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GRA EDU Alfabetização 1: Aula 12 - Métodos dedutivos em alfabetização — Transcript

by Luiz Antonio Gomes Senna · 5,968 words · 1,146 segments · language pt · Watch on YouTube

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  10. 1:02[música]
  11. 1:10>> Olá, boa noite. Estamos começando a
  12. 1:13nossa penúltima [música]
  13. 1:14aula do semestre. A gente termina na
  14. 1:17semana que vem, já falando da AP2. A
  15. 1:20gente mal acabou de falar da AD2, já tá
  16. 1:22falando [música] da AP2. Não se fala de
  17. 1:23outra coisa nesse curso, se não em
  18. 1:25avaliação. É uma coisa estressante.
  19. 1:29Ah, meu Deus. Sei pra que tanta
  20. 1:30avaliação.
  21. 1:32É, [música] depois vocês me dão um
  22. 1:33retorno, ver se o o áudio tá chegando
  23. 1:35direitinho. Ele sai daqui direitinho,
  24. 1:37mas [música]
  25. 1:38tem uma coisinha piscando aqui que eu
  26. 1:40não sei se é do áudio, porque eu não
  27. 1:42enxergo. Um dia eu vou comprar uns
  28. 1:44óculos que me permitem enxergar aquela
  29. 1:46letra minúscula que tá ali.
  30. 1:48>> [música]
  31. 1:48>> Mas enfim, deve tá chegando aí sim. Se
  32. 1:50não, a Sílvia me avisa, ou então a
  33. 1:51Luciana. Luciana tá doentinha, tá com
  34. 1:53uma gripe fortíssima. Talvez ela nem
  35. 1:55esteja aqui conosco [música] hoje por
  36. 1:57conta desse problema, tá bom? Bem, que
  37. 1:59que a gente tem para hoje?
  38. 2:01Ah, eu queria antes de de de começar a
  39. 2:04aula [música] fazer uma observação muito
  40. 2:06legal. Ela é tão legal que eu vou trocar
  41. 2:07de câmera para poder falar de frente com
  42. 2:09vocês.
  43. 2:10Ah, eu desliguei a musiquinha, viu?
  44. 2:12Agora não tem mais.
  45. 2:13Eh, eu fiz uma avaliação, uma varredura
  46. 2:15nas notas das APs,
  47. 2:18que a AP 1, né, que vocês fizeram há
  48. 2:20algum tempo atrás, e achei os resultados
  49. 2:23muito muito satisfatórios. Bem um pouco
  50. 2:26acima da média das outras semestres.
  51. 2:27Então eu acho que a gente teve um
  52. 2:29semestre bastante produtivo. Eu
  53. 2:31introduzi, como vocês viram, a a a
  54. 2:33possibilidade de consulta nas provas,
  55. 2:35porque eu acho que esse é um modelo de
  56. 2:36avaliação que tende
  57. 2:38a se estabelecer agora mais eh eh
  58. 2:41ordinariamente por conta das
  59. 2:42circunstâncias tecnológicas que a gente
  60. 2:44vive hoje em dia.
  61. 2:45Não é possível a gente imaginar mais a a
  62. 2:48algum tipo de prova ou de avaliação que
  63. 2:50não envolva a a a consulta.
  64. 2:54Embora a gente precise precisa ainda
  65. 2:55utilizar algum tipo de recurso que nos
  66. 2:57iniba para a questão da inteligência
  67. 3:00artificial. Então vocês podem fazer
  68. 3:01qualquer tipo de consulta, inclusive na
  69. 3:03AP 2,
  70. 3:04desde que não seja através de
  71. 3:06instrumentos tecnológicos, ou celulares,
  72. 3:09computadores, etc.
  73. 3:10Não que isso não seja viável, não seja
  74. 3:13um bom instrumento de pesquisa. O
  75. 3:15problema é que algumas pessoas,
  76. 3:16inadvertidamente, acabariam utilizando a
  77. 3:20a tecnologia para responderem à prova,
  78. 3:22né? Enfim, ao invés de usarem o
  79. 3:24instrumento como fonte de consulta,
  80. 3:26utilizariam o instrumento para fazer a
  81. 3:27realizar a prova através da inteligência
  82. 3:29artificial. Então, enquanto a gente
  83. 3:31enquanto a gente ainda não tem um
  84. 3:32mecanismo para inibir esse tipo de
  85. 3:33sistema, a gente não pode permitir que
  86. 3:36vocês utilizem a a
  87. 3:39esses instrumentos tecnológicos, tá bom?
  88. 3:41Mas tirando isso, vocês podem usar levar
  89. 3:43os textos, podem usar o que vocês
  90. 3:44quiserem, tá? Bom,
  91. 3:46vamos passar para a aula de hoje.
  92. 3:49Na semana passada eu não pude dar aula
  93. 3:51porque eu estava fora do país, e estava
  94. 3:53em trânsito.
  95. 3:54Estava,
  96. 3:55enfim, concluindo um projeto de pesquisa
  97. 3:57que eu estou fazendo desde 2003, 2023.
  98. 4:02E eu fui lá concluir a última coleta de
  99. 4:04dados. E aí, eu estava em trânsito entre
  100. 4:07uma cidade e outra e não consegui dar
  101. 4:09aula por conta de questões
  102. 4:11tecnológicas, né? Não tinha internet
  103. 4:14com banda suficiente para poder dar aula
  104. 4:16para vocês. Mas eu deixei lá uma aula,
  105. 4:18a aula da do semestre passado, que
  106. 4:20versava sobre o mesmo tema e sobre o
  107. 4:22qual vou dar um pequeno, uma pequena
  108. 4:24pincelada hoje, só para recordar aquilo
  109. 4:26que a gente viu na semana passada. E aí
  110. 4:27entra no tema de hoje, que são os
  111. 4:29métodos dedutivos. Certo? Vou trocar de
  112. 4:31câmera de novo.
  113. 4:33Para a gente ir para essa câmera aqui,
  114. 4:34que eu fico bem pertinho de vocês,
  115. 4:38entendeu?
  116. 4:39Bem,
  117. 4:39ah,
  118. 4:41a gente está, neste exato momento,
  119. 4:43discutindo a questão das metodologias e
  120. 4:45dos métodos de trabalho na
  121. 4:47alfabetização.
  122. 4:49A gente começou discutindo o que que é
  123. 4:51método e o que que é metodologia. E
  124. 4:53agora, a gente está objetivamente
  125. 4:55estudando o quais são esses tipos de
  126. 4:57métodos.
  127. 4:59Especificamente, as aplicações dos
  128. 5:02métodos, vocês vão ver no semestre que
  129. 5:04vem, com alfabetização dois, com a
  130. 5:07professora Dina Pinho, que pega isso
  131. 5:09tudo que a gente viu aqui agora e vai
  132. 5:10operacionalizar na sala de aula com as
  133. 5:13práticas de alfabetização correntes.
  134. 5:15Então, isso vai ter uma pincelada
  135. 5:16teórica para compreender de onde é que
  136. 5:18saíram esses métodos. Temos que
  137. 5:20compreender que os métodos e as
  138. 5:21metodologias,
  139. 5:23elas estão associadas a algum tipo de
  140. 5:25corrente teórica.
