqui para
- 3:08:16isso. O tipo textual descritivo,
- 3:08:18pessoal, o objetivo dele é fazer com que
- 3:08:22você consiga visualizar alguma coisa,
- 3:08:24alguma pessoa, algum lugar, algum
- 3:08:26objeto, alguma sensação. Por exemplo,
- 3:08:28vamos lá. Agora ativa o chat aí que eu
- 3:08:30tô precisando saber se eles estão
- 3:08:31acompanhando. Vamos lá, ativa o chat aí,
- 3:08:34né? Cadê o pessoal?
- 3:08:36>> Tão aí? Vamos lá, pessoal.
- 3:08:40Todo mundo concorda que se você for
- 3:08:42pegar o livro, por exemplo, né? Ã, O
- 3:08:44Senhor dos Anéis, ele vai ser um livro
- 3:08:47assim, tem um tipo textual narrativo bem
- 3:08:49claro, né? Vai falar: "Era uma vez um
- 3:08:52hobbit que vivia no condado. Esse hobbit
- 3:08:55era frô do bolseiro, né? Ele vivia e
- 3:08:58depois ele foi, ele pegou uma comitiva
- 3:09:00com o Gandalf, aí ele foi para lá. É o
- 3:09:02quê? Narrativo, narrativo, narrativo,
- 3:09:03né? Só que toda hora no meio do livro
- 3:09:06ele vai falar: "E aí o Frodo subindo à
- 3:09:09montanha olhou para uma árvore.
- 3:09:14E essa árvore ela cristalizava em si o
- 3:09:17orvalho da manhã e ela trazia a luz e o
- 3:09:21brilho dos elfos que fazia com que ele
- 3:09:23se sentisse naquele momento não sei quê.
- 3:09:26A copa das árvores era, a copa da árvore
- 3:09:28era densa e cristalina e trazia consigo
- 3:09:32todo o esplendor da manhã junto com o
- 3:09:34fulgor do crepúsculo. E naquele momento
- 3:09:37a árvore, não sei quê, entrou na
- 3:09:38tipologia descritiva do nada para fazer
- 3:09:40você imaginar paraa aquela
- 3:09:43árvore.
- 3:09:45Você tá entendendo?
- 3:09:47Tá sacando?
- 3:09:49É isso. Entrou na tipologia descritiva.
- 3:09:51Naquele momento,
- 3:09:54olha só, Frodo estava subindo à montanha
- 3:09:56quando avistou os caçadores, quando
- 3:09:59avistou os cavaleiros negros. Naquele
- 3:10:01momento, sentiu dentro de si um arrepio
- 3:10:05gélido na espinha. Era como se todos os
- 3:10:07seus pesadelos se materializassem na
- 3:10:09realidade. Por dentro de si, um
- 3:10:12sentimento gélido, medonho, assustador e
- 3:10:15macabro tomava conta de sua alma.
- 3:10:18é descritivo, só que eu tô descrevendo
- 3:10:21os sentimentos internos dele. Eu sei que
- 3:10:24quem tá, quem tá falando isso é um
- 3:10:25narrador onisciente, sim, mas o que o
- 3:10:28narrador onisciente tá falando? Ele está
- 3:10:32fazendo uma descrição do estado
- 3:10:34sentimental profundo, fazendo você
- 3:10:36imaginar e vivenciar o estado
- 3:10:37sentimental profundo do Frodo. Tá
- 3:10:41entendendo?
- 3:10:43Tá sacando? Eu sei que é um narrador
- 3:10:45onisciente, mas você entende que dentro
- 3:10:47da narração entrou uma tipologia
- 3:10:49descritiva, sacou? É isso. Quando ele
- 3:10:53avistou
- 3:10:55naquele momento, tem um texto en que
- 3:10:57fala sobre isso, né? Quando a quando ele
- 3:10:58avistou aquela menina, ele sentiu dentro
- 3:11:01de si e o fulor da juventude junto com
- 3:11:04não sei quê. Descritivo, mesmo que se
- 3:11:06ele pode descrever. A tipologia
- 3:11:08descritiva, ela descreve tanto objetos
- 3:11:10concretos quanto sentimentos e estados
- 3:11:13subjetivos. OK? Ali perguntar, tem que
- 3:11:16ser sempre uma descrição objetiva. Não,
- 3:11:17a descrição pode ser subjetiva.
- 3:11:21OK? É isso. Pode fechar o chat de novo.
- 3:11:24Vamos para cima, tá bom? Então, a
- 3:11:25descrição, como eu tava dizendo, ela
- 3:11:26pode ser objetiva quando ela registra
- 3:11:29aquilo que você vê sem julgar.
- 3:11:33A mulher era alta, tinha cabelo
- 3:11:35grisalho, usava um sobretudo vermelho,
- 3:11:38usava sapatos com 15 cm de salto feitos
- 3:11:42em couro de jacaré.
- 3:11:45Ó, entendeu? A mulher era alta.
- 3:11:47Descrição o quê? Objetiva, né? A mulher
- 3:11:50ostentava um ar de arrogância e soberba.
- 3:11:54Portava-se como se fosse melhor do que
- 3:11:56todos, né? ostentava uma elegância
- 3:11:59desproporcional ao ambiente.
- 3:12:02Aí agora eu tô misturando, isso é uma
- 3:12:04descrição subjetiva, eu estou misturando
- 3:12:07as minhas impressões e os meus
- 3:12:09julgamentos,
- 3:12:10né? A mulher tinha um aspecto repulsivo.
- 3:12:13Ora,
- 3:12:14repulsa é uma é uma sensação humana. O
- 3:12:18que é repulsivo para uns pode não ser
- 3:12:20para outros. Então você diz que a mulher
- 3:12:21tinha um aspecto repulsivo. Isso é uma
- 3:12:23descrição subjetiva. Tá bom? Sacou? A
- 3:12:27descrição, quando ela usa adjetivos
- 3:12:28negativos, ela é uma descrição
- 3:12:30depreciativa,
- 3:12:31tá bom? Muitas vezes no uso, que é, vou
- 3:12:35te dar uma braba agora, vou te dar uma
- 3:12:37braba. A descrição em questões
- 3:12:40avançadas, em poemas muito avançados,
- 3:12:42ela pode, na hora de fazer uma descrição
- 3:12:45subjetiva, ela pode usar uma figura de
- 3:12:47linguagem chamada sinestesia.
- 3:12:50Sinestesia você misturar os sentidos.
- 3:12:52Então eu falo assim, eh, quando ela me
- 3:12:56chamou,
- 3:12:58ouvi aquela encantadora
- 3:13:00voz doce.
- 3:13:03Bem, voz doce, a voz ela é captada pelo
- 3:13:07sentido da nossa audição. E doce é algo
- 3:13:12que é captado pelo paladar. Essa mistura
- 3:13:15dos sentidos é uma figura de linguagem
- 3:13:17chamada sinestesia, que pode ser usada
- 3:13:19para trazer expressividade para o texto
- 3:13:22poético, no caso para descrição
- 3:13:24subjetiva dentro de um texto poético, tá
- 3:13:26bom? Terceiro, texto dissertativo,
- 3:13:29argumentativo ou somente argumentativo,
- 3:13:31tá bom? Ele é um texto que é organizado
- 3:13:34para defender uma tese, defender um
- 3:13:36ponto de vista com argumentos
- 3:13:39para convencer o leitor, para persuadir
- 3:13:41o leitor.
- 3:13:43Argumentativo é isso, é um texto que
- 3:13:44defende um ponto de vista para te
- 3:13:46persuadir. Dissertativo, argumentativo é
- 3:13:48quando ele é todo organizado com início,
- 3:13:50meio, fim, tem aquela estrutura mais
- 3:13:52rigorosa, tá bom? Dissertação é
- 3:13:53característica disso, de um texto com
- 3:13:55formato certinho, início, meio, fim, OK?
- 3:13:59É o tipo de redação óbvio que cai no
- 3:14:00Enem, tá bom? E aí você agora dentro,
- 3:14:03isso aqui é muito importante, pessoal,
- 3:14:04quero que vocês prestem atenção, dentro
- 3:14:05do do tipo textual argumentativo, você
- 3:14:08tem, por exemplo, o argumento de
- 3:14:10autoridade. Ele é muito importante para
- 3:14:13trazer força pro texto, que é você
- 3:14:15utilizar algum tipo de especialista,
- 3:14:17algum tipo de instituição legitimada,
- 3:14:20renomada. Então, olha, segunda a
- 3:14:21Organização Mundial da Saúde ou não sei
- 3:14:23que, não sei quê, né? É 60% das
- 3:14:26crianças, não sei quê. No momento que eu
- 3:14:28falo, olha, eh, 60, se eu falar assim,
- 3:14:3060% das crianças que usam o celular tem
- 3:14:33problemas cognitivos, isso você concorda
- 3:14:35que é um argumento? Sim ou não? Ah, liga
- 3:14:37o chat aí. Liga o chat aí. Se eu falar
- 3:14:40assim, 60% das crianças que utilizam o
- 3:14:42celular tem problemas cognitivos, você
- 3:14:44concorda que isso é um argumento?
- 3:14:48Sim ou não?
- 3:14:50Fala aí no chat.
- 3:14:57Não, não é,
- 3:15:03não é. 60% das crianças que usa celular
- 3:15:07tem problemas cognitivos. Isso não é um
- 3:15:09argumento,
- 3:15:11isso é simplesmente um dado estatístico.
- 3:15:14Um argumento tem que estar em defesa de
- 3:15:16um ponto de vista.
- 3:15:18Então, se eu falo, se eu falo assim,
- 3:15:21você não deveria dar celular para o seu
- 3:15:24filho,
- 3:15:26pá, segundo não sei que, não sei que,
- 3:15:2860% das crianças t problema. Agora sim,
- 3:15:31é um argumento porque eu botei o meu
- 3:15:32ponto de vista que olha, na minha visão,
- 3:15:34você não deveria dar o celular pro seu
- 3:15:35filho. Esse é meu ponto de vista. Agora
- 3:15:38eu vou comprovar, então eu vou atrelar
- 3:15:39um dado aquilo ali. Agora virou um
- 3:15:41argumento. O conjunto inteiro, o dado
- 3:15:43por si só, não tem como ser um
- 3:15:44argumento. É 60% das crianças que usam
- 3:15:46celular, elas têm um problema cognitivo.
- 3:15:48Isso não é um argumento, pô. Isso não é
- 3:15:50um argumento. Isso é uma estatística. E
- 3:15:53daí que 60% tem? Que que tem? Isso é
- 3:15:54bom, isso é ruim, não sei. Não pode se
- 3:15:57confundir. Isso é simplesmente um dado
- 3:15:58estatístico.
- 3:16:00Entendeu? Sacou?
- 3:16:03Sim. Pode fechar o chat. Só queria
- 3:16:05confirmar se a turma tava esperta com
- 3:16:07isso, tá bom? Então, argumentos de
- 3:16:10autoridade, citação de dados
- 3:16:11estatísticos são muitos muito comuns,
- 3:16:13né? A autoridade ela fortalece o
- 3:16:16argumento por si só. A gente vai ver
- 3:16:18isso em várias questões, tá bom? Existem
- 3:16:20várias estratégias, né? Por exemplo, uma
- 3:16:22estratégia argumentativa é a enumeração.
- 3:16:26Isso aqui cai muito em prova, pessoal.
- 3:16:27Cai muito, Ren muito. Como é que
- 3:16:29funciona a estratégia da enumeração? A
- 3:16:31enumeração funciona assim, eh, razões
- 3:16:34pelas quais seu filho não deveria
- 3:16:35utilizar o celular. Atrapalha o sono
- 3:16:38dele, atrapalha as relações sociais,
- 3:16:40atrapalha a conexão dele contigo, ah,
- 3:16:43pode fazer mal para os hormônios dele,
- 3:16:45expõe ele a conteúdo adulto quando ele
- 3:16:47ainda é criança. Você concorda que eu
- 3:16:49enumerei? Eu tô citando, eu tô agrupando
- 3:16:51razões? É isso,
- 3:16:58sacou?
- 3:17:00Enumeração é uma estratégia
- 3:17:02argumentativa, tá bom? Outra estratégia
- 3:17:06argumentativa é a refutação. Por
- 3:17:08exemplo, eu apresento um ponto de vista
- 3:17:10e depois eu derrubo ele.
- 3:17:13Muitos pais acreditam, vou fazer agora
- 3:17:15ao vivo com vocês, muitos pais acreditam
- 3:17:17que criar o filho cercado por celulares,
- 3:17:20iPads e computadores é uma forma de
- 3:17:22treiná-lo e prepará-lo para o futuro.
- 3:17:24Visto que é sabido, é fato, objetivo que
- 3:17:27o presente e o futuro serão cada vez
- 3:17:29mais tecnológicos, faz total sentido
- 3:17:32imaginar que criar seu filho imerso em
- 3:17:34tecnologia é a melhor forma de
- 3:17:36prepará-lo para lidar com os desafios do
- 3:17:38mundo moderno.
- 3:17:40No entanto, essa visão carece de
- 3:17:42fundamento e o efeito acaba sendo
- 3:17:44exatamente o contrário, visto que o
- 3:17:47mundo moderno exige muito mais do que a
- 3:17:50aptidão propriamente dita com a
- 3:17:51tecnologia, mas sim competências
- 3:17:53críticas, competências intelectuais,
- 3:17:55capacidades de leitura e interpretação,
- 3:17:57capacidade de concentração, as quais
- 3:17:59além de não poderem ser adquiridas por
- 3:18:01meio do uso direto de celulares,
- 3:18:03computadores e celulares, também são
- 3:18:05atrapalhadas pela exposição precoce a
- 3:18:07esses meios. Ora, deveríamos voltar à
- 3:18:10educação clássica. A educação clássica é
- 3:18:12aquela que apresenta seu filho primeiro
- 3:18:14a literatura, matemática, lógica, as
- 3:18:16artes do pensamento, para, em seguida,
- 3:18:18em idade mais velha, já dotado de um
- 3:18:20intelecto treinado, que ele seja capaz
- 3:18:23de manipular e manusear instrumentos
- 3:18:25tecnológicos, os quais, convenhamos, não
- 3:18:27são nada nada difíceis de dominar, visto
- 3:18:29que até idosos conseguem aprender a usar
- 3:18:31um celular e até crianças de 4 anos
- 3:18:33conseguem. O que ninguém efetivamente
- 3:18:35consegue fazer é aprender a pensar
- 3:18:36criticamente, a ter raciocínio lógico,
- 3:18:39matemático e linguístico.
- 3:18:42Pode ligar o chat aí. Bom ou não,
- 3:18:45por que que eu fecho o olho?
- 3:18:48Para todo mundo ter certeza que eu tô
- 3:18:49realmente inventando isso em tempo real,
- 3:18:51tá bom? Você entendeu? Isso aqui é a
- 3:18:53estratégia da refutação. Várias
- 3:18:55estratégias foram usadas aqui, né? Mas
- 3:18:57eu apresentei uma tese, né? Primeiro eu
- 3:18:59apresentei uma tese, um argumento
- 3:19:00contrário, né? de que seria bom dar o
- 3:19:02celular pra criança, né? Depois eu fui
- 3:19:05refutando, fui desconstruindo ele, tá
- 3:19:07bom? Sacou? É isso, né? Com por meio de
- 3:19:10várias estratégias, né? Mas a principal
- 3:19:12estratégia é propriamente aqui o
- 3:19:13encadeamento de raciocínios, tá bom? De
- 3:19:15princípios pedagógicos, OK? Não, não é
- 3:19:18para pensar sem distração, não é para
- 3:19:19ficar registrado que eu não tô lendo
- 3:19:20isso em nenhum lugar, sei lá, tá bom?
- 3:19:22Que que realmente isso aqui eu consigo
- 3:19:23fazer da minha cabeça direta. Pessoal
- 3:19:26não entende depois. que é por Olha só,
- 3:19:29eu ainda não conheci outro outras
- 3:19:31pessoas fazendo isso não. Mas vamos lá.
- 3:19:33Isso é o texto argumentativo. Então a
- 3:19:35gente vai ver de maneira muito mais
- 3:19:36tranquila nas questões como que isso
- 3:19:38aqui funciona, tá bom? Agora, pessoal,
- 3:19:39vocês concordam? Pode deixar o chat
- 3:19:40ligado, tá bom? Vocês concordam? A maior
- 3:19:42dúvida que vocês têm é justamente o
- 3:19:45texto expositivo. Todo mundo aqui vai
- 3:19:46perceber isso, né? O texto expositivo,
- 3:19:48ele gera muita dúvida. Ele se confunde
- 3:19:51muito com o argumentativo e se confunde
- 3:19:52muito com o descritivo, não é verdade?
- 3:19:55Não é verdade? Olha só, o texto
- 3:19:57expositivo, o objetivo dele é
- 3:20:02expor,
- 3:20:04é te apresentar, é explicar um assunto
- 3:20:09sem defender uma opinião explícita.
- 3:20:12Pessoal, qual é a tipologia textual
- 3:20:16predominante
- 3:20:17dessa aula? Me diga,
- 3:20:20qual é a tipologia textual predominante
- 3:20:22dessa aula aqui?
- 3:20:25expositiva.
- 3:20:28Eu tô aqui nessa aula predominantemente
- 3:20:31narrando algo para você, contando uma
- 3:20:33sequência de acontecimentos, uma
- 3:20:35história. Não tô. Embora em alguns
- 3:20:37momentos eu possa contar. Ah, quando eu
- 3:20:39tava lá em 2018, eu tinha 20 anos de
- 3:20:41idade e eu tava estudando pra medicina
- 3:20:44para ser aprovado pela primeira vez. Eu
- 3:20:46consegui tirar 1000 da redação. Teve um
- 3:20:48dia que eu tava no curso e eu cheguei
- 3:20:49lá, não sei aí, beleza, comecei uma
- 3:20:51narração, né? Eu poderia começar a
- 3:20:53descrever aqui, pessoal, pá, eh, o o o
- 3:20:57sentimento é exatamente assim que ele
- 3:20:59acontece, não sei que, imagina tal
- 3:21:00coisa. Beleza, agora eu poderia começar
- 3:21:03a argumentar. Em algum momento aqui eu
- 3:21:04argumentei, pessoal, em algum momento
- 3:21:06aqui eu argumentei.
- 3:21:08Em algum momento aqui nessa aula eu
- 3:21:09argumentei? Eu tô argumentando com
- 3:21:11vocês? Em algum momento eu argumentei?
- 3:21:14Sim. Sim.
- 3:21:16Em vários momentos, eu argumentei, em
- 3:21:18vários momentos aqui, eu exponho um
- 3:21:19ponto de vista e depois defendo ele. Por
- 3:21:21exemplo, quem tava na hora que eu expus
- 3:21:22um ponto de vista, que eu faria assim
- 3:21:25que que linguagens era interpretação
- 3:21:27assim, 100% interpretação, que
- 3:21:29linguagens não era nada de ai só saber a
- 3:21:30habilidade, só saber a palavra-chave, só
- 3:21:32saber a matriz, isso não foi um ponto de
- 3:21:34vista, mas depois eu sustentei com
- 3:21:36argumentos, eu sustentei com
- 3:21:38demonstrações. Como é que eu mostrei
- 3:21:41situações concretas, exemplos em que
- 3:21:43simplesmente fazer uma conexão de
- 3:21:45palavras chave não é o suficiente. Isso
- 3:21:46era uma argumentação. Mas a
- 3:21:49predominância dessa aula aqui é uma
- 3:21:50exposição. Eu não tô aqui para te
- 3:21:52convencer. Você acha mesmo que eu tô
- 3:21:54aqui para te convencer que são essas as
- 3:21:56cinco essa? Ó, eu preciso te convencer
- 3:21:58que são essas aqui as cinco tipologias
- 3:22:00textuais? Claro que não. Esse
- 3:22:02conhecimento já existe. Eu estou te
- 3:22:03apresentando, eu estou te informando.
- 3:22:05Você tá entendendo? Tem muita gente que
- 3:22:07pensa: "Ah, mas você tá descrevendo?"
- 3:22:08Não descrever é fazer com que você
- 3:22:11imagine, fazer com que surja uma imagem
- 3:22:13na sua cabeça de uma coisa objetiva ou
- 3:22:15de uma coisa subjetiva. Você entendeu?
- 3:22:18Então eu estou aqui simplesmente
- 3:22:19expondo. Eu tô expondo uma coisa. Por
- 3:22:22isso que você não pode fazer no Enem um
- 3:22:23texto expositivo, porque eles querem uma
- 3:22:26argumentação. Se você faz uma tua
- 3:22:27redação do Enem sobre, ah, eh, pô,
- 3:22:30desafios, eh, para, pro, para
- 3:22:33perspectivas sobre o envelhecimento no
- 3:22:34Brasil, você fala assim: "Pô, o Brasil é
- 3:22:37um país que tá com a pirâmide etária
- 3:22:39cada vez mais sendo invertida pelo
- 3:22:42processo de transição demográfica e pela
- 3:22:44queda da taxa de natalidade. Vou fechar
- 3:22:46o olho, tá bom? Vamos lá. Olha só, fazer
- 3:22:48uma redação aqui que você vai achar que
- 3:22:49tá lindo e tá uma bela bosta, tá bom?
- 3:22:50perspectivas sobre o envelhecimento no
- 3:22:52Brasil. O Brasil é um país marcado por
- 3:22:55uma revolução industrial incompleta,
- 3:22:58tímida e tardia. Por conta disso, eh, o
- 3:23:01Brasil tem uma série de características
- 3:23:04próprias de países de terceiro mundo.
- 3:23:06Uma delas é que estamos agora começando
- 3:23:08a vivenciar a nossa transição
- 3:23:10demográfica e o envelhecimento da
- 3:23:11população. A partir de 1930 começou uma
- 3:23:15queda na taxa de natalidade com a com a
- 3:23:17com a industrialização promovida por
- 3:23:19Getúlio Vagas, que por consequência
- 3:23:21trouxe também muita urbanização para o
- 3:23:23Brasil. a saída das famílias. As as
- 3:23:26famílias saíram do do campo em direção à
- 3:23:28cidade e lá os filhos já não são uma mão
- 3:23:31de obra, então eles são um custo.
- 3:23:33Portanto, as famílias começaram a ter
- 3:23:35cada vez menos filhos. Agora,
- 3:23:38sei lá, quase 100 anos depois, o cenário
- 3:23:40é que a quantidade de pessoas nascendo é
- 3:23:43menor do que nunca e a população vai
- 3:23:45envelhecendo e a crise dos sistemas
- 3:23:47previdenciários, como INSS vai se
- 3:23:49aproximando. São poucas as pessoas
- 3:23:51contribuindo para o tanto de pessoas que
- 3:23:53precisam ser sustentadas com suas
- 3:23:55aposentadorias para completar. Ainda há
- 3:23:57o problema da informalidade. Tá um lixo.
- 3:23:59Tá um lixo. Tá 100% expositivo. Eu não
- 3:24:03tô argumentando nada. Eu não tô falando
- 3:24:05nenhum ponto de vista meu, eu tô só
- 3:24:07contando o que aconteceu. Tudo isso são
- 3:24:08fatos, Tá uma bosta. Tá, tá.
- 3:24:11Agora se alguém pode estar com uma
- 3:24:13sensão de que tá legal, né? Tá legal
- 3:24:15enquanto aula. Tá legal enquanto aula.
- 3:24:18Você concorda? Enquanto aula tá legal,
- 3:24:20mas eu não tô eu não tô argumentando
- 3:24:23nada.
- 3:24:25Argumento mesmo eu falar um ponto de
- 3:24:26vista. O envelhe, o envelhecimento no
- 3:24:29Brasil é sofrido e precarizado por conta
- 3:24:34da negligência do governo. Tá? Esse é um
- 3:24:37ponto de vista. Agora eu vou começar a
- 3:24:40trabalhar. Esse é um ponto de vista. Ah,
- 3:24:41o envelhecimento é sofrido precarizado
- 3:24:43por conta do governo, por conta do do do
- 3:24:46fato que o governo ele faz alguma coisa,
- 3:24:48tá bom? Agora eu começo isso porque é
- 3:24:50papel do governo, segundo a Constituição
- 3:24:51de 1988, garantir de maneira plena o
- 3:24:54direito à saúde e não sei quê,
- 3:24:56especialmente da população idosa, que é
- 3:24:57uma população mais vulnerável. No
- 3:24:58entanto, quando a gente olha pra
- 3:24:59realidade, a gente constata que os
- 3:25:01projetos do governo não são eficientes
- 3:25:02na garantia do não sei quê. Isso porque
- 3:25:04esse projeto, por exemplo, aqui não
- 3:25:05funcionou, esse projeto tá parado, o
- 3:25:06governo não dá assistência para compra
- 3:25:08de remédio de maneira plana. Perfeito,
- 3:25:09agora eu comecei a argumentar, botei o
- 3:25:11ponto de vista de que é culpa do governo
- 3:25:12e agora eu tô trabalhando. Ué, por que
- 3:25:14que é culpa do governo? Entendeu?
- 3:25:17Sacou?
- 3:25:20Pode fechar o chat. Então, o expositivo
- 3:25:23ele é simplesmente apresentar as
- 3:25:25informações, explicar o assunto. Ninguém
- 3:25:27não vai defender uma opinião aqui, não
- 3:25:29vai defender. Tá bom? Então, cara,
- 3:25:31qualquer verbete de enciclopédia, de
- 3:25:34dicionário, definindo um termo, qualquer
- 3:25:36coisa que esteja num dicionário, tá bom?
- 3:25:39Qualquer texto didático, qualquer livro
- 3:25:40didático, qualquer reportagem. Muitas
- 3:25:43vezes, Pedro, como assim reportagem?
- 3:25:44Não, você disse que notícia, cuidado,
- 3:25:46não confunda o gênero textual notícia
- 3:25:48com o gênero textual reportagem. É
- 3:25:50diferente, a gente vai chegar nisso, tá
- 3:25:51bom? Mas a reportagem, ela tá muito mais
- 3:25:53expondo informações sobre uma coisa que
- 3:25:54existe. A notícia tá te contando muito
- 3:25:56mais uma narração, mas também tá
- 3:25:57expondo. E tem tem todos os tipos
- 3:25:59textuais, tem muitos tipos textuais
- 3:26:00misturados ali, tá bom? Mas a notícia
- 3:26:02geralmente ela tá narrando, a
- 3:26:03reportagem, ela tá expondo. A gente vai
- 3:26:05chegar nisso daqui a pouco, tá bom? Mas
- 3:26:06qualquer texto de divulgação científica,
- 3:26:08um texto expositivo, ele não vai
- 3:26:10argumentar contigo, ele vai explicar a
- 3:26:11ciência para um público, tá bom? Ok?
- 3:26:15Então é isso, tá bom? O expositivo ele
- 3:26:17explica, ele informa e o argumentativo
- 3:26:19ele quer te convencer de alguma coisa,
- 3:26:21tá? E o quinto é o texto injuntivo.
- 3:26:24Injuntivo é o texto instrutivo. Ele
- 3:26:27orienta, ele instrui, ele ordena. Aí
- 3:26:29você vai falar: "Pô, Pedro, então no
- 3:26:31texto injuntivo, sei lá, deve
- 3:26:34predominar, olha isso aqui, como essa
- 3:26:36pergunta é boa, Pedro. No texto
- 3:26:37injuntivo deve predominar a função da
- 3:26:40linguagem apelativa, né? Porque o texto
- 3:26:43injuntivo quer te explicar como fazer
- 3:26:45alguma coisa, né? Então ele deve ter
- 3:26:47nele a função apelativa para falar para
- 3:26:51tu fazer alguma coisa. Sim, mas ele
- 3:26:53também pode ter nele, né? Com certeza
- 3:26:56ele pode ter nele ã
- 3:26:59a função ã ele quer te explicar como
- 3:27:01fazer alguma coisa. Ele pode ter nele a
- 3:27:02função referencial focada no assunto.
- 3:27:05Então a bula de um a o manual de
- 3:27:07instruções, por exemplo, ele é um texto
- 3:27:09de tipologia muito injuntiva. Ele a
- 3:27:12bula, a a o manual de montagem de um de
- 3:27:14um móvel não vai contar a história do
- 3:27:16móvel. Às vezes ele vai descrever um
- 3:27:19pouco o móvel, né? Vai falar, é bem
- 3:27:22normal até que tenha dentro do manual
- 3:27:24ele, embora ele seja um texto
- 3:27:25predominantemente injuntivo, né? Monte
- 3:27:26dessa forma, faça isso, é bem normal que
- 3:27:28tenha ali uma descrição que ele fale:
- 3:27:31"Olha, você tem aí oito parafusos tais,
- 3:27:34você tem aí é um tampo desse tamanho,
- 3:27:36você tem um pack que é desse tamanho, tá
- 3:27:38fazendo a descrição ali, beleza? Não é
- 3:27:40normal que ele argumente, nenhum manual
- 3:27:42vai argumentar, vai falar: "Olha, não
- 3:27:43faça isso, não sei quê". Beleza?
- 3:27:46E muitas vezes ele é expositivo, ele tá
- 3:27:49te expondo uma informação. Esse móvel
- 3:27:51que vem aqui é um móvel fabricado em MDF
- 3:27:54de alta qualidade. Ele deve durar por
- 3:27:56muito tempo, não sei quê, tá expondo.
- 3:27:58Mas o principal dele tá fazendo tudo
- 3:28:00isso é para instruir Pedro. Então tu
- 3:28:01falou que no no manual de instruções do
- 3:28:03móvel pode ter eh pode ter descrição
- 3:28:06para detalhar algumas partes do móvel
- 3:28:07para fazer você imaginar, né? A peça no,
- 3:28:09a peça C é aquela que tem tal tamanho,
- 3:28:12não sei quê, que pode ter exposição
- 3:28:14porque vai te vai te contar algumas
- 3:28:15informações sobre o móvel. Esse móvel
- 3:28:17ele é feito para ficar em tal lugar, ele
- 3:28:19ele ele é testado com essa resistência,
- 3:28:22ele aguenta tal coisa e ao mesmo tempo o
- 3:28:25tipo injuntivo para te instruir como que
- 3:28:26você monta o móvel. Exatamente isso.
- 3:28:29Exatamente isso. Tá bom? Agora falando
- 3:28:32assim muito especificamente da tipologia
- 3:28:34textual injuntiva ou instrucional ou
- 3:28:37orientativa, tá bom? instrutiva,
- 3:28:39qualquer coisa assim, ela vai ensinar ao
- 3:28:41leitor, ordenar ao leitor como que ele
- 3:28:44faz alguma coisa. A as marcas desse
- 3:28:46texto aqui é o quê? Principalmente
- 3:28:47verbos no imperativo. Qualquer receita
- 3:28:50de bolo, por exemplo, misture isso, né?
- 3:28:52Faça isso, coloque essa xícara aqui.
- 3:28:56Você entendeu? As as etapas, né?
- 3:28:58Primeiro isso, depois isso, depois isso,
- 3:29:00depois isso, os verbos assim, você deve
- 3:29:02fazer isso, você não deve fazer isso,
- 3:29:04tudo isso é marca de texto injuntivo,
- 3:29:07receita manual, bula. Agora, olha só,
- 3:29:09bula de remédio. Bula de remédio é texto
- 3:29:12injuntivo? Sim. Liga o chat aí. Bula de
- 3:29:15remédio é texto injuntivo? Sim, somente
- 3:29:18injuntivo.
- 3:29:19Vamos lá. bula de um remédio que você
- 3:29:22comprou, vai tomar ali, sei lá, o
- 3:29:24medicamento ácido acetil salicílico, um
- 3:29:27medicamento anticoagulante, né? Deixa eu
- 3:29:29atualizar aqui. Você ligou o chat? Vai
- 3:29:32tomar o ácido acetil salicílico, né? Um
- 3:29:35anticoagulante, né?
- 3:29:39Tá aí de boa. Beleza. Aí fala assim:
- 3:29:41"Olha só, tome esse medicamento uma vez
- 3:29:45por dia num comprimido de 100 mg. Tá
- 3:29:47travado aí ou tá de boa?" Rodando,
- 3:29:49>> tá rodando, né? Normal. Deixa eu ver
- 3:29:51aqui.
- 3:29:53Tá normal, né? Então, olha só, tome esse
- 3:29:55medicamento, não sei quê. P pá, pá. Mas
- 3:29:57você concorda que no meio daquela bula,
- 3:29:59no meio daquela bula pode ter assim,
- 3:30:02esse medicamento, ele se apresenta na
- 3:30:04forma de pequenas cápsulas com um pó
- 3:30:07branco dentro.
- 3:30:09Isso aí ele descreveu. Pode fechar o
- 3:30:12chat aí. Pode fechar o chat aí. Isso aí
- 3:30:13ele descreveu. O chat que trava. Isso
- 3:30:15mesmo. É isso. É o chat que trava, né?
- 3:30:17Melhor tirar o chat. Boa. Você concorda
- 3:30:20que aí ele descreveu? Ele falou assim:
- 3:30:22"Esse medicamento ele tem cápsulas com
- 3:30:24um pozinho branco dentro. Ele tá
- 3:30:25descrevendo para você saber como é que é
- 3:30:26o medicamento, para se tiver diferente
- 3:30:28você não tomar". Ele vai falar: "Ele tem
- 3:30:29cápsula com pozinho branco dentro. O
- 3:30:30aspecto da cápsula, ele é ele é um
- 3:30:32aspecto sólido, quebradiço. Não tome se
- 3:30:36tiver diferente disso. Agora ele te deu
- 3:30:37uma instrução.
- 3:30:39Então dentro daquele texto que é
- 3:30:41predominantemente instrutivo, ele também
- 3:30:43descreve para você como é que é aquele
- 3:30:44medicamento, né? E chega uma hora que
- 3:30:47eles põe esse remédio, ele passou por
- 3:30:50vários testes e o mecanismo de ação dele
- 3:30:53é que ele evita a formação. É, isso aí
- 3:30:56seria feito, né? O nem lembro qual o
- 3:30:58mecanismo específico de ação do do AS,
- 3:31:01se ele é se ele faz alguma coisa no nos
- 3:31:03fatores de agregação plaquetária ou se é
- 3:31:05direto na vitamina K, né? Deixa eu até
- 3:31:06lembrar aqui. Mecanismo de ação do AAS.
- 3:31:09Ele é um desagregador plaquetário, né?
- 3:31:11Ele ele aqui, ó, na inibição
- 3:31:13irreversível da ciclooxigenase.
- 3:31:15Perfeito. Tá bom? Então ele ele inibe a
- 3:31:17enzima cicloxigenáo, OK? Tá bom? Que aí
- 3:31:19quando ele inibe isso, né, ele impede a
- 3:31:20transformação do ácido actônico em
- 3:31:22próstragandina. Perfeito. Olha só. E
- 3:31:23tromboxano. É isso mesmo. Então esse
- 3:31:25nesse no momento que ele fala assim, ele
- 3:31:26ele diz, né? O efeito desse medicamento,
- 3:31:28o mecanismo desse medicamento é esse.
- 3:31:29Ele faz isso por meio disso. Ele tá
- 3:31:31fazendo uma parte expositiva.
- 3:31:33Ele tá fazendo uma parte expositiva.
- 3:31:35Tudo bem? Tá expondo. Tá só te dando um
- 3:31:37conhecimento ali, mas ainda assim
- 3:31:39continua sendo predominantemente
- 3:31:40[roncando]
- 3:31:41injuntivo a site. Você vai direto ou vai
- 3:31:43ter pausa? Vou direto, tá bom? Vou
- 3:31:44direto. Ã, pronto. Matamos aqui os tipos
- 3:31:48textuais. Todo mundo visualizou?
- 3:31:50Matamos. Vamos paraa questão ou não
- 3:31:51vamos? Todo mundo tá pronto, pessoal?
- 3:31:54Verifica se vocês estão inscritos no
- 3:31:56canal. Tô falando sério. A gente vai
- 3:31:58pras questões agora, verifica, cara. Se
- 3:32:01inscreva no canal, isso faz um bem pr
- 3:32:04pra gente, mano, para nós. Isso é muito
- 3:32:06bom. E participe da nossa Black F. Se
- 3:32:08você quer estudar com a gente, eu te
- 3:32:09garanto que é a melhor plataforma do
- 3:32:11Brasil, a nossa e a mais bonita
- 3:32:13tecnológica. E bicho, você vai ter oito
- 3:32:17extensivos ao vivo ano que vem inteiro.
- 3:32:19Ao vivo. Tipo, cada cada isolada
- 3:32:21extensiva que você vai ter de
- 3:32:22matemática, física, química, tem três a
- 3:32:24cinco encontros por semana. Cada. Cada.
- 3:32:27Tem comigo, tem com os outros
- 3:32:28professores que são de altíssimo nível e
- 3:32:30fica tudo gravado. Então isso aí vale
- 3:32:32muito. Era para est assim, pô, pelo
- 3:32:34menos 10.000 essa parada. O vitalício
- 3:32:36vai levar por 2997 12 de 299. Vai ser só
- 3:32:39por esse grupo VIP aqui. Tem que entrar
- 3:32:41aqui por um dos dois QR codes e ficar
- 3:32:43esperando lá no grupo VIP. Tá bom?
- 3:32:44Beleza. Vamos nessa. Então, verifica se
- 3:32:46tá inscrito no canal aí, pelo menos.
- 3:32:48Vamos trabalhar, tá bom? Vamos nessa.
- 3:32:51Bora.
- 3:32:52No relato de memórias do autor, entre os
- 3:32:55recursos usados para organizar a
- 3:32:56sequência de eventos narrados, parece
- 3:32:59que é uma narrativa, né? Um relato
- 3:33:01destaca-se, ah, olha só, em junho de
- 3:33:031913 embarquei pra Europa a fim de me
- 3:33:06tratar no senatório suíço. Todo mundo já
- 3:33:08percebeu junto comigo que trata-se de um
- 3:33:10texto narrativo. Todo mundo vê aqui a
- 3:33:12narração acontecendo. Embarcou para um
- 3:33:14sanatório suíço, né?
