Os principais ângulos de câmera para usar nos seus vídeos — Transcript
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- 0:00A câmera nunca é neutra. Todo
- 0:01enquadramento ele quer dizer alguma
- 0:02coisa. A gente não registra o evento. A
- 0:04gente passa experiência de quem viveu
- 0:06ele. Todo frame que a gente capta gira
- 0:08em pelo menos uma dessas quatro
- 0:09perguntas. Enquanto eu mostro aonde que
- 0:11a gente quer colocar o ponto de vista do
- 0:12espectador, qual tipo de movimentação a
- 0:15gente quer utilizar e como que eu quero
- 0:16que o objeto de cena seja interpretado
- 0:18com escri
- 0:20o quanto eu mostro aqui. A gente vai
- 0:21falar um pouco sobre o tamanho do T que
- 0:23a gente tá fazendo. A lógica é bem
- 0:25simples. A gente mostra como que é o
- 0:26mundo, a relação que o sujeito tem com
- 0:28esse mundo e a emoção que ele sente
- 0:30enquanto ele vive isso. Quanto mais
- 0:31perto a gente chega, mais íntimo a gente
- 0:33fica. O Shot, o plano que ele ambienta
- 0:35toda a cena. Ele mostra onde você tá, a
- 0:37escala do set e a dimensão do seu
- 0:39objeto. Ele é basicamente você repetir
- 0:41para si mesmo para e observa o lugar. E
- 0:43o ad shot é o plano que eu mais me
- 0:44interessa, porque a gente consegue
- 0:45mostrar de diversas formas o mesmo
- 0:47objeto, seja com lentes abertas de
- 0:49drone, a gente consegue fazer um white
- 0:51shot com lentes fechadas também, lentes
- 0:53de longo alcance. Dentro dos eventos, é
- 0:55muito importante a gente estabelecer bem
- 0:57quais são os white shots que a gente vai
- 0:59usar, porque é ele que vai vender a
- 1:01dimensão do evento, o quão grande foi
- 1:04essa experiência que a gente tá
- 1:05captando. Isso é importante tanto paraas
- 1:07mesas reuniões, quando os clientes vão
- 1:08mostrar pros patrocinadores, possíveis
- 1:10patrocinadores, a dimensão do evento,
- 1:13quão grande foi o palco, como que o
- 1:14público se movimentou dentro dele. E
- 1:16acredite, se você sabe fazer um bom
- 1:19shot, isso vai mudar muito a percepção
- 1:20que o cliente tem do vídeo que você
- 1:22manda pr ele, porque você tá aqui não
- 1:24para fazer um vídeo bonito, mas sim para
- 1:25resolver o problema que seu cliente
- 1:27quer. E o problema que você tá
- 1:28resolvendo quando ele te contrata é
- 1:29basicamente mostrar o evento da melhor
- 1:32forma possível. Normalmente eles gostam
- 1:34de mostrar que o evento foi grande, foi
- 1:35bem organizado, que a estrutura foi
- 1:37muito boa. Então é sempre muito
- 1:39importante você pensar bem nos white
- 1:41shots que você tem. Falando um pouco de
- 1:42referência aqui, cara, eh, eu trouxe
- 1:44alguns shots que eu acho muito
- 1:46interessantes pela diversidade que eles
- 1:48usam de lentes e por como que eles
- 1:51apresentam o objeto dentro da cena. O
- 1:53primeiro frame que a gente tá vendo aqui
- 1:55é muito interessante porque ele é um
- 1:56wide shot, mas ele não é feito com uma
- 1:58lente ultra wide. [música] Ele é
- 1:59provavelmente com uma 24 mm, uma 35 mm,
- 2:02só que a distância que a câmera tem do
- 2:05objeto principal, que nesse caso é o
- 2:06Kendrick Lamar, [música] aqui no canto
- 2:08inferior esquerdo do frame, é, mostra a
- 2:12dimensão e apresenta o lugar onde ele
- 2:14tá. Então aqui a gente consegue entender
- 2:16que ele tá dentro de alguma estrutura,
- 2:19provavelmente uma igreja ou um colégio.
