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TODA a GEOGRAFIA FÍSICA para o ENEM (ganhe muitos acertos) — Transcript

by Marcos Vasconcellos · 18,145 words · 3,232 segments · language en · Watch on YouTube

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  1. 0:00Nesse vídeo você vai ter acesso a uma
  2. 0:02aula completa com tudo de geografia
  3. 0:04física para a prova do Enem.
  4. 0:06Absolutamente todos os conceitos que
  5. 0:08você precisa saber para acertar qualquer
  6. 0:11questão de geografia física que caia no
  7. 0:13dia da sua prova. Para complementar o
  8. 0:15seu estudo, eu vou deixar o link aqui na
  9. 0:17descrição de um grupo de materiais
  10. 0:19gratuitos que eu tenho aqui no canal,
  11. 0:21que eu envio listas de questão por lá,
  12. 0:23envio resumo das matérias, atualizações
  13. 0:26de vídeos novos. Então entra nesse grupo
  14. 0:28que eu vou enviar uma lista de questão
  15. 0:30referente a essa aula de geografia
  16. 0:31física, com questões de geografia física
  17. 0:33do Enem para você também poder praticar
  18. 0:35e consolidar o seu conhecimento. Para
  19. 0:38essa aula eu trouxe o professor Igor
  20. 0:40Peixe, um dos maiores especialistas do
  21. 0:42Brasil no ensino da geografia. Ele tem
  22. 0:44mais de 20 anos de experiência dando
  23. 0:47aula nos melhores cursinhos do Brasil,
  24. 0:49domina profundamente a geografia e tem
  25. 0:52uma didática muito fora da curva. Na
  26. 0:54minha visão, é o melhor professor de
  27. 0:56geografia física do Brasil e ele também
  28. 0:58é professor do Protocolo Enem, a minha
  29. 1:00plataforma focada em preparação de alto
  30. 1:03desempenho para a prova do Enem com os
  31. 1:04melhores professores em cada disciplina,
  32. 1:07professores muito experientes e com uma
  33. 1:09didática muito boa que faz você entender
  34. 1:11realmente como que o conteúdo cai na
  35. 1:13prova do Enem. A gente tem banco de
  36. 1:14questão, então que te diz o que estudar
  37. 1:17baseado nos seus erros, correção de
  38. 1:18redação com corretores oficiais da banca
  39. 1:21do Enem. E agora em novembro a gente vai
  40. 1:23fazer a maior Black Friday da história
  41. 1:24do Protocolo Enem. A gente vai fazer uma
  42. 1:26oferta absurda que a gente nunca fez na
  43. 1:28nossa história, um desconto absurdo de
  44. 1:31verdade para os alunos. Vamos
  45. 1:33disponibilizar também segura aprovação,
  46. 1:35vamos fazer acesso vitalício. Então se
  47. 1:37você já tá visando a preparação para o
  48. 1:39Enem de 2027, eu vou deixar o link aqui
  49. 1:42na descrição para você conhecer, entrar
  50. 1:44aí no nosso grupo VIP da Black Friday
  51. 1:46que eu vou enviar a oferta por lá, o
  52. 1:48cupom de desconto especial para quem
  53. 1:50quer essa preparação de alto desempenho.
  54. 1:53No último ano foram centenas de alunos
  55. 1:55aprovados estudando aí com o Protocolo.
  56. 1:57Então pessoal, vamos embora para a aula
  57. 1:59logo. Já deixe seu like nesse vídeo,
  58. 2:01deixei totalmente sem anúncios o vídeo,
  59. 2:04tá? Então, do início ao fim não vai ter
  60. 2:06anúncio, você vai poder, é, aproveitar
  61. 2:09do conteúdo sem pausa, sem quebrar o seu
  62. 2:11raciocínio. Sempre odiei anúncio em
  63. 2:14aulas do YouTube, então por isso que eu
  64. 2:15deixo desativado os anúncios no meio do
  65. 2:17meu vídeo. Você não vai ter a quebra do
  66. 2:19seu raciocínio. E, ó, gostou da aula, já
  67. 2:21deixe seu like, já valoriza aqui o
  68. 2:23trabalho e deixe um comentário também
  69. 2:25que eu vou ler com muito carinho para
  70. 2:26vocês. Então, fiquem aí com a aula com
  71. 2:28tudo de geografia física para a prova do
  72. 2:31Enem.
  73. 2:31>> Vamos embora dar continuidade aí aos
  74. 2:33nossos assuntos das ciências
  75. 2:35geográficas. Hoje,
  76. 2:37começando, não é, já aí pelo embasamento
  77. 2:40geológico, ah, os aspectos físicos da
  78. 2:44geografia, essa parte aí que envolve as
  79. 2:48questões ambientais, que envolve as
  80. 2:51questões da estrutura da Terra, como a
  81. 2:54gente vai ver hoje, da escultura,
  82. 2:58as esculturas da Terra, as formas de
  83. 3:00relevo, como no próximo tópico e a
  84. 3:04atmosfera, biosfera, hidrosfera. Então,
  85. 3:09a gente começa essa parte física sempre
  86. 3:12fazendo as analogias com a interação
  87. 3:15sociedade-natureza,
  88. 3:16tá? Muito importante para as nossas
  89. 3:19provas e, não é, abordando todos os
  90. 3:22aspectos aí possíveis de serem
  91. 3:25contemplados, tá? Nas avaliações, nos
  92. 3:28vestibulares, no Enem, aí para frente.
  93. 3:31Beleza, pessoas? Então, sem mais
  94. 3:33delongas, vamos nessa começar os nossos
  95. 3:37estudos aí sobre a geologia.
  96. 3:41Então, não é, a geologia, pessoas, é
  97. 3:45exatamente a ciência,
  98. 3:47não é, que estuda o, a história natural
  99. 3:52do planeta Terra. Exatamente, vai, vai
  100. 3:55mostrar para a gente, vai contar para a
  101. 3:57gente as
  102. 3:59as condições que haviam no planeta, as
  103. 4:02transformações que a crosta terrestre
  104. 4:04passou, não é? As causas e consequências
  105. 4:08dessas transformações, os efeitos que a
  106. 4:11gente vai sentir, os fenômenos naturais
  107. 4:14que a gente sente por causa de todo esse
  108. 4:16processo. E, claro, a gente vai
  109. 4:19conversar num tempo histórico diferente.
  110. 4:22Tá certo? A gente vai a para uma escala
  111. 4:26de tempo bem diferente da que a gente é
  112. 4:29acostumado a ver dentro da disciplina de
  113. 4:31história, por exemplo, na geografia
  114. 4:33humana. Então, a gente vai para aspectos
  115. 4:37que vão envolver aí centenas de milhares
  116. 4:40ou milhões de anos, tá? Vamos nessa, sem
  117. 4:44mais delongas, sem mais
  118. 4:47eh arrodeios, simbora para a gente
  119. 4:50começar. Então, pessoas,
  120. 4:52vejam, não é? A
  121. 4:55a geologia,
  122. 4:57não é? Essa ciência aí que nos
  123. 5:01muito comum na geografia, essa ciência
  124. 5:04que traz para a gente
  125. 5:07um
  126. 5:09um processo de evolução da crosta
  127. 5:11terrestre está pautada aí no tempo
  128. 5:15geológico.
  129. 5:16Não se preocupem, tá? Aqui com a
  130. 5:20a escalinha de tempo que tá aí, para a
  131. 5:22gente é só um exemplo, tá certo? Vocês
  132. 5:24podem tranquilamente pesquisar depois,
  133. 5:27mas
  134. 5:28agora a gente precisa entender essa
  135. 5:31escala de tempo, tá certo? Essa escala
  136. 5:34de tempo que é dividida aí em milhões de
  137. 5:37anos, como vocês podem observar. Então,
  138. 5:40nós temos desde os períodos mais antigos
  139. 5:45até
  140. 5:46os períodos mais recentes dentro da
  141. 5:50história natural, tá? Do planeta. Então,
  142. 5:54diversos acontecimentos
  143. 5:56foram, em cada era geológica dessa,
  144. 5:59pautando
  145. 6:00tá certo? As condições que a gente
  146. 6:03encontrou no nosso planeta.
  147. 6:06Tá?
  148. 6:07Pautando aí a as transformações, como eu
  149. 6:11já disse a vocês. Então, desde o
  150. 6:12resfriamento da crosta, como a gente
  151. 6:14estudou, não é, lá no passado, quem
  152. 6:16somos nesse universo, não é, desde esse
  153. 6:19processo de resfriamento da crosta, dos
  154. 6:21acontecimentos que possibilitaram o
  155. 6:23desenvolvimento da vida, não é, até o
  156. 6:25surgimento da vida, as transformações
  157. 6:28desta vida, as extinções,
  158. 6:31não é, não tivemos só as extinções dos
  159. 6:34dinossauros, tivemos outras também e,
  160. 6:37claro, o surgimento do Homo sapiens
  161. 6:39sapiens, o período ali Mesozoico dos
  162. 6:42dinossauros, não é, que a gente fala
  163. 6:44muito do Jurássico, do Triássico, do
  164. 6:47Cretáceo, não é, muito comum nos filmes
  165. 6:50hollywoodianos aí, tá certo? Então,
  166. 6:53é, é essa escala de tempo que está da
  167. 6:56ordem dos bilhões, passando aí para os
  168. 6:59milhões
  169. 7:00de anos. Então, percebam que a gente tá
  170. 7:02bem longe do tempo histórico. Então, a
  171. 7:04gente tem que começar a raciocinar hoje
  172. 7:06um pouco que filosoficamente dentro
  173. 7:08desse tempo, dessa construção, não é,
  174. 7:11natural do nosso planeta. Tranquilo?
  175. 7:14Tranquilas? Então, vamos embora nessa.
  176. 7:17Vejam só,
  177. 7:18é exatamente esse processo, tá, aí de
  178. 7:22transformação da Terra,
  179. 7:25que a gente vai estudar dentro agora dos
  180. 7:28aspectos da geologia. Beleza? Então, a
  181. 7:32gente, falando desse tempo geológico,
  182. 7:35falando desse processo, das fases da
  183. 7:38história da Terra, representado aqui ao
  184. 7:41lado por essa figura da escala
  185. 7:43geológica, tá?
  186. 7:45E temos diferentes marcas na paisagem.
  187. 7:49Temos diferentes formas aí de se
  188. 7:52identificar na paisagem como essas
  189. 7:54transformações ocorreram,
  190. 7:56tá? Seja por rochas, pela disposição das
  191. 8:00rochas, pelas transformações das rochas,
  192. 8:03pela forma de relevo, pelo solo, enfim,
  193. 8:06diversas e diversas categorias e
  194. 8:09condições que a gente vai aos pouquinhos
  195. 8:11percebendo, tá certo? Claro que essas
  196. 8:15transformações, algumas ocorrem de forma
  197. 8:17rápida,
  198. 8:18não é? Uma grande erupção vulcânica pode
  199. 8:21acontecer de forma rápida, pode até
  200. 8:23acontecer de forma lenta também. É o
  201. 8:25deslizamento de encostas, uma
  202. 8:29mega enxurrada, tudo isso acontece de
  203. 8:31forma rápida e pode deixar marcas aí na
  204. 8:34paisagem, pode deixar marcas geológicas
  205. 8:37aí, eh, nas paisagens para a gente
  206. 8:41eh,
  207. 8:42perpetuar, para a gente
  208. 8:45identificar, para a gente,
  209. 8:48eh, observar. Por exemplo, não é? Uma
  210. 8:51rocha que tenha uma coloração e no meio
  211. 8:54dela uma cor, não é, diferente. Então,
  212. 8:57houve um processo geológico ali que
  213. 8:59indica alguma condição, um, um traço
  214. 9:03diferente naquela rocha, tudo que pode
  215. 9:05ser, não é, tudo que pode acontecer aí
  216. 9:07de forma rápida e nós temos também
  217. 9:10acontecimentos lentos, tá certo? Como,
  218. 9:14por exemplo, o intemperismo,
  219. 9:17a formação de um cânion, tudo vai
  220. 9:20acontecer de forma mais gradual. Então,
  221. 9:23o que a gente vê hoje nas paisagens,
  222. 9:26nada mais é do que uma condição, não é,
  223. 9:31que no passado se, eh, projetou, que no
  224. 9:36passado acabou, não é, acontecendo para
  225. 9:40a gente. Então, observem que a gente tem
  226. 9:42tanto as transformações rápidas,
  227. 9:45quanto as transformações
  228. 9:48lentas,
  229. 9:49certo?
  230. 9:51Então,
  231. 9:52desta [limpando a garganta]
  232. 9:52forma, a gente começa a falar aí da
  233. 9:56litosfera, tá certo? A litosfera que é
  234. 10:00essa camada que a gente vive. A
  235. 10:03litosfera que é
  236. 10:05aonde nós estamos.
  237. 10:08E há uma estrutura interna, há uma
  238. 10:11estrutura interna [limpando a garganta]
  239. 10:13da Terra que dá exatamente esse
  240. 10:16embasamento do qual estamos falando, tá
  241. 10:19certo? Vejam, a gente tem nessa
  242. 10:23estrutura interna, não é,
  243. 10:25três camadas principais, não é, cada uma
  244. 10:29delas com propriedades físicas ou
  245. 10:31químicas diferentes, tá certo? Então nós
  246. 10:34temos formas de classificar
  247. 10:37físico-quimicamente
  248. 10:38essas camadas, sussa?
  249. 10:41Bora lá,
  250. 10:42sabemos [limpando a garganta] que temos
  251. 10:44aí a litosfera ou a crosta terrestre,
  252. 10:46essa camada mais fina, não é, da
  253. 10:50superfície, pode ser também ali o
  254. 10:53assoalho oceânico, não é, faz parte da
  255. 10:55crosta oceânica e a crosta continental,
  256. 10:58aonde vivemos, desenvolvemos nossas
  257. 11:00atividades, interferismo, interferimos
  258. 11:03no meio ambiente onde a gente observa
  259. 11:05também essas transformações geológicas.
  260. 11:08É
  261. 11:09a a parte rígida,
  262. 11:11não é, da
  263. 11:13das
  264. 11:14das camadas geológicas, é a parte mais
  265. 11:18rígida, essa parte aí exposta ao
  266. 11:20intemperismo, essa parte que a gente
  267. 11:22vive, tá certo?
  268. 11:24A camada logo abaixo é o manto, tá? Já
  269. 11:29já uma imagem aí para a gente observar.
  270. 11:31Então o manto está em contato
  271. 11:35com a crosta terrestre, tá certo? Essa
  272. 11:38parte superior do manto, como temos uma
  273. 11:43parte inferior do manto que está em
  274. 11:45contato com o núcleo da Terra, não é?
  275. 11:49Então acredita-se que o núcleo da Terra
  276. 11:52seja metálico, tá certo? Por isso que
  277. 11:55nós temos a a
  278. 11:58a
  279. 11:59capacidade de gerar aí, não é, polos
  280. 12:03positivos e negativos do ponto de vista
  281. 12:05eletromagnético, então nós temos, não é,
  282. 12:08um um grande ímã,
  283. 12:11por assim dizer, que nos protege, tá? De
  284. 12:13tempestades solares. Então, nós temos
  285. 12:16esse campo eletromagnético,
  286. 12:18eletromagnético, justamente
  287. 12:20pela condição deste núcleo ser ferroso,
  288. 12:24não é? Formado aí por uma parte externa
  289. 12:28de elementos metálicos fundidos ali pelo
  290. 12:30manto e uma parte interna solidificada
  291. 12:33pela altíssima pressão da qual, não é,
  292. 12:36está inserido.
  293. 12:38Então, nós temos
  294. 12:40o manto, não é? Nós temos o núcleo e a
  295. 12:43parte externa onde vivemos a crosta, tá
  296. 12:47certo? Então, bora observar aqui esse,
  297. 12:51não é? É,
  298. 12:53essa figura, esse croqui. Percebam que
  299. 12:56de forma muito simplificada, nós temos a
  300. 12:59parte mais externa,
  301. 13:02a crosta,
  302. 13:03tá?
  303. 13:04O manto, seja o manto superior, o manto
  304. 13:08inferior, tá?
  305. 13:11Aqui,
  306. 13:12até citado como astenosfera, e já já a
  307. 13:15gente vê essa diferença. E o núcleo,
  308. 13:18seja o núcleo externo ou o núcleo
  309. 13:22interno.
  310. 13:23Beleza?
  311. 13:24Como deu para perceber, a gente tem duas
  312. 13:27formas de classificar a estrutura
  313. 13:30interna do nosso planeta,
  314. 13:32tá? Nós podemos, através da composição
  315. 13:36química,
  316. 13:37classificar essas camadas internas
  317. 13:40ou através da composição física.
  318. 13:44Vejam, é,
  319. 13:47basicamente, nós vamos ter a crosta, o
  320. 13:50manto e o núcleo,
  321. 13:52tá certo? Seja sua parte externa,
  322. 13:55interna, superior ou inferior. A ideia
  323. 13:58vai ser sempre essa. É isso que vocês
  324. 14:01vão compreender, é isso que vocês vão
  325. 14:04entender, tá certo?
  326. 14:06Esse tipo de diferenciação
  327. 14:09pode aparecer propositalmente nas
  328. 14:12questões, mas sempre pense que você vai
  329. 14:16ter a crosta, o manto e o núcleo, tá
  330. 14:21certo? Esse é o pensamento, esse é o
  331. 14:23raciocínio. Vamos começar pela
  332. 14:26composição química.
  333. 14:28Pela composição química, nós vamos ter o
  334. 14:32manto superior, tá certo? Uma zona de
  335. 14:36transição
  336. 14:38aqui conhecida como a descontinuidade
  337. 14:41de Mohorovicic não é? Entre a crosta e o
  338. 14:46manto superior, aí.
  339. 14:48Essa zona transicional entre o manto
  340. 14:51superior e o manto inferior
  341. 14:56já que estamos falando das propriedades
  342. 14:59químicas, não é? Então, vamos ter
  343. 15:03constituições químicas diferentes por
  344. 15:05causa de temperatura, pressão e o
  345. 15:08contato ali com as rochas, tá certo?
  346. 15:11Nós vamos ter o manto inferior
  347. 15:16e, não é? Entre o manto e o núcleo, a
  348. 15:20descontinuidade
  349. 15:22de Gutenberg.
  350. 15:24Tá certo? Difícil aparecer numa prova,
  351. 15:27mas temos diversos vestibulares aí que
  352. 15:30podem, não é? Eh, abordar esse tópico.
  353. 15:34No Enem é um tanto quanto raro, mas a
  354. 15:39gente precisa compreender o processo
  355. 15:41como um todo, desenvolver
  356. 15:43essas habilidades, tá certo?
  357. 15:46Nós vamos ter o núcleo externo, como
  358. 15:49estudamos, não é? Vimos aí, e o núcleo
  359. 15:53interno.
  360. 15:54Entre o núcleo externo e o núcleo
  361. 15:57interno, a descontinuidade
  362. 16:00de Lehmann.
  363. 16:02Tá?
  364. 16:03Tranquilo, pessoas. Percebam como vai
  365. 16:05ser muito semelhante nas propriedades
  366. 16:09físicas. Temos a litosfera ou a crosta
  367. 16:13tá certo?
  368. 16:14A astenosfera,
  369. 16:17que é o quê? O manto superior, é aquela
  370. 16:20parte do manto que está em contato com
  371. 16:22as rochas sólidas aí da crosta
  372. 16:25terrestre, tá certo?
  373. 16:27A mesosfera,
  374. 16:30que é o manto inferior, então nós temos
  375. 16:35o manto também.
  376. 16:37E
  377. 16:38a endosfera, tá? Que seria o núcleo
  378. 16:42externo
  379. 16:43e o núcleo interno. Então percebam que a
  380. 16:48gente tem basicamente as mesmas
  381. 16:52condições, tá certo? Nós temos
  382. 16:54basicamente a a mesma distribuição do
  383. 16:58que eh estudamos e entendemos. Logo,
  384. 17:03eles vão apresentar comportamentos
  385. 17:06idênticos, é só uma forma de
  386. 17:09classificação diferente. Nós vamos ter
  387. 17:11aí o movimento do manto, não é? O núcleo
  388. 17:15ativo do nosso planeta fundindo
  389. 17:18aí metais, não é? Uma corrente de
  390. 17:21ascendência desse manto, esse manto
  391. 17:25ascendendo, esse manto provocando o
  392. 17:28deslocamento das placas tectônicas, como
  393. 17:30a gente vai ver na sequência, e
  394. 17:32fenômenos como vulcanismo e tectonismo.
  395. 17:35Independentemente da forma de
  396. 17:37classificação. Trouxe as duas, não é?
  397. 17:40Porque aqui no protocolo a gente aprende
  398. 17:42tudo, não é? A gente aprende de forma
  399. 17:45mais objetiva possível, mas não deixa
  400. 17:48passar um pequeno detalhe que pode fazer
  401. 17:50a diferença para você aí no seu
  402. 17:52resultado, tá? Então, já sabemos dessas
  403. 17:56condições, dessas camadas internas, das
  404. 17:59propriedades, sejam químicas ou físicas,
  405. 18:02e aí, não é? Como isso vai eh impactar a
  406. 18:07gente no dia a dia? Bom,
  407. 18:10principalmente
  408. 18:12por causa da teoria da deriva
  409. 18:15continental,
  410. 18:16tá? Justamente essa essa teoria que
  411. 18:22chegou para gente mostrando,
  412. 18:24demonstrando, dizendo como, não é, é, os
  413. 18:27continentes estão em isostasia, estão
  414. 18:30boiando, não é, nesse manto, a litosfera
  415. 18:33aí sendo, é,
  416. 18:36essa, essa parte toda fragmentada,
  417. 18:40não é, como se fossem
  418. 18:43pedaços de isopor boiando sobre a água e
  419. 18:47se dirigindo, não é, para direções
  420. 18:50variadas e variáveis e aleatórias,
  421. 18:54certo? Então, povo, bora lá. Essa
  422. 18:57teoria, ela foi, é, apresentada por
  423. 19:02Alfred Wegener, tá certo? Em 1912.
  424. 19:07Wegener, ele era um estudioso, ele era
  425. 19:11mais climatologista do que geólogo, mas
  426. 19:14tinha muita curiosidade e elabora sua
  427. 19:18teoria.
  428. 19:19Wegener diz que os continentes, não é,
  429. 19:22se movimentam,
  430. 19:24tá? Ele diz que na sua teoria, os
  431. 19:28continentes já estiveram juntos, tá? E
  432. 19:33ele diz que os continentes se se movem
  433. 19:35de forma horizontal e estariam se
  434. 19:38deslocando, estariam à deriva. Alfred
  435. 19:41Wegener, ele não consegue comprovar a
  436. 19:45sua teoria.
