TODA A HISTÓRIA DO BRASIL PARA O ENEM 2026 — Transcript
Full transcript
- 0:00Nesse vídeo vocês vão ter acesso a uma
- 0:02aula completa com tudo de história do
- 0:04Brasil para a prova do Enem em duas
- 0:06horas. Nessa revisão a gente vai
- 0:08trabalhar os tópicos mais importantes
- 0:11que o Enem está sempre cobrando, que
- 0:12caem com muita frequência e que você não
- 0:15pode dar mole de errar no dia da prova
- 0:17oficial. Eu trouxe aqui com nessa
- 0:19revisão o professor Juliano, que é um
- 0:21verdadeiro especialista no ensino de
- 0:24história para a prova do Enem. Juliano
- 0:26trabalha há mais de 10 anos nos melhores
- 0:28cursinhos do Brasil, tem uma ampla
- 0:30bagagem, vários aprovados aí nos últimos
- 0:32anos preparando para o Enem e para a
- 0:34UFPR. É o melhor professor de história
- 0:37que eu já vi em toda a minha vida. Então
- 0:39vocês vão ter acesso a essa aula com
- 0:41ele, ele dá aula em cursinhos que é
- 0:42três, quatro mil reais a mensalidade,
- 0:44vocês vão ter aqui de graça que eu
- 0:46trouxe para vocês para ajudar nessa
- 0:48preparação, nessa reta final de prova. E
- 0:51mais, sem anúncio, tá? Então não vou
- 0:53colocar anúncio no meio desse vídeo, nas
- 0:55minhas aulas aqui do canal eu sempre
- 0:57deixo sem anúncio no meio do vídeo,
- 0:59justamente para não atrapalhar o seu
- 1:01entendimento. Se você gostar, já deixa
- 1:03seu like, já se inscreve no canal para
- 1:05você não perder nada, que vai ter muito
- 1:07conteúdo de alta qualidade para ajudar
- 1:10vocês nessa reta final de prova.
- 1:12Pessoal, ponto muito importante, a gente
- 1:14vai fazer a maior Black Friday da
- 1:16história do Protocolo Enem. O Juliano,
- 1:18ele é professor do Protocolo Enem, que é
- 1:20minha plataforma que tem vários
- 1:21professores, professores experientes, os
- 1:23melhores professores em cada matéria.
- 1:26Tem o professor Kennedy Ramos, tem o
- 1:27professor Isaac Soares, tem o professor
- 1:29Juliano, tem o professor Patrick, vários
- 1:31professores de altíssimo nível que
- 1:34lecionam aí nos melhores cursinhos do
- 1:36Brasil e você vai ter acesso por um
- 1:38valor realmente acessível nessa Black
- 1:40Friday. A gente vai fazer a melhor
- 1:42oferta da nossa história, acesso
- 1:44vitalício, então você paga uma vez, você
- 1:46não precisa mais se preocupar, você tem
- 1:48acesso aí para sempre à plataforma,
- 1:50então é um bem seu. Você tem o segura
- 1:52aprovação, então se você for aprovado no
- 1:54Enem de 2026, você recebe o reembolso do
- 1:57valor que você pagou, já que você não
- 1:58vai usar a plataforma para estudar para
- 2:00o Enem de 2027 e vários presentes
- 2:03especiais que a gente tá preparando,
- 2:04além do melhor preço do ano. Se você
- 2:07quer participar dessa grande oferta,
- 2:09essa grande promoção que a gente vai
- 2:11fazer da plataforma do Protocolo, o link
- 2:13tá aqui na descrição, se inscreve, se
- 2:15cadastra. Cara, de verdade, é a melhor
- 2:17plataforma, a gente teve vários
- 2:18aprovados nos últimos anos, aprovado em
- 2:20medicina USP, UFRJ, UFMG, as faculdades
- 2:23mais concorridas do Brasil e tendo esse
- 2:26ecossistema completo de aprendizado e a
- 2:28grande atualização que a gente tá
- 2:30preparando para vocês, não tem jeito,
- 2:32você vai conseguir a sua aprovação no
- 2:34Enem de 2027. Se cadastra no link aqui
- 2:36embaixo que eu vou te enviar todas as
- 2:38atualizações, a gente vai enviar
- 2:40materiais também para a prova do Enem,
- 2:42então para você ficar ligado, vai ter
- 2:44presente especial na nossa live, então
- 2:46não deixa de se inscrever, o link tá
- 2:48aqui na descrição, vou deixar também o
- 2:50nosso grupo de materiais na descrição
- 2:52desse vídeo, tá? É um grupo que eu envio
- 2:54materiais, um grupo gratuito, envio
- 2:56atualização de vídeo de vídeos novos
- 2:58aqui no canal, então não deixa de entrar
- 3:00no nosso grupo de estudos que eu vou
- 3:02deixar na descrição também para vocês.
- 3:04Então vamos embora, tudo de história do
- 3:06Brasil para a prova do Enem em duas
- 3:08horas com o professor Juliano.
- 3:09Aproveitem aí essa maravilha da educação
- 3:12que eu tô democratizando, que eu tô
- 3:14disponibilizando para vocês. Deixa o seu
- 3:16like, deixa o comentário que eu trago
- 3:18mais aulas nesse estilo para revisar e
- 3:20vem muito conteúdo de alto nível para
- 3:22essa reta final de prova. Link do grupo
- 3:24de materiais que eu vou enviar o
- 3:26material por lá na descrição e da Black
- 3:28Friday do Protocolo também. Galera,
- 3:30então vamos embora para a aula. Fala meu
- 3:31povo, tudo bem com vocês? Aqui sou eu,
- 3:34professor Juliano, seu professor aqui de
- 3:37história. Hoje, especificamente,
- 3:40trabalharemos aqui então a revisão geral
- 3:42de todos os assuntos que você precisa se
- 3:44lembrar. Fazemos um [roncando] apanhado
- 3:46geral dos temas mais importantes, mais
- 3:49reincidentes, mais destacados ali de
- 3:53história do Brasil.
- 3:55Certo? Entendendo o seguinte, né?
- 3:59Que história do Brasil,
- 4:00ah, história de uma maneira geral,
- 4:02aparece na sua prova
- 4:05com umas características específicas,
- 4:07né?
- 4:09Você sabe muito bem que a prova do Enem
- 4:11não é uma prova conteudista, ela é uma
- 4:13prova que cobra habilidades e
- 4:15competências,
- 4:16certo? [roncando]
- 4:17E aí você, mas só que você precisa
- 4:20dos conteúdos para que você possa
- 4:22alcançar e desenvolver as habilidades
- 4:25esperadas dentro de cada uma das
- 4:27questões, ou seja,
- 4:29>> [roncando]
- 4:29>> que sem conteúdo ninguém consegue
- 4:30acertar nenhuma questão.
- 4:32Concorda comigo?
- 4:33Então a gente vai retomando conceitos,
- 4:35relembrando assuntos, relembrando
- 4:38temas, né? Características da nossa
- 4:40história política, econômica e social
- 4:44e fazendo questões, né? E aí e aí a
- 4:46gente vai perceber e você tem que ir
- 4:48relembrando e percebendo
- 4:50como é que na verdade nós temos ah
- 4:55>> [roncando]
- 4:55>> a prova do Enem sendo estruturada.
- 4:58Que é diferente de das outras, né? Você
- 5:00tem que aprender a fazer prova do Enem
- 5:01fazendo prova do Enem.
- 5:03Então a gente vai conteúdo, questão,
- 5:05conteúdo, questão e a gente vai seguindo
- 5:07dessa maneira, beleza?
- 5:09Então vamos lá, pessoal. Começaremos
- 5:10aqui evidentemente
- 5:12>> [roncando]
- 5:12>> falando do período que a gente vai
- 5:14compreender como sendo o Brasil do
- 5:17período colonial.
- 5:19Pessoal, eh período colonial
- 5:22a gente precisa sempre lembrar
- 5:24de um Brasil inserido
- 5:27numa lógica que seria a lógica eh
- 5:31mercantilista.
- 5:32Então é um Brasil depe que vai eh
- 5:36ser explorado por Portugal nesse
- 5:38contexto, né? Lembrando, os portugueses
- 5:40chegam aqui lá no dia 22 de abril de
- 5:411500 com aquele objetivo inicial de
- 5:45irem para as Índias e acabam chegando ao
- 5:47Brasil, né?
- 5:50E nesse primeiro momento nós já teremos
- 5:52contatos entre povos que vivem aqui
- 5:55os povos chamados de povos indígenas e
- 5:57os europeus, portugueses
- 5:59especificamente, tá?
- 6:01>> [roncando]
- 6:01>> A prova do Enem vem abordando muito nos
- 6:03últimos anos
- 6:05eh
- 6:06que tratam sobre
- 6:08a valorização dos povos indígenas e dos
- 6:10seus saberes.
- 6:12Perceber a permanência de tradições
- 6:14indígenas, de costumes indígenas, de
- 6:16elementos da cultura indígena na cultura
- 6:19do Brasil do século XXI.
- 6:21Você precisa ficar muito atento a isso.
- 6:24É, aquela velha ideia de rupturas e
- 6:27permanências na história, é, coisas que
- 6:29permanecem no Brasil hoje
- 6:31>> [roncando]
- 6:31>> que são herdadas do período da
- 6:33colonização, que são herdadas do período
- 6:35do do império, é, e coisas novas que
- 6:38surgem, evidentemente, dentro de cada um
- 6:39desses períodos. Então
- 6:42lembrando [roncando] de uma maneira
- 6:43mais, é,
- 6:45linear da nossa história, a gente pode
- 6:47fazer uma compreensão direta acerca da
- 6:49nossa colonização.
- 6:51Que é quando então os portugueses chegam
- 6:54aqui ao Brasil,
- 6:55é,
- 6:56e aí não custa nada também a gente
- 6:58lembrar
- 6:59daqueles [roncando]
- 7:00ciclos econômicos que vão se estabelecer
- 7:02no Brasil.
- 7:03Então nós temos o primeiro um ciclo que
- 7:05vai ser chamado de um período
- 7:06pré-colonial,
- 7:08é, que vai de 1500 até 1535.
- 7:11Minha rinite resolveu atacar agora
- 7:13durante a aula,
- 7:14>> [roncando]
- 7:14>> mas vamos nessa.
- 7:16E aí de 1535 a 1582
- 7:19o período que a gente chama de
- 7:21colonização efetiva.
- 7:22Nessa primeira parte do período
- 7:23pré-colonial nós temos o pau-brasil
- 7:25sendo extraído.
- 7:27>> [roncando]
- 7:27>> Sempre lembre das relações de trabalho
- 7:29que existem no Brasil de durante todos
- 7:31os períodos.
- 7:32No período que a gente vai chamar de
- 7:34período pré-colonial, o que que vai
- 7:36acontecer? Nós temos a mão de obra do
- 7:38indígena sendo a mão de obra utilizada
- 7:40majoritariamente.
- 7:42Tá? Aí quando a gente chega ao
- 7:44desenvolvimento da economia açucareira
- 7:47aí você tem o tal do [roncando] sistema
- 7:49de plantation. Quando o plantation
- 7:51surge,
- 7:52se desenvolve no Brasil, aí nós teremos
- 7:54a utilização da mão de obra dos negros
- 7:55africanos escravizados, que é
- 7:57implementada no Brasil então a partir
- 7:59desse momento.
- 8:01Tá?
- 8:02>> [roncando]
- 8:02>> E aí
- 8:03então lembrar que é pau-brasil, açúcar,
- 8:06aí depois nós temos um contexto da
- 8:08interiorização do Brasil, aí mineração,
- 8:11tá? E aí durante o segundo, o segundo
- 8:13reinado principalmente, o [roncando] a
- 8:15economia cafeeira,
- 8:17tá?
- 8:18E aí nesse contexto que a gente vai ter,
- 8:21sempre leve em consideração a relação
- 8:24dos indígenas com os colonizadores,
- 8:26né?
- 8:27Sair um pouco daquela dicotomia de
- 8:30somente de exploração do português. É
- 8:33também isso e é principalmente e é muito
- 8:35violento isso que vai acontecer.
- 8:37>> [roncando]
- 8:38>> Porém nós temos também acontecendo
- 8:40trocas culturais.
- 8:42O português vai ter que aprender modos
- 8:44de vida do nativo.
- 8:46Vai se aproveitar de conhecimentos que o
- 8:48nativo possui para que ele português
- 8:51consiga viver aqui, né? Ele vai ter que
- 8:53saber produzir um alimento, vai ter que
- 8:55saber o momento de colher, qual
- 8:57alimento, qual, o que que tem disponível
- 8:58na natureza que ele pode utilizar como
- 9:00fonte de recurso para ele,
- 9:02né? Então,
- 9:04hã,
- 9:05essa valorização dos povos indígenas é
- 9:07um ponto importante. E além disso, né? O
- 9:10Enem vem, o Enem vem abordando muito e
- 9:11cobrando muito nas últimas provas,
- 9:14>> [roncando]
- 9:14>> a valorização dos povos indígenas no
- 9:16Brasil contemporâneo. Então a gente,
- 9:19né, as questões que tratam por exemplo
- 9:20dos mantos tupinambás que existem
- 9:22espalhados pelo Brasil, espalhados pelo
- 9:24mundo, melhor dizendo.
- 9:25A valorização de uma cultura indígena,
- 9:27entender que o Brasil é fruto de uma
- 9:29cultura indígena também,
- 9:31né? Que até os anos 90
- 9:34não se ensinava nas escolas. E aí hoje
- 9:36nós tentamos portanto trazer um resgate
- 9:39de uma outra matriz,
- 9:41né, do povo brasileiro, né?
- 9:44Entender que a nossa identidade nacional
- 9:47ela não é fruto exclusivo da colonização
- 9:50e da do do domínio do europeu, ela é
- 9:52também,
- 9:53>> [roncando]
- 9:53>> né? Nós temos também elementos que
- 9:56presentes na nossa cultura contemporânea
- 9:58que são de origem do indígena,
- 10:00que são também de origem das populações
- 10:02africanas que são trazidas de maneira
- 10:03forçada pela diáspora,
- 10:05hã, da escravidão aqui para o Brasil,
- 10:08tá?
- 10:08>> [roncando]
- 10:09>> Então, povo,
- 10:10lembrem, os portugueses se estabelecem
- 10:12aqui,
- 10:13ah, período pré-colonial,
- 10:15majoritariamente domínio da mão de obra
- 10:17indígena, açúcar, sistema de plantation,
- 10:19monocultura, exportação, escravidão e
- 10:21latifúndio na região nordeste do Brasil.
- 10:24E aí, junto disso, eh,
- 10:27>> [roncando]
- 10:28>> lembrar que nós temos, já no início
- 10:31desse processo todo,
- 10:32as chamadas missões jesuíticas.
- 10:35Aqui fique muito atento. As provas vêm
- 10:37abordando essas questões,
- 10:39eh, de uma forma mais complexa,
- 10:42em que a gente precisa compreender que
- 10:45>> [roncando]
- 10:45>> existe uma visão, né, a visão de que o
- 10:47padre jesuíta veio para cá para matar
- 10:48indígena e catequizar. Tá bom, mas não é
- 10:51só isso.
- 10:52E o Enem vem abordando isso muitas das
- 10:54vezes em questões.
- 10:56Quando a gente vai ter questões que
- 10:57tratam
- 10:58do vínculo entre os padres jesuítas e os
- 11:00indígenas, com a intenção do padre
- 11:03jesuíta de proteger o indígena.
- 11:06Isso é um ponto importante. A proteção
- 11:08que os jesuítas estabelecem sobre os
- 11:10indígenas
- 11:11das ações, por exemplo, dos
- 11:13bandeirantes.
- 11:14Lembra disso? Você precisa lembrar,
- 11:16então, que o território brasileiro que a
- 11:17gente vai ter ali dividido, aqui você
- 11:19tem o Tratado de Tordesilhas, a região
- 11:21que recebe mais escravizados é a região
- 11:23da Bahia, a região nordeste.
- 11:25A região que nós temos aqui que seria,
- 11:27então, a região que hoje é São Paulo, à
- 11:29época Capitania de São Vicente, que é a
- 11:31região que ficava aqui,
- 11:32vai passar por alguns momentos que ela
- 11:34não vai receber mão de obra de
- 11:35escravizados africanos.
- 11:37E aí, o que que esses chamados paulistas
- 11:39vão fazer? Eles vão adentrar o
- 11:41território
- 11:43para capturar indígenas
- 11:44e utilizá-los como mão de obra
- 11:46escravizada.
- 11:48Então, muitos jesuítas vão tentar
- 11:51impedir essas ações de acontecer,
- 11:54vão tentar proteger os indígenas.
- 11:57Tá, então, os jesuítas são bonzinhos?
- 11:58Não é isso também.
- 12:00A gente tem que olhar para a realidade.
- 12:03Vão existir casos de padres que vão
- 12:05guerrear contra os indígenas para
- 12:07escravizar eles de maneira forçada.
- 12:09E também vão existir casos
- 12:12de jesuítas que vão defender os
- 12:14indígenas.
- 12:15Existem as duas situações. Isso é um
- 12:17olhar crítico. Não é ficar só com uma
- 12:19linhagem, que é uma perspectiva que a
- 12:20gente tem, né? É uma múltipla
- 12:22perspectiva que a gente vai observar
- 12:23aqui, então.
- 12:24>> [roncando]
- 12:25>> Certo?
- 12:26As as missões jesuíticas ajudam,
- 12:27portanto, naquele fenômeno que a gente
- 12:29chamou, durante as nossas aulas, de
- 12:31interiorização
- 12:33do Brasil,
- 12:34né?
- 12:34De aumentar [roncando] as nossas
- 12:35fronteiras em direção ao interior.
- 12:39Um detalhe, não custa nada a gente
- 12:40lembrar, eu esqueci de de colocar para
- 12:42vocês aqui,
- 12:44mas nós temos que lembrar das questões
- 12:45políticas envolvendo o Brasil dessa
- 12:48época, né? Lembrar que o Brasil vai ser
- 12:50dividido ali em capitanias hereditárias,
- 12:53né?
- 12:54Capitanias que também eram divididas
- 12:56aqui na vertical.
- 12:58Doze donatários recebem essas
- 13:00capitanias, né? 15 capitanias
- 13:02hereditárias que são estabelecidas no
- 13:04Brasil.
- 13:05Lembrar [roncando] que essas capitanias,
- 13:06elas não deram certo, tá?
- 13:08E aí vai ser implementado no Brasil uma
- 13:10outra forma de governo
- 13:12chamada [roncando]
- 13:13de
- 13:14eh, governo geral,
- 13:16né? O governo geral é estabelecido e
- 13:18implementado no Brasil nesse contexto
- 13:20que a gente vai tá trabalhando aqui,
- 13:22então. OK?
- 13:24E
- 13:25bom,
- 13:27isso representa uma estrutura política
- 13:29de administração,
- 13:30né?
- 13:31As provas, o Enem não abordaria uma
- 13:32questão especificamente sobre isso, é
- 13:34muito difícil. Mas o que que poderia
- 13:35acontecer?
- 13:36>> [roncando]
- 13:36>> Trabalhar com a perspectiva das
- 13:38capitanias hereditárias.
- 13:40Como assim?
- 13:42No ano de 2012,
- 13:43né? O professor Jorge Pimentel Cintra
- 13:46descobriu um mapa antigo
- 13:48que que desmistificava, ou melhor, que
- 13:51demonstrava que a estrutura das
- 13:52capitanias hereditárias eram essas
- 13:53daqui.
- 13:54Até 2012, as capitanias hereditárias,
- 13:57aqui, então, imagina que isso aqui são
- 13:58as capitanias, elas eram todas na
- 13:59horizontal.
- 14:00A partir de 2012, nesse novo mapa,
- 14:02algumas nós temos algumas capitanias na
- 14:04vertical também.
- 14:05Ah, professor, que detalhe mais inútil.
- 14:07Pois é.
- 14:08Mas é que isso pode trazer para nós a
- 14:10uma questão que trabalhe sobre as
- 14:12mudanças no conhecimento, né? Sobre as
- 14:14mudanças de perspectivas sobre o mesmo
- 14:16assunto.
