TODA a GEOGRAFIA FÍSICA para o ENEM (ganhe muitos acertos) — Transcript
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- 0:00Nesse vídeo você vai ter acesso a uma
- 0:02aula completa com tudo de geografia
- 0:04física para a prova do Enem.
- 0:06Absolutamente todos os conceitos que
- 0:08você precisa saber para acertar qualquer
- 0:11questão de geografia física que caia no
- 0:13dia da sua prova. Para complementar o
- 0:15seu estudo, eu vou deixar o link aqui na
- 0:17descrição de um grupo de materiais
- 0:19gratuitos que eu tenho aqui no canal,
- 0:21que eu envio listas de questão por lá,
- 0:23envio resumo das matérias, atualizações
- 0:26de vídeos novos. Então entra nesse grupo
- 0:28que eu vou enviar uma lista de questão
- 0:30referente a essa aula de geografia
- 0:31física, com questões de geografia física
- 0:33do Enem para você também poder praticar
- 0:35e consolidar o seu conhecimento. Para
- 0:38essa aula eu trouxe o professor Igor
- 0:40Peixe, um dos maiores especialistas do
- 0:42Brasil no ensino da geografia. Ele tem
- 0:44mais de 20 anos de experiência dando
- 0:47aula nos melhores cursinhos do Brasil,
- 0:49domina profundamente a geografia e tem
- 0:52uma didática muito fora da curva. Na
- 0:54minha visão, é o melhor professor de
- 0:56geografia física do Brasil e ele também
- 0:58é professor do Protocolo Enem, a minha
- 1:00plataforma focada em preparação de alto
- 1:03desempenho para a prova do Enem com os
- 1:04melhores professores em cada disciplina,
- 1:07professores muito experientes e com uma
- 1:09didática muito boa que faz você entender
- 1:11realmente como que o conteúdo cai na
- 1:13prova do Enem. A gente tem banco de
- 1:14questão, então que te diz o que estudar
- 1:17baseado nos seus erros, correção de
- 1:18redação com corretores oficiais da banca
- 1:21do Enem. E agora em novembro a gente vai
- 1:23fazer a maior Black Friday da história
- 1:24do Protocolo Enem. A gente vai fazer uma
- 1:26oferta absurda que a gente nunca fez na
- 1:28nossa história, um desconto absurdo de
- 1:31verdade para os alunos. Vamos
- 1:33disponibilizar também segura aprovação,
- 1:35vamos fazer acesso vitalício. Então se
- 1:37você já tá visando a preparação para o
- 1:39Enem de 2027, eu vou deixar o link aqui
- 1:42na descrição para você conhecer, entrar
- 1:44aí no nosso grupo VIP da Black Friday
- 1:46que eu vou enviar a oferta por lá, o
- 1:48cupom de desconto especial para quem
- 1:50quer essa preparação de alto desempenho.
- 1:53No último ano foram centenas de alunos
- 1:55aprovados estudando aí com o Protocolo.
- 1:57Então pessoal, vamos embora para a aula
- 1:59logo. Já deixe seu like nesse vídeo,
- 2:01deixei totalmente sem anúncios o vídeo,
- 2:04tá? Então, do início ao fim não vai ter
- 2:06anúncio, você vai poder, é, aproveitar
- 2:09do conteúdo sem pausa, sem quebrar o seu
- 2:11raciocínio. Sempre odiei anúncio em
- 2:14aulas do YouTube, então por isso que eu
- 2:15deixo desativado os anúncios no meio do
- 2:17meu vídeo. Você não vai ter a quebra do
- 2:19seu raciocínio. E, ó, gostou da aula, já
- 2:21deixe seu like, já valoriza aqui o
- 2:23trabalho e deixe um comentário também
- 2:25que eu vou ler com muito carinho para
- 2:26vocês. Então, fiquem aí com a aula com
- 2:28tudo de geografia física para a prova do
- 2:31Enem.
- 2:31>> Vamos embora dar continuidade aí aos
- 2:33nossos assuntos das ciências
- 2:35geográficas. Hoje,
- 2:37começando, não é, já aí pelo embasamento
- 2:40geológico, ah, os aspectos físicos da
- 2:44geografia, essa parte aí que envolve as
- 2:48questões ambientais, que envolve as
- 2:51questões da estrutura da Terra, como a
- 2:54gente vai ver hoje, da escultura,
- 2:58as esculturas da Terra, as formas de
- 3:00relevo, como no próximo tópico e a
- 3:04atmosfera, biosfera, hidrosfera. Então,
- 3:09a gente começa essa parte física sempre
- 3:12fazendo as analogias com a interação
- 3:15sociedade-natureza,
- 3:16tá? Muito importante para as nossas
- 3:19provas e, não é, abordando todos os
- 3:22aspectos aí possíveis de serem
- 3:25contemplados, tá? Nas avaliações, nos
- 3:28vestibulares, no Enem, aí para frente.
- 3:31Beleza, pessoas? Então, sem mais
- 3:33delongas, vamos nessa começar os nossos
- 3:37estudos aí sobre a geologia.
- 3:41Então, não é, a geologia, pessoas, é
- 3:45exatamente a ciência,
- 3:47não é, que estuda o, a história natural
- 3:52do planeta Terra. Exatamente, vai, vai
- 3:55mostrar para a gente, vai contar para a
- 3:57gente as
- 3:59as condições que haviam no planeta, as
- 4:02transformações que a crosta terrestre
- 4:04passou, não é? As causas e consequências
- 4:08dessas transformações, os efeitos que a
- 4:11gente vai sentir, os fenômenos naturais
- 4:14que a gente sente por causa de todo esse
- 4:16processo. E, claro, a gente vai
- 4:19conversar num tempo histórico diferente.
- 4:22Tá certo? A gente vai a para uma escala
- 4:26de tempo bem diferente da que a gente é
- 4:29acostumado a ver dentro da disciplina de
- 4:31história, por exemplo, na geografia
- 4:33humana. Então, a gente vai para aspectos
- 4:37que vão envolver aí centenas de milhares
- 4:40ou milhões de anos, tá? Vamos nessa, sem
- 4:44mais delongas, sem mais
- 4:47eh arrodeios, simbora para a gente
- 4:50começar. Então, pessoas,
- 4:52vejam, não é? A
- 4:55a geologia,
- 4:57não é? Essa ciência aí que nos
- 5:01muito comum na geografia, essa ciência
- 5:04que traz para a gente
- 5:07um
- 5:09um processo de evolução da crosta
- 5:11terrestre está pautada aí no tempo
- 5:15geológico.
- 5:16Não se preocupem, tá? Aqui com a
- 5:20a escalinha de tempo que tá aí, para a
- 5:22gente é só um exemplo, tá certo? Vocês
- 5:24podem tranquilamente pesquisar depois,
- 5:27mas
- 5:28agora a gente precisa entender essa
- 5:31escala de tempo, tá certo? Essa escala
- 5:34de tempo que é dividida aí em milhões de
- 5:37anos, como vocês podem observar. Então,
- 5:40nós temos desde os períodos mais antigos
- 5:45até
- 5:46os períodos mais recentes dentro da
- 5:50história natural, tá? Do planeta. Então,
- 5:54diversos acontecimentos
- 5:56foram, em cada era geológica dessa,
- 5:59pautando
- 6:00tá certo? As condições que a gente
- 6:03encontrou no nosso planeta.
- 6:06Tá?
- 6:07Pautando aí a as transformações, como eu
- 6:11já disse a vocês. Então, desde o
- 6:12resfriamento da crosta, como a gente
- 6:14estudou, não é, lá no passado, quem
- 6:16somos nesse universo, não é, desde esse
- 6:19processo de resfriamento da crosta, dos
- 6:21acontecimentos que possibilitaram o
- 6:23desenvolvimento da vida, não é, até o
- 6:25surgimento da vida, as transformações
- 6:28desta vida, as extinções,
- 6:31não é, não tivemos só as extinções dos
- 6:34dinossauros, tivemos outras também e,
- 6:37claro, o surgimento do Homo sapiens
- 6:39sapiens, o período ali Mesozoico dos
- 6:42dinossauros, não é, que a gente fala
- 6:44muito do Jurássico, do Triássico, do
- 6:47Cretáceo, não é, muito comum nos filmes
- 6:50hollywoodianos aí, tá certo? Então,
- 6:53é, é essa escala de tempo que está da
- 6:56ordem dos bilhões, passando aí para os
- 6:59milhões
- 7:00de anos. Então, percebam que a gente tá
- 7:02bem longe do tempo histórico. Então, a
- 7:04gente tem que começar a raciocinar hoje
- 7:06um pouco que filosoficamente dentro
- 7:08desse tempo, dessa construção, não é,
- 7:11natural do nosso planeta. Tranquilo?
- 7:14Tranquilas? Então, vamos embora nessa.
- 7:17Vejam só,
- 7:18é exatamente esse processo, tá, aí de
- 7:22transformação da Terra,
- 7:25que a gente vai estudar dentro agora dos
- 7:28aspectos da geologia. Beleza? Então, a
- 7:32gente, falando desse tempo geológico,
- 7:35falando desse processo, das fases da
- 7:38história da Terra, representado aqui ao
- 7:41lado por essa figura da escala
- 7:43geológica, tá?
- 7:45E temos diferentes marcas na paisagem.
- 7:49Temos diferentes formas aí de se
- 7:52identificar na paisagem como essas
- 7:54transformações ocorreram,
- 7:56tá? Seja por rochas, pela disposição das
- 8:00rochas, pelas transformações das rochas,
- 8:03pela forma de relevo, pelo solo, enfim,
- 8:06diversas e diversas categorias e
- 8:09condições que a gente vai aos pouquinhos
- 8:11percebendo, tá certo? Claro que essas
- 8:15transformações, algumas ocorrem de forma
- 8:17rápida,
- 8:18não é? Uma grande erupção vulcânica pode
- 8:21acontecer de forma rápida, pode até
- 8:23acontecer de forma lenta também. É o
- 8:25deslizamento de encostas, uma
- 8:29mega enxurrada, tudo isso acontece de
- 8:31forma rápida e pode deixar marcas aí na
- 8:34paisagem, pode deixar marcas geológicas
- 8:37aí, eh, nas paisagens para a gente
- 8:41eh,
- 8:42perpetuar, para a gente
- 8:45identificar, para a gente,
- 8:48eh, observar. Por exemplo, não é? Uma
- 8:51rocha que tenha uma coloração e no meio
- 8:54dela uma cor, não é, diferente. Então,
- 8:57houve um processo geológico ali que
- 8:59indica alguma condição, um, um traço
- 9:03diferente naquela rocha, tudo que pode
- 9:05ser, não é, tudo que pode acontecer aí
- 9:07de forma rápida e nós temos também
- 9:10acontecimentos lentos, tá certo? Como,
- 9:14por exemplo, o intemperismo,
- 9:17a formação de um cânion, tudo vai
- 9:20acontecer de forma mais gradual. Então,
- 9:23o que a gente vê hoje nas paisagens,
- 9:26nada mais é do que uma condição, não é,
- 9:31que no passado se, eh, projetou, que no
- 9:36passado acabou, não é, acontecendo para
- 9:40a gente. Então, observem que a gente tem
- 9:42tanto as transformações rápidas,
- 9:45quanto as transformações
- 9:48lentas,
- 9:49certo?
- 9:51Então,
- 9:52desta [limpando a garganta]
- 9:52forma, a gente começa a falar aí da
- 9:56litosfera, tá certo? A litosfera que é
- 10:00essa camada que a gente vive. A
- 10:03litosfera que é
- 10:05aonde nós estamos.
- 10:08E há uma estrutura interna, há uma
- 10:11estrutura interna [limpando a garganta]
- 10:13da Terra que dá exatamente esse
- 10:16embasamento do qual estamos falando, tá
- 10:19certo? Vejam, a gente tem nessa
- 10:23estrutura interna, não é,
- 10:25três camadas principais, não é, cada uma
- 10:29delas com propriedades físicas ou
- 10:31químicas diferentes, tá certo? Então nós
- 10:34temos formas de classificar
- 10:37físico-quimicamente
- 10:38essas camadas, sussa?
- 10:41Bora lá,
- 10:42sabemos [limpando a garganta] que temos
- 10:44aí a litosfera ou a crosta terrestre,
- 10:46essa camada mais fina, não é, da
- 10:50superfície, pode ser também ali o
- 10:53assoalho oceânico, não é, faz parte da
- 10:55crosta oceânica e a crosta continental,
- 10:58aonde vivemos, desenvolvemos nossas
- 11:00atividades, interferismo, interferimos
- 11:03no meio ambiente onde a gente observa
- 11:05também essas transformações geológicas.
- 11:08É
- 11:09a a parte rígida,
- 11:11não é, da
- 11:13das
- 11:14das camadas geológicas, é a parte mais
- 11:18rígida, essa parte aí exposta ao
- 11:20intemperismo, essa parte que a gente
- 11:22vive, tá certo?
- 11:24A camada logo abaixo é o manto, tá? Já
- 11:29já uma imagem aí para a gente observar.
- 11:31Então o manto está em contato
- 11:35com a crosta terrestre, tá certo? Essa
- 11:38parte superior do manto, como temos uma
- 11:43parte inferior do manto que está em
- 11:45contato com o núcleo da Terra, não é?
- 11:49Então acredita-se que o núcleo da Terra
- 11:52seja metálico, tá certo? Por isso que
- 11:55nós temos a a
- 11:58a
- 11:59capacidade de gerar aí, não é, polos
- 12:03positivos e negativos do ponto de vista
- 12:05eletromagnético, então nós temos, não é,
- 12:08um um grande ímã,
- 12:11por assim dizer, que nos protege, tá? De
- 12:13tempestades solares. Então, nós temos
- 12:16esse campo eletromagnético,
- 12:18eletromagnético, justamente
- 12:20pela condição deste núcleo ser ferroso,
- 12:24não é? Formado aí por uma parte externa
- 12:28de elementos metálicos fundidos ali pelo
- 12:30manto e uma parte interna solidificada
- 12:33pela altíssima pressão da qual, não é,
- 12:36está inserido.
- 12:38Então, nós temos
- 12:40o manto, não é? Nós temos o núcleo e a
- 12:43parte externa onde vivemos a crosta, tá
- 12:47certo? Então, bora observar aqui esse,
- 12:51não é? É,
- 12:53essa figura, esse croqui. Percebam que
- 12:56de forma muito simplificada, nós temos a
- 12:59parte mais externa,
- 13:02a crosta,
- 13:03tá?
- 13:04O manto, seja o manto superior, o manto
- 13:08inferior, tá?
- 13:11Aqui,
- 13:12até citado como astenosfera, e já já a
- 13:15gente vê essa diferença. E o núcleo,
- 13:18seja o núcleo externo ou o núcleo
- 13:22interno.
- 13:23Beleza?
- 13:24Como deu para perceber, a gente tem duas
- 13:27formas de classificar a estrutura
- 13:30interna do nosso planeta,
- 13:32tá? Nós podemos, através da composição
- 13:36química,
- 13:37classificar essas camadas internas
- 13:40ou através da composição física.
- 13:44Vejam, é,
- 13:47basicamente, nós vamos ter a crosta, o
- 13:50manto e o núcleo,
- 13:52tá certo? Seja sua parte externa,
- 13:55interna, superior ou inferior. A ideia
- 13:58vai ser sempre essa. É isso que vocês
- 14:01vão compreender, é isso que vocês vão
- 14:04entender, tá certo?
- 14:06Esse tipo de diferenciação
- 14:09pode aparecer propositalmente nas
- 14:12questões, mas sempre pense que você vai
- 14:16ter a crosta, o manto e o núcleo, tá
- 14:21certo? Esse é o pensamento, esse é o
- 14:23raciocínio. Vamos começar pela
- 14:26composição química.
- 14:28Pela composição química, nós vamos ter o
- 14:32manto superior, tá certo? Uma zona de
- 14:36transição
- 14:38aqui conhecida como a descontinuidade
- 14:41de Mohorovicic não é? Entre a crosta e o
- 14:46manto superior, aí.
- 14:48Essa zona transicional entre o manto
- 14:51superior e o manto inferior
- 14:56já que estamos falando das propriedades
- 14:59químicas, não é? Então, vamos ter
- 15:03constituições químicas diferentes por
- 15:05causa de temperatura, pressão e o
- 15:08contato ali com as rochas, tá certo?
- 15:11Nós vamos ter o manto inferior
- 15:16e, não é? Entre o manto e o núcleo, a
- 15:20descontinuidade
- 15:22de Gutenberg.
- 15:24Tá certo? Difícil aparecer numa prova,
- 15:27mas temos diversos vestibulares aí que
- 15:30podem, não é? Eh, abordar esse tópico.
- 15:34No Enem é um tanto quanto raro, mas a
- 15:39gente precisa compreender o processo
- 15:41como um todo, desenvolver
- 15:43essas habilidades, tá certo?
- 15:46Nós vamos ter o núcleo externo, como
- 15:49estudamos, não é? Vimos aí, e o núcleo
- 15:53interno.
- 15:54Entre o núcleo externo e o núcleo
- 15:57interno, a descontinuidade
- 16:00de Lehmann.
- 16:02Tá?
- 16:03Tranquilo, pessoas. Percebam como vai
- 16:05ser muito semelhante nas propriedades
- 16:09físicas. Temos a litosfera ou a crosta
- 16:13tá certo?
- 16:14A astenosfera,
- 16:17que é o quê? O manto superior, é aquela
- 16:20parte do manto que está em contato com
- 16:22as rochas sólidas aí da crosta
- 16:25terrestre, tá certo?
- 16:27A mesosfera,
- 16:30que é o manto inferior, então nós temos
- 16:35o manto também.
- 16:37E
- 16:38a endosfera, tá? Que seria o núcleo
- 16:42externo
- 16:43e o núcleo interno. Então percebam que a
- 16:48gente tem basicamente as mesmas
- 16:52condições, tá certo? Nós temos
- 16:54basicamente a a mesma distribuição do
- 16:58que eh estudamos e entendemos. Logo,
- 17:03eles vão apresentar comportamentos
- 17:06idênticos, é só uma forma de
- 17:09classificação diferente. Nós vamos ter
- 17:11aí o movimento do manto, não é? O núcleo
- 17:15ativo do nosso planeta fundindo
- 17:18aí metais, não é? Uma corrente de
- 17:21ascendência desse manto, esse manto
- 17:25ascendendo, esse manto provocando o
- 17:28deslocamento das placas tectônicas, como
- 17:30a gente vai ver na sequência, e
- 17:32fenômenos como vulcanismo e tectonismo.
- 17:35Independentemente da forma de
- 17:37classificação. Trouxe as duas, não é?
- 17:40Porque aqui no protocolo a gente aprende
- 17:42tudo, não é? A gente aprende de forma
- 17:45mais objetiva possível, mas não deixa
- 17:48passar um pequeno detalhe que pode fazer
- 17:50a diferença para você aí no seu
- 17:52resultado, tá? Então, já sabemos dessas
- 17:56condições, dessas camadas internas, das
- 17:59propriedades, sejam químicas ou físicas,
- 18:02e aí, não é? Como isso vai eh impactar a
- 18:07gente no dia a dia? Bom,
- 18:10principalmente
- 18:12por causa da teoria da deriva
- 18:15continental,
- 18:16tá? Justamente essa essa teoria que
- 18:22chegou para gente mostrando,
- 18:24demonstrando, dizendo como, não é, é, os
- 18:27continentes estão em isostasia, estão
- 18:30boiando, não é, nesse manto, a litosfera
- 18:33aí sendo, é,
- 18:36essa, essa parte toda fragmentada,
- 18:40não é, como se fossem
- 18:43pedaços de isopor boiando sobre a água e
- 18:47se dirigindo, não é, para direções
- 18:50variadas e variáveis e aleatórias,
- 18:54certo? Então, povo, bora lá. Essa
- 18:57teoria, ela foi, é, apresentada por
- 19:02Alfred Wegener, tá certo? Em 1912.
- 19:07Wegener, ele era um estudioso, ele era
- 19:11mais climatologista do que geólogo, mas
- 19:14tinha muita curiosidade e elabora sua
- 19:18teoria.
- 19:19Wegener diz que os continentes, não é,
- 19:22se movimentam,
- 19:24tá? Ele diz que na sua teoria, os
- 19:28continentes já estiveram juntos, tá? E
- 19:33ele diz que os continentes se se movem
- 19:35de forma horizontal e estariam se
- 19:38deslocando, estariam à deriva. Alfred
- 19:41Wegener, ele não consegue comprovar a
- 19:45sua teoria.
