RENAN SANTOS, CANDIDATO À PRESIDÊNCIA PELO MISSÃO, PARTICIPA DE SABATINA DO CORREIO — Transcript
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- 0:00Olá, seja muito bem-vindo, muito
- 0:02bem-vinda a mais uma sabatina, Correio
- 0:05Brasiliense, TV Brasília Eleições 2026.
- 0:09Eu sou Denise Rotemburg, colunista do
- 0:11Correio. Aqui comigo, Ana Maria Campos,
- 0:14colunista do Correio Brasiliense e
- 0:17editora do Caderno Direito e Justiça.
- 0:21Olha gente, hoje nós vamos receber aqui
- 0:24o candidato Renan Santos do partido
- 0:28Missão e eu lembro a você que este
- 0:31programa, esta entrevista tem a parceria
- 0:34da Febrafite, Fenat, UNAFISO Nacional e
- 0:39ANFIP. candidato, muito bem-vindo. É um
- 0:42prazer e uma honra recebê-lo. E eu já
- 0:45começo fazendo a primeira pergunta sobre
- 0:47esse tema que tá chamando tanto a
- 0:49atenção dos brasileiros esta semana, que
- 0:52é esse julgamento no Supremo Tribunal
- 0:55Federal. Qual seria a principal reforma
- 0:59do judiciário que o senhor pretende
- 1:01apresentar se o senhor for eleito?
- 1:03Obviamente, diante de tudo que a gente
- 1:05tá vendo aí por esses dias no STF?
- 1:08>> Vamos lá. Estudar praticamente um
- 1:10programa inteiro. Vamos começar assim,
- 1:12vamos começar do essencial. Nós
- 1:14precisamos começar afastando o ministro
- 1:15do STF, independente da reforma,
- 1:18simplesmente porque não dá para manter
- 1:19uma Suprema Corte com figuras cujas
- 1:22decisões são influenciadas pela vontade
- 1:24de impunidade, pelo desejo de impunidade
- 1:25e pelos interesses de bandidos como
- 1:27Daniel Vorcaro. Dois, a Suprema Corte,
- 1:30ela tem que cuidar apenas de casos
- 1:32abstratos, como é na maior parte das
- 1:33Cortes Constitucionais ao redor do
- 1:35mundo, especialmente na Europa, temas
- 1:37abstratos ligados à constitucionalidade,
- 1:38não de casos concretos envolvendo
- 1:40pessoas. Casos concretos envolvendo
- 1:42pessoas, especialmente políticos, tem
- 1:43que ir para uma corte separada. Alguns
- 1:45juristas já defendem isso, que eu que eu
- 1:47proponho que seja eh através de
- 1:49desembargadores sorteados com mandatos
- 1:51de 2 anos que cuidam dos casos dos
- 1:52políticos, senadores, deputados, eh
- 1:54desde que não sejam dos seus próprios
- 1:56estados para não ter perseguição
- 1:57política.
- 1:58Assim, a gente retira da Suprema Corte o
- 2:01poder que eles têm de interferir sobre o
- 2:03parlamento. E aí o parlamento, se
- 2:04precisar derrubar um ministro, vai fazer
- 2:06isso sem medo de retaliação, que é o que
- 2:08acontece hoje. Temos que proibir
- 2:09decisões monocráticas, escritório de
- 2:11advocacia, eh temos que ter um mandato
- 2:14de 8 anos no máximo para um ministro.
- 2:17Não vejo problema eh na questão da
- 2:19idade. Acho que um ministro pode ter
- 2:20mais de 40 anos ou menos de 50 anos. A
- 2:23questão é que tem que ter um mandato
- 2:25específico que ele cumpre e esse mandato
- 2:26tem que ser descasado com o início de um
- 2:28mandato de um presidente da República.
- 2:31Precisamos ah de um filtro de entrada,
- 2:34ou seja, não dá para um partido
- 2:35político, para uma ONG ou para um
- 2:38sindicato poder levar pro STF qualquer
- 2:41decisão que saia ou qualquer tema que
- 2:43passe no Congresso o tempo todo, como se
- 2:45fosse uma última instância do
- 2:46legislativo. Isso também tem que ser
- 2:47proibido. A Suprema Corte americana
- 2:49cuida de pouquíssimos casos. No Brasil
- 2:51são milhares. Se eu não me engano, a
- 2:52corte americana se for 150 casos é muito
- 2:55no ano. No Brasil são acho que dá coisa
- 2:58de 5 a 10.000 casos. Então é um modelo
- 3:01doente o que a gente vive aqui.
- 3:02Portanto, é uma reforma desta natureza
- 3:04que eu tô propondo é uma reforma que
- 3:06altera toda a dinâmica da Suprema Corte,
- 3:08>> ou seja, ficaria tudo pro STJ. Então os
- 3:10outros processos ficariam pro Superior
- 3:12Tribunal de Justiça, não chegariam até o
- 3:15STF. O STJ seria a instância final.
- 3:19como para casos concretos do STJ, para
- 3:21casos envolvendo políticos com foro
- 3:23especial, uma corte especial que seria
- 3:27essa que eu mencionei com
- 3:28desembargadores dos estados que são
- 3:29sorteados com mandatos de 2 anos, ah,
- 3:32pegando os casos dos políticos que,
- 3:34enfim, possuem um foro privilegiado e o
- 3:36STF sem nenhum caso, cuidando apenas de
- 3:38temas abstratos ligados a questões
- 3:41constitucionais, como tem que ser um
- 3:42ministro de uma Suprema Corte tem que
- 3:44cuidar de tema abstrato. É uma corte
- 3:46ligada à Constituição. Então, ó, se tal
- 3:48tema fere um princípio basilar da
- 3:50Constituição, será que esse tema pode
- 3:52andar no parlamento ou não? Essa é a
- 3:54discussão e só essa.
- 3:55>> Essas propostas são importantes, mas
- 3:58elas dependem do Congresso. O presidente
- 4:01da República não tem condições de
- 4:03realizar sozinho. E a gente vê que o
- 4:06Congresso hoje eh sequer reprova
- 4:09processos de impeachment, por mais
- 4:11graves que sejam as denúncias que
- 4:12envolvam os magistrados. E também hoje
- 4:16mesmo essa discussão toda no no Supremo,
- 4:20a abertura de um processo também causa
- 4:22muita polêmica. Como é como engajar o
- 4:25país para uma reforma como essa? ou um
- 4:28presidente da República verdadeiro que
- 4:31não está envolvido nos escândalos de
- 4:32corrupção e que se propõe de maneira
- 4:34muito honesta a fazer isso, ele temá ele
- 4:37terá poderes após ser eleito para tal.
- 4:40não sendo, portanto, Flávio Bolsonaro
- 4:42Lula, que estão envolvidos no escândalo,
- 4:44eh qualquer um que tem essa disposição
- 4:46poderá fazer muita diferença, até porque
- 4:48o parlamento será eleito ele também
- 4:50dentro desse espírito, dentro desse
- 4:52clima de mudança. Portanto, se a
- 4:54população brasileira desejar que eu
- 4:55vença as eleições, ela também vai
- 4:57desejar minhas propostas e ela vai me
- 4:59ajudar a pressionar os parlamentares
- 5:01para isso. Sei que haverá lobby de
- 5:02senadores, especialmente senadores
- 5:04envolvidos escândalos de corrupção. Sei
- 5:06que haverá lobby com presidentes de
- 5:07partido envolvidos nos mesmos escândalos
- 5:08de corrupção, mas eles não serão
- 5:10majoritários diante do que vem aí. Acho
- 5:12que h é uma crise tão grande que a gente
- 5:14começou a ver é o topo da hierarquia da
- 5:16política brasileira começando a cair. Na
- 5:19verdade assim, se abrirem os dados do
- 5:21celular do do Vorcaro e se de fato
- 5:23punirem os envolvidos no escândalo do
- 5:24NSS, cai todo mundo. Então um presidente
- 5:27da República como eu, vou nomear um
- 5:29procurador geral da República
- 5:31absolutamente probo e absolutamente
- 5:34distante de interesses políticos para
- 5:36que ele leve à frente as investigações e
- 5:38as denúncias como desenvolvidos. E a
- 5:40Polícia Federal tem que ter um
- 5:41superintendente, um chefe absolutamente
- 5:43independente, que parece não ter sido o
- 5:46caso, nem do PGR, nem do nem da Polícia
- 5:49Federal. Com essas nomeações
- 5:51aí
- 5:53em bom português, se não colaborarem por
- 5:55bem, vão colaborar por mal. Eles vão
- 5:57colaborar pelo medo, porque eh não é nem
- 5:59bem à vontade. Se a PGR vê um crime, vai
- 6:01pegar um presidente de um partido, vai
- 6:02pegar um parlamentar e aí bicho vai
- 6:05pegar.
- 6:06>> [risadas]
- 6:06>> esse ponto.
- 6:07>> Agora, eh, para fazer tudo isso é
- 6:09preciso ter maioria no Congresso
- 6:11Nacional, como bem lembrou Ana Maria,
- 6:13né? Depende, muita coisa depende do
- 6:15Congresso hoje. Como é que o senhor
- 6:17pretende fazer caso seja eleito, sendo
- 6:20que o seu partido hoje é pequeno, tem o
- 6:23deputado Quim Cataguiri e talvez, se não
- 6:26me fala a memória, deve ter ali mais um
- 6:28dois, se é que tem tudo isso. Como é que
- 6:30o senhor pretende eh ter uma maioria no
- 6:33Congresso Nacional, sendo que hoje o seu
- 6:35partido é pequeno e a gente sabe que o
- 6:38Congresso é viciado em cargos e emendas
- 6:41parlamentares. O senhor faria ali o
- 6:43tomalá da cá nos cargos públicos?
- 6:46>> Eu tenho uma das maiores bancadas hoje
- 6:48do Congresso Nacional, que é a bancada
- 6:49que só tem um Kim Cataguiri, porque um
- 6:51King Cataguiri vale mais do que 30
- 6:53deputados do centrão,
- 6:54>> mas não é uma maioria, né? Para aprovar
- 6:56lá uma emenda constitucional, para
- 6:58aprovar um nemum projeto de lei.
