REPERTÓRIOS para TODOS os EIXOS TEMÁTICOS de REDAÇÃO do ENEM — Transcript
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- 0:00Galera, presta atenção aqui. Depois
- 0:02dessa aula, você vai ter repertório para
- 0:04você escrever sobre qualquer tema de
- 0:06redação que caia no domingo do Enem.
- 0:09Então, presta o máximo de atenção,
- 0:12porque essa aula aqui tem repertório por
- 0:13eixo temático. Então, independentemente
- 0:17do tema, você vai ter um repertório
- 0:19específico para trabalhar com ele. Nessa
- 0:22aula, eu trouxe o professor Patrick, que
- 0:24é o nosso professor de redação do
- 0:26Protocolo Enem, um professor assim
- 0:28absurdo, um dos melhores professores que
- 0:30eu já vi em toda a minha vida, de
- 0:32verdade. Tem uma didática incrível, ele
- 0:34passa o conhecimento de uma forma que
- 0:36fica muito fácil para entender. Então,
- 0:38presta atenção, fica nessa aula até o
- 0:40final, pega papel e caneta para você
- 0:42anotar esses repertórios e você poder
- 0:44revisar antes da prova, que eu tenho
- 0:46certeza absoluta que esse vídeo vai te
- 0:49ajudar a se aproximar da nota 1000 na
- 0:51redação do Enem. Se você tiver interesse
- 0:54em estudar com a gente para o Enem de
- 0:552027, então você já tá pensando no Enem
- 0:58no Enem de 2027, a gente vai fazer a
- 1:00Black Friday do Protocolo Enem aí no dia
- 1:0311 de novembro. Então, vamos revelar a
- 1:05nossa oferta, o melhor desconto do ano,
- 1:07acesso vitalício, segura aprovação. Você
- 1:11vai ter a oportunidade de estudar com os
- 1:12melhores professores do Brasil, ser
- 1:14acompanhado aí por mim ao longo de todo
- 1:17o ano e um banco de questões completo
- 1:19com mais de 50.000 questões, correção de
- 1:21redação com corretores oficiais da banca
- 1:23do Enem. No último ano, foram centenas
- 1:25de aprovados em faculdades de alto
- 1:27desempenho utilizando do Protocolo.
- 1:29Então, se você se interessa, link aqui
- 1:31na descrição, faz o seu cadastro, a
- 1:33gente ainda vai ter sorteio do iPad para
- 1:35quem tiver cadastrado. Não dá mole e já
- 1:38se cadastra logo para você não perder os
- 1:40presentes especiais que a gente tá
- 1:41preparando.
- 1:42>> Fala, meus queridos. Bom dia, boa tarde,
- 1:44boa noite para você que me acompanha a
- 1:46qualquer momento do seu dia. Eu,
- 1:48professor Patrick Souza, estou com você
- 1:50nessa revisão do Protocolo Enem para o
- 1:53Enem 2026.
- 1:55A gente vai falar aqui na aula de hoje
- 1:58de um conjunto de repertórios que você
- 2:00pode usar na sua redação sem
- 2:02preocupação, porque a aderência, a
- 2:05pertinência do repertório vai ser dada a
- 2:08partir da sua análise por eixos
- 2:12temáticos. Então, eu tentei aqui, para
- 2:14essa aula, ter pelo menos três
- 2:17repertórios para cada eixo temático,
- 2:20para você guardar, para você associar e
- 2:23para você poder usar então na sua
- 2:25redação do Enem de 2026 sem nenhum tipo
- 2:28de preocupação. Beleza? Sem perder
- 2:31tempo, porque é revisão, vamos lá, vamos
- 2:34começar. Ah, mas, [limpando a garganta]
- 2:36opa, já ia estragando tudo, né?
- 2:38Se você puder, dá uma moralzinha lá, me
- 2:41segue lá, prof.patricksouza,
- 2:43vai ser um prazer ter você lá no meu
- 2:45Instagram e compartilhar com você dessa
- 2:47trajetória até a sua aprovação. Beleza?
- 2:50Tranquilo? Então, vamos lá. Vamos
- 2:53começar falando então sobre o eixo meio
- 2:57ambiente. Se eu tivesse que fazer então
- 3:00uma aposta para eixo temático, o eixo
- 3:03meio ambiente seria o minha, seria a
- 3:06minha aposta, evidentemente. Por quê?
- 3:08Por causa, principalmente, das mudanças
- 3:11climáticas, dos eventos extremos e das
- 3:13tragédias que vêm ocorrendo no Brasil
- 3:16nos últimos anos. Você tá vendo? Eu tô
- 3:19até de blusa, né? Aqui em Viçosa, que é
- 3:21onde eu resido, quem sabe você tá aqui
- 3:24fazendo medicina na Universidade Federal
- 3:26de Viçosa, mais linda do Brasil.
- 3:28Aqui tá frio, né? Tá frio. Nós estamos
- 3:31em novembro e aqui tá frio. Inclusive, a
- 3:33minha voz não tá muito legal, exatamente
- 3:36por causa dessa flutuação de
- 3:37temperatura, muito quente, muito frio. E
- 3:40aqui do lado de Viçosa, a cidade de Ubá,
- 3:44onde a gente teve uma tragédia com sete
- 3:46mortos no início desse ano de 2026.
- 3:49Então, é o eixo que eu acredito que
- 3:51tenha maior força nesse momento da
- 3:54história e que possa então cair na sua
- 3:57prova do Enem. Para esse eixo temático,
- 3:59quer usar Constituição, tá acostumado a
- 4:02usar Constituição, você pode usar, não
- 4:06vai ser considerado repertório de bolso,
- 4:08se você usar o artigo correto. O artigo
- 4:12que você tem que usar no caso de meio
- 4:14ambiente é o artigo aqui, ó, 225.
- 4:18Nele tá escrito o seguinte, olha: "A
- 4:21Constituição Federal de 88 estabelece
- 4:24que todos têm direito ao meio ambiente
- 4:27ecologicamente
- 4:30equilibrado.
- 4:32Bem de uso comum do povo e essencial à
- 4:36sadia qualidade de vida". E aí, nesse
- 4:40caso particular, impondo-se ao poder
- 4:42público e à coletividade
- 4:46o dever de defendê-lo,
- 4:48preservá-lo
- 4:50para as presentes e futuras gerações.
- 4:54Esse repertório é muito bom.
- 4:55Evidentemente que você não vai decorar
- 4:57tudo que tá aqui, não tem como decorar,
- 5:00mas os elementos chaves, sim, esse dá
- 5:02pra você saber, dá pra você dominar e
- 5:05escrever aí na sua redação. Primeiro,
- 5:07olha só, é direito de todos um meio
- 5:10ambiente ecologicamente
- 5:13equilibrado. OK, isso é direito de
- 5:15todos, esse meio ambiente ecologicamente
- 5:18equilibrado, se hoje a gente percebe
- 5:22essas alterações que apresentam esse
- 5:25desequilíbrio, isso mostra pra nós que
- 5:28aquilo que é direito de todos não está
- 5:30sendo garantido. Garantido por quem?
- 5:33Pelo Estado, OK? Então, pelo poder
- 5:36público e também pela coletividade.
- 5:39Olha, isso já abriu espaço pra você
- 5:41então escrever nos seus argumentos que
- 5:44uma das causas do problema é o Estado e
- 5:47a outra é uma apatia
- 5:50social.
- 5:51Tudo bem? Tranquilo? Então, esse
- 5:54repertório em particular você vai
- 5:56utilizar na introdução. Tudo bem? E aí a
- 6:00sua problematização, ela vai ser sempre
- 6:02por contraste, tá bom? Aquilo que é
- 6:05garantido
- 6:07não é o quê? Assegurado. Não é
- 6:10assegurado por quê? Porque o Estado não
- 6:12tem feito a sua parte e as pessoas
- 6:15também não. E isso impacta as presentes
- 6:18gerações e as futuras também. Beleza?
- 6:22Então não só te apresentei o repertório,
- 6:25mas se você prestou atenção, você já tá
- 6:27com a sua introdução modelo pronta para
- 6:31esse eixo temático. Ok? Tranquilo?
- 6:35Sobre meio ambiente, esse repertório
- 6:38aqui, ele nunca vai ser considerado
- 6:40repertório de bolso. Por quê?
- 6:42Pouquíssimas pessoas vão utilizá-lo.
- 6:45Então não vai ter aquela coisa que tá
- 6:48todo mundo usando e aí talvez o seu
- 6:50corretor, só por isso, já considere esse
- 6:54repertório um repertório de bolso. Tudo
- 6:56bem?