- 19:46Ele tem ideias, não é, excelentes, ele
- 19:51fala de fósseis que são encontrados em
- 19:54diversos continentes e esses fósseis não
- 19:57nadavam nem voavam, não eram terrestres,
- 20:00então, eles deveriam habitar a mesma
- 20:03região. Só que Wegener não consegue
- 20:05comprovar a sua teoria. A sua teoria vai
- 20:08ser comprovada só pós Segunda Guerra
- 20:11Mundial, com a descoberta da dorsal
- 20:14mesoatlântica,
- 20:15um, um processo aí, não é, bem
- 20:18interessante, mas que a gente deixa para
- 20:20outro momento. Só que, não é, em sendo
- 20:25comprovada a sua teoria, Wegener, não é,
- 20:29consegue,
- 20:31é,
- 20:33aceitação da academia, por quê?
- 20:36Essa teoria agora é chamada de teoria da
- 20:39tectônica global de placas, não é,
- 20:42chamamos tranquilamente deriva
- 20:43continental, diversos autores continuam
- 20:46chamando deriva continental em homenagem
- 20:49a Alfred Wegener, não é, que tem as suas
- 20:52ideias comprovadas, há a manutenção da
- 20:56teoria da deriva continental, tá certo?
- 20:59E aí vai estabelecer que a crosta
- 21:02terrestre está dividida em placas, tá
- 21:04certo? E essas placas estão boiando, não
- 21:08é, sobre o magma, não não é, sobre o
- 21:10manto. Então, nessa teoria, a América do
- 21:14Sul e a África já estiveram unidas. É um
- 21:18recorte muito comum, a gente tem aqui,
- 21:22não é, um recorte até comum para a gente
- 21:24olhar um mapa-múndi e e ver que se
- 21:27encaixavam, tá certo? E claro, não é,
- 21:31evidências desses encaixes da linha de
- 21:33de costa, coincidências geomorfológicas,
- 21:38geológicas,
- 21:40a gente tem diversas praias na África
- 21:42que lembram a a geografia do Rio de
- 21:44Janeiro, a geografia do Espírito Santo,
- 21:47não é, semelhante à do Rio de Janeiro,
- 21:49aqui, não é, no estado de Pernambuco, a
- 21:52gente tem um alinhamento Pernambuco, uma
- 21:54grande falha
- 21:56que surge da separação desse continente,
- 21:59o município aqui conhecido, não é, como
- 22:01Cabo de Santo Agostinho, que tem as
- 22:04rochas estruturais idênticas a rochas lá
- 22:08da costa africana, então, a
- 22:10periodização, a datação delas, o o
- 22:13direcionamento dessas rochas todos
- 22:16coincidindo e essas e outras evidências
- 22:19que comprovam que, de fato, a gente
- 22:21tinha um grande continente, tá certo?
- 22:25Que não foi o primeiro, nem vai ser o
- 22:28último, tá certo? Além dos fósseis, como
- 22:32a gente viu. Então, a Pangeia
- 22:35não foi o primeiro supercontinente e não
- 22:39será o último. Também existem evidências
- 22:41de outros supercontinentes.
- 22:44Olha a escala de tempo geológico aí
- 22:47funcionando para a gente. Não é? Então,
- 22:49se há 125 milhões de anos a gente tinha
- 22:52um supercontinente e ele não foi, não é,
- 22:55o o primeiro,
- 22:57nem vai ser o último, a tendência é que,
- 23:00não é, voltem a se encontrar numa grande
- 23:02massa e se rearranjem. Então,
- 23:05>> [limpando a garganta]
- 23:06>> essa condição
- 23:08começa a ser comprovada, não é? E aí a
- 23:11gente começa a observar hoje fenômenos,
- 23:15os fenômenos que vão vir na consequência
- 23:20desses movimentos tectônicos.
- 23:24Primeiramente e primordialmente a gente
- 23:27tem, tá certo? O
- 23:29os limites dessas placas. Então, esse
- 23:33mapa aí no centro, tá? Destacando
- 23:35bastante hoje a imagem, as imagens para
- 23:38vocês, porque hoje a gente precisa, não
- 23:41é, ver bem direitinho essas imagens.
- 23:45Então, tem um exemplo aí de um
- 23:47mapa-múndi e das placas litosféricas,
- 23:50tá?
- 23:51Essas placas litosféricas, elas se
- 23:54movimentam de forma aleatória, só que
- 23:57[roncando]
- 23:57ora elas vão se chocar, ora vão se
- 24:00afastar e ora vão tangencialmente,
- 24:04não é, digamos assim, cisalhar uma na
- 24:07outra, vão horizontalmente, não é, é
- 24:12bater
- 24:13entre si.
- 24:14Então,
- 24:15isso faz com que cada tipo de limite
- 24:20tenha uma consequência diferente. Então,
- 24:23se liga agora, presta bastante atenção
- 24:26agora, não é? Dá o print aí na tela, faz
- 24:30tuas anotações, por quê? Agora a gente
- 24:32tem uma etapa gigante com várias
- 24:37condições, conceitos e consequências.
- 24:40Beleza?
- 24:41Primeiramente, estamos falando aí dos
- 24:43limites das placas tectônicas. Bora
- 24:47começar aqui pelos limites
- 24:49conservativos.
- 24:51Tá certo? Ou transformantes,
- 24:54como o exemplo da falha de San Andreas,
- 24:58não é? Lá nos Estados Unidos e no
- 25:00México.
- 25:01Essas placas tectônicas, elas
- 25:06estão dispostas de forma
- 25:09transformante.
- 25:11Elas cisalham uma nas outras, tá certo?
- 25:16Então,
- 25:17é um limite, como tá aí no desenho, não
- 25:20é? De falhas em que as placas
- 25:23deslocam-se horizontalmente uma em
- 25:26relação à outra.
- 25:28Então, esse deslocamento vai ser
- 25:31horizontal, elas nem se chocam e elas
- 25:34não se afastam. Tá certo?
- 25:37Calma, que já já a gente vê as
- 25:39consequências de cada um desse contexto.
- 25:43Tá bom? Vamos nessa aqui para os limites
- 25:46convergentes.
- 25:48Se temos limites convergentes,
- 25:52essas placas
- 25:54se encontram. Elas convergem uma
- 25:58contra a outra, umas contra as outras,
- 26:02tá certo?
- 26:03E aí nós vamos ter a formação de arcos
- 26:06de ilha, nós vamos ter a formação de
- 26:09fossas oceânicas, cadeias montanhosas,
- 26:11que seja. Repito, já já a gente vê aí as
- 26:16consequências. E claro, não é? Por fim,
- 26:19mas não menos importante, os limites
- 26:23divergentes.
- 26:25Essas placas acabam divergindo, não é?
- 26:29As placas afastam-se uma das outras. E
- 26:33aí vão formando, não é, uma nova crosta
- 26:37terrestre.
- 26:38Claro que lá no limite convergente, uma
- 26:42das placas volta para o manto fazendo
- 26:44com que o nosso planeta mantenha o seu
- 26:46tamanho. Tá? Ele não vai crescendo, tá
- 26:50certo?
- 26:51Então, nós temos já três limites aí, não
- 26:55é, de placas tectônicas. Os limites
- 26:59convergentes,
- 27:00os limites divergentes
- 27:04e os limites transformantes.
- 27:07Tá certo?
- 27:08Cada um deles vai nos dar
- 27:11condições, vai nos dar consequências
- 27:14diferentes, fenômenos diferentes.
- 27:17Pessoas,
- 27:18nas áreas de contato de placas, a gente
- 27:20tem grande atividade sísmica,
- 27:23tá? Terremotos. E nós temos atividades
- 27:27vulcânicas.
- 27:28Numas mais, em outras menos. Vai
- 27:32depender do tipo de placa, como a gente
- 27:35vai ver na sequência. Vulcanismo e
- 27:37tectonismo estão intimamente ligados às
- 27:41áreas de encontro de placas tectônicas.
- 27:44Certo? Não se esqueçam. São fenômenos
- 27:48diretissimamente ligados ao tectonismo.
- 27:51O vulcanismo, tá certo? E os abalos
- 27:55sísmicos.
- 27:57Beleza?
- 27:58Então, não é, vamos às especificações
- 28:03dessas condições. O O que acontece,
- 28:07não é, o que acontece com cada tipo de
- 28:10placa dentro do seu contexto de limites,
- 28:15nos seus encontros. Bora lá.
- 28:18Vejam, aqui nós temos uma placa
- 28:22oceânica,
- 28:26tá? Exemplos reais, uma placa
- 28:30oceânica se encontrando com uma placa
- 28:34continental.
- 28:37Então,
- 28:38quando há
- 28:40um choque entre a placa
- 28:44oceânica com a placa continental,
- 28:48não é, uma placa oceânica acaba se
- 28:50chocando com a placa continental, o que
- 28:53a gente vai perceber primeiramente é uma
- 28:57subducção.
- 28:59Circulando aqui várias vezes para vocês,
- 29:02uma subducção, ou seja, a placa de
- 29:06Nazca, aqui representada nesse exemplo
- 29:09real, ela vai, digamos assim, voltar
- 29:14para o manto. Ela vai entrar num
- 29:17processo de subducção,
- 29:20tá?
- 29:21E a placa continental, ela acaba se
- 29:24dobrando,
- 29:25formando
- 29:27cadeias montanhosas. No nosso exemplo
- 29:31real, a placa de Nazca se choca com a
- 29:34placa sul-americana
- 29:36e forma a cordilheira dos Andes.
- 29:40No processo de subducção,
- 29:43tá, a gente vai
- 29:46ver a formação aí das fossas submarinas.
- 29:51Nesse caso, as fossas aí do Peru e
- 29:53Chile.
- 29:54Então, na margem continental, a gente
- 29:58vai ter
- 29:59o dobramento, as montanhas, na parte
- 30:03oceânica, formação de fossas, e a placa,
- 30:08não é, mais fina, as placas oceânicas
- 30:11são mais finas, acabam entrando num
- 30:13processo de subducção.
- 30:16Percebam que nós temos
- 30:18subducção, nós temos dobramentos, e essa
- 30:21palavra eu vou repetir bastante nesta
- 30:24aula, tá, e a formação aí de fossas.
- 30:29Beleza? Vou manter o desenho aqui, já já
- 30:31apareço de novo aí para vocês.
- 30:34Bom, não é, agora nós temos o encontro
- 30:38de placas, não é? O movimento
- 30:40convergente de duas placas
- 30:44continentais.
- 30:47Então, essas placas continentais, ao se
- 30:51chocarem, ao colidirem, não é? Vai
- 30:54amassar toda a crosta,
- 30:57não é? Essa crosta, ela vai acabar sendo
- 31:00amassada, ela vai sendo comprimida,
- 31:03tá? Tô até fazendo o gesto aqui, não é?
- 31:06Como se eu tivesse tocando um acordeão,
- 31:08uma gaita, uma sanfona, não é? A mesma
- 31:10coisa aí em cada parte do nosso país. E
- 31:13aí, isso vai dobrar.
- 31:16A gente também vai ter
- 31:19dobramentos.
- 31:21A gente vai ter altas montanhas,
- 31:24dobramentos também que ocorrem lá na
- 31:27continental com a oceânica, mas também a
- 31:29formação de altíssimos planaltos, não é?
- 31:34A gente tá tendo aí um choque titânico
- 31:36entre placas continentais, placas
- 31:39extremamente espessas, tá certo? A gente
- 31:42tem aí uma liberação de energia
- 31:45imensurável. Não dá nem pra gente
- 31:47calcular quantas milhares de bombas
- 31:49atômicas
- 31:50têm, é, é,
- 31:52que se juntarem pra ter essa mesma
- 31:54energia. Então, um dos principais
- 31:57exemplos que a gente tem aí é a formação
- 32:00do Himalaia, a placa indo-australiana,
- 32:03não é? Do subcontinente indiano, se
- 32:05chocando com a placa euroasiática.
- 32:09>> [limpando a garganta]
- 32:09>> Então, mais uma vez temos dobramentos,
- 32:13mas também vamos ter a formação aí de
- 32:16grandes planaltos, tá? O planalto do
- 32:19Tibete, por exemplo, está a 5.000 m de
- 32:22altitude. Está a 3.000 m a mais do que o
- 32:25ponto mais alto do Brasil.
- 32:27Tá certo? Então, vejam que é, já é um
- 32:29planalto que não vai ser utilizado como
- 32:32os planaltos comumente são, não é? São,
- 32:36são planaltos que não vão ser utilizados
- 32:38ali para agricultura, não vão ser
- 32:41utilizados ali
- 32:43para pecuária, como a gente vê em outros
- 32:46continentes, mas vão ser planaltos mais
- 32:49frios, mais gélidos, mais áridos. Então,
- 32:53se a gente fizer essa relação aí, não é,
- 32:55da ocupação humana,
- 32:56e a ocupação humana é muito ligada à
- 32:59forma do relevo, percebam que eu já
- 33:02falei de dobramento, já falei de
- 33:04montanha, já estou falando de planalto.
- 33:07Forma é geomorfologia.
- 33:10Tá? É o nosso [limpando a garganta]
- 33:12próximo encontro. Então,
- 33:15aí sim, não é, a a ocupação humana vai
- 33:18estar intimamente ligada às formas de
- 33:21relevo.
- 33:22Por enquanto, nós estamos falando da
- 33:24base, mas já deu para perceber que são
- 33:27coisas que não se separam,
- 33:30não é, tanto
- 33:31a o embasamento geológico quanto o que
- 33:34foi esculpido pelo clima, pelo tipo de
- 33:37rocha, não é, nas formas de relevo. Tá
- 33:42certo? Vamos simbora, vamos continuar
- 33:45aí. Então, a gente já falou do encontro
- 33:49de placas oceânicas continentais, do
- 33:52encontro de placas continentais com
- 33:55continentais. E agora,
- 33:57o encontro de placas oceânicas.
- 34:02Tá certo? Então, não é, o que vai
- 34:05acontecer? Nós vamos ter subducção,
- 34:10>> [limpando a garganta]
- 34:10>> tá?
- 34:11Comum, como a gente viu nesse exemplo
- 34:13real, a placa pacífica vai entrar num
- 34:18processo de subducção
- 34:20e a placa euroasiática, ela vai se
- 34:23dobrar.
- 34:24Vamos ter dobramentos modernos
- 34:27novamente,
- 34:29tá?
- 34:30E aí, o que é que acontece? O que vai
- 34:32ter de diferente? Estamos falando de
- 34:35placas que estão se chocando lá no
- 34:37assoalho oceânico.
- 34:40Esse dobramento moderno, tá? É, vai
- 34:44tanto formar fossas, como a gente viu,
- 34:47já que tem subducção, não é? As fossas
- 34:50Marianas, a fossa do Japão.
- 34:53Vai provocar o enrugamento da crosta,
- 34:56vai provocar dobramento,
- 35:00só que estamos falando, como eu já
- 35:02disse, de placas que estão ali no
- 35:05assoalho oceânico. Então, o que nós
- 35:07vamos ver
- 35:09são os topos dessas montanhas
- 35:11submarinas.
- 35:13E o topo dessas montanhas submarinas
- 35:15aparece para a gente como ilhas, tá
- 35:17certo?
- 35:19E aí, nós vamos ter o arco
- 35:24de ilhas vulcânicas.
- 35:27O Japão, a Indonésia, as ilhas Aleutas,
- 35:31não é? Se a gente parar para perceber,
- 35:34estão dispostas como se fossem arcos.
- 35:38Tá certo? Mais uma vez, a esfericidade
- 35:41da nossa Terra.
- 35:43Não é? Então, elas vão se formando, não
- 35:46é? Por processos de dobramento,
- 35:48processos de vulcanismo e vão surgindo
- 35:51aí esses arcos de ilhas.
- 35:54Não deixou de ser dobramento, não deixou
- 35:58de ter, nesse caso, o processo de
- 36:00subducção, tá? Mas nós vamos ter, para
- 36:04nós, na nossa realidade, não é? Na nossa
- 36:07crosta terrestre aí, os arcos de ilhas.
- 36:11Beleza?
- 36:12Pronto. Esses foram todos os exemplos de
- 36:17limites convergentes,
- 36:20tá?
- 36:20Agora, vamos conversar um pouco sobre os
- 36:24limites divergentes.
- 36:27Tá certo?
- 36:29Bom, então estamos falando de placas que
- 36:31se afastam.
- 36:33Bora começar por duas placas oceânicas,
- 36:37tá certo? [roncando]
- 36:38Nós temos aqui
- 36:41placas oceânicas que se afastaram, que
- 36:45se afastam e que deram a formação aí do
- 36:49oceano Atlântico, não é? Primeiro o
- 36:51Atlântico Norte, depois o Atlântico Sul.
- 36:54Então, essas placas estão divergindo, tá
- 36:58aqui as setinhas, estão se afastando.
- 37:01E há um processo conhecido como
- 37:03rifteamento.
- 37:05O rifteamento no oceano, não é? Por
- 37:08[limpando a garganta] causa do peso da
- 37:09água, da temperatura mais baixa, vai
- 37:11começar a formar, não é? Uma área
- 37:15conhecida como dorsal,
- 37:18dorsal meso-oceânica.
- 37:20Nesse exemplo em tela para vocês, a
- 37:23gente tem a placa norte-americana e a
- 37:25placa euro-asiática. Tá certo? Então, a
- 37:27gente tem a formação do oceano
- 37:30Atlântico. Por isso que aí está
- 37:32conhecida com é destacada como
- 37:34meso-atlântica.
- 37:36Vai ser uma espécie de cadeia de
- 37:38montanha, tá certo? Meso-oceânica, onde,
- 37:42não é? Os vulcões e os terremotos estão
- 37:45concentrados.
- 37:46A crosta vai se afastando e a gente vai
- 37:51tendo o resfriamento
- 37:53desse magma,
- 37:55formando
- 37:56essas espécimes [limpando a garganta]
- 37:58de cadeias montanhosas no meio do
- 38:01oceano.
- 38:02Como eu tava dizendo, foi justamente por
- 38:04ela que Alfred Wegener, não é? Teve sua
- 38:08teoria comprovada. Quando a gente começa
- 38:11a realizar estudos de batimetria
- 38:13pós-Segunda Guerra, se percebe que a
- 38:15parte central tem rochas mais recentes e
- 38:19a
- 38:20as partes laterais rochas mais antigas.
- 38:24Então, isso estava se afastando e tudo
- 38:27isso vai mudar as teorias que a gente
- 38:28tinha, não é? Sobre a formação do relevo
- 38:31terrestre. Tá certo?
- 38:33Essas
- 38:35cadeias montanhosas, não é? Que não são
- 38:38dobramentos, tá? Vem aí do resfriamento.
- 38:41Só vão ocorrer desta forma, sobretudo,
- 38:45nas áreas de divergência de placas
- 38:49oceânicas.
- 38:51Certo?
- 38:52Nós temos outras placas ali, não é, a
- 38:56além da Mesoatlântica.
- 38:59Beleza? Nós vamos ter
- 39:02agora o a divergência de placas
- 39:06continentais,
- 39:08tá certo? Então, o exemplo bem marcante
- 39:12que a gente tem é da placa africana,
- 39:15tá, divergindo
- 39:17da subplaca somaliana.
- 39:21Tá certo? Elas estão indo em direções
- 39:24diferentes. E aí, não é, a gente vai ter
- 39:28uma área de rift
- 39:30ou de riftiamento.
- 39:34Rift é vale,
- 39:36tá? Então, nós temos inclusive o Vale do
- 39:39Rift lá na África. Muitos lagos se
- 39:42formando, por quê? Nós vamos ter a
- 39:45formação de vales
- 39:48tectônicos,
- 39:50tá certo?
- 39:51Essa essas placas se afastando, o magma
- 39:55vai preenchendo essas partes e vai
- 39:58alargando a crosta terrestre, como a
- 40:01gente tem na Islândia, não é? Também na
- 40:03Islândia a gente tem a erupção vulcânica
- 40:07que vem literalmente, não é, do solo,
- 40:09vem do chão. Não temos a clássica
- 40:12montanha em cone expelindo não é,
- 40:15material piroclástico ou magma. Então, a
- 40:18gente tem ali na Islândia também uma
- 40:21parte exposta da dorsal Mesoatlântica,
- 40:24tá? Na África aqui a gente vai encontrar
- 40:27aí o vale, não é, do Rift, essa região
- 40:31de riftiamento.