- 3:33:21Eu
- 3:33:26acabei de perceber,
- 3:33:28sentindo meu coração
- 3:33:30que eu preciso trocar de blusa
- 3:33:34para recuperar um pouco a aura. Eu estou
- 3:33:37há muito tempo com a mesma blusa e vou
- 3:33:40trocar também a cor.
- 3:33:42Olha só.
- 3:33:45É, eu tenho essas noi do nada. Eu
- 3:33:49preciso quebrar um pouco a atmosfera,
- 3:33:54preciso de contraste.
- 3:33:59Olha só,
- 3:34:01deixa eu só sair aqui da frente da
- 3:34:02câmera que eu não apareço não, né?
- 3:34:05Liga o chat aí rapidinho para pá. Liguei
- 3:34:08já
- 3:34:12essa blusa aqui tá toda amassada.
- 3:34:15Eu não tô aparecendo ali não, né, mano?
- 3:34:16Não, tipo, porque eu tô, acabei de
- 3:34:17perceber que a tela tá meio cortada.
- 3:34:35Estou de volta diferente,
- 3:34:37todo amassado, mas eu me sinto bem. Só
- 3:34:39de eu estar numa camisa diferente, já
- 3:34:41tá, dá uma sensação diferente no corpo,
- 3:34:43já quebra um pouco, né? O mesmo padrão,
- 3:34:47né? Bora para cima. Olha só. Deixa eu
- 3:34:51ver se ficou legal assim. Assim tá
- 3:34:53muito. Ah, não sei, mano. Assim, talvez.
- 3:34:56Ó,
- 3:34:59ó,
- 3:35:02ó.
- 3:35:06Assim, ó. Gostei assim. Vamos nessa.
- 3:35:10Bora.
- 3:35:12Vamos lá, então. Vamos voltar agora.
- 3:35:14Pode fechar o chat, vamos trabalhar.
- 3:35:16Bora então. Olha só, ã, ele quer, ele
- 3:35:19fala assim, cara, entre os recursos que
- 3:35:21ele usou para organizar a sequência dos
- 3:35:24eventos na, então a gente já tem que ir
- 3:35:25pra questão com essa atenção, né, cara,
- 3:35:27o que que ele usou para organizar a
- 3:35:30sequência desses eventos, né? Destaca-se
- 3:35:31a construção de frase, escuta. Vamos
- 3:35:34ver, né? Em junho de 1913, embarquei
- 3:35:36paraa Europa, a fim de me tratar num num
- 3:35:37sanatório suíço. Narração, escolhi o de
- 3:35:40Clavadel, perto de Davos Plat, porque a
- 3:35:42respeito dele me falara João Luzo, que
- 3:35:44ali passara o inverno com a senhora.
- 3:35:46Mais tarde vinha saber que antes de
- 3:35:47existir no lugar um sanatório lá tivera
- 3:35:50por algum tempo Antônio Nobre, ao cair
- 3:35:52das folhas um de seus mais belos
- 3:35:53sonetos. Talvez o meu presileto tá
- 3:35:55datado de Clável, outubro, que é o lugar
- 3:35:57do sanatório, né? Pá, fiquei na Suíça
- 3:35:59até. Tá bom. Então assim, que que ele
- 3:36:01usou aqui para para organizar essa
- 3:36:03sequência, né? Vocês viram que ele meio
- 3:36:04que ele ele passou muito rápido pelo
- 3:36:08tempo, né? Ele contou a história d
- 3:36:09beleza. Construção de frases curtas para
- 3:36:11com para conferir
- 3:36:14dinamicidade. Eu não acho que ele
- 3:36:15construiu frases curtas não para trazer
- 3:36:18assim o texto bem dinâmico. Eu acho que
- 3:36:20tem as frases estão num tamanho normal,
- 3:36:21né? Se você for olhar aqui, cara, essa
- 3:36:23frase ela tá num tamanho normal, um
- 3:36:26pouquinho curto, mas nada demais.
- 3:36:29Ah, não. Olha só o tamanho da outra
- 3:36:31frase, ela termina aqui embaixo, né?
- 3:36:32mais tarde vim saber onde que ela
- 3:36:34termina.
- 3:36:36Pô, essa frase é enorme, tem nada a ver.
- 3:36:38Já descarta. Presença de advérbios de
- 3:36:41lugar para indicar a progressão dos
- 3:36:43fatos. Tem advérbio de lugar aqui?
- 3:36:49Não tem, né? Não tô vendo advérbio de
- 3:36:52lugar, né? Advérbio de lugar, para quem
- 3:36:56não sabe, né? Seria tipo aqui, ali, né?
- 3:36:59É o advérbio que indica onde? Lá.
- 3:37:02K. O texto tem isso
- 3:37:06ali. Tem.
- 3:37:09Mas isso aqui é o que? Não,
- 3:37:13isso aqui não é o que organiza o o a a
- 3:37:17narrativa, o que organiza os fatos.
- 3:37:20[roncando] O que organiza
- 3:37:23Caraca, eu não li ainda mais nenhuma. Eu
- 3:37:25parei na B, mas eu acho que a resposta é
- 3:37:29alguma coisa sobre os verbos. Porque se
- 3:37:31você parar para pensar o que que
- 3:37:32organiza a narrativa, né? Eu lembro dele
- 3:37:34falando ali passara não sei quê, depois
- 3:37:37descobri. Quando eu fiz não sei quê, eu
- 3:37:39fui para tal lugar. Eu acho que são os
- 3:37:41tempos verbais.
- 3:37:43Alternância de tempos do pretérito
- 3:37:46passado para ordenar os acontecimentos.
- 3:37:48Perfeito. Olha aqui, ó. Embarquei, fiz
- 3:37:50isso, né? A fim de me tratar. Beleza.
- 3:37:52Escolhi o de Clarvel, que eu escolhi no
- 3:37:54passado, porque a respeito dele me
- 3:37:56falara pretérito mais que perfeito, né?
- 3:37:59João Luzo, né? Eh, que ali passara o
- 3:38:02inverno com a senhora. Ele ele havia
- 3:38:04passado ali, né? Mais tarde vinha saber
- 3:38:06que antes de existir no lugar, no
- 3:38:08sanatório, lá estivera por algum tempo o
- 3:38:11João. Cara, sensacional, um de seus mais
- 3:38:13belos sonetos. Então, assim, eu não sei
- 3:38:15se vocês conseguem perceber, mas esse lá
- 3:38:18estivera por um tempo, isso traz uma
- 3:38:21ideia de que ele permaneceu mesmo lá,
- 3:38:23né? Estivera por um tempo, não é? Eu
- 3:38:25estive lá. Quando eu falo assim, eu
- 3:38:26estive lá, parece que eu fui uma vez,
- 3:38:28não parece que eu fui uma vez. Eu estive
- 3:38:30lá. Agora assim, ele estivera lá. Esse
- 3:38:34estivera lá, né? Isso traz uma certa uma
- 3:38:38traz um tempo maior de permanência dele.
- 3:38:41Consegue entender? O texto usa vários
- 3:38:44pretéritos. Então, que que é o pretérito
- 3:38:45perfeito? Só para vocês entenderem,
- 3:38:46pretérito perfeito é assim: Eu
- 3:38:48embarquei, eu escolhi, né? Eu vim a
- 3:38:51saber, né? Tudo isso é o pretérito
- 3:38:53perfeito, né? Eu fiquei e sou pretérito.
- 3:38:55Isso é o que na Olha só. Caraca,
- 3:38:59até me animei de novo. Olha só. Vocês
- 3:39:01conseguem visualizar? Liga o chat aí
- 3:39:04para mim. Vê se você consegue visualizar
- 3:39:06que tem uma linha temporal que é a do
- 3:39:09pretérito perfeito. Uma linha temporal
- 3:39:11que tudo que tá no pretérito perfeito tá
- 3:39:13falando do do dos fatos principais da
- 3:39:16viagem, do que ele fez,
- 3:39:18né? Do que ele fez. Consegue visualizar?
- 3:39:22Assim, eu embarquei, eu escolhi. Isso
- 3:39:24parece a linha temporal principal, a que
- 3:39:26tá no pretérito perfeito. Quando você vê
- 3:39:29o que tá no pretérito mais que perfeito,
- 3:39:31né? Então aqui, ó, ele ali passara, né?
- 3:39:35Ã, que ele lá estivera. Esses aí eles
- 3:39:38indicam fatos que são ainda anteriores
- 3:39:41dessa linha principal, né? Então ali, ó,
- 3:39:43o pretérito mais que perfeito,
- 3:39:46mais que perfeito são fatos que estão
- 3:39:49ainda antes, né? Então aqui, ó, olha só,
- 3:39:51eu eh embarquei pra Europa, não sei que.
- 3:39:53Aí depois ele fala assim: "Olha, a
- 3:39:55respeito dele me falara". Ou seja, foi
- 3:39:57antes ainda, foi antes ainda que ele
- 3:39:59falou a respeito dele, né? o da o eh a
- 3:40:01respeito dele me falara João Luzo. Então
- 3:40:03assim, olha só, olha só, olha só, mano.
- 3:40:06Eu eu eu escolhi, olha só, eu embarquei
- 3:40:10para um sanatório e eu escolhi aquele
- 3:40:13sanatório porque meu amigo me falara
- 3:40:16sobre ele. Se eu falo assim, ó, porque
- 3:40:18meu amigo me falou sobre ele, parece que
- 3:40:20eu ele me falou e logo depois eu
- 3:40:22escolhi. Mas quando eu boto porque meu
- 3:40:24amigo me falara sobre ele, isso traz que
- 3:40:27foi ainda antes disso. Vocês entenderam?
- 3:40:31É de ah Pedro, não consegui entender
- 3:40:32isso. Então aí se você não entendeu nada
- 3:40:36sobre isso, Pedro, não entendi nada
- 3:40:39sobre isso, aí é porque às vezes você
- 3:40:41não aprendeu isso na infância, não tem
- 3:40:43noção nenhuma do dos tempos, né? Vocês
- 3:40:45estão visualizando aí? Eu falei que eu
- 3:40:47ia revelar a surpresa, mas eu vou
- 3:40:49revelar a hora que eu quiser, pessoal.
- 3:40:51Tá bom? Eu vou revelar o que eu quiser.
- 3:40:52Vocês estão conseguindo entender esse
- 3:40:53sistema de linhas temporais que eu tô
- 3:40:54dizendo que existe aqui?
- 3:40:57[suspirando]
- 3:40:58Sim. Cadê o chat? Tão entendendo?
- 3:41:02Visualizou?
- 3:41:03[roncando] É isso. Tá bom. Então, indica
- 3:41:05fatos que estão ainda anteriores, né? O
- 3:41:08João Luzo falou do sanatório ainda antes
- 3:41:10do embarque. O Antônio Nob, não foi o
- 3:41:12Antônio Nobre que ele falou, ele tinha
- 3:41:14estado lá ainda antes dele ir para lá.
- 3:41:18Essa alternância que tá ordenando essa
- 3:41:19narrativa, né? Essa alternância que tá
- 3:41:22alternando essa narrativa, sacou?
- 3:41:25É isso. Pegaram? Então pode deixar
- 3:41:29aberto por um tempinho. Vê aí se vai dar
- 3:41:30certo, tá bom? Ã, essa questão aqui é
- 3:41:33muito avançada pra maioria das pessoas,
- 3:41:34tá bom? Ao cair das folhas, um dos seus
- 3:41:36mais belas sonos, não sei quê, está
- 3:41:37datado, não sei que, beleza? Então é
- 3:41:39isso, né? A alternância de tempos no
- 3:41:40pretérito, porque tem dois tempos de
- 3:41:42pretérito, é o perfeito e o mais que
- 3:41:43perfeito para ordenar os acontecimentos.
- 3:41:45O mais que perfeito, ele é ainda
- 3:41:46anterior, tá bom? inclusão de enunciados
- 3:41:48com comentários e avaliações pessoais.
- 3:41:50Ele nem faz isso, né? Ele nem fala, faz
- 3:41:53uma avaliação pessoal mesmo dele, né?
- 3:41:55Não é isso? Nem faz. Tá bom? Talvez só
- 3:41:58uma aqui, né? Que quando ele fala dos
- 3:41:59belos sonetos, mas nada demais. Alusão a
- 3:42:02pessoa, isso não organiza a narrativa,
- 3:42:03né? Alusão a pessoas marcantes. Isso não
- 3:42:05é o que organiza narrativa. O que
- 3:42:06organiza narrativa é justamente situar
- 3:42:08os tempos verbais adequadamente, tá bom?
- 3:42:10Nesse fragmento, a estratégia que
- 3:42:13constrói a narração sobre a perspectiva
- 3:42:15do protagonista. Caramba, ele quer saber
- 3:42:16qual estratégia que tá construindo a
- 3:42:18ração sobre
- 3:42:21Ó, fecha o chat aí, tá muit tá tá muita
- 3:42:24gente aqui. Até a minha tá travando um
- 3:42:25pouco. Tá bom.
- 3:42:27>> Feito.
- 3:42:27>> Feito. Boa.
- 3:42:30>> Uhum.
- 3:42:30>> Podemos pra próxima, pessoal. Vamos
- 3:42:33embora.
- 3:42:34Sim.
- 3:42:36Olha só nesse fragmento. Ah, pera aí.
- 3:42:40Não é que não. Eu saí da live sem
- 3:42:41querer. Pronto, voltei. E agora deixa eu
- 3:42:44voltar pro meu OBS para eu ver aqui
- 3:42:47nesse fragmento, né? A estratégia que
- 3:42:49constrói a narração sobre a perspectiva
- 3:42:52do protagonista é, cara, o que que faz
- 3:42:55com que essa narração ela esteja, na
- 3:42:56verdade, na perspectiva do protagonista.
- 3:43:00Vamos ter que ver, vamos ter que
- 3:43:02trabalhar, tá bom? Ã, nossa, eu tô
- 3:43:06desanimado de fazer essa daqui porque é
- 3:43:07muito grande. Vamos lá. Ninguém nasce
- 3:43:08borboleta, pensou o Breno. Ué,
- 3:43:11será que já tá aqui? Vocês
- 3:43:14viram?
- 3:43:15Parece, né, que já essa já é a resposta,
- 3:43:17né? Porque ninguém nasce borboleta.
- 3:43:19Pensou Breno, então já tá já tá assim.
- 3:43:22Se ele for o protagonista, né? Eu acho
- 3:43:23que é a estratégia de falar os
- 3:43:25pensamentos dele. Depois disse baixinho:
- 3:43:27"A borboleta é um presente do tempo". Lá
- 3:43:29fora, ela, a borboleta, não pensava nada
- 3:43:32disso. Ocupava-se em voar pela noite, de
- 3:43:35árvore em árvore. Era azul. E sem dúvida
- 3:43:39um dia havia sido lagarta. Breno tem 9
- 3:43:41anos e é uma criança. A lagarta é como
- 3:43:43se fosse uma borboleta criança. Mas
- 3:43:44quando Breno for adulto, vira homem e
- 3:43:46não borboleta. E homens não voam. O
- 3:43:48sonho de Breno é voar. Cara, eu acho que
- 3:43:50é recorrência em termos na forma
- 3:43:52diminutiva não me convenceu. O que que
- 3:43:54faz com que essa narrativa esteja na
- 3:43:56perspectiva do Breno do moleque, né?
- 3:43:58Inserção de memórias, descrição
- 3:44:00pormenorizada do entorno dele,
- 3:44:02incorporação da voz do personagem à voz
- 3:44:04do narrador. Não sei,
- 3:44:08não sei. Mescla de planos narrativos nos
- 3:44:12tempos presentes passados. Cara, só tem
- 3:44:14muita questão tranqueira aqui, mano.
- 3:44:16Breno for adulto, vira homem não
- 3:44:17borboleta. Sonho de Breno é voar, seja
- 3:44:19como piloto de avião, jogador de
- 3:44:20futebol. Como borboleta, Breno nunca
- 3:44:22chegou a pensar. Tem 9 anos, mas sabe
- 3:44:24que é menino e não lagarta. A avó de
- 3:44:27Brena sempre diz: "Lagarta queima o
- 3:44:29dedinho e come e planta, mas vira
- 3:44:31borboleta. Ninguém nasce borboleta.
- 3:44:33Agora o menino pensa e olha a borboleta
- 3:44:35na janela. De manhã vi um monte de
- 3:44:37buraquinhos nas folhas. Táô",
- 3:44:40explicaram a ele. É coisa de lagarta. Os
- 3:44:43buracos na da cerolas e goiabas eram
- 3:44:45coisas do passarinhos. Isso ninguém
- 3:44:46precisou explicar porque ele sempre viu
- 3:44:47os passarinhos menos beijo falou que só
- 3:44:49ia bicar na água. O que será que a
- 3:44:51borboleta come? Isso aqui é a voz dele,
- 3:44:52né? Será que beij flor só bebe água?
- 3:44:54Isso aqui é a voz dele. Pensou muito
- 3:44:56nisso e sentiu fome. Cara, eu fiquei com
- 3:44:57a sensação de que é AD. Cara, o que que
- 3:45:00faz com que isso esteja na perspectiva
- 3:45:01do Breno? É vários termos na forma
- 3:45:02diminutiva. Eu não vi termos na forma
- 3:45:04diminutiva aqui.
- 3:45:06Eu não vi termo na forma diminutiva.
- 3:45:07Então isso aqui para mim nem, né, assim,
- 3:45:11né,
- 3:45:13o texto tá em terceira pessoa, né, tá
- 3:45:15falando do do Breno, mas ao mesmo tempo
- 3:45:17tem horas que parece que é o Breno que
- 3:45:18tá falando, né, quando ele fala assim:
- 3:45:19"O que será que a borboleta come? Será
- 3:45:21que Beja flor só bebe água?" Isso aqui,
- 3:45:23ah, pô, não, não, não, não, não. Olha
- 3:45:24só, cara. Total. Isso aqui no final é o
- 3:45:27que bota na perspectiva do moleque, pô.
- 3:45:29Do moleque quando no final fala assim, o
- 3:45:31que será que a borboleta come? Será que
- 3:45:32beijar fos? Isso é o que um moleque de 9
- 3:45:34anos diria. É a letra D, pô.
- 3:45:36Incorporação da voz do personagem a voz
- 3:45:38do narrador, que aí parece que o texto
- 3:45:40tá na perspectiva do moleque mesmo.
- 3:45:42Bravo. O recurso linguístico que permite
- 3:45:45a Machado de Assis considerar um
- 3:45:47capítulo de memória póstuma de Brascubas
- 3:45:49como inventário é,
- 3:45:52mano, eu só botei questão braba aqui,
- 3:45:54cara. Memórias póstumas de Brascubas é o
- 3:45:56livro do Machado Assist, tá bom? Que ele
- 3:45:58escreve, né, na perspectiva de um cara
- 3:45:59que já morreu, tá bom? Que é o
- 3:46:02Brascubas, né? Então vamos lá. Ele quer
- 3:46:04saber qual o recurso linguístico permite
- 3:46:05a mais considerar um capítulo de
- 3:46:07memórias postas de biblas cuas como
- 3:46:09inventário. Cara, inventário significa
- 3:46:12um depósito de coisas, né? Uma coisas
- 3:46:15que vão ser ã eh organizadas, tá bom? É
- 3:46:18isso que é o inventário, tá bom? Esse
- 3:46:19livro aqui, ele é ele é narrado por um
- 3:46:21difunto, tá? E aí o inventário é uma
- 3:46:24coisa que você vai vai listar depois da
- 3:46:26morte de alguém, né? Que que é alguma
- 3:46:28coisa assim. Então vamos lá. Soluços,
- 3:46:30lágrimas, casa armada, veludo preto nos
- 3:46:32portais, um homem que veio vestir o
- 3:46:34cadáver, outro que tomou a medida do
- 3:46:35caixão. Caixão essa, torcheiros,
- 3:46:37convite, convidados que entravam
- 3:46:38lentamente, a passuda, apertava a mão da
- 3:46:39família, alguns tristes, todos sérios e
- 3:46:41calados, padre sacristão, rezas, asperso
- 3:46:44não sei quê, pá, pá. Tem uma grande
- 3:46:46enumeração de objetos, né? Porque eu já
- 3:46:47vi que a letra A começa com enumeração.
- 3:46:50De fato, tem uma enumeração absurda de
- 3:46:51coisas, né? De ações. Desce, não sei
- 3:46:53quê. P p p p p p pá. Isto que parece um
- 3:46:56simples inventário eram as notas que eu
- 3:46:58havia tomado para um capítulo triste e
- 3:47:00vulgar que não escrevo. Ou seja,
- 3:47:01inventário quando você morre, né? É o
- 3:47:04quê? Ele deixa um carro, ele deixa uma
- 3:47:07casa, ele deixa uma caneta, ele deixa um
- 3:47:09notebook e tal. Só que aqui o inventário
- 3:47:11é o quê? Soluços, lágrimas, casa armada,
- 3:47:13veludo, um homem que veio vestir o
- 3:47:14cadáver, outro não sei quê, alguns
- 3:47:16tristes, todo sério, calado, padre,
- 3:47:17sacristão. O inventário é isso aqui, né?
- 3:47:19Então, o recurso linguístico que permite
- 3:47:21que ele considere que esse capítulo ele
- 3:47:23é um inventário, todo esse capítulo
- 3:47:24aqui, na verdade é um inventário, é a
- 3:47:25enumeração de objetos e fatos, né?
- 3:47:27Predominância de linguagem objetiva.
- 3:47:28Sim, tem predominância de linguagem
- 3:47:30objetiva. Nem nem só, né? Não tem só
- 3:47:33isso não, porque tem aqui. Ã, e vão até
- 3:47:35o coxo e colocam em cima o radar do
- 3:47:37coxo. Isso que parece um simples
- 3:47:38inventário. É, eu eu acho que acho que
- 3:47:41tem, né? Tem linguagem objetiva aqui.
- 3:47:43Apertava a mão, alguns tristes, todos
- 3:47:44sérios calados. Só tem linguagem
- 3:47:46objetiva, né?
- 3:47:49Só tem aqui linguagem objetivo, mas isso
- 3:47:50não faz com que algo seja um inventário.
- 3:47:52Um inventário justamente ele tem que ser
- 3:47:54enumerado. Um inventário é isso, é você
- 3:47:55enumerar todos os objetos que alguém
- 3:47:57tem. Aqui ele tá enumerando os objetos e
- 3:47:59as pessoas, tá bom? Or período longo,
- 3:48:02combinação de verbos no presente, no
- 3:48:03pretério. Inventário é feito assim,
- 3:48:05enumerando objetos e fatos. Só objetos
- 3:48:07normalmente, né? É comum coexistirem
- 3:48:10sequências tipológicas, né? Tipos
- 3:48:12textuais diferentes em um mesmo gênero
- 3:48:14textual. Nesse fragmento, os tipos
- 3:48:15textuais que se destacam na organização
- 3:48:17temática são, galera, vamos lá,
- 3:48:19caminhando contra o vento. Narrativa.
- 3:48:22Sim, começou com tipo textual narrativo,
- 3:48:24né? Tá falando uma ação que tá
- 3:48:26acontecendo. Caminhando contra o vento,
- 3:48:27sem lenço e sem documento no sol
- 3:48:29[roncando] de quase dezembro. Eu vou, tá
- 3:48:31narrando. O sol se reparte em crimes,
- 3:48:34espaçonaves, guerrilhas, em cardinales
- 3:48:36bonitas. Eu vou em caras de presidentes,
- 3:48:38em grande beijo de amor, em dentes,
- 3:48:40pernas e bandeiras, bombas e brigit
- 3:48:42bardô. O sol nas bancas de revista me
- 3:48:45enche de alegria e preguiça. Quem lê
- 3:48:46tanta notícia, eu vou, né? Aí ele tá
- 3:48:50perguntando o seguinte, olha só, nesse
- 3:48:52fragmento, quais são os tipos textuais
- 3:48:53que se destacam? Cara, o narrativo é
- 3:48:56fato. Então, já olha para cá, olha só, o
- 3:48:58narrativo é fato. Já, as únicas que tem
- 3:49:00narrativo são essa aqui, letra D e da
- 3:49:02letra E. E descritivo, né? Pois ele
- 3:49:04conta sobre suas andanças pela rua ao
- 3:49:06mesmo tempo que descreve.
- 3:49:08Perfeito. Concorda? Ele tá contando da
- 3:49:10andança, mas enquanto ele conta da
- 3:49:11andança, você consegue imaginar, né? Ele
- 3:49:13tá descrevendo a rua, né? E descrevendo
- 3:49:15também sentimentos que ele tá tendo, né?
- 3:49:18Ele não, ele tá descrevendo tanto a rua
- 3:49:20e descrevendo sentimentos, descrevendo
- 3:49:22situações, né? O sol nas bancas de
- 3:49:23revista me enche de alegria e preguiça.
- 3:49:25Quem lê tanta notícia, eu vou, né? Então
- 3:49:27aqui, ó, sem lenço e sem documento. Aqui
- 3:49:29ele fez uma descrição de como ele tá,
- 3:49:30né? No sol de quase dezembro. Esse sol,
- 3:49:32ele descreveu, o sol se reparte em
- 3:49:34crimes, espaço, nave, guerrilha. É uma
- 3:49:35descrição meio aloprada, né, meio
- 3:49:37abstrata, mas é uma descrição. Então,
- 3:49:39letra D, narrativo e descritivo, com
- 3:49:41certeza. Que procedimento composicional
- 3:49:44o narrador utiliza para caracterizar a
- 3:49:47aparência da personagem? Que que ele
- 3:49:49usou para esse caracterizar, pessoal? É
- 3:49:52a mesma coisa quase do que descrever,
- 3:49:54que quando a gente descreve, a gente vai
- 3:49:56citando as características, né, para
- 3:49:57você conseguir visualizar a coisa, tá
- 3:50:00bom? Vocês estão aí comigo firmes?
- 3:50:03Que eu sei que a aula tá cansativa. Para
- 3:50:05mim também tá, mas a gente vai
- 3:50:06conseguir, tá bom? Certo. Então vamos
- 3:50:09lá. Ã, que que ele fez aqui? A Caolha
- 3:50:12era uma mulher magra, alta, macilenta,
- 3:50:15peito fundo, busto arqueado, braços
- 3:50:17compridos, delgados, largos nos
- 3:50:19cotovelos, grossos nos puls. Você
- 3:50:21concorda que aqui ele tá 100%
- 3:50:23descritivo?
- 3:50:25Ossçudas, estragadas pelo reumatismo e
- 3:50:27pelo trabalho. Unhas grossas e chatas e
- 3:50:29cinzentas, cabelo crespo de uma cor
- 3:50:31indecisa entre o branco sujo e o louro
- 3:50:34grisalho. Que é isso? Desse cabelo cujo
- 3:50:36contato parece deve ser parece dever ser
- 3:50:39áspero e espinhento, boca descaída numa
- 3:50:41expressão de desprezo, pescoço longo,
- 3:50:44engelhado como o pescoço dos urubus,
- 3:50:46dentes falhos e careados. O seu aspecto
- 3:50:49infundia terror as crianças.
- 3:50:57Ele vinha fazendo uma descrição
- 3:50:59objetiva, né?
- 3:51:01Ele vinha fazendo uma descrição objetiva
- 3:51:03do que dava para ver,
- 3:51:05né? [roncando] Aqui ele começou a ficar
- 3:51:07um pouco mais atrevido, mas antes era
- 3:51:09bem objetivo. Agora aqui eu vi uma
- 3:51:11descrição bem subjetiva, né? O seu
- 3:51:13aspecto infundia terror às crianças e
- 3:51:15repulsão aos adultos. Não tanto pela sua
- 3:51:17altura extraordinária, mas porque a
- 3:51:19desgraça tinha um defeito horrível.
- 3:51:20Haviam lraído o olho esquerdo. A
- 3:51:22pálpebra de serramirrada descer a
- 3:51:27pálpebra descer a mirrada, deixando com
- 3:51:30tudo junto ao lacrimalistura. Nossa, que
- 3:51:33nojento, né? Era essa pinta. Mas tá que
- 3:51:35horrível, né? Então assim, eh, qual
- 3:51:37procedimento composicional ele usa? Pô,
- 3:51:39a descrição marcada por adjetivações
- 3:51:41depreciativas. Eu gostei dessa daqui.
- 3:51:44A alternância dos tempos e modos
- 3:51:46verbais. Cara, não, ele ele tá falando
- 3:51:49assim como ela era, né, e o que fizeram
- 3:51:50com ela. Mas isso aqui não é o que
- 3:51:52caracteriza ela, né? A adoção de um
- 3:51:54ponto de vista centrado no medo das
- 3:51:56crianças. Não, primeiro tava bem
- 3:51:57objetivo o ponto de vista dele, né? A
- 3:51:59objetividade da correlação entre
- 3:52:00imperfeições físicas e morais. Não, a
- 3:52:03[roncando] imperfeição física ela pode
- 3:52:05estar correlacionada a uma imperfeição
- 3:52:06moral, né? O cara é muito feio também, é
- 3:52:07muito mal, mas isso não é uma coisa
- 3:52:10objetiva, né? Então ele tá ele tá ele tá
- 3:52:12aqui, ele tá pegando a aparência
- 3:52:15dela que é objetivamente feia e
- 3:52:16transformando, correlacionando numa
- 3:52:18feiura moral, né, que ela era horrível
- 3:52:20por si só. A especificação da
- 3:52:22deformidade responsável pela feição
- 3:52:24assustadora.
- 3:52:26Cara, isso é apenas um detalhe. A o fato
- 3:52:28dela não ter um olho, né? Isso é apenas
- 3:52:30um detalhe. Não é isso que é o foco
- 3:52:32aqui. A caracter cara, o que que ele faz
- 3:52:34para caracterizar, para construir toda a
- 3:52:37aparência dela? Descrição marcada por
- 3:52:40adjetivações depreciativas.
- 3:52:43Só isso.
- 3:52:45Só isso. Você concorda? Ele tá
- 3:52:46descrevendo ela com adjetivos bem
- 3:52:49depreciativos, né? Seja adjetivos
- 3:52:52objetivamente depreciativos ou
- 3:52:54subjetivo, né? Tá tá rebaixando o que é
- 3:52:56descrito, tá bom? Comparar com urubu,
- 3:52:59por exemplo, é bem, né, pejorativo, tá
- 3:53:02bom? depreciativo.
- 3:53:05Ã, nesse texto, para introduzir a ideia
- 3:53:07de que a fiscalização permanente sobre o
- 3:53:09corpo afeta todas as mulheres, a autora,
- 3:53:11então, presta atenção, já tem cara, ó,
- 3:53:14acho que tá travando ali, hein? Ah, não,
- 3:53:17não, não é o início, nada a ver. Eu
- 3:53:18viajei, tava no início da live. Tá
- 3:53:20[roncando] de boa aqui, né?
- 3:53:22Olha só, pessoal, nesse texto para
- 3:53:24introduzir a ideia de que a fiscalização
- 3:53:26permanente sobre o corpo afeta todas as
- 3:53:28mulheres, a autora, eu acredito que seja
- 3:53:30um texto argumentativo. Pode dar uma
- 3:53:32ativada no chat aí para eu falar com o
- 3:53:34pessoal. Eu preciso saber se eles estão
- 3:53:36gostando, mano. Eu tô ficando sem
- 3:53:38contato, humano. Tô ficando chateado.
- 3:53:54Hum.
- 3:53:57Tá top aí
- 3:54:01[roncando]
- 3:54:02assim.
- 3:54:05Vai ser hoje o sorteio da Black. Sim.
- 3:54:07Beleza. Vamos lá. Vamos lá. Pode fechar
- 3:54:10de novo aí o o É, faz muita falta a
- 3:54:13câmera do pessoal. Muita. Na plataforma
- 3:54:15eu fico vendo tipo, 300 câmeras
- 3:54:18ligadas, eu fico olhando pro rosto dos
- 3:54:20alunos, eu tenho muito mais facilidade.
- 3:54:22Tá bom, mas vamos lá. [roncando]
- 3:54:24Bora. Fecha o chat.
- 3:54:27Nesse texto para introduzir a ideia de
- 3:54:28que a fiscalização permanente sobre
- 3:54:29culpa afetas parece que vai ser uma
- 3:54:31argumentação. Então, Margot Rob, vamos
- 3:54:33ver assim, tu tem que focar aqui nesse
- 3:54:34enunciado assim, cara, qual é o momento
- 3:54:36que ela introduz essa ideia de que a
- 3:54:38fiscalização permanente
- 3:54:41afeta todas as mulheres? Vamos ver, né,
- 3:54:45qual é o momento que ela introduzse e o
- 3:54:46que que ela faz, né, a autora, hã Margot
- 3:54:49Hobb foi criticada por não ser bonita o
- 3:54:51suficiente para interpretar a Barbie.
- 3:54:53Recentemente Paola Oliveira foi chamada
- 3:54:55de gorda. [risadas]
- 3:54:57Só fico pensando o que serei eu com mais
- 3:55:00de 50 também no peso. Eh, ou seja, mais
- 3:55:02de 50 anos de idade, mais de 50 kg, né?
- 3:55:04Com a minha aparência comum. Então quer
- 3:55:06dizer, se essas mulheres aqui, né, que
- 3:55:07são famosas, são criticadas, imagina eu,
- 3:55:10né, o corpo da mulher vive em um reality
- 3:55:12show permanente. É sempre vigiado e
- 3:55:14fiscalizado como se fosse do mino
- 3:55:15público. Parou aqui. A pergunta não é o
- 3:55:18que que ele faz para introduzir a ideia
- 3:55:19de que o corpo da mulher é fiscalizado?
- 3:55:21Tu concorda que ele acabou de introduzir
- 3:55:22essa ideia de que o corpo é sempre
- 3:55:23vigiado? Então é só tu perguntar o que
- 3:55:24que ele fez aqui, né? A autora fez um
- 3:55:27comentário sobre sua própria imagem.
- 3:55:31Pode ser. Destaca avaliações
- 3:55:33particulares entre par nada a ver, né?
- 3:55:35Ah, também no peso não tem nada a ver.
- 3:55:37Cita o formato de um programa influente,
- 3:55:39utiliza a declaração de uma jornalista
- 3:55:40como argumento de autoridade. Não, pô,
- 3:55:44isso aí tá depois, né? Aqui. Enumera
- 3:55:46críticas à aparência de mulheres
- 3:55:48consideradas padrões de beleza. Letra A
- 3:55:50ou letra E. Faz um comentário sobre sua
- 3:55:52própria imagem.
- 3:55:55Nossa,
- 3:55:58é a letra E para Lembrei dessa.
- 3:56:01é muito bom. Muita gente marcou a
- 3:56:03A porque a A é um distrator pesado.
- 3:56:07Pesado. Ativa o chat de novo. A A é um
- 3:56:10distrator pesado. Faz um comentário
- 3:56:12sobre sua própria imagem. Mas pera aí,
- 3:56:14leia o comando sempre e leia três,
- 3:56:17quatro vezes.
- 3:56:20Leia o comando. Olha isso aqui que tá no
- 3:56:23comando, né? Nesse texto, para
- 3:56:25introduzir a ideia, ela quer introduzir
- 3:56:28qual ideia, né? de que a fiscalização
- 3:56:31permanente sobre o corpo afeta todas as
- 3:56:34mulheres. O que que ela faz? O que que
- 3:56:36ela faz, né? Ah, ela faz um comentário
- 3:56:38sobre sua própria imagia
- 3:56:50e que, o que que vai ser de mim?
- 3:56:51Isso é que mostra pra gente que a
- 3:56:53fiscalização afeta todas as mulheres?
- 3:56:56Não,
- 3:56:57não [roncando]
- 3:56:59é justamente o fato dela dizer que, pô,
- 3:57:03até a Margot Rob e até a Paola Oliveira,
- 3:57:06até elas duas que são, mulheres
- 3:57:08famosas, não sei quê, até elas duas são
- 3:57:11alvos de crítica.
- 3:57:13Então é isso que faz com que ela consiga
- 3:57:15introduzir a ideia de que, olha, todas
- 3:57:17as mulheres,
- 3:57:19ela sofrer com isso, normal, quem é essa
- 3:57:20mulher? Ninguém sabe de quem é essa
- 3:57:21jornalista. Agora, o fato de que até
- 3:57:23mulheres consideradas padrão de beleza,
- 3:57:26até essas mulheres, né, elas também
- 3:57:29sofram com isso. É isso que, né, ela
- 3:57:31enumera críticas à aparência de mulheres
- 3:57:32consideradas padrões. Beleza? Toma.
- 3:57:34Perfeito, né?
- 3:57:37Para persuadir, convencer o interlocutor
- 3:57:39sobre a importância de ler para as
- 3:57:40crianças, esse texto recorre a qual
- 3:57:42estratégia? Tá bom? Pode fechar o chat.
- 3:57:45Qual a estratégia, né? Que ele quer, ele
- 3:57:47quer convencer o interlocutor sobre a
- 3:57:49importância de ler para as crianças.
- 3:57:52Tá? Por que ler para as crianças é um
- 3:57:54ato de amor, né? Eh, não é que não é uma
- 3:57:58pergunta, né? O por tá junto. Porque ler
- 3:58:00para as crianças é um ato de amor, é uma
- 3:58:01afirmativa, né? Parece que com o avanço
- 3:58:04da tecnologia os livros têm enfrentado
- 3:58:05cada vez mais concorrência. Por isso é a
- 3:58:07nossa função lembrar a importância da
- 3:58:08leitura em todas as fases da vida, mas
- 3:58:09principalmente na primeira infância
- 3:58:10entre 0 e 5 anos. Quando o
- 3:58:11desenvolvimento das crianças acontece de
- 3:58:12forma mais intensa, o ato de ler com uma
- 3:58:14criança ou ler para ela vai muito além
- 3:58:16de apenas aproveitar uma história em
- 3:58:18conjunto. É um laço de amorosidade
- 3:58:20porque oferece a ela ferramentas que vão
- 3:58:22ajudar ela a crescer forte,
- 3:58:23independente. Então ele já começou aqui
- 3:58:25a argumentar, né, que que é mais do que
- 3:58:27apenas aproveitar uma história. Se você
- 3:58:29precisa de uma motivação extra para
- 3:58:30entrar nessa rede cientiva, fique ligado
- 3:58:31aos motivos a seguir. Adotar esse hábito
- 3:58:33em casa, cria um laço emocional, ajuda
- 3:58:34no desenvolvimento cognitivo, ensina
- 3:58:36sobre mundo, incentivo, processamento,
- 3:58:37de informações. Cara, essa aqui é a
- 3:58:38estratégia para me convencer a ler pro
- 3:58:40meu filho e é uma boa estratégia, né?