  141. 5:27Por quê? Porque as correntes teóricas
  142. 5:29são justamente aquelas que apresentam
  143. 5:30hipóteses sobre como é que a mente
  144. 5:33humana funciona e como é que as pessoas
  145. 5:36utilizam essa mente para aprenderem ou
  146. 5:40para pensarem, etc., etc. Certo? Então,
  147. 5:43nos métodos da semana passada,
  148. 5:46a ênfase eram sobre os métodos
  149. 5:48indutivos.
  150. 5:51Métodos indutivos, o que é que é? São
  151. 5:53aqueles métodos que pressupõem
  152. 5:55metodologias
  153. 5:57sobre as quais eh reinam teorias de
  154. 6:00aprendizagem e que creem que as pessoas
  155. 6:02aprendem de maneira mais
  156. 6:05ah ah ah confortável, mais eficiente,
  157. 6:08quando elas conhecem a estrutura das
  158. 6:11coisas para depois
  159. 6:14compreenderem como é que as coisas
  160. 6:16funcionam. É como se a gente, por
  161. 6:17exemplo, tivesse primeiro um estudo
  162. 6:19sobre como é que funciona a estrutura
  163. 6:22dos quebra-cabeças, como é que as peças
  164. 6:25do quebra-cabeça se organizam, como é
  165. 6:27que são essas propriedades das peças que
  166. 6:29a gente pode levar em consideração na
  167. 6:31hora de de arrumá-las, para poder
  168. 6:34distribuí-las, né, para poder fazer
  169. 6:36hipóteses de como é que funcionam isso.
  170. 6:38E a partir desse conhecimento, você
  171. 6:40começa, portanto, a montar o
  172. 6:42quebra-cabeça, as suas partes, dando,
  173. 6:45portanto, uma utilização àquilo que
  174. 6:47seriam partes microscópicas, digamos
  175. 6:50assim.
  176. 6:51Os métodos indutivos
  177. 6:53são os métodos mais tradicionais, os
  178. 6:56métodos mais clássicos, justamente
  179. 6:59porque eles reproduzem, na prática, o
  180. 7:03modo de pensar que é mais semelhante ao
  181. 7:06do sujeito cartesiano.
  182. 7:09Dentre esses métodos, os que o que hoje
  183. 7:11mais se usa e que se que é mais falado
  184. 7:15são os métodos fônicos.
  185. 7:18Os métodos fônicos, como vocês viram na
  186. 7:20aula passada,
  187. 7:21eles têm, a priori,
  188. 7:23algumas virtudes
  189. 7:25e algumas desvantagens,
  190. 7:27certo? Vamos falar primeiro das
  191. 7:29desvantagens,
  192. 7:31que é o fato de que a premissa básica
  193. 7:34dos métodos fônicos é a de que
  194. 7:37exista
  195. 7:38equivalência entre a fala e a escrita.
  196. 7:42Então, eles estimulam sistematicamente,
  197. 7:45né, as práticas dos métodos fônicos e as
  198. 7:47pessoas encontrem dentro de si o
  199. 7:49conhecimento que trazem mentalmente
  200. 7:52sobre a sua língua falada
  201. 7:54e a partir desse conhecimento, eles
  202. 7:57transferem para a escrita.
  203. 8:00Essa é uma hipótese absolutamente
  204. 8:02equivocada, a gente já viu, né, porque a
  205. 8:03gente já viu que as línguas são
  206. 8:05distintas
  207. 8:06e a natureza dessas línguas é distinta.
  208. 8:09O que significa que os métodos fônicos
  209. 8:11são a priori
  210. 8:12um equívoco, porque as línguas escritas
  211. 8:15não tem fones.
  212. 8:18As línguas escritas tem grafemas e a
  213. 8:20relação entre os grafemas, as letras e
  214. 8:23os sons da fala
  215. 8:25é absolutamente aleatória.
  216. 8:28Entendeu? Tanto que se você transcrever
  217. 8:30ipsisliteris a sua fala
  218. 8:34tal como você a escuta, as pessoas vão
  219. 8:37escrever completamente diferente daquilo
  220. 8:39que é próprio da língua escrita.
  221. 8:41Entendeu? Até porque a gente já viu lá
  222. 8:43anteriormente, lá no processo de
  223. 8:45gramatização, que as línguas orais e as
  224. 8:48línguas as línguas escritas não foram
  225. 8:51concebidas na nossa sociedade a com a
  226. 8:55finalidade de reproduzir
  227. 8:57a fala, mas com a finalidade de dar a
  228. 9:00forma a fala uma forma gramatizada.
  229. 9:05O que significa uma forma como a leitura
  230. 9:10gramatical
  231. 9:11da fala.
  232. 9:12Então, isso é algo que a gente tem que
  233. 9:16levar em consideração.
  234. 9:17Do ponto de vista do efeito que os
  235. 9:19métodos fônicos provocam
  236. 9:22ele é mais complicado ainda.
  237. 9:24Porque as pessoas que tendem, que se
  238. 9:27alfabetizam com os métodos fônicos,
  239. 9:30tendem a ler
  240. 9:32da mesma forma como o processo induz a
  241. 9:35escrita.
  242. 9:37Picadinhos.
  243. 9:38Entendeu? Então é muito comum você pegar
  244. 9:40crianças que são capazes de soletrar a
  245. 9:43palavra,
  246. 9:44de falar, a a a juntar, p a pá, t a tá,
  247. 9:48p a tá,
  248. 9:49e no final você pergunta a ela: "O que
  249. 9:51que você leu?" Ela não junta.
  250. 9:54Ela não associa exatamente a forma que
  251. 9:56ela leu aquilo que ela compreende como
  252. 10:00significado da palavra. Por quê? Porque
  253. 10:02os métodos fônicos eles tendem a induzir
  254. 10:05as pessoas a centrarem-se no objeto da
  255. 10:08escrita que é a letra, o que eles chamam
  256. 10:11de fone, enfim, aquela coisa maluca.
  257. 10:14>> [risadas]
  258. 10:14>> Enfim, e isso provoca um leitor muito
  259. 10:17que a gente chama de leitor de de
  260. 10:18bitates. Ele lê tudo picadinho, tudo
  261. 10:20pedacinho, pedacinho, pedacinho e no
  262. 10:22final ele não junta nada.
  263. 10:25Ah, então vamos pegar os métodos fônicos
  264. 10:27e jogar todos fora.
  265. 10:29Não, claro que não, já falei 500 vezes
  266. 10:32que na alfabetização a gente não joga
  267. 10:33nada fora. Entendeu? Os métodos fônicos
  268. 10:36têm a vantagem
  269. 10:38de induzir,
  270. 10:40induzir
  271. 10:42os alfabetizandos
  272. 10:44a tomarem consciência de que a fala
  273. 10:47deles
  274. 10:48é permeada de unidades
  275. 10:51funcionais.
  276. 10:53É isso que nós chamamos de fonemas, tá?
  277. 10:56Essas unidades funcionais elas não ficam
  278. 10:59claras na cabeça das pessoas enquanto
  279. 11:02elas efetivamente não se alfabetizam. É
  280. 11:05é porque eu já tinha falado
  281. 11:07anteriormente isso, né? Que as pessoas
  282. 11:09têm formas distintas de perceber a fala.
  283. 11:12E uma dessas formas não
  284. 11:15discrimina as unidades individuais das
  285. 11:17das das da da da cadeia sonora da fala.
