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Gases - Parte 2 — Transcript

by Aulas de Química · 1,724 words · 305 segments · language en · Watch on YouTube

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  1. 0:02o olá eu sou o professor rodrigo
  2. 0:06cordeiro
  3. 0:08oi gente a segunda parte da série sobre
  4. 0:10gases
  5. 0:11a une ficaremos as ideias desenvolvidas
  6. 0:14na aula anterior numa descrição
  7. 0:16generalizada do comportamento dos gases
  8. 0:18mostrando os seus sucessos e suas
  9. 0:21limitações
  10. 0:23nós já sabemos como as variáveis de
  11. 0:27estado se relacionam entre si
  12. 0:29é o volume é inversamente proporcional a
  13. 0:32pressão
  14. 0:34é diretamente proporcional a temperatura
  15. 0:38e diretamente proporcional ao número de
  16. 0:41mols de moléculas
  17. 0:44e em cada caso considera-se que as
  18. 0:46variáveis não representadas na relação
  19. 0:48são mantidas constantes podemos unificar
  20. 0:54todas essas relações numa única
  21. 0:56expressão matemática
  22. 0:59e substituímos então o símbolo de
  23. 1:02diretamente proporcional por uma
  24. 1:04constante multiplicativa que chamaremos
  25. 1:06dr
  26. 1:08o e arranjamos a expressão obtendo a
  27. 1:11chamada a equação dos gases ideais
  28. 1:14o pv = nrt
  29. 1:19é a constante é reconhecida como
  30. 1:21constante dos gases ideais
  31. 1:24e no sistema internacional ela tem o
  32. 1:27valor de 8,314 jaules por mol por kelvin
  33. 1:33e você também encontrará em unidades
  34. 1:35alternativas como 0,082 atmosfera vezes
  35. 1:40litro por mol por kelvin consideremos um
  36. 1:46exemplo
  37. 1:47em qual o volume de um mol de gás
  38. 1:49nitrogênio nas condições normais de
  39. 1:52temperatura e pressão pause o vídeo e
  40. 1:56resolva esse problema
  41. 2:00e esse é um problema típico de aplicação
  42. 2:03da equação dos gases ideais
  43. 2:05nós começamos isolando a variável
  44. 2:08procurada e substituindo as variáveis
  45. 2:12conhecidas pelos seus valores
  46. 2:15e na cntp a previsão é de 1 atmosfera ea
  47. 2:19temperatura de 0 graus celsius
  48. 2:23e não devemos esquecer de converter a
  49. 2:26temperatura para kelvin
  50. 2:29a adotamos r em unidades que não tenham
  51. 2:32coerência com as outras o resultado é
  52. 2:3822,4 litros
  53. 2:41me responda agora essa outra questão
  54. 2:44em qual o volume de um molde gás argônio
  55. 2:47nas cntp
  56. 2:51se você não estou que a resolução é
  57. 2:53exatamente igual a do problema anterior
  58. 2:56e a equação dos gases ideais não faz
  59. 2:59distinção sobre a identidade química do
  60. 3:01gás ela parte da premissa que todos os
  61. 3:04gases se comportam da mesma maneira
  62. 3:06independente do que sejam
  63. 3:09e a explicação para isso é que as
  64. 3:12moléculas de gás estão tão afastadas
  65. 3:14umas das outras que não estão sujeitas a
  66. 3:17forças de atração ou repulsão geradas
  67. 3:19por moléculas vizinhas
  68. 3:22e é verdade que frequentemente duas
  69. 3:24moléculas se aproximam e se chocam mas
  70. 3:27elas carregam tanta energia que logo
  71. 3:29voltam a se separar como corpos rígidos
  72. 3:32numa colisão
  73. 3:34um gás ideal não conceito teórico um gás
  74. 3:38composto de partículas que não interagem
  75. 3:40entre si e
  76. 3:44é mas o qual realístico é esse conceito
  77. 3:48e aqui o valor teórico do volume molar
  78. 3:51de um gás ideal é comparado aos volumes