- 6:56O Papa Francisco, ele escreveu uma
- 6:58encíclica chamado Laudato Si.
- 7:02E nela, ele trata a necessidade urgente
- 7:06de uma ecologia
- 7:09integral.
- 7:10Defendendo que o cuidado com o meio
- 7:12ambiente deve estar diretamente
- 7:16relacionado com o cuidado com as
- 7:19pessoas. E por que que ele diz isso?
- 7:22Porque ele reconhece que existe um
- 7:25grande problema entre o acesso a esse
- 7:28meio ambiente e os acessos
- 7:31socioeconômicos.
- 7:33Que que eu quero dizer com isso? Com
- 7:34certeza, você ouviu falar nesse ano ou
- 7:37nos últimos anos de um conceito chamado
- 7:39de racismo
- 7:45ambiental.
- 7:49Ok?
- 7:50E aí, por que que esse conceito apareceu
- 7:53nos últimos anos?
- 7:54Porque as pessoas que estão mais
- 7:56vulneráveis, do ponto de vista das
- 7:59mudanças climáticas ou também das
- 8:02alterações que acontecem no meio que nós
- 8:05vivemos, está diretamente
- 8:08relacionado com as pessoas que possuem
- 8:11um menor poder aquisitivo. E nesse caso
- 8:15particular, essas pessoas são, na
- 8:18maioria das vezes, pessoas pretas e
- 8:22pardas, ok? Então, o racismo que é
- 8:24estrutural, ele se estrutura até mesmo
- 8:27no ambiente. Então, pessoas pretas e
- 8:30pobres estão mais vulneráveis às
- 8:33mudanças climáticas no sentido, então,
- 8:36das enchentes, das secas, dos
- 8:38deslizamentos de encosta e outros
- 8:41elementos. Tranquilo? O Papa Francisco,
- 8:44então, atento a essa realidade, disse:
- 8:46"Olha, não tem como a gente pensar no
- 8:48meio ambiente sem pensar nas pessoas".
- 8:52Por quê? Porque aquelas que estão
- 8:54sofrendo com as transformações
- 8:56ambientais são aquelas que já estavam
- 8:59sofrendo de alguma forma. Então, eu
- 9:02preciso tratar isso de uma forma só.
- 9:05Ok? Se cair um tema, por exemplo, sobre
- 9:08mudanças climáticas, eventos extremos,
- 9:11justiça social, justiça ambiental,
- 9:14esse repertório é incrível para
- 9:17demonstrar exatamente que, por exemplo,
- 9:20o estado não vem tendo esse cuidado
- 9:23integral, não tem colocado as pessoas em
- 9:28primeiro lugar e tem feito alterações no
- 9:31ambiente apenas sobre um aparato
- 9:34técnico. Ok? Tranquilo? Guardou? Bora.
- 9:39Próximo aqui, no meio ambiente, Ailton
- 9:42Krenak. Poxa, esse aqui é top, mas é top
- 9:45mesmo. Por quê? Porque ele faz uma
- 9:47analogia da natureza como um
- 9:50supermercado, como um almoxarifado, ok?
- 9:54E aí, ele mostra para nós que nós
- 9:57estamos utilizando a natureza como se
- 10:00fosse um recurso inesgotável.
- 10:03Como se a gente tivesse lá no
- 10:04supermercado, tirasse uma coisa de uma
- 10:07gôndola, de uma prateleira e ela,
- 10:09milagrosamente, tempos depois, ela está
- 10:12ali reposta. Só que
- 10:15a natureza, primeiro, não é uma
- 10:17mercadoria, apesar de ser tratada como
- 10:20tal, e ela não vai ser reposta
- 10:25ilimitadamente.
- 10:27Os recursos, eles são limitados. O
- 10:30grande problema é que os desejos humanos
- 10:33têm se tornado ilimitados. E aí, esse
- 10:36descompasso
- 10:37entre aquilo que a natureza oferece e
- 10:40aquilo que o ser humano deseja é que
- 10:43pode gerar o seu esgotamento. Tudo bem?
- 10:46Então, Ailton Krenak cabe muito bem para
- 10:49você falar de uma mentalidade
- 10:50capitalista que explora a natureza de
- 10:53uma maneira dilatatória e que é
- 10:56extremamente necessário que a gente mude
- 10:59o nosso padrão de comporta o nosso
- 11:01padrão e o nosso comportamento em
- 11:02relação ao consumo. Para quê? Para que a
- 11:05gente possa ter a natureza por mais
- 11:07tempo, nos servindo, sim, mas de uma
- 11:10maneira harmônica, onde nós e a natureza
- 11:13sejamos integrados, um em benefício do
- 11:17outro. Tranquilo? Beleza? Então, esses
- 11:20são os três repertórios que eu tenho
- 11:22aqui para vocês para o eixo meio
- 11:24ambiente. Aproveitem eles. Outros também
- 11:27que você poderia procurar: conceito de
- 11:29desenvolvimento sustentável, conceito de
- 11:32pegada ecológica. Esses conceitos são
- 11:34importantes aí. Beleza? Tranquilo? Bora
- 11:37lá.
- 11:38Se o eixo temático for educação, que que
- 11:42você faz? Vamos lá.
- 11:44Quer usar Constituição? Use o artigo
- 11:47certo. Artigo 205,
- 11:50que diz o seguinte, olha lá: "A educação
- 11:53é um direito de todos e é dever do
- 11:56Estado e da família". Olha só.
- 12:02Grande parte dos problemas de educação
- 12:04que podem aparecer como então temas de
- 12:07redação vão ser um problema do Estado e
- 12:09da
- 12:10família. Então, olha aqui, ó, a
- 12:12introdução pronta para você.
- 12:14"É um direito de todos e é dever do
- 12:16Estado e da família será promo promovida
- 12:20e incentivada com a colaboração da
- 12:22sociedade", então a sociedade colabora
- 12:25também, OK? "Visando o pleno
- 12:28desenvolvimento da pessoa,
- 12:31o seu preparo para o exercício da
- 12:34cidadania
- 12:35e a sua qualificação para o trabalho".
- 12:38Cara, se você usar esse repertório de
- 12:41maneira correta, você tem um ouro na sua
- 12:44mão. Porque olha só, o que que a gente
- 12:46vem percebendo? É que a educação também
- 12:49se transformou numa mercadoria.
- 12:51E ela não tá preocupada exatamente nisso
- 12:55aqui, ó, que é desenvolver a pessoa,
- 12:58que é, então, possibilitar que o
- 13:00indivíduo esteja
- 13:03pronto para exercer, de forma plena, a
- 13:06sua cidadania. No máximo, a educação,
- 13:10ela tem servido para quê? Para
- 13:12qualificar o indivíduo para
- 13:14uma prova,
- 13:15que é essa do Enem que você vai fazer, e
- 13:18para outros vestibulares e para o
- 13:19mercado de trabalho. Então você pode
- 13:22criticar exatamente isso, tá bom? Uma
- 13:25educação que só está preocupada em
- 13:27cumprir conteúdo para uma prova como a
- 13:29do Enem, como a de um vestibular, de
- 13:32preparar uma pessoa para apenas o
- 13:34mercado de trabalho, está colaborando
- 13:37para que esse indivíduo esteja
- 13:38plenamente alienado.
- 13:41Então, essa educação não tem servido
- 13:44para desenvolver a pessoa, para dar a
- 13:47ela autonomia, para dar a ela, então,
- 13:50uma emancipação, muito menos de ser um
- 13:53cidadão que conheça seus direitos, que
- 13:56saiba dos seus deveres, que faça a
- 13:58diferença na vida da sua nação.
- 14:00A gente pode até relacionar esse artigo
- 14:03da Constituição com uma frase do Darcy
- 14:05Ribeiro, que também cabe muito bem como
- 14:07repertório, que "a crise da educação não
- 14:10é uma crise, mas ela é um
- 14:12projeto". Beleza?
- 14:15Olha,
- 14:16em relação a investimentos,
- 14:18se você quiser culpar o Estado, olha o
- 14:20que a OCDE diz para nós. Depois, se você
- 14:22não sabe o nome, procura lá com calma.
- 14:25A OCDE diz para nós que o Brasil, ele
- 14:27vem investindo cerca de 3.500
- 14:31dólares por estudante na educação
- 14:34básica. Enquanto a média dos países da
- 14:37OCDE é de 10.900,
- 14:4011.000 dólares. Então, isso significa
- 14:44que, aproximadamente,
- 14:46né, o Brasil investe três vezes menos
- 14:50recursos por aluno do que os países da
- 14:53OCDE. Então, como pode um país querer se
- 14:56tornar desenvolvido, ter a ciência
- 14:59desenvolvida, querer desenvolver
- 15:02tecnologia, se não investe em educação?