- 7:00>> Não, não é que eu não podia perder a a
- 7:02homenagem ao Quin aqui. Eh, e eu sempre
- 7:05homenageio, porque é o padrão de
- 7:06qualidade dele é muito grande e nós
- 7:07precisamos eleger muitos deputados. A
- 7:08provocação na sua pergunta, ela é muito
- 7:10boa, porque de fato eu preciso fazer uma
- 7:12bancada bem grande. Agora, independente
- 7:14do tamanho da bancada, pela própria
- 7:15natureza das eleições brasileiras, ela
- 7:17não será nunca suficiente para formar
- 7:18maioria. Portanto, eu terei que fazer um
- 7:19governo decomposição nos regimes
- 7:22parlamentaristas munda, é normal e é
- 7:25aceitável e desejável que composições
- 7:28partidárias sejam construídas dentro de
- 7:29um programa e de propostas republicanas,
- 7:32assim na Alemanha, assim na Espanha, eh
- 7:34assim, em qualquer regime
- 7:35parlamentarista, o Brasil. Eh, e nesse
- 7:38sentido a sua pergunta cabe muito,
- 7:39porque só no Brasil, dentre as
- 7:42repúblicas presidencialistas, se discute
- 7:44tanto a questão da governabilidade,
- 7:46porque você tem duas eleições. Você
- 7:47ganha eleição para presidente, aí depois
- 7:48tem uma eleição indireta no parlamento
- 7:50para formar sua maioria. Portanto, o
- 7:52parlamentarismo resolveria isso. Mas eu
- 7:54vou ter que fazer essa segunda eleição e
- 7:55eu vou compor com partidos uma maioria
- 7:57simples uma maioria para PEC. Essa
- 7:59maioria simples, ela será feita com
- 8:01composição no governo, mediante a
- 8:03assinatura por parte dos partidos de
- 8:05resoluções que vinculem sua bancada o
- 8:07programa meu que venceu as urnas. Ou
- 8:09seja, quer participar do meu governo com
- 8:10ministérios de maneira republicana, vai
- 8:13a uma resolução obrigando sua bancada a
- 8:15votar comigo.
- 8:15>> Ou seja, cada partido vai ter um
- 8:18ministério. Então, os partidos que forem
- 8:20lhe apoiar,
- 8:20>> não necessariamente, mas também, ou
- 8:23seja, pode ser que um partido queira
- 8:25aderir sem precisar disso. E parabéns,
- 8:28você vai se vincular ao meu governo,
- 8:30vamos trabalhar junto. Agora, um partido
- 8:32pode propor atuar na área de segurança
- 8:34do meu governo com uma indicação
- 8:35interessante e fazendo de maneira
- 8:37republicana, com o escrutínio total das
- 8:39dos órgãos de fiscalização e da
- 8:41imprensa, eu assim o farei, porque eu
- 8:43acredito na composição. Eu sou uma eu
- 8:44sou uma figura política. Eu eu entendo
- 8:46que não vai dar para eu governar sem
- 8:47maioria. O que eu não vou permitir,
- 8:49entretanto, é eu destruir o meu governo
- 8:51e eu destruí o sonho das pessoas que
- 8:53votaram em mim com bandidagem. Eu não,
- 8:56isso não vou permitir. Eu prefiro aí não
- 8:57ter maioria e eu prefiro ir paraa
- 8:59disputa, ir paraa crise do que ceder
- 9:01para isso, porque seria destruir toda a
- 9:04o sonho de uma geração que construiu meu
- 9:05partido. Eu não posso ser visto como uma
- 9:07pessoa que cedeu para isso. Então as
- 9:09pessoas sabem que eu vou ter essa
- 9:10dificuldade. Agora, há um elemento, hoje
- 9:13nas mãos do Flávio Dino existem pelo
- 9:15menos 60 processos envolvido desvios de
- 9:17emendas do orçamento secreto que
- 9:19envolvem o dito centrão. um PGR, como eu
- 9:22citei, probo, independente,
- 9:25vai ser muito difícil os parlamentares
- 9:27ficarem nesse clima de chicana e de
- 9:29chantagem para cima do governo federal,
- 9:30porque eles vão estar preocupados em não
- 9:31ser presos. Eu acho que o clima vai ser
- 9:33bem diferente. Por isso que a gente
- 9:34precisa colocar um presidente da
- 9:35República probo, que faça nomeações
- 9:37probas e que comece nomear figuras
- 9:40corretas pro STF, porque investigando
- 9:42direitinho a ideia de um parlamento que
- 9:44não coopera por motivos pouco
- 9:47republicanos vai começar a se alterar.
- 9:49Eles se lambusaram muito. Não é que eu
- 9:51encontrei uma chave mágica para resolver
- 9:53isso. É que eles se lambusaram tanto na
- 9:55roubalheira que se mexer um pouquinho a
- 9:57casa cai para todo mundo. Tô falando
- 9:59casa cai para membros do PP, da União
- 10:01Brasil, do MDB, do PSD, os maiores
- 10:04partidos hoje da República.
- 10:06>> Mas eh eles, os parlamentares hoje têm
- 10:08muito poder por causa das emendas
- 10:10impositivas e muitas vezes nem precisam
- 10:12do do governo, do executivo para
- 10:16conseguir liberar recursos, enfim.
- 10:18paraas suas bases e até pros esquemas
- 10:20que o senhor mesmo colocou. Pensa eh que
- 10:24isso deve ser mudado e como mudar isso?
- 10:27Eu eu vou alterar o modelo das emendas
- 10:30de duas maneiras. Um, as emendas
- 10:33parlamentares para funcionarem, elas vão
- 10:34ser vinculadas à quantidade de orçamento
- 10:37discricionário que é aberto. Ou seja,
- 10:39para traduzir aqui para quem ainda está
- 10:40nos assistindo, eh, você tem um
- 10:42orçamento, uma parte do orçamento
- 10:44brasileiro ele é engessado, ele é
- 10:45obrigatório, ou seja, o presidente não
- 10:46escolhe, ele é determinado por lei. Nós
- 10:48vamos fazer o parlamento trabalhar para
- 10:50diminuir isso, porque quanto mais espaço
- 10:52para investimento ele gera, mais espaço
- 10:54eu vou dar paraa emenda. Uhum.
- 10:56>> Então eu eu tenho dificuldades para
- 10:58votar no parlamento, qualquer
- 10:59presidente, temas fiscalistas que são as
- 11:01famosas reformas, eles aí que eles geram
- 11:03dificuldades e na maior parte dos temas,
- 11:06por exemplo, ligado à segurança pública,
- 11:07é fácil fazer maioria. Inclusive no
- 11:09governo Lula passou PEC, algumas vezes
- 11:11ligados à área de segurança pública, ou
- 11:13seja, não é difícil. O problema são
- 11:15esses temas fiscais. Ao alterar a
- 11:17dinâmica das emendas para elas estarem
- 11:19vinculadas à quantidade de orçamento
- 11:20discricionário, a função do parlamentar
- 11:22será, esse parlamentar que que você
- 11:24descreveu, será diminuir a despesa
- 11:26obrigatória para sobrar mais espaço
- 11:27paraa emenda.
- 11:28>> Agora vai ser isso.
- 11:29>> Só que do outro lado, aí eu tenho que
- 11:31disciplinar o uso da emenda e aí vem o
- 11:32nosso projeto que é a lei de
- 11:33responsabilidade gerenicial.
- 11:34>> É o que as pessoas dizem é o seguinte,
- 11:36essa questão das emendas eh já chegamos
- 11:38ao seguinte ponto. Primeiro, a pasta de
- 11:41dente já saiu do tubo, ou seja, não
- 11:42volta mais. Os parlamentares têm as
- 11:44emendas impositivas que eles destinam
- 11:46hoje para onde eles querem. E o governo
- 11:49é obrigado a liberar, porque se não
- 11:51liberar incorre no chamado crime de
- 11:54responsabilidade. Como é que o senhor
- 11:57pretende mudar algo que o Congresso já
- 12:00está viciado e ninguém consegue? O
- 12:03governo Lula tentou isso n vezes e não
- 12:05conseguiu. O máximo que conseguiu foi
- 12:07negociar para que eles coloquem ali pelo
- 12:09menos metade dessas emendas na área de
- 12:12saúde. Como fazer essa negociação de
- 12:15forma republicana com um Congresso
- 12:17viciado e onde a previsão é de reeleição
- 12:20da maioria dos parlamentares. De maneira
- 12:23clara, como citei, eh esses
- 12:25parlamentares, eles não apenas usam a
- 12:26emenda porque eles querem entregar
- 12:28coisas, eles querem roubar através das
- 12:29emendas. E especialmente a emenda do
- 12:32orçamento secreto que a maior parte dos
- 12:34parlamentarários do Centrão dispõe, ã
- 12:36elas foram alvo de desvio. Eu volto a
- 12:38colocar, o ministro Flávio Dino hoje é o
- 12:40ministro mais poderoso da Suprema Corte,
- 12:41porque ele tem na mão dele as principais
- 12:44lideranças do parlamento. Inclusive,
- 12:45isso faz parte do plano do Lula, da
- 12:46reeleição. Lula vai nomear dessa vez um
- 12:48PGR dele, não alguém que foi nomeado
- 12:50pelo grupo do Gilmar, que é o Gonê. E aí
- 12:52com base nisso, ele usando os processos
- 12:54do Flávio Dino, ele vai obrigando o o
- 12:57Congresso a se ajustar. Esse
- 12:58>> não, Flávio Dino já tá fazendo várias
- 13:00operações ali da Polícia Federal contra
- 13:01parlamentares que desviaram recursos.
- 13:03>> Exato. E essa vai ser a tônica do
- 13:05próximo mandato dos parlamentares.
