R+ Clínica Médica - Atualização no Rastreio do Câncer Colorretal — Transcript
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- 4:46>> Fala pessoal, pontualmente às 5:30, tô
- 4:49aqui com vocês pra gente conversar sobre
- 4:51a nova atualização que a gente teve no
- 4:53PCDT do Ministério da Saúde sobre o
- 4:56rastreamento do câncer Colo tô te
- 4:58trazendo aqui em primeira mão essa
- 4:59novidade que vai mudar completamente a
- 5:02parte do rastreamento e vai com certeza
- 5:04aparecer nas provas agora de final de
- 5:06ano. Se você gosta gosta do conteúdo
- 5:09aqui do Estratégia, a gente tem diversos
- 5:11conteúdos gratuitos ao longo de todo
- 5:13dia. Todo dia tem conteúdo novo para
- 5:15vocês. Então, deixa um like, se inscreve
- 5:18no canal, no canal para não perder
- 5:19nenhuma atualização e a gente sempre tá
- 5:22aqui trazendo novidades para vocês em
- 5:24primeira mão. Esse vídeo aqui ele vai
- 5:26subir depois pra plataforma, pro curso
- 5:28de prime classica
- 5:31médica. Então a gente vai fazer uma
- 5:32pausa, vou ligar a vinheta, não vou
- 5:35interagir tanto assim com vocês durante
- 5:37a aula, vai ser uma aula mais voltada
- 5:38pra câmera e aí depois no final da aula,
- 5:41eu volto para tirar todas as dúvidas que
- 5:43forem aparecendo. Então vai mandando
- 5:45suas dúvidas, eu vou vendo o chat aqui,
- 5:47vou acompanhando o que vocês forem
- 5:48mandando. Confirme se o áudio tá legal,
- 5:51se tá dando para ouvir bem e não esqueça
- 5:52de deixar o like. Se você curtiu a aula,
- 5:55deixa o like, se inscreve no canal,
- 5:57ativa a notificação para não perder nada
- 5:59aqui do Estratégia. Então, vou ligar
- 6:01aqui a vinheta, vou fazer uma aula mais
- 6:03voltada pra câmera, sem interação, e aí
- 6:06no final eu volto para responder toda e
- 6:08qualquer dúvida que tiver surgido.
- 6:11Então, vou ligar aqui a vinheta, gente,
- 6:12já volta.
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- 6:21Fala estrategista, aqui é a professora
- 6:23Karine Turk e hoje a gente vai trazer em
- 6:25primeira mão a nova atualização do
- 6:28rastreamento do câncer colorretal pelo
- 6:31Ministério da Saúde. A gente teve
- 6:32mudanças recentes, fazia tempo que não
- 6:34tinha essa atualização e aí o ministério
- 6:36trouxe a forma que deve ser feito o
- 6:39rastreamento do câncer colorretal no
- 6:41Brasil. tinha várias expectativas sobre
- 6:43esse documento, se ia ter alteração da
- 6:45idade, qual o exame que ia ser
- 6:47preconizado. E aí eu vou te trazer as
- 6:49respostas nessa aula juntamente com os
- 6:52motivos das mudanças do que foi feito.
- 6:54Então, só para te esclarecer, esse é o
- 6:57PCDT, o relatório de recomendação de
- 6:59protocolos e diretrizes sobre o
- 7:01rastreamento do câncer de column. E aí
- 7:03você tá vendo aqui que é um relatório
- 7:05ainda preliminar. A versão final deve
- 7:07ser publicada muito em breve. Se tiver
- 7:10qualquer alteração, a gente vai trazer
- 7:11aqui para vocês, mas essa versão mais
- 7:14atualizada que temos até o momento. E
- 7:17aí, qual que é o panorama atual? Por que
- 7:18que é tão importante a gente discutir
- 7:21rastreamento, política de rastreamento
- 7:22no país? O câncer colorretal, ele é o
- 7:25terceiro mais comum em ambos os sexos. E
- 7:28aí a gente tá vendo que esse câncer ele
- 7:30vem aumentando a incidência ao longo dos
- 7:32anos. Tanto no sexo masculino quanto no
- 7:35sexo feminino, a gente teve um aumento
- 7:37do número de casos em 2025 e a tendência
- 7:40é aumentar. Cada vez mais diagnóstico
- 7:43sendo realizado de forma mais precoce,
- 7:45casos avançados sendo diagnosticados.
