Reprograme Sua Autoimagem Com a Psico-cibernética - Resumo Detalhado — Transcript
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- 0:00Olá,
- 0:08seja bem-vindo ao Resuma para mim, o
- 0:11canal onde você aprende as principais
- 0:13ideias dos melhores livros de forma
- 0:15rápida e prática. E bom, na nossa
- 0:17análise profunda de hoje, o mergulho é
- 0:20em um material bem diferente do
- 0:22convencional.
- 0:22>> Com certeza. é um daqueles clássicos
- 0:25absolutos que assim muda totalmente a
- 0:27perspectiva da gente.
- 0:28>> Exato. Hoje a gente vai falar sobre o
- 0:30livro Psiccibernética
- 0:32Maxwell Molts. E olha, geralmente quando
- 0:35o assunto é criar hábito novo ou mudar
- 0:37de vida, a receita que passam para quem
- 0:40tá querendo melhorar é sempre a mesma,
- 0:42né?
- 0:43>> Aquela velha história de ah, pura força
- 0:45de vontade, cerrar os dentes e forçar a
- 0:48barra. Isso, suar camisa mesmo. Mas o
- 0:51material de hoje, cara, vira essa lógica
- 0:53de cabeça para baixo. E a parte mais
- 0:56fascinante para mim é de onde surgiu
- 0:58essa tese, porque e o Dr. Maxwell Mot
- 1:02não era psicólogo.
- 1:04>> Uhum. nem monge, nem coach,
- 1:06>> nada disso. E era, na verdade, um
- 1:09cirurgião plástico de muito sucesso. Ele
- 1:13passava o dia inteiro, literalmente,
- 1:15sabe, consertando o rosto das pessoas
- 1:17com bisturi.
- 1:18>> E aí que entra a ironia fantástica dessa
- 1:21história toda, porque a lógica diz que
- 1:24se alguém tem um complexo de
- 1:25inferioridade terrível por causa de um
- 1:27defeito físico, consertar isso deveria
- 1:30resolver o problema mágico da pessoa,
- 1:32né? É o que todo mundo pensaria. A
- 1:35pessoa tira a cicatriz, a timidez some.
- 1:37>> Exato. E claro, às vezes até funcionava,
- 1:40mas o que começou a tirar o sono dele
- 1:43foram as exceções. Ele documentou o caso
- 1:46de uma paciente que ele chamava de a
- 1:48duquesa.
- 1:49>> Ah, essa história é muito boa.
- 1:50>> Sim. Ela tinha tipo uma protuberância
- 1:53bem grande no nariz e por conta disso
- 1:56ela era recluva, vivia de cabeça baixa,
- 1:58ela tinha tanta vergonha que era
- 2:01fisicamente incapaz de olhar alguém nos
- 2:03olhos.
- 2:04>> Caramba. E aí ela foi pra cirurgia com
- 2:06ele, certo?
- 2:07>> Foi. E tecnicamente a cirurgia foi um
- 2:10triunfo absoluto, sabe? O rosto dela
- 2:12ficou simétrico, lindo, a família
- 2:15elogiou, os amigos ficaram maravilhados.
- 2:18Mas adivinha?
- 2:20>> Ela não mudou nada por dentro,
- 2:22>> nenhuma vírgula. O comportamento
- 2:24continuou exatamente o mesmo. Ela
- 2:26continua agindo como patinho feio,
- 2:29fugindo de contato visual, se sentindo
- 2:31totalmente inadequada em eventos
- 2:33sociais.
- 2:34>> Nossa, é como se o corpo da paciente
- 2:36tivesse recebido a atualização,
- 2:39mas a mente continuasse rodando o
- 2:41software antigo, né? E foi aí que ele
- 2:43percebeu que o bisturi não tem poder
- 2:45mágico nenhum. É, a faca não corta
- 2:47problemas psicológicos
- 2:48>> e isso leva a gente paraa tese central
- 2:50do livro. O Malts percebeu que a gente
- 2:53tem dois rostos. Tem esse rosto físico
- 2:55do espelho e tem o rosto interno que é a
- 2:58autoimagem. E se a autoimagem não mudar,
- 3:00não importa a cirurgia, a conta bancária
- 3:03ou emprego. A atitude da pessoa não
- 3:05muda.