- 40:33Repito, por isso tantos lagos lá nessa
- 40:38região da África. Então, não é, e por
- 40:40fim, mas não menos importante, aí o
- 40:44movimento, não é, transformante, os
- 40:46limites transformantes entre essas
- 40:49placas, tá?
- 40:50Então, a gente tem, não é, placas que
- 40:53estão se deslocando horizontalmente,
- 40:56tá certo? Como a gente viu. Estão se
- 40:58isolando uma nas outras. Então, à medida
- 41:02que essas placas vão se movendo, né, em
- 41:04direções opostas, a gente vai tendo aí a
- 41:08criação de um vale,
- 41:10tá certo? Uma uma um grande rasgo, aonde
- 41:15canais vão um
- 41:18eh se alojando, rios, não é, vão aí
- 41:21também eh aproveitando esses encaixes e
- 41:25nós vamos ter uma grande falha,
- 41:27tá certo? Uma grande falha tectônica,
- 41:29uma falha de deslocamento, como a gente
- 41:32vai vendo. E uma das tendências é que
- 41:35isso aí acabe causando, por exemplo, não
- 41:38é, a separação
- 41:40ali da Baja Califórnia. É esperado um
- 41:44grande terremoto, conhecido como Big
- 41:47One, não é, para ocorrer em São
- 41:49Francisco, mas enfim. Então, todas essas
- 41:53são as possibilidades,
- 41:56não é, que a gente tem dessas desses
- 41:59encontros de placas tectônicas.
- 42:01Lembrando, não é?
- 42:04Temos tectonismo, temos vulcanismo. Lá
- 42:07no encontro de placas continentais, a
- 42:10gente não vai ter tanto vulcanismo, mas,
- 42:13não é, no encontro de placa oceânica e
- 42:16continental, com as placas oceânicas,
- 42:20num movimento aí também de divergência,
- 42:23a gente tem tanto tremor de terra quanto
- 42:26vulcanismo. Então, isso vai ser inerente
- 42:29a essa área aí de bordas e de contato de
- 42:32placas. Tá certo, pessoas?
- 42:35Só que
- 42:36nós não temos apenas as forças que vão
- 42:41ali eh entrar na questão do contato
- 42:44dessas placas. Nós temos também aquilo
- 42:48que vai ocorrer intraplaca, do ponto de
- 42:50vista geológico. Aqui a gente já começa
- 42:53uma certa transição para geomorfologia.
- 42:56Mas do ponto de vista geológico,
- 42:58internamente as placas, não é, o que
- 43:00isso o que vai ocorrer.
- 43:02O que é que ocorre, não é, é dentro das
- 43:05placas com esse movimento compressivo,
- 43:08com essa acomodação de terreno, com
- 43:11alívio de peso, não é, dessas placas
- 43:14tectônicas. E aí a gente entra numa
- 43:18parte bem específica também, tá certo?
- 43:21Então, bora observar direitinho, porque
- 43:24vão vir aí, não é, os nossos esqueminhas
- 43:26e as imagens também. Bom,
- 43:30dentro dessas forças compressivas, vamos
- 43:33começar a entender como está aí, não é,
- 43:35já no título a orogênese e a
- 43:37epirogênese. Orogênese eu já conversei
- 43:41bastante com vocês hoje.
- 43:43Tá certo? Que é o quê? É dobra.
- 43:45Então, falou de orogênese, você pensa em
- 43:49dobramento.
- 43:51Tá? Falou aí de orogenia,
- 43:55pense no dobramento.
- 43:58Então, não é, os movimentos tectônicos
- 44:00que vão ocorrer aí de forma horizontal.
- 44:03Tem um exemplozinho que eu repito ele
- 44:05mais à frente. Tá certo? Aqui, é, a
- 44:09gente às vezes até faz um experimento
- 44:12com
- 44:13com um aquário, não é, põe areia, é,
- 44:16colorida no aquário e pega uma uma
- 44:19madeira, um isopor e empurra essa areia
- 44:22para uma das paredes do aquário e ela
- 44:24vai dobrando. Essa areiazinha, com
- 44:27várias camadas, várias cores, vai
- 44:29dobrando. É, esse exemplozinho, não é,
- 44:32vou botar outra setinha aqui. Esse
- 44:34exemplozinho, como a gente vê aí, desse
- 44:36movimento de compressão.
- 44:38Então, as placas, quando se encontram,
- 44:41como a gente viu, não é, as placas, elas
- 44:44acabam entrando também nesse nesse
- 44:48processo de dobramento, nesse processo
- 44:50de dobras. Tá certo?
- 44:53Mas intraplaca também nós podemos ter
- 44:56essa essas dobras. Então, quando esses
- 45:00movimentos tectônicos ocorrem, não é, de
- 45:02forma horizontal,
- 45:04vão constituir cadeias montanhosas ou as
- 45:06dobras. Aqui, não é, o sinclinal ou
- 45:10anticlinal, por exemplo, internamente.
- 45:13É, internamente a placa, como a gente
- 45:15vai ver. Então, falou de orogênese, a
- 45:18gente está falando de dobras. Os
- 45:20dobramentos modernos, as montanhas
- 45:22recentes, não é, ou aí o sinclinal e o
- 45:27anticlinal. Por falar nele, não é,
- 45:29falando aí em orogenia, a gente está
- 45:33falando de áreas que acabaram se
- 45:35dobrando
- 45:37em áreas em que nós tivemos aí, é, essa
- 45:41é, disposição das rochas que acabaram,
- 45:45não é, dobrando, como eu já disse, por
- 45:46diversos efeitos, sejam por choque aí
- 45:49das placas tectônicas, intraplaca, isso
- 45:52acontecendo também, tá? E nós vamos ter
- 45:57a constituição de um anticlinal,
- 46:01tá? Está aqui, destacar
- 46:05um terreno também, os anticlinais
- 46:08e os sinclinais. Agora destacando para
- 46:12vocês
- 46:13os sinclinais. Percebam que a gente vai
- 46:16tendo aí a disposição diferente das
- 46:18rochas de acordo com a orientação
- 46:21de cada dobra. No anticlinal, as rochas
- 46:24mais antigas estão no centro, não é, e
- 46:27no sinclinal, as rochas mais novas
- 46:31estarão aí no centro. Então,
- 46:34tem várias paisagens sobre isso, vocês
- 46:37podem, não é, depois fazer uma pesquisa,
- 46:39um estudozinho mais detalhado, se tiver,
- 46:41não é, a curiosidade de como isso
- 46:44aparece na paisagem, bem do jeitinho que
- 46:47está aí representado nos esqueminhas
- 46:50para a gente. Então, na orogênese, nós
- 46:53vamos ter os dobramentos modernos,
- 46:56os anticlinais e os sinclinais. Então,
- 46:59as as condições relacionadas à
- 47:02dobra.
- 47:03Na epirogênese,
- 47:06a gente vai ter o que é relacionado à
- 47:10falha, à quebra,
- 47:12tá certo?
- 47:14Na orogenia, tem o dobramento e na
- 47:17epirogênese, nós vamos ter o falhamento.
- 47:21Então,
- 47:22quando os movimentos tectônicos vão
- 47:24ocorrer aí de forma vertical, quando vão
- 47:27ocorrer verticalmente, tá certo? Algo
- 47:30comprimiu essas rochas, não tem
- 47:32plasticidade para dobrar, elas acabam
- 47:35quebrando, elas acabam falhando.
- 47:38E aí é esses falhamentos que a gente vai
- 47:40ver. Quando esse deslocamento ocorre
- 47:43para cima, como está aqui, a gente tem
- 47:46um soerguimento,
- 47:49tá certo? Então, vários processos
- 47:52endógenos, não é, é são responsáveis por
- 47:56isso aí.
- 47:57Quando esse movimento, não é, é para
- 48:00baixo, a gente vai ter a subsidência
- 48:04desses blocos,
- 48:06tá? Então, os movimentos epirogenéticos
- 48:11que causam aí essas falhas, trazem para
- 48:14nossa paisagem e nossas realidades aí
- 48:18dos vestibulares, os vales tectônicos ou
- 48:22grabens,
- 48:24não é, e os pilares ou horsts,
- 48:28muito comuns aí em algumas áreas de
- 48:31planalto, não é? Lá na geomorfologia do
- 48:35Brasil, a gente vai trazer esses
- 48:38exemplos, vem as imagens, tá? Para a
- 48:42gente ver também dessas formas de
- 48:45relevo, vem as imagens aí dessa
- 48:48distribuição e você pode estar me
- 48:50perguntando: "Caramba, Peixe, mas por
- 48:52que tu vai deixar isso aí lá para a
- 48:54aula, não é, de geomorfologia?" Porque
- 48:57na geomorfologia,
- 49:00a gente pode utilizar fotos.
- 49:03Na geologia, a gente tá falando aqui de
- 49:05áreas de dimensões enormes, tá certo?
- 49:09Nós temos grabens aí das centenas de
- 49:12quilômetros de distância entre os
- 49:14horstes, o vale do Rift, ele mal cabe
- 49:17numa foto, não é? San Andreas já tava
- 49:19ali bem afastadinho, quase como num
- 49:22esquema. Lá em geomorfologia, a gente
- 49:25consegue representar,
- 49:27tá? A gente consegue representar essas
- 49:28formas. Então, propositalmente,
- 49:30didaticamente, deixei pra gente ver lá
- 49:33pra frente, além dos esquemas, não é? As
- 49:36imagens. Então,
- 49:38a gente tem aí no movimento epirogênico,
- 49:42tá? A quebra, não é? Temos os grabens,
- 49:46os horstes, o soerguimento, a
- 49:48subsidência,
- 49:49beleza?
- 49:51E começaram a perceber o quanto nós
- 49:54estamos sempre falando de rochas,
- 49:57das rochas, das rochas, das rochas, tá?
- 50:01Bora mais uma vez aqui aproximar a
- 50:04imagem, já que a gente tá conversando
- 50:07sobre tudo, não é? Aí agora desse
- 50:11embasamento, desta eh daquilo que compõe
- 50:15o o embasamento geológico do nosso
- 50:18planeta.
- 50:19Então,
- 50:20foi endógeno pra cá, endógeno pra lá,
- 50:24não é? Nós estamos falando da construção
- 50:28interna do nosso planeta.
- 50:31Falamos aí, não é? Dessas rochas,
- 50:34enfim, disposição dessas rochas. Bora
- 50:38conversar um pouquinho, rapidinho, não
- 50:41é? Sobre elas. Então, as rochas, nada
- 50:45mais, nada menos que são aí, não é?
- 50:47Agregados, normalmente inorgânicos, tá
- 50:51certo? Esses agregados que vão compor
- 50:54um, não é? Que são compostos, perdão,
- 50:56por um ou mais de um tipo de minerais.
- 51:01Então, a a
- 51:02normalmente é esse agregado.
- 51:06Tá certo? Eu costumo dizer que se você
- 51:09jogar uma rocha em mim, a gente vai à
- 51:12delegacia, não é?
- 51:14Pedra, como a gente popularmente chama.
- 51:18Mas se você quiser jogar uma pedra em
- 51:21mim, tá certo? Pode ficar à vontade.
- 51:25Rocha não.
- 51:27Pedra
- 51:28sim, não é? Se quiser jogar uma pedra em
- 51:31mim, posso depois marcar esse encontro
- 51:33aí em qualquer região do Brasil. Você
- 51:35pode jogar uma pedra de diamante em mim,
- 51:37uma pedra de esmeralda, uma pedra, não
- 51:40é, de turmalina, uma pedra de opala, tá
- 51:43ótimo. Para você jogar uma rocha de
- 51:45granito, uma rocha de arenito, aí é
- 51:47sacanagem. Tá? Aí realmente a gente vai
- 51:50ter que ir para a delegacia, mas se
- 51:51tiverem a vontade de jogar essa essas
- 51:55pedras, as gemas, fiquem tranquilamente
- 51:58à vontade, serão muito bem-vindos, tá
- 52:02certo? Mas vejam, esses aglomerados, tá?
- 52:06Eles vão ter origem diferente, formação
- 52:11diferente, tá? E claro, aspectos
- 52:14diferentes. Essa imagem que está aqui,
- 52:17não é, olhando para o vídeo à nossa
- 52:19direita, é conhecido como o ciclo das
- 52:22rochas. Ele tá cheio dessas setas,
- 52:25porque esse ciclo, não é, ele não tem
- 52:29uma ordem ou um sentido linear, tá? As
- 52:32rochas se formam
- 52:35principalmente pelo resfriamento do
- 52:39magma. É como se fosse uma espécie de
- 52:41início. Tá certo? Esse resfriamento pode
- 52:45ser interno
- 52:47ou externo.
- 52:49Como a gente vai ver, temos rochas
- 52:51magmáticas intrusivas
- 52:54e rochas magmáticas extrusivas,
- 52:59tá?
- 53:00E aí, a partir desse momento, essas
- 53:03rochas começam a ficar expostas ao
- 53:06processo de intemperismo,
- 53:10tá? Eles, elas vão tá expostas a esse
- 53:13processo aí de transformação,
- 53:16de intemperismo entre essas rochas. E
- 53:20aí, elas podem, não é, se
- 53:24no, transformar, serem intemperizadas
- 53:27e transportadas para outro local,
- 53:31tá certo? Percebam que aí a gente tem um
- 53:34processo de formação, intemperismo, vai
- 53:38começar a haver uma desagregação
- 53:40dessa, dessa rocha. Esse material
- 53:43desagregado vai ser transportado para
- 53:45algum lugar e ele pode sedimentar neste
- 53:49lugar, tá certo? Criando outro tipo de
- 53:53rocha, as rochas sedimentares. Então já
- 53:56temos magmáticas, já temos sedimentares.
- 54:00E qualquer uma delas, as magmáticas ou
- 54:02as sedimentares podem passar por um
- 54:04processo de transformação, de
- 54:07metamorfização,
- 54:09tá? Por uma erupção vulcânica, por águas
- 54:12termais, algo que mude a temperatura
- 54:15ou a pressão, de forma a conseguir
- 54:19metamorfizar esses minerais. Então nós
- 54:22temos as rochas magmáticas, nós temos as
- 54:25rochas sedimentares e nós temos as
- 54:28rochas metamórficas,
- 54:30tá?
- 54:32E aí, é exatamente sobre isso, não é,
- 54:34que a gente fala um pouquinho agora. As
- 54:37rochas ígneas ou magmáticas, que são
- 54:41aquelas, tá certo, formadas aí pelo
- 54:43resfriamento do magma. Se resfriarem
- 54:47internamente,
- 54:48elas são conhecidas como rochas
- 54:50magmáticas intrusivas, tá certo? Ou
- 54:54plutônicas.
- 54:57E se elas se resfriam
- 55:00externamente, não é, elas são expelidas,
- 55:02o magma é expelido e vai, não é, se
- 55:05resfriar em contato com a atmosfera, nós
- 55:08temos as rochas magmáticas extrusivas
- 55:12ou vulcânicas, tá? Como a gente conhece.
- 55:15Então, a partir daí começa esse
- 55:17processo, certo? E elas passam por um
- 55:20processo de transformação. O
- 55:22intemperismo é muito relacionado ao
- 55:25clima.
- 55:27Veja que a gente começa a falar deles
- 55:29aqui pelo tipo de rocha. Vamos falar do
- 55:31intemperismo porque é o clima que
- 55:33esculpe as formas em geomorfologia e,
- 55:36claro, não é? Quando estivermos lá
- 55:39estudando sobre climatologia.
- 55:42E aí, nós vamos ter esse processo de
- 55:45intemperismo, não é erosão, tá? Depois a
- 55:47gente conversa especificamente sobre
- 55:50isso. É um processo natural de desgaste
- 55:52dessa rocha por diversos agentes, tá? E
- 55:56esses sedimentos acabam sendo
- 55:58transportados pelo vento, pela
- 56:00gravidade, por um rio, enfim, por
- 56:02diversos fatores e acaba se depositando.
- 56:06E aí vai ter a possibilidade de, não é?
- 56:11Eh, se agregar, ter esse processo de
- 56:13acreção e formar rochas sedimentares,
- 56:17tá?
- 56:18E as metamórficas, como a gente já tinha
- 56:20conversado, vão se originar, sobretudo
- 56:23aí, num processo, não é? Que vai
- 56:27metamorfizá-las. Esse processo de
- 56:29metamorfismo vai ser provocado pela
- 56:32alteração da composição química dessas
- 56:34rochas por mudanças de temperatura ou
- 56:37pressão, tá certo? Então, temos uma
- 56:39infinidade de exemplos aí de rochas que
- 56:43a gente pode conversar. Mas, das dos
- 56:47tipos de rochas mais comuns, a magmática
- 56:50intrusiva, o granito, comuníssimo, não
- 56:53é? Mas extremamente comum para a gente.
- 56:56Engraçado que, por ser muito comum,
- 56:59acaba tendo um valor comercial
- 57:00mineralógico mais baixo, mas a sua
- 57:04versão, não é? Metamórfica,
- 57:07o mármore, é comercialmente bem mais
- 57:11caro, tá? Pode ser mais bonito, tem
- 57:13outro arranjo químico, enfim.
- 57:16Nós temos o calcário, uma rocha
- 57:18sedimentar,
- 57:19é, um grande exemplo, arenito também, tá
- 57:23certo? É outra bem comum. O calcário,
- 57:25ele só se forma, a rocha calcária, ele
- 57:28vai se formar só em áreas que já foram
- 57:30fundo de mar. Então, hoje a gente visita
- 57:33a áreas com rochas calcárias aí no
- 57:35Brasil, o Brasil tem bastante dessas
- 57:37áreas, não é? Áreas com cavernas,
- 57:40espeleotemas
- 57:41e ali, não é? A gente vai vendo a água
- 57:44dissolvendo, é, esse material, a questão
- 57:47de solubilidade. Já disse, vou repetir
- 57:50algumas vezes, geografia é a disciplina
- 57:52que mais cai no segundo dia do Enem, tá
- 57:54certo? Não é? Vejam como a gente pode
- 57:57trazer uma forma específica de uma
- 58:00caverna para uma questão de química, não
- 58:03é? Essa dissolução aí, a água, o
- 58:04solvente universal.
- 58:07Então, vejam que se é uma rocha que se
- 58:08forma no que era um assoalho oceânico,
- 58:11um processo de soerguimento jogou isso
- 58:13aí para cima e formou hoje o que a gente
- 58:15tem, não é? É, é de ideia de como
- 58:18planaltos. Nós temos o basalto, um dos
- 58:21principais exemplos de rocha magmática
- 58:24intrusiva, bem comum também, tá? A
- 58:27formação aí do basalto e o quartzito,
- 58:30nesse nosso exemplo aí como metamórfica,
- 58:32mas já também falei do mármore, tá
- 58:35certo?
- 58:36E aí, pessoal, para a gente chegar na
- 58:39parte final da nossa aula, não é? De
- 58:43hoje, bem esticadinha também, o assunto
- 58:45é grande e foi dividido em duas partes,
- 58:49tá? Vejam, aí a gente tem finalmente a
- 58:52estrutura geológica.
- 58:55Então, a gente precisa, não é? Precisa,
- 58:57precisamos percorrer todo esse processo
- 59:00aí, que a gente viu, não é? Todo esse
- 59:02processo que a gente passou por hoje,
- 59:04para chegar na estrutura geológica. Eu
- 59:08já falei delas.
- 59:10Eu só não [limpando a garganta] nomeei
- 59:11propositalmente,
- 59:13tá certo? A disposição dessas rochas vão
- 59:17levar a gente para a formação de três
- 59:20estruturas geológicas bem comuns, tá? Os
- 59:25escudos cristalinos,
- 59:28tá certo? As áreas também conhecidas
- 59:30como áreas cratônicas,
- 59:33são áreas enormes de rochas cristalinas.
- 59:37São áreas bem estáveis do ponto de vista
- 59:40geológico. São rochas muito antigas e já
- 59:44bastante desgastadas, não é? O nome
- 59:47escudo dá essa analogia para a gente.