- 3:58:42Então, o quê? Propor uma condição, né?
- 3:58:44Relativizar a opinião apresentada,
- 3:58:46empregar uma linguagem metafórica, né?
- 3:58:48Com uso de laços de amorosidade, isso é
- 3:58:50uma estratégia, é uma, né? Mas não é a
- 3:58:53principal. Claro que não, né? Isso aqui
- 3:58:55não, isso aqui é só um detalhe. Enumerar
- 3:58:57razões pertinentes a esse ato. Letra D.
- 3:58:59Enumerar, ele vai enumerando, vai
- 3:59:01citando, né? implicar o autor no texto
- 3:59:03como corresponsável pela campanha, pelo
- 3:59:05uso de a nossa função. Sim, mas dizer,
- 3:59:07olha, nossa função, o que mais me
- 3:59:09convence mesmo da importância, ele não é
- 3:59:12me convencer a ler pro meu filho, é da
- 3:59:13importância, o quanto é importante. Tu
- 3:59:15quer saber o quão é importante? Aqui, ó,
- 3:59:16olha esses quatro motivos aqui. É isso,
- 3:59:19né? Enumerar as razões pertinentes a
- 3:59:20esse ato. Consegue visualizar
- 3:59:23facilmente, né? Facilmente.
- 3:59:26[suspirando]
- 3:59:28Vamos lá. A apresentação do dado
- 3:59:30estatístico ao final desse texto revela
- 3:59:31a intenção de, presta atenção, dado
- 3:59:33estatístico ao final desse texto.
- 3:59:34Influenciadores negros têm
- 3:59:36recorrentemente chamado a atenção pro
- 3:59:37fato de terem menos repercussão em suas
- 3:59:39postagens e nas entregues do seu
- 3:59:40conteúdo quando comparado com o
- 3:59:42influenciador branco, mesmo se fotos,
- 3:59:44contextos e anúncios forem extremamente
- 3:59:46semelhantes. Segundo o site Negrê, a
- 3:59:48digital influencer e youtuber criadora
- 3:59:50do projeto digital Preta Paril iniciou
- 3:59:53um experimento numa plataforma. Capaz de
- 3:59:54perceber que el recente qued de alcance
- 3:59:55digital, ela publicou fotografias de
- 3:59:57modelos brancas em seu perfil e analisou
- 3:59:59o engajamento e quando ela botou mulher
- 4:00:00branca lá teve aumento de 6.000% em seu
- 4:00:03alcance. Ou seja, claramente esse dado
- 4:00:05aqui é para comprovar o argumento que
- 4:00:07ela acabou de dar. A tese de que
- 4:00:09influenciador negro tem menos
- 4:00:10engajamento. Aí ela mostra agora um
- 4:00:12experimento científico, né, uma uma
- 4:00:14testagem de hipótese em que ela botou
- 4:00:16uma modelo branca lá, teve 6.000% a
- 4:00:18mais. Então isso comprova o que foi
- 4:00:19dito, demonstrar repercussão, informar o
- 4:00:21quantitativo de projeto, potencializar o
- 4:00:22alcance. Exaltar a qualidade, comprovar
- 4:00:25a relação entre alcance de conteúdos
- 4:00:27digitais e viajar. Acabou. Esse dado
- 4:00:28estatístico tá para comprovar a tese que
- 4:00:31tava sendo sugerida. OK.
- 4:00:34Os textos constróem-se com recursos
- 4:00:35linguísticos que materializam diferentes
- 4:00:37propostos de comunicativo. Ao responder
- 4:00:38a pergunta que dá título ao texto, o
- 4:00:40autor tem como objetivo principal, vamos
- 4:00:41lá, por que as formigas não morrem
- 4:00:42quando postas em forno de microondas?
- 4:00:45Ele faz uma pergunta, né, para
- 4:00:46introduzir uma discussão, né, esse tipo
- 4:00:49de coisa, tá? Aí ele pergunta assim:
- 4:00:52"Olha, no momento que ele responde essa
- 4:00:54pergunta, ele tem como objetivo
- 4:00:55principal o quê, né? Defender o ponto de
- 4:00:58vista de que as ondas são divulgar
- 4:01:00resultados, apresentar informações.
- 4:01:01Cara, deve ser a letra C. Alertar o
- 4:01:03leitor sobre o risco de usar, apontar
- 4:01:05diferenças fisiológicas ou a letra C ou
- 4:01:06a letra E. Isso tem cara de tipologia
- 4:01:09textual expositiva, né? Parece que ele
- 4:01:10vai simplesmente me explicar o motivo
- 4:01:11delas não morrer. Os as microondas são
- 4:01:13ondas eletromagnéticas com frequência
- 4:01:15muito alta. Elas causam vibração nas
- 4:01:17moléculas. Frequência muito alta entre
- 4:01:18aspas, né? Depende. Tá comparando com
- 4:01:19qu, né? é mais alta que as ondas de
- 4:01:21rádio, mas depois vem onda
- 4:01:23infravermelho, luz visível,
- 4:01:25ultravioleta, depois vem raio X, depois
- 4:01:27vem raio gama, muito mais frequência.
- 4:01:29Elas causam vibração nas moléculas de
- 4:01:30água. É isso que aquece a comida. Se o
- 4:01:31prato tiver seco, sua temperatura não se
- 4:01:33atelha. Da mesma maneira, se as formigas
- 4:01:34tiverem pouca água, podem sair incólums,
- 4:01:37né, sem dano. Já um ser humano não se
- 4:01:39sairia tão bem quanto esses insetos,
- 4:01:40porque a formiga não tem água no corpo,
- 4:01:42a gente tem 70% de água no corpo. Cara,
- 4:01:45bem, ele tá, ele responde essa pergunta
- 4:01:48simplesmente para explicar,
- 4:01:52né? Ele não tá defendendo um ponto de
- 4:01:54vista, ele não tá divulgando resultado
- 4:01:57recente de pesquisa científica. Isso
- 4:01:58aqui é um conhecimento já muito claro,
- 4:02:01né? Ele tá a, ele responde essa pergunta
- 4:02:03para te explicar sobre onda
- 4:02:04eletromagnética e seu uso ou para
- 4:02:06apontar diferenças fisiológicas entre
- 4:02:09formigas e seres humanos. A leitar,
- 4:02:11alertar o leitor não faz sentido,
- 4:02:14né? O ser humano, a água compõe 70%, que
- 4:02:17seria microondas de baixa intensidade,
- 4:02:18porém estão por toda parte oriunda, mas
- 4:02:20não há comprovação de caus problemas.
- 4:02:22Cara, é para falar sobre as microondas,
- 4:02:23né? Ele não tá, ele não quer falar sobre
- 4:02:25formiga aqui, Ele quase não fala
- 4:02:27de formiga, né? Ele tá falando sobre as
- 4:02:29microondas. Então, apresent ele ele quer
- 4:02:31só apresentar informações sobre onda
- 4:02:33eletromagnética e seu uso, como que ela
- 4:02:34funciona, tá bom? O texto sobre os
- 4:02:37chamados nativos digitais traz
- 4:02:38informações com a função d. Então, vamos
- 4:02:39lá. Manual de orientação,
- 4:02:41injuntivo para né? O primeiro
- 4:02:43guia prático da Sociedade Brasileira de
- 4:02:45Pediatria para ajudar pais e pediatras
- 4:02:47no desafio de educar nativos digitais.
- 4:02:49Então, um guia prático para isso, né?
- 4:02:50Trabalho de base até 2 anos não pode ser
- 4:02:52exposta à TV, não sei quê. De 2 a 5
- 4:02:54anos, o tempo de exposição no máximo 1
- 4:02:56hora. dá até 10 anos. Acesso controlado
- 4:02:58a computadores e dispositivos móveis,
- 4:03:00né? Não devem usar o celular, o
- 4:03:01computador no próprio quarto. Então ele
- 4:03:04traz essa essas informações. Tem qual
- 4:03:05função que ele trouxe, né? Propor ações
- 4:03:08específicas para cada etapa da infância.
- 4:03:13É viável. Bom, tem só que ver se não tem
- 4:03:16alguma melhor, né? Estabelecer regras
- 4:03:18que devem ser seguidas a risca. Aqui
- 4:03:20não, né? Devem ser seguidas a risca, né?
- 4:03:22Ele tá recomendando, né? Tá recomendando
- 4:03:24ajudar a pais e pediatras, né? ela não
- 4:03:26deve ser exposta e tal, né? Ã,
- 4:03:30não é regras a risco aqui, né? Acesso
- 4:03:33controlado, né? Não, não deve usar, mas
- 4:03:35assim, óbvio que não dá para ver que
- 4:03:36assim é totalmente proibido, não é isso,
- 4:03:38né? Explicar os efeitos do acesso
- 4:03:39precoce. Não, ele não tá explicando.
- 4:03:41Olha, criança que acessa internet
- 4:03:42precocemente sofre com isso aqui.
- 4:03:44Determinar rituais na educação, não, não
- 4:03:45é ritual. Isso aqui são orientações.
- 4:03:47Educar com base em um conjunto de
- 4:03:48estratégia formativa. Nada a ver. Isso
- 4:03:50aqui é para me explicar sobre o celular.
- 4:03:51Então você propor ações específicas para
- 4:03:53cada etapa da infância. Não tá bem
- 4:03:54redigido essa alternativa, não. Deveria
- 4:03:56ser tipo, ah, eh, estabelecer as
- 4:03:58diretrizes de uso seguro para cada época
- 4:04:00da infância, né? Porque não é uma ação
- 4:04:02isso aqui, né? Você limitar o tempo dela
- 4:04:03ao maior, não é uma ação, é uma é um
- 4:04:06protocolo, uma diretriz. Tá bom, mas tá
- 4:04:08bom. Ali, todo gênero apresenta
- 4:04:10elementos constitutivos que condicionam
- 4:04:12o seu uso em sociedade. Aqui tá falando
- 4:04:13de gêneros textuais já. Beleza. A letra
- 4:04:16de canção identifica-se com o gênero
- 4:04:18ladainha, essencialmente pela
- 4:04:20utilização. Isso aqui é uma ladainha,
- 4:04:21né? Vamos pedir piedade, Senhor, piedade
- 4:04:24para essa gente careta e covarde. Vamos
- 4:04:25pedir piedade, Senhor, piedade. Lhes dê
- 4:04:27grandeza e um pouco de coragem, né?
- 4:04:31Ah, então a letra da canção ela é
- 4:04:33ladaainha. Por quê? Porque a sequência é
- 4:04:35ladainha geralmente é isso, né? Eh, você
- 4:04:37fazendo pedidos, né? E tal. É narrativa
- 4:04:40por aprestar uma cadeira de ações,
- 4:04:41injuntiva, descritiva, argumentativa,
- 4:04:44né? Narrativa, expositiva. É injuntiva,
- 4:04:48pô. Injuntiva. Tá, tá, tá instruindo
- 4:04:51como você fazer alguma coisa. Vamos
- 4:04:52juntos pedir piedade por essa gente.
- 4:04:54Como que você vai pedir piedade por essa
- 4:04:56gente aqui? Vamos pedir piedade. Lis dê
- 4:04:58grandeza. É, isso aqui é injuntivo.
- 4:04:59Bizarro. Isso aqui é um baita exemplo de
- 4:05:02uma questão difícil de texto injuntivo,
- 4:05:04tá bom? Mas você tem que ter que esse
- 4:05:05assim, ó, vamos pedir piedade. Isso é
- 4:05:08uma forma de instruir a pessoa. Isso é
- 4:05:09uma forma de botar ordem na ação da
- 4:05:12pessoa. Não é uma narrativa, não é uma
- 4:05:13exposição nada disso. Letra C. Questão
- 4:05:15uma das mais difíceis aqui. Tá bom,
- 4:05:16pessoal?
- 4:05:18Tipologia. textual
- 4:05:21matamos. Mas é o seguinte, ativa o chat
- 4:05:24aí,
- 4:05:29tem que dar uma pausinha, tá bom?
- 4:05:32[roncando] De leve, né? Tá bravo, mano.
- 4:05:35Olha só, presta atenção. Vou dar um
- 4:05:37intervalo para vocês e para mim também,
- 4:05:40tá? Finalizamos isso aqui.
- 4:05:43Agora, olha só,
- 4:05:46deixa eu fazer um negocinho aqui. Olha
- 4:05:47só.
- 4:05:52Pera aí. Cadê o pessoal? Tá aí no chat.
- 4:05:54Bora dar uma pausinha. É que tá bravo,
- 4:05:57né? Dominamos isso aí. Dominamos.
- 4:06:00Não, vai ter muito mais agora, pô. Vai
- 4:06:01ter uma porrada agora. Agora gêneros
- 4:06:03textuais, progressão temática e
- 4:06:05organização textual, mecanismo de coesão
- 4:06:08e coerência. É muita coisa.
- 4:06:10Intertextualidade, semântica e
- 4:06:11construção de sentido, figuras de
- 4:06:12linguagem, texto poético, campanhas
- 4:06:15publicitárias, crítica cultural,
- 4:06:16patrimônio cultural, memória,
- 4:06:18identidade. Mas vamos dar só uma pequena
- 4:06:19pausa, pessoal, tá bom? Não vai ter sim.
- 4:06:23A gente vai voltar 6:40, tá bom? Olha
- 4:06:27só.
- 4:06:34Pera aí, deixa eu fazer melhor aqui.
- 4:06:40Olha só,
- 4:06:44deixa eu deixar aqui visível para todo
- 4:06:46mundo. É, mano, a gente vai voltar 6:40.
- 4:06:51Se você não quiser voltar, achar que deu
- 4:06:53uma desanimada, não tem problema.
- 4:06:57Tu só não vai, tu vai acabar aumentando
- 4:06:58a chance de perder um acerto na prova,
- 4:07:01né?
- 4:07:03Mas tá tranquilo. Se você não faz
- 4:07:04questão.
- 4:07:09Voltamos. Eu comecei o quê? Foi tipo
- 4:07:112:30, né? Aí já tem 4 horas seguidas em
- 4:07:13altíssimo ritmo, né? Voltamos.
- 4:07:24Voltamos aí. 640. Beleza, pessoal?
- 4:07:28Show.
- 4:07:31Vejo vocês já.
- 4:21:48E aí?
- 4:21:52Hum.
- 4:21:54Liga o chat aí da live.
- 4:22:29>> [roncando]
- 4:22:35>> E aí, galera?
- 4:23:00É hoje o sorteio? Sim.
- 4:23:14Tem mais um desse ali ainda. Sì.
- 4:23:37Vai ter lá Camila também depois normal.
- 4:23:42Eu
- 4:23:58disse que o manas amanhã era só se a
- 4:24:00gente batesse 27.000 curtidas, pessoal.
- 4:24:05Não batemos, não.
- 4:24:11Tem live com Milo? assim 9 horas tentar
- 4:24:13fazer uma redação ao vivo, tentar tirar
- 4:24:151000. [roncando]
- 4:24:21Sabe quantas visualizações essa live
- 4:24:23aqui já tem agora nesse momento?
- 4:24:25240.000.
- 4:24:28>> [roncando]
- 4:24:30>> O bagulho vai terminar já com 300 e
- 4:24:33poucas mil views.
- 4:24:45Vamos começar agora. Bora.
- 4:24:53Vai ter aula de redação com Mila,
- 4:24:55pessoal. 9 horas, pô. Vai ter.
- 4:24:59Eu sorteio também eu faço rapidinho.
- 4:25:08Bora lá. Você avisa em todos os lugares
- 4:25:10aí que eu voltei. Já avisou?
- 4:25:11>> Vou avisar agora.
- 4:25:12>> Vai avisar agora.
- 4:25:15Começar gêneros textuais agora, hein?
- 4:25:17Importante para
- 4:25:24Essa live acaba nove. Essa aqui.
- 4:25:36Então agora eu vou perguntar,
- 4:25:38fazer a enquete com vocês daqui a pouco.
- 4:25:40Que que vocês querem amanhã? Deixa eu
- 4:25:42fazer agora já, né? Que que vocês querem
- 4:25:44amanhã?
- 4:25:46O que querem
- 4:25:49a a pera aí. O que querem
- 4:25:53amanhã? Vamos lá. Amanhã, se fosse para
- 4:25:56escolher tudo de
- 4:25:59história geral
- 4:26:02ou tudo de geografia,
- 4:26:08história do Brasil, talvez,
- 4:26:12ou tudo de filosofia.
- 4:26:18Escolhe uma aí, a que tu mais quer.
- 4:26:27Caraca, geografia, né?
- 4:26:30Caraca,
- 4:26:32geografia, hein, mano. 51%.
- 4:26:38Amanhã
- 4:26:41>> vai ter um negocinho aí, hein?
- 4:26:47Mas dependendo da performance, amanhã eu
- 4:26:49também vou.
- 4:26:54Vocês querem saber o presente que eu vou
- 4:26:55dar para vocês?
- 4:26:57Vamos lá. Vou dar um presentinho aqui
- 4:27:00agora para vocês, hein? O link tá aí,
- 4:27:03tá? tá comigo aqui.
- 4:27:04>> Tá
- 4:27:07de novo.
- 4:27:15>> Me manda aí o link. Pessoal, seguinte,
- 4:27:20para quem quiser, tá bom?
- 4:27:22Para quem quiser, vocês sabem que eu
- 4:27:27tenho. Escuta essa, mas me escuta aqui
- 4:27:30na moralzinha para eu ficar para eu para
- 4:27:32eu conseguir me concentrar. Olha só,
- 4:27:34vocês sabem que eu tenho um, escuta,
- 4:27:36vocês sabem que eu tenho, eu sou dono do
- 4:27:38Enem Wik, né? O site mais democrático do
- 4:27:40Brasil, né? Que que [roncando]
- 4:27:45pra é bizarro, né? O site mais
- 4:27:46democrático do Brasil. Tem todas as
- 4:27:48questões lá do Enem, tem tudo como você
- 4:27:50fazer simulado, você vê sua tri, tá bom?
- 4:27:53Vai ter na na quarta-feira vai ser
- 4:27:54história, tá bom, pessoal? Na
- 4:27:55quarta-feira vai ser história, tá bom?
- 4:27:58É, eu tive uma ideia, Não, pera
- 4:28:00aí, pera aí, eu tive uma ideia, pera aí.
- 4:28:02A enquete que vai valer é da plataforma
- 4:28:04site, né? Eu tenho que fazer uma
- 4:28:05enquete, na verdade, é pros meus alunos
- 4:28:06escolherem, não é isso? Eu sem querer
- 4:28:08desmerecer ninguém que tá aqui, mas, pô,
- 4:28:10meus alunos é que tem que escolher na
- 4:28:11plataforma sa que que eu vou dar amanhã,
- 4:28:12não é isso? Sim, vai ter também
- 4:28:15geografia, mas eu vou eu vou fazendo na
- 4:28:18plataforma e aí eu vou pedir para eles
- 4:28:20escolherem, tá bom? Aí, mas vai ter
- 4:28:22geografia também, pô. Só que vai ser na
- 4:28:24quarta, em vez de ser na terça, tá
- 4:28:25ligado? Mas eu tenho que dar peso maior
- 4:28:26para quem, para quem
- 4:28:30plataforma site, sabe? O Enem Wick, eu a
- 4:28:33gente agora tem uma função lá que tanto
- 4:28:36eu quanto vocês a gente pode criar. Eles
- 4:28:38também podem, Lucas?
- 4:28:39>> Sim. Qualquer usuário, tanto eu quanto
- 4:28:41vocês, pode criar uma lista de questões
- 4:28:43e mandar o link pro amigo fazer a lista.
- 4:28:46E eu criei lá a lista de todas as
- 4:28:48questões de hoje com tipo 90 questões. É
- 4:28:51só se cadastrar gratuitamente e você
- 4:28:53pode fazer com a resolução de todas e
- 4:28:55com tudo, com os dados de cada uma. Tu
- 4:28:58vai entrar aí agora no Eni que você é
- 4:29:00isso, entendeu? Você consegue fazer tudo
- 4:29:03por lá no formato digitalizado mesmo,
- 4:29:06todas. Ou seja, é uma é uma revisão
- 4:29:08brutal, completa de linguagem. Todas as
- 4:29:10questões de hoje tá lá gratuito no Enem
- 4:29:13Wick, nesse link aí que eu tô mandando.
- 4:29:16É isso. Então assim, eu vou eu e eu vou
- 4:29:18ver a performance de vocês. Eu vou ver
- 4:29:20as estatísticas. Eu tô com essa visão
- 4:29:22já.
- 4:29:22>> Sim,
- 4:29:23>> sim,
- 4:29:23>> sim.
- 4:29:24>> Eu consigo ver a taxa de acertos de
- 4:29:25vocês. Eu consigo ver tudo isso, tá bom?
- 4:29:28Então, entrando aí agora pela NWick,
- 4:29:29você consegue fazer a lista que tá aqui
- 4:29:31sendo feita na aula de 90 questões de
- 4:29:33linguagens, mas com tudo, com marcador
- 4:29:35de performance. em formato de simulado,
- 4:29:38tipo, de 93 questões. É isso. É isso.
- 4:29:42Entendeu? Eh, eh, pô, tá maluco. É isso,
- 4:29:45mano. Olha só, só para vocês darem uma
- 4:29:47olhada aqui, ó. Vou mostrar aqui de
- 4:29:50qualquer jeito, tá bom? Só para não
- 4:29:52ficar me alongando nisso. Olha só. Tá
- 4:29:54vendo? Isso aqui [limpando a garganta] é
- 4:29:55a interface lá da Nick. Eu nem vou tirar
- 4:29:57do zoom para não atrapalhar a aula
- 4:29:59normal, sabe? Mas toda todas as aqui, ó.
- 4:30:01Se eu fizer isso aqui, vocês vem, né?
- 4:30:02Não, não vê não, cara. Todas as questões
- 4:30:05estão aqui, entendeu? Tá tudo aqui. Acho
- 4:30:06que a gente tá fazendo agora da até a
- 4:30:0993, entendeu? Então você vai para
- 4:30:10qualquer uma delas, você consegue
- 4:30:13visualizar, entendeu? O que a gente tá
- 4:30:15fazendo agora, entendeu? A minha
- 4:30:16internet tá toda sendo sugada aqui pela
- 4:30:18transmissão, por isso que tá tá tá mai
- 4:30:19lento, porque minha internet tá sendo
- 4:30:21sugada, entendeu? Mas aqui, ó, eh, essa
- 4:30:23aqui a gente ainda não fez não, né?
- 4:30:26Não fez não, entendeu? Mas aqui a gente
- 4:30:28vai fazendo todas, entendeu? A gente
- 4:30:30deve estar agora aqui, sei lá, perto da
- 4:30:32questão, ã 27, alguma coisa assim, né?
- 4:30:38A minha internet tá tá péssima porque tá
- 4:30:40toda locada. A minha internet tá toda
- 4:30:42locada na transmissão. Tá bom, mas tá
- 4:30:44aí. Tá bom, pessoal. Ô, não esquece de
- 4:30:47fazer o ver a capacidade dos servidores
- 4:30:48que vai entrar muita gente agora.
- 4:30:50Beleza, Lucas?
- 4:30:50>> Beleza.
- 4:30:51>> É isso, pessoal. Aí, quem quiser
- 4:30:53acompanhar por lá, fica à vontade, tá
- 4:30:55bom? É. Aí, a gente tinha feito essa
- 4:30:56aqui agora a pouco, né? Aí, aqui, ó.
- 4:30:58Essa aqui que a gente tinha feito agora
- 4:30:59há pouco. Se a gente coloca aqui, ó,
- 4:31:00comprovar a relação entre o alcance de
- 4:31:02conteúdos digitais e veja racial, você
- 4:31:04tem todos os dados da questão, né? De
- 4:31:06onde a gente tirou ela do 24. Ô, mano,
- 4:31:08tem que Olha só, Lucas,
- 4:31:10>> o site tá tá lento de uma maneira
- 4:31:12estranha, mano. Eu acho que vocês não
- 4:31:13dimensionaram para o tanto de pessoas
- 4:31:15que i chegar agora, que eu mandei para
- 4:31:1610.000 pessoas aqui do nada, mano. Tá,
- 4:31:18>> tem que pedir pros programadores
- 4:31:19corrigirem isso aqui.
- 4:31:20>> Olha só, olha só. O site tá tá zoado
- 4:31:23mesmo. A correção tá temporariamente
- 4:31:25disponível. Vocês não dimensionaram que
- 4:31:26eu ia mandar agora para 10.000. Ngo ao
- 4:31:28vivo,
- 4:31:29>> mas eu mandei, tem tipo 10.000 cadastros
- 4:31:31novos acontecendo,
- 4:31:32>> tem que ver lá o que tá pegando,
- 4:31:33entendeu?
- 4:31:34>> Vocês viram aí, né? É bom que já já
- 4:31:36diagnostiquei aqui a questão com vocês,
- 4:31:37tá bom? Que tem que os programadores
- 4:31:40acho que não esperavam que eu fosse
- 4:31:41mandar agora isso aqui. Tá bom, pronto.
- 4:31:44Vamos voltar aqui agora pra aula,
- 4:31:46pessoal, que já deu a hora da gente
- 4:31:47voltar, certo?
- 4:31:49Aí eles vão corrigir a capacidade dos
- 4:31:50servidores, tá bom? que não estavam nem
- 4:31:52preparados para isso. Vamos lá,
- 4:31:56podemos começar o trabalho?
- 4:31:58[roncando]
- 4:31:59Sim.
- 4:32:03Eu não sei o tema de redação da Mila,
- 4:32:04não. A Mila me dá o tema lá ao vivo e eu
- 4:32:06faço na frente dela, sem nenhum ensaio,
- 4:32:07pô, para ver se eu tiro 1000 assim no
- 4:32:09freestyle. Tá bom.
- 4:32:15Bora então. Podemos,
- 4:32:17irmão.
- 4:32:19Fecha esse chat aí e vamos para cima.
- 4:32:27Vamos embora.
- 4:32:30Gêneros textuais.
- 4:32:35Vamos começar, pessoal, direto dos
- 4:32:36gêneros, tá bom? Direto dos gêneros.
- 4:32:39textuais mesmo, porque o nosso tempo tá
- 4:32:41ficando curto, tá bom? E eu acho que
- 4:32:43todo mundo tá muito mais preocupado com
- 4:32:45as questões, não é isso? Então assim, de
- 4:32:49maneira bem geral aqui, eu sei que eu ia
- 4:32:50começar direto pelas questões, mas só
- 4:32:51falar, o gênero textual, ele é a gente
- 4:32:53chama de a forma social reconhecível de
- 4:32:56um texto. Então ele é o modelo que
- 4:32:58realmente circula na sociedade, é o
- 4:33:00modelo que a sociedade criou para
- 4:33:02cumprir uma finalidade, tá bom? de uma
- 4:33:04comunicação. Então, em os tipos textuais
- 4:33:06são só aqueles cinco e sempre o gênero
- 4:33:09surge a todo momento um gênero novo.
- 4:33:11Então, Twitch é um gênero novo, que já
- 4:33:13tem muito tempo, na verdade, né? Mas
- 4:33:14stories de Instagram, qualquer coisa que
- 4:33:16é criada nova, é um gênero novo, uma
- 4:33:18forma nova de se comunicar, um meme,
- 4:33:20carta, resenha, bula, ã, sinopse, tudo
- 4:33:23isso são gêneros, tá bom? Então, assim,
- 4:33:26o dentro de um gênero textual, você pode
- 4:33:27ter 1 2 3 4 tipos textuais, tá bom? Os
- 4:33:30gêneros eles são inúmeros, eles vão
- 4:33:32surgindo a todo momento, tá bom? Então
- 4:33:35eles vão ter algum tipo de assunto que
- 4:33:36eles abordam, esse tipo de coisa, tá
- 4:33:38bom? Então assim, para você entender
- 4:33:39sobre gênero textual, você não tem que
- 4:33:41decorar todos, você tem que entender
- 4:33:42sobre o propósito comunicativo, sobre o
- 4:33:44que você tem que entender sobre gênero
- 4:33:45textual é a função social do texto. Qual
- 4:33:48é a finalidade desse gênero? O que que
- 4:33:49ele quer fazer? Para que que existe esse
- 4:33:51gênero? Se é um bilhete de geladeira, a
- 4:33:53é um gênero textual que tu não tem que
- 4:33:54ter decorado, tu tem que saber, cara,
- 4:33:55para que que serve um bilhete de
- 4:33:56geladeira? Para passar uma informação
- 4:33:58rápida. para passar uma informação para
- 4:34:00lembrar de alguma coisa que tem que
- 4:34:01ficar na vista das pessoas. Por isso,
- 4:34:02ele é colocado no objeto cotidiano, que
- 4:34:04é a geladeira, tá bom? Ele quer, ele
- 4:34:06quer passar uma informação rápido, quer
- 4:34:07passar um lembrete rápido, tá bom? Ah,
- 4:34:11por exemplo, o que que é um gênero
- 4:34:12textual? Live de vendas do tipo da Black
- 4:34:14Friday. Aquilo ali foi uma live
- 4:34:16específica de Black Friday que eu
- 4:34:17apresento a oferta. Tem características
- 4:34:19daquele gênero textual. Anúncio é um
- 4:34:21gênero textual, entendeu? Filme
- 4:34:23curtametragem, tipo filme do horse Gold,
- 4:34:25é um gênero textual também. Beleza? Tu
- 4:34:28tomou cuidado ali com a questão ali da
- 4:34:29frente?
- 4:34:30>> Tem que sempre tomar cuidado, né?
- 4:34:31Beleza. Então, olha só. Ah,
- 4:34:35voltando aqui, então, né? Antes da gente
- 4:34:36partir pr pra questão, né? O que define
- 4:34:39um gênero textual? É justamente assim o
- 4:34:40seu propósito. Para que que ele serve?
- 4:34:42Para que que ele serve? Tá bom? Você
- 4:34:43esbarrou na câmera aí, mano. Cuidado, tá
- 4:34:45bom? E aí, outra outro conceito, escuta
- 4:34:47pessoal, tô passando rápido para vocês
- 4:34:48dois conceitos que matam todas as
- 4:34:50questões basicamente de gênero textual.
- 4:34:53O primeiro é assim, cara, qual é a
- 4:34:54finalidade? Qual é a função social desse
- 4:34:56gênero textual? O segundo conceito é
- 4:34:59qual é o suporte. Pronto. O suporte é
- 4:35:02onde esse gênero textual está se
- 4:35:04concretizando. Então, por exemplo, no
- 4:35:06caso de um lembrete de geladeira, o
- 4:35:08suporte é um papelzinho que é colado na
- 4:35:10geladeira. E o suporte ele ele é o lugar
- 4:35:13físico, o lugar virtual onde aquele
- 4:35:15gênero vai circular, né? Isso influencia
- 4:35:17muito a característica do próprio
- 4:35:18gênero, muito, muito, muito. Tá bom? E é
- 4:35:21muito cobrado assim na mescla de
- 4:35:23gêneros, né? Você usar a forma de um
- 4:35:25gênero textual para cumprir outro.
- 4:35:27Então, por exemplo, se eu poderia
- 4:35:29colocar um bilhete de geladeira, escuta,
- 4:35:31eu pensei nisso agora. Pensei nisso
- 4:35:33agora. Imagina que eu eu pego um
- 4:35:34bilhete, colo na minha geladeira e falo
- 4:35:36assim, ó: "A inscrições para Black
- 4:35:37Friday abrem dia 16 de novembro às 77 da
- 4:35:41noite. Tiro uma foto disso e te mando
- 4:35:43essa foto." Eu tô misturando, né, o
- 4:35:45gênero de foto digital com o gênero de
- 4:35:47bilhete de geladeira para cumprir uma
- 4:35:49função de te chamar atenção para te
- 4:35:50vender,
- 4:35:52entendeu? Qual é o gênero textual de
- 4:35:55agora? Opa, sem querer eu bati. Qual o
- 4:35:57gênero textual agora? O gênero textual é
- 4:35:59live educacional, né? Mas se no meio
- 4:36:02dessa live educacional,
- 4:36:05sei lá, eu boto aqui, ó, QR code aqui,
- 4:36:07né, do Pietro. Escanei esse QR code aqui
- 4:36:09para você participar da Black Friday, da
- 4:36:12plataforma S. Tem que estar dentro do
- 4:36:13grupo VIP, né, para comprar a melhor
- 4:36:15oferta de todos os tempos. Nossa,
- 4:36:16entendeu? Eu tô mesclando aqui o gênero,
- 4:36:18né, o gênero de anúncio com o gênero de
- 4:36:19aula ao mesmo tempo, tá bom? [risadas]
- 4:36:23Vocês
- 4:36:24vem, né, as coisinhas que eu vou fazendo
- 4:36:26assim por baixo dos panos. Olha só.
- 4:36:28Então [roncando] isso aí é o é o básico
- 4:36:30que você tem que saber, tá bom? Existem
- 4:36:32assim um grupo, né, de gêneros
- 4:36:34jornalísticos, anota isso aí que eu não
- 4:36:35tô escrevendo é para tu anotar. Gênero
- 4:36:36jornalístico, tá bom? Então, por
- 4:36:37exemplo, notícia, ela relata um fato
- 4:36:39recente de maneira objetiva em terceira
- 4:36:42pessoa. Não é óbvio, a notícia, ela vai
- 4:36:44ser objetiva, vai ser em terceira
- 4:36:45pessoa, né? Eh, fulano foi visto fazendo
- 4:36:48não sei quê, etc., né? Ela vai começar
- 4:36:50ali pelo pelo primeiro parágrafo,
- 4:36:52dizendo assim rapidamente, né, o que,
- 4:36:54quem, quando, onde, como, por quê, né?
- 4:36:59Vai ind do mais importante para menos.
- 4:37:00Isso é uma notícia. A reportagem, a
- 4:37:02diferença da reportagem para notícia é
- 4:37:03que a reportagem é aprofundada, ela traz
- 4:37:05pesquisas, ela traz entrevistas, ela
- 4:37:08traz dados da notícia, ela só te fala
- 4:37:09assim: "Mano, ó, isso aqui acabou de
- 4:37:10acontecer, aconteceu isso, tá bom?"
- 4:37:13Enquanto que a a a notícia ela é bem
- 4:37:17mais direta, é bem mais rápida para
- 4:37:18contar um fato recente, tá bom? Existe,
- 4:37:21anota isso aí, existe uma coisa chamada
- 4:37:22editorial. O que que é editorial? É como
- 4:37:25se fosse um artigo de opinião, mas de um
- 4:37:27jornal. É como assim editorial é uma
- 4:37:29coisa que a Globo publica, que a Record
- 4:37:32publica, que um jornal publica dando a
- 4:37:34opinião dele sobre aquilo ali. Então,
- 4:37:36quando teve esse debate cancelado dos
- 4:37:37presidentes, que ia ser na Globo, que
- 4:37:39foi cancelado, a Globo publicou um
- 4:37:41editorial dizendo que na opinião dela
- 4:37:42aquilo ali era um absurdo, que ela tinha
- 4:37:44sido censurada, alguma coisa assim. Tá
- 4:37:46bom? Isso aí. Agora, o que que é artigo
- 4:37:49de opinião? Artigo de opinião é a mesma
- 4:37:50coisa do que o editorial, só que é para
- 4:37:52um autor, é para uma pessoa. Artigo de
- 4:37:54opinião é a opinião de uma pessoa.
- 4:37:55Editorial é a opinião de um veículo de
- 4:37:57comunicação. Isso é muito importante.
- 4:37:59Entrevista é um gênero jornalístico de
- 4:38:01perguntas e respostas. Todos esses que
- 4:38:02eu falei são os gêneros jornalísticos.