- 13:07Então, ao mesmo tempo que eles estão com
- 13:08muito poder, eles nunca tiveram também
- 13:10com tanto problema e eles estão com
- 13:12medo. E há um desejo, isso conversando
- 13:14com bastidores em Brasília, de
- 13:16composição com o poder executivo geral.
- 13:17Vamos, qual é a pacificação que a gente
- 13:19chega? O modelo de pacificação, ao meu
- 13:20ver, é este, uma nova âncora fiscal que
- 13:23tem a emenda determinada pelo espaço
- 13:24discricionário aberto. E do outro lado,
- 13:28a seguinte lógica: o governo formula a
- 13:30política pública e o deputado faz a
- 13:32entrega, mas a política pública tem que
- 13:33vir do governo federal. Por quê? A, o
- 13:37dinheiro das emendas hoje tá na casa dos
- 13:38R$ 65 milhões deais. Ele é um dinheiro
- 13:40que ele não segue de uma lógica
- 13:42racional. Eu não sei se eu posso me
- 13:43estender, mas isso isso é uma discussão
- 13:45até fascinante. O Brasil em 2011 passou
- 13:47uma legislação sobre as regiões de
- 13:49saúde, determinando que os estados vão
- 13:50ser divididos em regiões que serão
- 13:52autônomas na complexidade do serviço de
- 13:56saúde pública oferecido pelo SUS. Então,
- 13:58os investimentos têm que atender
- 13:59critérios em que uma determinada região
- 14:01ela vai ter desde o hospital mais
- 14:02complexo até as unidades básicas de
- 14:03saúde. Hoje isso não foi implementado
- 14:06até agora, porque os parlamentares
- 14:07escolhem: "Ah, vou fazer um hospital na
- 14:08minha região". Não, não, essa
- 14:10policlínica vai ser na região que eu
- 14:11tenho mais voto. E aí isso é irracional.
- 14:14Então, a política tem que ser
- 14:15determinada pelo governo federal, pelo
- 14:16planejamento central do governo federal,
- 14:18o investimento em infraestrutura,
- 14:19investimento de saúde. E o parlamentar
- 14:22ele tem que fazer a entrega, que é
- 14:24basicamente um ato meramente eleitoral,
- 14:25é um ato de vaidade do parlamentar, é
- 14:27inauguração, que é a verdade. A verdade
- 14:30é o que o parlamentar quer. Isso, isso é
- 14:32uma coisa muito velha. A emenda vem da
- 14:33lógica antiga que o Brasil não é uma, o
- 14:36Brasil não tem uma característica
- 14:38republicana como a americana. Então o
- 14:40parlamentar ele tem que mostrar pras
- 14:42pessoas que ele tá servindo o povo e aí
- 14:44ele tem que ficar inaugurando obra sem
- 14:45que não é parlamento que inaugura a
- 14:47obra. Então a gente criou essa
- 14:48distorção. Então já que o eleitor acha
- 14:51que o parlamentar trabalhar inaugurar a
- 14:53obra, o que é uma maluquice, deixa ele
- 14:55inaugurar a obra. É é ridículo pô, vai
- 14:58lá, inaugura a obra, fala que foi você
- 14:59que trouxe, mas não é você que vai
- 15:01determinar a política. tem que chegar
- 15:03nesse acordo. Esse tem que ser o acordo
- 15:04que tem que chegar. Então, inaugura a
- 15:05obra, finge que você fez aquela obra,
- 15:08mas não determine a obra, porque eles
- 15:10determinando obra é um caos. São
- 15:12investimentos irracionais, com desvio,
- 15:14com corrupção e com falta de
- 15:16planejamento e prioridade.
- 15:17>> Candidato, eh, eu vi uma declaração sua
- 15:20a respeito da reforma da previdência
- 15:23como uma medida muito necessária, porque
- 15:26senão daqui a alguns anos os aposentados
- 15:28não vão receber as suas aposentadorias.
- 15:30Eu queria saber que modelo de reforma se
- 15:34eu acha necessário, se essa reforma vai
- 15:38atingir os os aposentados já estão
- 15:41recebendo as aposentadorias, se vai
- 15:43diminuir a idade eh para para se
- 15:46aposentar, como que é e essa esse modelo
- 15:49que o senhor pensa?
- 15:51>> Ahã. Primeiro, na reforma que o deputado
- 15:54Kim Catagui apresentou, tá em coleta de
- 15:55assinatura, a gente vai fazer uma
- 15:56reforma paramétrica, ou seja, nos
- 15:58parâmetros do modelo atual pro regime
- 16:01público de servidores, especialmente
- 16:03federais, vai mexer muito com militares
- 16:05e com judiciário. Eh, esses parâmetros
- 16:07envolvem especialmente idade, idade e
- 16:10contribuição.
- 16:11A segunda, aí vem uma reforma
- 16:13previdenciária geral que tem que
- 16:14estabelecer um gatilho automático que
- 16:16não demande novas reformas pro
- 16:18estabelecimento da idade. Qual o gatilho
- 16:20automático? determinou pelo IBGE a
- 16:23expectativa de vida do brasileiro,
- 16:25altera automaticamente a data para
- 16:27aposentadoria. Ponto. Dois, acabar com
- 16:30grandes exceções que existem. Três,
- 16:32fazer uma reforma que vai ser baseada aí
- 16:34sim na minha reforma trabalhista, que é
- 16:36a nova carteira de trabalho ou um novo
- 16:38modelo e de legislação trabalhista
- 16:40brasileiro que junta o FGTS com INSS,
- 16:44transforma numa nova aposentadoria que
- 16:45vai render. a pessoa vai poder escolher
- 16:47inclusive onde parte dessa aposentadoria
- 16:49vai render, que aí já não rende igual
- 16:50FGTS, que rende menos do que o a CELIC,
- 16:53são loucuras que nós temos aqui, e que
- 16:55vai permitir, portanto, eh que a a
- 16:58pessoa faça a capitalização dela e
- 16:59conforme ela tenha rendimentos maiores,
- 17:02ela tenha mais discricionalidade sobre o
- 17:03rendimento dela, sendo que uma parte
- 17:05fica no regime geral, até porque o
- 17:06regime geral é um regime de partilha,
- 17:08que é um regime que no fundo os mais
- 17:10novos estão pagando pelos mais velhos.
- 17:12Eu acho que vai dar para compor com esse
- 17:14novo modelo uma diminuição da
- 17:16informalidade, portanto um aumento da
- 17:17base de contribuição para reduzir o
- 17:19drama previdenciário e ser menos injusto
- 17:21com todos. Então essa reforma tá
- 17:23prevista no nosso governo. Agora, por
- 17:25falar em reformas, uma lei muito
- 17:28importante que tá praticamente
- 17:29engavetada lá no Congresso, tá
- 17:31paralisada e que tem a ver com a
- 17:33arrecadação, é a lei orgânica da
- 17:36Administração Tributária, LOAT, que ela
- 17:39ela ela capacita, né, a fiscalização e
- 17:44cria ali todo o sistema de fiscalização
- 17:47das contas públicas tão necessário,
- 17:49inclusive plano de carreira, dos
- 17:51fiscais, de todas as áreas, todos os
- 17:53entes federativos.
- 17:54Como é que o senhor pretende levar essa
- 17:57questão da administração tributária e
- 17:59também da fiscalização? Algo que é tão
- 18:02importante pro país saber aonde vão seus
- 18:05tributos, onde é que como fiscalizar a
- 18:08arrecadação de seus tributos?
- 18:09>> Eu tenho pouco conhecimento sobre esse
- 18:11projeto, mas em termos principiológicos
- 18:14o bom funcionamento do Estado e a boa
- 18:17cobrança sobre a execução de políticas
- 18:19públicas em município, estado e união
- 18:21passam por o máximo possível de
- 18:22transparência. Tanto que a base do meu
- 18:24programa de governo é a lei de
- 18:25responsabilidade gerencial, que passa
- 18:27por eh ajudar e auxiliar a gestão
- 18:30pública nos municípios e entes
- 18:31federativos brasileiros, que hoje é
- 18:33críptica, a gente mal sabe como é gasta
- 18:34dinheiro, em geral é com políticas
- 18:36públicas ineficientes. Eu tive uma
- 18:37reunião com o Tribunal de Contas da
- 18:38União informal, mas tive eh para definir
- 18:42ali e entender se eles possuem um painel
- 18:44de indicadores eh suficientemente bom
- 18:47para ajudar a gente fazer isso. E eles
- 18:48têm então tudo que se some. Um, aumento
- 18:50de transparência, dois, capacidade de
- 18:53entendimento, três, indicadores. É bom,
- 18:55é bom não só para fiscalização, mas para
- 18:57formular as políticas. Eu acho que é
- 18:59esse é um problema que a gente tem no
- 19:00Brasil, que é o problema do voo cego.
- 19:02Como você é um avião, você tá pilotando
- 19:03avião, você não tá vendo nada e você não
- 19:05tem os indicadores. E no Brasil tem
- 19:07pouco a cultura de trabalhar mediante
- 19:09indicadores. É um problema que a gente
- 19:12talvez herdou de uma cultura
- 19:13patrimonialista. Eu gosto bastante
- 19:15assim, principiologicamente falando,
- 19:17>> candidato, o senhor é é o principal
- 19:20líder do MBL, que que foi eh muito
- 19:24importante no processo de impeachment da
- 19:28ex-presidente Dilma Rousse [roncando] e
- 19:30muito muito eh motivado pelas denúncias
- 19:35da Lava-Jato, que naquela época estavam
- 19:38muito fortes. E hoje o que aconteceu com
- 19:40a Lava-Jato é que ficou desacreditado.