- 3:06>> Perfeito. Ato e maricou uma planta baixa
- 3:10de arquitetura. É o projeto definitivo
- 3:13de quem nós somos. E a gente constrói
- 3:15isso de forma totalmente inconsciente ao
- 3:17longo dos anos,
- 3:17>> com base em fracassos, insucessos,
- 3:20traumas de infância.
- 3:21>> Aham. E principalmente em como os outros
- 3:24reagiram a nós lá atrás. O cérebro vai
- 3:27pegando esses dados soltos e cria uma
- 3:30regra muito rígida do tipo: "Eu sou essa
- 3:33pessoa". E o perigo é que isso vira uma
- 3:35lei universal para quem acredita.
- 3:37>> E aí entra aquele conceito genial que as
- 3:39nossas fontes chamam de efeito elástico,
- 3:41né? O Snapback Effect.
- 3:44>> Ah, sim. Esse é clássico.
- 3:45>> Imagina que alguém tenta perder peso ou
- 3:47parar de enrolar no trabalho só usando a
- 3:49força de vontade, mas mantendo a planta
- 3:51baixa de uma pessoa preguiçosa. É
- 3:53exatamente como a puxar um elástico com
- 3:55os dois dedos.
- 3:56>> Você até consegue esticar no começo.
- 3:58>> Consegue. A mente racional puxa para um
- 4:01lado falando: "Hoje eu vou ser
- 4:02produtivo". Mas a autoimagem lá no fundo
- 4:05do subconsciente tá segurando a outra
- 4:08ponta, dizendo: "Não, nós somos do tipo
- 4:11que desiste".
- 4:12>> E a força de vontade é finita, né? Uma
- 4:14hora a pessoa cansa.
- 4:15>> Aí o elástico chicoteia de volta com
- 4:17tudo. É o efeito sanfona, é
- 4:19autossabotagem. A pessoa acha que faltou
- 4:21disciplina, mas na real o sistema
- 4:24interno só puxou ela de volta pro
- 4:25conforto original. A gente sempre age de
- 4:29forma consistente com a nossa
- 4:30autoimagem. Invariavelmente, o ângulo
- 4:33que acha que é o burro da turma de
- 4:35matemática vai inconscientemente dar um
- 4:38jeito de ir mal na prova para provar que
- 4:41a autoimagem tá certa. É um sistema
- 4:43perfeitamente fechado.
- 4:45>> Mas esa aí, vamos descer mais fundo
- 4:47nisso porque parece até autoajuda barata
- 4:49falar assim, mas as anotações mostram
- 4:52que é biologia pesada. Como que uma
- 4:55crença invisível vira uma contração
- 4:57muscular ou um gaguejo no mundo real? Aí
- 5:00a gente chega no termo
- 5:02psicoocibernética.
- 5:04Cibernética lá do grego significa o
- 5:07timoneiro do barco, o cara que guia. E
- 5:10na época do Maltes, a tecnologia de
- 5:12mísseis teleguiados tava no auge.
- 5:15>> Mísseis que corrigem a própria rota,
- 5:17certo?
- 5:18>> Isso é o chamado servo mecanismo. O
- 5:21míssil recebe um alvo, é disparado e usa
- 5:24os sensores para ir ajustando a rota
- 5:26milissegundo a milissegundo até acertar.
- 5:29E o que a neurociência mostra é que o
- 5:31nosso cérebro é essencialmente isso, um
- 5:35servo mecanismo biológico.
- 5:36>> Tá? Mas aí me surge uma contradição
- 5:39gigante.
- 5:40Se a gente tem um computador super
- 5:42avançado dentro da cabeça, desenhado
- 5:45para acertar metas, por que tanta gente
- 5:47fracassa o tempo todo na vida?
- 5:50>> Porque a máquina é totalmente impessoal.
- 5:53O computador de um avião não julga se o
- 5:56destino é uma praia no Havaí ou o olho
- 5:58de um furacão. Ele só leva o avião para
- 6:00lá.
- 6:01>> Ah, então ele só obedece as coordenadas.
- 6:03>> Exato. E quem digita as coordenadas no
- 6:06painel é a autoimagem. Se a pessoa tem
- 6:08uma autoimagem que diz: "Eu sou indigno
- 6:11de sucesso", a máquina cibernética fala:
- 6:14"Alvo confirmado, fracasso, estagnação".
- 6:17E ela vai buscar o fracasso com a mesma
- 6:20eficiência que buscaria o sucesso.