- 4:38:04Ainda tem a crônica jornalística, tá
- 4:38:06bom? Vou falar sobre a crônica agora,
- 4:38:07que a crônica é muito importante, tá
- 4:38:09bom? A crônica, ela é um texto curto que
- 4:38:11ela é um gênero textual relativamente
- 4:38:13curto que pega uma situação do dia a dia
- 4:38:15e dali extrai uma lição de moral. Então,
- 4:38:18ah, eu estava caminhando pela rua quando
- 4:38:20vi eh sexta-feira estava caminhando pela
- 4:38:22rua quando vi dois cachorros, né? Os
- 4:38:24cachorros eles brincavam alegremente
- 4:38:26quando percebi que um cachorro tinha uma
- 4:38:28ferida na pata e mesmo assim brincava
- 4:38:30alegrente, alegremente. Quantas vezes na
- 4:38:32vida nós não temos nossas feridas e
- 4:38:35poderíamos continuar alegres, mesmo
- 4:38:36carregando feridas, e escolhemos nos
- 4:38:38resignar a dor da ferida, ao invés de
- 4:38:40olhar para o mundo de possibilidades que
- 4:38:42nos espera? Inventei essa merda agora,
- 4:38:43essa bosta de crônica. Mas isso é uma
- 4:38:45crônica. começou com o fato do
- 4:38:46cotidiano, tava andando na rua, viu o
- 4:38:48cachorro lá e vai para uma lição de
- 4:38:49moral. Isso é a crônica. Beleza? Segundo
- 4:38:53tipo de gênero, primeiro, todos esses
- 4:38:54que eu falei, é tudo gênero
- 4:38:55jornalístico. A crônica ela não, ela tem
- 4:38:57crônica jornalística, tem crônica
- 4:38:58literária e tal. Os segundos tipos de
- 4:39:00gêneros textuais são gêneros literários,
- 4:39:02tá bom? Então, romance, por exemplo, é
- 4:39:05uma narrativa muito longa, com muitos
- 4:39:07personagens, com muitos conflitos, tá
- 4:39:08bom? O conto é uma narrativa curta, né,
- 4:39:11que é concentrada em único conflito, tá
- 4:39:12bom? Conflito é isso, né? Então, ah, o
- 4:39:14personagem tava andando pela chapazinho
- 4:39:16vermelho, tava andando pela floresta,
- 4:39:17né? É um conto, não é um romance, é um
- 4:39:19conto. Tava andando pela floresta, do
- 4:39:20nada o lobo ma foi lá e pegou ela. Isso
- 4:39:23aí é o conflito. Surge o lobo mal, aí
- 4:39:25vem o clímax, né, que é quando ele
- 4:39:26captura ela, pega ela de verdade. Isso é
- 4:39:28um conto, é uma narrativa curta, focada
- 4:39:30nisso, um único conflito. Novela é um
- 4:39:32meio termo entre os dois. Então, tem
- 4:39:33conto, tem romance, que é um um uma
- 4:39:35narrativa muito grande, e a novela é um
- 4:39:37meio termo entre os dois, só isso. Ela
- 4:39:39tem uma duração intermediária, tá bom? E
- 4:39:41a crônica literária é um texto assim que
- 4:39:43ele é relativamente curto, tá bom? E ele
- 4:39:45parte de um fato do cotidiano para que
- 4:39:48com esse tom leve de fato do cotidiano
- 4:39:50ele chegue a uma reflexão ou um sentido
- 4:39:53de humor também. O poema é o texto que é
- 4:39:55feito em versos, tá bom? É isso. Beleza,
- 4:40:00pessoal? Isso aqui é o básico sobre
- 4:40:02gêneros literários, tá bom? Ainda tem os
- 4:40:03gêneros digitais, por exemplo, e-mail,
- 4:40:05blog, post, twit, meme, né? A gente vai
- 4:40:09ver isso muito mais nas questões, tá
- 4:40:10bom? e tem os gêneros do cotidiano, tá
- 4:40:12bom? Então, gênero ou também gêneros
- 4:40:14institucionais, entra aí quase que na
- 4:40:15mesma clave, tá bom? Então, carta
- 4:40:17pessoal para uma pessoa, gênero do
- 4:40:18cotidiano, tá bom? Uma nota de repúdio,
- 4:40:22é um gênero meio que do cotidiano, né?
- 4:40:24Que que al algumas alguns lugares
- 4:40:26colocam isso aí, ã, mas do cotidiano,
- 4:40:29postite, bilhetinho, tá bom? Lembrete,
- 4:40:34currículo é um gênero do cotidiano, né?
- 4:40:36Lei é um gênero institucional. Vamos
- 4:40:38fazer as questões que nas questões você
- 4:40:40vai perceber muito melhor isso. Deixa eu
- 4:40:41só ver aqui na aula como é que tá.
- 4:40:43Estamos aí, né? Tem 10.200 pessoas.
- 4:40:45Muito bom. Vocês estão bem firmes aí. E
- 4:40:47acho que todo mundo conseguiu visualizar
- 4:40:49bem, né? Mas agora a gente vai pr as
- 4:40:50questões que, como eu disse, nas
- 4:40:52questões que a gente vai realmente aqui
- 4:40:53brilhar, tá bom? nas questões que a
- 4:40:55gente vai ver as aplicações disso.
- 4:40:56Então, olha só, de acordo com esse
- 4:40:58texto, deixa eu trocar minha caneta
- 4:40:59aqui, aqui, aqui.
- 4:41:02De acordo com esse texto, o aspecto
- 4:41:04tecnológico que influencia a composição
- 4:41:06do gênero crônica
- 4:41:08advém do quê, né? Muitos pensam que a
- 4:41:12narrativa curta é sinônimo de conto.
- 4:41:13Acabei de falar isso para vocês agora.
- 4:41:15Acabei de falar, né, que narrativa
- 4:41:17curta, conta é uma narrativa curta, mas,
- 4:41:20né, existem narrativas curtas que não
- 4:41:21são contos, tipo crônica, perdendo de
- 4:41:23vista gêneros que, por tradição ruim
- 4:41:25continuam a margem da nobreza, acontece
- 4:41:27que o conto tem uma densidade específica
- 4:41:29centrando-se na exemplaridade de um
- 4:41:32instante da condição humana, sem que
- 4:41:34essa exemplaridade se refira a valoração
- 4:41:36moral. Cara, é tipo da Chapeuzinho
- 4:41:38Vermelho, né? eh, é muito focado naquele
- 4:41:40instante da condição humana em que ela
- 4:41:42eh em que ela é capturada, sequestrada
- 4:41:46por um lobo, né, que ele é mau, etc. Tá
- 4:41:48bom? Isso é um conto, beleza? Já que uma
- 4:41:50grande mazela pode muito bem
- 4:41:51exemplificar uma das nossas faces. A
- 4:41:53crônica não tem essa característica.
- 4:41:54Conservou a marca do registro
- 4:41:57circunstancial feito por narrador ou
- 4:42:00repórter, né? Narrador repórter que
- 4:42:01relata um fato para muitos leitores que
- 4:42:04formam determinado público. Você
- 4:42:04interessó registro circunstancial.
- 4:42:06Então, foi o que eu falei, que a crônica
- 4:42:08ela parte sempre de um fato do dia a
- 4:42:10dia, de um fato do cotidiano. O tipo de
- 4:42:13crônica jornalística, que a gente chama,
- 4:42:15é uma crônica que é feita por um
- 4:42:17repórter, né, que ela junta jornalismo
- 4:42:19com literatura, tá bom? Que se dirige ao
- 4:42:21público daquele jornal, tá? Ã, e aí, mas
- 4:42:25que público é esse, né? O público do
- 4:42:26jornal. Deixa eu carregar minha caneta
- 4:42:28aqui, pessoal, tá descarregada, mas
- 4:42:29vamos lá. Ela carrega em 5 minutos. Mas
- 4:42:32que público é isso? Acompanha comigo
- 4:42:33aqui enquanto isso. Sendo a crônica uma
- 4:42:35soma de jornalismo e literatura,
- 4:42:38daí a imagem de narrador repórter
- 4:42:39dirige-se a uma classe que tem
- 4:42:40preferência pelo jornal em que ela é
- 4:42:42publicada, o que significa uma espécie
- 4:42:44de censura ou pelo menos de limitação. A
- 4:42:47ideologia do veículo corresponde ao
- 4:42:49interesse dos seus consumidores
- 4:42:50direcionados pelos proprietários dos
- 4:42:52periódicos e pelos editores chefes da
- 4:42:54redação. Então, ou seja, você vai
- 4:42:55escrever uma crônica no jornal, você tá
- 4:42:57limitado, porque você não pode fazer uma
- 4:43:00crônica que desagrade ao público alvo
- 4:43:02daquele jornal, porque aquilo ali, né,
- 4:43:04tem clientes que você se desagradar eles
- 4:43:06não fica legal.
- 4:43:08Ocorre ainda o limite de espaço, uma vez
- 4:43:10que a página comporta várias matérias, o
- 4:43:12que impõe a cada uma delas, então dentro
- 4:43:14de uma página do jornal, você tem várias
- 4:43:15coisas, né? Então, a cada uma delas tem
- 4:43:17que ter um número restrito de laudas,
- 4:43:18obrigando o redator a explorar da
- 4:43:20maneira mais econômica possível o
- 4:43:22pequeno espaço de que dispõe. É dessa
- 4:43:23economia que nasce a riqueza estrutural
- 4:43:25da crônica, né? Então, ou seja, qual é o
- 4:43:28aspecto, galera?
- 4:43:32Tem uma coisa muito importante aqui,
- 4:43:34muito importante, tá bom? Deixa eu ver
- 4:43:36aqui. Tem gente na aula, né? 10.300
- 4:43:38pessoas. Cara, primeiro curte a live e
- 4:43:39se inscreve no canal, não custa nada. Vê
- 4:43:41se você tá inscrito no canal, porque eu
- 4:43:42vou te falar um bagulho aqui que vai
- 4:43:43cair nesse ano. Vai cair, bicho. Cuidado
- 4:43:47quando ele falar tecnológico. Pelo amor
- 4:43:50de Deus, cuidado para não achar que
- 4:43:52tecnológico é a mesma coisa que digital,
- 4:43:54celular, eletricidade. Tecnológico é
- 4:43:58qualquer tipo de meio de artifício que o
- 4:44:01ser humano criou para chegar a algum
- 4:44:03objetivo. Tudo é tecnologia. Caneta,
- 4:44:05papel é tecnologia. Essa caneta é
- 4:44:08tecnologia. Então, quando ele fala
- 4:44:09assim, ó, o aspecto tecnológico que
- 4:44:11influencia o gênero crônica, esse
- 4:44:14aspecto é, por exemplo, dá para ver aqui
- 4:44:15nessa questão que é o fato de est num
- 4:44:18jornal. O jornal é uma tecnologia,
- 4:44:20aquele jornal de papel mesmo é uma
- 4:44:21tecnologia. A restrição de espaço do
- 4:44:24jornal é um aspecto tecnológico,
- 4:44:26entende? Você não pensa nisso se você
- 4:44:28não tiver treinamento. Já caiu várias
- 4:44:30vezes. Ativa o chat rapidão aí.
- 4:44:33Tá entendendo ou não tá?
- 4:44:35Tá entendendo ou não tá? Tá
- 4:44:37visualizando? Por favor, não cai nessa
- 4:44:39de achar que tecnológico é é ai digital,
- 4:44:43elétrico, virtual também é isso. Mas
- 4:44:45tecnológico é qualquer coisa, cara.
- 4:44:47Tecnológico é assim, tudo que o ser
- 4:44:48humano fez para atingir algum objetivo
- 4:44:51de maneira mais facilitada. Tá bom?
- 4:44:54Entendeu? Agora, cadê o chat? Sim, isso
- 4:44:56já caiu. Quem é aí aluno mais experiente
- 4:44:58sabe que isso já caiu, tá bom? Não caia
- 4:45:02nessa, então. Beleza. Salve aí para quem
- 4:45:04pediu um salve, tá bom? Boa. Então aqui,
- 4:45:06ó. Eh, o qual é o aspecto tecnológico?
- 4:45:08Você entende que ele diz que o gênero
- 4:45:09crônica ele nasce ele ele é muito
- 4:45:11influenciado pelo fato de ter pouco
- 4:45:13espaço que aí o cara que aí o cara tem
- 4:45:15que, né? Eh, falaram ali, Togag arrasou.
- 4:45:20Eu estamos junto, Alisson. Eu consigo
- 4:45:22identificar pela sua forma de falar que
- 4:45:25a sua, a variação linguística que tu
- 4:45:27utilizou, né, de Togag, arrasou, essa é
- 4:45:29a variação linguística deática, típica
- 4:45:33de um grupo social de pessoas que
- 4:45:35utilizam Twitter, né? Então, eu sei que
- 4:45:37você veio do Twitter, por exemplo, tá
- 4:45:39bom? Seja muito bem-vindo, OK? No
- 4:45:42Twitter [roncando] é o lugar que mais
- 4:45:43tem pessoas que ao mesmo tempo não
- 4:45:45gostam de mim e assistem as aulas porque
- 4:45:48fala: "Ah, que droga, tem que assistir a
- 4:45:49aula dele, né?" Mas eu mas eu gosto de
- 4:45:51vocês mesmo assim, tá bom? Menos dos que
- 4:45:53são muito abusados, tá? Então é isso,
- 4:45:55juro, né? Juro. Olha só, vamos lá, né?
- 4:45:59Então aqui, ó, eh, a composição do
- 4:46:01gênero crônica, ela advém, então, que o
- 4:46:03aspecto tecnológico que influencia a
- 4:46:05composição do gênero, ela advém de quê?
- 4:46:07Da conexão ideológica, da densidade.
- 4:46:09Olha, olha que do
- 4:46:12Tá maluco, mano. Caraca, tá doido
- 4:46:18do né? Conexão ideológica tem
- 4:46:21alguma influência na composição do
- 4:46:24gênero crônica?
- 4:46:27Me diga, tem ou não tem?
- 4:46:30Ele falou alguma coisa assim no texto?
- 4:46:31Me diga, tem ou não tem? Ele falou
- 4:46:34alguma coisa no texto de que conexão
- 4:46:36ideológica tem influência na composição
- 4:46:38do gênero crônica?
- 4:46:41Falou, falou. Ele disse que o ideológico
- 4:46:45tem influência, mas a pergunta é o
- 4:46:47aspecto tecnológico. Ideologia não é um
- 4:46:50aspecto tecnológico. Então é verdade que
- 4:46:52a conexão ideológica influencia mesmo a
- 4:46:55composição do gênero crônica, mas
- 4:46:58conexão ideológica não é um aspecto
- 4:46:59tecnológico.
- 4:47:04Bom ou não?
- 4:47:07Bom ou não? Densidade temática. A
- 4:47:09densidade temática, isso é um aspecto
- 4:47:11tecnológico?
- 4:47:14A ênfase no público leitor, isso é um
- 4:47:16aspecto tecnológico. Apresentação de uma
- 4:47:18moral, isso é um aspecto tecnológico.
- 4:47:19Isso aí é o é o normal da crônica.
- 4:47:23Restrição espacial do suporte, isso é a
- 4:47:25outra coisa que influenciou o gênero.
- 4:47:28Crônica e isso é tecnologia. A restrição
- 4:47:31de ter pouco espaço numa página
- 4:47:32regional, isso é tecnologia. Essa é
- 4:47:34avançada. É avançada, sim. Tá bom.
- 4:47:38O texto tem formato de uma carta de
- 4:47:40jogo. Olha só que gênero textual é esse,
- 4:47:43né? Gênero textual,
- 4:47:46carta de jogo, né? Apresentando e ai
- 4:47:49Pedro, tem que saber todos os gênero é
- 4:47:51esse, mano? Isso aqui não existe.
- 4:47:52Inventar agora carta de jogo
- 4:47:53apresentando uma pessoa. É um gênero que
- 4:47:56foi inventado agora, né? O texto tem o
- 4:47:58formato de uma carta de jogo e apresenta
- 4:48:00dados a respeito de Marcelo Glazer,
- 4:48:01premiado pesquisador brasileiro essa
- 4:48:03apresentação subverte. Ela subverte. Que
- 4:48:06que subverte? Subverter é você mudar a
- 4:48:08função. Subverter é você operar de
- 4:48:12maneira diferente do que era planejado.
- 4:48:14Tá bom? Então ela subverte um gênero
- 4:48:17textual ao então aqui, ó. Marcelo Gaz,
- 4:48:19herada de situação, física, astronomia,
- 4:48:21contribuição mais famosa, seus livros, a
- 4:48:23dança do universo, fim da terra do céu,
- 4:48:24nascimento, pá, a alma mata. Então, quer
- 4:48:26dizer, isso aqui é uma parece um tipo de
- 4:48:29ficha biográfica, mas numa cartinha de
- 4:48:31jogo, né? Então, vincular áreas
- 4:48:34distintas, não tá vinculando áreas
- 4:48:36distintas do conhecimento,
- 4:48:38né? Uma carta de jogo é um gênero
- 4:48:41textual que apresenta os atributos de um
- 4:48:43personagem, tá bom? Então, assim,
- 4:48:46subverter um gênero é você usar ele de
- 4:48:48modo diferente do habitual. O gênero
- 4:48:50textual aqui é esse, carta de jogo. Mas
- 4:48:52e aí? Ela subverte esse gênero ao
- 4:48:54evidenciar a formação acadêmica do
- 4:48:56pesquisador. Isso é uma subversão do
- 4:48:57gênero. Relacionar o universo lúdico. A,
- 4:49:00toma, toma. Lúdico significa da
- 4:49:03diversão. Lúdico [roncando] é isso, da
- 4:49:05diversão. Gênero lúdico é da diversão,
- 4:49:08entendeu?
- 4:49:10Ela tá relacionando esse universo a
- 4:49:11informações biográficas. Perfeito, né?
- 4:49:14[suspirando]
- 4:49:14Os gêneros textuais caracterizam-se por
- 4:49:17serem relativamente estáveis e podem,
- 4:49:19eles são mais ou menos estáveis, né?
- 4:49:21Ficam parecidos ao longo tempo, mas eles
- 4:49:22podem reconfigurar-se em função do
- 4:49:24propósito comunicativo. Esse texto
- 4:49:26constitui uma mescla de gêneros, pois
- 4:49:29receita. Tome-se um poeta não cansado,
- 4:49:32uma nuvem de sonho, uma flor, três gotas
- 4:49:34de tristeza, um tom dourado, uma veia
- 4:49:36sangrando de pavor. Quando a massa já
- 4:49:38ferve, se retorce, deita-se a luz de um
- 4:49:40corpo de mulher, de uma pitada de morte
- 4:49:42se reforce, que um amor de poeta assim
- 4:49:44requer, pessoal. Isso aqui é uma
- 4:49:45receita, né? É um gênero textual
- 4:49:47receita. Mas não é só isso. O gênero
- 4:49:49textual receita, ele está aqui fundido,
- 4:49:53né? Pode fechar os comentários aí um
- 4:49:54pouco. Ele já, ele tá aqui, você
- 4:49:56entende? Ele tá fundido com o gênero
- 4:49:58poema, tá?
- 4:49:59Então, olha só, ele tá mesclando
- 4:50:02gêneros, pois introduz procedimentos
- 4:50:05prescritivos, sim, receita na composição
- 4:50:08do poema. Ué, é isso, né? Isso aqui é um
- 4:50:11poema, né? Acima de tudo é um poema. Mas
- 4:50:13dentro desse poema ele coloca
- 4:50:15procedimentos prescritivos, que é o quê?
- 4:50:18Prescrever uma coisa é uma é o que uma
- 4:50:19receita faz. Prescrever dá orientações.
- 4:50:23Então, assim, não é normal fazer isso,
- 4:50:24né? Ele misturou dois gêneros aqui.
- 4:50:25Letra A, explicita etapas essenciais. da
- 4:50:27preparação de uma receita. Não, isso aí
- 4:50:29seria se ele fosse apenas uma uma
- 4:50:31receita, né? Receita só faz isso aqui.
- 4:50:33Explore elementos temáticos presentes em
- 4:50:35uma receita. Não, esses elementos
- 4:50:36temáticos, eles não estão presentes numa
- 4:50:38receita. Esses elementos temáticos aqui,
- 4:50:41nenhuma receita fala disso, né? De três
- 4:50:43gotas de tristeza, um tom dourado. Tá
- 4:50:44maluco, isso não é o normal de uma
- 4:50:46receita, né? Apresenta organização
- 4:50:48estrutural típica de um poema. É
- 4:50:49verdade. Apresenta mesmo organização
- 4:50:51estrutural típica de um poema. Mas isso
- 4:50:53aqui é o que ele faz com que ele esteja
- 4:50:55misturando dois gêneros.
- 4:50:58apresenta, ele ele apresenta organização
- 4:51:00de poema, mas e aí isso não mistura dois
- 4:51:02gêneros, isso é só um gênero, né? Agora,
- 4:51:04quando ele bota prescrição na composição
- 4:51:06do poema, aí sim utiliza linguagem
- 4:51:08figurada na construção do poema. A
- 4:51:09maioria dos poemas utiliza linguagem
- 4:51:11figurada, ele usa mesmo linguagem
- 4:51:12figurada, muito metafórica, né? Mas a
- 4:51:15maioria dos poemas faz isso. Não tem
- 4:51:16nada de misturar ali. Tendo em vista
- 4:51:18seus elementos constitutivos e o meio de
- 4:51:20divulgação, esse texto identifica-se
- 4:51:22como, vamos lá. Bem, isso aqui é um
- 4:51:25verbete de enciclopédia. ou não é? Esse
- 4:51:26é o gênero textual verbete, né? Beleza,
- 4:51:28né? Belo mais exa, qualidade do que é
- 4:51:30belo, harmonia de proporção, perfeição
- 4:51:32de formas, fortaleza. Isso aqui é um
- 4:51:34verbete de enciclopédia, né? Isso é um
- 4:51:35gênero textual que ele faz isso, né? Ele
- 4:51:38define o que é uma coisa, né? Um gênero
- 4:51:39metalinguístico, inclusive, né? Porque ã
- 4:51:43você vai ter a própria palavra sendo
- 4:51:45usada para definir palavras, OK? Né? Só
- 4:51:48que, pô, quando eu olho aqui em cima,
- 4:51:49né? Eu tenho que olhar tudo, né? Eu
- 4:51:51tenho que ver que gênero é esse aqui,
- 4:51:52cara. É a é é o gênero cartão turístico,
- 4:51:55né?
- 4:51:56recordação turística de pessoas aqui de
- 4:51:58frente pro mar. Aí Ceará viva essa
- 4:52:01alegria, né? Me mandando para lá e aí
- 4:52:03com a definição de beleza. Ou seja, me
- 4:52:04parece muito mais que isso aqui é uma
- 4:52:06publicidade para você fazer turismo no
- 4:52:08Ceará.
- 4:52:10Muito mais faz muito mais sentido, né?
- 4:52:11Uma publicidade para você fazer turismo
- 4:52:13no Ceará. Então aqui, ó, tendo em vista
- 4:52:15esse texto de identifica como é um
- 4:52:16verbete enciclopédico, pô, é verdade o
- 4:52:19que tá aqui, mas ele não é só isso, ele
- 4:52:22não é apenas um verbete ciclopédico, é
- 4:52:23um cartaz, pois instrui sobre a
- 4:52:25localização de um ambiente. Claro que
- 4:52:27não, ele não tá dizendo a localização de
- 4:52:29um ambiente. Isso aqui não é do gênero
- 4:52:30cartaz, cartão postal. Isso aqui é bom.
- 4:52:32Parece um cartão postal, pois a imagem
- 4:52:34mostra ao destinatário o local onde se
- 4:52:36encontra o remetente. Não, cartão postal
- 4:52:38é quando você manda uma carta para
- 4:52:39alguém, tá bom? Você manda, você manda
- 4:52:41uma carta para alguém, aí você manda o
- 4:52:42cartão postal para dizer: "Eu tô aqui
- 4:52:43nesse lugar, né? Anúncio publicidade."
- 4:52:46Toma. É isso. Anúncio. Isso aqui é um
- 4:52:47anúncio, pô. Isso aqui não é, isso aqui
- 4:52:49é um anúncio, é para te convencer a ir
- 4:52:51lá pro Ceará de uma, de alguma agência
- 4:52:52turística ou do próprio da própria
- 4:52:54prefeitura da do próprio estado. Tá bom?
- 4:52:56É isso. É o próprio estado do Ceará, no
- 4:52:58caso, né? Tem prefeitura do Ceará, seria
- 4:53:00o próprio estado do Ceará te chamando
- 4:53:01para ir para lá para atrair turismo pra
- 4:53:02cidade.
- 4:53:04A intenção é essa, né? Fazer você
- 4:53:05visualizar momentos bons que você vai
- 4:53:06viver lá, esse tipo de coisa, tá bom?
- 4:53:09Tem muita de gênero textual, apesar de
- 4:53:10haver marcas formais de carta e receita.
- 4:53:13Olha só, marcas formais de carta e
- 4:53:15receita. Ou seja, tem forma de carta e
- 4:53:17de receita. A característica que define
- 4:53:19esse texto como poema é o. Então tem
- 4:53:21tem, olha só, tem forma de carta e de
- 4:53:23receita, mas ele é um poema. Vamos lá.
- 4:53:27Feijoada à minha moda. Isso aqui parece
- 4:53:29já uma receita, né? Amiga Helena
- 4:53:32Sangirarde. Isso aqui parece o quê? Isso
- 4:53:36aqui é título de receita, né? Feijoada.
- 4:53:38Amiga Helena San Girard é o quê? É parte
- 4:53:40de carta. Então, só de você ler aqui,
- 4:53:43ativa aí o comentário, os comentários,
- 4:53:44Bel. Só de você ler aqui, você já
- 4:53:47conseguiu identificar algumas marcas
- 4:53:48formais de carta e de receita? Quero que
- 4:53:50vocês me respondam aí no chat.
- 4:53:52Identificou, sim ou não? Marca de carta
- 4:53:56e de receita. Identificou? Uhum.
- 4:53:59>> Pessoal, sim. Porque ele fala assim, ó,
- 4:54:02mesmo tendo isso, né? Ainda assim ele é
- 4:54:04um poema. Por quê? Deixa eu só atualizar
- 4:54:06aqui para ver o chat de vocês.
- 4:54:10Sim, sim. Agora vamos ver porque que ele
- 4:54:12é um poema, né? Então aqui, ó. Conforme
- 4:54:14um dia prometi, onde confesso que
- 4:54:16esqueci e embora perdoe tão tarde,
- 4:54:18melhor do que nunca, este poeta segundo
- 4:54:19manda boa ética envia-lhe a receita
- 4:54:21poética da sua feijoada completa. Então
- 4:54:24parece carta até aqui. Isso aqui é
- 4:54:25carta, né? Diálogo direto com outra
- 4:54:27pessoa, né? Ahã. Em atenção ao
- 4:54:29adiantado, da hora em que abrimos o
- 4:54:30olho, o feijão deve, já catado nos
- 4:54:32esperar feliz de molho. Uma vez cozido o
- 4:54:34feijão, nós bocejando o nosso tédio, nos
- 4:54:37chegaremos ao fogão de carne seca
- 4:54:39suculenta. Gordos paios, nédio, tocinho,
- 4:54:41nunca orelhas de bacorinho que a tornam
- 4:54:44em excesso opulento, enquanto ao lado em
- 4:54:46fogo brando de linguidos de coro deve
- 4:54:48também estar fritando o torresminho
- 4:54:49delicioso, né? Então o que que defini
- 4:54:51ele como poema? Ah, que ele nomeou um
- 4:54:53interlocutor. Não, nomear um
- 4:54:55interlocutor define como carta. ou ao
- 4:54:57menos é, não é que define como carta,
- 4:54:58mas é marca típica de carta. Manifestar
- 4:55:01intimidade é marca típica de carta. Você
- 4:55:03tá vendo os distratores? Os dois aqui
- 4:55:04são marca de carta, né? Descrição de
- 4:55:07procedimentos é marca de receita.
- 4:55:10Tudo isso tem no texto, mas ele não
- 4:55:11perguntou o que? Ele tá perguntando o
- 4:55:13que que define como poema. Isso aqui
- 4:55:14tudo tem no texto de fato, mas não é o
- 4:55:15que responde o que que faz ser poema.
- 4:55:17Utilização de linguagem expressiva.
- 4:55:19Toma.
- 4:55:21Linguagem expressiva é o que define como
- 4:55:23poema. Apresentar ingredientes
- 4:55:25culinários define de receita. Você viu
- 4:55:26então dois distratores falando de
- 4:55:27receita, dois falando de carta.
- 4:55:31Linguagem expressiva é o que define como
- 4:55:34poema, entende? É muito claro isso aqui,
- 4:55:38né? Então assim, o que o que define um
- 4:55:39poema é isso. Aproveitando já para
- 4:55:40definir, linguagem expressiva, ela é a
- 4:55:42linguagem que ela é trabalhada
- 4:55:43esteticamente na forma dela, tá bom?
- 4:55:46Seja por meio de rima, você alcança
- 4:55:48expressividade ou por meio de rima, ou
- 4:55:49figura de linguagem, ou musicalidade ou
- 4:55:52linguagem figurada. Mas o que importa é
- 4:55:55que isso gera, isso embute na coisa
- 4:55:57algum tipo de sentimento. Isso embute
- 4:55:59algum tipo de expressividade, de
- 4:56:01sentimento, de emoção, entendeu? Tu
- 4:56:02ganha um efeito expressivo por causa
- 4:56:04disso, tá bom? Então as, por exemplo, as
- 4:56:06exclamações, o humor, né, ele ri de
- 4:56:09algumas coisas, né, ele faz algumas
- 4:56:10piadas, tudo isso alcança
- 4:56:12expressividade, tá bom? É isso. Beleza?
- 4:56:15Então, claramente aqui, né, sem dúvida
- 4:56:17alguma, vamos pra próxima. pelas
- 4:56:19características do texto lido que trata,
- 4:56:22de novo a caneta que carregou muito
- 4:56:23pouco, pelas características do texto
- 4:56:26lido que trata das consequências da
- 4:56:28perda de um animal de estimação,
- 4:56:29considera que ele se enquadra em qual
- 4:56:30gênero? Vamos ver qual gênero, né?
- 4:56:32Mulher tem coração clinicamente partido
- 4:56:35após morte de cachorro. Fala para mim
- 4:56:36que gênero é esse notícia, né? Essa
- 4:56:40headline lá em cima, né? Já dando o
- 4:56:42resumo, a notícia, ela tem que prender
- 4:56:44atenção independente de onde ela esteja
- 4:56:46circulando, né? Pode ligar o chat aí de
- 4:56:47novo. Tá ligado ainda, né?
- 4:56:49Pegaram? Não parece notícia.
- 4:56:52Sim.
- 4:56:53Não. Olha só, Pedrão, isso não estaria
- 4:56:55impreciso porque poema se caracteriza
- 4:56:56pela organização em versos, linhas
- 4:56:58rítmicas. O certo seria poesia. Pois
- 4:57:00dessa é sim, poesia. Exatamente isso.
- 4:57:01Você na opção não tava poesia não. O que
- 4:57:04define esse texto como poema? Não, mano,
- 4:57:05mas é muito leve isso aqui, entendeu? É
- 4:57:07super tolerável dizer que um poema ele
- 4:57:09ele também é definido pela
- 4:57:10expressividade, tá bom? Então, olha só,
- 4:57:12isso aqui é a característica do gênero
- 4:57:13notícia, né? Essa headline aqui. Vamos
- 4:57:15ver, né? A gente olha aqui paraas
- 4:57:16opções, já tem ali notícia. pois divulga
- 4:57:19fatos sobre a síndrome do coração
- 4:57:20partido. Mas a pergunta é o quê? Eh, ele
- 4:57:23ele ele tá perguntando assim: "Em em que
- 4:57:25gênero tá enquadrado isso aí?" Então ele
- 4:57:27quer saber assim, pô, de fato, em que
- 4:57:29gênero tá enquadrado, né? Ele só quer
- 4:57:32saber isso. Bem, se eu tivesse que olhar
- 4:57:34só pelo título, mulher tem um coração
- 4:57:35clinicamente partido, eu diria notícia,
- 4:57:37tá bom?
- 4:57:39Como explica o The New England Journal
- 4:57:41of Medicine, a paciente chamada Johnny
- 4:57:44Simpson tinha sinais de infarto como
- 4:57:46dores no peito e pressão alta e
- 4:57:47apresentar problema nas artérias
- 4:57:48coloninárias. Ao fazerem melhorar essa
- 4:57:50condição médica tipicamente acontece com
- 4:57:51mulheres e fase pósmenstrual. Nesses
- 4:57:52casos a prisão semelhante. Ela foi
- 4:57:54encaminhada em casa. O Washington Post
- 4:57:55ela contou que tava quase inconsolável
- 4:57:57pela perda animal. É isso. Ele tá
- 4:57:59realmente dando uma notícia da mulher
- 4:58:00que ficou com um coração muito partido
- 4:58:02por ter perdido o cachorrinho dela.
- 4:58:03Então isso aqui é o gênero notícia.
- 4:58:08Acabou. Ah, não, não. Relato. Relato é
- 4:58:10muito mais em primeira pessoa. Relato é
- 4:58:12tipo, vou te contar uma coisa que
- 4:58:13aconteceu comigo, não sei quê. Ou pode
- 4:58:15até ser relato assim, olha, aconteceu
- 4:58:16com o meu amigo a seguinte coisa, né?
- 4:58:18Uma narrativa ali mesmo aqui. E por que
- 4:58:20que a gente sabe que é notícia? Pelo
- 4:58:21tipo de título mesmo, né? Mulher tem
- 4:58:24coração. Essa essa essa headline de
- 4:58:26notícia, tá bom? Eh, reportagem, pô,
- 4:58:30discute cientificamente a
- 4:58:31cardiomiopatia. Não, cara, ele não fica
- 4:58:33entrando aqui em detalhes da Eu não vi
- 4:58:35ele entrando mesmo nisso aqui, na
- 4:58:37cientificamente uma discussão profunda.
- 4:58:39Lembra que eu falei que a notícia não é
- 4:58:40aprofundada? Ele, mas ele aprofundou
- 4:58:42aqui, pessoal, ele chamou especialistas
- 4:58:44para falar: "A cardiomeopatia acontece
- 4:58:46exatamente quando você não sei que, não
- 4:58:47sei quê, quando isso acontece e ela pode
- 4:58:49ser não sei o que". Não, pô, reportagem
- 4:58:51aprofunda, ele não aprofundou, ele só
- 4:58:52contou aqui,
- 4:58:55entendeu? Beleza, vamos lá. Próxima. No
- 4:59:00texto, ao refletir sobre a atividade de
- 4:59:02cronista, a autora questiona isso aqui,
- 4:59:05galera, crônica é o que mais cai, tá
- 4:59:07bom? É o que mais cai. Então, ao
- 4:59:08refletir sobre a atividade de cronista,
- 4:59:10a autora questiona características do
- 4:59:12gênero crônica. Como que que ela
- 4:59:14questiona, né? Característica, vamos ver
- 4:59:16qual dessa aqui é é uma característica
- 4:59:17do gênero crônica, né? Primeira coisa
- 4:59:19que aí se só tiver uma que a
- 4:59:21característica do gênero crônica, a
- 4:59:22gente nem precisa ler nada, né? Relação
- 4:59:24distanciada entre os interlocutores.
- 4:59:28Mais ou menos, né? Isso aqui não é
- 4:59:29necessariamente, né? A, pelo contrário,
- 4:59:32até a crônica, ela tem uma relação
- 4:59:33próxima, né? A crônica, o você sente que
- 4:59:36o o escritor da crônica ele tá perto de
- 4:59:38tu, ele usa inclusive, escuta essa, ele
- 4:59:41usa inclusive o fato cotidiano para
- 4:59:43criar proximidade. Então isso aqui nem é
- 4:59:45a característica do gênero crônica, tá
- 4:59:47bom? Então não faz sentido que ela
- 4:59:48esteja criticando a característica do
- 4:59:49gênero crônica, que nem é uma
- 4:59:50característica articulação de vários
- 4:59:52núcleos narrativos. Não, não, não. O
- 4:59:54gênero crônica, ele tem geralmente um
- 4:59:56núcleo narrativo. Quem que tem vários
- 4:59:59núcleos narrativos? O romance. O romance
- 5:00:02tem várias coisas acontecendo ao mesmo
- 5:00:03tempo. Várias pequenas histórias, arcos
- 5:00:06de história dentro dele. A crônica ela é
- 5:00:08um acontecimento que o cara tava
- 5:00:09andando, viu tal coisa na rua e disso
- 5:00:11ele pensou tal coisa. Brevidade no
- 5:00:13tratamento da isso é característica do
- 5:00:15gênero crônico. Descrição minuciosa dos
- 5:00:18personagens, isso não é característica
- 5:00:19da crônica. público leitor exclusivo.
- 5:00:22Bem, público leitor exclusivo, né,
- 5:00:25assim, depende de onde tá sendo essa
- 5:00:28crônica, depende, tá bom? Se fosse um
- 5:00:30jornal fechado, seria exclusivo, mas se
- 5:00:32fosse um jornal aberto, não. Então,
- 5:00:34cara, fica entre essas duas aqui,
- 5:00:35brevidade ou letra E. Vamos ver qual
- 5:00:37característica do gênero crônica que a
- 5:00:39que a a Clarisspector tá criticando
- 5:00:41aqui. Tá bom? Sei que não sou, mas tenho
- 5:00:44meditado ligeiramente no assunto.
- 5:00:46Crônica é um relato, é uma conversa, um
- 5:00:48resumo de estado espírito, não sei. Pois
- 5:00:49antes de começar a escrever para jornal
- 5:00:50do Brasil, eu só tinha escrito romance
- 5:00:51conto. E também sem perceber a medida
- 5:00:53que escrevia por aqui, ia me tornando
- 5:00:54pessoal demais, correndo risco de em
- 5:00:56breve publicar minha vida passada e
- 5:00:57presente. O que não pretendo. Outra
- 5:00:59coisa, anotei. Basta eu saber que estou
- 5:01:00escrevendo pro jornal, isto é para algo
- 5:01:02aberto fácil. Aqui, ó, aberto facilmente
- 5:01:04para todo mundo. Então, não, não é. Já
- 5:01:05descartamos a letra E. Público leitor
- 5:01:07exclusivo. Só pode ser então a letra C.
- 5:01:09Vamos ver se ela reclama da brevidade,
- 5:01:10né? e não para um livro que realmente
- 5:01:12quebra aqui no mesmo sentir o modo aqui,
- 5:01:14ó, o meu modo de escrever se transforma
- 5:01:15só de eu saber que tô escrevendo
- 5:01:16crônica. Não é que me desagrade mudar,
- 5:01:18pelo contrário, mas queria que fossem
- 5:01:19mudanças mais profundas. Ah, mas mudar
- 5:01:21só porque isso é uma coluna, uma
- 5:01:22crônica, ser mais leve, só porque o
- 5:01:24leitor assim quer, divertir, fazer
- 5:01:25passar uns minutos de leitura. Outra
- 5:01:27coisa, no meu livro quero quero
- 5:01:28comunicação profunda comigo e com o
- 5:01:30leitor. Aqui no jornal só falo com o
- 5:01:31leitor e agrada-me que ele fique
- 5:01:32agradado. Vou dizer a verdade, não estou
- 5:01:34contente. Ou seja, ela tá reclamando que
- 5:01:36na crônica ela tem que ser muito breve,
- 5:01:37ela não consegue aprofundar. Todo mundo
- 5:01:39visualizou?
