MUNDO VET SICA - PODCAST MUNDO EMPRESARIAL #348 — Transcript
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- 0:05[música]
- 0:09Oi, oi, oi. Seja bem-vindo, bem-vinda.
- 0:12Começa agora o podcast Mundo
- 0:14Empresarial. Que alegria saber que você
- 0:16está aí do outro lado da tela conectado
- 0:19a mais um super conteúdo de
- 0:20empreendedorismo para você, diretamente
- 0:23aqui do estúdio da Global Medídia
- 0:24Digital, aqui no em IT, no interior de
- 0:26São Paulo, para o mundo, além das
- 0:29fronteiras. Você que gosta de boas
- 0:32histórias, de adquirir conhecimento e de
- 0:35ter insightes valiosos, fique com a
- 0:37gente, porque o papo de hoje tá
- 0:39fantástico, incrível. você vai conhecer
- 0:42a história de uma empreendedora que vem
- 0:44se destacando no ramo da veterinária,
- 0:47cuidando de animais não convencionais.
- 0:51Bom, antes de apresentá-la, ela e mais a
- 0:54sua convidada, quero eh agradecer a sua
- 0:57audiência, pedir já desde desde já para
- 1:00deixar o like aí, curtir esse vídeo, se
- 1:02inscrever em nosso canal, caso esteja
- 1:04assistindo hoje pela primeira vez. Ative
- 1:06também o sininho de notificações. Já são
- 1:09mais de 140.000 141.000 inscritos aqui
- 1:13no YouTube. Uma grande audiência, a
- 1:16gente tá muito contente. Além de
- 1:17assistir aqui no YouTube também, esse
- 1:19conteúdo tá disponível no Spotify e na
- 1:22Apple Music. Só procurar por podcast
- 1:25Mundo Empresarial. E, ó, pra gente
- 1:27aumentar ainda mais essa audiência,
- 1:29fazer crescer o número de espectadores,
- 1:32né, manda esse vídeo para os seus
- 1:34contatos aí no WhatsApp, os grupos em
- 1:35que você participa, chama todo mundo
- 1:37para vir conhecer a história de sucesso
- 1:40e é a convidada que vamos eh eh conhecer
- 1:43no dia de hoje aqui no podcast Mundo
- 1:45Empresarial, que tem o apoio e o
- 1:47patrocínio também do grupo Convenção,
- 1:49essa marca presente na mesa do povo
- 1:52brasileiro desde a década de 1930. É
- 1:55quase que centenária. Pois é, através da
- 1:58linha de refrigerante são vários
- 1:59sabores, um mais gostoso que o outro.
- 2:01Tem também as cervejas, a guitar a
- 2:04ravache. Então, quando você for brindar,
- 2:06tem a sua mesa, tem a sua mão os
- 2:08produtos do grupo Convenção, combinado?
- 2:11Bom, quero apresentar a a as nossas
- 2:13convidadas, elas que vem lá da cidade de
- 2:15Indaiatuba, do interior de São Paulo,
- 2:17representando a empresa Mundo Vet SICA.
- 2:21Aqui comigo a Dora e Dra. Tatiane Sica e
- 2:25também Dra. Jéssica Deldato, médicas
- 2:28veterinárias. Como estão? Tudo bem?
- 2:29Sejam bem-vindas. Obrigada.
- 2:32>> Estamos bem felizes de de estar aqui.
- 2:34>> Obrigada. Prazer recebê-la, viu,
- 2:35doutora.
- 2:35>> Obrigada.
- 2:36>> Como vai, doutora Jéssica?
- 2:38>> Tudo bem? Obrigado. Prazer, né? Muito
- 2:40legal a gente poder dividir um
- 2:41pouquinho, falar como que é a nossa
- 2:43rotina, os desafios e a gente tá bem
- 2:46feliz de tá podendo poder participar do
- 2:48programa.
- 2:49>> Que legal. elas que inclusive já
- 2:50participaram do programa Mundo
- 2:52Empresarial na televisão e agora tendo
- 2:54oportunidade de contar mais detalhes
- 2:57dessa trajetória aqui no podcast Mundo
- 2:59Empresarial, Mundo Vetica, que é uma
- 3:02clínica veterinária especializada em
- 3:05animais não convencionais. Você sabe que
- 3:07é um animal não convencional? Bom,
- 3:09convencional todo mundo sabe, um cão, um
- 3:11gato, mas e um convencional? o não
- 3:13convencional, de repente é um roedor, um
- 3:17eh eh uma ave, eh também um réptil e por
- 3:20aí vai, né? Então assim, todo tipo de
- 3:23animal precisa do seu devido cuidado,
- 3:25atendimento, né, veterinário, enfim. E
- 3:28aqui a gente vai conhecer um pouco mais,
- 3:30desbravar um pouco mais dessa bonita
- 3:32trajetória. A Dra. Tatiane, que é
- 3:34veterinária há quase 10 anos, né? Eu
- 3:36gostaria que você contasse um pouco como
- 3:38é que começou a sua vocação pelos
- 3:40animais e mais precisamente dos animais
- 3:43não convencionais, doutora.
- 3:45>> Sim. Bom, quando entrei na faculdade, a
- 3:48ideia era cuidar de grandes animais, eh,
- 3:51seria gado, de corte e equino.
- 3:54>> Foi por isso que eu entrei na faculdade.
- 3:56>> E logo no primeiro semestre, eu
- 3:59participei de uma palestra do projeto
- 4:01Tamar. E eu me apaixonei pela palestra,
- 4:04falava de tubarões e foi extraordinário.
- 4:07Foi um mundo muito diferente, até então
- 4:10não conhecia. E fui fazer estágio no
- 4:15projeto Tamar e me apaixonei por essa
- 4:17área e voltei e falei pra família: "Não
- 4:19vou mais cuidar de gado e nem de equino,
- 4:22agora é silvestre".
- 4:24>> Hum. E foi uma descoberta porque também
- 4:26a família não tava esperando. A ideia
- 4:28era que eu assumisse o ramo da família,
- 4:30né, de gado. E mudou completamente e
- 4:35toda a minha faculdade, cursos, pós,
- 4:37tudo voltado para PET não convencional,
- 4:40para animais silvestre.
- 4:41>> Muito bem. E a Dra. Jéssica Deodato
- 4:44também é médica e anestesista,
- 4:47né? E eu gostaria que você contasse um
- 4:49pouco da sua relação com a Dra. Tatiane,
- 4:52quando que começou? Eu entendi, pelo que
- 4:54eu soube aí que numa conversa de
- 4:56bastidores que foi através de uma
- 4:58experiência pessoal da Dra. Tatiane, não
- 5:00é isso, Jéssica?
- 5:01>> Isso. Eh, eu trabalho, né, presto
- 5:04serviço em outros locais e fui eh fazer
- 5:08uma sedação num laboratório para exames
- 5:11de rotina. E aí eu tive, né, tive um
- 5:16paciente que a gente fez uma sedação.
- 5:19Eh, e aí foi que eu conheci o esposo da
- 5:21Tati. Eh, depois do procedimento, né,
- 5:24como de rotina, avisei a Tati que era
- 5:26veterinária responsável do do paciente,
- 5:29falei que foi tudo bem e aí depois
- 5:32passou uns três meses, ela entrou em
- 5:35contato falando que ela era veterinária,
- 5:38que eu havia feito a sedação de um pet
- 5:42dela.
- 5:43>> Hum.
- 5:43>> E me chamou para conversar. Daí a gente
- 5:46foi, conheci ela, ela tava inaugurando a
- 5:48clínica na época, então ela eh falou
- 5:52mais ou menos o que ela precisava, o que
- 5:53ela tava procurando. E a partir daí a
- 5:56gente fez um teste, né? Então a gente
- 5:58fez um procedimento juntos para ver se a
- 6:00gente tinha uma conexão e aí teve, né,
- 6:03uma conexão e desde então a gente tá
- 6:06trabalhando juntas durante todo esse
- 6:08tempo.
- 6:08>> E a sua escolha pela veterinária quando
- 6:11começou e por quê?
- 6:12>> A veterinária desde sempre. Eu sempre
- 6:14fui criada com animais, né? O os meus
- 6:17pais trabalharam com frango de corte,
- 6:20então eu sempre tive contato, né, eh,
- 6:23com aves.
- 6:24>> E depois quando,
- 6:26>> eh, cheguei nos 18 anos, né, entrei pra
- 6:29faculdade, no início tudo era ainda um
- 6:32pouco confuso em relação ao que eu ia
- 6:34fazer dentro da veterinária. Pensei na
- 6:36parte de reprodução com bovinos e até
- 6:39que eu cheguei no módulo de
- 6:41anestesiologia, né? E eu falei: "Cara, é
- 6:44isso que eu quero". E aí quando a gente
- 6:47quando casou a informação da
- 6:48anestesiologia com um a parte de
- 6:51selvagens e pets não convencionais, que
- 6:53é um desafio muito grande, falei: "É
- 6:56isso que eu quero entender?" E aí fui
- 6:57buscar eh entender um pouco mais de como
- 7:01que é o a rotina, de como que é
- 7:03anestesiar realmente esses animais, né?
- 7:05Uhum.
- 7:06>> E aí foi quando eu entrei para
- 7:08anestesiologia, faço outras espécies,
- 7:11mas com a Tati o nosso foco principal é
- 7:13os pets não convencionais.
- 7:15>> Que bacana.
- 7:15>> E que cada vez mais essa rotina, né, tá
- 7:18aumentando, as pessoas estão aderindo
- 7:21mais, tendo mais esses animais e a
- 7:23gente, nossa rotina vem só crescendo,
- 7:25né?
- 7:25>> Uhum. Ô, ô, ô, ô, Tatiane, eh, você
- 7:29comentou, né, da faculdade, então dali
- 7:31foi aquela virada de chave, né? Então
- 7:33você entrou pra faculdade pensando que
- 7:35ia trabalhar para uma com uma área, um
- 7:37segmento, mas de repente ali você
- 7:39percebeu durante o estágio, durante os
- 7:41cursos que que a tua vocação era outra,
- 7:44né? E ao finalizar o curso, você de fato
- 7:48já entrou para esse ramo? Já foi de fato
- 7:51atender esses animais não convencionais?
- 7:53>> Sim. Eh, toda a faculdade foi voltada
- 7:55para isso. Dentro da faculdade já fiz
- 7:57cursos voltados também pro PET não
- 7:59convencional. Uhum. eh os estágios em
- 8:02zoológicos, em Aquário, foi tudo dentro
- 8:05dessa área. Então, quando eu me formei,
- 8:07eu já fui diretamente para essa área, já
- 8:09entrei na pós também.
- 8:11>> Então, logo no final da faculdade, eu já
- 8:13dei entrada na pós, né, de pets não
- 8:14convencionais, de clínica.
- 8:16>> Uhum.
- 8:17>> E
- 8:18toda tudo foi voltado para isso. Então,
- 8:22eu já comecei a atender já o pet não
- 8:24convencional logo que saí da faculdade.
- 8:26>> Porque tem aquela coisa, né? Não é
- 8:27qualquer veterinário que atende eh todo
- 8:30tipo de pet, todo tipo de animal, né?
- 8:32Precisa ter uma uma especialização, uma
- 8:35>> E qual é a sua especialização?
- 8:37>> Eu sou pós-graduada em em clínica, né,
- 8:40de selvagens,
- 8:42>> eu sou pós-graduada em cirurgias de
- 8:44pequenos animais e pós-graduando em
- 8:47odontologia de pequenos e mestrando em
- 8:49conservação.
- 8:50>> Que legal, hein? Que currículo, hein,
- 8:52Lucas Kiles?
- 8:54Muito bem, parabéns, parabéns. E assim,
- 8:57metade, Thago. É, [risadas]
- 8:59eu me perdi no primeiro pós graduando
- 9:03doutorado.
- 9:04>> Então, volta o vídeo, volta o vídeo e
- 9:06depois você [risadas] anota. Tá bom.
- 9:08Perdi até.
- 9:09>> Mas é um currículo invejável. Parabéns,
- 9:11viu? Porque como eu falei, veterinários
- 9:13existem muitos, né? mas que cuidam de
- 9:16animais não convencionais, pelo menos o
- 9:19meu pequeno conhecimento, acredito que
- 9:21não seja tão eh um ramo tão assim, um
- 9:24ramo é grande, mas não tem tantos
- 9:25profissionais especializados na área,
- 9:27né, doutora? Eh, antes, a há um tempo
- 9:29atrás, esses veterinários que gostavam
- 9:31dessa área, eles estavam muito focados
- 9:33em zoológicos e aquários, que era a
- 9:37grande demanda mesmo.
- 9:39>> Mas hoje, eh, o, a, as pessoas, né,
- 9:42estão tendo esses bichinhos como pet em
- 9:45casa, então a gente tem uma demanda
- 9:47muito maior aí e os veterinários que
- 9:50estavam em zoológicos e aquários, né, já
- 9:52estão ali e provavelmente não saem.
- 9:54Então, os que estão se formando é que
- 9:55pega essa demanda
- 9:57>> desse pet não convencional em casa
- 10:00>> e é crescente isso.