  79. 3:54molares reais medidos experimentalmente
  80. 3:56para vários gases
  81. 3:59nós vemos que as diferenças são mínimas
  82. 4:01mas elas existem
  83. 4:04e a equação dos gases ideais fornece o
  84. 4:07resultado muito próximo da realidade
  85. 4:09porém não exatamente igual
  86. 4:13e daqui a pouco discutiremos as razões
  87. 4:15para isso
  88. 4:19é mas antes vamos aproveitar o
  89. 4:22generalismo da equação dos gases ideais
  90. 4:24e aplicá-la também a misturas gasosas
  91. 4:28e mais uma vez não importa a composição
  92. 4:31química da mistura porque as moléculas
  93. 4:33estão muito separadas e se comportam
  94. 4:35independentemente por isso a pressão
  95. 4:40total da mistura será dada pela soma das
  96. 4:43pressões parciais de cada componente
  97. 4:47e a pressão parcial de um componente é a
  98. 4:50pressão que exerceria se ocupasse
  99. 4:52sozinho o mesmo volume do recipiente
  100. 4:56eu não sou uma mistura como um todo mas
  101. 4:59também cada componente individual
  102. 5:01obedece a equação dos gases ideais e
  103. 5:06bom graças ao facto de as interações
  104. 5:08intermoleculares serem fracas nos gases
  105. 5:11podemos propor um modelo bastante
  106. 5:13simples de como suas moléculas se
  107. 5:15comportam
  108. 5:18e para começar imaginamos que as
  109. 5:20moléculas são esferas rígidas que não
  110. 5:22interagem ou seja elas não se atraem nem
  111. 5:26se repelem a distância podemos escrever
  112. 5:31um movimento de corpos rígidos usando as
  113. 5:33leis de newton
  114. 5:34em cada molécula do gás se move a
  115. 5:36velocidade constante até se chocar com
  116. 5:39outra molécula ou com as paredes do
  117. 5:41recipiente a colisão é inelástica as
  118. 5:46moléculas transferem energia entre si
  119. 5:48mas a energia total do sistema é
  120. 5:51conservada
  121. 5:53e esse tratamento precisa ser aplicado
  122. 5:56um número muito grande de moléculas em
  123. 5:58movimento aleatório o comportamento do
  124. 6:01gás como um todo resultará de uma média
  125. 6:03estatística do comportamento de suas
  126. 6:05moléculas individuais assim conseguimos
  127. 6:10relacionar grandezas mecânicas
  128. 6:13submicroscopicas tais como a velocidade
  129. 6:15das moléculas com variáveis de estado
  130. 6:18macroscópicas e mensuráveis o raciocínio
  131. 6:23que acabamos de descrever faz parte da
  132. 6:25chamada teoria cinética dos gases
  133. 6:28e não entraremos em detalhes sobre seu
  134. 6:31desenvolvimento matemático mas
  135. 6:33mostraremos alguns de seus principais
  136. 6:35resultados
  137. 6:37e esse é um deles uma equação que
  138. 6:40relaciona a temperatura t do gás com sua
  139. 6:43massa molar n e a velocidade v das
  140. 6:46moléculas
  141. 6:48é o símbolo da velocidade aparece entre
  142. 6:51colchetes para indicar que se trata de
  143. 6:53um valor médio de um grande número de
  144. 6:55moléculas para alguns instantes para
  145. 6:59refletir sobre o significado dessa
  146. 7:01equação
  147. 7:03e para facilitar vamos rearranja lá
  148. 7:08e o que é massa vezes velocidade ao
  149. 7:12quadrado dividido por 2
  150. 7:16e essa é a fórmula para energia cinética
  151. 7:19a equação nos diz que a temperatura de
  152. 7:22um gás está relacionada a energia
  153. 7:25cinética média de suas moléculas
  154. 7:30e o movimento das moléculas é caótico
  155. 7:33ela se movem em direções aleatórias e