- 59:49Então uma área bem resistente, essa área
- 59:51aí, não é, de escudo cristalino. Então
- 59:54percebam que estão em áreas estáveis,
- 59:57não estamos falando de áreas próximas ao
- 1:00:00ao contato de placas tectônicas. São
- 1:00:03rochas que vieram muitas delas lá do
- 1:00:06resfriamento da crosta terrestre, tá
- 1:00:09certo? No Brasil, a gente tem muitos
- 1:00:12trechos aí de maciços antigos, muitos
- 1:00:15dobramentos antigos e a gente vai
- 1:00:17conversar sobre isso em geomorfologia
- 1:00:19também, não é? Só orogênese bem antiga,
- 1:00:22só que hoje estão ali os escudos
- 1:00:25cristalinos.
- 1:00:27Quando esses escudos passam por esse
- 1:00:29processo erosivo, não é? E vão, é, é,
- 1:00:33esses sedimentos sendo carreados, sendo
- 1:00:35levados para outros lugares, a gente tem
- 1:00:39aí a formação das bacias sedimentares,
- 1:00:43tá? As bacias sedimentares é exatamente
- 1:00:47aquela área que foi preenchida com
- 1:00:49sedimento vindo de áreas próximas. Esse
- 1:00:53sedimento que veio, não é, dessas rochas
- 1:00:56preexistentes e são nessas bacias
- 1:00:59sedimentares que a gente tem a formação
- 1:01:01aí das rochas sedimentares, tá certo?
- 1:01:04É de onde a gente vai ver a maioria aí
- 1:01:06dos fósseis, dos combustíveis fósseis.
- 1:01:11Nos escudos cristalinos a gente vai
- 1:01:13encontrar principalmente a presença dos
- 1:01:15minerais metálicos.
- 1:01:18Tá? Nos dobramentos modernos também como
- 1:01:20a gente vê já já. Nas bacias
- 1:01:22sedimentares a gente vai encontrar os
- 1:01:24fósseis e os combustíveis fósseis.
- 1:01:26E não é? A nossa última estrutura
- 1:01:30geológica acaba coincidindo
- 1:01:33com o seu aspecto geomorfológico,
- 1:01:37a sua forma. Que são as cadeias
- 1:01:39orogênicas ou as montanhas recentes.
- 1:01:42Então elas vieram do embasamento
- 1:01:45geológico, mas de montanha é uma forma.
- 1:01:48Então depois a gente conversa melhor
- 1:01:50sobre as formas, esses dobramentos
- 1:01:52recentes, essas montanhas recentes, não
- 1:01:56é? Essas cordilheiras como a gente tem.
- 1:01:59A gente tem as maiores altitudes do
- 1:02:01planeta, a gente vai ter a exumação de
- 1:02:03muito material que veio do fundo do
- 1:02:06fundo da crosta, muito mineral metálico
- 1:02:09também, alguns metais preciosos vão
- 1:02:11estar ali, não é? Sendo encontrados, mas
- 1:02:14muita área de vulcanismo, tectonismo,
- 1:02:16instabilidades.
- 1:02:18Então no embasamento geológico nós temos
- 1:02:21os escudos cristalinos, as bacias
- 1:02:24sedimentares e as cadeias orogênicas, os
- 1:02:27dobramentos modernos. E esta base, estas
- 1:02:32bases vão ser responsáveis
- 1:02:36pelas formas. A gente vai reconhecer as
- 1:02:40formas
- 1:02:41pela base. Pelo embasamento, tá certo?
- 1:02:45Spoiler da próxima aula, tá? Já para a
- 1:02:50gente ficar ligado, vamos começar por
- 1:02:53aqui,
- 1:02:54não é? Como se fosse uma continuidade,
- 1:02:55tivesse gravando um reels, fazia aquela
- 1:02:58parte agora que parece que vai acabar e
- 1:03:00começa a outra. Mas nós temos as
- 1:03:04estruturas geológicas, tá? Deixa eu
- 1:03:07aproximar um pouquinho mais aqui para
- 1:03:09vocês. Nós temos essas estruturas, tá?
- 1:03:12Como a gente viu, tá certo? Então nós
- 1:03:15temos aí a os escudos cristalinos, nós
- 1:03:19temos as bacias sedimentares e os
- 1:03:21dobramentos modernos. Beleza?
- 1:03:24E claro que nós vamos ter em detrimento
- 1:03:29disso as formas de relevo continental.
- 1:03:32Nós vamos ter as montanhas, nós vamos
- 1:03:36ter os planaltos, nós vamos ter as
- 1:03:40planícies e as depressões que não chegam
- 1:03:43a ser uma forma de relevo, não é? Mas
- 1:03:45comparativamente falando. E nós vamos
- 1:03:49ter, por exemplo, tipos de planaltos que
- 1:03:53estão relacionados aí à estrutura
- 1:03:57cristalina.
- 1:03:59E nós vamos ter planaltos que estão
- 1:04:02relacionados à estrutura sedimentar.
- 1:04:06Então,
- 1:04:07a própria forma vai variar, não é? De
- 1:04:11acordo com essa estrutura.
- 1:04:14Tranquilo, pessoas? Vamos nessa, dar
- 1:04:17seguimento aí à nossa segunda parte dos
- 1:04:20assuntos ligados à crosta terrestre, não
- 1:04:22é? A gente comentou na última aula sobre
- 1:04:25a geologia, sobre os aspectos geológicos
- 1:04:29do planeta,
- 1:04:30a base, não é? A
- 1:04:32aquela aquela área da geografia física
- 1:04:36que nos mostra as estruturas. E agora a
- 1:04:39gente vai conversar sobre as esculturas,
- 1:04:43não é? As formas. Vamos tratar um
- 1:04:46pouquinho das formas aí do nosso
- 1:04:49planeta. Justamente as formas de relevo.
- 1:04:53E aí a gente já passa para essa
- 1:04:57segunda parte, digamos assim, da da
- 1:05:00crosta terrestre já mirando outros
- 1:05:02assuntos, não é? A geologia mostrou para
- 1:05:05a gente a base, a gente vai voltar a
- 1:05:07conversar um pouco sobre geologia lá em
- 1:05:10minerais e minérios e aí já dentro, não
- 1:05:13é? Do pezinho lá na economia mesmo, do
- 1:05:16valor, das da condição econômica, das
- 1:05:19condições industriais, da matéria prima,
- 1:05:21do setor primário. E aí isso depende
- 1:05:24muito da geologia também. E na
- 1:05:27geomorfologia, a gente na forma já tem o
- 1:05:31uso. O uso, a ocupação, os processos,
- 1:05:34não é, de desgaste, os processos
- 1:05:36erosivos, de interferência. Aqui já é um
- 1:05:39pouco mais ligado ao meio ambiente ou
- 1:05:42uma condição socioeconômica.
- 1:05:44É por isso que é importante, não é, para
- 1:05:47se de algum motivo você pulou a ordem e
- 1:05:50não viu a aula lá sobre geologia, volta,
- 1:05:55tá? Dá uma assistida nela para a gente
- 1:05:57dar essa continuidade aqui. É a segunda
- 1:05:59parte.
- 1:06:01Tranquilo, pessoas? Então, vamos nessa.
- 1:06:04Vejam.
- 1:06:05Geomorfologia,
- 1:06:06como até brevemente já antecipei, não é,
- 1:06:10é uma parte aí da geografia que estuda
- 1:06:14justamente as formas, a evolução das
- 1:06:18formas na Terra e os seus processos, não
- 1:06:21é, de intemperismo,
- 1:06:23de erosão, a interferência humana, tá
- 1:06:28certo? Então, é a questão da sua origem
- 1:06:31e da sua evolução.
- 1:06:33E, claro, não é, nós temos a o porquê,
- 1:06:38o porquê estudar essa parte aí da
- 1:06:41geografia, não é? A influência
- 1:06:44que isso vai acontecer, qual a
- 1:06:46influência da geomorfologia na nossa
- 1:06:48vida. Bom,
- 1:06:50primeiro,
- 1:06:51há uma interferência muito grande na
- 1:06:53nossa ocupação humana, historicamente,
- 1:06:56tá? Lá desde a pré-história até hoje em
- 1:06:58dia. Então, a distribuição da população
- 1:07:01no mundo sempre esteve, está e estará
- 1:07:05ligada aí aos aspectos geomorfológicos,
- 1:07:07tá? A gente percebe que isso ocorre com
- 1:07:10o clima também, como a gente vai ver
- 1:07:12futuramente.
- 1:07:13Mas, é, é mais fácil
- 1:07:17técnica e tecnologicamente a gente
- 1:07:19superar as condições climáticas. Claro
- 1:07:22que as extremas não tem como, não é?
- 1:07:24Claro que ocupar o continente antártico
- 1:07:27no inverno, ainda, mesmo com todas as
- 1:07:30técnicas e tecnologias, é de certa forma
- 1:07:33inviável. Conseguimos ficar lá?
- 1:07:34Conseguimos. Mas qualquer problema
- 1:07:37energético que nós tenhamos, a gente não
- 1:07:40tem tecnologia para manter uma
- 1:07:42temperatura vital, não é? Vai sempre
- 1:07:45ficar uma temperatura muito baixa. Com o
- 1:07:47relevo não tem muito que fazer.
- 1:07:50Áreas de altas montanhas, elas são, por
- 1:07:53natureza,
- 1:07:55uma a eh áreas anecúmenas. Anecúmenas
- 1:07:58sem a presença de pessoas, sociedades,
- 1:08:01não é? Temos distâncias, temos estações
- 1:08:04de esqui, temos bases, enfim, qualquer
- 1:08:08coisa, mas efetivamente ocupar um
- 1:08:10desenvolvimento urbano, um
- 1:08:12desenvolvimento eh eh socioeconômico é
- 1:08:16praticamente impossível.
- 1:08:18Temos cidades a altitudes elevadíssimas,
- 1:08:21não é? No nosso planeta, como aqui na
- 1:08:23América do Sul também, algumas na Ásia,
- 1:08:26na América do Norte, mas ou estão em
- 1:08:29áreas, não é? De altiplanos ou de
- 1:08:32planaltores, ou são áreas muito pouco
- 1:08:34ocupadas. Então, isso já evidencia esse
- 1:08:37processo. A própria agricultura, a
- 1:08:40pecuária, a agropecuária no geral vai
- 1:08:43depender muito do relevo. Ocorre a
- 1:08:45agricultura ocorre basicamente em
- 1:08:47planalto e em planície.
- 1:08:48Há uma possibilidade de fazer essa
- 1:08:50agricultura numa encosta? Não.
- 1:08:53Tá? Se a gente tira aquela vegetação
- 1:08:57primária, mesmo que a gente coloque
- 1:08:59outra rapidamente, é um processo de
- 1:09:01erosão.
- 1:09:02E aí você já pode estar antenado, já
- 1:09:04pode estar antenado e dizer: "Mas e as
- 1:09:06técnicas, não é? De terraceamento e as
- 1:09:08técnicas de plantio em áreas de
- 1:09:11encosta?" Essas técnicas são
- 1:09:13extremamente invasivas, então a gente
- 1:09:15está modificando
- 1:09:18aquele relevo. Então já é um processo de
- 1:09:21modificação. E é muito específico, não
- 1:09:24é? Acontece basicamente com arroz ou em
- 1:09:26alguma outra cultura isoladamente no
- 1:09:29planeta.
- 1:09:30Fora isso, não é? A infraestrutura, no
- 1:09:33no sentido mais amplo da palavra, e a
- 1:09:35infraestrutura de transportes, tá? Eh,
- 1:09:38dependem muito da condição da
- 1:09:41geomorfologia e, claro, não é? Os riscos
- 1:09:44geológicos e geomorfológicos.
- 1:09:47Então, os riscos ligados aí a um
- 1:09:50movimento de massa, a uma enxurrada, a
- 1:09:53um deslizamento, tá certo? Já entendendo
- 1:09:57que nós temos impactos e problemas
- 1:10:00ambientais ligados aí aos processos
- 1:10:03geomorfológicos.
- 1:10:04Principalmente, não é? Quando há o
- 1:10:06processo de desmatamento de encostas,
- 1:10:09isso leva à erosão, independentemente do
- 1:10:11tipo de clima.
- 1:10:13As inundações,
- 1:10:15a gente teve exemplos recentes aí no Rio
- 1:10:17Grande do Sul, não é? Dessa soma,
- 1:10:21dessa dessa condição
- 1:10:23climática, dessa concentração atípica
- 1:10:27daquelas chuvas com o relevo,
- 1:10:30não é? Com o relevo ali do planalto
- 1:10:33sul-grandense, não é? E como isso verteu
- 1:10:37para a parte mais baixa, dentro de uma
- 1:10:40condição hidrográfica específica. Então,
- 1:10:42nada acontece de forma isolada. Foram
- 1:10:46fatores que foram se somando, tá? Se
- 1:10:48somando, tá certo? E, como eu disse, o
- 1:10:50movimento de massas aí, o movimento de
- 1:10:53deslizamento de
- 1:10:55encostas. Então, vejam que tem bastante
- 1:10:57coisa para além
- 1:10:59das formas de relevo, não é? Para além
- 1:11:01do que é uma montanha, um planalto, uma
- 1:11:03planície, certo? Tá sempre antenado a
- 1:11:06isso.
- 1:11:07Tá sempre antenada a isso porque,
- 1:11:10justamente, pode ser um dos tópicos
- 1:11:13a ser abordado aí nas provas, tá? Então,
- 1:11:19na aula passada, a gente começou a
- 1:11:21conversar sobre as forças endógenas.
- 1:11:25Então, a gente falou ali de geologia,
- 1:11:27comentamos bastante sobre os processos
- 1:11:30internos, os processos interiores.
- 1:11:35Então, a gente viu
- 1:11:37como se forma.
- 1:11:40Tá certo? Então, as forças endógenas aí,
- 1:11:44responsáveis pelo processo de
- 1:11:46origem, tá? A gente tem aí
- 1:11:51o vulcanismo, o tectonismo, que vão
- 1:11:54modificando, que vão criando as
- 1:11:57estruturas que a gente tem. O
- 1:11:58vulcanismo, é é expelindo ali magma,
- 1:12:02essas rochas se solidificando
- 1:12:05internamente na crosta, como a gente
- 1:12:08viu. O tectonismo gerando falhas,
- 1:12:10gerando quebras, não é? Gerando dobras,
- 1:12:14afastando
- 1:12:15áreas, aproximando áreas, dobrando
- 1:12:18áreas.
- 1:12:19Perdeu? Dá aquela olhada lá. Não pula
- 1:12:22direto para cá. Tá certo?
- 1:12:24E nós temos as forças exógenas. Essas aí
- 1:12:28estão muito ligadas ao tipo climático,
- 1:12:31não é? Que a região está ali inserida,
- 1:12:34que o lugar ali está inserido. Então,
- 1:12:36nós temos uma variabilidade de forças
- 1:12:41endógenas, externas.
- 1:12:43E aí agora a gente tá falando da parte
- 1:12:46externa mesmo da crosta. Aquela parte
- 1:12:48que ficou suscetível ao desgaste, ficou
- 1:12:52suscetível ao intemperismo, ficou
- 1:12:55suscetível à água, ao gelo, ao vento, à
- 1:13:00gravidade, à temperatura, a todos esses,
- 1:13:04claro, não é? Alguns com maior
- 1:13:06intensidade e outros com menos
- 1:13:08intensidade. Então, a gente conversa
- 1:13:11sobre intemperismo um pouco mais lá em
- 1:13:14clima.
- 1:13:15Então, pessoas, o processo, não é? Os
- 1:13:18processos de erosão e de intemperismo
- 1:13:20estão ligados aí, sobretudo, não é? À
- 1:13:23chuva, ao vento, à neve, às geleiras, tá
- 1:13:27certo?
- 1:13:28A rios, riachos e águas super
- 1:13:31superficiais, ao oceano,
- 1:13:34a
- 1:13:35a variação de temperatura,
- 1:13:37não é, a variação seja diária ou sazonal
- 1:13:40dessa temperatura, isso acaba impactando
- 1:13:43diretamente nas rochas, princípio físico
- 1:13:45também, não é, a gente tem o desgaste
- 1:13:48físico e o desgaste químico. Temos
- 1:13:51também o biológico, mas perto desses
- 1:13:53dois, o biológico é muito menos, é,
- 1:13:57presente, mas está lá.
- 1:14:00E claro, não é, nós temos aí esse
- 1:14:02somatório. Então, lugares que chovem
- 1:14:05mais, lugares que chovem menos, lugares
- 1:14:07que têm uma amplitude térmica maior,
- 1:14:10lugares que há deslocamento de gelo,
- 1:14:12então tudo isso vai, não é, alterar aí
- 1:14:16as formas de relevo. Então, é tudo isso
- 1:14:19que vai transformar, tudo isso que vai
- 1:14:22modelar, não é, a superfície terrestre.
- 1:14:26E esses processos, o endógeno, o
- 1:14:28exógeno, não é, a estrutura
- 1:14:32lá da geologia e a escultura
- 1:14:35agora aqui da geomorfologia é que vão
- 1:14:38trazer para a gente as formas de relevo
- 1:14:41como a gente conhece.
- 1:14:43Tranquilos? Tranquilas? Então,
- 1:14:45bora nessa, justamente aí agora para
- 1:14:48desvendar, não é, essas formas de
- 1:14:51relevo. Vejam bem,
- 1:14:54é,
- 1:14:54>> [limpando a garganta]
- 1:14:54>> vamos começar relembrando, não é, as
- 1:14:58grandes estruturas geológicas que a
- 1:15:00gente tinha, não é, as grandes
- 1:15:02estruturas geológicas que a gente
- 1:15:04conversou, tá certo? Bora lá. Ó, a gente
- 1:15:09falou um pouquinho das
- 1:15:12formas, não é, de relevo
- 1:15:14continentais, aí ligadas sobretudo aos
- 1:15:18seus aspectos geológicos. Então, nós
- 1:15:21temos as cadeias de montanhas recentes,
- 1:15:24não é, os dobramentos modernos, os
- 1:15:26planaltos, as planícies,
- 1:15:29essas são as formas de relevo e as
- 1:15:32depressões. Depressão
- 1:15:35é mais ou menos um um comparativo
- 1:15:37altimétrico. A gente vai rever aí como
- 1:15:40é. Não chega a ser uma forma de relevo.
- 1:15:43Como assim, peixe? Não entendi.
- 1:15:45Ó,
- 1:15:45eu posso olhar para uma paisagem de uma
- 1:15:48depressão e interpretar que aquilo é uma
- 1:15:50planície,
- 1:15:52se eu não tiver todo o referencial.
- 1:15:56A uma visita que possamos fazer ao Mar
- 1:15:58Morto, sem um altímetro, a gente não nem
- 1:16:02tem noção que está tão abaixo do nível
- 1:16:05do mar.
- 1:16:06A propósito, por curiosidade, o Mar
- 1:16:08Morto está cerca de 400 m abaixo do
- 1:16:11nível do mar.
- 1:16:12Então, é uma uma imagem, eu poderia
- 1:16:15projetar aqui para vocês uma imagem do
- 1:16:17Mar Morto, não é? Não teria nenhum
- 1:16:20referencial que a gente olhasse para
- 1:16:22aquela imagem e dissesse: "Caramba,
- 1:16:24estamos numa depressão absoluta". Então,
- 1:16:27é um comparativo altimétrico, tá? Como a
- 1:16:29gente vai ver nas imagens, nos desenhos.
- 1:16:32Mas não deixam de estar inseridas aí nas
- 1:16:36formas de relevo. Então, a gente
- 1:16:39terminou conversando, não é, sobre isso
- 1:16:41nossa aula lá de geologia.
- 1:16:45Vamos nessa para essas formas de relevo.
- 1:16:49Vejam bem, pessoas.
- 1:16:51A gente tem, não é? Vamos começar aqui a
- 1:16:54conversar sobre a
- 1:16:58as montanhas, não é? Os dobramentos
- 1:17:01recentes.
- 1:17:02Vejam, os dobramentos recentes,
- 1:17:05tá?
- 1:17:06Eles
- 1:17:07se formaram a partir do choque de placas
- 1:17:11tectônicas. Então, acompanhem, não é,
- 1:17:14que
- 1:17:15Opa, volta aqui.
- 1:17:17Acompanhem que nós temos aqui o exemplo
- 1:17:20da Cordilheira dos Andes, tá certo? O
- 1:17:23exemplo da Cordilheira dos Andes aqui na
- 1:17:25América do Sul.
- 1:17:27Vindo para esse contexto,
- 1:17:30não é?
- 1:17:31Um tanto quanto atual, é, desses mapas,
- 1:17:34se discutindo no Brasil, não é, os tipos
- 1:17:37de mapa, o que está correto, o que não
- 1:17:39está, enfim, não é?