- 7:47Então é muito importante a gente fazer
- 7:49um diagnóstico precoce ou ainda melhor
- 7:52um rastreamento focado em prevenção
- 7:54primária, ou seja, retirar a lesão
- 7:56pré-neoplásica antes que ela vire um
- 7:59câncer. E aí, por que que é importante
- 8:01prevenir? Então, qual que é o papel
- 8:03central da prevenção no câncer
- 8:05colorretal? Porque a gente tem essa via
- 8:07aqui, ó, via adenoma carcinoma. 75% dos
- 8:11casos de câncer colorretal vão vi de uma
- 8:15via adenoma carcinoma. Que que significa
- 8:17isso? O adenoma, que é uma lesão
- 8:19pré-neoplásica, ao longo de vários anos,
- 8:22ele vai sofrendo diversas mutações e aí
- 8:25ele vai se tornar um adenocarcinoma. E o
- 8:27que que é importante você frisar aqui?
- 8:30Esse tempo é longo, tá? Então, em
- 8:32pessoas que não têm fatores de risco
- 8:33adicional, ou seja, pessoas sem
- 8:35antecedentes familiares, sem síndrome
- 8:38genética, síndrome de linte, polipose
- 8:40danomatose familiar e pacientes sem eh
- 8:43outras doenças que aumentem o fator de
- 8:45risco para câncer, essa via ela é longa,
- 8:47então a gente tem muito tempo para agir,
- 8:49a gente tem anos para fazer essa ação,
- 8:52por isso que a prevenção é tão
- 8:53importante. Outra via de neoplasia é a
- 8:55via serrilhada, que às vezes a gente tem
- 8:58pólipos mais difíceis inclusive de
- 9:00diagnosticar. Porém, a lesão precursora
- 9:02do câncer é um pólipo. Então a gente
- 9:05diagnosticando esse pólipo e fazendo uma
- 9:07receção, uma polipectomia, a gente
- 9:09previne o câncer de acontecer. E a gente
- 9:12sabe que nem todo pólipo vai virar
- 9:14câncer, inclusive a maioria do pólipo,
- 9:16dos pólipos não vira câncer. Porém, tem
- 9:19alguns pólipos que t risco adicional,
- 9:21tem um risco a mais de se tornarem
- 9:23câncer. Quais são esses pólipos? Pólipos
- 9:26grandes, maiores do que 1 cm ou de 10
- 9:28mm, pólipo com componente viloso na
- 9:32biópsia e pólipos com displasia de alto
- 9:34grau. Sempre que a gente tá frente a
- 9:36esses pólipos, o risco de câncer ele é
- 9:39aumentado. E qual que é o tipo de
- 9:41prevenção que a gente age então no
- 9:43câncer colorretal? Tem dois tipos de
- 9:45prevenção. A gente vai ter a prevenção
- 9:46primária, porque a gente tá fazendo uma
- 9:48polipectomia e retirando uma lesão
- 9:51pré-maligna, ou seja, ainda não é um
- 9:53câncer, a gente tá agindo antes da
- 9:54doença e tem a prevenção secundária.