- 15:06E para piorar, você pode até colocar
- 15:08isso na sua argumentação.
- 15:11Investe pouco
- 15:13e investe mal.
- 15:15Por quê? Vários dos investimentos que
- 15:17são feitos são feitos dentro daquela
- 15:19perspectiva de apenas preparar as
- 15:22pessoas para quê? Para exames, mercado
- 15:26de trabalho. Sendo que o que a gente
- 15:27precisa são pessoas voltadas, então, ao
- 15:30quê? Ao desenvolvimento da cidadania, ao
- 15:33exercício da cidadania e o seu pleno
- 15:35desenvolvimento como pessoa. Tá bom? E o
- 15:38queridinho, pelo menos aqui na minha
- 15:40salinha de redação, é o queridinho do
- 15:43eixo educação, que é, então, o conceito
- 15:45de educação bancária, a teoria da
- 15:47educação bancária do Paulo Freire. O
- 15:50Paulo Freire, ele diz para nós que nessa
- 15:52educação que nós estamos vivendo, né,
- 15:54praticando, o professor, ele funciona
- 15:58como um
- 16:00depositário de informações, né? Ele
- 16:03deposita, ele joga uma grande quantidade
- 16:06de informações sobre o aluno. E isso de
- 16:10uma maneira unidirecional.
- 16:13OK? Então, o professor fala, fala, fala,
- 16:16fala, fala, fala e só ele que fala.
- 16:18Bateu o sinal, já troca, vem outro
- 16:20professor.
- 16:21Sem promover então a crítica
- 16:24ou o diálogo.
- 16:26É claro que isso aqui é uma
- 16:27generalização que ele está fazendo, é
- 16:29uma teoria como um todo, tá? E por que
- 16:32que ele faz isso? Exatamente porque esse
- 16:34modelo não é um modelo para cidadania.
- 16:37Porque esse modelo é um modelo então
- 16:39para o mercado. É um modelo então que é
- 16:41voltado para quê? Para execução de
- 16:43provas. E que está diretamente
- 16:45relacionada à ideia, por exemplo, de
- 16:47Foucault.
- 16:48De adestrar, né? De adestramento. A
- 16:52ideia de corpos dóceis, né? Então existe
- 16:55um por que dessa educação tradicional
- 16:57ser desse jeito, né? De mandar cada vez
- 17:00mais conteúdo e mais conteúdo e mais
- 17:01conteúdo e mais conteúdo e você ali
- 17:04ficar alienado com tanto conteúdo e não
- 17:06conseguir nem fazer uma uma pergunta. E
- 17:08você não conseguir refletir sobre,
- 17:10porque não é para refletir.
- 17:12É simplesmente para você executar,
- 17:14executar, executar e executar,
- 17:16simplesmente sem questionar. Para quê?
- 17:19Para que tudo já tenha sido pensado por
- 17:21você e você simplesmente está agindo de
- 17:23uma maneira o quê? Técnica, irracional,
- 17:26praticamente. OK? Então, sem uma uma sem
- 17:31uma educação com uma perspectiva
- 17:32crítica, sem com ampliação do diálogo,
- 17:36das manifestações, da reflexão, essa
- 17:39educação, ela nunca vai ser para
- 17:42autonomia, que é o que ele diz, né? Ela
- 17:45nunca vai ser uma educação
- 17:46emancipatória,
- 17:48tá bom? Que vai deixar, que vai promover
- 17:50o indivíduo na sua plenitude. Beleza?
- 17:53Então, se cair eixo educação, você tem
- 17:57esses três repertórios para trabalhar
- 17:59então na sua redação. Beleza?
- 18:02Eixo de saúde. Cara, esse aqui eu
- 18:05coloquei apenas dois, sabe por quê?
- 18:07Porque esse vocês têm muitos filmes que
- 18:10vocês veem, séries, né? Grey's Anatomy,
- 18:13Sob Pressão e outras coisas, porque
- 18:16vocês querem medicina, a maior parte de
- 18:17vocês. Então, o que não falta é
- 18:19repertórios na área de saúde. Mas o que
- 18:21você não pode de jeito nenhum esquecer é
- 18:25esse aqui, tá bom? Pensou em
- 18:27Constituição, artigo 196, tudo bem? O
- 18:31artigo 196 diz que a saúde é um direito
- 18:34de todos, é dever do Estado e que é
- 18:38garantido por políticas sociais e
- 18:40econômicas que visem, aí que presta
- 18:42atenção, olha o poder desse repertório.
- 18:45A redução do risco de doença
- 18:49e outros agravos.
- 18:50E acesso universal,
- 18:54igualitário
- 18:57a ações e serviços para sua promoção,
- 19:01proteção
- 19:02e recuperação.
- 19:05Olha,
- 19:06eu não sei se a gente faz isso ou não.
- 19:08Porque, de uma maneira geral, as grandes
- 19:10preocupações nacionais no âmbito da
- 19:12saúde estão relacionadas a simplesmente
- 19:16ao quê?
- 19:17A ter médicos nos hospitais,
- 19:21médicos nos postos de saúde,
- 19:24entrega de medicamentos
- 19:26e assim vai, fazer cirurgias e tal.
- 19:30Nem isso é bem feito, porque
- 19:31principalmente essa parte aqui, ó, da
- 19:34redução do risco de doença, da proteção,
- 19:39não,
- 19:40a saúde brasileira não é uma saúde que
- 19:42se preocupa com prevenção, OK? Então, a
- 19:47gente poderia atacar exatamente nisso. O
- 19:51Drauzio Varella até fala bastante sobre
- 19:53isso, depois você dá uma pesquisada,
- 19:55tudo bem? Mas a gente investe demais
- 19:58naquilo que seriam medidas, então,
- 20:00terapêuticas, de recuperação, OK?
- 20:04E muito pouco em prevenção.
- 20:07E aí é aquela ideia, né? Que tipo, poxa,
- 20:11é melhor prevenir do que remediar.
- 20:13Então, a gente gasta muito mais com algo
- 20:17que poderia ser o quê?
- 20:19Prevenir doentes,
- 20:21gastando muito menos. Então, a gente
- 20:23precisa é mais de educadores físicos,
- 20:26nutricionistas, fisioterapeutas,
- 20:28enfermeiros, médicos da família e da
- 20:31comunidade, clínicos gerais e etc.
- 20:36E aí, a gente vai perceber que os nossos
- 20:39hospitais não vão ficar lotados, nós
- 20:41vamos perceber que a fila por exames e
- 20:43por cirurgias vão diminuir, porque a
- 20:46pessoa quando ela chegar ao serviço de
- 20:47saúde, ela vai estar chegando para se
- 20:49prevenir,
- 20:50para se proteger.
- 20:52E não para quê? Para já fazer uma
- 20:54cirurgia, para ter um procedimento ali
- 20:57diante de uma estrutura grave.
- 20:59Tranquilo? Beleza? Então, olha só como
- 21:01que esse artigo da Constituição, ele nos
- 21:04permite analisar a saúde como um todo. A
- 21:07saúde, ela tem que ser promovida. Será
- 21:09que ela tem sido promovida? Será que o
- 21:11agente de saúde tem ido à sua casa? Será
- 21:13que você tem tido, né, eh, um
- 21:16acompanhamento ali, se você já tem, por
- 21:19exemplo, filhos? Poxa, será que está
- 21:21tendo um acompanhamento ali na
- 21:22vacinação, pediatra e tudo mais? Será
- 21:26que está sendo reduzido, então, o risco
- 21:28de doença? De novo,
- 21:30eu acredito que não, porque saneamento
- 21:32básico, por exemplo, reduz o risco de
- 21:34doença e é um elemento de saúde pública
- 21:37e a gente não vê uma grande preocupação
- 21:40para eliminar, por exemplo, os lixões,
- 21:43para eliminar, por exemplo, esgoto a céu
- 21:46aberto e assim vai. Tudo bem?
- 21:48E um outro que você não pode esquecer de
- 21:50jeito nenhum é o conceito de saúde da
- 21:54OMS. Esse é incrível também, tá bom?
- 21:57Que que é saúde? Saúde é o estado
- 22:00completo de bem-estar físico, mental e
- 22:05social
- 22:07e não apenas a ausência de doença
- 22:11ou enfermidades. Então, a gente muitas
- 22:14vezes compreende errado o que é saúde. O
- 22:19homem quando não procura um médico
- 22:23anualmente
- 22:24para poder saber como que está a sua
- 22:26saúde, quando já precisa, por exemplo,
- 22:29né, acima dos 40 anos, fazer exames como
- 22:32exame de toque. Poxa, né, o exame de
- 22:36toque para para para próstata, né, o
- 22:37exame de próstata.