- 1:17:42Não temos um referencial específico,
- 1:17:44então, aí está a América do Sul.
- 1:17:47Quiser entronchar um pouquinho a cabeça,
- 1:17:49que você vai entender, não é, do que
- 1:17:51estamos falando.
- 1:17:52E toda costa pacífica da América do Sul
- 1:17:56é ocupada aí por essas montanhas, a
- 1:17:58cordilheira dos Andes, não é? Justamente
- 1:18:02porque é uma área de contato de placas,
- 1:18:05uma placa oceânica com a placa
- 1:18:07continental.
- 1:18:08E aí, como, não é, nós já vimos,
- 1:18:12formam essas altas montanhas. Mais um
- 1:18:16desenhinho aí para vocês, não é, um
- 1:18:19croqui e um exemplo de uma cadeia
- 1:18:22montanhosa recente, montanhas de grande
- 1:18:25altimetria, montanhas que estão
- 1:18:27crescendo. Muita atenção nisso aí, tá?
- 1:18:31Elas ainda estão se formando, elas ainda
- 1:18:34estão dobrando, ou seja, o seu processo
- 1:18:38de dobramento
- 1:18:40é superior ao seu processo de
- 1:18:42intemperismo. Em tempos, resumo da
- 1:18:45ópera, essas montanhas ainda crescem.
- 1:18:48Tá certo?
- 1:18:49Esses são os dobramentos modernos.
- 1:18:52Então, como a gente viu, não é, só para
- 1:18:54a gente relembrar aí, de fato, a gente
- 1:18:58tá falando sobre o encontro de placas
- 1:19:01tectônicas,
- 1:19:03não é? O encontro ali dessas placas que
- 1:19:06permitiu esse dobramento. Então,
- 1:19:10tá aí na parte de cima, justamente, a, o
- 1:19:14que acontece na cordilheira dos Andes, a
- 1:19:15placa de Nazca se chocando com a placa
- 1:19:18sul-americana, não é? A gente tem esses
- 1:19:21dobramentos modernos aqui na América do
- 1:19:24Sul, ele emenda pela América Central,
- 1:19:26América do Norte, lá são chamados de
- 1:19:29Sierra Madre e Montanhas Rochosas.
- 1:19:32No exemplo inferior, nós temos o choque
- 1:19:35de placas tectônicas aí, é,
- 1:19:38continentais.
- 1:19:40Neste caso, o choque aí da placa
- 1:19:43indo-australiana com a placa
- 1:19:45euroasiática, não é, que forma o
- 1:19:48Himalaia.
- 1:19:49Então, como a gente já viu, não é, essas
- 1:19:51imagens também lá na geologia,
- 1:19:55esses são os fatores que causam para
- 1:19:58nossa litosfera os dobramentos modernos,
- 1:20:02certo?
- 1:20:03Então, pessoas, neste sentido, não é,
- 1:20:07vem a clássica pergunta:
- 1:20:10se no Brasil nós temos montanhas?
- 1:20:14Eita que essa pergunta já deu muito que
- 1:20:17falar, não é, já foi sim, já foi não, já
- 1:20:20foi talvez, já foi depende,
- 1:20:22mas
- 1:20:23atualmente, não é, pela classificação do
- 1:20:27nosso relevo, atualmente pelo conceito
- 1:20:30de montanhas no Brasil, sim,
- 1:20:33tem montanhas. Nós não temos dobramentos
- 1:20:38modernos,
- 1:20:39nós não temos cadeias montanhosas
- 1:20:43extremamente elevadas, nós não temos
- 1:20:47cadeias montanhosas que ainda estão
- 1:20:50crescendo.
- 1:20:51Nós não temos, não é, nós temos cadeias
- 1:20:54montanhosas que se formaram em eras
- 1:20:56geológicas passadas,
- 1:20:59tá, e foram se formando e se
- 1:21:02transformando.
- 1:21:04Então, hoje nós temos montanhas, não é,
- 1:21:08com altimetrias modestas, a altimetria
- 1:21:12do Brasil é super modesta, nossos pontos
- 1:21:15de altitude maior estão na casa dos
- 1:21:182.000 m de altitude, só em comparação,
- 1:21:22como a gente viu lá em geologia, o
- 1:21:24altiplano, não é, o altiplano do
- 1:21:26Himalaia tem cerca de 5.000 m. Então, o
- 1:21:31altiplano malaio, Himalaio, perdão, não
- 1:21:35é, ele tem cerca de 3.000 m a mais do
- 1:21:40que o nosso ponto mais alto. Então,
- 1:21:42vejam como nossa geologia é antiga,
- 1:21:45tá? E como as formas de relevo vão
- 1:21:48acompanhar essa condição, não é, de
- 1:21:51antiguidade aí do
- 1:21:54da nossa geologia. Lembrando do tempo
- 1:21:56geológico. Então, nós temos rochas aqui
- 1:21:59que se formaram há bilhões de anos. E
- 1:22:02algumas, como aparece aí da Serra do
- 1:22:04Espinhaço, não é, que se formaram há
- 1:22:06milhões de anos e passaram por intensos
- 1:22:10processos erosivos.
- 1:22:12Só para ilustrar,
- 1:22:14tá certo? Nós temos aí agora
- 1:22:17essa essa imagem, tá? Da
- 1:22:21da Serra do Espinhaço,
- 1:22:24para a gente analisar melhorzinho, não
- 1:22:27é? Vejam que nessa denominação está até
- 1:22:30como cordilheira do Espinhaço, não é? A
- 1:22:34cordilheira do Espinhaço que se estende
- 1:22:37pelos estados aí de São Paulo, não é? É
- 1:22:41do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.
- 1:22:46Claro que concentradas principalmente em
- 1:22:48Minas Gerais e no oeste baiano,
- 1:22:51centro-oeste baiano.
- 1:22:53Então,
- 1:22:54é considerada, não é, uma cordilheira
- 1:22:57antiga. Nós podemos dizer que temos
- 1:23:00montanhas. Propositadamente vou voltar
- 1:23:03aqui à imagem. Vejam a imagem desse
- 1:23:06vale, não é? Então,
- 1:23:09a gente tem
- 1:23:11essas montanhas, mas montanhas ainda
- 1:23:14antigas, tá certo? Montanhas que estão
- 1:23:19neste patamar, é, geomorfológico. Não
- 1:23:23são
- 1:23:24dobramentos modernos, tá certo? São
- 1:23:28maciços ou dobramentos antigos. Maciços
- 1:23:31antigos ou dobramentos antigos. Como um
- 1:23:36dos exemplos que a gente vê aqui, não é,
- 1:23:38nesse desenho.
- 1:23:40Então, vejam,
- 1:23:41há [limpando a garganta]
- 1:23:42normalmente, não é, as classificações
- 1:23:44que a gente tem, a classificação do
- 1:23:46professor Jurandir Ross, não é, a a
- 1:23:50própria classificação do Ab'Saber,
- 1:23:53é, nós costumeiramente chamamos essas
- 1:23:56áreas de serras.
- 1:23:58E as serras estão inseridas na no nas
- 1:24:03nossas unidades de relevo conhecida como
- 1:24:06planaltos, planaltos cristalinos, tá
- 1:24:09certo? Deixa eu ampliar aqui para vocês.
- 1:24:12Então,
- 1:24:13nós temos as serras como um maciço
- 1:24:19antigo, um dobramento antigo, outras
- 1:24:23imagens e outros desenhos aqui para
- 1:24:25vocês.
- 1:24:27Dentro desta unidade de relevo conhecida
- 1:24:31como planalto,
- 1:24:33tá certo?
- 1:24:34Vejam bem.
- 1:24:36>> [limpando a garganta]
- 1:24:37>> Perdão, deixa eu voltar para cá e a
- 1:24:40gente voltar a conversar aqui. Então,
- 1:24:43nós temos nos maciços antigos as nossas
- 1:24:47montanhas antigas no Brasil, sim, e as
- 1:24:51serras
- 1:24:52dentro dessa unidade de planalto, não é,
- 1:24:55um planalto cristalino.
- 1:24:57Outra unidade, não é, de relevo aí
- 1:25:01cristalino seriam os mares de morro, não
- 1:25:05é, os mares de morro, esses morros aí em
- 1:25:08formatos de meia laranja,
- 1:25:10como se fossem colinas de altimetria
- 1:25:13mais baixa, mais desgastados,
- 1:25:17não é, pela região nordeste eles chegam
- 1:25:19a ser em compostos por rochas
- 1:25:21metamórficas
- 1:25:23que se metamorfizaram
- 1:25:25in situ, ou seja, se metamorfizaram
- 1:25:28naquele lugar mesmo por compactação,
- 1:25:31pela o o grande período que estão ali
- 1:25:34expostas, tá? A a o relevo de meias
- 1:25:37laranjas ou melonizado,
- 1:25:40meio melões, como a gente tem pela
- 1:25:44região nordeste também. Então,
- 1:25:46é cristalino, tá? E aí, é, são formados
- 1:25:51por agentes morfogenéticos, ou seja, tem
- 1:25:54a estrutura
- 1:25:56cristalina e tem a escultura, no caso,
- 1:26:00os mares de morro aí. Muito típicas de
- 1:26:03áreas úmidas.
- 1:26:05Mais uma imagenzinha aí pra gente
- 1:26:08observar, tá certo? Desses mares de
- 1:26:11morro. Deixa eu destacar aqui pra vocês.
- 1:26:14E uma foto também, tá? Principalmente aí
- 1:26:17na região da Serra do Mar, parte da
- 1:26:21Serra da Mantiqueira.
- 1:26:23Dá até nome a um domínio morfoclimático,
- 1:26:26como a gente vai ver
- 1:26:28em vegetação, não é? As áreas dos mares
- 1:26:32de morro. Tá certo?
- 1:26:35Resumo da ópera, pessoas. O que é que a
- 1:26:37gente começou a ver desde a aula
- 1:26:39passada?
- 1:26:40A estrutura geológica. O que é que a
- 1:26:42gente tá vendo agora? Não é?
- 1:26:45O escudo cristalino, só que não estamos
- 1:26:48vendo mais do ponto de vista geológico.
- 1:26:51Então, o que vimos do escudo cristalino?
- 1:26:55Nós vimos os dobramentos modernos, não
- 1:26:58é? São exumados aí. É, tem até o mesmo
- 1:27:01nome, se lembram? Não é? O dobramento
- 1:27:03moderno chega a ser inclusive a própria
- 1:27:06unidade
- 1:27:07geológica. Dá uma revisada lá.
- 1:27:10Volta lá, se já esqueceu, não é? Nós
- 1:27:13vimos as áreas sedimentares, os maciços
- 1:27:16cristalinos e os dobramentos modernos.
- 1:27:19Então, nesse caso aqui, está nos nas
- 1:27:22duas vertentes, seja na base, seja na
- 1:27:24forma.
- 1:27:25E os dobramentos antigos ou os maciços
- 1:27:28antigos, como nós vimos. Então,
- 1:27:31dessa condição, nós temos aí as
- 1:27:34montanhas.
- 1:27:35Tá certo? Não estamos falando
- 1:27:37especificamente do Brasil. Temos
- 1:27:39dobramentos modernos, como a gente viu
- 1:27:41na América do Sul, no Brasil não temos,
- 1:27:44mas temos os maciços antigos, as
- 1:27:46montanhas antigas.
- 1:27:48E nós temos também do escudo cristalino
- 1:27:51as serras e os mares de morro.
- 1:27:55Esses estão categorizados, repito,
- 1:27:58insisto, como planaltos.
- 1:28:01São as formas, as feições dos nossos
- 1:28:05planaltos
- 1:28:06cristalinos.
- 1:28:08Jóia?
- 1:28:09Vamos continuar, apontando e remando. Se
- 1:28:12a gente conversou, não é, sobre as
- 1:28:15formas dos terrenos cristalinos,
- 1:28:18obviamente, a partir de então a gente
- 1:28:20começa a ver quais as formas, quais as
- 1:28:23feições de relevo dos
- 1:28:27das áreas, não é, das estruturas
- 1:28:30sedimentares, certo? Então, vamos de
- 1:28:33novo aqui dar uma destacada,
- 1:28:36tá? Do que vai ser aí esse terreno
- 1:28:40sedimentar.
- 1:28:42Vamos começar
- 1:28:43pelo
- 1:28:44terreno sedimentar clássico, as
- 1:28:47chapadas, não é? No Brasil temos aos
- 1:28:51montes. Temos muitas e muitas chapadas
- 1:28:56em todas as regiões,
- 1:28:58todas belíssimas. Infelizmente não
- 1:29:01conheço todas, mas um planejamento que
- 1:29:05eu tenho, uma ideia que eu tenho de sair
- 1:29:08conhecendo, não é, todas as chapadas e
- 1:29:11confesso que conheço muitas. Depois pode
- 1:29:15ser um tema aí extra para a gente
- 1:29:18debater, ver essas imagens,
- 1:29:20correlacionar com vocês que estejam aí
- 1:29:23nessas regiões. Mas enfim, nós estamos
- 1:29:26falando de um relevo tabular, de um
- 1:29:30altiplano,
- 1:29:32não é, bem como as chapadas são. Aquela
- 1:29:35parte que parece uma mesa, não é, essa
- 1:29:38parte tabular aí mais elevada.
- 1:29:42Claro que movimentos tectônicos, tá
- 1:29:46certo? Ou de orogenia, ou de epirogenia,
- 1:29:51ou uma tentativa de
- 1:29:54equilíbrio, não é, dessa grande massa
- 1:29:57terrestre, ora, ela entra em
- 1:29:59desequilíbrio e tenta se equilibrar. Em
- 1:30:02todo esse tempo geológico fez com que
- 1:30:05áreas sedimentares fossem erguidas.
- 1:30:09Estamos falando de altiplano sedimentar.
- 1:30:11Isso é uma bacia sedimentar, claro que a
- 1:30:14gente pensa, não é, que essa área era
- 1:30:16mais baixa e esse sedimento se
- 1:30:18depositaram.
- 1:30:20Tá correta a relação, mas algo fez com
- 1:30:24que esse, essa área fosse elevada.
- 1:30:28A partir daí ela começa a ser dissecada.
- 1:30:33Ela começa a ser esculpida.
- 1:30:36E aí nós vamos ter, não é, as nossas
- 1:30:41chapadas.
- 1:30:42Tá?
- 1:30:43Então,
- 1:30:44esse [limpando a garganta] tipo de
- 1:30:45relevo, não é, vai vir aí de origem de
- 1:30:48arenito,
- 1:30:49de calcário, as chapadas de calcário que
- 1:30:53a gente tem com suas cavernas, grutas,
- 1:30:56rios subterrâneos, as chapadas de
- 1:30:58arenito que a gente tem, não é, as
- 1:31:00mistas, enfim. Então, lembrem-se, não é,
- 1:31:04chapada, um terreno sedimentar,
- 1:31:08altiplano. Essa imagem superclássica,
- 1:31:12eu particularmente a amo, não é, esse,
- 1:31:16esse visual, esta imagem, eu toda vez
- 1:31:19que vejo viajo para lá, na Chapada
- 1:31:22Diamantina, no oeste da Bahia. Poderia
- 1:31:24colocar aqui Serra das Mesas, na Chapada
- 1:31:27das Mesas, Confusões,
- 1:31:29entre outras. Mas
- 1:31:32além das chapadas, não é, o que temos
- 1:31:36mais de terrenos sedimentares? Bom,
- 1:31:40lembrem-se, chapada, não é, essa parte
- 1:31:44altiplana
- 1:31:47que vai se diferenciar um pouquinho
- 1:31:49quando a gente conversa das cuestas, tá
- 1:31:53certo? E o que seriam as Cuestas?
- 1:31:56Observem essas imagens, galera. As
- 1:31:59Cuestas são planaltos sedimentares, só
- 1:32:03que
- 1:32:04desnivelados.
- 1:32:06Percebem que há um mergulho,
- 1:32:08não é? Estão percebendo que há um
- 1:32:10mergulho numa dessas camadas. Nós não
- 1:32:14temos um altiplano, nós vamos ter um uma
- 1:32:18espécie de chapada inclinada.
- 1:32:22Tá? Se assim me faço entender. Então,
- 1:32:26essa chapada inclinada,
- 1:32:29tá? A grossíssimo modo falando, nós
- 1:32:32chamamos de Cuestas. E bem como tá nessa
- 1:32:36imagem aí mais abaixo. Deixa eu aumentar
- 1:32:39um pouquinho aqui para vocês. Nós temos,
- 1:32:43não é? Exatamente
- 1:32:45essa área que vai descendo,
- 1:32:49tá? Essa área aí do reverso, tá certo?
- 1:32:54Percebam que há uma
- 1:32:57descida nessa área aí de reverso, tá
- 1:33:01certo?
- 1:33:03Nós temos o front.
- 1:33:06Percebem aqui do lado esquerdo o front.
- 1:33:09Felizmente no zoom não tá riscando,
- 1:33:12tá? Mas [limpando a garganta]
- 1:33:13não é como se fosse a escarpa.
- 1:33:16E por que não vai ser o nome de escarpa
- 1:33:18como é no altiplano como a gente
- 1:33:21conhece, tá certo? Não vai ser a escarpa
- 1:33:24justamente porque há esse desnível, há
- 1:33:28essa inclinação.
- 1:33:30Tá certo?
- 1:33:31Esta inclinação faz com que nós temos um
- 1:33:34front e a parte aí, tá? De reverso, a
- 1:33:38parte de mergulho dessa camada.
- 1:33:41Tá? Então, neste tipo de relevo, nós
- 1:33:45temos as
- 1:33:47Cuestas.
- 1:33:50Tranquilo? Tirar o zoom. Voltar aqui
- 1:33:53para vocês,
- 1:33:55para a gente
- 1:33:56se ver novamente.
- 1:33:58Então,
- 1:33:59chapadas,
- 1:34:01cuestas,
- 1:34:02não é?
- 1:34:03Planaltos,
- 1:34:05também planaltos
- 1:34:08sedimentares, tá? Muitos, muito, muito,
- 1:34:12muito comuns aqui no Brasil. Então, dá
- 1:34:16pra gente continuar aí nosso esqueminha,
- 1:34:18não é?
- 1:34:19Se nós vimos os os escudos cristalinos,
- 1:34:22então agora começamos a ver as formações
- 1:34:25de bacias sedimentares.
- 1:34:27Nós já vimos as chapadas e as cuestas e
- 1:34:30já sabemos que também são
- 1:34:33planaltos.
- 1:34:34Temos já as montanhas,
- 1:34:36temos as serras,
- 1:34:38temos as chapadas, as cuestas,
- 1:34:42precisamos agora da planície e da
- 1:34:45depressão pra gente ver todas as formas
- 1:34:48de relevo da crosta terrestre.
- 1:34:51Então,
- 1:34:52mais uma imagem aí com um vale, uma
- 1:34:57chapada, um altiplano, tá certo? E uma
- 1:35:01planície aí à frente.
- 1:35:03Tá? Sempre lembrando que os desenhinhos,
- 1:35:06não é, não são meus, todos eles
- 1:35:08retirados aí do livro Terra Feições
- 1:35:11Ilustradas,
- 1:35:12tá? Extremamente didático é esse
- 1:35:15material
- 1:35:16com o conceito, tá, de cada formação
- 1:35:19dessa, tanto, não é, do relevo marinho,
- 1:35:23submarino, quanto do continental, tá?
- 1:35:26Mas vejam que massa, não é? O autor
- 1:35:29sempre deixa os elementos, ele não deixa
- 1:35:32uma imagem meramente hipotética e tem
- 1:35:35vários rios. Esses rios que estão
- 1:35:39depositando
- 1:35:41sedimentos nessas planícies. Esses rios
- 1:35:44que podem até ter escavado,
- 1:35:46como no exemplo aí, o vale mais à
- 1:35:49esquerda da imagem. Então,
- 1:35:52esta é a função de uma planície, é uma
- 1:35:54área mais baixa,
- 1:35:56não é, que pode ser fluvial, que pode
- 1:35:59ser marinha, que pode ser
- 1:36:02flúvio-marinha,
- 1:36:03não é? Como vocês sabem,
- 1:36:05eh, eu vivo, não é? Eu moro em Recife.
- 1:36:08Recife é uma planície flúvio-marinha.
- 1:36:11Foram deixados aqui sedimentos tanto do
- 1:36:13mar quanto dos rios, não é? Que outrora,
- 1:36:16muito mais do que nós temos hoje, por
- 1:36:18aqui despejam os seus sedimentos.
