Nós escolhemos, a vida simplesmente executa - Lucia Helena Galvão — Transcript
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- 0:00em 2026, que é a data que esse programa
- 0:02tá sendo gravado, o que que tá faltando
- 0:03a gente interiorizar?
- 0:05>> O que eu percebo é que nós vivemos um
- 0:07momento histórico de muito materialismo,
- 0:10de muita massificação, [música]
- 0:11ou seja, uma identidade coletiva, muito
- 0:14pouco autoconhecimento. [música]
- 0:16>> Que frequência é essa que nós estamos
- 0:18vivendo? Estou falando assim no
- 0:19coletivo. E aí depois vem a nossa
- 0:21autorresponsabilidade de sabendo disso o
- 0:24que fazer.
- 0:24>> Mas hoje nós temos até o sentimento
- 0:26coletivo, né? Você pergunta às vezes
- 0:28para uma pessoa: "Por que que você odeia
- 0:29fulano?" Ah, não sei. Todo mundo odeia,
- 0:31ele não deve prestar. Ou seja, até os
- 0:33sentimentos vão se massificando. Mas
- 0:36alguma coisa sempre acontece que te tira
- 0:38então desse campo da ilusão e te traz
- 0:40pro tempo real. Faz sentido isso?
- 0:42>> Eu sempre digo aos meus alunos que tirem
- 0:44fotografias no ano novo. Para quê? Para
- 0:47no outro ano novo você olhar para elas e
- 0:49dizer: "Eu não sou mais exatamente
- 0:50aquele ser humano".
- 0:54Eu
- 0:59[roncando]
- 1:02[música]
- 1:07[música]
- 1:16[música]
- 1:22não sei como você está chegando, mas Eu
- 1:24desejo que durante essa entrevista você
- 1:27encontre respostas, novas perguntas e
- 1:30muito acolhimento para aquilo que você
- 1:32tiver sentindo. Esse é o lema do
- 1:35interioriza. Essa é a nossa essência. E
- 1:38você tá vendo que eu tô num cenário
- 1:40diferente. Por quê? Porque nós
- 1:43precisamos, sinto no meu coração, te
- 1:46oferecer
- 1:48diferente. Então, nós estamos agora em
- 1:51um estúdio em que nós temos sambaas de
- 1:54verdade, não são de plástico, são
- 1:57samambaias de verdade. E quando eu vi
- 2:00essas samambaias aqui, que tem uma
- 2:01representação espiritual tão
- 2:02interessante, eu falei: "É ali que vai
- 2:05ser a nova fase do interioriza". Como
- 2:07assim nova fase? Há 3 anos eu comecei o
- 2:10Interioriza com assuntos que já passaram
- 2:12do tempo de interiorizar. Eu também
- 2:15mudei nesses últimos 3 anos. E eu vou
- 2:17lhe dizer que além de interiorizar, nós
- 2:19precisamos exteriorizar quem nós somos
- 2:23de verdade. Nós precisamos colocar em
- 2:25prática tudo aquilo que nós desejamos.
- 2:27Então, esta nova fase do Interioriza é
- 2:30para te encorajar a fazer diferente do
- 2:33que você vem fazendo, a buscar estar
- 2:35perto da natureza que te faz bem, porque
- 2:39tudo isso afeta a sua energia, a sua
- 2:43vibração, a sua frequência. E eu tenho o
- 2:46privilégio deste primeiro episódio aqui
- 2:49nos estúdios da CLEPM em São Paulo, te
- 2:52apresentar aqui do meu lado, ela que
- 2:54simplifica temas tão complexos. e nos
- 2:57acolhe com cada palavra professora
- 3:00Luelena Galvão. Muito obrigada.
- 3:02>> Olá, Isabela. Satisfação estar aqui com
- 3:04você. Mas eu tô feliz demais. Eu preciso
- 3:07f de costume que eu tô aqui do lado da
- 3:09professora, né? Nós já estivemos juntas
- 3:12algumas vezes online e essa é a primeira
- 3:14vez presencial.
- 3:16>> Uhum. É verdade.
- 3:18>> Então, para mim é um privilégio poder
- 3:21fazer a reinauguração deste programa,
- 3:24deste espaço e desse momento também que
- 3:27eu entendo, professora, que chega um
- 3:29momento que a gente que gosta de estudar
- 3:31bastante também precisa fazer diferente,
- 3:33colocar em prática o que a gente
- 3:35aprendeu,
- 3:36>> né? Quando você chegou aqui, viu essas
- 3:38samambaias, qual foi sua impressão?
- 3:41>> Com certeza é um ambiente muito mais
- 3:42vivo, né? muito mais acolhedor do que um
- 3:45ambiente convencional de estúdio. Com
- 3:47certeza.
- 3:47>> O que isso influencia na nossa
- 3:50frequência? que eu eu gostaria muito que
- 3:52esse nosso episódio eh tivesse esse fio
- 3:55condutor, o quanto nós somos
- 3:57responsáveis
- 4:00pela energia que nos rodeia e o quanto
- 4:03nós também podemos alterar o ambiente
- 4:05quando a gente percebe. Eu me lembro de
- 4:08ter lido sobre isso em um livro que já
- 4:11me vem aqui o nome, mas que o segredo de
- 4:14Chambala
- 4:15que que fala sobre a nossa
- 4:18autorresponsabilidade
- 4:20em mudar o ambiente quando você percebe
- 4:22que você pode fazer diferente.
- 4:25>> Com certeza o contato com a natureza nos
- 4:27ajuda a relembrar a nossa natureza
- 4:29humana, né? Porque tem uma série de
- 4:32características simbólicas na natureza.
- 4:34Ela é muito eh harmoniosa, ela é muito
- 4:38autêntica, então ela nos aproxima, nos
- 4:41ajuda a tirar máscaras, encontrar o
- 4:44nosso posicionamento no mundo, porque
- 4:45nós somos parte da natureza e muitas
- 4:48vezes nos distanciamos desse papel.
- 4:51Então hoje cada vez mais, por exemplo, a
- 4:53influência de certas técnicas orientais
- 4:55como o fengchui, tem mostrado a
- 4:58necessidade da gente estar mais perto da
- 5:00natureza, nos nossos ambientes, da vida,
- 5:03né? Inclusive para não considerarmos que
- 5:05a nossa é a única vida que merece
- 5:07consideração dentro do universo, que é
- 5:09um dos males que a gente tem vivido
- 5:10ultimamente, não é? Deixando terra
- 5:12arrasada por onde passamos.
- 5:15>> Que frequência é essa que nós estamos
- 5:17vivendo? Estou falando assim no coletivo
- 5:19e aí depois vem a nossa
- 5:20autorresponsabilidade de sabendo disso o
- 5:22que fazer.
- 5:24Bom, eu não sei se o nome que eu usaria
- 5:26para isso seria frequência, mas o fato o
- 5:28que eu percebo é que nós vivemos um
- 5:30momento histórico de muito materialismo,
- 5:33de muita massificação,
- 5:36ou seja, uma identidade coletiva, muito
- 5:38pouco autoconhecimento.
- 5:41É claro que toda regra tem exceção. Você
- 5:43tem pessoas que estão começando a se
- 5:45movimentar e a querer sair disso, mas
- 5:48nós vivemos um momento onde as pessoas
- 5:50em grande parte são pensadas, são
- 5:52sentidas. E isso eu acho curioso, porque
- 5:55o pensamento coletivo a gente já
- 5:57conhecia, mas hoje nós temos até o
- 5:59sentimento coletivo, né? Você pergunta
- 6:02às vezes para uma pessoa: "Por que que
- 6:03você odeia fulano?" "Ah, não sei, todo
- 6:05mundo odeia, ele não deve prestar". "Ou
- 6:08adora ciclano?" "Ah, todo mundo adora".
- 6:11Ou seja, até os sentimentos vão se
- 6:13massificando. Ou seja, é a perda da
- 6:14autenticidade, da identidade, da
- 6:17construção de si mesmo, que é a
- 6:19principal função do homem no mundo.
- 6:21>> A construção da identidade.
- 6:23>> Isso eu sempre costumo brincar que, bom,
- 6:27filósofo, você sabe que tem umas coisas
- 6:29meio bizarras, né? Eu fico imaginando se
- 6:31a gente tivesse conversando com a
- 6:32natureza, chegasse para ela para contar
- 6:34as novidades. Olha, natureza, a gente
- 6:37fez máquinas voadoras, a gente fez
- 6:40máquinas super rápidas. Ela viraria pra
- 6:43gente, diria: "Ah, meu filho, bilhões de
- 6:45anos antes de você existir, eu já tinha
- 6:47feito cometas, planetas, estrelas, tudo
- 6:50voando. Eu já tinha feito a velocidade
- 6:52da luz, tá? Eu não precisava de você
- 6:55para fazer essas coisas. Eu só preciso
- 6:56de você para fazer uma coisa que é a
- 6:58construção de si próprio, porque isso eu
- 7:00não posso fazer. Existe uma lei que é o
- 7:03livre arbítrio, que não me deixa invadir
- 7:05o seu espaço e construir você. Isso é
- 7:07uma função sua. E a única coisa que
- 7:09depende de você, você não faz, certo?