- 6:22>> Com precisão letal, ela vai fazer o
- 6:25candidato gaguejar bem na hora da
- 6:26entrevista de emprego ou esquecer o
- 6:29prazo de um projeto importante. É o
- 6:31mecanismo de fracasso automático
- 6:33operando em perfeição.
- 6:35>> Gente, isso é bizarro. E no material tem
- 6:39aquele exemplo de algo super simples,
- 6:41tipo pegar um lápis na mesa. Ninguém
- 6:44para para pensar: "Vou contrair o
- 6:46músculo deide e relaxar o tríceps". A
- 6:49gente só pensa no alvo, pegar o lápis.
- 6:52>> Uhum. A mente consciente define o alvo
- 6:55>> e o subconsciente assume os controles.
- 6:58Se a mão vai 1 mm pro lado, o olho
- 7:01avisa, o cérebro corrige e a gente pega
- 7:03o lápis. E o MS defende que a gente usa
- 7:06esse mesmíssimo sistema biológico para
- 7:09coisas gigantes, tipo falar em público
- 7:12ou fechar uma venda.
- 7:13>> Perfeitamente. A mesma mecânica do lápis
- 7:16serve para liderar uma equipe. O
- 7:18problema é se o alvo que a pessoa manda
- 7:21for o do vechame social, a glândula do
- 7:23suor vai disparar e a mão vai tremer sem
- 7:26parar. É impressionante. Olha, antes da
- 7:29gente descobrir como hackear as
- 7:31coordenadas desse míssel teleguiado
- 7:33interno, eu vou fazer uma pausa
- 7:35rapidinha. Para quem tá acompanhando
- 7:36essa conversa e curtindo os insightes,
- 7:39aproveita para curtir o vídeo agora e
- 7:41seguir o canal. Isso ajuda muito a gente
- 7:43a continuar trazendo esse nível de
- 7:44pesquisa profunda.
- 7:46>> É, o apoio do pessoal faz toda a
- 7:47diferença,
- 7:48>> muito. Mas voltando pro nosso painel de
- 7:51controle, se somos mísseis guiados pela
- 7:54autoimagem, qual é a linguagem que o
- 7:57sistema entende para mudar a rota? Ele
- 7:59não entende força de vontade, né?
- 8:02>> Não, de jeito nenhum. A linguagem nativa
- 8:04do subconsciente é a imaginação. E aqui
- 8:08a biologia fica assustadora, porque o
- 8:11nosso sistema nervoso central, de forma
- 8:14orgânica, não consegue distinguir entre
- 8:17uma experiência realmente
- 8:20imaginada.
- 8:20>> Isso soa muito como mágica para mim.
- 8:23>> Parece, né? Mas os testes de laboratório
- 8:25são incontestáveis. Tem aquele estudo
- 8:26famosíssimo com universitários. Eles
- 8:29estavam acordados sem truque nenhum. Os
- 8:31cientistas pediram para eles apenas
- 8:33fecharem os olhos e imaginarem com todo
- 8:36o detalhe sensorial que uma das mãos
- 8:39estava mergulhada num balde de gelo.
- 8:41>> Nossa!
- 8:41>> E minutos depois, os termômetros nos
- 8:43dedos desses alunos mostraram que a
- 8:45temperatura daquela mão específica
- 8:46despencou de verdade.
- 8:48>> O corpo achou que ia congelar e cortou a
- 8:50circulação só por causa de um
- 8:53pensamento.
- 8:54>> Exatamente. A imaginação foi o gatilho
- 8:57biológico real. E nos arquivos do Mtos
- 9:00tem um caso clínico muito mais tenso
- 9:02sobre isso, o caso do senor Russell,
- 9:05>> aquele do voodu, né? Conta essa porque é
- 9:08inacreditável.
- 9:09>> O Sr. Russell era um homem super
- 9:11saudável e forte na faixa dos 50 anos,
- 9:14mas ele teve um término de
- 9:15relacionamento muito feio e a ex- dele
- 9:19gritou que tinha jogado uma maldição
- 9:21vudu nele
- 9:22>> e ele acreditou.
- 9:23>> Ele começou a cismar. Pouco tempo depois
- 9:26ele sentiu um carocinho duro dentro da
- 9:28boca.
- 9:29Um amigo jogou lenha na fogueira e falou
- 9:31que aquilo era a prova do feitiço
- 9:33crescendo.