- 9:57Então a gente acaba fazendo um
- 9:58diagnóstico precoce, pegando o câncer no
- 10:01estágio inicial e assim a gente faz a
- 10:03prevenção secundária em conjunto. Por
- 10:05isso que é tão importante o rastreamento
- 10:07do câncer colorretal. E aí a diretriz, o
- 10:09PCDT, traz alguns testes disponíveis,
- 10:12alguns testes possíveis de serem
- 10:14realizados, tanto testes de avaliação
- 10:17fecal, sangue oculto nas feeses, quanto
- 10:19testes endoscópicos de imagem. E aí eu
- 10:21quero discutir esses testes que são
- 10:23trazidos pela diretriz pra gente
- 10:25entender o que que mudou e o por que
- 10:27mudou. Então, a gente tem o primeiro
- 10:29teste que foi discutido, que é o teste
- 10:31de sangue oculto nas feeses, baseado em
- 10:33guaco, que era o teste que era mais
- 10:34utilizado nas diretrizes anteriores. Que
- 10:38que esse teste ele vai avaliar? Ele acha
- 10:40hemoglobina nas feeses. E aí, qual que é
- 10:42o problema disso? Hemoglobina pode ser
- 10:45qualquer uma. pode ser a hemoglobina do
- 10:46sangue oculto do próprio paciente, mas
- 10:49também pode ser a hemoglobina que tava
- 10:50na carne, que ele comeu, que tava no
- 10:52frango. Então, qualquer hemoglobina vai
- 10:54ser captada por esse teste. Por isso que
- 10:56esse teste ele exige que o paciente faça
- 10:58uma dieta. Então, aí vem a primeira
- 11:00desvantagem. O paciente tem que ter uma
- 11:02dieta específica, então ficar três dias
- 11:05sem carne, sem vegetais que são ricos em
- 11:08peroxidos, entre a beterrá, espinafre,
- 11:10brócolis, dias sem chocolate, álcool,
- 11:15frutas, nozes. Então é uma lista extensa
- 11:18de dieta. E além disso, esse exame ele
- 11:20precisa ser repetido em três coletas,
- 11:23repetir amostra em três dias
- 11:24consecutivos e aí já vem um problema,
- 11:26né? Porque o meu paciente ele tá
- 11:28assintomático, ele não sente nada. Eh,
- 11:31paciente ígido veio só para rastreamento
- 11:33e aí já começa, ah, você tem que fazer
- 11:34três dias de dieta, vai ter que ficar
- 11:36três dias coletando feeses, o paciente
- 11:39já vai ficar não querendo aderir tanto
- 11:41ao protocolo. Então, já é um fator que
- 11:43tira a adesão do meu paciente ao
- 11:46protocolo. Então, já algo para se
- 11:48considerar. Outro problema desse exame é
- 11:50que ele não distingue sangramento do
- 11:52trato gastrointestinal superior do
- 11:54inferior. Então, se eu tiver um
- 11:55sangramento úlceroso, por exemplo, por
- 11:57uma úlcera péptica, o sangue oculto nas
- 12:00feeses pode vir positivo e não
- 12:02necessariamente ser um câncer
- 12:04colorretal. Então, ele acaba vendo muito
- 12:06falso positivo. Como vantagem é um teste
- 12:09que sim, ele reduz a mortalidade pelo
- 12:11câncer colorretal. Então, pela diretriz
- 12:14atual, ele é um exame alternativo ao
- 12:17FIT, que é o teste imunoquímico fecal,
- 12:20que eu vou te contar no próximo slide,
- 12:21tá? Então, atualmente o guiaco, ele é um
- 12:24teste alternativo nos locais que eu não
- 12:27tiver o fit disponível. E que que é esse
- 12:29tal de fit? Então, fit, teste
- 12:30imunoquímico fecal, essa sigla, ele vai
- 12:34eh ser um teste que a gente vai avaliar
- 12:36anticorpo contra a porção globina do M.
- 12:39Então, ele avalia a hemoglobina humana.