- 7:12Então nós passamos a vida inteira
- 7:13correndo de um lado pro outro. É
- 7:15construção de nós mesmos como seres
- 7:16humanos. Não fazemos. Às vezes me lembro
- 7:19aqueles dias onde a gente se programa
- 7:21para fazer três tarefas. Aí corre o dia
- 7:24inteiro, quando chega a noite tá cansado
- 7:25e as três tarefas que você tinha que
- 7:27fazer não fez nenhuma das três. Nós
- 7:29passamos a nossa vida mais ou menos
- 7:31assim, correndo de um lado pro outro e
- 7:34aquilo que a natureza espera de nós que
- 7:37viemos ao mundo fazer, que a nossa
- 7:39construção como seres humanos deixamos
- 7:41de lado.
- 7:42>> Deixamos de lado. Por quê?
- 7:44>> Porque no nosso momento histórico, nós
- 7:46achamos que viemos para fazer coisas.
- 7:48Nós estamos totalmente voltados para
- 7:50fora. Nós achamos que viemos de
- 7:52construir um determinado, sei lá, status
- 7:54social baseado na quantidade de coisas
- 7:56que temos. Ou seja, nós temos toda uma
- 7:59estrutura de valorização associada mais
- 8:03ao que as pessoas têm do que aquilo que
- 8:04elas são. Então, muito poucos são
- 8:07aqueles que olham, dizem: "Bom, isso aí
- 8:09não me satisfaz, vou buscar outras
- 8:11alternativas". Infelizmente é uma
- 8:13minoria.
- 8:16Então, a maioria das pessoas ela se
- 8:19satisfaz com aparências, né? Eu acho
- 8:21muito interessante quando uma pessoa
- 8:23começa a despertar, ela começa a avaliar
- 8:26as coisas de uma maneira muito
- 8:27diferenciada. Então, já deve ter
- 8:29acontecido com você. Às vezes a gente tá
- 8:31vendo uma pessoa na TV, na internet, que
- 8:34é super invejada socialmente, famosa,
- 8:36rica, badalada. Quando você ouve aquela
- 8:39pessoa falando 3 minutos, você diz:
- 8:40"Coitado, tá muito perdido,
- 8:43>> esse tá mal demais". Sim.
- 8:45>> Ou seja, a gente começa a não seguir
- 8:47mais essa onda de de de de eh invejas e
- 8:51foco que a sociedade tem em aparências,
- 8:53mas buscar essências. E percebe que as
- 8:56pessoas as vezes mais invejiadas
- 8:57sociedade são as mais pobres,
- 9:00>> internamente muito pobres.
- 9:04>> Bom, vamos lá. Agora eu poderei para
- 9:06alguns caminhos. Eu vou pegar um só. Eh,
- 9:09eu vou vou focar aqui em um só. Você
- 9:12falou, uma minoria já despertou.
- 9:15Esse despertar vem como?
- 9:17>> É, eu não diria já despertou, eu digo
- 9:19que está se sentindo incomodada e
- 9:20querendo despertar.
- 9:22>> É porque despertar mesmo é um processo
- 9:24que leva um tempo, é trabalhoso, é uma
- 9:27vida inteira, né? Eu acho que eu mesma
- 9:29não despertei, tô buscando, tá? Tô
- 9:31tentando despertar. Mas chega um
- 9:33determinado momento que você não sabe
- 9:35explicar muito bem porquê, mas você
- 9:38percebe que tudo isso que a sociedade
- 9:40oferece como kit realização não te traz
- 9:43nenhuma espécie de felicidade. A mera
- 9:46sobrevivência confortável e prazerosa
- 9:49suficiente para você sentir uma pessoa
- 9:51realizada. Você começa a intuir uma
- 9:54série de coisas que, por exemplo, que
- 9:56nós viemos aqui para crescer, isso é um
- 9:59elemento fundamental, né? Não estamos
- 10:01aqui simplesmente para desfrutar. Viemos
- 10:03aqui para sairmos mais humanos do que
- 10:05éramos quando entramos. E que quando
- 10:07crescemos também ajudamos o mundo à
- 10:10nossa volta a crescer. Somos fator de
- 10:11soma. Começamos a perceber que isso é a
- 10:14nossa obrigação e isso é o sentido da
- 10:16vida humana propriamente dito. Começamos
- 10:18a perceber que a nossa vida não é
- 10:21inteiramente nossa, pertence à natureza,
- 10:25pertence à vida em si. Nós viemos aqui
- 10:28para servir. Nós temos um papel dentro
- 10:30do todo. Nós somos agentes da unidade
- 10:33para realizar alguma coisa no mundo.
- 10:35Então, começamos a ter um sentido de
- 10:36compromisso, um sentido de missão, um
- 10:39ideal. Começamos a sentir a necessidade
- 10:41de sermos mais legitimamente humanos,
- 10:44né, com valores, com virtudes, com uma
- 10:46dose de sabedoria que nos corresponde e
- 10:48começamos a buscar onde essas coisas
- 10:51podem ser encontradas, certo?
- 10:53>> Tá? Então, é um processo que, lógico,
- 10:56tem idas e voltas, porque às vezes a
- 10:58pressão social é muito grande, a gente
- 10:59volta, se acomoda de novo, mas já não
- 11:01suporta mais o incômodo que isso gera,
- 11:04né? Avança novamente e assim vai com
- 11:07quedas e levantando novamente, vai
- 11:10avançando aos poucos, tá? O fato é que
- 11:12quando você desperta não dá para
- 11:15retroceder, você não suporta mais.
- 11:17>> É, é,
- 11:18>> é, é eh o eu vou chamar de caminho do
- 11:20autoconhecimento, tá certo? é
- 11:23autoconhecimento da realização seria
- 11:25algo assim
- 11:26>> do autodesenvolvimento. Eu vou vou dizer
- 11:28autorresponsabilidade.
- 11:30Quando eu fui tocada por isso, minha
- 11:34vida foi ficou totalmente diferente.
- 11:36>> Hum. A hora que eu entendi a minha
- 11:39autorresponsabilidade
- 11:41sobre tudo o que me aconteceu, sobre o
- 11:43que está acontecendo agora, a minha vida
- 11:45mudou e aí não tem volta de fato. E aí
- 11:48nesta construção então de identidade,
- 11:51eh, a gente precisa atualizar ela com
- 11:54frequência. Então, uma coisa é está
- 11:56construindo,
- 11:58está atualizando,
- 12:00tá vigilante,
- 12:02>> está em movimento, né? está em
- 12:04movimento.
- 12:05>> Eu sempre digo aos meus alunos que tirem
- 12:07fotografias no ano novo. Para quê? Para
- 12:10no outro ano novo você olhar para elas e
- 12:12dizer: "Eu não sou mais exatamente
- 12:13aquele ser humano".
- 12:14>> Uma coisinha que seja, eu deixei para
- 12:16trás,
- 12:17>> progredi, tô caminhando, tô deixando,
- 12:20estou dentro de um tempo real.
- 12:21>> Isso
- 12:22>> porque é uma das coisas mais bonitas que
- 12:23eu acho que existe dentro da mitologia
- 12:25grega essa noção de tempo real, que é o
- 12:28tempo de Cronos, né? Eles têm caos,
- 12:31Uranus, Cronos e Zeus. Cronos é um tempo
- 12:34que te desloca em direção a Zeus, que é
- 12:36eternidade,
- 12:38>> não é tempo de relógio.
- 12:39>> Uhum.
- 12:39>> Então, se você conhece uma pessoa hoje e
- 12:41faz um diagnóstico da personalidade dela
- 12:44e daqui a 10 anos você a reencontra, ela
- 12:46tem exatamente o mesmo perfil, os mesmos
- 12:48defeitos, é exatamente por dentro, a
- 12:51mesma, só mudou fisicamente. Essa pessoa
- 12:53não tá no tempo, ela tá num caos
- 12:55primordial. Ela nem pisou em cronos,
- 12:58porque o tempo real que é cronos se mede
- 13:00por avanços em direção a Zeus, ao ideal,
- 13:04ou seja, o nosso crescimento que gera o
- 13:06tempo real. Se você não cresce, você tá
- 13:07num tempo ilusório.
- 13:09>> E Cairoz,
- 13:10>> Cairoz é a oportunidade, né, que dizem
- 13:13que era um Deus que ele só tinha uma
- 13:15mecha de cabelo na frente, né? Se você
- 13:18não o pegava quando ele vinha, quando
- 13:19ele passava, não pegava mais, não tinha
- 13:21cabelo. Então Cairoz de você estar
- 13:24presente inteiro, corpo, mente e alma
- 13:27neste momento e observando as coisas que
- 13:30a vida tá te trazendo na hora que elas
- 13:32venham. Hum.
- 13:33>> Eu me lembrei agora do Frei Beto quando
- 13:35ele me explicou a diferença de Cronos e
- 13:36Cairoz. Então ele falava Cronos, que é
- 13:40esse tempo horizontal e Cairoz o tempo
- 13:43vertical.
- 13:44>> É, é uma visão que ele tem, né? Cairosa,
- 13:47na verdade, é a oportunidade que está
- 13:49dentro do tempo real. É a visão
- 13:51clássica, né? Ela está dentro do tempo
- 13:53real. Você vê quando você está presente,
- 13:56quando estamos inteiros no momento
- 13:58presente, que é coisa muito difícil. Em
- 13:59geral, estamos desdobrados,
- 14:01>> desdobrados, fragmentados.
