Experto en Inflamación: Con Esto la Piel se Cura y el Intestino Queda Nuevo. Manchas, Acné y Más — Transcript
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- 0:00O que acontece com a pele não é reflexo do que está lá fora,
- 0:04é reflexo do seu intestino.
- 0:06Se você tem alguém com manchas ou melasma e prescreve algo, elas somem rápido,
- 0:11em menos de três meses.
- 0:12Quer algo maravilhoso para a pele que ainda elimina as estrias, ou seja, as
- 0:17previne?
- 0:19-Nunca vi tal -É uma maravilha pra pele, viu?
- 0:22Pode mostrar seus casos?
- 0:23Este eu acho fascinante, porque é o da celulite. Isso é água.
- 0:27Esta é uma assessora, essa é a quantidade de acne e tal. Não fez nada na pele.
- 0:32O que ela fez? Limpou o intestino.
- 0:34O doutor David Duarte, especialista em medicina unani,
- 0:37homeopatia e medicina integrativa, formado no México e na Índia,
- 0:41vem há décadas construindo um sistema de saúde que une o ancestral ao científico
- 0:45para ajudar centenas e milhares de pessoas a se curarem pela raiz. Hoje,
- 0:49ele é uma das referências mais seguidas do mundo hispanofalante
- 0:53na área da saúde integrativa.
- 0:54Existem dois alimentos que geram muitos antígenos: os laticínios.
- 0:59Isso destrói o intestino, eles passam para o sangue e, onde quer que se instalem,
- 1:04causam problemas. Se vão para a tireoide, tireoidite de Hashimoto.
- 1:08Se vão para o pâncreas, diabetes.
- 1:10Se atingem as articulações, artrite.
- 1:12Se afetam a pele, vitiligo. A causa é a mesma.
- 1:15Estamos doentes porque alimentamos o bicho que nos adoece.
- 1:18E, quando tomam probióticos, estão ingerindo o probiótico da vaca.
- 1:23-Lactobacilo. -É esse da vaca.
- 1:25Então, quais bichos são ideais...?
- 1:27São esses. Tiramos pão, massas, farinhas e laticínios.
- 1:31Depois de um mês, ele não tem mais erupções.
- 1:34Antes era alérgico a quarenta coisas, agora não é alérgico a nada.
- 1:38Será por isso que vivemos numa sociedade tão mal nutrida?
- 1:41Sim, o que hoje é a norma universal sobre o que diabos os seres humanos devem comer.
- 1:47Não foram nutricionistas nem médicos que decidiram. Foi decidido pelo...
- 1:53Você sabe qual é o maior órgão do nosso corpo?
- 1:56Não é o intestino, não é o cérebro, não é o coração: é a sua pele.
- 2:00E se considerarmos a pele como o maior órgão do nosso corpo e que trabalha
- 2:05vinte e quatro horas por dia para você,
- 2:07muitas vezes não lhe damos a atenção que ela realmente merece.
- 2:11E somente quando giramos o olhar e começamos a notar certas coisas que vão
- 2:15mudando, aquele eczema, aquela dermatite, aquela psoríase que vem e vai,
- 2:20aquela rosácea que vem e vai e você não sabe por que isso acontece.
- 2:24E o mais fascinante e, inclusive, às vezes o mais escandaloso de tudo isso,
- 2:29é que quando você vai ao seu dermatologista,
- 2:31a única coisa que ele faz é prescrever um creme para toda a vida que não
- 2:36soluciona o problema desde a raiz. Por isso,
- 2:38hoje eu trouxe um dos médicos mais fascinantes e interessantes que já
- 2:43trouxemos ao podcast e que,
- 2:44além disso, vocês me pediram um monte que voltasse a este espaço e, claro,
- 2:49hoje decidi convidá-lo para que falemos precisamente sobre todos
- 2:53esses problemas da pele, para entender por que isso acontece,
- 2:57por que não conseguimos eliminá-los e o que estamos entendendo errado
- 3:01sobre o funcionamento do nosso corpo através da medicina unani,
- 3:05uma medicina que se diz ser a medicina de Hipócrates,
- 3:08que depois foi levada a cabo tanto por egípcios quanto por persas há
- 3:12mais de dois mil e quinhentos anos. Ou seja,
- 3:15isso aqui tem muita sabedoria ancestral e muitas coisas para nos ensinar e para
- 3:20descontextualizar muitas outras que aprendemos ao longo do tempo.
- 3:24Então, prepare-se para este episódio. Antes de arrancar,
- 3:27quero que deixe nos comentários qual é esse problema da pele com o qual você
- 3:32convive já há meses ou até mesmo anos e não conseguiu solucionar.
- 3:36Estamos falando de uma rosácea, uma psoríase, um eczema, manchas na pele.
- 3:40Escreva, deixe nos comentários, porque hoje você encontrará o porquê de tudo isso
- 3:45e, sobretudo, o caminho, a solução definitiva para eliminá-lo desde a raiz.
- 3:50Bem-vindo, doutor David Duarte, ao "A lo Grande Podcast". Como você está?
- 3:55É um prazer imenso ter você aqui conosco hoje para compartilhar todo esse
- 3:59conhecimento valioso que certamente transformará a vida de muitos ouvintes que
- 4:04buscam respostas reais para suas questões de saúde dermatológica.
- 4:08Muito bem, muito feliz, muito obrigado.
- 4:11Feliz, feliz de estar aqui, de te ver de novo. Obrigado pelo convite.
- 4:15Eu estou mais encantada do que nunca.
- 4:17Eu já te disse isso quando gravamos a primeira vez e tenho certeza de
- 4:21que você vai voltar ao podcast,
- 4:23porque o que aconteceu naquela primeira entrevista foi fascinante;
- 4:27você explodiu a minha cabeça com muitos conceitos que a gente vinha
- 4:31entendendo errado há muito tempo sobre como o nosso corpo funciona. Então,
- 4:35hoje vamos falar especificamente sobre problemas de pele através da medicina
- 4:39unani. E, para isso, quero começar com esta pergunta,
- 4:42já que na introdução eu contextualizei a situação de como anda a medicina hoje em
- 4:47dia. Estamos falando da dermatologia,
- 4:49uma das especialidades também mais antigas que existem.
- 4:52E hoje em dia, com muito mais tratamentos do que antes, mais aparelhos,
- 4:56mais medicamentos, mais coisas que fazem na sua pele.
- 4:59E, mesmo assim, o seu médico diz que o seu problema é crônico,
- 5:03que é para a vida toda e que você tem que ficar usando um creme o
- 5:07tempo todo porque não tem solução.
- 5:09O que estamos entendendo errado sobre isso?
- 5:11Então, eu adoro essa pergunta,
- 5:13e quando estávamos falando sobre quais temas me fascinavam tanto, eu pensei nela,
- 5:19porque sim,
- 5:20estamos entendendo a medicina de uma forma muito diferente da medicina tradicional.
- 5:25Então, eu realmente penso que, se voltarmos a olhar para como a medicina
- 5:30chinesa,
- 5:31a medicina unani e todas essas abordagens enxergavam as coisas, é superinteressante.
- 5:37Então, número um, o óbvio é:
- 5:39se eu tenho uma espinha aqui na minha pele ou se eu tenho uma mancha,
- 5:43eu vou querer colocar alguma coisa por cima.
- 5:46Porque o órgão está ali, eu estou vendo,
- 5:49e o mais óbvio e lógico é pensar que o que acontece na minha pele tem,
- 5:54de alguma maneira, a ver com o que está acontecendo do lado de fora.
- 5:59E a solução mais imediata é passar algo sobre ela. Essa é, tipo, a ideia.
- 6:03Então, a primeira coisa que eu gostaria de propor como hipótese é que,
- 6:08para essas medicinas e para esta, como a medicina unani e tudo isso,
- 6:13a pele — o que acontece com a pele — não é um reflexo do que está
- 6:17acontecendo do lado de fora.
- 6:19É um reflexo do seu intestino.
- 6:21Especificamente do seu intestino, número um. E do seu fígado.
- 6:25Mas, para você entender de um jeito bem simples, é super fácil,
- 6:30vou te dar uma analogia super fácil.
- 6:32Se eu olho para as folhas de uma árvore, eu estou olhando para a terra,
- 6:37porque o que acontece com a folha da árvore é um reflexo do que
- 6:41sobra e do que falta na terra.
- 6:43Isso é um diagnóstico o tempo todo.
- 6:46Se você vê a folha e ela tem uma certa cor, ou se as veias dela estão visíveis,
- 6:51ou algo assim, podemos diagnosticar o que está acontecendo com a terra,
- 6:56o que falta e o que sobra nela.
- 6:58Essa é a relação pele-intestino.
- 7:00Mas o que acontece é que nós, na medicina moderna,
- 7:03um dos problemas que temos é que dividimos tudo em pedacinhos,
- 7:08tudo nós dividimos e tudo nós separamos.
- 7:10É como se você tivesse um carro, se você tivesse um computador,
- 7:15e você quisesse entender como ele funciona,
- 7:18aí você desmonta tudo e analisa uma peça isolada,
- 7:21mas depois você não volta a integrar o conjunto; não é a mesma coisa.
- 7:26E essa é muito a mentalidade do paradigma na medicina moderna.
- 7:30É: eu separo tudo, eu isolo, eu me especializo, mas depois eu não volto a
- 7:35integrar. E, então,
- 7:36a imagem que isso me dá é muito diferente de quando eu tenho tudo integrado.
- 7:41Olhar para a natureza do ponto de vista integrado,
- 7:45esse é um paradigma que se chama "sistêmico".
- 7:48Não é que um esteja certo ou errado, são ferramentas. Então depende,
- 7:52eu posso colocar o chapéu de sistêmico e isso vai me dar uma gama de habilidades,
- 7:58ou eu posso colocar o gorrinho de anatômico e dividir,
- 8:01e isso vai me dar outras habilidades.
- 8:04Bom, então a questão é que a pele, o que quer que esteja acontecendo com a pele,
- 8:09vem do intestino. Essa é a ideia fundamental.
- 8:12Então, parar de pensar logo de cara no que eu passo, no que eu cubro, no que eu faço.
- 8:18Então, eu quero te dar um antecedente que é superinteressante.
- 8:22Uma das lógicas que usamos no pensamento sistêmico — e eu sou
- 8:26fascinado por essa lógica e adoro,
- 8:29porque a uso muito — é a lógica evolutiva. Então,
- 8:32eu tento entender as coisas a partir de quando elas se
- 8:36formaram na história evolutiva,
- 8:38na história natural da espécie, qual função elas tinham,
- 8:42como foram se desenvolvendo e para que serviam.
- 8:45Então, acontece que nós viemos dos peixes, evolutivamente, não é?
- 8:49Então, nosso tataratataratataravô era um peixe.
- 8:52Antes de o nosso outro tataratataratataravô ser um anfíbio e sair
- 8:57do mar. Mas, enfim, antes era um peixe.
- 8:59E os peixes excretam, há uma diferença...
- 9:02Vou usar duas palavras: secretar e excretar.
- 9:05Então, uma excreta é uma substância de descarte, como urina ou fezes.
- 9:10Secreção, secretar e secreção, é uma substância fisiológica, como um hormônio.
- 9:15Então, a tireoide secreta, não é?
- 9:18O intestino excreta. Já o rim, ele tanto secreta quanto também excreta.
- 9:24Entendi, ótimo.
- 9:25Há órgãos que secretam e outros que excretam também.
- 9:29Existem órgãos que eliminam resíduos, isso é excretar.
- 9:33E secretar é quando fabricam substâncias que servem para o corpo.
- 9:38A pele, sendo o maior órgão do corpo e um dos mais antigos, tem essa dupla função.
- 9:44A pele excreta e secreta.
- 9:45Então, o interessante é que os peixes urinavam pela pele ou pelas enguias,
- 9:51porque já viviam no... Ou seja, já estavam na água com sal.
- 9:55Então, nós desenvolvemos rins porque, quando saímos do mar,
- 9:59a água e o sal já não se encontravam juntos e já não estávamos vivendo dentro
- 10:05de água e sal. Então,
- 10:06tivemos que desenvolver rins porque encontrávamos a água de
- 10:10um lado e o sal do outro, e tínhamos que juntá-los.
- 10:14Quando éramos peixes, não.
- 10:16Então, por essa habilidade, era muito fácil que nós excretássemos para o mar.
- 10:21Então, nas tradições antigas, como a judaica, a muçulmana, a taoista,
- 10:26que têm sistemas de nutrição halal ou têm o sistema kosher e assim por diante,
- 10:32o peixe de escamas sempre é considerado uma carne muito saudável,
- 10:36porque não acumula toxinas,
- 10:38e isso é pela habilidade que ele tem de excretar o tempo todo. Então, ele excreta.
- 10:44Então, não guarda coisas. Ok?
- 10:46Então, por isso é considerado assim.
- 10:49Se você tem uma pessoa — tomara que nunca viva isso, mas, enfim — no hospital,
- 10:54quando há uma pessoa com insuficiência renal, seus rins já não funcionam.
- 11:00Se você entra no quarto desse paciente, a pele parece acinzentada e cheira a peixe,
- 11:06cheira a urina. Por que a pele dele cheira a urina?
- 11:09Porque ele está urinando pela pele. É muito interessante.
- 11:13Então, isso me levou a pensar,
- 11:16porque eu estava no hospital e dizia aos meus professores, não é?
- 11:20"Ei, por que cheira assim?".
- 11:22"Ah, pois porque todos, quando suamos, temos um pouquinho de ureia".
- 11:27Ou seja, se você analisasse seu suor, há um pouquinho de xixi no seu suor.
- 11:32Mas pense nisso.
- 11:33Você não só tira xixi pela sua urina, pelo seu rim, pela sua urina;
- 11:38você também está tirando xixi pela sua pele. Como? Sim.
- 11:42Então, sua pele joga fora resíduos.
- 11:45Quando o rim desliga e já não pode mais e você começa a se encher de toxinas,
- 11:50elas começam a sair pela pele, porque era um órgão excretor,
- 11:55já era um órgão excretor.
- 11:56Então, as tradições como a chinesa, unani, ayurvédica, todas, as pré-hispânicas,
- 12:02todas perceberam isso.
- 12:04Por isso, nas tradições, por exemplo, no México, a pré-hispânica,
- 12:08uma das coisas — e que se continuam usando hoje — são as terapias de suor. Por quê?
- 12:14Ah, pois temos o hamame dos árabes.
- 12:17Temos o temazcal dos pré-hispânicos.
- 12:19Temos os outros dos indígenas norte-americanos, as primeiras nações.
- 12:24Todos têm uma versão de banhos onde você vai... Os suecos têm sua sauna. Por quê?
- 12:30Todos, a humanidade, percebemos que, se suássemos,
- 12:34ajudávamos o corpo a tirar resíduos, porque a pele naturalmente já tira
- 12:39resíduos. Ok?
- 12:40Então, temos que começar a entender a pele,
- 12:43que o que está acontecendo tem a ver com o fato de que ela está tirando resíduos.
- 12:48É fundamental compreender que a nossa pele é um sistema de limpeza vital e
- 12:54contínuo que trabalha em conjunto com os rins para manter o equilíbrio
- 12:59interno do organismo humano.
- 13:01Por isso, não importa quantos cremes você passe, não resolve...
- 13:05Pense no problema. Vou com minhas sacolas jogar o lixo.
- 13:09Saio do apartamento e levo tudo.
- 13:11Separei o lixo, pois sou consciente.
- 13:13Aqui tenho meu papelão e aqui tenho o vidro.
- 13:16É um processo que exige muita atenção.
- 13:18Na melhor, você separa já.
- 13:20Então eu vou saindo e chega um cara chamado Creme e me detém na porta.
- 13:25E eu quero sair, mas o Creme é gigante.
- 13:28É um jogador de futebol americano, é uma geladeira, mede uns dois metros.
- 13:33E eu sou bem pequenininho. E eu digo: "Quero sair".
- 13:37E o Creme me diz: "Você não pode".
- 13:39E ele tapa o meu poro, a porta.
- 13:41E me diz: "Você não pode".
- 13:43E eu: "O que eu faço com o lixo?".
- 13:46"Pois você come, porque as pessoas, os donos do prédio, não querem que fique
- 13:51feio". "Mas onde você quer que eu jogue o lixo?".
- 13:54Pois eu guardo, e guardo, e guardo, e guardo, me deixou doente, me deixou
- 13:59doente. Você não está me deixando tirar o lixo, eu vou acabar acumulando.
- 14:05Vai dar problema.
- 14:07E o que acontece com aquelas pessoas que, digamos, vêm usando corticoides há anos?
- 14:12Quer dizer, o que acontece na pele de quem está há anos e anos tomando corticoides?
- 14:18Não importa na pele, eu já tapei a saída.
- 14:21Agora, a sujeira eu tenho que ir guardar na articulação, aí vem a artrite.
- 14:26Ou a sujeira vai e cai em outro órgão, aí temos a artrite reumatoide,
- 14:31ou te dá uma tireoidite de Hashimoto, ou te dá fibromialgia,
- 14:35porque as toxinas vão gerar problemas onde quer que elas caiam.
- 14:39Então, se eu não estou permitindo que meu corpo jogue a sujeira fora,
- 14:44essa sujeira fica dentro do meu corpo.
- 14:47Agora, depende do tipo de sujeira, o tipo de problema que ela vai gerar.
- 14:52Se a sujeira são antígenos...
- 14:54Os antígenos são aquilo que, no sistema imunológico,
- 14:57gera uma reação antígeno-anticorpo.
- 15:00Quando alguém te injeta uma vacina, as clássicas, não as novas, as clássicas,
- 15:05eu te injeto o antígeno. É com isso que você consegue identificar o bicho.
- 15:10Isso se chama antígeno.
- 15:12Se eu te injeto o antígeno, não é o bicho vivo, é só a casquinha dele.
- 15:17Imagine que o bicho tem um boné e eu mato o bicho, tiro o boné e, com esse boné,
- 15:22meu corpo fabrica bombas. Então, da próxima vez que o bicho entra no corpo,
- 15:28eu já fabriquei as bombas e o mato mais rápido.
- 15:31Então, uma vacina é: eu mato o bicho, tiro os bonés e os injeto em alguém,
- 15:36essa pessoa fabrica bombas. Perfeito.