  437. 19:46Ele tem ideias, não é, excelentes, ele
  438. 19:51fala de fósseis que são encontrados em
  439. 19:54diversos continentes e esses fósseis não
  440. 19:57nadavam nem voavam, não eram terrestres,
  441. 20:00então, eles deveriam habitar a mesma
  442. 20:03região. Só que Wegener não consegue
  443. 20:05comprovar a sua teoria. A sua teoria vai
  444. 20:08ser comprovada só pós Segunda Guerra
  445. 20:11Mundial, com a descoberta da dorsal
  446. 20:14mesoatlântica,
  447. 20:15um, um processo aí, não é, bem
  448. 20:18interessante, mas que a gente deixa para
  449. 20:20outro momento. Só que, não é, em sendo
  450. 20:25comprovada a sua teoria, Wegener, não é,
  451. 20:29consegue,
  452. 20:31é,
  453. 20:33aceitação da academia, por quê?
  454. 20:36Essa teoria agora é chamada de teoria da
  455. 20:39tectônica global de placas, não é,
  456. 20:42chamamos tranquilamente deriva
  457. 20:43continental, diversos autores continuam
  458. 20:46chamando deriva continental em homenagem
  459. 20:49a Alfred Wegener, não é, que tem as suas
  460. 20:52ideias comprovadas, há a manutenção da
  461. 20:56teoria da deriva continental, tá certo?
  462. 20:59E aí vai estabelecer que a crosta
  463. 21:02terrestre está dividida em placas, tá
  464. 21:04certo? E essas placas estão boiando, não
  465. 21:08é, sobre o magma, não não é, sobre o
  466. 21:10manto. Então, nessa teoria, a América do
  467. 21:14Sul e a África já estiveram unidas. É um
  468. 21:18recorte muito comum, a gente tem aqui,
  469. 21:22não é, um recorte até comum para a gente
  470. 21:24olhar um mapa-múndi e e ver que se
  471. 21:27encaixavam, tá certo? E claro, não é,
  472. 21:31evidências desses encaixes da linha de
  473. 21:33de costa, coincidências geomorfológicas,
  474. 21:38geológicas,
  475. 21:40a gente tem diversas praias na África
  476. 21:42que lembram a a geografia do Rio de
  477. 21:44Janeiro, a geografia do Espírito Santo,
  478. 21:47não é, semelhante à do Rio de Janeiro,
  479. 21:49aqui, não é, no estado de Pernambuco, a
  480. 21:52gente tem um alinhamento Pernambuco, uma
  481. 21:54grande falha
  482. 21:56que surge da separação desse continente,
  483. 21:59o município aqui conhecido, não é, como
  484. 22:01Cabo de Santo Agostinho, que tem as
  485. 22:04rochas estruturais idênticas a rochas lá
  486. 22:08da costa africana, então, a
  487. 22:10periodização, a datação delas, o o
  488. 22:13direcionamento dessas rochas todos
  489. 22:16coincidindo e essas e outras evidências
  490. 22:19que comprovam que, de fato, a gente
  491. 22:21tinha um grande continente, tá certo?
  492. 22:25Que não foi o primeiro, nem vai ser o
  493. 22:28último, tá certo? Além dos fósseis, como
  494. 22:32a gente viu. Então, a Pangeia
  495. 22:35não foi o primeiro supercontinente e não
  496. 22:39será o último. Também existem evidências
  497. 22:41de outros supercontinentes.
  498. 22:44Olha a escala de tempo geológico aí
  499. 22:47funcionando para a gente. Não é? Então,
  500. 22:49se há 125 milhões de anos a gente tinha
  501. 22:52um supercontinente e ele não foi, não é,
  502. 22:55o o primeiro,
  503. 22:57nem vai ser o último, a tendência é que,
  504. 23:00não é, voltem a se encontrar numa grande
  505. 23:02massa e se rearranjem. Então,
  506. 23:05>> [limpando a garganta]
  507. 23:06>> essa condição
  508. 23:08começa a ser comprovada, não é? E aí a
  509. 23:11gente começa a observar hoje fenômenos,
  510. 23:15os fenômenos que vão vir na consequência
  511. 23:20desses movimentos tectônicos.
  512. 23:24Primeiramente e primordialmente a gente
  513. 23:27tem, tá certo? O
  514. 23:29os limites dessas placas. Então, esse
  515. 23:33mapa aí no centro, tá? Destacando
  516. 23:35bastante hoje a imagem, as imagens para
  517. 23:38vocês, porque hoje a gente precisa, não
  518. 23:41é, ver bem direitinho essas imagens.
  519. 23:45Então, tem um exemplo aí de um
  520. 23:47mapa-múndi e das placas litosféricas,
  521. 23:50tá?
  522. 23:51Essas placas litosféricas, elas se
  523. 23:54movimentam de forma aleatória, só que
  524. 23:57[roncando]
  525. 23:57ora elas vão se chocar, ora vão se
  526. 24:00afastar e ora vão tangencialmente,
  527. 24:04não é, digamos assim, cisalhar uma na
  528. 24:07outra, vão horizontalmente, não é, é
  529. 24:12bater
  530. 24:13entre si.
  531. 24:14Então,
  532. 24:15isso faz com que cada tipo de limite
  533. 24:20tenha uma consequência diferente. Então,
  534. 24:23se liga agora, presta bastante atenção
  535. 24:26agora, não é? Dá o print aí na tela, faz
  536. 24:30tuas anotações, por quê? Agora a gente
  537. 24:32tem uma etapa gigante com várias
  538. 24:37condições, conceitos e consequências.
  539. 24:40Beleza?
  540. 24:41Primeiramente, estamos falando aí dos
  541. 24:43limites das placas tectônicas. Bora
  542. 24:47começar aqui pelos limites
  543. 24:49conservativos.
  544. 24:51Tá certo? Ou transformantes,
  545. 24:54como o exemplo da falha de San Andreas,
  546. 24:58não é? Lá nos Estados Unidos e no
  547. 25:00México.
  548. 25:01Essas placas tectônicas, elas
  549. 25:06estão dispostas de forma
  550. 25:09transformante.
  551. 25:11Elas cisalham uma nas outras, tá certo?
  552. 25:16Então,
  553. 25:17é um limite, como tá aí no desenho, não
  554. 25:20é? De falhas em que as placas
  555. 25:23deslocam-se horizontalmente uma em
  556. 25:26relação à outra.
  557. 25:28Então, esse deslocamento vai ser
  558. 25:31horizontal, elas nem se chocam e elas
  559. 25:34não se afastam. Tá certo?
  560. 25:37Calma, que já já a gente vê as
  561. 25:39consequências de cada um desse contexto.
  562. 25:43Tá bom? Vamos nessa aqui para os limites
  563. 25:46convergentes.
  564. 25:48Se temos limites convergentes,
  565. 25:52essas placas
  566. 25:54se encontram. Elas convergem uma
  567. 25:58contra a outra, umas contra as outras,
  568. 26:02tá certo?
  569. 26:03E aí nós vamos ter a formação de arcos
  570. 26:06de ilha, nós vamos ter a formação de
  571. 26:09fossas oceânicas, cadeias montanhosas,
  572. 26:11que seja. Repito, já já a gente vê aí as
  573. 26:16consequências. E claro, não é? Por fim,
  574. 26:19mas não menos importante, os limites
  575. 26:23divergentes.
  576. 26:25Essas placas acabam divergindo, não é?
  577. 26:29As placas afastam-se uma das outras. E
  578. 26:33aí vão formando, não é, uma nova crosta
  579. 26:37terrestre.
  580. 26:38Claro que lá no limite convergente, uma
  581. 26:42das placas volta para o manto fazendo
  582. 26:44com que o nosso planeta mantenha o seu
  583. 26:46tamanho. Tá? Ele não vai crescendo, tá
  584. 26:50certo?
  585. 26:51Então, nós temos já três limites aí, não
  586. 26:55é, de placas tectônicas. Os limites
  587. 26:59convergentes,
  588. 27:00os limites divergentes
  589. 27:04e os limites transformantes.
  590. 27:07Tá certo?
  591. 27:08Cada um deles vai nos dar
  592. 27:11condições, vai nos dar consequências
  593. 27:14diferentes, fenômenos diferentes.
  594. 27:17Pessoas,
  595. 27:18nas áreas de contato de placas, a gente
  596. 27:20tem grande atividade sísmica,
  597. 27:23tá? Terremotos. E nós temos atividades
  598. 27:27vulcânicas.
  599. 27:28Numas mais, em outras menos. Vai
  600. 27:32depender do tipo de placa, como a gente
  601. 27:35vai ver na sequência. Vulcanismo e
  602. 27:37tectonismo estão intimamente ligados às
  603. 27:41áreas de encontro de placas tectônicas.
  604. 27:44Certo? Não se esqueçam. São fenômenos
  605. 27:48diretissimamente ligados ao tectonismo.
  606. 27:51O vulcanismo, tá certo? E os abalos
  607. 27:55sísmicos.
  608. 27:57Beleza?
  609. 27:58Então, não é, vamos às especificações
  610. 28:03dessas condições. O O que acontece,
  611. 28:07não é, o que acontece com cada tipo de
  612. 28:10placa dentro do seu contexto de limites,
  613. 28:15nos seus encontros. Bora lá.
  614. 28:18Vejam, aqui nós temos uma placa
  615. 28:22oceânica,
  616. 28:26tá? Exemplos reais, uma placa
  617. 28:30oceânica se encontrando com uma placa
  618. 28:34continental.
  619. 28:37Então,
  620. 28:38quando há
  621. 28:40um choque entre a placa
  622. 28:44oceânica com a placa continental,
  623. 28:48não é, uma placa oceânica acaba se
  624. 28:50chocando com a placa continental, o que
  625. 28:53a gente vai perceber primeiramente é uma
  626. 28:57subducção.
  627. 28:59Circulando aqui várias vezes para vocês,
  628. 29:02uma subducção, ou seja, a placa de
  629. 29:06Nazca, aqui representada nesse exemplo
  630. 29:09real, ela vai, digamos assim, voltar
  631. 29:14para o manto. Ela vai entrar num
  632. 29:17processo de subducção,
  633. 29:20tá?
  634. 29:21E a placa continental, ela acaba se
  635. 29:24dobrando,
  636. 29:25formando
  637. 29:27cadeias montanhosas. No nosso exemplo
  638. 29:31real, a placa de Nazca se choca com a
  639. 29:34placa sul-americana
  640. 29:36e forma a cordilheira dos Andes.
  641. 29:40No processo de subducção,
  642. 29:43tá, a gente vai
  643. 29:46ver a formação aí das fossas submarinas.
  644. 29:51Nesse caso, as fossas aí do Peru e
  645. 29:53Chile.
  646. 29:54Então, na margem continental, a gente
  647. 29:58vai ter
  648. 29:59o dobramento, as montanhas, na parte
  649. 30:03oceânica, formação de fossas, e a placa,
  650. 30:08não é, mais fina, as placas oceânicas
  651. 30:11são mais finas, acabam entrando num
  652. 30:13processo de subducção.
  653. 30:16Percebam que nós temos
  654. 30:18subducção, nós temos dobramentos, e essa
  655. 30:21palavra eu vou repetir bastante nesta
  656. 30:24aula, tá, e a formação aí de fossas.
  657. 30:29Beleza? Vou manter o desenho aqui, já já
  658. 30:31apareço de novo aí para vocês.
  659. 30:34Bom, não é, agora nós temos o encontro
  660. 30:38de placas, não é? O movimento
  661. 30:40convergente de duas placas
  662. 30:44continentais.
  663. 30:47Então, essas placas continentais, ao se
  664. 30:51chocarem, ao colidirem, não é? Vai
  665. 30:54amassar toda a crosta,
  666. 30:57não é? Essa crosta, ela vai acabar sendo
  667. 31:00amassada, ela vai sendo comprimida,
  668. 31:03tá? Tô até fazendo o gesto aqui, não é?
  669. 31:06Como se eu tivesse tocando um acordeão,
  670. 31:08uma gaita, uma sanfona, não é? A mesma
  671. 31:10coisa aí em cada parte do nosso país. E
  672. 31:13aí, isso vai dobrar.
  673. 31:16A gente também vai ter
  674. 31:19dobramentos.
  675. 31:21A gente vai ter altas montanhas,
  676. 31:24dobramentos também que ocorrem lá na
  677. 31:27continental com a oceânica, mas também a
  678. 31:29formação de altíssimos planaltos, não é?
  679. 31:34A gente tá tendo aí um choque titânico
  680. 31:36entre placas continentais, placas
  681. 31:39extremamente espessas, tá certo? A gente
  682. 31:42tem aí uma liberação de energia
  683. 31:45imensurável. Não dá nem pra gente
  684. 31:47calcular quantas milhares de bombas
  685. 31:49atômicas
  686. 31:50têm, é, é,
  687. 31:52que se juntarem pra ter essa mesma
  688. 31:54energia. Então, um dos principais
  689. 31:57exemplos que a gente tem aí é a formação
  690. 32:00do Himalaia, a placa indo-australiana,
  691. 32:03não é? Do subcontinente indiano, se
  692. 32:05chocando com a placa euroasiática.
  693. 32:09>> [limpando a garganta]
  694. 32:09>> Então, mais uma vez temos dobramentos,
  695. 32:13mas também vamos ter a formação aí de
  696. 32:16grandes planaltos, tá? O planalto do
  697. 32:19Tibete, por exemplo, está a 5.000 m de
  698. 32:22altitude. Está a 3.000 m a mais do que o
  699. 32:25ponto mais alto do Brasil.
  700. 32:27Tá certo? Então, vejam que é, já é um
  701. 32:29planalto que não vai ser utilizado como
  702. 32:32os planaltos comumente são, não é? São,
  703. 32:36são planaltos que não vão ser utilizados
  704. 32:38ali para agricultura, não vão ser
  705. 32:41utilizados ali
  706. 32:43para pecuária, como a gente vê em outros
  707. 32:46continentes, mas vão ser planaltos mais
  708. 32:49frios, mais gélidos, mais áridos. Então,
  709. 32:53se a gente fizer essa relação aí, não é,
  710. 32:55da ocupação humana,
  711. 32:56e a ocupação humana é muito ligada à
  712. 32:59forma do relevo, percebam que eu já
  713. 33:02falei de dobramento, já falei de
  714. 33:04montanha, já estou falando de planalto.
  715. 33:07Forma é geomorfologia.
  716. 33:10Tá? É o nosso [limpando a garganta]
  717. 33:12próximo encontro. Então,
  718. 33:15aí sim, não é, a a ocupação humana vai
  719. 33:18estar intimamente ligada às formas de
  720. 33:21relevo.
  721. 33:22Por enquanto, nós estamos falando da
  722. 33:24base, mas já deu para perceber que são
  723. 33:27coisas que não se separam,
  724. 33:30não é, tanto
  725. 33:31a o embasamento geológico quanto o que
  726. 33:34foi esculpido pelo clima, pelo tipo de
  727. 33:37rocha, não é, nas formas de relevo. Tá
  728. 33:42certo? Vamos simbora, vamos continuar
  729. 33:45aí. Então, a gente já falou do encontro
  730. 33:49de placas oceânicas continentais, do
  731. 33:52encontro de placas continentais com
  732. 33:55continentais. E agora,
  733. 33:57o encontro de placas oceânicas.
  734. 34:02Tá certo? Então, não é, o que vai
  735. 34:05acontecer? Nós vamos ter subducção,
  736. 34:10>> [limpando a garganta]
  737. 34:10>> tá?
  738. 34:11Comum, como a gente viu nesse exemplo
  739. 34:13real, a placa pacífica vai entrar num
  740. 34:18processo de subducção
  741. 34:20e a placa euroasiática, ela vai se
  742. 34:23dobrar.
  743. 34:24Vamos ter dobramentos modernos
  744. 34:27novamente,
  745. 34:29tá?
  746. 34:30E aí, o que é que acontece? O que vai
  747. 34:32ter de diferente? Estamos falando de
  748. 34:35placas que estão se chocando lá no
  749. 34:37assoalho oceânico.
  750. 34:40Esse dobramento moderno, tá? É, vai
  751. 34:44tanto formar fossas, como a gente viu,
  752. 34:47já que tem subducção, não é? As fossas
  753. 34:50Marianas, a fossa do Japão.
  754. 34:53Vai provocar o enrugamento da crosta,
  755. 34:56vai provocar dobramento,
  756. 35:00só que estamos falando, como eu já
  757. 35:02disse, de placas que estão ali no
  758. 35:05assoalho oceânico. Então, o que nós
  759. 35:07vamos ver
  760. 35:09são os topos dessas montanhas
  761. 35:11submarinas.
  762. 35:13E o topo dessas montanhas submarinas
  763. 35:15aparece para a gente como ilhas, tá
  764. 35:17certo?
  765. 35:19E aí, nós vamos ter o arco
  766. 35:24de ilhas vulcânicas.
  767. 35:27O Japão, a Indonésia, as ilhas Aleutas,
  768. 35:31não é? Se a gente parar para perceber,
  769. 35:34estão dispostas como se fossem arcos.
  770. 35:38Tá certo? Mais uma vez, a esfericidade
  771. 35:41da nossa Terra.
  772. 35:43Não é? Então, elas vão se formando, não
  773. 35:46é? Por processos de dobramento,
  774. 35:48processos de vulcanismo e vão surgindo
  775. 35:51aí esses arcos de ilhas.
  776. 35:54Não deixou de ser dobramento, não deixou
  777. 35:58de ter, nesse caso, o processo de
  778. 36:00subducção, tá? Mas nós vamos ter, para
  779. 36:04nós, na nossa realidade, não é? Na nossa
  780. 36:07crosta terrestre aí, os arcos de ilhas.
  781. 36:11Beleza?
  782. 36:12Pronto. Esses foram todos os exemplos de
  783. 36:17limites convergentes,
  784. 36:20tá?
  785. 36:20Agora, vamos conversar um pouco sobre os
  786. 36:24limites divergentes.
  787. 36:27Tá certo?
  788. 36:29Bom, então estamos falando de placas que
  789. 36:31se afastam.
  790. 36:33Bora começar por duas placas oceânicas,
  791. 36:37tá certo? [roncando]
  792. 36:38Nós temos aqui
  793. 36:41placas oceânicas que se afastaram, que
  794. 36:45se afastam e que deram a formação aí do
  795. 36:49oceano Atlântico, não é? Primeiro o
  796. 36:51Atlântico Norte, depois o Atlântico Sul.
  797. 36:54Então, essas placas estão divergindo, tá
  798. 36:58aqui as setinhas, estão se afastando.
  799. 37:01E há um processo conhecido como
  800. 37:03rifteamento.
  801. 37:05O rifteamento no oceano, não é? Por
  802. 37:08[limpando a garganta] causa do peso da
  803. 37:09água, da temperatura mais baixa, vai
  804. 37:11começar a formar, não é? Uma área
  805. 37:15conhecida como dorsal,
  806. 37:18dorsal meso-oceânica.
  807. 37:20Nesse exemplo em tela para vocês, a
  808. 37:23gente tem a placa norte-americana e a
  809. 37:25placa euro-asiática. Tá certo? Então, a
  810. 37:27gente tem a formação do oceano
  811. 37:30Atlântico. Por isso que aí está
  812. 37:32conhecida com é destacada como
  813. 37:34meso-atlântica.
  814. 37:36Vai ser uma espécie de cadeia de
  815. 37:38montanha, tá certo? Meso-oceânica, onde,
  816. 37:42não é? Os vulcões e os terremotos estão
  817. 37:45concentrados.
  818. 37:46A crosta vai se afastando e a gente vai
  819. 37:51tendo o resfriamento
  820. 37:53desse magma,
  821. 37:55formando
  822. 37:56essas espécimes [limpando a garganta]
  823. 37:58de cadeias montanhosas no meio do
  824. 38:01oceano.
  825. 38:02Como eu tava dizendo, foi justamente por
  826. 38:04ela que Alfred Wegener, não é? Teve sua
  827. 38:08teoria comprovada. Quando a gente começa
  828. 38:11a realizar estudos de batimetria
  829. 38:13pós-Segunda Guerra, se percebe que a
  830. 38:15parte central tem rochas mais recentes e
  831. 38:19a
  832. 38:20as partes laterais rochas mais antigas.
  833. 38:24Então, isso estava se afastando e tudo
  834. 38:27isso vai mudar as teorias que a gente
  835. 38:28tinha, não é? Sobre a formação do relevo
  836. 38:31terrestre. Tá certo?
  837. 38:33Essas
  838. 38:35cadeias montanhosas, não é? Que não são
  839. 38:38dobramentos, tá? Vem aí do resfriamento.
  840. 38:41Só vão ocorrer desta forma, sobretudo,
  841. 38:45nas áreas de divergência de placas
  842. 38:49oceânicas.
  843. 38:51Certo?
  844. 38:52Nós temos outras placas ali, não é, a
  845. 38:56além da Mesoatlântica.
  846. 38:59Beleza? Nós vamos ter
  847. 39:02agora o a divergência de placas
  848. 39:06continentais,
  849. 39:08tá certo? Então, o exemplo bem marcante
  850. 39:12que a gente tem é da placa africana,
  851. 39:15tá, divergindo
  852. 39:17da subplaca somaliana.
  853. 39:21Tá certo? Elas estão indo em direções
  854. 39:24diferentes. E aí, não é, a gente vai ter
  855. 39:28uma área de rift
  856. 39:30ou de riftiamento.
  857. 39:34Rift é vale,
  858. 39:36tá? Então, nós temos inclusive o Vale do
  859. 39:39Rift lá na África. Muitos lagos se
  860. 39:42formando, por quê? Nós vamos ter a
  861. 39:45formação de vales
  862. 39:48tectônicos,
  863. 39:50tá certo?
  864. 39:51Essa essas placas se afastando, o magma
  865. 39:55vai preenchendo essas partes e vai
  866. 39:58alargando a crosta terrestre, como a
  867. 40:01gente tem na Islândia, não é? Também na
  868. 40:03Islândia a gente tem a erupção vulcânica
  869. 40:07que vem literalmente, não é, do solo,
  870. 40:09vem do chão. Não temos a clássica
  871. 40:12montanha em cone expelindo não é,
  872. 40:15material piroclástico ou magma. Então, a
  873. 40:18gente tem ali na Islândia também uma
  874. 40:21parte exposta da dorsal Mesoatlântica,
  875. 40:24tá? Na África aqui a gente vai encontrar
  876. 40:27aí o vale, não é, do Rift, essa região
  877. 40:31de riftiamento.
  878. 40:33Repito, por isso tantos lagos lá nessa
  879. 40:38região da África. Então, não é, e por
  880. 40:40fim, mas não menos importante, aí o
  881. 40:44movimento, não é, transformante, os
  882. 40:46limites transformantes entre essas
  883. 40:49placas, tá?