- 14:17Então é algo que aconteceu há 500 anos
- 14:20que isso pode se alterar, né? Portanto,
- 14:22é olhar para o passado sabendo que a
- 14:24gente pode também ainda alterá-lo,
- 14:25porque nós dependemos das fontes e as
- 14:27fontes não chegam todas juntas sobre um
- 14:30período. Elas podem ir chegando aos
- 14:31poucos e fazer com que a gente produza,
- 14:33portanto, conteúdos novos, conhecimentos
- 14:36novos sobre algo que já aconteceu há
- 14:37muitos anos, né?
- 14:39Bom,
- 14:40aí nós temos os bandeirantes adentrando
- 14:42o território, capturando indígenas,
- 14:44utilizando-se também dos saberes das
- 14:45populações locais, certo? A pecuária,
- 14:49lembrando que essas atividades, como as
- 14:51bandeiras e a pecuária e as drogas do
- 14:53sertão, elas são atividades para
- 14:55manterem uma economia interna
- 14:57funcionando.
- 14:59Né? A lógica do plantation é uma lógica
- 15:01de de de exportação, evidente.
- 15:04Só que o açúcar,
- 15:06né? Que é produzido porque dava muito
- 15:08dinheiro,
- 15:09não vai ser consumido totalmente aqui.
- 15:11Portanto, do que vivem essas pessoas,
- 15:14né? Do que que elas se alimentam?
- 15:17>> [roncando]
- 15:17>> Nós precisamos de uma economia interna
- 15:20que movimente as questões básicas
- 15:22da existência dessas pessoas.
- 15:24Aí nós temos uma pecuária, que é uma
- 15:26atividade de criação de animais, feita
- 15:28por pessoas indígenas muitas das vezes,
- 15:30negros fugidos, homens livres pobres,
- 15:33tá? Que vão ter essas atividades para
- 15:35manutenção de uma economia interna,
- 15:37tá? E claro, lembrar de uma questão, que
- 15:40durante todo o período que nós temos de
- 15:42escravidão, seja no período colonial ou
- 15:45posteriormente no período do império,
- 15:47sempre que existiu escravidão, lembra da
- 15:50frase que a gente fala? Sempre que
- 15:52existiu escravidão, existiu quilombagem.
- 15:55Que que seria isso? Nós teremos a
- 15:57existência dos quilombos, nós teremos os
- 15:59locais de resistência. Isso que nós
- 16:01temos aqui é um quilombo,
- 16:04né? [roncando]
- 16:04Um quilombo que era gigantesco, que é o
- 16:06quilombo dos Palmares.
- 16:08Entender que dentro desses quilombos,
- 16:10né?
- 16:11Existem as várias práticas que vão ser
- 16:13estabelecidas.
- 16:15O quilombo não vai ser apenas um local
- 16:17em que vão viver os negros que fugiram.
- 16:19Né? Nós teremos um local que vai estar
- 16:21vivendo com populações indígenas, nós
- 16:23teremos pessoas livres vivendo dentro
- 16:25dos quilombos. Né? Os quilombos vão ter
- 16:28vínculo inclusive com vilarejos,
- 16:29vendendo e comprando produtos, né? Essa
- 16:32é uma visão muito mais complexa que a
- 16:33gente tem hoje em dia sobre as, ah, uma
- 16:36história social dos quilombos, né?
- 16:39Evidentemente que nós não temos tantas,
- 16:41ah, textos específicos sobre isso.
- 16:44Porque nos restaram poucas referências,
- 16:47né? Escritas sobre a vida dentro de um
- 16:49quilombo. Tá legal?
- 16:51Bom, aí
- 16:54a economia do café, ah, açúcar, perdão,
- 16:56né? Na região nordeste do Brasil, se
- 16:58estabelecendo ali, dando muito lucro
- 17:00para os portugueses, né?
- 17:03Até que chega-se ao contexto da
- 17:05mineração. Fica ligado na seguinte
- 17:07questão.
- 17:08As diferenças entre a economia
- 17:11mineradora e a economia açucareira, né?
- 17:15Economia mineradora ou economia
- 17:17aurífera, como assim a gente chama
- 17:19também, tá? Quais as diferenças que nós
- 17:21devemos nos ater, então?
- 17:25A primeira delas.
- 17:26A economia açucareira é
- 17:28majoritariamente, ela é muito mais
- 17:30agrária.
- 17:31Enquanto que a mineradora vai promover
- 17:34uma maior, entre aspas e com muito
- 17:36cuidado,
- 17:37uma maior
- 17:38urbanização.
- 17:40>> [roncando]
- 17:40>> Tá? Nós teremos mais pessoas vivendo na
- 17:42cidade. As relações de trabalho se
- 17:44estabelecendo mais na cidade, né? E
- 17:47quando a gente fala de relações de
- 17:48trabalho, fica evidente que a gente tá
- 17:50pegando conceitos da sociologia para
- 17:52fazer uma análise, ah, sobre a nossa
- 17:54história colonial. Beleza?
- 17:57É, uma sociedade das minas, ela era uma
- 17:59sociedade com mais níveis de
- 18:01estratificação.
- 18:03Enquanto que na sociedade mineradora,
- 18:06açucareira, perdão, você teria lá o
- 18:08senhor de engenho, os homens livres e os
- 18:11escravizados.
- 18:12Na economia, na sociedade mineradora é
- 18:14muito maior,
- 18:15né? Sempre dando atenção
- 18:18ao famoso conceito, né? Da professora
- 18:21Laura de Melo e Souza, que é o conceito
- 18:23dos desclassificados do ouro, né, que
- 18:27eram pessoas que muitas das vezes o
- 18:29estado se aproveitava delas para
- 18:31realização de obras públicas, para
- 18:34construção de estradas, para construção
- 18:36de prédios, né? E aí quando essas
- 18:38pessoas não eram mais úteis para
- 18:42essa sociedade, elas eram descartadas. E
- 18:44ela aí, por isso o nome de
- 18:45desclassificados do ouro. Pessoas que em
- 18:48algum momento eram úteis, então vem para
- 18:50cá,
- 18:51>> [roncando]
- 18:51>> te valorizamos, outros momentos não,
- 18:53outros momentos você sai daqui porque
- 18:55você não presta, portanto você é um
- 18:58vadio, né?
- 18:59Inclusive já apareceram questões
- 19:01tratando sobre os desclassificados do
- 19:03ouro como sendo o início da lei contra a
- 19:05vadiagem na história do Brasil.
- 19:07Né?
- 19:08Povo, é, vamos fazer uma questão? Depois
- 19:11a gente volta aqui,
- 19:12tá? O povo alimentava-se de peixe
- 19:14fresco, pegado diariamente pelos
- 19:17múltiplos e engenhosos processos
- 19:19recebidos dos indígenas. Olha o que eu
- 19:21falei, né?
- 19:23Ou salgado como pirarucu, a tainha e o
- 19:26peixe-boi.
- 19:27De tartaruga, mas abundante à medida que
- 19:29se encaminhava para o oeste, ou porque
- 19:31assim estivesse distribuída
- 19:32originariamente, ou por ser, não ter
- 19:35adiantado tanto por aquelas bandas na
- 19:37obra de devastação. Capistrano de Abreu,
- 19:40Capítulos de História Colonial. Perceba,
- 19:43isso aqui [roncando] não é nem um texto
- 19:45de contemporâneo,
- 19:46isso aqui é um texto de Capistrano de
- 19:48Abreu, um dos autores historiadores mais
- 19:49tradicionais do século XIX que vai
- 19:51existir,
- 19:52tá? Que ele já tá falando sobre as
- 19:54práticas do Brasil colonial muito
- 19:56diferentes do que a gente tem um Brasil
- 19:59meramente produtor de açúcar, né?
- 20:02De acordo com o texto, durante a
- 20:04ocupação da Amazônia no século XVIII,
- 20:07a dieta alimentar dos moradores de
- 20:09povoados dependia da criação de gado
- 20:12bovino. Aonde que tá falando da criação
- 20:14de gado bovino ali em cima, pessoal?
- 20:16Tem algum lugar falando sobre isso?
- 20:19Não.
- 20:19Dependia da utilização de técnicas
- 20:22nativas.
- 20:26Pode ser, pode ser, pode ser.
- 20:29Introdução do transporte fluvial. Não,
- 20:32né?
- 20:33Aqui não tá falando disso, isso aqui
- 20:34também não. Extração de produtos
- 20:36florestais.
- 20:38Produtos florestais, que que são
- 20:39produtos florestais?
- 20:41Exploração de trabalho escravo? Nada a
- 20:42ver, né? Moradores de povoados dependiam
- 20:44da utilização de técnicas nativas, em
- 20:46que eles se alimentavam aqui, pegados
- 20:48diariamente por por engenhosos processos
- 20:50recebidos dos indígenas.
- 20:52Engenhosos processos de recebidos dos
- 20:54indígenas
- 20:55é a utilização de técnicas nativas.
- 20:59Portanto, a alternativa correta é a
- 21:00letra B. Viu o que eu falei?
- 21:02Olhar para [roncando] nossa história
- 21:04por uma perspectiva mais crítica.
- 21:06É, ver o indígena como um ser produtor
- 21:10de conhecimento, detentor de um saber.
- 21:13É.
- 21:14É.
- 21:15Utilizado esse saber por aqueles que
- 21:17viviam naquelas regiões. Legal? Olha lá.
- 21:20O quilombo serviu para o desbravamento
- 21:23das florestas, além da zona de
- 21:25penetração dos brancos e para a
- 21:28descoberta de novas fontes de riqueza.
- 21:30Na capitania
- 21:31e depois província do Rio de Janeiro
- 21:33as fontes documentais sugerem que os
- 21:35quilombolas de Iguaçu
- 21:37mantinham um intenso comércio de madeira
- 21:39com a corte. Viu o que eu falei? E
- 21:41também empregavam-se como trabalhadores
- 21:43nas fazendas de proprietários
- 21:45que contratavam negro fugido.
- 21:48Isso aqui é padrão de questão, tá?
- 21:50De acordo com o texto, qual estratégia
- 21:53de resistência
- 21:54e subsistência
- 21:56foi es utilizada por indivíduos
- 21:58quilombolas?
- 21:59Combate à cultura indígena?
- 22:01Os quilombolas combateram a cultura
- 22:03indígena e por isso sobreviveram?
- 22:04Apropriação da terra senhorial?
- 22:07Eles se apropriaram da terra de algum
- 22:08senhor? Não.
- 22:09Repúdio às forças bandeirantes? Os
- 22:12quilombolas lutando contra os
- 22:13bandeirantes, onde está presente ali?
- 22:15Né?
- 22:16Compra de
- 22:17da emancipação definitiva? Não.
- 22:20Articulação à economia mercantil? Sim,
- 22:24gente.
- 22:25Isso [roncando] aqui, cara, já caíram
- 22:26algumas questões que cobram essa lógica.
- 22:30Que é a lógica do quilombola
- 22:33ou dos quilombos sendo articulados à
- 22:35sociedade. Senão parecia que você tinha
- 22:37lá uma região do estado Brasil
- 22:39que, sei lá.
- 22:41Aí tinha lá um quilombo escondido lá. E
- 22:43aí ninguém sabia onde estava esse
- 22:44quilombo. Meu Deus, tá escondido lá.
- 22:46Nossa, não. O quilombo comercializava
- 22:49com a galera toda ali.
- 22:50Então, é articulação à economia
- 22:53mercantil, estabelecimento de vínculos,
- 22:55de relações de trabalho, de relações de
- 22:57produção entre os quilombolas e a
- 22:59sociedade colonial de uma forma geral,
- 23:01certo?
- 23:02Bom, aqui, gente, da das questões
- 23:05referentes
- 23:07ao período colonial,
- 23:08a gente precisa ficar atento
- 23:10eh, entender que nós temos uma
- 23:13tradição cultural sendo produzida no
- 23:15Brasil dessa época, né? Uma tradição de
- 23:18um Brasil que vai ser um Brasil
- 23:20eh, de domínio das elites econômicas
- 23:23majoritariamente compostas
- 23:25por
- 23:26homens
- 23:27cristãos, brancos, né? Não é uma
- 23:30crítica, é uma constatação, né? Tô
- 23:32tirando um courinho aqui do meu dedo que
- 23:34tá incomodando aqui.
- 23:36Uma constatação que a gente tem,
- 23:37portanto, né?
- 23:39Um Brasil
- 23:40branco, cristão, né? Com o domínio das
- 23:43elites, eh, de uma forma muito
- 23:46eh, promotora das desigualdades, né?
- 23:50Então, é entender que o Brasil é fruto
- 23:52das ações desses caras aqui, desse
- 23:54contexto ainda,
- 23:55né? Que nós temos um Brasil que é
- 23:57desigual e não pobre. É um Brasil que
- 23:59produz muita riqueza, mas que é vendida
- 24:02e concentrada essa riqueza nas mãos de
- 24:03poucos.
- 24:05Isso é uma maneira de olhar para a
- 24:06história do Brasil.
- 24:07Perceber a nossa história
- 24:09de hoje como reflexo direto daqui,
- 24:12né?
- 24:13Durante as nossas aulas do curso de
- 24:15história do Brasil, eu devo ter
- 24:17recomendado para vocês
- 24:18algumas vezes, se não recomendei,
- 24:21não recomendei, faço isso agora, O Povo
- 24:23Brasileiro,
- 24:24do grande
- 24:25Darcy Ribeiro, A Formação e o Sentido do
- 24:28Brasil.
- 24:29Isso aqui é uma das melhores coisas já
- 24:30escritas de história
- 24:33do Brasil e de sociologia brasileira.
- 24:36Por quê? Porque o Darcy Ribeiro é
- 24:39o cara é
- 24:40assim
- 24:41incrível, tá?
- 24:43Sensacional.
- 24:45As concepções que ele vai trazer para a
- 24:46gente sobre a história do Brasil.
- 24:48Né? E isso o Enem cobra muito.
- 24:51Tá? Entender, portanto, que nós temos,
- 24:53de novo, as relações econômicas e
- 24:55sociais da época, né? Entender que a
- 24:57gente vai ter ali no Brasil desse
- 24:59período
- 25:00a a presença forte da mão de obra dos
- 25:03negros africados escra eh
- 25:05negros africanos escravizados, uma forte
- 25:07presença da matriz indígena.
- 25:09Certo? As relações econômicas, as fases
- 25:12econômicas também, tá? Ah, e claro, não
- 25:15custa nada a gente lembrar rapidinho
- 25:17eh
- 25:18sobre essas questões da cultura africana
- 25:21presente no Brasil até os dias de hoje.
- 25:23Como ela é presente, né?
- 25:25Como o negro teve que no Brasil produzir
- 25:27uma nova cultura,
- 25:30visto que ele perdeu as suas raízes
- 25:32eh por conta de que foi trazido para cá
- 25:35de outro continente onde ele não vivia,
- 25:37né? E ele vai ter que desenvolver novos
- 25:39hábitos e, portanto, aprender e e
- 25:41construir uma nova cultura, uma nova
- 25:43tradição.
- 25:45Certo?
- 25:45Gente, esse tópico aqui, ó,
- 25:48identidade nacional
- 25:51é importante, tá? Muito importante a
- 25:54gente pensar sobre a questão da
- 25:56identidade nacional. Se eu rabiscar isso
- 25:58aqui vai sumir identidade nacional,
- 25:59vamos ver.
- 26:00Identidade nacional. Que que seria isso,
- 26:03povo? A construção do que é o
- 26:06brasileiro.
- 26:07Fique atento, fique muito atenta a essas
- 26:10questões, tá? Entender, opa, a
- 26:14concepção, a construção da nossa
- 26:17identidade, ou seja, o que faz do
- 26:19brasileiro brasileiro.
- 26:21Né?
- 26:22>> [roncando]
- 26:22>> Lembrar que nós temos aquelas tradições
- 26:24sempre do europeu como sendo o produtor
- 26:26da nossa identidade.
- 26:27E aqui, de novo, né? A cultura africana
- 26:31é presente na nossa identidade, a
- 26:33cultura indígena é presente na nossa
- 26:35formação da nossa identidade,
- 26:37tá?
- 26:38E aí nós tivemos no decorrer do século
- 26:40XVII,
- 26:42eh,
- 26:42algumas revoltas importantes. Lembra
- 26:45disso? Lembra que existem dois tipos de
- 26:47revolta, né? Existem revoltas chamadas
- 26:49de revoltas nativistas e revoltas
- 26:50separatistas.
- 26:52Separatistas do período colonial são
- 26:55basicamente duas,
- 26:57né? A Conjuração Mineira e a
- 27:00Inconfidência, a Inconfidência Mineira e
- 27:01a Conjuração Baiana.
- 27:03Certo? Mas antes delas, nós temos
- 27:05revoltas como, por exemplo,
- 27:07eh, a Revolta de Filipe dos Santos, né?
- 27:10Porque você tem que lembrar que durante
- 27:11o período da mineração
- 27:13aconteceram muitos casos de sonegação
- 27:15fiscal, ou seja, a galera não pagava os
- 27:18impostos.
- 27:20Não pagando os impostos, o que que
- 27:22acontecia? Portugal não recebia.
- 27:24E aí,
- 27:26Portugal vai tentar implementar,
- 27:28eh, alternativas
- 27:30para isso,
- 27:32tá? Por exemplo,
- 27:34eh, a criação do, do, da derrama,
- 27:38né? Mas antes disso ainda, as chamadas
- 27:40casas de captação,
- 27:43casas de fundição. Que que era uma casa
- 27:44de fundição?
- 27:46Eles disseram que a partir de então,
- 27:48o ouro só poderia circular na colônia se
- 27:50fosse transformado em barra de ouro.
- 27:54E aí quando você fosse levar para
- 27:55transformar em barra de ouro, você tinha
- 27:56que levar numa casa do governo
- 27:58português.
- 27:59E aí que que o governo português faria?
- 28:00Tirava o quinto, né? Aquele famoso
- 28:03imposto do quinto, 20% de todo o ouro
- 28:05encontrado, né, deveria ser pago ao
- 28:07governo português. Já pensou que o 20%
- 28:10de tudo que você
- 28:11produzir, você tem que pagar?
- 28:13Pois é, o nome disso é imposto de renda.
- 28:14A gente paga 27%, né? É mais do que os,
- 28:17galera pagava do chamado quinto aqui
- 28:19então, nesse contexto. Mas enfim.
- 28:21E aí, o Filipe dos Santos vai se
- 28:23revoltar contra a implementação da Casa
- 28:25de Fundição de Vila Rica,
- 28:27tá? E aí nós temos o acontecimento da
- 28:29revolta chamada a Revolta de Vila Rica
- 28:31ou Revolta de Filipe dos Santos.
- 28:33Você sabe muito bem o que acontece com o
- 28:34Filipe dos Santos, né? Filipe dos Santos
- 28:36é esquartejado em praça pública, né?
- 28:39São as a famosa técnica que eles
- 28:40utilizavam, né? Em que você tinha lá, a
- 28:43gente falou isso na nossa aula de
- 28:44Maquiavel,
- 28:45amarrava o cara lá, coloca uma corda em
- 28:47cada membro do corpo dele, né? Amarra
- 28:49essa corda num cavalo, dispara um tiro
- 28:51em praça pública, estraçalhou o corpo do
- 28:53Filipe dos Santos.
- 28:54Certo? Isso era comum os europeus fazer,
- 28:57né? Fizeram isso também os espanhóis em
- 28:59regiões ali da América que eles haviam
- 29:01eh colonizado também.
- 29:03Certo?
- 29:04Essa é a revolta de Filipe dos Santos,
- 29:06uma revolta nativista que é uma revolta
- 29:07tributária. Aí nós temos a revolta dos
- 29:09Mascates, a revolta eh que vai acontecer
- 29:12a outras revoltas coloniais nativistas
- 29:15também. E aí as coloniais que são
- 29:17separatistas, certo? Detalhe, fique
- 29:19muito atento.
- 29:21A ideia
- 29:23de uma identidade nacional, ou seja, a
- 29:26ideia do que é o brasileiro,
- 29:29só vai se fortalecer e ganhar mais
- 29:31destaque a partir do fim da Guerra do
- 29:34Paraguai,
- 29:35tá?