- 22:39E aí, então, não faz esse exame, né,
- 22:41para poder verificar ali, né, a questão
- 22:44do risco e tudo mais. Cara,
- 22:48preconceito, né?
- 22:49E aí, por preconceito, não vai. Cara,
- 22:52ele está de certa forma negligenciando.
- 22:55Por quê? Porque aí, quando a doença já
- 22:58estiver em caso grave, vai ser muito
- 23:01difícil, né, de remediar. Vai ser muito
- 23:04oneroso remediar. Vai ser necessário uma
- 23:07série de procedimentos que talvez não
- 23:08seriam necessários. Então, tanto o
- 23:11estado como a sociedade tem que se
- 23:13preocupar com esse completo estado de
- 23:15bem-estar
- 23:16físico, mental e social.
- 23:20Para quê? Para que sim, a gente possa
- 23:22permanecer com a ausência de doenças. E
- 23:25para que sim, a gente possa usufruir da
- 23:28nossa vida com qualidade, com dignidade.
- 23:31E é isso que mais importa. OK? Beleza?
- 23:34Então, esses dois conceitos mais a sério
- 23:37que você conhece, mais o Drauzio
- 23:39Varella, mais, sabe, um outro repertório
- 23:41que eu uso muito sobre questão de saúde,
- 23:44ao persistirem os sintomas, o médico
- 23:46deverá ser consultado. Será que é só
- 23:49após, né, persistirem os sintomas que o
- 23:52médico deverá ser consultado? Veja, será
- 23:55que se a gente desenvolvesse um sistema
- 23:57de telemedicina, por exemplo, só para
- 24:00aconselhar ali determinadas situações, a
- 24:03gente não evitaria que as coisas
- 24:05acontecessem apenas se persistirem ou se
- 24:09chegarem a um quadro grave? Então, é
- 24:11isso. Tudo bem? Beleza? Tranquilo?
- 24:14Então,
- 24:15dá uma moral de novo. Se você ainda não
- 24:17me segue, entra aí, prof.patrick souza,
- 24:21me segue lá no Instagram. Dá uma olhada
- 24:23também, aponta seu celular aqui, ó, para
- 24:25esse QR code do Protocolo Enem. ele vai
- 24:29fazer nesse ano uma Black sensacional.
- 24:33Então, não deixe de entrar no grupo, não
- 24:35deixa ali de aguardar então, né, as
- 24:38ofertas chegarem para você. Vai ser
- 24:40incrível.
- 24:41Bora lá.
- 24:42Se caiu eixo cidades, e geralmente vai
- 24:45estar relacionado muito com o eixo meio
- 24:46ambiente, dependendo da situação, tá
- 24:48bom?
- 24:49Gosto muito do artigo 182 da
- 24:52Constituição, que diz o seguinte, olha
- 24:54só:
- 24:56A política de desenvolvimento urbano,
- 24:59executada pelo poder público municipal,
- 25:02conforme diretrizes fixadas em lei,
- 25:05tem como objetivo
- 25:08ordenar o pleno desenvolvimento das
- 25:11funções sociais
- 25:14da cidade.
- 25:16Ok?
- 25:17E garantir
- 25:18o bem-estar dos seus habitantes.
- 25:22E aí, como que tá a situação da
- 25:23mobilidade urbana? Como que tá a
- 25:25situação da coleta do lixo? Como que tá
- 25:27a situação do saneamento básico? A
- 25:30questão da habitação, as calçadas, o
- 25:33lazer. Tudo isso faz parte da função
- 25:37social da cidade. E tudo isso faz parte
- 25:41daquilo que é necessário para garantir o
- 25:44bem-estar de todos os habitantes que
- 25:48moram na cidade. Então, aqueles que
- 25:50vieram provenientes do êxodo rural,
- 25:54êxodo que no seu sentido bíblico é a
- 25:56passagem para a terra prometida, aqueles
- 25:59que viram a cidade como a terra
- 26:01prometida, chegaram aqui,
- 26:04viram uma cidade sem nenhum
- 26:06planejamento, faltando de tudo. Então, a
- 26:09cidade vem cumprindo o seu papel social,
- 26:12a sua função social? Não.
- 26:16E com isso, vem garantindo o bem-estar
- 26:19dos seus habitantes? Também não. Então,
- 26:22veja como você pode estabelecer aí com o
- 26:25artigo 182 da Constituição Federal, uma
- 26:29introdução exemplar para temas então do
- 26:32eixo saúde, beleza? Aí
- 26:36desenvolvendo um pouco mais sobre isso,
- 26:38principalmente sobre as
- 26:39responsabilidades do estado, é
- 26:41extremamente relevante a gente pensar no
- 26:44estatuto da cidade, tá bom? A gente tem
- 26:47então uma lei exatamente
- 26:50para poder falar sobre as políticas
- 26:53urbanas, tudo bem? E que de novo
- 26:56marca, tá aqui bem marcado né, no
- 26:59estatuto da cidade, essa política urbana
- 27:02ela tem o objetivo de desenvolver a
- 27:04função social da cidade, ok? Da
- 27:09propriedade urbana mediante as seguintes
- 27:11diretrizes, mas veja, a cidade tem uma
- 27:14função social.
- 27:16Ok?
- 27:17Então, tudo, tudo, tudo que está
- 27:20relacionado com o ambiente urbano
- 27:23também se relaciona com a vida das
- 27:26pessoas. Se o meio urbano não está
- 27:29organizado, não está equipado a função
- 27:35social que a cidade tem, não vai ser
- 27:38cumprida, a vida das pessoas vai ser
- 27:42pior, tudo bem? Mas olha só, o que que é
- 27:46então né, é,
- 27:48o que faz parte né, desses objetivos
- 27:51aqui e dessas funções é, sociais, olha
- 27:54só, garantia do direito a cidades
- 27:56sustentáveis, como tá sua cidade aí?
- 28:00Sustentável?
- 28:01Entendido como o direito à terra urbana,
- 28:04a moradia, como tá o acesso à moradia,
- 28:06como tá o acesso ao saneamento básico,
- 28:08como tá o acesso às infraestruturas
- 28:10urbanas de uma maneira geral, as
- 28:12escolas, os hospitais,
- 28:15os terminais de ônibus e assim vai, a
- 28:18mobilidade, como que tá?
- 28:20Os serviços públicos, como que tá a
- 28:22prefeitura no sentido aí ó, das suas
- 28:24secretarias, tem atendido as pessoas de
- 28:27uma maneira geral na limpeza, por
- 28:29exemplo.
- 28:30Como que tá a perspectiva do trabalho,
- 28:32né?
- 28:33A cidade tem uma função social.
- 28:36Então a cidade, ela nasce numa
- 28:38perspectiva de melhorar as condições de
- 28:40emprego das pessoas, as perspectivas de
- 28:43trabalho das pessoas. Se isso não tá
- 28:45acontecendo, ela não tá cumprindo sua
- 28:47função social. E o lazer, ele existe ou
- 28:50não existe? OK? E tudo isso sempre para
- 28:54presentes e futuras gerações. Então não
- 28:58adianta nada eu fazer uma série de
- 29:00modificações no espaço urbano, se essas
- 29:03modificações, elas não elas não estão
- 29:06preocupadas com as futuras gerações. Eu
- 29:09tenho que atender as necessidades do
- 29:10agora
- 29:11e do futuro também, tá bom? Então
- 29:13Estatuto da Cidade é muito importante
- 29:16para você saber ali o que de fato é
- 29:19responsabilidade do Estado e a gente viu
- 29:22aqui, né? Cidades sustentáveis, direito
- 29:25à terra urbana, moradia, saneamento,
- 29:27infraestrutura, transporte, trabalho,
- 29:30lazer.
- 29:31Verificar tudo isso, se o Estado tá
- 29:33dando conta, se não tá dando. Ele não tá
- 29:35cumprindo aquilo que ele prometeu no
- 29:37Estatuto da Cidade, tá bom?
- 29:40Beleza. Um que eu gosto muito é esse
- 29:43aqui, tá bom? A cidade como mercadoria,
- 29:46do geógrafo David Harvey.
- 29:48Olha, se o Estado não tá dando conta de
- 29:51tudo isso,
- 29:54as empresas vão tentar dar conta.
- 29:57Só que elas vão cobrar por isso.