  286. 11:20Elas percebem a fala como uma
  287. 11:23prosódia, como uma melodia,
  288. 11:26não certo? E não tão nem aí se tem
  289. 11:28pedaço, se não tem pedaço, enfim, então.
  290. 11:31Ora,
  291. 11:33para uma pessoa que tem uma percepção
  292. 11:35das da das cutas da fala, que é
  293. 11:38melódica,
  294. 11:39perceber a relação entre essa melodia e
  295. 11:43aquelas unidades estanques que são os
  296. 11:45grafemas da língua escrita é muito
  297. 11:47complicado.
  298. 11:48Então, quando os métodos fônicos induzem
  299. 11:50a criança a perceber
  300. 11:52essas singularidades, essas unidades dos
  301. 11:55sons da fala, ela desperta na criança a
  302. 11:58ideia de que existe a possibilidade de
  303. 12:01associar esses sons
  304. 12:04a grafemas.
  305. 12:05Mas reparem,
  306. 12:07ela não descobre a relação entre o som e
  307. 12:09o grafema, porque a relação entre o som
  308. 12:11e o grafema é absolutamente
  309. 12:13aleatória
  310. 12:15e em muitos casos arbitrária.
  311. 12:17Entendeu? O que ela tem que perceber
  312. 12:19naquele momento é o fato de que aquelas
  313. 12:21letrinhas que são próprias da língua
  314. 12:23escrita, aqueles grafemas, eles são
  315. 12:26motivados pelo fato de que a própria
  316. 12:29fala tem unidades acústicas.
  317. 12:32E aí você vai, brinca com eles,
  318. 12:33entendeu? Então, essa é uma vantagem.
  319. 12:36Então, não jogue os métodos fônicos
  320. 12:38fora, utilize os métodos fônicos, mas
  321. 12:41complemente-os.
  322. 12:43Lembra que eu falei que a gente sempre
  323. 12:44fazia no no no short? Complemente os
  324. 12:48métodos fônicos com outras práticas de
  325. 12:51alfabetização
  326. 12:52que sejam de outra ordem. E aí
  327. 12:56superam-se as dificuldades e você atende
  328. 12:58a todas as crianças. Ok, tá? No caso do
  329. 13:02dia de hoje, a gente vai tratar de
  330. 13:04certos métodos que partem de outro tipo
  331. 13:06de hipótese.
  332. 13:08Também é uma hipótese do sujeito
  333. 13:10cartesiano, só que esse sujeito
  334. 13:12cartesiano, ele pensa de maneira
  335. 13:14diferente.
  336. 13:17Como assim?
  337. 13:18Entendi nada.
  338. 13:20O sujeito cartesiano dos métodos
  339. 13:21dedutivos, os da semana passada, é
  340. 13:24aquele sujeito que trabalha lá no
  341. 13:26laboratório,
  342. 13:27entendeu? Ele destrincha tudo o ele tem
  343. 13:29e ele vai
  344. 13:30tentar juntar os pedacinhos todos lá
  345. 13:33para entender como é que as coisas
  346. 13:35funcionam.
  347. 13:36Se ele não souber qual é a receita, ele
  348. 13:39fica enlouquecido, porque primeiro ele
  349. 13:40tem que descobrir qual é a receita do
  350. 13:41bolo para depois fazer o bolo.
  351. 13:44Não adianta dar o bolo na frente dele
  352. 13:45que ele diz: "Não, pera aí, esse bolo
  353. 13:46não, quero descobrir qual é o o qual é a
  354. 13:48receita que está atrás do bolo". Ele
  355. 13:49quer, portanto, as unidades.
  356. 13:56No final do século XIX e o início do
  357. 13:58século XX, olha a história, lá vem a
  358. 14:00história, como tem aquele programa da
  359. 14:02o programa da TV da TV Brasil, senta que
  360. 14:05lá vem história.
  361. 14:06>> [risadas]
  362. 14:07>> Eu gosto de puxar assim o casaco aqui
  363. 14:09porque ele vai subindo, daqui a pouco
  364. 14:10ele está aqui na minha cabeça. Bom,
  365. 14:12que que é a tal da história? No século
  366. 14:14XIX, entre o século XIX e o século XX,
  367. 14:18havia uma hipótese vigente, sobre a qual
  368. 14:20a gente já tinha falado anteriormente,
  369. 14:22que era a hipótese do behaviorismo.
  370. 14:24Lembra que eu falei de behaviorismo? E
  371. 14:25behaviorismo é a psicologia
  372. 14:27comportamental, que tinha por premissa o
  373. 14:30fato de que o mecanismo por excelência
  374. 14:32de aprendizagem humana era o mecanismo
  375. 14:35de imitação.
  376. 14:37Portanto, todas as práticas de
  377. 14:39ensino-aprendizagem trabalhavam com o
  378. 14:41princípio do condicionamento.
  379. 14:45Certo? Portanto,
  380. 14:47essa premissa,
  381. 14:48ela esvazia muito o potencial da se do
  382. 14:52ser humano enquanto sujeito intelectual
  383. 14:55e cognoscente. Afinal de contas, o ser
  384. 14:57humano, ele
  385. 14:59se esbanja de dizer que é o único ser
  386. 15:03racional da Terra. Então, como é que
  387. 15:04esse ser racional
  388. 15:06vai se estabelecer a partir de um
  389. 15:08mecanismo único de imitação?
  390. 15:11Então,
  391. 15:12na Europa,
  392. 15:14não nos Estados Unidos, mas na Europa,
  393. 15:17entendeu?
  394. 15:18Vários intelectuais das humanidades se
  395. 15:22interpuseram contra essa hipótese.
  396. 15:26Certo? E alguns deles
  397. 15:28que viviam mais na Europa
  398. 15:30ocidental,
  399. 15:32ou seja, particularmente entre a Suíça,
  400. 15:35a França e a Alemanha, certo?
  401. 15:38Eles
  402. 15:39passaram a investigar a possibilidade de
  403. 15:43comprovar
  404. 15:45que os seres humanos tinham dentro deles
  405. 15:48algum tipo de mecanismo que ainda não
  406. 15:52havia sido descoberto,
  407. 15:53mas que lhes permitia
  408. 15:55ter condições de sozinhos
  409. 15:58por conta própria e sem nenhum tipo de
  410. 16:01condicionamento ou de de estímulo
  411. 16:03externo, eles seriam capazes de
  412. 16:06desenvolver algum tipo de estratégia, ou
  413. 16:08seja, de conhecimento para dar conta
  414. 16:11de um determinado tipo de problema.
  415. 16:15Criou-se, portanto, um laboratório,
  416. 16:18certo? Um laboratório mesmo, entendeu?
  417. 16:20De investigações
  418. 16:22sobre essa virtude que havia dentro da
  419. 16:25cabeça da da das pessoas que permitiam
  420. 16:28fazer isso. Esses eram chamados
  421. 16:30laboratórios da inteligência, os
  422. 16:33laboratórios da aprendizagem, que se
  423. 16:35estabeleceram na Europa.