- 19:43Eu que a minha a minha pergunta na
- 19:45verdade são duas. Se o senhor acha que o
- 19:47Brasil ficou melhor depois do
- 19:49impeachment e qual a sua opinião em
- 19:51relação às críticas que são feitas a
- 19:54Lava-Jato? [roncando]
- 19:56É uma reflexão bem bem complicada,
- 19:59porque eh eh eu não acho que o Brasil
- 20:01está melhor hoje, mas eu não acho que
- 20:03foi por culpa do impeachment. Eu acho
- 20:05que o impeachment foi necessário. Se a
- 20:07gente olhar objetivamente, aquele
- 20:09governo precisava cair. Eh, mas
- 20:12>> pelas pela corrupção,
- 20:13>> pela corrupção, pela pelo projeto de
- 20:16porque não era só porque o governo era
- 20:17corrupto. A corrupção do PT era baseada
- 20:19na compra do parlamento. Todo o
- 20:21petrolão, como herder do mensalão, eh,
- 20:23se baseava numa num compartilhamento de
- 20:25dinheiro para que parceiros do governo
- 20:28eh que geram maioria no Congresso ganhem
- 20:31dinheiro e também toquem campanhas.
- 20:33também podiam ficar rico no processo,
- 20:34mas em geral era com membros de
- 20:36partidos, era por isso que tinha o PP,
- 20:37tinha até as diretorias deles, o MDB
- 20:39tinha, o PT também tinha. Então eles
- 20:41montaram uma espécie de consórcio que
- 20:44gerava essas maiorias. Inclusive gerou a
- 20:45rebelião do baixo clero do próprio
- 20:47Eduardo Cunha, que achava que não tinha
- 20:48tanto espaço nessa brincadeira.
- 20:50>> Eh, o problema é que o Brasil que que
- 20:54tava fervilhando naquele período com a
- 20:56operação Lava-Jato, ele ficou confuso. E
- 20:59qual foi a confusão? Como não as ruas
- 21:02naquele processo, eu eu chamei
- 21:04manifestações, eu e o Kim, a gente
- 21:06derrubou o PT, as ruas não se
- 21:09materializaram naturalmente num fenômeno
- 21:12eleitoral próprio. Porque se fosse um
- 21:14fenômeno eleitoral próprio, se o Quim
- 21:15tivesse idade aquela época, se a Janaína
- 21:17Pascoal tivesse uma verve mais poderosa,
- 21:22se o Sérgio Moro quisesse ser candidato
- 21:24a presidente, os três ganhavam a eleição
- 21:26porque eles representavam o momento.
- 21:28Como ninguém ali tinha condições de ser
- 21:30candidato por motivos diversos,
- 21:32paralelamente surgiu uma pessoa chamada
- 21:35Jair Bolsonaro, que é um político de
- 21:36carreira envolvido em escândalo de
- 21:37corrupção, com filhos envolvidos em
- 21:39escândal de corrupção. E esse sujeito
- 21:41foi identificado pelas pessoas daquele
- 21:43fenômeno como um líder. Ele não foi
- 21:45responsável pelo impeachment. Ele não
- 21:46tem nada a ver com a operação Lava-Jato.
- 21:48O que tava mudando o Brasil era o as
- 21:50ruas, o impeachment e a Lava-Jato. Para
- 21:52bem e para mal, como eu posso falar,
- 21:54houve também uma criação de redes
- 21:55sociais confusas, houve muita histeria.
- 21:57A Lavajato passou do ponto em vários
- 21:59momentos. O Bretas, por exemplo, o
- 22:01Bretas é um
- 22:02>> Uhum. Eu posso
- 22:03>> juiz do Rio de Janeiro,
- 22:04>> um demente.
- 22:05>> O Bretas é um demente Bretas é uma
- 22:08pessoa, né, eh, que cruzou muitas
- 22:10linhas. O Bretas eh tava ali no âmbito
- 22:12da Lava-Jato também.
- 22:14Ava já em alguns momentos cruzou a as
- 22:16linhas e mas o eleitor ele descobriu o
- 22:20bolsonarismo e aí o eleitor se afeiçoou
- 22:24e gerou um um vínculo tão poderoso com
- 22:27ele que não apenas destruiu aquela
- 22:30revolução que acontecia naquele momento,
- 22:32como criou o seu bandido de estimação. E
- 22:35aí nós temos o Brasil lamentável que nós
- 22:37temos hoje, em que o eleitor que sair às
- 22:39ruas contra a corrupção do PT defende a
- 22:41corrupção do Flávio e ele defende, fala:
- 22:44"Ó, o PT é corrupto, né? O Flávio".
- 22:48Não, não, ele pode. Tanto que tem assim,
- 22:50você perguntar para um eleitor do
- 22:51Flávio, eleitor do Flávio, eh, você acha
- 22:53errado que o Alexandre de Moraes recebeu
- 22:55130 milhões um contrato lá com a esposa
- 22:58dele? Absurdo. E o Flávio com 130
- 23:01milhões do Dark Horse? Normal. Normal.
- 23:04Não, normal.
- 23:05>> Respondem que é dinheiro privado, né?
- 23:07Mas considerando que as pesquisas hoje
- 23:09colocam Lula e Flávio Bolsonaro num
- 23:13segundo turno, se forem os dois, quem
- 23:16que o senhor apoia?
- 23:17>> Eu apoio o Renan Santos.
- 23:19>> Ou seja, se se o senhor não tiver no
- 23:21segundo turno, é o senhor vai para casa,
- 23:24vai cuidar da vida ou vai fazer oposição
- 23:27a quem vencer, mas não vai fazer
- 23:28campanha para nenhum dos dois? É isso.
- 23:30>> Eu sei que jornalisticamente falando não
- 23:31é a resposta mais legal que eu posso te
- 23:33dar.
- 23:33>> Hum. Eu só posso imaginar um cenário em
- 23:35que eu estarei trabalhando no segundo
- 23:36turno para ganhar a eleição. Eh, não, eu
- 23:39não posso imaginar outra coisa, senão
- 23:40seria até desrespeitoso com quem tá
- 23:41apostando em mim. Então, por mais que
- 23:44jornalisticamente falando seria uma
- 23:45resposta legal para eu te dar, eu não
- 23:47daria essa resposta. [risadas]
- 23:48>> Por que que eh a [tosse] juventude,
- 23:51muitos jovens se identificam com Renan
- 23:54Santos?
- 23:55>> Pois é, eu nem sou tão jovem assim, eu
- 23:56tenho 42 anos. Eu acho que são muitas
- 23:59coisas. Eh, por mais que eu tenha 42, eu
- 24:03tenho uma linguagem
- 24:05nas redes sociais muito franca, eh, que
- 24:09cativa as gerações mais novas. Tanto que
- 24:12não tem, quando a gente faz um recorde,
- 24:14por exemplo, de renda, eh, não é rico,
- 24:16mais pobre, molecada nos acompanha.
- 24:19Dois.
- 24:21Essas pessoas não têm esse vínculo
- 24:23emocional pelo Lula e pelo Bolsonaro.
- 24:25Essa pessoa hoje, por exemplo, de 20
- 24:26anos que me acompanha e vai votar em
- 24:28mim, ela viveu o governo do Bolsonaro,
- 24:30ela não idealizou o Bolsonaro. Ela vive
- 24:33agora o governo Lula e viveu antes
- 24:34governo Dimma quando era mais criança e
- 24:36viu que era ruim. Essa pessoa, portanto,
- 24:38não tem o vínculo que pessoas mais
- 24:39velhas têm no Lula, no Bolsonaro. E
- 24:42elas, portanto, estão aptas a fazer
- 24:44novas construções. E a gente tá propondo
- 24:46um pacto muito simples com elas. Ó, nós
- 24:48não vamos enriquecer com a política.
- 24:50Vocês vão ser, vão ver as nossas
- 24:51jornadas de maneira muito aberta. Nossas
- 24:54propostas, nós discutimos abertamente
- 24:55com vocês. Eu faço lives diárias. Eu não
- 24:57conheço outro político no Brasil, líder
- 24:58partidário, que está praticamente todos
- 25:00os dias ao vivo, 2 horas falando o que
- 25:03pensa e explicando suas posições. Às
- 25:06vezes o o Quin, agora a gente tem um
- 25:07partido missão e o Kim ele é um líder da
- 25:09própria bancada que é ele,
- 25:11>> mas a gente decide a posição que vai ser
- 25:13tomada ao vivo numa transmissão ao vivo.
- 25:15E as pessoas vem muita verdade nisso.
- 25:17Então os jovens se sentem parte de uma
- 25:19construção que não necessariamente se
- 25:22realiza agora. Lógico que eu quero que
- 25:23ganhar as eleições, estou trabalhando
- 25:24para ganhar eleição, mas eles sentem
- 25:26parte do projeto que é o projeto da
- 25:27geração deles.
- 25:28>> Agora, qual é o projeto pra juventude? O
- 25:31que que o senhor oferece para esse
- 25:33público jovem? Qual é, por exemplo, é
- 25:36uma reforma que vai caminha na direção
- 25:39do empreendedorismo, geração de
- 25:41empregos? Como atender esse público
- 25:43jovem que hoje chega assim tão sem
- 25:45perspectiva diante de uma Iá, da até da
- 25:48falta de debate entre os candidatos à
- 25:50presidência da República? As mensagens
- 25:52têm que ser curtas, ou seja, a impressão
- 25:54que você tem é que as pessoas hoje em
- 25:55dia não gostam muito de pensar. Como é
- 25:57que o que o que o senhor vai oferecer
- 25:59para esse público jovem?
- 26:00>> Primeira coisa, tem que tomar cuidado
- 26:01com esse público jovem vai me cobrar se
- 26:03minha canela tiver aparecendo, tá?
- 26:05Porque é uma tradição nossa também, eles
- 26:07vão entender. Ah, ainda tá bom. A outra.
- 26:10Tá bom. Bom, tudo bem. Peço desculpas
- 26:11aqui na sabatina. Prometo que eu não sou
- 26:13corrup.