- 10:01>> E quais são os principais pets que você
- 10:03costuma atender?
- 10:05>> Olha, a minha rotina hoje é coelho.
- 10:08>> Coelho.
- 10:09>> Coelho. Ela ele ganhou assim o coração,
- 10:12né, da das famílias. É 85%
- 10:15são coelhos.
- 10:16>> Depois a gente tem aves, que tem também
- 10:19uma grande demanda, né?
- 10:20>> Uhum.
- 10:21>> E répteis, pequenos mamíferos. Hum.
- 10:25Twi. A gente tem alguns e répteis
- 10:28também, porque tá crescendo.
- 10:29>> Hum. Muita gente tem cobra em casa, né?
- 10:31>> Tem muita gente tem serpente em casa. E
- 10:36>> o tutor de serpente é um tutor
- 10:38diferenciado.
- 10:40>> É de acho que de todos os outros.
- 10:42>> Por que diferenciado? No que no que você
- 10:44no que diz respeito a isso? Primeiro em
- 10:46conhecimento.
- 10:47>> O tutor de serpente, ele tem um
- 10:49conhecimento grande mesmo. Ele pesquisa,
- 10:51ele vai atrás, ele conhece muito bem
- 10:54aquela espécie que ele tá criando.
- 10:56>> Então é um tutor que vem muito preparado
- 10:59pra consulta.
- 11:01>> Não é um tutor que não sabe o que tá
- 11:02falando ou que simplesmente deu um
- 11:04Google, não é um tutor que conhece.
- 11:07>> Então a gente tem ali esse tutor bem
- 11:11esclarecido. Isso é muito bom também. E
- 11:14para ter um e para atender um tutor bem
- 11:16esclarecido, precisa também ser um
- 11:18veterinário muito bem certeiro, ciente
- 11:21daquilo que tá fazendo.
- 11:22>> Exatamente. Eh,
- 11:24>> porque o grau de exigência vai ser
- 11:26grande, né, doutora?
- 11:26>> Muito maior. Eu eu digo que se você quer
- 11:29ser veterinário, você tem que estudar
- 11:31muito. Agora, se você quer ser
- 11:32veterinário de um pet não convencional,
- 11:34você tem que estudar o resto da vida
- 11:36>> e estudar sempre, porque toda hora tá
- 11:38surgindo coisas novas. Eh, os livros
- 11:41estão ficando até para trás, né, com
- 11:43tanto artigo científico. Então você tem
- 11:45que estar o tempo todo ali
- 11:47>> conhecendo e entendendo, porque toda
- 11:49hora surge uma espécie diferente, um
- 11:51cruzamento diferente, uma cor diferente
- 11:53de serpente. Então,
- 11:55>> tudo isso você tem que estar o tempo
- 11:57todo ligada.
- 11:59>> Muito bem. Ô, ô, dout. Jéssica, por
- 12:01conta da complexidade de certas
- 12:04espécies, eh, se faz necessário uso de
- 12:07anestésicos para realizar alguns
- 12:09atendimentos, por exemplo?
- 12:10>> Sim, faz. Às vezes a gente tem que fazer
- 12:12sedação para o atendimento, eh, porque o
- 12:15animal não permite que seja manipulado,
- 12:18né, até pela segurança da equipe e a
- 12:21segurança do próprio animal. Então
- 12:23assim, a gente faz a sedação e aí faz o
- 12:26exame físico que precisa ser feito,
- 12:29clínico, avalia.
- 12:31>> Se tiver que colher exame ou fazer algum
- 12:32exame de imagem, faz também. Uhum.
- 12:34>> Eh, mas sim, com certeza, dependendo da
- 12:37espécie, a gente tem que fazer sim
- 12:39anestésico, uma sedação antes.
- 12:40>> E essa sedação varia de para cada
- 12:43espécie,
- 12:44>> varia da espécie, varia do que vai ser
- 12:46feito o procedimento, se a gente tá
- 12:47falando de um procedimento mais doloroso
- 12:49ou algo mais tranquilo. Então, tudo isso
- 12:51influencia bastante.
- 12:53>> Eh, isso pensando em sedação. Aí quando
- 12:57a gente fala de cirurgia
- 12:59>> jáí é um pouquinho diferente.
- 13:01>> Exatamente. É porque uma coisa é você
- 13:02cedá-lo para simplesmente uma um um
- 13:05procedimento, mas um atendimento para
- 13:08fazer uma análise, uma anamnese e uma
- 13:10coisa você cedá-lo para uma uma
- 13:12cirurgia, um procedimento que vai
- 13:14precisar mais invasivo, vamos dizer
- 13:15assim, né?
- 13:16>> Exatamente. É,
- 13:17>> é diferente.
- 13:18>> Muito bem. E e doutora
- 13:21Tati Tatiane Sica, muita gente fala
- 13:24Tatiane ou Tatiana, Tatiane. Tatiane
- 13:26Sica. como é que se deu a a a tua o teu
- 13:30momento de empreender? Porque assim que
- 13:32você saiu da faculdade, você foi
- 13:34trabalhar para outras clínicas, outros
- 13:36consultórios. Mas quando que você se
- 13:38descobriu empreendedor e fala: "Não, eu
- 13:39quero de fato eh abrir meu próprio
- 13:42negócio e criar aí o mundo vetica em
- 13:45Deiatuba?" Eh, aí a grande questão, não
- 13:48só porque mudei de cidade, vim morar no
- 13:50interior, procurando uma qualidade de
- 13:52vida, mas porque eu sentia a falta de
- 13:57bons recursos, né, de de
- 14:01não só de medicação, mas também de eh
- 14:04instrumental e para essas espécies é
- 14:08diferente. Então, quando eu trabalhava
- 14:10volante ou em clínicas de outros, é uma
- 14:12clínica de cão e gato. Ela tá preparada
- 14:14para um cão e gato, ela não tá preparada
- 14:17para um coelho, ela não tá preparada
- 14:19para uma ave, muito menos para uma
- 14:20serpente, que requer eh
- 14:24tanto material eh utensílios, né,
- 14:29diferentes quanto medicações também.
- 14:31Então eu sentia essa essa falta e a
- 14:35ideia era que quando eu montasse a minha
- 14:37clínica, eu tivesse tudo da melhor
- 14:40qualidade para esses pets não
- 14:41convencionais, entendendo que eles
- 14:43merecem também a mesma qualidade de um
- 14:45cão e de um gato e não o jeitinho
- 14:48brasileiro que geralmente acontece nas
- 14:50clínicas de cão e gato.
- 14:51>> Não tem aquela coisa de gambiarra, vamos
- 14:53improvisar, né?
- 14:53>> Não, eu odeio improviso uma gambiarra.
- 14:56Então, eh, é claro que ainda não temos
- 15:00tudo que deveria ter, porque algumas
- 15:03pessoas têm que, né, ainda ter essa
- 15:06ideia e outros eh fornecer isso, mas
- 15:09tudo que tem de qualidade que a gente
- 15:10tem no mercado, eu busco pra clínica,
- 15:13>> tá? E daí a ideia ela ela de fato saiu
- 15:17do papel em que momento?
- 15:21>> Ah, quando a gente mudou mesmo, né?
- 15:23Quando eu vim para cá, eu até pensei em
- 15:25trabalhar eh em outras clínicas e fui
- 15:29conhecer algumas clínicas na cidade, mas
- 15:32eu ia cair no mesmo lugar, na mesma
- 15:34ideia de um improviso, de deixar um
- 15:37bichinho internado sem ter certeza se
- 15:39ele ia est na melhor, né? se teria
- 15:42alguém responsável ali para cuidar
- 15:43daquele bichinho.
- 15:45>> Então eu falei: "Não, agora é o momento,
- 15:47eu vou, já que estou aqui, já que me
- 15:50estudei tanto para isso, então eu vou
- 15:53empreender nisso."
- 15:54>> Legal. E daí hoje a Mundo Vetica se
- 15:57destaca justamente pela estrutura que
- 16:00que oferece pros seus clientes, né? Seja
- 16:03produtores quanto para os seus os seus
- 16:06pacientes, né? Isso.
- 16:07>> Então, por fato pelo fato de atender
- 16:09roedores, répteis, eh, aves e outras
- 16:12espécies, você criou ali um de fato, um
- 16:16ecossistema, um ambiente preparado para
- 16:18para acomodar esses bichinhos ali.
- 16:20>> Isso mesmo. Eh, a estrutura, ela foi
- 16:22toda pensada para o que esse bichinho
- 16:26precisa. Então, desde uma UTA, que é
- 16:30para uma ave, uma UTA menor, uma UTA
- 16:33maior para um coelho ou duas internações
- 16:36diferenciadas. Então, se eu tenho um
- 16:38mamífero e eu tenho um rptil ou algum
- 16:43outro bichinho que não podem ficar tanto
- 16:45tanto juntos.
- 16:46>> Então, eu tenho duas internações
- 16:48diferenciadas.
- 16:49A, o centro cirúrgico é a menina dos
- 16:52meus olhos. Então eu trouxe tudo que tem
- 16:55de melhor assim no centro cirúrgico,
- 16:57pensando tanto na parte da anestesia.
- 17:00Então o nosso aparelho anestésico é um
- 17:02aparelho humano para neonato, né? Então
- 17:06se faz um bebê, vai fazer um filhote, um
- 17:09bichinho pequeno ali até de 200 g. Então
- 17:12a gente pensou tudo nisso, monitor para
- 17:15um humano. Então a gente trouxe muita
- 17:17coisa de humano para usar nos nossos
- 17:20nossos bichinhos.
- 17:21>> Uhum. você comentou de detalhes a
- 17:23respeito de de anestésicos, tudo. Eu me
- 17:26lembro que numa das minhas gravações e
- 17:28reportagens para o programa Mundo
- 17:29Empresarial na televisão, eu visitei uma
- 17:32empresa em
- 17:34Ribeirão Preto ou São José do Rio, acho
- 17:36que São José do Rio Preto, se não me
- 17:38falha a memória. É bom, posso até est
- 17:41enganado, até para não vou citar nomes,
- 17:42mas uma empresa especializada no
- 17:44desenvolvimento de de aparelhos para
- 17:48lidar com animais, que é usado em em
- 17:54eh em laboratórios, né, que fazem
- 17:56laboratórios de teste e que usa eh
- 17:59equipamentos para sedação para sedação
- 18:01de de de roedores, que são é é o mesmo
- 18:04aparelho que utilizado para sedação
- 18:06humana, mas que usa para roedores,
- 18:09claro, numa proporção menor, porque o
- 18:11rodor é pequenininho, né?
- 18:12>> Sim.
- 18:12>> E é bem legal. Você me falou, me veio a
- 18:14memória essa esse essa gravação e que
- 18:17que realmente é bem diferente mesmo, né?
- 18:19>> É, é bem diferente. Por exemplo, uma
- 18:21mesa para um coelho, né? Pra gente fazer
- 18:25uma cirurgia, principalmente odonto, que
- 18:27coelho requer muito odonto, ele precisa
- 18:29de uma mesa específica,
- 18:30>> ele precisa de um instrumental
- 18:33específico de roedor. Uhum.
- 18:35>> Então, e uma anestesia específica para
- 18:38um roedor também. Uhum.
- 18:39>> Uma anestesia de cão e gato, você não
- 18:42vai conseguir anestesiar um coelho
- 18:44>> de forma alguma. Então é tudo é bem
- 18:47pensado para esses bichinhos diferentes
- 18:49mesmo. E na clínica a gente até agora a
- 18:53gente tá empreendendo muito nisso.
- 18:55>> Uhum. Ô ô, doutora Jéssica, e quando que
- 18:58o seu trabalho é requisitado lá na
- 19:00clínica? Você você também faz os
- 19:02atendimentos quando os os pacientes
- 19:05chegam ou só durante essas cirurgias,
- 19:08essa sedação para de fato aplicar aí a a
- 19:12anestesia.
- 19:13>> A Tati ela faz o atendimento, né? Faz
- 19:15toda a triagem e daí marca o
- 19:18procedimento.
- 19:19>> Hum.
- 19:19>> Então ela manda, né, me manda mensagem,
- 19:22a gente conversa, discuti o caso, então
- 19:24a gente agenda o horário e faz. Então
- 19:27tem paciente que dependendo do paciente
- 19:29a gente tem que estabilizar antes. Então
- 19:31ele interna antes, estabiliza e depois a
- 19:34gente faz o procedimento. Isso para
- 19:35aumentar a segurança do próprio
- 19:37paciente, né?
- 19:38>> Tá? E aí a gente, eu vou realmente pro
- 19:40procedimento cirúrgico, para anestesia,
- 19:43>> mas tudo tem que ser muito bem planejado
- 19:46antes. É diferente de um cão e gato que
- 19:48chega para fazer uma castração, por
- 19:50exemplo, que é uma coisa, né,
- 19:52relativamente simples.