- 15:39Mas existe uma doença chamada artrite reumatoide, que é a febre reumática,
- 15:44a clássica febre reumática. O que acontece ali?
- 15:47Entra um bicho e começa a haver uma infecção muito grande.
- 15:51Então, há muitos bichos e eles têm seus casquinhos, seus bonés.
- 15:55Então começa a haver uma batalha no meu corpo porque há uma infecção e sobram
- 16:01os cadáveres e um monte de bonés.
- 16:03Só que os bonés vão para o sangue e viajam até as articulações,
- 16:07viajam até o coração e grudam nas células.
- 16:10Então, quando meu corpo fabrica bombas, ele ataca esses órgãos.
- 16:15E é a febre reumática, por isso ataca as articulações e ataca o coração.
- 16:20Então, parece que é autoimune, mas não é autoimune.
- 16:23O corpo realmente está atacando a si mesmo,
- 16:26mas porque o antígeno que vinha de outro lado grudou na célula
- 16:31própria e agora o corpo o ataca.
- 16:33Então, estou me adiantando na história.
- 16:36Agora imagine que, pelo motivo que seja,
- 16:38nosso intestino se transformou — pelo motivo que seja,
- 16:42que agora falamos — em uma fábrica de antígenos.
- 16:45E ele quer jogar isso fora por algum lugar.
- 16:48Um lugar que tem onde jogá-los é pela pele. Agora,
- 16:52se ele não está conseguindo jogar fora ou esses antígenos se acumulam na pele,
- 16:57o corpo vai vir e atacá-la.
- 16:59E essas são as manchas brancas ou esse vitiligo.
- 17:02Porque há antígenos que se acumulam e o corpo está atacando,
- 17:07mas esses antígenos grudaram nos melanócitos.
- 17:10Se o corpo os ataca, bom, vitiligo.
- 17:12É um processo de defesa que acaba se tornando um ataque contra o seu próprio
- 17:18tecido, entende?
- 17:19É fascinante e, ao mesmo tempo, muito perigoso para a saúde.
- 17:25Sim, mas eu quero chegar num ponto aqui...
- 17:28porque certamente muita gente vai interpretar, com esse exemplo,
- 17:32que por causa de uma vacina eu tenho isso.
- 17:34-Não, não. -Nem sempre.
- 17:35Não, não, não. É antígeno-anticorpo.
- 17:39Vacinas, não, não. Vacinas não, porque já fazem política com isso.
- 17:43Não, não, não, não. Antígeno-anticorpo.
- 17:46Ok, é que antígeno-anticorpo é a explicação do sistema imunológico.
- 17:51Ok, isso é a explicação...
- 17:52É assim que o sistema imunológico funciona.
- 17:56É assim que o sistema imunológico funciona. Ok, ok.
- 17:59Agora, como fabricamos os antígenos?
- 18:02Existem certos alimentos que fabricam ou que contêm antígenos,
- 18:06mas antes deixa eu colocar uma pausa nisso, só para explicar.
- 18:10A pele, assim como consegue eliminar sujeira, tem dois tipos de doença.
- 18:15Um, meu corpo começa a queimar combustível e gera fumaça ou não gera fumaça.
- 18:21Se gera muita fumaça ou muita sujeira, ele tem que eliminar, mas nem sempre consegue.
- 18:27Ele tenta eliminar pela pele, mas não consegue tirar totalmente e começa a
- 18:32acumular. Essas são as manchas da idade.
- 18:35Mais uma vez a pele, tentando eliminar substâncias tóxicas,
- 18:39não está conseguindo e elas se acumulam e formam manchas.
- 18:43São as manchas do rosto, o melasma.
- 18:47-Melasma. -É, sim, é isso aí.
- 18:49Então, se você tem uma pessoa com manchas no rosto ou melasma, sabe?
- 18:53E você dá um descanso ao fígado dela, deixa o fígado em paz,
- 18:57para que ele não fique trabalhando vinte e quatro horas por dia,
- 19:01sete dias por semana, as manchas desaparecem. Rápido.
- 19:05Em menos de três meses. Porque você deixou o fígado descansar.
- 19:09Fazendo um detox. Pode ser um detox de fígado?
- 19:11Não quero mais usar a palavra detox, pois está saturada.
- 19:15Prefiro usar uma expressão mais carinhosa: vamos deixar o nosso corpo descansar.
- 19:22E o que isso significa no nosso dia a dia?
- 19:25Mas, se eu deixar o fígado descansar,
- 19:27ele consegue fazer o seu trabalho — e o fígado é o rei da eliminação de resíduos.
- 19:32Se eu der um tempo ao fígado, ele consegue pegar essas impurezas e descartá-las.
- 19:37E assim já não precisa mais expulsá-las pela pele.
- 19:40Então, onde antes havia resíduos,
- 19:42eles acabam saindo porque o organismo encontra outro lugar para eliminá-los,
- 19:47sem precisar de cremes nem de nada.
- 19:49Por isso, as ervas usadas para tirar a mancha, o melasma,
- 19:53sempre agem sobre o fígado.
- 19:55Porque o fígado é o rei dos órgãos excretores.
- 19:58Os órgãos que mais eliminam resíduos, ou seja, os rins, o intestino e o fígado.
- 20:03Então, quando o fígado já não dá mais conta,
- 20:05quando o corpo já não sabe mais onde jogar a sujeira,
- 20:09ele tenta eliminá-la pela pele.
- 20:11Só que, depois, a gente tapa essa saída, e aí surgem os problemas.
- 20:15Ao dizer eliminar pela pele, fala do suor?
- 20:18O suor é uma dessas formas, assim como o sebo e a gordura.
- 20:21O corpo descarta por um lado e depois por outro.
- 20:24Eliminamos resíduos como sebo, gordura e suor.
- 20:27Um problema é querer eliminar esses resíduos e não conseguir.
- 20:31O outro é que os antígenos se acumulam e o corpo os ataca.
- 20:35Esses são os dois grandes grupos de problemas que temos na pele.
- 20:39Perfeito.
- 20:40Tem um grupo que é lixo acumulado que não consegue sair.
- 20:44Pois é.
- 20:44E tem um grupo que é: os antígenos se grudam nele e o corpo ataca.
- 20:48Ok, então agora vamos falar de antígeno e anticorpo.
- 20:53Então, antígeno e anticorpo é isso.
- 20:55A história toda começa com os laticínios.
- 20:58Voltamos aos nossos amigos, os laticínios, ok.
- 21:01Sim, então os laticínios, eu não sei até que ponto nós falamos dos laticínios,
- 21:06mas o leite tem uma proteína que nos ensinaram, sabe...
- 21:10Falamos sobre causas azuis e verdes, né?
- 21:12É causa verde, isso aí.
- 21:14Ok, então é uma causa verde.
- 21:16É importante conferir o outro episódio,
- 21:18mas podemos fazer um breve resumo do que é uma causa azul e uma causa verde.
- 21:23Azul, desequilíbrio hidroeletrolítico.
- 21:25Excesso de água e falta de sal ou eletrólitos.
- 21:28E verde é uma alteração na flora intestinal que também vem acompanhada de
- 21:33uma mudança no pH do corpo,
- 21:35porque temos uma deficiência de gordura e, portanto,
- 21:39não estamos gerando a bile correta. Então, bile, gordura,
- 21:43pH e flora intestinal estão inter-relacionados e é isso que
- 21:47gera a saúde no intestino.
- 21:48Se isso se altera, gera-se uma má flora intestinal e a pele vai sofrer.
- 21:53Então, a pele é o reflexo do intestino.
- 21:56Veja, nas medicinas antigas dizemos que os ouvidos refletem o azul,
- 22:01porque os ouvidos têm uma membraninha,
- 22:03que é o que me diz se estou parado torto ou assim.
- 22:07Então, ouvidos, equilíbrio ou desequilíbrio hidroeletrolítico.
- 22:11Ótimo. Falta de sal, sendo bem direta.
- 22:14Excesso de água, falta de sal, você vai ver isso aqui.
- 22:18Então, se eu tomo muita água cronicamente e pouquíssimo sal,
- 22:22é muito fácil ficar tonto.
- 22:23Porque isso está me sinalizando que eu tenha zumbido, aquele barulho constante,
- 22:29ou que eu sinta como se houvesse abelhas.
- 22:31Tudo isso tem a ver com os ouvidos e os rins.
- 22:34E existe uma lei na medicina: o que é nefrotóxico é ototóxico.
- 22:38Ou seja, um fármaco que é tóxico para os rins também é tóxico para os ouvidos.
- 22:43Agora, os olhos, além de serem o reflexo da alma, são o espelho do fígado.
- 22:48Por isso, quando você tem hepatite...
- 22:50Ficam.
- 22:51Ficam amarelas.
- 22:53Por isso a pele fica amarela na hepatite, porque é um órgão excretor natural.
- 22:58Se você não está conseguindo eliminar por um lado, a pele vai eliminar pelo outro.
- 23:04Então, na hepatite, é um ótimo exemplo para observar como mudam as excreções.
- 23:09A urina fica preta, as fezes ficam brancas ou claras e a pele fica amarela.
- 23:15Esses são os locais onde normalmente excretamos no corpo.
- 23:19O fígado se altera, que é o órgão rei em tirar o lixo.
- 23:23E, então, os outros órgãos começam a sofrer terrivelmente.
- 23:27Então, o verde — o que chamamos de "verde" para os amigos — é a flora intestinal,
- 23:33o equilíbrio ácido-base no corpo e a ingestão de gordura que determina a bile,
- 23:38que determina o pH do intestino, que determina a flora intestinal,
- 23:43que determina o que vamos cozinhar de comida ou não.
- 23:47Então, nós, humanos, que temos um intestino grandinho,
- 23:51temos uma relação simbiótica com os bichos do nosso intestino.
- 23:55Como espécie, o que nos define é que somos mamíferos. Somos mamíferos.
- 24:00Agora, o que quer dizer mamífero?
- 24:02Pois que vamos tomar leite da nossa mãe.
- 24:05Agora, o leite, famosamente, tem bombas.
- 24:08A coisa das vacinas, casquinho bomba, bom, o leite tem bombas.
- 24:12Agora, a questão de que o leite...
- 24:15Ou seja, você como mãe produziu leite, produziu bombas. Você dá isso ao seu bebê.
- 24:21O que normalmente se diz é que o seu leite, como tem bombas,
- 24:25isso é para fortalecer o sistema imune do bebê.
- 24:28Isso é falso, porque se isso fosse assim,
- 24:31aconteceria como o que acontece com os grupos sanguíneos.
- 24:35Suas bombas poderiam atacar os casquinhos do seu bebê e fazer mal a ele.
- 24:40É o que acontece com o grupo sanguíneo.
- 24:43Por isso o sangue do bebê não se mistura.
- 24:46E o sangue é um tecido específico, igual ao leite.
- 24:50Então, se eu coloco marcadores nas bombas do leite,
- 24:53elas não passam para o sangue do bebê, que, aliás,
- 24:57vão ser destruídas entre o estômago, no ácido. Depois no duodeno.
- 25:02E depois no intestino. E depois no fígado.
- 25:05As bombas não vão chegar ao sangue do bebê.
- 25:08E você não quer que cheguem, porque se as bombas inteiras da mãe chegassem ao bebê,
- 25:14poderiam atacá-lo.
- 25:15Isso é um fato biológico muito importante para a nossa sobrevivência.
- 25:21E então, para que serve o leite?
- 25:23Então, para que é que você tem essas bombas?
- 25:26Ah, pois é, porque quando um bezerro e um bebê humano nascem,
- 25:30como é que estão os intestinos deles? Estão limpos. Mas isso não é nada bom.
- 25:36-Como não? -O intestino limpo, sem nenhum bicho, né?
- 25:42Precisa de microbiota.
- 25:43Então, quando um bebê nasce — seja vaca, humano, macaco, lobo, urso,
- 25:48o que você quiser, até orca —, o intestino está limpo. E isso é ruim.
- 25:52Queremos que ele tenha a microbiota própria da espécie.
- 25:55Aí eles vão entrar em competição.
- 25:57O bebê nasce e faz assim: respira, e já começa a guerra. Bichos contra bichos.
- 26:02Vamos ver quem vai colonizar.
- 26:04É como um novo pedaço de terra, e são desenvolvedores imobiliários que dizem:
- 26:09"Uau,
- 26:10isso é um terreno de primeira linha", e todos correm para lá para ver quem vai...
- 26:15É como naqueles videogames de construção, eles vão lá para colonizar.
- 26:20Mas acabou de se abrir um território novo,
- 26:23que é o intestino do bezerro e do bebê humano.
- 26:26Os bichos de que a vaca precisa são totalmente diferentes dos
- 26:30bichos de que o bebê precisa,
- 26:32porque temos anatomias diferentes.
- 26:35A vaca tem quatro estômagos;
- 26:37sessenta por cento da sua digestão é dedicada à fermentação.
- 26:41Bom, noventa por cento é para fermentar, mas, anatomicamente,
- 26:46o maior espaço é o estômago.
- 26:48Por isso ela tem quatro estômagos.
- 26:50A digestão de uma vaca gira em torno de ter bichos.
- 26:54Dito de outra maneira, a vaca não se nutre de pasto.
- 26:57A vaca usa o pasto para alimentar os seus bichos.
- 27:01Os seus bichos fabricam os nutrientes que alimentam a vaca.
- 27:05O pasto não pode ser comido pela vaca porque não é para a vaca,
- 27:10é para os bichos da vaca. Então,
- 27:12os bichos da vaca amam o pasto e são eles que produzem vitamina B12 e aminoácidos.
- 27:18Então, a vaca come o corpo do bicho e as secreções do bicho, que, sim,
- 27:23são nutrientes. Para poder converter o pasto,
- 27:26que passa pelo metabolismo dos bichos e gera alimento para a vaca,
- 27:31são necessárias condições específicas, como a acidez.
- 27:35Por isso a vaca tem uma digestão ácida.
- 27:37É por isso que se chamam lactobacilos acidófilos.
- 27:41A vaca precisa de espaços muito grandes porque é uma fábrica de nutrientes,
- 27:46os seus bichos. E é um animal grande.
- 27:49Então precisa de quatro estômagos e bichos que fabriquem alimento.
- 27:54Então, já que fabricou, a vaca come.
- 27:56São bichos muito diferentes dos do humano.
- 27:59Nós, humanos, temos um estômago pequeno e um intestino delgado grande.
- 28:04A vaca tem um intestino delgado pequeno,
- 28:07porque toda a energia da vaca vai para produzir o alimento e o pouquinho que
- 28:13vai produzindo ela absorve rápido.
- 28:15Nós ingerimos uma montanha de nutrientes concentrados quando
- 28:19comemos carne e gordura. E isso vai nos sustentar por muitos dias.
- 28:24Por isso temos que expandir no intestino delgado e depois absorver.
- 28:29Então, se estivéssemos comendo corretamente,
- 28:32estaríamos projetados para comer alimentos de alta densidade de nutrientes.
- 28:37Para isso precisamos de um estômago pequenininho.
- 28:41Colocamos uma montanha de ácido clorídrico, que é uma explosão de ácido no
- 28:46estômago. Destrói a comida em cerca de quatro a seis horas. Passa para o duodeno.
- 28:52E depois misturamos com bile.
- 28:54E então o resto do tempo é absorver, absorver, absorver, absorver.
- 28:59Essa seria a digestão humana correta.
- 29:02Bichos totalmente diferentes.
- 29:04Então, o ser humano precisa de um tipo de bichos que, para esta conversa,
- 29:09vamos chamar de "bichos humanos" ou "alcalinos".
- 29:12E os da vaca, de "bichos de vaca" ou "ácidos".
- 29:16Ácidos entendi
- 29:18O seu bebê nasce, você o amamenta com muito amor,
- 29:21oferece as proteínas do leite materno humano, e as bombas matam as do leite de
- 29:27vaca. Então, quando eles competem...
- 29:29Porque você faz assim e acaba introduzindo milhões de microrganismos.
- 29:34Os da vaca, os humanos e outros.
- 29:36Mas o ponto é quem ganha a guerra interna de quem vai colonizar. Então,
- 29:41o que a mãe faz pelo seu bebê humano com essas bombas é facilitar muito as coisas
- 29:47para ele, porque mata a concorrência.
- 29:49Estão competindo os microrganismos humanos e os microrganismos da
- 29:54vaca pelo intestino do humano.
- 29:56E a mãe humana lança bombas e mata os microrganismos da vaca.
- 30:00Então os humanos vencem.
- 30:02E, então, ele começa a ter uma flora intestinal espetacular.
- 30:06Já pode comer carne, já pode comer gordura, aos dois meses,
- 30:10um mês depois de ter nascido. Como na natureza.
- 30:13Você nunca viu na natureza uma orca que diz: "Não, não, não, se acabou de nascer,
- 30:19temos que primeiro dar cereal e depois arroz, e depois sei lá o quê, e depois
- 30:24fruta, e depois batido, e depois ver que diabos, e só então ele pode".
- 30:29Não é esse o incentivo.
- 30:31Mas os bebês só começam a comer aos seis meses, não é?
- 30:34Quando o estômago está supostamente pronto.
- 30:36Isso se chama desmame, e vão te dizer para começar dando frutas, depois cereais,
- 30:42depois você vai dar tudo cozido e vai dar papinha.
- 30:45Mas nada disso faz sentido na natureza. Vá pela lógica natural.
- 30:49Caçador-coletor, Homo sapiens sapiens. Caçador-coletor, não é?
- 30:53Você tem o grupo humano ali.
- 30:55O que é que eles vão comer?
- 30:56O que é que eles vão comer de verdade?
- 31:01Pois é, o que eles caçaram.
- 31:03O que eles caçaram. O que foi que caçaram?
- 31:06Pois o que caçaram: o javali, ou o antílope, ou o que quer que tenham caçado,
- 31:11não é?
- 31:12Eles têm o seu animal, têm seus filhotes humanos e essa é a comida que existe.
- 31:16"Não, não, não, não, não, é bebê, não pode, não, não, temos que ir buscar
- 31:21arroz". Para a China? No inverno? Na era glacial?
- 31:24"Ei, não, não, não, não, fruta, manga".
- 31:27De onde diabos você vai tirar isso?