- 1:36:22E nós temos planícies de deflação, que
- 1:36:24aí formadas sobretudo em áreas de grande
- 1:36:28processo de intemperismo eólico, tá?
- 1:36:32Nós vamos ter essas áreas como sendo
- 1:36:35áreas de deposição. Se são as áreas mais
- 1:36:38planas, mais baixas, a tendência é que
- 1:36:40esses sedimentos se dirijam a essa área,
- 1:36:42por isso que estão também aí no contexto
- 1:36:45sedimentar,
- 1:36:47tá? Outro exemplo aqui para a gente ver,
- 1:36:51as planícies aí,
- 1:36:54eh, fluviais, como na primeira,
- 1:36:57destacar aqui para a gente ver,
- 1:36:58novamente, o destaque aí, não é?
- 1:37:02Um, um, fiz um, um destaquezinho com
- 1:37:05outra imagem para vocês, uma área de
- 1:37:07rio, de uma área de inundação.
- 1:37:10Logo, não é? Nós temos aí sempre áreas
- 1:37:13de deposição de sedimentos. Como eu
- 1:37:15disse e insisto e repito, áreas aí, não
- 1:37:19é? Sedimentares, tá certo?
- 1:37:22Logo, dá para a gente
- 1:37:24continuar
- 1:37:26aí o nosso esquema inicial. Dentro das
- 1:37:29bacias sedimentares, nós vamos ter
- 1:37:32diretamente as planícies.
- 1:37:34Não temos aí, digamos, o quadrinho do
- 1:37:37meio porque não há uma forma específica,
- 1:37:39tá certo? Fomos direto aí para as
- 1:37:42planícies. Então, nós já temos as nossas
- 1:37:44montanhas, os nossos planaltos e as
- 1:37:47planícies.
- 1:37:49Predominando no Brasil, os planaltos
- 1:37:53e as áreas interplanálticas,
- 1:37:56as áreas entre planaltos, as áreas
- 1:38:00intracratônicas,
- 1:38:03ou seja, planícies, não é? Perdão,
- 1:38:06bacias sedimentares, planícies não,
- 1:38:09bacias sedimentares dentro de crátons,
- 1:38:13crátons, peixe, por favor, o que são
- 1:38:16crátons, não é? Crátons são grandes
- 1:38:19unidades cristalinas, tá?
- 1:38:22Que
- 1:38:23tão grandes são que podem, não é? E tem
- 1:38:27em várias desses de crátons que nós
- 1:38:29temos no Brasil, nós vamos ter bacias
- 1:38:31sedimentares,
- 1:38:33tá? Então, nós aí
- 1:38:36fechamos, tá? Os tipos de formações que
- 1:38:40a gente tem. Lembrando, como eu disse no
- 1:38:42início, que a
- 1:38:44as depressões são comparativos
- 1:38:46altimétricos, tá certo? Ainda vamos ver
- 1:38:49as depressões. Então, no Brasil
- 1:38:52prevalecem aí a os maciços antigos, as
- 1:38:55montanhas antigas, os planaltos em
- 1:38:58serras, em chapadas, em encostas, as
- 1:39:01áreas interplanálticas,
- 1:39:04as áreas entre planaltos, logo são
- 1:39:07depressões periféricas, como a gente vai
- 1:39:09ver, tá certo? As áreas aí sedimentares
- 1:39:13intracratônicas que não deixam de ser
- 1:39:16também depressões periféricas,
- 1:39:19tá certo? E as planícies, no nosso caso,
- 1:39:22fluviais, nós temos uma das maiores
- 1:39:24planícies fluviais do planeta, uma
- 1:39:27grande área de inundação na bacia
- 1:39:30amazônica, tema para a gente conversar
- 1:39:32lá em hidrografia, e grandes planícies
- 1:39:35litorâneas aqui, [limpando a garganta]
- 1:39:37quando eu digo grandes, não numa
- 1:39:39extensão continental, mas por boa parte
- 1:39:42da da região litorânea, do litoral do
- 1:39:45nosso país.
- 1:39:47E aí, claro, não é? As depressões.
- 1:39:51Então, como eu estava dizendo,
- 1:39:53deixa eu destacar [limpando a garganta]
- 1:39:54aqui para vocês, não é? As depressões
- 1:39:58se referem
- 1:40:00a
- 1:40:01dois referenciais específicos.
- 1:40:05As depressões,
- 1:40:07tá, absolutas, que estão abaixo do nível
- 1:40:10do mar.
- 1:40:11Então, tem o nível do mar
- 1:40:14aqui na nossa imagem. Temos essa
- 1:40:16depressão absoluta, que está abaixo do
- 1:40:20nível do mar.
- 1:40:21E nós temos
- 1:40:23a depressão periférica,
- 1:40:26que está ali mais baixo do que a área
- 1:40:30ao entorno, também conhecida como
- 1:40:33depressão relativa.
- 1:40:35Tá certo? Então,
- 1:40:38se nós temos uma área mais baixa do que
- 1:40:40a área ao entorno, nós temos uma
- 1:40:42depressão relativa, tá? Uma depressão aí
- 1:40:46que está relativamente mais baixa do que
- 1:40:51o que cerca.
- 1:40:52E se estivermos nesta condição, abaixo
- 1:40:55do nível do mar, estamos numa depressão
- 1:40:58absoluta.
- 1:41:00Eh, não temos depressões absolutas no
- 1:41:03nosso país.
- 1:41:04Todas as depressões que nós temos, elas
- 1:41:06são relativas. Então, por exemplo, não
- 1:41:09é?
- 1:41:10Mais um, um croqui, mais um desenho para
- 1:41:12vocês, aí, de uma bacia sedimentar.
- 1:41:16Está na área mais baixa, como a própria
- 1:41:18bacia, não é? A gente lembra daquele
- 1:41:21utensílio
- 1:41:22doméstico, uma bacia sedimentar, uma
- 1:41:24área para depósito, não é? Onde vai se
- 1:41:27depositando.
- 1:41:29Vou destacar aqui para a gente
- 1:41:33a imagem, tá? Nós temos aí, não é? Do
- 1:41:36lado esquerdo da imagem, uma área de
- 1:41:40bacia sedimentar intracratônica.
- 1:41:44Então, dentro daquele cráton, nós temos
- 1:41:47áreas aí mais baixas. Nós temos
- 1:41:49depressões periféricas, depressões
- 1:41:53relativas,
- 1:41:55tá certo? Temos no exemplo agora aí, do
- 1:41:58lado direito, as áreas, eh,
- 1:42:02que estão nas bordas desse cráton, não
- 1:42:04é? As bacias sedimentares
- 1:42:06pericratônicas,
- 1:42:08que são também, não é, áreas de
- 1:42:11depressão relativa,
- 1:42:14tá certo?
- 1:42:16E
- 1:42:17um exemplo [limpando a garganta] bem
- 1:42:18clássico, não é, tá aí a depressão bem
- 1:42:20no centro da imagem, tá? E claro, não é,
- 1:42:24as áreas ao entorno mais elevadas. Aí um
- 1:42:28desenho tentando trazer todo tipo de
- 1:42:31unidade de relevo que a gente vê por
- 1:42:33aqui. Então a clássica depressão
- 1:42:35periférica, como é a depressão
- 1:42:36sertaneja, como é a depressão do Rio São
- 1:42:40Francisco, como é a depressão da bacia
- 1:42:42amazônica, tá? Claro que a distância aí
- 1:42:46entre as áreas ao entorno passa de
- 1:42:49centenas de quilômetros. Então percebem,
- 1:42:52não é, que se eu tiver uma foto dessa
- 1:42:55área que está aí representada, essa área
- 1:42:58hipotética, eu não consigo identificar
- 1:43:01como uma depressão. Eu posso identificar
- 1:43:04como uma planície. Isso tem um rio, não
- 1:43:06é, tem um rio com muitas curvas,
- 1:43:07meandros, isso é bem típico de áreas de
- 1:43:11planície, o rio já correndo lentamente,
- 1:43:14como a gente vai ver lá em hidrografia
- 1:43:16também.
- 1:43:17Então eu posso classificá-la como uma
- 1:43:18planície, quando na prática ela é, não
- 1:43:21é, uma parte mais baixa do que a região
- 1:43:24ao entorno, tá certo? Um vale, aqui como
- 1:43:27a gente pode ver, tá?
- 1:43:30Perdão. [limpando a garganta]
- 1:43:31Um vale aí escavado por rios, não é, sua
- 1:43:35área aí de encosta, sua área de
- 1:43:38talvegue,
- 1:43:39tá? Talvegue por onde o rio vem. Então
- 1:43:43esse vale fino, estreito, em em formato
- 1:43:47de V, às vezes em formato de U, podendo
- 1:43:50ser um cânion ou não, um vale mais
- 1:43:52aberto,
- 1:43:53também é uma área que vai estar mais
- 1:43:56baixa do que a área ao entorno.
- 1:43:59Então também uma área de depressão.
- 1:44:02Perceberam quantas formas, não é, a
- 1:44:05gente tem, galera? Quantas formas aí que
- 1:44:10estão
- 1:44:11diretamente ligadas a
- 1:44:14as depressões, quantas formas foram eh
- 1:44:19surgindo para a gente
- 1:44:21mesmo sendo unidades de relevo
- 1:44:23diferentes, um vale
- 1:44:26um
- 1:44:27uma bacia sedimentar intracratônica,
- 1:44:30então, não é? Nós temos todas toda essa
- 1:44:34gama e mais, não é? É formações
- 1:44:37geomorfológicas, temos formações
- 1:44:39geomorfológicas pontuais
- 1:44:42tá? Para uma revisão, para um vestibular
- 1:44:46diferente do Enem, a gente pode fazer
- 1:44:48uma conversa extra, tá certo? Os
- 1:44:51monodinocks, não é? Como as áreas aí do
- 1:44:55Rio de Janeiro, principalmente os pães
- 1:44:57de açúcar, os morros testemunhos que a
- 1:45:00gente tem, enfim, dá para a gente
- 1:45:02expandir, mas para o nosso contexto, não
- 1:45:05é? Para as nossas provas, sobretudo a
- 1:45:07prova do Enem percebam o quanto isso
- 1:45:10pode estar associado
- 1:45:13às questões ambientais, às questões
- 1:45:16socioambientais,
- 1:45:18tá? Econômicas, por que não?
- 1:45:21E principalmente às questões ambientais,
- 1:45:24como eu já falei. E agora a gente
- 1:45:25precisa estudar
- 1:45:27uma partezinha muito essencial
- 1:45:30não é? Tanto os solos quanto os recursos
- 1:45:33minerais que a gente tem nessa crosta
- 1:45:35terrestre não é? Lembrando que nós
- 1:45:38estamos tendo esse arcabouço aí eh
- 1:45:42de preparação conceitual para outros
- 1:45:45assuntos mais na frente. Então, por
- 1:45:47exemplo, a gente começou conversando
- 1:45:49sobre todo esse processo de formação da
- 1:45:51crosta terrestre, porque isso vai nos
- 1:45:54dar suporte em outros assuntos, vai
- 1:45:57fazer vocês desenvolverem habilidades e
- 1:46:00competências, tá certo? Então, não é
- 1:46:02assunto em vão, tá? É assunto
- 1:46:05importantíssimo.
- 1:46:06E aqui hoje a gente vai conversar sobre
- 1:46:08uma parte exatamente que faz essa ponte
- 1:46:12são os solos, não é? Muito comuns aí em
- 1:46:15questões de, eh, agropecuária, em
- 1:46:17questões de agricultura, de
- 1:46:19aproveitamento e os recursos minerais.
- 1:46:22Então, a gente tem atividade econômica
- 1:46:24como plano de fundo.
- 1:46:26Certo? Bem como as questões
- 1:46:28geomorfológicas, a gente ainda vai
- 1:46:29discutir em urbanização, nos problemas
- 1:46:32relacionados ao solo, não é? Nos
- 1:46:34problemas ambientais, nos deslizamentos
- 1:46:37de encosta, entre outros. Então, a gente
- 1:46:40tá formando aí, não é? Toda essa base
- 1:46:44para esse conhecimento ampliado,
- 1:46:46exigência muito comum na prova do Enem.
- 1:46:49Então, vamos simbora, vamos nessa que
- 1:46:53temos bastante coisa para conversar hoje
- 1:46:56aí sobre as questões de solos e de
- 1:47:01recursos minerais, tá certo? Então, não
- 1:47:05é? Pessoas, solos,
- 1:47:08não é? Solos.
- 1:47:10Que seria aí o solo? Bom, para
- 1:47:13agricultura é uma parte extremamente
- 1:47:15essencial. Para agricultura, solo é, é,
- 1:47:18é o principal vetor dessa atividade
- 1:47:21econômica.
- 1:47:22Para mineração, solo é algo extremamente
- 1:47:25desprezível. É a primeira, primeira
- 1:47:27camada ali, não é? Da litosfera, o manto
- 1:47:30de intemperismo, que precisa ser
- 1:47:32retirado.
- 1:47:34Solo é um recurso natural
- 1:47:36e é um recurso natural não renovável.
- 1:47:39Lembrem-se do detalhe, a gente começou
- 1:47:41conversando sobre isso, não é? Lá para
- 1:47:43trás, que nós estamos falando de um
- 1:47:46tempo geológico. Então, o processo de
- 1:47:49formação dos solos, ele não tá dentro do
- 1:47:51tempo histórico, por isso que ele é não
- 1:47:53renovável. Então, se a gente perde esse
- 1:47:56recurso, teremos muitos problemas, tá?
- 1:48:00Intimamente, mas intimamente ligado às
- 1:48:03questões climáticas. Clima, que a gente
- 1:48:06ainda vai começar a estudar, outra
- 1:48:08frente gigantesca, tá certo? Então, é
- 1:48:12como se fosse esse ponto de encontro aí
- 1:48:16do tempo, não é? Precisa de bastante
- 1:48:18tempo, tempo para a formação dos solos,
- 1:48:21de clima,
- 1:48:23dos organismos, não é? Tem parte
- 1:48:25orgânica, os organismos vivos que vivem
- 1:48:28no solo, tá certo? O material de origem,
- 1:48:31o material original, as rochas e, claro,
- 1:48:35a a forma de relevo. Então, os solos vão
- 1:48:38depender desses fatores para se formar.
- 1:48:42Então, a gente sabe que tem partículas
- 1:48:45minerais neles, partículas orgânicas,
- 1:48:49produtos orgânicos, animais, não é, que
- 1:48:52vivem no solo. E aí, claro,
- 1:48:55ele recobre as nossas superfícies, solos
- 1:48:59mais profundos, solos mais rasos, solos
- 1:49:02milimetricamente medidos, solos com
- 1:49:05vários metros de profundidade. Enfim,
- 1:49:08isso vai, não é, dar suporte à cobertura
- 1:49:12vegetal. E o solo, ele se forma de
- 1:49:16várias maneiras, tá? O solo, ele pode se
- 1:49:21formar
- 1:49:22quanto à sua origem, como também quanto
- 1:49:26ao processo de formação. Então, esse
- 1:49:28esqueminha que a gente vê aqui é como se
- 1:49:30fosse um processo de formação didático
- 1:49:34aí dos solos, não é? Uma rocha matriz
- 1:49:37que começa a ser intemperizada,
- 1:49:39então começa o processo de desgaste
- 1:49:42dessa rocha, seja um desgaste mecânico,
- 1:49:45seja um desgaste químico. E essa esse
- 1:49:49material desgastado vai se sobrepondo a
- 1:49:53essa rocha, vai formando aí horizontes,
- 1:49:57tá certo? E esses horizontes, num solo
- 1:50:00completo, estão aí, não é, como
- 1:50:03horizonte A, como a gente vê
- 1:50:06aqui,
- 1:50:07o horizonte B,
- 1:50:10C,
- 1:50:11R ou rocha matriz, tá certo? E o
- 1:50:16horizonte O,
- 1:50:17que está bem aqui em cima, a camada O,
- 1:50:21que é a camada orgânica.
- 1:50:24Então, cada camada dessa vai ter suas
- 1:50:27características. A o horizonte O, o
- 1:50:29horizonte orgânico, a camada O, não é?
- 1:50:32Está ali com toda a matéria orgânica que
- 1:50:35está disponível naquele solo. No
- 1:50:38horizonte A, por exemplo, a gente tem
- 1:50:41minerais e matéria orgânica se
- 1:50:44misturando. No horizonte B, a gente já
- 1:50:47encontra mais material rochoso, um
- 1:50:50material menos intemperizado, mais
- 1:50:53grosseiro, né? A granulação
- 1:50:56desse composto mais grossa. E até que a
- 1:51:00gente chegue aí na rocha matriz.
- 1:51:03Esse seria um exemplo de formação
- 1:51:05clássico dos solos. Como eu disse, um um
- 1:51:09processo aí didático. Não é um processo
- 1:51:12de formação dos solos de uma forma
- 1:51:15didática para a gente entender. Mas como
- 1:51:17a gente começou conversando, não é?
- 1:51:19Temos diversas formas de eh formação dos
- 1:51:24solos mesmo. Então, quanto à origem, os
- 1:51:27solos eluviais são solos que tiveram sua
- 1:51:31origem, está certo? No local onde eles
- 1:51:34se formaram.
- 1:51:36No local onde aquela rocha estava, ela
- 1:51:38foi intemperizada, ela foi desgastada e
- 1:51:41ali ele se formou. Então, essa alteração
- 1:51:44ocorreu in situ. Essa alteração ocorreu,
- 1:51:48não é? Na rocha que estava naquele
- 1:51:51lugar.
- 1:51:51E claro, não é? Que esse processo foi
- 1:51:55todo feito aí por condições climáticas,
- 1:51:58está certo? Não houve um transporte de
- 1:52:01materiais de outros lugares.
- 1:52:04Então, aquela rocha foi intemperizada
- 1:52:07ali, aquele manto de intemperismo se
- 1:52:10depositou ali e aí temos esse tipo de
- 1:52:14solo, um solo eluvial.
- 1:52:17Esses solos são geralmente mais
- 1:52:18produtivos, eles são geralmente mais
- 1:52:21férteis, são bem desenvolvidos, solos
- 1:52:24desenvolvidos significam ter mais
- 1:52:27camadas e horizontes, tá certo?
- 1:52:29Distintos. Claro que eles vão ser ricos
- 1:52:32em minerais específicos das rochas ali
- 1:52:35que participaram da sua formação.
- 1:52:38Além dos solos eluviais, nós temos os
- 1:52:41solos aluviais.
- 1:52:43Se os eluviais se formaram in situ, tá
- 1:52:48certo? Os aluviais
- 1:52:51foram formados por sedimentos que foram
- 1:52:52transportados, foram formados por
- 1:52:54sedimentos que foram trazidos de algum
- 1:52:57lugar. Não é normalmente trazidos aí por
- 1:52:59rios, por córregos, pela gravidade, não
- 1:53:02é? Áreas de encosta, bases de encosta,
- 1:53:05bases de escarpa, normalmente tem solos
- 1:53:09aluviais, mas são solos muito comuns,
- 1:53:12tá? Em áreas de drenagem, muito comuns
- 1:53:15em planícies
- 1:53:16aluviais, não é? Formadas aí por rios.
- 1:53:20Então, solos também bem férteis, já que
- 1:53:23tem uma diversidade, uma riqueza, não é?
- 1:53:26Mineral de várias áreas aí que esse
- 1:53:29sedimento foi transportado.
- 1:53:31Tem textura variável, por quê? Pode
- 1:53:34pegar agregados de todo tipo de rocha,
- 1:53:37vai depender do curso desse rio, desse
- 1:53:39córrego, dessa encosta, tá certo? Então,
- 1:53:42tem muito material nele, normalmente
- 1:53:46materiais arenosos e argi- losos, não é?
- 1:53:49Boa parte dos solos é composta por
- 1:53:51areias quartzosas e argila e vai ter uma
- 1:53:55boa drenagem, já que é um solo que foi
- 1:53:57formado por esse processo, tá? Muito
- 1:54:00comum aí nas áreas de várzea, por
- 1:54:03exemplo.
- 1:54:04E os solos orgânicos, tá? Solos aí que
- 1:54:07são formados a partir, principalmente,
- 1:54:09da decomposição de matéria orgânica.