- 14:03>> Isso. Nosso corpo está aqui e a mente tá
- 14:05ansiosa por algo que vem depois e as
- 14:07emoções por algo que a gente deixou em
- 14:09casa. Então, divididos, nunca
- 14:12mergulhamos naquilo que a vida tá nos
- 14:13dizendo nesse momento. E a vida é
- 14:16inteiramente pedagógica. Tem uma
- 14:18passagem que eu acho muito forte, muito
- 14:19interessante no livro tibetano dos
- 14:22mortos, que diz que a vida, o tempo
- 14:26inteiro ela tem algo para te ensinar.
- 14:28>> Uhum.
- 14:29>> Mas diz que chega um determinado
- 14:30momento, não lembro exatamente as
- 14:31palavras que eles dizem, mas o conteúdo
- 14:33é esse, que você se aliena tanto que não
- 14:36consegue aprender mais nada. É como se
- 14:38você atasse uma bola de aço ao seu
- 14:40tornozelo, não consegue ver mais nada na
- 14:42vida, não consegue aprender. Nessa hora
- 14:44você escolheu morrer. A vida só executa,
- 14:47porque se não há possibilidade de
- 14:49aprendizado, não há mais sentido pra
- 14:50vida, tá? Então estamos aqui para
- 14:53aprender, estamos aqui para crescer, mas
- 14:54vamos ficando tão cegos, tão alienados,
- 14:57que chega uma hora que não estamos
- 15:00engessados, não crescemos mais nada e aí
- 15:02já não há mais sentido paraa vida. Nós
- 15:04escolhemos, né, a vida simplesmente
- 15:06executa.
- 15:08>> Nós escolhemos, a vida executa. E aí
- 15:11entra o papel da autorresponsabilidade,
- 15:15tão eh necessário para mim chegou muito
- 15:19tarde.
- 15:21[risadas]
- 15:22>> Cheguei no momento certo, Isabel.
- 15:23>> É, não, sem dúvida. E quando ele disse,
- 15:26né, o que que precisa acontecer pra
- 15:27gente despertar ou iniciar pelo menos o
- 15:30primeiro passo?
- 15:33Às vezes é uma doença, às vezes é um um
- 15:35divórcio, às vezes é uma uma luto
- 15:38involuntário, né? Tudo isso que eu
- 15:40mencionei, enfim, é um luto
- 15:41involuntário, mas alguma coisa sempre
- 15:43acontece que te tira então desse campo
- 15:46da ilusão e te traz pro tempo real. Faz
- 15:48sentido isso?
- 15:49>> Faz e não faz, porque você tem que
- 15:52considerar que esse mesmo fato aconteceu
- 15:54na vida de outras pessoas e não mudou
- 15:56absolutamente nada. Agora você estava
- 15:59preparada para esse salto. E aí ele faz
- 16:02com que você veja o mundo de maneira
- 16:03diferente. Eu me recordo que uma vez eu
- 16:05vi uma pessoa na televisão tinha passado
- 16:07por uma situação de quase morte.
- 16:09Perguntaram para ela: "O que que você
- 16:11aprendeu dessa situação?" "Ah, eu
- 16:13aprendi que eu tenho que curtir a vida
- 16:15doidado porque na vida não se leva
- 16:16nada". Ou seja, ela não aprendeu nada.
- 16:19Se que é verdade.
- 16:20>> Então, tem uma passagem muito
- 16:22interessante da vida de Sócrates, o
- 16:24filósofo, que se conta que um dia os
- 16:26discípulos dele, porque ele era um homem
- 16:28extremamente sábio, né?
- 16:30>> Os discípulos dele chegaram e falaram:
- 16:32"Mestre, o senhor sabe tanto, senhor
- 16:34conhece tanto, por que que a gente não
- 16:35pega os [limpando a garganta] 30 tiranos
- 16:37de Atenas, amarra eles aqui e só fala
- 16:40horas fio com eles." Quando a gente
- 16:42soltava, vão ter tudo virado filósofos.
- 16:44[risadas]
- 16:45Aí Sócrates sorriu e disse o seguinte:
- 16:48"Olha, minha mãe Fenaretes era uma
- 16:51parteira e era uma ótima parteira, mas
- 16:54uma coisa ela jamais seria capaz de
- 16:56fazer, que é dar a luz a uma mulher que
- 16:58não estivesse grávida.
- 16:59>> Isso, [risadas]
- 17:01>> ou seja, você tá grávido, aí vem um
- 17:03acontecimento, você dá a luz". Se você
- 17:05não tivesse grávido, podia vir 1000
- 17:07acontecimentos, você não daria dois, tá?
- 17:11Então, coincidiu o seu momento de parto
- 17:15com aquele acontecimento que veio ali
- 17:17funcionou como uma parteira, né? Como
- 17:19uma Fenaredes.
- 17:22>> Excelente. Eu eu tenho visto muito eh a
- 17:26síndrome de Burnout, inclusive, que foi
- 17:27o que eu vivi há 8 anos, como a cura
- 17:32>> para mim tá muito claro. E eu tenho uma
- 17:36terapeuta que tá comigo já há muito
- 17:37tempo, que é a Cíntia Bedim. Beijo,
- 17:39Cíntia. Tá muito claro para mim. O que a
- 17:42gente chama de doença, na verdade é a
- 17:44cura. É para te tirar de um estado de
- 17:46ilusão, de um estado de não tempo.
- 17:48Então, como é que a gente pode chamar?
- 17:50>> De tempo real,
- 17:51>> de um estado que você não está vivendo
- 17:53tempo real.
- 17:55>> É um estado onde você começa a entrar
- 17:57numa dimensão real.
- 17:59>> E aí vem é assim, quando o ouvido tá
- 18:02pronto, a mensagem chega.
- 18:04>> Isso.
- 18:05>> Mas ela não chega uma mensagenzinha
- 18:06suave. Às vezes, às vezes ela vem com
- 18:08uma mensagem que não é aparentemente tão
- 18:11agradável.
- 18:13>> Eu já vi pessoas que passaram por
- 18:15acidentes, que deixaram sequelas,
- 18:17limitações físicas e que dizem: "Olha,
- 18:20graças a esse acidente, eu comecei a
- 18:22viver de verdade. Sequelas eu tinha
- 18:25antes e não agora.
- 18:27Graças a esse acidente foi doloroso, foi
- 18:29complicado, mas graças a ele a minha
- 18:31vida teve um umbral. Eu comecei a viver
- 18:33de verdade.
- 18:34>> Pronto,
- 18:34>> né? Então, é, a gente às vezes considera
- 18:38determinadas coisas como positivas ou
- 18:40negativas, segundo elas são agradáveis
- 18:42ou não. Isso não é uma apreciação
- 18:44correta. A gente deveria considerar
- 18:46positivo quando nos faz crescer.
- 18:49Ou seja, pode ter sido doloroso, pode
- 18:51ter sido desagradável, mas se me fez
- 18:53crescer, foi positivo, porque eu vim
- 18:55aqui para isso.
- 18:56>> Então, graças a isso, eu sou o que sou.
- 18:58Se não tivesse passado por aí, não seria
- 19:00o que eu sou.
- 19:02Nos conhecemos, professora, durante a
- 19:04pandemia, de lá para cá, eh, tenho
- 19:06visto, eh, seus conteúdos, suas aulas,
- 19:10seus vídeos. Que bom que a gente tem
- 19:13acesso a você, sabe, de diversas formas
- 19:17que antes nós não tínhamos. Então, em
- 19:202026, que é a data que esse programa tá
- 19:22sendo gravado, o que que tá faltando a
- 19:24gente interiorizar assim de diante de
- 19:27tudo que nós então, né, você disse, nós
- 19:29estamos vivendo um tempo de
- 19:31materialismo, né, que estamos buscando
- 19:33um kit realização que não realiza.
- 19:36Então, o que que tá faltando em 2026 a
- 19:39gente interiorizar? Olha, eu acho que
- 19:42nós vivemos um momento crítico onde ou
- 19:45abrimos mão do egoísmo ou a nossa
- 19:47civilização vai fracassar.
- 19:50Já no Tibete, na tradição tibetana, eles
- 19:52diziam que o maior mal do homem é a
- 19:55heresia da separatividade, que é um nome
- 19:57diferenciado para o egoísmo. Então, nós
- 20:00criamos toda uma estrutura social em
- 20:02cima da projeção egoísta. O meu êxito é
- 20:05construído em cima do fracasso do outro.
- 20:07O meu destaque é construído em cima do
- 20:09anonimato do outro. Eu subo enquanto
- 20:11muitos descem. Enfim, toda essa
- 20:14estrutura cultural fez com que nós nos
- 20:17tornássemos como se fosse uma célula
- 20:19tumoral dentro de um corpo. Porque uma
- 20:22célula tumoral é exatamente aquela que
- 20:23só pensa em si e não no corpo. Vai
- 20:26condenar o corpo à morte e ela vai
- 20:28morrer junto. Então a natureza exige
- 20:30para nosso desfrute, o outro exige para
- 20:33poder me trazer alguma vantagem pessoal.