  156. 7:35com velocidades diferentes chocando-se
  157. 7:38constantemente umas com as outras
  158. 7:41e esses programa mostra como a
  159. 7:43velocidade está distribuída entre as
  160. 7:45diferentes moléculas
  161. 7:48e é baixa probabilidade de achar
  162. 7:51moléculas extremamente lentas ou
  163. 7:53extremamente rápidas
  164. 7:55e a maioria das moléculas possuem
  165. 7:58velocidades intermediárias
  166. 8:01e o que acontece se aumentarmos a
  167. 8:03temperatura temperatura mais alta
  168. 8:08significa que a velocidade média será
  169. 8:10maior
  170. 8:11e o pico do histograma será então
  171. 8:13deslocado no sentido de maiores
  172. 8:15velocidades e eles se tornaram mais
  173. 8:18achatado
  174. 8:20e como movimento molecular é caótico
  175. 8:22continuaremos tendo moléculas muito
  176. 8:25lentas e moléculas muito rápidas porém
  177. 8:28na média a velocidade será maior
  178. 8:33o compare agora essas duas distribuições
  179. 8:36de velocidade a mesma temperatura para
  180. 8:39gases diferentes porque a velocidade
  181. 8:43média das moléculas é maior no hélio que
  182. 8:46no nitrogênio
  183. 8:49e estando a mesma temperatura ambos
  184. 8:51possuem a mesma energia cinética média
  185. 8:54porém como a massa de um átomo de hélio
  186. 8:57é menor que a de uma molécula de
  187. 8:59nitrogênio sua velocidade será maior
  188. 9:05e até aqui trabalhamos sobre a premissa
  189. 9:08de que as interações intermoleculares
  190. 9:09são desprezíveis não gás
  191. 9:12é mas será que isso é verdade em
  192. 9:14qualquer situação
  193. 9:17e a pressões baixas as moléculas estão
  194. 9:20tão afastadas que os gases se comportam
  195. 9:22como se as interações intermoleculares
  196. 9:23não existissem esse é o chamado o
  197. 9:27comportamento ideal logo
  198. 9:29e para calcular a pressão nos pneus de
  199. 9:31um veículo podemos aplicar a equação dos
  200. 9:34gases ideais com relativa segurança pois
  201. 9:36a pressão não ultrapassa algumas poucas
  202. 9:39vezes a pressão atmosférica
  203. 9:41o porém a situação muda completamente no
  204. 9:44reator industrial onde as pressões
  205. 9:47equivalem a centenas de atmosferas
  206. 9:51o quanto um gás é comprimido a distância
  207. 9:54média entre as moléculas diminui e as
  208. 9:56interações entre elas tornam-se mais
  209. 9:58relevantes nessa situação a equação dos
  210. 10:03gases ideais e torna-se incapaz de
  211. 10:05descrever o comportamento do gás
  212. 10:08e a temperatura também influencia gases
  213. 10:13a temperaturas elevadas aproximam-se do
  214. 10:15comportamento ideal
  215. 10:17e isso ocorre porque moléculas possuem
  216. 10:20alta energia cinética e são capazes de
  217. 10:23se desvencilhar facilmente das
  218. 10:24interações com moléculas vizinhas a
  219. 10:28temperaturas mais baixas as interações
  220. 10:31tornam-se mais relevantes e os gases se
  221. 10:33desviam do comportamento ideal
  222. 10:37e em resumo um gás tender a se desviar
  223. 10:41do comportamento ideal conforme a
  224. 10:43pressão aumenta ea temperatura diminui
  225. 10:49é a chamada equação de van der waals
  226. 10:51permite levar em conta os desvios da
  227. 10:53idealidade no comportamento de um gás
  228. 10:57ela é derivado a partindo da própria
  229. 10:59equação dos gases ideais mostrado aqui
  230. 11:02de maneira rearranjada
  231. 11:04em alguns termos dessa equação serão