- 26:13>> Explica agora
- 26:14>> explicar. Eu tenho uma teoria e nosso
- 26:16eleitor conhece de que se o político usa
- 26:19calças em geral um azul um pouco mais
- 26:20claro que esse, com os sapatos em geral
- 26:22moca assim sem meia, o político que a
- 26:25ele expõe a sua canela, ele está
- 26:27envolvido em escândalo de corrupção, não
- 26:28importa qual. Eh, e ele tem, eu tenho
- 26:31100% de acurácia nisso. Todos os
- 26:33políticos que eu vi estavam envolvidos
- 26:34em algum escador de corrupção. Portanto,
- 26:35a gente criou uma normativa interna que
- 26:37a gente proíbe que membros do nosso
- 26:39grupo exponham suas canelas ao vivo.
- 26:41Então, infelizmente, eu ia infringir
- 26:43como presidente do partido. Eu vou
- 26:44provavelmente comparar no conselho de
- 26:45ética no meio da uma eleição, mas peço
- 26:48desculpas.
- 26:48>> Tá, por favor, os mais jovens.
- 26:50>> Os mais jovens, nós teremos e essa é a
- 26:53coisa que é mais interessante, nós temos
- 26:55inúmeras propostas
- 26:57abertas sobre temas nacionais. Nós não
- 26:59criamos uma proposta, ó, essa proposta é
- 27:00voltada para os mais jovens, porque eles
- 27:03entendem que a beleza do nosso projeto é
- 27:05a participação deles num projeto
- 27:07eminentemente nacional. Então eles vão
- 27:09discutir conosco sobre terras raras,
- 27:10mesmo que eles não vejam um benefício
- 27:11imediato. Ah, sou jovem, vou ganhar com
- 27:13Terras Raras. Eh, eles vêm a nossa
- 27:15política de segurança, mesmo não
- 27:16necessariamente isso sendo uma política
- 27:18voltada para jovem. É por isso que
- 27:20quando eu sou estado a falar: "Ah, mas
- 27:21você não tem política para mulher ou
- 27:23para negros ou indígenas?" Eu falei:
- 27:24"Bom, eh, eu tô fazendo políticas para
- 27:27brasileiros e todas as minhas políticas
- 27:29estão beneficiando a todos os
- 27:30brasileiros, a eu fui até em estado a
- 27:33responder sobre isso uma sabatina.
- 27:34Falei, eu vou dar um exemplo. As
- 27:35mulheres no Brasil entram muito mais nas
- 27:36universidades do que os homens. Eu vou
- 27:38reformar e melhorar o sistema
- 27:39universitário, portanto eu vou
- 27:40beneficiar mais as mulheres do que
- 27:42homens nisso. Agora, não estou isso
- 27:44construído. Olha, proposta mais
- 27:45universidade para mulheres. Eu deveria
- 27:48ter feito isso, porque isso seria uma
- 27:49coisa marqueteira para aumentar voto.
- 27:51Mas eu pago o preço de querer ser muito
- 27:53claro, muito honesto, de não querer
- 27:55passar uma imagem falsa para as pessoas
- 27:58do tipo, olha, por exemplo, quem são as
- 28:01maiores vítimas da violência no Brasil?
- 28:03Em geral, homens, não, homens, jovens
- 28:05negros. a o
- 28:08a dos homicídios diários que acontecem
- 28:10no Brasil, vamos colocar aí dos
- 28:12homicídios, no geral no Brasil, eh as
- 28:14mulheres respondem por 10%. Eh menores
- 28:17de idade são 12%, homens e mulheres, mas
- 28:19majorita, e o resto são homens, qual
- 28:22corte? Homens pobres, em geral paros e
- 28:24negros. Então eu poderia falar assim:
- 28:25"Minha política de segurança para salvar
- 28:27os negros".
- 28:28Inclusive as mulheres vítimas do
- 28:29feminicídio, 67% são pardas em negros.
- 28:32Então poderia fazer um recorde racial
- 28:33política de segurança para negros. não é
- 28:36política de segurança para brasileiros e
- 28:38uma uma pessoa uma pessoa, mulher, homem
- 28:41negro, jovem mais velho, lendo a nossa
- 28:44nosso programa e assistindo nossos
- 28:45vídeos, vai entender que aquilo atinge
- 28:47positivamente a vida deles. Então isso
- 28:49me ajuda com os jovens, porque os jovens
- 28:51percebem que é autêntico, percebem que
- 28:52eu tô falando a verdade, eu não tô
- 28:53tentando fazer média, porque hoje existe
- 28:56um termo na na internet, existe a
- 28:58pósironia e existe também uma percepção
- 29:01na geração Z de tudo aquilo que é falso.
- 29:04As gerações mais novas estão fugindo
- 29:06muito de certos tipos em redes sociais
- 29:08que são meio falsos e o político
- 29:11tentando fazer média claramente não
- 29:12cola. Então eu não tento fazer média.
- 29:14Então não vou fazer. Ah, então qual é a
- 29:16sua política pro jovem? Se eu fizesse
- 29:17isso não tinha entrou jovem.
- 29:18>> É porque talvez a os jovens eh eh não
- 29:22gostem de política, né? Eles são
- 29:24distantes da política e e aí o o
- 29:26candidato político
- 29:28>> que não se apresenta
- 29:30como um típico político agrada. Pior que
- 29:34não.
- 29:35>> Não,
- 29:35>> eu acho que não. Eu acho que os jovens
- 29:37querem falar de política. Agora a
- 29:38categoria política, ã, a categoria do
- 29:42político, fazedor de média, ele ainda
- 29:45tem um espaço entre os jovens. Você tem,
- 29:46por exemplo, se a Tábua Tamaral, que
- 29:49fica, tem tudo, mulheres, mulheres,
- 29:50mulheres, mulheres, mulheres, mulheres.
- 29:51Vai pegar um nicho ali, não muito
- 29:54grande, mas vai pegar um nicho, eh, uma
- 29:56categoria especialmente dos identitários
- 29:58ou um Nicolas que fala com um jovem
- 30:00evangélico de direita. Agora, no geral,
- 30:03os jovens estão debatendo política. O
- 30:04que eu tô propondo é: "Vou debater
- 30:06política com você sem te tratar como um
- 30:07idiota". Então, eu não vou fazer média
- 30:09com você, eu vou desagradar você às
- 30:11vezes, mas é do jogo. Um exemplo onde
- 30:14parte do meu eleitor, ele discorda de
- 30:16mim, mas não me abandona, né? uma
- 30:18discussão sobre fim da escala 6 por1 o
- 30:20em que a nossa posição é claramente uma
- 30:22posição eh contrária ao que o Lula tá
- 30:25propondo, porque o que ele tá propondo é
- 30:27apenas um ato populista e a gente propõe
- 30:29um outro modelo de reforma e algumas é
- 30:32>> um modelo de reforma baseado em venda da
- 30:34hora de trabalho, como acontece no nas
- 30:36melhores experiências globais, com uma
- 30:37legislação que não tribute tanto o
- 30:41salário da pessoa, que é o que eu eu
- 30:43tava explicando, você reduz o FGTS, soma
- 30:46com um INSS, E aquilo já vira toda a
- 30:49parte previdenciária, reduz todos os
- 30:51outros, as outras burocracias e
- 30:53tributações para que ah, basicamente o
- 30:55maor parte do trabalho, do dinheiro do
- 30:57trabalho fique com o trabalhador e assim
- 30:59você diminui a informalidade. A política
- 31:01ela tem que ser de redução da
- 31:02informalidade com a contribuição
- 31:04previdenciária, senão o próprio sistema
- 31:05quebra. criar um meio termo que
- 31:07beneficia isso e que a pessoa vem da
- 31:10hora de trabalho dela sem, desculpa, com
- 31:13muita flexibilidade. Hoje, se você vai
- 31:16paraa Dinamarca, para dar um exemplo,
- 31:17uma Dinamarca, qualquer jovem de 18, 19
- 31:20anos tá arrumando seu primeiro emprego
- 31:21no Burger King, no McDonald's,
- 31:23combinando, ó, eu posso fazer uma escala
- 31:24que eu venho de terça e sexta de manhã.
- 31:26Aí vendeu a hora. É tranquilo. A
- 31:29obtenção do primeiro emprego para uma
- 31:30jovem acontece mais rápido. Nos Estados
- 31:32Unidos é a mesmíssima coisa. Aqui no
- 31:34Brasil você tem que ter uma discussão,
- 31:36não tem como tratar o mês inteiro. E se
- 31:37o jovem não quiser trabalhar o mês
- 31:38inteiro? E se o jovem quer fazer um bico
- 31:40para levantar uma grana para ele poder
- 31:43eh pagar um salário dele? Se ele quer,
- 31:45como muitos fazem na Europa, só o
- 31:46dinheirinho para ele terminar de
- 31:47estudar,
- 31:49você tá tirando das pessoas essa
- 31:50possibilidade. O que você tem que ter é
- 31:52o mínimo por hora, o mínimo de o o
- 31:55mínimo de tempo descansado e o máximo de
- 31:58tempo trabalhado.
- 31:59>> É isso. Você tem que definir por lei.
- 32:01Tirando isso, a pessoa tem que ser livre
- 32:02para montar o o acordo de trabalho dela.
- 32:04Você é a favor da pena de morte?
- 32:07>> Principio logicamente sim. Mas para
- 32:09passar isso, eu precisaria de uma nova
- 32:10constituição. E eu acho que não estamos
- 32:12no momento, com esse congresso que vocês
- 32:14escreveram, não estamos no momento
- 32:16>> de mexer com isso. Agora
- 32:17>> que se passa uma nova constituinte,
- 32:18basicamente os parlamentares atuais
- 32:20colocariam o Vorcaro como imperador do
- 32:22Brasil. [risadas] pelo que você pelo que
- 32:24você falou em relação a essa questão do
- 32:27trabalho, em relação ali juntando os
- 32:30impostos sobre o salário com a
- 32:33contribuição previdenciária, dá para
- 32:35inferir que você mudaria hoje, por
- 32:37exemplo, a reforma tributária que foi
- 32:40feita? Eh, a gente teve a reforma
- 32:42tributária sobre consumo, o senhor
- 32:44manteria ou viria com uma coisa nova?
- 32:47tira isso que tá aí, vamos fazer tudo de
- 32:48novo.