- 20:36Tudo gira em torno das minhas
- 20:38necessidades, dos meus caprichos, do meu
- 20:41egoísmo. Vamos levar esse corpo à
- 20:43falência. Se não começarmos a pensar
- 20:46mais como todo, como humanidade, como
- 20:49natureza, nós vamos levar essa
- 20:51civilização a derrocada, tá? Porque
- 20:54vamos inviabilizar daqui a pouco o
- 20:56mundo. Já estamos inviabilizando há
- 20:58muito tempo. Eu tenho 62 anos de idade.
- 21:02Há muito tempo eu não vi uma época
- 21:03política em termos internacionais. tão
- 21:06conflituada, tão violenta, tão difícil
- 21:10quanto essa que a gente tá vivendo.
- 21:11Estamos a todo momento na expectativa
- 21:14de, sei lá, pode estourar uma terceira
- 21:16guerra mundial a qualquer momento,
- 21:19>> tá? Então isso é muito delicado. Se nós
- 21:21temos, ainda que seja, as pessoas às
- 21:23vezes têm uma ilusão, vai acontecer uma
- 21:25guerra, vai começar lá na Europa, sei
- 21:28lá, em torno da Ucrânia, em torno, seja
- 21:29lá o que for, não vai nos atingir. Uma
- 21:32guerra mundial, se ela dispara em 24
- 21:35horas inviabiliza o mundo, desde o
- 21:37mercado econômico aí, daqui a pouco ao
- 21:39fornecimento de energia, daqui a pouco
- 21:41tudo vai tudo por terra, tá? E o ser
- 21:44humano sem todas essas comodidades a que
- 21:46ele está acostumado, é muito provável
- 21:49que cae na barbárie, porque você percebe
- 21:52que a humanidade ela não é muito,
- 21:55digamos assim, formada, ela é mais
- 21:58adestrada.
- 21:59>> Uhum. [risadas]
- 22:00>> Ela se comporta bem porque tem uma lei
- 22:02que vai puni-lo, porque ele pode ser
- 22:04multado, pode ser preso. Cai todos esses
- 22:07sistemas de vigilância. A tendência a
- 22:09vir à toa não salve-se quem puder e
- 22:11cairmos na barbária é muito grande, tá?
- 22:14Então nós percebemos que temos uma
- 22:16situação de risco, uma situação delicada
- 22:18por aqueles que estamos deixando aí,
- 22:20pelos pelos nossos filhos, por aqueles
- 22:22que amamos. Temos que tentar dar uma
- 22:24revertida nisso através do nosso
- 22:26exemplo, pensando mais como todo,
- 22:29esquecendo um pouco dos nossos
- 22:31interesses pessoais, dos nossos
- 22:32caprichos pessoais e pensando um pouco
- 22:35como todo. Eu às vezes paro, não sei se
- 22:38você faz esse exercício de vez em
- 22:40quando, mais uma bizarrice de filósofo,
- 22:43né? Dá uma olhada no YouTube, nas redes
- 22:45sociais, o que que o pessoal tá falando,
- 22:47o que que é o interesse das pessoas, o
- 22:49que que elas estão se interessando. Hoje
- 22:51eu percebo, gente, tem muita gente ainda
- 22:54só pensando nos seus interesses
- 22:56pessoais, buscando só aqueles sites que
- 22:58falam de como ganhar dinheiro fácil,
- 23:00como se livrar das pessoas que estão
- 23:02incomodando, [risadas] como ter sucesso,
- 23:05como me livrar daqueles que que de
- 23:08alguma maneira não me interessa. Ou
- 23:09seja, é muita gente interessada em
- 23:12assunto egoísta ainda.
- 23:14>> Muita gente.
- 23:15>> Aí, professora,
- 23:17considerando isso que você disse, é o
- 23:20que nós precisamos interiorizar, que ou
- 23:22a gente entende o impacto do coletivo ou
- 23:26então nós estamos vamos continuar indo
- 23:28por esse caminho que já está inadequado.
- 23:31Aí eu lhe pergunto, que é o nosso fio
- 23:34condutor aqui.
- 23:36Eu tendo essa consciência,
- 23:41como eu interajo com o ambiente,
- 23:44aí nós vamos falar sobre a frequência e
- 23:46sobre a vibração.
- 23:48Porque eu vou explicar aqui de uma
- 23:49maneira muito simples para você que tá
- 23:51nos acompanhando. Se eu quero ouvir uma
- 23:52determinada música, eu preciso colocar
- 23:54no rádio um dial, né, um código, uma
- 23:57frequência para entrar naquela na
- 24:01naquele número. Então eu digito um
- 24:02número, entro naquela frequência e ouço
- 24:04aquele tipo de música. Eu
- 24:08só consigo ouvir aquela música se eu
- 24:10entro nessa frequência.
- 24:13Percebe? Então a pergunta é: não dá eu
- 24:15de rádio, eu já entendi que para eu
- 24:18ouvir determinada música, eu preciso
- 24:19colocar um número no rádio. E no nosso
- 24:22ambiente, como que eu consigo então eh
- 24:25perceber as frequências? E quando
- 24:28identifiquei que não é para tá al ou
- 24:30não, como que eu me blindo?
- 24:32É, já que você tá falando de frequência,
- 24:34eu sugiro você ajustar os ponteiros do
- 24:36seu rádio, sair da frequência do para
- 24:39que que isso me serve,
- 24:41>> tá?
- 24:41>> E entrar na frequência de como eu posso
- 24:43servir a isso.
- 24:44>> Perfeito.
- 24:46>> Que é exatamente o momento que a gente
- 24:47tem que viver. Ou seja, abrir um pouco
- 24:50pro fato daquilo que eu falei no início.
- 24:52Nossa vida não é nossa. Nós estamos aqui
- 24:54como emissário de uma coisa maior para
- 24:56cumprir uma missão, para dar um recado
- 24:58ao mundo. Nós viemos para ser fator de
- 25:00soma, nós viemos trabalhar paraa
- 25:02unidade, que a unidade é o atributo de
- 25:03Deus por excelência, tá? Nós viemos aqui
- 25:06para trabalhar para isso. Então, saí
- 25:08dessa mania de olhar para as coisas,
- 25:11perguntando para que que elas me servem,
- 25:13como é que elas atendem os meus
- 25:14interesses. Tem uma frase do escritor
- 25:17russo Leon Stoy, que ele diz que há quem
- 25:19passe por uma floresta só veja lenha
- 25:21paraa sua fogueira.
- 25:23>> Entende? universo de vida que tem ali,
- 25:25para que me serve, no que que atende os
- 25:26meus interesses. É um mundinho desse
- 25:28tamanhinho,
- 25:29>> onde você sai como um predador, vendo o
- 25:32outro só como meio. Até o ser humano,
- 25:34não é só a natureza, até o ser humano é
- 25:37visto como um meio para você atingir
- 25:39determinados objetivos. chegou ao ponto
- 25:41de ter relacionamentos onde o outro é
- 25:43simplesmente um meio para que eu me
- 25:45sinta eh com estima, para que eu não me
- 25:48sinta sozinho, para que eu tenha
- 25:50condições de estabelecer uma vida. Ou
- 25:52seja, eh como dizia o Manuel Canto, não
- 25:55existe nada mais imoral do que tomar o
- 25:57ser racional como meio. Ser humano é
- 25:59sempre um fim em si. Hoje até os seres
- 26:02humanos são meios, ou seja, tudo gira em
- 26:04torno daqueles meus interesses pessoais,
- 26:07daquela minha sobrevivência confortável
- 26:09e prazerosa. Se a gente não vira o
- 26:11disco, vai chegar um determinado momento
- 26:13que vamos envenenar o mundo, porque são
- 26:17muitas células pensando apenas em si e
- 26:19poucas pensando no organismo como um
- 26:21todo.
- 26:21>> E para ajustar
- 26:23esse botão, como você disse, qual é o
- 26:27caminho? É uma série de elementos que a
- 26:29gente poderia falar. Um deles é cada
- 26:32decisão que você vai tomar na sua vida
- 26:35parar com aquele imediatismo de pensar o
- 26:37que que mais me beneficia e começar a
- 26:40pensar o que que beneficia o máximo de
- 26:42pessoas que eu posso atingir.
- 26:43>> Uhum.
- 26:44>> Tá. Então se eu vou levar esse copo pra
- 26:46cozinha, eu vou pensar, será que eu não
- 26:48poderia levar o da Isabela junto? Uhum.
- 26:50>> Porque eu já ajudo ela, já poupo o
- 26:52trabalho dela. Seja aquela pequena
- 26:54decisão que eu vou tomar, como eu posso
- 26:56ampliá-la para que não beneficie apenas
- 26:58a mim, tá? Outra coisa que é
- 27:00importantíssima, que eu falo em todas as
- 27:02minhas palestras, saber o ser humano que
- 27:04você quer ser. Quando você chegar ao
- 27:07final da sua vida, que tipo de ser
- 27:10humano você quer ser? Você concorda
- 27:11comigo que isso é a obra prima da sua
- 27:13vida, tá? Que virtudes você quer ter
- 27:16desenvolvido? Que vícios quer ter
- 27:18deixado para trás? fixar isso, esse esse
- 27:21é o teu ideal, esse é o teu propósito e
- 27:24começar a alinhar todas as as tuas ações
- 27:26nessa direção, porque isso te dá
- 27:28discernimento. Quando você sabe onde
- 27:30você quer chegar, você sabe que tudo que
- 27:32te leva para lá é bom, tudo que te
- 27:34afasta é mau. Uhum.