- 19:54>> Uma castração num cachorro, você não
- 19:56precisa internar um cachorro, né, para
- 19:59estabilizar um coelho. Sim,
- 20:01>> eu preciso estabilizar um coelho. Então
- 20:03eu preciso saber se a glicemia tá boa,
- 20:05se o peso tá certo, se a temperatura tá
- 20:08OK. Então eu interno ele antes. Eu
- 20:10preciso saber como que tá esse
- 20:11intestino, se as fees estão boas,
- 20:14somente para uma castração.
- 20:15>> Uhum.
- 20:16>> Para que eu tenha uma segurança maior
- 20:19>> e esse bichinho volte para casa.
- 20:20>> É como se fosse um procedimento em
- 20:22humano, né, que também precisa.
- 20:23>> Sim, exatamente. Eu acho que quando a
- 20:26gente pensa em humano, a gente pensa:
- 20:28"Ah, então é bem mais ou menos isso".
- 20:30Mas quando a gente pensa num cão e o
- 20:32gato, não, não tem necessidade disso.
- 20:34>> No caso, para aplicar uma anestesia, tem
- 20:37o humano, você precisa fazer até um
- 20:38exame pré-anestésico. No caso de de
- 20:41animais também precisa, doutora,
- 20:42>> quando a gente consegue esse exame de
- 20:45forma, é um procedimento eletivo, a
- 20:47gente faz o o exame pré-operatório, a
- 20:50não ser que seja um caso de extrema
- 20:52urgência que tem que entrar e aí assim,
- 20:55ou entra ou ele vem a óbito, por
- 20:57exemplo. Então a gente não consegue.
- 20:58>> Sim. Mas a gente sempre tenta fazer essa
- 21:01organização, porque isso também faz
- 21:03parte do da segurança do paciente, né?
- 21:07Quando a gente consegue aumentar esse,
- 21:10né, esse leque de de procedimentos para
- 21:13que fique algo mais seguro, a gente
- 21:15tenta fazer esse passo a passo, né, tudo
- 21:19correto para poder
- 21:20>> dar tudo certo, ficar tudo bem e poder
- 21:22liberar esse paciente. Porque assim, são
- 21:24animais que eh eles são, a gente tem uma
- 21:28classificação na anestesia que a gente
- 21:30fala que é de asa um ao asa 5, né?
- 21:33Quando a gente fala do coelho, por
- 21:36exemplo, a gente já começa falando
- 21:37aquele ASA2, por quê? Ele é um paciente
- 21:40extremamente grave, já por conta da
- 21:42particularidade. Então, a parte é de
- 21:44metabolismo é diferente, tudo é muito, é
- 21:48um animal que a gente fala que ele
- 21:49sempre tá em fuga, né? Então, a
- 21:50frequência cardíaca ela é muito alta,
- 21:53eh, o respiratório é muito alto e às
- 21:55vezes eles morrem por estresse.
- 21:57>> É aquela coisa
- 21:58>> mito, [limpando a garganta] né?
- 21:58>> Quanto menor o animal, né, a a
- 22:01frequência cardíaca é maior, não é isso?
- 22:03>> Isso. Exatamente.
- 22:04>> É, as pessoas pensam: "Ah, será que é
- 22:06mito que o coelho morre de medo?" Não,
- 22:08não é mito,
- 22:09>> é real.
- 22:09>> É real. o coelho ele morre de medo.
- 22:12Então, quando ele tá muito estressado, o
- 22:14organismo dele é a ele tem uma
- 22:17quantidade enorme de adrenalinas, né,
- 22:20que que são liberadas no corpo, mais uma
- 22:22quantidade absurda de cortisol. Uhum.
- 22:25>> E isso assim numa proporção muito
- 22:28grande, então o coração acelera demais e
- 22:31ele realmente acaba morrendo aí de um
- 22:33ataque cardíaco.
- 22:34>> Ou seja, então para atender um bichinho
- 22:36como esse, precisa ter um manejo muito
- 22:39apropriado, né? Né? Especialistas no
- 22:42assunto, saber como lidar, como tentar
- 22:45controlar essa ansiedade, esse medo do
- 22:47do bichinho. Então, todo o ambiente
- 22:50precisa ser preparado para isso, né,
- 22:51doutor? Exatamente. É por isso que esse
- 22:53bichinho não pode simplesmente chegar e
- 22:55entrar num num centro cirúrgico e fazer
- 22:57um procedimento,
- 22:58>> precisa ambientálo.
- 22:59>> Precisa ambientá-lo. Tempo, né? Às vezes
- 23:01a gente fica mais tempo com esse manejo
- 23:05para poder levar esse paciente pra
- 23:06cirurgia do que a cirurgia, porque eh tá
- 23:10estressado, né? Então a gente eh faz uma
- 23:13medicação para anestésica. Você vê que o
- 23:14animal tá estressado, às vezes você leva
- 23:17ele pro centro, não dá para manipular,
- 23:19você volta ele. Então assim, é no tempo
- 23:21dele, não é no nosso. Então às vezes o
- 23:23procedimento é 20 minutos,
- 23:25>> mas
- 23:26>> o tempo que levou para ex
- 23:27>> tempo de preparo às vezes com pensando
- 23:30num todo duas horas,
- 23:33>> entendeu? Porque
- 23:33>> exercita paciência. Você não tem, você
- 23:36vai exercitar ela [risadas] cuidando de
- 23:38um coelho.
- 23:38>> E tem que respeitar porque senão a gente
- 23:40perde um paciente por estress.
- 23:42>> Uhum. E você comentou sobre a questão da
- 23:44anestesia. A dosagem também para cada
- 23:47animal é diferente uma paraa outra, né?
- 23:48>> Muda muito, muito. Se a gente comparar
- 23:51com cão e gato, as doses para pets não
- 23:54convencionais são muito maiores,
- 23:56pensando no metabolismo mesmo.
- 23:58>> Hum. que que é uma particularidade e o
- 24:02volume que você puxa também muda muito
- 24:05por conta que assim eu tô trabalhando
- 24:07com paciente de 10 kg, sei lá, um jabuti
- 24:10de 12 kg.
- 24:11>> Uhum. E hora eu tô trabalhando com
- 24:13jabuti de 50 g,
- 24:15>> que é um filhote. Então assim,
- 24:17>> é a mesma espécie
- 24:17>> e é o que que vai mudar?
- 24:20>> Muda o peso
- 24:20>> tudo. Eu vou ter que redilir, calcular
- 24:23aquilo. Então muda tudo. Muda tudo. Às
- 24:26vezes assim, volume é
- 24:28>> baixíssimo que a gente vai puxar de
- 24:29forma. Parece uma coisa muito simples e
- 24:31muito boba, mas a seringa tem uma
- 24:35diferença. Então, para uma ave, eu
- 24:37preciso de uma seringa de insulina, que
- 24:40é aquela bem fininha, 0.5, 0.50.
- 24:43>> Hum.
- 24:44>> E nas clínicas de de cão e gato você não
- 24:46tem essa seringa.
- 24:47>> Uhum.
- 24:48>> Não tem, porque não tem por ter, né?
- 24:50Então, quando eu trabalhava volante, eu
- 24:53levava minhas e seringas.
- 24:55>> Eu tinha que levar na bolsa um pacotinho
- 24:56de seringa de vários, né? Porque eu
- 25:00sabia que eu ia atender uma ave, às
- 25:01vezes é uma gaporne de 45 g e eu não
- 25:04posso usar uma seringa de 1 ml.
- 25:07>> E para um caso desse não tem como
- 25:08improvisar, né, doutora?
- 25:09>> Não tem como improvisar. É o que eu
- 25:11falo, se você errar para um cão e um
- 25:13gato 0,01 ml de alguma medicação,
- 25:17dificilmente ele vai sofrer ou vai
- 25:20morrer por conta disso. Mas para um pet
- 25:23não convencional, sim.
- 25:24>> Hum.
- 25:25>> Um 0,01 ml mata o seu bichinho. Sem
- 25:28dúvida. E por isso que tem que ser
- 25:30pensado e muito bem pensado. Eu costumo
- 25:32dizer, eu e a Jéssica, a gente, eu falo
- 25:34que a gente combinou muito por conta
- 25:36disso. Ela faz todo o protocolo
- 25:38anestésico,
- 25:40Tati, vem aqui, vamos rever tudo isso de
- 25:42novo. E a gente refaz todo o protocolo
- 25:44anestésico.
- 25:46>> E aí, se eu não gosto de alguma coisa,
- 25:47eu acho que não tá legal, falo:
- 25:48"Jéssica, olha, eu acho que isso aqui
- 25:49não tá bom, vamos refazer isso aqui,
- 25:50vamos de uma outra forma". E a gente
- 25:52consegue ter essa comunicação e e esse
- 25:56ajuste. Ela não se sente ofendida. Eu
- 25:58não me sinto ofendida e a gente consegue
- 26:01>> se entender nisso, porque não é o mesmo
- 26:05protocolo para todos. Não tem como ser.
- 26:07Diferente de um cão e gato que você usa
- 26:08ali um protocolo base.
- 26:10>> Sim.
- 26:10>> Para um silvestre. Bom, eu acredito que
- 26:13ao longo da carreira de vocês eh já
- 26:15viveram eh muitas situações inusitadas
- 26:19durante um procedimento cirúrgico, um
- 26:21atendimento, de repente aplicou uma
- 26:23anestesia, uma sedação, aquela anestesia
- 26:25acabou antes do da cirurgia eh de fato
- 26:28finalizar. Enfim, vocês se lembram de
- 26:31alguma história inusitada que possam
- 26:33compartilhar com a gente, que as duas no
- 26:35mesmo centro cirúrgico estavam?
- 26:36>> Ah, eu acho que juntas não, né? A gente
- 26:40não tem isso porque a gente fica muito
- 26:42focado ali, mas eu aí ao longo da da
- 26:46vida e da carreira passei por algumas
- 26:49algumas peripécias que eu digo, né?
- 26:51>> Dá para compartilhar alguma?
- 26:52>> Vou compartilhar que eu acho isso muito
- 26:55legal.
- 26:55>> Hum.
- 26:56>> É, eu fui mordida por uma macac aranha.
- 26:59>> Nossa, [risadas] como assim, gente? Como
- 27:01assim? Como? Calma aí. Quem é uma macac
- 27:03aranha?
- 27:04>> O que que é uma macac aranha?
- 27:06>> Isso. Mostrem uma macacar.
- 27:07>> O que que é uma macac aranha, cara?
- 27:09Pesquisa aí, Lucas que eles. Queremos
- 27:11saber. Bom, mas continue a conversa.
- 27:13Enquanto o Lucas pesquisa lá, a gente
- 27:14quer entender.
- 27:15>> Eu estava no zoológico e eu cuidava
- 27:17dela.
- 27:18>> Eh, e assim, a gente era muito amiga,
- 27:20acreditava eu. Então, eu trocava a
- 27:22alimentação, eu que cuidava do recinto
- 27:25>> e conversava com ela o dia inteiro,
- 27:27contava meus casos para ela, falava dos
- 27:30meus filhos para ela, enfim.
- 27:32Era. E um belo dia eu coloquei a mão um
- 27:36pouquinho mais adentro.
- 27:38>> Olha lá. É,
- 27:41>> sim.
- 27:42>> E eu coloquei a mão, a mão um pouquinho
- 27:44mais adentro do recinto dela
- 27:46>> para tirar um potinho que tava um
- 27:47pouquinho mais do fundo e ela me puxou
- 27:49pelo braço para dentro da gaiola e ela
- 27:51me deu uma boa de uma mordida no braço
- 27:54>> e me segurando. Eu não tinha noção da
- 27:55força,
- 27:56>> né, desse bichinho.
- 27:58>> E o veterinário veio e socorreu tudo
- 28:01mais. E aí foi bem engraçado que falou:
- 28:03"O que que você fez para ela? Que que
- 28:04você falei: "Eu não fiz nada. Eu
- 28:06[risadas]
- 28:07juro, eu não fiz nada porque
- 28:09>> alguma história que você contou, ela
- 28:10>> eu acho que ela ficou muito chateada com
- 28:12alguma coisa, provavelmente. E eu falo,
- 28:14eu fiquei tão sentida, eu chorei
- 28:16copiosamente depois
- 28:18>> e assim, a amizade acabou ali, depois eu
- 28:20não tive mais coragem. Eu falei, gente,
- 28:22foi pro pessoal, eu tava tão amiga dela.
- 28:25[risadas]
- 28:26>> É por isso que a gente fala, tem que
- 28:28confiar, tem que saber bem com quem você
- 28:29tá compartilhando suas histórias aí, né?
- 28:32De repente ela não gostou de alguma
- 28:33história sua aí e ali cortou relações.
- 28:36>> Não gostou. Eu lembro também que eu
- 28:38apanhei de uma uma tartaruga. Apanha.
- 28:41Mas que tamanho que tinha essa
- 28:42tartaruga, gente?
- 28:43>> Era uma cabeçuda. Cabeçuda. Pesquisa aí
- 28:46uma cabeçuda para você ver o tamanho
- 28:48dela. [risadas]
- 28:49>> Como assim? Mas que tamanho que ela tem?
- 28:51Que ela tinha?
- 28:52>> Nossa, ela quase uns 100 kg.