  424. 16:38Certo? Muita gente se formou nesses
  425. 16:41laboratórios, como o Piaget, como aqui
  426. 16:44no no no aqui mais
  427. 16:46na nossa conhecida aqui no Rio de
  428. 16:47Janeiro, a Helena Antipoff, vários,
  429. 16:49vários, tá? E os bam bam bans eram
  430. 16:53justamente os Binet e Simon, que eram
  431. 16:55aqueles que
  432. 16:56digamos assim, deram o nome aos
  433. 16:58laboratórios. Que que esses laboratórios
  434. 17:01descobriram?
  435. 17:02Descobriram que se você dá para uma
  436. 17:04pessoa
  437. 17:06uma atividade,
  438. 17:08entendeu? Um desafio,
  439. 17:10um quebra-cabeça. Olha só, eu vou te dar
  440. 17:12um quebra-cabeça diferente, entendeu?
  441. 17:15Mas eu não vou te dar dica nenhuma.
  442. 17:17Eu só vou te dar uma dica. Esse
  443. 17:19quebra-cabeça vai formar no final a
  444. 17:23imagem de um animal.
  445. 17:26Agora se vira.
  446. 17:27E aí eles começaram a observar como é
  447. 17:29que como é que as pessoas faziam.
  448. 17:31E reparem bem, eu não dei dica nenhuma
  449. 17:33de como é que aquilo funcionava.
  450. 17:35Ainda falei que era um quebra-cabeça
  451. 17:37diferente, portanto, as regras e os
  452. 17:39princípios que eles utilizavam
  453. 17:41anteriormente para dar conta dos
  454. 17:43quebra-cabeças, possivelmente não
  455. 17:44funcionavam aqui.
  456. 17:46Então,
  457. 17:47pela hipótese do behaviorismo,
  458. 17:50da teoria anterior, eles não seriam
  459. 17:52capazes de resolver porque eu não havia
  460. 17:55lhes dado nenhum tipo de instrução
  461. 18:00metodológica,
  462. 18:01certo? Para que eles pudessem resolver
  463. 18:03aquilo, mas não, larguei eles lá.
  464. 18:05Vai, vai, vai, vai.
  465. 18:08E eles observaram que
  466. 18:12às vezes um pouco mais lentos, às vezes
  467. 18:14um pouco mais rápidos, mas todos,
  468. 18:17todos conseguiam estabelecer algum tipo
  469. 18:20de conhecimento na sua cabeça
  470. 18:22que desse a eles a oportunidade de
  471. 18:24montar o quebra-cabeça
  472. 18:26sem que ninguém ensinasse.
  473. 18:28Então,
  474. 18:28esse tipo de experimento, somado a
  475. 18:31vários outros, naturalmente, prova
  476. 18:34por A mais B
  477. 18:35que as pessoas, por conta própria, são
  478. 18:38capazes de
  479. 18:39estabelecer algum tipo de conhecimento
  480. 18:42para dar conta de uma demanda externa.
  481. 18:45Certo?
  482. 18:47Mas o que vai ser mais interessante
  483. 18:51é o efeito disso.
  484. 18:53Porque veja bem, eles continuavam sem
  485. 18:55saber onde é que esse conhecimento tava.
  486. 18:57Eles sabiam que tava na nossa cabeça, no
  487. 19:00nosso corpo.
  488. 19:02Entendeu? Mas eles não sabiam exatamente
  489. 19:04onde onde é onde é que está.
  490. 19:08Entendeu?
  491. 19:11Acontece que o nosso corpo tende a dar
  492. 19:15uma resposta
  493. 19:19química na hora que a gente faz a
  494. 19:22descoberta.
  495. 19:24Na hora que você está lá, você fica "Meu
  496. 19:26Deus do céu,
  497. 19:28consegui!" Aquilo tem uma descarga de
  498. 19:31adrenalina, né? E aquilo provoca um
  499. 19:33prazer
  500. 19:36em você.
  501. 19:37Esse prazer, essa reação tão física
  502. 19:42foi a prova que eles buscavam
  503. 19:45de que
  504. 19:46há alguma coisa no meu corpo
  505. 19:50que pertence à minha biologia,
  506. 19:53à minha estrutura biológica, entendeu?
  507. 19:56Que me proporciona
  508. 19:58a possibilidade de
  509. 20:00estabelecer o o conhecimento. Entendeu?
  510. 20:03Isso foi revolucionário, gente? Foi. Pra
  511. 20:05gente hoje isso é uma coisa tão
  512. 20:06inessível, mas é óbvio, né? Essa coisa é
  513. 20:09a minha mente, né, que funciona, mas
  514. 20:12eles não tinham esse conceito no início
  515. 20:14do século XX.
  516. 20:15Só havia duas hipóteses.
  517. 20:17Ou você acreditava na hipótese
  518. 20:19fundamental, né, que era aquela de que
  519. 20:21você pensava a partir da vinculação
  520. 20:23essencial com Deus, a partir do espírito
  521. 20:26de Deus, ou você pensava na ausência
  522. 20:29desse espírito,
  523. 20:31entendeu? No esvaziamento desse
  524. 20:33conceito, você [roncando]
  525. 20:34pensava no behaviorismo. Não tinha outra
  526. 20:36alternativa. Mas eles apresentaram
  527. 20:39então a prova.
  528. 20:41Certo?
  529. 20:42Olha só.
  530. 20:44Isso, que até então era chamado de
  531. 20:46espírito,
  532. 20:48do ponto de vista da fé religiosa, pode
  533. 20:52ser explicado biologicamente,
  534. 20:55fisiologicamente.
  535. 20:58E é justamente isto que eu consigo
  536. 21:00perceber a partir da observação do
  537. 21:03comportamento das pessoas ao desenvolver
  538. 21:06experiências de aprendizagem.
  539. 21:09E daí, o que é que isso tem a ver com a
  540. 21:12alfabetização?
  541. 21:14Muito simples, entendeu?
  542. 21:15>> [limpando a garganta]
  543. 21:16>> Essa essa essa essa descoberta
  544. 21:20dos laboratórios de inteligência,
  545. 21:22elas proporcionaram uma revolução
  546. 21:25no conceito de ensino-aprendizagem
  547. 21:27escolar.
  548. 21:29Que até então
  549. 21:30a expectativa de ensino-aprendizagem era
  550. 21:32centrada na relação do professor, o
  551. 21:35ensinante,
  552. 21:36e o aluno respondente, aquele que
  553. 21:39aprendia o que o professor ensinava.
  554. 21:42Certo? Não havia nenhuma um nenhum
  555. 21:44protagonismo do aluno,
  556. 21:47ele próprio agindo como seu agente de
  557. 21:51ensino.
  558. 21:52Ele dependia de um agente terceiro.
  559. 21:55É por isso que a escola facilmente
  560. 21:57incorporou o behaviorismo, porque o
  561. 21:59behaviorismo tem o professor justamente
  562. 22:02como aquele gestor dos processos de
  563. 22:05condicionamento ou de de de
  564. 22:08de instrução.
  565. 22:10Na perspectiva que se dá agora,
  566. 22:12>> [roncando]
  567. 22:12>> se permitia pensar num modelo de
  568. 22:15educação escolar em que o aluno fosse
  569. 22:18protagonista. O aluno ele próprio fosse
  570. 22:22o ator
  571. 22:23das descobertas e das aprendizagens
  572. 22:27a partir de experiências
  573. 22:30de ensino.
  574. 22:32Certo?
  575. 22:33E
  576. 22:35como que isso pode agir? Né? Porque você
  577. 22:38imagina, estamos no início do século XX.