- 12:41Então, ótimo, resolvi a questão da
- 12:43dieta. O paciente pode comer carne à
- 12:45vontade antes do exame porque ele é um
- 12:47teste específico para hemoglobina
- 12:50humana. Então não tem problema de reação
- 12:52cruzada por conta da alimentação. Então
- 12:54como vantagem é uma amostra única, o
- 12:57paciente não precisa ficar repetindo
- 12:58esse exame de forma seriada ao longo de
- 13:01dias, não precisa fazer dieta, então
- 13:03pode se alimentar normalmente. E aí aqui
- 13:06nesse teste a gente tem o teste que é
- 13:07quantitativo,
- 13:09que a gente vai ter um valor
- 13:10pré-determinado como positivo, que eu
- 13:13vou te mostrar qual valor que é esse
- 13:14determinado pela diretriz. E tem o teste
- 13:17que é qualitativo, então ele vai avaliar
- 13:19se tem ou se não tem sangue oculto nas
- 13:21fees, tá? Ele vai detectar mais o
- 13:24sangramento do trato gastrointestinal
- 13:26baixo. Então ele não vai ter aquela
- 13:27positividade se o paciente tiver
- 13:29sangrando por alguma doença do esôfago
- 13:31ou do estômago. Então comparando os dois
- 13:33testes de análise de sangue oculto nas
- 13:35fees, guaco e fit. Para lesões
- 13:39pré-neoplásicas, o fit ele é muito mais
- 13:41sensível, tá? E pro câncer a mesma
- 13:45coisa. Então o fit tem maior
- 13:46sensibilidade tanto pra detecção de
- 13:48lesões pré-neoplásicas, aqueles adenomas
- 13:50avançados que a gente comentou, maior do
- 13:52que 1 cm, com displasia de alto grau e
- 13:56ele também é mais sensível pra detecção
- 13:57do câncer. Então, e vamos comparar os
- 14:00dois exames. É um exame que o fit ele é
- 14:03mais fácil de ser feito porque não tem a
- 14:04dieta, coleta uma vez só e ele é mais
- 14:07sensível. Então, por isso que o
- 14:08Ministério da Saúde traz o fit como
- 14:11primeira opção, como eu vou te mostrar
- 14:13mais adiante. E aí a gente parte pros
- 14:15exames endoscópicos. E aqui eu vou
- 14:17começar falando sobre a
- 14:18retossigmoidoscopia.
- 14:20Retossigmoidoscopia é um exame que a
- 14:22gente faz e avalia puramente o reto e o
- 14:24colon sigmoide. O nome já dá a dica pra
- 14:26gente. Qual que é a desvantagem disso
- 14:28daqui? Primeiro, eu não avaliio o colon
- 14:30inteiro. Então, se eu tiver uma lesão em
- 14:33seco em colon ascendente até em
- 14:35transverso, esse exame ele não vai
- 14:37localizar. E é um exame que também vai
- 14:39precisar de sedação e de preparo
- 14:41intestinal. Então o paciente vai ter que
- 14:43usar preparo intestinal pra gente
- 14:45conseguir limpar aquela parte do
- 14:47intestino. Como vantagem, a gente
- 14:49consegue detectar até 60% dos cânceres
- 14:52colorretais e adenomas avançados, mas aí
- 14:54a desvantagem já tá aqui. 40% vai passar
- 14:57batido. Então não é um exame que a gente
- 14:59avalia o intestino de forma completa. E
- 15:01aí outro exame que é citado também na
- 15:03diretriz é a nossa colonoscopia que
- 15:06avalia a totalidade do intestino grosso.
- 15:08a gente vê desde a parte do reto até a
- 15:11parte do ilho terminal. Como
- 15:13desvantagem, é um exame que ele requer
- 15:15sedação e requer preparo. Então o
- 15:17paciente vai ter que fazer uma dieta
- 15:18antes do exame, vai ter que tomar vários
- 15:21laxativos e é um exame também que agrega
- 15:23custo, agrega questão de riscos
- 15:25adversos, de eventos adversos. Então
- 15:27pode ter perfuração, pode ter efeito da
- 15:29sedação, então tem riscos envolvidos,
- 15:32porém é o nosso exame melhor para
- 15:34avaliar remoção de adenomas avançados e
- 15:37biópsia de eh lesões suspeitas. E aí
- 15:41quando a gente vai definir uma política
- 15:43de rastreamento, o que que a gente
- 15:44precisa avaliar? Primeiro, impacto na
- 15:47mortalidade ou no tratamento. Ou seja, o
- 15:50meu exame diagnóstico, ele tem que
- 15:51impactar na mortalidade. Não adianta eu
- 15:54inventar um rastreamento que ele vai
- 15:55detectar a lesão, faltando 10 dias pro
- 15:57paciente falecer. Não faz sentido, tem
- 15:59que ter impacto e melhora na sobrevida
- 16:02ou melhora na qualidade do tratamento.