  884. 40:50Então, a gente tem, não é, placas que
  885. 40:53estão se deslocando horizontalmente,
  886. 40:56tá certo? Como a gente viu. Estão se
  887. 40:58isolando uma nas outras. Então, à medida
  888. 41:02que essas placas vão se movendo, né, em
  889. 41:04direções opostas, a gente vai tendo aí a
  890. 41:08criação de um vale,
  891. 41:10tá certo? Uma uma um grande rasgo, aonde
  892. 41:15canais vão um
  893. 41:18eh se alojando, rios, não é, vão aí
  894. 41:21também eh aproveitando esses encaixes e
  895. 41:25nós vamos ter uma grande falha,
  896. 41:27tá certo? Uma grande falha tectônica,
  897. 41:29uma falha de deslocamento, como a gente
  898. 41:32vai vendo. E uma das tendências é que
  899. 41:35isso aí acabe causando, por exemplo, não
  900. 41:38é, a separação
  901. 41:40ali da Baja Califórnia. É esperado um
  902. 41:44grande terremoto, conhecido como Big
  903. 41:47One, não é, para ocorrer em São
  904. 41:49Francisco, mas enfim. Então, todas essas
  905. 41:53são as possibilidades,
  906. 41:56não é, que a gente tem dessas desses
  907. 41:59encontros de placas tectônicas.
  908. 42:01Lembrando, não é?
  909. 42:04Temos tectonismo, temos vulcanismo. Lá
  910. 42:07no encontro de placas continentais, a
  911. 42:10gente não vai ter tanto vulcanismo, mas,
  912. 42:13não é, no encontro de placa oceânica e
  913. 42:16continental, com as placas oceânicas,
  914. 42:20num movimento aí também de divergência,
  915. 42:23a gente tem tanto tremor de terra quanto
  916. 42:26vulcanismo. Então, isso vai ser inerente
  917. 42:29a essa área aí de bordas e de contato de
  918. 42:32placas. Tá certo, pessoas?
  919. 42:35Só que
  920. 42:36nós não temos apenas as forças que vão
  921. 42:41ali eh entrar na questão do contato
  922. 42:44dessas placas. Nós temos também aquilo
  923. 42:48que vai ocorrer intraplaca, do ponto de
  924. 42:50vista geológico. Aqui a gente já começa
  925. 42:53uma certa transição para geomorfologia.
  926. 42:56Mas do ponto de vista geológico,
  927. 42:58internamente as placas, não é, o que
  928. 43:00isso o que vai ocorrer.
  929. 43:02O que é que ocorre, não é, é dentro das
  930. 43:05placas com esse movimento compressivo,
  931. 43:08com essa acomodação de terreno, com
  932. 43:11alívio de peso, não é, dessas placas
  933. 43:14tectônicas. E aí a gente entra numa
  934. 43:18parte bem específica também, tá certo?
  935. 43:21Então, bora observar direitinho, porque
  936. 43:24vão vir aí, não é, os nossos esqueminhas
  937. 43:26e as imagens também. Bom,
  938. 43:30dentro dessas forças compressivas, vamos
  939. 43:33começar a entender como está aí, não é,
  940. 43:35já no título a orogênese e a
  941. 43:37epirogênese. Orogênese eu já conversei
  942. 43:41bastante com vocês hoje.
  943. 43:43Tá certo? Que é o quê? É dobra.
  944. 43:45Então, falou de orogênese, você pensa em
  945. 43:49dobramento.
  946. 43:51Tá? Falou aí de orogenia,
  947. 43:55pense no dobramento.
  948. 43:58Então, não é, os movimentos tectônicos
  949. 44:00que vão ocorrer aí de forma horizontal.
  950. 44:03Tem um exemplozinho que eu repito ele
  951. 44:05mais à frente. Tá certo? Aqui, é, a
  952. 44:09gente às vezes até faz um experimento
  953. 44:12com
  954. 44:13com um aquário, não é, põe areia, é,
  955. 44:16colorida no aquário e pega uma uma
  956. 44:19madeira, um isopor e empurra essa areia
  957. 44:22para uma das paredes do aquário e ela
  958. 44:24vai dobrando. Essa areiazinha, com
  959. 44:27várias camadas, várias cores, vai
  960. 44:29dobrando. É, esse exemplozinho, não é,
  961. 44:32vou botar outra setinha aqui. Esse
  962. 44:34exemplozinho, como a gente vê aí, desse
  963. 44:36movimento de compressão.
  964. 44:38Então, as placas, quando se encontram,
  965. 44:41como a gente viu, não é, as placas, elas
  966. 44:44acabam entrando também nesse nesse
  967. 44:48processo de dobramento, nesse processo
  968. 44:50de dobras. Tá certo?
  969. 44:53Mas intraplaca também nós podemos ter
  970. 44:56essa essas dobras. Então, quando esses
  971. 45:00movimentos tectônicos ocorrem, não é, de
  972. 45:02forma horizontal,
  973. 45:04vão constituir cadeias montanhosas ou as
  974. 45:06dobras. Aqui, não é, o sinclinal ou
  975. 45:10anticlinal, por exemplo, internamente.
  976. 45:13É, internamente a placa, como a gente
  977. 45:15vai ver. Então, falou de orogênese, a
  978. 45:18gente está falando de dobras. Os
  979. 45:20dobramentos modernos, as montanhas
  980. 45:22recentes, não é, ou aí o sinclinal e o
  981. 45:27anticlinal. Por falar nele, não é,
  982. 45:29falando aí em orogenia, a gente está
  983. 45:33falando de áreas que acabaram se
  984. 45:35dobrando
  985. 45:37em áreas em que nós tivemos aí, é, essa
  986. 45:41é, disposição das rochas que acabaram,
  987. 45:45não é, dobrando, como eu já disse, por
  988. 45:46diversos efeitos, sejam por choque aí
  989. 45:49das placas tectônicas, intraplaca, isso
  990. 45:52acontecendo também, tá? E nós vamos ter
  991. 45:57a constituição de um anticlinal,
  992. 46:01tá? Está aqui, destacar
  993. 46:05um terreno também, os anticlinais
  994. 46:08e os sinclinais. Agora destacando para
  995. 46:12vocês
  996. 46:13os sinclinais. Percebam que a gente vai
  997. 46:16tendo aí a disposição diferente das
  998. 46:18rochas de acordo com a orientação
  999. 46:21de cada dobra. No anticlinal, as rochas
  1000. 46:24mais antigas estão no centro, não é, e
  1001. 46:27no sinclinal, as rochas mais novas
  1002. 46:31estarão aí no centro. Então,
  1003. 46:34tem várias paisagens sobre isso, vocês
  1004. 46:37podem, não é, depois fazer uma pesquisa,
  1005. 46:39um estudozinho mais detalhado, se tiver,
  1006. 46:41não é, a curiosidade de como isso
  1007. 46:44aparece na paisagem, bem do jeitinho que
  1008. 46:47está aí representado nos esqueminhas
  1009. 46:50para a gente. Então, na orogênese, nós
  1010. 46:53vamos ter os dobramentos modernos,
  1011. 46:56os anticlinais e os sinclinais. Então,
  1012. 46:59as as condições relacionadas à
  1013. 47:02dobra.
  1014. 47:03Na epirogênese,
  1015. 47:06a gente vai ter o que é relacionado à
  1016. 47:10falha, à quebra,
  1017. 47:12tá certo?
  1018. 47:14Na orogenia, tem o dobramento e na
  1019. 47:17epirogênese, nós vamos ter o falhamento.
  1020. 47:21Então,
  1021. 47:22quando os movimentos tectônicos vão
  1022. 47:24ocorrer aí de forma vertical, quando vão
  1023. 47:27ocorrer verticalmente, tá certo? Algo
  1024. 47:30comprimiu essas rochas, não tem
  1025. 47:32plasticidade para dobrar, elas acabam
  1026. 47:35quebrando, elas acabam falhando.
  1027. 47:38E aí é esses falhamentos que a gente vai
  1028. 47:40ver. Quando esse deslocamento ocorre
  1029. 47:43para cima, como está aqui, a gente tem
  1030. 47:46um soerguimento,
  1031. 47:49tá certo? Então, vários processos
  1032. 47:52endógenos, não é, é são responsáveis por
  1033. 47:56isso aí.
  1034. 47:57Quando esse movimento, não é, é para
  1035. 48:00baixo, a gente vai ter a subsidência
  1036. 48:04desses blocos,
  1037. 48:06tá? Então, os movimentos epirogenéticos
  1038. 48:11que causam aí essas falhas, trazem para
  1039. 48:14nossa paisagem e nossas realidades aí
  1040. 48:18dos vestibulares, os vales tectônicos ou
  1041. 48:22grabens,
  1042. 48:24não é, e os pilares ou horsts,
  1043. 48:28muito comuns aí em algumas áreas de
  1044. 48:31planalto, não é? Lá na geomorfologia do
  1045. 48:35Brasil, a gente vai trazer esses
  1046. 48:38exemplos, vem as imagens, tá? Para a
  1047. 48:42gente ver também dessas formas de
  1048. 48:45relevo, vem as imagens aí dessa
  1049. 48:48distribuição e você pode estar me
  1050. 48:50perguntando: "Caramba, Peixe, mas por
  1051. 48:52que tu vai deixar isso aí lá para a
  1052. 48:54aula, não é, de geomorfologia?" Porque
  1053. 48:57na geomorfologia,
  1054. 49:00a gente pode utilizar fotos.
  1055. 49:03Na geologia, a gente tá falando aqui de
  1056. 49:05áreas de dimensões enormes, tá certo?
  1057. 49:09Nós temos grabens aí das centenas de
  1058. 49:12quilômetros de distância entre os
  1059. 49:14horstes, o vale do Rift, ele mal cabe
  1060. 49:17numa foto, não é? San Andreas já tava
  1061. 49:19ali bem afastadinho, quase como num
  1062. 49:22esquema. Lá em geomorfologia, a gente
  1063. 49:25consegue representar,
  1064. 49:27tá? A gente consegue representar essas
  1065. 49:28formas. Então, propositalmente,
  1066. 49:30didaticamente, deixei pra gente ver lá
  1067. 49:33pra frente, além dos esquemas, não é? As
  1068. 49:36imagens. Então,
  1069. 49:38a gente tem aí no movimento epirogênico,
  1070. 49:42tá? A quebra, não é? Temos os grabens,
  1071. 49:46os horstes, o soerguimento, a
  1072. 49:48subsidência,
  1073. 49:49beleza?
  1074. 49:51E começaram a perceber o quanto nós
  1075. 49:54estamos sempre falando de rochas,
  1076. 49:57das rochas, das rochas, das rochas, tá?
  1077. 50:01Bora mais uma vez aqui aproximar a
  1078. 50:04imagem, já que a gente tá conversando
  1079. 50:07sobre tudo, não é? Aí agora desse
  1080. 50:11embasamento, desta eh daquilo que compõe
  1081. 50:15o o embasamento geológico do nosso
  1082. 50:18planeta.
  1083. 50:19Então,
  1084. 50:20foi endógeno pra cá, endógeno pra lá,
  1085. 50:24não é? Nós estamos falando da construção
  1086. 50:28interna do nosso planeta.
  1087. 50:31Falamos aí, não é? Dessas rochas,
  1088. 50:34enfim, disposição dessas rochas. Bora
  1089. 50:38conversar um pouquinho, rapidinho, não
  1090. 50:41é? Sobre elas. Então, as rochas, nada
  1091. 50:45mais, nada menos que são aí, não é?
  1092. 50:47Agregados, normalmente inorgânicos, tá
  1093. 50:51certo? Esses agregados que vão compor
  1094. 50:54um, não é? Que são compostos, perdão,
  1095. 50:56por um ou mais de um tipo de minerais.
  1096. 51:01Então, a a
  1097. 51:02normalmente é esse agregado.
  1098. 51:06Tá certo? Eu costumo dizer que se você
  1099. 51:09jogar uma rocha em mim, a gente vai à
  1100. 51:12delegacia, não é?
  1101. 51:14Pedra, como a gente popularmente chama.
  1102. 51:18Mas se você quiser jogar uma pedra em
  1103. 51:21mim, tá certo? Pode ficar à vontade.
  1104. 51:25Rocha não.
  1105. 51:27Pedra
  1106. 51:28sim, não é? Se quiser jogar uma pedra em
  1107. 51:31mim, posso depois marcar esse encontro
  1108. 51:33aí em qualquer região do Brasil. Você
  1109. 51:35pode jogar uma pedra de diamante em mim,
  1110. 51:37uma pedra de esmeralda, uma pedra, não
  1111. 51:40é, de turmalina, uma pedra de opala, tá
  1112. 51:43ótimo. Para você jogar uma rocha de
  1113. 51:45granito, uma rocha de arenito, aí é
  1114. 51:47sacanagem. Tá? Aí realmente a gente vai
  1115. 51:50ter que ir para a delegacia, mas se
  1116. 51:51tiverem a vontade de jogar essa essas
  1117. 51:55pedras, as gemas, fiquem tranquilamente
  1118. 51:58à vontade, serão muito bem-vindos, tá
  1119. 52:02certo? Mas vejam, esses aglomerados, tá?
  1120. 52:06Eles vão ter origem diferente, formação
  1121. 52:11diferente, tá? E claro, aspectos
  1122. 52:14diferentes. Essa imagem que está aqui,
  1123. 52:17não é, olhando para o vídeo à nossa
  1124. 52:19direita, é conhecido como o ciclo das
  1125. 52:22rochas. Ele tá cheio dessas setas,
  1126. 52:25porque esse ciclo, não é, ele não tem
  1127. 52:29uma ordem ou um sentido linear, tá? As
  1128. 52:32rochas se formam
  1129. 52:35principalmente pelo resfriamento do
  1130. 52:39magma. É como se fosse uma espécie de
  1131. 52:41início. Tá certo? Esse resfriamento pode
  1132. 52:45ser interno
  1133. 52:47ou externo.
  1134. 52:49Como a gente vai ver, temos rochas
  1135. 52:51magmáticas intrusivas
  1136. 52:54e rochas magmáticas extrusivas,
  1137. 52:59tá?
  1138. 53:00E aí, a partir desse momento, essas
  1139. 53:03rochas começam a ficar expostas ao
  1140. 53:06processo de intemperismo,
  1141. 53:10tá? Eles, elas vão tá expostas a esse
  1142. 53:13processo aí de transformação,
  1143. 53:16de intemperismo entre essas rochas. E
  1144. 53:20aí, elas podem, não é, se
  1145. 53:24no, transformar, serem intemperizadas
  1146. 53:27e transportadas para outro local,
  1147. 53:31tá certo? Percebam que aí a gente tem um
  1148. 53:34processo de formação, intemperismo, vai
  1149. 53:38começar a haver uma desagregação
  1150. 53:40dessa, dessa rocha. Esse material
  1151. 53:43desagregado vai ser transportado para
  1152. 53:45algum lugar e ele pode sedimentar neste
  1153. 53:49lugar, tá certo? Criando outro tipo de
  1154. 53:53rocha, as rochas sedimentares. Então já
  1155. 53:56temos magmáticas, já temos sedimentares.
  1156. 54:00E qualquer uma delas, as magmáticas ou
  1157. 54:02as sedimentares podem passar por um
  1158. 54:04processo de transformação, de
  1159. 54:07metamorfização,
  1160. 54:09tá? Por uma erupção vulcânica, por águas
  1161. 54:12termais, algo que mude a temperatura
  1162. 54:15ou a pressão, de forma a conseguir
  1163. 54:19metamorfizar esses minerais. Então nós
  1164. 54:22temos as rochas magmáticas, nós temos as
  1165. 54:25rochas sedimentares e nós temos as
  1166. 54:28rochas metamórficas,
  1167. 54:30tá?
  1168. 54:32E aí, é exatamente sobre isso, não é,
  1169. 54:34que a gente fala um pouquinho agora. As
  1170. 54:37rochas ígneas ou magmáticas, que são
  1171. 54:41aquelas, tá certo, formadas aí pelo
  1172. 54:43resfriamento do magma. Se resfriarem
  1173. 54:47internamente,
  1174. 54:48elas são conhecidas como rochas
  1175. 54:50magmáticas intrusivas, tá certo? Ou
  1176. 54:54plutônicas.
  1177. 54:57E se elas se resfriam
  1178. 55:00externamente, não é, elas são expelidas,
  1179. 55:02o magma é expelido e vai, não é, se
  1180. 55:05resfriar em contato com a atmosfera, nós
  1181. 55:08temos as rochas magmáticas extrusivas
  1182. 55:12ou vulcânicas, tá? Como a gente conhece.
  1183. 55:15Então, a partir daí começa esse
  1184. 55:17processo, certo? E elas passam por um
  1185. 55:20processo de transformação. O
  1186. 55:22intemperismo é muito relacionado ao
  1187. 55:25clima.
  1188. 55:27Veja que a gente começa a falar deles
  1189. 55:29aqui pelo tipo de rocha. Vamos falar do
  1190. 55:31intemperismo porque é o clima que
  1191. 55:33esculpe as formas em geomorfologia e,
  1192. 55:36claro, não é? Quando estivermos lá
  1193. 55:39estudando sobre climatologia.
  1194. 55:42E aí, nós vamos ter esse processo de
  1195. 55:45intemperismo, não é erosão, tá? Depois a
  1196. 55:47gente conversa especificamente sobre
  1197. 55:50isso. É um processo natural de desgaste
  1198. 55:52dessa rocha por diversos agentes, tá? E
  1199. 55:56esses sedimentos acabam sendo
  1200. 55:58transportados pelo vento, pela
  1201. 56:00gravidade, por um rio, enfim, por
  1202. 56:02diversos fatores e acaba se depositando.
  1203. 56:06E aí vai ter a possibilidade de, não é?
  1204. 56:11Eh, se agregar, ter esse processo de
  1205. 56:13acreção e formar rochas sedimentares,
  1206. 56:17tá?
  1207. 56:18E as metamórficas, como a gente já tinha
  1208. 56:20conversado, vão se originar, sobretudo
  1209. 56:23aí, num processo, não é? Que vai
  1210. 56:27metamorfizá-las. Esse processo de
  1211. 56:29metamorfismo vai ser provocado pela
  1212. 56:32alteração da composição química dessas
  1213. 56:34rochas por mudanças de temperatura ou
  1214. 56:37pressão, tá certo? Então, temos uma
  1215. 56:39infinidade de exemplos aí de rochas que
  1216. 56:43a gente pode conversar. Mas, das dos
  1217. 56:47tipos de rochas mais comuns, a magmática
  1218. 56:50intrusiva, o granito, comuníssimo, não
  1219. 56:53é? Mas extremamente comum para a gente.
  1220. 56:56Engraçado que, por ser muito comum,
  1221. 56:59acaba tendo um valor comercial
  1222. 57:00mineralógico mais baixo, mas a sua
  1223. 57:04versão, não é? Metamórfica,
  1224. 57:07o mármore, é comercialmente bem mais
  1225. 57:11caro, tá? Pode ser mais bonito, tem
  1226. 57:13outro arranjo químico, enfim.
  1227. 57:16Nós temos o calcário, uma rocha
  1228. 57:18sedimentar,
  1229. 57:19é, um grande exemplo, arenito também, tá
  1230. 57:23certo? É outra bem comum. O calcário,
  1231. 57:25ele só se forma, a rocha calcária, ele
  1232. 57:28vai se formar só em áreas que já foram
  1233. 57:30fundo de mar. Então, hoje a gente visita
  1234. 57:33a áreas com rochas calcárias aí no
  1235. 57:35Brasil, o Brasil tem bastante dessas
  1236. 57:37áreas, não é? Áreas com cavernas,
  1237. 57:40espeleotemas
  1238. 57:41e ali, não é? A gente vai vendo a água
  1239. 57:44dissolvendo, é, esse material, a questão
  1240. 57:47de solubilidade. Já disse, vou repetir
  1241. 57:50algumas vezes, geografia é a disciplina
  1242. 57:52que mais cai no segundo dia do Enem, tá
  1243. 57:54certo? Não é? Vejam como a gente pode
  1244. 57:57trazer uma forma específica de uma
  1245. 58:00caverna para uma questão de química, não
  1246. 58:03é? Essa dissolução aí, a água, o
  1247. 58:04solvente universal.
  1248. 58:07Então, vejam que se é uma rocha que se
  1249. 58:08forma no que era um assoalho oceânico,
  1250. 58:11um processo de soerguimento jogou isso
  1251. 58:13aí para cima e formou hoje o que a gente
  1252. 58:15tem, não é? É, é de ideia de como
  1253. 58:18planaltos. Nós temos o basalto, um dos
  1254. 58:21principais exemplos de rocha magmática
  1255. 58:24intrusiva, bem comum também, tá? A
  1256. 58:27formação aí do basalto e o quartzito,
  1257. 58:30nesse nosso exemplo aí como metamórfica,
  1258. 58:32mas já também falei do mármore, tá
  1259. 58:35certo?
  1260. 58:36E aí, pessoal, para a gente chegar na
  1261. 58:39parte final da nossa aula, não é? De
  1262. 58:43hoje, bem esticadinha também, o assunto
  1263. 58:45é grande e foi dividido em duas partes,
  1264. 58:49tá? Vejam, aí a gente tem finalmente a
  1265. 58:52estrutura geológica.
  1266. 58:55Então, a gente precisa, não é? Precisa,
  1267. 58:57precisamos percorrer todo esse processo
  1268. 59:00aí, que a gente viu, não é? Todo esse
  1269. 59:02processo que a gente passou por hoje,
  1270. 59:04para chegar na estrutura geológica. Eu
  1271. 59:08já falei delas.
  1272. 59:10Eu só não [limpando a garganta] nomeei
  1273. 59:11propositalmente,
  1274. 59:13tá certo? A disposição dessas rochas vão
  1275. 59:17levar a gente para a formação de três
  1276. 59:20estruturas geológicas bem comuns, tá? Os
  1277. 59:25escudos cristalinos,
  1278. 59:28tá certo? As áreas também conhecidas
  1279. 59:30como áreas cratônicas,
  1280. 59:33são áreas enormes de rochas cristalinas.
  1281. 59:37São áreas bem estáveis do ponto de vista
  1282. 59:40geológico. São rochas muito antigas e já
  1283. 59:44bastante desgastadas, não é? O nome
  1284. 59:47escudo dá essa analogia para a gente.
  1285. 59:49Então uma área bem resistente, essa área
  1286. 59:51aí, não é, de escudo cristalino. Então
  1287. 59:54percebam que estão em áreas estáveis,
  1288. 59:57não estamos falando de áreas próximas ao
  1289. 1:00:00ao contato de placas tectônicas. São
  1290. 1:00:03rochas que vieram muitas delas lá do
  1291. 1:00:06resfriamento da crosta terrestre, tá
  1292. 1:00:09certo? No Brasil, a gente tem muitos
  1293. 1:00:12trechos aí de maciços antigos, muitos
  1294. 1:00:15dobramentos antigos e a gente vai
  1295. 1:00:17conversar sobre isso em geomorfologia
  1296. 1:00:19também, não é? Só orogênese bem antiga,
  1297. 1:00:22só que hoje estão ali os escudos
  1298. 1:00:25cristalinos.
  1299. 1:00:27Quando esses escudos passam por esse
  1300. 1:00:29processo erosivo, não é? E vão, é, é,
  1301. 1:00:33esses sedimentos sendo carreados, sendo
  1302. 1:00:35levados para outros lugares, a gente tem
  1303. 1:00:39aí a formação das bacias sedimentares,
  1304. 1:00:43tá? As bacias sedimentares é exatamente
  1305. 1:00:47aquela área que foi preenchida com
  1306. 1:00:49sedimento vindo de áreas próximas. Esse
  1307. 1:00:53sedimento que veio, não é, dessas rochas
  1308. 1:00:56preexistentes e são nessas bacias
  1309. 1:00:59sedimentares que a gente tem a formação
  1310. 1:01:01aí das rochas sedimentares, tá certo?