  578. 22:42Mais de 100 anos atrás.
  579. 22:44Entendeu? Como é que as pessoas vão
  580. 22:45acreditar nisso?
  581. 22:47Porque as pessoas vão
  582. 22:49E eles provavam, não
  583. 22:50não o meu corpo
  584. 22:53tem esse potencial.
  585. 22:55Certo?
  586. 22:56Se [roncando] eu estimular
  587. 22:59os mecanismos que o meu corpo tem
  588. 23:02de se interagir e se aperceber e se
  589. 23:06apropriar das experiências de
  590. 23:07aprendizagem,
  591. 23:09pode confiar que ele vai conseguir capaz
  592. 23:12de desenvolver o conhecimento.
  593. 23:15Isso vai, portanto, desenvolver
  594. 23:17naquilo que é chamado da teoria da
  595. 23:19Gestalt, que é a Gestalt, é esse orgasmo
  596. 23:23que
  597. 23:24descobri, [limpando a garganta]
  598. 23:26entendeu? Essa essa sensação deu o nome
  599. 23:29de uma teoria de aprendizagem que viria
  600. 23:32se contrapor ao behaviorismo, chamada
  601. 23:35teoria da da Gestalt. A Gestalt tem por
  602. 23:37base, aplicada à educação escolar, o
  603. 23:41princípio de que
  604. 23:43cabe ao agente
  605. 23:46escolar, ou seja, o professor,
  606. 23:48fundamentalmente,
  607. 23:49o papel de estimular o desenvolvimento
  608. 23:53do potencial
  609. 23:55perceptivo das pessoas.
  610. 23:58É como se eles imaginassem que a a os
  611. 24:00meus os meus sentidos, a visão, o tato,
  612. 24:04a audição,
  613. 24:06enfim, todos os os sentidos,
  614. 24:08fossem aquelas coisas que me permitissem
  615. 24:10como se fossem esponjas
  616. 24:12que me permitissem
  617. 24:15absorver as propriedades do mundo.
  618. 24:19Isso vai, portanto, fundar uma era
  619. 24:21em que
  620. 24:23você teria, dentro da escola, todo um
  621. 24:26movimento de estimulação
  622. 24:29sensório-motora.
  623. 24:32Entendeu? Uma estimulação a partir da
  624. 24:34música, a partir das da da da educação
  625. 24:38física, do corpo, da percepção da da
  626. 24:41estimulação das da percepção visual,
  627. 24:44enfim, todas essas coisas que levariam o
  628. 24:46ser humano a se desenvolver como uma
  629. 24:48esponja
  630. 24:50capaz de perceber tudo à sua volta e, a
  631. 24:53partir daí, ter essa compreensão.
  632. 24:58Tem que ter fé.
  633. 25:00Mas por que é que tem que ter fé? Porque
  634. 25:01você tem que acreditar
  635. 25:03que mesmo
  636. 25:04que quando você pro
  637. 25:06promove esse desenvolvimento sensório
  638. 25:09motor das pessoas, elas vão efetivamente
  639. 25:12ser capazes de construir e chegar ao
  640. 25:15conhecimento que a escola deseja ou que
  641. 25:18você deseja a partir da interação.
  642. 25:23Já viram onde é que ele vai chegar?
  643. 25:25Vamos pegar esse princípio,
  644. 25:28levar para a escola
  645. 25:31e particularmente dentro da escola,
  646. 25:34vamos colocar dentro da prática de
  647. 25:37alfabetização.
  648. 25:39Como será que a alfabetização teria
  649. 25:41absorvido essas teorias da da psicologia
  650. 25:45da Gestalt
  651. 25:46dentro das da da da no seu cotidiano?
  652. 25:51Muito simples.
  653. 25:53Essa essa teoria estimulou
  654. 25:57dentro da psicologia da aprendizagem
  655. 26:00a ideia de que é possível
  656. 26:04provocar
  657. 26:06o desenvolvimento de determinado tipo de
  658. 26:08conhecimento não a partir
  659. 26:11dos detalhes,
  660. 26:13não a partir das das pequenas
  661. 26:15estruturas, mas a partir do todo.
  662. 26:19Dá o quebra-cabeça na mão da criança
  663. 26:21e pergunta a ela para ela o contrário.
  664. 26:23Como é que esse quebra-cabeça foi feito?
  665. 26:28Você tá vendo o quebra-cabeça aí? Eu
  666. 26:29quero que você me diga como é que eu
  667. 26:30faço este quebra-cabeça.
  668. 26:34Olha como a pergunta é inversa. Eu antes
  669. 26:36dei tudo desmontado para que ele tivesse
  670. 26:38que analisar as partes, para depois
  671. 26:40chegar ao quebra-cabeça. Agora dei ao
  672. 26:42contrário.
  673. 26:43Eu falei para ele o seguinte:
  674. 26:45Olha, eu quero que você amanhã
  675. 26:49me faça
  676. 26:51um quebra-cabeça
  677. 26:53pra a brincar.
  678. 26:54Você é que vai fazer o quebra-cabeça.
  679. 26:57Entendeu?
  680. 26:58Ele vai falar: "Ah, mas eu não sei fazer
  681. 26:59quebra-cabeça". Ó, tem esse aqui.
  682. 27:01Tá montadinho.
  683. 27:03Descobre como é que o cara fez e aí
  684. 27:05amanhã a gente faz.
  685. 27:07E ele vai. Aí ele vai mexer, ele vai
  686. 27:09fazer, ele vai fazer
  687. 27:10O que que ele tá fazendo, portanto? Ao
  688. 27:12invés de ele partir das peças, ele tá
  689. 27:14partindo do quebra-cabeça pronto
  690. 27:18para se descobrir como ele funciona.
  691. 27:21Porque se ele descobrir
  692. 27:23como se fez aquele quebra-cabeça, ele
  693. 27:25faz qualquer outro.
  694. 27:27Entendeu? Porque ele vai usar o
  695. 27:28conhecimento para desenvolver o outro.
  696. 27:31Imagina, então, se ao invés de eu
  697. 27:33colocar o quebra-cabeça, eu colocar
  698. 27:36a língua escrita. Hum?
  699. 27:38Mas como?
  700. 27:39Pelas paredes, vou colocar as palavras
  701. 27:43nas paredes, eu vou colocar a língua
  702. 27:45escrita, encher a minha sala de aula de
  703. 27:47livros, eu vou encher
  704. 27:50tudo o que você possa colocar lá aqui
  705. 27:52dentro, vou botar.
  706. 27:53Entendeu?
  707. 27:55As práticas mais tradicionais
  708. 27:58faziam e ainda fazem da seguinte
  709. 28:00maneira:
  710. 28:01pega
  711. 28:02a palavra
  712. 28:05Entendeu? Conta uma história, pega a
  713. 28:06palavra, bota lá e circula a palavra
  714. 28:11com letra vermelha, com com caneta
  715. 28:14vermelha, esse bonito. Aí faz aquela
  716. 28:16coisa, todo mundo lembra disso da sua
  717. 28:18alfabetização. Fica lá aquela palavra
  718. 28:20bonita, destacada na sua forma. E aquilo
  719. 28:23que se destaca na forma
  720. 28:26é um preceito
  721. 28:28da psicologia da Gestalt, que diz assim:
  722. 28:31"Destaque a forma
  723. 28:34pros olhinhos da criança, do
  724. 28:37alfabetizando, perceberem
  725. 28:40os detalhes
  726. 28:43dos grafemas".