- 31:29"Não, não, não, não, verdura". Estamos na era glacial.
- 31:32Estamos na França, na era glacial, onde tudo está congelado.
- 31:36E a única coisa que há para comer é aquilo.
- 31:39Mas tente entender que as mães só davam o peito.
- 31:42Amamentavam. Só que as pessoas acham que o leite é um bom alimento.
- 31:46Essa não é a função principal do leite.
- 31:49Entendi.
- 31:50Na natureza... Estou dizendo que é importantíssimo amamentar.
- 31:54É fundamental para a saúde. Mas veja o porquê.
- 31:57Nós, humanos, precisamos dos bichos.
- 31:59Todas as digestões de mamíferos precisam de bichos. É uma questão de bichos.
- 32:04O leite materno foi desenhado para programar o intestino para os bichos.
- 32:09Então, o que você quer é que, bem rápido,
- 32:11existam bichos para logo dar a comida do grupo, porque é isso que tem de comida.
- 32:17Não é que o grupo coma uma coisa e os bebês outra.
- 32:20Isso só acontece na era humana moderna.
- 32:22Isso não existe na natureza. Você vê a ursa? O que a ursa come?
- 32:26A mesma coisa que o filhote. O que a orca come? A mesma coisa que...
- 32:31Em alguns casos, eles mastigam e dão para eles, coisas assim,
- 32:35mas todos comem a mesma coisa, porque é o que tem.
- 32:38Não existem duas nutrições.
- 32:41Mas o sistema...
- 32:42Quer dizer, o estômago desse bebê recém-nascido ainda não estaria,
- 32:46supostamente, preparado, desenvolvido, não é?
- 32:49A única coisa de que ele precisa: bichos.
- 32:52Todo o resto já está perfeitamente preparado. Tem ácido clorídrico?
- 32:56Tem ácido clorídrico. Está tudo certo, o intestino está perfeito,
- 33:00não precisa de mais nada para amadurecer.
- 33:02A única coisa de que ele precisa, a única, é uma microbiota.
- 33:06E essa microbiota ele recebe do leite da mãe.
- 33:09Não é que ela lhe dê porque ele não tem os bichos.
- 33:12Ela lhe dá as bombas com as quais ele mata os outros bichos.
- 33:16E, assim, a microbiota correta se desenvolve.
- 33:19E por que, então, nos dizem que não devemos dar comida para eles durante os
- 33:23primeiros seis meses de vida?
- 33:25Porque a crença é de que a nutrição humana se resume a carboidrato.
- 33:30Esse é o grande erro da nutrição moderna.
- 33:33Dito de outra forma, temos três macronutrientes que você conhece muito
- 33:38bem. Temos gordura, carboidrato e proteína.
- 33:41Existem nove aminoácidos essenciais.
- 33:43Existem duas gorduras essenciais.
- 33:46Não há carboidrato essencial. Não existe. O que isso quer dizer?
- 33:50Que, se um ser humano nunca, em toda a sua vida, tocar em um carboidrato,
- 33:55o único que terá será saúde.
- 33:57Porque não há açúcar essencial e o ser humano consegue fabricá-lo.
- 34:02O que realmente existe é proteína essencial, ou seja, aminoácidos, e
- 34:07gordura. Se você tirar a gordura, a pessoa adoece.
- 34:11E as melhores gorduras são as de origem animal, porque fomos projetados assim.
- 34:16Portanto, o ser humano não precisa de carboidrato para estar saudável.
- 34:21Ele precisa, sim, de aminoácidos, de gordura, de água, de sal e de oxigênio.
- 34:27Esses são os essenciais. E mais um par de eletrólitos e oligoelementos.
- 34:32Não precisa de açúcar, porque, se precisasse, o seu fígado já o fabricaria e
- 34:37pronto. Como podemos fabricá-lo, por isso ele não é essencial.
- 34:42É um fato biológico absoluto.
- 34:45Então, voltando à ideia. Nasce o seu bebê, e com muito amor você o amamenta.
- 34:50Você lhe dá as bombas, gera a estrutura intestinal para que haja bichos.
- 34:55Você o alimenta com aquilo que existe. Certo?
- 34:58Agora, o que acontece na era moderna?
- 35:00Você vai retirando o peito e passa a oferecer uma nutrição mais afim à da vaca.
- 35:06Não à do humano. Porque a nutrição humana é de alta densidade.
- 35:10E o que vamos dar a ele é mais semelhante à da vaca: frutas, verduras e açúcar.
- 35:15E agora vou até colocar bichos da vaca. Flora intestinal de vaca.
- 35:19Vou dar lactobacilos de vaca. Firmicutes de vaca. O que vou gerar?
- 35:24Um intestino para uma nutrição para a qual ele não tem a anatomia.
- 35:28Literalmente, é isso que fazemos.
- 35:30Eu vou até a vaca, pego os bichos dela.
- 35:33"Ah, já tenho microbiota, lactobacilos".
- 35:36Vou para outra espécie, que nada tem a ver com a outra,
- 35:39porque ela não tem quatro estômagos, porque nós sim podemos comer gordura,
- 35:44a outra não, nós não conseguimos gerar vitamina B2, a outra consegue.
- 35:49São digestões opostas.
- 35:50Pego os bichos da digestão oposta à minha e vou dar ao meu bebê.
- 35:55E a pele dele explode. E agora ele tem dermatite e neurodermatite do pañal.
- 36:00E a gente diz que precisa aplicar cortisona.
- 36:03Mas isso aconteceu quando eu dei o leite de vaca.
- 36:06Então o bebê estava muito bem, estava de puta madre, como dizemos.
- 36:10É um ciclo de erros que ignoramos completamente ao substituir a nossa
- 36:15biologia natural pela de um animal que possui um sistema digestivo totalmente
- 36:20distinto do nosso,
- 36:21causando um desequilíbrio profundo que se manifesta na pele e na saúde geral da
- 36:26criança, que antes estava perfeitamente saudável e feliz.
- 36:31Ele não tinha dermatite.
- 36:33Não! Se a mãe consome muitos laticínios, pode passar resíduos pelo leite.
- 36:37Isso pode acontecer. Ou pela respiração. Pode contagiar.
- 36:41Se a mãe estiver bem do intestino...
- 36:44E isso já é algo tão comum hoje em dia, né?
- 36:47Bom, vamos parar um pouco para pensar sobre isso.
- 36:49Razoavelmente bem,
- 36:51ou que o dano dele foi para outro lugar e não vai passar para o bebê.
- 36:56O seu bebê nasce com bichos humanos.
- 36:58O bebê não tem problemas de pele.
- 37:01Bebê, bichos humanos, bebê não tem problemas de pele. Eu dou fórmula.
- 37:06Acabei de gerar um caos, porque agora, além dos bichos humanos,
- 37:10eu estou dando bichos de vaca. Eles vão acabar brigando.
- 37:14Mais bombas de vaca, porque o leite de vaca traz bombas de vaca,
- 37:19e as bombas de vaca são feitas para matar bichos humanos,
- 37:23já que a história do lado da vaca é bem diferente.
- 37:26Nasce o bebê vaca, a mãe vaca pega e amamenta o seu bebê vaca.
- 37:31Bom, não exatamente assim, mas...
- 37:33E então, a tripa do bebê vaca não tem bichos.
- 37:36Eles também vão acabar brigando.
- 37:39Bichos de vaca e outros humanos.
- 37:41O leite da vaca tem bombas anti-bichos humanos.
- 37:44Então eu tomo o leite da vaca, que é feito para a digestão oposta,
- 37:49e dou para o meu bebê. E depois, em uma semana, duas,
- 37:53em um mês a dermatite explode — pois claro que a dermatite explode,
- 37:58eu acabei de gerar um caos completo na saúde do meu filho recém-nascido,
- 38:03ignorando toda a biologia natural que deveria proteger o seu organismo
- 38:08frágil e em pleno desenvolvimento.
- 38:10É o mesmo que se a mãe tiver essa alimentação.
- 38:13Passa tudo através do leite.
- 38:15É parecido. Não é muito, mas é bem parecido.
- 38:18Pode ser, afeta.
- 38:20Se a mãe toma café da manhã,
- 38:22almoça e janta laticínios jovens e come um monte de suplementos de flora intestinal,
- 38:28sim, porque ela vai acabar transmitindo isso para o bebê. Porque são bichos.
- 38:33Se a mãe tem a língua branca — porque a língua é o reflexo do intestino —,
- 38:38então ela tem um monte de saburra.
- 38:40Tem um monte de sintomas gastrointestinais.
- 38:43Ela toma e incha como um balão, sua pele está um desastre,
- 38:47ela vai passar para o bebê os bichos que não eram dele.
- 38:50E depois ela vai fortalecê-los com a nutrição da vaca.
- 38:54Então ela vai dar frutas e verduras para o seu bebê,
- 38:57pensando que está dando uma boa alimentação. Sim, se fosse vaca.
- 39:02Então o conceito disso chama-se "densidade de nutrientes".
- 39:06Estamos falando da pele e estou falando da digestão para que se entenda.
- 39:10Então, o que acontecia comigo no México, que os pacientes chegavam...
- 39:15Porque, se não,
- 39:16eles não vão entender de onde eu venho se é a primeira vez que me ouvem e dizem:
- 39:21"Esse cara está louco. A ver, que porra está acontecendo?".
- 39:25Vinham as senhoras com seus filhos e eu tinha a mesma informação que todo mundo
- 39:31tem: a introdução alimentar, e nos ensinam a introdução alimentar e os programas.
- 39:36Eu fiz essa parte no hospital de nutrição do México, que é um dos melhores,
- 39:41e não sei o quê. E você tem que dar o arrozzinho e você dá a horchata e, então,
- 39:46se faz a introdução alimentar assim, e a papinha e a fruta,
- 39:50tudo o que você já sabe um milhão de vezes. Eu sabia isso também, né?
- 39:55Chegava a senhora com seu bebê e, então, me dizia: "Olha,
- 39:59meu bebê tem alergias e meu bebê tem neurodermatite e tem problemas
- 40:03de pele e tem não sei o quê, ok?".
- 40:05Então a lógica é: vamos passar coisas nele. "Olha,
- 40:09meu bebê está começando com alergias a diferentes coisas." Fazem o teste
- 40:14na pele e aparecem vergões,
- 40:15já tiraram o teste do pezinho, já fizeram o estudo e ele é alérgico a vinte,
- 40:21trinta tipos de antígenos, né?
- 40:23Então querem colocar cortisona, querem fazer tratamentos de dessensibilização,
- 40:28que é introduzir injeções de alérgenos suavemente para que ele vá deixando de
- 40:33reagir dessa maneira.
- 40:34E eu dizia: "Ok, ok, ok, mas por que não vamos corrigir o intestino primeiro?".
- 40:40Então, no unani, o que entendemos é que a barriga é a terra,
- 40:44como as raízes se metem na terra.
- 40:46Bom, nosso intestino são raízes e a comida é a terra, tal qual.
- 40:50E a pele são as folhas, também os pulmões,
- 40:53porque os pulmões fazem troca gasosa como as folhas.
- 40:56Então, sim, o intestino... preciosa essa ideia.
- 40:59Então o que fazíamos, ou o que eu fazia, é: vou tirar pão, massa,
- 41:04farinhas e laticínios. E vamos mudar a fermentação.
- 41:07Então vamos colocar dois alimentos muito medicinais como o vinagre,
- 41:12porque ele tem bichos mais humanos.
- 41:15Falamos do bebê
- 41:16Para um bebê, retiro pão, massas, farinhas e laticínios, dando vinagre.
- 41:21Existe uma receita unani antiga de Avicena: vinagre com mel, delicioso.
- 41:25Você faz esse preparo e pode adicionar ervas, mas o vinagre com mel é a base.
- 41:30É uma mistura excelente para equilibrar a saúde do pequeno desde o início,
- 41:34garantindo um desenvolvimento muito mais natural e saudável.
- 41:38Vinagre de mãe, né?
- 41:40Vinagre com mãe de maçã ou algo assim, com mãe. Com mãe.
- 41:43Estamos falando desse...
- 41:46Com certeza.
- 41:47Bichos vivos. Então você coloca isso e...
- 41:50Agora vou te contar a outra coisa.
- 41:52Queijo azul, que fede, mas eles gostam.
- 41:55Eles gostam? Pois é, bom.
- 41:57Vou te contar da minha primeira paciente, a Berni, que me ensinou isso.
- 42:01Ela tinha dois anos, um caso incrível.
- 42:04Damos vinagre, tiramos pão, massas, farinhas e laticínios.
- 42:08Laticínios, de vaca, não é?
- 42:09Iogurte.
- 42:12-Peito é sagrado -Com certeza, isso é importante, claro.
- 42:15E, por exemplo, leite de amêndoa não é um laticínio. Não é um laticínio.
- 42:20Tem que vir da teta de um animal.
- 42:22E se vier da teta da sua mãe, tudo bem.
- 42:24Se vier da teta de outro animal, tudo bem.
- 42:27"Ei, David, mas pelo que você diz, se tivéssemos leite de urso, seria incrível".
- 42:32Leite de urso, sim, porque ele tem a mesma digestão que a gente.
- 42:36O problema é tirar o leite do urso, mas fora isso...
- 42:39Falamos da outra vez sobre o leite de cabra, que tem o mesmo...
- 42:43Qual a digestão? Que bichos tem?
- 42:45Precisa ver o que eles comem.
- 42:47Com certeza.
- 42:48Entendeu? Leite de orca? Sim. Leite de ursa? Sim. Leite de tigre? Sim.
- 42:52É tudo uma questão de entender.
- 42:56-Onde acha isso? -São caçadores nus.
- 42:59Ah, entendi, faz todo o sentido.
- 43:01Porque são puros, têm estômagos pequenos, intestinos delgados longos,
- 43:05que são projetados para uma alta densidade de nutrientes.
- 43:10Como nós. Então, nós tirávamos o pão, as massas, as farinhas e os laticínios,
- 43:15dávamos vinagre e esperávamos.
- 43:17Depois de um mês, ele já não tem mais erupções na pele.
- 43:21Em três meses, ele já não tem mais alergias.
- 43:23Seis meses depois, nós repetimos o exame e,
- 43:26se antes ele era alérgico a quarenta coisas, agora ele já não é alérgico a
- 43:31nada. É um processo de recuperação muito interessante.
- 43:38O que está acontecendo? Por quê?
- 43:40Porque eu já não estou produzindo as toxinas que acabam me autointoxicando.
- 43:46Tudo o que você vê na pele — ou a grande maioria das coisas,
- 43:50a menos que você tenha se queimado no chão,
- 43:53tenha passado produtos químicos da roupa ou algo assim vindo do sabonete —,
- 43:58a maior parte do que você vê na sua pele vem do seu intestino, o que, por sua vez,
- 44:04inclui o seu fígado.
- 44:05Hoje em dia fala-se muito sobre isso e, aliás,
- 44:08eu até te comentava antes da preparação deste episódio que já trouxemos uma
- 44:12médica, a Dra.
- 44:13De la Puerta, que é uma referência em temas de microbiota na Espanha. E ela...
- 44:18Bem, tivemos uma conversa principalmente sobre questões da pele.
- 44:21Como eu estou sempre envolvida nesses assuntos,
- 44:24para mim pareceu natural falar agora sobre a relação entre microbiota e pele.
- 44:28Mas, para muita gente, era completamente...
- 44:31quer dizer, o que você está dizendo?
- 44:33Ou seja, um problema no estômago pode refletir um problema na pele.
- 44:37Uma disbiose, que agora está tão na moda...
- 44:39Uma disbiose. Pois que disbiose é exatamente...
- 44:42disbiose é o nome que se dá para dizer:
- 44:45“você tem a flora intestinal de uma vaca sendo um ser humano”.
- 44:49O problema é que a gente não identifica isso,
- 44:52porque o grande problema que temos hoje é que chamamos a flora intestinal da vaca de
- 44:58“flora intestinal humana normal”,
- 45:00porque ainda não conseguimos relacionar a nossa anatomia com a nossa nutrição.
- 45:05Nós fomos projetados para uma nutrição de alta densidade. O que isso quer dizer?
- 45:10Não acreditem em mim, ok? Não acreditem em mim.
- 45:13Querem descartar o que eu digo?
- 45:15Vão em frente, mas aqui vão dados concretos.
- 45:18Se você coloca uma alface ou uma salada no prato, o que tem ali?
- 45:23Noventa por cento é água.
- 45:24“Ei, vou comer de manhã uma alface, ou seja, uma salada de alface,
- 45:29e depois uns tomates, e depois, ao meio-dia, vou comer talvez um pão,
- 45:33e depois vou comer um prato de fruta,
- 45:36e na fruta vou colocar diferentes tipos para ter uma mistura de minerais
- 45:40variados”. Você está comendo água, água, água, água, açúcar.
- 45:44Esse é o problema das frutas e verduras,
- 45:47que a grande maioria do volume delas é água.
- 45:50Verduras verdes, água e celulose que nós não digerimos.
- 45:54“Ah, é que se não comermos fibra, não evacuamos”. Falso.
- 45:57O que faz a gente evacuar é se temos o estímulo de comprimir o intestino,
- 46:02de fazer peristalse. O que mais gera esse estímulo é a bile.
- 46:06Mas a bile está relacionada ao chamado “complexo motor migratório”.
- 46:11O complexo motor migratório é exatamente o que faz com que você coma e,
- 46:15pouco tempo depois, evacue; o processo é muito parecido com isso.
- 46:20Então, se eu secreto bile, meu intestino tem que se mexer e eu evacuo, ok?
- 46:25Se eu tiro a gordura da dieta, já não secreto bile, ou secreto muito pouca.
- 46:30Agora meu intestino não quer se mexer. Aí eu coloco fibra.
- 46:33Não consigo digeri-la porque não sou uma vaca.
- 46:37Então, coloco um monte de fibra, não consigo digeri-la e isso acaba me
- 46:41machucando.
- 46:42É um ciclo vicioso de má digestão e inflamação constante que ignoramos por
- 46:47completo ao seguir diretrizes nutricionais que não levam em conta a nossa real
- 46:52biologia. Precisamos entender que o nosso sistema digestivo não foi feito para
- 46:57processar volumes enormes de celulose,
- 47:00mas sim para absorver nutrientes densos e vitais para o nosso funcionamento.