- 2:21Dá para ver aqui pela pelas portas, mas
- 2:24coloca ele num lugar de meio que
- 2:27submissão a cena, [música] porque a
- 2:29gente pode ver que tem uma luz vindo de
- 2:30cima dele e ele tá muito pequeno aqui no
- 2:32quadro. O segundo aqui que eu tô
- 2:34mostrando, ele é um long shot, mas ele
- 2:36também é wide ao mesmo tempo porque
- 2:37[música] ele situa aonde o nosso objeto
- 2:39tá. Nesse caso aqui, a gente consegue
- 2:41ver que o objeto ele tá bem pequeno no
- 2:43centro da imagem e ele tá de frente para
- 2:45um carro, provavelmente num
- 2:46estacionamento.
- 2:47E e de novo ele não foi usado uma lente
- 2:50ultra wide [música] para fazer isso.
- 2:51Aqui a gente tem um projeto muito
- 2:52interessante que a gente rodou em
- 2:53Fernando de Noronha junto com a AMAX, a
- 2:56marca de cartões, [música]
- 2:58que eu acho esse Take aqui magnífico.
- 3:00Ele é feito de ronin com uma 24 mm, Sony
- 3:03FX3.
- 3:05E olha só como como a gente consegue
- 3:08situar bem o objeto nessa cena. [música]
- 3:10É um kiosque que ele tá de frente pro
- 3:12mar, um lugar paradisíaco, o sol
- 3:14entrando muito bem. A gente consegue
- 3:16[música] ver que tudo é muito clean,
- 3:19como o cliente queria passar. A
- 3:21experiência Max é muito clean, é
- 3:23[música] muito limpa, é muito linda. Eu
- 3:25acho que tem tudo a ver com esse take
- 3:27que a gente fez. Aqui a gente tem o take
- 3:29de drone do último show da turnê do ano
- 3:30passado do Mato Grosso que a gente fez
- 3:32no Aliance Park. [música] Aqui a gente
- 3:33passa toda a dimensão do projeto, quão
- 3:35grande é a área de público desse desse
- 3:37projeto. A gente vê o palco aqui na
- 3:38extrema esquerda do frame e a gente
- 3:40consegue mostrar o mar de gente, a
- 3:42dimensão que tava esse [música] show. T
- 3:44lindo aqui que eu sou apaixonado por
- 3:45ele. O aberto é só pra gente situar o
- 3:47lugar, é a primeira impressão, é pra
- 3:48gente dizer, ó, presta atenção aqui,
- 3:50falando um pouco do vídeos shot, ele é
- 3:51[música] cola entre o ambiente e o seu
- 3:53objeto de interesse. Ele é um plano de
- 3:55transição entre o lugar e o sentimento.
- 3:57Se eu fosse colocar em números, eu acho
- 3:58que o med shot ele é responsável por
- 4:00mais ou menos 50% dos takes que a gente
- 4:02coloca na nossa edição. Por ser um tipo
- 4:04de plano que ele se aproxima muito ao
- 4:06olhar humano, que se for convertido para
- 4:08lentes e objetivas e cerca de 35 mm, ele
- 4:11é um plano que começa a fazer a
- 4:13transição para o que a pessoa tá
- 4:14sentindo dentro desse ambiente que você
- 4:16já apresentou no White Shot. Por ele ser
- 4:18um plano bem coringa e muito utilizado,
- 4:19é o plano que vocês estão vendo aí, por
- 4:21exemplo. Ele ambienta um pouco da
- 4:22situação que você se encontra, mas ele
- 4:23também traz um pouco da conexão entre
- 4:26objeto de cena e o espectador. Aqui tem
- 4:29um take muito interessante que a gente
- 4:30fez no projeto de Amex, onde a gente
- 4:31consegue ver o nosso personagem [música]
- 4:33principal no centro da imagem com esse
- 4:36primeiro plano bem desfocado, é dessas
- 4:38duas cadeiras, onde a gente consegue
- 4:40conectar um pouquinho mais com ele.