- 16:05Segunda coisa, custo efetividade. Eu não
- 16:07posso fazer um exame de rastreamento que
- 16:09seja um pets scando do corpo inteiro,
- 16:10colâo e ressonância, exames caríssimos
- 16:13que não vou ter como dar esse acesso
- 16:16para toda a população. Então eu tenho
- 16:17que pensar em custos também em nível de
- 16:19saúde pública. Além disso, tem que ser
- 16:22um exame com alta sensibilidade. Então
- 16:25eu não posso é colocar um exame que
- 16:27deixe passar muitos casos. Tem que ser
- 16:29um exame bem sensível para eu avaliar
- 16:31todos os casos. E aí, caso tenha algum
- 16:33falso positivo, eu avalio depois com o
- 16:35exame mais específico, mas tem que ser
- 16:36um exame com alta sensibilidade. A
- 16:39população alvo tem que ser bem definida,
- 16:41então não é um exame para todo mundo. A
- 16:43gente tem a definição de qual população
- 16:45que vai fazer esse rastreamento. E por
- 16:47fim, eu preciso de um período
- 16:49pré-clínico longo. Então, a gente viu,
- 16:51câncer colorretal é exatamente isso. Do
- 16:54pólipo pro adenocarcinoma,
- 16:5720 a 25 anos. Então, o período
- 16:58pré-clínico longo permite que eu tenha
- 17:01uma ação direcionada paraa prevenção
- 17:03desse câncer, tá? Que que não entra na
- 17:06diretriz? Então você vai entender que
- 17:08pra diretriz, pra gente fazer um
- 17:10rastreamento, meu paciente precisa estar
- 17:12assintomático. Então, sempre que eu
- 17:14tenho um paciente com sintomas, isso
- 17:17daqui não é mais rastreamento, isso
- 17:19daqui vira diagnóstico. Então, se eu
- 17:20tenho um paciente com dor abdominal,
- 17:23hábito intestinal alterado, perda de
- 17:26peso, sangramentos ou anemia, subaclusão
- 17:29intestinal ou tenesmo, isso daqui já não
- 17:31é mais rastreamento, isso daqui é
- 17:33diagnóstico. Então, a pesquisa de sangue
- 17:36oculto é pro paciente assintomático. Se
- 17:38a partir do momento que uma paciente tem
- 17:40sintomas, deixa de ser rastreiramento e
- 17:43vira diagnóstico. Para outras populações
- 17:45que o teste não é indicado, pacientes de
- 17:48alto risco. Então, paciente com doença
- 17:50inflamatória intestinal, histórico
- 17:53pessoal ou familiar de neoplasias,
- 17:56síndromes neoplásicas, então síndrome de
- 17:58lint, polipose adanomatose familiar.
- 18:00Esses pacientes também não entram no
- 18:02rastreamento nacional, eles têm um
- 18:03rastreamento específico de acordo com
- 18:06cada comorbidade. E aí, como que era o
- 18:08rastreamento antigamente? Então,
- 18:10antigamente era recomendado o
- 18:12rastreamento com pesquisa de sangue
- 18:15oculto nas feeses ou colonoscopia ou
- 18:17sigimoidoscopia
- 18:19entre 50 e 75 anos. E aí era opcional a
- 18:23gente avaliar o rastreamento entre 76 e
- 18:2585 anos. E para pacientes com 85 anos ou
- 18:29mais não era recomendado. Então o
- 18:31rastreamento deixava em aberto. Poderia
- 18:33ser ou um sangue oculto anual ou a cada
- 18:36do anos ou colonoscopia ou
- 18:39segmoidoscopia. Ficava meio em aberto
- 18:41pro médico decidir. E agora, como que tá
- 18:44esse rastreamento? Então, o rastreamento
- 18:46atual do Ministério da Saúde é indicado
- 18:49ser realizado em indivíduos
- 18:50assintomáticos, ou seja, se o meu
- 18:52paciente tem sintoma ou se meu paciente
- 18:54tem alguma doença prévia, eh, como
- 18:56doença inflamatória intestinal,
- 18:57histórico, de câncer, não entra aqui.