- 32:49>> O Brasil ele cobra muito sobre consumo
- 32:52porque ele não sabe cobrar renda porque
- 32:53as pessoas estão na informalidade. Essa
- 32:55é essa é a grande real. E também porque
- 32:58quem tá no topo consegue escapar da
- 33:00tributação, consegue manobrar isso. O
- 33:02mundo inteiro, todo mundo consegue
- 33:03manobrar. Então fica difícil fazer essa
- 33:06tributação. Os Estados Unidos, por
- 33:08exemplo, eh eles tributam mais a renda e
- 33:10tributam menos o consumo. Então eles
- 33:12são, se tornam uma nação mais consumista
- 33:13por conta disso. Eh nós deveríamos nos
- 33:16encaminhar naturalmente para aumentar a
- 33:18formalização do brasileiro e diminuir o
- 33:20imposto sobre consumo. A coisa tem que
- 33:22se encaminhar para isso. Agora o modelo
- 33:24>> a senhor manteria essa reforma
- 33:25tributária?
- 33:26>> Manteria porque o modelo dela é bom.
- 33:27>> O modelo é bom. Agora, os privilégios
- 33:30para determinados setores têm que ser
- 33:31derrubados, porque aí a gente consegue
- 33:32derrubar alíquota. E nós temos que criar
- 33:34um gatilho automático envolvendo
- 33:36governos estaduais e governo federal de
- 33:38redução de gastos para ter redução na
- 33:40alíquota do do IVA. Porque da maneira
- 33:43como tá, é aquela coisa, eles
- 33:44estabelecem o IVA, vai aparecer lá uma
- 33:45alíquota super alta e aí as pessoas vão
- 33:48sobrevivendo e vão se adaptando e o
- 33:51imposto continua alto. Se o gasto
- 33:52continua alto, vai precisar aumentar a
- 33:53líqua do IVA. E ainda tem um outro
- 33:54problema que incide sobre isso. Os
- 33:56estados brasileiros estão perdulários.
- 33:58eles ficam renegociando a dívida e eles
- 34:00vivem do tributo que é hoje é o
- 34:02estadual, que é o IMS, que é o que vai
- 34:03ser substituído pelo IVA e em grande
- 34:05medida ele vai ficar com os estados
- 34:06também. Então, como vai ser feito isso?
- 34:08Se o estado não fizer lição de casa, eh,
- 34:11o IVA vai ficar caro para todo mundo,
- 34:12inclusive dos outros estados. Então, o
- 34:14estado perdulário que não paga as suas
- 34:16próprias dívidas, ele vai gerar o IVA
- 34:19maior para pessoas de estados que pagar
- 34:20a conta. Então vai precisar ter um um
- 34:22marco fiscal pros estados pra gente
- 34:25poder puxar o o IVA nosso para baixo.
- 34:27>> Qual é a sua opinião sobre o fundo
- 34:29constitucional do DF, que é o fundo que
- 34:32mantém a segurança pública e a saúde e a
- 34:37e a educação no Distrito Federal por por
- 34:39ser capital. Muito se fala, até o
- 34:42governo Lula eh já começou a discutir
- 34:45uma possibilidade de mudar a forma de
- 34:48atualizar esse fundo para reduzir,
- 34:51porque é um fundo de R bilhões de reais
- 34:54por mês, por ano, né, desculpa.
- 34:56>> Eh, por eu não sei qual o gatilho de
- 34:58aumento dele.
- 34:59>> É a receita corrente, variação da
- 35:01receita corrente linda da União. Hum.
- 35:03>> De junho a de um ano, a julho do outro,
- 35:06>> tá? eu trava e botava pelo IPCA, como
- 35:09tem que ser a maior parte do dos
- 35:11gatilhos.
- 35:12>> Mas você não acha que o o DF por ser a
- 35:14capital do Brasil tem que ter um
- 35:16tratamento diferenciado? Eu acho que o
- 35:19DF, com todo respeito à população DF,
- 35:21que eu estou muito lá vai eu perder voto
- 35:23novamente, mas eu não tenho problema em
- 35:24falar, o DH do DF, ele tá muito cima da
- 35:27média nacional, por mais que isso tem
- 35:29uma distorção que envolve as pessoas no
- 35:30plano piloto e quem mora na tem algumas
- 35:33das maiores favelas do Brasil estão ali.
- 35:35Isto posto, eh, existem lugares tão
- 35:38situacionais muito, muito piores do que
- 35:39o DF. Se a gente vai pro Pará, se a
- 35:41gente vai pro Piauí, se a gente vai pro
- 35:42Maranhão, se a gente vai pro Amazonas,
- 35:44se a gente vai para Amapá, uma parte
- 35:46importante de Pernambuco, uma parte
- 35:47importante da Bahia, as situações são a
- 35:50África subsariana dá show de DH em
- 35:52alguns lugares dessas regiões. Então o
- 35:53estado vai ter que focar muito em
- 35:55atender essas regiões. Eh, mas eu sempre
- 35:57falo, você tem que ter um piso e um
- 35:59gatilho. Eh, se de maneira
- 36:01discricionária, o presidente quiser no
- 36:02orçamento daquele ano aumentar para
- 36:04fazer investimentos, ele tem que fazer,
- 36:05que eu acho que esse tem que ser o
- 36:06critério. a gente fica discutindo as
- 36:07questão de piso saúde, piso de educação.
- 36:10Eh, no fundo é um piso. O presidente ele
- 36:13tem, ele tem que ter a liberdade, a
- 36:15liberalidade discricionária de falar:
- 36:18"Agora eu vou investir mais em saúde,
- 36:20não, agora eu vou ajudar mais o DF". é
- 36:22uma é uma opção discricionária do
- 36:23presidente naquele orçamento. E aí os
- 36:25políticos do DF, a população façam o seu
- 36:28trabalho de representativo para que essa
- 36:30pauta seja levada à frente.
- 36:31>> Mas isso não cria uma uma relação ali eh
- 36:35política de forma que se o presidente
- 36:37for inimigo do governador pode
- 36:40atrapalhar esse repasse paraa população
- 36:42que beneficia a população?
- 36:44>> Infelizmente isso já acontece com todos
- 36:46os estados em vários outros temas, como
- 36:47por exemplo, liberação de recursos para
- 36:48obras. Então, na prática, esse problema
- 36:52ele é um problema compartilhado por
- 36:53todos os estados da federação. Eu acho
- 36:55que assim, você eh ter um gatilho
- 36:57automático baseado na variação da
- 36:58inflação é um gatilho justo, que é o
- 37:01gatilho que eu quero colocar para saúde
- 37:03e educação. O resto tem que ser
- 37:05discricionário. a gente tem que confiar
- 37:07na capacidade do poder executivo e
- 37:09entender que haverá necessidade de
- 37:10investimentos e também eh na capacidade
- 37:13de um governo estadual em fazer, vamos
- 37:15dizer, sua captação de recursos,
- 37:16entender que haverá, vamos dizer,
- 37:19recursos oriundos da atividade privada,
- 37:21a tributação normal sobre essa
- 37:22atividade.
- 37:23>> Vou falar em, por favor, Ana Maria. É
- 37:26porque eh ele falando dessa questão de
- 37:28confiar na discricionalidade do
- 37:30presidente do poder executivo, me veio à
- 37:33mente uma su das suas propostas, que é
- 37:36eh a bomba atômica, é a o arsenal, o
- 37:41Brasil começar a investir num arsenal
- 37:43nuclear. Imagine um presidente
- 37:47destemperado, maluco, de posse de uma
- 37:50bomba como essa. O Trump já tem um, já
- 37:54tem o presidente temperado maluco, o
- 37:56Trump já, já tem o o ditador da Coreia
- 37:59do Norte, Paquistão tem bomba atômica.
- 38:02Então sim, na prática eu já tenho
- 38:03presidentes malucos com
- 38:04>> Mas não seria muito melhor investir em,
- 38:06por exemplo, em programas sociais,
- 38:08educação, saúde do que propriamente numa
- 38:12bomba atômica tratando num país que tem
- 38:14tantas dificuldades como o Brasil.
- 38:16>> A Índia, ela construiu suas armas
- 38:19nucleares, o Paquistão também com
- 38:20problemas sociais maiores que os
- 38:21brasileiros e hoje elas estão resolvendo
- 38:23seus problemas sociais também. A Índia,
- 38:25ela em saneamento básico e oferta de
- 38:28banheiros com conexão pro esgoto, ela
- 38:31ultrapassou o Brasil.
- 38:32>> Então você consegue fazer as duas coisas
- 38:34porque um governo é complexo. O que eu
- 38:36acho assim de políticas sociais não vão
- 38:38resolver um problema geopolítico. Se
- 38:40alguém quiser invadir você, vai falar:
- 38:41"Ah, toma um SUS aí, eu não vou
- 38:43conseguir responder. Toma aí um bolsa
- 38:45família". Não, eu vou precisar responder
- 38:47com força. Não é nem com força, senão
- 38:50que você vai tacar uma bomba atom
- 38:51alguém. O que tá provado inclusive
- 38:52>> respeito, senhor acha? respeito, poderes
- 38:54de dissuasão. E ainda eu falo eh
- 38:56naturalmente hoje o principal
- 38:57instrumento de dissuasão eh geopolítico
- 39:01é a bomba atômica. Agora, se houver um
- 39:03outro tipo de armamento ou um
- 39:05investimento que que tem esse mesmo
- 39:06poder de disasão, está resolvido.
- 39:09>> Como seria a sua relação com esses essas
- 39:11grandes potências eh do planeta, Estados
- 39:15Unidos, China, União Europeia, como
- 39:18lidar com interesses econômicos e manter
- 39:21a soberania nacional?
- 39:24>> Ah, esse é um ponto que a gente discute
- 39:26muito no nosso livro de propostas. O
- 39:28Brasil ele tem que compreender que ele
- 39:31tá entrando num novo modelo de mundo.