- 28:55>> Você tava carregando ela? Não.
- 28:57>> Sim, estava carregando. Porque a gente
- 28:59quando é estagiário,
- 29:00>> Hum. faz.
- 29:01>> A gente acredita que a gente sabe de
- 29:02tudo, né? E a gente realmente acredita
- 29:05nisso.
- 29:05>> Estava eu no projeto Tamar
- 29:07>> e ela precisava, ela tava no na parte
- 29:12fazendo medicações e tudo mais e iríamos
- 29:14retornar ela pro tanque.
- 29:16>> Uhum.
- 29:16>> Dentro ali mesmo do do espaço reservado.
- 29:19E o veterinário falou para mim: "Tati,
- 29:20quando você pegar ela, pega ela de
- 29:22frente assim, de frente?"
- 29:25>> Uhum.
- 29:26>> Falei: "Imagina que eu vou pegar ela de
- 29:28frente?
- 29:28>> Hum.
- 29:29>> Eu vou pegar de lado? Porque é mais
- 29:31fácil para mim pegar de lado.
- 29:32>> É. É desse modelo, desse espeto, sim,
- 29:35>> desse modelo.
- 29:37>> E o certo era pegar assim,
- 29:39>> né? Mas eu achando que sabia de tudo,
- 29:42fui pegar assim de lado. Uhum.
- 29:44>> E quando ele levantou ela e eu levantei,
- 29:46ele olhou para mim, ele falou assim:
- 29:48"Não solta, aconteça o que acontecer,
- 29:52você não solta".
- 29:53>> Hum.
- 29:54>> Falei: "Tá bom". Tipo, que que tem a
- 29:56ver? Lógico que eu não vou soltar. Hum.
- 29:58>> E eu dei um passo e essa
- 30:02essa a nadadeira dela
- 30:05>> ficou bem na minha coxa [roncando] e foi
- 30:08tá tá [limpando a garganta] tá tá na
- 30:10minha coxa.
- 30:11>> Hum.
- 30:12>> Parecia que eu tava andando assim, sei
- 30:14lá, quilômetros, mas não, era só alguns
- 30:16metrinhos.
- 30:16>> Foi nocouteada.
- 30:18>> Mas eu apanhei e ele ria do meu lado e
- 30:21ele falava: "Eu te avisei
- 30:23>> para você pegar de outro jeito".
- 30:25>> Sim.
- 30:25>> Mas você não solta. Eu falei: "Eu não
- 30:26vou soltar".
- 30:27>> Hum. Eu não solto a lágrima caí aqui
- 30:31porque doeiu. Doeu, mas doeu numa
- 30:32proporção.
- 30:34>> E aí colocamos tudo, colocamos ela no
- 30:36tanque. E aí quando eu tirei a calça, eu
- 30:40fiquei com um roxo na perna, um
- 30:42vermelho.
- 30:42>> A marca da da nadadeira da Mas eu
- 30:45apanhei muito mesmo. Eu não pensei que
- 30:47fosse apanhar tanto de [risadas]
- 30:49uma, mas eu apanhei porque eu achei que
- 30:52tava fazendo certo e não estava. Também
- 30:54no projeto Tamar. Fui parar no meio do
- 30:56mar numa canoa.
- 30:58>> Hum.
- 30:58>> Só que eu não sei nadar.
- 30:59>> Hum.
- 31:00>> E o rapaz que estava comigo, ele falou,
- 31:02eu falei, tem colete? Eu tava com os
- 31:05pescadores.
- 31:06>> Falou, colete? Como assim?
- 31:09>> Aqui é [risadas]
- 31:10>> colete? Aí eu sentei no barquinho, a
- 31:13gente foi indo conversando e a água foi
- 31:16subindo, subindo e eu sentada. Aí eu
- 31:18falei assim: "Eu não sei nadar".
- 31:21>> Só que eu falei rindo.
- 31:22>> Mas você falou isso na hora que você já
- 31:23tava no meio do lago? Tava no meio, no
- 31:27mar aberto.
- 31:28>> Ah, no mar não era lá.
- 31:29>> Não, era no mar mesmo. E a gente ia e
- 31:32era a rede, né? E a gente ia puxar a
- 31:34rede porque tinha uma tartaruga ali que
- 31:37tava encalhada na rede e a gente ia
- 31:38tirar e fazer os parâmetros.
- 31:40>> Sim. E
- 31:40>> eu fui achando, né, o máximo. Vi que não
- 31:43tinha colete nenhum, sentei no
- 31:44barquinho, estou indo e quando eu vi
- 31:46aquela água, né, e o e as ondas e o
- 31:49barquinho fazendo assim, é aquelas
- 31:51canoas. Ai, coloca aí, procura aí uma
- 31:54canoa.
- 31:54>> Hum.
- 31:55>> E aí, eh, eh, rede de arrasto.
- 31:59>> Hum.
- 31:59>> Você vai ver mais ou menos como que é. E
- 32:01eu falei para ele: "Então, eu não sei
- 32:03nadar". Só que eu falei rindo?
- 32:05>> Aí ele falou: "Ah, jura?" Eu falei:
- 32:08"Juro." E ele começou a rir também. Eu
- 32:09acho que ele pensou que eu tava fazendo
- 32:10uma piada.
- 32:11>> Tava rindo [risadas] de nervoso.
- 32:12>> Só que eu tava rindo de nervoso. Não era
- 32:15real aquilo.
- 32:16>> Sim.
- 32:16>> Eu realmente não sabia nadar. Aí eu
- 32:18comecei a entrar em pânico ali dentro e
- 32:20ele falou assim: "Olha, tem que puxar a
- 32:22rede agora.
- 32:23>> Hum.
- 32:23>> Fique em pé". Eu falei: "Não, em pé não.
- 32:25Eu vou puxar a rede sentada. Posso ficar
- 32:27sentada?" Eu puxo a rede aqui sentada.
- 32:29Ele falou: "Não, tudo bem. Vai, puxa a
- 32:31rede sentada
- 32:32>> e bem mar aberto ali
- 32:33>> e a canoa quase virando,
- 32:35>> praticamente virando. E eu fiquei
- 32:37sentada e puxei. Aí quando veio a
- 32:39tartaruga, é isso. Só que a gente estava
- 32:42num mar muito aberto e eu fiquei
- 32:45sentadinha puxando a rede. Aí quando
- 32:46veio a tartaruga, ele colocou no meu
- 32:48colo e falou assim: "Agora
- 32:50>> tá feliz? Leva ela pra casa porque você
- 32:53quase morreu afogada. Caramba,
- 32:55>> para ver uma tartaruga em alto mar".
- 32:57>> São os desafios da profissão, né,
- 32:58doutora? muitos desafios. Já coloquei
- 33:01meu dedo dentro de uma da boca de uma
- 33:04piton.
- 33:04>> Hum.
- 33:05>> Porque tinha que segurar.
- 33:07>> Hum.
- 33:08>> E eu não segurei, certo? Então, coloquei
- 33:11o meu dedo e assim
- 33:12>> e quase que ela fechou.
- 33:13>> Não, e ela fechou.
- 33:14>> Ela fechou
- 33:16>> dentro do meu dedo.
- 33:17>> Hum.
- 33:18>> Só que ela tava fazendo acupultura.
- 33:20>> Hum.
- 33:21>> O que O que que doeu mais? Será que foi
- 33:23a agulha nela ou o dente dela no seu
- 33:27dedo? Acho que foi mais o dente dela no
- 33:29meu dedo, porque ela tava fazendo
- 33:29aultura.
- 33:30>> Cupultura relaxa, né?
- 33:31>> Relaxa. Ela tava com problema de coluna,
- 33:33uma pitam de 7 m assim, gigante, enorme
- 33:37no zoológico. E foram lá e aí tava
- 33:39fazendo mocha e aquela coisa muito, né,
- 33:41tal.
- 33:43>> A ela tava ótima. E eu contendo aqui a
- 33:46cabecinha dela e a veterinária olhou
- 33:47para mim, falou assim: "Você tá contando
- 33:49contendo certo?"
- 33:50>> Hum.
- 33:51>> Aí eu falei: "Tô, ela falou: "Seu dedo
- 33:52tá no dente". Eu falei: "Eu sei, mas tá
- 33:54tudo bem. Eu não vou soltar."
- 33:55>> Hum. Eu [roncando] vou ficar aqui.
- 33:57>> E ela ela não é venenosa?
- 33:59>> Não, não é. Se fosse venenosa, você não
- 34:01estaria aqui para contar. Não
- 34:02>> estaria para [risadas] contar. Mas teve
- 34:04uma inflamação boa ali e eu fiquei com
- 34:07um dedo bem. [risadas]
- 34:09>> E a gente passa por muita coisa na
- 34:11veterinária e compete não convencional
- 34:13também.
- 34:14>> Então é o que eu falo, né? Eu não tenho
- 34:15medo do bicho, mas eu tenho que ter um
- 34:17respeito. E quando a gente perde esse
- 34:19respeito, acontece os acidentes.
- 34:21>> Tem que ter limites, né? Tem, você não
- 34:23pode invadir o espaço dele, né? Se ele
- 34:25se sentiu ameaçado, ele vai te atacar,
- 34:27né?
- 34:27>> Com toda certeza. Provavelmente a macaca
- 34:29se sentiu. Eu acho que a gente tava ali
- 34:31meio que disputando algum espaço, eu não
- 34:33entendi. Ela falou: "Ei, aqui não."
- 34:35>> Acho que a contenção correta também é
- 34:36bem, né? É um ponto.
- 34:38>> Sim, é um ponto.
- 34:40Sim.
- 34:41>> Que é a partir daí que a gente consegue
- 34:42tudo, né? Examinar.
- 34:44>> E quando a gente erra na contenção e a
- 34:46gente erra porque é humano, acaba
- 34:47errando mesmo, né? Aí e ao longo da
- 34:50vida, infelizmente. E é bom, é bom os
- 34:52erros, porque no próximo você já sabe
- 34:54como fazer e não vai errar de novo, né?
- 34:56>> Doutora Jéssica, a senhora já passou
- 34:58alguma situação inusitada também nos
- 34:59seus atendimentos?
- 35:00>> Olha, acho que assim igual a Tati, não
- 35:03[risadas]
- 35:04foi tudo muito assim, bem tranquilo, bem
- 35:08várias mordidas. Ela tem muita mordida.
- 35:09>> Algum animal, algum animal que de
- 35:11repente voltou, demorou para pegar
- 35:13anestesia ou se de repente
- 35:14>> acho que acho que mordida de roedor é
- 35:16algo que é muito comum.
- 35:18>> Hum. Às vezes você fala, recente até lá
- 35:20na Tati, a gente tava com uma Twister e
- 35:25ela,
- 35:25>> o que é uma Twister?
- 35:26>> É uma ratinha,
- 35:27>> uma ratinha.
- 35:28>> Ah, tá. Ok.
- 35:28>> E ela tinha feito cirurgia e aí a gente,
- 35:31na hora que ela voltou do procedimento,
- 35:33ela já voltou mordendo mesmo. Assim, é
- 35:35um dentinho minúsculo, mas que dói pra
- 35:37caramba, né?
- 35:38>> Nossa, dói sim. Às vezes você, o bicho
- 35:40tá aqui, ele te morde, você, né? Você
- 35:41faz assim. Super assim, até a contenção
- 35:43é difícil porque eles são tão rápidos e
- 35:45pequenos que às vezes eh eles começam a
- 35:48escapar da sua própria mão, né? É.
- 35:50>> Então assim, às vezes você deixa ser
- 35:53mordido só pra gente poder conter
- 35:56correta e
- 35:57>> não machucar o animal, né?
- 35:59>> Ah, mas é bem isso. A gente deixa
- 36:01algumas coisas mesmo. E os meus
- 36:03estagiários é bem isso. Contei o errado,
- 36:05aguenta, segura a dor,
- 36:07>> vai até o fim.
- 36:07>> Vai até o fim.
- 36:10Claro, claro. E isso que eh eu presto
- 36:12bastante atenção, né, que vocês prezam
- 36:14muito pela questão do bem-estar animal,
- 36:16né? Você comentou, às vezes tem
- 36:18procedimento que dura apenas 20 minutos,
- 36:20mas para ambientar aquele animal demora
- 36:22mais tempo do que o próprio
- 36:23procedimento, né? Importante é o
- 36:25bem-estar animal, que ele não esteja ali
- 36:27estressado e que vocês consigam realizar
- 36:29o o o trabalho necessário, né?
- 36:32>> É, eu acho que o veterinário ele já é
- 36:35veterinário por amor alguma coisa alinha
- 36:37aos bichos.
- 36:38É uma vocação, tem que ter.
- 36:40>> Mas o veterinário de pet não
- 36:41convencional, ele tirou, ele tirou, né?
- 36:44Ele saiu ali da casinha, tem um
- 36:46parafusinho a menos. Não, não é possível
- 36:49>> porque ele tem que ter um amor
- 36:51incondicional.
- 36:52>> Uhum.
- 36:53>> E pelo diferente. Eu falo que quando
- 36:55chega o cão e o gato, eu fico meio
- 36:58assim, meu Deus, que bicho estranho.