- 4:42[música] É, ainda não é um closeup, mas
- 4:44a gente mostra um pouco do ambiente onde
- 4:46ele tá inserido [música] ainda, só que
- 4:48dando mais atenção já pro personagem
- 4:51principal. Aqui tem um plano muito
- 4:52interessante também, onde a gente tá
- 4:53partido de um plano médio plano aberto,
- 4:56onde a gente vê nossa personagem
- 4:57[música] principal, que é essa mulher
- 4:58com movimento descortinando pra vista
- 5:00onde ela tá inserida. É um take muito
- 5:01interessante também que a gente consegue
- 5:03inserir nosso personagem no ambiente que
- 5:05ele tá, mas sem deixar de ter o contato
- 5:07ali mais próximo dele. Esse é o ponto
- 5:09que a gente mais vê por aí, é o que
- 5:10sustenta a nossa narrativa antes de
- 5:11chegar na emoção do nosso objeto. Tô
- 5:13falando de emoção, agora é onde a gente
- 5:15vai valorizar o sentimento do seu
- 5:17objeto. Cruz é emoção, rosto, mãos,
- 5:20detalhes. No evento é a lágrima, é o
- 5:22sorriso, é o olhar, é a textura, é o
- 5:24detalhe da roupa de alguém. Isso é muito
- 5:26importante pra gente conectar quem tá
- 5:27assistindo com a experiência que foi
- 5:30viver o evento mesmo. Inclusive, eu
- 5:32consigo fazer um close-up pedindo para
- 5:33vocês comentarem aqui o que vocês
- 5:35acharam desse vídeo e se vocês têm
- 5:36alguma sugestão para próximos conteúdos
- 5:38que a gente possa fazer. E pô, também
- 5:39não esquece de dar o like aqui que esse
- 5:41conteúdo deu trabalho para fazer. E não
- 5:42esquece de se inscrever no canal, né,
- 5:44mano? Se tu não é inscrito ainda, por
- 5:45favor, se inscreva, faça esse favor pra
- 5:47gente, pra gente sempre manter essa
- 5:49dinâmica de conteúdo sendo criado aqui,
- 5:51que é uma parada que a gente tem
- 5:52trabalhado bastante ultimamente, tá
- 5:54sendo bem legal pra gente. Espero que
- 5:55para vocês também. É nós, família. Eu
- 5:58gosto muito do close up porque a gente
- 5:59consegue ser mais conceitual e menos
- 6:02literal. E o foco, eu acho que ele vira
- 6:04uma ferramenta da gente poder criar
- 6:05também com isso. Eu, por exemplo, gosto
- 6:07muito de fazer takes com lente bem
- 6:08fechados, por exemplo, uma 70 200, eh,
- 6:11onde o nosso objeto principal, ele tá
- 6:12desfocado e a gente tá focando somente
- 6:14no fundo. Eu acho que isso traz, eu acho
- 6:16que isso traz um olhar totalmente
- 6:17diferente pro filme e uma experiência
- 6:20como se fosse de sentimento do que a
- 6:22pessoa tá sentindo, que ela não tá, que
- 6:23ela não tá se enxergando, ela tá
- 6:25enxergando o que tá em volta dela, mas
- 6:26ela tá ali dentro também do freio,
- 6:28entende? Ele é um recurso muito
- 6:29interessante também para dar ritmo na
- 6:30edição. Idealmente, ele não é usado com
- 6:32tanta frequência porque isso desconecta
- 6:34um pouco do ambiente e causa menos
- 6:35impacto quando você vê ele na tela. Ele
- 6:37se torna interessante porque ele é raro.