  1311. 1:01:04É de onde a gente vai ver a maioria aí
  1312. 1:01:06dos fósseis, dos combustíveis fósseis.
  1313. 1:01:11Nos escudos cristalinos a gente vai
  1314. 1:01:13encontrar principalmente a presença dos
  1315. 1:01:15minerais metálicos.
  1316. 1:01:18Tá? Nos dobramentos modernos também como
  1317. 1:01:20a gente vê já já. Nas bacias
  1318. 1:01:22sedimentares a gente vai encontrar os
  1319. 1:01:24fósseis e os combustíveis fósseis.
  1320. 1:01:26E não é? A nossa última estrutura
  1321. 1:01:30geológica acaba coincidindo
  1322. 1:01:33com o seu aspecto geomorfológico,
  1323. 1:01:37a sua forma. Que são as cadeias
  1324. 1:01:39orogênicas ou as montanhas recentes.
  1325. 1:01:42Então elas vieram do embasamento
  1326. 1:01:45geológico, mas de montanha é uma forma.
  1327. 1:01:48Então depois a gente conversa melhor
  1328. 1:01:50sobre as formas, esses dobramentos
  1329. 1:01:52recentes, essas montanhas recentes, não
  1330. 1:01:56é? Essas cordilheiras como a gente tem.
  1331. 1:01:59A gente tem as maiores altitudes do
  1332. 1:02:01planeta, a gente vai ter a exumação de
  1333. 1:02:03muito material que veio do fundo do
  1334. 1:02:06fundo da crosta, muito mineral metálico
  1335. 1:02:09também, alguns metais preciosos vão
  1336. 1:02:11estar ali, não é? Sendo encontrados, mas
  1337. 1:02:14muita área de vulcanismo, tectonismo,
  1338. 1:02:16instabilidades.
  1339. 1:02:18Então no embasamento geológico nós temos
  1340. 1:02:21os escudos cristalinos, as bacias
  1341. 1:02:24sedimentares e as cadeias orogênicas, os
  1342. 1:02:27dobramentos modernos. E esta base, estas
  1343. 1:02:32bases vão ser responsáveis
  1344. 1:02:36pelas formas. A gente vai reconhecer as
  1345. 1:02:40formas
  1346. 1:02:41pela base. Pelo embasamento, tá certo?
  1347. 1:02:45Spoiler da próxima aula, tá? Já para a
  1348. 1:02:50gente ficar ligado, vamos começar por
  1349. 1:02:53aqui,
  1350. 1:02:54não é? Como se fosse uma continuidade,
  1351. 1:02:55tivesse gravando um reels, fazia aquela
  1352. 1:02:58parte agora que parece que vai acabar e
  1353. 1:03:00começa a outra. Mas nós temos as
  1354. 1:03:04estruturas geológicas, tá? Deixa eu
  1355. 1:03:07aproximar um pouquinho mais aqui para
  1356. 1:03:09vocês. Nós temos essas estruturas, tá?
  1357. 1:03:12Como a gente viu, tá certo? Então nós
  1358. 1:03:15temos aí a os escudos cristalinos, nós
  1359. 1:03:19temos as bacias sedimentares e os
  1360. 1:03:21dobramentos modernos. Beleza?
  1361. 1:03:24E claro que nós vamos ter em detrimento
  1362. 1:03:29disso as formas de relevo continental.
  1363. 1:03:32Nós vamos ter as montanhas, nós vamos
  1364. 1:03:36ter os planaltos, nós vamos ter as
  1365. 1:03:40planícies e as depressões que não chegam
  1366. 1:03:43a ser uma forma de relevo, não é? Mas
  1367. 1:03:45comparativamente falando. E nós vamos
  1368. 1:03:49ter, por exemplo, tipos de planaltos que
  1369. 1:03:53estão relacionados aí à estrutura
  1370. 1:03:57cristalina.
  1371. 1:03:59E nós vamos ter planaltos que estão
  1372. 1:04:02relacionados à estrutura sedimentar.
  1373. 1:04:06Então,
  1374. 1:04:07a própria forma vai variar, não é? De
  1375. 1:04:11acordo com essa estrutura.
  1376. 1:04:14Tranquilo, pessoas? Vamos nessa, dar
  1377. 1:04:17seguimento aí à nossa segunda parte dos
  1378. 1:04:20assuntos ligados à crosta terrestre, não
  1379. 1:04:22é? A gente comentou na última aula sobre
  1380. 1:04:25a geologia, sobre os aspectos geológicos
  1381. 1:04:29do planeta,
  1382. 1:04:30a base, não é? A
  1383. 1:04:32aquela aquela área da geografia física
  1384. 1:04:36que nos mostra as estruturas. E agora a
  1385. 1:04:39gente vai conversar sobre as esculturas,
  1386. 1:04:43não é? As formas. Vamos tratar um
  1387. 1:04:46pouquinho das formas aí do nosso
  1388. 1:04:49planeta. Justamente as formas de relevo.
  1389. 1:04:53E aí a gente já passa para essa
  1390. 1:04:57segunda parte, digamos assim, da da
  1391. 1:05:00crosta terrestre já mirando outros
  1392. 1:05:02assuntos, não é? A geologia mostrou para
  1393. 1:05:05a gente a base, a gente vai voltar a
  1394. 1:05:07conversar um pouco sobre geologia lá em
  1395. 1:05:10minerais e minérios e aí já dentro, não
  1396. 1:05:13é? Do pezinho lá na economia mesmo, do
  1397. 1:05:16valor, das da condição econômica, das
  1398. 1:05:19condições industriais, da matéria prima,
  1399. 1:05:21do setor primário. E aí isso depende
  1400. 1:05:24muito da geologia também. E na
  1401. 1:05:27geomorfologia, a gente na forma já tem o
  1402. 1:05:31uso. O uso, a ocupação, os processos,
  1403. 1:05:34não é, de desgaste, os processos
  1404. 1:05:36erosivos, de interferência. Aqui já é um
  1405. 1:05:39pouco mais ligado ao meio ambiente ou
  1406. 1:05:42uma condição socioeconômica.
  1407. 1:05:44É por isso que é importante, não é, para
  1408. 1:05:47se de algum motivo você pulou a ordem e
  1409. 1:05:50não viu a aula lá sobre geologia, volta,
  1410. 1:05:55tá? Dá uma assistida nela para a gente
  1411. 1:05:57dar essa continuidade aqui. É a segunda
  1412. 1:05:59parte.
  1413. 1:06:01Tranquilo, pessoas? Então, vamos nessa.
  1414. 1:06:04Vejam.
  1415. 1:06:05Geomorfologia,
  1416. 1:06:06como até brevemente já antecipei, não é,
  1417. 1:06:10é uma parte aí da geografia que estuda
  1418. 1:06:14justamente as formas, a evolução das
  1419. 1:06:18formas na Terra e os seus processos, não
  1420. 1:06:21é, de intemperismo,
  1421. 1:06:23de erosão, a interferência humana, tá
  1422. 1:06:28certo? Então, é a questão da sua origem
  1423. 1:06:31e da sua evolução.
  1424. 1:06:33E, claro, não é, nós temos a o porquê,
  1425. 1:06:38o porquê estudar essa parte aí da
  1426. 1:06:41geografia, não é? A influência
  1427. 1:06:44que isso vai acontecer, qual a
  1428. 1:06:46influência da geomorfologia na nossa
  1429. 1:06:48vida. Bom,
  1430. 1:06:50primeiro,
  1431. 1:06:51há uma interferência muito grande na
  1432. 1:06:53nossa ocupação humana, historicamente,
  1433. 1:06:56tá? Lá desde a pré-história até hoje em
  1434. 1:06:58dia. Então, a distribuição da população
  1435. 1:07:01no mundo sempre esteve, está e estará
  1436. 1:07:05ligada aí aos aspectos geomorfológicos,
  1437. 1:07:07tá? A gente percebe que isso ocorre com
  1438. 1:07:10o clima também, como a gente vai ver
  1439. 1:07:12futuramente.
  1440. 1:07:13Mas, é, é mais fácil
  1441. 1:07:17técnica e tecnologicamente a gente
  1442. 1:07:19superar as condições climáticas. Claro
  1443. 1:07:22que as extremas não tem como, não é?
  1444. 1:07:24Claro que ocupar o continente antártico
  1445. 1:07:27no inverno, ainda, mesmo com todas as
  1446. 1:07:30técnicas e tecnologias, é de certa forma
  1447. 1:07:33inviável. Conseguimos ficar lá?
  1448. 1:07:34Conseguimos. Mas qualquer problema
  1449. 1:07:37energético que nós tenhamos, a gente não
  1450. 1:07:40tem tecnologia para manter uma
  1451. 1:07:42temperatura vital, não é? Vai sempre
  1452. 1:07:45ficar uma temperatura muito baixa. Com o
  1453. 1:07:47relevo não tem muito que fazer.
  1454. 1:07:50Áreas de altas montanhas, elas são, por
  1455. 1:07:53natureza,
  1456. 1:07:55uma a eh áreas anecúmenas. Anecúmenas
  1457. 1:07:58sem a presença de pessoas, sociedades,
  1458. 1:08:01não é? Temos distâncias, temos estações
  1459. 1:08:04de esqui, temos bases, enfim, qualquer
  1460. 1:08:08coisa, mas efetivamente ocupar um
  1461. 1:08:10desenvolvimento urbano, um
  1462. 1:08:12desenvolvimento eh eh socioeconômico é
  1463. 1:08:16praticamente impossível.
  1464. 1:08:18Temos cidades a altitudes elevadíssimas,
  1465. 1:08:21não é? No nosso planeta, como aqui na
  1466. 1:08:23América do Sul também, algumas na Ásia,
  1467. 1:08:26na América do Norte, mas ou estão em
  1468. 1:08:29áreas, não é? De altiplanos ou de
  1469. 1:08:32planaltores, ou são áreas muito pouco
  1470. 1:08:34ocupadas. Então, isso já evidencia esse
  1471. 1:08:37processo. A própria agricultura, a
  1472. 1:08:40pecuária, a agropecuária no geral vai
  1473. 1:08:43depender muito do relevo. Ocorre a
  1474. 1:08:45agricultura ocorre basicamente em
  1475. 1:08:47planalto e em planície.
  1476. 1:08:48Há uma possibilidade de fazer essa
  1477. 1:08:50agricultura numa encosta? Não.
  1478. 1:08:53Tá? Se a gente tira aquela vegetação
  1479. 1:08:57primária, mesmo que a gente coloque
  1480. 1:08:59outra rapidamente, é um processo de
  1481. 1:09:01erosão.
  1482. 1:09:02E aí você já pode estar antenado, já
  1483. 1:09:04pode estar antenado e dizer: "Mas e as
  1484. 1:09:06técnicas, não é? De terraceamento e as
  1485. 1:09:08técnicas de plantio em áreas de
  1486. 1:09:11encosta?" Essas técnicas são
  1487. 1:09:13extremamente invasivas, então a gente
  1488. 1:09:15está modificando
  1489. 1:09:18aquele relevo. Então já é um processo de
  1490. 1:09:21modificação. E é muito específico, não
  1491. 1:09:24é? Acontece basicamente com arroz ou em
  1492. 1:09:26alguma outra cultura isoladamente no
  1493. 1:09:29planeta.
  1494. 1:09:30Fora isso, não é? A infraestrutura, no
  1495. 1:09:33no sentido mais amplo da palavra, e a
  1496. 1:09:35infraestrutura de transportes, tá? Eh,
  1497. 1:09:38dependem muito da condição da
  1498. 1:09:41geomorfologia e, claro, não é? Os riscos
  1499. 1:09:44geológicos e geomorfológicos.
  1500. 1:09:47Então, os riscos ligados aí a um
  1501. 1:09:50movimento de massa, a uma enxurrada, a
  1502. 1:09:53um deslizamento, tá certo? Já entendendo
  1503. 1:09:57que nós temos impactos e problemas
  1504. 1:10:00ambientais ligados aí aos processos
  1505. 1:10:03geomorfológicos.
  1506. 1:10:04Principalmente, não é? Quando há o
  1507. 1:10:06processo de desmatamento de encostas,
  1508. 1:10:09isso leva à erosão, independentemente do
  1509. 1:10:11tipo de clima.
  1510. 1:10:13As inundações,
  1511. 1:10:15a gente teve exemplos recentes aí no Rio
  1512. 1:10:17Grande do Sul, não é? Dessa soma,
  1513. 1:10:21dessa dessa condição
  1514. 1:10:23climática, dessa concentração atípica
  1515. 1:10:27daquelas chuvas com o relevo,
  1516. 1:10:30não é? Com o relevo ali do planalto
  1517. 1:10:33sul-grandense, não é? E como isso verteu
  1518. 1:10:37para a parte mais baixa, dentro de uma
  1519. 1:10:40condição hidrográfica específica. Então,
  1520. 1:10:42nada acontece de forma isolada. Foram
  1521. 1:10:46fatores que foram se somando, tá? Se
  1522. 1:10:48somando, tá certo? E, como eu disse, o
  1523. 1:10:50movimento de massas aí, o movimento de
  1524. 1:10:53deslizamento de
  1525. 1:10:55encostas. Então, vejam que tem bastante
  1526. 1:10:57coisa para além
  1527. 1:10:59das formas de relevo, não é? Para além
  1528. 1:11:01do que é uma montanha, um planalto, uma
  1529. 1:11:03planície, certo? Tá sempre antenado a
  1530. 1:11:06isso.
  1531. 1:11:07Tá sempre antenada a isso porque,
  1532. 1:11:10justamente, pode ser um dos tópicos
  1533. 1:11:13a ser abordado aí nas provas, tá? Então,
  1534. 1:11:19na aula passada, a gente começou a
  1535. 1:11:21conversar sobre as forças endógenas.
  1536. 1:11:25Então, a gente falou ali de geologia,
  1537. 1:11:27comentamos bastante sobre os processos
  1538. 1:11:30internos, os processos interiores.
  1539. 1:11:35Então, a gente viu
  1540. 1:11:37como se forma.
  1541. 1:11:40Tá certo? Então, as forças endógenas aí,
  1542. 1:11:44responsáveis pelo processo de
  1543. 1:11:46origem, tá? A gente tem aí
  1544. 1:11:51o vulcanismo, o tectonismo, que vão
  1545. 1:11:54modificando, que vão criando as
  1546. 1:11:57estruturas que a gente tem. O
  1547. 1:11:58vulcanismo, é é expelindo ali magma,
  1548. 1:12:02essas rochas se solidificando
  1549. 1:12:05internamente na crosta, como a gente
  1550. 1:12:08viu. O tectonismo gerando falhas,
  1551. 1:12:10gerando quebras, não é? Gerando dobras,
  1552. 1:12:14afastando
  1553. 1:12:15áreas, aproximando áreas, dobrando
  1554. 1:12:18áreas.
  1555. 1:12:19Perdeu? Dá aquela olhada lá. Não pula
  1556. 1:12:22direto para cá. Tá certo?
  1557. 1:12:24E nós temos as forças exógenas. Essas aí
  1558. 1:12:28estão muito ligadas ao tipo climático,
  1559. 1:12:31não é? Que a região está ali inserida,
  1560. 1:12:34que o lugar ali está inserido. Então,
  1561. 1:12:36nós temos uma variabilidade de forças
  1562. 1:12:41endógenas, externas.
  1563. 1:12:43E aí agora a gente tá falando da parte
  1564. 1:12:46externa mesmo da crosta. Aquela parte
  1565. 1:12:48que ficou suscetível ao desgaste, ficou
  1566. 1:12:52suscetível ao intemperismo, ficou
  1567. 1:12:55suscetível à água, ao gelo, ao vento, à
  1568. 1:13:00gravidade, à temperatura, a todos esses,
  1569. 1:13:04claro, não é? Alguns com maior
  1570. 1:13:06intensidade e outros com menos
  1571. 1:13:08intensidade. Então, a gente conversa
  1572. 1:13:11sobre intemperismo um pouco mais lá em
  1573. 1:13:14clima.
  1574. 1:13:15Então, pessoas, o processo, não é? Os
  1575. 1:13:18processos de erosão e de intemperismo
  1576. 1:13:20estão ligados aí, sobretudo, não é? À
  1577. 1:13:23chuva, ao vento, à neve, às geleiras, tá
  1578. 1:13:27certo?
  1579. 1:13:28A rios, riachos e águas super
  1580. 1:13:31superficiais, ao oceano,
  1581. 1:13:34a
  1582. 1:13:35a variação de temperatura,
  1583. 1:13:37não é, a variação seja diária ou sazonal
  1584. 1:13:40dessa temperatura, isso acaba impactando
  1585. 1:13:43diretamente nas rochas, princípio físico
  1586. 1:13:45também, não é, a gente tem o desgaste
  1587. 1:13:48físico e o desgaste químico. Temos
  1588. 1:13:51também o biológico, mas perto desses
  1589. 1:13:53dois, o biológico é muito menos, é,
  1590. 1:13:57presente, mas está lá.
  1591. 1:14:00E claro, não é, nós temos aí esse
  1592. 1:14:02somatório. Então, lugares que chovem
  1593. 1:14:05mais, lugares que chovem menos, lugares
  1594. 1:14:07que têm uma amplitude térmica maior,
  1595. 1:14:10lugares que há deslocamento de gelo,
  1596. 1:14:12então tudo isso vai, não é, alterar aí
  1597. 1:14:16as formas de relevo. Então, é tudo isso
  1598. 1:14:19que vai transformar, tudo isso que vai
  1599. 1:14:22modelar, não é, a superfície terrestre.
  1600. 1:14:26E esses processos, o endógeno, o
  1601. 1:14:28exógeno, não é, a estrutura
  1602. 1:14:32lá da geologia e a escultura
  1603. 1:14:35agora aqui da geomorfologia é que vão
  1604. 1:14:38trazer para a gente as formas de relevo
  1605. 1:14:41como a gente conhece.
  1606. 1:14:43Tranquilos? Tranquilas? Então,
  1607. 1:14:45bora nessa, justamente aí agora para
  1608. 1:14:48desvendar, não é, essas formas de
  1609. 1:14:51relevo. Vejam bem,
  1610. 1:14:54é,
  1611. 1:14:54>> [limpando a garganta]
  1612. 1:14:54>> vamos começar relembrando, não é, as
  1613. 1:14:58grandes estruturas geológicas que a
  1614. 1:15:00gente tinha, não é, as grandes
  1615. 1:15:02estruturas geológicas que a gente
  1616. 1:15:04conversou, tá certo? Bora lá. Ó, a gente
  1617. 1:15:09falou um pouquinho das
  1618. 1:15:12formas, não é, de relevo
  1619. 1:15:14continentais, aí ligadas sobretudo aos
  1620. 1:15:18seus aspectos geológicos. Então, nós
  1621. 1:15:21temos as cadeias de montanhas recentes,
  1622. 1:15:24não é, os dobramentos modernos, os
  1623. 1:15:26planaltos, as planícies,
  1624. 1:15:29essas são as formas de relevo e as
  1625. 1:15:32depressões. Depressão
  1626. 1:15:35é mais ou menos um um comparativo
  1627. 1:15:37altimétrico. A gente vai rever aí como
  1628. 1:15:40é. Não chega a ser uma forma de relevo.
  1629. 1:15:43Como assim, peixe? Não entendi.
  1630. 1:15:45Ó,
  1631. 1:15:45eu posso olhar para uma paisagem de uma
  1632. 1:15:48depressão e interpretar que aquilo é uma
  1633. 1:15:50planície,
  1634. 1:15:52se eu não tiver todo o referencial.
  1635. 1:15:56A uma visita que possamos fazer ao Mar
  1636. 1:15:58Morto, sem um altímetro, a gente não nem
  1637. 1:16:02tem noção que está tão abaixo do nível
  1638. 1:16:05do mar.
  1639. 1:16:06A propósito, por curiosidade, o Mar
  1640. 1:16:08Morto está cerca de 400 m abaixo do
  1641. 1:16:11nível do mar.
  1642. 1:16:12Então, é uma uma imagem, eu poderia
  1643. 1:16:15projetar aqui para vocês uma imagem do
  1644. 1:16:17Mar Morto, não é? Não teria nenhum
  1645. 1:16:20referencial que a gente olhasse para
  1646. 1:16:22aquela imagem e dissesse: "Caramba,
  1647. 1:16:24estamos numa depressão absoluta". Então,
  1648. 1:16:27é um comparativo altimétrico, tá? Como a
  1649. 1:16:29gente vai ver nas imagens, nos desenhos.
  1650. 1:16:32Mas não deixam de estar inseridas aí nas
  1651. 1:16:36formas de relevo. Então, a gente
  1652. 1:16:39terminou conversando, não é, sobre isso
  1653. 1:16:41nossa aula lá de geologia.
  1654. 1:16:45Vamos nessa para essas formas de relevo.
  1655. 1:16:49Vejam bem, pessoas.
  1656. 1:16:51A gente tem, não é? Vamos começar aqui a
  1657. 1:16:54conversar sobre a
  1658. 1:16:58as montanhas, não é? Os dobramentos
  1659. 1:17:01recentes.
  1660. 1:17:02Vejam, os dobramentos recentes,
  1661. 1:17:05tá?
  1662. 1:17:06Eles
  1663. 1:17:07se formaram a partir do choque de placas
  1664. 1:17:11tectônicas. Então, acompanhem, não é,
  1665. 1:17:14que
  1666. 1:17:15Opa, volta aqui.
  1667. 1:17:17Acompanhem que nós temos aqui o exemplo
  1668. 1:17:20da Cordilheira dos Andes, tá certo? O
  1669. 1:17:23exemplo da Cordilheira dos Andes aqui na
  1670. 1:17:25América do Sul.
  1671. 1:17:27Vindo para esse contexto,
  1672. 1:17:30não é?
  1673. 1:17:31Um tanto quanto atual, é, desses mapas,
  1674. 1:17:34se discutindo no Brasil, não é, os tipos
  1675. 1:17:37de mapa, o que está correto, o que não
  1676. 1:17:39está, enfim, não é?
  1677. 1:17:42Não temos um referencial específico,
  1678. 1:17:44então, aí está a América do Sul.
  1679. 1:17:47Quiser entronchar um pouquinho a cabeça,
  1680. 1:17:49que você vai entender, não é, do que
  1681. 1:17:51estamos falando.
  1682. 1:17:52E toda costa pacífica da América do Sul
  1683. 1:17:56é ocupada aí por essas montanhas, a
  1684. 1:17:58cordilheira dos Andes, não é? Justamente
  1685. 1:18:02porque é uma área de contato de placas,
  1686. 1:18:05uma placa oceânica com a placa
  1687. 1:18:07continental.