- 29:36Professor, mas você estava falando sobre
- 29:37a importância do negro. Sim, mas é que a
- 29:39gente está falando sobre uma luta que
- 29:40que é contemporânea,
- 29:42tá? Uma luta que é de hoje, pra gente
- 29:45demonstrar a importância dos negros e da
- 29:47cultura indígena na história do Brasil.
- 29:50Certo?
- 29:51E aí, ah por que que eu falei pra vocês
- 29:54que essa ideia de identidade nacional
- 29:56não existe? Porque você tem que tomar
- 29:57muito cuidado. Porque quando a gente
- 29:58fala sobre os movimentos separatistas,
- 30:01não são movimentos que queriam separar
- 30:04Portugal
- 30:05Brasil de Portugal.
- 30:07A ideia de Brasil não existe pra eles.
- 30:11O que existia? A galera lá de Minas
- 30:13Gerais que queria se separar do resto.
- 30:15A galera lá da Bahia que queria se
- 30:17separar.
- 30:18Era isso.
- 30:20Toma muito cuidado com as opiniões que
- 30:22determinam essas esses movimentos como
- 30:24sendo homogêneos, eles não são.
- 30:27Eles são movimentos heterogêneos,
- 30:30principalmente a Conjuração Mineira.
- 30:32A Conjuração Mineira é um movimento
- 30:33muito diferente entre si, tá? Não tinha
- 30:36uma forma de governo definida que eles
- 30:39iriam implementar a partir do ato da
- 30:41revolta deles, certo? Além disso, não se
- 30:45tinha uma postura muito clara sobre o
- 30:47fim da escravidão, quase ninguém falava
- 30:50sobre isso e era um movimento que com
- 30:52que era composto por várias camadas
- 30:53sociais, né?
- 30:55>> [roncando]
- 30:55>> E talvez o mais pobre desse movimento
- 30:57tenha sido o Tiradentes, né?
- 30:59Que vai ser usado como bode expiatório
- 31:02para poder, ah,
- 31:04né? Foram 10 pessoas condenadas
- 31:07por, ah, morte, só que somente o
- 31:09Tiradentes, né, o Joaquim José da Silva
- 31:11Xavier
- 31:12foi
- 31:13teve a pena cumprida.
- 31:14Por que que isso acontece? Porque ele
- 31:15era o mais pobre do movimento, tá?
- 31:19Então, mas mesmo assim, lembra de um
- 31:20detalhe, a Inconfidência Mineira é um
- 31:23movimento mais elitista.
- 31:25Enquanto a Conjuração Baiana
- 31:27é um movimento mais popular, tá? Ambos,
- 31:30em certo sentido, influenciados pelas
- 31:32ideias iluministas, não se esqueçam
- 31:34disso, as provinhas adoram colocar isso
- 31:36para vocês ali.
- 31:38Eh,
- 31:39a Conjuração Baiana também influenciada
- 31:43pela independência do Haiti,
- 31:46tá?
- 31:48E a Inconfidência, a Conjuração Baiana é
- 31:50um movimento já abolicionista,
- 31:52tá? É um movimento mais popular,
- 31:55composto por negros livres
- 31:57e que queria proclamação de uma
- 31:59república naquela região sem escravidão,
- 32:02tá? Esse era o ponto defendido dos
- 32:04fureles ali, então.
- 32:05E aí no século XVII, importante a gente
- 32:07lembrar que nós temos governando, sendo
- 32:09um ministro das finanças portuguesas,
- 32:12que é Marquês de Pombal, né? Marquês de
- 32:14Pombal que vai ser visto e,
- 32:17ah, entendido como um déspota
- 32:20esclarecido, né? Que seria um governante
- 32:23que utilizaria de princípios iluministas
- 32:25no seu poder,
- 32:26só que claro, né? Ele só vai utilizar
- 32:28dos princípios iluministas que convém a
- 32:30ele.
- 32:31Não vai ter, ah,
- 32:33ele defen, ele criticando a própria
- 32:35centralização e o autoritarismo
- 32:37monárquico, né? O absolutismo não é
- 32:39criticado.
- 32:40Então, o que [roncando] que eles
- 32:41aproveitavam?
- 32:43Características da economia
- 32:45defendida por pensadores iluministas,
- 32:47tá? Aí você tem o Marquês de Pombal
- 32:49estabelecendo o erário régio, né,
- 32:51Marquês de Pombal que aumentar o
- 32:53controle do rei sobre o Brasil, por
- 32:54exemplo, né, e sobre as colônias e é
- 32:56nesse contexto que os jesuítas são
- 32:58expulsos das colônias portuguesas,
- 33:00tá?
- 33:01E aí a gente chega, então,
- 33:05ao que a gente determina como sendo o
- 33:07nosso processo de independência do
- 33:08Brasil, isso já de
- 33:10século XIX, a gente precisa relembrar o
- 33:12nosso processo de independência, tá?
- 33:15Você não consegue esquecer isso nem que
- 33:16você queira, né?
- 33:18Às vezes você queria até
- 33:20a ocupar teu HD com coisa nova, mas isso
- 33:22não acontece, não consegue porque tem
- 33:24ali uma parte que está sendo ocupada
- 33:27pela vinda da família real portuguesa
- 33:29para o Brasil nesse contexto, tá? Por
- 33:31conta da fuga de Napoleão Bonaparte.
- 33:34Então,
- 33:35lembra comigo, 1808, nós temos a chegada
- 33:37da corte portuguesa ao Brasil,
- 33:39certo?
- 33:40Isso [roncando]
- 33:41é um ponto bem importante, lembrar das
- 33:43mudanças
- 33:45que vão acontecer a partir de então,
- 33:47certo? As transformações na colônia que
- 33:50vão acontecer,
- 33:51o surgimento ali, a criação do Banco do
- 33:53Brasil, a criação das primeiras
- 33:55manufaturas, a criação de um jornal
- 33:56impresso no Brasil,
- 33:58né, a criação da Biblioteca Nacional,
- 34:01a criação das primeiras universidades,
- 34:03tá?
- 34:04Isso [roncando] é bem importante a gente
- 34:05lembrar sempre quando a gente vai tratar
- 34:07sobre isso aqui,
- 34:08tá legal?
- 34:09E
- 34:11e aí o eles vêm para cá porque? Porque o
- 34:14Napoleão Bonaparte tá perseguindo a
- 34:16galera,
- 34:17eh
- 34:19o Napoleão Bonaparte tá expandindo os
- 34:21territórios, né?
- 34:23E estabelece o bloqueio continental para
- 34:25enfraquecer a Inglaterra, lembra disso?
- 34:27Quem comercializasse com a Inglaterra
- 34:28seria invadido pelos franceses. E aí
- 34:31Portugal, né, por ter um vínculo
- 34:33histórico com a a Inglaterra,
- 34:36não [roncando] tem comércio, é invadido.
- 34:39Portugal é invadido, Napoleão cumpre a
- 34:41sua promessa de
- 34:42invadir, como já tinha cumprido e
- 34:44invadido várias outras regiões da
- 34:46Europa, invade Portugal, né? E aí a
- 34:49corte portuguesa, para não perder o seu
- 34:51mandato, vai fazer o quê?
- 34:54Vai fugir para o Brasil.
- 34:57Se estabelece aqui e implementa essas
- 34:59mudanças que eu havia comentado com
- 35:01vocês. Você lembra muito bem que a
- 35:03primeira dessas mudanças vai ser já lá
- 35:06no próprio ano de 1808, no momento da
- 35:09chegada de Dom João
- 35:11a [roncando] Salvador,
- 35:12né? Qual vai ser essa questão? A tal da
- 35:15abertura dos portos às nações amigas.
- 35:18Lembra disso? Claro que você lembra, né?
- 35:20Então, 1808, nós temos ali a abertura
- 35:22dos portos às nações amigas que vai
- 35:24acontecer. Isso vai conferir, eh, maior
- 35:29liberdade econômica para os produtores e
- 35:32exportadores brasileiros. E não se
- 35:34esqueçam, né? Vantagens que vão ser, ah,
- 35:38cedidas, concedidas para os ingleses.
- 35:41Então, a Inglaterra vai receber
- 35:43vantagens com relação a isso. Por que é
- 35:45que a Inglaterra recebe essas vantagens?
- 35:47Tá? A Inglaterra recebe essas vantagens
- 35:49porque a Inglaterra, basicamente, foi
- 35:51quem escoltou
- 35:52o, a corte portuguesa até o Brasil, né?
- 35:54E aí nada mais justo de que Portugal
- 35:56retribuísse esse favor de alguma
- 35:58maneira, eh,
- 36:00financeiro, né?
- 36:02Aí temos alguns tratados, tratado de
- 36:04panos e vinhos que vai ser feito depois
- 36:06também, né?
- 36:08E aí,
- 36:09os, a corte se estabeleceu aqui, as
- 36:11mudanças que acontecem no Rio de
- 36:13Janeiro,
- 36:14até [roncando] que chegou o ano de 1815.
- 36:17Que que acontece em 1815?
- 36:19Napoleão é derrotado na Batalha de
- 36:20Waterloo.
- 36:21E aí, isso depois do Governo dos 100
- 36:23Dias, né? E aí, Napoleão vai ser exilado
- 36:26na Ilha de Elba.
- 36:28Ah, Napoleão, depois, né? Santa Helena,
- 36:30perdão. Napoleão é exilado em Santa
- 36:32Helena, no meio do, no Atlântico. Vai
- 36:34ficar ali até a morte.
- 36:35Só que agora um detalhe, né? Se a corte
- 36:37veio para cá porque o Napoleão
- 36:40invadiu e era uma ameaça, agora o
- 36:42Napoleão tá, não tá mais governando.
- 36:44Que que significa isso? Que a corte
- 36:46poderia retornar.
- 36:47Aí nós temos então um movimento que vai
- 36:49começar a exigir o retorno da corte.
- 36:51E aí 1815
- 36:53nós temos a elevação do Brasil à
- 36:54condição de Reino Unido de Portugal,
- 36:56Brasil e Algarve. Que que significa
- 36:58isso? Que agora o Brasil é oficialmente
- 37:01sede do Império Português.
- 37:04Tá?
- 37:05As pressões continuam, aí chegamos ao
- 37:07ano de 1820.
- 37:091820 nós temos o retorno da corte por
- 37:11conta da ah perdão, 1820 nós temos a
- 37:14Revolução Liberal do Porto, 21 o retorno
- 37:17da corte.
- 37:18E aí deixando no Brasil Dom Pedro, né,
- 37:20para poder
- 37:21controlar [roncando] aqui as as
- 37:22questões.
- 37:23E aí no 7 de setembro de 1822
- 37:27nós temos o Dom Pedro I proclamando a
- 37:29sua nossa independência. E temos o
- 37:31primeiro reinado.
- 37:32Por algum motivo as provas dos últimos
- 37:34anos não gostam muito do primeiro
- 37:35reinado não.
- 37:37Por quê? Não sei te dizer, velho. A
- 37:39prova as provas não gostam.
- 37:41Mas é lembrar que é um Brasil que tá se
- 37:43tornando autônomo. Lembrar que esse
- 37:44Brasil independente
- 37:46com um rei centralizando o poder
- 37:49vai tá relacionado com uma certa
- 37:50manutenção da identidade nacional
- 37:52e mais do que isso
- 37:54com a centralização política. É?
- 37:57Por que que a América Espanhola se
- 37:58fragmenta em vários países e a América
- 38:00Portuguesa se mantém um único país?
- 38:03É um ponto que a gente precisa discutir.
- 38:04É um ponto que a gente precisa pensar.
- 38:07Tá?
- 38:08E aí Dom Pedro I,
- 38:10né, já em 1823 vai ter lá a famosa
- 38:12Constituição da Mandioca que não dá
- 38:14muito certo. Aí 24 nós temos a
- 38:16Constituição sendo outorgada e
- 38:18implementando-se o quarto poder.
- 38:21É?
- 38:23E aí já começam os problemas.
- 38:24Confederação do Equador, o Brasil entra
- 38:26numa guerra contra a Argentina que vai
- 38:28ser a Guerra da Cisplatina, não se
- 38:30esqueça disso. É? Aí as pressões ficam
- 38:33complicadas, cada vez mais a situação
- 38:35vai piorando.
- 38:367 de abril de 31 Dom Pedro I abdica do
- 38:38trono, período regencial que é um
- 38:40período que não aparece em lugar nenhum,
- 38:41glória a Deus. Aí a gente vai então
- 38:44>> [roncando]
- 38:44>> para o segundo reinado.
- 38:47E aqui, pessoal,
- 38:49segundo reinado é bem importante para
- 38:51nós, tá? Por quê?
- 38:54Eh,
- 38:56as provas adoram o segundo reinado,
- 38:58principalmente a questão escravista,
- 39:01tá? Principalmente a questão escravista
- 39:03é importante para as provas. Entender
- 39:08que, [roncando]
- 39:09primeiro, claro, né?
- 39:10Economia e relações de trabalho. Isso
- 39:12aqui é uma análise marxista da história,
- 39:15tá?
- 39:16Uma análise marxista pressupõe que ela
- 39:18seja revolucionária? Não
- 39:19necessariamente,
- 39:21né? É apenas analisar que o Brasil era
- 39:23um Brasil que tinha determinado produto
- 39:25como sendo seu foco principal
- 39:27e que as forças produtivas eram
- 39:28estabelecidas ao redor disso, né? Então,
- 39:31que a sociedade brasileira era
- 39:33organizada a partir das questões
- 39:35econômicas,
- 39:36tá?
- 39:37E aí, junto disso,
- 39:39nós temos ali, então, eh,
- 39:42a implementação da economia açucareira
- 39:44e toda a sociedade, a economia do café,
- 39:46perdão, e todas as questões sociais
- 39:48sendo atreladas a isso também,
- 39:50né? A permanência e a manutenção da
- 39:52escravidão,
- 39:53como, por exemplo, isso,
- 39:55né? De novo, entender que o Brasil tem o
- 39:57café como sendo o seu principal produto,
- 39:59mas não o único produto. O café é o
- 40:02principal produto que a gente vai ter
- 40:04aqui.
- 40:05Tá legal?
- 40:06Eh,
- 40:07e aí, entender que a produção de café,
- 40:10ela vai acontecer em duas fases,
- 40:13certo? Uma primeira fase vai até o ano
- 40:16de 1850. Eita, mas ficou bonito esse
- 40:19oito, né? Que que a gente tem no ano de
- 40:201850? Você tem que lembrar que o ano de
- 40:231850 nós temos duas leis importantes
- 40:26para o segundo reinado.
- 40:28Quais leis eram essas? A primeira lei,
- 40:30lei que a gente vai chamar de lei
- 40:33de terras,
- 40:35né? Que que era a lei de terras?
- 40:37Certo? Eu não coloquei aqui a lei de
- 40:38terras porque são as leis abolicionistas
- 40:40aqui. Lei de terras vai determinar que,
- 40:43ah,
- 40:44para você ter a posse de uma terra no
- 40:45Brasil,
- 40:46você precisava comprar a terra e ter um
- 40:49documento que comprovasse a posse dessa
- 40:50terra.
- 40:51Ah, poxa, mas isso é óbvio. É óbvio
- 40:53porque essa lei existe,
- 40:54né? Antes não existia.
- 40:56Então, não era óbvio.
- 40:57Antes era como? Você estava lá na terra
- 40:59porque você ganhou uma sesmaria.
- 41:01O governo [roncando] doava as terras,
- 41:02doava as propriedades.
- 41:05Só que aí muitos homens livres pobres e
- 41:07negros que eram alforriados ou que
- 41:09fugiram,
- 41:10cercavam um pedaço de terra que não
- 41:11pertencia a ninguém e moravam lá.
- 41:14Só que agora você precisa de um
- 41:16documento comprovando a posse da terra.
- 41:17Não vai mais ter.
- 41:19E junto disso, a partir dos anos 50, nós
- 41:21também teremos uma entrada massiva
- 41:24de imigrantes europeus que vão começar a
- 41:26receber terras,
- 41:27né? Para pagar em 40, 50 anos com
- 41:30produtividade.
- 41:31Essa é a grande diferença que vai
- 41:32acontecer.
- 41:34E também a Lei Eusébio de Queirós que
- 41:36proibiu o tráfico interno,
- 41:37proibia [roncando] o tráfico atlântico
- 41:39de escravizados.
- 41:40Detalhe importantíssimo, tá? Até 1850,
- 41:43então, nós temos a produção do café
- 41:45baseada na escravidão africana,
- 41:48na região do Vale do Paraíba.
- 41:51A partir de 1850, não tem como mais
- 41:53acontecer dessa maneira.
- 41:55A partir de 1850, eles vão alterar o
- 41:59local de produção.
- 42:01Para onde é que isso vai ser alterado?
- 42:03Vale do, vai indo, ou vai do, vai do
- 42:05Vale do Paraíba para a região do Oeste
- 42:06Paulista,
- 42:07tá?
- 42:08E a mistura da mão de obra dos
- 42:10escravizados africanos com os imigrantes
- 42:12europeus.
- 42:14Certo?
- 42:15Região do, do Oeste Paulista e norte do
- 42:17Paraná, região de Londrina, todo aquele
- 42:19lugar ali, tá?
- 42:22>> [roncando]
- 42:22>> Isso é bem importante para você lembrar.
- 42:23Não se esqueça dessas questões que a
- 42:25gente tá trabalhando.
- 42:27Certo?
- 42:28Muito bem. Os hábitos culturais,
- 42:31eh,
- 42:33mesma questão, né? É, são as mesmas
- 42:35habilidades, né? Perceber, portanto, a
- 42:37importância da cultura africana na
- 42:39formação da cultura brasileira. É a
- 42:41formação da identidade nacional.
- 42:45É isso que a gente tem que entender,
- 42:46né? Que de novo, durante o decorrer da
- 42:49nossa história do segundo reinado,
- 42:51nós temos,
- 42:52ah,
- 42:54a existência das resistências à
- 42:55escravidão.
- 42:57Certo? Lembrando que a partir de 1850,
- 42:59com o fim
- 43:01do tráfico, nós temos o escravizado
- 43:02tendo o seu valor aumentado de uma forma
- 43:05substancial.
- 43:07O valor de uma pessoa escravizada fica
- 43:08extremamente caro nesse contexto.
- 43:11Por quê?
- 43:13Por conta de que você tem demanda,
- 43:16mas você não tem oferta, então o valor
- 43:19vai ficar caro, extremamente elevado.
- 43:21Tá?
- 43:22E
- 43:24uma outra questão, isso vai levar também
- 43:26ao aumento do tráfico interno, a galera
- 43:28vindo da região nordeste para região
- 43:30sudeste, que era onde era produzido o
- 43:31café.
- 43:32E junto disso, o aumento, né, da
- 43:34produção, melhor,
- 43:36o aumento do
- 43:38do número de pessoas que vão exercer o
- 43:40cargo de capturadores de escravos
- 43:42fugidos.
- 43:43Tá? Os capturadores de escravos fugidos
- 43:45são uma profissão que começa a surgir
- 43:47ali, como já explica para nós o grande
- 43:49Machado de Assis, né, no conto Pai
- 43:52Contra Mãe. Sempre que eu posso eu falo
- 43:54de Machado de Assis, por quê? Porque ele
- 43:55é um dos grandes, senão o maior de todos
- 43:58os tempos. Inclusive tá na hora de eu
- 43:59deu reler Memórias Póstumas de Brás
- 44:01Cubas, que faz tempo que eu não leio.
- 44:03Então,
- 44:05as resistências à escravidão. Pois isso
- 44:06aqui é temática que sempre cai, tá?
- 44:09Como assim as resistências à escravidão?
- 44:11Existem formas de resistir à escravidão.
- 44:12Uma delas é a fuga, né? Surgimento do
- 44:15quilombo, mas também as revoltas contra
- 44:17os próprios donos das fazendas, é uma
- 44:19resistência,
- 44:20né?
- 44:21Os casos, o suicídio dos dos negros aqui
- 44:23é uma maneira de você não aceitar, né? E
- 44:26por isso que vai ser entendido dessa
- 44:27maneira.