- 39:32Então uma análise que a gente faz
- 39:33conjuntural é o mundo que a gente viveu
- 39:36pós Segunda Guerra Mundial até a queda
- 39:38do muro de Berlim foi um. Da queda do
- 39:40mundo de Berlim até as Torres Gêmeas foi
- 39:42outra. E das Torres Gêmeas para cá é
- 39:44outro. Com a ascensão da China com uma
- 39:46Nova Guerra Fria e com uma lenta queda
- 39:49dos Estados Unidos como potência
- 39:51proeminente e uma ascensão da China. É
- 39:53um mundo diferente. Como o Brasil se
- 39:55situa nesse mundo? É um mundo que,
- 39:57portanto, eh, você tá sendo obrigado
- 39:59praticamente a ter que escolher um lado.
- 40:01E a gente tá vendo assim, a guerra Irã,
- 40:02Israel, tem que escolher o lado. Estados
- 40:04Unidos e China, Rússia, Ucrânia tem que
- 40:06escolher lado. Já, já tem China e Taiwã.
- 40:09>> Eh, quando os Estados Unidos invadiu
- 40:10agora a Venezuela, no fundo, ele tava
- 40:12mexendo num aliado da China aqui. Então,
- 40:15nós vamos ter que olhar essa crise e a
- 40:16gente tem que ver como se posiciona
- 40:18nela. A gente pode se posicionar,
- 40:19escolher um lado, escolher o outro lado,
- 40:21ser dúbio, escolher lado nenhum, se
- 40:23fortalecer, juntar um bloco de países e
- 40:26negociar com ambos. Ou seja, são muitas
- 40:28possibilidades que nós temos.
- 40:29>> E qual é a possibilidade que o senhor
- 40:30aposta mais?
- 40:31>> A possibilidade o seguinte, há uma
- 40:32inevitabilidade americana no nosso
- 40:33continente. Então nós não vamos escapar
- 40:36de ter relações necessariamente cordiais
- 40:39nos Estados Unidos. essas relações
- 40:41cordiais podem ser benéficas ou não?
- 40:43Então, quando eu denunciei agora a
- 40:44participação da Rock Bridge na campanha
- 40:46do Flávio e a e a submissão da campanha
- 40:48do Flávio aos americanos, eu tô
- 40:49enunciando um modelo que é muito ruim
- 40:52pro Brasil, que é recursos naturais
- 40:53brasileiros vão para os Estados Unidos
- 40:55serem processados e empresários
- 40:56americanos ajudam os puxa-sacos aí no
- 40:58Brasil ser legendo. Uhum.
- 40:59>> Isso não é bom. Agora, eventualmente
- 41:01você vai precisar ter uma de parceria
- 41:03geopolítica de longo prazo com os
- 41:04Estados Unidos, com troca de tecnologia,
- 41:06em que terra rara, poder de
- 41:08processamento para data center via
- 41:09energia limpa fundamente essa relação e
- 41:11que seja mutamente benéfica. Agora, e se
- 41:13não for, e se for um Trump o tempo todo,
- 41:16eu tenho que olhar pra União Europeia,
- 41:17eu tenho que olhar pra China, eu tenho
- 41:18que olhar pra América Latina, blocar com
- 41:20os países vizinhos, construir uma
- 41:22espécie de uma federação, uma espécie de
- 41:23UNUL. O senhor mantém o o Mercosul e
- 41:26fortaleceria a UNSU? Eu recriaria o NASU
- 41:29sob novos termos,
- 41:31>> por exemplo,
- 41:31>> com investimento em infraestrutura, uma
- 41:34política de destruição do crime
- 41:35organizado na nossa região. Os países
- 41:37eles têm que atuar em conjunto para
- 41:39destruir todo o crime organizado.
- 41:41Basicamente eu tô falando as facções que
- 41:43exportam droga para pro resto do mundo,
- 41:46que faz o quê? a gente tem regimes
- 41:47políticos super atribulados na América
- 41:49do Sul e aí em bloco começar a negociar
- 41:52com os outros países do mundo. Um
- 41:54exemplo, canal do Panamá, o poder
- 41:55geopolítico dele é gigante, ele faz uma
- 41:56conexão entre Atlântico Pacífico. Agora
- 41:58vai ter uma ferrovia Shangaius
- 42:01que interessa muito a China e não
- 42:03interessa os Estados Unidos, porque você
- 42:04dá um bypass no canal do Panamá,
- 42:07justamente em uma região com eh produção
- 42:10de grãos, minérios, terras raras que vai
- 42:12do Brasil até o Peru. Então,
- 42:14geopoliticamente uma região que vai ser
- 42:15cada vez mais importante, logo tá em
- 42:19bloco com eles, vai aumentar nosso poder
- 42:20de negociação.
- 42:22Queria te perguntar sobre a sua proposta
- 42:24de eh a sua o seu compromisso, caso seja
- 42:28eleito, em um ano, liberar todas as
- 42:30favelas da ocupação do do crime
- 42:34realizado e das facções. Isso é possível
- 42:36mesmo?
- 42:37>> É, é, é, é porque militarmente falando,
- 42:41o crime organizado é muito frágil. Os
- 42:44líderes e os soldados eles são mal
- 42:46treinados e eles sobrevivem apenas por
- 42:49conta de uma legislação muito frágil que
- 42:50nós temos, penas muito frágeis, o
- 42:52controle que eles têm sobre as cadeias e
- 42:54a falta de vontade política do governo e
- 42:57federal em unificar as políticas de
- 43:00segurança, não do dia a dia, a política
- 43:02corriqueira que um governador faz. Não
- 43:04tem ter liberdade para administrar a
- 43:05polícia dele e fazer suas políticas
- 43:06locais. Mas a política de combate é o do
- 43:08crime. Até porque o comando vermelho ele
- 43:11atua no Ceará articulado por estratégia
- 43:13formada no Rio. O PCC pega a droga que
- 43:15vem pelo Mato Grosso do Sul e exporta
- 43:16pro São Paulo. Então você vai ter que
- 43:18condenar vi governo federal isso. Então
- 43:20como não há isso hoje você tem essa
- 43:23farra. O governo federal tem que
- 43:25articular uma destruição do crime
- 43:27organizado. Porque você perguntar para
- 43:28qualquer policial, se você tiver
- 43:30liberdade e suporte por parte do governo
- 43:34e suporte jurídico para enfrentar numa
- 43:36favela, num bairro, numa cidade, a
- 43:38facção,
- 43:40você terá alguma dificuldade? Nenhum
- 43:42policial do BOP e a polícia do Ceará vai
- 43:44falar que não, não, é difícil. Não é
- 43:46difícil. O problema é o pós. Vamos
- 43:49prender essas pessoas quando presas,
- 43:51elas vão ficar isoladas na cadeia. Nós
- 43:52vamos destruir toda a rede de
- 43:53financiamento deles. O COAF vai pegar as
- 43:56empresas que lavam o dinheiro deles. A,
- 43:57o porto de Santos vai ter uma
- 43:59intervenção que seja impedindo que a
- 44:01droga vá pra Europa. Eu vou ter um
- 44:02programa de cooperação com a Holanda
- 44:04para impedir que a Holanda receba a
- 44:05droga que saiu do Brasil. Eu vou ter a
- 44:07política de fronteira com a Bolívia para
- 44:08impedir que a droga entre. Eu vou ter
- 44:10uma política envolvendo as polícias do
- 44:12São Paulo e Mato Grosso do Sul para
- 44:13impedir que a rota caipira onde passar
- 44:14droga, os caminhões passem e a droga
- 44:17esteja escondida entre o caminhão. Se eu
- 44:18conseguir construir essa teia, eu quebro
- 44:20eles financeiramente, politicamente e
- 44:23territorialmente. E aí a gente livra
- 44:25militarmente falando, isso não é
- 44:26difícil. O problema é outro. O problema
- 44:28é que nunca ninguém falou: "Vou
- 44:30coordenar isto como se fosse uma
- 44:31guerra". E eu vou entregar pros
- 44:32brasileiros e para vocês jornalistas uma
- 44:35oportunidade única de eh fazer aquela
- 44:37cobertura que vocês vem na guerra na
- 44:38Ucrânia, que vai ter o mapa do Brasil.
- 44:39Ó, essa área que tava em vermelho,
- 44:41tomada como vermelho, acabou de ser
- 44:42liberada. Olha, as tropas federais
- 44:44entraram em tal cidade. Vocês vão ter
- 44:46uma cobertura muito bonita, muito
- 44:47gráfica.
- 44:48>> É, a gente viu isso no início lá do
- 44:50governo do Sérgio Cabral no Rio de
- 44:52Janeiro. A gente se viu onde chegou. Por
- 44:55isu não é uma coisa tão fácil de fazer,
- 44:56porque ele ia lá, tomava uma favela e
- 44:58dizia: "Ah, olha só, chegamos aqui com a
- 45:02pacificação dessa região". E a gente viu
- 45:05onde é que deu. Eu queria saber do
- 45:06senhor se o senhor,
- 45:07>> posso só te replicar nisso aqui. É bem
- 45:10importante. É porque ele ele só fez mal
- 45:12feito pelas razões que eu levantei,
- 45:14porque não foi uma articulação que
- 45:15envolvia alteração às leis penais, leis
- 45:17de junção penal, leis prisionais, não
- 45:19havia um projeto de desfavorização.
- 45:20>> A PEC da segurança pública já não tenta
- 45:22caminhar nesse sentido de unificar o
- 45:25serviço.
- 45:26>> É porque, mas ela unifica eh sobre a
- 45:29atividade corriqueira das polícias. A
- 45:31atividade corriqueira das polícias tem
- 45:32que pertencer ao governador. Agora, a
- 45:35formulação de uma polícia de
- 45:36enfrentamento ao crime organizado, que é
- 45:38uma atividade, vamos botar aqui no termo
- 45:40bonito, transestadual,
- 45:42ela tem que ser feita pelo governo
- 45:43federal, que é a guerra,
- 45:45>> conexão internacional,
- 45:46>> claramente, não a dos Estados Unidos,
- 45:48tá? Tipo, ah,
- 45:50>> os Estados Unidos estão falando, é
- 45:51terrorista, não, não quero nenhum
- 45:52americano botando pé em solo brasileiro.