- 36:59[risadas]
- 37:01>> Como eu vou cuidar desse bicho? Como eu
- 37:03vou cuidar? É assim, a tua clínica lá, a
- 37:05o Mundo Vetsica, é especializado em
- 37:09animais não convencionais, mas também
- 37:10atende cães e gatos.
- 37:12>> Sim, eu atendo cão e gato no básico, né?
- 37:15Eu não acho legal eu fazer algo que de
- 37:17fato eu não entendo. Então eu faço
- 37:19vacina, eu cuido de uma coisinha ou
- 37:22outra. Por exemplo, eu tenho uma tutora
- 37:24que ela tem sete animais. dentro desses
- 37:27sete animais tem o cão. Então eu cuido
- 37:30do cão dela porque eu entendo que todos
- 37:32os outros ali tão passando. Então se um
- 37:34teve sarna ou se o outro tá mais
- 37:37estressado, eu consigo entender porque
- 37:39são muitos animais convivendo junto.
- 37:41Isso.
- 37:41>> Então eu consigo cuidar da casa inteira.
- 37:43>> Uhum.
- 37:44>> Mas é é o simples, né? É a vacina, é uma
- 37:49coisa ou outra. Tudo que for muito mais
- 37:51específico, eu encaminho. Então, se
- 37:53precisa de um dermatologista, eu vou
- 37:54encaminhar para um dermatologista. Ah,
- 37:56precisa de um ofitalmo, eu vou
- 37:58encaminhar para um ofitalmo. Eu faço só
- 38:00uma triagem. Tudo que é mais específico
- 38:03não é comigo. Eu eu cuido do pet não
- 38:05convencional, não é do cão e gato.
- 38:07>> Uhum. Dout. Jéssica, no Brasil nós temos
- 38:10alguns dados, né, que 39% da população
- 38:12PET é formada por animais exóticos,
- 38:15animais não convencionais, né? Na sua
- 38:17avaliação, quais são os motivos que
- 38:19levam tutores aí adotarem esses tipos de
- 38:22de bichinho? Por exemplo,
- 38:24>> os petits não convencionais? Isso.
- 38:26>> Primeiro que eu acho que são pessoas que
- 38:27gostam de desafios e do diferente,
- 38:31porque nem para nós veterinários, né,
- 38:34pro cirurgião ou pro anestesista desses
- 38:36animais, eh, são diferentes. Produtor
- 38:40também é diferente. Então, assim, tem
- 38:42muita questão do manejo, do local
- 38:45apropriado para para essas espécies. E
- 38:50dependendo da espécie que eles
- 38:51trabalham, que eles é t, né, esses pets,
- 38:56eu acho que a questão do do de hoje a
- 38:59gente quase não fica na nossa casa, né?
- 39:01Então isso é um ponto muito,
- 39:04acho que isso acontece muito em muitas
- 39:06famílias. Então assim, hoje todo mundo
- 39:07trabalha e fica o dia inteiro fora. Eh,
- 39:10se você for pensar em um pet
- 39:13convencional, é um é um pet que ele
- 39:16exige talvez um pouco mais de atenção.
- 39:19Você tem que sair com ele e passear
- 39:20porque ele fica estressado. Então,
- 39:23dependendo das espécies que do pet não
- 39:26convencional, é, o ele fica mais
- 39:28tranquilo quanto a isso. Então ele
- 39:30alimenta, ele consegue dar uma atenção,
- 39:33mas não é um animal que ele depende
- 39:36tanto desse tutor para ficar bem, porque
- 39:38às vezes o bem desse animal é: "Quero
- 39:40ficar aqui em paz no meu local sozinho."
- 39:44Isso, esse é o meu bem, entendeu?
- 39:46>> Diferente às vezes de um cão que tem que
- 39:49sair, passear, jogar uma bolinha e nem
- 39:51todo mundo tem esse tempo. E eu acho que
- 39:53isso tá aumentando muito as pessoas. E
- 39:57outra coisa também eu acho que é o
- 40:00espaço. Hoje todo mundo, assim, uma
- 40:02grande maioria é apartamento, então isso
- 40:05é um ponto que você precisa de um espaço
- 40:07menor para ter um pet. Eh, então faz com
- 40:10que as pessoas também optem por esses
- 40:12animais, também por questão de espaço
- 40:15para esses animais.
- 40:15>> De repente, um animal não convencional,
- 40:18ele exige menos espaço do que um animal
- 40:21convencional. Dependes. Dependendo isso.
- 40:23Por exemplo, um hamster requer aí um um
- 40:28viveiro menor, um um terrário menor, né?
- 40:31>> Um rptil, né? Uma serpente requer um
- 40:34espaço menor e menos tempo também de
- 40:36contato e tudo. Mas se a gente falar de
- 40:39uma avea,
- 40:41>> se a gente falar de um coelho é outra
- 40:43história.
- 40:44>> Então se a pessoa falar: "Ah, eu não
- 40:45tenho tempo nenhum e quero ter uma ave,
- 40:48não tenha".
- 40:49>> Hum. Ela precisa de tempo. Ela precisa
- 40:51que você esteja ali. Ela requer esse
- 40:54tempo. Ah, eu não tenho tempo nenhum.
- 40:57Ah, eu durmo, né? Por exemplo, um
- 41:00bichinho que é noturno. Mas eu não sou
- 41:03noturna. Eu trabalho o dia inteiro, 9
- 41:05horas da noite, eu tô dormindo. Não
- 41:06tenha um bichinho noturno,
- 41:08>> né? [risadas]
- 41:09Senão não vai dar certo. Ah, eu sou uma
- 41:10pessoa noturna. Tenha um bichinho
- 41:12noturno, não tem uma ave, porque uma ave
- 41:15vai tá ali só durante o dia, ela dorme
- 41:175:30, 6 horas da tarde. Então, para
- 41:19entender isso também desse pet não
- 41:22convencional, ele precisa se adequar
- 41:23dentro da sua rotina.
- 41:25>> Uhum.
- 41:25>> É diferente de um cão e gato.
- 41:27>> Sim. Bom, e qual o recado que vocês
- 41:30deixariam para quem tá nos assistindo e
- 41:32de repente quer se tornar um tutor de um
- 41:34animal não convencional? Vocês deram
- 41:37vários vários insightes aqui super
- 41:39importantes, né? Mas de repente era
- 41:41assim, ó, eu quero um animal não
- 41:43convencional, mas não sei por qual
- 41:44escolher. Não assim, se eu quero de
- 41:46repente um hamster ou se eu quero um
- 41:48rptil, enfim. Qual qual qual a mensagem
- 41:51que vocês deixariam?
- 41:53>> Passem consulta antes, passa uma
- 41:55avaliação antes da sua rotina, porque às
- 41:58vezes dois pensando é melhor do que um,
- 42:00né? Então, faça essa avaliação da sua
- 42:03casa, né? Eu tenho, eu tenho espaço, eu
- 42:06tenho tempo. Qual o bichinho que me
- 42:07agrada mais, né? Eu quero uma ave que
- 42:10fala, porque ela vai falar o dia
- 42:12inteiro, [risadas] né? Ela vai conversar
- 42:14com você o dia inteiro. Eu gosto disso.
- 42:16Eu gosto de barulho, né? Ah, eu quero um
- 42:18coelho, mas tudo bem se ele roer seu
- 42:20tapete, se ele roer seu sofá, você não
- 42:22se importa com isso? Não, eu tenho um,
- 42:24né, uma casa super cara, então eu não
- 42:26vou ter um coelho.
- 42:27>> Mas o coelho ele ele ele deve, assim
- 42:29como é a rotina dele, ele deve
- 42:30permanecer no espaço fechado, numa
- 42:32gaiola ou pode ficar tranquilamente
- 42:34passeando pela casa? Não pode ficar
- 42:36passeando pela casa tranquilamente dessa
- 42:39forma. Você imagine assim, eh, eu até
- 42:42uma tutora ontem a gente conversando
- 42:44sobre isso, porque ela deixa a coelha
- 42:47durante o dia, tudo bem, você tá ali,
- 42:49você tem um um monitoramento, você tá
- 42:52vendo aquele bichinho, mas à noite ela
- 42:54fica sozinha na casa e bagunça a casa
- 42:56inteira. Uhum.
- 42:57>> Eu falei: "Não, ela tem que dormir
- 42:59fechadinha dentro de uma gaiolinha ali,
- 43:01tem que ter o espaço dela para dormir.
- 43:03Ah, mas tadinha. Não, tadinha não. Você
- 43:06imagina, é uma criança de 2, tr aninhos
- 43:09sozinha dentro de casa à noite.
- 43:12>> É isso.
- 43:13>> É exatamente isso. Vai aprontar do mesmo
- 43:15jeito e o risco para ela é muito maior,
- 43:17né? Falei, vai comer uma tomada, vai
- 43:19tomar um choque, vai. Não é? Então não,
- 43:23então eh, ah, isso também eu escuto
- 43:25bastante. Eu tenho ave, mas eu quero que
- 43:28ela fique solta, eu quero que ela fique
- 43:30livre. É claro, cada um tem uma forma de
- 43:32pensar, mas no meu ponto de vista, eu
- 43:34tenho uma, eu quero ver ave livre, não
- 43:36tem uma ave em casa, não tenho uma ave
- 43:38como pet, ela precisa de um espaço. Não
- 43:41que ela fique o tempo todo na gaiola,
- 43:42ela não é uma prisioneira, não é sua
- 43:44prisioneira,
- 43:45>> mas ela precisa de um espaço para se
- 43:47sentir segura. Então, precisa ter. Eu
- 43:49vivi, eu vivi isso.
- 43:50>> Hum. Em São Paulo eu tinha, eu tenho,
- 43:53né, aves.
- 43:54>> Hum.
- 43:54>> E eles ficavam todos em gaiola. Quando
- 43:57eu mudei para Indaiatuba, eu fiz um
- 43:58viveiro grande, enorme. E aí eu falei:
- 44:01"Não vai mais ficar em gaiolas. As
- 44:03minhas aves, vão ficar todas soltas.
- 44:05Olha que maravilha. Agora tá bom". Enchi
- 44:08de árvore e tal e fiz um belo viveiro.
- 44:12[roncando]
- 44:12No primeiro dia eles não dormiram.
- 44:16Todos ficaram acordados assim até tarde.
- 44:20Eu falei: "Vai dormir, se ajeita aí,
- 44:22procura um lugarzinho na árvore e vai
- 44:23dormir".
- 44:25Não, eles não dormiram. E aí eu entendi
- 44:28que eu tinha que colocar a casinha e a
- 44:30gaiola. Então, deu o horário, eles saem,
- 44:33eles mesmo, cada um entra na sua
- 44:35gaiolinha, na sua casinha, e eles
- 44:38esperam eu fechar e cobrir.
- 44:40>> Que legal. [risadas] Eles precisam de um
- 44:43espaço com segurança. Eles têm um espaço
- 44:45todinho, mas à noite, chegou o horário
- 44:47de dormir, 5:30, 6 horas, eles já vão.
- 44:50Então não adiantou. El, eles já
- 44:53entendiam que precisavam de um espaço
- 44:54seguro, o viveiro aberto. Claro, gente,
- 44:57eu tô falando de um pet não
- 44:58convencional, tô falando de ave
- 45:00Silvestre que tá aí. É claro que eles
- 45:01vão se achar no, né,
- 45:03>> e ter os lugarzinhos deles, mas um pet
- 45:05não convencional, como uma ave precisa
- 45:07de um lugar. E talvez porque eles já
- 45:09estavam acostumados com a rotina lá em
- 45:10São Paulo, né, que viviam dentro de uma
- 45:12gaiola, tal. Exatamente. O meu ringnck,
- 45:15eu falo que ele é assim, eh, aveá
- 45:19ele ficava no ar condicionado.
- 45:21[limpando a garganta]
- 45:22>> Aqui em eu coloquei ele no viveiro, ele
- 45:24passa mal de calor. Oh, [risadas] meu
- 45:25Deus do céu.
- 45:27>> Ele fica com o biquinho aberto e ele
- 45:29olha assim para mim, tipo, tá muito
- 45:31quente, mãe. [risadas]
- 45:33>> Tem que instalar um ar condicionado na
- 45:35>> Não, fizemos todo um um sistema que o
- 45:38meu querido marido ali desenvolveu
- 45:40>> com água, né? É ventinho assim. Então
- 45:44quando tá muito fica e aí ele fica lá
- 45:47porque tá muito calor.
- 45:48>> Uma temperatura ali de 28 29º que pro
- 45:51MAB não é nada. Pro meu ringn que ficava
- 45:53no ar condicionado. Tá incomodando.
- 45:55>> Tá sofrendo. Tadinho. [risadas]
- 45:56Bom. Os cuidados veterinários com
- 45:58animais não convencionais eh são iguais
- 46:02a de um animal convencional? De repente
- 46:04ele tem que ir com com a mesma
- 46:05frequência que um cão e gato vai ao
- 46:07veterinário?
- 46:08>> Então, na verdade, quem faz a clínica é
- 46:11a Tati, né?