- 47:05E isso acontece com muita gente que consome fibra demais e, mesmo assim,
- 47:09continua com prisão de ventre crônica.
- 47:12Exato, você não digere e só evacua porque isso te machuca.
- 47:16Fomos feitos para evacuar via complexo motor migratório ativado pela bile.
- 47:21Se tira a gordura, tira a bile, para o complexo e a evacuação acaba.
- 47:25Ao ingerir isso, causa irritação e você evacua,
- 47:28mas não porque fomos projetados para tal.
- 47:30O corpo apenas reage a algo que não deveria estar ali,
- 47:34tentando expulsar o que causa dano.
- 47:38Então, para a gente ativar essa bile, precisamos consumir gordura.
- 47:43Por isso temos uma vesícula biliar gigantesca,
- 47:46cuja única função é acumular um monte de bile para fazer uma explosão,
- 47:51comer uma vez ao dia e pronto.
- 47:53Porque fomos projetados para comer alimentos de alta densidade de nutrientes.
- 47:58Veja bem, eu como um filé de carne bovina.
- 48:01Quarenta por cento é água.
- 48:03Entre quarenta e sessenta, depende do ponto.
- 48:06Isso quer dizer que entre quarenta e sessenta por cento é comida.
- 48:11Quanto eu tenho que comer para me nutrir?
- 48:14Trezentos gramas e eu já me nutri,
- 48:16porque tem gordura essencial e aminoácidos essenciais.
- 48:20Duzentas graminhas, trezentas graminhas e eu já me nutri para três dias. Sim.
- 48:26Eu como café da manhã, almoço e jantar, frutas e verduras, frutas e verduras,
- 48:31frutas e verduras, frutas e verduras, frutas e verduras.
- 48:35Termina o dia, eu não me nutri.
- 48:37Me faltam gorduras, me faltam aminoácidos.
- 48:40Agora, se eu souber muito bem e souber combinar, vou dar uma trapaceada,
- 48:45vou colocar esse azeite, vou colocar esse abacate, vou colocar essas oleaginosas,
- 48:51vou colocar por aí,
- 48:52mas eu tenho que colocar e colocar e colocar e colocar e colocar.
- 48:57Eu não tenho quatro estômagos!
- 48:59Porque é uma nutrição com uma lógica de baixa densidade de nutrientes,
- 49:04como a da vaca. Todo o problema é que precisamos entender que não somos vacas.
- 49:10Não temos quatro estômagos.
- 49:12A vaca precisa comer dez por cento do seu peso quase todos os dias porque
- 49:17existem pouquíssimos nutrientes disponíveis naquilo que ela come.
- 49:21Você acha que fomos feitos para comer uma vez por dia?
- 49:24Vou te tirar um pouco da...
- 49:26Uma vez, duas vezes por semana.
- 49:28E isso é, além de tudo, o que protegeria o planeta.
- 49:31O nosso modelo atual não é sustentável nem para a nossa saúde, nem para o planeta.
- 49:37Isso é um fato muito importante.
- 49:42Bom, sei que é outro assunto.
- 49:44A forma como as calorias foram calculadas.
- 49:47Sim, pode seguir.
- 49:48A maneira como isso foi calculado, porque tudo gira em torno das calorias.
- 49:53De onde eu quero tirar as calorias? Carboidratos.
- 49:57De onde eu tiro os carboidratos? Da terra.
- 49:59Quem foi que disse o que a gente deveria comer? Nos Estados Unidos...
- 50:04Quando fizeram o primeiro estudo sobre como é a dieta humana na Europa...
- 50:09Olha, não tenho certeza se foram os suíços ou os suecos,
- 50:13porque depois eu me confundo.
- 50:15Não quero dizer uma bobagem.
- 50:17Mas a primeira pirâmide nutricional foi feita por um deles. E eles disseram...
- 50:23Está num livro muito bom que se chama "Death by Food Pyramid", um livro lindo.
- 50:28E depois vem outro livro lindo chamado "Food Politics", se quiserem conferir o
- 50:34dado. Bem, nesse "Death by Food Pyramid" diz: "Primeira pesquisa de pirâmide
- 50:39nutricional". E eles disseram: "É preciso comer gordura e proteína.
- 50:44Um par de coisas fermentadas e pronto". Foi essa.
- 50:47Os Estados Unidos estavam passando por uma crise econômica e precisavam dar
- 50:52vale-alimentação para o seu povo.
- 50:55Se a recomendação oficial fosse comer carne, seria caríssimo e eles não tinham
- 51:00como. Então estavam decidindo qual seria a nutrição humana.
- 51:04Então, quem decidiu o que era a nutrição humana foi o USDA,
- 51:08United States Department of Agriculture.
- 51:11Ou seja, o que hoje é a norma universal de que diabos os seres humanos devem comer,
- 51:17foi decidido pelo Departamento de Agricultura.
- 51:20Não foram nutricionistas e não foram médicos que decidiram.
- 51:24E os médicos e os nutricionistas que disseram algo, foram mandados para o
- 51:29diabo.
- 51:30E, então, o que fizeram foi: "Ah, não, não, não, o que os agrônomos disseram,
- 51:36o que eles disseram...". A nossa anatomia...
- 51:39Então, volto à densidade de nutrientes, tá bem?, para não me meter...
- 51:44É que a política sim, mas, enfim, essa é a história, leiam lá.
- 51:48Se não quiserem acreditar em mim, tudo bem.
- 51:51Está lá, são muito interessantes esses livros.
- 51:54Para não ficar batendo nessa tecla.
- 51:57E não, nem eu acredito nessas coisas como teorias da conspiração.
- 52:01Não, de jeito nenhum,
- 52:03simplesmente são grupos e depois a gente pensa que essa mudança não é tão
- 52:08importante e depois a vemos a longo prazo e acaba que era uma mudança muito
- 52:13significativa. Que no momento eu não acho que as pessoas fizeram com má-fé.
- 52:18Simplesmente disseram: "Bom, não vamos dizer para eles comerem carne,
- 52:23vamos dizer para eles comerem pão e arroz".
- 52:26É o que tem e é preciso fomentar a economia.
- 52:29Pois é, acaba sendo arroz e pão. Você já sabe, né? E é isso, ok?
- 52:34Mas já está na hora de a gente revisar essas coisas.
- 52:37Então, é preciso entender a nutrição...
- 52:40antes de complicar demais a situação.
- 52:42E sobre isso, não acreditem em mim.
- 52:45Chequem um milhão de vezes.
- 52:47Mas o raciocínio é o seguinte: densidade de nutrientes.
- 52:51A quantidade de alimento que realmente existe dentro do volume daquele alimento.
- 52:56Então, se eu quiser obter toda a minha nutrição apenas de frutas e verduras,
- 53:01eu preciso de muito mais volume para suprir as necessidades.
- 53:06É um volume realmente enorme.
- 53:08Vamos pensar um pouco, não é? Vamos lá.
- 53:11E se eu quiser obter minha nutrição a partir de fontes animais,
- 53:16eu preciso pensar assim: densidade de nutrientes. Essa é a lógica.
- 53:21Eu olho para isso e fico pensando: "E esse aqui, a quem pertence?".
- 53:25É como se eu tivesse um carro quatro por quatro que gosta de entrar no lago,
- 53:31e depois tenho uma bicicleta,
- 53:33e aí tenho aqui duas pessoas — uma está vestida como se fosse acampar
- 53:38e a outra está de chinelos —, quem vai em qual veículo?
- 53:42É como: quem corresponde a quê?
- 53:44Tipo aqueles jogos de criança.
- 53:47Se eu tenho um grupo de nutrientes que precisa de um volume enorme para te
- 53:52nutrir e outro grupo de comida que precisa de um volume bem pequeno,
- 53:57vou agora observar a anatomia.
- 53:59Um estômago gigantesco dividido em quatro compartimentos versus
- 54:04um estômago bem pequenininho;
- 54:06este é o tamanho do nosso estômago cheio.
- 54:09Nós fomos projetados para o de um animal que consome alimentos densos ou para o de
- 54:15um herbívoro que precisa de muito volume?
- 54:18É por isso que vivemos em uma sociedade também tão mal nutrida.
- 54:22Exatamente, pois você come cinco vezes ao dia e termina o dia desnutrida.
- 54:30E o que dizem, por exemplo,
- 54:31sobre a menopausa — falando com muitos médicos — é que o maior erro
- 54:35que se comete durante a menopausa,
- 54:37embora talvez não esteja relacionado ao tema, é uma contribuição interessante:
- 54:42claro, hoje em dia o maior problema da menopausa é que também consumimos
- 54:46menos proteínas do que precisamos.
- 54:48Mas há ainda outro problema:
- 54:50a gente pensa que nossa capacidade de digerir é infinita — e não é,
- 54:55porque depende... Além disso, você pode colocar comida no seu corpo,
- 55:00mas isso não garante que você consiga extrair os nutrientes.
- 55:04Então, nós fomos desenhados para gerar uma acidez de outro mundo.
- 55:09Nosso ácido clorídrico é uma loucura de tão forte.
- 55:13É caríssimo produzir nosso ácido clorídrico,
- 55:16porque ele é da melhor qualidade que existe.
- 55:19A vaca tem um ácido clorídrico mais fraco,
- 55:22porque ela não aguentaria a intensidade do nosso — se fosse igual ao nosso,
- 55:27mataria os bichos dela.
- 55:29Então, ela gera uma acidez suave que vai fermentar o alimento,
- 55:33porque a vaca não se alimenta de fibra.
- 55:36Os bichos dela é que se alimentam de fibra e dão de comer à vaca,
- 55:41e é por isso que ela precisa gerar todo esse desastre que gera,
- 55:45e é por isso que ela passa o dia inteiro mastigando e fica lá parada
- 55:50esperando a comida cozinhar. Nós, não.
- 55:53Nós geramos uma quantidade de ácido clorídrico absurda e temos um estômago
- 55:58que aguenta isso e o usamos corretamente.
- 56:01O alimento entra e recebe um golpe, mas com muita força, de ácido clorídrico.
- 56:07E ainda vai levar umas quatro horas para destruir o alimento.
- 56:11Quando isso acontece, se contiver gordura e proteínas,
- 56:15quando isso passa para o seu duodeno, para a parte seguinte da digestão,
- 56:20vai gerar muita bile e ela é secretada.
- 56:23Não é que ela foi gerada na hora, ela já estava na vesícula e é apenas espremida.
- 56:29Mais uma vez: a bile é caríssima, caríssima de produzir.
- 56:33O fígado está lá trabalhando sem parar o dia todo,
- 56:36e o estômago sem parar fazendo ácido clorídrico.
- 56:40E a comida chega e ele secreta todo o ácido clorídrico,
- 56:44e o outro secreta toda a sua bile.
- 56:46E isso é caríssimo, gastaram um monte de dinheiro, de energia do corpo,
- 56:51para digerir a comida que chega.
- 56:53Então, você coloca carne, ele destrói isso em quatro horas, passa para o duodeno,
- 56:59ele joga bile, vai saponificar a gordura para que você possa absorvê-la.
- 57:04Depois, ainda vai passar outras quatro, seis,
- 57:08oito horas absorvendo o que já destruiu.
- 57:10Então, você comeu uma vez e não precisa voltar a comer por dois, três dias,
- 57:16porque você já tem o suficiente, já está pronto.
- 57:19O que sobrou, o corpo guardou; o que não, sei lá, o fígado descansa.
- 57:24"Nossa, essa digestão foi muito boa mesmo!"
- 57:28Então, você acha que para limpar o fígado não precisa fazer todos
- 57:32esses processos de detox e tal? Ou seja, basta comer...
- 57:35O que você tem que fazer se eu te der...?
- 57:38Você tem um dia de trabalho de oito horas e, de repente,
- 57:41eu te dou vinte horas de trabalho durante dez anos.
- 57:45Do que você precisa para descansar? É paz? Cremes? Um coach? Ou que me deixem em paz?
- 57:50Do que você precisa? Pois é, férias.
- 57:53Quer dizer, é mais difícil do que isso? Não, não é mais difícil.
- 57:57Eu preciso ser deixado em paz.
- 57:59Ok, agora, como usamos o corpo? Bom,
- 58:01você acorda de manhã e toma um copo de água morna para jogar o
- 58:05ácido clorídrico fora, feito um idiota.
- 58:08Porque tudo o que entra no estômago fabrica e faz com que
- 58:12você secrete ácido clorídrico.
- 58:14Então eu acordo e bebo um litro de água.
- 58:16Já joguei fora trinta por cento do ácido clorídrico ou até mais.
- 58:21Eu desperdicei, joguei fora, mandei para o diabo. Já era, para o diabo.
- 58:25Ok, fiz isso primeiro. Depois, vou comer. E o que vou comer?
- 58:29Um smoothie, ou vou comer uma salada, ou vou comer meu pão com abacate,
- 58:34ou vou comer minhas frutinhas. Água, água, água,
- 58:37água em uma barriga que já está distendida pela água que eu coloquei lá.
- 58:42E, além disso, essa água dilui o ácido clorídrico.
- 58:45E, ainda por cima, expande o estômago.
- 58:48E agora já tenho tudo ali.
- 58:49Se eu deixasse isso assim pelo resto do dia,
- 58:52talvez conseguisse extrair bem as coisas que estão lá dentro. Mas não faço isso.
- 58:58Em duas horas já estou comendo de novo, e em duas horas já estou comendo de novo,
- 59:03e em duas horas já estou comendo de novo. O que eu faço?
- 59:07Pois nunca consigo digerir direito.
- 59:09Nunca quebro com meu ácido clorídrico aquilo que meti na minha barriga. Nunca.
- 59:14Não dou tempo suficiente. Já na metade do dia eu não tenho mais ácido clorídrico.
- 59:19Acabou, já não estou mais fazendo nada, só estou machucando meu estômago.
- 59:24Ele está perdendo a força.
- 59:26Já não estou fazendo nada.
- 59:28E não como a gordura correta.
- 59:30Então também não estou secretando bile.
- 59:32Por isso as pessoas acabam tendo pedras e por isso têm areia na bile,
- 59:37porque não comem gordura. Então não secretam.
- 59:40Ok, a cada duas horas como, a cada duas horas como. Assim,
- 59:44o tempo todo estou colocando comida no meu corpo que ele não consegue digerir,
- 59:49em um espaço que não tem, e depois passo para o intestino delgado mal digerido,
- 59:54sem bile. Vamos ver o que consegue entrar no meu corpo.
- 59:58O dia inteiro meu corpo está lutando contra essa violência.
- 1:00:01No fim do dia, de tudo o que meti, quanto absorvi? Nada. Dez por cento?
- 1:00:06Sendo que o alimento que estou colocando já tem poucos nutrientes.
- 1:00:11E desses pouquíssimos nutrientes que tem, estou obtendo muito pouco.
- 1:00:15Claro que precisam se suplementar, claro que todo mundo está desnutrido,
- 1:00:20claro que dá para dizer que são deficiências no alimento,
- 1:00:24mas é porque não estamos comendo direito.
- 1:00:26Se eu pegar suas fezes e analisar você, porque além disso a gente faz cocô...
- 1:00:31Como você sabe o que uma pessoa comeu? Veja o cocô dela.
- 1:00:35Então, o cocô é o que você já não usou.
- 1:00:38Então, se eu faço cocô assim, quer dizer que estou jogando fora um monte de...
- 1:00:43Uma pessoa que segue o sistema unani, seja lá o que for, e um tigre.
- 1:00:47Como ele faz cocô? Sim, pense nisso.
- 1:00:50Eu como um filé de carne...
- 1:00:52Como é a sua dieta, David?
- 1:00:54Não importa.
- 1:00:55Vamos falar disso, porque quero um exemplo. Como é que é?
- 1:00:58Eu fico três dias sem comer, tranquilamente, sem nenhum problema.
- 1:01:02Talvez não.
- 1:01:03Estou há três dias sem comer.
- 1:01:05Estou há três dias sem comer e faço um ovo mexido. Tudo bem?
- 1:01:09Estou há três dias sem comer, faço um ovo mexido. Certo? Como o ovo.
- 1:01:14Já não como mais nada. Quanto eu cago? Nada. Não cago, por quê?
- 1:01:18Porque não há desperdício.
- 1:01:20Porque eu absorvo cem por cento do ovo.
- 1:01:22Eu estou há uma semana sem comer, como uma salada, o que eu cago? A salada!
- 1:01:27Porque a maior parte eu não consigo absorver. Então eu vou ao banheiro.
- 1:01:32Eu vejo um cocô assim, eu sei que essa pessoa come mal.
- 1:01:36E hoje, se eu me puser a analisar o cocô das pessoas,
- 1:01:39ele vai estar cheio de nutrientes que estamos jogando fora,
- 1:01:43porque não os estamos absorvendo, já que não somos vacas.
- 1:01:47E não temos quatro estômagos.
- 1:01:49E não fomos projetados para ter a flora intestinal de uma vaca que sim,
- 1:01:54pode comer esse tipo de comida.
- 1:01:56E ter essa forma de comer é o que está acabando com o mundo.
- 1:02:00Porque a terra também não aguenta isso.
- 1:02:03Porque nem toda a terra pode suportar alimento humano.
- 1:02:06Pode suportar alimento de vaca, mas não o humano.
- 1:02:10Todo o tema é densidade de nutrientes. Agora, o bebê. Eu dou leite humano.
- 1:02:15O bebê tem flora intestinal humana, certo?
- 1:02:18Se eu der carne a esse bebê,
- 1:02:19não vai acontecer nada na pele dele porque ele digere perfeitamente bem,
- 1:02:24porque o fígado descansa, porque joga fora um pouquinho de desperdício e pronto.
- 1:02:30O que era que acontecia com meus pacientinhos que tinham as alergias?
- 1:02:34O que era que estava acontecendo com eles?
- 1:02:37Bem, quando você começa a dar a um humano leite de outra espécie.
- 1:02:42Não tem que ser de vaca, de qualquer outra espécie herbívora.
- 1:02:46Essas bombas do leite da vaca, quando passam pela digestão humana,
- 1:02:50começam a se romper. E o que geram? Antígenos.
- 1:02:53Casquinhas, como as da vacina.
- 1:02:55Sim, chama-se vacina por isso, porque começaram com as vacas.