- 45:54Agora vai ter com a Bolívia, vai ter com
- 45:55todos os países de fronteira com o
- 45:56Brasil e com os países que recebem a
- 45:58droga que o Brasil exporta.
- 45:59Agora, em relação a essa conexão do
- 46:02crime organizado com o mercado
- 46:04financeiro, porque a gente viu alguns
- 46:07canais aí de comunicação entre o crime
- 46:09organizado e a Faria Lima nessa questão
- 46:13aí da desse caso principalmente que
- 46:16pegou lá via postos de gasolina, né, com
- 46:19algumas fintecs, eh, lavando o dinheiro
- 46:22do do PCC, inclusive. Como é que o
- 46:25senhor pretende tratar essa questão do
- 46:28mercado financeiro?
- 46:30>> Ah, com o crime, você diz, ou o mercado
- 46:31financeiro como um turno,
- 46:32>> o mercado financeiro. E essa relação do
- 46:35mercado financeiro com o crime
- 46:37organizado, que já se pegou alguns
- 46:39indícios de que essa esse essa essa esse
- 46:43contato existe.
- 46:44>> É, eu vamos lá. Sobre o Fintex, eu sou
- 46:48muito favorável à política de FEX porque
- 46:50elas estão gerando bancarização nas
- 46:51pessoas e e até um mercado de
- 46:53microcrédito que tá pegando gente que
- 46:55não tinha crédito com bancão e hoje tá
- 46:57podendo ter e isso foi bom pro Brasil no
- 46:59geral, isso gerou aumento de oferta
- 47:01bancária pr as pessoas. Portanto, não é
- 47:04que a a vinculação do crime organizado
- 47:06ao uso de fintex ou ao uso até de cripto
- 47:08que alguns fazem, não vai fazer eu
- 47:10destruir o mercado de cripto, nem o
- 47:11mercado de fintec. Então, uma coisa, uma
- 47:12coisa, outra coisa, outra coisa. Eu
- 47:14tenho que usar os instrumentos que a
- 47:15gente dispõe, especialmente COAF, para
- 47:17pegar as empresas envolvidas, fazer as
- 47:19operações e colocar na cadeia, igual o
- 47:22líder militar do crime organizado que tá
- 47:24na favela. Ou seja, um barão do crime
- 47:28que tá aporeando na Faria Lima, ele tem
- 47:30que pegar penas similar ao barão do
- 47:32crime que tá na Rocinha, porque eles
- 47:34fazem parte da mesma organização. Então,
- 47:36as penas têm que ser muito altas, 30,
- 47:3840, 50 anos sem progressão de pena,
- 47:41porque o o homem que lava o dinheiro do
- 47:43PCC na Faria Lima, ele está participando
- 47:46de uma operação que mata pessoas todos
- 47:47os dias. E esse entendimento você
- 47:49precisam ter, não é porque o cara tá de
- 47:51terno, o cara tá arrumadão, tá indo lá a
- 47:54janta num lugar bonito que ele não é
- 47:57responsável pela morte de alguém. Ele é,
- 47:58ele está lavando o dinheiro que veio de
- 48:00um assassinato em última instância.
- 48:02Então nós temos que pegar ele também.
- 48:04>> OK. Nosso tempo tá quase terminando. Eu
- 48:05queria que o senhor falasse um pouquinho
- 48:07mais sobre a proposta de educação pra
- 48:09gente terminar a nossa entrevista.
- 48:12>> São tantas. Eh, mas eu vou tentar.
- 48:13[risadas]
- 48:14Vamos lá. Educação básica, minhas
- 48:16prioridades. Um, eh, instituição como
- 48:19obrigatório do método fônico para
- 48:21alfabetização no Brasil. Absurdo adotar
- 48:23qualquer outro método que não seja um
- 48:25método mais eh assertivo e comprovado
- 48:28por estudos internacionais como
- 48:30eficiente para alfabetizar crianças.
- 48:32Dois, política de metas, eh, tal qual o
- 48:34Ceará iniciou para todas as escolas com
- 48:37bônus e pagamentos para professores e
- 48:40diretores das escolas pelo desempenho
- 48:41que eles tenham. Existe muita demanda.
- 48:44Ah, o sindicato dos professores quer um
- 48:45aumento. Eu vou dar. Vai ser assim,
- 48:46escola performou bem, vou dar um belo
- 48:48aumento pro diretor. Vou dar um um belo
- 48:50bônus pro diretor, um belo bônus proje é
- 48:52tratado pelo pelos governos estaduais,
- 48:55né? As escolas de federalizaria
- 48:58>> a política. A política eles implementam,
- 49:01mas a política tem que ser federalizada.
- 49:02Por quê? Porque tem estados que não
- 49:04aplicam isso. É muito fácil para um
- 49:05governador, como por exemplo do
- 49:06Maranhão, que vai super mal nos testes
- 49:09nacionais, falar: "Estou dando um
- 49:10aumento no sal professores, flat, todo
- 49:12mundo recebe". E aí ele não vai bem, ele
- 49:15não tá preocupado com o indicador porque
- 49:16o dinheiro dele nem é coletado no
- 49:17Maranhão, ele coleta aqui em São Paulo
- 49:19pelo pacto federativo. É muito fácil,
- 49:21todo mundo tem que ter meta de
- 49:22desempenho do diretor da escola ao ao
- 49:26professor e a família. A família não é
- 49:29envolvida na atividade. Então, como é
- 49:30que nós vamos fazer? A escola teve um
- 49:31bom desempenho. Os melhores alunos
- 49:33daquela escola, a família deles vão
- 49:34receber um prêmio em dinheiro. A família
- 49:36para ser premiada. Porque as famílias
- 49:38mais humildes, a especialmente a gente
- 49:40acompanha com famílias com mães
- 49:41solteiras, a mãe sustenta a casa, a mãe
- 49:44tá bancando a casa, ela não tem tempo de
- 49:46estar com a criança pegando a lição de
- 49:47casa. Então, se a mãe soubesse assim,
- 49:49poxa, eh, eu recebi um prêmio porque o
- 49:51meu filho tá indo bem, a mãe vai ficar,
- 49:53ela vai orientar todo o ecossistema de
- 49:56pessoas ao redor dela a fazer com que
- 49:57aquela criança se sinta segura para
- 49:59produzir melhor em termos acadêmicos na
- 50:01escola. As crianças são as outliers, um
- 50:031% dos melhores que vão ter em qualquer
- 50:06escola, essas nós vamos matricularas nas
- 50:08melhores escolas do município ou do
- 50:09estado, de acordo com a vontade da mãe e
- 50:11do pai para que elas possam concorrer
- 50:13nos melhores vestibulares. Não importa
- 50:16gênero, raça, cor, mas crianças de
- 50:18escola pública estão tendo boas notas em
- 50:20qualquer município do Brasil. O estado
- 50:21vai investir nelas já na terceira,
- 50:23quarta série, através de provões que vão
- 50:25identificar o desempenho delas e falar:
- 50:26"Essa criança especial, ela vai passar
- 50:28na USP, vai passar no Unicamp, vai
- 50:29passar no ITA, eu vou investir nela
- 50:31desde já. E aí eu não preciso mais do
- 50:34regime de cotas porque eu estou
- 50:35resolvendo o problema anteriormente.
- 50:38Para as crianças que não querem fazer
- 50:40uma universidade ou que não vão entrar
- 50:41nesse programa, ensino técnico no ensino
- 50:44médio, igual acontece na Alemanha, 50%
- 50:46da força de trabalho passa por esse
- 50:47ensino técnico. Nós temos que fazer isso
- 50:49já com CEST, Senat, SENAI, SENAR, todo
- 50:52mundo levando emprego, levando
- 50:53treinamento, já voltado paraa vocação
- 50:54que aquele município tem. Isso já junta
- 50:56o elo do aluno com o primeiro trabalho
- 50:58que ele vai ter. E paraa universidade,
- 51:00eu não sei se eu tô me estendendo muito,
- 51:02mas pra universidade,
- 51:03>> tá bom? Vamos terminar, mas pode
- 51:04acontecer o resto assim. Eh, nós vamos
- 51:07acabar com a autonomia universitária
- 51:09para que o estado tenha um
- 51:10direcionamento no investimento do ensino
- 51:12pesquisa extensão, universidade pública.
- 51:13Ou seja, nós vamos focar em áreas de
- 51:16humanas e exatas e biológicas,
- 51:18especialmente na pesquisa na área de
- 51:20engenharia, biotecnologia, inteligência
- 51:21artificial, geologia, terras raras,
- 51:24oceanografia por conta da costa
- 51:26brasileira para formar pessoas que serão
- 51:28capazes de formar empresas e que
- 51:30aumentarão a produtividade brasileira
- 51:32mediante a geração de conhecimento. E e
- 51:35isso atender a vontade do Brasil de ser
- 51:36um país que cresce. Singapura faz isso,
- 51:38Israel faz isso, China faz isso, Japão
- 51:41tá fazendo isso e o Brasil precisa
- 51:42fazer.
- 51:43>> OK, candidato, muito obrigada pela sua
- 51:46presença e até a próxima. Muito obrigada
- 51:49pela sua presença.
- 51:50>> Obrigada.
- 51:51>> A Sabatina, Correio Brasiliense,
- 51:53eleições 2026 fica por aqui. Agradecemos
- 51:57muito a sua companhia e até a próxima.
- 51:59Ciaau!
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This page contains the full transcript of RENAN SANTOS, CANDIDATO À PRESIDÊNCIA PELO MISSÃO, PARTICIPA DE SABATINA DO CORREIO by Correio Braziliense, generated from the public captions YouTube serves with the video. The transcript has 9,903 words across 1,537 segments, with the original timestamps preserved so you can click any line to jump to that moment in the embedded player.
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