- 44:28Perceber que o movimento abolicionista é
- 44:31muito forte. E a partir de quando esse
- 44:34movimento ganha ainda mais força, né? Se
- 44:37a gente for determinar uma linha do
- 44:39tempo do Segundo Reinado aqui, pessoal,
- 44:41lindo, nós temos então
- 44:43de 1840
- 44:46a 1
- 44:47889,
- 44:49tá?
- 44:50E aqui o ano de 1870.
- 44:53Que que vai acontecer em 1870?
- 44:561870, então, então imagine aqui que nós
- 44:59temos, né?
- 45:00Ascensão do Segundo Reinado e o início
- 45:03do declínio do Segundo Reinado.
- 45:05Que marca os anos 70 aqui? Fim da Guerra
- 45:07do Paraguai.
- 45:08Qual a relação com essas coisas? Tudo,
- 45:10né? Por quê? Por conta de que o exército
- 45:12volta da guerra e não vai ter apoio do
- 45:15Dom Pedro II.
- 45:16E durante a guerra existiu a campanha,
- 45:18né? De que os negros que fossem para
- 45:21guerra voltariam libertos. E eles
- 45:23voltam.
- 45:25Só que aí essa pessoa volta liberta.
- 45:27O amigo dela não tá liberto, então o
- 45:29cara voltou lá liberto, o amigo dele não
- 45:30tá liberto, o filho dele não tá, a
- 45:32esposa, né?
- 45:33É, os parentes, enfim, pessoas próximas
- 45:36não estavam e também, né? A sua, os seus
- 45:38semelhantes não estavam libertos. Eles
- 45:39vão começar a se organizar ainda mais.
- 45:42Tá? E aí o movimento abolicionista é
- 45:44muito forte no Brasil, né? Com Joaquim
- 45:46Nabuco, José do Patrocínio, toda uma
- 45:48galera muito importante que vai tá
- 45:50lutando pelo fim da escravidão.
- 45:52A existência de uma imprensa negra no
- 45:54Brasil,
- 45:55por onde circulavam as ideias,
- 45:58tá? De libertação, as ideias de fim da
- 46:02escravidão,
- 46:03né?
- 46:04E esse movimento abolicionista torna-se
- 46:06muito forte a partir do final ali
- 46:10da Guerra do Paraguai, né? Por meio,
- 46:12então, dos anos, ah, do movimento
- 46:14abolicionista ali a partir dos anos 70.
- 46:15Outra questão que tem a ver com isso é
- 46:17que a identidade nacional se fortalece
- 46:21com a Guerra do Paraguai.
- 46:22Porque vai ser a primeira vez que os
- 46:24caras vão tá lutando juntos. A primeira
- 46:26vez que você vai ter contato entre
- 46:27pessoas de várias regiões do Brasil
- 46:28juntas defendendo o que vai ser chamado
- 46:30de Brasil.
- 46:32Porque na cabeça delas não faz sentido.
- 46:33Professor, mas como assim não faz
- 46:34sentido? Cara, para você ter uma noção,
- 46:37teve uma vez
- 46:38que tava rolando,
- 46:40então aqui o Brasil já tá, isso aqui é o
- 46:41Brasil, né? Um doritão. Então o Brasil,
- 46:43capital aqui no RJ, então o capital ali
- 46:45no Rio de Janeiro.
- 46:46Uma galera da Bahia
- 46:48foi chamado para ir combater uma revolta
- 46:50lá porque tava tendo uma invasão, os
- 46:52franceses chegando de barquinho, tavam
- 46:54invadindo o no Janeiro. Os caras lá na
- 46:56Bahia foram chamados. Os caras falaram:
- 46:57"Eu não vou. Vou lá fazer o quê?" Pô,
- 46:59vai defender teu país. Não, não vou não,
- 47:01isso aqui não é meu país.
- 47:03Eu moro na Bahia, não moro no Brasil.
- 47:05A ideia de Brasil não existe na cabeça
- 47:06deles.
- 47:07Tá?
- 47:08Mas a partir da Guerra do Paraguai essa
- 47:10questão vai ganhando força, uma ideia de
- 47:11uma nacionalidade, de um nacionalismo
- 47:13brasileiro. É, as guerras sempre se
- 47:15vinculam a isso. Século XIX é o século
- 47:18dos nacionalismos, né? Esse vínculo
- 47:20também com as independências e
- 47:22diretamente com as guerras, eh, a partir
- 47:24desse momento. Tá? E aqui, gente, eu
- 47:27trouxe, olha só, né, aqui um mapa
- 47:28representando para vocês, primeiro, as
- 47:31diferentes fases da produção do café,
- 47:32tá? Tá? Fase um de produção do café, que
- 47:35a gente teria até então os anos de 1850,
- 47:39mais ou menos, né? Eh, década de 1850
- 47:42sendo a produção
- 47:44feita aqui nessa região, né?
- 47:46E aí antes daqui. Aí depois, né, 1850
- 47:50para frente, nós temos a região do oeste
- 47:53paulista e o norte do Paraná, também.
- 47:56Certo, gente?
- 47:57Eh, uma outra questão importante que a
- 47:59gente precisa citar
- 48:00é sobre isso aqui, as chamadas leis
- 48:02abolicionistas,
- 48:03tá?
- 48:05A gente pode colocar já a Lei Feijó,
- 48:07também, que é a lei lá de 1831,
- 48:10que aí surge até aquela expressão para
- 48:12inglês ver, né?
- 48:14O que que era isso? A Inglaterra, você
- 48:16que não sabe o que que essa expressão
- 48:17significa, presta atenção, né?
- 48:20A Inglaterra, eh,
- 48:23estava pressionando o mundo para acabar
- 48:24com a escravidão, porque a Inglaterra
- 48:26precisava de trabalhadores assalariados.
- 48:28Por quê?
- 48:30Porque ela precisa de gente para comprar
- 48:31produto industrializado.
- 48:33Se ela tá produzindo um monte de coisa
- 48:35para as pessoas comprarem, para essas
- 48:36pessoas comprarem elas tem que ter
- 48:37dinheiro. Só vai ter dinheiro com
- 48:39trabalho assalariado.
- 48:40A Inglaterra tá pressionando. Aí o Padre
- 48:42Antônio Diogo Feijó em 31 coloca a Lei
- 48:45Feijó acabando com a entrada de
- 48:46escravizados no Brasil. Essa lei não
- 48:48pegou,
- 48:49tá? Aí 1845 temos o Bill Aberdeen, né?
- 48:54Bill, né? Vai ser a lei. Aberdeen é o
- 48:57nome do senador, o senador Aberdeen. O
- 48:59senador Aberdeen lá na Inglaterra coloca
- 49:01uma lei determinando o fim do tráfico de
- 49:03escravizados no Atlântico. E se um navio
- 49:05britânico avistasse um navio chamado de
- 49:08navio negreiro, ele tinha o poder e a
- 49:10permissão do do governo inglês para
- 49:12afundar esse navio, cara.
- 49:14Tá?
- 49:16E é isso que acontecia. Portanto, não
- 49:18tem preocupação com os direitos humanos.
- 49:19Vai ter associações de direitos humanos?
- 49:21Sim.
- 49:22Tá? Mas não é o foco principal.
- 49:25Lei Eusébio de Queirós. Aí sim. Aí
- 49:27acabou o tráfico.
- 49:29Tá?
- 49:30Aí a gente [roncando] chega então ao ano
- 49:32de 1871.
- 49:34Pessoal, presta atenção, né? 71.
- 49:37Que que acabou um ano antes?
- 49:39A Guerra do Paraguai.
- 49:42Tem relação? Sim, senhor.
- 49:44A relação vai ser a seguinte. 1871,
- 49:47o movimento abolicionista já tá
- 49:48pressionando muitos deputados.
- 49:51Certo?
- 49:51Em 71, quem assina a Lei do Ventre Livre
- 49:54é também a princesa Isabel, olha só.
- 49:56Por quê?
- 49:57Porque o pai dela tá viajando e ele não
- 49:58tinha filho. É simples.
- 50:00Entendeu? Ela só tava lá assumindo o
- 50:03poder e assina portanto a Lei do Ventre
- 50:04Livre, que é uma lei que determinava que
- 50:06os filhos de escravizados nascidos a
- 50:07partir de então seriam libertos.
- 50:09Tá? Com várias condições, né? Tinha que
- 50:12ficar até os 18 anos basicamente ali
- 50:14dentro da fazenda ainda. Ou a partir dos
- 50:16oito poderia ser entregue ao estado
- 50:19brasileiro e o estado brasileiro pagaria
- 50:21uma indenização, pagaria uma multa ao
- 50:24proprietário do escravizado.
- 50:27Tá? Esse é o nosso Brasil dessa época,
- 50:30certo? A pergunta.
- 50:32Quanto você acha que valia
- 50:35um escravizado no Brasil a partir de
- 50:381850?
- 50:40Qual que você acha que é o valor?
- 50:41Maioria das vezes os alunos falam que é
- 50:42muito barato.
- 50:43E aí a gente se engana.
- 50:45O valor de uma pessoa escravizada no
- 50:46Brasil a partir dos anos 50, ele mais ou
- 50:48menos
- 50:49não tem como a gente saber o valor exato
- 50:50porque a inflação brasileira foi muito
- 50:52grande durante muitos momentos, né?
- 50:54E aí hiperinflação gera
- 50:56eh dificuldades para a gente poder
- 50:58converter, né? Diferentemente dos
- 51:00Estados Unidos que tem o dólar como
- 51:01sendo a primeira moeda e a moeda que até
- 51:03então o Brasil mudou, né, de sistema
- 51:06monetário várias e várias vezes.
- 51:08Mas a gente pode ter uma noção,
- 51:10tá?
- 51:11O valor de uma pessoa escravizada era o
- 51:12valor de uma casa no centro do Rio de
- 51:14Janeiro.
- 51:16É caro, não é?
- 51:18E aí,
- 51:20eu tenho eu tenho que tomar cuidado aqui
- 51:21para não ser
- 51:23leviano.
- 51:25A é por isso que muitas das vezes
- 51:26perspectivas que existem sobre a
- 51:28escravidão
- 51:30às vezes são um pouco erradas,
- 51:32tá? Como assim?
- 51:34O proprietário do escravizado não vai
- 51:36bater nesse cara até matar,
- 51:39porque senão ele tá perdendo o
- 51:40patrimônio.
- 51:42Acontecia um caso? Acontecia um caso,
- 51:44mas não é o geral.
- 51:45Não estamos dizendo também que não
- 51:47existiam castigos físicos, longe disso.
- 51:50Só que o castigo físico em excesso
- 51:51poderia poderia matar o cara, poderia
- 51:53matar o escravizado.
- 51:55E aí se mata o escravizado, o seu
- 51:56proprietário perderia, portanto, o seu
- 51:58investimento,
- 51:59tá? Portanto, eles
- 52:01ah
- 52:03o trato dado aos escravizados é
- 52:06a violência, evidentemente, que vai
- 52:08existir, mas eles não vão matar, né? Não
- 52:11intencionalmente, na maioria das vezes,
- 52:13os escravizados, porque senão eles vão
- 52:14tá perdendo patrimônio,
- 52:16certo?
- 52:17E é a realidade da época, né? Lei dos
- 52:19Sexagenários, pessoal. 1885 nós temos
- 52:22ali então uma lei que vai por determinar
- 52:25o fim da escravidão para os escravizados
- 52:27que chegarem até os 60 anos. Chegou 60
- 52:30anos, tá liberto.
- 52:32Só que aí o que que acontece?
- 52:35O escravizado que vai chegar aos 60 anos
- 52:37vai chegar com que condições, pessoal?
- 52:39Com que condições físicas esse cara vai
- 52:41chegar?
- 52:42E outra, o que ele vai fazer da vida
- 52:44dele?
- 52:46Acabou a escravidão e acabou o racismo
- 52:47no Brasil? Não.
- 52:49O cara com 60 anos tá livre, vai fazer o
- 52:51quê? Medicina?
- 52:53>> [roncando]
- 52:54>> Não vai.
- 52:56Muitos desses escravizados vão ficar
- 52:57ainda vivendo dentro das fazendas,
- 53:00certo? Vão tá libertos? Vão tá libertos,
- 53:03mas a qualidade de vida deles vai ficar
- 53:05de que forma?
- 53:06Né?
- 53:07Até que se chegue então ao dia 13 de
- 53:09maio de 1888 e a implementação da lei
- 53:13áurea, também assinada pela princesa
- 53:15Isabel, por quê? Porque novamente Dom
- 53:18Pedro II estava viajando,
- 53:21né?
- 53:23E quando ela assina a lei áurea, aqui
- 53:25sobre a lei áurea a questão é a
- 53:26seguinte, você não tem que saber uma
- 53:27questão factual, que a lei áurea aboliu
- 53:29a escravidão apenas.
- 53:30Você tem que saber as perspectivas sobre
- 53:32a lei áurea. Professor, como assim? É.
- 53:35Perspectivas sobre a lei áurea. Uma
- 53:36primeira perspectiva sobre a lei áurea é
- 53:38a perspectiva da princesa Isabel como a
- 53:40redentora dos escravos.
- 53:43Entende?
- 53:44Só que aí depois o movimento negro
- 53:45começa a olhar para essa questão e fazer
- 53:47críticas.
- 53:48Tá, mas e o negro foi inserido na
- 53:50sociedade de classes do Brasil?
- 53:52Não foi.
- 53:53Portanto, e acabou o o racismo no
- 53:55Brasil? Não acabou.
- 53:57Então como é que ficou essa questão?
- 53:59Né?
- 54:00Se o 13 de maio é tão importante, por
- 54:02que que o dia 13 de maio não é o dia da
- 54:04consciência negra?
- 54:06Né? O movimento negro vai fazer críticas
- 54:08a isso.
- 54:09Porque você teve lá então o brasileiro,
- 54:10o Brasil utilizando mão de obra escrava
- 54:13por 388 anos.
- 54:15Aí acabou a escravidão, valeu aí, forte
- 54:17abraço, até mais.
- 54:19O cara não vai ter propriedade, ele não
- 54:20vai ter terra, ele não vai ter uma casa
- 54:22para morar. E aí?
- 54:23Como é que fica a condição
- 54:25dessas pessoas?
- 54:27Né? Você tem o fim da escravidão, mas
- 54:28você não tem o fim do racismo.
- 54:30Você tem a permanência da violência
- 54:32contra os corpos negros no Brasil.
- 54:34A permanência da violência e e
- 54:37racial sendo muito forte no Brasil ainda
- 54:39até os dias de hoje.
- 54:41Fruto disso aqui.
- 54:43Porque nós não temos uma reparação
- 54:45direta acontecendo.
- 54:47Né?
- 54:48E
- 54:51Vamos fazer uma questãozinha sobre essa
- 54:53questão.
- 54:55Né? Falando sobre tudo que a gente
- 54:56trabalhou nos últimos minutos. Quando a
- 54:57corte chegou ao Rio de Janeiro, a
- 54:59colônia tinha acabado de passar por uma
- 55:01explosão populacional.
- 55:03Em pouco mais de 100 anos o número de
- 55:04habitantes aumentara 10 vezes.
- 55:08A alteração demográfica destacada no
- 55:10período teve como causa
- 55:12a atividade
- 55:14cafeeira, com a atração da imigração
- 55:15europeia. Industrial,
- 55:17com a intensificação do êxodo rural.
- 55:19Mineradora, com ampliação do tráfico
- 55:21africano. Canavieira, com o aumento do
- 55:23aprazamento indígena. Manufatureira, com
- 55:26a incorporação do trabalho assalariado.
- 55:28Hã, tinha acabado de passar o pessoal.
- 55:33O de habitar não pode ser cafeeiro, não
- 55:36é?
- 55:37Atração da imigração europeia, 1808,
- 55:39quando a corte chegou? Não, falso.
- 55:42Industrial? Não.
- 55:43Mineradora, com ampliação do tráfico
- 55:45africano?
- 55:46A partir da mineração, pode ser.
- 55:49Canavieira? Não. Manufatureira? Não. A
- 55:52alternativa correta, portanto, é a letra
- 55:54C. O Brasil passa por inúmeras
- 55:55transformações por conta desses
- 55:57fenômenos econômicos que a gente tem
- 55:58aqui.
- 55:59Certo?
- 56:01Temos mais duas para a gente fazer sobre
- 56:02esse período. O número cada vez maior de
- 56:04mulheres letradas e interessadas pela
- 56:07literatura e pelas novelas,
- 56:09muitas divulgadas em capítulos, seções
- 56:11classificadas
- 56:13comumente como folhetim,
- 56:14alcançou a um gênero
- 56:16a de ficção corrente já em 1840, fazendo
- 56:19parte do florescimento da literatura
- 56:21nacional brasileira.
- 56:23Instigando instigando a formação e a
- 56:25ampliação de um público leitor feminino,
- 56:27ávido por novidades,
- 56:29pelo apelo dos folhetins e narrativas
- 56:31modernas que encenavam os dramas e os
- 56:33conflitos de uma mulher em processo de
- 56:35transformação patriarcal e provinciana,
- 56:38que progressivamente começava a se abrir
- 56:40para modernizar seus costumes.
- 56:44No segundo reinado,
- 56:45as mulheres foram se tornando público
- 56:47determinante na construção da literatura
- 56:49e da imprensa nacional.
- 56:52E não apenas público, porque crescera o
- 56:54número de escritoras que colaboraram
- 56:56para isso. E emergira uma imprensa
- 56:59feminina,
- 57:00editada, escrita e dirigida por e para
- 57:03mulheres. Olha que interessante, né?
- 57:06O registro das atividades descritas
- 57:08associa a inserção da figura feminina no
- 57:10espaço da leitura
- 57:12e escrita do Segundo Reinado ao
- 57:14surgimento das novas práticas culturais?
- 57:16Pode ser?
- 57:17Pode ser.
- 57:18Uma prática nova cultural que está
- 57:20surgindo que é a leitura de novelas.
- 57:22Contestação de antigos hábitos
- 57:23masculinos? Não.
- 57:24Valorização de recentes publicações
- 57:26juvenis? Não.
- 57:29Circulação de variados manuais
- 57:30pedagógicos, tipo livros didáticos? Não.
- 57:33Aparecimento de diversas editoras
- 57:35comerciais? Não. Surgimento de novas
- 57:37Continuando aqui então, povo, a nossa
- 57:39aula de Brasil. Não deu para tocar
- 57:41direto, meu computador não está
- 57:43aguentando armazenar por muito tempo
- 57:44aqui, uma aula muito grande. Então tive
- 57:46que dar uma cortada ali. Você está
- 57:49vendo, obviamente, já estou com outra
- 57:50blusa, outras paradas, né? Mas é isso
- 57:52aí. Beleza?
- 57:54Povo, seguinte. Agora a gente vai
- 57:56continuar falando aqui, portanto, né?
- 57:58Falamos de Segundo Reinado, falamos ali,
- 58:00portanto, sobre o contexto da crise do
- 58:02Segundo Reinado, que leva à proclamação
- 58:06da República, né? E um ponto importante
- 58:09que a gente leva em consideração para a
- 58:11nossa provinha do Enem
- 58:13é a seguinte questão.
- 58:15O surgimento da própria ideia de
- 58:17República em si,
- 58:19tá? Nós já fizemos essas questões aqui.
- 58:21E aí é entender o que é a República, né?
- 58:24É entender que nesse contexto de
- 58:26República nós temos uma primeira questão
- 58:29que vai ser a construção dos símbolos
- 58:31nacionais, né?
- 58:33Nós tínhamos então ali antes os símbolos
- 58:35do Brasil sendo os símbolos vinculados à
- 58:38monarquia.
- 58:39Nós tínhamos Dom Pedro I sendo ali o
- 58:42nosso patrono, o nosso herói da nossa
- 58:44independência,
- 58:46tá? E aí agora nós temos algumas
- 58:48mudanças. Você vai ter o hino se
- 58:50popularizando, você vai ter uma bandeira
- 58:52com o lema positivista escancarado nela,
- 58:56né? O lema ali então de ordem e
- 58:59progresso, tá? É
- 59:02a escolha também de Tiradentes como
- 59:05sendo o nosso herói da República, já que
- 59:09hã o nosso líder da independência era
- 59:11Dom Pedro I e agora a gente tá falando,
- 59:14portanto, de um contexto de rompimento
- 59:16com uma monarquia, nós temos que
- 59:18implementar, portanto, um herói que
- 59:20represente a república, né? E outra
- 59:24coisa, quem é que proclama a nossa
- 59:25república? São os militares.