  1688. 1:18:08E aí, como, não é, nós já vimos,
  1689. 1:18:12formam essas altas montanhas. Mais um
  1690. 1:18:16desenhinho aí para vocês, não é, um
  1691. 1:18:19croqui e um exemplo de uma cadeia
  1692. 1:18:22montanhosa recente, montanhas de grande
  1693. 1:18:25altimetria, montanhas que estão
  1694. 1:18:27crescendo. Muita atenção nisso aí, tá?
  1695. 1:18:31Elas ainda estão se formando, elas ainda
  1696. 1:18:34estão dobrando, ou seja, o seu processo
  1697. 1:18:38de dobramento
  1698. 1:18:40é superior ao seu processo de
  1699. 1:18:42intemperismo. Em tempos, resumo da
  1700. 1:18:45ópera, essas montanhas ainda crescem.
  1701. 1:18:48Tá certo?
  1702. 1:18:49Esses são os dobramentos modernos.
  1703. 1:18:52Então, como a gente viu, não é, só para
  1704. 1:18:54a gente relembrar aí, de fato, a gente
  1705. 1:18:58tá falando sobre o encontro de placas
  1706. 1:19:01tectônicas,
  1707. 1:19:03não é? O encontro ali dessas placas que
  1708. 1:19:06permitiu esse dobramento. Então,
  1709. 1:19:10tá aí na parte de cima, justamente, a, o
  1710. 1:19:14que acontece na cordilheira dos Andes, a
  1711. 1:19:15placa de Nazca se chocando com a placa
  1712. 1:19:18sul-americana, não é? A gente tem esses
  1713. 1:19:21dobramentos modernos aqui na América do
  1714. 1:19:24Sul, ele emenda pela América Central,
  1715. 1:19:26América do Norte, lá são chamados de
  1716. 1:19:29Sierra Madre e Montanhas Rochosas.
  1717. 1:19:32No exemplo inferior, nós temos o choque
  1718. 1:19:35de placas tectônicas aí, é,
  1719. 1:19:38continentais.
  1720. 1:19:40Neste caso, o choque aí da placa
  1721. 1:19:43indo-australiana com a placa
  1722. 1:19:45euroasiática, não é, que forma o
  1723. 1:19:48Himalaia.
  1724. 1:19:49Então, como a gente já viu, não é, essas
  1725. 1:19:51imagens também lá na geologia,
  1726. 1:19:55esses são os fatores que causam para
  1727. 1:19:58nossa litosfera os dobramentos modernos,
  1728. 1:20:02certo?
  1729. 1:20:03Então, pessoas, neste sentido, não é,
  1730. 1:20:07vem a clássica pergunta:
  1731. 1:20:10se no Brasil nós temos montanhas?
  1732. 1:20:14Eita que essa pergunta já deu muito que
  1733. 1:20:17falar, não é, já foi sim, já foi não, já
  1734. 1:20:20foi talvez, já foi depende,
  1735. 1:20:22mas
  1736. 1:20:23atualmente, não é, pela classificação do
  1737. 1:20:27nosso relevo, atualmente pelo conceito
  1738. 1:20:30de montanhas no Brasil, sim,
  1739. 1:20:33tem montanhas. Nós não temos dobramentos
  1740. 1:20:38modernos,
  1741. 1:20:39nós não temos cadeias montanhosas
  1742. 1:20:43extremamente elevadas, nós não temos
  1743. 1:20:47cadeias montanhosas que ainda estão
  1744. 1:20:50crescendo.
  1745. 1:20:51Nós não temos, não é, nós temos cadeias
  1746. 1:20:54montanhosas que se formaram em eras
  1747. 1:20:56geológicas passadas,
  1748. 1:20:59tá, e foram se formando e se
  1749. 1:21:02transformando.
  1750. 1:21:04Então, hoje nós temos montanhas, não é,
  1751. 1:21:08com altimetrias modestas, a altimetria
  1752. 1:21:12do Brasil é super modesta, nossos pontos
  1753. 1:21:15de altitude maior estão na casa dos
  1754. 1:21:182.000 m de altitude, só em comparação,
  1755. 1:21:22como a gente viu lá em geologia, o
  1756. 1:21:24altiplano, não é, o altiplano do
  1757. 1:21:26Himalaia tem cerca de 5.000 m. Então, o
  1758. 1:21:31altiplano malaio, Himalaio, perdão, não
  1759. 1:21:35é, ele tem cerca de 3.000 m a mais do
  1760. 1:21:40que o nosso ponto mais alto. Então,
  1761. 1:21:42vejam como nossa geologia é antiga,
  1762. 1:21:45tá? E como as formas de relevo vão
  1763. 1:21:48acompanhar essa condição, não é, de
  1764. 1:21:51antiguidade aí do
  1765. 1:21:54da nossa geologia. Lembrando do tempo
  1766. 1:21:56geológico. Então, nós temos rochas aqui
  1767. 1:21:59que se formaram há bilhões de anos. E
  1768. 1:22:02algumas, como aparece aí da Serra do
  1769. 1:22:04Espinhaço, não é, que se formaram há
  1770. 1:22:06milhões de anos e passaram por intensos
  1771. 1:22:10processos erosivos.
  1772. 1:22:12Só para ilustrar,
  1773. 1:22:14tá certo? Nós temos aí agora
  1774. 1:22:17essa essa imagem, tá? Da
  1775. 1:22:21da Serra do Espinhaço,
  1776. 1:22:24para a gente analisar melhorzinho, não
  1777. 1:22:27é? Vejam que nessa denominação está até
  1778. 1:22:30como cordilheira do Espinhaço, não é? A
  1779. 1:22:34cordilheira do Espinhaço que se estende
  1780. 1:22:37pelos estados aí de São Paulo, não é? É
  1781. 1:22:41do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.
  1782. 1:22:46Claro que concentradas principalmente em
  1783. 1:22:48Minas Gerais e no oeste baiano,
  1784. 1:22:51centro-oeste baiano.
  1785. 1:22:53Então,
  1786. 1:22:54é considerada, não é, uma cordilheira
  1787. 1:22:57antiga. Nós podemos dizer que temos
  1788. 1:23:00montanhas. Propositadamente vou voltar
  1789. 1:23:03aqui à imagem. Vejam a imagem desse
  1790. 1:23:06vale, não é? Então,
  1791. 1:23:09a gente tem
  1792. 1:23:11essas montanhas, mas montanhas ainda
  1793. 1:23:14antigas, tá certo? Montanhas que estão
  1794. 1:23:19neste patamar, é, geomorfológico. Não
  1795. 1:23:23são
  1796. 1:23:24dobramentos modernos, tá certo? São
  1797. 1:23:28maciços ou dobramentos antigos. Maciços
  1798. 1:23:31antigos ou dobramentos antigos. Como um
  1799. 1:23:36dos exemplos que a gente vê aqui, não é,
  1800. 1:23:38nesse desenho.
  1801. 1:23:40Então, vejam,
  1802. 1:23:41há [limpando a garganta]
  1803. 1:23:42normalmente, não é, as classificações
  1804. 1:23:44que a gente tem, a classificação do
  1805. 1:23:46professor Jurandir Ross, não é, a a
  1806. 1:23:50própria classificação do Ab'Saber,
  1807. 1:23:53é, nós costumeiramente chamamos essas
  1808. 1:23:56áreas de serras.
  1809. 1:23:58E as serras estão inseridas na no nas
  1810. 1:24:03nossas unidades de relevo conhecida como
  1811. 1:24:06planaltos, planaltos cristalinos, tá
  1812. 1:24:09certo? Deixa eu ampliar aqui para vocês.
  1813. 1:24:12Então,
  1814. 1:24:13nós temos as serras como um maciço
  1815. 1:24:19antigo, um dobramento antigo, outras
  1816. 1:24:23imagens e outros desenhos aqui para
  1817. 1:24:25vocês.
  1818. 1:24:27Dentro desta unidade de relevo conhecida
  1819. 1:24:31como planalto,
  1820. 1:24:33tá certo?
  1821. 1:24:34Vejam bem.
  1822. 1:24:36>> [limpando a garganta]
  1823. 1:24:37>> Perdão, deixa eu voltar para cá e a
  1824. 1:24:40gente voltar a conversar aqui. Então,
  1825. 1:24:43nós temos nos maciços antigos as nossas
  1826. 1:24:47montanhas antigas no Brasil, sim, e as
  1827. 1:24:51serras
  1828. 1:24:52dentro dessa unidade de planalto, não é,
  1829. 1:24:55um planalto cristalino.
  1830. 1:24:57Outra unidade, não é, de relevo aí
  1831. 1:25:01cristalino seriam os mares de morro, não
  1832. 1:25:05é, os mares de morro, esses morros aí em
  1833. 1:25:08formatos de meia laranja,
  1834. 1:25:10como se fossem colinas de altimetria
  1835. 1:25:13mais baixa, mais desgastados,
  1836. 1:25:17não é, pela região nordeste eles chegam
  1837. 1:25:19a ser em compostos por rochas
  1838. 1:25:21metamórficas
  1839. 1:25:23que se metamorfizaram
  1840. 1:25:25in situ, ou seja, se metamorfizaram
  1841. 1:25:28naquele lugar mesmo por compactação,
  1842. 1:25:31pela o o grande período que estão ali
  1843. 1:25:34expostas, tá? A a o relevo de meias
  1844. 1:25:37laranjas ou melonizado,
  1845. 1:25:40meio melões, como a gente tem pela
  1846. 1:25:44região nordeste também. Então,
  1847. 1:25:46é cristalino, tá? E aí, é, são formados
  1848. 1:25:51por agentes morfogenéticos, ou seja, tem
  1849. 1:25:54a estrutura
  1850. 1:25:56cristalina e tem a escultura, no caso,
  1851. 1:26:00os mares de morro aí. Muito típicas de
  1852. 1:26:03áreas úmidas.
  1853. 1:26:05Mais uma imagenzinha aí pra gente
  1854. 1:26:08observar, tá certo? Desses mares de
  1855. 1:26:11morro. Deixa eu destacar aqui pra vocês.
  1856. 1:26:14E uma foto também, tá? Principalmente aí
  1857. 1:26:17na região da Serra do Mar, parte da
  1858. 1:26:21Serra da Mantiqueira.
  1859. 1:26:23Dá até nome a um domínio morfoclimático,
  1860. 1:26:26como a gente vai ver
  1861. 1:26:28em vegetação, não é? As áreas dos mares
  1862. 1:26:32de morro. Tá certo?
  1863. 1:26:35Resumo da ópera, pessoas. O que é que a
  1864. 1:26:37gente começou a ver desde a aula
  1865. 1:26:39passada?
  1866. 1:26:40A estrutura geológica. O que é que a
  1867. 1:26:42gente tá vendo agora? Não é?
  1868. 1:26:45O escudo cristalino, só que não estamos
  1869. 1:26:48vendo mais do ponto de vista geológico.
  1870. 1:26:51Então, o que vimos do escudo cristalino?
  1871. 1:26:55Nós vimos os dobramentos modernos, não
  1872. 1:26:58é? São exumados aí. É, tem até o mesmo
  1873. 1:27:01nome, se lembram? Não é? O dobramento
  1874. 1:27:03moderno chega a ser inclusive a própria
  1875. 1:27:06unidade
  1876. 1:27:07geológica. Dá uma revisada lá.
  1877. 1:27:10Volta lá, se já esqueceu, não é? Nós
  1878. 1:27:13vimos as áreas sedimentares, os maciços
  1879. 1:27:16cristalinos e os dobramentos modernos.
  1880. 1:27:19Então, nesse caso aqui, está nos nas
  1881. 1:27:22duas vertentes, seja na base, seja na
  1882. 1:27:24forma.
  1883. 1:27:25E os dobramentos antigos ou os maciços
  1884. 1:27:28antigos, como nós vimos. Então,
  1885. 1:27:31dessa condição, nós temos aí as
  1886. 1:27:34montanhas.
  1887. 1:27:35Tá certo? Não estamos falando
  1888. 1:27:37especificamente do Brasil. Temos
  1889. 1:27:39dobramentos modernos, como a gente viu
  1890. 1:27:41na América do Sul, no Brasil não temos,
  1891. 1:27:44mas temos os maciços antigos, as
  1892. 1:27:46montanhas antigas.
  1893. 1:27:48E nós temos também do escudo cristalino
  1894. 1:27:51as serras e os mares de morro.
  1895. 1:27:55Esses estão categorizados, repito,
  1896. 1:27:58insisto, como planaltos.
  1897. 1:28:01São as formas, as feições dos nossos
  1898. 1:28:05planaltos
  1899. 1:28:06cristalinos.
  1900. 1:28:08Jóia?
  1901. 1:28:09Vamos continuar, apontando e remando. Se
  1902. 1:28:12a gente conversou, não é, sobre as
  1903. 1:28:15formas dos terrenos cristalinos,
  1904. 1:28:18obviamente, a partir de então a gente
  1905. 1:28:20começa a ver quais as formas, quais as
  1906. 1:28:23feições de relevo dos
  1907. 1:28:27das áreas, não é, das estruturas
  1908. 1:28:30sedimentares, certo? Então, vamos de
  1909. 1:28:33novo aqui dar uma destacada,
  1910. 1:28:36tá? Do que vai ser aí esse terreno
  1911. 1:28:40sedimentar.
  1912. 1:28:42Vamos começar
  1913. 1:28:43pelo
  1914. 1:28:44terreno sedimentar clássico, as
  1915. 1:28:47chapadas, não é? No Brasil temos aos
  1916. 1:28:51montes. Temos muitas e muitas chapadas
  1917. 1:28:56em todas as regiões,
  1918. 1:28:58todas belíssimas. Infelizmente não
  1919. 1:29:01conheço todas, mas um planejamento que
  1920. 1:29:05eu tenho, uma ideia que eu tenho de sair
  1921. 1:29:08conhecendo, não é, todas as chapadas e
  1922. 1:29:11confesso que conheço muitas. Depois pode
  1923. 1:29:15ser um tema aí extra para a gente
  1924. 1:29:18debater, ver essas imagens,
  1925. 1:29:20correlacionar com vocês que estejam aí
  1926. 1:29:23nessas regiões. Mas enfim, nós estamos
  1927. 1:29:26falando de um relevo tabular, de um
  1928. 1:29:30altiplano,
  1929. 1:29:32não é, bem como as chapadas são. Aquela
  1930. 1:29:35parte que parece uma mesa, não é, essa
  1931. 1:29:38parte tabular aí mais elevada.
  1932. 1:29:42Claro que movimentos tectônicos, tá
  1933. 1:29:46certo? Ou de orogenia, ou de epirogenia,
  1934. 1:29:51ou uma tentativa de
  1935. 1:29:54equilíbrio, não é, dessa grande massa
  1936. 1:29:57terrestre, ora, ela entra em
  1937. 1:29:59desequilíbrio e tenta se equilibrar. Em
  1938. 1:30:02todo esse tempo geológico fez com que
  1939. 1:30:05áreas sedimentares fossem erguidas.
  1940. 1:30:09Estamos falando de altiplano sedimentar.
  1941. 1:30:11Isso é uma bacia sedimentar, claro que a
  1942. 1:30:14gente pensa, não é, que essa área era
  1943. 1:30:16mais baixa e esse sedimento se
  1944. 1:30:18depositaram.
  1945. 1:30:20Tá correta a relação, mas algo fez com
  1946. 1:30:24que esse, essa área fosse elevada.
  1947. 1:30:28A partir daí ela começa a ser dissecada.
  1948. 1:30:33Ela começa a ser esculpida.
  1949. 1:30:36E aí nós vamos ter, não é, as nossas
  1950. 1:30:41chapadas.
  1951. 1:30:42Tá?
  1952. 1:30:43Então,
  1953. 1:30:44esse [limpando a garganta] tipo de
  1954. 1:30:45relevo, não é, vai vir aí de origem de
  1955. 1:30:48arenito,
  1956. 1:30:49de calcário, as chapadas de calcário que
  1957. 1:30:53a gente tem com suas cavernas, grutas,
  1958. 1:30:56rios subterrâneos, as chapadas de
  1959. 1:30:58arenito que a gente tem, não é, as
  1960. 1:31:00mistas, enfim. Então, lembrem-se, não é,
  1961. 1:31:04chapada, um terreno sedimentar,
  1962. 1:31:08altiplano. Essa imagem superclássica,
  1963. 1:31:12eu particularmente a amo, não é, esse,
  1964. 1:31:16esse visual, esta imagem, eu toda vez
  1965. 1:31:19que vejo viajo para lá, na Chapada
  1966. 1:31:22Diamantina, no oeste da Bahia. Poderia
  1967. 1:31:24colocar aqui Serra das Mesas, na Chapada
  1968. 1:31:27das Mesas, Confusões,
  1969. 1:31:29entre outras. Mas
  1970. 1:31:32além das chapadas, não é, o que temos
  1971. 1:31:36mais de terrenos sedimentares? Bom,
  1972. 1:31:40lembrem-se, chapada, não é, essa parte
  1973. 1:31:44altiplana
  1974. 1:31:47que vai se diferenciar um pouquinho
  1975. 1:31:49quando a gente conversa das cuestas, tá
  1976. 1:31:53certo? E o que seriam as Cuestas?
  1977. 1:31:56Observem essas imagens, galera. As
  1978. 1:31:59Cuestas são planaltos sedimentares, só
  1979. 1:32:03que
  1980. 1:32:04desnivelados.
  1981. 1:32:06Percebem que há um mergulho,
  1982. 1:32:08não é? Estão percebendo que há um
  1983. 1:32:10mergulho numa dessas camadas. Nós não
  1984. 1:32:14temos um altiplano, nós vamos ter um uma
  1985. 1:32:18espécie de chapada inclinada.
  1986. 1:32:22Tá? Se assim me faço entender. Então,
  1987. 1:32:26essa chapada inclinada,
  1988. 1:32:29tá? A grossíssimo modo falando, nós
  1989. 1:32:32chamamos de Cuestas. E bem como tá nessa
  1990. 1:32:36imagem aí mais abaixo. Deixa eu aumentar
  1991. 1:32:39um pouquinho aqui para vocês. Nós temos,
  1992. 1:32:43não é? Exatamente
  1993. 1:32:45essa área que vai descendo,
  1994. 1:32:49tá? Essa área aí do reverso, tá certo?
  1995. 1:32:54Percebam que há uma
  1996. 1:32:57descida nessa área aí de reverso, tá
  1997. 1:33:01certo?
  1998. 1:33:03Nós temos o front.
  1999. 1:33:06Percebem aqui do lado esquerdo o front.
  2000. 1:33:09Felizmente no zoom não tá riscando,
  2001. 1:33:12tá? Mas [limpando a garganta]
  2002. 1:33:13não é como se fosse a escarpa.
  2003. 1:33:16E por que não vai ser o nome de escarpa
  2004. 1:33:18como é no altiplano como a gente
  2005. 1:33:21conhece, tá certo? Não vai ser a escarpa
  2006. 1:33:24justamente porque há esse desnível, há
  2007. 1:33:28essa inclinação.
  2008. 1:33:30Tá certo?
  2009. 1:33:31Esta inclinação faz com que nós temos um
  2010. 1:33:34front e a parte aí, tá? De reverso, a
  2011. 1:33:38parte de mergulho dessa camada.
  2012. 1:33:41Tá? Então, neste tipo de relevo, nós
  2013. 1:33:45temos as
  2014. 1:33:47Cuestas.
  2015. 1:33:50Tranquilo? Tirar o zoom. Voltar aqui
  2016. 1:33:53para vocês,
  2017. 1:33:55para a gente
  2018. 1:33:56se ver novamente.
  2019. 1:33:58Então,
  2020. 1:33:59chapadas,
  2021. 1:34:01cuestas,
  2022. 1:34:02não é?
  2023. 1:34:03Planaltos,
  2024. 1:34:05também planaltos
  2025. 1:34:08sedimentares, tá? Muitos, muito, muito,
  2026. 1:34:12muito comuns aqui no Brasil. Então, dá
  2027. 1:34:16pra gente continuar aí nosso esqueminha,
  2028. 1:34:18não é?
  2029. 1:34:19Se nós vimos os os escudos cristalinos,
  2030. 1:34:22então agora começamos a ver as formações
  2031. 1:34:25de bacias sedimentares.
  2032. 1:34:27Nós já vimos as chapadas e as cuestas e
  2033. 1:34:30já sabemos que também são
  2034. 1:34:33planaltos.
  2035. 1:34:34Temos já as montanhas,
  2036. 1:34:36temos as serras,
  2037. 1:34:38temos as chapadas, as cuestas,
  2038. 1:34:42precisamos agora da planície e da
  2039. 1:34:45depressão pra gente ver todas as formas
  2040. 1:34:48de relevo da crosta terrestre.
  2041. 1:34:51Então,
  2042. 1:34:52mais uma imagem aí com um vale, uma
  2043. 1:34:57chapada, um altiplano, tá certo? E uma
  2044. 1:35:01planície aí à frente.
  2045. 1:35:03Tá? Sempre lembrando que os desenhinhos,
  2046. 1:35:06não é, não são meus, todos eles
  2047. 1:35:08retirados aí do livro Terra Feições
  2048. 1:35:11Ilustradas,
  2049. 1:35:12tá? Extremamente didático é esse
  2050. 1:35:15material
  2051. 1:35:16com o conceito, tá, de cada formação
  2052. 1:35:19dessa, tanto, não é, do relevo marinho,
  2053. 1:35:23submarino, quanto do continental, tá?
  2054. 1:35:26Mas vejam que massa, não é? O autor
  2055. 1:35:29sempre deixa os elementos, ele não deixa
  2056. 1:35:32uma imagem meramente hipotética e tem
  2057. 1:35:35vários rios. Esses rios que estão
  2058. 1:35:39depositando
  2059. 1:35:41sedimentos nessas planícies. Esses rios
  2060. 1:35:44que podem até ter escavado,
  2061. 1:35:46como no exemplo aí, o vale mais à
  2062. 1:35:49esquerda da imagem. Então,
  2063. 1:35:52esta é a função de uma planície, é uma
  2064. 1:35:54área mais baixa,
  2065. 1:35:56não é, que pode ser fluvial, que pode
  2066. 1:35:59ser marinha, que pode ser
  2067. 1:36:02flúvio-marinha,
  2068. 1:36:03não é? Como vocês sabem,
  2069. 1:36:05eh, eu vivo, não é? Eu moro em Recife.
  2070. 1:36:08Recife é uma planície flúvio-marinha.
  2071. 1:36:11Foram deixados aqui sedimentos tanto do
  2072. 1:36:13mar quanto dos rios, não é? Que outrora,
  2073. 1:36:16muito mais do que nós temos hoje, por
  2074. 1:36:18aqui despejam os seus sedimentos.
  2075. 1:36:22E nós temos planícies de deflação, que
  2076. 1:36:24aí formadas sobretudo em áreas de grande
  2077. 1:36:28processo de intemperismo eólico, tá?