  727. 28:44E a sala fica entupida de fo de de de de
  728. 28:48de palavras. Então, para qualquer lugar
  729. 28:50que a criança ouça, ela
  730. 28:52ouça não, veja, ela está olhando a a a
  731. 28:54palavra. Então, essa
  732. 28:57esse é o princípio dos métodos
  733. 28:59dedutivos.
  734. 29:02Também chamado métodos por palavração.
  735. 29:05Ah,
  736. 29:06por que por palavração? Porque você
  737. 29:08parte da percepção da fala
  738. 29:12e incentiva o aluno a perceber o que que
  739. 29:16ela tem de comum.
  740. 29:19Entendeu? Uma das práticas mais
  741. 29:21interessantes dos métodos por palavração
  742. 29:26é uma que fala o seguinte: "Olha, hoje é
  743. 29:30faz de conta que é o dia da
  744. 29:33semana [limpando a garganta] o dia da
  745. 29:34árvore".
  746. 29:35E aí é a semana da árvore,
  747. 29:39entendeu?
  748. 29:40Aí você pega da árvore, arranca uma
  749. 29:42folha da árvore e fala assim: "Olha,
  750. 29:45isto aqui".
  751. 29:47Aí você conta a história da folha,
  752. 29:48aquilo rende horrores e aí você escreve
  753. 29:50a palavra folha.
  754. 29:53Entendeu? Nossa, mas folha tem uma
  755. 29:55dificuldade, não não não não tem essa
  756. 29:57coisa não não não não não.
  757. 29:59Não nos métodos por palavração não tem
  758. 30:01essa coisa de dificuldades não. É folha,
  759. 30:02é folha. Folha, tá lá,
  760. 30:05Aí você vai pedir a essa criança e falar
  761. 30:07assim: "Olha só,
  762. 30:09eu vou dar um prêmio
  763. 30:13para o primeiro que encontrar uma
  764. 30:15palavra que está aqui em volta da sala,
  765. 30:18entendeu? Que comece com o mesmo pedaço
  766. 30:22dessa palavra folha". E aí você está
  767. 30:24incentivando a criança a perceber as
  768. 30:27unidades
  769. 30:29da palavra, entendeu? E você jura de pé
  770. 30:31junto que ele leu a folha
  771. 30:35os pedacinhos, entendeu?
  772. 30:39Rodam rodam rodam rodam rodam rodam
  773. 30:43temos
  774. 30:44vários vão lá, "Que lindo, cheio, que
  775. 30:47legal". E o outro fica assim, "Tô
  776. 30:50sonhando". Eu vou dizer para vocês,
  777. 30:52estava na sua cara, você não estava
  778. 30:53vendo. Hum, hum, hum, hum, hum, não
  779. 30:56estou vendo.
  780. 30:58Tem um desenho da televisão, não sei se
  781. 31:00vocês já viram, do Johnny Bravo,
  782. 31:04>> [risadas]
  783. 31:06>> que pede para o Johnny Bravo encontrar
  784. 31:08na sala onde é que está o monstro
  785. 31:12que está, tem um monstro na sala,
  786. 31:13entendeu? E ele tem que procurar o
  787. 31:15monstro. E ele procura, procura, procura
  788. 31:17e o monstro está na cara dele. E ele
  789. 31:18levanta a cadeira do monstro e
  790. 31:21"Onde é que está o monstro?" Lá e o
  791. 31:22monstro "Ah".
  792. 31:23>> [risadas]
  793. 31:26>> É por quê? Porque [roncando] ele não,
  794. 31:28ele não está acostumado a olhar as
  795. 31:30unidades da sala e olhar a sala como um
  796. 31:33todo.
  797. 31:35Se ela tivesse feito a pergunta
  798. 31:37diferente,
  799. 31:39ia funcionar.
  800. 31:40Ela falasse para ele assim, ao invés de
  801. 31:42ela pedir para ele pegar o pedacinho da
  802. 31:44palavra folha,
  803. 31:46ela buscasse a palavra. Eu quero que
  804. 31:48você me ache essa palavra aqui.
  805. 31:52Essa criança que não achou o pedacinho
  806. 31:54da folha
  807. 31:56no fogão,
  808. 31:57entendeu? Ele vai achar a folha em um
  809. 31:59segundo. "Ah, aqui".
  810. 32:01Aí você fala, "Ah, espera aí".
  811. 32:04Como é que essa mulher que é capaz de
  812. 32:05achar a folha inteira, mas ele não é
  813. 32:07capaz de associar o fo da folha com o fo
  814. 32:10do fogão? Não entendi essa. Por quê?
  815. 32:14Ele não vê a folha
  816. 32:18nas suas unidades. Ele vê a folha como
  817. 32:21um bloco.
  818. 32:24Entendeu?
  819. 32:25>> [roncando]
  820. 32:26>> E aí, obviamente,
  821. 32:29não vai dar certo a alfabetização dessa
  822. 32:32maneira que a professora está pensando.
  823. 32:34Entendeu por quê? Porque ele não vê
  824. 32:37as a a a a escrita do mesmo modo como a
  825. 32:41professora gostaria que ele visse.
  826. 32:44Ele vê a forma, ele vê a escrita como um
  827. 32:47outro modo de pensar o mundo, outro modo
  828. 32:51narrativo.
  829. 32:54Este moleque
  830. 32:56vai ser um leitor excelente.
  831. 33:00Entendeu? Porque a gente não lê. Depois
  832. 33:02que você tá craque na leitura, você não
  833. 33:04lê palavrinha por palavrinha, você lê
  834. 33:08só no contorno do que tá por cima, você
  835. 33:10já leu todinho, entendeu? Você
  836. 33:13lê o contexto
  837. 33:15gráfico, não vê palavrinha e ou letrinha
  838. 33:18por letrinha. Ele faz isso em um
  839. 33:20segundão.
  840. 33:24Não escreve uma palavra.
  841. 33:27Como assim?
  842. 33:29Como é que pode ele ler e não escrever?
  843. 33:31Porque são habilidades diferentes.
  844. 33:34Ah!
  845. 33:35A leitura
  846. 33:37é uma habilidade mental
  847. 33:40diferente
  848. 33:42da habilidade da escrita. São duas
  849. 33:45coisas completamente diferentes. É por
  850. 33:47isso que na UERJ, no curso presencial,
  851. 33:49existe uma disciplina chamada formação
  852. 33:50de leitores e escritores.
  853. 33:54Entendeu?
  854. 33:55São formações distintas.
  855. 33:58Então, vamos juntar essas duas coisas.
  856. 34:02Imagine se você tem na sua prática de
  857. 34:05alfabetização uma conduta
  858. 34:10de método dedutivo.
  859. 34:12Portanto, você gosta da palavração.
  860. 34:16Entendeu? Ah, eu gosto, acho
  861. 34:19acho lúdico, entendeu? Porque aí eu
  862. 34:20posso fazer um contar uma história
  863. 34:22danada, eu faço, gosto de ficar
  864. 34:24colocando as coisas assim,
  865. 34:26fica legal.
  866. 34:28Você já sabe que você não Não chegar a
  867. 34:31todas as crianças.