- 6:39Aqui nesse plano, por exemplo, a gente
- 6:40tá mostrando o detalhe do jogo de mesa e
- 6:42quão importante é prestar atenção nas
- 6:44pequenas coisas. Isso mostra pro
- 6:45espectador do vídeo que a marca ela toma
- 6:47cuidado com cada ponto de interação do
- 6:49cliente com essa experiência. Por
- 6:51exemplo, para fazer um take de close up,
- 6:52você pode, por exemplo, usar uma lente
- 6:54macro, como nesse take aqui. Para mim,
- 6:55esse take aqui é o ápice de como passar
- 6:57sentimento dentro de um vídeo. A forma
- 6:59com que a gente chega tão próximo do
- 7:00olho da pessoa, como o foco, ele tá
- 7:02muito bem crafado, exatamente no meio da
- 7:04tela, transforma a gente no objeto de
- 7:07cena. Parece que a gente tá sentindo que
- 7:08o personagem tá sentindo. Esse Kir é
- 7:11muito interessante porque além da gente
- 7:12ter a distorção do background aqui desse
- 7:14frame, eh, ele conecta muito bem o que o
- 7:17personagem tá sentindo. A gente consegue
- 7:19ver ali no olhar desse personagem que
- 7:20ele parece meio perdido. É, a gente
- 7:22consegue sentir realmente a emoção que é
- 7:25ser o personagem aqui nessa cena.
- 7:26Inclusive, se você não assistiu esse
- 7:27filme aqui, vai assistir, porque ele é
- 7:29muito interessante como que o diretor de
- 7:31fotografia, ele consegue passar diversos
- 7:33sentimentos com diversos ângulos de
- 7:35câmera, milimetragens diferentes. Eu
- 7:37acho que é uma aula de cinematografia
- 7:39esse filme aqui. E é muito único também.
- 7:40É muito importante a gente conseguir
- 7:42passar o sentimento que o objeto tá
- 7:43sentindo, mas também é importante a
- 7:45gente colocar o espectador no ponto de
- 7:47vista dele. Além da gente falar sobre
- 7:49sentimento, é importante a gente se
- 7:50colocar no ponto de vista do objeto que
- 7:52a gente tá filmando. E agora a lógica é
- 7:54outra. Não é mais sobre distância, agora
- 7:55sobre imersão. Eu separei aqui dois
- 7:57exemplos de ponto de vista dos mais
- 7:59comuns que a gente vê normalmente em
- 8:00filmes. O primeiro que eu separei aqui é
- 8:02O Shoulder, traduzido do inglês, é por
- 8:04cima do ombro. Aqui a gente tenta
- 8:06mostrar um pouco mais da ação do nosso
- 8:08personagem e passa o sentimento pro
- 8:09espectador que ele tá dentro da cena ali
- 8:11fazendo ação junto do nosso personagem
- 8:12principal. Eu acho que o exemplo mais
- 8:14claro que a gente tem de planos over the
- 8:15shoulder seriam de cenas de diálogo,
- 8:17onde a gente tem um personagem
- 8:18conversando de frente pro outro. Nesse
- 8:20caso, o ovo deixou dele muito utilizado
- 8:22como plano e contraplano, onde a gente
- 8:24tem um eixo sendo fotografado pro
- 8:26personagem A e o outro eixo sendo a
- 8:28visão do personagem A pro personagem B.
- 8:31E é muito normal a gente ver nessas
- 8:32cenas de diálogo uma técnica chamada de
- 8:34plano e contraplano, onde a gente assume
- 8:36que o nosso plano ele é fotografado por
- 8:37cima do ombro do personagem A, olhando
- 8:40para o personagem B. E o nosso
- 8:41contraplano é o ponto de vista do
- 8:43personagem B, por cima do seu ombro para
- 8:45o personagem A. Como nesse plano aqui,
- 8:46eu acho que tem uma dinâmica muito
- 8:48interessante acontecendo. Se liga só. A
- 8:49gente consegue ver aqui no primeiro
- 8:50plano na esquerda o Denzel Washington
- 8:52completamente fora de foco, quase
- 8:54olhando em direção à câmera. Só que no
- 8:55lado direito do frame a gente consegue
- 8:57ver um espelho mostrando a nuca do
- 8:58Denzel e a gente consegue identificar o
- 9:00personagem com quem ele tá conversando.