- 5:01:41Considerando os elementos constitutivos
- 5:01:43dos gêneros textuais circulantes da
- 5:01:44ansiedade, nesse fragmento predominam,
- 5:01:47que que predomina aqui nesse fragmento,
- 5:01:49né? Uma noite em 67 de Renato Terra e
- 5:01:51Ricardo Cali. É um livro, né? Mas foi
- 5:01:55uma noite, aquela noite de sábado de 607
- 5:01:57que parou nosso país, parou para ver a
- 5:01:58finalíssima do terceiro festival da
- 5:02:00Record, quando um jovem de 24 anos
- 5:02:01chamado Eduardo Lobo saiu carregado do
- 5:02:03teatro depois de ganhar o prêmio máximo
- 5:02:05do festival com ponteio que cantou
- 5:02:09acompanhado da charmosa iniciante Marila
- 5:02:10Medalha. Foi naquela noite que o Chico
- 5:02:12Boar quou sua roda viva ao lado do MPB4
- 5:02:15de Magro, arranjador que Caetano Veloso
- 5:02:17bilhou cantando alegria alegria com a
- 5:02:18plateia e som das guitarras do beat
- 5:02:19boys. Não sei quê. Tá contando, né? tá
- 5:02:21relatando uma noite ali. É aquela noite
- 5:02:22que acabou virando filme 2010 nas mãos
- 5:02:24de Renato Terra Ricardo caiu. Agora
- 5:02:26virou livro. O livro que tá sendo
- 5:02:27lançado agora é a história aquela noite
- 5:02:28ampliada estado que no jargão jornalist
- 5:02:30chama de matéria bruta, né? [roncando]
- 5:02:33Legal, né? Isso aqui é uma cara, isso é
- 5:02:37isso é uma deixa eu só ver que o livro
- 5:02:39que tá sendo lançado agora é estró
- 5:02:40aquela noite ampliado estal aqui no
- 5:02:41jargão. Quem viu o filme vai se dedicar
- 5:02:43história que cada um tem para contar e
- 5:02:45quem não viu o filme tem diante de si.
- 5:02:46Isso é uma resenha. Isso aqui é uma
- 5:02:49resenha. Isso tem cara de resenha, pelo
- 5:02:51menos. Tá bom? Por que que eu diria que
- 5:02:52isso aqui é uma resenha? Porque ele tá
- 5:02:55eh a resenha ela faz uma apresentação de
- 5:02:58alguma obra, ela apresenta um livro, ela
- 5:03:00apresenta um filme. Ele tá aqui contando
- 5:03:02uma história para apresentar mesmo
- 5:03:04alguma coisa, tá bom? Então assim, eh
- 5:03:07ele tá eh você faz uma resenha, muitas
- 5:03:09vezes ela é crítica, né? Então quando a
- 5:03:10gente fala crítico, não é que fala mal,
- 5:03:12não, é que faz uma análise da coisa, tá
- 5:03:14bom? Então isso aqui certamente é uma
- 5:03:15resenha. Vamos ver. Considerando os
- 5:03:16elementos constitutivos dos gênos
- 5:03:18textuais circulantes na sociedade, nesse
- 5:03:19fragmento de resenha, o que que
- 5:03:22predomina? Caracterizações de
- 5:03:24personalidades do contexto musical
- 5:03:25brasileiro. Eu não vi ele falando
- 5:03:27profundamente da personalidade de
- 5:03:29ninguém daquele contexto, tá bom?
- 5:03:31Questões polêmicas, eu não vi ele
- 5:03:33falando de questão polêmica direcionada
- 5:03:35produção musical, eu vi ele contando o
- 5:03:36que aconteceu, né? Relatos de
- 5:03:38experiências dos artistas sobre os
- 5:03:39festivais. Ele falou da experiência do
- 5:03:40artista.
- 5:03:42É isso que predomina. Acho que ele falou
- 5:03:44muito pouco sobre isso, né? falou, ele
- 5:03:46brilhou cantando isso, né? Foi legal e
- 5:03:48tal, mas eu não acho que isso aqui é
- 5:03:49focado na experiência dos caras. É como
- 5:03:51que esses episódios aqui viraram o
- 5:03:53assunto do filme, né? Do livro. Relatos
- 5:03:55de experiência de artigo. Não gostei.
- 5:03:57Explicação sobre o quadro cultural do
- 5:03:58Brasil. Ele tá explicando como é que era
- 5:03:59o quadro cultural. Opiniões. Oh, letra
- 5:04:02E. Opiniões a respeito de uma obra sobre
- 5:04:05a cena musical. Pessoal, tem uma obra
- 5:04:07sobre a cena musical. Ele tá dando a
- 5:04:09opinião dele. Resenha. Ela é crítica.
- 5:04:11Uma crítica é você dar sua opinião.
- 5:04:14Crítica é isso, [roncando]
- 5:04:17entendeu?
- 5:04:18Sacou? É isso. Quando tá apresentando um
- 5:04:21filme que foi lançado, né? Ah, o filme
- 5:04:23estreou tal, não sei quê. Isso é uma
- 5:04:24resenha crítica. Beleza? Então ele tá
- 5:04:26dando a opinião dele a respeito de uma
- 5:04:27obra, né? Tá aqui, ó. Eh, essa noite
- 5:04:29acabou virando filme, agora é a história
- 5:04:31daquela noite, né? Quem viu o filme vai
- 5:04:33se deliciar com as histórias e algumas
- 5:04:35fofocas que cada um tem para contar,
- 5:04:37agora sem os cortes necessários que o
- 5:04:38filme exige. E quem não viu o filme tem
- 5:04:40diante de si um livro de histórias.
- 5:04:41Pensando bem de história, é isso. Tá
- 5:04:42bom? Os gêneros textuais podem ser
- 5:04:44caracterizados dentre outros fatores por
- 5:04:45seus objetivos. Esse fragmento é um.
- 5:04:49A trajetória de Lel Memeg é contada por
- 5:04:51uma narradora mórbida,
- 5:04:53surpreendentemente
- 5:04:55simpática. Tá bom, cara. Só de você
- 5:04:59olhar assim, tu vê que ela já tá
- 5:05:00apresentando uma obra, você concorda? Ao
- 5:05:01perceber que a pequena ladra de livros
- 5:05:03lhe escapa, a morte afeiçoa menina e
- 5:05:05rasteia suas pegadas. Isso aqui já
- 5:05:06parece mais uma vez uma resenha. Vocês
- 5:05:09entenderam agora o que que é resenha?
- 5:05:11Uma resenha. Tá apresentando uma obra e
- 5:05:13vai fazer uma crítica. O que é uma
- 5:05:15crítica? Não é falar mal. Se você tiver
- 5:05:16elogiando, também é uma crítica. O o
- 5:05:18filme do não sei quê o é, fecha o chat
- 5:05:22um pouco. Olha só. Resenha é o seguinte.
- 5:05:24Olha, foi lançado o novo filme do
- 5:05:26Homem-Aranha que traz uma atuação
- 5:05:28impecável de Tom Rolland, que no papel
- 5:05:30de Homem-Aranha enfrenta os desafios
- 5:05:33relacionados a não sei quê. do aí você
- 5:05:34aí, olha só, uma sinopse é diferente.
- 5:05:36Uma sinopse você só apresenta um resumo
- 5:05:38do filme. Novo filme Homem-Aranha de
- 5:05:40volta pro lar, o o herói precisa não sei
- 5:05:42quê resolver tais problemas na sua vida
- 5:05:44agora marcada pela complexidade entre o
- 5:05:46relacionamento e a luta contra não sei
- 5:05:49que e a revelação da sua identidade.
- 5:05:50Isso é uma sinopse. É um resuminho do
- 5:05:52filme para gerar um pouco de interesse
- 5:05:53da pessoa ver. Uma resenha é eu começar
- 5:05:57a fazer elogios pessoais ou reclamar a
- 5:06:00nível pessoal. A nova temporada de Game
- 5:06:02of Thrones estreia sendo marcada por
- 5:06:04diversos escândalos de perda de
- 5:06:05performance dos atores. Não sei que não
- 5:06:07sei que. Isso é uma resenha, uma resenha
- 5:06:08crítica. Tá bom. A nova temporada foi
- 5:06:11brilhante, com efeitos especiais, nunca
- 5:06:13antes visto. Nos cinemas o quê? Resenha
- 5:06:14crítica também. Então aqui, ó, eles
- 5:06:16podem ser caracterizados por seus
- 5:06:17objetivos. Esse fragmento aqui é o quê,
- 5:06:18né? Aqui, ó. Surpreendentemente
- 5:06:20simpático. Ao perceber que a ladra, ela
- 5:06:21escapa-lhe e afeiçoa-se a menina e
- 5:06:23rasteia suas pegadas. Traços de uma
- 5:06:25sobrevivente, a mãe comunista perseguida
- 5:06:26pelo nazismo, envia Lel. Hã, eu já li
- 5:06:29esse livro de Lizel Merminger. Que livro
- 5:06:31é esse?
- 5:06:34Cadê?
- 5:06:37Ele não fala o nome do livro, não.
- 5:06:41Eu lembro do nome da personagem.
- 5:06:49Não, não lembro o nome do livro, mas eu
- 5:06:50já li esse livro. Lizel Meminger. Esse
- 5:06:52nome é muito familiar, tá? Então, amand
- 5:06:55que é o primeiro de uma série que a
- 5:06:56menina vai surrupear ao longo dos anos.
- 5:06:57O único vínculo com a família é essa
- 5:06:59obra que ela ainda não sabe ler. A vida
- 5:07:00ao redor é pseudo realidade criada em
- 5:07:02torno do culto a Hitler na Segunda
- 5:07:03Guerra Mundial. Ela assiste a Eufórica
- 5:07:05celebração do aniversário do F na
- 5:07:06vizinhança. A morte perplexa deante da
- 5:07:07violência humana dá um tom leve e
- 5:07:08divertido. E isso aqui é a menina que
- 5:07:11roubava livros. Liga o chat aí rapidão.
- 5:07:14É que eu li há muito tempo esse livro da
- 5:07:16menina que roubava L. Eu li esse livro
- 5:07:17tem tem uns tem 12 13 anos que eu li
- 5:07:20esse livro. Lel Meminger é desse livro?
- 5:07:22A menina que roubava livros. Eu lembro
- 5:07:23que tem a morte acompanhando ela. Não
- 5:07:25sei. É isso mesmo ou tô viajando aqui?
- 5:07:30É daí que vem. Ah, tá. É daí. É daí, né?
- 5:07:32Boa. É isso, então. Valeu. Eu tava
- 5:07:35pensando se era esse ou se era a
- 5:07:36bailarina de Auschwitz. Tá bom,
- 5:07:38[roncando] pode fechar aí. Então, eles
- 5:07:41podem se caracterizar. Ah, tá bom. Isso
- 5:07:42aqui é uma reportagem, isso aqui é um
- 5:07:43resumo. Não, ela ela não tá resumindo a
- 5:07:45obra. Ah, a obra é isso, não sei o quê.
- 5:07:47Ela tá dando já a análise dela, tá bom?
- 5:07:49tá dando já a análise dela aqui, a morte
- 5:07:51perplexa diante da violência, não sei
- 5:07:53quê, dá um tom leve e divertido à
- 5:07:55narrativa. Isso é a opinião pessoal
- 5:07:57dela. Isso é crítico. Isso aqui é a
- 5:07:59crítica. Não precisa ser ruim. É análise
- 5:08:01da obra, é crítica. Tá bom? Então é
- 5:08:03isso. Resenha, pois apresenta uma
- 5:08:05produção intelectual de forma crítica.
- 5:08:08Resenha. Uma produção intelectual, uma
- 5:08:09obra, um livro, um filme, um espetáculo
- 5:08:11de forma crítica. Que que é crítica?
- 5:08:13Analisando, julgando, dizendo se é bom
- 5:08:14ou ruim. Isso é crítica. Esse fragmento
- 5:08:17é caracterizado como gênero sinopse,
- 5:08:19pois apresenta,
- 5:08:21olha que sensacional, muito bom. Eu tava
- 5:08:23falando para vocês agora da diferença
- 5:08:24entre os dois, tá bom? Isso é muito
- 5:08:26importante você saber, tá bom? A
- 5:08:28animação vida Maria produzida em
- 5:08:30computação gráfica 3D e finalizada em 35
- 5:08:32mm, né? A distância focal da lente. O
- 5:08:33curtametragem não, acho que é do do
- 5:08:35tamanho do rolo, né? Não é a distância
- 5:08:36focal do lente, não. Deve ser o tamanho
- 5:08:37do rolo. O curtametragem mostra
- 5:08:39personagem, cenários modelados com
- 5:08:40texturas e cores prestadas capturadas. O
- 5:08:42filme nos mostra a história da rotina do
- 5:08:43personagem Maria José, uma menina de 5
- 5:08:45anos de idade, não sei quê, mas que é
- 5:08:46obrigada pela mãe não sei quem. Quando
- 5:08:47trabalha ela cresce, não sei quê. Você
- 5:08:49viu a opinião dele sobre o sobre o
- 5:08:50filme? Você viu ele falar se é bom ou
- 5:08:52ruim? Você viu ele fazer crític? Não
- 5:08:53viu, né? Isso é uma sinopse. Ele tá
- 5:08:54prestando um resumo da obra para você,
- 5:08:55um resuminho, tá bom? Contando ali uma
- 5:08:58uma parte da obra. Não precisa nem ser
- 5:08:59um resumo, uma parte, tá bom? Por quê?
- 5:09:03Para despertar o interesse para você
- 5:09:05assistir sempre. É para isso, tá bom?
- 5:09:07Então aqui ele ele é gênero sinopse. Por
- 5:09:08quê? Posicionamento da revista. Não,
- 5:09:10aqui seria resenha. Relato da história
- 5:09:13abordada no curta. Sim, pode ser.
- 5:09:16Acontecimentos do Cotfone, não. História
- 5:09:18suscinta com poucos personagem, não.
- 5:09:19Fatos da vida de Não. Relato da história
- 5:09:22abordada no filme. É, ele faz um relato
- 5:09:23sobre a história que é abordada no filme
- 5:09:24de maneira sucinta para só para
- 5:09:26despertar o interesse. Entendeu? O
- 5:09:27Twitter é reconhecido por promover o
- 5:09:29compartilhamento de texto. Nessa
- 5:09:30notícia, essa rede social foi utilizada
- 5:09:31como veículo suporte, né? O lugar onde
- 5:09:33você faz para um concurso literário por
- 5:09:35causa do Abé lança novo concurso
- 5:09:37cultural. Conte o conto sem aumentar um
- 5:09:39ponto. Em razão da grande repercussão do
- 5:09:41concurso, ela lançou um novo concurso
- 5:09:44intitulado conte não sei quê. Pá pá,
- 5:09:46conte o conto sem aumentar um ponto. Tem
- 5:09:47como objetivo dar um final distinto do
- 5:09:49original ao conto do Machado de Assis,
- 5:09:50utilizando-se o mesmo número de
- 5:09:52caracteres ou inferior que Machado
- 5:09:53conclui seu trabalho. Ou seja, 1778
- 5:09:55caracteres. Vale ressaltar aqui para
- 5:09:57participar do concurso, o concorrente
- 5:09:58deverá ser seguidor do Twitter da ABL.
- 5:10:00Beleza? O Twitter reconhecido por
- 5:10:03promover o compartimento de texto. Nessa
- 5:10:04notícia, essa rede social foi utilizada
- 5:10:05como veículo suporte para um concurso
- 5:10:06literado. Por causa de quê?
- 5:10:08né? Por que o Twitter ele foi escolhido
- 5:10:11para você lá digitar o novo final do
- 5:10:13conto e que você não pode passar de 1778
- 5:10:17caracteres, né, [suspirando] cara? Deve
- 5:10:19ser porque o próprio Twitter ele tem uma
- 5:10:20limitação de caracteres, né? Você tem o
- 5:10:22máximo de caracteres que você pode
- 5:10:23escrever quando você tá fazendo um
- 5:10:26tweet. Então combinaria assim, né?
- 5:10:27Então, limite pré-determinado de
- 5:10:29extensão do texto pode ser interesse
- 5:10:31pela participação de jovens, por então,
- 5:10:34mas tem jovens não só no Twitter, tem
- 5:10:36jovens no Instagram também, por que não
- 5:10:37lá? Atualidade do enredo proposto nada a
- 5:10:40ver. E aí por isso vai pro Twitter, né?
- 5:10:42Fidelidade a fatos do cotidiano, mas tem
- 5:10:45nada a ver, pô. Como assim? Dinâmica da
- 5:10:47sequência narrativa? Não é, é por causa
- 5:10:49disso, já que tem que botar, tem que
- 5:10:51fazer nesse número de caracteres, você
- 5:10:52usa o Twitter que ele tem limite de
- 5:10:54extensão do texto. Isso aqui
- 5:10:56provavelmente deve ser algum múltiplo,
- 5:10:57né? Se você pegasse o limite de um
- 5:10:58tweet, multiplicasse por vários, deve
- 5:11:00dar esse número aqui. Beleza? Ã, vamos
- 5:11:02lá. Esse conjunto de mini biografias tem
- 5:11:05como proposto, cara, mini biografia,
- 5:11:06biografia, história da vida de alguém.
- 5:11:08Uma mini biografia para você apresentar
- 5:11:10rapidamente a história da vida de
- 5:11:11alguém. Geralmente para apresentar a
- 5:11:12trajetória de alguém, de algum atleta,
- 5:11:14alguma coisa assim, né? Então [roncando]
- 5:11:16é isso, pode ser.
- 5:11:18É bem possível, né? Então assim, conheça
- 5:11:20as histórias de atletas paralímpicos que
- 5:11:22trocaram a modalidade do Joana Carla
- 5:11:24teve poliomelite, não sei quê, pá pá,
- 5:11:26iniciou o tênis de mesa, mas conheceu o
- 5:11:28tiro com arco, não sei quê. E tá, ela
- 5:11:30teve um problema, né? E aí ela iniciou o
- 5:11:35tênis de mesa e conseguiu conquistar
- 5:11:36títulos. Depois foi pro tiro do arco. A
- 5:11:39a santista de 55 anos era jogadora de
- 5:11:40vôlei, mas aí teve esclerose múltipla.
- 5:11:43Aí entrou no na no basquete
- 5:11:45paraolímpico, depois atletismo, começou
- 5:11:47a praticar as duas até ir para provas de
- 5:11:49campo no campeonato mundial de
- 5:11:50atletismo. Então é mini biografia, né?
- 5:11:52Tá falando um pedacinho da trajetória
- 5:11:53dela. Essa aqui é natural de São Bento,
- 5:11:55maior formação no braço direito. Começou
- 5:11:57a praticar atletismo enquanto competia.
- 5:11:59Foi convidada para conhecer o Paratai
- 5:12:02Condô. Ah, o Parai Kondô. No ano
- 5:12:04seguinte migrou pra modalidade, já
- 5:12:05faturou olho. Tá bom. Qual o propósito
- 5:12:08disso aqui? Descrever rotinas de
- 5:12:09treinamento delas? Claro que não.
- 5:12:10Comparar o desempenho delas? Claro que
- 5:12:11não. Destacar a trajetória profissional.
- 5:12:12Acho que é isso aqui. Destacar a
- 5:12:13trajetória profissional. Só mostrar a
- 5:12:15trajetória profissional. Destacar, né?
- 5:12:17Indicar categorias mais adequadas.
- 5:12:18Estimular parte. Não, pô, isso aqui é
- 5:12:20destacar, pô. Mostrar. É só isso.
- 5:12:22Destacar a trajetória delas. Uma
- 5:12:24característica do gênero diário que
- 5:12:25aparece na letra da canção do Chico
- 5:12:26Bark. Uma característica do gênero
- 5:12:27diário que aparece aqui. Hoje topei com
- 5:12:29alguns conhecidos. Pronto, tá falando,
- 5:12:31ele topou, tá usando a primeira pessoa,
- 5:12:33né? E tá contando um fato que aconteceu
- 5:12:35hoje no passado. Topei no pretérito
- 5:12:37perfeito. Me dão um bom dia, cheios de
- 5:12:39carinho, dizem para eu ter muita luz,
- 5:12:40ficar com Deus. Eles têm pena de eu
- 5:12:42viver sozinho, né? A interpretação dos
- 5:12:44fatos cotidianos também é do gênero
- 5:12:45diário. Hoje o inimigo veio me
- 5:12:47espreitar, armou tocar ela na curva do
- 5:12:48rio, trouxe um porrete mod de me
- 5:12:49quebrar, mas eu não quebro porque sou
- 5:12:51macio, viu? Ã, macio. Uma característica
- 5:12:53do gênero diário que aparece na lista é
- 5:12:55diálogo com interlocutores próximos. Tá
- 5:12:56maluco, pô? No diário não não não é
- 5:13:00enfim, pode até ser dependendo, né? você
- 5:13:02pode às vezes no no teu diário escrever
- 5:13:04eh diálogos que você teve com
- 5:13:06interlocutores próximos. Pode ser, mas
- 5:13:09isso aí não é necessariamente uma
- 5:13:11característica do gênero diário, que é
- 5:13:13não é obrigatório que isso seja uma
- 5:13:15característica do gênero diário,
- 5:13:16entendeu? Diálogo com interlocutores
- 5:13:18próximos é uma coisa opcional, não é uma
- 5:13:20característica do gênero, tá bom?
- 5:13:22Recorrência de verbos no infinitivo.
- 5:13:26Infinitivo é assim, é é sair, fazer, né?
- 5:13:30Esses verbos terminam com ar, ir, r, né?
- 5:13:33Hoje topei com alguns conhecidos meus,
- 5:13:34me dão um bom dia, nem tem isso aqui,
- 5:13:36né? Eles têm pena de de eu viver
- 5:13:38sozinho, mas isso não é característica
- 5:13:39do gênero diário. Predominância do tom
- 5:13:41poético, isso não é característica do
- 5:13:42diário. Uso de rimas da composição, isso
- 5:13:44é característica de de música, né, ou de
- 5:13:47poesia. Narrativa autorreflexiva. Isso é
- 5:13:49característica do diário. Você fazer
- 5:13:50contar fatos enquanto você reflete sobre
- 5:13:53eles, né, sobre si mesmo.
- 5:13:54Autorreflexiva. Já era. Liga o chat aí,
- 5:13:57por favor. Oi.
- 5:13:59>> Gêneros textuais. Matamos. Quem tá aí?
- 5:14:07Estamos aí ou não estamos? [roncando]
- 5:14:17Hum.
- 5:14:20Estamos aí, não estamos?
- 5:14:24Vamos mais.
- 5:14:28Cadê o pessoal? Cadê a tropa?
- 5:14:33Cadê?
- 5:14:41Gostaram, pessoal? Foi bom para vocês?
- 5:14:42Me conta aí. Foi bom?
- 5:14:47Que agora vamos para um quentíssimo
- 5:14:49progressão temática e organização
- 5:14:52textual.
- 5:14:55Cara, bizarro que a gente bateu 14.000
- 5:14:57nessa live. Esse aqui é rápido, tá bom?
- 5:14:59Eu separei já [roncando] os exemplos
- 5:15:00aqui bem certeiros, tá bom? E depois a
- 5:15:02gente já engata em mecanismo de coesão e
- 5:15:04coerência.
- 5:15:06Vamos nessa ou não vamos?
- 5:15:09Vamos embora. Vamos direto.
- 5:15:12[roncando] Já estamos em mais da metade
- 5:15:14aqui da coisa. Progressão. Essa aqui é
- 5:15:16muito é muito difícil pra maioria das
- 5:15:17pessoas. Avisa pro pessoal que vai
- 5:15:20começar agora. progressão temática,
- 5:15:22organização textual e mecanismos de
- 5:15:24coesão e coerência.
- 5:15:26É, eu vou explicar a teoria ao longo das
- 5:15:28questões. É legal assim, né? Sim.
- 5:15:31Vamos embora, então.
- 5:15:35Cadê? Deixa eu ver aqui. Oxe, tá aqui.
- 5:15:39Agora o que eu faço aqui? Perfeito.
- 5:15:42>> Progressão temática.
- 5:15:43>> Progressão temática. Organização
- 5:15:45textual. Mecanismos de coesão e
- 5:15:46coerência.
- 5:15:48Mas deixa eu falar bem rapidinho para
- 5:15:49vocês. Posso passar a teoria assim bem
- 5:15:51breve, só para ficar na cabeça durante a
- 5:15:52aula. Pode ser explicar antes um
- 5:15:55pouquinho, né? Olha só, pessoal, essa
- 5:15:57questão aqui é bem difícil aquela ali,
- 5:15:58tá bom? Progressão textual é a maneira,
- 5:16:01é o que faz o texto avançar, tá bom?
- 5:16:04Pode fechar o chat aí, por gentileza. É
- 5:16:06o que faz o texto avançar. É assim, você
- 5:16:08tem um texto, um texto ele tem que ter
- 5:16:09uma unidade, né? Ele tem que avançar.
- 5:16:11Você tem que progredir de assunto, tá
- 5:16:12bom? Se você tivesse um texto que você
- 5:16:14só ficasse
- 5:16:16repetindo sem adicionar informações
- 5:16:18novas, você ia ter um texto fraco, um
- 5:16:20texto redundante, né? Então, eh, você
- 5:16:23precisa ter mecanismos para conseguir
- 5:16:25progredir, né? Então, assim, pô, ah,
- 5:16:28Pedro comprou um carro, o carro é preto,
- 5:16:31né? E a primeira é uma frase, né? Pedro
- 5:16:33comprou um carro, concorda? O carro é
- 5:16:34preto, né? Então, [roncando] assim, tem
- 5:16:38conexão aí, tem progressão, tem comprou
- 5:16:39um carro, agora um carro é preto,
- 5:16:41beleza? Mas como que você faz isso ao
- 5:16:43longo de um texto? Como que você mantém
- 5:16:44o texto ali amarradinho e vai fazendo
- 5:16:46ele andar pra frente? Tá bom? Então, só
- 5:16:47para falar a matéria assim de maneira
- 5:16:49bem direta, tá bom? Primeiro que a gente
- 5:16:51tem assim tem uma progressão que pode
- 5:16:53ser feita de maneira linear, né? Que
- 5:16:55assim, o tema de uma frase vai virar o
- 5:16:57tema da próxima frase, né? Pá, vai
- 5:16:59mudando, vai encostando as frases para
- 5:17:01um tema. Pedro comprou um carro, o carro
- 5:17:03é preto. Eh, preto, ã, fosco. É isso.
- 5:17:07Vai conectando uma frase na outra, né?
- 5:17:09Agora, algumas a gente pode fazer uma
- 5:17:11progressão textual usando sempre o mesmo
- 5:17:13tema, né? O tema sempre vai sendo
- 5:17:15repetido e vai acrescentando uma coisa
- 5:17:17nova, né? A avó fazia bolo, né? A avó
- 5:17:20plantava flores, a avó tinha histórias,
- 5:17:23a avó era carinhosa. Você percebe? Eu tô
- 5:17:26progredindo o meu texto falando sobre o
- 5:17:28mesmo tema, que é a avó, tá bom? E a
- 5:17:31gente consegue fazer uma progressão com
- 5:17:33base em temas derivados, tá bom? Então,
- 5:17:35por exemplo, o Brasil tem cinco regiões.
- 5:17:38Ponto. Norte, Sul, Nordeste, Sudeste,
- 5:17:42Centro-Oeste.
- 5:17:44Quando eu faço isso, né, a progressão
- 5:17:46acontece por quê? Porque eu entro dentro
- 5:17:48do assunto, né? Então, a frase seguinte,
- 5:17:50ela já é uma derivação da primeira
- 5:17:52frase, tá bom? Agora, a prova tá muito
- 5:17:55preocupada com que um texto avança,
- 5:17:57mantendo a unidade temática, tá bom?
- 5:18:00Então, deixa eu falar para vocês,
- 5:18:01galera, respostas possíveis para isso,
- 5:18:03tá bom? Anota aí como que o texto avança
- 5:18:05mantendo a unidade temática. Algumas
- 5:18:07formas, tá bom? Primeira, repetição.
- 5:18:10Quando o texto avança repetindo uma
- 5:18:12mesma palavra, muitas vezes ele vai
- 5:18:13mantendo a unidade temática dele, né?
- 5:18:16Repetição muitas vezes chamada de
- 5:18:17reiteração.
- 5:18:19Reiteração, né? Vai reiterando, vai
- 5:18:22repetindo o mesmo tema, vai repetindo
- 5:18:24uma palavra, vai repetindo uma
- 5:18:26expressão, vai repetindo um certo
- 5:18:28palavras que são da mesma família, tá
- 5:18:30bom? Então, eh, palavras que são
- 5:18:33cognatas, né, que tem ali, por exemplo,
- 5:18:36tem uma questão que eu não sei se ela
- 5:18:37vai estar aqui, mas que ele cobrava
- 5:18:38assim, coisa, coisinha, coisar. Ele
- 5:18:41falava coisa, coisinha, coisar. E aí a
- 5:18:43resposta, se eu não me engano, era
- 5:18:44alguma coisa sobre justamente cognatos,
- 5:18:45que ele falava assim, cara, usando
- 5:18:47palavras cognatas, né, que são ali
- 5:18:48palavras muito similares, né, coisa,
- 5:18:50coisinha, coisar, vem da mesma
- 5:18:52estrutura, tá bom? Segunda forma é você
- 5:18:54ter expressões que, sei lá, se
- 5:18:56organizam. Eh, uma forma de você fazer
- 5:18:58progressão textual e manter a unidade de
- 5:19:00texto é você ter expressões que
- 5:19:01organizam o tempo do texto, tá bom?
- 5:19:02Então, expressões que organizam tempo,
- 5:19:04eu quero dizer tipo, cara, ah,
- 5:19:08antes, depois,
- 5:19:10naquele dia, naquela época, tá bom?
- 5:19:13Então, assim, ó, antes, depois, você
- 5:19:15concorda, né? Então, aqui eu consigo eh
- 5:19:18fazer, né, naquela época. Isso aqui,
- 5:19:21cara, faz com que eu organize meu texto,
- 5:19:23né? Porque eu falei assim: "Olha,
- 5:19:24naquela época nós não tínhamos muito
- 5:19:26dinheiro e vivíamos sempre eh de mês em
- 5:19:29mês buscando ajustar as contas para que
- 5:19:32não faltasse não sei quê". Tu viu que eu
- 5:19:33organizei o texto? Eu falei: "Cara, isso
- 5:19:35tudo é naquela época, agora, hoje em
- 5:19:37dia, não sei que, não sei que, não sei
- 5:19:38quê". Você viu? Eu organizei o texto, eu
- 5:19:39consigo progredir o tema. Perfeito.
- 5:19:43Então, expressões organizadoras de tema,
- 5:19:45elas também são mecanismo de progressão
- 5:19:46temática e de organização textual. Outra
- 5:19:48que cai muito é o quê? tempos verbais,
- 5:19:50tá bom? Então, tempos verbais,
- 5:19:55por exemplo, tem um texto lá assim, ó,
- 5:19:58ela costumava ser muito alegre, tá bom?
- 5:20:00Esse costumava ser muito alegre, né? Eh,
- 5:20:04hoje em dia ela costuma ignorar as
- 5:20:07pessoas. Você viu? Do costumava pro
- 5:20:09costuma, você consegue perceber a
- 5:20:10passagem do tempo, entendeu? Então, o
- 5:20:13pretérito perfeito, por exemplo, ó, tu
- 5:20:15pega isso aqui, isso aqui é coisa de
- 5:20:16fundamental. O pretérito perfeito, ele
- 5:20:17fala o quê? Ação concluída. Tá travado,
- 5:20:19entendeu?
- 5:20:20>> Candu minha tá travada aqui. Que isso,
- 5:20:24pessoal? Não tá vendo no que eu tô
- 5:20:25anotando aqui? Não,
- 5:20:26>> não.
- 5:20:27>> Caraca, nego deve est agoniado. Olha só.
- 5:20:29Pronto. Foi mal aí, galera. Agora foi,
- 5:20:32né?
- 5:20:33Me avisaram aqui. Olha só. Então, né? Eu
- 5:20:37tava aqui em tempos verbais. Então,
- 5:20:39assim, só para vou dar uma palinha para
- 5:20:40vocês do ensino fundamental, mas que
- 5:20:41muita gente tem dúvida. Pretérito
- 5:20:43perfeito é o quê? Ação concluída, né?
- 5:20:45Ela fez aquilo ali. Tá bom? O pretérito
- 5:20:49imperfeito é aquele assim, ela fazia,
- 5:20:52ela ela ela ela costurava, né? Ela
- 5:20:55fazia. Ele mostra que uma ação que ela
- 5:20:57era habitual, pretérito imperfeito, tá
- 5:20:59bom? Ele descreve o cenário e descreve o
- 5:21:02hábito anterior. Então ela assim, ela
- 5:21:03ela fazia, né? Ela costumava, entendeu?
- 5:21:07O pretérito mais que perfeito, ele
- 5:21:09indica uma coisa que é ainda anterior à
- 5:21:12outra. Então, o pretérito mais perfeito
- 5:21:14é assim: "Você já está no passado e
- 5:21:16agora tu vai para trás mais uma vez,
- 5:21:17liga o chat aí rapidinho." Vocês
- 5:21:20gostaram disso de revisar isso? Muita,
- 5:21:22fala a verdade aqui, muita gente não
- 5:21:24lembrava disso, né? Liga o chat aí, por
- 5:21:25favor.
- 5:21:26>> Muita gente não lembrava disso, né?
- 5:21:28>> Dessas coisas. Vocês lembravam? Vocês
- 5:21:30gostaram de revisar? Pretérito perfeito,
- 5:21:32ação acabada. Ela fez, ela enviou a
- 5:21:35carta. OK. Pretérito imperfeito, né? Ela
- 5:21:40enviava cartas, ela fazia comida, você
- 5:21:43entendeu? Era um hábito, ela tinha esse
- 5:21:45hábito antigamente. Agora, pretérito
- 5:21:47mais que perfeito, é o seguinte, eu já
- 5:21:49tô no passado. Ela fazia bolos e, ã, seu
- 5:21:56marido, ã, ordenara que sempre ficasse
- 5:22:00em casa. Olha só, ela fazia bolos e seu
- 5:22:02marido ordenara que sempre ficasse em
- 5:22:05casa. Então ela fazia bolos no passado e
- 5:22:07seu marido ordenara antes ainda disso,
- 5:22:09tipo quando eles se casaram antes ainda
- 5:22:11disso, que ficasse sempre em casa. Você
- 5:22:13entendeu? Você sacou? Isso cai.
- 5:22:18Isso cai e você perde a questão por
- 5:22:20causa disso. Você entendeu? E já caiu em
- 5:22:22outra questão que a gente fez aqui hoje,
- 5:22:23não caiu? Lembra disso, sacou?
- 5:22:29Entendeu?
- 5:22:31Perfeito.
- 5:22:34Só mandando aqui um arquivo importante.
- 5:22:38[roncando]
- 5:22:40Vou mandar aqui no no WhatsApp para você
- 5:22:41aí,
- 5:22:43ó.
- 5:22:45Boa. Só para deixar aí. Vamos lá, então.
- 5:22:48Pegou
- 5:22:50tempos verbais. OK. Estamos aqui junto,
- 5:22:53né? Então, tá dando para ver, ó. Ah,
- 5:22:55não. Tá sim. Agora, agora minha tela tá
- 5:22:57normal, né? Então, tempo verbal faz
- 5:22:59isso. Tá bom. Ele faz a organização
- 5:23:01textual e desse jeito que eu falei é
- 5:23:03muito importante, muito importante. Tá
- 5:23:05bom, cara? O quarto que a gente pode
- 5:23:07falar são assim perguntas que são feitas
- 5:23:09que abrem um novo aspecto do tema. Então
- 5:23:11assim, ah, os carros no Brasil eles são
- 5:23:13cada vez mais populares, mas qual será o
- 5:23:16limite? Qual será e mas qual será a qual
- 5:23:20quais serão as consequências de uma
- 5:23:22sociedade que adota cada vez mais carros
- 5:23:24em detrimento de bicicletas? Entendeu?
- 5:23:25Olha isso. Os carros no Brasil eles são
- 5:23:27legais, são muito populares, todo mundo
- 5:23:28gosta de carro. Mas qual será a
- 5:23:30consequência oculta de adotar carros ao
- 5:23:33invés de bicicletas? Pegaram isso? Vocês
- 5:23:34viram como que a pergunta ela abriu um
- 5:23:37novo aspecto do tema? Hã,
- 5:23:41sim. Então, sei lá, perguntas, perguntas
- 5:23:44que introduzem novos problemas, novos
- 5:23:46desafios para onde a gente vai olhar
- 5:23:48agora, você entendeu? E o quinto são os
- 5:23:50próprios conectivos.
- 5:23:54Os conectivos vão ter sendo uma relação
- 5:23:56de sentido, né? Vão vão vão vão fazendo
- 5:23:59a gente conseguir progredir, tá bom? Vai
- 5:24:01vai desenvolvendo a ideia, tá bom?