  868. 34:32Entendeu? E sabe que se você não tomar
  869. 34:37algum tipo de providência, também não
  870. 34:39vai funcionar não, porque
  871. 34:41vou falar disso daqui a pouco. Mas e se
  872. 34:43eu pegar
  873. 34:44e falar: "Bom,
  874. 34:46apesar do adorar
  875. 34:49esse método por palavração,
  876. 34:51eu acho que eu caí".
  877. 34:55Não, voltei.
  878. 34:57Eu, hein, fica me assustando esse
  879. 34:58negócio.
  880. 35:00Ah, que horror.
  881. 35:03Estresse.
  882. 35:03>> [roncando]
  883. 35:03>> Vamos juntar as coisas aqui. Vamos pegar
  884. 35:05esse método da palavração
  885. 35:08e juntar com o
  886. 35:10dedutivo,
  887. 35:12com o indutivo, entendeu? Se eu juntar a
  888. 35:14palavração com o fônico,
  889. 35:16olha como é que vai ficar legal.
  890. 35:19Entendeu? Porque ao mesmo tempo que eu
  891. 35:21levo o sujeito a perceber a
  892. 35:23funcionalidade da escrita na construção
  893. 35:25da palavra
  894. 35:26inteira, entendeu?
  895. 35:28Eu também mostro para ele que essa
  896. 35:30palavra inteira tem um monte de
  897. 35:32pedacinho, entendeu? Aí você vai lá e
  898. 35:34pega, ó, pega.
  899. 35:35Olha, olha a letrinha, o tal do fonema
  900. 35:39que tem aqui associado. Aí você junta os
  901. 35:42dois.
  902. 35:44Isto vai funcionar.
  903. 35:48Entendeu? Porque você vai, além de
  904. 35:51atender às duas formas de pensar, a
  905. 35:55dedutiva e a indutiva, você também
  906. 35:58atende a dois modos distintos de pensar
  907. 36:01o mundo.
  908. 36:04Tá?
  909. 36:06Na próxima aula,
  910. 36:08a gente vai encerrar,
  911. 36:10entendeu?
  912. 36:11E começar a trazer todos os problemas.
  913. 36:14Ah, porque veja bem,
  914. 36:17essa história de método dedutivo e
  915. 36:20método indutivo
  916. 36:22já está rolando a longa data.
  917. 36:26Entendeu? Desde o início do século
  918. 36:28passado que o povo já faz isso. Então,
  919. 36:31tem mistério nenhum.
  920. 36:32Não tem mistério nisso.
  921. 36:36E ainda assim,
  922. 36:38a gente tem aqui no Brasil, em média, em
  923. 36:40média, agora caiu um pouquinho, a gente
  924. 36:43tem em média 30% de crianças em processo
  925. 36:46de alfabetização
  926. 36:48que não são
  927. 36:50bem sucedidas no período da
  928. 36:53alfabetização.
  929. 36:55Desses 30%, a gente vai encontrar uns
  930. 36:5920%, 25, 20, 20, 25% que conseguem
  931. 37:03chegar a bom termo na alfabetização
  932. 37:06quando você dá mais tempo para eles, o
  933. 37:08que é absolutamente normal, entendeu?
  934. 37:10Porque são justamente aquelas crianças
  935. 37:13que têm modos de pensar muito diferentes
  936. 37:16do modo como se pensou a escrita. Então
  937. 37:18elas dependem um pouco mais de tempo,
  938. 37:20não porque são burras.
  939. 37:22Não, entendeu? Porque elas precisam de
  940. 37:24mais tempo para aprenderem a pensar
  941. 37:27cartesiana mente e depois aprenderem a
  942. 37:29pensar cartesiana mente a escrita.
  943. 37:32Entendeu?
  944. 37:33Esse custo não é delas, esse custo é de
  945. 37:35uma sociedade que globalmente
  946. 37:39não cumpre o seu papel de cooperar com a
  947. 37:42formação das pessoas dando a elas também
  948. 37:44experiências cartesianas de mundo.
  949. 37:46Então, esse departamento.
  950. 37:48>> [roncando]
  951. 37:48>> Mas
  952. 37:50ainda assim, sobram cinco, entre cinco e
  953. 37:5310% de crianças
  954. 37:55que não se alfabetizam
  955. 37:59mesmo a longo prazo.
  956. 38:02Ou se alfabetizam de forma
  957. 38:04tão rudimentar,
  958. 38:05tão rudimentar que não se pode
  959. 38:07considerá-las plenamente alfabetizadas.
  960. 38:12Mas como?
  961. 38:13A gente não tem os métodos mais
  962. 38:15maravilhosos.
  963. 38:17A gente já não tem as teorias mais
  964. 38:19maravilhosas.
  965. 38:20Não, não tem. A gente tem os métodos e
  966. 38:23as teorias que sempre estiveram
  967. 38:25embasadas nos princípios de
  968. 38:27funcionamento do homem ocidental,
  969. 38:30cartesiano.
  970. 38:33Tudo que nós fazemos em alfabetização,
  971. 38:35concretamente, assim, isso que é formal
  972. 38:38na, nos métodos que a gente utiliza, é
  973. 38:41embasado em uma forma de pensar que é
  974. 38:43única
  975. 38:45e que é voltada a um tipo de sujeito
  976. 38:47social, intelectual,
  977. 38:50que não é universal.
  978. 38:53E é justamente por isso que quanto mais
  979. 38:57>> [roncando]
  980. 38:57>> fora desse, desse núcleo cultural
  981. 39:00cartesiano, você estiver, maior
  982. 39:04o seu custo de alfabetização.
  983. 39:06De forma que quando você tá muito
  984. 39:09afastado desse núcleo e você não tem
  985. 39:11nenhuma expectativa de interação com
  986. 39:14ele, a sua possibilidade de não se
  987. 39:16alfabetizar é imensa.
  988. 39:23Não é impossível.
  989. 39:26É imensa, mas vai.
  990. 39:29O problema é o custo.
  991. 39:32O custo.
  992. 39:34Ah, meu Deus.
  993. 39:37Nem todo mundo tá afim de bancar esse
  994. 39:39custo, não.
  995. 39:41Não nós, que a gente é obrigado a
  996. 39:42alfabetizar até o final, mas eu tô
  997. 39:44falando que nem todas as pessoas que
  998. 39:45estão nessa situação
  999. 39:48toleram isso.
  1000. 39:49E são justamente essas que
  1001. 39:51evadem.
  1002. 39:53Ou evadem formalmente, porque eles saem
  1003. 39:56da escola,
  1004. 39:57o que no Brasil é muito mais raro, né,
  1005. 39:59porque todas as crianças e adolescentes
  1006. 40:01tendem a permanecer na escola por um
  1007. 40:03longo período. A evasão vai se dar mais
  1008. 40:05ao final do ensino, do ensino
  1009. 40:07fundamental, a partir do, do, do oitavo
  1010. 40:09e do nono anos.
  1011. 40:11Mas
  1012. 40:13mesmo quando não evade formalmente,
  1013. 40:15evade informalmente.
  1014. 40:18Ou seja, é aquela criança que está em
  1015. 40:19sala,
  1016. 40:21mas ela não está na condição de aluno.
  1017. 40:24Ela tá ali.
  1018. 40:26Entendeu?