- 19:00Então, indivíduos assintomáticos entre
- 19:0350 e 75 anos. E aí, como que é feito
- 19:06esse rastreamento? O rastreamento vai
- 19:07ser feito através do sangue oculto nas
- 19:10feeses pelo teste imunoquímico fecal, ou
- 19:14seja, o fit a cada 2 anos, tá? E aí esse
- 19:19teste pode ser tanto qualitativo, ou
- 19:21seja, sim ou não, quanto quantitativo.
- 19:25Então o teste com ponto de corte acima
- 19:27de 50 é um resultado positivo. Caso o
- 19:30resultado seja negativo, ou seja, fiz o
- 19:32exame de sangue oculto nas feeses, meu
- 19:34paciente entre 50 e 75 anos veio
- 19:37negativo, eu vou repetir nos próximos 2
- 19:41anos. Então depois de 2 anos, eu repito
- 19:43rastreamento bienal. Agora, caso venha
- 19:46positivo, eu vou prosseguir minha
- 19:47investigação e aí eu vou fazer uma
- 19:49colonoscopia. Então, dá para entender
- 19:51que nesse rastreamento a colonoscopia
- 19:54ela só vai ser indicada após o fit
- 19:57positivo. Então, não é um exame inicial.
- 20:00E aí, se não tiver pólipo, eu vou
- 20:03repetir a coluna após 10 anos. Se vier
- 20:05um diagnóstico de câncer, eu faço
- 20:07tratamento específico. E de acordo com
- 20:09os pólipos, dependendo de quantos
- 20:11pólipos, do tipo de pólipo, eu vou
- 20:13repetir a colonoscopia de acordo com o
- 20:15prazo prédeterminado.
- 20:17Qual que é o racional? Por que o fit?
- 20:19Qual que é a ideia de ter pedido esse
- 20:21exame? Então, por que que eu faço um fit
- 20:23ao invés de colonoscopia, por exemplo,
- 20:26com base nesse artigo daqui. Então, esse
- 20:28artigo que foi trazido pelo pela própria
- 20:31diretriz, ele traz que a taxa de adesão
- 20:34ao fit é muito maior do que a
- 20:36colonoscopia. Então, quando a gente
- 20:38avalia, compara um exame que basta você
- 20:41coletar as feeses, não precisa de dieta,
- 20:44não precisa ficar repetindo esse exame,
- 20:46você coleta as feeses uma vez e ponto
- 20:48versus um exame que você precisa de um
- 20:50preparo intestinal, precisa de sedação,
- 20:53precisa de uma dieta específica, tem
- 20:55risco de perfuração, tem risco de
- 20:57complicação. A gente viu nesse estudo
- 21:00que a taxa de adesão ao fit é muito
- 21:02maior. E aí quando a gente avalia a taxa
- 21:05de detecção de câncer colorretal, a
- 21:07colonoscopia ela é sim mais sensível,
- 21:09tá? Então a gente tem mais detecção do
- 21:12câncer colorretal na colonoscopia.
- 21:14Porém, como eu falei, a gente precisa
- 21:16avaliar que a colonoscopia tem riscos,
- 21:19tem o preparo, tem os custos, tem as
- 21:21complicações, precisa de um endoscopista
- 21:23disponível. Então, a nível de saúde
- 21:26pública, a nível de rastreamento, o fit
- 21:29ele é melhor do que a colonoscopia de
- 21:31acordo com o PCDT. Tá? E aí, que que é
- 21:34importante a gente saber? Que o FIT ele
- 21:36é um exame que ele pode ser tanto
- 21:38qualitativo, então presença ou ausência
- 21:40de sangue oculto, quanto quantitativo. E
- 21:43aí a diretriz também traz do como que
- 21:46ela definiu qual que é o ponto de corte
- 21:48pro fit. Então, o ponto de corte atual
- 21:51pro fit é abaixo de acima de 50 ng.