- 59:28E aí vão procurar um líder militar da
- 59:30nossa história que seja importante. Quem
- 59:32é que eles encontram, portanto, no meio
- 59:33do processo? Eles encontram, então, ali
- 59:35o Tiradentes, que foi o líder de uma
- 59:37revolta contra o império português, né?
- 59:40E ele foi morto, lá esquartejado e tudo
- 59:42mais, você sabe muito bem a história do
- 59:44Tiradentes ali desse contexto todo.
- 59:46Então,
- 59:48entenda,
- 59:49nós temos uma compreensão acerca da
- 59:51história do Brasil que é entender a
- 59:53divisão do Brasil em cinco fases
- 59:55republicanas, tá? Dentro da primeira
- 59:58república, nós temos uma subdivisão,
- 1:00:00certo? Que, na verdade, eu não coloquei
- 1:00:02aqui uma outra parte porque,
- 1:00:03basicamente, ela não aparece,
- 1:00:05mas que é o tema relacionado à república
- 1:00:08da espada, governo do Deodoro, depois o
- 1:00:11governo de Marechal Floriano Peixoto.
- 1:00:13Aí, né, aqui nós temos, então, o período
- 1:00:15da república de um jeito, de forma
- 1:00:17geral, sendo de 89 a 90, a 1930, mas a
- 1:00:20república oligárquica é,
- 1:00:23na verdade, ah, de 1904
- 1:00:27a 1930,
- 1:00:28certo? Nós temos a saída, portanto, de
- 1:00:30Floriano Peixoto e aí o primeiro
- 1:00:32presidente civil assumindo o Brasil e aí
- 1:00:34a implementação de uma república que vai
- 1:00:36ser chamada de uma república
- 1:00:37oligárquica. O que que seria uma
- 1:00:40república oligárquica, pessoal? O que é
- 1:00:42uma oligarquia?
- 1:00:44A oligarquia vai ser um governo de
- 1:00:46poucos. Governo de poucos o quê? De
- 1:00:48poucos grupos políticos no Brasil, né?
- 1:00:51De elites específicas brasileiras.
- 1:00:54Elites essas que são as elites de São
- 1:00:56Paulo e de Minas Gerais. Então, São
- 1:00:59Paulo sendo ali a região mais rica do
- 1:01:02Brasil, produtora de café, e, ah, Minas
- 1:01:05Gerais sendo a região marcada pelo
- 1:01:07leite? Não, mas marcada por uma seguinte
- 1:01:09questão.
- 1:01:10Durante o governo do Marechal Deodoro da
- 1:01:12Fonseca, vai ser elaborada a
- 1:01:14Constituição Federal de 1891.
- 1:01:18E a Constituição de 1891,
- 1:01:21ela é uma Constituição que determinava a
- 1:01:23questão de que o voto deveria ser
- 1:01:25exercido por homens maiores de idade que
- 1:01:27fossem alfabetizados. Esses são os
- 1:01:29critérios principais, certo?
- 1:01:32Essa ideia de homens alfabetizados,
- 1:01:35nós tínhamos, portanto, no Brasil menos
- 1:01:37de 10% da população brasileira votando.
- 1:01:41Tá? Menos de 10% da nossa população vota
- 1:01:45nesse contexto aqui, então.
- 1:01:47Tá? Não chegava a 10% o número de
- 1:01:49eleitores. E aí,
- 1:01:52ah, é uma democracia, mas a gente tem
- 1:01:53que fazer aquela crítica. Que democracia
- 1:01:55é essa? Tá? É uma democracia muito
- 1:01:57restrita. É uma democracia que vai
- 1:01:59contar com uma quantidade muito pequena,
- 1:02:01muito pequena de eleitores.
- 1:02:03Tá?
- 1:02:04Mas ainda assim, uma democracia, né?
- 1:02:06E
- 1:02:08essa República Oligárquica vai ficar
- 1:02:10marcada, então, pela seguinte questão.
- 1:02:13Se 10% da população vota, o estado que
- 1:02:15tem o maior número de eleitores é muito
- 1:02:16importante. Qual é o estado que tem o
- 1:02:18maior número de eleitores? Minas Gerais.
- 1:02:20São Paulo, café, por conta, então, ali,
- 1:02:22né, da elite econômica. Olha uma capa de
- 1:02:25um jornal ali, né? Preço de careta nos
- 1:02:27estados, 600 réis.
- 1:02:29Aqui em cima, presidente da República e
- 1:02:31aqui São Paulo e Minas Gerais, eles
- 1:02:34escolhendo quem vai ocupar o trono.
- 1:02:37Ó a crítica,
- 1:02:38né? Explícita a isso tudo que a gente
- 1:02:40tem aqui. Lembrando, né, na literatura
- 1:02:42isso sempre vai aparecer de uma forma
- 1:02:43muito marcante,
- 1:02:44principalmente nas obras do grande Lima
- 1:02:46Barreto.
- 1:02:48Tá? Então, o Brasil dessa República
- 1:02:49Oligárquica, a gente precisa lembrar
- 1:02:51das dos mecanismos de manutenção do
- 1:02:54poder. Lembra lá que nós temos lá,
- 1:02:56então, o o
- 1:02:58a política do café com leite, a política
- 1:03:00dos governadores, aí o coronelismo, o
- 1:03:03curral eleitoral e o voto de cabresto.
- 1:03:06Tá? Isso vai fazer com que, então, eles
- 1:03:08consigam escolher quem vai governar o
- 1:03:10Brasil. É uma eleição, portanto, marcada
- 1:03:12por fraudes. São eleições marcadas ali
- 1:03:15por compras de votos, por fraudes de
- 1:03:18urnas, né? Por pessoas que vão ser
- 1:03:21espancadas às vezes ali por não votarem
- 1:03:23na pessoa que deveria ela ter votado
- 1:03:25anteriormente, tá? Então a gente precisa
- 1:03:27ficar atento a essas questões. Beleza?
- 1:03:30Sobre a cidadania no Brasil, né? Já
- 1:03:32tratando aqui então, por exemplo, de uma
- 1:03:34questão da sociologia, né? Buscando
- 1:03:37inclusive um texto do José Murilo de
- 1:03:38Carvalho, grande texto chamado Os
- 1:03:40Bestializados, né? Em que ele vai
- 1:03:42demonstrar a construção dessa república,
- 1:03:45né? E contrapor aquela ideia, será
- 1:03:47realmente que o povo brasileiro assistiu
- 1:03:50a tudo bestializado?
- 1:03:52É, e ele vai dizer que não.
- 1:03:54Que o povo brasileiro na verdade vai
- 1:03:56observar isso que tá acontecendo e vai
- 1:03:58reagir cada um à sua maneira,
- 1:04:00né? Me 10% da população podiam votar,
- 1:04:04não significa que votavam.
- 1:04:07Os caras pensavam: "Vou votar pra quê?
- 1:04:08Não vou votar não". Então é menos do que
- 1:04:1010%, né? O o José Murilo de Carvalho
- 1:04:12deixa isso muito claro no seu livro
- 1:04:13chamado Os Bestializados, né? Que ele
- 1:04:15vai pegar os conceitos lá da cidadania
- 1:04:17do Thomas Marshall, né? Os conceitos de
- 1:04:20direitos civis, políticos e sociais.
- 1:04:24Falaremos disso na nossa aulinha de
- 1:04:26sociologia em um outro momento.
- 1:04:28Belezinha? Segue comigo aqui então.
- 1:04:31República do café com leite, tá?
- 1:04:34Economia evidentemente cafeicultora, tá?
- 1:04:36Café sendo produzido na região de São
- 1:04:39Paulo ainda, a elite cafeicultora sendo
- 1:04:41muito importante, tá?
- 1:04:43Ah, início de uma industrialização,
- 1:04:46lembra? Essa industrialização
- 1:04:47iniciando-se a partir ali de 1914,
- 1:04:51com em 1914 nós tendo
- 1:04:54a
- 1:04:56a Primeira Guerra Mundial. O Brasil para
- 1:04:57não vai participar diretamente da
- 1:04:58guerra, entra na guerra, mas enfim, mas
- 1:05:00não tem uma participação tão efetiva,
- 1:05:01mas participamos, tá? E o que que vai
- 1:05:03acontecer?
- 1:05:05Ah, os países industrializados estão em
- 1:05:07guerra, portanto esses países não
- 1:05:08conseguem mais exportar produtos
- 1:05:10industrializados pro Brasil e aí
- 1:05:12inicia-se um processo de
- 1:05:13industrialização bem incipiente, raso,
- 1:05:15mas é uma industrialização que começa no
- 1:05:18Brasil nesse contexto. Beleza?
- 1:05:20É um contexto marcado, pessoal, por
- 1:05:22tensões e revoltas, né?
- 1:05:24Duas revoltas importantes que são
- 1:05:25revoltas agrárias, ou melhor dizendo,
- 1:05:27revoltas rurais, né? Revoltas rurais que
- 1:05:30são a Guerra do Contestado e a Guerra de
- 1:05:33Canudos, certo? São movimentos
- 1:05:36messiânicos que acontecem no sertão do
- 1:05:38Brasil, no interior do Brasil, né?
- 1:05:41Acontecendo ali principalmente contra o
- 1:05:43desmando e contra o abandono que a
- 1:05:46República vai empreender
- 1:05:48a
- 1:05:49a essas pessoas que vivem nessas regiões
- 1:05:51espalhadas pelo Brasil, né? Revoltas
- 1:05:53messiânicas.
- 1:05:54Temos ali um detalhe bem importante.
- 1:05:57Vejam, essas revoltas,
- 1:05:59elas são marcas da organização dos
- 1:06:01direitos sociais,
- 1:06:03tá? Ou melhor, dos movimentos sociais
- 1:06:05lutando por direitos sociais.
- 1:06:07O povo tá indo para as ruas para poder,
- 1:06:09ah, ter os seus direitos atingidos,
- 1:06:11alcançados nesse contexto,
- 1:06:13tá? Uma das revoltas importantes do
- 1:06:15contexto ali é a Revolta da Vacina,
- 1:06:18certo? Que que vai ser a Revolta da
- 1:06:19Vacina? Uma revolta contra a
- 1:06:21obrigatoriedade
- 1:06:23da vacinação.
- 1:06:25É uma campanha empreendida ali por
- 1:06:26Pereira Passos e por, ah, Oswaldo Cruz,
- 1:06:30né? Contra algumas doenças ali, então,
- 1:06:32que estavam assolando o Rio de Janeiro,
- 1:06:35né? A tifo, a peste bubônica, né? A
- 1:06:40malária e a varíola, também,
- 1:06:43principalmente a varíola, malária não me
- 1:06:44lembro, malária, a malária acho que não,
- 1:06:47Essas doenças que estavam se
- 1:06:48disseminando naquela região. Para vocês
- 1:06:50terem noção, gente,
- 1:06:53no, de novo, né? Falando de Primeira
- 1:06:54República, tem que falar do Zé Murilo de
- 1:06:55Carvalho.
- 1:06:56No Bestializados, o Zé Murilo de
- 1:06:57Carvalho vai falar sobre o caso de que
- 1:07:00o Rio de Janeiro era uma região com
- 1:07:02tanta doença
- 1:07:04que os embaixadores e cônsuls que vinham
- 1:07:07de outros países e que serviam no
- 1:07:09Brasil, ganhavam uma insalubridade,
- 1:07:12simplesmente por servir no Rio de
- 1:07:13Janeiro.
- 1:07:14O cara ganhava mais, tipo, sei lá, o
- 1:07:15cara ia servir na Argentina, o salário
- 1:07:18era X, no Brasil o salário seria X mais,
- 1:07:22ah, 1/3 do salário,
- 1:07:24né? Então o cara, o cara ganharia 30% a
- 1:07:27mais de adicional por conta de estar
- 1:07:29vivendo no Brasil durante esse contexto,
- 1:07:31tá? Para vocês entenderem. Acontece a
- 1:07:33campanha de vacinação, que vai obrigar
- 1:07:35as pessoas a se vacinarem, tem alguns
- 1:07:37problemas envolvendo, envolvidos no meio
- 1:07:39disso tudo, tá? E aí o povo se revolta
- 1:07:42contra o estado e vai fazer o quê?
- 1:07:44Não vai se vacinar. Aí depois morre uma
- 1:07:45galera e eles falam: "Ô, pessoal,
- 1:07:47será que dá para vacinar aí?" Aí dá bom,
- 1:07:48né? Guerra do Contestado, comentei que
- 1:07:50caiu no também. Greve geral de 17,
- 1:07:52entender movimento dos trabalhadores,
- 1:07:54né? Os trabalhadores lutando pelos seus
- 1:07:56direitos.
- 1:07:58Esses trabalhadores precisam se
- 1:07:59organizar para conquistar direitos. Isso
- 1:08:01é uma máxima dentro do Enem,
- 1:08:03né? Entender que os direitos são
- 1:08:04conquistas dos movimentos sociais.
- 1:08:07Isso só pode acontecer majoritariamente
- 1:08:10dentro das, das democracias.
- 1:08:13Isso é uma virtude, isso é um valor da
- 1:08:14democracia,
- 1:08:16que as minorias possam se organizar e
- 1:08:18lutar pelos direitos que querem que
- 1:08:19sejam reconhecidos.
- 1:08:21Legal?
- 1:08:22Semana de Arte Moderna de 1922,
- 1:08:24importante lembrar do contexto de
- 1:08:26produção de uma cultura que seria
- 1:08:28tipicamente brasileira, uma cultura mais
- 1:08:30nacionalista, né? E coisas nesse sentido
- 1:08:33todo também. Vamos fazer uma
- 1:08:35questãozinha sobre isso, meu povo? Bora.
- 1:08:37É, vertigem e aceleração do tempo.
- 1:08:41Essa seria, qual que é o texto? Os
- 1:08:43cenários da República, o Brasil na
- 1:08:44virada do século XX,
- 1:08:46do século XIX para o XX, Brasil
- 1:08:48republicano, estado, sociedade civil e
- 1:08:50cultura. Não conheço esse livro, mas já
- 1:08:52gostei, já vou atrás.
- 1:08:54Vertigem e aceleração do tempo. Essa
- 1:08:56seria a sensação mais forte
- 1:08:58experimentada pelos homens e mulheres
- 1:09:00que viviam ou circulavam pelas ruas do
- 1:09:01Rio de Janeiro na virada do século XIX
- 1:09:04para XX.
- 1:09:05O mesmo sentimento estaria presente nas
- 1:09:07principais cidades brasileiras que
- 1:09:09recebiam levas de imigrantes europeus
- 1:09:11que atravessavam o Atlântico em busca do
- 1:09:13sonho de fazer a América.
- 1:09:15Progresso,
- 1:09:16tudo parecia arrebatar em sua corrida
- 1:09:18desenfreada. Marasmo?
- 1:09:20Assim, nas fazendas, nas vilas do
- 1:09:22interior e nos sertões do país, essa
- 1:09:24mesma virada do século seria percebida.
- 1:09:26Ali, nada parecia romper uma rotina
- 1:09:29secular.
- 1:09:30Firmemente alicerçada no privilégio, na
- 1:09:32inviolabilidade
- 1:09:33da vontade senhorial dos coronéis.
- 1:09:37Os cenários descritos no texto
- 1:09:38referentes à primeira república
- 1:09:41evidenciam diferenças entre dinâmicas
- 1:09:44socioculturais. Vejam,
- 1:09:45o progresso, tudo parecia arrebatar em
- 1:09:47sua corrida. Marasmo.
- 1:09:50Assim nas fazendas, nas vilas do
- 1:09:51interior e nos sertões do país.
- 1:09:54Essa mesma virada de século seria
- 1:09:56percebida. Ali nada parecia romper uma
- 1:09:58rotina secular.
- 1:10:00Firmemente alicerçada no privilégio, na
- 1:10:02inviolabilidade da vontade dos senhores
- 1:10:03coronéis. Então letra A.
- 1:10:05Diferenças entre dinâmicas
- 1:10:06socioculturais. Pode ser.
- 1:10:08Convergência entre ideias, ideais
- 1:10:11civilizatórios.
- 1:10:12Retração de incentivos governamentais.
- 1:10:15Primazia de práticas agropastoris na
- 1:10:17cidade. Oi? Ineficácia de políticas
- 1:10:20públicas. Não. Convergência de ideais
- 1:10:23civilizatórios. Ele tá falando sobre um
- 1:10:25ideal de civilização. Não
- 1:10:27necessariamente, mas principalmente de
- 1:10:29diferenças entre dinâmicas
- 1:10:30socioculturais. Beleza? Próxima.
- 1:10:33Ah, hoje o Rio de Janeiro é famoso pela
- 1:10:36bela alcunha de cidade maravilhosa.
- 1:10:38Mas seu passado esconde apelidos muito
- 1:10:40menos lisonjeiros. Porto sujo, cidade da
- 1:10:43morte.
- 1:10:44Eram nomes que os estrangeiros usavam
- 1:10:45para se referir à capital fluminense
- 1:10:47antes da reforma de Pereira Passos, que
- 1:10:49é aquela que levou à revolta da vacina.
- 1:10:51Muitos navios passaram a evitar a Baía
- 1:10:52de Guanabara por medo. Em um episódio
- 1:10:54dramático em 1895, olha aí ó, 333
- 1:10:58marinheiros do navio italiano Lombardia,
- 1:11:00que tinha 340 tripulantes, contraíram
- 1:11:02febre amarela e 234 morreram.
- 1:11:05Tá? Isso aparece também lá no José
- 1:11:08Murilo de Carvalho.
- 1:11:09Muito estranho esse texto inclusive. Tá
- 1:11:11muito copiado. Mesmos dados, mesmo
- 1:11:13estilo. Enfim. Os termos pelos quais a
- 1:11:15cidade era conhecida no passado, antes
- 1:11:17da reforma mencionada no texto,
- 1:11:19são explicados pela associação entre os
- 1:11:21seguintes fatores.
- 1:11:22Endividamento e dependência financeira.
- 1:11:25Insalubridade e ocupação desordenada.
- 1:11:27Criminalidade e decadência moral,
- 1:11:29pobreza e corrupção política e migração
- 1:11:32e êxodo rural. Pessoal,
- 1:11:34o texto está falando sobre o quê?
- 1:11:36O texto quer é que você identifique que
- 1:11:38o Rio de Janeiro
- 1:11:40era uma região populosa? Não, mas que
- 1:11:42você perceba que o Rio de Janeiro era
- 1:11:44uma cidade que hoje é chamada de
- 1:11:45maravilhosa, mas que foi uma cidade
- 1:11:46suja.
- 1:11:47Uma cidade marcada pelas mortes causadas
- 1:11:49por doenças.
- 1:11:51Essa é a questão principal aqui.
- 1:11:53É aí que você tem que ficar ligado.
- 1:11:56Veja,
- 1:11:57a população do Rio de Janeiro é formada
- 1:11:58por imigração e êxodo rural? Sim.
- 1:12:01Só que a imigração e o êxodo rural levam
- 1:12:03imediatamente
- 1:12:05às doenças? Não. Da mesma maneira que a
- 1:12:07pobreza e a corrupção política também
- 1:12:09não.
- 1:12:10Criminalidade e decadência moral,
- 1:12:11existia isso lá? Existia.
- 1:12:14Mas a criminalidade causou o surgimento
- 1:12:16das doenças? Não.
- 1:12:19Insalubridade
- 1:12:21e ocupação desordenada? Sim.
- 1:12:23Ocupação desordenada, não existe um
- 1:12:25controle ou um planejamento urbano, a
- 1:12:27cidade foi surgindo e aí foi surgindo,
- 1:12:29surgindo, surgindo e os problemas
- 1:12:30sociais foram fruto também desse
- 1:12:32desordenamento que acontecia na época.
- 1:12:35Beleza? Muito bem.
- 1:12:37Aí a gente avança, pessoal, e chega,
- 1:12:39portanto, ao contexto da Era Vargas,
- 1:12:42certo?
- 1:12:44Era Vargas é o seguinte, 30 a 45, né? O
- 1:12:47Getúlio Vargas governa o Brasil por três
- 1:12:50períodos distintos, eu devo ter colocado
- 1:12:51depois Estado Novo ali, beleza.