- 1:02:59Outra história que não vou te contar agora, é muito longa.
- 1:03:03Então, você coloca iogurtezinho no bebê.
- 1:03:06E coloca o Yakult dele e coloca a leitinha de vaca.
- 1:03:09“Ai, é que nutre muito bem porque o leite é o alimento perfeito.” Não, não,
- 1:03:14é um alimento inteligente que nem sequer é um alimento.
- 1:03:18É um tecido quase, quase projetado para criar flora intestinal.
- 1:03:22Então as bombas do leite da vaca entram no bebê humano e se
- 1:03:26rompem e geram casquinhas, geram antígenos.
- 1:03:29Irritam o intestino e se eu coloco fibra, mais ainda.
- 1:03:33E as paredes intestinais começam a se abrir.
- 1:03:36E agora as casquinhas entram e onde caem fazem um desastre, mas,
- 1:03:40como o bebê ainda está muito limpo, ainda tira coisas pela pele.
- 1:03:45Instantaneamente você vê a reação na pele e dizem:
- 1:03:48“É que ele tem neurodermatite.” E por que um bebê, caramba, vai ter neurodermatite?
- 1:03:54Porque está nervoso, porque está estressado. O bebê,
- 1:03:57o único motivo de estresse que o bebê tem é que não entendem que já não devem
- 1:04:02dar o leite de uma vaca para ele.
- 1:04:04Se alguém pudesse entrevistá-lo: “Parem de me dar o leite da vaca.” Você tira isso,
- 1:04:10dois, três meses e acabou. Agora,
- 1:04:12o problema de como as alergias vão se formando e isso é que o leite tem uma
- 1:04:17capacidade de criar antígenos brutal.
- 1:04:20E depois os processos industriais pelos quais passamos o leite,
- 1:04:24de pasteurização e tudo isso, continuam criando antígeno, antígeno, antígeno,
- 1:04:29antígeno, antígeno, antígeno.
- 1:04:31Agora, essa é uma parte do problema.
- 1:04:34A parte seguinte do problema é...
- 1:04:36Havia casos em que eu tirava pão, massa,
- 1:04:39farinhas e laticínios e eles se curavam bastante, mas não totalmente.
- 1:04:43E eu dizia: “Algo está faltando aqui,
- 1:04:46algo está faltando aqui.” Então eu tinha uma pacientinha que era um bolinho,
- 1:04:51sempre me lembro muito dela.
- 1:04:53Então ela se chamava Bernie, Bernadette, mas era a caçulinha.
- 1:04:57Então o irmão mais velho, o seguinte, tinha uns dezoito anos, vinte anos,
- 1:05:02eram assim puros grandalhões e ela tinha dois, três anos e era assim um
- 1:05:07mosquitinho.
- 1:05:08Era muito engraçada porque ela ficava dormindo assim embaixo da mesa ou ia
- 1:05:13subindo a escada e nunca a encontravam.
- 1:05:15Era superengraçado porque ela era a caçulinha, era como a mascote.
- 1:05:20E a mãe era muito gente boa e nos dávamos muito bem.
- 1:05:23E pobrezinha da Bernadette tinha uma síndrome de cólon irritável brutal.
- 1:05:28Não aguentava nada.
- 1:05:29Já estava em colite ulcerativa crônica, ou seja, já tinha sangramentos e tal.
- 1:05:35Não podia tolerar comer. Era uma coisa e estávamos muito assustados.
- 1:05:39E, então, tinham tentado o que você puder imaginar.
- 1:05:43A mãe já não tinha produzido leite, então deram fórmula desde que nasceu.
- 1:05:47Ela veio comigo e, então,
- 1:05:49estávamos tentando tirar alimentos e tal e meio que conseguíamos,
- 1:05:54mas ela já não queria comer nada.
- 1:05:56Então, na unani temos um princípio que é: o médico é o tabiyat,
- 1:06:00que eu te falei disso da última vez,
- 1:06:02que são os quatro bilhões e duzentos milhões de anos de conhecimento que o
- 1:06:07nosso corpo tem, que poderíamos dizer, memória genética.
- 1:06:11Ela tem a sabedoria de curar.
- 1:06:14Para nós isso não é poesia mas um guia real e instinto puro.
- 1:06:18Parte da conexão com o tabiyat vem do instinto ou dos sonhos.
- 1:06:22Aprendemos muito quando pacientes têm desejos. Já aconteceu comigo.
- 1:06:26Uma paciente com cólicas queria comer azeitonas o tempo todo.
- 1:06:30Eu sugeri um jejum de azeitonas e isso curou seus desequilíbrios hormonais
- 1:06:35pois elas contêm fitohormônios.
- 1:06:37Então ela chega e diz que a Berni não tem vontade de comer nada.
- 1:06:41Eu respondi que veríamos o que oferecer e fiquei pensando.
- 1:06:45Como costumo fazer com os pais eu prescrevi queijo azul e vinho para ela.
- 1:06:50Isso mostra como a intuição e o conhecimento se unem para tratar a saúde
- 1:06:54de forma natural e muito eficaz.
- 1:06:57Vinho também.
- 1:06:58Sim, porque o vinho é uma substância fermentada e é bom para a flora
- 1:07:03intestinal, e isso a gente sabe desde a Europa,
- 1:07:06que um dos motivos pelos quais eles têm longevidade em certas
- 1:07:10regiões é porque o vinho, além de ter antioxidantes, sei lá o quê, bichos.
- 1:07:15No México é o pulque, bichos, bichos, bichos, bichos, bichos, bichos.
- 1:07:20Bichos é uma história de bichos, o leite humano é uma história de bichos.
- 1:07:25Tudo é bicho nessa história.
- 1:07:26Então, a mãe me fala: "Olha,
- 1:07:28estávamos comendo queijo azul e vinho e a Bernadette veio correndo,
- 1:07:33subiu na mesa e começou a comer o queijo azul como se fosse uma iguaria".
- 1:07:38Essa menina não tocava em comida.
- 1:07:40Eu disse: "Pois você só vai dar queijo azul e o que ela quiser de vinho.
- 1:07:45E dê um pouco do vinagre com mel". Com colheradas.
- 1:07:48Não pense que ela sentava com a mãe com a taça de vinho para filosofar...
- 1:07:53Não, não, medicinalmente e com a mãe.
- 1:07:57Ou seja, num ambiente controlado. Com critério, pfvr.
- 1:08:02Eram colherzinhas. Mas ela comia um monte de queijo azul.
- 1:08:06E depois o vinagre com o mel, não é?
- 1:08:08Passaram-se três semanas, a mãe me liga e diz: "Olha, servimos carne,
- 1:08:13a Bernadette veio, sentou-se, comeu, ficou perfeita".
- 1:08:16Então eu entendi uma coisa que foi...
- 1:08:19O que já acontece com alguns humanos é:
- 1:08:22primeiro vêm os resíduos que eu ingiro dos alimentos,
- 1:08:25e há dois tipos de comida que geram muitos antígenos.
- 1:08:29Laticínios, pão, massas e farinhas.
- 1:08:31E isso destrói o intestino; depois, esses antígenos passam para o sangue e,
- 1:08:36onde quer que cheguem, causam problemas.
- 1:08:39Se atingirem a tireoide, dá tireoidite de Hashimoto — mesma causa.
- 1:08:44Se forem ao pâncreas, dá diabetes — mesma causa.
- 1:08:47Se forem às articulações, dá artrite — mesma causa.
- 1:08:50Se forem à pele, dá vitiligo, manchas hipocrômicas — mesma causa, mesma causa.
- 1:08:56Você acaba tendo um intestino produzindo toxinas.
- 1:08:59Agora, os bichos — os bichos, quando os parasitas da vaca já se enraizaram,
- 1:09:04passam a fabricar substâncias tóxicas, porque nós não somos da mesma espécie.
- 1:09:10Então, aí já não adianta só tirar do cardápio pão, massas, farinhas e
- 1:09:14laticínios.
- 1:09:15Você até fica bem ao retirá-los, mas é fundamental que você precise matar os
- 1:09:20bichos.
- 1:09:21O processo de cura exige uma atenção rigorosa e constante com a sua saúde
- 1:09:26intestinal para evitar que esses problemas se tornem crônicos e irreversíveis.
- 1:09:32É isso que acontece com as pessoas que fazem o tratamento, param e,
- 1:09:36pouco tempo depois, tudo volta?
- 1:09:37Sim, porque não souberam alcalinizar o organismo.
- 1:09:41Tiram alimentos, mas não introduzem gordura. Por isso, não há bile.
- 1:09:45Logo, não mudam o terreno e não colocam o bicho vivo.
- 1:09:49Como é uma história de bichos, você precisa trocar o bicho ruim, o da vaca.
- 1:09:54Ou seja, não é ruim, é bom para a vaca, mas péssimo para o humano.
- 1:09:58E, quando tomam probióticos, estão tomando o probiótico da vaca.
- 1:10:03Esse é o da vaca.
- 1:10:04Ou seja, você pega o probiótico que tomamos hoje, dá para a vaca e ela fica
- 1:10:09feliz. O humano você adoece.
- 1:10:13Então, quais bichos são ideais?
- 1:10:15Vinagre, queijo azul.
- 1:10:18É onde tem mais concentração.
- 1:10:19Levedura
- 1:10:24Isso porque ele vai comer certas coisas.
- 1:10:27Porque é especializado para isso.
- 1:10:29Mas os mais saudáveis entre nós... Então, o que aconteceu?
- 1:10:33Bernie, ao começar a comer queijo azul,
- 1:10:35estava ingerindo uma microdose diária de penicilina,
- 1:10:39pois trata-se do Penicillium roqueforti,
- 1:10:41que vai eliminar os microrganismos presentes no leite da vaca — exatamente
- 1:10:46como o leite materno que ela não tomou.
- 1:10:49E se estivéssemos no México, bastaria não lhe dar pulque,
- 1:10:52mas no México esses mesmos casos eram tratados com pulque.
- 1:10:56E aqui você não precisa dar pulque.
- 1:10:59Aqui você pode oferecer as bebidas fermentadas locais: vinagre de maçã,
- 1:11:03porque há uma sidra muito boa.
- 1:11:05Então você pode dar vinagre de maçã, pode dar vinagres com mãe, vinagre de vinho,
- 1:11:10queijo azul, o que você quiser, cabrales, leyanes que quiser, enfim.
- 1:11:15Esses queijos azuis são pura medicina.
- 1:11:17Estou falando da dieta original da Península Ibérica.
- 1:11:21"Ei, como seria a dieta unani perfeita?" "Ah, olha só, você toma sidra,
- 1:11:25vinagre com mãe, come um queijo azul." "Ah, a dieta das Astúrias?" Sim,
- 1:11:30você come um peixe. "Ah, a de Barcelona." Sim, o que faziam por aqui.
- 1:11:34Só não coloca pão.
- 1:11:36Certo, agora sim, eu gostaria de segmentar isso por tipos de doenças,
- 1:11:40se for possível, ok?
- 1:11:42Agora, a outra: a das manchas.
- 1:11:44-Perfeito, pode. -Quando você... Ficou claro isso?
- 1:11:47Bom, já estamos há uma hora.
- 1:11:49Espero que o pessoal tenha entendido. Acho que foi super...
- 1:11:52O que acontece na pele vem do intestino.
- 1:11:55Então, quando surge algo na pele, eu digo: "Não passe nada, use azeite de oliva,
- 1:12:00use óleo de uva".
- 1:12:01Quer algo maravilhoso para a pele que ainda elimina as estrias, ou seja, as
- 1:12:06previne? Óleo de uva, azeite de oliva.
- 1:12:09O que esses cremes caríssimos têm, onde há mais naturalidade,
- 1:12:12é justamente no óleo de uva.
- 1:12:15Óleo de uva? Nunca vi.
- 1:12:17O óleo de uva é uma maravilha para a pele, é mesmo.
- 1:12:20Desde o Egito, passando pela China.
- 1:12:24Anotem, anotem óleo uva.
- 1:12:25Quer tirar a maquiagem? Use óleo de uva. À noite, óleo de uva.
- 1:12:29No cabelo, óleo de coco. Agora, pode ser azeite de oliva ou óleo de uva,
- 1:12:34mas recomendo o de uva para você não ficar com cheiro de salada.
- 1:12:38Com o de uva você não cheira a salada, com o de oliva, sim.
- 1:12:42Isso é muito bom e vai te ajudar em um monte de coisas.
- 1:12:45Então, o que eu faria com alguém que tem isso...
- 1:12:48Vamos pensar que a pessoa tem acne adulta, ou que tem cravos,
- 1:12:52espinhas e erupções constantes na pele. O que eu faria?
- 1:12:55Mudaria a alimentação dela.
- 1:12:57Cortaria pão, massas, farinhas e laticínios.
- 1:13:00E faria com que ela comesse vinagre.
- 1:13:02E que comesse queijo azul.
- 1:13:04Vai dar nojo, porque a flora intestinal dela vai entrar em conflito.
- 1:13:09É algo que você rejeita de cara.
- 1:13:11Tem gente que só de sentir o cheiro...
- 1:13:13O problema é que, se você fizer só isso e continuar comendo um monte de frutas,
- 1:13:18verduras e açúcar... porque, ao comer isso, alimenta o bicho que quer matar.
- 1:13:25É o melhor alimento para o bicho que não te pertence.
- 1:13:28Por isso ele está tão forte.
- 1:13:30E é por isso que estamos doentes, alimentando o bicho que nos adoece.
- 1:13:35Uma coisa tem que acompanhar a outra.
- 1:13:37Pense em reduzir suas janelas nutricionais.
- 1:13:40Pode continuar comendo frutas e verduras, mas não em grandes quantidades.
- 1:13:45Comece a tomar vinagre e consumir queijo azul, gordura,
- 1:13:49mesmo que vegetal — óleo de coco, abacate ou azeitonas —,
- 1:13:53mas inclua um pouco de gordura nas refeições.
- 1:13:56Se tem medo da animal, use a vegetal.
- 1:13:58Não coma tanta quantidade o dia inteiro.
- 1:14:01Sei que surgem dúvidas: "Se não comer a cada duas horas, sinto fraqueza".
- 1:14:06Isso acontece porque você tem um metabolismo de açúcar e o que está
- 1:14:11tendo são quedas de glicose.
- 1:14:12E eu quero um episódio disso!
- 1:14:14-É, é. -Sobre quando você, a dieta.
- 1:14:16Isso ocorre por hipoglicemias.
- 1:14:18Se somar excesso de água e falta de sal, surgem crises de pânico.
- 1:14:23A pessoa não faz as mudanças que indico porque não cumpriu a primeira etapa.
- 1:14:29Tudo segue uma ordem. Para a pele, corte pão, massas, farinhas e laticínios.
- 1:14:34Inclua vinagre e queijo azul.
- 1:14:36Não cura tudo, mas melhora bastante.
- 1:14:39Não cem por cento, só um pouco, atenção.
- 1:14:41Dê uma chance, mas você vai melhorar bastante.
- 1:14:45Se puder ir reduzindo os carboidratos, seria ótimo. Entre cinquenta e...
- 1:14:50Se você estiver em torno de cinquenta a setenta gramas por dia,
- 1:14:54dependendo do seu tamanho e tudo mais, está bom.
- 1:14:57Ainda é alto, mas está ok.
- 1:14:59Só que você ainda não entrou em cetose.
- 1:15:02Agora eu falo de cetose, que é quando mudamos o metabolismo para usar gordura.
- 1:15:07Então, temos duas grandes opções para fornecer calorias ao corpo.
- 1:15:12Temos os carboidratos, que são açúcares — complexos, não complexos,
- 1:15:16o que você quiser. E depois temos as gorduras.
- 1:15:20Obviamente as gorduras estão hiper demonizadas na nutrição moderna,
- 1:15:24porque existe uma crença muito equivocada de que a gordura da
- 1:15:28dieta é a que entope as artérias,
- 1:15:31causa infartos e causa problemas cardiovasculares.
- 1:15:34Isso nunca foi demonstrado, isso não está correto. A gordura que...
- 1:15:39O estudo foi há muitos anos,
- 1:15:41quando os médicos viram que havia pessoas que morriam de infarto.
- 1:15:45O coração ficava obstruído e elas morriam. Ou tinham embolia.
- 1:15:49Primeiro foi com os casos de infarto.
- 1:15:52Então, nas autópsias, isso foi há muitos anos, uns cinquenta por aí.
- 1:15:57Não me leve a mal com a data, eu teria que checar.
- 1:16:00Eles colocaram os cadáveres, abriram e viram: "Ah!
- 1:16:04Suas artérias estão cheias de gordura. Ok? E isso é o que as matou".
- 1:16:08Com isso você pode cientificamente dizer que a culpa é da gordura da comida?
- 1:16:13Não, não, porque há uma coisa no meio chamada metabolismo.
- 1:16:17Então você não fez o vínculo causal.
- 1:16:20A única coisa que você disse foi:
- 1:16:22"As pessoas que morreram por infarto agudo do miocárdio têm arteriosclerose,
- 1:16:27têm as artérias duras. E, ao que parece, estão cheias de gordura. Já, fim.
- 1:16:33Já acabou, já chegou o estudo".
- 1:16:35O que vinha depois era: o que elas comiam?
- 1:16:38Pois elas comiam açúcar, porque, quando sobra açúcar...
- 1:16:41O açúcar faz um monte de coisas no corpo, mas faz uma muito interessante.
- 1:16:47Se eu te der açúcar e gordura, o seu corpo não come a gordura.
- 1:16:51Ele a guarda e não a usa. Ele a guarda.
- 1:16:53Usa o açúcar porque sai mais barato e o que sobra de açúcar
- 1:16:58ele transforma em gordura.
- 1:17:00Por que o corpo escolhe o açúcar em vez da gordura?
- 1:17:03Porque para o corpo sai mais caro obter energia,
- 1:17:06já que ele extrai mais energia da gordura do que do açúcar,
- 1:17:10mas precisa investir mais nisso.
- 1:17:12E porque, evolutivamente, como não há carboidrato na nossa história,
- 1:17:16não existe açúcar essencial.
- 1:17:18Então, quando evoluímos na era glacial, não existia açúcar, não tinha.