- 1:54:12Solos muito comuns em florestas, em
- 1:54:14pântanos, em mangues, tá? Com muita
- 1:54:17decomposição aí de folhas, de turfa, não
- 1:54:22é? De qualquer tipo de vegetal. E claro,
- 1:54:25não é, muito comum nos ambientes mais
- 1:54:28quentes e úmidos aí das florestas.
- 1:54:31Então, é um solo, como na imagem aí,
- 1:54:34bastante escurecido, tá certo? Rico em
- 1:54:37carbono, por isso tamanha fertilidade.
- 1:54:40Geralmente são ácidos com baixa
- 1:54:43densidade, dá para ver, não é, nessa
- 1:54:46imagem que é, é um solo que a gente
- 1:54:48consegue esfacelá-lo com a mão. Não é, a
- 1:54:50densidade dele é muito baixa. Então, nós
- 1:54:53temos os eluviais, os aluviais e os
- 1:54:57solos orgânicos, tá certo? O solo
- 1:54:59orgânico seria justamente essa parte
- 1:55:02rica em material. Pode até ser uma
- 1:55:03camada ou um solo composto, não é,
- 1:55:06dessa, de uma camada robusta de material
- 1:55:09orgânico. No solo orgânico não nos faz
- 1:55:12muita diferença se ele é aluvial ou
- 1:55:14eluvial, tá certo?
- 1:55:17Além, não é, das questões aí quanto à
- 1:55:20origem, nós temos os solos quanto a, ao
- 1:55:25processo de formação.
- 1:55:27Tá? Neste caso, nós vamos ter os solos
- 1:55:30zonais.
- 1:55:31Então, se liga. Os solos zonais foram
- 1:55:35desenvolvidos por uma influência muito
- 1:55:38longa do clima e da vegetação.
- 1:55:41Tá certo? Há uma, um, um processo
- 1:55:44longuíssimo aí de influência de clima e
- 1:55:47de vegetação. Vejam, o solo dá o aporte
- 1:55:51para a vegetação, mas a vegetação também
- 1:55:53é responsável pelo processo, não é, de
- 1:55:57formação desse solo. É ciclo. As rochas
- 1:56:00têm ciclo. Os solos fazem parte de um
- 1:56:03processo de decomposição de rochas, tá
- 1:56:07certo? Então, é um, um,
- 1:56:11um processo contínuo de formação e
- 1:56:13transformação. Logo, a vegetação também
- 1:56:16influencia.
- 1:56:18Os solos zonais apresentam horizontes
- 1:56:21bem definidos, tá certo? Devido ao o
- 1:56:23Sobretudo intemperismo químico dos
- 1:56:26climas, não é? O intemperismo químico
- 1:56:29muito ligado à decomposição química
- 1:56:31provocada pela água e a decomposição
- 1:56:33orgânica,
- 1:56:34tá?
- 1:56:35São solos que refletem objetivamente as
- 1:56:39condições climáticas e biológicas da
- 1:56:41região onde eles se formam.
- 1:56:42Então, vejam só, pessoas, se a gente
- 1:56:45tiver numa área semiárida,
- 1:56:47se a gente tiver numa numa área de
- 1:56:49extrema semiaridez no nordeste
- 1:56:52brasileiro,
- 1:56:53e num trabalho de campo a gente se
- 1:56:55deparar com um solo zonal, com um solo
- 1:56:58com essas características, não é? As
- 1:57:01áreas eh semiáridas sofrem muito mais o
- 1:57:05intemperismo físico. A gente vê isso
- 1:57:08direitinho lá em clima, tá certo? Vão
- 1:57:11sofrer muito mais com o intemperismo
- 1:57:14físico do que químico. Os solos zonais
- 1:57:17têm uma influência muito grande do
- 1:57:18processo de intemperismo
- 1:57:21químico e biológico. Então, se eu
- 1:57:23encontro numa área de caatinga, não é?
- 1:57:27Numa área semiárida, semisseca, esse
- 1:57:30esse material, não é? De solo, é a nossa
- 1:57:34prova cabal que ali houve outro tipo
- 1:57:39climático, houve outro tipo de
- 1:57:43vegetação, houve outro tipo de clima, tá
- 1:57:46certo?
- 1:57:47E, claro, não é? Eh eles refletem muito
- 1:57:50essas condições de onde se formaram.
- 1:57:52Então, temos vários exemplos: os
- 1:57:54latossolos, os solos podzólicos, tá
- 1:57:57certo? Os latossolos muito comum aí no
- 1:58:00cerrado brasileiro, na Amazônia,
- 1:58:02tá? Os solos podzólicos das áreas
- 1:58:05temperadas, principalmente a região da
- 1:58:08Sibéria, do norte da Rússia. Os solos
- 1:58:10chernozens ou chernozens, não é? Solos
- 1:58:14extremamente férteis, tá certo? Da
- 1:58:17região estépica da Europa, muito comum
- 1:58:19na Ucrânia, o grande celeiro agrícola da
- 1:58:23Europa, não é? Envolta aí nesses
- 1:58:24conflitos, mas uma grande área de
- 1:58:26produção agrícola com uma uma extensa
- 1:58:30área de um solo de um solo zonal
- 1:58:33extremamente fértil, muito rico em
- 1:58:35matéria orgânica. Além dos solos zonais,
- 1:58:39nós vamos ter os solos azonais,
- 1:58:42tá certo? São solos mais jovens, são
- 1:58:45solos rasos, são solos poucos
- 1:58:48desenvolvidos, tá certo? Sem horizontes
- 1:58:51bem distintos. Por quê? Porque por serem
- 1:58:53jovens não houve tempo, não é? Não houve
- 1:58:56aí condições para ação intensa do clima,
- 1:59:00não é? E da vegetação no seu processo de
- 1:59:02formação.
- 1:59:03Então o próprio solo da caatinga é um
- 1:59:05solo azonal.
- 1:59:06Então se eu acho nesse solo azonal uma
- 1:59:09grande mancha de solo zonal, não é? Algo
- 1:59:13teve no passado, alguma condição
- 1:59:16pretérita
- 1:59:18foi responsável pela formação desse
- 1:59:20solo. Por isso que a gente consegue
- 1:59:21comprovar a existência de climas
- 1:59:24diferentes, tá? Em situações pretéritas
- 1:59:27em determinadas áreas.
- 1:59:29Nos solos azonais, não é? A formação
- 1:59:32está muito mais ligada ao material de
- 1:59:35origem, à rocha, tá certo? Ou à
- 1:59:38topografia, ao relevo, do que ao clima.
- 1:59:42Então os solos azonais, eles estão muito
- 1:59:47presentes aí em áreas de encosta, em
- 1:59:50antigas montanhas, no processo de
- 1:59:52decomposição das rochas dessas
- 1:59:54montanhas, tá certo? Certo? Então vejam,
- 1:59:57como exemplos nós temos os litossolos,
- 2:00:00não é? Solos rasos, cascalhentos, aí que
- 2:00:05estão muito presentes nas áreas
- 2:00:07montanhosas ou nas áreas mais áridas,
- 2:00:10áreas rochosas mais áridas. Os aluviões,
- 2:00:15olha uns nomezinhos parecidos, não é?
- 2:00:18Solos de depósitos recentes, solos bem
- 2:00:21jovens, sejam esses solos jovens aí de
- 2:00:24rios, de várzeas, não é? Como é comum no
- 2:00:27Rio Amazonas. Então um solo muito jovem,
- 2:00:30pouco desenvolvido, porque ainda há esse
- 2:00:33processo de início, não é, de produção,
- 2:00:36por assim dizer, dele. E as areias, as
- 2:00:39areias quartzosas, de dunas, de
- 2:00:42restingas, de litoral, tá certo?
- 2:00:45Aqui no litoral nordestino brasileiro,
- 2:00:48em parte, boa parte do nosso litoral na
- 2:00:50região sul, também. Então, além dos
- 2:00:54processos aí ligados, não é, à à
- 2:00:58formação,
- 2:00:59nós vamos ter, por fim, os interzonais,
- 2:01:04tá certo? Que são solos influenciados
- 2:01:06por fatores locais,
- 2:01:08tá? Principalmente aí com uma drenagem,
- 2:01:11o material do qual ele se formou, o
- 2:01:14relevo, como a gente viu nos azonais,
- 2:01:17não é, e que se diferenciam dos solos
- 2:01:20zonais típicos da região. Se lembra o
- 2:01:24primeiro exemplo que eu trouxe? Se eu
- 2:01:26encontro ali uma área, não é, de solo,
- 2:01:30é, zonal, nas áreas de solo azonal,
- 2:01:34aquela mancha de solo vai ser um
- 2:01:37interzonal, tá certo? Eu vou encontrar
- 2:01:41ali uma região diferente.
- 2:01:45Quais as características, não é? Esse
- 2:01:47tipo de solo pode ocorrer em diversas
- 2:01:50faixas climáticas, porque diversos
- 2:01:52fatores
- 2:01:53podem ter levado à sua formação. Mas
- 2:01:56eles têm características próprias, tá
- 2:01:59certo? Características bem particulares.
- 2:02:02Então, um hidromorfismo, uma alta
- 2:02:04salinidade,
- 2:02:06uma densidade diferente, uma cor
- 2:02:09diferente, não é? Eu tenho ali um solo
- 2:02:11arenoso vermelho e numa área eu encontro
- 2:02:14um solo mais arenoso branco, tá? Um
- 2:02:19exemplo bem didático. Então, vai ter,
- 2:02:22vão ter aí características diferentes.
- 2:02:24Como, não é, exemplos nós temos os
- 2:02:27gleissolos,
- 2:02:29não é, solos bem encharcados, como
- 2:02:31mangues, como pântanos. Os solos
- 2:02:35alomórficos,
- 2:02:36tá? Bem, bem biologia isso aqui, não é?
- 2:02:40É, solo alomórfico acumula bastante sal,
- 2:02:43tá certo?
- 2:02:45Como boa parte do sertão nordestino,
- 2:02:47então há um processo rápido de
- 2:02:50evaporação, um processo muito maior de
- 2:02:52evaporação do que de precipitação nessas
- 2:02:55áreas. A água evapora, os sais
- 2:02:57permanecem e aí vão dando
- 2:02:59características a esses solos. E os
- 2:03:01vertissolos, não é? Muito ricos em
- 2:03:04areia, is, e, perdão, em argila
- 2:03:06expansiva, tá? Principalmente também ali
- 2:03:09na região do semiárido, aquela figura
- 2:03:13clássica, não é? Da mídia, é,
- 2:03:16representando o sertão apenas como uma
- 2:03:18área seca.
- 2:03:19Não é? Aquela área seca com o material
- 2:03:22poligonal, não é? Essa argila expandida
- 2:03:25aí formando aquele cenário, não é?
- 2:03:28Típico
- 2:03:30de, de uma área seca.
- 2:03:32Tranquilo, pessoas? Então,
- 2:03:34bora resumir essa ópera?
- 2:03:37Bora lá, para uma comparação resumida.
- 2:03:39Solo zonal, dependência do clima é
- 2:03:42forte. Tem uma dependência muito forte
- 2:03:45do clima,
- 2:03:46tá certo? Em relação ao solo zonal, como
- 2:03:49são seus horizontes? Bem definidos. Um
- 2:03:51exemplo, o latossolo aí do cerrado. Solo
- 2:03:55azonal, não é? Qual é a sua dependência
- 2:03:58climática? Muito pouca ou inexistente,
- 2:04:01tá? Ele depende muito mais das
- 2:04:03características da rocha, do relevo, tá
- 2:04:07certo? Do que do clima.
- 2:04:09Como são os seus horizontes? Pouco
- 2:04:11definidos, tá? São solos rasos, solos
- 2:04:15pouco definidos em relação aos seus
- 2:04:17horizontes. Um exemplo, os aluviões, os
- 2:04:19so, os, os solos de várzeas. E nós temos
- 2:04:23os interzonais, que dependem de
- 2:04:25condições locais. Então, não é? Seus
- 2:04:27horizontes são variáveis.
- 2:04:29São solos ali que estão
- 2:04:31como exceção em sua área de ocorrência,
- 2:04:35como os gleissolos, solos de pântanos.
- 2:04:37Se esse pântano deixar de existir, a
- 2:04:39gente vai ter uma mancha de solo ali no
- 2:04:41futuro geológico, não é, bem diferente.
- 2:04:45Beleza? Bora dar prosseguimento.
- 2:04:48E
- 2:04:49economicamente, a gente deveria falar
- 2:04:52muito mais de quê? Dos solos férteis, tá
- 2:04:55certo?
- 2:04:56Os solos férteis são solos ricos em
- 2:04:59nutrientes.
- 2:05:01São solos com muito nitrogênio, fósforo,
- 2:05:04potássio, tá, carbono,
- 2:05:06tá? Então, solos que tem muita matéria
- 2:05:09orgânica. Solos ideais aí para
- 2:05:13agricultura. Então, a gente já
- 2:05:15extrapola, não é, a questão aqui da
- 2:05:18geografia física e parte para uma
- 2:05:21geografia econômica, para produção,
- 2:05:23enfim.
- 2:05:24As características dos solos férteis:
- 2:05:27tem uma boa estrutura, tá certo? A
- 2:05:29estrutura dele é muito boa, então, a
- 2:05:32mistura ali entre areia, silte, argila é
- 2:05:36bem equilibrada. A gente tem uma
- 2:05:38diversidade de minerais que,
- 2:05:41não é, é, facilita, que acaba
- 2:05:43disponibilizando a sua fertilidade. Tem
- 2:05:46uma capacidade de retenção de água e
- 2:05:48nutrientes muito alta, então, isso é
- 2:05:50ótimo para os vegetais e a presença de
- 2:05:53microrganismos benéficos, tá certo? As
- 2:05:56minhocas, por exemplo. São extremamente
- 2:05:59benéficas no processo aí de aeração, de
- 2:06:03transporte de nutrientes desses solos.
- 2:06:07Como exemplos, tá, para a gente também,
- 2:06:11é, é, trazer para a realidade isso aí,
- 2:06:13temos o solo loess,
- 2:06:15tá? É um solo sedimentar,
- 2:06:18formado por depósito de poeira,
- 2:06:21tá certo? Então, um solo bem
- 2:06:23fino, tá certo?
- 2:06:25Se é um transporte aí de poeira, ação
- 2:06:27eólica. Então, é um tipo de solo bem
- 2:06:31comum, tá certo? Na Europa, nos Estados
- 2:06:34Unidos, na China, tá certo? Na parte
- 2:06:38central aí dos Estados Unidos. A textura
- 2:06:42muito fina, não é? Partículas de silt,
- 2:06:44silt é um material bem fininho.
- 2:06:47É bem poroso, já que foi
- 2:06:50eh, causado por esse transporte, é um um
- 2:06:53solo bem aerado, bem poroso, ricos em
- 2:06:55minerais, porém, é extremamente
- 2:06:58vulnerável à erosão, tá? Então, são
- 2:07:02solos que,
- 2:07:03em pouco tempo descobertos, acabam
- 2:07:05erodindo bastante, tá certo? E a
- 2:07:08fertilidade é de moderada a alta, mas
- 2:07:12requer um manejo muito grande em relação
- 2:07:15aí ao processo erosivo.
- 2:07:18Outro exemplo que a gente tem é o solo
- 2:07:21chernozem, tá certo? Aquele que a gente
- 2:07:24já até comentou como exemplo aí de um
- 2:07:26solo orgânico, não é? Um solo muito
- 2:07:29comum nas regiões de estepes de clima
- 2:07:32temperado continental. Olha como ele é
- 2:07:34específico.
- 2:07:36Não é? Das estepes de um clima temperado
- 2:07:39continental.
- 2:07:40Bom, é muito escuro, é muito rico em
- 2:07:43húmio em húmus, não é? A sua camada
- 2:07:46superficial é extremamente rica em
- 2:07:49matéria orgânica, a estrutura é granular
- 2:07:52e bem estável, como a gente até viu na
- 2:07:55imagem, tá certo? Ocorre na Ucrânia, na
- 2:07:58Rússia, no Canadá, na Europa, eh, eh,
- 2:08:01principalmente no leste europeu, não é?
- 2:08:03E na Rússia, é um solo muito comum. É
- 2:08:06considerado um dos solos mais férteis e
- 2:08:09propícios à agricultura do planeta. Tá?
- 2:08:13É usado principalmente para o cultivo de
- 2:08:15trigo e de cereais lá na Europa, dos
- 2:08:18principais produtos de exportação
- 2:08:21daquele continente.
- 2:08:22Temos os podzólicos, não é? O solo
- 2:08:24podzol. Ele é muito comum de regiões
- 2:08:28frias e úmidas, como lá das florestas
- 2:08:31boreais, tá certo?
- 2:08:33A sua camada superficial é bem clarinha,
- 2:08:37tá certo? Por causa da lixiviação de
- 2:08:39nutrientes, os nutrientes vão lixiviando
- 2:08:42aí por condições climáticas. É um solo
- 2:08:45extremamente ácido, tá? E de baixa
- 2:08:47fertilidade natural.
- 2:08:50Tá certo? Tem uma fertilidade natural
- 2:08:52baixa.
- 2:08:53A sua parte subterrânea é uma parte, não
- 2:08:57é, com grande acúmulo aí de óxidos de
- 2:09:00ferro e de alumínio. Tá certo? E, claro,
- 2:09:04a gente vai ter as especificidades
- 2:09:07deste deste solo para o seu cultivo. É
- 2:09:10muito comum na Rússia, no Canadá, na
- 2:09:13Escandinávia, utilizado para
- 2:09:15agricultura,
- 2:09:17mas de forma bastante limitada. Então,
- 2:09:21dos solos férteis temos a terra roxa,
- 2:09:24não é? Um solo aí derivado de rochas
- 2:09:27basálticas. Então, um um solo formado
- 2:09:31pela decomposição do basalto. Esse é bem
- 2:09:33comum no Brasil, não é? Na verdade, ele
- 2:09:36é vermelho. Foi um um dos exemplos que a
- 2:09:38gente viu o aí nas fotos, tá certo?
- 2:09:41É, principalmente, ah ah
- 2:09:45os imigrantes italianos, não é? Falavam
- 2:09:47muito desse solo rosso,
- 2:09:49não é? Vermelho. E aí acabou sendo
- 2:09:52trazido para a gente, não é? Como roxo e
- 2:09:54a gente conhece ele como terra roxa.
- 2:09:56É avermelhado, tem muito óxido de ferro.
- 2:09:59A textura é mais argilosa do que arenosa
- 2:10:03e tem uma boa fertilidade natural. É um
- 2:10:05solo muito utilizado para agricultura.
- 2:10:08É rico em cálcio, magnésio e potássio.
- 2:10:11Então, é dá para se utilizar diversas
- 2:10:13culturas, tá? Na
- 2:10:17no uso desse solo.
- 2:10:18Ocorre no Brasil, principalmente nos
- 2:10:21estados de São Paulo, Minas Gerais,
- 2:10:22Paraná, não é? E o uso o cultivo aí de
- 2:10:25café, da cana de açúcar, da soja,
- 2:10:27laranja. Então, um solo de uma
- 2:10:30versatilidade muito grande.
- 2:10:33O massapê, também extremamente explorado
- 2:10:36economicamente no Brasil, não é? Como a
- 2:10:39terra roxa.
- 2:10:41O massapê é formado aí, principalmente,
- 2:10:43pela decomposição do gnaisse, que é uma
- 2:10:45rocha metamórfica e do calcário, uma
- 2:10:48rocha sedimentar, tá certo? Em clima
- 2:10:50tropical úmido. Olha o quanto ele é
- 2:10:53específico.
- 2:10:54Rocha calcária, ela só se forma no fundo
- 2:10:57do oceano.
- 2:10:59Não é? As áreas de caverna, por exemplo,
- 2:11:01das das nossas áreas ca eh eh de
- 2:11:05cavernas e chapadas sedimentares aqui do
- 2:11:08Brasil,
- 2:11:09tá? Então, esse solo passa por esse
- 2:11:12processo de decomposição do gnaisse e do
- 2:11:14calcário em regiões de clima tropical
- 2:11:17úmido. É bem escurecido, não é? Tem
- 2:11:19muita matéria orgânica e argila. A
- 2:11:22textura é bem pesada, retém bastante
- 2:11:25água, tá? É um solo de bastante retenção
- 2:11:28de água e tem uma fertilização, não é?