- 9:02Então fic um plano muito interessante de
- 9:04Over the shoulder do primeiro
- 9:06personagem, olhando pras costas dele,
- 9:08que é um espelho e novamente over the
- 9:10shoulder dele mesmo, [música] só que
- 9:12olhando agora pro pro segundo personagem
- 9:15que ele tá conversando com exemplo aqui
- 9:17que a gente também tem de Over the Sho
- 9:19Batman, onde a gente tem o nosso
- 9:20personagem principal que é o Batman. Ao
- 9:22invés de ser colocado num dos cantos do
- 9:24frame, ele tá bem no meio do frame, só
- 9:26que completamente fora de foco, para
- 9:28tentar passar esse ponto de vista dele
- 9:30olhando pra cidade de Gotham. Então
- 9:31[música] é muito interessante também pra
- 9:33gente conseguir situar a situação com
- 9:35que o personagem aqui que a gente
- 9:37consegue ver ele muito bem é tá situado
- 9:39no no ambiente dele, sabe? E aqui outro
- 9:41tipo de composição seria o ponto de
- 9:42vista onde a gente literalmente tá
- 9:44dentro da cena com o personagem
- 9:46principal, é o ápice da imersão, sabe? A
- 9:48gente tá ali vendo que o sujeito vê,
- 9:50todos os movimentos que ele faz,
- 9:51principalmente com as mãos. A gente
- 9:52consegue ver o corpo dele quando ele
- 9:54olha para baixo. Quando ele olha para
- 9:55cima, a gente vê exatamente o campo de
- 9:57visão dele. Eu acho que é muito
- 9:58interessante quando a gente quer passar
- 10:00pro espectador o real sentimento de est
- 10:02presente ali, de estar dentro, como o
- 10:04espectador tivesse exatamente dentro
- 10:06dessa peça de comunicação que a gente tá
- 10:07gravando. Aqui eu acho que tem um ponto
- 10:08muito interessante também pra gente
- 10:09ressaltar. Hoje em dia a gente vê nas
- 10:11redes sociais muita gente falando sobre
- 10:12POV ponto de vista, onde a gente não vai
- 10:14pro sentido literal da composição da
- 10:16câmera, mas sim da posição onde a gente
- 10:19quer que o nosso espectador se coloque.
- 10:20Normalmente quando a gente vê esse tipo
- 10:22de conteúdo, é sempre uma pessoa se
- 10:23filmando, só que querendo colocar o
- 10:25espectador no ponto de vista dessa
- 10:27pessoa, ajudando a ela a tomar as
- 10:29decisões na vida ou mostrando como é a
- 10:30rotina, por exemplo. Aqui a gente tem um
- 10:32exemplo muito claro também do que seria
- 10:34esse esse ponto de vista onde a gente
- 10:35tem a câmera posicionada exatamente onde
- 10:37vai o rosto da pessoa. Normalmente esse
- 10:39tipo de shot ele é feito com lentes bem
- 10:40grandangulares pra gente realmente ter
- 10:42esse quase que olho de peixe da visão da
- 10:45que a pessoa tem, que normalmente a
- 10:47gente quer ter o 180 da visão da pessoa.
- 10:49Então aqui a gente mostra muito bem como
- 10:51se comporta esse tipo de composição.