  1019. 40:27E aprender ou não aprender aquela
  1020. 40:29escrita não lhe dá
  1021. 40:32a menor importância.
  1022. 40:35Entendeu? Essa é a pior evasão.
  1023. 40:38Entendeu? Porque o sujeito que evade vai
  1024. 40:40embora, ele te dá o sinal de que você
  1025. 40:42tem que ir lá atrás dele, buscá-lo de
  1026. 40:43volta. Essa criança que não te dá o
  1027. 40:45sinal, que permanece em sala e que tá
  1028. 40:48ali alienada, entendeu? Tá tá porque tem
  1029. 40:50que ir, entendeu?
  1030. 40:52Porque é melhor tá ali do que em casa.
  1031. 40:54Esse
  1032. 40:56é o pior.
  1033. 40:57Porque a gente tende a colocá-lo na
  1034. 40:59condição de de deficiente.
  1035. 41:04Do sujeito do déficit de aprendizagem.
  1036. 41:07Entendeu? E vai empurrando com a
  1037. 41:10barriga. Esse é 100% o candidato à
  1038. 41:12evasão a partir do sétimo período,
  1039. 41:14sétimo ano do ensino fundamental. O que
  1040. 41:16ele tá fazendo ali?
  1041. 41:17Assim que ele consegue
  1042. 41:19se perceber capaz de sobreviver sem a
  1043. 41:22escola, ele vai embora.
  1044. 41:24Esse custo
  1045. 41:25é sempre nosso.
  1046. 41:27Na próxima aula, a gente vai trazer este
  1047. 41:29indivíduo.
  1048. 41:31Esse sujeito.
  1049. 41:33Porque é esse que nos torna professor
  1050. 41:35mesmo.
  1051. 41:36Entendeu? Essa a a a a
  1052. 41:39o aluno que aprende normalmente, que é o
  1053. 41:41nosso sonho de desejo, né? Meu Deus dos
  1054. 41:44dois dos desejos dos sonhos a gente ter
  1055. 41:46um aluno assim.
  1056. 41:48Ele é ótimo, mas ele não nos desafia.
  1057. 41:51O aluno que efetivamente nos torna
  1058. 41:53professores mesmo é esse que a gente
  1059. 41:55puxa
  1060. 41:58e é capaz
  1061. 41:59de formar.
  1062. 42:01Vamos falar dele na próxima semana.
  1063. 42:02Certo? Bom, gente, vou parando por aqui
  1064. 42:05hoje.
  1065. 42:06Lembrando que a gente só tem mais uma
  1066. 42:07aula, tá? E a gente tem a na aula que
  1067. 42:11vem, a gente vai fechar essa disciplina
  1068. 42:14com essa discussão que eu tô trazendo
  1069. 42:15agora, porque ela nos traz desde da
  1070. 42:18primeira aula até hoje, tudo o que eu tô
  1071. 42:20falando, a
  1072. 42:21desde lá até aqui, é para chegar a esse
  1073. 42:25aluno. Entendeu? Para a gente poder
  1074. 42:27discutir um pouco como é que ele vai
  1075. 42:28ser. Certo? Deixa eu ver se tem alguma
  1076. 42:30pergunta aqui, alguma coisa. Eu tô com
  1077. 42:31esses óculos, era para enxergar com
  1078. 42:33esses. Reparem que eu eu ele é
  1079. 42:34diferente, mas eu não enxergo nada com
  1080. 42:36ele.
  1081. 42:46É, olha só, algumas pessoas, eu vou eu
  1082. 42:48vou falar, algumas pessoas tão se
  1083. 42:50queixando porque eu não avisei que seria
  1084. 42:52a prova com consulta, que haveria
  1085. 42:54possibilidade com consulta. Há uma
  1086. 42:56diferença entre prova com consulta
  1087. 43:00e uma prova que pode ter consulta. Uma
  1088. 43:03prova com consulta, ela obviamente tem
  1089. 43:05que ter consulta. Então, eu deveria
  1090. 43:07efetivamente ter avisado a vocês. A
  1091. 43:09prova que pode ter consulta, ela não
  1092. 43:11precisa necessariamente ter consulta.
  1093. 43:15Ela pode ser feita sem consulta. Ela foi
  1094. 43:17pensada
  1095. 43:18para ser feita sem consulta. Qualquer um
  1096. 43:20que tenha assistido às nossas aulas
  1097. 43:22aqui,
  1098. 43:23entendeu?
  1099. 43:24Tudo que tá naquelas provas, a gente
  1100. 43:26discute aqui nas nossas aulas, aqui na
  1101. 43:28presencialmente. Os nossos textos, eles
  1102. 43:31complementam as aulas, tá? Mas eles têm
  1103. 43:33por finalidade, justamente, é consolidar
  1104. 43:36conceitos, mas o que a gente fala até
  1105. 43:37aqui dentro. O que significa que mesmo
  1106. 43:40aqueles que não levaram material,
  1107. 43:42poderiam ter feito a prova normalmente,
  1108. 43:44tá? Agora, eu fui muito sensível a isso
  1109. 43:48quando eu fiz o levantamento das notas.
  1110. 43:51Eu observei que as pessoas que ficaram
  1111. 43:53com uma nota inferior a cinco, não
  1112. 43:55chegaram nem a 10%.
  1113. 43:58O que significa que todo mundo, mesmo
  1114. 44:00fazendo a consulta ou não fazendo a
  1115. 44:02consulta, vai ter plena condição de lá
  1116. 44:04no final re recuperar a nota antes da
  1117. 44:08AP3, muito antes da AP3, para justamente
  1118. 44:11fazendo as, as atividades de
  1119. 44:13recuperação. Eu falei delas no início do
  1120. 44:14ano, lembra que eu falei? Então, todo o
  1121. 44:16final a gente tem umas atividades de
  1122. 44:18reavaliação que podem conceder até
  1123. 44:20quatro pontos para vocês na média.
  1124. 44:22Pontos que podem entrar nas APs que
  1125. 44:24valem mais, né? As APs têm um peso
  1126. 44:26maior. Então, tá tudo coberto. Pode
  1127. 44:29ficar tranquilo que ninguém, ninguém vai
  1128. 44:31sair prejudicado daqui não. Certo?
  1129. 44:34Fiquem com Deus. Beijo para vocês. Até
  1130. 44:37semana que vem. Eu já estou com saudade
  1131. 44:39de, de antemão, né? Porque a gente vai
  1132. 44:41acabar lá. Eu estou tentando ligar aqui
  1133. 44:44e o mouse dormiu de novo. Achei. Um
  1134. 44:47beijo para vocês. Tchau, tchau. Até
  1135. 44:48logo.
  1136. 44:49Não, entrei na sala errada. Ah, entrei
  1137. 44:51na sala errada de novo.
  1138. 44:58>> [música]
  1139. 45:30[música]
  1140. 45:45[música]
  1141. 45:52[música]
  1142. 45:58[música]
  1143. 46:10[música]
  1144. 46:16[música]
  1145. 46:21[música]
  1146. 46:22>> É.

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This page contains the full transcript of GRA EDU Alfabetização 1: Aula 12 - Métodos dedutivos em alfabetização by Luiz Antonio Gomes Senna, generated from the public captions YouTube serves with the video. The transcript has 5,968 words across 1,146 segments, with the original timestamps preserved so you can click any line to jump to that moment in the embedded player.

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