- 27:35>> Se eu não quero chegar em lugar nenhum,
- 27:37como eu sei o que é bom e o que é mau?
- 27:39>> O que é bom e o que é mal, o que é certo
- 27:41e o que é errado para quem não quer
- 27:42chegar a lugar nenhum,
- 27:43>> tá? Então eu fico influenciada pelas
- 27:45opiniões do coletivo. Os meus valores
- 27:47são os valores do coletivo. Eu não tenho
- 27:49discernimento. Se eu não tenho
- 27:51direcionamento, se eu não sei onde eu
- 27:52quero chegar.
- 27:53>> Não tenho discernimento se eu não tenho
- 27:56direcionamento.
- 27:57>> Exatamente. Não tenho como. Se eu
- 28:00perguntar para você, isso é bom ou mal,
- 28:02você vai me perguntar, bom ou mal, para
- 28:04quê?
- 28:04>> Para qu,
- 28:04>> né? Então você tem uma obra que é a
- 28:06construção de si próprio. Aí você sabe
- 28:08quando as coisas são boas ou são massas.
- 28:10Porque a gente se envenena com tudo
- 28:12aquilo que a sociedade oferece, tá? E
- 28:14não sabemos se está nos fazendo bem ou
- 28:16mal, porque não sabemos qual é o produto
- 28:18da nossa vida. E é uma coisa curiosa,
- 28:21porque a natureza não deixa vácuos. Se
- 28:23você não escolhe esse ser humano que
- 28:25você quer ser, você vai ser escolhido
- 28:28para algum modelo que a sociedade
- 28:29oferece. Então, é o ator da moda e ou
- 28:33seja lá quem for que esteja na moda, o
- 28:35rico da moda. E você vai começar a se
- 28:37espelhar nesses modelos que são em geral
- 28:40péssimos, tá? E não servem para você,
- 28:44devem estar servindo alguém na
- 28:45sociedade, para você não. E você vai
- 28:48começar a trabalhar a si próprio em
- 28:50função de um modelo que é totalmente
- 28:51inadequado. Então, escolha o seu modelo,
- 28:54escolha o ideal, escolha o que você quer
- 28:55ser. Se eu começar a caminhar por essa
- 28:58sala e te perguntar, eu tô caminhando na
- 28:59direção certa ou na direção errada,
- 29:01Isabel, você me perguntaria. Depende
- 29:03onde você quer chegar. Eu quero chegar
- 29:05lá. Então agora tá certo. Se eu vou para
- 29:07lá, tá errado. Não existe certo e errado
- 29:09para quem não quer chegar no garrinho,
- 29:11certo? Então são elementos básicos que a
- 29:14gente vai começando a tomar. Terceiro
- 29:17lugar, começar a refletir, trazer a
- 29:19reflexão para dentro da sua vida, ou
- 29:21seja, não ter tanto medo da solidão do
- 29:23jeito que a gente tem hoje. Uma coisa é
- 29:24o isolamento, que é mal. Um pouco de
- 29:27solidão é necessário, é um momento para
- 29:29você estar consigo mesmo. Você sabe que
- 29:32Jean Paul Sart, ele costumava dizer que
- 29:34uma pessoa que teme muito a solidão é
- 29:36porque quando ela tá sozinha, ela tá
- 29:38muito mal acompanhada.
- 29:40>> [risadas]
- 29:41>> Ou seja, curta você mesmo, curta estar
- 29:43com você mesmo. Pare para pensar em
- 29:46relação ao meu ideal, no dia de hoje, eu
- 29:48caminhei para ele, eu fiquei parada, eu
- 29:51dei um passo na direção contrária. Se eu
- 29:53dei um passo na direção contrária, que
- 29:55que tinha lá, que era tão poderoso que
- 29:57me fez trair a mim mesmo? Vou refletir
- 30:00sobre isso, vou ver o que eu ando
- 30:02fazendo com a minha vida para que eu não
- 30:03me perca, para eu não perder a minha
- 30:05direção. [roncando] Existe uma pesquisa
- 30:10que eu vou pedir pra nossa amada edição
- 30:12colocar para você visualizar. É um
- 30:14gráfico que mostra, professora, quanto
- 30:16tempo você investe, né? Então você com a
- 30:21sua família, você com o seu trabalho,
- 30:24você com, sabe, se sabe, imagina assim,
- 30:27vários eh elementos que fazem parte da
- 30:29sua vida e aí o tempo que você passa
- 30:32sozinho, tá aqui, só aumenta. É um é um
- 30:36é um é um gráfico feito de uma pesquisa
- 30:38de 2025 que ele é autoexplicativo. A
- 30:40hora que você olha, você fala: "Ah, uau,
- 30:43então eu tenho que conviver comigo".
- 30:45Tem.
- 30:46Então, cuide, cuide da, da sua
- 30:48frequência, cuide do seu jardim, cuide
- 30:50dos seus pensamentos, cuide, tem essa
- 30:53autorresponsabilidade.
- 30:55Como que eu eh posso explicar aqui,
- 30:58professora, sobre a influência,
- 31:01a nossa influência nos ambientes? Olha,
- 31:04o ser humano ele tem uma influência tão
- 31:07grande que mesmo depois que ele saiu
- 31:09dali, por algum tempo, o ambiente fica
- 31:12impregnado da presença dele. Você sabe,
- 31:15já deve ter ouvido falar, existe um
- 31:17livro inclusive que trata muito disso
- 31:19sobre como era Roma. Em Roma, quando uma
- 31:23família saía de uma casa e outra família
- 31:25ia para lá, eles não se preocupavam
- 31:27simplesmente em fazer uma limpeza física
- 31:29no ambiente, mas uma limpeza também do
- 31:32do astral, podemos dizer assim, do
- 31:34ambiente. Eles vinham com uma tocha
- 31:36passando por tudo quanto é canto para
- 31:37tentar limpar, purificar aquele
- 31:39ambiente, porque as emoções, os
- 31:42pensamentos, tudo fica impregnado nos
- 31:45ambientes, né? Portanto, nós sempre
- 31:49contaminamos os ambientes para mal ou
- 31:52influenciamos os ambientes para bem, mas
- 31:54indiferente um ser humano não é. Por
- 31:56onde ele passa, ele deixa a sua marca
- 31:58pessoal.
- 32:00>> Indiferente, o ser humano não é por onde
- 32:02você passa, você deixa. Eu posso falar
- 32:04energia, posso falar vibração. O que que
- 32:06eu falo, professora?
- 32:08>> Eu diria que a marca pessoal da da da do
- 32:11poder pessoal dele, dos veículos dele,
- 32:13da vibração em que ele está,
- 32:15>> tá? Isso tudo fica impregnado no
- 32:17ambiente.
- 32:18>> Qual que é a diferença de energia,
- 32:19frequência e vibração?
- 32:21>> Olha, eu não sou nenhuma expert no no
- 32:24assunto, mas o que eu posso dizer para
- 32:26você é que, segundo a tradição egípcia o
- 32:29Caibalon, eles têm uma ideia de que a
- 32:32vibração, o universo inteiro vibra. Sim.
- 32:35>> Desde a matéria mais densa até o
- 32:37espírito mais sutil, tudo vibra. E a
- 32:40evolução nada mais é do que acelerar
- 32:42essa vibração de consciência. No caso do
- 32:45ser humano, se você quiser saber quem é
- 32:48um ser humano profundamente o seu nome
- 32:50interno, você tem que saber em que nível
- 32:52ele está vibrando, tá? Diante de que ele
- 32:55se emociona, diante de que o seu coração
- 32:58se abre, aonde quando a sua consciência
- 33:01se coloca na ponta dos pés, diante de
- 33:04que ele é tocado, tá? Ou seja, a
- 33:08vibração consciencial do ser humano é o
- 33:10seu nome interno. Eu sou esse que vibra
- 33:12diante de tais e tais coisas e quero
- 33:15vibrar diante de coisas ainda mais
- 33:16elevadas e mais sutis. Seja, a evolução
- 33:19nada mais seria do que uma aceleração
- 33:21vibratória. Você às vezes deve perceber
- 33:23que, sei lá, a gente pega um texto, um
- 33:25poema, uma oração ou uma música, aquela
- 33:28coisa que te toca profundamente a alma,
- 33:31que parece que a tua consciência vai até
- 33:32o nível mais elevado. Aí você vai
- 33:35querendo mostrar aquilo para um amigo,
- 33:36mostrar para alguém, olha, isso aqui é
- 33:38maravilhoso. Aí a pessoa pega,
- 33:41>> é [risadas]
- 33:42como assim é mais ou menos. Mas como
- 33:45isso é maravilhoso. Ou seja, as pessoas
- 33:47não vibram todas do mesmo ponto. Não
- 33:50vibram todos. Cada um tem o seu ponto
- 33:52que ele conquistou a vibrar. Evolução é
- 33:54pegar tua consciência daqui para cá. Ou
- 33:57seja, essa visão do caibalho egípcio de
- 34:00que o teu nome interno é o ponto onde
- 34:02você tá vibrando. Quando você coloca a
- 34:04tua consciência na ponta dos pés, diante
- 34:06de que você vibra? Diante da dor humana,
- 34:09né? Diante de uma beleza muito excelsa,
- 34:12diante da grandeza do ser humano, diante
- 34:14de que você vibra, o que toca você e
- 34:17procura pegar daí e ainda vibrar em
- 34:19níveis mais sutis. Eu falava para vocês
- 34:21no início do programa, eu falava para
- 34:23você que às vezes a gente vê uma pessoa
- 34:26que é muito invejada falando dis
- 34:28coitado. Você percebe que isso é um
- 34:30nível de compaixão requintado que vê a
- 34:33miséria humana por trás das aparências.