  2078. 1:36:32Nós vamos ter essas áreas como sendo
  2079. 1:36:35áreas de deposição. Se são as áreas mais
  2080. 1:36:38planas, mais baixas, a tendência é que
  2081. 1:36:40esses sedimentos se dirijam a essa área,
  2082. 1:36:42por isso que estão também aí no contexto
  2083. 1:36:45sedimentar,
  2084. 1:36:47tá? Outro exemplo aqui para a gente ver,
  2085. 1:36:51as planícies aí,
  2086. 1:36:54eh, fluviais, como na primeira,
  2087. 1:36:57destacar aqui para a gente ver,
  2088. 1:36:58novamente, o destaque aí, não é?
  2089. 1:37:02Um, um, fiz um, um destaquezinho com
  2090. 1:37:05outra imagem para vocês, uma área de
  2091. 1:37:07rio, de uma área de inundação.
  2092. 1:37:10Logo, não é? Nós temos aí sempre áreas
  2093. 1:37:13de deposição de sedimentos. Como eu
  2094. 1:37:15disse e insisto e repito, áreas aí, não
  2095. 1:37:19é? Sedimentares, tá certo?
  2096. 1:37:22Logo, dá para a gente
  2097. 1:37:24continuar
  2098. 1:37:26aí o nosso esquema inicial. Dentro das
  2099. 1:37:29bacias sedimentares, nós vamos ter
  2100. 1:37:32diretamente as planícies.
  2101. 1:37:34Não temos aí, digamos, o quadrinho do
  2102. 1:37:37meio porque não há uma forma específica,
  2103. 1:37:39tá certo? Fomos direto aí para as
  2104. 1:37:42planícies. Então, nós já temos as nossas
  2105. 1:37:44montanhas, os nossos planaltos e as
  2106. 1:37:47planícies.
  2107. 1:37:49Predominando no Brasil, os planaltos
  2108. 1:37:53e as áreas interplanálticas,
  2109. 1:37:56as áreas entre planaltos, as áreas
  2110. 1:38:00intracratônicas,
  2111. 1:38:03ou seja, planícies, não é? Perdão,
  2112. 1:38:06bacias sedimentares, planícies não,
  2113. 1:38:09bacias sedimentares dentro de crátons,
  2114. 1:38:13crátons, peixe, por favor, o que são
  2115. 1:38:16crátons, não é? Crátons são grandes
  2116. 1:38:19unidades cristalinas, tá?
  2117. 1:38:22Que
  2118. 1:38:23tão grandes são que podem, não é? E tem
  2119. 1:38:27em várias desses de crátons que nós
  2120. 1:38:29temos no Brasil, nós vamos ter bacias
  2121. 1:38:31sedimentares,
  2122. 1:38:33tá? Então, nós aí
  2123. 1:38:36fechamos, tá? Os tipos de formações que
  2124. 1:38:40a gente tem. Lembrando, como eu disse no
  2125. 1:38:42início, que a
  2126. 1:38:44as depressões são comparativos
  2127. 1:38:46altimétricos, tá certo? Ainda vamos ver
  2128. 1:38:49as depressões. Então, no Brasil
  2129. 1:38:52prevalecem aí a os maciços antigos, as
  2130. 1:38:55montanhas antigas, os planaltos em
  2131. 1:38:58serras, em chapadas, em encostas, as
  2132. 1:39:01áreas interplanálticas,
  2133. 1:39:04as áreas entre planaltos, logo são
  2134. 1:39:07depressões periféricas, como a gente vai
  2135. 1:39:09ver, tá certo? As áreas aí sedimentares
  2136. 1:39:13intracratônicas que não deixam de ser
  2137. 1:39:16também depressões periféricas,
  2138. 1:39:19tá certo? E as planícies, no nosso caso,
  2139. 1:39:22fluviais, nós temos uma das maiores
  2140. 1:39:24planícies fluviais do planeta, uma
  2141. 1:39:27grande área de inundação na bacia
  2142. 1:39:30amazônica, tema para a gente conversar
  2143. 1:39:32lá em hidrografia, e grandes planícies
  2144. 1:39:35litorâneas aqui, [limpando a garganta]
  2145. 1:39:37quando eu digo grandes, não numa
  2146. 1:39:39extensão continental, mas por boa parte
  2147. 1:39:42da da região litorânea, do litoral do
  2148. 1:39:45nosso país.
  2149. 1:39:47E aí, claro, não é? As depressões.
  2150. 1:39:51Então, como eu estava dizendo,
  2151. 1:39:53deixa eu destacar [limpando a garganta]
  2152. 1:39:54aqui para vocês, não é? As depressões
  2153. 1:39:58se referem
  2154. 1:40:00a
  2155. 1:40:01dois referenciais específicos.
  2156. 1:40:05As depressões,
  2157. 1:40:07tá, absolutas, que estão abaixo do nível
  2158. 1:40:10do mar.
  2159. 1:40:11Então, tem o nível do mar
  2160. 1:40:14aqui na nossa imagem. Temos essa
  2161. 1:40:16depressão absoluta, que está abaixo do
  2162. 1:40:20nível do mar.
  2163. 1:40:21E nós temos
  2164. 1:40:23a depressão periférica,
  2165. 1:40:26que está ali mais baixo do que a área
  2166. 1:40:30ao entorno, também conhecida como
  2167. 1:40:33depressão relativa.
  2168. 1:40:35Tá certo? Então,
  2169. 1:40:38se nós temos uma área mais baixa do que
  2170. 1:40:40a área ao entorno, nós temos uma
  2171. 1:40:42depressão relativa, tá? Uma depressão aí
  2172. 1:40:46que está relativamente mais baixa do que
  2173. 1:40:51o que cerca.
  2174. 1:40:52E se estivermos nesta condição, abaixo
  2175. 1:40:55do nível do mar, estamos numa depressão
  2176. 1:40:58absoluta.
  2177. 1:41:00Eh, não temos depressões absolutas no
  2178. 1:41:03nosso país.
  2179. 1:41:04Todas as depressões que nós temos, elas
  2180. 1:41:06são relativas. Então, por exemplo, não
  2181. 1:41:09é?
  2182. 1:41:10Mais um, um croqui, mais um desenho para
  2183. 1:41:12vocês, aí, de uma bacia sedimentar.
  2184. 1:41:16Está na área mais baixa, como a própria
  2185. 1:41:18bacia, não é? A gente lembra daquele
  2186. 1:41:21utensílio
  2187. 1:41:22doméstico, uma bacia sedimentar, uma
  2188. 1:41:24área para depósito, não é? Onde vai se
  2189. 1:41:27depositando.
  2190. 1:41:29Vou destacar aqui para a gente
  2191. 1:41:33a imagem, tá? Nós temos aí, não é? Do
  2192. 1:41:36lado esquerdo da imagem, uma área de
  2193. 1:41:40bacia sedimentar intracratônica.
  2194. 1:41:44Então, dentro daquele cráton, nós temos
  2195. 1:41:47áreas aí mais baixas. Nós temos
  2196. 1:41:49depressões periféricas, depressões
  2197. 1:41:53relativas,
  2198. 1:41:55tá certo? Temos no exemplo agora aí, do
  2199. 1:41:58lado direito, as áreas, eh,
  2200. 1:42:02que estão nas bordas desse cráton, não
  2201. 1:42:04é? As bacias sedimentares
  2202. 1:42:06pericratônicas,
  2203. 1:42:08que são também, não é, áreas de
  2204. 1:42:11depressão relativa,
  2205. 1:42:14tá certo?
  2206. 1:42:16E
  2207. 1:42:17um exemplo [limpando a garganta] bem
  2208. 1:42:18clássico, não é, tá aí a depressão bem
  2209. 1:42:20no centro da imagem, tá? E claro, não é,
  2210. 1:42:24as áreas ao entorno mais elevadas. Aí um
  2211. 1:42:28desenho tentando trazer todo tipo de
  2212. 1:42:31unidade de relevo que a gente vê por
  2213. 1:42:33aqui. Então a clássica depressão
  2214. 1:42:35periférica, como é a depressão
  2215. 1:42:36sertaneja, como é a depressão do Rio São
  2216. 1:42:40Francisco, como é a depressão da bacia
  2217. 1:42:42amazônica, tá? Claro que a distância aí
  2218. 1:42:46entre as áreas ao entorno passa de
  2219. 1:42:49centenas de quilômetros. Então percebem,
  2220. 1:42:52não é, que se eu tiver uma foto dessa
  2221. 1:42:55área que está aí representada, essa área
  2222. 1:42:58hipotética, eu não consigo identificar
  2223. 1:43:01como uma depressão. Eu posso identificar
  2224. 1:43:04como uma planície. Isso tem um rio, não
  2225. 1:43:06é, tem um rio com muitas curvas,
  2226. 1:43:07meandros, isso é bem típico de áreas de
  2227. 1:43:11planície, o rio já correndo lentamente,
  2228. 1:43:14como a gente vai ver lá em hidrografia
  2229. 1:43:16também.
  2230. 1:43:17Então eu posso classificá-la como uma
  2231. 1:43:18planície, quando na prática ela é, não
  2232. 1:43:21é, uma parte mais baixa do que a região
  2233. 1:43:24ao entorno, tá certo? Um vale, aqui como
  2234. 1:43:27a gente pode ver, tá?
  2235. 1:43:30Perdão. [limpando a garganta]
  2236. 1:43:31Um vale aí escavado por rios, não é, sua
  2237. 1:43:35área aí de encosta, sua área de
  2238. 1:43:38talvegue,
  2239. 1:43:39tá? Talvegue por onde o rio vem. Então
  2240. 1:43:43esse vale fino, estreito, em em formato
  2241. 1:43:47de V, às vezes em formato de U, podendo
  2242. 1:43:50ser um cânion ou não, um vale mais
  2243. 1:43:52aberto,
  2244. 1:43:53também é uma área que vai estar mais
  2245. 1:43:56baixa do que a área ao entorno.
  2246. 1:43:59Então também uma área de depressão.
  2247. 1:44:02Perceberam quantas formas, não é, a
  2248. 1:44:05gente tem, galera? Quantas formas aí que
  2249. 1:44:10estão
  2250. 1:44:11diretamente ligadas a
  2251. 1:44:14as depressões, quantas formas foram eh
  2252. 1:44:19surgindo para a gente
  2253. 1:44:21mesmo sendo unidades de relevo
  2254. 1:44:23diferentes, um vale
  2255. 1:44:26um
  2256. 1:44:27uma bacia sedimentar intracratônica,
  2257. 1:44:30então, não é? Nós temos todas toda essa
  2258. 1:44:34gama e mais, não é? É formações
  2259. 1:44:37geomorfológicas, temos formações
  2260. 1:44:39geomorfológicas pontuais
  2261. 1:44:42tá? Para uma revisão, para um vestibular
  2262. 1:44:46diferente do Enem, a gente pode fazer
  2263. 1:44:48uma conversa extra, tá certo? Os
  2264. 1:44:51monodinocks, não é? Como as áreas aí do
  2265. 1:44:55Rio de Janeiro, principalmente os pães
  2266. 1:44:57de açúcar, os morros testemunhos que a
  2267. 1:45:00gente tem, enfim, dá para a gente
  2268. 1:45:02expandir, mas para o nosso contexto, não
  2269. 1:45:05é? Para as nossas provas, sobretudo a
  2270. 1:45:07prova do Enem percebam o quanto isso
  2271. 1:45:10pode estar associado
  2272. 1:45:13às questões ambientais, às questões
  2273. 1:45:16socioambientais,
  2274. 1:45:18tá? Econômicas, por que não?
  2275. 1:45:21E principalmente às questões ambientais,
  2276. 1:45:24como eu já falei. E agora a gente
  2277. 1:45:25precisa estudar
  2278. 1:45:27uma partezinha muito essencial
  2279. 1:45:30não é? Tanto os solos quanto os recursos
  2280. 1:45:33minerais que a gente tem nessa crosta
  2281. 1:45:35terrestre não é? Lembrando que nós
  2282. 1:45:38estamos tendo esse arcabouço aí eh
  2283. 1:45:42de preparação conceitual para outros
  2284. 1:45:45assuntos mais na frente. Então, por
  2285. 1:45:47exemplo, a gente começou conversando
  2286. 1:45:49sobre todo esse processo de formação da
  2287. 1:45:51crosta terrestre, porque isso vai nos
  2288. 1:45:54dar suporte em outros assuntos, vai
  2289. 1:45:57fazer vocês desenvolverem habilidades e
  2290. 1:46:00competências, tá certo? Então, não é
  2291. 1:46:02assunto em vão, tá? É assunto
  2292. 1:46:05importantíssimo.
  2293. 1:46:06E aqui hoje a gente vai conversar sobre
  2294. 1:46:08uma parte exatamente que faz essa ponte
  2295. 1:46:12são os solos, não é? Muito comuns aí em
  2296. 1:46:15questões de, eh, agropecuária, em
  2297. 1:46:17questões de agricultura, de
  2298. 1:46:19aproveitamento e os recursos minerais.
  2299. 1:46:22Então, a gente tem atividade econômica
  2300. 1:46:24como plano de fundo.
  2301. 1:46:26Certo? Bem como as questões
  2302. 1:46:28geomorfológicas, a gente ainda vai
  2303. 1:46:29discutir em urbanização, nos problemas
  2304. 1:46:32relacionados ao solo, não é? Nos
  2305. 1:46:34problemas ambientais, nos deslizamentos
  2306. 1:46:37de encosta, entre outros. Então, a gente
  2307. 1:46:40tá formando aí, não é? Toda essa base
  2308. 1:46:44para esse conhecimento ampliado,
  2309. 1:46:46exigência muito comum na prova do Enem.
  2310. 1:46:49Então, vamos simbora, vamos nessa que
  2311. 1:46:53temos bastante coisa para conversar hoje
  2312. 1:46:56aí sobre as questões de solos e de
  2313. 1:47:01recursos minerais, tá certo? Então, não
  2314. 1:47:05é? Pessoas, solos,
  2315. 1:47:08não é? Solos.
  2316. 1:47:10Que seria aí o solo? Bom, para
  2317. 1:47:13agricultura é uma parte extremamente
  2318. 1:47:15essencial. Para agricultura, solo é, é,
  2319. 1:47:18é o principal vetor dessa atividade
  2320. 1:47:21econômica.
  2321. 1:47:22Para mineração, solo é algo extremamente
  2322. 1:47:25desprezível. É a primeira, primeira
  2323. 1:47:27camada ali, não é? Da litosfera, o manto
  2324. 1:47:30de intemperismo, que precisa ser
  2325. 1:47:32retirado.
  2326. 1:47:34Solo é um recurso natural
  2327. 1:47:36e é um recurso natural não renovável.
  2328. 1:47:39Lembrem-se do detalhe, a gente começou
  2329. 1:47:41conversando sobre isso, não é? Lá para
  2330. 1:47:43trás, que nós estamos falando de um
  2331. 1:47:46tempo geológico. Então, o processo de
  2332. 1:47:49formação dos solos, ele não tá dentro do
  2333. 1:47:51tempo histórico, por isso que ele é não
  2334. 1:47:53renovável. Então, se a gente perde esse
  2335. 1:47:56recurso, teremos muitos problemas, tá?
  2336. 1:48:00Intimamente, mas intimamente ligado às
  2337. 1:48:03questões climáticas. Clima, que a gente
  2338. 1:48:06ainda vai começar a estudar, outra
  2339. 1:48:08frente gigantesca, tá certo? Então, é
  2340. 1:48:12como se fosse esse ponto de encontro aí
  2341. 1:48:16do tempo, não é? Precisa de bastante
  2342. 1:48:18tempo, tempo para a formação dos solos,
  2343. 1:48:21de clima,
  2344. 1:48:23dos organismos, não é? Tem parte
  2345. 1:48:25orgânica, os organismos vivos que vivem
  2346. 1:48:28no solo, tá certo? O material de origem,
  2347. 1:48:31o material original, as rochas e, claro,
  2348. 1:48:35a a forma de relevo. Então, os solos vão
  2349. 1:48:38depender desses fatores para se formar.
  2350. 1:48:42Então, a gente sabe que tem partículas
  2351. 1:48:45minerais neles, partículas orgânicas,
  2352. 1:48:49produtos orgânicos, animais, não é, que
  2353. 1:48:52vivem no solo. E aí, claro,
  2354. 1:48:55ele recobre as nossas superfícies, solos
  2355. 1:48:59mais profundos, solos mais rasos, solos
  2356. 1:49:02milimetricamente medidos, solos com
  2357. 1:49:05vários metros de profundidade. Enfim,
  2358. 1:49:08isso vai, não é, dar suporte à cobertura
  2359. 1:49:12vegetal. E o solo, ele se forma de
  2360. 1:49:16várias maneiras, tá? O solo, ele pode se
  2361. 1:49:21formar
  2362. 1:49:22quanto à sua origem, como também quanto
  2363. 1:49:26ao processo de formação. Então, esse
  2364. 1:49:28esqueminha que a gente vê aqui é como se
  2365. 1:49:30fosse um processo de formação didático
  2366. 1:49:34aí dos solos, não é? Uma rocha matriz
  2367. 1:49:37que começa a ser intemperizada,
  2368. 1:49:39então começa o processo de desgaste
  2369. 1:49:42dessa rocha, seja um desgaste mecânico,
  2370. 1:49:45seja um desgaste químico. E essa esse
  2371. 1:49:49material desgastado vai se sobrepondo a
  2372. 1:49:53essa rocha, vai formando aí horizontes,
  2373. 1:49:57tá certo? E esses horizontes, num solo
  2374. 1:50:00completo, estão aí, não é, como
  2375. 1:50:03horizonte A, como a gente vê
  2376. 1:50:06aqui,
  2377. 1:50:07o horizonte B,
  2378. 1:50:10C,
  2379. 1:50:11R ou rocha matriz, tá certo? E o
  2380. 1:50:16horizonte O,
  2381. 1:50:17que está bem aqui em cima, a camada O,
  2382. 1:50:21que é a camada orgânica.
  2383. 1:50:24Então, cada camada dessa vai ter suas
  2384. 1:50:27características. A o horizonte O, o
  2385. 1:50:29horizonte orgânico, a camada O, não é?
  2386. 1:50:32Está ali com toda a matéria orgânica que
  2387. 1:50:35está disponível naquele solo. No
  2388. 1:50:38horizonte A, por exemplo, a gente tem
  2389. 1:50:41minerais e matéria orgânica se
  2390. 1:50:44misturando. No horizonte B, a gente já
  2391. 1:50:47encontra mais material rochoso, um
  2392. 1:50:50material menos intemperizado, mais
  2393. 1:50:53grosseiro, né? A granulação
  2394. 1:50:56desse composto mais grossa. E até que a
  2395. 1:51:00gente chegue aí na rocha matriz.
  2396. 1:51:03Esse seria um exemplo de formação
  2397. 1:51:05clássico dos solos. Como eu disse, um um
  2398. 1:51:09processo aí didático. Não é um processo
  2399. 1:51:12de formação dos solos de uma forma
  2400. 1:51:15didática para a gente entender. Mas como
  2401. 1:51:17a gente começou conversando, não é?
  2402. 1:51:19Temos diversas formas de eh formação dos
  2403. 1:51:24solos mesmo. Então, quanto à origem, os
  2404. 1:51:27solos eluviais são solos que tiveram sua
  2405. 1:51:31origem, está certo? No local onde eles
  2406. 1:51:34se formaram.
  2407. 1:51:36No local onde aquela rocha estava, ela
  2408. 1:51:38foi intemperizada, ela foi desgastada e
  2409. 1:51:41ali ele se formou. Então, essa alteração
  2410. 1:51:44ocorreu in situ. Essa alteração ocorreu,
  2411. 1:51:48não é? Na rocha que estava naquele
  2412. 1:51:51lugar.
  2413. 1:51:51E claro, não é? Que esse processo foi
  2414. 1:51:55todo feito aí por condições climáticas,
  2415. 1:51:58está certo? Não houve um transporte de
  2416. 1:52:01materiais de outros lugares.
  2417. 1:52:04Então, aquela rocha foi intemperizada
  2418. 1:52:07ali, aquele manto de intemperismo se
  2419. 1:52:10depositou ali e aí temos esse tipo de
  2420. 1:52:14solo, um solo eluvial.
  2421. 1:52:17Esses solos são geralmente mais
  2422. 1:52:18produtivos, eles são geralmente mais
  2423. 1:52:21férteis, são bem desenvolvidos, solos
  2424. 1:52:24desenvolvidos significam ter mais
  2425. 1:52:27camadas e horizontes, tá certo?
  2426. 1:52:29Distintos. Claro que eles vão ser ricos
  2427. 1:52:32em minerais específicos das rochas ali
  2428. 1:52:35que participaram da sua formação.
  2429. 1:52:38Além dos solos eluviais, nós temos os
  2430. 1:52:41solos aluviais.
  2431. 1:52:43Se os eluviais se formaram in situ, tá
  2432. 1:52:48certo? Os aluviais
  2433. 1:52:51foram formados por sedimentos que foram
  2434. 1:52:52transportados, foram formados por
  2435. 1:52:54sedimentos que foram trazidos de algum
  2436. 1:52:57lugar. Não é normalmente trazidos aí por
  2437. 1:52:59rios, por córregos, pela gravidade, não
  2438. 1:53:02é? Áreas de encosta, bases de encosta,
  2439. 1:53:05bases de escarpa, normalmente tem solos
  2440. 1:53:09aluviais, mas são solos muito comuns,
  2441. 1:53:12tá? Em áreas de drenagem, muito comuns
  2442. 1:53:15em planícies
  2443. 1:53:16aluviais, não é? Formadas aí por rios.
  2444. 1:53:20Então, solos também bem férteis, já que
  2445. 1:53:23tem uma diversidade, uma riqueza, não é?
  2446. 1:53:26Mineral de várias áreas aí que esse
  2447. 1:53:29sedimento foi transportado.
  2448. 1:53:31Tem textura variável, por quê? Pode
  2449. 1:53:34pegar agregados de todo tipo de rocha,
  2450. 1:53:37vai depender do curso desse rio, desse
  2451. 1:53:39córrego, dessa encosta, tá certo? Então,
  2452. 1:53:42tem muito material nele, normalmente
  2453. 1:53:46materiais arenosos e argi- losos, não é?
  2454. 1:53:49Boa parte dos solos é composta por
  2455. 1:53:51areias quartzosas e argila e vai ter uma
  2456. 1:53:55boa drenagem, já que é um solo que foi
  2457. 1:53:57formado por esse processo, tá? Muito
  2458. 1:54:00comum aí nas áreas de várzea, por
  2459. 1:54:03exemplo.
  2460. 1:54:04E os solos orgânicos, tá? Solos aí que
  2461. 1:54:07são formados a partir, principalmente,
  2462. 1:54:09da decomposição de matéria orgânica.
  2463. 1:54:12Solos muito comuns em florestas, em
  2464. 1:54:14pântanos, em mangues, tá? Com muita
  2465. 1:54:17decomposição aí de folhas, de turfa, não
  2466. 1:54:22é? De qualquer tipo de vegetal. E claro,
  2467. 1:54:25não é, muito comum nos ambientes mais
  2468. 1:54:28quentes e úmidos aí das florestas.