- 5:24:04Lembrando que um parágrafo, né, ele vai
- 5:24:05ter toda uma estrutura, né, um texto,
- 5:24:07ele começa pelo tópico frasal, ele vai
- 5:24:08apresentar ideia, etc. Isso a gente já
- 5:24:10conhece, a gente já vê isso aí em
- 5:24:12redação, tá bom? Mas assim, tem, deixa
- 5:24:13eu lembrar, lembrei de mais alguns
- 5:24:14mecanismos, posso falar para vocês mais
- 5:24:16mecanismos que podem, né, são assim
- 5:24:18operadores argumentativos, tá bom? São
- 5:24:20palavras e expressões que conectam
- 5:24:22ideias. Isso é um operador
- 5:24:22argumentativo. É uma palavra, uma
- 5:24:24expressão que conecta ideias e indica a
- 5:24:26relação entre elas. Operador
- 5:24:28argumentativo conecta as coisas e indica
- 5:24:30a relação entre eles, que aí você
- 5:24:32consegue orientar o teu leitor. Por
- 5:24:33exemplo, existem várias relações de
- 5:24:37operação argumentativa que podem ser
- 5:24:38usadas no texto. A adição é a primeira
- 5:24:40delas, né? Quando você bota e também os
- 5:24:43carros trazem prejuízos ao meio ambiente
- 5:24:45e também prejuízos à saúde humana pelo
- 5:24:49sedentarismo. Você viu? E também eu tô
- 5:24:51progredindo no meu texto trazendo uma
- 5:24:52nova coisa além disso. Não sei que isso
- 5:24:54é o tipo de adição. A segunda, uma
- 5:24:55relação de oposição, né? Os carros são
- 5:24:57muito bons, entretanto, trazem prejuízo
- 5:24:59pra saúde. Tudo isso eu tô fazendo o
- 5:25:02quê? Progressão temática. Eu tô fazendo
- 5:25:03organização do meu texto, tá entendendo?
- 5:25:06Então, uma oposição, tá bom? Causa, né?
- 5:25:09Os carros fazem muito mal à saúde, visto
- 5:25:12que, por, pois fazem com que a pessoa
- 5:25:15fique mais sedentária. O quarto é
- 5:25:17consequência, né? Os carros, o advento
- 5:25:19dos carros aumentou o sedentarismo da
- 5:25:21população brasileira. Como consequência,
- 5:25:23você tem mais pessoas com pressão alta e
- 5:25:24diabetes, tá entendendo? Você puxa ali
- 5:25:26para uma conclusão, é consequência, tá
- 5:25:29bom? E a quinta é a própria a própria
- 5:25:32conclusão, operador argumentativo de
- 5:25:33conclusão. Então, eh, por exemplo, eh, a
- 5:25:36sociedade brasileira e recebeu uma
- 5:25:38enchurrada de carros, né? A
- 5:25:40popularização dos carros é um fato
- 5:25:41recente na história humana, né? E aí as
- 5:25:43pessoas passaram a ser muito mais
- 5:25:45sedentárias, né? Aí você conecta, opa,
- 5:25:47pera aí, tá travando,
- 5:25:50voltou. Tá de boa, né? Normal agora, né?
- 5:25:55Bom, entendeu? Então assim, eh eh os
- 5:25:57carros agoraes são muito populares na
- 5:25:59sociedade, as pessoas usam muitos
- 5:26:00carros, portanto, aí você adianta,
- 5:26:03portanto, né, logo, por consequência,
- 5:26:05eh, isso gera, eh, não, já tinha falado
- 5:26:07do consequência, né? O portanto ele
- 5:26:08amarra tudo, tá bom? Então, assim, os
- 5:26:10carros são muito populares na sociedade
- 5:26:11brasileira, eh, mas sabe-se que eles
- 5:26:13aumentam o sedentarismo da população.
- 5:26:15Quanto mais pessoas eh aderem aos
- 5:26:17carros, né, mais a gente vai ter aumento
- 5:26:20de taxa de diabetes e não sei quê.
- 5:26:22Portanto, é necessário que a gente
- 5:26:24aumente a presença de bicicletas e
- 5:26:26caminhadas. É isso. Beleza. Ainda tem a
- 5:26:30sexta que seria a relação de concessão,
- 5:26:32tá bom? A relação de concessão seria
- 5:26:33assim: "Olha, e os carros eles são muito
- 5:26:35bons, embora, né, eh, ainda que eles
- 5:26:40tragam problemas pra saúde humana, você
- 5:26:41entendeu? Ainda que então assim, vou
- 5:26:43fazer uma concessão, eles são muito
- 5:26:44bons, mas vou te fazer uma concessão,
- 5:26:45vou ter que ceder um espaço, ainda que
- 5:26:47admito, tenho que concordar, eles causem
- 5:26:49prejuízos paraa saúde humana." Conseguiu
- 5:26:51visualizar? Estamos firme, né, com 9700
- 5:26:53pessoas, forte. Estão há horas
- 5:26:55aqui nessa live. Tá bom,
- 5:26:59beleza.
- 5:27:02Caraca, minha mente tá fritando já. Tá
- 5:27:05fritando. Vamos pr as questões porque a
- 5:27:07minha mente se ativa mais.
- 5:27:11Eu tô puxando muita teoria, mano. Eu tô
- 5:27:12puxando a teoria toda. Vamos nessa.
- 5:27:15Primeira questão. Essa aqui eu errei no
- 5:27:17último Enem. Foi uma questão bem
- 5:27:18difícil, bem confusa. Tá bom. A
- 5:27:20narradora, ao resgatar memórias da
- 5:27:22história da vida de vida da avó, ela faz
- 5:27:25uso recorrente da locução antes de, eu
- 5:27:27falei isso, né, que antes depois, isso
- 5:27:30organiza o tempo da narrativa. Esse
- 5:27:32termo colabora pra progressão temática.
- 5:27:34Por que que colabora pra progressão
- 5:27:36temática, cara? Olha só, antes do
- 5:27:38inverno chegar, ela tinha olhinhos
- 5:27:39brilhantes, os mesmos de antes, antes da
- 5:27:42fome, antes das 17 mudanças de cidade,
- 5:27:44dos sete filhos e dos muitos anos de
- 5:27:46trabalho dentro e fora de casa. Ela
- 5:27:48fazia ambróia, bolo de fubá e pedacinhos
- 5:27:50de queijo. Antes do inverno, ela
- 5:27:52plantava flores novas e diferentes para
- 5:27:54nos esperar nas próximas férias de
- 5:27:56verão. Ela tinha o jeito de menina,
- 5:27:58menina sapeca, correndo na grama seca do
- 5:28:00sererrado, o mesmo jeito de antes, antes
- 5:28:02do marido e mesmo com o marido, antes do
- 5:28:04cansaço dos anos, antes da dureza do
- 5:28:06trato com a terra. Ela tinha histórias
- 5:28:08com você concorda que tudo até aqui tá
- 5:28:10antes de tudo. Você concorda comigo?
- 5:28:14Concorda que tudo até aqui tá antes de
- 5:28:16tem um marco, né? Tem um marco, né? Tem
- 5:28:18alguma coisa que vai mudar. Mas isso foi
- 5:28:21antes, antes das lembranças se
- 5:28:23bagunçarem feito bolas coloridas de
- 5:28:25Natal esperando para serem montadas na
- 5:28:26árvore. Isso aqui é sobre Alzheimer, né?
- 5:28:28Eu era sua neta antes do Alzheimer
- 5:28:30chegar. Eu era sua neta, mas ela é e
- 5:28:32sempre será a minha avó. Tá bom, então.
- 5:28:39tto emocionante, né, mano?
- 5:28:42É sério mesmo, mano. Do nada, mano.
- 5:28:46[roncando][risadas] do nada,
- 5:28:47mano.
- 5:28:51bonitinho, né, mano? Minha avó
- 5:28:52não tem Alzheimer. Ninguém da minha
- 5:28:53família tem Alzheimer. Mas eu li, eu
- 5:28:55fiquei sensibilizado. Eu pensei na minha
- 5:28:56avó, mano. Eu pensei na minha avó, tá
- 5:28:58ligado? Achei,
- 5:29:01achei realmente tocante, mano.
- 5:29:04[roncando]
- 5:29:05Ah, mano. Tem um que eu que
- 5:29:07eu já chorei várias vezes do Enem. Tem
- 5:29:09um que eu já chorei várias vezes. Tá
- 5:29:10bom.
- 5:29:11várias vezes mesmo. Esse aí, mano, tu
- 5:29:13tava lá, né, mano, no evento de Belém,
- 5:29:16não sei se tu viu na hora, mano, mas eu
- 5:29:17chorei lá na frente de todo mundo, mano,
- 5:29:18que foi aquele foi aquele lá do menino,
- 5:29:21mano, que é do túmulo, mano, que ela
- 5:29:24fala: "Não morre pequenino, né, que não
- 5:29:27vá para esse túmulo." Nossa, esse aí,
- 5:29:29eu tenho filho, tá ligado? Eu
- 5:29:30fiquei, nossa, esse eu chorei na prova,
- 5:29:33eu chorei, já chorei umas quatro vezes
- 5:29:35com essa merda desse texto, dessa
- 5:29:37questão, tá bom? do menino no cemitério
- 5:29:38do ano passado.
- 5:29:40Então vamos lá. Eh, ela ela usa sempre,
- 5:29:44né, recorrentemente esse antes de
- 5:29:46sempre, né? E aí esse termo colabora
- 5:29:50paraa progressão temática. Por quê?
- 5:29:52Porque ele relaciona eventos ocorridos
- 5:29:53simultaneamente. Pessoal, foi esse que
- 5:29:54eu marquei, mas eu fui muito burro de
- 5:29:56marcar isso aqui, que eu falei assim,
- 5:29:57cara, olha só, tem aqui um antes
- 5:30:01de, né? Então fiquei tipo assim, cara,
- 5:30:03tudo que tá aqui antes de, né, antes do
- 5:30:06do Alzheimer, no caso, tudo aconteceu ao
- 5:30:08mesmo tempo, você entende? Tudo
- 5:30:10aconteceu simultaneamente, você saca?
- 5:30:12Mas não faz sentido. Muita coisa
- 5:30:14aconteceu antes do Alzheimer, mas cara,
- 5:30:16quem disse que essas coisas aconteceram
- 5:30:18ao mesmo tempo? Quem disse que isso tudo
- 5:30:20aconteceu simultaneamente?
- 5:30:23Tá sacando? Quem disse que isso tudo
- 5:30:24aconteceu ao mesmo tempo? Quem disse que
- 5:30:26isso tudo aconteceu simultaneamente?
- 5:30:28Não, não é isso é um salto lógico
- 5:30:30absurdo, né? que você não pode não pode
- 5:30:32dar esse salto lógico, tá bom? Então
- 5:30:35assim, eh, quem disse que tudo que
- 5:30:37aconteceu antes do alzim aconteceu ao
- 5:30:38mesmo tempo, né? Não, né? Estabelece uma
- 5:30:41comparação entre as lembranças. Não, ela
- 5:30:42não tá comparando uma lembrança com a
- 5:30:43outra, tá bom? Ela ressalta fatos que
- 5:30:46ressignificam, cara, total é letra C.
- 5:30:48Ela tá ressaltando fatos, né, que
- 5:30:50ressignificam o momento presente. Por
- 5:30:52que que ressignificam o momento
- 5:30:54presente, né? Por que que o momento
- 5:30:55presente ele ganha um um significado?
- 5:30:58ele fica ressignificado, cara, porque
- 5:31:00agora o o momento presente, se se veja
- 5:31:03bem, se eu construí o tempo inteiro o
- 5:31:05antes de se eu fiquei o tempo todo
- 5:31:07construindo o antes de, então quer dizer
- 5:31:09que hoje é o quê? O que que é hoje? O
- 5:31:11momento presente é o quê? É o depois de
- 5:31:15Então tu concorda que tudo aconteceu
- 5:31:17antes do Alzheimer, mas hoje já é depois
- 5:31:19do Alzheimer. Então o momento presente
- 5:31:21ele fica ressignificado porque ele ganha
- 5:31:22um peso, ele ele fica ressignificado
- 5:31:24porque agora nada daquilo mais tá
- 5:31:26presente. Tudo isso aconteceu antes do
- 5:31:28Alzheimer.
- 5:31:30O presente agora é o momento em que
- 5:31:31essas memórias todas, tudo que aconteceu
- 5:31:33antes de não existe mais depois de
- 5:31:37pegou?
- 5:31:39Pegou.
- 5:31:43Sacou? Sinaliza uma sequência que denota
- 5:31:45ações consecutivas uma depois da outra.
- 5:31:47Quem disse? Quem disse tudo isso aqui
- 5:31:48foi uma depois da outra? Que ela tinha
- 5:31:50antes das 17, antes dos sete filhos,
- 5:31:52antes Quem disse tudo que foi uma coisa
- 5:31:53depois da outra. Não, não, né? Essa aqui
- 5:31:57é muito difícil, tá? Muito difícil. Num
- 5:32:00texto narrativo, a sequência dos fatos,
- 5:32:03ela contribui para a progressão
- 5:32:05temática. no fragmento. Calma aí, deixa
- 5:32:07eu só falar um negócio aqui com o meu
- 5:32:08sócio rapidinho.
- 5:32:22Olha só, voltei. Tava fazendo aqui uma
- 5:32:25coisa estratégica com ele, tá bom?
- 5:32:26Então, vamos lá, né? Cada vez que
- 5:32:30aparece aquele antes de, né? Só para
- 5:32:31você se entender. Voltando aqui, eu já
- 5:32:33tinha terminado essa daqui, né? Mas só
- 5:32:35para você entender, cada vez que aparece
- 5:32:36esse antes de fica uma coisa ainda mais
- 5:32:38assim marcada, né? Tudo veio antes disso
- 5:32:41e o momento presente ele perdeu tudo que
- 5:32:42tava antes disso.
- 5:32:45Sacou?
- 5:32:47Pegou?
- 5:32:49Vamos lá. Agora, a próxima questão. Num
- 5:32:51texto narrativo, a sequência dos fatos
- 5:32:53contribui pra progressão temática. É
- 5:32:55verdade, né? Num texto narrativo, o que
- 5:32:57que é um texto narrativo? tá contando
- 5:32:58uma história, né, com narrador, que você
- 5:33:00é um narrador, tem um personagem, tem um
- 5:33:01tempo, tem um espaço, tem um enredo. A
- 5:33:03própria sequência dos fatos, né? O
- 5:33:04menino ele primeiro fez isso, depois o
- 5:33:05menino fez isso, ele acordou, ele jogou
- 5:33:07a bola, ele caiu. Isso tudo, você
- 5:33:08concorda comigo que isso tudo aí ele é
- 5:33:11isso mesmo, já já organiza, né, a
- 5:33:14progressão temática, já contribui para
- 5:33:16isso. Tá bom, pegou todo mundo aí? Todo
- 5:33:19mundo tá lembrado disso, né? Perfeito.
- 5:33:23Ã, mas no fragmento esse processo, que
- 5:33:25processo, né? O processo de, sei lá,
- 5:33:27contribuir pra progressão temática na
- 5:33:28sequência de fatos, ele é indicado pela.
- 5:33:30Vamos ver. Certa vez, minha mãe
- 5:33:32surrou-me com uma corda nodosa que me
- 5:33:34pintou as costas de manchas sangrentas.
- 5:33:36Moído, virando a cabeça com dificuldade,
- 5:33:38eu distinguia nas costelas grandes lhos
- 5:33:40vermelhos. Deitaram-me, enrolaram-me em
- 5:33:43panos molhados com água de sal e houve
- 5:33:44uma discussão na família. Minha avó, que
- 5:33:46nos visitava, condenou o procedimento da
- 5:33:48filha e esta afligiu-se, irritada,
- 5:33:50ferira-me à toa, né, sem querer.
- 5:33:54Olha [roncando] só. ferir a me, né? Top,
- 5:33:57sem querer. Ã, não guardei ódio a minha
- 5:34:00mãe. O culpado era o nó, né? Então, veja
- 5:34:04bem como é que ele faz para para fazer
- 5:34:06aqui a progressão temática, né? A
- 5:34:08alternância das pessoas do discurso que
- 5:34:10determin cara, tá maluco.
- 5:34:14A progressão temática e a organização,
- 5:34:16cara, tá doido. Vocês lembram do que eu
- 5:34:18expliquei para vocês? Me diga no chat.
- 5:34:20Vocês lembram? Eu tô maluco. Vocês
- 5:34:22lembram do que eu expliquei para vocês?
- 5:34:25Lembro ou não lembro do que eu
- 5:34:26expliquei?
- 5:34:29Eu falei justamente, mano, foi bizarro,
- 5:34:31né? Eu falei justamente disso, a
- 5:34:33utilização de formas verbais que marcam
- 5:34:36tempos narrativos variados. Como é que
- 5:34:38você entende o que tá acontecendo aqui,
- 5:34:39né? É isso mesmo. Certa vez minha mãe me
- 5:34:41surrou, né? Surrou-me, me surrou. Então,
- 5:34:44pretérito perfeito com uma corda, né?
- 5:34:46Eh, virando, eh, moído, virando a cabeça
- 5:34:48com dificuldade. Então, virando aqui,
- 5:34:50ele já bota aqui num gerúndio, né?
- 5:34:52Moído, virando, né? Então agora ele tá
- 5:34:53lembrando de uma coisa no passado que
- 5:34:54ele tava fazendo. Eu distinguia nas
- 5:34:57costelas grandes, que eu distinguia, né?
- 5:34:59É aquele pretérito imperfeito, né? Eu
- 5:35:01distinguia nas costelas, deitaram-me,
- 5:35:03né? Então, pretérito perfeito,
- 5:35:04deitaram-me, enrolaram-me em panos
- 5:35:06molhados, não sei quê. E houve uma
- 5:35:07discussão, na minha avó que nos
- 5:35:08visitava, ela tava nos visitando naquele
- 5:35:10passado, né? Condenou o procedimento e
- 5:35:11essa f irritada, ferira-me à toa sem
- 5:35:15querer, né? Então, seja mais antigo
- 5:35:17ainda do que isso. Não guardei ódio a
- 5:35:19minha mãe. O culpado não guardei. São
- 5:35:21esses tempos verbais que nos orientam.
- 5:35:22Vocês concordam comigo? Vocês conseguem
- 5:35:24visualizar claramente? É, na última não
- 5:35:27marquei B, não, pô. Marquei C. Ressalta
- 5:35:28fatos que significa o momento presente.
- 5:35:29Então, essa aqui é a letra, deixa eu só
- 5:35:32confirmar, né? Alternância das pessoas
- 5:35:33no discurso que determina o foco do
- 5:35:34narrativo. A alternância das pessoas,
- 5:35:36não, a pessoa é sempre ele, eu. Ele tá
- 5:35:38sempre falando dele mesmo. Tá bom?
- 5:35:40Sempre. Ahã. Virando a cabeça com
- 5:35:43dificuldade ou distinguindo as costelas
- 5:35:44grandes l. Não, nada a ver. determinação
- 5:35:46dos sujeitos. Em determinação dos
- 5:35:47sujeitos.
- 5:35:49O sujeito indeterminado é aquele que não
- 5:35:51se identifica. Você concorda? O com, ou
- 5:35:54seja, o verbo teria que estar na
- 5:35:55terceira pessoa do do plural sem nenhum
- 5:35:57tipo de referente, né? Então, por
- 5:35:59exemplo, quando ele fala assim: "Olha,
- 5:36:01deitaram-me". Olha só, escuta, tem
- 5:36:03sujeito indeterminado aqui? Tem. Quando
- 5:36:05ele fala assim, ó, deitaram-me,
- 5:36:07enrolaram-me e sou um sujeito
- 5:36:08indeterminado. Quem quem me deitou, quem
- 5:36:12me enrolou? Não se sabe quem fez. Então
- 5:36:14isso existe, mas não é isso que organiza
- 5:36:17a sequência dos fatos.
- 5:36:20Você tá entendendo? Então é a letra B,
- 5:36:22utilização de fórmula que tudo que tá no
- 5:36:24pré-télito perfeito é o quê? É o
- 5:36:25passado. Quando a mãe dele bateu ele, a
- 5:36:27surra, a discussão. O imperfeito, ele
- 5:36:29descreve o estado em que ele estava, né?
- 5:36:31O estado, a condição em que ele tava.
- 5:36:32Quando fal, eu distinguia nas costelas
- 5:36:35grandes lães vermelhos, não é isso?
- 5:36:37Então é o estado, o pretérito
- 5:36:39imperfeito, como eu falei para vocês, tá
- 5:36:41bom? E o pretérito mais que perfeito,
- 5:36:44ferir a mim à toa é um fato ainda
- 5:36:46anterior à aflição da mãe. Olha só, você
- 5:36:49sabe da aflição da mãe aqui, ó,
- 5:36:50irritada. A mãe tá aflita, né? Tá
- 5:36:52irritada. Ferir a minha à toa. Ou seja,
- 5:36:54é uma coisa antes dela tá irritada. Ou
- 5:36:56seja, que ela bateu em você antes ainda
- 5:36:57disso. Por isso que é mais para trás
- 5:36:59ainda o pretérito mais que perfeito.
- 5:37:00Fala sério, Top demais, né? Top.
- 5:37:04Sim.
- 5:37:06É isso, né? Justa posição, pessoal. O
- 5:37:08que que é justa posição? É botar uma bem
- 5:37:11do lado da outra. frases assim, tá? Tá
- 5:37:12tá tá tá. Justa posição de frases que
- 5:37:15relacionam semanticamente os
- 5:37:17acontecimentos narrados.
- 5:37:20Cara, justa justa posição você botar uma
- 5:37:22frase bem do lado da outra sem você
- 5:37:24fazer um conectivo entre elas, tá bom?
- 5:37:26Tem isso aqui, tem, né? Tem, tem aqui
- 5:37:30sem sem conectivo, tem algumas aqui.
- 5:37:32Isso existe no texto. Só que o que tá
- 5:37:35conectando os fatos, o que faz você
- 5:37:36entender a situação são os tempos
- 5:37:38verbais, não é essas frases umas depois
- 5:37:39das outras, tá bom? recorrência de
- 5:37:41expressões adverbiais que organizam
- 5:37:43temporalmente a narrativa. Aqui não, tá
- 5:37:44bom? É um dator muito forte, muito
- 5:37:48forte, tá bom? Porque tem umas
- 5:37:49expressões adverbiais aqui, por exemplo,
- 5:37:51aqui, ó, certa vez, é muito forte, certa
- 5:37:54vez é uma é uma locução adverbial que
- 5:37:56organiza temporalmente as coisas, mas
- 5:37:58cara, é só essa. É a única expressão
- 5:38:01adverbial de tempo que tem aqui a certa
- 5:38:03vez. Você vai dizer que é isso aqui que
- 5:38:05tá organizando o texto inteiro o certa
- 5:38:07vez. Você concorda que isso é muito
- 5:38:09pouco para est organizando o texto
- 5:38:10inteiro? Sim ou não? Você consegue
- 5:38:12enxergar o que eu tô dizendo? É muito
- 5:38:14pouco para est organizando o texto
- 5:38:15inteiro somente com esse certa vez. Não
- 5:38:18é a alternância dos tempos verbais que
- 5:38:20tá sendo feita ali, sacou? Muito claro,
- 5:38:23muito mais. OK.
- 5:38:27O recurso utilizado na progressão
- 5:38:29textual para garantir a unidade temática
- 5:38:31dessa crônica, unidade temática, né?
- 5:38:34Manter sempre assim, tá falando da mesma
- 5:38:36coisa, né? Então vamos lá. Sempre passo
- 5:38:38nervoso quando leio minha crônica neste
- 5:38:40jornal e percebo que escapulhou a
- 5:38:41palavra coisa em alguma frase. Acontece
- 5:38:43que coisa está entre as coisas mais
- 5:38:44deliciosas do mundo. Olha só. Crônica,
- 5:38:45fato cotidiano. Crônica literária.
- 5:38:47Começou no fato cotidiano. Qual o fato
- 5:38:48cotidiano? Eu sempre passo nervoso
- 5:38:50quando eu olho pra minha crônica no
- 5:38:51jornal e percebo que escapoliu a palavra
- 5:38:53coisa em alguma frase. E é uma crônica
- 5:38:55muito metalinguística, né? Que é uma
- 5:38:56crônica falando sobre crônica.
- 5:38:58Todo mundo pegou? Sim. Beleza. Ok. O
- 5:39:03primeiro banho da minha filha foi
- 5:39:04embalado pela minha voz, dizendo ao
- 5:39:05fundo: "Cuidado, ela ainda é uma
- 5:39:06coisinha tão pequena, viu? Só que amor,
- 5:39:08nunca vi coisa assim. O amor que não dá
- 5:39:09conta de explicação é a coisa em seus.
- 5:39:11Alguma coisa acontece no meu coração." A
- 5:39:12frase mais bonita que alguém já disse
- 5:39:13sobre São Paulo. E quando Caetano está
- 5:39:15aqui pela terceira vez para defender a
- 5:39:16dimensão poética da coisa, diz coisa
- 5:39:17linda, nós sabemos que nenhuma palavra
- 5:39:18definitiva mais profunda. Coisar é o
- 5:39:20verbo de quintal, não sei o quê. Tá. O
- 5:39:21que que é unidade temática? Dá para ver?
- 5:39:22Ele tá falando de coisa o tempo inteiro.
- 5:39:24Intertextualidade porque ele citou
- 5:39:26versos de outras canções. Cara, o que
- 5:39:27que faz com que eu saiba que essa
- 5:39:29crônica tá falando do mesmo assunto?
- 5:39:30unidade temática metalinguagem marcada
- 5:39:32pela referência à escrita de crônicas
- 5:39:34pela altura. Ohó, meu Deus, que dator
- 5:39:36tenebroso, meu Deus.
- 5:39:40Tem metalinguagem para mas o
- 5:39:42fato de ter metalinguagem
- 5:39:45não é o que dá unidade temática e
- 5:39:47progressão textual. Como é que ele vai
- 5:39:49progredindo no tema? Essa questão é
- 5:39:50muito difícil, brutal.
- 5:39:53Como que ele vai progredindo no tema?
- 5:39:57Não é pela metalinguagem.
- 5:39:59Esse dator é muito forte. O a letra A e
- 5:40:01a letra B são destratores brutais porque
- 5:40:03tem mesmo intertextualidade na letra A.
- 5:40:04Tem versos de Caitano que ele vai
- 5:40:06servindo. Mas esses versos de Caetano
- 5:40:07estão servindo a palavra coisa. Quando
- 5:40:09Caetano citado aqui troca de dimensão
- 5:40:11poética da coisa diz coisa linda. É tudo
- 5:40:14sobre essa palavra coisa, né? Então
- 5:40:15metalinguagem marcada pela referência
- 5:40:17escrita de crônicas também é muito
- 5:40:18forte.
- 5:40:20O que dá unidade a esse texto é a
- 5:40:21palavra coisa. É ele ficar falando isso
- 5:40:23o tempo inteiro. Tá bom? Então tem
- 5:40:24metalenguagem, né? Porque você tem
- 5:40:26crônica falando sobre crônica, mas isso
- 5:40:29aí é só uma referência no início do
- 5:40:30texto. É como ele começou a crônica, ele
- 5:40:32começou falando assim, ó, quando eu leio
- 5:40:33minha crônica, pá, só isso.
- 5:40:36Reiteração marcada pela repetição de uma
- 5:40:38determinada palavra. Se qual é, toma
- 5:40:39letra C, só pode ser toma. E eu falei lá
- 5:40:42no início, né? Reiteração. O que que é
- 5:40:43reiteração? Repetição intencional. A
- 5:40:46palavra coisa e seus cognatos. O que que
- 5:40:47são coisas? São palavras da que que são
- 5:40:49cognatos? São palavras da mesma família,
- 5:40:50tá bom? Coisinha, coisar. Isso aparece
- 5:40:53do começo ao fim. É justamente isso que
- 5:40:55vai emendando uma linha na outra, um
- 5:40:56parágrafo no outro. Essa repetição que
- 5:40:58mantém a unidade temática. Tá bom?
- 5:41:00Adivinha? Matamos mecanismos de coesão e
- 5:41:03coerência. Tá bom. Top. Não, matamos,
- 5:41:06matamos essa aqui. Progressão temática e
- 5:41:08organização textual. Vamos para
- 5:41:09mecanismo de coesão e coerência, né? Bem
- 5:41:12rápido. Olha só, nesse texto, a
- 5:41:13repetição da forma daí revela. Ah, não
- 5:41:15sei quê, não sei que daí ele, daí não
- 5:41:17sei quê. Isso aqui é a marca de
- 5:41:17oralidade, né? Origem regional,
- 5:41:19escolaridade, uma estratégia presente na
- 5:41:20língua oral. Pá, só para só pra gente
- 5:41:22ganhar um tempinho, né? Isso aqui é
- 5:41:23marca de oralidade, pô. Daí, ah, e daí
- 5:41:26não sei que tá assim, daí ela é, quero
- 5:41:28fazer uma entrevista. Daí ele disse,
- 5:41:29marca de oralidade, vamos direto, vamos
- 5:41:31ganhar tempo nisso aqui. O que não
- 5:41:33precisa, não precisa ficar, pô. A coesão
- 5:41:35textual responsável por estabelecer
- 5:41:36relações parte do texto, analisando o
- 5:41:37texto, acontecendo just provocar um dano
- 5:41:39em um local específico do cérebro,
- 5:41:40verifica isso aqui é muito bom. Isso
- 5:41:41aqui é muito importante. Deixa eu só
- 5:41:43confirmar, o chat, tá ligado? Vocês
- 5:41:44estão por aí? A gente tá junto ainda,
- 5:41:47>> chat? Táado,
- 5:41:49>> tá firme aí todo mundo.
- 5:41:52Vamos nessa. Vamos arrebentar
- 5:41:54sim,
- 5:41:56todo mundo aí, né?
- 5:41:58Então aqui, ó, a coesão textual é
- 5:42:00responsável por estabelecer relações
- 5:42:01entre as partes do texto. A coesão é uma
- 5:42:03estratégia também ali de de progressão
- 5:42:04textual que a gente estava estudando
- 5:42:05agora. Beleza? Então, todo mundo aqui
- 5:42:07junto comigo. Deixa eu botar aqui que eu
- 5:42:08quero ver o chat de vocês, tá bom? A
- 5:42:10concorrência não aguenta, não existe
- 5:42:12professor que tenha tanta carga de
- 5:42:13conteúdo em tanta. Claro que não, pô. Eu
- 5:42:14tô aqui o dia todo, pô. Mas de, mas não
- 5:42:16esqueça que eu acordei 5 da manhã e
- 5:42:18cuidei dos meus três filhos, tá bom? Do
- 5:42:19meu de 4 anos, do minha filha de 2 anos
- 5:42:21e da minha também fiquei tipo umas 3
- 5:42:22horas, 2 horas e pouco com a minha bebê
- 5:42:24de 4 meses e e meio, tá bom? O que mais
- 5:42:28tem aí é influenciador, criador de
- 5:42:29conteúdo que não tem uma planta para dar
- 5:42:30água, tá bom? Então vamos nessa, né?
- 5:42:33Tudo tudo tudo frouxinho, tudo molinho,
- 5:42:35tá bom? Vamos nessa. Vamos seguir. A
- 5:42:38gente tá o dia inteiro sendo a maior
- 5:42:39live de todas do Brasil, né? O dia
- 5:42:40inteiro. Só que agora a gente já tá tipo
- 5:42:42no fim da live, mas a gente bateu 14.000
- 5:42:44pessoas, tá?
- 5:42:45Vamos nessa. A coesão textual
- 5:42:47responsável por estabelecer relações
- 5:42:48entre as partes do texo. Tá bom?
- 5:42:49Analisando o trecho acontecendo do
- 5:42:50cientista provocar um dano em um local
- 5:42:52específico no cérebro. Todo mundo
- 5:42:53consegue entender esse trecho
- 5:42:55acontecendo. Você entende que isso é uma
- 5:42:57condicional?
- 5:42:59Olha só, presta atenção.
- 5:43:01Você vai ficar aqui do meu lado. Tudo
- 5:43:04bem?
- 5:43:05acontecendo de você começar a me
- 5:43:08incomodar, você vai ter que sair daqui.
- 5:43:11Eu não estabeleci uma condição, você vai
- 5:43:13ficar aqui do meu lado. Mas caso você
- 5:43:15caia na condição, caso você entre dentro
- 5:43:19do cenário de começar a me incomodar,
- 5:43:20nesse caso, você vai sofrer a seguinte
- 5:43:22consequência, vai sair daqui. Não é
- 5:43:24isso? Eu não tô dando, tão achando que
- 5:43:25eu tô estudando porro, mano. Eu tô dando
- 5:43:27um exemplo.
- 5:43:29>> Eu tô dando um exemplo, né? Então, que
- 5:43:31acontecendo do cientista provocar um
- 5:43:33dano em local, aí ele tá falando assim:
- 5:43:34"Verifica-se que ele estabelece com a
- 5:43:36oração seguinte uma relação de eu não vi
- 5:43:38nada do texto, eu juro, eu não vi essa
- 5:43:39questão antes, não vi. Tá bom, mas
- 5:43:42isso aqui só pode ser uma coisa
- 5:43:44de condição, pois é preciso que se tenha
- 5:43:46lesão específica no cérebro para que não
- 5:43:47haja vocalizando deve ser isso mesmo,
- 5:43:49condição, oposição, finalidade,
- 5:43:51consequência. Não, a consequência é o
- 5:43:53que vem depois aqui, ó. Acontecendo do
- 5:43:55cientista provocar um dano em um local
- 5:43:56específico do cérebro. Onde é que tá
- 5:43:57isso aqui no texto? Olha só,
- 5:43:59acontecendo,
- 5:44:00acontecendo. Sei quad, pô. Ah, nós
- 5:44:03compartilhamos se cadê? Não somos
- 5:44:05capazes de perceber brincando.
- 5:44:06Acontecendo dele provocar um dano no
- 5:44:08cérebro, o rato deixa de fazer essa
- 5:44:09vocalização. Pronto, acontecendo isso,
- 5:44:11caso cai nisso, o rato deixa de fazer a
- 5:44:13vocalização, deixa de falar, entendeu?
- 5:44:15Considerando-se as operações de retomada
- 5:44:17de informações da estruturação do texto,
- 5:44:19a interdependência entre as expressões.
- 5:44:23Caraca, o segredo para esse tipo de
- 5:44:25questão sempre cai isso aqui, tá bom? O
- 5:44:28segredo para esse tipo de questão é o
- 5:44:30seguinte, é você, presta atenção, você
- 5:44:33olhar, olha para cá primeiro, não fica
- 5:44:35lendo o texto inteiro, tá bom? Então,
- 5:44:37por exemplo, os velhos papéis e é assim,
- 5:44:39aí você vai no texto e vê se tem
- 5:44:41interdependência entre os dois. Os
- 5:44:42velhos papéis e assim, ó. Os velhos
- 5:44:43papéis quando não são consumidos pelo
- 5:44:45fogo, às vezes acordam de seu sono para
- 5:44:47contar notícias do passado. É assim,
- 5:44:52tá bom? Mas esse é assim, ele é sobre os
- 5:44:55velhos papéis? Não, o é assim é sobre
- 5:44:59tudo isso aqui, não sobre os velhos
- 5:45:00papéis, é sobre a situação em que eles
- 5:45:03não são consumidos pelo fogo e acordam
- 5:45:04do seu sono para contar notícias do
- 5:45:06passado. É assim, é sobre isso,
- 5:45:08entendeu? Algo novo e sobre o qual? Cadê
- 5:45:12algo novo e sobre o qual? Ã, nome sobre
- 5:45:15aqui, ó. Calma aí. É assim que se
- 5:45:16descobre algo novo de um nome antigo
- 5:45:19sobre o qual ele quer saber onde tem
- 5:45:21interdependência. não tem.
- 5:45:24Parece que tem, mas não tem.
- 5:45:27Não tem
- 5:45:29não. Interdependência quer dizer, pô,
- 5:45:30eles têm conexão, um tá em relação ao
- 5:45:32outro. É isso, pô. Interdependência é
- 5:45:34isso. Então, olha só, os velhos papéis
- 5:45:35quando não são consumidos pelo fogo, mas
- 5:45:37tá. É assim que se descobre. Vamos ver
- 5:45:39se tem interdependência entre algo novo
- 5:45:41e sobre o qual. É assim que se descobre
- 5:45:43algo novo de um nome antigo. Sobre o
- 5:45:45qual, ué, sobre o qual tá falando de
- 5:45:47quem? Nome antigo. De um nome antigo.
- 5:45:50Sobre o qual? sobre o nome antigo. Sobre
- 5:45:52o nome antigo. Parece que tem, mas não
- 5:45:54tem. É sobre o nome antigo a
- 5:45:56interdependência. Não é sobre algo novo.
- 5:45:59É assim que se descobre algo novo de um
- 5:46:00nome antigo. Algo novo de um nome antigo
- 5:46:02tem interpendência, mas sobre o qual não
- 5:46:04tem interppendência com algo novo. Sobre
- 5:46:05o qual é sobre o nome antigo. Um nome
- 5:46:07antigo e por exemplo, então aqui, ó, eh,
- 5:46:09sobre o nome antigo, sobre o qual já se
- 5:46:11julgava saber tudo, como Machado de
- 5:46:13Assis, por exemplo, você provavelmente,
- 5:46:15esse, por exemplo, não é sobre o nome
- 5:46:17antigo, é sobre tudo que tá antes, por
- 5:46:19exemplo. É sobre tudo que tá antes. Por
- 5:46:21exemplo, você provavelmente não sabe o
- 5:46:22autor ele vai, por exemplo, ele vai
- 5:46:23exemplificar tudo que tá antes, não
- 5:46:25apenas o nome antigo,
- 5:46:27o gigante do Brasil e o Pedro
- 5:46:29mencionado. Então você provavelmente não
- 5:46:30sabe que o autor carioca morto, não sei
- 5:46:32que escreveu uma letra do hino nacional
- 5:46:34e não poderia saber mesmo porque os ver
- 5:46:35segn essa letra acaba de ser descoberta
- 5:46:37em um jornal pelo pesquisa do quê. Das
- 5:46:39florestas em que habitam soltam um canto
- 5:46:40varonil em honra e glória de Pedro, o
- 5:46:43gigante do Brasil.