- 9:34O Russell comprou a ideia tão
- 9:36profundamente que a autoimagem dele
- 9:39mudou pro alvo. Estou amaldiçoado e
- 9:42morrendo.
- 9:42>> Mas que loucura! E o corpo acompanhou
- 9:46>> totalmente. O homem envelheceu tipo 20
- 9:48anos na aparência em questão de semanas.
- 9:51Perdeu 30 kg, começou a tremer, os olhos
- 9:54afundaram. Ele tava desligando os
- 9:56motores vitais, literalmente.
- 9:58>> Tá, mas o que era o tal caroço na boca?
- 10:01>> Um tumor. Aí que tá. A família levou ele
- 10:03de volta no consultório do Maltes. O
- 10:05médico examinou e viu que era só um
- 10:07restinho minúsculo de tecido de cicatriz
- 10:09de um procedimento estético antigo. Nada
- 10:11demais. O Maltveu ali mesmo com
- 10:14anestesia local, botou na mão do
- 10:16paciente e falou: "Olha aqui, seu
- 10:18feitiço vodu letal. É só pele".
- 10:20>> E eu imagino o alívio do cara. Foi
- 10:22instantâneo. A crença limitante evaporou
- 10:24na hora. A autoimagem voltou a ser só um
- 10:27homem saudável. Em poucas semanas, sem
- 10:30remédio nenhum, ele recuperou o peso, a
- 10:32postura e a saúde plena.
- 10:34>> É bizarro até onde o cérebro obedece a
- 10:36um comando falso. E no ambiente
- 10:39corporativo a gente vê muito isso. Tem a
- 10:42história daquele vendedor que tava
- 10:44travado em exatos
- 10:46por ano.
- 10:47>> Aquele caso é muito emblemático
- 10:49>> demais. Os chefes davam pior território
- 10:52para ele e ele ganhava 5.000. Aí
- 10:54transferiram ele pro melhor território
- 10:57da empresa, cheio de cliente rico. Sabe
- 11:00quanto ele tirou no fim do ano?
- 11:02>> Os mesmíssimos $000.
- 11:03>> Sim, porque a alta imagem dele dizia:
- 11:06"Eu sou um cara de 5.000". Se ele
- 11:09começasse a vender muito nos primeiros
- 11:11meses, o alarme de emergência do cérebro
- 11:14soava
- 11:14>> e ele se sabotava. O cérebro arrumava
- 11:16uma dor nas costas real para ele faltar
- 11:19no trabalho ou ele do nada brigava com
- 11:21um cliente ótimo e perdia o contrato. O
- 11:24mercado não era a prisão dele, a prisão
- 11:26estava dentro da própria cabeça.
- 11:28>> É.
- 11:28>> O pessoal anda pela rua literalmente em
- 11:30transe, hipnotizado por mentiras que
- 11:33aceitaram como verdade. Tipo aquele
- 11:35menino que tirava nota baixa porque todo
- 11:37mundo falava que ele era burro em
- 11:39matemática. Ah, o menino da equação.
- 11:41>> Isso. Ele acreditou no alvo do boletim
- 11:44vermelho. Até que um dia, por instinto,
- 11:47ele levantou, foi na lous e resolveu o
- 11:49problema mais difícil da aula. Aquele
- 11:51momento de choque quebrou a hipnose e
- 11:54ele virou um gênio nas provas depois
- 11:55daquilo. O hardware sempre teve lá, só
- 11:58tava rodando o software errado.
- 12:00>> Exato. E é aqui que a gente entra na
- 12:02grande virada prática do livro, né? Como
- 12:05a gente desfaz essa hipnose toda.
- 12:07>> Sim. Como é que alguém adulto faz essa
- 12:10cirurgia emocional sem precisar gastar
- 12:1230 anos num divan chorando pelo passado?
- 12:14A ferramenta, segundo as anotações, é
- 12:16usar o pensamento racional no presente.
- 12:19>> É o primeiro ataque contra a ilusão. A
- 12:22pessoa tem que pegar aquela certeza que
- 12:24amarra a vida dela, tipo ninguém da
- 12:26minha família vence na vida. e tratar
- 12:29igual um cientista cético, perguntar
- 12:31racionalmente onde tá a prova física e
- 12:34inquestionável de que eu não consigo
- 12:37>> desafiar a crença com a frase isso não é
- 12:40necessariamente verdade.