- 10:53Aqui eu também trouxe esse outro exemplo
- 10:55onde parece que a gente tá no meio de
- 10:57uma luta e o nosso oponente tá vindo
- 10:59para dar um soco na gente. A gente vê
- 11:00todas as partículas de suor vindo em
- 11:02nossa direção. a gente sente essa
- 11:03proximidade da luta, esse sentimento de
- 11:06quase claustrofobia colado ali sem ter
- 11:09mais o que olhar além da da mão dele
- 11:11vindo na sua direção e o rosto dele já
- 11:14cortado também, tando mais ainda esse
- 11:16sentimento de proximidade te colocando
- 11:18como se você fosse tomar esse soco que
- 11:19tá vindo aqui na tua direção, sabe? E eu
- 11:21acho que o ponto de vista é a única
- 11:22ferramenta que a gente faz com que o
- 11:23espectador transcenda de apenas assistir
- 11:26o conteúdo que a gente tá filmando, mas
- 11:27ele passa a viver também, sentir essa
- 11:30experiência, sabe? falar um pouco agora
- 11:31sobre movimento de câmera, uma parada
- 11:33que eu sou extremamente apaixonado. Acho
- 11:34que cabe um vídeo somente de
- 11:35movimentação de câmera, porque eu acho
- 11:37que a gente consegue colocar muita
- 11:38intencionalidade a cada movimento que a
- 11:40gente faz. A gente tem a diversa, é,
- 11:42variedade de movimentos de câmera, então
- 11:44talvez botar outra pessoa para falar
- 11:46sobre isso vai ser muito interessante
- 11:47pra gente. Mas eu trouxe aqui um
- 11:48movimento de câmera que a gente chama de
- 11:49track and shot ou plano de
- 11:50acompanhamento, onde a gente foca no
- 11:53nosso objeto principal e para onde ele
- 11:55move a gente acompanha ele. Esse tipo de
- 11:57movimento a gente consegue ver muito nos
- 11:59aftermos que a gente produz aqui dentro.
- 12:00Quando a gente tem, por exemplo, um
- 12:01público correndo em direção ao palco ou
- 12:04quando um artista tá se movimentando em
- 12:05cima do palco, a gente gosta sempre de
- 12:07manter ele em foco, sempre centralizado
- 12:09ali e acompanhar o movimento dele para
- 12:11tentar mostrar um pouco da dinamicidade
- 12:13do show ou do evento que a gente tá
- 12:14participando. E se a gente tá falando de
- 12:15movimento de câmera, a gente não pode
- 12:17deixar de falar de alguns equipamentos
- 12:18que ajudam a gente a fazer essa
- 12:19movimentação de câmera. O que a gente
- 12:21mais utiliza aqui dentro da produtora
- 12:22são tripéis, gimballs e dors. É muito
- 12:25importante que você sempre saiba colocar
- 12:27intencionalidade em cada movimento de
- 12:28câmera. O movimento de câmera, ele
- 12:29sempre precisa ter uma intencionalidade
- 12:31à qual ele se relaciona. Você não pode
- 12:33simplesmente pegar sua câmera, fingir
- 12:34que é um volante e ficar rodando ela de
- 12:36cima para baixo, pra frente, para trás.
- 12:38A gente vê muito isso em conteúdos das
- 12:39redes sociais, mas é uma coisa que a
- 12:40gente não gosta de fazer aqui na Sand. A
- 12:42gente sempre gosta de colocar muita
- 12:43intencionalidade e sempre ter um porquê
- 12:45para fazer esse movimento, senão fica só
- 12:47uma câmera balançada, uma coisa que a
- 12:49gente não gosta de passar dentro dos
- 12:50filmes que a gente faz. Trazendo mais
- 12:52uma vez aqui o projeto de Amex como
- 12:53exemplo, a gente tem esse take muito
- 12:55interessante que é uma descortinada da
- 12:57esquerda pra direita, onde a gente
- 12:59mostra esses bangalis, esses guarda-çóis
- 13:01e todo o ambiente onde eles estão
- 13:03inseridos. Só que em primeiro plano,
- 13:05quando a gente começa a ter que a gente
- 13:06tem uma planta completamente fora de
- 13:08foco, o que traz um ponto de interesse é
- 13:10esse contraste entre foco e não foco. E
- 13:13com conforme a gente vai fazendo esse
- 13:14movimento, a gente revela eh essa paz
- 13:17desse lugar, esse contato com a natureza
- 13:19que tem esse lugar, o que era um dos
- 13:20grandes sentimentos que eles queriam
- 13:21passar dentro desses conteúdos que a
- 13:23gente produziu. Outro exemplo também que
- 13:24eu quero mostrar pra vocês é esse frame
- 13:26aqui de Mar Supreme, onde a gente
- 13:28[música] consegue reparar somente pela
- 13:30imagem estática a movimentação de câmera
- 13:32e o que que a gente tá precisando e
- 13:33querendo mostrar dentro desse dessa
- 13:36cena. A gente consegue ver aqui que o
- 13:37nosso objeto principal, que é o Mar, ele
- 13:39tá no no centro do frame e todo o resto
- 13:42tá movendo muito mais rápido do que ele.