- 5:46:47Em calma aí. em honra e em honra e
- 5:46:50glória de Pedro, o gigante do Brasil,
- 5:46:51diz o começo do hino composto de sete
- 5:46:53estofes em redondias maiores, ou seja,
- 5:46:55versos de sete sílabas poéticas. O
- 5:46:56trecho também é refrendo da música. O
- 5:46:58Pedro mencionado. Então, o Pedro
- 5:47:00mencionado tem relação com o gigante do
- 5:47:02Brasil em honra e glória de Pedro, o
- 5:47:04gigante do Brasil. O gigante do Brasil é
- 5:47:06o Pedro. Aí ele fala: "O Pedro
- 5:47:07mencionado, ele tá falando do gigante do
- 5:47:09Brasil. Tem interdependência explícita,
- 5:47:13letra D.
- 5:47:16Com base na organização coesiva desse
- 5:47:18texto, olha só, a oração que passou de
- 5:47:21raspão, ela refere-se ao meteoro que
- 5:47:23cruzou o céu da Sibéria. Vamos ver o
- 5:47:24mais assustador do meteoro que, olha só,
- 5:47:27o mais assustador do meteoro que cruzou
- 5:47:29o céu da Sibéria e explodiu no ar como
- 5:47:31várias bombas atômicas, é que ele chegou
- 5:47:33sem ser anunciado. Com todas as atenções
- 5:47:35voltadas por outro estteróide, o que
- 5:47:37passou de raspão, cuidado, esse o que
- 5:47:40passou de raspão não é sobre não é sobre
- 5:47:43pera aí, a tela tá ruim, né?
- 5:47:46Esse o que passou de raspão, cuidado com
- 5:47:49isso. Esse o que passou de raspão, ele
- 5:47:53não é o que o que cruzou o céu da
- 5:47:55Sibéria. O meteório cruzou da Sibéria,
- 5:47:57explodiu no ar. Com todas as atenções
- 5:47:58voltadas para o outro asteroide, o que
- 5:48:00passou de raspão, o asteroide da
- 5:48:02Sibéria, é outro, não é o que cruzou o
- 5:48:05céu da Sibéria. Aqui, ó, com todas as
- 5:48:07tensões voltadas para o outro asteroide,
- 5:48:08o que passou de raspão, asteroide da
- 5:48:09Sibéria entrou pela porta dos fundos sem
- 5:48:11ser detectado. Então aqui, ó, o que
- 5:48:13passou de raspão diz respeito a esse
- 5:48:14aqui, ó, o asteroide da Sibéria, mas não
- 5:48:16não é não tá fazendo uma retomada de o
- 5:48:18meteoro que cruzou o céu da Sibéria, não
- 5:48:20tá.
- 5:48:21Então aqui, ó, o que passou de raspão se
- 5:48:24refere a quem? Há um termo que vai vir
- 5:48:25ainda, o que passou de raspão, ou seja,
- 5:48:27o asteroide da Sbéria, mesmo que seja o
- 5:48:29mesmo meteoro, né, pelo pelo pelo a
- 5:48:32gente percebe pelo contexto que é o
- 5:48:33mesmo meteoro, mas tô falando da
- 5:48:34referência direta no texto, que não tem
- 5:48:37expressão sua trajetória refere-se ao
- 5:48:39elemento textual qualquer detrito
- 5:48:40espacial. Vamos ver então aqui, ó, linha
- 5:48:42cinco, linha seis, atenção, e por isso a
- 5:48:43lâm não funciona. Nossa ilusão até agora
- 5:48:45era que qualquer detrito espacial que se
- 5:48:48aproximasse de nós seria identificado e
- 5:48:50rotulado. E sua trajetória, sua
- 5:48:53trajetória de quem?
- 5:48:54de qualquer detrito espacial. Tem
- 5:48:57relação.
- 5:48:59Tem relação
- 5:49:01sua trajetória de quem? Ela refere seu
- 5:49:03elemento qualquer detrito espacial. Sim.
- 5:49:04Aqui, ó. Qualquer detrito espacial que
- 5:49:06se aproximar seria identificado rodulado
- 5:49:07e sua trajetória, ou seja, trajetória do
- 5:49:09detrito espacial. Todo mundo tá
- 5:49:11acompanhando? Sim.
- 5:49:13Sim.
- 5:49:15Vamos mais. Intertextualidade. A gente
- 5:49:17vai ter que matar isso aqui, ó. 3 4 5 6
- 5:49:22sete coisas. Nossa, falta bastante
- 5:49:23coisa. Vamos acelerar.
- 5:49:25Intertextualidade,
- 5:49:27tá? Que a gente matou agora. Aí depois
- 5:49:29semântica e construção de sentido.
- 5:49:31Depois figuras de linguagem. Mas isso
- 5:49:33tudo em uma hora.
- 5:49:35Isso tudo em uma hora. Mas não dá para
- 5:49:36dar pausa porque falta só uma hora de
- 5:49:38aula, tá bom? Figuras de linguagem,
- 5:49:40texto poético, expressividade, lirismo.
- 5:49:42A gente já matou muito, muito, muito,
- 5:49:43muito, tá bom? Muito. A gente já falou
- 5:49:45muito, né? Muito. Mas eu posso fazer uma
- 5:49:49aula só sobre isso aqui ainda também
- 5:49:50separada, se vocês quiserem. Campanha
- 5:49:52publicitária não se influência, a gente
- 5:49:53já falou muito, tá bom? Crítica
- 5:49:54cultural, social e artística, a gente já
- 5:49:56falou um pouco em resenha. E esse aqui
- 5:49:58também a gente já falou um pouco na
- 5:49:59teoria, mas tem que fazer aqui na
- 5:50:00prática, tá bom? Vamos nessa. Olha só,
- 5:50:02intertextualidade, bem direto aqui.
- 5:50:05Intertextualidade é você fazer
- 5:50:07referência a mais de um texto ao mesmo
- 5:50:09tempo, tá bom? Um texto fazer referência
- 5:50:11ao outro texto. Vamos nessa. Vocês estão
- 5:50:13prontos, pessoal? Não peçam pausa agora,
- 5:50:16não tem como. A aula vai acabar 9 horas
- 5:50:17de um jeito ou de outro, tá bom?
- 5:50:21Intertextualidade é o diálogo entre
- 5:50:22textos, tá bom? Um texto ele retoma, ele
- 5:50:25cita, ele imita outro texto, ele faz
- 5:50:28referência outro texto, tá bom? Então, a
- 5:50:30a prova quer que você entenda isso, né?
- 5:50:32A gente tem a intertextualidade
- 5:50:33explícita, né? Quando o texto realmente
- 5:50:35fala do outro, indica a fonte, né? Faz
- 5:50:37uma citação ao outro ou implícita,
- 5:50:39quando que você tem que reconhecer a
- 5:50:41referência sozinho, tá bom? Pelo
- 5:50:43próprio, pela tua próprio, teu próprio
- 5:50:44senso, tá bom? Dá uma olhada aqui nessa
- 5:50:47questão. Vamos nessa. Vamos para essa
- 5:50:49aqui de intertextualidade. Olha só. Se
- 5:50:52você é feito de música, esse texto é
- 5:50:54para você. Defendendo a importância da
- 5:50:56música para o bem-estar e o equilíbrio
- 5:50:57emocional das pessoas, a autora usa como
- 5:50:59recurso persuasivo. Que que ela tá
- 5:51:00usando para me persuadir, né? Às vezes
- 5:51:03no silêncio da noite eu fico imaginando
- 5:51:05que graça teria vida sem música. Isso
- 5:51:06aqui é a parte de uma música, né? Às
- 5:51:08vezes no silêncio da noite é uma
- 5:51:09intertextualidade com a música. às vezes
- 5:51:11no silêncio da noite,
- 5:51:13eu fico imaginando nós dois, entendeu?
- 5:51:16Então, nos dias de festa e nas
- 5:51:17madrugadas de pranto, nas trilhas dos
- 5:51:19filmes, nas corridas do parque, o que
- 5:51:20seria de nós sem as canções que enfeitam
- 5:51:22o cotidiano? Quem nunca curou uma dor de
- 5:51:23cotovelo dançando lambada ou terminou de
- 5:51:25se afundar ouvindo sertane sofrência?
- 5:51:26Quantos já criticaram funk e fecharam a
- 5:51:28noite descendo até o chão? Tudo bem,
- 5:51:29Raul nos ensinou que é preferível
- 5:51:31sensamenttextualidades
- 5:51:33com várias músicas que as pessoas
- 5:51:34provavelmente conhecem. Tá bom? Então,
- 5:51:36como que ela tá tentando me persuadir,
- 5:51:37né, a gostar de música, sei lá, a
- 5:51:39contradição, né, associando o coração de
- 5:51:41pedaçar alegria, metáfora ao citar a
- 5:51:42imagem da metamorfose ambulante,
- 5:51:44intertextualidade, né, no momento que
- 5:51:46ela resgata versos de letras e canções
- 5:51:48que todo mundo conhece, né, ela ela tem
- 5:51:51eu me sinto mais identificado com o
- 5:51:52texto. Você concorda? Eu me sinto mais
- 5:51:54localizado com esse texto. Isso aí me
- 5:51:57persuade, né? Ah, faz sentido, né? Me
- 5:51:59sinto familiarizado aqui com o que ela
- 5:52:01tá falando. Conseguem perceber? Sim.
- 5:52:04Olha só.
- 5:52:06No texto há uma reinterpretação de
- 5:52:08ditados populares com uso de termos da
- 5:52:09informática. Essa reinterpretação, vamos
- 5:52:11lá. Como estamos na era digital, foi
- 5:52:14necessário rever os vários ditados
- 5:52:15existentes e adaptá-los à nova
- 5:52:17realidade. A pressa inimiga da conexão,
- 5:52:19amigos, amigos, sem as a parte. Tá vendo
- 5:52:21a intertextualidade? Tá pegando ditados
- 5:52:22que todo mundo conhece, né? E tá fazendo
- 5:52:26e aplicações dele no mundo da
- 5:52:28informática para bom provedor, uma sem
- 5:52:29baixo. Não adianta chorar sobre arquivo
- 5:52:30deletado, mas vale um arquivo disso
- 5:52:32aqui. É coisa de tiozão, né? técnico de
- 5:52:34informática de 45 anos, né? Eh, no texto
- 5:52:37há uma reinterpretação de ditados
- 5:52:38populares e essa reinterpretação torna o
- 5:52:40texto apropriado para profissionais de
- 5:52:42informática, né, cara? Assim,
- 5:52:46e não faz sentido assim, né? Porque isso
- 5:52:48é essa é o fato de ter usado ditados
- 5:52:50populares e de ter que torna apropriado
- 5:52:53para profissionais de informática,
- 5:52:57né?
- 5:52:59Como assim, pô? Né? Qualquer pessoa aqui
- 5:53:02pode olhar isso aqui, achar isso
- 5:53:03engraçado, né? Isso aqui atribui um
- 5:53:06texto, um caráter humorí. Com certeza.
- 5:53:07Já era. Vocês, você quer uma questão
- 5:53:09agora? Você quer que eu te dê uma
- 5:53:10questão que você vai ganhar na prova
- 5:53:11agora? Quer ou não quer? Humor,
- 5:53:15ele vem da quebra da expectativa.
- 5:53:20Um dos maiores promotores de efeito de
- 5:53:22humor, né, é quebra de expectativa.
- 5:53:26Quebra de expectativa, entendeu? Então,
- 5:53:30bem, ninguém tem a expectativa de que
- 5:53:32vai terminar desse jeito, né? A pressa é
- 5:53:33inimiga da perfeição, da conexão. Então,
- 5:53:36fica engraçado, né, essa quebra de
- 5:53:38expectativa, tá bom? Então, o efeito que
- 5:53:40causa o humor é isso, né? Essa
- 5:53:41intertextualidade, essa quebra de
- 5:53:43expectativa, tá bom? Ah, restringe o
- 5:53:45acesso do texto ao público não
- 5:53:46especializado, né? Então, agora, eh,
- 5:53:49quem não é técnico de informática não
- 5:53:50vai conseguir entender isso aqui. Isso
- 5:53:52aqui é muito muito profundo para
- 5:53:53entender. É muito, né? Deixa termin
- 5:53:56terminologia original mais acessível.
- 5:53:57Isso aqui é para deixar conexão eh HD
- 5:54:00mais acessível ao público em geral. Que
- 5:54:03bobeira, né? Dificulta a compreensão do
- 5:54:05texto porque não domina a língua
- 5:54:06inglesa. Mas essa aqui tá de sacanagem,
- 5:54:08né? Questão fácil. Olha só, deixa eu ver
- 5:54:10se aparece aqui na minha tela. Pronto.
- 5:54:12Ã, a comparação entre os textos um e
- 5:54:14dois indica que os 12 trabalhos de
- 5:54:16Hércules, o texto original. Hércules é
- 5:54:18uma figura lendária. Ele é
- 5:54:19frequentemente retratado como herói. Pá,
- 5:54:21o episódio mais conhecido é a realização
- 5:54:22dos 12 trabalhos. Eles são importe como
- 5:54:24uma forma de expiação pelos crimes
- 5:54:26cometidos durante um acesso de loucura.
- 5:54:28Eh, ele tem que matar o leão de Neméia,
- 5:54:29matar a Hidras Lerna, capturar não sei
- 5:54:31quê. Tem que capturar o cavalo de
- 5:54:32Omédio, roubar o cinturão de pó, tem que
- 5:54:34fazer um monte de coisa difícil. Agora,
- 5:54:36os 12 trabalhos. O que lhe faltava de
- 5:54:38estudo lhe sobrava de boa vontade e
- 5:54:40inteligência. No escritório improvisado,
- 5:54:41na salinha de casa anunciava seus
- 5:54:42serviços de bombeiro, hidráulica,
- 5:54:44eletricista nas horas vagas, entregava
- 5:54:46panfleto, lavava carros. Quando a cidade
- 5:54:47fervia em alguma festa, ele ficava na
- 5:54:49entrada vindo a cerveja. Se fosse algum
- 5:54:50show infantil, cocadas, aos sábados era
- 5:54:52pedreiro. Aos domingos conservava um
- 5:54:54jardim de uma mansão, além de tratar da
- 5:54:56piscina dos cachorros. Nas férias
- 5:54:57abrigava-se na fazenda dos donos de
- 5:54:59mansão. Trabalhava de caseira,
- 5:55:00motorista, seu nome, não sei que pode
- 5:55:01chamar de Hércules. Pô, dá para ver aqui
- 5:55:03a intertextualidade que é implícita. Ele
- 5:55:05não tá falando assim, olha, esse texto
- 5:55:06aqui é sobre os 12 trabalhos de
- 5:55:08Hércules, né? Ele tá falando os 12
- 5:55:10trabalhos e aí você tem que ter o
- 5:55:12conhecimento de mundo para interpretar
- 5:55:13isso, né? Então aqui, ó, indica aqui a
- 5:55:15intertextualidade com calma aí. entre os
- 5:55:17textos um e dois indica que a
- 5:55:19intertextualidade com o mito aprestado
- 5:55:21no texto um é um recurso presente no
- 5:55:22texto dois. Sim, ele tá fazendo
- 5:55:24intertextualidade e gera até um efeito
- 5:55:26de humor. Se você for ver, né, fica
- 5:55:27engraçado aqui, né, caraca, os 12
- 5:55:28trabalhos como se fosse de Hércules, mas
- 5:55:29é limpador de não sei quê. P p pa
- 5:55:31pá p pa pa p pá, sacou?
- 5:55:34Entendeu? Sim, eu também queria até às
- 5:55:3610 horas. Intertextualidade foi. É isso.
- 5:55:39Dominamos
- 5:55:41semântica e construção de sentido. Já
- 5:55:43foi, cara. Eu botei aqui repetitivo, tá
- 5:55:44bom? Mas olha só, nesse texto, a altura
- 5:55:46aborda diferentes sentidos da palavra
- 5:55:47rede. Todo mundo aí, só me confirma aí,
- 5:55:49todo mundo aí. Vou aprofundar um
- 5:55:51pouquinho mais aqui. Então, olha só,
- 5:55:54nesse texto, a autora aborda diferentes
- 5:55:56sentidos da palavra rede, mas ela faz
- 5:55:57isso para quê? É, esse é o ponto. Vamos
- 5:56:00entender a intenção dela. Porque, lembra
- 5:56:02que semântica, que que é semântica? É o
- 5:56:03estudo do sentido das palavras. Tá bom?
- 5:56:06Deixa eu falar uma coisa aqui para
- 5:56:07vocês, muito importante, porque eu não
- 5:56:08quero deixar de dar uma questão para
- 5:56:09vocês, tá bom? Rapidinho. Então, olha
- 5:56:11só, eu quero que vocês saibam isso aqui,
- 5:56:13ó. denotação
- 5:56:16e conotação. Primeira coisa, eu quero
- 5:56:17que saiba essa trinca aqui. Isso cai e
- 5:56:20cai de verdade, tá bom? Saiba. Isso aqui
- 5:56:23é a primeira coisa. Que que é denotação?
- 5:56:25Sentido literal. Sentido literal. O
- 5:56:27sentido que tá no dicionário. A pedra
- 5:56:28caiu da montanha. O que que significa
- 5:56:30isso? A pedra caiu da montanha. O no
- 5:56:31meio do caminho tinha uma pedra. O que
- 5:56:33que significa no meio do caminho tinha
- 5:56:34uma pedra? De maneira literal. Que
- 5:56:37significa que você estava andando e
- 5:56:39tinha uma pedra no meio do seu caminho.
- 5:56:40Só.
- 5:56:42Só.
- 5:56:43O que que significa no meio do caminho
- 5:56:45de uma pedra no sentido conotativo, no
- 5:56:48sentido figurado, no sentido metafórico?
- 5:56:50Quer dizer que no meio da tua vida tinha
- 5:56:53um obstáculo, tinha alguma dificuldade,
- 5:56:55que pode ser qualquer um. Não use esse
- 5:56:57repertório na redação, porque isso é um
- 5:56:58repertório de bolso, é uma bosta, tá
- 5:57:00bom? Não faça isso, beleza? Então,
- 5:57:02conotação é a mesma coisa que sentido
- 5:57:04figurado. É uma figura para expressar
- 5:57:07outra coisa. Depende do Então assim, ela
- 5:57:08tem um coração de pedra. Tu acha que é
- 5:57:10literalmente um coração de pedra no
- 5:57:12sentido denotativo, literal?
- 5:57:16Não quer dizer [roncando] que ela é uma
- 5:57:19pessoa insensível, não é isso? É isso.
- 5:57:21Essa linguagem conotativa, é óbvio que
- 5:57:23ela predomina onde? Na poesia. É muito
- 5:57:25normal que você tenha a linguagem
- 5:57:27conotativa na poesia, tá bom? [roncando]
- 5:57:31OK.
- 5:57:33Todo mundo aí. Eu fico fico olhando
- 5:57:35aqui. Eu quero saber como é que vocês
- 5:57:36estão. Eu preciso de feedback aí,
- 5:57:39pessoal, no chat. Vocês estão aqui?
- 5:57:40Vamos junto? Estamos firmes? Sim. Eu tô
- 5:57:43acostumado a ter mais feedback nas aulas
- 5:57:45da plataforma que eu vejo o pessoal o
- 5:57:46tempo todo, né? Sim, boa. Tá bom. Boa.
- 5:57:51Então, ah, pronto. Tava aqui no voltando
- 5:57:53aqui pro foco, né? Sim, né? Boa. Pronto.
- 5:57:55Pronto. Eu preciso ver isso. Tá bom,
- 5:57:56pessoal. Querem mais questão? Quer que
- 5:57:58eu quer que eu dê mais questão para
- 5:57:59vocês? Tipo, ensine uma coisa simples
- 5:58:01que vai resolver questões. A primeira é
- 5:58:03essa, tá bom? Linguagem denotativa e
- 5:58:05linguagem conotativa ou denotação e
- 5:58:07conotação, tá bom? Muitas vezes na fala
- 5:58:10do dia a dia, na publicidade, você
- 5:58:11também tem muita linguagem conotativa.
- 5:58:13Claro. E linguagem denotativa, pô,
- 5:58:15artigo científico, textos assim
- 5:58:16literais, notícias manuais. Segundo,
- 5:58:18vamos aprender o significado de
- 5:58:20policemia,
- 5:58:22galera. Semântica é o estudo do sentido,
- 5:58:24tá bom? Lembra que eu falei semântica e
- 5:58:27léxico, né? Léxico é o vocabulário.
- 5:58:28Semântico é o sentido mesmo. Você sabe o
- 5:58:30que que significa policemia? Isso cai.
- 5:58:33Poli vem de muitos. Esse semia vem
- 5:58:36justamente, de semântica. É uma
- 5:58:38palavra ter vários sentidos relacionados
- 5:58:40a ela.
- 5:58:41Tipo rede. Tipo rede.
- 5:58:46Me diga o que é rede.
- 5:58:48Me diga você o que que é rede para
- 5:58:51deitar e descansar.
- 5:58:52>> Para deitar e descansar.
- 5:58:54>> É.
- 5:58:54>> É. Tu não definiu o que é rede, né? Tu
- 5:58:56disse para que serve.
- 5:58:59>> A primeira coisa, não. A primeira coisa
- 5:59:01você dizer assim: "Mano, rede é um termo
- 5:59:03polissêmico, então pode ser muitas
- 5:59:05coisas. A rede pode ser uma trama
- 5:59:08entrelaçada de fibra que serve para que
- 5:59:10você se deite e descanse. A rede pode
- 5:59:13ser uma trança que serve para capturar
- 5:59:16peixes. A rede pode ser uma um ambiente
- 5:59:19virtual, a gente também chama de rede,
- 5:59:22de web. Isso é uma palavra policêmica,
- 5:59:27né? É igual, né? É isso mesmo. O
- 5:59:30que é
- 5:59:33pão. [roncando]
- 5:59:33>> É pão
- 5:59:37e e pão e outras coisas, tá bom? Então,
- 5:59:39olha só, policemia é isso, tá bom?
- 5:59:43Então, são uma mesma palavra, ela tem
- 5:59:44vários sentidos relacionados a ela e aí
- 5:59:46você só vai saber qual é o sentido
- 5:59:48quando você analisar o contexto, tá bom?
- 5:59:51Então, rede de computadores, redes
- 5:59:53sociais, rede de apoio, rede não pode
- 5:59:56ser uma conexão entre várias pessoas.
- 5:59:57Então, ó, pode ser rede de pescar, pode
- 5:59:59ser rede de descansar, pode ser rede da
- 6:00:00internet, pode ser rede de apoio, pode
- 6:00:03ser rede de ajuda, pode ser rede de
- 6:00:05esgoto.
- 6:00:06Hã,
- 6:00:09todo mundo tá acompanhando, tá bom, né?
- 6:00:12É isso. Isso é policemia, tá bom? Pé,
- 6:00:15que que é pé? É, pode ser pé parte do
- 6:00:17corpo humano, pode ser pé de uma mesa,
- 6:00:19pode ser pé de alface, pode ser pé de
- 6:00:22manga, tá bom? E o que que é
- 6:00:25ambiguidade? Não é a mesma coisa que
- 6:00:26policemia. Ambiguidade é uma frase que
- 6:00:28ela pode ser entendido de duas maneiras
- 6:00:29diferentes. Ó, ambiguidade é uma frase
- 6:00:32que pode ser entendida de duas maneiras
- 6:00:34diferentes, tá bom? Então, sei lá, né,
- 6:00:41cara? Quer quer ver uma uma uma frase
- 6:00:43ambígua? Eu vi o acidente do meu carro.
- 6:00:49Que que significa isso?
- 6:00:51Eu vi o acidente do meu carro. Eu posso
- 6:00:53ter visto o acidente do meu carro. Tipo,
- 6:00:55meu carro se acidentou. Ou eu posso ter
- 6:00:57visto o acidente a partir do meu carro
- 6:01:00estando dentro dele. Você entende?
- 6:01:03Tá sacando? Isso é ambiguidade diferente
- 6:01:06de policemia. Policemia é uma palavra
- 6:01:07que tem vários sentidos possíveis, tá
- 6:01:09bom? Depende do contexto. A ambiguidade
- 6:01:11por si só é assim, é a frase que tá
- 6:01:13escrita de maneira que ela pode, ela
- 6:01:16deixa dúvida, né, sobre o que que
- 6:01:17aconteceu,
- 6:01:19tá bom? Mas também pode ser uma
- 6:01:21ambiguidade intencional, pode ser uma
- 6:01:22ambiguidade assim que é de propósito
- 6:01:24mesmo, muito usada, tipo no humor, etc.
- 6:01:27Tá bom,
- 6:01:29pessoal? Acho que é isso de teoria aqui
- 6:01:31de construção de sentido, tá bom?
- 6:01:35[suspirando]
- 6:01:38Tô pensando mais algum termo bom aqui
- 6:01:40para dar para vocês. Tem 8800 pessoas na
- 6:01:43aula. É muita gente, né? Tem que dar o
- 6:01:44meu melhor aqui. Que que eu tô
- 6:01:46esquecendo?
- 6:01:52Cara, vai, vai que cai, né? Vai que cai.
- 6:01:54Bobeira isso aqui. Tá bom. Bobeira.
- 6:01:56Bobeirinho isso aqui. Vai que cai. Vai
- 6:01:59que cai. Tá bom. Hiperônimo.
- 6:02:05Hiperônimo. Tá bom. Vou explicar aqui
- 6:02:07agora. Então, hiperônimo
- 6:02:09e
- 6:02:11não, nunca vi cair, tá bom? Mas vou
- 6:02:14explicar também. Hipônimo.
- 6:02:16Essa é rara, tá bom? Nunca vi cair, tá
- 6:02:18bom? E palavras homônimas, tá bom?
- 6:02:20Então, hiperônimo e hipônimo.
- 6:02:26Só para caso caia, só para você ter ao
- 6:02:28menos assim uma noção. Só para você ter
- 6:02:31uma noção, tá bom? O hiperônimo vê que
- 6:02:35ele é maior, né? Hiperônimo é uma
- 6:02:38palavra usada em sentido geral. Então,
- 6:02:39por exemplo, flor. Hiperônimo é uma
- 6:02:42palavra que é usada em sentido geral. O
- 6:02:43hipônimo, ele é específico, ó. Hipônima,
- 6:02:45pequeno, específico. Por exemplo, a
- 6:02:47rosa. A rosa é uma flor. Conseguiu? Ele
- 6:02:51tem um sentido específico. Ele é uma
- 6:02:53rosa. OK?
- 6:02:56Beleza. E homônimus é outra palavra.
- 6:02:58Olha só. Homônimos. Homônimos são o
- 6:03:01seguinte, ó. É um é são várias palavras,
- 6:03:04tá bom? Então, homônimos são palavras
- 6:03:06que t a mesma forma e ela tem sentidos
- 6:03:09que são sem relação. Então, por exemplo,
- 6:03:11manga. Manga, bicho, manga. Ela, manga é
- 6:03:16igual a manga, né? Manga. Concordo que é
- 6:03:18a mesma palavra que manga, mas manga
- 6:03:20pode ser a manga da camisa ou a manga
- 6:03:22fruta. Isso são homônimos, manga e
- 6:03:24manga, entendeu?
- 6:03:27Sacou?
- 6:03:29Ainda tem parônimos, né? Ainda tem aqui
- 6:03:31parônimos. São palavras que são
- 6:03:32parecidas.
- 6:03:34na forma, mas elas são diferentes no
- 6:03:36sentido. Então, comprimento e
- 6:03:38comprimento. Então, comprimento não é
- 6:03:41igual, né? Comprimento com o ou
- 6:03:43comprimento com u. Comprimento é uma
- 6:03:45medida. Comprimento é você cumprimentar
- 6:03:47alguém,
- 6:03:49tá bom? E campo semântico, caso caia,
- 6:03:52campo semântico é o conjunto de palavras
- 6:03:54ligadas a uma mesmo núcleo, tá bom?
- 6:03:56Então, por exemplo, campo semântico, né?
- 6:03:58Hospital, enfermeira, maca, médico,
- 6:04:01centro cirúrgico, esterilização, tá
- 6:04:04dentro do campo semântico de hospital.
- 6:04:08Tá maneiro ou não tá? Sim.
- 6:04:13É, o homônimo é polissêmico, não é? Que
- 6:04:15o homônimo ele é policêmico também,
- 6:04:17entendeu? É isso mesmo. É,
- 6:04:21o homônimo também é uma palavra
- 6:04:22policêmica. OK? Da hora. Isso aqui foi,
- 6:04:25só, galera, isso aqui não precisa se
- 6:04:26preocupar com isso. Foi só um choque
- 6:04:27para você saber que aí se cair, tem
- 6:04:29pouca chan, se cair,
- 6:04:32você vai saber acertar, porque tu vai
- 6:04:33lembrar dessa aula, tá bom? Eu não
- 6:04:35expliquei aprofundado isso aqui. Foi só
- 6:04:36para, entendeu? Só para você pelo menos
- 6:04:38ter a parada, OK? [roncando]
- 6:04:43Posso dar mais uma pedrada aqui sobre
- 6:04:44isso que eu tenho, vai que cai, tá bom?
- 6:04:46Uma outra forma de você mudar a
- 6:04:48construção de sentido, por exemplo, são
- 6:04:49as escolhas gramaticais que você faz.
- 6:04:52Por exemplo, escuta essa, escuta essa,
- 6:04:54tá bom? Voz passiva. Escuta só, escuta
- 6:04:57só. Eu sou o presidente de um hospital e
- 6:04:59os médicos eles estavam fazendo um monte
- 6:05:01de merda. Era um monte de médico que
- 6:05:02veio de faculdade de nota um na média
- 6:05:03mal formado e estavam matando todos os
- 6:05:05pacientes, né? Aí eu como dono do
- 6:05:06hospital chego assim e falo assim:
- 6:05:07"Foram cometidos erros?" Sim.
- 6:05:12Tu concorda que isso é a voz passiva?
- 6:05:13Foram cometidos erros. Quem cometeu
- 6:05:16esses erros, né? Quem foi o agente que
- 6:05:18cometeu? Não foi nós cometemos erros. do
- 6:05:20hospital foram cometidos, né? Isso tá
- 6:05:23servindo para, na verdade, diminuir a
- 6:05:24culpa do hospital,
- 6:05:26tá bom? Se eu escolho construir uma
- 6:05:28coisa no imperativo, como por exemplo,
- 6:05:30vacine-se, doe, eu tô construindo uma
- 6:05:32relação de sentido muito mais
- 6:05:33autoritária, muito mais influenciadora,
- 6:05:35tá bom? Uma, se eu falo uma frase assim,
- 6:05:37por exemplo, olha, todos nós sabemos,
- 6:05:39né? Eu tô tentando meio que criar uma
- 6:05:42identificação contigo, fazer você, eu tô
- 6:05:44dando uma manipulada, né? Se eu falar
- 6:05:45assim, galera, todos nós sabemos, né? Eu
- 6:05:48falo para todos nós sabemos que eu que
- 6:05:50sou o melhor aqui. Não sei isso aí. Eu
- 6:05:51não falo isso. Todos nós sabemos que eu
- 6:05:53sou o melhor. Não, você que tem que
- 6:05:54dizer se eu sou melhor ou não. Eu falo,
- 6:05:56se for mentira, você vai desconder. M,
- 6:05:57você não é o melhor, nada. Agora eu não
- 6:05:58fico insinuando que todos todos nós
- 6:06:00sabemos disso. Não fala assim: "Eu sou o
- 6:06:02melhor nessa porra". Eu tô afirmando que
- 6:06:03eu sou melhor. Não preciso falar todos
- 6:06:04nós sabemos. Eu falo que eu sou melhor.
- 6:06:06E as pessoas dizem: "Concordo?" Eu
- 6:06:07melhor mesmo. Agora o que mais tem a
- 6:06:10gente, olha, todos nós sabemos que não
- 6:06:12é. Quem disse que a gente sabe disso?
- 6:06:14Quem disse? Político fala muito isso.
- 6:06:15Sim, falar político fala muito isso.
- 6:06:17Todos nós sabemos que eu não sei quê.
- 6:06:18Calma aí. Quem disse que eu sei disso,
- 6:06:19cara? Quem disse, né? Pegou isso? Então,
- 6:06:25mais uma coisa. Tá bom. Então, pronto.
- 6:06:27Já tem aqui bastante conexões, tá bom?
- 6:06:31Bastante conexões. Então, olha só, deixa
- 6:06:32eu tá aqui na questão agora. Bora.
- 6:06:37[suspirando] Ah, nesse texto ela aborda
- 6:06:38diferentes sentidos da palavra rede. Mas
- 6:06:40para que que ela faz isso? Para
- 6:06:41evidenciar. Olha só, cada vez mais somos
- 6:06:42convocados para dentro das redes, mas
- 6:06:44não levamos a nossa rede e penduramos no
- 6:06:46alpendre da casa de um amigo. Não
- 6:06:48sentimos o cheiro da casa enquanto o
- 6:06:49café se derrama na xícara ou ouvimos o
- 6:06:51pior do o piar dos passarinhos ou a
- 6:06:53música da chuva. A rede nos convoca e o
- 6:06:55que somos lá dentro é o que somos do
- 6:06:57lado de fora. Há um intervalo entre este
- 6:06:59eu dentro da tela e o outro que somos, a
- 6:07:01palavra rede é vasta, né? Então para que
- 6:07:03que ela usa essa palavra rede, né? Ela
- 6:07:05compara como se você fosse paraa casa de
- 6:07:06um amigo, levasse uma rede de verdade,
- 6:07:08né? Para vocês ficarem juntos, né? para
- 6:07:10você descansar ali de certa forma. E
- 6:07:13[roncando] ela no fundo aqui ela ela
- 6:07:15mostra que na rede mesmo que ela tá
- 6:07:17falando, né, a rede digital ela isola a
- 6:07:18pessoa, né? Então e as formas de
- 6:07:20comunicação, então aqui ela usa para
- 6:07:22evidenciar as formas de comunicação
- 6:07:23mídia digital, necessidade de
- 6:07:25atualização, os conflitos de identidade
- 6:07:26dos usuários interesses, talvez o
- 6:07:27impacto das tecnologias na interação
- 6:07:28humana. Toma, toma o impacto das
- 6:07:32tecnologias nas interações humanas.
- 6:07:33Lembrando que a rede de deitar também é
- 6:07:35uma tecnologia.
- 6:07:38A Pendri é uma varandinha coberta assim,
- 6:07:40tá bom? Então ela tá [roncando]
- 6:07:41contrapondo a vida dentro da rede
- 6:07:44digital com a vida numa rede de verdade,
- 6:07:46numa rede de descansar, que você fica na
- 6:07:48casa de um amigo vivendo uma experiência
- 6:07:50real, ouvindo os passarinhos, entendeu?
- 6:07:54A peça liberdade, liberdade ensenada em
- 6:07:551964, apresenta o impasse vivido pela
- 6:07:57sociedade brasileira em face do regime
- 6:07:59vigente, que era aqui o regime militar.
- 6:08:01Esse impasse ele é representado onde?
- 6:08:03Onde que esse impasse com o regime
- 6:08:05militar é representado, né? E aqui,
- 6:08:06antes de continuar esse espetáculo, é
- 6:08:08necessário que façamos uma advertência a
- 6:08:09todos e cada um. Neste momento, achamos
- 6:08:11fundamentais acho que cada um tome uma
- 6:08:13posição definida. Sem que cada um tome
- 6:08:15uma posição definida, não é possível
- 6:08:16continuarmos. É fundamental que cada um
- 6:08:17tome uma posição, seja paraa esquerda,
- 6:08:19seja pra direita. Admitimos mesmo que
- 6:08:21alguns tomem uma posição neutra, fiquem
- 6:08:23de braços cruzados, mas é preciso que
- 6:08:24cada um, uma vez tomada a sua posição
- 6:08:26fique nela, porque senão, companheiros,
- 6:08:27as cadeiras do teatro rangem muito e
- 6:08:29ninguém ouve nada.
- 6:08:32Eu mesmo fui surpreendido aqui, né?
- 6:08:33Parece que ele tá e e detalhe, ah,
- 6:08:35parece que ele tá falando de posição
- 6:08:37política, né? Mas no fundo ele tá
- 6:08:38falando das cadeiras. Não, pô, é o
- 6:08:40contrário. Você entende? Ele tá falando
- 6:08:42de posição política, dá a entender mesmo
- 6:08:45o que tá falando, mas no final ele
- 6:08:48disfarça, né? Eh, usando o quê? Ele tá
- 6:08:51metaforizando, né? A posição política
- 6:08:54por meio da posição física nos assentos.
- 6:08:57Conseguiu visualizar isso? justamente
- 6:08:59porque nesse contexto, né, você tinha
- 6:09:00que camuflar as tuas intenções, tinha
- 6:09:02que camuflar ali o que você estava
- 6:09:04fazendo. Consegue visualizar todo mundo
- 6:09:08junto comigo? Todo mundo viu [roncando]
- 6:09:09aqui, né? Então assim, o que que
- 6:09:13representa esse impasse? É o barulho
- 6:09:14excessivo produzido, a indicação da
- 6:09:16neutralidade como a melhor opção. Não.
- 6:09:18Constatação da censura em função do
- 6:09:19engajamento social, correlação entre
- 6:09:21alinhamento político e posição que toma.
- 6:09:23é a correlação que existe, né, entre ele
- 6:09:25fala, ele tá falando de alimento
- 6:09:26político, mas ele tá disfarçando com a
- 6:09:28posição corporal do espectador, onde ele
- 6:09:30tá
- 6:09:32forte, né? Bom, essa letra da canção foi
- 6:09:36composta especialmente por uma campanha
- 6:09:37de combate a violência contra as
- 6:09:38mulheres, buscando conscientizá-las
- 6:09:39acerca do limite entre relacionamento
- 6:09:40amoroso e relacionamento abusivo. Para
- 6:09:42tanto, qual a estratégia que eles usam?
- 6:09:43Vamos lá. Um amor desse era 24 horas
- 6:09:47lado a lado. Um radar na pele, aquele
- 6:09:48sentimento alucinado, coração batia
- 6:09:50acelerado. Já dá para entender logo de
- 6:09:52cara, né? já dá [roncando] para entender
- 6:09:54logo de cara. Você concorda comigo?