- 1:17:23Assim, na nossa história há dois tipos de açúcar:
- 1:17:26o que produzimos e o que encontrávamos em um favo de mel ou em uma árvore de mangas,
- 1:17:31uma ou duas vezes por ano.
- 1:17:33Portanto, havia açúcar disponível na dieta e o açúcar que o cérebro produz.
- 1:17:38"Ei, David, por que você está falando disso?
- 1:17:40Se a gente estava falando da pele." "Essas são as suas manchas." O que estou
- 1:17:45falando aqui são as manchas da idade, o melasma. São essas.
- 1:17:49Daqui até ali, vou falar sobre isso. Então, voltamos ao...
- 1:17:53Ah, então fazia sentido, não é?
- 1:17:55Não é que eu perdi o fio da meada.
- 1:17:57É que a gente grava outro episódio, né?
- 1:18:00Então, o que aconteceu? Então, quando...
- 1:18:02O açúcar que a gente tem, ou seja, que produzimos no nosso cérebro...
- 1:18:07Você já viu esses filmes em que os dois...?
- 1:18:10Eu sempre uso esse exemplo e é bem infantil,
- 1:18:13mas é que não me ocorre outro de menina.
- 1:18:16Vou pensar num bom exemplo de menina, mas agora tenho este:
- 1:18:20eles vão para o carro e começam a fazer corridas.
- 1:18:24E tinha nitrogênio ou algo assim, tipo um turbo.
- 1:18:27Aí, debaixo do banco, ele colocava assim nitro e, puf! saía.
- 1:18:31Isso é o açúcar no nosso cérebro.
- 1:18:33Só serve mesmo quando vinha um animal me atacando e eu dizia: “Ai,
- 1:18:38puta que pariu...”. Aí dava aquele choque de açúcar.
- 1:18:42Então, o cérebro foi feito para correr com gordura,
- 1:18:45porque ele é sessenta por cento gordura.
- 1:18:48Existem duas gorduras absolutamente essenciais na dieta e, além disso,
- 1:18:53nosso cérebro sem corpos cetônicos não funciona, não se repara,
- 1:18:57não pensa e não ativa muitas funções superiores do nosso córtex cerebral.
- 1:19:02Não dá para relaxar, não dá para desestressar.
- 1:19:06Muitos hormônios dos quais dependemos para ter saúde, como os corticosteroides,
- 1:19:11dependem de termos gordura na dieta e de termos corpos cetônicos.
- 1:19:16Ou seja, sem gordura a gente morre.
- 1:19:18Sem açúcar, não acontece nada. Certo.
- 1:19:21Então, esse açúcar que a gente tinha era o nitro, era o turbo.
- 1:19:25“Quebre em caso de emergência”.
- 1:19:28Exato, é a reserva.
- 1:19:33É a reserva. "Quebre em caso de emergência".
- 1:19:36Então, se vem uma menina... E lá vinha o cartaz.
- 1:19:39No cérebro, eu imagino como minions.
- 1:19:42E eles ficam assim com o cartaz e então: "Ah, banana!".
- 1:19:45E, então, já, isso é açúcar. Já. Tá?
- 1:19:48O sistema de usar açúcar não foi feito para funcionar vinte e quatro horas por
- 1:19:53dia, sete dias por semana. Não foi.
- 1:19:55Agora, o que acontece é que, quando o açúcar dispara,
- 1:19:58é como se você tivesse usado cocaína, ou seja, te dá um barato de droga. Por quê?
- 1:20:04Porque você precisava anestesiar a dor, precisava desativar o lobo frontal, ou
- 1:20:09seja, seu julgamento do Pepe Grillo vai para o espaço.
- 1:20:12Você não pode estar correndo de um animal e dizer: "Ai, acabei de pisar num ratinho,
- 1:20:18coitadinho". Você não pode ter pensamento de consequências, não pode sentir dor,
- 1:20:23porque é um momento de muito estresse.
- 1:20:26Então, te dá esse superpoder que parece espetacular e depois cai.
- 1:20:31É dopaminérgico, né?
- 1:20:33A dopamina é o hormônio do que é a motivação.
- 1:20:36Quando você já aprendeu que o açúcar te dá uma sensação como se
- 1:20:40você tivesse consumido cocaína e,
- 1:20:42depois disso, você o busca, isso é dopamina.
- 1:20:45Naquele momento, não — ali, você sente uma explosão de oxitocina e serotonina.
- 1:20:50Mas não é como quando... Como quando você tem um orgasmo, algo parecido. Pois é.
- 1:20:55Essa explosão parece deliciosa, mas depois a conta chega.
- 1:20:59E nós não fomos projetados para correr usando esse tipo de combustível.
- 1:21:04De jeito nenhum. É "rompa em caso de emergência".
- 1:21:07Depois, íamos pela vida e, quando chegava a primavera ou o que fosse,
- 1:21:11encontrávamos um favo de mel. "Atuk!". Então, o Atuk subia.
- 1:21:15As abelhas desciam, picavam o pobre do Atuk, mas ele era o pendejo.
- 1:21:19Então era ele quem mandávamos, o pobre do Atuk.
- 1:21:22Pegávamos o favo de mel e tínhamos açúcar. O que o corpo dizia? "Tesouro!".
- 1:21:27Suspenda... Quando você come gordura e carne, você come e se sacia, certo?
- 1:21:32Porque não faz sentido continuar comendo aquilo que você não precisa.
- 1:21:37É uma loucura. Estaríamos todos gordos, como hoje.
- 1:21:40Então, o mecanismo de saciedade se ativa se você comer gordura e proteína,
- 1:21:45mas se você comer açúcar, ele é inibido.
- 1:21:47É um sistema que foi desenhado para nos manter vivos em tempos de escassez,
- 1:21:52mas que agora, em um mundo de abundância, acaba nos prejudicando profundamente,
- 1:21:57pois o açúcar engana o cérebro e desliga o freio natural que nos
- 1:22:02impede de comer além da conta.
- 1:22:04A sua plena saciedade.
- 1:22:06Porque, o que é que o corpo diz?
- 1:22:09"Essa gordura, esse açúcar, come tudo o que puder,
- 1:22:12porque não vamos voltar a encontrar esse tesouro dentro de meses.
- 1:22:17E vou transformar isso em açúcar — desculpa,
- 1:22:20vou transformar o açúcar em gordura que vou usar para o inverno.
- 1:22:25Ou que vou usar quando houver fome, ou que vou usar...".
- 1:22:29Sim, mas era o normal não comermos com frequência.
- 1:22:32Então, encontrar açúcar era um evento especial.
- 1:22:36Comer açúcar nos ajudou a evoluir porque eram momentos em que não havia animal,
- 1:22:41não havia outra coisa, eu encontrava um par de frutas e assim, então pensava:
- 1:22:47"Come tudo o que puder,
- 1:22:48acumula gordura e isso vai servir para o próximo trecho de caminhada
- 1:22:53ou para quando estiver chovendo,
- 1:22:56que inundou, que houve gelo, que houve uma situação externa",
- 1:23:00mas não havia açúcar o tempo todo.
- 1:23:02Então existem dois tipos de açúcar na nossa relação humana com o açúcar.
- 1:23:08A droga, "rompa em caso de emergência".
- 1:23:10Esse açúcar nós fabricamos a partir de gordura da dieta e é
- 1:23:15"rompa em caso de emergência".
- 1:23:17E o açúcar que eu encontrava no ambiente,
- 1:23:20que eu comia um exagero de loucos para subir a gordura e que isso me
- 1:23:25servisse para sobreviver e tal.
- 1:23:27Mas isso era uma, duas vezes ao ano.
- 1:23:29Esse pobre ser humano hoje tem açúcar o dia todo, todos os dias desde que acorda.
- 1:23:35Então acontecem duas coisas.
- 1:23:37Uma, eu vou ao café, faço meu café e coloco açúcar. De manhã, sete da manhã.
- 1:23:43Eu tomo e meu corpo já entrou em estresse, porque meu cérebro vai dizer:
- 1:23:48"Rompa em caso de emergência".
- 1:23:50Mas o problema é que eu tenho minhas feridas emocionais da minha infância.
- 1:23:55Então eu acordo e digo: "Ai, tenho uma reunião.
- 1:23:59Ai, tenho uma entrevista".
- 1:24:00E estou todo amassado porque vinha...
- 1:24:03Disso sim eu estava preocupado de manhã.
- 1:24:06E não trazia o ferro de passar.
- 1:24:08E então: "O que ela vai me dizer?
- 1:24:11E a Marian vai me dizer não sei o quê. E, então, vou fazer...".
- 1:24:15Cancelo a entrevista.
- 1:24:17Então, a gente fica com as nossas feridas e eu tomo o açúcar e sinto menos,
- 1:24:22porque ele ativa hormônios de quando estou com a minha mãe.
- 1:24:26O açúcar me faz sentir como quando ela me amamentava,
- 1:24:30pois no cérebro produz algo semelhante.
- 1:24:32Se você é como eu, que tem uma ferida de abandono — que não é exatamente abandono,
- 1:24:38mas vamos chamar assim —, e eu, nesse vínculo, falo com a minha mãe:
- 1:24:43quero um colinho. Não é fácil assim, mas o açúcar sim.
- 1:24:46Abrir em caso de emergência.
- 1:24:48Ele me dá um superpoder por um tempo.
- 1:24:51Depois, quando o efeito passa, eu não quero que passe. Porque virou droga.
- 1:24:56Volto a comer. E volto a comer.
- 1:24:58E a minha vida se resume a comer açúcar.
- 1:25:01É como se eu tentasse preencher um vazio emocional,
- 1:25:04buscando o conforto imediato que o açúcar proporciona, ignorando que, na verdade,
- 1:25:10estou apenas alimentando um ciclo vicioso que nunca me satisfaz de verdade.
- 1:25:15São os picos.
- 1:25:17Essa é a vida de hoje. Eu te desafio a ver... Açúcar é açúcar.
- 1:25:21Agora, a forma como a gente tenta se enganar é: "Não, não, não.
- 1:25:25O David está falando do açúcar branco, que não é a mesma coisa que a fruta,
- 1:25:30que não é a mesma coisa que o pão,
- 1:25:32porque esses são carboidratos complexos e esses são os carboidratos que são como
- 1:25:37frutose, galactose, manose, dextrose e levodextrose,
- 1:25:40e os outros açúcares são monossacarídeos e dissacarídeos,
- 1:25:44que são os bons e os ruins". Não, não, não, não.
- 1:25:48Evolutivamente, isso fica claro. Não, não. Cigarro é cigarro.
- 1:25:52Álcool é álcool e todo mundo acaba ficando bêbado.
- 1:25:55Você não vai dizer: "Não, não, vamos ver".
- 1:25:58Entende o que eu quero dizer? É uma forma de...
- 1:26:01Ou seja, não há açúcar.
- 1:26:02A gente chama de nitpicking.
- 1:26:04Sim, o mel é o melhor de todos.
- 1:26:06Mas, de qualquer forma, vai dar isso. Mesmo.
- 1:26:11No tratamento dessa menina, você dava um pouco de vinagre de maçã com mel.
- 1:26:16Então precisamos entrar em cetose.
- 1:26:18Então, enquanto você estiver abaixo da faixa em que as gorduras ganham,
- 1:26:23está tudo bem. O problema é que...
- 1:26:25Deveríamos comer normal, saudável.
- 1:26:27Você tem dez, vinte gramas de açúcar por dia saudável, que pode comer sem problema.
- 1:26:33Sabe quanto o humano come hoje por decreto da Organização Mundial da Saúde?
- 1:26:37Trezentos e cinquenta, quatrocentos gramas.
- 1:26:40Que absurdo, né
- 1:26:41E dizemos: "Que estranho, diabetes! Deve ser herança".
- 1:26:46É, família.
- 1:26:47O "quebre em caso de emergência", quem é que tem que carregar,
- 1:26:51limpar a bagunça que se formou?
- 1:26:53Desculpem meu espanhol, às vezes me sai o mexicano. Desculpem.
- 1:26:58Quem é que tem que recolher os cacos do "quebre em caso de emergência"?
- 1:27:03O pâncreas. Se ele tiver que fazer isso duas vezes por ano, não tem problema.
- 1:27:08Ou cinco. Agora, se ele tiver que fazer quinze vezes por dia... Ufa!
- 1:27:13Ele se esgota completamente!
- 1:27:15É loucura.
- 1:27:16Chama-se diabetes. Misture isso com os antígenos que o atingem.
- 1:27:20Então, se os anticorpos atacam o pâncreas e o corpo o destrói, diabetes tipo um.
- 1:27:25Mais a dieta de açúcar.
- 1:27:26Se o pobre pâncreas apenas se esgotou, diabetes tipo dois.
- 1:27:30Ou seja, por que dá diabetes?
- 1:27:32Pois porque estamos comendo como não devemos,
- 1:27:35porque não fomos projetados para comer açúcar. Ponto.
- 1:27:39E como chegamos daí às manchas?
- 1:27:41Então, o que é que fazemos hoje?
- 1:27:44Comemos puro açúcar porque já somos todos viciados.
- 1:27:47E não permitimos mais aquela queda.
- 1:27:49Enquanto isso estiver acontecendo, o metabolismo da gordura, o uso dela,
- 1:27:54o catabolismo da gordura que a consome, não está ativo.
- 1:27:58Pelo que eu te disse, ele foi desativado pelo açúcar.
- 1:28:01Toda a gordura, que é muito pouca, que entra no meu corpo,
- 1:28:05que é muito pouca na dieta, eu guardo.
- 1:28:08Não a uso, mesmo que precise. Não a uso.
- 1:28:10Uso o açúcar, mas como muito mais do que preciso, porque estou comendo por vício,
- 1:28:16não por nutrição. Mas eu sinto que estou com fome.
- 1:28:19Sim, tenho fome porque sou viciado.
- 1:28:21É como sentir vontade de um cigarro.
- 1:28:24Sim, mas o cigarro não está te nutrindo. Você está viciado. É muito diferente.
- 1:28:29Então, como e como e como e como açúcar.
- 1:28:32Claro, o excesso de açúcar,
- 1:28:33que eu estou te dizendo que o normal seria até cinquenta gramas,
- 1:28:38e nós comemos quatrocentos, isso se transforma em gordura.
- 1:28:41Essa é a gordura que causa os infartos.
- 1:28:44Essa, a do excesso de açúcar.
- 1:28:46Essa é a que deixa o cérebro uma bagunça. Por quê?
- 1:28:49Porque quando há puro açúcar e não há corpos cetônicos, você não consegue
- 1:28:54pensar. Você tem neblina mental, tem ansiedade e angústia o dia todo e,
- 1:28:59se você combinar isso com excesso de água e falta de eletrólitos,
- 1:29:03ataques de pânico o tempo todo.
- 1:29:05Não podem passar duas horas sem que você coma porque você já
- 1:29:09está entrando em colapso. Sim, porque é açúcar, açúcar, açúcar, açúcar, açúcar.
- 1:29:14O corpo já não consegue comer mais nada.
- 1:29:17Some a isso o fato de que engolimos cinco vezes ao dia coisas que não
- 1:29:22podemos digerir além de açúcar.
- 1:29:24Então comemos quantidades obscenas,
- 1:29:26nossa dieta é basicamente açúcar e mais algumas coisas que depois não vamos
- 1:29:31aproveitar. Então o corpo tem duas opções reais de calorias: ou açúcar ou gordura.
- 1:29:36O açúcar, como não fomos feitos para extrair nutrição de lá,
- 1:29:40quando o processamos é uma energia muito suja, libera muitos compostos de resíduos,
- 1:29:46como fumaça, como queimar plástico, fumaça.
- 1:29:49Então, se eu já tenho um metabolismo de açúcar, vou começar a gerar muita toxina,
- 1:29:54fumaça, e isso, quando o corpo quer eliminar, é o que se acumula no rosto,
- 1:29:59as manchas, ou aqui, ou nos braços, e com o tempo nas mãos e em certas áreas,
- 1:30:04e são os lentigos senis, que são as manchas da idade.
- 1:30:08As manchas da idade, o melasma, o pano,
- 1:30:10significam um fígado que está esgotado porque há um metabolismo
- 1:30:15de açúcar e porque não estamos deixando o pobre fígado descansar.
- 1:30:20E a solução?
- 1:30:21Nutrição. Você corta o açúcar, mas não pode ser de vez.
- 1:30:24Eles não aguentam e colapsam. Tem que ser aos poucos.
- 1:30:28Tem um.
- 1:30:29Primeiro, você precisa fazer um equilíbrio hidroeletrolítico, água e eletrólitos.
- 1:30:34Depois que atingir esse ponto.
- 1:30:37Água com sal.
- 1:30:38Depois, vamos reduzir a quantidade de carboidratos e aumentar a gordura
- 1:30:43até entrar em uma cetose leve.
- 1:30:44Junto com isso, vamos mudar a flora intestinal.
- 1:30:48Quando chegamos a esse ponto, o fígado descansa.
- 1:30:51A flora intestinal fica a correta.
- 1:30:53Você já não está queimando açúcar.
- 1:30:55Agora vai produzir corpos cetônicos e sua pele vai ficar uma coisa espetacular.
- 1:31:00E, por isso,
- 1:31:01é que eu te mostrei aquelas fotos de pessoas com qualquer quantidade de...
- 1:31:06Quer que eu te envie?
- 1:31:08Sim, por favor, coloque como apoio na entrevista.
- 1:31:11Essas fotos, tudo isso. Agora, se você tem espinhas na pele,
- 1:31:14pode ser um microrganismo te atacando porque seu pH mudou ou porque sua barreira
- 1:31:19está lesionada. Aí sim pode haver uma infecção causando as espinhas,
- 1:31:24ou pode ser a toxina tentando sair e o corpo reagiu, machucou, gerou uma
- 1:31:28inflamação.
- 1:31:29Não importa, o que acontece na pele vem do seu metabolismo e do seu intestino,
- 1:31:34salvo se for algum produto químico que você mudou na roupa e que está te
- 1:31:38irritando — isso você vai notar logo de cara — ou se você fica o tempo todo
- 1:31:43exposto ao sol sem proteção em certos lugares.
- 1:31:46Ou seja, se não for algo bem óbvio, que você nem precisa ficar adivinhando,
- 1:31:51é muito pouco mesmo o que realmente vem de fora.