  2469. 1:54:31Então, é um solo, como na imagem aí,
  2470. 1:54:34bastante escurecido, tá certo? Rico em
  2471. 1:54:37carbono, por isso tamanha fertilidade.
  2472. 1:54:40Geralmente são ácidos com baixa
  2473. 1:54:43densidade, dá para ver, não é, nessa
  2474. 1:54:46imagem que é, é um solo que a gente
  2475. 1:54:48consegue esfacelá-lo com a mão. Não é, a
  2476. 1:54:50densidade dele é muito baixa. Então, nós
  2477. 1:54:53temos os eluviais, os aluviais e os
  2478. 1:54:57solos orgânicos, tá certo? O solo
  2479. 1:54:59orgânico seria justamente essa parte
  2480. 1:55:02rica em material. Pode até ser uma
  2481. 1:55:03camada ou um solo composto, não é,
  2482. 1:55:06dessa, de uma camada robusta de material
  2483. 1:55:09orgânico. No solo orgânico não nos faz
  2484. 1:55:12muita diferença se ele é aluvial ou
  2485. 1:55:14eluvial, tá certo?
  2486. 1:55:17Além, não é, das questões aí quanto à
  2487. 1:55:20origem, nós temos os solos quanto a, ao
  2488. 1:55:25processo de formação.
  2489. 1:55:27Tá? Neste caso, nós vamos ter os solos
  2490. 1:55:30zonais.
  2491. 1:55:31Então, se liga. Os solos zonais foram
  2492. 1:55:35desenvolvidos por uma influência muito
  2493. 1:55:38longa do clima e da vegetação.
  2494. 1:55:41Tá certo? Há uma, um, um processo
  2495. 1:55:44longuíssimo aí de influência de clima e
  2496. 1:55:47de vegetação. Vejam, o solo dá o aporte
  2497. 1:55:51para a vegetação, mas a vegetação também
  2498. 1:55:53é responsável pelo processo, não é, de
  2499. 1:55:57formação desse solo. É ciclo. As rochas
  2500. 1:56:00têm ciclo. Os solos fazem parte de um
  2501. 1:56:03processo de decomposição de rochas, tá
  2502. 1:56:07certo? Então, é um, um,
  2503. 1:56:11um processo contínuo de formação e
  2504. 1:56:13transformação. Logo, a vegetação também
  2505. 1:56:16influencia.
  2506. 1:56:18Os solos zonais apresentam horizontes
  2507. 1:56:21bem definidos, tá certo? Devido ao o
  2508. 1:56:23Sobretudo intemperismo químico dos
  2509. 1:56:26climas, não é? O intemperismo químico
  2510. 1:56:29muito ligado à decomposição química
  2511. 1:56:31provocada pela água e a decomposição
  2512. 1:56:33orgânica,
  2513. 1:56:34tá?
  2514. 1:56:35São solos que refletem objetivamente as
  2515. 1:56:39condições climáticas e biológicas da
  2516. 1:56:41região onde eles se formam.
  2517. 1:56:42Então, vejam só, pessoas, se a gente
  2518. 1:56:45tiver numa área semiárida,
  2519. 1:56:47se a gente tiver numa numa área de
  2520. 1:56:49extrema semiaridez no nordeste
  2521. 1:56:52brasileiro,
  2522. 1:56:53e num trabalho de campo a gente se
  2523. 1:56:55deparar com um solo zonal, com um solo
  2524. 1:56:58com essas características, não é? As
  2525. 1:57:01áreas eh semiáridas sofrem muito mais o
  2526. 1:57:05intemperismo físico. A gente vê isso
  2527. 1:57:08direitinho lá em clima, tá certo? Vão
  2528. 1:57:11sofrer muito mais com o intemperismo
  2529. 1:57:14físico do que químico. Os solos zonais
  2530. 1:57:17têm uma influência muito grande do
  2531. 1:57:18processo de intemperismo
  2532. 1:57:21químico e biológico. Então, se eu
  2533. 1:57:23encontro numa área de caatinga, não é?
  2534. 1:57:27Numa área semiárida, semisseca, esse
  2535. 1:57:30esse material, não é? De solo, é a nossa
  2536. 1:57:34prova cabal que ali houve outro tipo
  2537. 1:57:39climático, houve outro tipo de
  2538. 1:57:43vegetação, houve outro tipo de clima, tá
  2539. 1:57:46certo?
  2540. 1:57:47E, claro, não é? Eh eles refletem muito
  2541. 1:57:50essas condições de onde se formaram.
  2542. 1:57:52Então, temos vários exemplos: os
  2543. 1:57:54latossolos, os solos podzólicos, tá
  2544. 1:57:57certo? Os latossolos muito comum aí no
  2545. 1:58:00cerrado brasileiro, na Amazônia,
  2546. 1:58:02tá? Os solos podzólicos das áreas
  2547. 1:58:05temperadas, principalmente a região da
  2548. 1:58:08Sibéria, do norte da Rússia. Os solos
  2549. 1:58:10chernozens ou chernozens, não é? Solos
  2550. 1:58:14extremamente férteis, tá certo? Da
  2551. 1:58:17região estépica da Europa, muito comum
  2552. 1:58:19na Ucrânia, o grande celeiro agrícola da
  2553. 1:58:23Europa, não é? Envolta aí nesses
  2554. 1:58:24conflitos, mas uma grande área de
  2555. 1:58:26produção agrícola com uma uma extensa
  2556. 1:58:30área de um solo de um solo zonal
  2557. 1:58:33extremamente fértil, muito rico em
  2558. 1:58:35matéria orgânica. Além dos solos zonais,
  2559. 1:58:39nós vamos ter os solos azonais,
  2560. 1:58:42tá certo? São solos mais jovens, são
  2561. 1:58:45solos rasos, são solos poucos
  2562. 1:58:48desenvolvidos, tá certo? Sem horizontes
  2563. 1:58:51bem distintos. Por quê? Porque por serem
  2564. 1:58:53jovens não houve tempo, não é? Não houve
  2565. 1:58:56aí condições para ação intensa do clima,
  2566. 1:59:00não é? E da vegetação no seu processo de
  2567. 1:59:02formação.
  2568. 1:59:03Então o próprio solo da caatinga é um
  2569. 1:59:05solo azonal.
  2570. 1:59:06Então se eu acho nesse solo azonal uma
  2571. 1:59:09grande mancha de solo zonal, não é? Algo
  2572. 1:59:13teve no passado, alguma condição
  2573. 1:59:16pretérita
  2574. 1:59:18foi responsável pela formação desse
  2575. 1:59:20solo. Por isso que a gente consegue
  2576. 1:59:21comprovar a existência de climas
  2577. 1:59:24diferentes, tá? Em situações pretéritas
  2578. 1:59:27em determinadas áreas.
  2579. 1:59:29Nos solos azonais, não é? A formação
  2580. 1:59:32está muito mais ligada ao material de
  2581. 1:59:35origem, à rocha, tá certo? Ou à
  2582. 1:59:38topografia, ao relevo, do que ao clima.
  2583. 1:59:42Então os solos azonais, eles estão muito
  2584. 1:59:47presentes aí em áreas de encosta, em
  2585. 1:59:50antigas montanhas, no processo de
  2586. 1:59:52decomposição das rochas dessas
  2587. 1:59:54montanhas, tá certo? Certo? Então vejam,
  2588. 1:59:57como exemplos nós temos os litossolos,
  2589. 2:00:00não é? Solos rasos, cascalhentos, aí que
  2590. 2:00:05estão muito presentes nas áreas
  2591. 2:00:07montanhosas ou nas áreas mais áridas,
  2592. 2:00:10áreas rochosas mais áridas. Os aluviões,
  2593. 2:00:15olha uns nomezinhos parecidos, não é?
  2594. 2:00:18Solos de depósitos recentes, solos bem
  2595. 2:00:21jovens, sejam esses solos jovens aí de
  2596. 2:00:24rios, de várzeas, não é? Como é comum no
  2597. 2:00:27Rio Amazonas. Então um solo muito jovem,
  2598. 2:00:30pouco desenvolvido, porque ainda há esse
  2599. 2:00:33processo de início, não é, de produção,
  2600. 2:00:36por assim dizer, dele. E as areias, as
  2601. 2:00:39areias quartzosas, de dunas, de
  2602. 2:00:42restingas, de litoral, tá certo?
  2603. 2:00:45Aqui no litoral nordestino brasileiro,
  2604. 2:00:48em parte, boa parte do nosso litoral na
  2605. 2:00:50região sul, também. Então, além dos
  2606. 2:00:54processos aí ligados, não é, à à
  2607. 2:00:58formação,
  2608. 2:00:59nós vamos ter, por fim, os interzonais,
  2609. 2:01:04tá certo? Que são solos influenciados
  2610. 2:01:06por fatores locais,
  2611. 2:01:08tá? Principalmente aí com uma drenagem,
  2612. 2:01:11o material do qual ele se formou, o
  2613. 2:01:14relevo, como a gente viu nos azonais,
  2614. 2:01:17não é, e que se diferenciam dos solos
  2615. 2:01:20zonais típicos da região. Se lembra o
  2616. 2:01:24primeiro exemplo que eu trouxe? Se eu
  2617. 2:01:26encontro ali uma área, não é, de solo,
  2618. 2:01:30é, zonal, nas áreas de solo azonal,
  2619. 2:01:34aquela mancha de solo vai ser um
  2620. 2:01:37interzonal, tá certo? Eu vou encontrar
  2621. 2:01:41ali uma região diferente.
  2622. 2:01:45Quais as características, não é? Esse
  2623. 2:01:47tipo de solo pode ocorrer em diversas
  2624. 2:01:50faixas climáticas, porque diversos
  2625. 2:01:52fatores
  2626. 2:01:53podem ter levado à sua formação. Mas
  2627. 2:01:56eles têm características próprias, tá
  2628. 2:01:59certo? Características bem particulares.
  2629. 2:02:02Então, um hidromorfismo, uma alta
  2630. 2:02:04salinidade,
  2631. 2:02:06uma densidade diferente, uma cor
  2632. 2:02:09diferente, não é? Eu tenho ali um solo
  2633. 2:02:11arenoso vermelho e numa área eu encontro
  2634. 2:02:14um solo mais arenoso branco, tá? Um
  2635. 2:02:19exemplo bem didático. Então, vai ter,
  2636. 2:02:22vão ter aí características diferentes.
  2637. 2:02:24Como, não é, exemplos nós temos os
  2638. 2:02:27gleissolos,
  2639. 2:02:29não é, solos bem encharcados, como
  2640. 2:02:31mangues, como pântanos. Os solos
  2641. 2:02:35alomórficos,
  2642. 2:02:36tá? Bem, bem biologia isso aqui, não é?
  2643. 2:02:40É, solo alomórfico acumula bastante sal,
  2644. 2:02:43tá certo?
  2645. 2:02:45Como boa parte do sertão nordestino,
  2646. 2:02:47então há um processo rápido de
  2647. 2:02:50evaporação, um processo muito maior de
  2648. 2:02:52evaporação do que de precipitação nessas
  2649. 2:02:55áreas. A água evapora, os sais
  2650. 2:02:57permanecem e aí vão dando
  2651. 2:02:59características a esses solos. E os
  2652. 2:03:01vertissolos, não é? Muito ricos em
  2653. 2:03:04areia, is, e, perdão, em argila
  2654. 2:03:06expansiva, tá? Principalmente também ali
  2655. 2:03:09na região do semiárido, aquela figura
  2656. 2:03:13clássica, não é? Da mídia, é,
  2657. 2:03:16representando o sertão apenas como uma
  2658. 2:03:18área seca.
  2659. 2:03:19Não é? Aquela área seca com o material
  2660. 2:03:22poligonal, não é? Essa argila expandida
  2661. 2:03:25aí formando aquele cenário, não é?
  2662. 2:03:28Típico
  2663. 2:03:30de, de uma área seca.
  2664. 2:03:32Tranquilo, pessoas? Então,
  2665. 2:03:34bora resumir essa ópera?
  2666. 2:03:37Bora lá, para uma comparação resumida.
  2667. 2:03:39Solo zonal, dependência do clima é
  2668. 2:03:42forte. Tem uma dependência muito forte
  2669. 2:03:45do clima,
  2670. 2:03:46tá certo? Em relação ao solo zonal, como
  2671. 2:03:49são seus horizontes? Bem definidos. Um
  2672. 2:03:51exemplo, o latossolo aí do cerrado. Solo
  2673. 2:03:55azonal, não é? Qual é a sua dependência
  2674. 2:03:58climática? Muito pouca ou inexistente,
  2675. 2:04:01tá? Ele depende muito mais das
  2676. 2:04:03características da rocha, do relevo, tá
  2677. 2:04:07certo? Do que do clima.
  2678. 2:04:09Como são os seus horizontes? Pouco
  2679. 2:04:11definidos, tá? São solos rasos, solos
  2680. 2:04:15pouco definidos em relação aos seus
  2681. 2:04:17horizontes. Um exemplo, os aluviões, os
  2682. 2:04:19so, os, os solos de várzeas. E nós temos
  2683. 2:04:23os interzonais, que dependem de
  2684. 2:04:25condições locais. Então, não é? Seus
  2685. 2:04:27horizontes são variáveis.
  2686. 2:04:29São solos ali que estão
  2687. 2:04:31como exceção em sua área de ocorrência,
  2688. 2:04:35como os gleissolos, solos de pântanos.
  2689. 2:04:37Se esse pântano deixar de existir, a
  2690. 2:04:39gente vai ter uma mancha de solo ali no
  2691. 2:04:41futuro geológico, não é, bem diferente.
  2692. 2:04:45Beleza? Bora dar prosseguimento.
  2693. 2:04:48E
  2694. 2:04:49economicamente, a gente deveria falar
  2695. 2:04:52muito mais de quê? Dos solos férteis, tá
  2696. 2:04:55certo?
  2697. 2:04:56Os solos férteis são solos ricos em
  2698. 2:04:59nutrientes.
  2699. 2:05:01São solos com muito nitrogênio, fósforo,
  2700. 2:05:04potássio, tá, carbono,
  2701. 2:05:06tá? Então, solos que tem muita matéria
  2702. 2:05:09orgânica. Solos ideais aí para
  2703. 2:05:13agricultura. Então, a gente já
  2704. 2:05:15extrapola, não é, a questão aqui da
  2705. 2:05:18geografia física e parte para uma
  2706. 2:05:21geografia econômica, para produção,
  2707. 2:05:23enfim.
  2708. 2:05:24As características dos solos férteis:
  2709. 2:05:27tem uma boa estrutura, tá certo? A
  2710. 2:05:29estrutura dele é muito boa, então, a
  2711. 2:05:32mistura ali entre areia, silte, argila é
  2712. 2:05:36bem equilibrada. A gente tem uma
  2713. 2:05:38diversidade de minerais que,
  2714. 2:05:41não é, é, facilita, que acaba
  2715. 2:05:43disponibilizando a sua fertilidade. Tem
  2716. 2:05:46uma capacidade de retenção de água e
  2717. 2:05:48nutrientes muito alta, então, isso é
  2718. 2:05:50ótimo para os vegetais e a presença de
  2719. 2:05:53microrganismos benéficos, tá certo? As
  2720. 2:05:56minhocas, por exemplo. São extremamente
  2721. 2:05:59benéficas no processo aí de aeração, de
  2722. 2:06:03transporte de nutrientes desses solos.
  2723. 2:06:07Como exemplos, tá, para a gente também,
  2724. 2:06:11é, é, trazer para a realidade isso aí,
  2725. 2:06:13temos o solo loess,
  2726. 2:06:15tá? É um solo sedimentar,
  2727. 2:06:18formado por depósito de poeira,
  2728. 2:06:21tá certo? Então, um solo bem
  2729. 2:06:23fino, tá certo?
  2730. 2:06:25Se é um transporte aí de poeira, ação
  2731. 2:06:27eólica. Então, é um tipo de solo bem
  2732. 2:06:31comum, tá certo? Na Europa, nos Estados
  2733. 2:06:34Unidos, na China, tá certo? Na parte
  2734. 2:06:38central aí dos Estados Unidos. A textura
  2735. 2:06:42muito fina, não é? Partículas de silt,
  2736. 2:06:44silt é um material bem fininho.
  2737. 2:06:47É bem poroso, já que foi
  2738. 2:06:50eh, causado por esse transporte, é um um
  2739. 2:06:53solo bem aerado, bem poroso, ricos em
  2740. 2:06:55minerais, porém, é extremamente
  2741. 2:06:58vulnerável à erosão, tá? Então, são
  2742. 2:07:02solos que,
  2743. 2:07:03em pouco tempo descobertos, acabam
  2744. 2:07:05erodindo bastante, tá certo? E a
  2745. 2:07:08fertilidade é de moderada a alta, mas
  2746. 2:07:12requer um manejo muito grande em relação
  2747. 2:07:15aí ao processo erosivo.
  2748. 2:07:18Outro exemplo que a gente tem é o solo
  2749. 2:07:21chernozem, tá certo? Aquele que a gente
  2750. 2:07:24já até comentou como exemplo aí de um
  2751. 2:07:26solo orgânico, não é? Um solo muito
  2752. 2:07:29comum nas regiões de estepes de clima
  2753. 2:07:32temperado continental. Olha como ele é
  2754. 2:07:34específico.
  2755. 2:07:36Não é? Das estepes de um clima temperado
  2756. 2:07:39continental.
  2757. 2:07:40Bom, é muito escuro, é muito rico em
  2758. 2:07:43húmio em húmus, não é? A sua camada
  2759. 2:07:46superficial é extremamente rica em
  2760. 2:07:49matéria orgânica, a estrutura é granular
  2761. 2:07:52e bem estável, como a gente até viu na
  2762. 2:07:55imagem, tá certo? Ocorre na Ucrânia, na
  2763. 2:07:58Rússia, no Canadá, na Europa, eh, eh,
  2764. 2:08:01principalmente no leste europeu, não é?
  2765. 2:08:03E na Rússia, é um solo muito comum. É
  2766. 2:08:06considerado um dos solos mais férteis e
  2767. 2:08:09propícios à agricultura do planeta. Tá?
  2768. 2:08:13É usado principalmente para o cultivo de
  2769. 2:08:15trigo e de cereais lá na Europa, dos
  2770. 2:08:18principais produtos de exportação
  2771. 2:08:21daquele continente.
  2772. 2:08:22Temos os podzólicos, não é? O solo
  2773. 2:08:24podzol. Ele é muito comum de regiões
  2774. 2:08:28frias e úmidas, como lá das florestas
  2775. 2:08:31boreais, tá certo?
  2776. 2:08:33A sua camada superficial é bem clarinha,
  2777. 2:08:37tá certo? Por causa da lixiviação de
  2778. 2:08:39nutrientes, os nutrientes vão lixiviando
  2779. 2:08:42aí por condições climáticas. É um solo
  2780. 2:08:45extremamente ácido, tá? E de baixa
  2781. 2:08:47fertilidade natural.
  2782. 2:08:50Tá certo? Tem uma fertilidade natural
  2783. 2:08:52baixa.
  2784. 2:08:53A sua parte subterrânea é uma parte, não
  2785. 2:08:57é, com grande acúmulo aí de óxidos de
  2786. 2:09:00ferro e de alumínio. Tá certo? E, claro,
  2787. 2:09:04a gente vai ter as especificidades
  2788. 2:09:07deste deste solo para o seu cultivo. É
  2789. 2:09:10muito comum na Rússia, no Canadá, na
  2790. 2:09:13Escandinávia, utilizado para
  2791. 2:09:15agricultura,
  2792. 2:09:17mas de forma bastante limitada. Então,
  2793. 2:09:21dos solos férteis temos a terra roxa,
  2794. 2:09:24não é? Um solo aí derivado de rochas
  2795. 2:09:27basálticas. Então, um um solo formado
  2796. 2:09:31pela decomposição do basalto. Esse é bem
  2797. 2:09:33comum no Brasil, não é? Na verdade, ele
  2798. 2:09:36é vermelho. Foi um um dos exemplos que a
  2799. 2:09:38gente viu o aí nas fotos, tá certo?
  2800. 2:09:41É, principalmente, ah ah
  2801. 2:09:45os imigrantes italianos, não é? Falavam
  2802. 2:09:47muito desse solo rosso,
  2803. 2:09:49não é? Vermelho. E aí acabou sendo
  2804. 2:09:52trazido para a gente, não é? Como roxo e
  2805. 2:09:54a gente conhece ele como terra roxa.
  2806. 2:09:56É avermelhado, tem muito óxido de ferro.
  2807. 2:09:59A textura é mais argilosa do que arenosa
  2808. 2:10:03e tem uma boa fertilidade natural. É um
  2809. 2:10:05solo muito utilizado para agricultura.
  2810. 2:10:08É rico em cálcio, magnésio e potássio.
  2811. 2:10:11Então, é dá para se utilizar diversas
  2812. 2:10:13culturas, tá? Na
  2813. 2:10:17no uso desse solo.
  2814. 2:10:18Ocorre no Brasil, principalmente nos
  2815. 2:10:21estados de São Paulo, Minas Gerais,
  2816. 2:10:22Paraná, não é? E o uso o cultivo aí de
  2817. 2:10:25café, da cana de açúcar, da soja,
  2818. 2:10:27laranja. Então, um solo de uma
  2819. 2:10:30versatilidade muito grande.
  2820. 2:10:33O massapê, também extremamente explorado
  2821. 2:10:36economicamente no Brasil, não é? Como a
  2822. 2:10:39terra roxa.
  2823. 2:10:41O massapê é formado aí, principalmente,
  2824. 2:10:43pela decomposição do gnaisse, que é uma
  2825. 2:10:45rocha metamórfica e do calcário, uma
  2826. 2:10:48rocha sedimentar, tá certo? Em clima
  2827. 2:10:50tropical úmido. Olha o quanto ele é
  2828. 2:10:53específico.
  2829. 2:10:54Rocha calcária, ela só se forma no fundo
  2830. 2:10:57do oceano.
  2831. 2:10:59Não é? As áreas de caverna, por exemplo,
  2832. 2:11:01das das nossas áreas ca eh eh de
  2833. 2:11:05cavernas e chapadas sedimentares aqui do
  2834. 2:11:08Brasil,
  2835. 2:11:09tá? Então, esse solo passa por esse
  2836. 2:11:12processo de decomposição do gnaisse e do
  2837. 2:11:14calcário em regiões de clima tropical
  2838. 2:11:17úmido. É bem escurecido, não é? Tem
  2839. 2:11:19muita matéria orgânica e argila. A
  2840. 2:11:22textura é bem pesada, retém bastante
  2841. 2:11:25água, tá? É um solo de bastante retenção
  2842. 2:11:28de água e tem uma fertilização, não é?
  2843. 2:11:31Uma fertilidade de moderada a alta. É
  2844. 2:11:34muito comum no nordeste brasileiro, na
  2845. 2:11:37região litorânea e na região da zona da
  2846. 2:11:38mata. O uso histórico do nordeste
  2847. 2:11:42brasileiro está ligado à cana de açúcar,
  2848. 2:11:45não é? Ainda é uma área de produção de
  2849. 2:11:47cana de açúcar, 500 anos aí de produção
  2850. 2:11:51de cana de açúcar e esse solo claro
  2851. 2:11:53passando por correções técnicas ainda
  2852. 2:11:56produzindo bastante, certo?