- 6:09:57Facilmente dá pra gente perceber, né,
- 6:09:59que ele tá usando eh ele tá usando e
- 6:10:04construções semânticas, construções
- 6:10:07semânticas, né, coração batia acelerado,
- 6:10:10que elas podem significar tanto uma
- 6:10:12coisa boa quanto uma coisa ruim, mas que
- 6:10:14ao longo do texto aqui, ó, bastava um
- 6:10:16olhar para eu entender que era a hora de
- 6:10:17me entregar para você. Pera aí, agora
- 6:10:19você já tá avançando para um campo
- 6:10:21semântico mais estrito da violência do
- 6:10:23abuso, né? Até aqui, olha, ainda dá para
- 6:10:25você pensar, era 24 horas lado a lado,
- 6:10:28aquele sentimento alucinado, coração
- 6:10:30batia, acelerado. Até aqui o campo
- 6:10:32semântico ainda é compartilhado entre
- 6:10:34violência e amor. Mas aqui, ó, bastava
- 6:10:37um olhar para eu entender que era a hora
- 6:10:38de eu me entregar para você. Aqui já
- 6:10:39fica estranho. Palavras não faziam falta
- 6:10:41mais. Ué, como assim, né? Ah, só de
- 6:10:44lembrar do seu perfume. Que arrepio, que
- 6:10:46calafrio que o meu corpo sente. Nem que
- 6:10:49eu queira, eu te apago da minha mente,
- 6:10:53né?
- 6:10:55Ah, esse amor deixou marcas no meu
- 6:10:57corpo. Ah, esse amor só de pensar eu
- 6:10:59grito, eu quase morro. né? Texto
- 6:11:02pesadíssimo, se você for ver. Pesado
- 6:11:03mesmo, né? [roncando] Forte, né? Não é
- 6:11:07brega não, cara. Isso aqui, na verdade,
- 6:11:08é um texto bem forte mesmo. É um texto e
- 6:11:11bem escrito, inclusive. Tá bom. Ã, então
- 6:11:13assim,
- 6:11:15claramente o mecanismo aqui é o
- 6:11:17compartilhamento do campo semântico
- 6:11:19entre violência e amor, mas que ele vai
- 6:11:22direcionando cada vez mais, cada vez
- 6:11:24mais, né, pro campo semântico da
- 6:11:26violência camuflada, porque a violência
- 6:11:28muitas vezes ela se camufla como amor,
- 6:11:31né? A violência muita, relacionamentos
- 6:11:33abusivos muitas vezes se se camuflam
- 6:11:35como se fosse isso, como se fosse
- 6:11:37[roncando] amor, né? Então, qual foi a
- 6:11:39estratégia, né? a revelação da submissão
- 6:11:41da mulher a situação de violência que
- 6:11:42muitas vezes leva à morte. Não, esse
- 6:11:44daqui não é um mecanismo para o
- 6:11:46mecanismo para qucientizar as mulheres
- 6:11:48acerca do limite, né? Êfase da
- 6:11:50necessidade de se ouvirem os apelos da
- 6:11:51mulher, exploração da situação de duplo
- 6:11:53sentido que mostra que atos de dominação
- 6:11:55e violência não configuram amor. Essa
- 6:11:57aqui ele tá explorando o duplo sentido,
- 6:11:58né? Divulgação da importância de
- 6:12:00denunciar naturalização de situação. Ele
- 6:12:01não tá naturalizando a situação
- 6:12:03opressiva, não. Não tá naturalizando.
- 6:12:04Ele tá justamente tentando fazer ela
- 6:12:06perceber que aquilo ali não é o natural.
- 6:12:09Beleza. Mais uma aqui que a gente matou.
- 6:12:12Semântica e construção de sentido. Cara,
- 6:12:16figura de linguagens.
- 6:12:18Ã, cara, olha só, pessoal. Figura de
- 6:12:20linguagens é o seguinte. Tem uma aula
- 6:12:22aqui no meu canal do YouTube que é uma
- 6:12:23hora de figura, uma hora. E ela tá
- 6:12:26perfeita. Assiste lá só pra gente poder
- 6:12:28avançar que a gente só tem uma meia
- 6:12:29hora. Pode ser? Figura de linguagem. Tem
- 6:12:31uma aula aqui de 1 hora, entende? Uma
- 6:12:33hora aqui no meu canal. Só botar assim,
- 6:12:34Pedro, figura de linguagem, Pedro Assad,
- 6:12:36figuras de linguagem, tá bom? Que aí a
- 6:12:37gente vai para cá, ó. Texto poético,
- 6:12:38expressividade, lirisígo. Isso aqui é
- 6:12:40muito importante. Pode ser uma
- 6:12:42[roncando] hora lá, entendeu? É uma hora
- 6:12:44de figura de guard. Você quer figuras de
- 6:12:45guard? Então é isso. Tá bom.
- 6:12:49Quer que eu faça as questões a jato? É
- 6:12:50isso.
- 6:12:52Tá lá a aula. Quer que eu faça as
- 6:12:53questões? Não vale a pena, pessoal. Tá
- 6:12:55lá na aula. Na aula tem todas as
- 6:12:56questões também. Tá bom. Pode ser. Deixa
- 6:12:58eu ir para esse aqui que esse aqui é
- 6:12:59muito importante, pessoal. Muito
- 6:13:00importante. Texto poético. Isso, isso
- 6:13:02aqui é muito importante. Texto poético,
- 6:13:04expressividade, lirismo. É muito
- 6:13:05importante.
- 6:13:07Tá bom? Vamos focar nisso aqui. Então,
- 6:13:10texto, avise isso aí nos grupos. Texto
- 6:13:12poético, expressividade e disismo,
- 6:13:13assuntos extremamente avançados.
- 6:13:15Começando agora, tá bom? Que isso aqui
- 6:13:16são as questões mais avançadas da prova,
- 6:13:18beleza?
- 6:13:20Vamos lá, né? Então, a gente vai falar
- 6:13:21aqui agora sobre como que um poema ele
- 6:13:23produz os efeitos dele, produz sentido,
- 6:13:26né? E aí, como que é isso? é pela, é
- 6:13:28pela voz que fala nele, é pela forma, é
- 6:13:30pelo som, tá? Deixa eu já uma uma coisa
- 6:13:33que eu quero trabalhar com vocês e que
- 6:13:34eu preciso trabalhar aqui com vocês
- 6:13:35agora é a diferença, tá bom? Entre
- 6:13:38expressividade
- 6:13:42e
- 6:13:45lirismo.
- 6:13:47Que que acontece? Que que é isso aqui?
- 6:13:48Expressividade e lirismo, pessoal.
- 6:13:51Expressividade é não é exclusivo de
- 6:13:53poema, não. Tá bom? Expressividade não é
- 6:13:55exclusivo de poema. expressividade.
- 6:13:57Escreve isso, medita nisso, tá bom?
- 6:14:00Medita nisso.
- 6:14:03Antes de mais nada, né? Assim, presta
- 6:14:04atenção, expressividade você tem que
- 6:14:06associar que sempre vem que tem a ver
- 6:14:07com emoção, porque função expressiva da
- 6:14:09linguagem, por exemplo, é a função
- 6:14:10emotiva também, tá bom? Não vai ter uma
- 6:14:12live só de literatura, vai ter uma live
- 6:14:15inteira dessa, tipo de 6, 7 horas só de
- 6:14:17literatura, tá? Todas as vanguardas,
- 6:14:20todas as obras artísticas, tudo vai ter.
- 6:14:22Beleza?
- 6:14:24Então, vamos lá. Vem comigo aqui pra
- 6:14:25gente pegar isso. Expressividade é em
- 6:14:28qualquer texto, não precisa ser só em
- 6:14:29poema, é qualquer texto que você consiga
- 6:14:32ver nele uma uma certa carga de emoção,
- 6:14:35uma carga de emoção e que geralmente
- 6:14:37também te causa alguma emoção ou tenta
- 6:14:39causar alguma emoção, até mesmo algum
- 6:14:41efeito de humor, é também
- 6:14:43expressividade.
- 6:14:44Beleza? Então é isso, tá bom? Esse é o
- 6:14:48primeiro conceito, expressividade é
- 6:14:49isso, tá bom? Lirismo. Lirismo é
- 6:14:53diferente, é um tipo de expressividade.
- 6:14:54Então, expressividade é qualquer tipo de
- 6:14:56carga emocional que apareça no texto. Só
- 6:14:58isso. Expressividade, qualquer tipo de
- 6:14:59carga emocional. Mas como que você
- 6:15:00alcanceça a expressividade? De várias
- 6:15:03formas. Geralmente com ritmo, geralmente
- 6:15:06com vários versos ou geralmente com
- 6:15:08rimas ou principalmente com figuras de
- 6:15:11linguagem. A mais comum é metáfora. A
- 6:15:14mais comum é metáfora. É o que mais
- 6:15:17acontece. Metáfora. Tá bom? para ser
- 6:15:19ferramenta de expressividade. Mas o que
- 6:15:20que é lirismo, pessoal? Existe uma coisa
- 6:15:22chamada eu lírico. Eu lírico é o autor
- 6:15:25do poema, não é? Eu lírico é a voz que
- 6:15:27tá ali no poema falando. Então, eh, eu
- 6:15:30falo assim: "Olha, eh, quando, eh,
- 6:15:33andando pela rua, de repente me perdi,
- 6:15:35tropecei pela calçada e naquele chão eu
- 6:15:39caí". Já tá trazendo alguma
- 6:15:41expressividade, né? E olhando para o
- 6:15:43céu, minha vida diante dos meus olhos,
- 6:15:46eu vi. E cada estrela que passava
- 6:15:50era uma memória que eu lembrava. E como
- 6:15:53se estrelas cadentes fossem,
- 6:15:56as memórias não tem uma rima agora para
- 6:15:59fossem, né? Mas você entendeu quem é que
- 6:16:01tá falando isso? Ah, Pedro, é você? Não,
- 6:16:03mas ali dentro tem um eu lírico, você
- 6:16:05entende? Ali dentro tem é um freestyle,
- 6:16:06óbvio. Tá bom? Tudo que eu falo aqui eu
- 6:16:08invento na hora. É um eu lírico, você
- 6:16:09entende quem? Quem é? Ah, Pedro, você é
- 6:16:11o eírico? Não, O o cara que tá
- 6:16:13lá a voz do poema falando que caiu no
- 6:16:15chão. Esse é o euírico. Eu lírico é meio
- 6:16:17que o cara que tá falando o poema, mas
- 6:16:18de verdade. O cara que tá lá dentro.
- 6:16:21Você entendeu? O eu lírico, ele é o
- 6:16:23sujeito do texto lírico, você entendeu?
- 6:16:27É isso. Tá bom? É o poético. Eu lírico é
- 6:16:29a mesma coisa que eu poético, tá bom? O
- 6:16:31que que é lirismo? Lirismo é um tipo de
- 6:16:34expressividade. Ah, Pedro,
- 6:16:35expressividade não é quando você bota
- 6:16:36uma carga emocional no texto, quando
- 6:16:38você evoca sentimentos. Sim, mas o
- 6:16:39lirismo é um tipo de expressividade que
- 6:16:42é especificamente uma expressividade do
- 6:16:45mundo interior subjetivo do euírico.
- 6:16:49O lirismo, ele é a expressão da
- 6:16:52subjetividade do euírico, as emoções
- 6:16:55dele, da voz do poema, as memórias dele,
- 6:16:58os desejos dele, a sensibilidade dele.
- 6:17:02Você entendeu?
- 6:17:04Sacou? Agora
- 6:17:06é isso. Pegou? Vem aqui comigo rapidão.
- 6:17:09Olha só,
- 6:17:15cadê? Tá aqui em cima.
- 6:17:18Aqui, ó. Quem é o lírico aqui? Olírico
- 6:17:21aqui é uma mulher. E mesmo que seja um
- 6:17:23homem que escreveu isso aqui, ó, que só
- 6:17:24de pensar, eu grito, eu quase morro. O
- 6:17:27eu aqui é uma mulher, não é? Ah, mas foi
- 6:17:30um homem que escreveu: "Tanto faz. O eu
- 6:17:32aqui é uma mulher". Entendeu? E o
- 6:17:34lirismo aqui tá presente, que é o quê?
- 6:17:37Aqui, ó, é só de lembrar do seu perfume.
- 6:17:38Que arrepio, que cala frio. A mera
- 6:17:41citação a emoções dela é lirismo e é por
- 6:17:45consequência também expressividade. Ele
- 6:17:46alcança expressividade por meio disso,
- 6:17:49entendeu? Sacou?
- 6:17:52Todo mundo percebendo? Eu quero saber
- 6:17:53todo mundo junto comigo aqui?
- 6:17:56Sim,
- 6:17:58sim.
- 6:18:00Como é que pode, né, mano? Hoje foi,
- 6:18:01hoje é segunda-feira da semana de Enem.
- 6:18:04Então, hoje é o dia que absolutamente é
- 6:18:06o dia mais importante de todos para todo
- 6:18:08mundo. É o dia que todo os cursos do
- 6:18:09Brasil eles fazem live, mas o pico da
- 6:18:12nossa live foi 14.000.
- 6:18:15É, cada ano a gente se consolida mais,
- 6:18:17mas esse ano foi a nossa maior
- 6:18:18consolidação. Esse ano realmente todo
- 6:18:21mundo que todo mundo que duvida, que
- 6:18:24fala qualquer coisa, o cara tem que
- 6:18:26falar assim: "Pô, que bosta.
- 6:18:28É uma vida difícil, mano. É péssimo. É
- 6:18:31péssimo, mano. É, mano. É complicado,
- 6:18:34pô. E semana que vem ninguém sabe o que
- 6:18:36que tem. [risadas]
- 6:18:38Olha só. Vamos lá, voltando aqui, então.
- 6:18:41Tá bom. Então, já pegamos aqui, ó. E
- 6:18:42daqui tem e tem live daqui a pouco com a
- 6:18:44Mila, fazer redação, tentar tirar 1000
- 6:18:46ao vivo sem nem saber o tema, porque o
- 6:18:47pai tem disposição, pô. Vamos lá. Então,
- 6:18:49aqui, ó, a gente tava aqui já, né?
- 6:18:51Então, expressividade e lirismo,
- 6:18:54estávamos aqui. Beleza, tudo bem? É
- 6:18:56isso, pessoal. Por enquanto. É isso
- 6:18:58basicamente, tá bom? Não vou ficar
- 6:18:59entrando em coisas e a redondilha maior,
- 6:19:01redondilha menor, isso não é importante.
- 6:19:03Inclusive tem aqui no meu perfil uma
- 6:19:06live que é tipo interpretação de poemas
- 6:19:08avançadas que eu fico maió tempão nisso.
- 6:19:11Beleza? Vamos focar agora em ver como
- 6:19:14que isso cai nas questões, que é o mais
- 6:19:16importante, tá bom? Olha só essa questão
- 6:19:18aqui, ó. Nesse soneto, os traços da
- 6:19:21estética simbolista são resgatados pelo
- 6:19:23Eulírio. Qu Nem era para eu ter botado
- 6:19:24essa questão aqui, porque isso aqui é
- 6:19:26sobre movimento, é movimento vanguarda,
- 6:19:28né? Simbolismo. Tá bom? Mas que que é
- 6:19:30traço da estética simbolista aqui?
- 6:19:32Rejeições, rejeitar amor e mágoa,
- 6:19:34expressar dobiedade, representar o eu e
- 6:19:36tu, associar sua inconsciência, elemento
- 6:19:38metaforizar o conflito amoroso é a letra
- 6:19:39e aqui é a resposta. Mas deixa eu
- 6:19:41mostrar para vocês aqui uma coisa nessa
- 6:19:42questão. Então, já que eu botei ela
- 6:19:43aqui, eu vou explicar, tá? Tá, tá
- 6:19:45centralizada, né? Vou explicar já que eu
- 6:19:46botei ela aqui. Presta atenção. Vem
- 6:19:48comigo. Eu e tu quer quer um segredo
- 6:19:50para você fazer questão de poema,
- 6:19:52questão complexa. Você quer um segredo?
- 6:19:54Quer lê com calma, querendo entender. Eu
- 6:19:58e tu ante noite e o amplo desdobramento
- 6:20:01do mar, fero a estourar de encontro a
- 6:20:03rocha nua. Um símbolo descubro aqui
- 6:20:05neste momento. Esta rocha, esse mar, a
- 6:20:08minha vida e a tua. Pronto. Ele falou
- 6:20:10que a minha vida e a tua eles são essa
- 6:20:13rocha e esse mar. Um símbolo. Descubro
- 6:20:15aqui. Neste momento esta rocha, este
- 6:20:18mar, a minha vida é a tua. Ele falou. É
- 6:20:20isso. Isso é que ele já está
- 6:20:22metaforizando. Tá dizendo que é o mar
- 6:20:25vem, o mar vai. Nele é o gesto violento
- 6:20:27de quem maltrata e após se arrepende e
- 6:20:29recua. Ele tá metaforizando o
- 6:20:30comportamento da mulher, que muitas
- 6:20:32vezes, né, é meio inconstante. Como
- 6:20:35compreendo bem da rocha ou sentimentos
- 6:20:37são muito iguais, por certo a minha
- 6:20:38mágoa e a sua. Contemplo neste quadro a
- 6:20:41nossa triste vida. Tu és dubelmar que na
- 6:20:44sua inconsciência tem carinhos de amor e
- 6:20:48fúrias de demência. Eu sou a dor
- 6:20:50estanque, a dor empedernida. Sou rocha a
- 6:20:54emergir de um côncavo de areia imóvel,
- 6:20:57muda, isenta e alheia ao mar. Alheia. Ou
- 6:21:01seja, os traços da estética simbolista,
- 6:21:04né, são resgatados pelo lírico no
- 6:21:06momento em que ele faz o quê?
- 6:21:09No momento em que ele faz o quê, né?
- 6:21:11Perfeito. Quando ele rejeita as emoções
- 6:21:14de amor e de mago, ele não rejeita essas
- 6:21:16emoções. Ele diz justamente que eles
- 6:21:18sentem amor e sentem mágua. Ele não tá
- 6:21:19rejeitando. Expressa a dubiedade do
- 6:21:22olhar sobre outro. Distrator. Ele não
- 6:21:23tem dúvida do olhar sobre ela. Ele
- 6:21:25falou: "Você é maluca e eu sou
- 6:21:29paradão. Eu sou isento ele não tem
- 6:21:31dúvida do olhar sobre ela. Você é doida,
- 6:21:32você vai e volta. Você ele só porque ela
- 6:21:34tem um comportamento que muda, não quer
- 6:21:35dizer que ele tenha dúvida. Ele afirmou.
- 6:21:36Tá bom. Representar o eu e tu como
- 6:21:38sujeitos volúveis. Volúvel é o que muda
- 6:21:40muito rápido. Não, não é. Ele falou que
- 6:21:43ele é uma rocha e ela é o mar. E ela
- 6:21:44sempre é o mar e ele sempre é rocha. Não
- 6:21:46é volúvel.
- 6:21:48Associar a sua inconsciência a elementos
- 6:21:50da natureza. Ué, inconsciência. Ele não
- 6:21:52tá consciente, não. Ele tá bem
- 6:21:54consciente. Ele sabe que ela é o mar e
- 6:21:56que ele é a rocha. Ele metaforiza o
- 6:21:58conflito amoroso nas imagens de Mar
- 6:21:59Rocha. Exatamente. Ele pega elementos do
- 6:22:00m da rocha para metaforizar, entendeu?
- 6:22:04Olha só essa daqui agora,
- 6:22:06cara.
- 6:22:08Essa aqui é que eu sempre choro,
- 6:22:09pessoal.
- 6:22:11[roncando]
- 6:22:11Eu não vou, sério, eu não. Essa aqui ela
- 6:22:13é muito sinistra, mano.
- 6:22:16Faço essa daqui ou não faço?
- 6:22:19É porque essa aqui é é
- 6:22:22Vamos lá. É porque essa é muito boa
- 6:22:24também do 2025. Tá bom. Essa é muito
- 6:22:28muito muito forte.
- 6:22:30Pequenino morto, tangucino, tange numa
- 6:22:33voz de choro. Numa voz de choro, tão
- 6:22:35desconsolado no caixão dourado como em
- 6:22:38berço de ouro. Pequenino, levam-te
- 6:22:41dormindo, acorda. Olha que te levam para
- 6:22:44o mesmo lado, de onde o co tange numa
- 6:22:46voz de choro. Pequenino acorda. Que
- 6:22:49caminho triste e que viagem.
- 6:22:52>> [roncando]
- 6:22:52>> Alas de se prestes negros a gemer no
- 6:22:54vento. Tanta boca aberta de famintas
- 6:22:57valas a pedir que as fartem, a esperar
- 6:23:00que as encham. Pequenino, acorda,
- 6:23:03recupera o alento, foge da cobiça dessas
- 6:23:05fundas valas a perdir que as encham.
- 6:23:10Nesse fragmento do poema, o sentimento
- 6:23:12de luto adquire contornos expressivos e
- 6:23:15é intensificado pelo quê? Então, já tem
- 6:23:18o sentimento de luto aqui. O sentimento
- 6:23:21de luto existe, só que ele adquire
- 6:23:23contornos expressivos. O que que é o
- 6:23:25contorno expressivo? Contorno expressivo
- 6:23:27é justamente, olha, não é apenas o
- 6:23:29sentimento de luto, né? Tem mais do que
- 6:23:32isso. Ele ele traz uma emoção muito
- 6:23:34densa pra coisa, né? Traz uma emoção
- 6:23:36muito densa. Tá [roncando] bom.
- 6:23:40Tem um pessoal ali, né? Chora não, bebê.
- 6:23:42Ah, tá querendo chorar, mano. Assim, é
- 6:23:45que vocês que falam isso é porque, sabe,
- 6:23:48eu eu não tenho raiva de vocês que, ah,
- 6:23:50chora, não sei quê. É que vocês não são
- 6:23:52homens completos, entendeu? Vocês não
- 6:23:55são homens completos, vocês não amam
- 6:23:57ninguém, pessoal. Vocês, se vocês
- 6:23:59tivessem
- 6:24:01três filhos, se vocês tivessem o nível
- 6:24:03de amor que eu tenho pelos meus filhos,
- 6:24:05tá ligado? Se vocês pegassem um filho no
- 6:24:07colo, se vocês só não é só ter filho
- 6:24:09não, que muitos de vocês têm filhos, mas
- 6:24:11vocês são uns pais de merda. Mas eu eu
- 6:24:14choro, eu choro todo dia só de pensar
- 6:24:16pro meu filho. Eu só preciso olhar pro
- 6:24:18meu filho para chorar de emoção, de ter
- 6:24:19ele na minha vida, entendeu? Então vocês
- 6:24:20não são homens completos, entendeu? Eu
- 6:24:22sou eu sou um cara completo, eu, eu amo
- 6:24:23de verdade as pessoas. E se for tipo, se
- 6:24:26pegar eu, um cara completo que chora e
- 6:24:28botar você na minha frente, eu te tampo
- 6:24:30porrada. Fácil, fácil, fácil, fácil,
- 6:24:33fácil. Se tiver quebrar teus dois
- 6:24:35braços, eu quebro também, entendeu?
- 6:24:37Então assim, a eu eu vou pros dois
- 6:24:40extremos. Eu sou um cara completo para
- 6:24:42sentir, para sentir amor, para sentir
- 6:24:44tristeza, para me emocionar e sou um
- 6:24:46cara completo para te cobrir na porrada
- 6:24:47secamente, se for necessário, se tu
- 6:24:49ameaçar a minha vida. Então é isso, é
- 6:24:51que vocês não têm essa esse dinamismo.
- 6:24:53Vocês ou são uns uns ou só vive
- 6:24:55chorando, ou é um brutamonte todo ah, tá
- 6:24:57chorando, lerdão. O cara que [roncando]
- 6:25:00ele é completo, ele transita pelos dois,
- 6:25:02entendeu? é sujeito homem de verdade.
- 6:25:04Vocês ainda não experimentaram isso e
- 6:25:05talvez nunca experimentem, tá bom? Mas
- 6:25:07quando eu tinha uns 15, 16 anos, eu
- 6:25:09também eu não chorava não. Eu eu vivia
- 6:25:11rindo dos outros, tal. Olha só, o
- 6:25:13sentimento de luto adquire contornos
- 6:25:15expressivos. O que que intensifica esse
- 6:25:17sentimento, né? É claro que ele assume
- 6:25:19contornos expressivos, mas é o seguinte,
- 6:25:22o que que ele eh o que que intensifica
- 6:25:25esse sentimento, né? É o fato de
- 6:25:26descrever a paisagem de um cemitério.
- 6:25:28Cara, descrever a paisagem de um
- 6:25:29cemitério não intensifica o sentimento
- 6:25:31de luto, não, né? Recusar o o fato do eu
- 6:25:36lírico recusar a inversibilidade da a
- 6:25:38irreversibilidade da morte. É exatamente
- 6:25:40isso. É o fato dele
- 6:25:45ele ele ele recusa a recusa dele a com
- 6:25:48crase irreversibilidade da morte, né? O
- 6:25:51fato dele recusarse é justamente o fato
- 6:25:54de que, cara, a morte já aconteceu, a
- 6:25:56morte é irreversível. Você concorda que
- 6:25:57isso é o sentimento de luta, a morte
- 6:25:59aconteceu. Mas quando você tenta lutar
- 6:26:01contra ela, você concorda que isso
- 6:26:03aumenta muito o drama da situação,
- 6:26:05aumenta muita tristeza, porque você vê
- 6:26:07a, você consegue ser muito mais tocado,
- 6:26:09né, de viver aquela, aquela luta que é
- 6:26:11inútil, que não vai dar fruto nenhum de
- 6:26:13lutar contra a morte, né? Então é
- 6:26:17justamente isso, é justamente isso que
- 6:26:18intensifica o sentimento de luta, né? A
- 6:26:20sonoridade dos versos. Não, a sonoridade
- 6:26:22não intensifica o sentimento de luto. A
- 6:26:23religiosidade evocada, isso não
- 6:26:25intensifica o sentimento de luto. Tem
- 6:26:26até uma alguma nem tem nenhuma menção
- 6:26:28religiosidade, a impressão de sonho.
- 6:26:30Não, não, não, não, não, não tem
- 6:26:31impressão de sonho. Ela tá de fato no
- 6:26:33cemitério e ela tá eh tentando e eh
- 6:26:36lutar contra a morte que já aconteceu,
- 6:26:38falando para ele não ir para aquela
- 6:26:40vala, né, para aquela para aquela cova,
- 6:26:45entendeu?
- 6:26:47Sacou?
- 6:26:49Então, mano, você encheria para mim essa
- 6:26:51água, por gentileza?
- 6:26:53Valeu. Tu tem mais um daquele? Aqueles
- 6:26:56sachezinho aí para jogar aí dentro?
- 6:26:57>> Não tem não. Beleza. Eu acho que eu
- 6:27:00tenho, talvez, mano, em algum lugar.
- 6:27:02Talvez por aqui.
- 6:27:05Vamos lá. Vamos mais uma. Olha só. Ã,
- 6:27:09calma aí. Essa aqui, cara, essa daqui é
- 6:27:10muito boa. Tá bom.
- 6:27:13Presta atenção nessa daqui, que essa
- 6:27:14aqui é muito boa.
- 6:27:16Vamos lá. A live do sorteio vai ser
- 6:27:18daqui a pouco. Bora lá.
- 6:27:22Bora. Tá todo mundo aí? Sim.
- 6:27:25Vai acabar daqui a pouco já. Entendeu?
- 6:27:29Essa aqui é muito boa. Quero fazer essa
- 6:27:31daqui com vocês porque ela ela ilustra
- 6:27:32bem isso aí. Tá bom.
- 6:27:37Bora. Olha só.
- 6:27:40Vamos nessa.
- 6:27:42O nome desse texto aqui é da sua
- 6:27:43memória. Mil e muitos outros rostos
- 6:27:47soltos pouco a pouco apagam o meu. Cara,
- 6:27:51olha só, o que ele tá dizendo é isso,
- 6:27:53né? Ele poderia dizer isso de maneira
- 6:27:54normal, né? 1000 e outros rostos soltos
- 6:27:56pouco a pouco apagam o meu. Mas o fato
- 6:27:57ele dizer assim, você concorda que isso
- 6:27:59evoca uma certa ideia de de fluxo? Você
- 6:28:03concorda? Você visualiza isso? Que o o
- 6:28:05próprio conteúdo é isso, né? 1 e outros
- 6:28:06rostos soltos pouco a pouco apagam o
- 6:28:08meu. Não parece um monte de rosto
- 6:28:09passando pela memória, sei lá, da
- 6:28:10ex-mulher dele, da mulher que ele
- 6:28:12gostava e ele sendo apagado da memória
- 6:28:14dela. Aí você construir assim, nesse
- 6:28:16formato tão quebrado, isso combina com
- 6:28:19isso, né? Isso fortalece, né? A
- 6:28:21expressividade da coisa, não fortalece.
- 6:28:23Isso traz muito mais o sentimento de
- 6:28:25quê? De velocidade e dinamismo do
- 6:28:27apagamento da memória, né? Trabalhando
- 6:28:30com recursos formais inspirados no
- 6:28:32concretismo,
- 6:28:34o poema atinge uma expressividade que se
- 6:28:37qual é qual é a característica dessa
- 6:28:38expressividade?
- 6:28:40Qual é a característica disso, né? É a
- 6:28:43interrupção da fluência verbal. É,
- 6:28:45talvez de certa forma tenha uma
- 6:28:47interrupção para testar os limites da
- 6:28:49lógica racional. Aqui que ele cagou
- 6:28:50tudo. Não é para testar os limites da
- 6:28:52lógica racional. Não é, pô. A
- 6:28:54interrupção da fluência verbal acontece,
- 6:28:56mas não é para testar o limite da lógica
- 6:28:57racional. É para justamente trazer a
- 6:28:59ideia de eh alternância de memórias e
- 6:29:03dele sendo esquecido, tá bom? O sentido
- 6:29:06não é ser absurdo, o sentido é trazer
- 6:29:07mesmo a ideia da da memória sendo
- 6:29:09apagada. Reestruturação formal da
- 6:29:11palavra aconteceu, né? A forma da
- 6:29:14palavra não foi reestruturada aqui, ó.
- 6:29:16Pouco
- 6:29:18a pagão. Pô, a palavra tá reestruturada,
- 6:29:22não dá para negar, né? que teve uma
- 6:29:24reestruturação da forma da palavra para
- 6:29:27provocar estranhamento. Pera aí. Para
- 6:29:29mim provocar estranhamento não, é para
- 6:29:31eu sentir aquele fluxo, né? Aquela coisa
- 6:29:33do do fluxo das memórias sendo apagadas.
- 6:29:36Dispersão das unidades verbais para
- 6:29:37questionar o sentido das lembranças.
- 6:29:39Pera aí. As unidades verbais elas não
- 6:29:41estão dispersas, elas dispersas. Elas
- 6:29:43estão de certa forma uma depois da outra
- 6:29:45mesmo. Não tem, elas não tão, elas só
- 6:29:47estão ali e em outro formato, mas elas
- 6:29:51não estão espalhadas pela página. As
- 6:29:52unidades verbais não tão uma aqui, uma
- 6:29:54aqui, uma aqui, uma aqui, uma aqui. Não
- 6:29:56tão. Tá bom. Ah, fragmentação da palavra
- 6:29:59para representar o estreitamento das
- 6:30:01lembranças. Perfeito. A palavra tá
- 6:30:03fragmentada para representar o quê? O
- 6:30:05estreitamento das lembranças, esse
- 6:30:06dinamismo. Beleza?
- 6:30:09É isso. Agora a gente ainda [roncando]
- 6:30:11tem campanha publicitária, anúncio,
- 6:30:13influência e crítica cultural, social e
- 6:30:15artística e patrimônio cultural, memória
- 6:30:16identidade. Isso aqui eu vou dar para
- 6:30:17vocês em sociologia, tá bom? posto
- 6:30:19amanhã um vídeo sobre isso aqui para
- 6:30:20vocês, que é a matéria mais importante
- 6:30:22de todas, essa daqui, tá bom? Vamos
- 6:30:23fazer o o sorteio pra gente não atrasar
- 6:30:25a live com a Mila, tá bom? Vamos fazer o
- 6:30:28sorteio. Ei, avisa para todo mundo que
- 6:30:29vai ter o sorteio agora, tá bom? Eu vou
- 6:30:32fazer na outra live, vou entrar na live
- 6:30:33do sorteio e vou fechar essa aqui, tá
- 6:30:34bom? Para não poluir a live, pessoal.
- 6:30:36Seguinte, 9 horas agora vou fazer a live
- 6:30:38com Mila Bost tentando tirar 1000 na
- 6:30:39redação. Foi quase tudo, tá bom? Aqui
- 6:30:41foi quase tudo, só faltou um pouquinho
- 6:30:43assim, cara, crítica social, cultural
- 6:30:44artística, a gente pegou isso na
- 6:30:45verdade, tá bom? campanha publicitária,
- 6:30:47não se f a gente pegou pr caramba. Tá
- 6:30:48bom. Então, tipo, uma associação entre o
- 6:30:50texto verbal e as imagens da garrafa do
- 6:30:51cão é para quê? Esse pet é descartável,
- 6:30:53né? Garrafa pet. Esse aqui não abandona
- 6:30:56crime, é para estimular denúncia de maus
- 6:30:59estrado. Não, pô, isso aqui é para para
- 6:31:00sensibilizar o cara, para conscientizar
- 6:31:01o cara. Entendeu? Desvincular o conceito
- 6:31:02de descarte da ideia de negligência,
- 6:31:04incentivar campanha de adoção. El mais
- 6:31:06não. Sensibilizar o público em relação a
- 6:31:07isso. Campanha policiári para
- 6:31:08sensibilizar o público, para você ficar,
- 6:31:10é verdade, não, não é, fui
- 6:31:11sensibilizado. Não é bom abandonar o
- 6:31:13bicho, não. É isso, né? Não é para te
- 6:31:15alertar das sanções legais, né? Até ah,
- 6:31:17mas tem aqui abandono é crime, né? Mas
- 6:31:21como assim, né? Olha só, abandono é
- 6:31:23crime, tá aqui, de fato, tá aqui. Eu
- 6:31:24concordo que tá aqui. Mas se ele tá
- 6:31:27perguntando da associação do texto
- 6:31:28verbal e das imagens da garrafa e do
- 6:31:31cão. É de tudo isso. Então assim, se
- 6:31:32você quisesse dizer que abandona crime,
- 6:31:34era só você botar somente isso aqui, que
- 6:31:36abandona crime. Agora quando você bota
- 6:31:38isso aqui, né, essa comparação desse pet
- 6:31:39com esse pet aqui, isso é muito mais
- 6:31:41para sensibilizar o público. Todo mundo
- 6:31:43consegue perceber isso? Mas é isso,
- 6:31:45pessoal. A gente matou quase, quase,
- 6:31:46quase, quase, quase tudo. Tá bom, quase
- 6:31:48tudo. Mas foi, pô, live mais densa de
- 6:31:50linguagem que já teve. Vai ter agora uma
- 6:31:52só de vanguardas artísticas, não sei que
- 6:31:54já tenho, já tem aqui no meu canal, tá
- 6:31:55bom? Um vídeo de 3 horas e pouca que
- 6:31:57você mata todas as questões. Todas as
- 6:31:59questões, todas. Agora, cara, curte a
- 6:32:01live, se inscreve no canal. Vamos pro
- 6:32:02sorteio agora bem rápido em outra live.
- 6:32:04Sorteio em outra live bem rápido do
- 6:32:06MacBook, do iPad e do AirPods que teve
- 6:32:08na Black Friday. E pessoal,
- 6:32:11dia 16 de novembro abre a maior Black
- 6:32:13Friday de todos os tempos. Você vai ter
- 6:32:15a minha plataforma perfeita, renovada,
- 6:32:17com o Pietro, super assistente de
- 6:32:19inteligência artificial brutal, que sabe
- 6:32:21tudo sobre você, sabe todas as suas
- 6:32:23dúvidas, sabe todas as questões que você
- 6:32:25já errou, analisa tudo para você, seus
- 6:32:27simulados e cara tá por dois, vai sair
- 6:32:29por 12 de 297. 12 de 297. E é acesso
- 6:32:33vitalício à plataforma SAD, ao
- 6:32:34assadibulares tradicionais, meu curso
- 6:32:35para Fuvest, para tudo. Dois créditos de
- 6:32:37redação por semana, 192 créditos em dois
- 6:32:40anos já inclusos, 192 créditos. Plano
- 6:32:43pro do Pietro. Então, Pietro, plano pro,
- 6:32:45tá bom? E simplesmente é aqui nesse
- 6:32:47grupo VIP, tá bom? Só vai abrir no dia
- 6:32:4916, não tem pré-venda, você tem que tá
- 6:32:51dentro desse grupo VIP, escaneia
- 6:32:52qualquer um dos dois QR codes e fica lá
- 6:32:54no grupo VIP. Tô te esperando. Beleza,
- 6:32:55pessoal? Muito obrigado a todos. Se
- 6:32:57puderem assim, comentem na live que eu
- 6:32:58vou fechar a live agora. comenta aqui
- 6:33:00nessa live quando eu fechar ela e
- 6:33:02redação com Camila Borges agora. Beleza,
- 6:33:05pessoal? E amanhã, humanas, eu aviso
- 6:33:06para vocês o que que vai ser na hora que
- 6:33:08eu souber, tá bom? Vou perguntar pr os
- 6:33:09alunos da plataforma C o que que eles
- 6:33:10querem. Tchau, tchau. Muito obrigado a
- 6:33:12todos. Fiquem com Deus, pesso
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This page contains the full transcript of TUDO DE LINGUAGENS PARA O ENEM 2026!!! by Pedro Assaad | ENEM 2026, generated from the public captions YouTube serves with the video. The transcript has 69,453 words across 10,702 segments, with the original timestamps preserved so you can click any line to jump to that moment in the embedded player.
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