- 1:31:53É exatamente isso que eu quero te perguntar,
- 1:31:56porque muita gente também associa os problemas de pele a questões emocionais,
- 1:32:00não é?
- 1:32:01"Passei por um momento muito estressante e, de repente, começou a surgir, sei lá,
- 1:32:06eczemas ou... não é?
- 1:32:07Ou algo na minha pele acabou sendo ativado".
- 1:32:09Então, claro, e até este momento você vem falando principalmente sobre alimentação,
- 1:32:14não é verdade?
- 1:32:15Ou seja, qual é o impacto que a parte emocional tem em relação a esses
- 1:32:19problemas?
- 1:32:20Ahá, então, só porque eu sou meio...
- 1:32:23chato com os termos, acabo sendo bem técnico nisso.
- 1:32:26Então, eu quero dizer o termo correto.
- 1:32:29A visão fácil de ser humano é corpo e usuário. Hardware, software.
- 1:32:34Então, eu não sou meu corpo. Eu não sou meu corpo. Você não é seu corpo.
- 1:32:39Você é você e tem um corpo.
- 1:32:41Agora, se você fosse seu corpo, saberia o que está acontecendo.
- 1:32:45Você não sabe o que está acontecendo.
- 1:32:48Você não controla o que está acontecendo.
- 1:32:51O que seu fígado está fazendo agora?
- 1:32:53O que seu cérebro está fazendo?
- 1:32:55O que seu coração está fazendo?
- 1:32:58O que seu sistema imune está fazendo? Você é o usuário.
- 1:33:02Se eu fosse o computador, eu saberia o que o computador está fazendo.
- 1:33:07Eu não tenho a mais remota ideia,
- 1:33:09eu clico na tela e faço coisas e trabalho e entro na internet e pronto,
- 1:33:14mas o que está acontecendo lá dentro, nas engrenagens, eu não sei,
- 1:33:19porque eu sou o usuário dele.
- 1:33:21Essa é a nossa relação com o corpo.
- 1:33:23O corpo é um autônomo, é um autônomo que não precisa muito da gente.
- 1:33:28Então, eu e meu corpo não somos a mesma coisa;
- 1:33:31essa é a maneira de ver as coisas de Unani.
- 1:33:34É uma perspectiva muito interessante.
- 1:33:38É? Você se interessa por essa ideia? Você não é o seu corpo.
- 1:33:42Você é você, e o seu corpo é o seu corpo.
- 1:33:45E você habita o seu corpo, mas você não é o seu corpo.
- 1:33:49Na verdade, o seu corpo chegou a esta vida antes de você. Eu te provo.
- 1:33:54Quando você diz "eu sou eu", a coisa vai ficar meio filosófica...
- 1:33:58Vou voltar à pele. Quando você diz "eu sou eu", o que você está querendo dizer?
- 1:34:04Você tem o seu bebê, não é? O seu filho.
- 1:34:06Ele consegue dizer "eu sou eu"? Não.
- 1:34:09Ele ainda não sabe quem é. Nem sabe o que é.
- 1:34:12Ele não está diferenciado.
- 1:34:14Portanto, ele não tem um "eu".
- 1:34:16Logo, o seu corpo é mais velho do que o seu "eu".
- 1:34:19Porque o "eu" não surge junto com o corpo.
- 1:34:22Nós nascemos, e não há um "eu". Há apenas um corpo.
- 1:34:26Não existe um "eu", não há um usuário.
- 1:34:28E o "eu" é sistêmico, familiar;
- 1:34:30por isso a terapia familiar sistêmica das constelações, ou a terapia sistêmica,
- 1:34:36é tão poderosa: porque na primeira fase da vida,
- 1:34:39que dura mais ou menos uns seis ou sete anos,
- 1:34:42eu sou a minha família e os meus ancestrais, de verdade. Eu não existo.
- 1:34:47Eu, a identidade egoica, eu, não existo.
- 1:34:50Eu sou a minha mãe, eu sou os meus pais, eu sou os meus ancestrais, eu, eu.
- 1:34:55E é fundamental compreender que essa ausência de um "eu" individualizado nos
- 1:35:00primeiros anos de existência revela como somos moldados inteiramente pelo sistema
- 1:35:06que nos cerca, antes de qualquer percepção de autonomia própria.
- 1:35:11Mas existe uma memória aí, não é mesmo?
- 1:35:13Dos ancestrais, sim, mas eu não sou eu.
- 1:35:16Porque eu ainda nem existo. Quando, então?
- 1:35:19Ou seja, você existe, mas sem consciência.
- 1:35:22Identidade. Chama-se “identidade egoica”, mas ela não existe.
- 1:35:26Porque você não nasce sabendo que...
- 1:35:29A sua identidade egoica não existe.
- 1:35:31A sua identidade é a família.
- 1:35:33Então, se você perguntasse a um bebê: “Quem é você?”, ele responderia: “Tudo”.
- 1:35:39Tudo. Aliás, dizem que se sentem como a mãe, né? Sentem-se um só.
- 1:35:43E como a montanha, e como o sol, e como o vento, porque não existe uma distinção.
- 1:35:48Então, é por isso que eu digo que eu e o meu corpo somos coisas diferentes.
- 1:35:54Entendido.
- 1:35:57Não sou meu corpo.
- 1:35:58E o meu eu não tem a idade do meu corpo.
- 1:36:01O meu corpo, desde que nasceu, tem uma idade, mas, enquanto informação,
- 1:36:05ele é antiquíssimo.
- 1:36:06E o meu eu vem dos meus ancestrais e depois se torna eu-eu, um indivíduo.
- 1:36:11É por isso que a terapia familiar sistêmica e as constelações têm tanto
- 1:36:15poder. Porque a primeira fase é inteiramente sistêmico-familiar, entende?
- 1:36:20É algo que precisa ser olhado com muita atenção e cuidado.
- 1:36:25Você é um com o todo, vamos.
- 1:36:27-Com a fam -Na sua família
- 1:36:28No sistema familiar, a internet é compartilhada.
- 1:36:32Criança não tem conta própria, usa a da família.
- 1:36:35O que ocorre lá reflete em você.
- 1:36:37Ao crescer e atingir certo desenvolvimento, ganha sua conta
- 1:36:40individual. Aí você manda todos à merda e pode brigar,
- 1:36:44pois agora é você quem busca o que quer ou não.
- 1:36:47Eu não sou meu corpo, você não é seu corpo.
- 1:36:50A individualidade surge quando rompemos com o coletivo familiar.
- 1:36:54Certo, perfeito, entendi, sim.
- 1:36:56Quando falamos em "o emocional", tecnicamente ele pertence ao corpo,
- 1:37:00pois as emoções são corporais.
- 1:37:02São medo, raiva, tristeza, alegria, desejo e aversão.
- 1:37:06São aquelas de "Divertida Mente".
- 1:37:08Seu cachorro também as tem. Ele sente raiva? Sim. Medo?
- 1:37:11Basta um estouro de fogos. Tristeza? Ele foi embora. Alegria? Ele voltou. Desejo?
- 1:37:16Carne. Aversão? Alface.
- 1:37:18Todos os mamíferos possuem essas emoções.
- 1:37:20São estados químicos exógenos, ou seja, algo externo as provoca. Mais ou menos.
- 1:37:25Quando dizemos "o emocional", não nos referimos ao emocional propriamente dito,
- 1:37:30mas ao psicológico. O psicológico pode ser sentimento. Tem componente emocional?
- 1:37:35Sim, mas ocorre no eu. Tem a ver com o eu.
- 1:37:38Meus medos, minhas feridas.
- 1:37:40Quando digo "meus medos", não falo da reação química de susto que o corpo tem,
- 1:37:44mas daquela preocupação constante que habita a mente,
- 1:37:48uma construção do seu ego e da sua história pessoal.
- 1:37:51É aí que nos confundimos, pois misturamos a resposta biológica,
- 1:37:55que é puramente mecânica e química,
- 1:37:57com essa narrativa psicológica que criamos sobre quem somos e sobre o
- 1:38:01que nos acontece no dia a dia.
- 1:38:03Confundir a reação física imediata com a construção mental de longo
- 1:38:08prazo é o erro comum que nos impede de entender nossa própria natureza.
- 1:38:12O corpo reage ao ambiente, enquanto o ego interpreta esses sinais,
- 1:38:16criando uma história que muitas vezes não reflete a realidade biológica pura.
- 1:38:21É preciso separar o instinto da nossa narrativa pessoal para compreender o que
- 1:38:26realmente sentimos.
- 1:38:27É a interpretação, né? A associação que faço dessa emoção com alguma experiência.
- 1:38:32Não, agora não importa, não importa.
- 1:38:35A que eu estou me referindo com isso?
- 1:38:37Ah, bem, estou me referindo à minha forma de ser, à minha forma de reagir,
- 1:38:42ao que me preocupa em um determinado momento.
- 1:38:46Preocupa-me o dinheiro, preocupa-me o estado de saúde dos meus pais,
- 1:38:50preocupa-me o fato de que estou me dando mal com a minha parceira,
- 1:38:55de que brigamos muito, preocupa-me que eu não sei o que quero da vida.
- 1:39:00Nada disso é emoção. Tem emoções, mas tem muitas combinações de emoções.
- 1:39:05Mas esses são estados psicológicos.
- 1:39:08Então, esse é o usuário do corpo lidando com a vida.
- 1:39:11Então, está o usuário, o eu,
- 1:39:13que habita um corpo e que depois tem que sair para esse desmadre
- 1:39:18e ver o que faz com ele. A vida é difícil.
- 1:39:21O que fazemos com esse cagadeiro, né? É muito difícil. A vida é difícil.
- 1:39:26E lidar com essa vida, bem, nos gera um monte de coisas.
- 1:39:30É a isso que nos referimos quando dizemos "o emocional". Agora,
- 1:39:34há um vínculo que fazemos o tempo todo entre o que eu estou vivendo no mundo e
- 1:39:40o que acontece com o meu corpo.
- 1:39:42De tal maneira que, hoje, na medicina natural,
- 1:39:45a maior ideia é que quase tudo o que nos acontece é o usuário, o que vive,
- 1:39:51que atinge o corpo.
- 1:39:52Então dizemos que as emoções nos adoecem, que o estresse nos adoece,
- 1:39:57que é psicossomático,
- 1:39:58que são as emoções negativas ou que carregamos isso dos ancestrais.
- 1:40:03Então, estamos vinculando o usuário com essa experiência humana,
- 1:40:08com o que quer que esteja acontecendo com o corpo, de tal maneira que agora,
- 1:40:13na medicina natural,
- 1:40:14o que acontece com o usuário é considerado muito mais causa do que o que acontece com
- 1:40:20o corpo como nutrição, porque já juramos que comemos bem.
- 1:40:24Uma pessoa que toma dois litros de água, não come sal,
- 1:40:28come um monte de frutas e verduras, já não vai procurar ali.
- 1:40:32Faz exercício todos os dias.
- 1:40:34Empurra dois litros de água e nunca toma comida chatarra.
- 1:40:38Não come nada de processado. Não come químicos. Não come conservantes.
- 1:40:43Não come sal. Come muito pouco.
- 1:40:46Toma sua aguinha, um pouquinho de água do mar.
- 1:40:49Toma os suplementos corretos. Toma seus antioxidantes.
- 1:40:53Come a cada duas horas corretamente. Tudo é orgânico.
- 1:40:56Tudo feito com muito amor, com muito carinho. Não come carne.
- 1:41:01A pessoa, para essa pessoa, come perfeito.
- 1:41:04Tudo o que vier a acontecer de saúde é do eu.
- 1:41:07Já não vai procurar ali porque isso já está.
- 1:41:10E se não encontra no eu, ou por mais que medite, e vai à terapia e não consegue,
- 1:41:16então vai dizer que é herança, genética, que é a idade. Ok, não se cura.
- 1:41:21Porque já nos buscamos aqui. Isso adoece?
- 1:41:24Adoece, mas é preciso entender.
- 1:41:26Existe uma regra para isso que é:
- 1:41:28a natureza do remédio tem que ser igual à natureza da causa.
- 1:41:33Então aqui eu estou te dizendo "usuário" e aqui estou te
- 1:41:37dizendo "metabolismo e corpo",
- 1:41:39mas e se eu vou caminhando e saio e quebro a perna porque pisei mal e quebro o osso?
- 1:41:45Nem é do usuário, bom, o usuário não prestou atenção, idiota, nem é do
- 1:41:50metabolismo, é do objeto. Isso é mecânico.
- 1:41:53Então não preciso de constelações familiares, nem de flores de Bach,
- 1:41:57tampouco preciso ver como está minha flora intestinal.
- 1:42:01Preciso de pinos, preciso correr para a emergência,
- 1:42:05preciso que me tirem uma radiografia, que me imobilizem, que me façam uma cirurgia,
- 1:42:11que me deem antibiótico e anti-inflamatório, porque essa é outra
- 1:42:15natureza, essa é uma natureza mecânica.
- 1:42:18Se eu passo oito, dez, doze, dezesseis horas na frente do computador,
- 1:42:23todo curvado com uma postura horrível, não importa o estado do usuário,
- 1:42:28não importa o estado metabólico.
- 1:42:30Sim, têm a ver, mas naquele momento o que importa é a minha postura.
- 1:42:35A causa é postura. A solução não vai ser um suplemento. É postura. Sim?
- 1:42:40Agora, se eu...
- 1:42:41Minha mãe queria se suicidar, meu pai era um alcoólatra e nos batia,
- 1:42:46me expulsaram de casa quando eu tinha quinze anos e tive que sustentar...
- 1:42:51Ok, isso vai se curar com isso e isso vai me gerar problemas.
- 1:42:55Claro que vai me gerar problemas.
- 1:42:58Tenho umas feridas de trauma brutal.
- 1:43:00Diferente do que esteja acontecendo com a minha barriga porque eu como mal.
- 1:43:06Então, como ordenamos tudo isso?
- 1:43:08A ideia disso é: a natureza do remédio tem que ser igual à natureza da causa.
- 1:43:13Então, quando eu falo disso, eu sempre evito falar do usuário,
- 1:43:18porque como hoje só se fala do usuário, do que mais se fala,
- 1:43:22é muito fácil cair na tentação de colocar a culpa no usuário,
- 1:43:26porque é o cesto de lixo que tudo cabe e é o melhor bode expiatório, porque: "Prove".
- 1:43:32Então hoje temos bodes expiatórios: genético, herança, idade, estresse.
- 1:43:37Na Idade Média, dizíamos: "Você desagrada a Deus e é castigo divino".
- 1:43:42Hoje dizemos: "É genético e você desagrada a Deus".
- 1:43:46Não houve mudança, é a mesma mentalidade. Por que eu adoeci?
- 1:43:50Pois porque na roleta dos genes você saiu mal. Por que eu adoeci?
- 1:43:55Pois porque de Deus, como você fez não sei o quê, você se masturbou, e, então,
- 1:44:00ele está te castigando. Não há diferença.
- 1:44:03É igualmente não demonstrado.
- 1:44:05E as duas se baseiam em um emocionalismo.
- 1:44:08E além disso não me levam a nada.
- 1:44:10Eu não posso mudar meus genes.
- 1:44:13Se você me diz que minha diabetes é por genes, já acabou.
- 1:44:17Já não há nada a fazer, é fármaco o resto da vida.
- 1:44:20E é onde estamos, mas já não revisamos.
- 1:44:23Então, estamos feitos como um nó, né?
- 1:44:26Agora, cem por cento isso adoece.
- 1:44:28Cem por cento há padecimentos do usuário.
- 1:44:31Cem por cento na experiência nesta vida passamos mal e sofremos.
- 1:44:35E é preciso atender.
- 1:44:37Por isso estudei psicologia e estudei constelações familiares.
- 1:44:41E o segundo nível do curso que dou só fala dessas feridas da infância e fala
- 1:44:46das feridas sistêmico-familiares.
- 1:44:49E o terceiro é de configurações neuroendócrinas, que são temperamentos
- 1:44:54humanos. Ou seja, sim, mas se a barriga não está bem...
- 1:44:58Quer dizer, pode ser que você tenha um vitiligo por um tema sistêmico-familiar.
- 1:45:03E já vi acne de adulto por sistêmico-familiar porque está
- 1:45:07carregando a vergonha do pai.
- 1:45:09E já constelei coisas assim.
- 1:45:11Essas são as emoções, agora sim, não são emoções.
- 1:45:15O usuário, por um tema sistêmico-familiar, o pai não deu a cara, tem vergonha,
- 1:45:20tinha várias famílias, nunca deu a cara.
- 1:45:23Então a filha com seu sintoma literalmente está dizendo: "Eu dou a cara por você".
- 1:45:29Esse me tocou. Outro que tinha uma paralisia na bochecha foi porque a
- 1:45:34namorada lhe deu uma bofetada. Ela traiu ele.
- 1:45:37Ele pegou ela e ela deu uma bofetada nele e se lhe ficou paralisado e resultou que
- 1:45:43exatamente a mesma coisa tinha acontecido com sua mãe e com sua avó.
- 1:45:48Como você chega aí? Agora,
- 1:45:50eu não sei se o que a pessoa está vivendo é isso ou que come um monte de laticínios,
- 1:45:56pão, massa, farinha. Agora, você, o que acha que a maioria das pessoas prefere?
- 1:46:01Essa coisa rockstarezca divertidíssima, cheia de novela latina, mistério,
- 1:46:06e tem uma curva dramática, sua puta mãe. "Não sei. O que aconteceu?
- 1:46:11E o que estou carregando? Me conte mais sobre mim!" Ou: "Ei,
- 1:46:15você lembra da sua maldita fruta e do seu pão e da sua torta?" "Sim." "Bom,
- 1:46:21está te adoecendo." "Não, não me diga isso." O que você prefere?
- 1:46:25É fascinante como o ser humano busca constantemente narrativas complexas
- 1:46:30para justificar seus sofrimentos,
- 1:46:33preferindo o drama existencial à simplicidade de uma dieta desequilibrada
- 1:46:38ou de um estilo de vida sedentário.
- 1:46:40Essa resistência em aceitar causas mecânicas ou nutricionais é, em si,
- 1:46:45um fenômeno psicológico profundo que merece ser estudado com seriedade,
- 1:46:50pois revela nossa necessidade intrínseca de encontrar significados ocultos em vez
- 1:46:56de encarar a realidade biológica.