  2853. 2:12:00Vamos para nossa comparação resumida aí
  2854. 2:12:03dos nossos exemplos. O solo loess, não
  2855. 2:12:06é? Tem uma fertilidade moderada a alta.
  2856. 2:12:09O chernozem, uma fertilidade muito alta.
  2857. 2:12:12O podzol, baixa.
  2858. 2:12:15A terra roxa, alta e o massapê, moderada
  2859. 2:12:19a alta.
  2860. 2:12:20O solo loess tá em clima seco, tá certo?
  2861. 2:12:24Principalmente nos climas mais secos,
  2862. 2:12:27mais pela ação muito determinante dele
  2863. 2:12:30do vento. O principal uso é a produção
  2864. 2:12:33de cereais, tá? O chernozem, nas estepes
  2865. 2:12:37temperadas,
  2866. 2:12:39não encontramos grandes áreas deles fora
  2867. 2:12:42dessa área.
  2868. 2:12:43Muito comum para o cultivo aí de trigo e
  2869. 2:12:46de milho. O podzol, de sua fertilidade
  2870. 2:12:49baixa, mas na área ali de clima frio e
  2871. 2:12:52úmido. Então, a região de florestas,
  2872. 2:12:55pouco utilizada aí para a agricultura,
  2873. 2:12:57normalmente quando vai ser utilizado
  2874. 2:13:00pela agropecuária, é para dar origem a
  2875. 2:13:03pastos, não é? São plantados gramíneas
  2876. 2:13:05para criação de animais. A terra roxa,
  2877. 2:13:08de clima tropical úmido, então cafés e
  2878. 2:13:11grãos, muito produzidos, a soja, não é?
  2879. 2:13:14Muito produzido. E o massapê, de
  2880. 2:13:16tropical úmido litorâneo,
  2881. 2:13:18mais utilizado principalmente aí para
  2882. 2:13:21cana-de-açúcar.
  2883. 2:13:22Deu para a gente dar essa resumida, tá
  2884. 2:13:25certo?
  2885. 2:13:27Mas vejam.
  2886. 2:13:28Para a gente partir para os recursos
  2887. 2:13:30minerais, bora relembrar um pouquinho o
  2888. 2:13:33que são rochas, não é? Já estudamos
  2889. 2:13:35rochas, rochas é agregado natural de um
  2890. 2:13:38ou mais minerais, certo?
  2891. 2:13:41A formação das rochas vieram aí dos
  2892. 2:13:44processos geológicos. Elas podem ter-se
  2893. 2:13:46formado pelo resfriamento do magma, tá?
  2894. 2:13:50Podem ter-se formado pelo o acúmulo de
  2895. 2:13:53sedimentos e também pelo metamorfismo.
  2896. 2:13:56Então, rochas magmáticas, rochas
  2897. 2:13:58sedimentares, rochas metamórficas, os
  2898. 2:14:01principais tipos que nós temos e já
  2899. 2:14:04estudamos. Então,
  2900. 2:14:06essas rochas trazem consigo, não é?
  2901. 2:14:10Características
  2902. 2:14:12físicas
  2903. 2:14:13e também têm características
  2904. 2:14:15químicas. Elas têm suas especificidades,
  2905. 2:14:19seus arranjos químicos, seus arranjos
  2906. 2:14:22cristalinos, não é? Dos seus cristais.
  2907. 2:14:25Então, química pura.
  2908. 2:14:27Só que, não é? O que seriam esses
  2909. 2:14:29minerais? Por definição, substância
  2910. 2:14:33natural, sólida, inorgânica,
  2911. 2:14:37com composição química definida.
  2912. 2:14:39Não é? Ou seja, e também vai ter uma
  2913. 2:14:42estrutura cristalina. Então, esses são
  2914. 2:14:44os minerais.
  2915. 2:14:46Existem rochas com um acúmulo maior de
  2916. 2:14:49minerais, outras com acúmulo menor,
  2917. 2:14:51rochas que tem diversos tipos de
  2918. 2:14:53minerais. Então,
  2919. 2:14:55quem forma, não é, quem formou esses
  2920. 2:14:57minerais foram os processos geológicos,
  2921. 2:15:01tá? Os processos geológicos,
  2922. 2:15:04principalmente aí quartzo, feldspato,
  2923. 2:15:07calcita, pirita, não é, é,
  2924. 2:15:12minerais metálicos.
  2925. 2:15:14Quais são as propriedades? Dureza,
  2926. 2:15:16brilho, cor, não é? Então, eles vão ter
  2927. 2:15:19aí suas propriedades físico-químicas
  2928. 2:15:22como de qualquer mineral.
  2929. 2:15:24Certo, e o que os minerais tem a ver com
  2930. 2:15:27a geografia? Vejam, os minerais, esse
  2931. 2:15:30composto natural com estrutura química
  2932. 2:15:33definida,
  2933. 2:15:34pode ter ou não valor econômico.
  2934. 2:15:39Por isso é tão ligado aqui a a nossa
  2935. 2:15:42disciplina, nossa ciência geográfica, tá
  2936. 2:15:44certo? Então, o quartzo é usado em
  2937. 2:15:48vidros,
  2938. 2:15:49tá? Nem sempre, não é, é, o quartzo é
  2939. 2:15:54considerado um minério,
  2940. 2:15:56tá?
  2941. 2:15:56Mas
  2942. 2:15:58o minério,
  2943. 2:16:00ele é um mineral ou rocha que vai conter
  2944. 2:16:02aí um elemento metálico ou outro recurso
  2945. 2:16:05qualquer, mas principalmente metálico, e
  2946. 2:16:08já já a gente entende o porquê, em
  2947. 2:16:10quantidade viável para a extração
  2948. 2:16:13econômica.
  2949. 2:16:14Então, o quartzo, ele é utilizado em
  2950. 2:16:17vidro, mas nem sempre é um minério.
  2951. 2:16:20Quando eu tenho um grande depósito de
  2952. 2:16:23quartzo, não é, que vou
  2953. 2:16:26expo explo explorá-lo, quase não sai,
  2954. 2:16:29não é, de forma econômica, de forma
  2955. 2:16:32economicamente viável, ele já se torna
  2956. 2:16:36um mineral.
  2957. 2:16:37Então, o exemplo aí, a hematita, não é?
  2958. 2:16:40A hematita é o que a gente chama de
  2959. 2:16:42minério de ferro, tá certo? A bauxita,
  2960. 2:16:45que a gente também chama de minério de
  2961. 2:16:46ferro, mas é basicamente ali o minério
  2962. 2:16:49de alumínio.
  2963. 2:16:51Então, esses minérios, tá? Esse, perdão,
  2964. 2:16:54esses minerais explorados de forma
  2965. 2:16:56econômica acabam sendo conhecidos como
  2966. 2:16:59minérios. Mas então, o que seria um
  2967. 2:17:03recurso mineral?
  2968. 2:17:05Tá? Parte daquele ou não que a gente
  2969. 2:17:08viu.
  2970. 2:17:08Por definição, todos os materiais
  2971. 2:17:11geológicos,
  2972. 2:17:13minerais, rochas, minérios que tem
  2973. 2:17:17utilidade econômica para a sociedade são
  2974. 2:17:21conhecidos como recursos minerais.
  2975. 2:17:23Então, nós temos os recursos minerais
  2976. 2:17:26metálicos, ouro, cobre, ferro, tá certo?
  2977. 2:17:30E etc.
  2978. 2:17:32Que são extraídos aí de minérios. Nós
  2979. 2:17:35temos recursos minerais não metálicos,
  2980. 2:17:38tá? Areia, argila, sal, por exemplo,
  2981. 2:17:42que podem ser utilizados até
  2982. 2:17:44diretamente.
  2983. 2:17:46Eu posso pegar areia e utilizar essa
  2984. 2:17:48areia na construção civil de forma
  2985. 2:17:49diferente. Eu não preciso transformá-los
  2986. 2:17:52ou extraí-los aí, tá? De minérios. Eu
  2987. 2:17:55posso pegar uma rocha com bastante
  2988. 2:17:58incrustamento de ouro e eu preciso
  2989. 2:18:00passar por um processo, não é? De
  2990. 2:18:02metalurgia para extrair esse ouro.
  2991. 2:18:06Além dos metálicos e não metálicos,
  2992. 2:18:08temos os energéticos.
  2993. 2:18:11Certo? Os hidrocarbonetos. O carvão
  2994. 2:18:14mineral, nós temos o petróleo, o gás
  2995. 2:18:18natural, natural, tá certo? O urânio.
  2996. 2:18:21Então, eh, minerais aí, recursos
  2997. 2:18:24naturais que são utilizados como fonte
  2998. 2:18:26de energia.
  2999. 2:18:28Ou seja, eles estão intimamente ligados
  3000. 2:18:30ao setor secundário, são muito
  3001. 2:18:32utilizados aí pelas indústrias, tá
  3002. 2:18:34certo? Seja a indústria de construção,
  3003. 2:18:37tecnologia, aí com o lítio das baterias
  3004. 2:18:40e etc.
  3005. 2:18:41Resumão.
  3006. 2:18:42Temos mineral, minério e recurso
  3007. 2:18:44mineral, não é? O mineral, essas
  3008. 2:18:46substâncias naturais com estrutura
  3009. 2:18:49definida. Então, o quartzo, a pirita. O
  3010. 2:18:52minério, o mineral ou rocha com valor
  3011. 2:18:55econômico. A hematita que vem do minério
  3012. 2:18:58de ferro. E o recurso mineral, qualquer
  3013. 2:19:00material geológico útil. Tá certo?
  3014. 2:19:03Então, petróleo, ouro, areia, tá? E aí,
  3015. 2:19:07uma observação, para não esquecer, até
  3016. 2:19:11bom anotar, todo minério é um recurso
  3017. 2:19:14mineral.
  3018. 2:19:15Mas nem todo recurso mineral é um
  3019. 2:19:17minério, certo? O principal e o melhor
  3020. 2:19:20exemplo para isso, água. A água mineral.
  3021. 2:19:23A água é um recurso, mas não é
  3022. 2:19:25considerado um minério. Água é um
  3023. 2:19:26direito, inclusive, tá? As rochas podem
  3024. 2:19:31ser recursos minerais se forem úteis.
  3025. 2:19:34Então, granito, não é? O mármore, entre
  3026. 2:19:38outros, o próprio gnaisse, estão muito
  3027. 2:19:41comuns, não é? Na, no seu, no seu uso de
  3028. 2:19:45forma natural, na construção civil, na
  3029. 2:19:48decoração. Então, há essa ligação com
  3030. 2:19:53os processos econômicos.
  3031. 2:19:56E aí, não é? Cabe a, a industrialização,
  3032. 2:20:01cabe a extração desses minerais, isso a
  3033. 2:20:04gente já faz pré-historicamente,
  3034. 2:20:07não é? É,
  3035. 2:20:09de alguma forma utilizar essas rochas,
  3036. 2:20:11de alguma forma, posteriormente,
  3037. 2:20:14encontrar esses metais, fundir esses
  3038. 2:20:17metais, faz parte da nossa história com
  3039. 2:20:19H maiúsculo.
  3040. 2:20:20No Brasil, como nós já vimos lá em
  3041. 2:20:23geologia, nós temos terrenos muito
  3042. 2:20:26antigos.
  3043. 2:20:27Terrenos aí que passaram por um processo
  3044. 2:20:29longuíssimo de intemperismo. Então, o
  3045. 2:20:33nosso subsolo é riquíssimo,
  3046. 2:20:37aí, em áreas, sobretudo, de escudos
  3047. 2:20:40cristalinos. Tá? Áreas aí que vão ter
  3048. 2:20:44muito mineral metálico.
  3049. 2:20:47Mas também temos muitas áreas
  3050. 2:20:51sedimentares.
  3051. 2:20:52Nessas áreas sedimentares, nós vamos
  3052. 2:20:55encontrar, sobretudo os minerais
  3053. 2:20:58energéticos.
  3054. 2:20:59Então, não temos grandes reservas, não
  3055. 2:21:02é, de minerais energéticos. Não somos os
  3056. 2:21:05maiores produtores aí, nem de petróleo,
  3057. 2:21:08nem de gás, tá? Mas temos muitas
  3058. 2:21:11reservas de urânio. Temos muitas
  3059. 2:21:13reservas de minério de ferro. Temos umas
  3060. 2:21:16das maiores áreas de exploração desses
  3061. 2:21:20minerais. Então, bora lá.
  3062. 2:21:22No nosso subsolo, alguns projetos se
  3063. 2:21:26destacam.
  3064. 2:21:27O projeto de Carajás, no estado do Pará,
  3065. 2:21:31tá certo? Que produz ferro. É a maior
  3066. 2:21:34reserva do mundo, tá? De minério de
  3067. 2:21:38ferro com altíssimo teor de pureza.
  3068. 2:21:41Então, é uma área absurdamente
  3069. 2:21:44gigantesca, absurdamente bem protegida,
  3070. 2:21:47inclusive.
  3071. 2:21:49Além do ferro, se produz muito cobre,
  3072. 2:21:52manganês, ouro e em menor quantidade e
  3073. 2:21:55níquel, tá certo? Aí já em produções
  3074. 2:21:58secundárias.
  3075. 2:22:00Existe um projeto bem antigo de
  3076. 2:22:03exploração desse território, o projeto
  3077. 2:22:05Carajás, que frequentemente vem sendo
  3078. 2:22:09atualizado, modernizado, expandido. É o
  3079. 2:22:12maior projeto de mineração de ferro,
  3080. 2:22:14[limpando a garganta] de minério de
  3081. 2:22:15ferro do mundo.
  3082. 2:22:17É interligado, não é, entre o Pará e o
  3083. 2:22:19estado do Maranhão.
  3084. 2:22:22Por quê? Porque precisou de uma
  3085. 2:22:24infraestrutura.
  3086. 2:22:25Então, há uma ferrovia, a ferrovia
  3087. 2:22:27Carajás, uma ferrovia privada,
  3088. 2:22:29pertencente à Companhia Vale do Rio
  3089. 2:22:31Doce, tá certo? Que tem mais de 890 km,
  3090. 2:22:35que vai do projeto Carajás, do Pará, até
  3091. 2:22:38o estado do Maranhão.
  3092. 2:22:40E por quê, não é, até o Maranhão? O
  3093. 2:22:42porto
  3094. 2:22:44do Maranhão, o porto de São Luís, o
  3095. 2:22:45porto de Itaqui,
  3096. 2:22:46sobretudo, tem um um calado muito
  3097. 2:22:49grande. Então, navios imensos conseguem
  3098. 2:22:53atracar nesse porto. Navios que
  3099. 2:22:55transportam minério de ferro são navios
  3100. 2:22:58muito grandes. Então, existem navios que
  3101. 2:23:01só atracam
  3102. 2:23:02eh em São Luís, em Itaqui, em Rotterdam,
  3103. 2:23:06na Europa e em Xangai, na China.
  3104. 2:23:09E justamente áreas aí de transporte
  3105. 2:23:12desse mineral extremamente essencial
  3106. 2:23:14para diversas indústrias.
  3107. 2:23:16O Porto de Itaqui, o Porto de Ponta da
  3108. 2:23:19Madeira, ambos no no Maranhão, ambos em
  3109. 2:23:21São Luís, tá certo? O Porto da Madeira
  3110. 2:23:24quase que exclusivo para o transporte aí
  3111. 2:23:26de minério para exportação do minério. A
  3112. 2:23:29usina de Tucuruí, no Rio Tucuruí,
  3113. 2:23:32foi construída justamente para dar
  3114. 2:23:34suporte energético às siderúrgicas e às
  3115. 2:23:38metalúrgicas instaladas na região.
  3116. 2:23:42Então, para a gente ver aqui no mapinha,
  3117. 2:23:44não é, esse complexo minerador que a
  3118. 2:23:46gente tem de Carajás que,
  3119. 2:23:49não é, é uma imensa área de produção de
  3120. 2:23:53minério de ferro.
  3121. 2:23:54Na região do Pará, a gente também tem o
  3122. 2:23:57Vale do Trombetas ou Vale do Rio
  3123. 2:23:59Trombetas, mais ao norte, uma área de
  3124. 2:24:02produção de bauxita, tá certo? Muito
  3125. 2:24:06utilizada para produção de alumínio.
  3126. 2:24:08Então, o transporte desse desse minério
  3127. 2:24:13vai ser feito por balsas no pelo Rio
  3128. 2:24:15Trombetas. Estão percebendo o quanto o
  3129. 2:24:18transporte é extremamente essencial.
  3130. 2:24:20Esse minério precisa chegar às áreas de
  3131. 2:24:23transformação. Eles são exportados in
  3132. 2:24:25natura, não é, é esse material mineral
  3133. 2:24:28mesmo, ou pode ser beneficiado, tá? O
  3134. 2:24:32processamento do que é produzido lá na
  3135. 2:24:36no Vale do Rio Trombetas é na Alunorte,
  3136. 2:24:39que é uma das maiores refinarias de
  3137. 2:24:41alumínio do planeta.
  3138. 2:24:43Então, vejam o quanto ela precisa também
  3139. 2:24:45de energia, por isso a hidrelétrica que
  3140. 2:24:47não ficou dedicada exclusivamente ao
  3141. 2:24:50projeto, abastece, eletrifica parte da
  3142. 2:24:53região norte também, mas tem a sua
  3143. 2:24:55importância. E o que consegue ser
  3144. 2:24:59exportado é exportado aí pelo estado do
  3145. 2:25:02Pará, tá certo? Pelo porto de Barcarena.
  3146. 2:25:06Então,
  3147. 2:25:08além dessas áreas de produção, nós temos
  3148. 2:25:12a área clássica de produção de minério
  3149. 2:25:15de ferro, que é o Quadrilátero
  3150. 2:25:16Ferrífero, em Minas Gerais, tá? Aonde é
  3151. 2:25:19produzido ferro, tem a nossa área de
  3152. 2:25:22maior produção para consumo nacional,
  3153. 2:25:25ouro, manganês e bauxita. Estão vendo
  3154. 2:25:27como eles se repetem? Estão vendo como a
  3155. 2:25:30geologia tem os seus recursos naturais
  3156. 2:25:34específicos, né? Estamos em em áreas
  3157. 2:25:36cratônicas, em escudos cristalinos, tá
  3158. 2:25:40certo?
  3159. 2:25:41Eh, as principais minas do Quadrilátero
  3160. 2:25:44Ferrífero estão em Itabira, Mariana e
  3161. 2:25:47Ouro Preto, mas existem outras também,
  3162. 2:25:49não é? Fazendo esse desenho quase aí que
  3163. 2:25:52de um quadrado.
  3164. 2:25:54É transportada pela ferrovia Vitória
  3165. 2:25:56Minas, não é? Operada também pela Vale
  3166. 2:25:58do Rio Doce, abastece a siderúrgica
  3167. 2:26:00nacional, tá? E o que é exportado é
  3168. 2:26:04exportado pelo porto de Tubarão, no
  3169. 2:26:05Espírito Santo, tá? Eh,
  3170. 2:26:09é por aí que se escoa o que é excedente
  3171. 2:26:13de produção no Quadrilátero Ferrífero,
  3172. 2:26:15mas a produção de minério de ferro no
  3173. 2:26:18Quadrilátero Ferrífero é basicamente
  3174. 2:26:20toda para abastecer as nossas indústrias
  3175. 2:26:23siderúrgicas.
  3176. 2:26:25E por fim, não menos importante, o
  3177. 2:26:27Maciço do Urucum, no Mato Grosso do Sul.
  3178. 2:26:30Nessa região também é produzido manganês
  3179. 2:26:33e ferro. E o destino da produção é o
  3180. 2:26:36mercado interno, principalmente as
  3181. 2:26:39nossas siderúrgicas nacionais.
  3182. 2:26:42Quando há necessidade de exportação, é
  3183. 2:26:44via o porto de Corumbá, no Rio Paraguai,
  3184. 2:26:48não é? Pelo porto de Corumbá escoa aí
  3185. 2:26:51até o porto de Santos, mas boa parte do
  3186. 2:26:55que é produzido acaba abastecendo o
  3187. 2:26:56próprio Mercosul pelo Rio Paraguai.
  3188. 2:27:00Então,
  3189. 2:27:01essas são as principais áreas
  3190. 2:27:04mineradoras aí do dos nossos
  3191. 2:27:08das nossas áreas cristalinas, dos nossos
  3192. 2:27:10escudos cristalinos, tá?
  3193. 2:27:12Não vamos entrar agora na questão aí dos
  3194. 2:27:15hidrocarbonetos, porque eles têm um
  3195. 2:27:17capítulo à parte,
  3196. 2:27:18seja por economia, seja por geopolítica.
  3197. 2:27:21Então, as áreas de produção sedimentares
  3198. 2:27:25ainda vão chegar para a gente. Nós ainda
  3199. 2:27:28vamos estudá-las mais à frente.
  3200. 2:27:30Para sintetizar, a região de Carajás,
  3201. 2:27:32ferro e cobre, a região aí do
  3202. 2:27:34Quadrilátero Ferrífero, ferro e ouro, a
  3203. 2:27:37a região do Maciço do Urucum, manganês e
  3204. 2:27:40ferro, e a região do Vale do Rio
  3205. 2:27:42Trombetas, bauxita. Tudo ligado aí à
  3206. 2:27:45produção de ferro ou de alumínio, tá?
  3207. 2:27:49Sempre escoando por hidrovias ou por
  3208. 2:27:52ferrovias. Notaram que o nosso
  3209. 2:27:56bom e velho transporte rodoviário não se
  3210. 2:27:59enquadra aqui. O volume é muito grande.
  3211. 2:28:02Não dá para transportar isso por
  3212. 2:28:04caminhão. Ou é trem, ou é balsa, ou é
  3213. 2:28:07navio. E os de os principais destinos, a
  3214. 2:28:11China,
  3215. 2:28:12tá certo? A Europa,
  3216. 2:28:15outros mercados asiáticos
  3217. 2:28:17e, claro, o abastecimento aí das nossas
  3218. 2:28:21siderúrgicas, das nossas siderúrgicas
  3219. 2:28:23nacionais.
  3220. 2:28:25Beleza?
  3221. 2:28:26Então,
  3222. 2:28:27esta parte põe fim a gente a todo esse
  3223. 2:28:30estudo, não é aí da
  3224. 2:28:32relativa à nossa crosta terrestre.
  3225. 2:28:34Repito, mais adiante, a gente ainda
  3226. 2:28:37volta a conversar sobre a galera aí das
  3227. 2:28:42bacias sedimentares, principalmente o
  3228. 2:28:44petróleo, o gás e o carvão, já que eles
  3229. 2:28:47são energéticos. Então, nossa conversa
  3230. 2:28:50vem lá em fontes de energia, tá bem?
  3231. 2:28:55Até a próxima. Fiquem bem, estejam bem e
  3232. 2:28:59um forte abraço.

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