- 2:11:31Uma fertilidade de moderada a alta. É
- 2:11:34muito comum no nordeste brasileiro, na
- 2:11:37região litorânea e na região da zona da
- 2:11:38mata. O uso histórico do nordeste
- 2:11:42brasileiro está ligado à cana de açúcar,
- 2:11:45não é? Ainda é uma área de produção de
- 2:11:47cana de açúcar, 500 anos aí de produção
- 2:11:51de cana de açúcar e esse solo claro
- 2:11:53passando por correções técnicas ainda
- 2:11:56produzindo bastante, certo?
- 2:12:00Vamos para nossa comparação resumida aí
- 2:12:03dos nossos exemplos. O solo loess, não
- 2:12:06é? Tem uma fertilidade moderada a alta.
- 2:12:09O chernozem, uma fertilidade muito alta.
- 2:12:12O podzol, baixa.
- 2:12:15A terra roxa, alta e o massapê, moderada
- 2:12:19a alta.
- 2:12:20O solo loess tá em clima seco, tá certo?
- 2:12:24Principalmente nos climas mais secos,
- 2:12:27mais pela ação muito determinante dele
- 2:12:30do vento. O principal uso é a produção
- 2:12:33de cereais, tá? O chernozem, nas estepes
- 2:12:37temperadas,
- 2:12:39não encontramos grandes áreas deles fora
- 2:12:42dessa área.
- 2:12:43Muito comum para o cultivo aí de trigo e
- 2:12:46de milho. O podzol, de sua fertilidade
- 2:12:49baixa, mas na área ali de clima frio e
- 2:12:52úmido. Então, a região de florestas,
- 2:12:55pouco utilizada aí para a agricultura,
- 2:12:57normalmente quando vai ser utilizado
- 2:13:00pela agropecuária, é para dar origem a
- 2:13:03pastos, não é? São plantados gramíneas
- 2:13:05para criação de animais. A terra roxa,
- 2:13:08de clima tropical úmido, então cafés e
- 2:13:11grãos, muito produzidos, a soja, não é?
- 2:13:14Muito produzido. E o massapê, de
- 2:13:16tropical úmido litorâneo,
- 2:13:18mais utilizado principalmente aí para
- 2:13:21cana-de-açúcar.
- 2:13:22Deu para a gente dar essa resumida, tá
- 2:13:25certo?
- 2:13:27Mas vejam.
- 2:13:28Para a gente partir para os recursos
- 2:13:30minerais, bora relembrar um pouquinho o
- 2:13:33que são rochas, não é? Já estudamos
- 2:13:35rochas, rochas é agregado natural de um
- 2:13:38ou mais minerais, certo?
- 2:13:41A formação das rochas vieram aí dos
- 2:13:44processos geológicos. Elas podem ter-se
- 2:13:46formado pelo resfriamento do magma, tá?
- 2:13:50Podem ter-se formado pelo o acúmulo de
- 2:13:53sedimentos e também pelo metamorfismo.
- 2:13:56Então, rochas magmáticas, rochas
- 2:13:58sedimentares, rochas metamórficas, os
- 2:14:01principais tipos que nós temos e já
- 2:14:04estudamos. Então,
- 2:14:06essas rochas trazem consigo, não é?
- 2:14:10Características
- 2:14:12físicas
- 2:14:13e também têm características
- 2:14:15químicas. Elas têm suas especificidades,
- 2:14:19seus arranjos químicos, seus arranjos
- 2:14:22cristalinos, não é? Dos seus cristais.
- 2:14:25Então, química pura.
- 2:14:27Só que, não é? O que seriam esses
- 2:14:29minerais? Por definição, substância
- 2:14:33natural, sólida, inorgânica,
- 2:14:37com composição química definida.
- 2:14:39Não é? Ou seja, e também vai ter uma
- 2:14:42estrutura cristalina. Então, esses são
- 2:14:44os minerais.
- 2:14:46Existem rochas com um acúmulo maior de
- 2:14:49minerais, outras com acúmulo menor,
- 2:14:51rochas que tem diversos tipos de
- 2:14:53minerais. Então,
- 2:14:55quem forma, não é, quem formou esses
- 2:14:57minerais foram os processos geológicos,
- 2:15:01tá? Os processos geológicos,
- 2:15:04principalmente aí quartzo, feldspato,
- 2:15:07calcita, pirita, não é, é,
- 2:15:12minerais metálicos.
- 2:15:14Quais são as propriedades? Dureza,
- 2:15:16brilho, cor, não é? Então, eles vão ter
- 2:15:19aí suas propriedades físico-químicas
- 2:15:22como de qualquer mineral.
- 2:15:24Certo, e o que os minerais tem a ver com
- 2:15:27a geografia? Vejam, os minerais, esse
- 2:15:30composto natural com estrutura química
- 2:15:33definida,
- 2:15:34pode ter ou não valor econômico.
- 2:15:39Por isso é tão ligado aqui a a nossa
- 2:15:42disciplina, nossa ciência geográfica, tá
- 2:15:44certo? Então, o quartzo é usado em
- 2:15:48vidros,
- 2:15:49tá? Nem sempre, não é, é, o quartzo é
- 2:15:54considerado um minério,
- 2:15:56tá?
- 2:15:56Mas
- 2:15:58o minério,
- 2:16:00ele é um mineral ou rocha que vai conter
- 2:16:02aí um elemento metálico ou outro recurso
- 2:16:05qualquer, mas principalmente metálico, e
- 2:16:08já já a gente entende o porquê, em
- 2:16:10quantidade viável para a extração
- 2:16:13econômica.
- 2:16:14Então, o quartzo, ele é utilizado em
- 2:16:17vidro, mas nem sempre é um minério.
- 2:16:20Quando eu tenho um grande depósito de
- 2:16:23quartzo, não é, que vou
- 2:16:26expo explo explorá-lo, quase não sai,
- 2:16:29não é, de forma econômica, de forma
- 2:16:32economicamente viável, ele já se torna
- 2:16:36um mineral.
- 2:16:37Então, o exemplo aí, a hematita, não é?
- 2:16:40A hematita é o que a gente chama de
- 2:16:42minério de ferro, tá certo? A bauxita,
- 2:16:45que a gente também chama de minério de
- 2:16:46ferro, mas é basicamente ali o minério
- 2:16:49de alumínio.
- 2:16:51Então, esses minérios, tá? Esse, perdão,
- 2:16:54esses minerais explorados de forma
- 2:16:56econômica acabam sendo conhecidos como
- 2:16:59minérios. Mas então, o que seria um
- 2:17:03recurso mineral?
- 2:17:05Tá? Parte daquele ou não que a gente
- 2:17:08viu.
- 2:17:08Por definição, todos os materiais
- 2:17:11geológicos,
- 2:17:13minerais, rochas, minérios que tem
- 2:17:17utilidade econômica para a sociedade são
- 2:17:21conhecidos como recursos minerais.
- 2:17:23Então, nós temos os recursos minerais
- 2:17:26metálicos, ouro, cobre, ferro, tá certo?
- 2:17:30E etc.
- 2:17:32Que são extraídos aí de minérios. Nós
- 2:17:35temos recursos minerais não metálicos,
- 2:17:38tá? Areia, argila, sal, por exemplo,
- 2:17:42que podem ser utilizados até
- 2:17:44diretamente.
- 2:17:46Eu posso pegar areia e utilizar essa
- 2:17:48areia na construção civil de forma
- 2:17:49diferente. Eu não preciso transformá-los
- 2:17:52ou extraí-los aí, tá? De minérios. Eu
- 2:17:55posso pegar uma rocha com bastante
- 2:17:58incrustamento de ouro e eu preciso
- 2:18:00passar por um processo, não é? De
- 2:18:02metalurgia para extrair esse ouro.
- 2:18:06Além dos metálicos e não metálicos,
- 2:18:08temos os energéticos.
- 2:18:11Certo? Os hidrocarbonetos. O carvão
- 2:18:14mineral, nós temos o petróleo, o gás
- 2:18:18natural, natural, tá certo? O urânio.
- 2:18:21Então, eh, minerais aí, recursos
- 2:18:24naturais que são utilizados como fonte
- 2:18:26de energia.
- 2:18:28Ou seja, eles estão intimamente ligados
- 2:18:30ao setor secundário, são muito
- 2:18:32utilizados aí pelas indústrias, tá
- 2:18:34certo? Seja a indústria de construção,
- 2:18:37tecnologia, aí com o lítio das baterias
- 2:18:40e etc.
- 2:18:41Resumão.
- 2:18:42Temos mineral, minério e recurso
- 2:18:44mineral, não é? O mineral, essas
- 2:18:46substâncias naturais com estrutura
- 2:18:49definida. Então, o quartzo, a pirita. O
- 2:18:52minério, o mineral ou rocha com valor
- 2:18:55econômico. A hematita que vem do minério
- 2:18:58de ferro. E o recurso mineral, qualquer
- 2:19:00material geológico útil. Tá certo?
- 2:19:03Então, petróleo, ouro, areia, tá? E aí,
- 2:19:07uma observação, para não esquecer, até
- 2:19:11bom anotar, todo minério é um recurso
- 2:19:14mineral.
- 2:19:15Mas nem todo recurso mineral é um
- 2:19:17minério, certo? O principal e o melhor
- 2:19:20exemplo para isso, água. A água mineral.
- 2:19:23A água é um recurso, mas não é
- 2:19:25considerado um minério. Água é um
- 2:19:26direito, inclusive, tá? As rochas podem
- 2:19:31ser recursos minerais se forem úteis.
- 2:19:34Então, granito, não é? O mármore, entre
- 2:19:38outros, o próprio gnaisse, estão muito
- 2:19:41comuns, não é? Na, no seu, no seu uso de
- 2:19:45forma natural, na construção civil, na
- 2:19:48decoração. Então, há essa ligação com
- 2:19:53os processos econômicos.
- 2:19:56E aí, não é? Cabe a, a industrialização,
- 2:20:01cabe a extração desses minerais, isso a
- 2:20:04gente já faz pré-historicamente,
- 2:20:07não é? É,
- 2:20:09de alguma forma utilizar essas rochas,
- 2:20:11de alguma forma, posteriormente,
- 2:20:14encontrar esses metais, fundir esses
- 2:20:17metais, faz parte da nossa história com
- 2:20:19H maiúsculo.
- 2:20:20No Brasil, como nós já vimos lá em
- 2:20:23geologia, nós temos terrenos muito
- 2:20:26antigos.
- 2:20:27Terrenos aí que passaram por um processo
- 2:20:29longuíssimo de intemperismo. Então, o
- 2:20:33nosso subsolo é riquíssimo,
- 2:20:37aí, em áreas, sobretudo, de escudos
- 2:20:40cristalinos. Tá? Áreas aí que vão ter
- 2:20:44muito mineral metálico.
- 2:20:47Mas também temos muitas áreas
- 2:20:51sedimentares.
- 2:20:52Nessas áreas sedimentares, nós vamos
- 2:20:55encontrar, sobretudo os minerais
- 2:20:58energéticos.
- 2:20:59Então, não temos grandes reservas, não
- 2:21:02é, de minerais energéticos. Não somos os
- 2:21:05maiores produtores aí, nem de petróleo,
- 2:21:08nem de gás, tá? Mas temos muitas
- 2:21:11reservas de urânio. Temos muitas
- 2:21:13reservas de minério de ferro. Temos umas
- 2:21:16das maiores áreas de exploração desses
- 2:21:20minerais. Então, bora lá.
- 2:21:22No nosso subsolo, alguns projetos se
- 2:21:26destacam.
- 2:21:27O projeto de Carajás, no estado do Pará,
- 2:21:31tá certo? Que produz ferro. É a maior
- 2:21:34reserva do mundo, tá? De minério de
- 2:21:38ferro com altíssimo teor de pureza.
- 2:21:41Então, é uma área absurdamente
- 2:21:44gigantesca, absurdamente bem protegida,
- 2:21:47inclusive.
- 2:21:49Além do ferro, se produz muito cobre,
- 2:21:52manganês, ouro e em menor quantidade e
- 2:21:55níquel, tá certo? Aí já em produções
- 2:21:58secundárias.
- 2:22:00Existe um projeto bem antigo de
- 2:22:03exploração desse território, o projeto
- 2:22:05Carajás, que frequentemente vem sendo
- 2:22:09atualizado, modernizado, expandido. É o
- 2:22:12maior projeto de mineração de ferro,
- 2:22:14[limpando a garganta] de minério de
- 2:22:15ferro do mundo.
- 2:22:17É interligado, não é, entre o Pará e o
- 2:22:19estado do Maranhão.
- 2:22:22Por quê? Porque precisou de uma
- 2:22:24infraestrutura.
- 2:22:25Então, há uma ferrovia, a ferrovia
- 2:22:27Carajás, uma ferrovia privada,
- 2:22:29pertencente à Companhia Vale do Rio
- 2:22:31Doce, tá certo? Que tem mais de 890 km,
- 2:22:35que vai do projeto Carajás, do Pará, até
- 2:22:38o estado do Maranhão.
- 2:22:40E por quê, não é, até o Maranhão? O
- 2:22:42porto
- 2:22:44do Maranhão, o porto de São Luís, o
- 2:22:45porto de Itaqui,
- 2:22:46sobretudo, tem um um calado muito
- 2:22:49grande. Então, navios imensos conseguem
- 2:22:53atracar nesse porto. Navios que
- 2:22:55transportam minério de ferro são navios
- 2:22:58muito grandes. Então, existem navios que
- 2:23:01só atracam
- 2:23:02eh em São Luís, em Itaqui, em Rotterdam,
- 2:23:06na Europa e em Xangai, na China.
- 2:23:09E justamente áreas aí de transporte
- 2:23:12desse mineral extremamente essencial
- 2:23:14para diversas indústrias.
- 2:23:16O Porto de Itaqui, o Porto de Ponta da
- 2:23:19Madeira, ambos no no Maranhão, ambos em
- 2:23:21São Luís, tá certo? O Porto da Madeira
- 2:23:24quase que exclusivo para o transporte aí
- 2:23:26de minério para exportação do minério. A
- 2:23:29usina de Tucuruí, no Rio Tucuruí,
- 2:23:32foi construída justamente para dar
- 2:23:34suporte energético às siderúrgicas e às
- 2:23:38metalúrgicas instaladas na região.
- 2:23:42Então, para a gente ver aqui no mapinha,
- 2:23:44não é, esse complexo minerador que a
- 2:23:46gente tem de Carajás que,
- 2:23:49não é, é uma imensa área de produção de
- 2:23:53minério de ferro.
- 2:23:54Na região do Pará, a gente também tem o
- 2:23:57Vale do Trombetas ou Vale do Rio
- 2:23:59Trombetas, mais ao norte, uma área de
- 2:24:02produção de bauxita, tá certo? Muito
- 2:24:06utilizada para produção de alumínio.
- 2:24:08Então, o transporte desse desse minério
- 2:24:13vai ser feito por balsas no pelo Rio
- 2:24:15Trombetas. Estão percebendo o quanto o
- 2:24:18transporte é extremamente essencial.
- 2:24:20Esse minério precisa chegar às áreas de
- 2:24:23transformação. Eles são exportados in
- 2:24:25natura, não é, é esse material mineral
- 2:24:28mesmo, ou pode ser beneficiado, tá? O
- 2:24:32processamento do que é produzido lá na
- 2:24:36no Vale do Rio Trombetas é na Alunorte,
- 2:24:39que é uma das maiores refinarias de
- 2:24:41alumínio do planeta.
- 2:24:43Então, vejam o quanto ela precisa também
- 2:24:45de energia, por isso a hidrelétrica que
- 2:24:47não ficou dedicada exclusivamente ao
- 2:24:50projeto, abastece, eletrifica parte da
- 2:24:53região norte também, mas tem a sua
- 2:24:55importância. E o que consegue ser
- 2:24:59exportado é exportado aí pelo estado do
- 2:25:02Pará, tá certo? Pelo porto de Barcarena.
- 2:25:06Então,
- 2:25:08além dessas áreas de produção, nós temos
- 2:25:12a área clássica de produção de minério
- 2:25:15de ferro, que é o Quadrilátero
- 2:25:16Ferrífero, em Minas Gerais, tá? Aonde é
- 2:25:19produzido ferro, tem a nossa área de
- 2:25:22maior produção para consumo nacional,
- 2:25:25ouro, manganês e bauxita. Estão vendo
- 2:25:27como eles se repetem? Estão vendo como a
- 2:25:30geologia tem os seus recursos naturais
- 2:25:34específicos, né? Estamos em em áreas
- 2:25:36cratônicas, em escudos cristalinos, tá
- 2:25:40certo?
- 2:25:41Eh, as principais minas do Quadrilátero
- 2:25:44Ferrífero estão em Itabira, Mariana e
- 2:25:47Ouro Preto, mas existem outras também,
- 2:25:49não é? Fazendo esse desenho quase aí que
- 2:25:52de um quadrado.
- 2:25:54É transportada pela ferrovia Vitória
- 2:25:56Minas, não é? Operada também pela Vale
- 2:25:58do Rio Doce, abastece a siderúrgica
- 2:26:00nacional, tá? E o que é exportado é
- 2:26:04exportado pelo porto de Tubarão, no
- 2:26:05Espírito Santo, tá? Eh,
- 2:26:09é por aí que se escoa o que é excedente
- 2:26:13de produção no Quadrilátero Ferrífero,
- 2:26:15mas a produção de minério de ferro no
- 2:26:18Quadrilátero Ferrífero é basicamente
- 2:26:20toda para abastecer as nossas indústrias
- 2:26:23siderúrgicas.
- 2:26:25E por fim, não menos importante, o
- 2:26:27Maciço do Urucum, no Mato Grosso do Sul.
- 2:26:30Nessa região também é produzido manganês
- 2:26:33e ferro. E o destino da produção é o
- 2:26:36mercado interno, principalmente as
- 2:26:39nossas siderúrgicas nacionais.
- 2:26:42Quando há necessidade de exportação, é
- 2:26:44via o porto de Corumbá, no Rio Paraguai,
- 2:26:48não é? Pelo porto de Corumbá escoa aí
- 2:26:51até o porto de Santos, mas boa parte do
- 2:26:55que é produzido acaba abastecendo o
- 2:26:56próprio Mercosul pelo Rio Paraguai.
- 2:27:00Então,
- 2:27:01essas são as principais áreas
- 2:27:04mineradoras aí do dos nossos
- 2:27:08das nossas áreas cristalinas, dos nossos
- 2:27:10escudos cristalinos, tá?
- 2:27:12Não vamos entrar agora na questão aí dos
- 2:27:15hidrocarbonetos, porque eles têm um
- 2:27:17capítulo à parte,
- 2:27:18seja por economia, seja por geopolítica.
- 2:27:21Então, as áreas de produção sedimentares
- 2:27:25ainda vão chegar para a gente. Nós ainda
- 2:27:28vamos estudá-las mais à frente.
- 2:27:30Para sintetizar, a região de Carajás,
- 2:27:32ferro e cobre, a região aí do
- 2:27:34Quadrilátero Ferrífero, ferro e ouro, a
- 2:27:37a região do Maciço do Urucum, manganês e
- 2:27:40ferro, e a região do Vale do Rio
- 2:27:42Trombetas, bauxita. Tudo ligado aí à
- 2:27:45produção de ferro ou de alumínio, tá?
- 2:27:49Sempre escoando por hidrovias ou por
- 2:27:52ferrovias. Notaram que o nosso
- 2:27:56bom e velho transporte rodoviário não se
- 2:27:59enquadra aqui. O volume é muito grande.
- 2:28:02Não dá para transportar isso por
- 2:28:04caminhão. Ou é trem, ou é balsa, ou é
- 2:28:07navio. E os de os principais destinos, a
- 2:28:11China,
- 2:28:12tá certo? A Europa,
- 2:28:15outros mercados asiáticos
- 2:28:17e, claro, o abastecimento aí das nossas
- 2:28:21siderúrgicas, das nossas siderúrgicas
- 2:28:23nacionais.
- 2:28:25Beleza?
- 2:28:26Então,
- 2:28:27esta parte põe fim a gente a todo esse
- 2:28:30estudo, não é aí da
- 2:28:32relativa à nossa crosta terrestre.
- 2:28:34Repito, mais adiante, a gente ainda
- 2:28:37volta a conversar sobre a galera aí das
- 2:28:42bacias sedimentares, principalmente o
- 2:28:44petróleo, o gás e o carvão, já que eles
- 2:28:47são energéticos. Então, nossa conversa
- 2:28:50vem lá em fontes de energia, tá bem?
- 2:28:55Até a próxima. Fiquem bem, estejam bem e
- 2:28:59um forte abraço.
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