- 34:35Uhum. Porque você ter compaixão de uma
- 34:37pessoa que tem um problema físico é
- 34:39relativamente fácil, mas uma pessoa que
- 34:41tem uma aparência ótima, mas cuja alma
- 34:44tá vivendo uma uma situação terrível, já
- 34:47é um nível de requinte maior, você já
- 34:50penetrou mais profundamente. Percebeu a
- 34:52miséria não só no corpo, mas na alma,
- 34:54significa que você às vezes tem
- 34:56compaixão de uma pessoa que todo mundo
- 34:57inveja, isso significa que você já tá
- 35:00captando a miséria em planos mais sutis.
- 35:02>> Sim. Uhum.
- 35:03>> Quando quando você fala em captar,
- 35:06vou lhe trazer aqui um um exemplo
- 35:08prático.
- 35:10Quando eu durmo mal, né, eu tenho duas
- 35:12crianças, então quando eu durmo menos do
- 35:15que eu gostaria, no dia seguinte eu já
- 35:18tenho a tendência e aí eu já sei que eu
- 35:21vou ver as coisas pelo copo mais cheio.
- 35:24Aí eu já fico muito vigilante e já
- 35:27comunico, inclusive as pessoas ao meu
- 35:29redor. falo assim: "Olha, eu eu já sei
- 35:31que hoje é um dia sensível, que eu estou
- 35:33mais sensível, eu dormi mal, então vou
- 35:37quero só que você saiba que eu estou
- 35:39vivendo isso." Então eu estou tendo
- 35:41consciência o Gabriel que ele trouxe,
- 35:44né? O Gabriel é um taxista que me atende
- 35:46há muito tempo, um grande amigo. O
- 35:48Gabriel, às vezes eu entro no táxi dele,
- 35:49pelo jeito que eu entro, ele já fala:
- 35:52"Você viu como o dia tá lindo, Isa?
- 35:55>> Você viu que sol maravilhoso?" E aí eu
- 35:57já sei, ele já entrou na minha
- 35:59frequência, já viu que eu não tô no meu
- 36:00normal e aí ele me desperta. Opa.
- 36:04É muito bom quando você tá ao lado de
- 36:06pessoas assim. É, mas não é sempre que a
- 36:09gente tem pessoas que nos eh lembram que
- 36:13olha, é só uma fase, tá? Porque se ali
- 36:15ele não muda, aliás, se ali eu também
- 36:18não vejo o quanto eu estou indo pra
- 36:21direção errada, eu posso ter o dia
- 36:23inteiro ruim,
- 36:24>> contaminado por aqui.
- 36:25>> Então é esse ponto agora que eu gostaria
- 36:27de trazer contigo. Se eu já começo a ter
- 36:31um pouquinho de consciência, opa, então
- 36:33se eu já sei que após um tipo de
- 36:36comportamento ou situação, voluntário,
- 36:38involuntário, eu tô de um jeito. Se eu
- 36:41não mudar, não adianta culpar o dia,
- 36:44não. Não vai adiantar culpar pessoas.
- 36:47Nada tá contra você. Faz sentido isso?
- 36:49>> Faz sentido. Mas também existe um
- 36:52exercício que é uma busca. É difícil
- 36:54para todo mundo. Estamos todos na mesma,
- 36:57mas é uma busca que todo filósofo tem
- 36:59que a gente consiga desdobrar a nossa
- 37:01consciência.
- 37:03Tem um professor de Nova Acrópole que já
- 37:05é falecido, que ele costumava falar uma
- 37:06coisa muito interessante, que tem algo
- 37:08em nós que faz parte da geografia
- 37:11terrestre, então que tem cumes e vales,
- 37:13mas tem algo em nós que é solar, que
- 37:16fica estável lá em cima, solar e
- 37:18luminoso. O problema é a gente tirar a
- 37:20consciência do terrestre e levar pro
- 37:21solar. Porque se você se acostuma a
- 37:24fazer reflexões profundas, a se
- 37:26identificar com ideias muito
- 37:28espirituais, a se identificar com
- 37:30valores, com virtudes, vai criando uma
- 37:32identidade aí com esse solar,
- 37:35>> você pode chegar um determinado dia e
- 37:36dizer: "Meu corpo tá mal, mas eu tô
- 37:38ótima".
- 37:40>> Entende?
- 37:41>> As minhas emoções estão virando de
- 37:42cabeça para baixo, mas eu tô muito bem.
- 37:44Deixa elas que daqui a pouco elas
- 37:45sossegam.
- 37:46>> Sim.
- 37:47>> A grande questão é você aprender,
- 37:49encontrar esse lugar de consciência. que
- 37:52tá acima dos cumes e vales do teu corpo
- 37:54físico, das emoções, da maneira que eles
- 37:57estão um caos, mas você tá bem, né? Eh,
- 38:01eu costumo chamar isso de saúde mental.
- 38:04Quando a sua saúde mental tá eh
- 38:06organizada,
- 38:08né, quando você já tá atenta à
- 38:10preservação da sua saúde mental, você
- 38:12vai passar por imprevistos, vai passar
- 38:15pelos cumes e vales, mas sem tantos
- 38:18altos e baixos muito distantes.
- 38:21[roncando] como a filosofia e por tudo
- 38:24que você já já estudou, professora,
- 38:28por que que a gente ainda está
- 38:30tendo que eh explicar sobre a
- 38:34importância da saúde mental?
- 38:38>> Olha, nós temos uma tendência, já
- 38:41falamos, né? Vivemos uma era muito
- 38:42materialista, então nos identificamos
- 38:45muito apenas com o corpo físico e não
- 38:47compreendemos que dentro de nós existem
- 38:49outros corpos, como o corpo emocional,
- 38:52como o corpo mental, e não percebemos
- 38:55que esses corpos obedecem a leis não
- 38:58idênticas, mas similares. Isso no
- 39:00caibalho eles chamam de princípio da
- 39:02correspondência.
- 39:02>> Uhum. Então nós não percebemos que o
- 39:05nosso corpo físico, se você alimenta com
- 39:08alimento estragado, passado, você pode
- 39:10ter uma intoxicação que pode ter
- 39:12consequências graves.
- 39:13>> Uhum.
- 39:14>> A gente não percebe que nos outros
- 39:16planos é exatamente a mesma coisa.
- 39:18>> Perfeito.
- 39:18>> Tá. Nós nos alimentamos com péssimos
- 39:20sentimentos, com sentimentos grosseiros
- 39:23de ódio, de violência. Nós alimentamos
- 39:26com as piores formas mentais possíveis
- 39:29que vem do das críticas, que vem do do
- 39:33cancelamento que todo mundo faz com todo
- 39:35mundo. E nós consumimos, consumimos,
- 39:38consumimos isso sem nenhum critério.
- 39:40Quando você vai colocar uma coisa na
- 39:41boca, você cheira, você examina, você
- 39:44parte, você não engole as coisas. E no
- 39:46entanto, a gente tá sempre se
- 39:47intoxicando mentalmente e
- 39:49emocionalmente. A gente não cheira as
- 39:51coisas antes de engolir no plano
- 39:53emocional, nem no plano mental. A gente
- 39:55tá sempre se intoxicando com um monte de
- 39:57lixo que a gente está recolhendo pro
- 39:59meio do caminho.
- 40:00>> Que interessante. E é são leis bem
- 40:02similares, ou seja, e às vezes deve
- 40:06acontecer, você já deve ter percebido
- 40:07isso, de você ter assistido um, sei lá,
- 40:10um show, um programa, um filme de muito
- 40:12má qualidade. Acidentalmente sentou e
- 40:14assistiu aquilo. Às vezes, anos depois,
- 40:17uma cena grosseira daquilo ainda tá na
- 40:18tua mente. Isso é sequela de uma
- 40:21intoxicação. Esses planos eles têm leis
- 40:24similares, não idênticas, mas similares.
- 40:26Isso é o princípio da correspondência do
- 40:28caibo,
- 40:29>> tá? Então a gente tá, a gente não
- 40:31seleciona, não, isso aí eu não vou ler,
- 40:33isso eu não quero saber, isso não me
- 40:35interessa, tá?
- 40:36>> Isso. Essa frequência eu não vou
- 40:37sintonizar,
- 40:38>> não vou sintonizar isso me faz mal, me
- 40:40intoxica.
- 40:41>> Isso isso que eu quero dizer. Então não
- 40:43adianta você reclamar da música que tá
- 40:46tocando. Se você botou o rádio naquela
- 40:48frequência, você botou o rádio, o seu,
- 40:51né? você tomou a decisão daquela
- 40:53frequência. Eu hoje evito eh não só
- 40:58muitos noticiários, mas muitos
- 40:59conteúdos. Eu eu sou uma pessoa alienada
- 41:02por consciência, falando de alienação de
- 41:04eu escolho não ver.