- 29:59E é por isso que a gente fala que a
- 30:01cidade se tornou uma mercadoria, porque
- 30:04o lazer, por exemplo, que é prometido
- 30:07ali, ó, lazer,
- 30:10que é prometido como um direito,
- 30:15hoje, se você quiser
- 30:17ter lazer,
- 30:19como ele não existe nas praças, ele vai
- 30:22ter que ser promovido aonde? Nos
- 30:25clubes.
- 30:27E aí o que que você vai ter que comprar?
- 30:28Você vai ter que comprar uma
- 30:30cota
- 30:31para se tornar então, né, acionista
- 30:35daquele clube. Então a cidade se tornou
- 30:37uma mercadoria.
- 30:38A mesma coisa vale, por exemplo, quando
- 30:41a gente pensa, né, eh,
- 30:43nos outros equipamentos urbanos.
- 30:46Saúde.
- 30:47Se tornou uma mercadoria. Você tem que
- 30:49ter um plano de saúde.
- 30:50Educação. Se tornou uma mercadoria. Você
- 30:53vai ter que ter, então, uma escola
- 30:54particular.
- 30:55OK?
- 30:56O transporte virou mercadoria.
- 30:59Você não consegue ir de ônibus. Você tem
- 31:01que ter sua própria moto. Você tem que
- 31:03ter seu próprio carro.
- 31:05E assim vai. OK? Os financiamentos para
- 31:09imóveis, por exemplo, estão cada vez
- 31:11mais caros, mais onerosos. E aí você tem
- 31:13que morar de aluguel.
- 31:15Mas o aluguel também tá cada vez mais
- 31:17caro, porque a especulação imobiliária
- 31:19não freia. Ela não para. Então, os
- 31:22preços estão só subindo.
- 31:24Então, perceba que tudo, tudo, tudo se
- 31:27tornou
- 31:28uma commodity.
- 31:31E essa commodity, ela só tá acessível
- 31:34para quem pode
- 31:35pagar.
- 31:36E isso amplia, de forma gigantesca,
- 31:40as desigualdades. E aí as populações
- 31:43mais pobres e as das periferias, elas
- 31:46estão cada vez mais
- 31:48sem acesso, marginalizadas. Eu usei esse
- 31:51repertório naquele tema quando, naquele
- 31:54tema do ENEM que fala sobre o acesso ao
- 31:56cinema. Adianta a gente ter cinema na
- 31:59cidade se as pessoas que vão usufruir
- 32:02desse cinema são apenas aquelas que
- 32:04podem pagar?
- 32:06Então, esse acesso não é democrático.
- 32:08Porque a maior parte das pessoas não vão
- 32:10poder pagar. A maior parte das pessoas
- 32:13estão lutando pela sobrevivência. Então,
- 32:15é isso que o David Harvey tá falando
- 32:17aqui. Da cidade, então, como mercadoria.
- 32:20Beleza? Tranquilo?
- 32:22Se o eixo temático for tecnologia,
- 32:26e tem chance, né? Seria a minha segunda
- 32:30opção aqui para apostas, né, para o
- 32:33eixo, né, para a redação desse ano.
- 32:35Seria, então, o eixo tecnologias. Tudo
- 32:37bem? Vamos lá. Sobre tecnologia, eu acho
- 32:40que esse repertório aqui é extremamente
- 32:44importante, tá bom? A Shoshana
- 32:47Zuboff, ok? Fala sobre então o
- 32:51capitalismo da
- 32:52vigilância, tá bom? Mas você pode
- 32:55colocar simplesmente o conceito, tá bom?
- 32:58O conceito de capitalismo da vigilância,
- 33:01ok? E aí, o que que tá sendo dito aqui
- 33:04então? Olha,
- 33:05grandes empresas do setor de tecnologia,
- 33:09elas coletam
- 33:11massivamente
- 33:13os dados comportamentais
- 33:16dos usuários, ok?
- 33:18Esses dados,
- 33:20eles vão ser transformados em produtos
- 33:22de previsão
- 33:24sobre o futuro comportamento
- 33:27e vendidos a terceiros.
- 33:30Que que é esse conceito aqui de maneira
- 33:32mais fácil? É o seguinte, não existe
- 33:34almoço grátis.
- 33:35Quando você
- 33:37vai lá para usar o Instagram, para usar
- 33:40o TikTok, para usar o WhatsApp, você vai
- 33:43lá e coloca aceito os termos,
- 33:46você tá aceitando que os seus dados
- 33:48sejam coletados.
- 33:50Esses dados, eles vão ser vendidos a
- 33:54empresas.
- 33:55E essas empresas, de posse desses dados,
- 33:59vão então criar campanhas publicitárias
- 34:02exatamente
- 34:04feitas
- 34:05para você. Campanhas personalizadas. Se
- 34:08o meu celular, que tá aqui do meu lado,
- 34:10tiver conectado à internet e eu falar
- 34:13tênis, "Estou precisando comprar um
- 34:15tênis. Nossa, como esse tênis é bonito".
- 34:18Ele coletou essas informações, enviou,
- 34:21entre aspas, não enviou, né? Porque as
- 34:23empresas que estão buscando isso, mas
- 34:25vamos supor, enviou esse dado para as
- 34:27empresas então que vendem então tênis, e
- 34:30aí agora vai começar a chegar para mim
- 34:33um monte então de links patrocinados,
- 34:36publicidades, sobre calçados, exatamente
- 34:40para que eu possa comprar. Então, nesse
- 34:43capitalismo da vigilância, tudo que você
- 34:46fizer nas redes sociais, na internet,
- 34:50está sendo, de certa forma, então,
- 34:53visualizado e se for interessante,
- 34:55coletado, para quê? Para que as ações do
- 34:58capitalismo depois aconteçam de maneira
- 35:01personalizada e, de forma geral, fazendo
- 35:04com que você transforme os seus desejos
- 35:06em necessidades, em atos, em compras.
- 35:09Ok? Beleza? Tranquilo? Mas assim, o top
- 35:14mesmo, eu acho que para esse eixo
- 35:16temático, é a gente usar Marco Civil da
- 35:19Internet e Lei Geral de Proteção de
- 35:22Dados, tá bem?
- 35:24O Marco Civil,
- 35:25tá aqui.
- 35:27Qual é a lei?
- 35:28É a legislação brasileira que estabelece
- 35:31os princípios, as garantias, os
- 35:33direitos, os deveres para o uso da
- 35:36internet no país. Extremamente polêmico,
- 35:39inclusive. Tá bom?
- 35:41Sendo um marco global, então, na
- 35:42regulamentação. Ok?
- 35:44Existe um marco.
- 35:49Mas ele é cumprido?
- 35:51Não.
- 35:52Não é por quê?
- 35:53Fiscalização.
- 35:56A Polícia Federal, por exemplo,
- 35:58foi equipada
- 36:00para poder cumprir
- 36:02o Marco Civil da Internet?
- 36:04Os outros órgãos de segurança foram
- 36:07equipados?
- 36:08Não.
- 36:10Aí a gente pensa no outro ponto.
- 36:13Crimes acontecem diariamente.
- 36:17Suponhamos que esses crimes, eles tenham
- 36:20sido registrados e, de fato, eles
- 36:23estejam aí evoluindo nas varas, vamos
- 36:26dizer assim, judiciais.
- 36:28Tá, mas e a punição?
- 36:32Como esses princípios são estabelecidos
- 36:35e eles não são cumpridos, cresce o senso
- 36:39de
- 36:42im
- 36:44pu
- 36:46nidade.
- 36:47Então, para que o Marco Civil da
- 36:50Internet dê certo, é necessário que a
- 36:53gente tenha
- 36:55fis
- 36:56calização
- 36:58e, ao mesmo tempo, que os infratores
- 37:01sejam
- 37:02punidos.
- 37:04O mesmo vale para Lei Geral de Proteção
- 37:07de Dados.
- 37:09Ok?
- 37:10Por quê? Porque a Lei Geral de Proteção
- 37:12de Dados, ela regulamenta
- 37:18o tratamento dos dados pessoais.
- 37:21Mas a gente tem percebido
- 37:24uma verdadeira
- 37:26fiscalização?
- 37:28A gente tem percebido
- 37:30que as pessoas têm sido punidas
- 37:33pelos seus atos ilícitos?
- 37:35Não.
- 37:36Então, o resultado também continua sendo
- 37:40impunidade
- 37:41devido à falta, então, de cumprimento da
- 37:46lei.