- 12:42>> Exato. A mente racional serve para
- 12:44barrar essas bobeiras de entrarem na
- 12:46central de comando.
- 12:47>> Mas assim, a gente sabe que só falar eu
- 12:50consigo olhando pro espelho não derrete
- 12:53a emoção lá no fundo. A técnica mestra
- 12:56que o Malts criou e que resolve isso
- 12:58chama o teatro da mente, não é?
- 13:01>> Essa é a grande arma cibernética. Como o
- 13:03subconsciente só entende imaginação
- 13:05rica, a gente tem que fabricar memórias
- 13:07de sucesso. A prática é isolar 30
- 13:10minutos por dia num canto silencioso,
- 13:12fechar os olhos e rodar um filme em
- 13:14altíssima resolução na cabeça.
- 13:17>> Não é um sonho acordado qualquer, né?
- 13:19Tem que ter os cinco sentidos. a voz,
- 13:22sentir o plástico do passador de slides
- 13:24na mão e focar naquele relaxamento
- 13:27gostoso de quando tudo dá certo. Você
- 13:29inunda o cérebro com memórias sintéticas
- 13:32de sucesso, porque ele vai arquivar isso
- 13:35como se fosse real. Mas eu confesso que
- 13:37quando eu li isso, o ceticismo apitou
- 13:39forte. Parece aquelas promessas de feche
- 13:42os olhos, vibre pelo dinheiro e ele cai
- 13:44do céu.
- 13:45>> É uma reação super comum. Parece ir
- 13:48contra as leis da física sentar num sofá
- 13:50e ganhar uma habilidade.
- 13:51>> Pois é, como que imaginar um arremesso
- 13:53de basquete melhor a pontaria de quem tá
- 13:55parado na sala?
- 13:56>> E aí a ciência entra esmagando a dúvida.
- 13:59Tem o famoso estudo universitário dos
- 14:01lances livres de basquete. Eles
- 14:03dividiram os alunos em três grupos por
- 14:0520 dias. O primeiro grupo ia pra quadra
- 14:08suar camisa, treinando os arremessos
- 14:10reais.
- 14:10>> Tá, treino normal. O segundo grupo não
- 14:12fez nada, zero treino. E o terceiro
- 14:15grupo fez algo muito estranho. Eles
- 14:17foram proibidos de tocar na bola, mas
- 14:20por 20 minutos diários eles sentavam de
- 14:23olhos fechados e só imaginavam os
- 14:25movimentos do arremesso perfeito,
- 14:27sentindo a bola imaginária e ouvindo o
- 14:30som da redinha.
- 14:31>> E o resultado prático disso no placar
- 14:33final?
- 14:33>> Assombroso. O primeiro grupo do treino
- 14:36físico melhorou em 24% dos acertos. E o
- 14:40terceiro grupo, que só imaginou deitado
- 14:42no quarto, teve um aumento de 23%.
- 14:45>> Meu Deus, ficaram quase empatados só com
- 14:48o teatro mental.
- 14:49>> A margem é nula. A explicação
- 14:52neurológica é que quando você imagina
- 14:54com muita intensidade, o córtex motor
- 14:57dispara pulsos elétricos idênticos aos
- 14:59da ação real. Isso cria mielina nos
- 15:02neurônios e reforça as estradas neurais
- 15:04do mesmo jeito. A biologia constrói
- 15:07habilidade sem você derramar uma gota de
- 15:10suor.
- 15:11>> Isso justifica porque tantos atletas de
- 15:14elite usam essa visualização antes de
- 15:16jogar e quase não falam sobre isso. O
- 15:19golfista Jack Nichols é um que admitiu.
- 15:21>> O Nicholas nunca dava uma atacada na
- 15:23grama real antes de ir pro cinema
- 15:26mental. Primeiro
- 15:27>> ele projetava o vento batendo no ouvido
- 15:29dele, a luz do sol, o barulho do taco e
- 15:32visualizava a bola caindo exata no
- 15:35buraco. Só depois o corpo executava.
- 15:38>> Mas tem um detalhe espinhoso aí. Na vida
- 15:40real a gente vai cometer erros na
- 15:42jornada. Como é que não deixa o erro
- 15:45estragar tudo?
- 15:46>> Ah, o erro é fundamental. O mísil
- 15:49balança com o vento e usa esse desvio
- 15:51para recalcular a rota sem explodir de
- 15:53raiva com o vento. O segredo na vida
- 15:56humana é como a gente lida com a
- 15:58humilhação do tropeço.