- 1:12:54É, três períodos distintos, primeiro o
- 1:12:56governo provisório, depois
- 1:12:57constitucional e por último o Estado
- 1:12:59Novo Varguista,
- 1:13:00tá? Lembre que de 30 a 34, que que
- 1:13:03aconteceu aqui antes, né? Era São Paulo,
- 1:13:06Minas, São Paulo, Minas.
- 1:13:08Aí São Paulo, ao invés de indicar Minas,
- 1:13:09São Paulo indicou outro cara de São
- 1:13:11Paulo.
- 1:13:12Aí Minas rompe com São Paulo, vai pegar
- 1:13:14ajuda do Rio Grande do Sul
- 1:13:17e da Paraíba, não sei se está aqui, não
- 1:13:18tá, e vão lançar a candidatura do
- 1:13:20Getúlio Vargas.
- 1:13:21Perdem a eleição, mas aí o vice do
- 1:13:23Vargas, João Pessoa, é assassinado, os
- 1:13:25militares intervêm e colocam o Getúlio
- 1:13:27Vargas no poder,
- 1:13:29certo? E aí nós temos, então, a posse do
- 1:13:31Vargas em 30.
- 1:13:33Beleza?
- 1:13:34Vargas fecha o congresso, Vargas acaba
- 1:13:36com a constituição de 1891, tá? E vai
- 1:13:39fazer o quê? Quem que foi que rompeu a
- 1:13:41treta São Paulo e Minas? Foi São Paulo.
- 1:13:44Portanto Minas agora, Minas é apoiada,
- 1:13:46apoia o Getúlio Vargas. O Getúlio Vargas
- 1:13:48tá no poder. Que que o Vargas vai fazer?
- 1:13:49Ferrar com os cara de São Paulo.
- 1:13:51Então ele coloca pra governar São Paulo
- 1:13:53um interventor que os paulistas não
- 1:13:54gostavam.
- 1:13:56Isso leva, já logo de início, a
- 1:13:58revolução constitucionalista de 32.
- 1:14:01Né?
- 1:14:01Nesse mesmo contexto, pessoal, um
- 1:14:03detalhe muito importante, as conquistas
- 1:14:05dos direitos sociais que eu já falei pra
- 1:14:06vocês.
- 1:14:07Dentre essas conquistas, o novo código
- 1:14:09eleitoral.
- 1:14:10No novo código, no, no novo código
- 1:14:12eleitoral de 32,
- 1:14:14nós temos duas questões importantes. A
- 1:14:15primeira delas,
- 1:14:17voto feminino.
- 1:14:18Fruto dos movimentos das mulheres no
- 1:14:20Brasil.
- 1:14:21Certo?
- 1:14:22Voto feminino é algo que não deve ser
- 1:14:24contestado. Não devemos, não podemos
- 1:14:27normalizar de maneira alguma essas
- 1:14:29questões referentes ao fim do voto
- 1:14:31feminino. Pelo amor de Deus.
- 1:14:33Né?
- 1:14:33Voto feminino e junto disso, o voto
- 1:14:35secreto, né, estabelecido ali no novo
- 1:14:37código eleitoral. O Vargas assume num
- 1:14:39contexto complicado, né, pós crise de
- 1:14:411929. É aí que ele vai portanto ser
- 1:14:43responsável pela queima do café pra não
- 1:14:46é, permitir que o café reduzisse o seu
- 1:14:48preço.
- 1:14:49Certo?
- 1:14:50A revolução constitucionalista pressiona
- 1:14:52o Vargas até que em 34 temos uma nova
- 1:14:54constituição federal.
- 1:14:56Essa constituição federal vai começar a
- 1:14:58funcionar,
- 1:14:59né? E nessa constituição é onde nós
- 1:15:01teremos
- 1:15:02as primeiras leis
- 1:15:05trabalhistas. Não coloquei aqui, mas é
- 1:15:07importante.
- 1:15:09As leis trabalhistas.
- 1:15:12Né?
- 1:15:13Essas leis trabalhistas, pessoal, não
- 1:15:15são a CLT. A CLT vai ser depois. A CLT é
- 1:15:19a consolidação.
- 1:15:20Aqui é o surgimento das leis
- 1:15:22trabalhistas. Beleza?
- 1:15:24Essas leis trabalhistas surgem nesse
- 1:15:26contexto, né? E aí o que as provas
- 1:15:28gostam de abordar sobre o período
- 1:15:29constitucional do Vargas, ou
- 1:15:31constitucionalista,
- 1:15:33são esses dois políticos. A Ação
- 1:15:35Integralista Brasileira, um grupo de
- 1:15:37extrema direita, de tendências
- 1:15:39fascistas, com o lema Deus, pátria e
- 1:15:42família,
- 1:15:43né?
- 1:15:44E
- 1:15:45a esquerda, a ANL, a ANL é a Aliança
- 1:15:49Nacional Libertadora, tá? Um grupo
- 1:15:52composto ali por membros de esquerda,
- 1:15:54comunistas, que buscavam, né, eh,
- 1:15:57o a suspensão da dívida pública
- 1:15:59brasileira, estatização de empresas,
- 1:16:01reforma agrária, enfim, implementar uma
- 1:16:03revolução comunista no Brasil,
- 1:16:05certo? Esse grupo era muito pequeno, mas
- 1:16:07mesmo assim tentou dar um golpe, ficando
- 1:16:09conhecido como Intentona Comunista, né,
- 1:16:13em 35, fracassou, mas isso serviu de
- 1:16:16motivo suficiente para depois criarem,
- 1:16:18né, a os conselhos de perseguição aos
- 1:16:21comunistas, a Lei de Segurança Nacional,
- 1:16:23o comunismo é proibido, os partidos de
- 1:16:25esquerda não existem mais no Brasil a
- 1:16:26partir daqui,
- 1:16:27os deputados que haviam se deleitos
- 1:16:29anteriormente com mandatos de esquerda,
- 1:16:30como o caso do Jorge Amado, perdem o seu
- 1:16:32mandato,
- 1:16:34tá? O senhor Jorge Amado de esquerda?
- 1:16:35Jorge Amado era do Partido Comunista,
- 1:16:37não era só de esquerda não, né? Boa
- 1:16:39parte dos nossos autores da Primeira
- 1:16:40República
- 1:16:41são,
- 1:16:42e o Getúlio Vargas também, né? O Jorge
- 1:16:44Amado, o Graciliano Ramos,
- 1:16:47eh,
- 1:16:48o Drummond também, em boa parte ali da
- 1:16:50sua vida também foi, né, apesar de ter
- 1:16:52trabalhado durante o Estado Novo no
- 1:16:54Ministério da Educação do Gustavo
- 1:16:55Capanema, mas ele ele mesmo admite, eh,
- 1:16:58o o problema, o erro, né, no famoso
- 1:17:01livro dele, A Rosa do Povo. O Drummond é
- 1:17:04é sensacional, né? O Drummond era um
- 1:17:06cara que deveria ser lido em praça
- 1:17:07pública para quem não sabe ler e ouvir
- 1:17:09poesia e falar: "Isso é poesia? Mas não
- 1:17:11tem que fazer rima?" Não, tem que fazer
- 1:17:13a gente pensar, né? Muito bem.
- 1:17:16A ANL tenta dar um golpe,
- 1:17:17fracassadíssimo, assim, pouquíssima
- 1:17:18gente, mas foi suficiente para Vargas
- 1:17:22inventar um plano dizendo que os
- 1:17:24comunistas iam tomar o poder, e aí é o
- 1:17:26tal do Plano Cohen, né?
- 1:17:28E aí o Vargas dá um golpe no golpe mesmo
- 1:17:29que ele já tinha dado antes, e vai tomar
- 1:17:31o poder ele mesmo, e aí nós temos um
- 1:17:33governo agora que vai suspender a
- 1:17:35Constituição de 34 e implementar a
- 1:17:37Constituição que vai ficar conhecida
- 1:17:38como Constituição Polaca, a
- 1:17:40Constituição, ah, do Estado Novo
- 1:17:43Varguista. Legal? Seguindo aqui para a
- 1:17:45gente poder fazer uma questãozinha,
- 1:17:46então.
- 1:17:47A experiência do movimento organizado de
- 1:17:49mulheres no Brasil
- 1:17:50oferece excelente exemplo de como se
- 1:17:52pode utilizar a lei em seu favor,
- 1:17:54ah, em seu favor da maioria do status
- 1:17:57jurídico, da condição social,
- 1:17:59ah, do avanço no sentido de uma presença
- 1:18:01quase todo o século XX, com mais
- 1:18:04intensidade em algumas décadas do que em
- 1:18:05outras, as mulheres brasileiras
- 1:18:06conseguiram obter vitórias expressivas,
- 1:18:09algumas vezes conseguindo aprovar novas
- 1:18:11leis.
- 1:18:12A difícil igualdade, o direito das
- 1:18:14mulheres como direitos humanos. Olha só
- 1:18:16que um texto interessante, né? A lei
- 1:18:18como instrumento de mudança social.
- 1:18:20>> [roncando]
- 1:18:20>> A atuação do movimento social abordado
- 1:18:21no texto resultou
- 1:18:24na década de 30 em: direito de voto,
- 1:18:26garantia de cotas, acesso ao trabalho,
- 1:18:28organização partidária,
- 1:18:30igualdade de oportunidades.
- 1:18:31Direito de voto é o que. Muito bem.
- 1:18:34Chegamos ao contexto ali, povo, de
- 1:18:35Estado Novo. Que que a gente vai ter de
- 1:18:37Estado Novo, né?
- 1:18:39Constituição Polaca funcionando,
- 1:18:41tá? As provas vêm abordando muito isso
- 1:18:44aqui, ó.
- 1:18:45A, a participação do Brasil na Segunda
- 1:18:46Guerra Mundial e o fim do Estado Novo.
- 1:18:48Por quê? Eu não sei,
- 1:18:50né?
- 1:18:52E aqui, povo, ah, o Getúlio Vargas,
- 1:18:54nesse contexto, vai promover a sua
- 1:18:56imagem, né, de pai dos pobres cada vez
- 1:18:58mais, por meio do Departamento de
- 1:19:00Imprensa e Propaganda que a gente
- 1:19:01conhece como DIP, né? O Vargas vai criar
- 1:19:04um programa de rádio chamado Hora do
- 1:19:05Brasil para falar para o povo brasileiro
- 1:19:07todos os dias, né?
- 1:19:10Ele vai popularizar a cultura do, do
- 1:19:12samba, por exemplo, e controlar essa
- 1:19:14cultura popular e todo, transformar essa
- 1:19:16cultura popular em cultura estatal, bem
- 1:19:18importante lembrar disso, tá? Vai ter,
- 1:19:21teremos o estabelecimento da censura
- 1:19:24aqui nesse contexto também, certo? Eh,
- 1:19:29fiquei curioso com essa divisão aqui, ó.
- 1:19:31Agora que eu vi.
- 1:19:32Essa aqui e essa outra aqui. Gostaria de
- 1:19:34saber o que que é isso. Vou pesquisar
- 1:19:35depois.
- 1:19:36E aí, a implementação, né, do Ministério
- 1:19:38da Cultura e da Educação do Gustavo
- 1:19:40Capanema construir uma cultura
- 1:19:41nacionalista.
- 1:19:43Ponto muito importante é a CLT, é a
- 1:19:45consolidação das leis trabalhistas aqui
- 1:19:46a partir desse momento e também junto
- 1:19:48disso, em 42, a entrada do Brasil na
- 1:19:51Segunda Guerra Mundial ao lado dos
- 1:19:53Estados Unidos.
- 1:19:54Por que que o Brasil entra na Segunda
- 1:19:55Guerra Mundial ao lado dos Estados
- 1:19:57Unidos?
- 1:19:58Brasil entra na Segunda Guerra ao lado
- 1:19:59dos Estados Unidos porque os Estados
- 1:20:00Unidos precisavam do Brasil.
- 1:20:02Para utilizar o Nordeste do Brasil para
- 1:20:06fazer uma base de lançamento de aviões,
- 1:20:08né? E aí o Vargas precisava de
- 1:20:10siderúrgicas,
- 1:20:12né? O Vargas é o cara que é um dos
- 1:20:13grandes estadistas no sentido de
- 1:20:15industrialização do Brasil.
- 1:20:16O nacional desenvolvimentismo, né? O
- 1:20:19desenvolvimentismo ali, portanto, do
- 1:20:21Brasil vinculado numa ideia de
- 1:20:23modernização centralizadora. Que que
- 1:20:25seria a modernização centralizadora?
- 1:20:27Uma ideia de que o Estado que promove
- 1:20:30isso.
- 1:20:31E o Brasil precisa de indústrias e o que
- 1:20:33vai acontecer? Os Estados Unidos vão
- 1:20:35oferecer uma siderúrgica para o Vargas
- 1:20:38em troca de poder usar o Rio Grande do
- 1:20:39Norte para o lançamento de aviões.
- 1:20:41Isso acontece,
- 1:20:42tá? E aí o Brasil entra na guerra,
- 1:20:44evidentemente, ao lado dos Estados
- 1:20:45Unidos.
- 1:20:46A entrada do Brasil na guerra, nós temos
- 1:20:48uma participação importante lá na região
- 1:20:50de
- 1:20:51Monte Castelo, uma região ali mais
- 1:20:53central para o norte da Itália, né?
- 1:20:55Lutamos contra os nazistas.
- 1:20:57E aí, nesse contexto todo, pessoal,
- 1:21:00eh, os jornais começam a criticar
- 1:21:03a seguinte questão, né? Os os os
- 1:21:05soldados vão voltando da guerra
- 1:21:08e aí os jornais vão falar o seguinte:
- 1:21:09"Bom, veja, nós estamos combatendo o
- 1:21:11autoritarismo lá,
- 1:21:13mas aqui a gente tem um cara
- 1:21:15extremamente autoritário que é o
- 1:21:16Vargas".
- 1:21:18E aí?
- 1:21:19Crítica, crítica, crítica, crítica, o
- 1:21:21povo brasileiro fala: "Não tô nem aí".
- 1:21:23Não importa se o Vargas é autoritário,
- 1:21:24se ele é ditador ou o que ele seja.
- 1:21:27O Vargas, pelo menos, criou emprego para
- 1:21:28nós, deu bons salários e deu direitos.
- 1:21:31É isso que a gente quer.
- 1:21:33E aí? Você vai falar o quê?
- 1:21:34Hã? Por isso surge, inclusive, o
- 1:21:36movimento que queria o Vargas no poder,
- 1:21:37chamado de Queremismo.
- 1:21:39Mas mesmo assim, acontecem pressões, o
- 1:21:41Vargas é retirado do poder e quem assume
- 1:21:43o poder no Brasil a partir desse momento
- 1:21:46é o seu ministro da guerra, que
- 1:21:48inclusive tá aqui nessa foto, Eurico
- 1:21:51Gaspar Dutra, é, assumiu Dutra portanto
- 1:21:54aqui.
- 1:21:55Olha aí ó, o Brasil na segunda guerra,
- 1:21:57agora
- 1:21:58Como é que eu vou falar pra piazada? Pra
- 1:21:59piazada né? Eu eu eu sendo
- 1:22:02curitibano aqui né?
- 1:22:03Como é que eu vou falar pros moleque,
- 1:22:04pra piazada toda
- 1:22:06que a cobra tá fumando velho?
- 1:22:08Isso aqui é verdade, que isso aqui não é
- 1:22:09feito por uma IA.
- 1:22:11Os cara já me perguntaram com qual IA
- 1:22:12que eu fiz isso aqui cara, você
- 1:22:13acredita?
- 1:22:14Verdade, não tô zoando não, tá?
- 1:22:16E aí, vamos fazer essa questãozinha. O
- 1:22:18que as capas da revista Travel in
- 1:22:19Brazil, publicadas entre 41 e 44 pelo
- 1:22:23DIP evidenciam?
- 1:22:25Aqui a Carmen Miranda, aqui um cara do
- 1:22:27campo e aqui uma outra identidade do
- 1:22:29Brasil.
- 1:22:30Estereótipos da cultura nacional?
- 1:22:34Exploração da população pobre? Onde que
- 1:22:36a população pobre tá sendo explorada?
- 1:22:38Preconceitos de ordem racial? A Carmen
- 1:22:40Miranda é negra?
- 1:22:42Política de censura?
- 1:22:44Projetos projetos de país industrial?
- 1:22:47Onde é que tem alguém com uma chave na
- 1:22:48mão apertando uma par uma porca um
- 1:22:50parafuso uma engrenagem, né? Nada a ver.
- 1:22:53Que que a gente tem então? Estereótipos
- 1:22:54da cultura nacional presentes ali então.
- 1:22:57Fechou? Seguindo.
- 1:22:59Decreto lei de 1949
- 1:23:02o número 1949 27 de dezembro de 37.
- 1:23:06Fica criado o DIP, diretamente
- 1:23:08subordinado ao presidente da república.
- 1:23:10Artigo segundo.
- 1:23:11O DIP tem por fim
- 1:23:13coordenar
- 1:23:14e incentivar as relações da imprensa com
- 1:23:17os poderes públicos no sentido de maior
- 1:23:19aproximação da mesma com os fatos de ah
- 1:23:22de que se ligam aos interesses
- 1:23:24nacionais. Acabei de perceber que eu
- 1:23:25acho que eu tenho esse livro ali. A
- 1:23:26terceira república, eu tenho esse.
- 1:23:28Não tenho esse cara, eu tenho os outros
- 1:23:30do
- 1:23:31do do Fialho 37 a 45, esse aí
- 1:23:34eu não tenho, tenho que comprar, tem que
- 1:23:36comprar.
- 1:23:38Ah, próximo, autorizar mensalmente a
- 1:23:41devolução do a devolução dos depósitos
- 1:23:43efetuados pelas empresas jornalísticas
- 1:23:46para a importação de papel para a
- 1:23:47imprensa, uma vez demonstrada a seu
- 1:23:49juízo, a eficiência e a utilidade
- 1:23:51pública dos jornais ou periódicos para
- 1:23:53por elas administrados ou dirigidos.
- 1:23:56Com base nos trechos do decreto
- 1:23:58as finalidades do órgão criado
- 1:24:00permitiram ao governo promover
- 1:24:02diversificação da opinião pública?
- 1:24:05Eles criam um órgão da imprensa para
- 1:24:06diversificar?
- 1:24:07A a informação a opinião pública?
- 1:24:09Cuidado com o verbo, não.
- 1:24:11Mercantilização da cultura popular?
- 1:24:16Controle das organizações sindicais?
- 1:24:19Cerceamento da liberdade de expressão?
- 1:24:21Privatização dos meios de comunicação?
- 1:24:24Os meios de comunicação são privatizados
- 1:24:25e então surge um órgão estatal para
- 1:24:26fazer isso.
- 1:24:27Né? Nada a ver.
- 1:24:29Cerceamento da liberdade de expressão?
- 1:24:34Pode ser.
- 1:24:35Esse aqui não tem como, na
- 1:24:35diversificação. Mercantilização da
- 1:24:37cultura popular?
- 1:24:40Isso não tem nada a ver com a mesa como
- 1:24:40se faz isso aqui no DIP. Isso não tem
- 1:24:41nada a ver com a mesa como se faz isso
- 1:24:42aqui no DIP, nada a ver, não tá falando
- 1:24:43sobre isso.
- 1:24:44Né? Controle das organizações sindicais
- 1:24:47não é essa função do DIP. Cerceamento da
- 1:24:49liberdade de expressão. É para isso que
- 1:24:50o DIP vai servir, para o
- 1:24:52estabelecimento, portanto da censura.
- 1:24:56Beleza? Seguimos meu povo. Aí a gente
- 1:24:58chega ao período populista. Pessoal
- 1:25:01período populista é o seguinte
- 1:25:03teremos cinco presidentes, né?
- 1:25:05Dutra
- 1:25:07Volto Vargas, JK, Jânio e João Goulart.
- 1:25:10Né? Entender primeiro o que que
- 1:25:11significa a expressão populista.
- 1:25:14Populista é a ideia de buscar
- 1:25:16identificação com o povo.