- 21:55Então, por que esse valor? Quando a
- 21:57gente avalia
- 21:59os valores tanto de câncer colorretal
- 22:01quanto para denoma avançado, essa
- 22:03equivalência aqui é do sangue oculto e a
- 22:06equivalência no exame. Então, quando a
- 22:08gente avalia, a gente vê que esse valor
- 22:11ele é muito mais sensível do que valores
- 22:14maiores. Então, esse é o valor de corte
- 22:16de maior sensibilidade pelos estudos.
- 22:18Então é um valor baixo, mas com esse
- 22:20valor a gente consegue determinar a
- 22:23presença de sangue oculto nas feeses com
- 22:25maior sensibilidade. Então mensagens
- 22:28finais que que ficou dessa diretriz?
- 22:30Como que vai funcionar a diretriz aqui
- 22:32no Brasil? Primeiro, a gente vai
- 22:34precisar identificar e convocar a
- 22:36população alvo para rezar o fit. Então
- 22:39pacientes assintomáticos entre 50 e 75
- 22:42anos. E aí a gente precisa se atentar
- 22:45aos pacientes que faltaram, identificar
- 22:48e reconvocar os pacientes que não
- 22:51vieram. E caso o teste venha positivo,
- 22:54esse paciente precisa ser referenciado
- 22:56para fazer uma colonoscopia. Caso o
- 22:59teste seja negativo, tem indicação de
- 23:01repetir em do anos. é um teste que vai
- 23:04exigir busca ativa, então busca ativa
- 23:07dos pacientes que fizeram o exame e que
- 23:09veio positivo, ou então busca dos
- 23:11pacientes que não fizeram e precisam
- 23:13realizar. E além disso, a gente precisa
- 23:16de um sistema de registro de câncer bem
- 23:18acurado para os casos serem notificados
- 23:21e a gente conseguir ter uma boa adesão
- 23:23da população. Então, essas foram as
- 23:25principais mudanças que tiveram no
- 23:28segmento, no rastreamento do câncer
- 23:30colorretal. As chances de aparecerem em
- 23:32prova no fim do ano são imensas e eh
- 23:35essa essa temática de rastreamento causa
- 23:38muita polêmica. Então, a gente tem
- 23:39diretrizes americanas, diretrizes
- 23:41brasileiras. Então, sempre prestar
- 23:43atenção na hora da prova qual a
- 23:44referência que tá sendo utilizada, se é
- 23:47americana, se é europeia ou se é a
- 23:49brasileira.
- 23:55[música]
- 23:59E aí, pessoal, voltei conforme
- 24:01combinado. Vamos ver aqui no chat.
- 24:06Acho que o pessoal tá sem dúvida, mas
- 24:08basicamente é isso. Então o que que a
- 24:10gente precisa se atentar? Que agora não
- 24:12tem mais aquela cartela de opções de
- 24:15exames pro pro médico escolher. Pela
- 24:18diretriz do SUS não é para escolher
- 24:20colonoscopia ou sangue oculto ou
- 24:23retossegmadoscopia. Agora, a diretriz,
- 24:25ela deixa bem claro fazer o sangue
- 24:27oculto pelo método imunoquímico, que é o
- 24:30mais sensível que a gente viu. E aí
- 24:32venha positivo, aí sim tem indicação de
- 24:35fazer a colonoscopia. Então não é algo
- 24:37mais eh que fica mais solto. Agora tem
- 24:39essa definição pela diretriz. Então se
- 24:42vocês tiverem qualquer dúvida, se
- 24:43aparecer alguma dúvida ao longo do dia,
- 24:46podem ir mandando mensagem.
- 24:53>> [música]
- 24:58[música]
- 25:04[música]
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This page contains the full transcript of R+ Clínica Médica - Atualização no Rastreio do Câncer Colorretal by Estratégia MED, generated from the public captions YouTube serves with the video. The transcript has 3,445 words across 567 segments, with the original timestamps preserved so you can click any line to jump to that moment in the embedded player.
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