- 37:46Ok? Beleza? Tranquilo? Então,
- 37:49tecnologia, aí você pode pensar também
- 37:52lá na no documentário, né, O Dilema das
- 37:54Redes, que fala um pouco muito sobre
- 37:56isso aqui, desse capitalismo da
- 37:57vigilância, tá bom? Mas eu acho que o
- 38:00principal aqui é o Marco Civil. Quando a
- 38:02gente pensa em uso indiscriminado da IA,
- 38:05quando a gente pensa em fake news, tudo
- 38:08tá relacionado ao quê? Existe a
- 38:10legislação, essa legislação, ela não tem
- 38:14uma fiscalização adequada e a impunidade
- 38:16reina. Uma outra coisa que a gente
- 38:18poderia até dizer é o é o seguinte, que
- 38:21a gente tem aqui, né, um problema do
- 38:24ponto de vista, o quê?
- 38:26Le
- 38:27gis
- 38:29lativo. Sabe por quê? Porque vai
- 38:31existir, evidentemente, que um
- 38:34descompasso
- 38:36des
- 38:37com
- 38:39passo
- 38:41entre aquilo que é publicado e a
- 38:45realidade.
- 38:46Por quê? existe uma moro, uma morosidade
- 38:49legislativa. É evidente que existe, tá
- 38:52bom? Então a gente tem que pensar nisso.
- 38:55As leis surgem, mas elas já surgem
- 38:58obsoletas, porque a internet e o mundo
- 39:00digital mudam muito rápido. Tá bom?
- 39:03Beleza? Tranquilo?
- 39:05Eixo temático agora, cultura e lazer.
- 39:09Olha só o que que a gente pode falar.
- 39:11Constituição Federal, aí no artigo
- 39:13sexto, tem lá são direitos sociais o
- 39:15lazer. Então o lazer é um direito, então
- 39:20constitucional.
- 39:21Tudo bem? E aí, no artigo 215,
- 39:26pensando não só em lazer, mas pensando
- 39:28agora em cultura, tá lá dito o seguinte,
- 39:32né? Que o Estado garantirá a todos o
- 39:35pleno exercício dos direitos culturais
- 39:41Então os direitos culturais e o acesso
- 39:46às fontes de cultura nacional.
- 39:49E apoiará e incentivará a valorização e
- 39:52difusão das manifestações culturais.
- 39:55Isso acontece?
- 39:56Não acontece. A cultura não é para
- 39:59todos, o lazer não é para todos, se
- 40:02tornou uma mercadoria onde apenas
- 40:04aqueles que podem pagar é que irão
- 40:07usufruir.
- 40:09OK? Então a gente pode fatalmente falar
- 40:13que o Estado aqui, ele é o grande
- 40:15culpado por isso. Tá bom. Tá, mas e a
- 40:17sociedade, né? Por que que a gente tem
- 40:20problemas aqui em relação ao lazer e à
- 40:23cultura em relação à sociedade? Porque
- 40:25nós estamos vivendo uma sociedade que é
- 40:27chamada de sociedade do
- 40:29espetáculo, tá bom? A vida real, ela tem
- 40:33sido substituída
- 40:35por representações,
- 40:38por imagens,
- 40:40totalmente desconectadas com a
- 40:42realidade. Por quê? Porque o que a o que
- 40:45importa
- 40:46é a
- 40:48aparência.
- 40:49Não é então a essência, não é aquilo que
- 40:52se vive, mas é aquilo que parece
- 40:55o que se vive. Tudo bem? Seja nas redes
- 40:58sociais, seja nos nos noticiários. E aí
- 41:01eu fiz aqui uma análise então. A cultura
- 41:04e o lazer se encaixam perfeitamente
- 41:06nisso, pois as experiências de vida são
- 41:08vendidas
- 41:11como produtos
- 41:13a serem consumidos passivamente e a
- 41:16própria identidade construída com base
- 41:20nesse estudo. Então a ideia da
- 41:21mercadoria de novo. Como não tem lazer,
- 41:25como não tem cultura, o capitalismo se
- 41:28aproveita da sociedade que vivemos, que
- 41:31é essa sociedade que tem que mostrar,
- 41:34que quer mostrar muito mais do que
- 41:36viver, ela cria produtos culturais e de
- 41:39lazer
- 41:41que são vazios,
- 41:43ok? Que são vazios na maioria das vezes,
- 41:46mas que são vendidos porque eles são
- 41:48instan instagramáveis,
- 41:50por exemplo, ok? E que vão fazer a
- 41:52diferença aí dentro daquilo que seria a
- 41:55política dos likes e tudo mais. Tá bom?
- 41:58Show.
- 41:59Para o eixo temático economia e
- 42:01trabalho, que que a gente pode falar
- 42:03aqui?
- 42:04Poxa, neoliberalismo. Cara,
- 42:07seu professor de filosofia, seu
- 42:09professor de geografia, seu professor de
- 42:11sociologia, seu professor de história,
- 42:14com certeza colocam a culpa de uma série
- 42:17de coisas que acontecem na realidade e
- 42:20do ponto de vista do trabalho e da
- 42:21economia no liberalismo. Por quê? Porque
- 42:25basicamente aqui, eu não vou ler tudo,
- 42:27né? Basicamente a gente viveu uma crise
- 42:30do modelo keynesiano quando a inflação e
- 42:35o desemprego chegaram
- 42:37às suas máximas, ok? Principalmente ali
- 42:40na década de 80, tá bom? 70, 80.
- 42:45Então o Friedrich Hayek e o Milton
- 42:49Friedman, eles, de certa forma, disseram
- 42:52que isso está relacionada diretamente ao
- 42:55excesso de intervenção do Estado. Então,
- 42:57o que que eles defenderam? Eles
- 43:00defenderam uma menor atuação do Estado e
- 43:05a transferência,
- 43:07então, desse poder
- 43:09para o
- 43:10mercado.
- 43:12Só que o mercado é o seguinte, né? E
- 43:15isso é evidente, evidentemente, da sua
- 43:18independentemente da sua posição
- 43:20política, tá? Qual que é o grande
- 43:22objetivo do capitalismo?
- 43:26O grande objetivo do capitalismo é
- 43:28obtenção de
- 43:30lucro, é acumulação de lucro, tá bom? E
- 43:34o que que ele vai fazer para que esse
- 43:36lucro seja cada vez mais cada vez maior?
- 43:40Ele vai, então, diminuir
- 43:43custos
- 43:45para poder ampliar o quê? Os seus
- 43:48lucros.
- 43:49E um dos principais meios para isso é
- 43:52exatamente a exploração do
- 43:56trabalho.
- 43:58Tudo bem?
- 43:59Tranquilo? Então, esse já é um dos
- 44:02elementos que a gente pode pensar,
- 44:04inclusive, se o tema for, né,
- 44:06relacionado, então, à redução da jornada
- 44:09de trabalho. O capitalismo sempre vai se
- 44:11utilizar do trabalho, da sua exploração,
- 44:14da sua alienação para ampliar os seus
- 44:16lucros, OK?
- 44:18Mas um outro elemento aqui que também é
- 44:20importante dentro dessa perspectiva do
- 44:22liberalismo é que, sendo o mercado um
- 44:26agente que tem poder para reger a
- 44:29economia, de novo, o foco vai estar
- 44:33sempre no quê?
- 44:35No lucro, tá bom? Então, eu vou colocar
- 44:37aqui em cima, porque aqui embaixo fica
- 44:39feia a letra. Então, o mercado, ele
- 44:42sempre vai ter como objetivo, de novo,
- 44:46ampliação dos
- 44:47lucros.
- 44:49E isso é antagônico
- 44:52com o quê?
- 44:54Com o
- 44:55bem
- 44:57estar.
- 44:58Só vai ser promovido bem estar se isso
- 45:03for para a ampliação dos lucros. Aí,
- 45:07isso tem até a ver com aquilo que é a
- 45:10contradição
- 45:14que é inerente
- 45:16ao sistema capitalista. Tudo bem? Então,
- 45:19quando a gente começa a verificar que o
- 45:22trabalhador, ele está, de certa forma,
- 45:25recebendo mais direitos, recebendo mais
- 45:29auxílios, recebendo mais um monte de
- 45:31coisa, isso aí é um mecanismo
- 45:33contraditório do capitalismo. Tá bom? É
- 45:36exatamente para ampliar os seus lucros.
- 45:38OK? Beleza?
- 45:40Se o tema tiver relacionado à economia,
- 45:43poxa, a gente pode usar a questão da
- 45:44desigualdade social. Tudo bem? Aí, além
- 45:47desses aqui que eu tô colocando, tem o
- 45:49índice Gini. O Brasil tem um dos maiores
- 45:51índices Gini do mundo, tá bom? E esse
- 45:54dado, ele existe exatamente por quê?