- 1:25:18Aqui nós teremos o maior número do
- 1:25:19eleitorado brasileiro começando a
- 1:25:21existir.
- 1:25:22Portanto nós temos mais pessoas votando.
- 1:25:25Se tem mais gente votando, esses caras
- 1:25:26se preocupam com o eleitor. Com uma
- 1:25:28exceção, evidentemente, que é o Dutra,
- 1:25:32tá? Entenda que aqui nós temos uma
- 1:25:34estrutura da nossa história que a gente
- 1:25:36já falou da primeira república, né? Que
- 1:25:39a gente chama toda ela de república
- 1:25:41velha que se divide em duas. Primeiro
- 1:25:43uma república da espada, depois uma
- 1:25:45república oligárquica.
- 1:25:47Terminamos agora a Era Vargas, que vai
- 1:25:49ser a nossa segunda república.
- 1:25:52E aí, em 45, inicia-se a república
- 1:25:55populista ou terceira república. 45 a 64
- 1:26:00ou 46 a 64, depende ali da perspectiva,
- 1:26:03isso não importa muito para a gente.
- 1:26:05O que que é esse populismo, né? O Brasil
- 1:26:07está se transformando num país mais
- 1:26:10urbano,
- 1:26:11mais industrializado,
- 1:26:14mais classe média, mais consumo, né? O
- 1:26:18Brasil já vem se industrializando,
- 1:26:20podemos dizer, a partir aqui de 1900 e
- 1:26:23e 14, vai indo e vai se industrializando
- 1:26:26cada vez mais,
- 1:26:28né? Até que a indústria vai passar o as
- 1:26:31pessoas vivendo na a melhor, o Brasil
- 1:26:33vai se tornando cada vez mais urbano,
- 1:26:35até que ali nos anos 60, nós nos
- 1:26:37tornamos mais urbanos do que rurais,
- 1:26:40né?
- 1:26:41E a terceira república brasileira, a
- 1:26:43ideia de populismo vai ficar marcada por
- 1:26:46alguns governantes importantes.
- 1:26:48Vamos lá entender quais são eles.
- 1:26:52Percebeu que já pulei um, né? Já nem
- 1:26:53coloquei aqui
- 1:26:55a presença do Dutra. O Dutra não aparece
- 1:26:58em lugar nenhum.
- 1:26:59Você tem que entender talvez a
- 1:27:00constituição de 46, né?
- 1:27:02Que é colocada em prática, que
- 1:27:05inicialmente dá liberdade de organização
- 1:27:07política, mas logo na sequência vai
- 1:27:09proibir a existência do Partido
- 1:27:11Comunista de novo,
- 1:27:12tá? E aí nós temos as primeiras
- 1:27:14eleições,
- 1:27:15tá? Ah, as últimas eleições tinham sido
- 1:27:17realizadas em 1930, que foram as
- 1:27:19eleições que o Vargas perdeu.
- 1:27:21A gente está aqui agora em 40, não, aqui
- 1:27:23a gente está em 50,
- 1:27:26tá? Então, a última eleição foi em 30, a
- 1:27:27gente tá há 20 anos sem eleição
- 1:27:29para presidente.
- 1:27:31E aí, em quem que o povo brasileiro
- 1:27:32vota? No Vargas, né? Aí a musiquinha de
- 1:27:34campanha do Vargas, você lembra? Bota o
- 1:27:36retrato do velho outra vez, bota no
- 1:27:39mesmo lugar. O sorriso do velhinho faz a
- 1:27:42gente trabalhar.
- 1:27:44É? Ou seja, coloca o o retrato do
- 1:27:46Getúlio Vargas no lugar de novo, porque
- 1:27:48agora o povo vai escolher ele novamente,
- 1:27:50porque a gente vai votar agora, então, é
- 1:27:52no Getúlio Vargas, tá? Portanto, o
- 1:27:55Vargas seria escolhido como presidente
- 1:27:58do Brasil aqui nesse contexto.
- 1:28:00Vargas é eleito, né? E durante o período
- 1:28:02aqui que nós temos do segundo governo do
- 1:28:04Getúlio Vargas, você não pode se
- 1:28:06esquecer de uma questão internacional
- 1:28:09muito, muito importante.
- 1:28:11O Vargas vai estar governando, né, de 51
- 1:28:15a 54.
- 1:28:18E nesse contexto
- 1:28:20é um contexto que nós temos
- 1:28:23a divisão do mundo.
- 1:28:26Você sabe muito bem, você é bom aluno,
- 1:28:28você é boa aluna, você é excelente no
- 1:28:29que você faz.
- 1:28:31E aí você tem que lembrar que de um lado
- 1:28:32nós temos
- 1:28:34a União
- 1:28:35das Repúblicas
- 1:28:37Socialistas Soviéticas
- 1:28:39e do outro lado
- 1:28:41nós temos
- 1:28:42United States of Americas
- 1:28:45os EUA.
- 1:28:47Estados Unidos da América.
- 1:28:49Defendendo o capitalismo e evidentemente
- 1:28:51os soviéticos defendendo o socialismo.
- 1:28:56Esse contexto internacional é muito
- 1:28:58marcante
- 1:29:00do nosso período daqui para frente.
- 1:29:02Tá? Lembra esse contexto de Guerra Fria.
- 1:29:06Principalmente
- 1:29:08depois de 1959
- 1:29:11por conta da Revolução Cubana. A gente
- 1:29:12vai chegar lá daqui a pouco.
- 1:29:14Tá?
- 1:29:17E aí os Estados Unidos olham para o
- 1:29:18Brasil, né, como um resguardo, com
- 1:29:21cuidado, com atenção, porque o Brasil é
- 1:29:22a maior potência que existe na América.
- 1:29:24Tá?
- 1:29:25O Vargas se fortalece a sua liderança,
- 1:29:27sua imagem ali de pai dos pobres é
- 1:29:28fortalecida, né? O Vargas buscando um
- 1:29:32nacionalismo.
- 1:29:33O Vargas é marcado por ser um político
- 1:29:35intervencionista.
- 1:29:37O Vargas sempre se intrometeu e criou
- 1:29:39muitas coisas na economia.
- 1:29:41Só que
- 1:29:42aqui nesse contexto, pessoal, de Guerra
- 1:29:44Fria
- 1:29:45intervencionismo não era coisa bem
- 1:29:47vista.
- 1:29:48Porque o intervencionismo do Vargas
- 1:29:50faria, por exemplo, com que o petróleo
- 1:29:53que foi descoberto no Brasil, né?
- 1:29:55Aqui nesse momento,
- 1:29:56fosse extraído por uma empresa estatal,
- 1:29:58que é a Petrobras.
- 1:30:00E se aí se o Estado brasileiro ganha, os
- 1:30:02Estados Unidos não ganham.
- 1:30:04Por quê? Não temos a privatização, não
- 1:30:07vão vir empresas americanas para ganhar
- 1:30:08dinheiro. Se o petróleo é nosso, a gente
- 1:30:10fica com dinheiro.
- 1:30:12É a campanha O Petróleo é Nosso.
- 1:30:14Aí o Vargas cria a Petrobras.
- 1:30:16Os Estados Unidos vão falar: "Pô, qual
- 1:30:17foi a fita, Vargas? Vocês não tavam com
- 1:30:18a gente lá durante a Segunda Guerra
- 1:30:19Mundial e agora tá rompendo?"
- 1:30:21Não tô rompendo, tô pensando em mim.
- 1:30:23Vargas é pragmático.
- 1:30:25Ele é nacionalista.
- 1:30:27Ser nacionalista é ser alguém de
- 1:30:28esquerda?
- 1:30:29Ser intervencionista é ser alguém de
- 1:30:31esquerda?
- 1:30:32Cuidado, né? Não seja raso, superficial
- 1:30:35na sua análise política.
- 1:30:37Então, se for assim, ser
- 1:30:38intervencionista é alguém de esquerda,
- 1:30:39então não tem nenhum presidente de
- 1:30:41direita na história dos Estados Unidos
- 1:30:42do século XX.
- 1:30:43O Ronald Reagan é de esquerda, então.
- 1:30:46Entendeu?
- 1:30:47Vargas é um cara nacionalista,
- 1:30:49intervencionista. Ele vem na economia
- 1:30:50não para privilegiar grupos políticos,
- 1:30:53mas para privilegiar o Estado e o povo
- 1:30:55brasileiro,
- 1:30:56tá? Aí cria-se, portanto, a Petrobras.
- 1:30:59Muito criticado,
- 1:31:00né? Lembre que nós temos uma oposição ao
- 1:31:03Vargas sendo muito forte, realizada por
- 1:31:06Carlos Lacerda,
- 1:31:07líder da UDN,
- 1:31:09né? O Lacerda que, inclusive,
- 1:31:10curiosamente,
- 1:31:12foi um dos fundadores e criadores
- 1:31:15lá durante o governo
- 1:31:18constitucional, do Lacerda, que era um
- 1:31:20grupo de esquerda.
- 1:31:21Professor, mas o cara foi um dos
- 1:31:22fundadores de um grupo de esquerda e
- 1:31:23agora ele tá na direita brasileira? É.
- 1:31:26Esse é o Lacerda.
- 1:31:27Tá? O principal opositor do Vargas, que
- 1:31:30dono de um jornal, falava mal do Vargas
- 1:31:31todo dia, né? São vários os relatos dele
- 1:31:34com caixa de som na sacada do
- 1:31:36apartamento dele com microfone pedindo
- 1:31:37intervenção americana no Brasil,
- 1:31:39tá?
- 1:31:41E vão tentar matar o Lacerda, tá? O
- 1:31:43famoso atentado da Rua Tonelero, né?
- 1:31:46Faltou uma crase aqui. Atentado da Rua
- 1:31:49Tonelero.
- 1:31:50Vão tentar matar o Lacerda, descobrem
- 1:31:52que quem tentou matar o Lacerda foi um
- 1:31:54guarda pessoal do Getúlio Vargas, aí uma
- 1:31:57coisa vai piorando cada vez mais e o
- 1:31:59Getúlio Vargas acabou cometendo
- 1:32:00suicídio.
- 1:32:02Assume o Café Filho, né? Aí temos
- 1:32:04algumas tensões, no meio desse processo
- 1:32:07todo nós temos o General Henrique
- 1:32:08Teixeira Lott
- 1:32:10impedindo um golpe dos militares, os
- 1:32:12militares queriam assumir o poder aqui,
- 1:32:13não conseguem, Lott não permite e aí nós
- 1:32:16temos então
- 1:32:18as eleições acontecendo ao mesmo tempo
- 1:32:19de tudo isso, né? Com o JK sendo eleito
- 1:32:22com apenas 36% dos votos. É claro que a
- 1:32:25UDN, né, o símbolo máximo da direita
- 1:32:27brasileira dessa época
- 1:32:29tentou impedir o JK de assumir.
- 1:32:31Né? Tentou primeiro impugnar aí a
- 1:32:32candidatura dele, tentou impugnar a
- 1:32:34eleição, tentou uma proposta ridícula
- 1:32:37de colocar uma eleição com um único
- 1:32:39candidato, né? Mas
- 1:32:43não deu boa. O JK vence e aí nós temos o
- 1:32:45governo do JK. Pô,
- 1:32:46seguinte, JK você tem que lembrar do
- 1:32:48quê?
- 1:32:49>> Hã.
- 1:32:50Você precisa, hã, se lembrar
- 1:32:54aqui
- 1:32:56do JK lá que você aprendeu no quinto ano
- 1:32:58com a tua profissiona, sei lá.
- 1:33:02Que é o JK marcado por duas questões: 50
- 1:33:04anos em cinco e construção de Brasília.
- 1:33:06Não se esqueça, né? O JK é o cara
- 1:33:09responsável pela industrialização do
- 1:33:12Brasil, não apenas indústria
- 1:33:14automobilística, mas principalmente.
- 1:33:17O JK vai construir 80%
- 1:33:20vai aumentar em 80% as indústrias
- 1:33:23brasileiras.
- 1:33:25Ele é o cara, né?
- 1:33:27Vai ser responsável pela construção de
- 1:33:29Brasília, o famoso plano de metas dele
- 1:33:31de 50 anos em cinco. JK também é
- 1:33:33conhecido como sendo presidente Bossa
- 1:33:35Nova, né? Por conta do contexto do
- 1:33:38governo dele ali
- 1:33:39que vai até os anos de 1960.
- 1:33:43Entendam uma coisa, né?
- 1:33:45Os dois caras que mais industrializam o
- 1:33:47Brasil são o JK e o Vargas.
- 1:33:50Só que o modo que eles fazem é
- 1:33:51diferente.
- 1:33:52Enquanto o Vargas é nacionalista e
- 1:33:54intervencionista, o JK era um cara mais
- 1:33:57favorável
- 1:33:59à entrada de capital estrangeiro.
- 1:34:01E aí você tem uma entrada massiva de
- 1:34:03capital estrangeiro no Brasil.
- 1:34:05>> Claro.
- 1:34:06>> Claro que também temos um endividamento
- 1:34:09do Brasil por conta disso,
- 1:34:11né?
- 1:34:11Ele vai construir indústrias
- 1:34:13automobilísticas, né? As indústrias
- 1:34:14automobilísticas vêm pro Brasil, por
- 1:34:16conta disso ele constrói também,
- 1:34:18evidentemente, rodovias, né? Brasília.
- 1:34:21Lembra daquele detalhe? Essas rodovias
- 1:34:23sendo escolhidas pra serem construídas,
- 1:34:26vão fazer com que o Brasil
- 1:34:28eh opte pelo modal
- 1:34:30rodoviário.
- 1:34:32É, isso é bem geografia, mas é
- 1:34:33interessante a gente pensar isso.
- 1:34:35Que você vai ter a opção
- 1:34:37pelas rodovias
- 1:34:38e não por outros meios de transporte,
- 1:34:40né? Como, por exemplo, o caso das
- 1:34:41ferrovias, que no Brasil a gente quase
- 1:34:43não tem,
- 1:34:44né? Funcionando. Existem as antigas aí,
- 1:34:46mas estão travadas, né?
- 1:34:48JK industrializa o Brasil,
- 1:34:50né? Mas vai passar também a um O Brasil
- 1:34:52vai passar por um processo de inflação,
- 1:34:54dívida, dependência do capital
- 1:34:55estrangeiro. JK é muito bem visto pelo
- 1:34:58governo dos Estados Unidos, por exemplo,
- 1:34:59não é? A CEPAL
- 1:35:01era olhava pro JK bem, né? E tem de
- 1:35:04investimentos diretos, inclusive, do
- 1:35:07próprio governo, eh vinculando-se o JK
- 1:35:10com o governo norte-americano no Brasil.
- 1:35:12Tô tentando lembrar de onde que eu tirei
- 1:35:13isso. Ah, tá, lembrei de um livro que eu
- 1:35:14li esses dias aí do Carlos Fico.
- 1:35:17E aí o JK termina o seu mandato. Por que
- 1:35:19que ele não é reeleito?
- 1:35:21Porque não existe reeleição,
- 1:35:22né? Lembre então dessa questão.
- 1:35:24JK tinha como vice João Goulart. O vice
- 1:35:27podia ser reeleito, o presidente não. Aí
- 1:35:29nós temos eleições.
- 1:35:30Varre, varre, vassourinha.
- 1:35:34Varre, varre, a bandeira. Param, param,
- 1:35:36pam, pam. O povo já tá cansado
- 1:35:40de sofrer desta maneira. Jânio Quadros é
- 1:35:44a esperança desse povo abandonado. Para,
- 1:35:46para, para, pam.
- 1:35:47Jânio Quadros é a certeza de um Brasil
- 1:35:50moralizado.
- 1:35:52Alerta, meu irmão. Vassoura.
- 1:35:55Conterrâneos.
- 1:35:57Vamos votar com Jânio. Aí o Jânio é
- 1:36:00eleito em 61 como presidente do Brasil
- 1:36:04por um partido pequeno
- 1:36:05com 48%
- 1:36:08dos votos. Esse é o Jânio o Jânio
- 1:36:11Quadros, certo?
- 1:36:13Jânio Quadros é um cara marcado,
- 1:36:14evidentemente, pelas suas
- 1:36:16excentricidades, que você vai lembrar
- 1:36:17muito bem disso,
- 1:36:19né?
- 1:36:20Mas também é um cara marcado pela sua
- 1:36:22famosa PEI. Que era PEI? Política
- 1:36:25externa
- 1:36:26independente.
- 1:36:27Ou seja
- 1:36:29primeiro que o Jânio Quadros ele é
- 1:36:31eleito como um candidato da direita
- 1:36:33tá? Da direita conservadora brasileira
- 1:36:35com apoio e financiamento do governo dos
- 1:36:37Estados Unidos, certo? Por que dos
- 1:36:39Estados [roncando] Unidos? Porque em 59
- 1:36:42rola a revolução cubana.
- 1:36:44E os Estados Unidos vão perder o
- 1:36:46território.
- 1:36:47Tá? E aí a Cuba a Cuba vai se
- 1:36:49transformar socialista com apoio da
- 1:36:52União Soviética e aí o famoso medo da
- 1:36:54teoria do efeito dominó.
- 1:36:56Um país virou socialista, outro virou
- 1:36:58socialista e outro virou socialista ali
- 1:37:00também.
- 1:37:01Certo?
- 1:37:03E por conta dessas questões, os Estados
- 1:37:05Unidos olham para o Brasil
- 1:37:07com atenção.
- 1:37:09Não podemos deixar o Brasil virar
- 1:37:10socialista não.
- 1:37:11Então apoia o cara da direita. Só que é
- 1:37:13eleito o Jânio Quadros de direita e o
- 1:37:15vice é o João Goulart que é um cara mais
- 1:37:16à esquerda. Que que vai acontecer?
- 1:37:18Né? Você sabe daqui a pouco que que vai
- 1:37:20rolar. Política externa independente, o
- 1:37:22vínculo que ele vai estabelecer com a
- 1:37:24União Soviética e Cuba muitas das vezes,
- 1:37:26né? Vai receber o Gagarin, vai receber o
- 1:37:28Che Guevara no Brasil, tá? O governo
- 1:37:30dele é muito curto, dura apenas 7 meses.
- 1:37:33E aí ele renuncia.
- 1:37:34Essa renúncia dele, ele quer então
- 1:37:36deixar o governo para o João Goulart, só
- 1:37:38que o porque o João Goulart é comunista
- 1:37:39e aí ele falava que as pessoas iam
- 1:37:41impedir a posse de João Goulart e ele
- 1:37:42assume mesmo assim.
- 1:37:44Né? Aí nós temos a famosa campanha da
- 1:37:46legalidade liderada por Leonel Brizola,
- 1:37:50tá?
- 1:37:51O Leonel Brizola fala para o João
- 1:37:52Goulart ir para o Rio Grande do Sul.
- 1:37:54E aí eles resolvem esse atrito todo por
- 1:37:56meio da implementação do parlamentarismo
- 1:37:58no Brasil.
- 1:37:59Tá?
- 1:38:00O João Goulart basicamente não governa,
- 1:38:02né? O plebiscito vai rolar até 63.
- 1:38:05Aí é transferido para o presidencialismo
- 1:38:07novamente e o João Goulart, também
- 1:38:09chamado de Jango, assume a presidência.
- 1:38:11Tá? O Jango vai propor reformas de base,
- 1:38:15dentre elas a reforma agrária.
- 1:38:18Vai propor reforma agrária, vai tentar
- 1:38:20passar reforma agrária por decreto
- 1:38:21presidencial.
- 1:38:22Isso gera alguns problemas, nesse
- 1:38:24contexto todo que nós temos de medo do
- 1:38:26comunismo, Guerra Fria, Cuba se tornando
- 1:38:29um país socialista recentemente, né?
- 1:38:32E aí o Jota, o João Goulart vai falar:
- 1:38:34"Bom, se o se o Congresso não aprovar as
- 1:38:36reformas de base, eu passo por decreto
- 1:38:38presidencial".
- 1:38:39E aí, nós temos o famoso comício da
- 1:38:41Central do Brasil no dia 3 de março de
- 1:38:4464.
- 1:38:45Reação a isso, dia 19 de março de 64, a
- 1:38:48Marcha da Família com Deus pela
- 1:38:50Liberdade, né? Um movimento da direita
- 1:38:51brasileira contra o João Goulart.