- 46:12Eh, o ideal, eu acredito assim, que as
- 46:15pessoas têm que procurar, porque às
- 46:17vezes tem doenças que são subclínicas e
- 46:19que você não percebe. Então, a ele
- 46:23frequentar com rotina, né, eh,
- 46:27trimestral, semestral, isso é algo que a
- 46:30gente previne doenças, né? Então, a
- 46:33gente prevenir, tudo que tudo que é
- 46:35prevenido ou que a gente encontra no
- 46:37início fica muito mais fácil de ser
- 46:39resolvido.
- 46:39>> Uhum. Eh, então, normalmente, o que é a
- 46:42maior questão que os tutores eles
- 46:44procuram quando já tem uma doença
- 46:46instalada. Uhum.
- 46:48>> E aí é onde entra o nosso maior
- 46:49problema, porque se é um paciente que
- 46:52vai pra cirurgia, o desfecho é
- 46:54totalmente diferente de um paciente que
- 46:57eh não tem uma, né, não vai para um
- 46:59procedimento por conta de uma patologia
- 47:01e sim vai para uma castração.
- 47:03Então
- 47:05tem que ser feito esse essas avaliações,
- 47:09né, de tempo em tempo com intuito de
- 47:11prevenção, assim como a gente faz
- 47:13também, né? Hum.
- 47:15Isso
- 47:16>> faz com criança, faz com os cães, com os
- 47:18gatos, também faz com com os pets não
- 47:21convencionais. Então, é preciso a
- 47:23avaliação, pelo menos semestral ou anual
- 47:25desse bichinho.
- 47:26>> Sim, precisa passar com veterinário para
- 47:28ele avaliar, até para saber se porque às
- 47:31vezes não é nem o animal em si, mas é o
- 47:34manejo que tem que ser orientado.
- 47:36>> Então, às vezes, a pessoa ela só precisa
- 47:38de uma orientação com manejo, com
- 47:40alimentação,
- 47:42com espaço, que influencia totalmente no
- 47:45no na saúde em si daquele daquele
- 47:48serzinho, né? Que papo excelente, que
- 47:51conversa boa estamos tendo aqui no
- 47:52podcast Mundo Empresarial. Falei para
- 47:54você no início do programa que você ia
- 47:56se surpreender com essa história
- 47:57fantástica, né, da Dra. Tatiane, Dra.
- 48:00Jéssica aqui, eh, representando a Mundo
- 48:03Vetsica em Indaiatuba. Você também tem
- 48:05um animalzinho convencional na sua casa?
- 48:07Não tem vontade? Então siga aí os
- 48:10insightes, as as orientações que as
- 48:12profissionais aqui estão compartilhando.
- 48:15De repente você conhece alguém que tem
- 48:16um animalzinho não convencional e
- 48:18precisa de fato desse cuidado mais
- 48:21aplicado, né? Indica, manda esse vídeo,
- 48:23compartilhe esse conteúdo aí para que
- 48:25também assista e conheça mais da bonita
- 48:28trajetória dessas profissionais. Bom,
- 48:30fica à vontade também para interagir com
- 48:32a gente. Deixa aí no chat seu
- 48:34comentário, sua opinião. Tem alguma
- 48:36dúvida, alguma pergunta? já foi
- 48:38atendido, eh, já levou seu seu pet aí
- 48:41para ser atendido na no mundo vetica?
- 48:43Então, compartilha aí, Deus te deixe o
- 48:45seu depoimento que é super importante, é
- 48:47válido, né? E a gente gosta dessas boas
- 48:50histórias também que cada paciente, cada
- 48:53cliente eh compartilha através do
- 48:55podcast Mundo Empresarial. E olha, você
- 48:58que é empresário, empreendedor de
- 48:59qualquer que seja o ramo de atividade,
- 49:01sabia que a sua história de sucesso, a
- 49:03sua história de empreendedorismo também
- 49:05pode eh virar tema aqui do nosso
- 49:08programa? Pois é, aqui a tua história
- 49:11vai ganhar mais visibilidade. A história
- 49:13da tua empresa pode ser destacada aqui
- 49:15no nosso programa e dessa entrevista,
- 49:17ela se transformar em conteúdo paraas
- 49:19suas redes sociais. Eh, de repente é um
- 49:22vídeo que você eh tá se comunicando para
- 49:24esse mercado que você atua, gerar novos
- 49:26leads, enfim, e de repente dessa
- 49:29entrevista eh levar aí, né, fazer novos
- 49:31negócios também. Então, entre em contato
- 49:33com a nossa equipe, descubra como
- 49:35participar do podcast Mundo Empresarial.
- 49:38Vai ser um prazer te receber aqui no
- 49:39nosso estúdio, conhecer e compartilhar
- 49:41com os nossos seguidores, com os nossos
- 49:43telespectadores, a sua história de
- 49:46empreendedorismo, tá bom? Tenho certeza
- 49:47que vai ser muito legal. E além do
- 49:49programa Mundo, do podcast Mundo
- 49:51Empresarial, tem o programa na
- 49:53televisão, que estamos aí há 11 anos,
- 49:55são mais de 8.000 histórias contadas
- 49:58nesses 11 anos, né, de de estamos pela
- 50:00Rede TV nacionalmente todos os domingos
- 50:02às 8:30 da manhã e paraas regiões de
- 50:04Campinas e litoral sul de São Paulo pela
- 50:07VTV SBT, né? E enfim, estamos somos é um
- 50:11programa multiplataforma que tá na
- 50:13televisão e também tá no digital. Então
- 50:15é uma forma de você aparecer, de você
- 50:18dar visibilidade à tua história, a
- 50:20história da tua empresa e se conectar
- 50:22com o mercado em que atua. Tá bom?
- 50:24Participa, vai ser muito legal ter você
- 50:26junto com a gente. Vocês participaram,
- 50:28né, do programa Mundo Empresarial na
- 50:30televisão. Como é que foi a repercussão
- 50:34e de ter a tua história compartilhada no
- 50:37programa para que mais pessoas eh eh
- 50:39pudessem conhecer?
- 50:41>> A repercussão foi ótima, né? A gente
- 50:43teve bastante comentários na internet e
- 50:46não só para mim, pra Jéssica também foi
- 50:48muito bom,
- 50:49>> né? Com novos tutores conhecendo, porque
- 50:52somos novos na cidade também, né? Então
- 50:54nem todo mundo conhece e algumas pessoas
- 50:56nem sabem que tem um pet não
- 50:57convencional em casa.
- 50:59>> Hum.
- 50:59>> A maioria não sabe, né? Ah, mas eu tenho
- 51:01um jabuti. É um pet não convencional. As
- 51:04pessoas, ah, tenho um jabuti no quintal.
- 51:05>> Uhum.
- 51:06>> Então você tem um pet não convencional e
- 51:08as pessoas nem sabem que tem. Ah, tá
- 51:10aqui 40, 50 anos, era da minha avó, do
- 51:12meu vô e acaba não conhecendo. E isso
- 51:15traz, né, eh, fez com que outras pessoas
- 51:18entendessem também.
- 51:19>> E de repente também essa espécie nunca
- 51:22passou no veterinário, tal.
- 51:23>> Nunca passou num veterinário. A grande
- 51:25maioria é, nunca passou. E aí precisa
- 51:27passar. A, não é falta de, não é que a
- 51:30pessoa não queira, é falta de
- 51:31conhecimento mesmo,
- 51:33>> né? A grande maioria não faz por mal, só
- 51:36realmente não sabe
- 51:38>> como a gente tem bastante jabuti, por
- 51:40exemplo, é um bichinho que precisa de
- 51:42uma proteína animalum
- 51:43>> e a grande maioria só dá o faço tomate,
- 51:46não sabe que o bichinho precisa de uma
- 51:47proteína animal.
- 51:48>> E quando você fala: "Ah, não acredito,
- 51:51jura que come carne?" Come, come carne,
- 51:53sim. [risadas]
- 51:55>> Muito bem. Por isso que é importante de
- 51:57você levar num num veterinário
- 51:59especializado em animais não
- 52:01convencionais, né? Porque de repente o
- 52:03veterinário que você já tava levando lá,
- 52:05ele talvez ele não tá fazendo por mal,
- 52:08mas ele não tenha esse conhecimento
- 52:10avançado, né, para detalhar informações
- 52:13aí que que são úteis pro pra vida do do
- 52:16bichinho. Bom, agora além de
- 52:18veterinária, você é uma empreendedora,
- 52:20juntamente com o teu esposo, né,
- 52:22Eduardo, né?
- 52:23>> É.
- 52:23>> E estão lá dia a dia trabalhando aí, né,
- 52:26para para gerir a a clínica, né? E eu
- 52:28gostaria que você falasse dos principais
- 52:31desafios, que é tocar uma clínica
- 52:33veterinária de animais não
- 52:34convencionais. Como tem sido para você?
- 52:37>> Ah, realmente é um desafio porque o meu
- 52:39marido é economista, então tudo que eu
- 52:41peço é para daqui a pouco.
- 52:43>> É. Não, mas ele tá administrando ali.
- 52:45>> Ele administra muito bem, sim. Ele é um
- 52:48mão de vaca. [risadas]
- 52:49>> Mas estamos indo bem. Sim.
- 52:51>> Eh, estamos crescendo, né, começando com
- 52:54todos os desafios que uma clínica
- 52:56requer, né, de compras, insumos, enfim.
- 52:59É, é bem trabalhoso isso.
- 53:02>> Eu não tinha essa consciência
- 53:04porque até então o veterinário quando
- 53:07trabalha pro outro não tem, né? Era mais
- 53:09fácil, saía, ia para casa e tava tudo
- 53:11bem
- 53:12>> e acabava ali a responsabilidade,
- 53:13>> acabava ali a responsabilidade, agora
- 53:14não acaba, eu vou para casa e a cabeça
- 53:16ainda tá lá na clínica e com tudo que
- 53:19precisa ser gerido.
- 53:21>> Mas eu tenho um grande companheiro aí
- 53:23que além de ser o administrador da
- 53:25clínica é o meu marido, então a gente
- 53:26acaba levando serviço para casa.
- 53:28>> Eita! E como lidar com isso? Assim,
- 53:30consegue desligar lá em casa? Eh, vamos
- 53:34deixar o assunto da clínica lá pra
- 53:35clínica ou não?
- 53:36>> É, a gente tenta.
- 53:37>> Hum. Juro que a gente tenta, é um
- 53:40combinado. Saiu da clínica, desliga o
- 53:42celular, não vamos conversar sobre isso,
- 53:43mas não dá certo.
- 53:46>> A grande maioria a gente conversa em
- 53:48casa, ah, esqueci tal coisa e não. E os
- 53:52filhos também participam, por incrível
- 53:53que pareça, eu tenho dois meninos
- 53:55>> e a conversa no jantar é a clínica. Mãe,
- 53:58que bicho foi hoje? Que que aconteceu? E
- 54:00aí conta os casos. Nossa, mãe, que
- 54:02incrível. Ou então, ah, eu quero ir lá,
- 54:04mãe, quero ver. O mais velho adora
- 54:06participar, então, ah, mãe, eu vou lá,
- 54:08vou te ajudar. E então acaba sendo a
- 54:11família inteira.
- 54:12>> Eu acho que é cada dia uma história
- 54:13diferente, né?
- 54:14>> Realmente, cada dia é uma história
- 54:16diferente. Ontem eu tive uma coelha
- 54:19>> que a tutora chegando falando que queria
- 54:21castrar porque era uma coelha e
- 54:23conversando depois eu falei: "Tem
- 54:25certeza que é uma fêmea?"
- 54:28>> "Ah, eu tenho, doutora. É uma fêmea.
- 54:30Vamos castrar." Eu falei, "Deixa eu
- 54:32examinar". Não era não era. Era
- 54:34>> era um coelho. [risadas] Mas
- 54:36>> era um coelho.
- 54:37>> Eu falei: "Eu não é uma fêmea. Deixa eu
- 54:39te mostrar aqui um machinha". Ela falou:
- 54:41"Vou até tirar foto". Tirou foto do
- 54:43pipioinho dele porque ela desacreditou e
- 54:44mandou pra família inteira porque tinha
- 54:46que trocar o nome.
- 54:47>> Ah, meu Deus.
- 54:47>> Porque era um macho. E [roncando] ele já
- 54:50tava com comportamento de macho, né? E
- 54:53super apaixonado por ela. Eu falei: "Ó,
- 54:55você tá vendo ele como um neném, um
- 54:58filho, ele tá te vendo de uma outra
- 54:59forma". Hum.
- 55:00>> Então, esse comportamento de est se
- 55:03esfregando, né, nela e lambendo e assim,
- 55:06ele tava com uma outra ideia.
- 55:09>> É, tava tava mal intencionado.
- 55:11>> Mal intencionado com ela.
- 55:12>> O coelhinho sem vergonha. [risadas]
- 55:16>> E todo dia a gente tem mesmo uma
- 55:19conversa diferente em casa.