- 45:57Porque, olha só,
- 45:5863%
- 46:00da riqueza do Brasil tá na mão de
- 46:041% da população. Então, a riqueza, ela é
- 46:08altamente o quê?
- 46:10Con
- 46:11cen
- 46:12trada.
- 46:14OK? Olha o contraponto. 50% dos mais
- 46:18pobres
- 46:20têm apenas 2% do patrimônio do país.
- 46:22Então, realmente a desigualdade é muito
- 46:24grande, a distância entre ricos e pobres
- 46:27é muito grande, tá bom? E, em relação ao
- 46:30IBGE, esse dado continua atual, tudo
- 46:32bem? Mais de 100 milhões de pessoas
- 46:36vivem com menos de 15 reais por dia.
- 46:39Então, a maior parte do Brasil está
- 46:42lutando para o quê? Sobre
- 46:46vi
- 46:47ver. Eu falo muito para os meus alunos
- 46:50na salinha. A gente vive numa bolha,
- 46:52tudo bem? A grande parte de nós vivemos
- 46:55numa bolha, onde a gente, poxa, tem três
- 46:58refeições diárias, duas delas, na
- 47:01maioria das vezes, com proteína. Isso
- 47:03não é a realidade do Brasil real, tá
- 47:05bom? Então, a gente tem até essa
- 47:08analogia feita aí pelo Ariano Suassuna,
- 47:11né? E também do Machado de Assis, tá?
- 47:14Que é essa distância entre o Brasil real
- 47:17e o Brasil, vamos dizer assim, o tópico,
- 47:19né? Aquele que, aí, por isso a gente
- 47:22divide, né? Aquilo que seriam os
- 47:24privilegiados e os despossuídos, tá bom?
- 47:27Beleza. E os conceitos de Marx, tá?
- 47:30Tanto para economia quanto para
- 47:31trabalho, os conceitos de Marx são muito
- 47:34utilizados, tá bom? Por exemplo,
- 47:36mais-valia. O que que é mais-valia?
- 47:38Basicamente, a diferença entre o valor
- 47:40produzido e o valor pago na forma de
- 47:42trabalho, tá bom? Essa é a principal
- 47:45fonte do lucro capitalista. Então,
- 47:48evidente, como eu já falei para você,
- 47:50que o empregador, ele vai se explorar do
- 47:51trabalho para aumentar o seu lucro, tá
- 47:53bom? A luta de classes, que reflete o
- 47:56quê? O antagonismo entre a burguesia e o
- 47:59proletariado. E isso aqui é o grande
- 48:03motor da história, porque exatamente a
- 48:05partir dessa luta, tá bom? Desse
- 48:09antagonismo, é que a gente vai ter o
- 48:12quê? As transformações.
- 48:18E aí, é por isso que a gente nunca pode
- 48:20se esquecer da relação que Marx tem com
- 48:25eh Hegel, tá bom? Por quê? Porque o
- 48:27materialismo histórico dialético, o
- 48:30dialético,
- 48:33tá vindo exatamente do quê?
- 48:36Das
- 48:37contradições.
- 48:40OK?
- 48:41Então, contradi,
- 48:43opa, contradi,
- 48:46ções.
- 48:48OK? As contradições.
- 48:50Então, é exatamente por essa luta de
- 48:53classes
- 48:55é que vai acontecer as grandes
- 48:56transformações, porque eles estão
- 48:58repletos de contradições.
- 49:00Então, a redução da jornada de trabalho,
- 49:02ela só vai acontecer quando realmente
- 49:04chegar um momento onde as pessoas
- 49:06falarem: "Olha, se for desse jeito, eu
- 49:07não aceito o trabalho".
- 49:10"Pô, mas você precisa sobreviver". Mas
- 49:11tudo bem, mas se eu trabalhar aqui, eu
- 49:13também vou morrer.
- 49:14Porque não tem como sobreviver com esse
- 49:16regime de trabalho.
- 49:17E as pessoas vão negando, negando,
- 49:19negando, negando e lutando, lutando,
- 49:21lutando, até que um momento, sem ninguém
- 49:24para trabalhar,
- 49:25aquele que é o dono dos meios de
- 49:27produção, tem que fazer uma coisa que
- 49:29aparentemente é contraditória.
- 49:31Ela tem que ceder.
- 49:33E aí, ela cedendo, ela vai poder
- 49:36usufruir e ela vai poder então ter mais
- 49:38lucro. OK? Beleza?
- 49:40Outros conceitos aqui, o conceito de
- 49:42alienação, tá? Principalmente quando a
- 49:44gente fala em alienação de si, em
- 49:47alienação em relação ao que produz, tudo
- 49:49bem? E a ideia do fetiche da mercadoria,
- 49:52tá bom? Então, esses são conceitos aqui
- 49:55clássicos da sociologia, coloquei que
- 49:57salvam a gente bastante nesses eixos,
- 50:01nesses temas relacionados à economia e
- 50:04trabalho, tá bom? Beleza?
- 50:06Último. Agora vamos falar então sobre
- 50:09minorias. Cara,
- 50:12puxa,
- 50:13de maneira geral, né? O ENEM gosta muito
- 50:16de minorias sociais, tá bom?
- 50:18E, exatamente, pelo conceito de minoria,
- 50:22né? Porque são pessoas que não têm voz.
- 50:24E aí, quando a gente coloca, né, uma
- 50:27prova onde quatro, cinco milhões de
- 50:29pessoas vão fazer uma redação, vão ver
- 50:31sobre esse tema, minimamente elas vão
- 50:33refletir e quem sabe elas mudam as suas
- 50:36atitudes, né? Então, trouxe aqui alguns
- 50:39repertórios para a gente tá pronto aqui
- 50:42para esse eixo que é o queridinho do
- 50:44ENEM. Então, vamos lá.
- 50:46Olha, existem uma série de leis federais
- 50:49que estão relacionadas a minorias e que
- 50:52podem te ajudar em temas, tá bom? Então,
- 50:55a gente tem aqui, por exemplo, né, a Lei
- 50:57Maria da Penha, a Lei do feminicídio, tá
- 51:00bom? Que estão relacionadas diretamente
- 51:03à minoria, que nesse caso são as
- 51:04mulheres, tá? E olha que contraditório,
- 51:07né? As mulheres são maioria
- 51:09do ponto de vista quantitativo, mas do
- 51:12ponto de vista qualitativo, digamos
- 51:14assim, é uma minoria, tá bom? Eh, em
- 51:17relação a crianças e adolescentes, a
- 51:19gente tem o Estatuto da Criança e do
- 51:20Adolescente, tá bom? Em relação a
- 51:23bullying e cyberbullying, tá? Olha com
- 51:25esse vídeo do Felca, é claro que a prova
- 51:28já tava elaborada e tudo mais, mas quem
- 51:32deixou de lado esse tema, tá?
- 51:35Faça, pense nele nessa semana, tá bom?
- 51:38Bullying, cyberbullying, OK? Então, a
- 51:41gente tem uma lei que criminaliza o
- 51:43bullying e o cyberbullying, OK? E o que
- 51:46tem sido feito?
- 51:47O Estatuto da Pessoa Idosa, poxa, ano
- 51:50passado foi muito feliz, né, quando
- 51:52citei aqui na aula o Estatuto da Pessoa
- 51:54Idosa, falei sobre os direitos, sobre as
- 51:56garantias e tudo mais. Poxa, foi
- 51:59importante do pro tema do ano passado e
- 52:02deixo aqui, né, não sei o que que pode
- 52:04vir, então fala ainda sobre uma minoria
- 52:06bastante importante. E a lei do racismo,
- 52:09que hoje em dia se estende agora também
- 52:13para a comunidade LGBT QIA+ tá bom?
- 52:16Então, quando a gente fala desse
- 52:18conceito hoje de LGBTfobia, tá bom?
- 52:22Então, veja as com grande quantidade de
- 52:25leis específicas que a gente tem, tá
- 52:28bom? Em relação a uma série de minorias,
- 52:31mas que, de certa forma, mostra para nós
- 52:34que o problema da violência não é então
- 52:36mais a legislação,
- 52:38mas é a falha na aplicação e no
- 52:42cumprimento da norma. Isso você sempre
- 52:44pode dizer, tá? O Brasil é um dos países
- 52:47que mais tem leis específicas, tá bom? É
- 52:50muito difícil a gente falar que um
- 52:53determinado problema social, ele não foi
- 52:56materializado dentro de uma lei.