- 41:07E podem falar o que quiser, mas eu eu
- 41:09estou fazendo essas escolhas.
- 41:11>> Uhum. Estou, estou renunciando a isso.
- 41:13Isso é uma renúncia para escolher outras
- 41:15coisas que eu já sei que me fazem
- 41:17melhor.
- 41:18>> É não confundir uma pessoa bem informada
- 41:21com uma pessoa viciada em morbidez. Você
- 41:24saber as principais manchetes do que tá
- 41:26acontecendo, tudo bem. Mas eu tenho que
- 41:28olhar a cena da pessoa despedaçada
- 41:30debaixo dos escombros da Venezuela. Eu
- 41:33tenho que ver, pelo amor de Deus. Isso é
- 41:35uma morbidez que é altamente
- 41:37intoxicante.
- 41:38>> Então, combater maus hábitos, combater a
- 41:41morbidez, depurar o gosto. Existe um
- 41:43pensador do século passado, Canta Ciran,
- 41:46que ele dizia que a evolução nada mais é
- 41:48do que a depuração do gosto. Ou seja, eu
- 41:50não mereço isso. Eu não mereço consumir
- 41:51coisas desse tipo,
- 41:53>> tá? Dignidade, eu me respeito.
- 41:55>> Ai, que bom, gostei, né? Você tá se
- 41:58respeitando? Você tá fazendo escolhas
- 42:01para quem você é hoje ou para uma versão
- 42:06sua que ainda está desatualizada, que eu
- 42:09vejo muito, sabe, professora, é o quanto
- 42:11a gente adoece querendo dar conta de uma
- 42:13agenda hoje com quem a gente era ontem.
- 42:16E hoje eu tenho 45 anos e eu preciso
- 42:18dormir. Eu posso ficar sem comer, mas
- 42:21dormir eu já descobri que é
- 42:24o o o meu maior gatilho, se eu dormi bem
- 42:28ou mal.
- 42:29Então não adianta eu querer fazer o que
- 42:31eu fazia antes com com menos horas de
- 42:34sono.
- 42:36Então eu eu gostaria de ouvir então
- 42:40>> eh a sua opinião sobre essa atualização
- 42:42de identidade constante que nós
- 42:43precisamos fazer.
- 42:45>> Se nós estamos caminhando, aliás, eu
- 42:46adorei a história da atualização, né?
- 42:49>> Porque nós queremos estar atualizados
- 42:50com a tecnologia. Todo mundo quer a
- 42:51última versão do programa tal, tá? A
- 42:55última versão do computador, do
- 42:57telefone, agora para si próprio fica com
- 43:00aquela versão caduca, que não tem as
- 43:03virtudes necessárias, não tem
- 43:05flexibilidade necessária, não tem a
- 43:06capacidade de convivência necessária.
- 43:08Não, vamos atualizar, meu caro,
- 43:10tecnologia humana,
- 43:12>> vamos atualizar, vamos crescer, vamos
- 43:14olhar para trás e ver que que é que a
- 43:16gente tá deixando para trás. Quando você
- 43:17olha para trás e vê que superou coisas,
- 43:19isso alimenta a tua autoestima, a tua
- 43:22autoconfiança. Eu sou capaz de superar.
- 43:25Eu não sou uma pessoa que tá congelado,
- 43:26não tô pronta. Eu sou capaz de ser o que
- 43:28eu quiser ser.
- 43:31Não estou pronto.
- 43:34Isso é um perigo porque ao mesmo tempo
- 43:36também deixa especialmente as mulheres,
- 43:38eu tenho aqui várias que devem estar
- 43:39assistindo, né, Lubaruk, que tem várias
- 43:42faculdades
- 43:44também e não se sentem prontas. Mas
- 43:49pronta para quê? Porque você já tá
- 43:52pronta já para um monte de coisa. Então
- 43:53eu tenho muito medo, sabe, professora,
- 43:55quando a gente fala de estar pronto ou
- 43:58não, porque a gente nunca vai estar
- 43:59pronto ao mesmo tempo, né? Porque a
- 44:01gente tá sempre aprendendo. Ao mesmo
- 44:02tempo, se eu também não reconheço aquilo
- 44:05que eu disse, tem um momento que eu
- 44:06preciso interiorizar, aprender, ler
- 44:10especialmente, né, sentar para aprender.
- 44:12Mas se eu também não pegar aquilo que eu
- 44:14já sei e fizer diferente,
- 44:17eu posso ficar mais 100 anos aprendendo.
- 44:21>> E não está aprendendo de fato, né?
- 44:23Porque aquilo que você aprende é aquilo
- 44:25que você quando se movimenta leva isso
- 44:27em consideração. Pelas vossas obras vos
- 44:30conhecerei, não pelos vossos diplomas
- 44:32vos conhecerei.
- 44:34Então, pronto, realmente. Não sei se
- 44:37alguém no universo vai estar em algum
- 44:38momento, mas eu estou honrando aquilo
- 44:40que eu aprendi nesse momento. Existe uma
- 44:42pensadora do século XIX que ela dizia:
- 44:44"Honrai as verdades com a prática". Ou
- 44:47seja, se eu aprendi algo, eu vou paraa
- 44:48vida, vivencio isso, transformo numa
- 44:51experiência concreta. Tá. E aí eu
- 44:54transformei informação em formação, tá?
- 44:58Isso vai me estar, vai me fazer estar
- 45:00pronta para esse momento. Amanhã já vou
- 45:02ter que crescer, mas para esse momento
- 45:04eu tô, porque tudo aquilo que a vida me
- 45:06deu, eu aproveitei da melhor maneira
- 45:07possível, refleti, trouxe para dentro da
- 45:10minha vida, vivi e transformei em parte
- 45:12de mim mesmo.
- 45:15>> Excelente. E dessa autocobrança que
- 45:17muitas de nós eh experimentamos, de
- 45:22nunca nos sentimos suficientes ou
- 45:23prontas.
- 45:25Por que que a gente tem tanta essa essa
- 45:28autocobrança?
- 45:29>> Porque nos comparamos, né? Porque nos
- 45:32comparamos, porque na verdade cobrar-se
- 45:35pelo quê? O que eu tenho está à
- 45:37disposição das pessoas. Eu quero
- 45:39ensinar, eu quero passar adiante. Amanhã
- 45:40eu devo ter mais, tá?
- 45:42>> Mas o que eu tenho nesse momento, eu
- 45:44vou, estou com as mãos abertas para
- 45:47distribuir para quem precisar, tá? O
- 45:49professor que fundou Nova Acrópol, era
- 45:52um professor de filosofia, ele dizia uma
- 45:54coisa muito interessante, que ninguém
- 45:56nunca passe por vós e diga: "Eu passei
- 45:59por ele e não me deram nada. E passei
- 46:01por eles e não me deram nada". Ou seja,
- 46:03o que eu tenho, eu distribuo, eu deixo
- 46:07esse e-mail no caminho, amanhã terei
- 46:09mais. Por que que eu tenho que me
- 46:11comparar com alguém? Eu me comparo
- 46:13comigo mesmo ontem. Eu sou um pouco
- 46:15melhor, tenho mais para dar.
- 46:18Porque eu imagino você, o universo é
- 46:20infinito pra frente. Eu vou ficar a vida
- 46:23inteira frustrada, porque lá na frente
- 46:25tem um Buda, tem um Jesus Cristo,
- 46:27[risadas] tem se você conselar o
- 46:28universo todo tá em evolução. Cada um no
- 46:31ponto em que está tá dando o seu melhor.
- 46:33>> Sim,
- 46:33>> eu estou nesse ponto, estou dando meu
- 46:35melhor. Portanto, eu tenho o ideal desse
- 46:37momento. Amanhã será um pouco melhor.
- 46:39>> Sim. Professora, pra gente encerrar, no
- 46:42início do programa você falou sobre cada
- 46:45um temos uma missão ou uma mensagem.
- 46:49>> Uhum.
- 46:50>> Qual é a sua mensagem?
- 46:54>> Eu considero que toda a humanidade, no
- 46:56final das contas, tem uma missão em
- 46:59comum, que é chegar a ter valores,
- 47:01virtudes e sabedoria, que é o ápice, né?
- 47:04A minha missão em particular é fazer
- 47:05isso através da filosofia de Nova
- 47:07Acrópol, uma filosofia prática
- 47:09vivencial. faço isso da melhor maneira
- 47:11possível. Se amanhã me passar em outra,
- 47:13eu também vou fazer da melhor maneira
- 47:15possível, porque eu não tô presa a uma
- 47:16função. Eu tô presa a ideia de que eu
- 47:19vou sair daqui melhor do que eu entrei e
- 47:21vou ajudar as pessoas à minha volta. Tem
- 47:24um escritor que eu gosto muito dele, um
- 47:25americano chamado Steven Pressfield e é
- 47:28uma figura maravilhosa.