- 55:20>> Hum. Ô, Dra. Jéssica, e
- 55:24quando você recebeu o convite da do do
- 55:27Eduardo, da Dra. Tatiane para para se
- 55:30juntar ao time lá da do mundo como é que
- 55:32foi para você? Como que você recebeu
- 55:34esse convite de imediato já to?
- 55:37>> Nossa, fiquei muito contente, muito
- 55:39contente mesmo. Eh, principalmente assim
- 55:42pelo fato de não foi uma entrega de um
- 55:44currículo, né, que eu busquei uma vaga.
- 55:47Eles já tinham visto um pouco do meu
- 55:49trabalho, eles já tinham, né, a gente
- 55:51gostou de certa forma. Então aquilo eh
- 55:54me deixou assim muito alegre e com
- 55:56certeza tupi assim de imediato e aí
- 55:58assim a gente só esperou marcar o
- 56:01primeiro procedimento realmente pra
- 56:02gente ver se tava, né, se tinha conexão,
- 56:05como que ia ser.
- 56:06>> Mas eu fiquei super contente.
- 56:08>> É, o currículo dela foi assim: vamos
- 56:11marcar uma cirurgia e ver como que a
- 56:12gente trabalha na cirurgia.
- 56:14>> Então é dentro da cirurgia que eu vou
- 56:16saber se vai dar certo ou não. Esse é o
- 56:18currículo.
- 56:19>> Não tem como a gente ler o papel. É
- 56:21porque assim, normalmente quando você
- 56:22vai numa vaga de emprego, você leva um
- 56:25currículo, você manda no e-mail, né, no
- 56:28WhatsApp normal
- 56:29>> e ali não, eu, ela me convidou para
- 56:31conversar e me conhecer, então ali que
- 56:34eu pude falar um pouquinho sobre da
- 56:36sobre formação, né, eh, qual era a
- 56:39especialização, tempo de formação.
- 56:41>> Uhum.
- 56:42>> experiência. E depois disso, eh,
- 56:46>> foi na prática, né?
- 56:47>> É a prática. é ali na hora, é no centro
- 56:50cirúrgico mesmo.
- 56:51>> Aí a gente fez um procedimento e para
- 56:53ver como que ia ser. E desde então é
- 56:57engraçado que eh com outros
- 56:58veterinários, né, como eu tava falando,
- 57:00eu tava conversando com outros
- 57:02veterinários e todo cirurgião tem o seu
- 57:05anestesista ali de amorzinho, né?
- 57:08>> E tinha um outro cirurgião falando sobre
- 57:10o anestesista dele. Eu falei assim:
- 57:11"Olha, eu não posso reclamar da minha
- 57:13anestesista [roncando] porque eu tô há 3
- 57:15horas fazendo uma cirurgia". Aí eu falo
- 57:17para ela, passou muito tempo, ela fala:
- 57:19"Não, acabou de começar". [risadas] E
- 57:22isso me dá uma calma, porque o cirurgião
- 57:25ele tem tempo, ele realmente ele se
- 57:27preocupa com isso.
- 57:29>> Então eu falo para ela, tá tá tá muito
- 57:31tempo, não, acabou. E aí quando eu
- 57:33termino uma cirurgia, aí fiz o ponto e
- 57:35tudo, a sutura e eu olho e falo: "Tá
- 57:37sangrando?" Não tá. O sangue tá ali, né?
- 57:41Tá, tá jorrando, [risadas]
- 57:42>> tá sangrando. Tá escorando. O importante
- 57:44é não deixar o cirurgião nervoso para
- 57:46ele poder terminar o trabalho.
- 57:48>> Isso. E ela faz muito isso. Não, Tati,
- 57:49não tá sangrando. Isso aí é parede, tá
- 57:52tudo bem. Seca aqui,
- 57:53>> tá tudo bem. Tem certeza? Já tem. Tem
- 57:56certeza. Ela tá ali na mãos
- 57:58>> e isso é bom. A não ser que seja algo
- 58:00assim muito emergência. Então vamos
- 58:03realmente o paciente não tá bem, né?
- 58:05>> E ali tá anestesiada. Eu vejo que a
- 58:08parte hemodinâmica tá muito
- 58:09comprometida.
- 58:11E aí eu, né Tati, ó, tá assim, mas
- 58:15voz,
- 58:16>> né? Eu tô aqui suturando e ela fala:
- 58:19"Tati, não dá tempo. Pronto, acabou.
- 58:22Vamos, vamos, vamos, vamos, vamos,
- 58:23vamos. Desliga, desliga, desliga.
- 58:24Acorda, acorda, acorda." Então é no tom
- 58:26da voz.
- 58:27>> Ó, Tati, preciso tirar ele da mesa.
- 58:28Tirar da
- 58:29>> E por que que E por que que de repente
- 58:30assim, muito tempo na mesa pode o que
- 58:33que pode acarretar?
- 58:34depende do que a gente tá trabalhando no
- 58:36momento. Tudo depende, porque assim, eh,
- 58:39um paciente anestesiado muito tempo,
- 58:42>> quanto mais tempo anestesiado, mais a
- 58:44gente tá expondo ele a um risco de de
- 58:47algo acontecer. Porque assim, a gente
- 58:48não trabalha com uma matemática, a gente
- 58:50trabalha com uma fisiologia, então nada
- 58:53é certo, né? Então, por mais que você
- 58:55faça tudo correto, você não sabe agora
- 58:59ele tá me respondendo de uma forma com a
- 59:01medicação, daqui 5 minutos eu não sei
- 59:03como ele responde.
- 59:05>> Então ele desestabiliza muito rápido. Ou
- 59:08é uma montanha russa, ou ela sobe, ou
- 59:10ela desce, ou ela anda um tempo assim.
- 59:13Então,
- 59:14>> eh,
- 59:16>> e isso faz com que
- 59:19o risco desse procedimento aumente, né?
- 59:22Quando a gente fala de pets não
- 59:24convencionais, justamente pela questão
- 59:25de metabolismo de fármaco,
- 59:28>> a gente expõe esse paciente ainda mais
- 59:30um risco maior. Então, eh, se ele tiver
- 59:33que cair a frequência vai ser mais
- 59:35rápido. Se a pressão dele alterar, vai
- 59:37ser mais rápido.
- 59:38>> Para ele responder a uma conduta de de
- 59:42medicação, ah, caiu a pressão, vou fazer
- 59:44alguma manobra para subir essa pressão.
- 59:47>> É uma forma diferente que ele me
- 59:49responde. Então assim, a gente
- 59:52normalmente a gente até brinca,
- 59:53anestesista fala assim, quando a gente
- 59:54fala de pets não convencionais, a gente
- 59:56já inicia o procedimento, fala pro
- 59:58cirurgião assim, ó, inicia fechando,
- 1:00:00porque
- 1:00:01>> já abre fechando já
- 1:00:03>> é abre e fechando esse paciente, porque
- 1:00:04assim, o tempo ele é muito importante
- 1:00:07para esse paciente, porque o tempo a
- 1:00:09gente não tem ele, então tem que ser
- 1:00:11tudo muito mais rápido mesmo quando se
- 1:00:13fala desses animais. É
- 1:00:15>> justamente porque se a gente for pensar
- 1:00:18num índice, né, se a gente for falar aí
- 1:00:20de intercorrência,
- 1:00:21>> hum,
- 1:00:22>> eh, coelho, a gente tem uma média de
- 1:00:278.4%
- 1:00:30de risco de intercorrência
- 1:00:34de num procedimento anestésico. Então,
- 1:00:36assim, se a gente falar de um cachorro,
- 1:00:37de um gato, é de um, é de 0,01,
- 1:00:40é muito baixo, é, é 0,05.
- 1:00:44Então assim, 8% é muita coisa para se a
- 1:00:48gente for pensar, né?
- 1:00:49>> Gostamos de viver no limite.
- 1:00:51>> Realmente é realmente uma emoção do
- 1:00:52início ao fim. Eh,
- 1:00:54>> porque você não tem tempo para você
- 1:00:57respirar. Você tem que estar ali em cima
- 1:00:59do paciente o tempo inteiro, porque se
- 1:01:01algo acontecer é muito rápido.
- 1:01:03>> E daí você que vai controlando ali com a
- 1:01:05anestesia, né? você vai estender mais,
- 1:01:07vai permanecer mais tempo na mesa ou
- 1:01:09não. Daí você aumenta a quantidade, a
- 1:01:12dosagem de de anestésico, diminui.
- 1:01:15>> A gente mantém, depende do que a gente
- 1:01:17tá usando de técnica anestésica, depende
- 1:01:19do paciente. Então, eh, vamos dizer que
- 1:01:21a gente tá usando inalatória, né, que é
- 1:01:23a grande maioria.
- 1:01:24>> A gente mantém, a gente mantém ali para
- 1:01:27esse paciente. Junto com isso, a gente
- 1:01:29tem fusões de outras medicações que pode
- 1:01:31ser usada. A gente trabalha com bloqueio
- 1:01:34loco regional. Então assim, eh, dá para
- 1:01:37ser feito perdidural, dá para ser feito
- 1:01:39bloqueio de nervo, vamos pensar uma
- 1:01:41amputação. A gente pode fazer um
- 1:01:42bloqueio só da perna,
- 1:01:44>> a gente pode fazer perdidural, igual o
- 1:01:46médico faz na em nós.
- 1:01:48>> Eh, pode ser feito bloqueio em boca,
- 1:01:50então a gente consegue fazer bloqueio de
- 1:01:52nervos em boca.
- 1:01:54>> Então, assim,
- 1:01:55>> não é uma única e
- 1:01:56>> a boca fica vai permanecer aberta.
- 1:01:58>> Vai permanecer, não é uma única
- 1:02:00anestesia.
- 1:02:01>> Sim, são várias, né? São várias
- 1:02:03anestesias ao mesmo tempo. Então são
- 1:02:06vários, né, vários
- 1:02:07>> vários fármacos ao mesmo tempo.
- 1:02:10>> E tem que ser tudo muito rápido, muito
- 1:02:12rápido mesmo.
- 1:02:13>> Não tem como você, ah, deixa eu ir ali
- 1:02:16pegar um medicamento e puxar na seringa.
- 1:02:19Não dá. Só o tempo de você falar, o
- 1:02:21bicho já foi.
- 1:02:22>> Então tem que ser bem rápido mesmo. A
- 1:02:24gente vive na adrenalina. E qual foi o
- 1:02:26animal mais animal não convencional,
- 1:02:29mais inusitado que você já realizou um
- 1:02:31procedimento cirúrgico?
- 1:02:33>> Olha, inusitado.
- 1:02:35>> É inusitado não, é que é assim, não é
- 1:02:36tão comum, né?
- 1:02:38>> Já é exótico.
- 1:02:39>> É, é, já é um animal exótico, né? E que
- 1:02:42pra senhora de repente fala: "É normal".
- 1:02:44>> Mas é, de repente fala: "Poxa, foi uma
- 1:02:45única vez, foi algo que sei lá, um
- 1:02:49araqunídio, não sei se já atendeu?" Ah,
- 1:02:52não, não, nunca atendi um araqunídio de
- 1:02:55tutor, né? Só o que já estava no
- 1:02:57zoológico.
- 1:02:58>> Mas um pavão
- 1:03:01>> é um bicho diferente. Foi lá uma única
- 1:03:02vez e a gente fez uma cirurgia.
- 1:03:04>> Abriu?
- 1:03:05>> É, teve que abrir. É, foi no rosto, né?
- 1:03:07Aqui no no na carinha dele. Então, a
- 1:03:09gente teve que abrir de fora a fora e
- 1:03:11tirar um. Eu digo que não é diferente,
- 1:03:14mas é o mais desafiador são hamsters,
- 1:03:17né? É um bichinho muito pequenininho.
- 1:03:19Então você abrir aquele bichinho, ele é
- 1:03:22feito com um instrumental eh de
- 1:03:24ofitalmo.
- 1:03:25>> Nossa,
- 1:03:25>> né? Então você tem que ter um
- 1:03:26instrumental de ofitalmo, então tudo que
- 1:03:28aquelas pinças muito pequenininhas e com
- 1:03:31óculos de aumento você precisa ter ali
- 1:03:33um Então é é tudo muito pequeno. Então é
- 1:03:37um bichinho que até o campo cirúrgico
- 1:03:40>> é é muito para ele. Então você tem que
- 1:03:42diminuir uma mesa que é desse para esse
- 1:03:45um o campo cirúrgico dele é uma gaze,
- 1:03:49não é, né?
- 1:03:50>> Então é tudo muito pequenininho.
- 1:03:52>> É um desafio.
- 1:03:54>> Esse é um desafio mesmo, né? Os fios são
- 1:03:56importados, então a gente tem que
- 1:03:58comprar um fio de estrutura importado de
- 1:03:5980, 90,
- 1:04:01>> que são fios que a gente dificilmente
- 1:04:02tem aqui no Brasil, então tem que
- 1:04:04importar.
- 1:04:05>> E tem o controle também da mão ali,
- 1:04:07enfim, né? Porque
- 1:04:08>> da mão é uma mão muito leve, cada
- 1:04:11pontinho tem que ser muito bem pensado.