- 52:59Ele foi materializado, mas não é
- 53:01aplicado e não é cumprido, tá bom?
- 53:03Beleza? Tranquilo? Então, use essas leis
- 53:06aqui, tá?
- 53:08Bourdieu, pô, toda forma de violência, e
- 53:11as violências acontecem aos montes, né,
- 53:14contra as minorias, eh, são fruto desse
- 53:18combo aqui de teoria do habitus e
- 53:20violência simbólica, tá bom? Que que é a
- 53:22violência simbólica? Poxa,
- 53:25a violência simbólica é uma forma de
- 53:27violência que é extremamente sutil.
- 53:31Porque Bourdieu, ele fala para nós que a
- 53:32dominação, ela nem sempre ela é exercida
- 53:36pela força. Na maioria das vezes,
- 53:39ela é exercida de maneira sutil. E diz
- 53:42de uma forma sutil, uma forma sutil de
- 53:44uma maneira tal que, assim,
- 53:47a gente consegue fazer que a vítima
- 53:51aceite a sua posição em silêncio. E que
- 53:55ela considere essa violência como uma
- 53:57violência
- 53:59normal.
- 54:00Normal não, mas aceitável, é melhor
- 54:03dizendo.
- 54:04E mais, passa a reproduzir isso.
- 54:07Então, o conceito de violência
- 54:09simbólica, ele cabe muito bem em temas
- 54:11que falam sobre violência de maneira
- 54:13geral, em temas que falam sobre
- 54:15minorias, por quê? Porque de novo, as
- 54:18minorias, elas só se tornam minorias
- 54:22exatamente porque essa coerção sutil,
- 54:25ela vai oprimindo.
- 54:28Ela vai marginalizando.
- 54:31Ela vai aprisionando esses grupos.
- 54:34E não a força.
- 54:36Mas de uma maneira que eles aceitem essa
- 54:39posição.
- 54:41Então, é quando o tema é assédio, por
- 54:43exemplo, no ambiente de trabalho,
- 54:45eh, a vítima achando que aquilo, que o
- 54:48patrão fez, é normal. Afinal, ele é o
- 54:50patrão e ele é o empregado.
- 54:53Não pode ser normal, tá bom? Tá, mas
- 54:55como que isso
- 54:57se torna, então, comum? Como que isso se
- 54:59torna comum, né? Se torna natural,
- 55:02normal? Aí isso vem por meio do habitus,
- 55:05né? Isso vem de um conjunto de hábitos e
- 55:08disposições que a pessoa adquire na
- 55:11sociedade e que a faz se comportar de
- 55:14uma maneira, de uma forma que é
- 55:17aceitável para o grupo dominante. Então,
- 55:19tipo, a teoria do hábitos vem da ideia
- 55:21de que a gente vai, então, ao longo da
- 55:23nossa história
- 55:25introjetando uma série de coisas no
- 55:27nosso imaginário.
- 55:29A gente vai vendo aquelas coisas, aquilo
- 55:31parece normal, a gente introjeta e aí a
- 55:34gente vai introjetando, vai introjetando
- 55:36até um ponto que a gente passa a fazer e
- 55:40passa a banalizar o mal. Tudo bem?
- 55:42Inclusive trouxe, tá bom? O conceito de
- 55:46banalidade do mal da Hannah Arendt. A
- 55:48Hannah Arendt quando fala da banalidade
- 55:50do mal, ela fala exatamente nessa ideia
- 55:53de que o mal ele pode ser praticado por
- 55:55pessoas
- 55:57comuns a partir do momento que elas se
- 56:00recusam as a refletir sobre as suas
- 56:04ações e a julgar o mundo ao seu redor. A
- 56:07coisa vai acontecendo, vai acontecendo,
- 56:10vai acontecendo e a gente vai aceitando
- 56:13como se aquilo fosse normal, mas nunca
- 56:16pode ser considerado como algo normal.
- 56:20Tudo bem? Esse conceito, ele tá em
- 56:23diálogo com esse outro conceito que é o
- 56:25conceito de má-fé, tá bom? As pessoas,
- 56:29elas vão negando a sua própria
- 56:31liberdade, elas vão negando a sua
- 56:33própria responsabilidade,
- 56:35elas vão se escondendo atrás de
- 56:38desculpas e, de certa forma, não
- 56:41querendo, então, assumir, né? A
- 56:45responsabilidade
- 56:46sobre as suas ações. Porque as suas
- 56:48ações são sempre
- 56:50coletivas, né? Na filosofia a gente
- 56:52aprende que isso aqui tá diretamente
- 56:54relacionada até com a ideia da angústia
- 56:56do ser.
- 56:57O homem não gosta de fazer escolhas, o
- 56:59homem não gosta de tomar decisões e é
- 57:01por isso que permanece no estado de
- 57:03minoridade, como a gente aprende lá com
- 57:05o Kant, tá bom? E tudo isso propicia a
- 57:08banalização do mal, a formação dos
- 57:10hábitos e a continuidade dessas
- 57:13violências que são consideradas
- 57:15simbólicas, tá bom?
- 57:17Por fim,
- 57:18esse conceito é muito bom, do Milton
- 57:21Santos, geógrafo brasileiro premiado com
- 57:24aquilo que seria o
- 57:27Nobel de geografia, que é o conceito de
- 57:30cidadanias mutiladas, tudo bem? Todas as
- 57:33minorias têm as suas cidadanias
- 57:36mutiladas. Isso por quê?
- 57:39Porque
- 57:40a cidadania, né?
- 57:43E que é estabelecida a partir de um
- 57:45conjunto de direitos e deveres, né?
- 57:49Ela muitas vezes não existe para essas
- 57:52pessoas.
- 57:53E aí ele fala, ó, "Embora
- 57:56os direitos civis,
- 57:58políticos e sociais
- 58:01existam na teoria
- 58:03ou no papel,
- 58:05na prática, eles não são usufruídos por
- 58:08todos
- 58:09de maneira igualitária".
- 58:11Eu iria até além.
- 58:13Igualitária é até cruel.
- 58:15De maneira o quê?
- 58:18Equitária.
- 58:19Tudo bem? A gente sempre tem que pensar
- 58:22que existe uma profunda diferença entre
- 58:27igualdade
- 58:31e
- 58:33e
- 58:34equidade.
- 58:36E o que a gente deve buscar sempre é a
- 58:38equidade. É tratar de maneira diferente
- 58:41os diferentes, OK? A mutilação, então,
- 58:45acontece quando a plenitude do direito é
- 58:48negada ou parcializada.
- 58:52Então, a gente sabe
- 58:54que muitas vezes
- 58:57isso é estrutural.
- 59:01Isso é até estatal.
- 59:04Tem até um outro conceito que você pode
- 59:06procurar depois, que é o conceito de
- 59:09necro
- 59:11política,
- 59:13que é o do Achille Mbembe,
- 59:15tá bom? Que tá diretamente relacionada a
- 59:18uma ideia foucaultiana
- 59:20de bio
- 59:23bio
- 59:27poder.
- 59:30O Estado
- 59:31tem
- 59:32a vida das pessoas na mão.
- 59:35E ela escolhe
- 59:38quem eles querem fazer viver
- 59:40e quem eles querem fazer morrer.
- 59:44Isso é muito sério. Usei esse repertório
- 59:47no ano passado em relação aos idosos.
- 59:49Tudo bem? Meu povo, espero de verdade
- 59:52que esses repertórios ajudem você na sua
- 59:55prova. Se ajudarem, depois vai lá no meu
- 59:58Instagram, comenta esse vídeo aqui no
- 1:00:00YouTube, mas vai lá no meu Instagram,
- 1:00:02principalmente, e me fala: "Patrícia,
- 1:00:04essa aula fez a diferença. Foi a revisão
- 1:00:07que eu precisava nessa reta final para
- 1:00:09ter segurança aqui nos eixos, eh, ter
- 1:00:13segurança nos repertórios, ter
- 1:00:15repertórios para cada um dos eixos
- 1:00:16temáticos". Então, espero de verdade que
- 1:00:18faça muita diferença. Beleza?
- 1:00:20Beijo no coração, se cuidem e até a
- 1:00:22próxima, se Deus quiser. Valeu. Tchau,
- 1:00:24tchau.
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This page contains the full transcript of REPERTÓRIOS para TODOS os EIXOS TEMÁTICOS de REDAÇÃO do ENEM by Marcos Vasconcellos, generated from the public captions YouTube serves with the video. The transcript has 8,023 words across 1,413 segments, with the original timestamps preserved so you can click any line to jump to that moment in the embedded player.
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