- 47:31E ele diz o seguinte, que tem aqueles
- 47:33momentos em que a gente se sente um
- 47:35pouco perdido na vida, né? Todos nós
- 47:37temos. Ele diz que quando ele tá nesses
- 47:39momentos, ele para e pensa: "O que é
- 47:40mesmo que eu tô fazendo aqui?"
- 47:42>> Ah, eu vim aqui para empurrar a
- 47:44humanidade um milímetro que seja para a
- 47:47frente em seu longo caminho de volta a
- 47:49Deus. Ponto. Já sei quem sou eu. Toca o
- 47:52barco.
- 47:54Eu acho isso maravilhoso. O que que eu
- 47:55vim fazer aqui? Eu vim empurrar a
- 47:57humanidade 1 milímetro que seja pra
- 47:59frente em seu longo caminho de volta a
- 48:02Deus. E pronto, você se encontra. Nesse
- 48:04momento eu dou aulas de filosofia, do
- 48:06palestras de filosofia. Amanhã se me
- 48:08mandarem limpar o chão, eu limpo o chão.
- 48:10Amanhã, se me mandarem, sei lá, pintar
- 48:12parede, eu pinto parede. Vou fazer tudo
- 48:14com o mesmo espírito para beneficiar as
- 48:17pessoas à minha volta, para fazer
- 48:18diferença e influenciar alguém
- 48:20positivamente. O que for necessário
- 48:22fazer, mas sempre dando meu melhor.
- 48:25>> Que privilégio, gente. Uma salva de
- 48:27palmas aqui. Nossa nossa audiência aqui,
- 48:29nossa plateia. Tem centenas, é que vocês
- 48:31não estão vendo, tem centenas de
- 48:32milhares aqui só ouvindo. Professora,
- 48:35eh, eu teria aqui outras perguntas e
- 48:37outros caminhos pra gente seguir, mas
- 48:40antes de tudo eu quero lhe agradecer
- 48:43profundamente o seu tempo, porque o que
- 48:47você está trazendo aqui pode
- 48:51contribuir para alguma decisão, mas
- 48:53também vai depender de quem vai est
- 48:54ouvindo.
- 48:56Então, independentemente do que
- 48:57aconteça, eu quero lhe agradecer
- 48:59profundamente pelo seu tempo, pela sua
- 49:01escolha por estar aqui, não porque não
- 49:04teriam outras coisas, mas em algum
- 49:07momento o seu sim foi um dos maiores
- 49:10presentes para mim, porque eu sabia que
- 49:12essa conversa ia contribuir para muitas
- 49:14pessoas que se sentem perdidas,
- 49:17que estão se sentindo eh desvalorizadas
- 49:22ou injustiçadas
- 49:24e ninguém se sente assim porque quer
- 49:27conscientemente. Existem muitas camadas,
- 49:31mas eu gostaria assim de de encerrar
- 49:33esse programa com esta mensagem de
- 49:36[roncando] de uma vibração positiva para
- 49:38que você reacenda aquilo que está
- 49:41apagado dentro por alguma razão. Então
- 49:43não sabemos qual é a razão. Mas então
- 49:45agora suas palavras finais para quem
- 49:48está nos acompanhando, buscando
- 49:51essa orientação, como você disse, não
- 49:54tem discernimento se eu não tenho
- 49:56direção,
- 49:59>> né? Por isso que eh os programas de
- 50:02direcionamento espiritual
- 50:05são tão importantes, porque a pessoa tá
- 50:07se sentindo perdida de todas as
- 50:09maneiras.
- 50:10Então, para quem está nos acompanhando,
- 50:12que tá se sentindo
- 50:14angustiado, perdido, ouviu tudo que você
- 50:18trouxe, esses abraços, né, em forma de
- 50:20palavras, mas tá se sentindo ainda
- 50:23desvalorizado, injustiçado, como que
- 50:26pode? Como que esta, este coração que
- 50:29está nos ouvindo pode reacender? Olha,
- 50:32eu volto a uma questão com outras
- 50:34palavras, mas a mesma questão que a
- 50:36gente estava discutindo, que é uma frase
- 50:37de Sócrates, que ele dizia: "Só é útil o
- 50:40conhecimento que nos torna melhores."
- 50:43Você vai ter que pegar, eu passei
- 50:44receitas para você, que são receitas de
- 50:46como eu vivo.
- 50:47>> Você vai ter que ir lá no fogão e
- 50:49preparar a receita e vivê-la, tá? E ver
- 50:52se funciona para você, tá? Ou seja, só é
- 50:56útil conhecimento que nos torna
- 50:57melhores. Pare de acumular informação.
- 51:00Aquilo que você toma como nobre, justo,
- 51:02bom, levante da cadeira e vá vivê-lo. E
- 51:05assim você tem uma experiência própria e
- 51:07percebe se é realmente nobre, justo,
- 51:09bom, se te faz crescer, se te faz
- 51:11superar coisas. Para de acumular
- 51:14informações de tudo quanto é fontes e a
- 51:16sua vida continua exatamente a mesma
- 51:17coisa. Aquilo que te bate, que te toca o
- 51:20coração e você diga: "Isso aí me parece
- 51:23ter sentido". Vai lá e faz, vai lá e
- 51:26vive. Isso.
- 51:27>> Crie experiências, movimente-se,
- 51:30>> viu? Chega uma hora que você tem que
- 51:31exteriorizar. Se Sócrates estivesse em
- 51:342026 neste planetinha, ele certamente
- 51:37estaria seguindo a página da professora
- 51:39Lucilena Galvão, [risadas]
- 51:41né? ele perguntaria o que o que que
- 51:44Sócrates e os os filósofos, né, com quem
- 51:46você aprendeu tanto, diria do que a
- 51:49gente tá vivendo, porque
- 51:51isso aqui é uma ferramenta.
- 51:56Eu eu posso me transformar de todas as
- 51:59maneiras com o que eu escolhi. Então, a
- 52:01gente finaliza falando sobre escolha.
- 52:03Sócrates certamente estaria sendo era o
- 52:06seu seguidor número um. [risadas]
- 52:08>> Quem der, quem der. Eu acho que Sócrates
- 52:12e qualquer filósofo clássico, a primeira
- 52:14coisa que ele faria, pelo menos eu penso
- 52:15quando chegasse aqui, era perguntar pra
- 52:17gente: "Quem é você?" E ver de onde é
- 52:19que a gente ia tirar a resposta.
- 52:21>> Uhum.
- 52:22>> Ah, eu sou um eh advogado. Isso é o que
- 52:25você é ou é o que você faz? Você parar
- 52:27de fazer isso, for fazer outra coisa,
- 52:29deixou de ser você? Não. Então isso é o
- 52:31que você faz. [risadas] Não é isso que
- 52:33eu quero saber. Eu quero saber quem é
- 52:34você.
- 52:35>> Quem é você
- 52:35>> e onde é que você ia encontrar essa
- 52:38resposta, tá? Isso acha a pergunta mais
- 52:40inquietante do mundo, porque hoje o
- 52:42homem moderno não tem de onde tirar essa
- 52:44resposta, não se indaga sobre isso. Ele
- 52:47responde com circunstâncias externas. Eu
- 52:49sou a pessoa que faz tal coisa, que mora
- 52:51em tal lugar, que tem tal e-mail e não
- 52:55falou nada de si, só falou de fachadas.
- 52:57Quem é você? De onde você tira essa
- 52:59resposta? Buscar uma resposta profunda
- 53:01para isso. Eu acho que seria a primeira
- 53:04coisa que ele nos perguntaria.
- 53:05>> [roncando]
- 53:06>> Então, vou deixar esse convite para
- 53:08você, né, no fim aqui desse episódio.
- 53:12Eh, antes de passar para outro conteúdo,
- 53:14para outro vídeo, para outra demanda,
- 53:16para um pouquinho, interioriza o que foi
- 53:18falado aqui, respire,
- 53:22assista mais uma vez ou quantas você
- 53:24quiser. Mas então vamos tentar
- 53:27responder esta pergunta que a professora
- 53:29trouxe. Quem é você hoje?
- 53:33Será que você tá vivendo a sua ah
- 53:36identidade mais atualizada ou tem alguma
- 53:38versão ainda que tá te prendendo a um
- 53:40passado que não existe mais? E de
- 53:43repente impedindo de você avançar para
- 53:45uma vida que você vai ter muito mais
- 53:48chance de transbordar, que é o que essas
- 53:51samambaas estão fazendo aqui,
- 53:52transbordando o verde, transbordando
- 53:54natureza. E que bom ter a sua presença
- 53:58neste primeiro programa. Obrigada,
- 53:59professora.
- 54:00>> Obrigada, querida.
- 54:01>> Até breve. você que nos acompanha até
- 54:03aqui, muito obrigada pelo seu tempo e
- 54:04confiança. Deixa aqui nos comentários o
- 54:07que mais te chamou atenção, o que que
- 54:08você vai compartilhar com a sua família,
- 54:10com seus amigos. Isso é super importante
- 54:12e a gente se encontra então no próximo
- 54:14Interioriza. Так.
- 54:27>> [música]
- 54:40[música]
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This page contains the full transcript of Nós escolhemos, a vida simplesmente executa - Lucia Helena Galvão by Izabella Camargo, generated from the public captions YouTube serves with the video. The transcript has 9,188 words across 1,434 segments, with the original timestamps preserved so you can click any line to jump to that moment in the embedded player.
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