- 16:00>> É o material cita aquele jogador de
- 16:01futebol americano genial, o Otto Grahan.
- 16:04Quando perguntaram qual era o segredo da
- 16:06grandeza dele para aguentar a pressão de
- 16:08um estádio lotado debaixo de chuva, ele
- 16:10deu uma resposta muito doida. Qual foi?
- 16:13>> Ele disse que era a capacidade de ter
- 16:15uma memória microscópica.
- 16:18para coisas horríveis.
- 16:20A arte de esquecer os erros na hora. Se
- 16:23ele deixava a bola cair na lama e
- 16:25decepcionava 30.000 pessoas, o cérebro
- 16:29arquivava o ajuste muscular pro próximo
- 16:31passe, mas a mente consciente tinha
- 16:34obrigação de apagar o vexame emocional
- 16:37em um segundo.
- 16:38>> Isso é genial, cara. Porque se a pessoa
- 16:40fica rominando a humilhação de noite,
- 16:42rolando na cama e revivendo a cena
- 16:44vergonhosa, ela tá usando o teatro da
- 16:47mente contra si mesma. Ela tá ensaiando
- 16:49para falhar na próxima vez, fabricando
- 16:51um novo alvo pro míssel e de encontro ao
- 16:54chão. A faxina mental é obrigatória.
- 16:57Extrai o aprendizado técnico, esquece o
- 17:00sofrimento emocional e foca tudo na
- 17:03visualização da próxima vitória.
- 17:05>> Para juntar essas peças num pensamento
- 17:07só, o Maltes fecha tudo usando o
- 17:09acrônimo da palavra inglesa para
- 17:11sucesso, success. E o último S, que a
- 17:15coroa disso tudo, significa
- 17:17autoaceitação.
- 17:18>> Achei esse final belíssimo porque quebra
- 17:20aquela ideia de criar um ego arrogante
- 17:22de plástico, né?
- 17:24>> Com certeza. Não é sobre fingir ser
- 17:26superior, usar máscaras sociais ou
- 17:29provar algo pros vizinhos para se conter
- 17:31uma dor profunda. É literalmente tirar a
- 17:34venda e acessar o potencial inato que já
- 17:37nasceu com a pessoa. Independentemente
- 17:40da fé que quintão tenha, a tese é que a
- 17:42gente foi programado para dar certo. O
- 17:45maior fracasso humano não é errar no
- 17:47meio do caminho, é se trancar numa caixa
- 17:50pequena para agradar os críticos e
- 17:53sufocar o próprio brilho por causa de
- 17:55uma opinião errada que plantaram na
- 17:57infância. Mudar a autoimagem é só se
- 17:59libertar de uma mentira tóxica e voltar
- 18:02pro que já era nosso.
- 18:03>> Uma reflexão brutal e que limpa a mente
- 18:05de verdade. O mecanismo é perfeito e a
- 18:07chave tá pronta para ser usada agora
- 18:09mesmo. Não precisa comprar nada externo.
- 18:12O timão do barco tá na própria
- 18:14consciência.
- 18:15>> Perfeito. E se essa nossa conversa
- 18:17sacudiu suas premissas e clareou o
- 18:20caminho pros seus objetivos futuros, não
- 18:23esqueça de seguir o canal agora. E super
- 18:25importante, ative o sino das
- 18:27notificações para garantir o seu lugar
- 18:29na nossa próxima análise.
- 18:31>> É, fica a dica para não perder. E como
- 18:33recomendação de ouro de hoje, nós
- 18:36incentivamos fortemente que você vá
- 18:38atrás e compre o livro físico
- 18:40psicociibernética Maxwell Mouts, porque
- 18:42aqui a gente discutiu os conceitos, mas
- 18:44o livro tem um calendário absoluto de
- 18:47exercício de 21 dias, que são as chaves
- 18:50reais para aplicar essa engenharia
- 18:51mental e reconstruir a sua própria
- 18:54planta baixa de sucesso.
- 18:55>> Vale cada página, um manual cirúrgico
- 18:57completo,
- 18:58>> com certeza. Muito obrigada por
- 19:00acompanhar a gente até aqui nessa
- 19:02imersão. Até o nosso próximo mergulho
- 19:04profundo.
- 19:05>> Até lá, pessoal.
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