  232. 11:06modificados o volume v do recipiente não
  233. 11:12corresponde finalmente ao espaço que as
  234. 11:14moléculas têm disponível para se mover
  235. 11:17nem pense nisso da seguinte forma se
  236. 11:20você correr de uma sala lotada o espaço
  237. 11:23que tem à disposição será reduzido pela
  238. 11:25presença de outras pessoas
  239. 11:28e no mesmo espírito o volume efetivo que
  240. 11:32as moléculas têm à disposição está
  241. 11:34marcado em azul note que ele que vale é
  242. 11:37o volume total do recipiente menos o
  243. 11:40volume interno das moléculas aqui
  244. 11:42chamado de bebê e destacado em laranja
  245. 11:46e no caso de um cascar efeito o volume
  246. 11:51total do recipiente e o volume efetivo
  247. 11:53são praticamente iguais
  248. 11:56o porém conforme o gás é comprimido ea
  249. 11:59pressão aumenta a diferença entre eles
  250. 12:01se torna mais significativa
  251. 12:05e o segundo tema ser corrigido é a
  252. 12:08pressão
  253. 12:09e imagine que a figura representa um gás
  254. 12:12ideal sem interações intermoleculares
  255. 12:16e se pudéssemos de repente ligar as
  256. 12:19interações e se elas forem atrativas o
  257. 12:22que ocorrerá com a pressão ao se
  258. 12:26atraírem mais as moléculas ficaram mais
  259. 12:29coisas e diminuíram a pressão sobre as
  260. 12:32paredes do recipiente
  261. 12:34e essa diminuição é levado em conta
  262. 12:37subtraindo da pressão um fator constante
  263. 12:40a
  264. 12:42e o efeito das interações será maior ou
  265. 12:45menor dependendo da concentração de
  266. 12:47moléculas no recipiente
  267. 12:50e mais precisamente da concentração ao
  268. 12:53quadrado já que interações envolvem um
  269. 12:55mínimo um par de moléculas
  270. 12:58e por isso a constante a é multiplicada
  271. 13:02pelo quadrado da concentração o número
  272. 13:04de mols por volume
  273. 13:08e eu tentando chegamos a equação de van
  274. 13:11der waals
  275. 13:12e ela é muito parecida com a equação dos
  276. 13:15gases ideais mas contém duas novas
  277. 13:17constantes a e b que são específicas
  278. 13:21para cada tipo de gás
  279. 13:23e agora a identidade química do gás
  280. 13:26passa a importar pois estamos falando de
  281. 13:29condições em que as interações
  282. 13:30intermoleculares são relevantes
  283. 13:34e nos livros você encontrará tabelas com
  284. 13:37os valores das constantes a e b a
  285. 13:42equação de van der waals permite
  286. 13:44descrever o comportamento de gases a
  287. 13:46altas pressões e baixas temperaturas
  288. 13:48situações nas quais eles não se
  289. 13:50comportam mais como casas ideais porém
  290. 13:54em situações extremas até mesmo a
  291. 13:57equação de van der waals falha
  292. 14:00é frequentemente os químicos e
  293. 14:02engenheiros precisam recorrer a equações
  294. 14:04empíricas contendo um grande número de
  295. 14:07termos ajustáveis
  296. 14:11nós estamos chegando ao final dessa aula
  297. 14:14é importante que você tenha compreendido
  298. 14:16como um movimento e as interações das
  299. 14:19moléculas influenciam o comportamento do
  300. 14:21gás em escala macroscópica muitos
  301. 14:25problemas envolvendo gases podem ser
  302. 14:27resolvidos utilizando a equação dos
  303. 14:29gases ideais mas é importante que você
  304. 14:32esteja ciente de suas limitações
  305. 14:34o pão de estudos e até a próxima aula

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