- 1:04:13Eh, fazer uma castração ou tirar um
- 1:04:15tumor, é, é complicadinho, sim.
- 1:04:18>> Não é fácil.
- 1:04:19>> Você se lembra de algum animal? Claro,
- 1:04:21como o próprio Lucas falou, é animal
- 1:04:23exótico, né? diferente, né? Mas assim,
- 1:04:25de algum animal que falou: "Poxa, essa
- 1:04:27foi uma experiência diferente, algo que
- 1:04:30eh um animal que você precisou fazer
- 1:04:32anestesia".
- 1:04:33>> Ah, eu acho assim eh que não é tão
- 1:04:35comum, na verdade, levar ao centro
- 1:04:37cirúrgico, mas essa paciente a gente
- 1:04:39levou para uma cesárea, a gente fez uma
- 1:04:42mini cabra, era um feto que já tava
- 1:04:45>> uma mini cabra.
- 1:04:46>> Agora é pet não convencional,
- 1:04:48>> é pet não convencional. É mini pig, mini
- 1:04:50cabra.
- 1:04:52Mas, mas dá para ter em casa, no quintal
- 1:04:53de casa, uma minicabra de casa.
- 1:04:55>> Dentro de casa.
- 1:04:56>> Dentro de casa.
- 1:04:56>> Corretamente tem que criar dentro de
- 1:04:58casa. Não, para. Calma aqui. Volta aqui.
- 1:05:02Você já pensou uma mini cabra no
- 1:05:04apartamento?
- 1:05:06>> É linda.
- 1:05:06>> E ela berrando lá. [risadas] Mas os
- 1:05:08vizinhos devem amar, né?
- 1:05:09>> Ah, sim. É be.
- 1:05:10>> E aí?
- 1:05:12E aí a gente, essa, essa paciente
- 1:05:16ela, ela emprenhou de um, de um, de um
- 1:05:19bod,
- 1:05:20>> é, só que maior isso, só que maior do
- 1:05:22que ela. Vixe.
- 1:05:23>> E aí ela não conseguiu, né? O filhote
- 1:05:26não nascia, precisou ir pra cesárea.
- 1:05:28Então te levou pro centro cirúrgico,
- 1:05:30entubou,
- 1:05:32>> colocou no anestésico, fez infusões, ela
- 1:05:34ficou bem descompensada,
- 1:05:36>> precisou ficar com vaso ativo para
- 1:05:38manter pressão alta, porque a pressão
- 1:05:40estava baixa
- 1:05:41>> e aí tirou o feto,
- 1:05:43>> ela tava e em sepse porque já tava algum
- 1:05:46tempo morto e
- 1:05:48>> Ah, nasceu morto.
- 1:05:49>> Nasceu morto.
- 1:05:51E aí, eh, e aí eh tirou o feto. Depois
- 1:05:55ela ficou na clínica em tratamento
- 1:05:57acompanhando, foi de alta, ficou bem.
- 1:06:00Mas assim, é algo que não é tão comum,
- 1:06:03porque normalmente esses animais o
- 1:06:04pessoal faz a campo, né? Eles nem levam
- 1:06:06pro centro cirúrgico, só que ela é uma
- 1:06:09pet
- 1:06:09>> mini então ela é um pet. Então ela foi
- 1:06:11pro centro cirúrgico
- 1:06:12>> e a gente fez cirurgia como se fosse eh
- 1:06:15um coelho, como se fosse um cão
- 1:06:18>> um cão, enfim.
- 1:06:19>> Jabuti também é um desafio porque você
- 1:06:21tem que abrir com serra, né? Você tem
- 1:06:24que serrar o prastão ali
- 1:06:26>> e fazer uma janela e tirar e depois
- 1:06:30recolocar.
- 1:06:30>> Hum.
- 1:06:31>> E fazer como se você tivesse cimentando,
- 1:06:33né? Você faz um cimento em volta ali
- 1:06:36>> e tomar muito cuidado porque você entra
- 1:06:38com uma serra e tem vários eh
- 1:06:42>> vários órgãos e vasos sanguíneos, né?
- 1:06:45Passando. Então o jabuti também é um
- 1:06:47desafio. É uma cirurgia super demorada
- 1:06:49porque você requer ali muito tempo para
- 1:06:52>> Uhum. tirar aquilo e colocar aquilo de
- 1:06:55novo. Não é, você não dá ponto, né? Não
- 1:06:57é ponto, [limpando a garganta] não tem
- 1:06:57sutura ali.
- 1:06:59>> E aí você e você faz, você usa muita
- 1:07:01coisa de odonto, então você usa
- 1:07:04materiais de odonto para fazer uma
- 1:07:05cirurgia de jabuti.
- 1:07:07>> A tua experiência antes da clínica da
- 1:07:08Mundovet Sica, eh, foi, pelo que eu
- 1:07:11entendi, bastante tempo vivendo dentro
- 1:07:13do zoológico, doutora?
- 1:07:14>> É, os os meus estágios foram em
- 1:07:17zoológicos, né? Eu eu eu fiz tudo
- 1:07:19voltado para isso. Então, zoológico,
- 1:07:21Cras, fiquei um bom tempo em São Paulo,
- 1:07:24no Semacá, que é um centro que recebe
- 1:07:27muitos animais, né, a grande maioria.
- 1:07:29Sim.
- 1:07:29>> Então, fiquei muito tempo lá, pude
- 1:07:31passar por várias áreas dali, então
- 1:07:33desde bersário, clínica, necrópsia,
- 1:07:36então eu fiquei bastante ali e envolvida
- 1:07:39nisso.
- 1:07:39>> Que legal, hein? Que história bacana das
- 1:07:42duas, né? E do mundo Vetica. Bom, só
- 1:07:45tenho agradecer a presença e a
- 1:07:46participação de vocês aqui. O papo tá
- 1:07:48bom, mas fica para uma próxima
- 1:07:49oportunidade vocês voltarem aqui para
- 1:07:51contar novas histórias pra gente.
- 1:07:53>> Imagino que sim. Imagino que sim. Essa
- 1:07:55vivência aí e [roncando] profissional e
- 1:07:58agora empresarial também, né? Eh, faz
- 1:08:01com que a gente, né, possa navegar para
- 1:08:03vários assuntos diferentes aqui. Muito
- 1:08:05obrigado pela presença de vocês. Antes
- 1:08:07de finalizar, por favor, as
- 1:08:09considerações finais. uma mensagem para
- 1:08:11quem tá nos assistindo, enfim, quem
- 1:08:13quiser conhecer um pouco mais do
- 1:08:14trabalho da Dra. Jéssica Deudato e da
- 1:08:17Dra. Tatiane Sica. É, o pessoal, né, eh,
- 1:08:20primeiro, obrigada por pra gente poder
- 1:08:23participar, dividir um pouquinho, né, da
- 1:08:24nossa rotina, da experiência.
- 1:08:27Eh, se precisarem, né, pode na procurar
- 1:08:31clínica no endereço. A gente tem a rede
- 1:08:33social também.
- 1:08:34>> Tá aparecendo tudo aí na tela, o pessoal
- 1:08:35tá vendo.
- 1:08:36>> Ah, legal. Eh, bom, é isso, né? A gente
- 1:08:40fica à disposição. Se alguém precisar,
- 1:08:42tiver alguma dúvida com algum animal,
- 1:08:44algum manejo. Às vezes o pessoal tem
- 1:08:46muito medo de da anestesia, ah, vai
- 1:08:48operar, não, não quero. Por conta da
- 1:08:50anestesia. Então, assim, eh, pode marcar
- 1:08:53com a gente. A gente conversa, a gente
- 1:08:55explica. Às vezes o que falta realmente
- 1:08:57é uma orientação, explicar o que que o
- 1:09:00que que vai ser, qual o passo a passo.
- 1:09:02Uhum. e pessoal tirar um pouco desse
- 1:09:04medo, né, da da anestesia, pelo menos,
- 1:09:07que eu vejo que o pessoal tem bastante,
- 1:09:08né?
- 1:09:09>> E fica a dica aí, de repente, você tem
- 1:09:10um animal não convencional na sua casa e
- 1:09:13nunca levou no veterinário, Dra. Jéssica
- 1:09:15falou, precisa realizar uma avaliação
- 1:09:17pelo menos semestral aí nesse bichinho,
- 1:09:20né, com ouvir orientações, dicas quanto
- 1:09:23ao manejo, quanto a alimentação e tudo
- 1:09:25mais, né, doutora?
- 1:09:26>> É isso daí.
- 1:09:27>> Então, tá bom. Obrigado, viu, Dra.
- 1:09:28Tatiane,
- 1:09:29>> agradeço. Muito obrigada. Amei o papo.
- 1:09:32>> Eu gosto muito de falar de bicho, então
- 1:09:34quando a gente começa eu não quero parar
- 1:09:35nunca mais.
- 1:09:36>> Bom, que legal.
- 1:09:36>> Eh, a clínica tá aberta, né? Tá lá. Caso
- 1:09:40você tenha um bichinho aí não
- 1:09:42convencional, por favor, passe, vamos
- 1:09:44conversar, tomar um café. Às vezes seu
- 1:09:46bichinho não tem nada, mas é só um
- 1:09:47manejo mesmo que precisa mudar.
- 1:09:49>> Uhum.
- 1:09:49>> E às vezes seu manejo é muito bom e às
- 1:09:51vezes é bom até demais, né? Seu bichinho
- 1:09:53precisa de uma excesso de cuidado,
- 1:09:55excesso de amor. Isso também tudo que é
- 1:09:57excesso é ruim.
- 1:09:58>> Atrapalha.
- 1:09:59>> Atrapalha. Então, vamos conversar sobre
- 1:10:00isso. Você que tem um bichinho, as
- 1:10:03pessoas têm muita dúvida sobre isso, eu
- 1:10:04acho que é bem legal dizer: "Tatti, eu
- 1:10:06não tenho documentação do meu bicho. Eu
- 1:10:09posso levar meu bicho para na clínica?"
- 1:10:11Pode, tá? Então, você que não tem uma
- 1:10:13documentação e tá vendo que seu bichinho
- 1:10:15não tá legal, não se prive, tá bom? Eu
- 1:10:18eu não sou eh eu sou médica veterinária,
- 1:10:21eu não tô no IBAMA, eu não tenho nada
- 1:10:23com isso, não tô fiscalizando. O que me
- 1:10:26importa é a saúde do seu animal. Então,
- 1:10:28venha na clínica pra gente poder
- 1:10:29conversar e ver o bichinho.
- 1:10:30>> É verdade, porque alguns animais não
- 1:10:32convencionais precisam de uma
- 1:10:34autorização do IBAMA, do órgão
- 1:10:36responsável, né?
- 1:10:36>> Sim. A grande maioria eh precisa, mas,
- 1:10:40por exemplo, aquela senhora que tem um
- 1:10:42jabuti já há 30, 40, 50 anos, ela não
- 1:10:46tem uma documentação, não tem como
- 1:10:48retirar uma documentação, mas esse
- 1:10:49bichinho precisa de atendimento. Então,
- 1:10:52por favor, venha que a gente faz esse
- 1:10:53atendimento.
- 1:10:54>> Boa, muito bom. Papo esclarecedor aqui
- 1:10:56hoje com a Dra. Tatiane Tatiane Sica e
- 1:10:59Dra. Jéssica Deudato da Mundo Vetica em
- 1:11:02Daiatuba, no interior de São Paulo.
- 1:11:03Obrigado. Voltem sempre. Já sabe o
- 1:11:05endereço. Quando quiser, tiver novas
- 1:11:07histórias vai ser um prazer ouvi-las
- 1:11:09aqui.
- 1:11:09>> Obrigado. Valeu.
- 1:11:10>> Obrigada. E você gostou dessa nossa
- 1:11:12conversa? Então aproveita, compartilha
- 1:11:14esse vídeo pros seus contatos aí, manda
- 1:11:17no WhatsApp, nos grupos em que você eh
- 1:11:20faz parte, né, para que outras pessoas
- 1:11:22conheçam a história do mundo vetica.
- 1:11:25Pois é. Cada episódio trazemos empresas,
- 1:11:27empresários, os mais variados segmentos.
- 1:11:30Hoje a gravação foi um tanto animal aqui
- 1:11:33falando do mundo vetica. Espero que você
- 1:11:35tenha gostado e continue aí no nosso
- 1:11:38canal, no YouTube, no Spotify ou na
- 1:11:40Apple Music. Vai pesquisando aí, tem
- 1:11:42mais conteúdos que de gravados aí do
- 1:11:45programa Mundo Empresarial na TV, do
- 1:11:47podcast Mundo Empresarial aqui também,
- 1:11:49enfim, fica à vontade para navegar e
- 1:11:51conhecer outras histórias. Grande abraço
- 1:11:54e muito obrigado também ao grupo
- 1:11:55Convenção, parceiro do podcast Mundo
- 1:11:57Empresarial, que nos ajuda em cada
- 1:11:59episódio a dar voz ao empreendedorismo.
- 1:12:02Grande abraço para você e até um
- 1:12:03próximo, até uma próxima oportunidade.
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