- 13:44É, em comparação ao frame F. Isso dá pra
- 13:46gente uma sensação de movimento, de
- 13:47velocidade. [música] Nessa cena aqui em
- 13:48específico, ele tá correndo de
- 13:49policiais, então a gente precisa mostrar
- 13:52essa atmosfera mais rápida, mais de
- 13:54fuga, onde a gente consegue reparar tudo
- 13:57isso pelo motion blur que a gente tem
- 13:58nos objetos de primeiro e de fundo de
- 14:00plano, menos no Martim. Beleza? Então,
- 14:02no plano parado a gente mostra o lugar,
- 14:04no plano de movimento a gente mostra a
- 14:05jornada. Mas como que a gente quer que o
- 14:07espectador interprete o nosso personagem
- 14:09dentro dessa composição? A lógica bem
- 14:10simples, é pura psicologia. Como você
- 14:12quer que o seu personagem seja
- 14:14interpretado de acordo com cada
- 14:16posicionamento de câmera que você tem
- 14:17dentro da cena? Se a gente quer um
- 14:18ângulo mais alto de câmera, a gente tá
- 14:19passando inferioridade desse sujeito.
- 14:21Mas se a gente quer mostrar a
- 14:22superioridade do sujeito, a gente coloca
- 14:24a câmera um pouco mais de baixo para
- 14:25cima, parecendo com que ele fique um
- 14:27pouco maior no frame. No highangle a
- 14:29gente consegue usar muito como exemplo
- 14:30takes de drone, por exemplo, mostrando
- 14:32grandiosidade, organização do evento,
- 14:34por exemplo. Mas se a gente for falar um
- 14:35pouco sobre câmera, olha só como nesse
- 14:36exemplo, como a gente consegue sentir o
- 14:38tom de inferioridade do sujeito aqui
- 14:40nessa cena. parece que ele tá perdido,
- 14:42que ela tá pensando em alguma coisa, mas
- 14:43que ela não tem a resposta pro que ela
- 14:45tá pensando. Então, parece que ela tá
- 14:46meio perdida ali tentando achar alguma
- 14:48resposta. E quando a gente quer dar mais
- 14:50esse ar de domínio, de superioridade de
- 14:52herói, a gente coloca a câmera um pouco
- 14:54mais para baixo, fazendo com que o
- 14:56objeto pareça maior do que ele realmente
- 14:58é, passando um pouco mais de confiança,
- 14:59quase que um tom heróico. Toda vez que a
- 15:01gente escolhe de onde filmar, a gente tá
- 15:03querendo passar uma sensação com isso.
- 15:05Inclusive, tem um projeto muito
- 15:06interessante que a gente fez da turnê do
- 15:07Dominguinho, onde o Pinho ele foi
- 15:09sozinho para captar um evento inteiro e
- 15:11usou muito desses fundamentos que a
- 15:12gente passou hoje aqui nesse vídeo.
- 15:13Então, se você quer entender como a
- 15:15gente usa esses fundamentos no dia a dia
- 15:17da produtora aqui, dá uma olhada nesse
- 15:18vídeo. Aliás, tem um vídeo muito
- 15:20interessante que eu acabei de lembrar
- 15:21também, que é o makeof de closeup, onde
- 15:23você consegue entender também onde que a
- 15:24gente usou cada um desses fundamentos.
- 15:26Acho que é muito interessante para você
- 15:27entender como que isso funciona na
- 15:28prática também. Então, se liga lá.
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