- 1:38:54Os eventos vão se desenrolando, até que
- 1:38:57dia 31, na verdade,
- 1:38:58ah, dia 1º, porque já era madrugada,
- 1:39:01então se é madrugada, é dia 1º de abril,
- 1:39:03nós temos o início do golpe lá em Minas
- 1:39:05Gerais com o General Olímpio Mourão
- 1:39:08Filho, aquele mesmo que escreveu o Plano
- 1:39:10Cohen lá atrás na Era Vargas. E aí, o
- 1:39:12início da ditadura militar.
- 1:39:14Meu povo, é o seguinte,
- 1:39:17tá gostando da nossa aula?
- 1:39:18Tá, né?
- 1:39:19Então, aproveita esse QR Code que a
- 1:39:21gente tem aqui embaixo.
- 1:39:22Nesse QR Code você consegue, você vai
- 1:39:24entrar para o nosso grupo do WhatsApp
- 1:39:26aqui do Protocolo Enem,
- 1:39:27tá? Em que ali vai ser liberada uma
- 1:39:29oferta de Black Friday para você com a
- 1:39:31melhor, o melhor preço do ano para você
- 1:39:35fazer a sua melhor preparação possível
- 1:39:37para sua próxima prova do Enem, tá?
- 1:39:39Vem aqui, escaneia esse QR Code, entra
- 1:39:42para o nosso grupo para você garantir a
- 1:39:44sua oferta exclusiva que só vai ser
- 1:39:46liberada aqui dentro do grupo. Vem
- 1:39:49estudar com a gente, vem ter a melhor
- 1:39:50preparação do Brasil para sua prova do
- 1:39:52Enem. Eu não perderia essa oferta,
- 1:39:54certo? Escaneia aqui e vem para o nosso
- 1:39:56grupo. Povo, ditadura, lembre, nesse
- 1:39:59contexto que a gente tá falando, nós
- 1:40:01estamos aqui num contexto de Quarta
- 1:40:03República. Ditadura, você tá ligado no
- 1:40:05que você precisa saber. As perseguições
- 1:40:07aos subversivos, a crítica àqueles que
- 1:40:11eram contra a ditadura militar,
- 1:40:13né? As perseguições, as mortes, o
- 1:40:17controle do Estado sobre o povo, o
- 1:40:18autoritarismo dos governos, né? E,
- 1:40:21claro, os famosos Atos Institucionais.
- 1:40:24Lembrar, então, primeiro é Castelo
- 1:40:26Branco, certo? Castelo Branco, o
- 1:40:28responsável pela implementação do golpe,
- 1:40:30implementação do Ato Institucional
- 1:40:32número um, né? Que define, portanto,
- 1:40:35isso como sendo uma revolução,
- 1:40:38né?
- 1:40:39Cassação de mandatos, né? Já no primeiro
- 1:40:41seis meses de governo, você já tem a
- 1:40:43prisão e a perseguição de milhares de
- 1:40:46pessoas ali nesse contexto,
- 1:40:48né?
- 1:40:50O AI-2 sendo implementado, né? Do
- 1:40:53bipartidarismo, a Arena e o MDB. E aqui
- 1:40:56um detalhe, tá, gente? A direita
- 1:40:58brasileira, que era liberal, apoia o
- 1:41:00golpe.
- 1:41:02Por isso que alguns historiadores chamam
- 1:41:03o golpe de golpe civil-militar,
- 1:41:06tá? A gente pode chamar disso também,
- 1:41:08né? Os militares vão falar que não é
- 1:41:09golpe. Os militares vão falar que é uma
- 1:41:11revolução,
- 1:41:13tá? Outros vão dizer ainda que seria uma
- 1:41:15contrarrevolução,
- 1:41:17que seria, então, uma forma de impedir
- 1:41:21os comunistas de ganharem o poder no
- 1:41:22Brasil.
- 1:41:24Coisa que não faz muito sentido, não é?
- 1:41:26Só que essa galera que apoiou o golpe,
- 1:41:29em 67, vai romper com o golpe.
- 1:41:33Porque eles achavam que o golpe seria
- 1:41:34algo rápido. Não, vamos tomar o poder
- 1:41:35aí, depois a gente devolve o poder,
- 1:41:37então, para os civis.
- 1:41:39Só que, na verdade, o que vai rolar é:
- 1:41:41"Esses caras estão fazendo uma
- 1:41:42constituição nova, significa que os
- 1:41:43militares querem ficar no poder por
- 1:41:44tempo indeterminado".
- 1:41:46Implementação de Lei de Segurança
- 1:41:47Nacional, implementação de censura, né?
- 1:41:50O SNI ganhando força, a
- 1:41:52institucionalização cada vez mais forte
- 1:41:54da ditadura militar, as perseguições
- 1:41:56acontecendo aqui, né? E aí, depois, o
- 1:41:58governo do Costa e Silva.
- 1:42:00Costa e Silva, marcado pelas passeatas
- 1:42:03ali que vão acontecer, né? No
- 1:42:05restaurante Calabouço, que a galera vai
- 1:42:07se manifestar por conta de algumas
- 1:42:09questões dentro ali do restaurante
- 1:42:10universitário no Edge, né?
- 1:42:14E aí o Edson Luís que é um dos
- 1:42:15estudantes acaba morto em conflito com a
- 1:42:16polícia.
- 1:42:17Isso vai gerar a passeata dos 100 mil.
- 1:42:21E a passeata dos 100 mil tem como
- 1:42:22resistir, como forma de eh, eh
- 1:42:26de revide do governo
- 1:42:28a implementação do mais truculento de
- 1:42:30todos os atos institucionais.
- 1:42:32O ato institucional número cinco, já 13
- 1:42:35de dezembro de 1968.
- 1:42:37Aí, gente, aí é loucura.
- 1:42:38Né?
- 1:42:39Antes já era perseguição, né? A ditadura
- 1:42:41já começa com o Castelo Branco. Já tem
- 1:42:43perseguição com o Castelo Branco.
- 1:42:45Olha só.
- 1:42:47Você sabe qual vai ser
- 1:42:48a classe
- 1:42:49de
- 1:42:51estatal
- 1:42:52de funcionários do Estado
- 1:42:54mais perseguida
- 1:42:57durante a ditadura militar? Que vai ser
- 1:42:59mais retirada dos seus postos de
- 1:43:00trabalho?
- 1:43:02Professores universitários?
- 1:43:04Professores de escola?
- 1:43:06Sindicalistas? Não.
- 1:43:09Militares.
- 1:43:10Os militares são a classe mais
- 1:43:12perseguida. Mas como assim, professor?
- 1:43:13Os militares vão perseguir militar? É.
- 1:43:16Porque os militares não são homogêneos.
- 1:43:19Né? Os militares têm
- 1:43:22como qualquer camada social e como
- 1:43:23qualquer pessoa as suas predileções
- 1:43:26políticas.
- 1:43:27Portanto, existiam militares que eram
- 1:43:28contrários ao golpe.
- 1:43:30Esse militar era necessariamente alguém
- 1:43:32de esquerda? Não.
- 1:43:34Poderiam ter militares de esquerda? Sim.
- 1:43:37Mas você teria militares de direita que
- 1:43:39eram contra uma ditadura militar, pois
- 1:43:41achavam que ia a função dos militares é
- 1:43:43cuidar das fronteiras do país.
- 1:43:45Esses caras eram perseguidos, né? Aí
- 1:43:47cinco, implementação mais forte ainda da
- 1:43:50censura, dos casos de perseguição,
- 1:43:52mortes, né? E aí implementação depois
- 1:43:55ali dos anos de chumbo no governo
- 1:43:57Médici. Presta atenção, né? Relacionado
- 1:44:00também aos movimentos culturais. A
- 1:44:02Tropicália sendo um movimento de crítica
- 1:44:05estética e não por meio da poesia, né?
- 1:44:07Por conta de que eles não podiam fazer
- 1:44:09as críticas de forma tão escancarada.
- 1:44:11Governo Médici sempre lembrado das
- 1:44:13questões referentes à propaganda no
- 1:44:15governo do Médici
- 1:44:16por conta da vitória do Brasil na Copa
- 1:44:18de 1970, a propaganda ufanista, né? E
- 1:44:22junto disso também o tal do milagre
- 1:44:25econômico com o Brasil crescendo 10% ao
- 1:44:27ano.
- 1:44:29Mas o Médici é o governo de maior tensão
- 1:44:31da história.
- 1:44:32Tá? De maior repressão, de maior número
- 1:44:34de mortes, porque o Médici era também,
- 1:44:36antes de ser presidente, o líder
- 1:44:38nacional do SNI, o Serviço Nacional de
- 1:44:40Informação. Então, os caras tinham muita
- 1:44:43articulação com os grupos, ah,
- 1:44:46de torturadores, de perseguidores aqui
- 1:44:48no contexto da ditadura militar, tá?
- 1:44:52Esse milagre econômico faz com que a
- 1:44:53economia cresça, mas que não chegue essa
- 1:44:56divisão dos lucros para
- 1:44:58o povo brasileiro, né?
- 1:45:00Depois do Médici, é o período que a
- 1:45:02gente chama de uma abertura lenta,
- 1:45:04gradual e segura em direção à
- 1:45:05democracia,
- 1:45:07tá? Governo Geisel, que vai tá vivendo
- 1:45:10num contexto de crise do petróleo,
- 1:45:12portanto do fim do milagre econômico e o
- 1:45:14famoso caso que nós temos aqui do
- 1:45:16Vladimir Herzog, né? Um professor
- 1:45:19universitário, chefe de jornalismo da TV
- 1:45:22Cultura e aí o Herzog vai ser morto
- 1:45:26pelos militares e aqui não tinha muito
- 1:45:28mais o que fazer. É, não tinha como
- 1:45:30esconder esses casos de morte e de
- 1:45:32tortura. Sabe quantas pessoas foram
- 1:45:33mortas durante a ditadura militar?
- 1:45:36Que a gente tem dados? 434
- 1:45:39pessoas que são mortas durante a
- 1:45:40ditadura militar no Brasil, né?
- 1:45:43Revogação do AI-5 e aí depois governo
- 1:45:45Figueiredo, abertura à democracia logo
- 1:45:48depois ali na sequência também. Pontos
- 1:45:50importantes,
- 1:45:52entender que nós temos uma lei de
- 1:45:53anistia, os militares são perdoados
- 1:45:55pelos seus crimes cometidos,
- 1:45:57né? Retorno do pluripartidarismo,
- 1:46:00vários partidos políticos surgindo,
- 1:46:03certo?
- 1:46:04Ah,
- 1:46:05e aí as Diretas Já. Isso aqui é a
- 1:46:07questão bem, né, corriqueira.
- 1:46:10A campanha pelas Diretas Já não dá
- 1:46:11certo, nós não temos eleições diretas no
- 1:46:13Brasil, nós temos eleições indiretas,
- 1:46:15entre Tancredo Neves e Paulo Maluf,
- 1:46:17vence o Tancredo, acaba a ditadura
- 1:46:19militar, temos o retorno à democracia.
- 1:46:22Vamos fazer uma questãozinha sobre isso
- 1:46:23antes da gente seguir. Opa, vamos lá.
- 1:46:26O golpe militar de 1964
- 1:46:29foi implacável no combate ao que restava
- 1:46:32das ligas camponesas generalizadas na
- 1:46:34década anterior.
- 1:46:36No entanto, em relação aos sindicatos,
- 1:46:38sua atitude foi ambígua.
- 1:46:39Por meio de acordos com os Estados
- 1:46:41Unidos, foram concebidos centros
- 1:46:43sindicais e cursos de liderança com base
- 1:46:45em princípios conservadores e
- 1:46:46ministrados por membros da Igreja
- 1:46:48Católica.
- 1:46:49Os sindicatos rurais foram tratados de
- 1:46:51forma descrita no texto
- 1:46:53porque o governo pretendia utilizá-los
- 1:46:55para controlar as tensões políticas?
- 1:46:58Muito provavelmente sim. Limitar a
- 1:47:00legislação trabalhista? Não. Divulgar o
- 1:47:02programa populista durante a ditadura?
- 1:47:05Não. Regularizar a propriedade da terra?
- 1:47:07Não. Estimular a oferta de mão de obra?
- 1:47:09Não. Controlar as tensões políticas. Por
- 1:47:11quê? Você vai ter os sindicatos
- 1:47:13controlados pelos interesses americanos.
- 1:47:15Se você tem os sindicatos controlados
- 1:47:16pelos interesses americanos,
- 1:47:18você interesses favoráveis aos
- 1:47:20capitalistas.
- 1:47:21E você controla, portanto, os
- 1:47:23socialistas dentro dos sindicatos. Tá?
- 1:47:25Aqui a gente tem mais uma questão sobre
- 1:47:27o Herzog, tá? Mas não vai dar tempo da
- 1:47:28gente fazer porque senão a gente não
- 1:47:29consegue falar sobre a Nova República,
- 1:47:31rapidinho alguns detalhes. Pessoal, Nova
- 1:47:33República é entender, principalmente, os
- 1:47:36direitos sociais
- 1:47:37que são conquistas dos do con texto ali
- 1:47:40da Nova Constituição Federal, né?
- 1:47:42Lembrar que o Tancredo morre ali na
- 1:47:44véspera da da posse, assume o o José
- 1:47:47Sarney e o Sarney tem que resolver duas
- 1:47:49coisas.
- 1:47:51Inflação
- 1:47:52e que mais além da inflação que ele tem
- 1:47:54que resolver? Uma nova Constituição.
- 1:47:56Ele vai pegar o Brasil com uma inflação
- 1:47:58de 220% ao ano,
- 1:48:00tá?
- 1:48:02Que os militares que sabiam lidar muito
- 1:48:03bem que a economia deixaram.
- 1:48:05E aqui
- 1:48:06que que vai acontecer?
- 1:48:08Nós temos as tentativas de planos
- 1:48:10econômicos. O primeiro desses planos
- 1:48:11econômicos que a gente vai ter o Plano
- 1:48:12Cruzado, congelamento de preços e
- 1:48:14salários por um ano, enfim, depois Plano
- 1:48:16Cruzado 2.
- 1:48:18Né? Aí nós temos eleições e tudo mais.
- 1:48:20A implementação da Constituição Cidadã,
- 1:48:22direito do voto aos
- 1:48:24aos 16 anos, é a Constituição Cidadã
- 1:48:27ampliando os direitos do Brasil.
- 1:48:29É, uma questão indígena sendo muito
- 1:48:31importante, né? A demarcação de terras
- 1:48:33indígenas, a aqui a partir da
- 1:48:35Constituição Cidadã, muito importante a
- 1:48:37presença do Ailton Krenak, por exemplo,
- 1:48:39nessa discussão, né?
- 1:48:43E aí, povo?
- 1:48:45Nesse contexto todo que nós estamos
- 1:48:46trabalhando,
- 1:48:48o Que barulho é esse? Ah, meu cachorro
- 1:48:50tá dormindo aqui do meu lado roncando.
- 1:48:53O Sarney vai deixar o Brasil com uma
- 1:48:54inflação maior ainda, né? De 1.800% ao
- 1:48:57ano.
- 1:48:58Depois dele, Collor, lembra? O Collor é
- 1:49:00um cara, primeiro presidente civil
- 1:49:02eleito depois do Jânio Quadros, né, que
- 1:49:04foi eleito lá em 1960, assumiu em 61.
- 1:49:07Tá?
- 1:49:08O Collor assume,
- 1:49:10mas o Collor ainda tem que tentar
- 1:49:11resolver os problemas
- 1:49:13anteriores.
- 1:49:15Inflação, principalmente, né?
- 1:49:17Plano econômico do Plano Collor, temos o
- 1:49:19confisco das poupanças. O Collor é muito
- 1:49:21importante para implementação do
- 1:49:23neoliberalismo no Brasil.
- 1:49:24É, abertura de empresas, ah,
- 1:49:27estrangeiras no Brasil,
- 1:49:29tá? Porém, o Eucário que é eleito como
- 1:49:31um dos responsáveis por acabar com a
- 1:49:32corrupção no Brasil, vai ser descoberto
- 1:49:34durante seu governo um escândalo
- 1:49:36gigantesco de corrupção, famoso caso PC
- 1:49:38Farias.
- 1:49:40Tá? Aí o movimento dos caras pintadas e
- 1:49:41o Collor é impichimado. Ele tenta
- 1:49:43renunciar,
- 1:49:44o Congresso não aceita a renúncia,
- 1:49:47porque se ele aceitasse a renúncia, ele
- 1:49:49perderia, ele não perderia os direitos
- 1:49:50políticos. Como ele é impichimado, ele
- 1:49:52perde os seus direitos políticos, mas
- 1:49:53mesmo assim foi eleito
- 1:49:55a senador outras vezes, né? Povo, daqui
- 1:49:58pra frente aparecem poucas coisas, só
- 1:50:00esse aqui que a gente tem que lembrar.
- 1:50:02Durante o governo do Itamar Franco, né,
- 1:50:03porque o o Collor é impichimado e o
- 1:50:05Itamar assume. Que que vai acontecer?
- 1:50:09Temos o Plano Real. Plano Real vai
- 1:50:11resolver as a crise econômica no Brasil.
- 1:50:13Um real vai ser igual a um um já pensou
- 1:50:16isso aqui? Já pensou teus carrinho da
- 1:50:17Shopee?
- 1:50:19Como é que ia não tá nesse contexto
- 1:50:20aqui? Eita pega! Ele resolve, não é ele,
- 1:50:22né? É o Fernando Henrique Cardoso.
- 1:50:24Fernando Henrique Cardoso como ministro
- 1:50:25da Fazenda dá um jeito de resolver a
- 1:50:28nossa economia.
- 1:50:30E ele ganha tanta moral, ele era um
- 1:50:32sociólogo e economista.
- 1:50:34Fica tão conhecido que ele vai se
- 1:50:35candidatar à presidência e vence. E vai
- 1:50:38ser o primeiro presidente reeleito da
- 1:50:40nossa história. Tá? Porque antes não
- 1:50:42existia reeleição.
- 1:50:43FHC é marcado pela privatização da Vale
- 1:50:47e pela privatização da Telecom.
- 1:50:49Certo?
- 1:50:51Ele cria o Bolsa Escola, início de um
- 1:50:53processo de transferência de renda,
- 1:50:54portanto, implementação do
- 1:50:56neoliberalismo no Brasil, defesa de um
- 1:50:58estado mínimo, mínima intervenção
- 1:51:00estatal possível no Brasil.
- 1:51:02Certo? E ele ganha muita moral por conta
- 1:51:05de ter colocado o real igual o dólar.
- 1:51:07Tá?
- 1:51:09Por isso ele vai colocar uma PEC, né? Um
- 1:51:11projeto de emenda constitucional em
- 1:51:121997, permitindo a reeleição. Ele é o
- 1:51:16primeiro presidente reeleito, certo?
- 1:51:18Depois disso, os governos Lula
- 1:51:21um, Lula dois.
- 1:51:23Aí nós temos depois na sequência os
- 1:51:25governos da Dilma
- 1:51:27e do Temer e depois Bolsonaro e Lula e,
- 1:51:30né, não sei quando você está vendo essa
- 1:51:32aula aí para saber qual o presidente que
- 1:51:34está governando o Brasil nesse contexto.
- 1:51:37Meu povo, minha intenção com você era
- 1:51:39chegar até aqui, rever esses pontos aqui
- 1:51:41porque são até onde as provas cobram,
- 1:51:42aqui nem tanto. Provas cobram
- 1:51:44basicamente até esse contexto do FHC. E
- 1:51:47aí, em duas horinhas trouxe para vocês
- 1:51:50desde o período colonial até a nossa
- 1:51:52história mais recente. Fechou? Sou o
- 1:51:55professor Juliano, um forte abraço, bons
- 1:51:57estudos e uma excelente prova. Tchau,
- 1:52:00tchau.
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This page contains the full transcript of TODA A HISTÓRIA DO BRASIL PARA O ENEM 2026 by Marcos Vasconcellos, generated from the public captions YouTube serves with the video. The transcript has 17,894 words across 3,338 segments, with the original timestamps preserved so you can click any line to jump to that moment in the embedded player.
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