- 1:46:59Que seja a tua causa.
- 1:47:01Eu quero o mistério, e o drama.
- 1:47:04Nós amamos o psicossomático, amamos o emocional, amamos isso,
- 1:47:09porque é aí que está a experiência do usuário e, além disso,
- 1:47:13não preciso me livrar da minha dependência.
- 1:47:16É a forma como lido com isso.
- 1:47:17Se você me tira, é a minha droga, literalmente é a minha droga,
- 1:47:22e existe uma indústria inteira que nos quer drogados porque isso vende.
- 1:47:27Nossa, que forte!
- 1:47:28É por isso que colocamos açúcar em tudo,
- 1:47:31coisas que não têm nada — que diabos tem que colocar açúcar?
- 1:47:35Molho verde no México, picante, açúcar. Catchup, açúcar.
- 1:47:39Vinagre balsâmico, açúcar. Puta que pariu! Tudo tem açúcar. Por quê?
- 1:47:44Pois porque assim eu garanto que você compre. Garanto que você compre.
- 1:47:49Garanto que você compre porque eu já sei que você tem uma dependência. Legal.
- 1:47:54Não estou quebrando nenhuma lei.
- 1:47:57Somos um bando de viciados em açúcar, mas não chamamos pelo nome.
- 1:48:01Então eu te digo: "Livre-se da sua dependência". "Ah, sim, vou...".
- 1:48:06Nenhum viciado diz que sim.
- 1:48:08É, é um viciado.
- 1:48:10E ainda existem ótimas razões para não parar.
- 1:48:13E eu te digo: "O que te acontece é porque te trataram mal".
- 1:48:17Não, quero ver.
- 1:48:18Mas é claro que eu te amo, meu doutorzinho.
- 1:48:21Venha cá, meu amor, me diga quem foi que fez isso comigo." E se eu coloco a culpa,
- 1:48:26se eu te transformo ainda mais em vítima, então, é claro que existe uma...
- 1:48:31A gente corre... E tudo se resolve.
- 1:48:34Por trás disso: "Em quem colocar a culpa agora?".
- 1:48:37“Me diga quem fez isso, quem é o culpado,
- 1:48:40por que meu sofrimento me deixou doente.” Queremos reconhecimento real,
- 1:48:45porque estamos passando mal de verdade e queremos que percebam
- 1:48:49que existimos e sofremos. Não é só culpar os outros e ser vítima.
- 1:48:54A vida é difícil, ninguém sabe lidar com isso, é um caos,
- 1:48:58e nesta época é ainda maior.
- 1:49:00Pense no que vivemos desde que nascemos.
- 1:49:03Bom, você é jovem, tem uns vinte anos.
- 1:49:06Que nada! Bom, obrigada.
- 1:49:11Para nós, que estamos assim, com mais vontade. A vida é difícil.
- 1:49:15Nada nos preparou para isso. Isso é real. Isso é real.
- 1:49:18Por isso comemos desse jeito.
- 1:49:20Por isso estamos todos assim.
- 1:49:22Porque fazemos o que podemos.
- 1:49:24Estamos todos angustiados.
- 1:49:25Quantas doenças surgiram na nossa geração?
- 1:49:28Vemos gente morrer o tempo todo de câncer. Estamos assustados.
- 1:49:32Não estamos vivendo bem. Isso é real, isso é real.
- 1:49:35O lance é como nos curar de tudo isso.
- 1:49:37A natureza do remédio tem que ser igual à natureza da causa.
- 1:49:41O que te deixou doente por comer mal, se cura comendo...
- 1:49:45Comendo.
- 1:49:46Comendo corretamente.
- 1:49:47"É como você diz, David, a nutrição." Não, não é como eu digo.
- 1:49:51É como dizem a anatomia, a fisiologia e a história evolutiva.
- 1:49:55Eu só estou compartilhando a minha interpretação disso,
- 1:49:59mas não quero que me acreditem.
- 1:50:01Eu te apresento o meu raciocínio.
- 1:50:03Olha, densidade de nutrientes. Prove isso.
- 1:50:06Se você gostou desse raciocínio, para onde ele te leva?
- 1:50:10Olha, a vaca come de um jeito, nós comemos de outro porque existe uma anatomia.
- 1:50:15Então, há um raciocínio. E, então, eu te dou o raciocínio,
- 1:50:19mas eu não quero que você acredite em mim ou que adote isso.
- 1:50:23Agora, na minha experiência, o que a gente faz é colocar uma pausa,
- 1:50:28jogar a culpa no "eu".
- 1:50:29Eu te digo quando você chega: "Olha, David, eu acho que o meu foi porque meu
- 1:50:34pai, minha mãe e tudo mais".
- 1:50:36Ok, não vou te dizer que não.
- 1:50:38Vou te pedir que me dê um ano ou dois. Ok, tudo bem.
- 1:50:42Que é o processo no qual a pele volta a recuperar o seu estado natural.
- 1:50:46Não posso dizer ao seu corpo: "Não, você só vai se curar da pele, não do fígado,
- 1:50:51nem dos olhos, da hipertensão ou de infecções". Isso não funciona assim.
- 1:50:56O corpo não opera por partes isoladas.
- 1:50:58Ao eliminar a causa raiz, tudo o que deriva dela se cura naturalmente.
- 1:51:03É um processo sistêmico e integrado de recuperação total.
- 1:51:07Tudo disparado.
- 1:51:08"O que tomo para a pele? E para a diabetes?" As pessoas não veem a causa.
- 1:51:13Aqui, eliminamos a causa e tudo melhora.
- 1:51:16O que eu diria é: "Faça uma lista".
- 1:51:18É exatamente assim que elas chegam ao nosso curso.
- 1:51:22Liste tudo que tem.
- 1:51:24Tudo. Objetivo e subjetivo.
- 1:51:26Tudo: emocional, físico, tudo. Tudo.
- 1:51:28Tenho ansiedade, tenho angústia, tenho celulite,
- 1:51:31tenho infecções vaginais a cada instante, tenho sintomas da menopausa,
- 1:51:36e já me disseram que estou com o colesterol elevado.
- 1:51:39É muita coisa, entende?
- 1:51:42Lista, bora lá.
- 1:51:43Tenho ansiedade, angústia, falha na memória e névoa mental.
- 1:51:47Estou sem energia, claro, vou anotar.
- 1:51:51Dessa lista, eu vou te dizer: "De tudo isso,
- 1:51:54isto é excesso de água e falta de eletrólitos.
- 1:51:57E, de tudo isso, isto tem a ver com pH, flora intestinal, gordura e o verde.
- 1:52:02E, de tudo isso, isto nós ainda não sabemos.
- 1:52:04Pode ser algo sistêmico, familiar,
- 1:52:07pode ser do próprio usuário ou pode ser outra coisa". Não sabemos. Não sabemos.
- 1:52:11Vamos por ordem.
- 1:52:13A primeira coisa que se cura é o desequilíbrio hidroeletrolítico, porque,
- 1:52:17se não, o seu corpo não tem a energia, nem os recursos, nem a força,
- 1:52:21nem nada para a próxima mudança.
- 1:52:23Então, primeiro você trata o desequilíbrio hidroeletrolítico.
- 1:52:27É preciso seguir essa ordem para que o organismo consiga responder
- 1:52:31adequadamente aos passos seguintes.
- 1:52:34-Água e sal. -Não, quer dizer, sim.
- 1:52:37Sim, é verdade, mas é um processo.
- 1:52:40Água com sal na proporção certa.
- 1:52:42Você precisa equilibrar e viver o processo.
- 1:52:45Chegou lá, perfeito, vamos ao próximo. Viva o processo.
- 1:52:49Tira pão, massas, farinhas, laticínios, reduz carboidratos, muda a flora,
- 1:52:53fecha a janela nutricional, ajuda o fígado, descansa.
- 1:52:57A gente se vê daqui a dois anos. Como está sua lista?
- 1:53:00Quer dizer, obviamente não é que te abandonem.
- 1:53:04Daqui a dois anos, verei.
- 1:53:06Corta para dois anos depois.
- 1:53:08“Olha, quando você chegou, quantos sintomas você tinha?” “Ah, pois é,
- 1:53:12eu tinha vinte e cinco.” “Ok. E desses vinte e cinco,
- 1:53:16quantos eram de desequilíbrio hidroeletrolítico que a gente tinha te
- 1:53:20ensinado?” “Ah,
- 1:53:21desses...” “Ou seja, hoje, quantos dos vinte e cinco você ainda tem?” “Três.”
- 1:53:27Você compartilhou uma lista com a gente — aqui faço uma pausa — você compartilhou
- 1:53:31uma lista de doenças ou sintomas,
- 1:53:33não sei como chamar, relacionados a causas azuis e a causas verdes,
- 1:53:37que para este episódio também podemos compartilhar dentro do
- 1:53:41grupo de WhatsApp da comunidade,
- 1:53:43porque sempre chega gente nova.
- 1:53:44Então, entrem na comunidade do WhatsApp.
- 1:53:47Aqui deixaremos o link também para que entrem.
- 1:53:49É gratuito e lá compartilhamos o documento.
- 1:53:52Ou seja, para quem não me conhece, a forma como foi o meu processo...
- 1:53:57Quer dizer, mas aqui vou eu.
- 1:53:58Você chegou com vinte e cinco sintomas.
- 1:54:01Faz isso e agora restam três.
- 1:54:03Dentro desses, está a acne adulta. Ou está o vitiligo.
- 1:54:07Vamos fazer uma constelação disso.
- 1:54:10-Nossa, que legal. -Já não adivinho.
- 1:54:13Você já sabe que tudo foi fim.
- 1:54:15Claro, mas de cem pessoas que tinham a mesma coisa na pele,
- 1:54:19noventa e oito se curaram.
- 1:54:21Mas eu já não estou mais adivinhando.
- 1:54:24Eu já soube qual era a causa, você a removeu e a pessoa se curou.
- 1:54:28Agora, para os que não me conhecem, a maneira normal de um médico pensar é:
- 1:54:33eu tenho a doença e o que eu faço contra a doença?
- 1:54:37A essa forma de pensar chamamos de "o que eu tomo para?", "o que eu tomo para?".
- 1:54:42Preencha a lacuna, né? O que aconteceu na minha história foi:
- 1:54:46estavam todas as doenças ali e eu via que havia certas coisas muito
- 1:54:51básicas a corrigir no corpo,
- 1:54:53de nutrição e de estilo de vida.
- 1:54:55Nós as corrigíamos e todo um grupo de doenças se curava. E em outra pessoa...
- 1:55:01Eu não estava pensando em quais doenças, eu estava pensando no que eu corrijo aqui.
- 1:55:06Causa. Corrigia-se isso e um monte de outras doenças se curavam.
- 1:55:11Eu nunca imaginei que as pessoas com fibromialgia fossem se curar.
- 1:55:15Eu não estava pensando em fibromialgia,
- 1:55:18mas chegava um monte de mulheres com fibromialgia.
- 1:55:21E o que eu fazia era: "Olha, você tem um desequilíbrio hidroeletrolítico
- 1:55:26claramente, eu te acompanho para que isso se cure.
- 1:55:30O que vai melhorar no seu caso?
- 1:55:32Não sei, mas com certeza vai haver benefício e daí partimos, porque no seu
- 1:55:37corpo, no estado atual, não se pode fazer nada".
- 1:55:40Corrigíamos isso e a fibromialgia se curava.
- 1:55:43Pois então, há um vínculo.
- 1:55:45A criança que chegava e diziam que tinha alergias na pele,
- 1:55:49que é alérgica a dez mil coisas, que tem asma e que tem sinusite.
- 1:55:54Naquele momento, eu não estava pensando no que dar para a asma, ou para a sinusite,
- 1:55:59ou para a dermatite atópica.
- 1:56:01Não, eu estava apenas melhorando a nutrição dela e ela se curava.
- 1:56:06E a seguinte igual, e a seguinte igual, e a seguinte igual, a seguinte igual,
- 1:56:11até que eu entendi a causa e agora sim.
- 1:56:14Mas o meu processo foi a partir da causa e da explosão do que se curava.
- 1:56:19Então, naturalmente, tive que pensar diferente.
- 1:56:22Eu já não podia pensar nas folhas da árvore, o que eu faço com as folhas?
- 1:56:27Não, porque eu já tinha entendido que era um tronco. Chama-se causa.
- 1:56:32E quando não eram as do corpo,
- 1:56:34então vamos para a sistêmica familiar e para a personalidade.
- 1:56:38E para chegar até esse ponto da parte familiar, você diz que levou dois anos,
- 1:56:43mais ou menos.
- 1:56:46Mas você está falando de uma...
- 1:56:48Quando é que isso começou? Veja, uma pessoa...
- 1:56:51Sim, falando sobre o que nos adoeceu.
- 1:56:53Se eu te disser que o que te adoeceu foi pão, massa,
- 1:56:57farinhas e açúcar e você tem quarenta anos, quando é que você começou a adoecer?
- 1:57:02Tem gente que chega hoje e recebe um diagnóstico...
- 1:57:05Começa com vitiligo ou manchas na pele e tem cinquenta anos.
- 1:57:09E já faz três anos que apresenta manchas intensas na pele.
- 1:57:13Então, se ela tem cinquenta anos,
- 1:57:15as manchas começaram intensamente aos quarenta e sete.
- 1:57:18Quando foi que ela começou a adoecer? O que você me diria?
- 1:57:24Em teoria, desde que começou.
- 1:57:26Exatamente. Agora, não contamos a partir do efeito.
- 1:57:29Contamos a partir da causa.
- 1:57:31Então, se eu te digo que a causa dessas manchas é que você come uma dieta de pão,
- 1:57:36massa, farinhas, laticínios e açúcar: "David,
- 1:57:39mas então ele começou a adoecer aos seis meses de idade". É correto.
- 1:57:44Então muda totalmente. Repare no que acabou de acontecer.
- 1:57:47Muda totalmente a maneira de entender a doença.
- 1:57:51Porque ela diz: "As manchas surgiram há três anos". "O que eu fiz?
- 1:57:55O que aconteceu? Ah, fiquei estressada, me divorciei, meu filho foi embora". Não,
- 1:58:00você começou a adoecer aos seis meses de idade porque deu ao
- 1:58:04seu corpo coisas tóxicas.
- 1:58:06Seu corpo, que é uma maravilha, aguentou quarenta e sete anos.
- 1:58:10E já não conseguiu mais.
- 1:58:13Como você explicaria? Te entendo.
- 1:58:15Como explicar para alguém que desenvolve dermatite, eczema ou psoríase cedo,
- 1:58:19em comparação com quem começa a ter isso aos trinta, quarenta ou cinquenta anos?
- 1:58:24Quer dizer, será por causa de como está o seu sistema imunológico ou algo que
- 1:58:29aconteceu ao longo da vida da pessoa?
- 1:58:31Depende muito, preciso analisar o caso de cada indivíduo,
- 1:58:35mas não é a mesma coisa que te oferecerem um laticínio...
- 1:58:38Não é o mesmo que viver na serra.
- 1:58:41Pois é.
- 1:58:42E que te deem queijo azul. E que te deem...
- 1:58:45você toma, rotineiramente, um vinagre de boa qualidade.
- 1:58:49E que seus ingredientes sejam de boa qualidade.
- 1:58:52E, de repente, lhe dão um laticínio fresco, um iogurte, mas só uma vez por
- 1:58:57semana. Ou duas.
- 1:58:58Não é a mesma coisa que um bebê que vive numa cidade poluída e
- 1:59:03recebe iogurte todos os dias.
- 1:59:05E ainda lhe dão leite todos os dias.
- 1:59:07E ainda lhe dão pães de péssima qualidade, que são hiper, hiper industrializados,
- 1:59:13todos os dias.
- 1:59:14Então, dependendo do tamanho da causa que existe, temos o tamanho do efeito.
- 1:59:19Está hiperintoxicado, é claro.
- 1:59:22Agora, o problema hoje é que, das coisas de que estou falando como causas,
- 1:59:27já não somos a primeira nem a segunda geração; já somos a terceira e a quarta.
- 1:59:32Isso é grave. Há um dano acumulado. Ou seja...
- 1:59:35Muito do que estamos vendo hoje é que o sistema nervoso neuroendócrino está
- 1:59:41comprometido. O sistema nervoso é elétrico.
- 1:59:44E a eletricidade do corpo depende de três fatores.
- 1:59:47A proporção entre água e eletrólitos — são dois, ou seja, água e eletrólitos,
- 1:59:53porque é eletricidade — e a gordura.
- 1:59:55Estamos mexendo nas três coisas.
- 1:59:57Excesso de água, falta de eletrólitos, isso afeta a eletricidade.
- 2:00:02Tiro a gordura e desnutro o organismo.
- 2:00:05Para a terceira geração, isso já configura uma causa muito clara para disautonomia,
- 2:00:11para Alzheimer, para Parkinson, para autismo.
- 2:00:14Claro, porque vai se acumulando, porque a mãe já estava muito desnutrida.
- 2:00:19Os filhos e, depois, os netos, já apresentam muita desnutrição.
- 2:00:23A causa não é que foi herdada, eles estão comendo igual.
- 2:00:27Este tinha minerais completos e estava melhor; bom, o próximo mais ou menos;
- 2:00:33e o seguinte já não tem nada.
- 2:00:35Porque todos seguiram as mesmas ideias, todos já eliminaram o sal,
- 2:00:39todos já eliminaram a gordura.
- 2:00:41E a terra também já não tem nutrientes, porque também já demos um fim na terra.
- 2:00:47É um ciclo vicioso de degradação nutricional que afeta profundamente a
- 2:00:52nossa saúde humana atual.
- 2:00:54É, falamos.
- 2:00:55Sim, porque já a degradamos. Por quê?
- 2:00:57Porque estamos plantando comida achando que somos vacas e que
- 2:01:01temos que comer como vacas.
- 2:01:03Então, plantamos um monte de comida que não dá, a terra não aguenta isso,
- 2:01:08e por aí vai.
- 2:01:09Vamos conversar, se você topar,
- 2:01:11vamos fazer uma lista das doenças de pele que ainda faltam e você me diz se
- 2:01:15é causa verde ou se é causa azul.
- 2:01:17Da pele, quase todas são verdes.
- 2:01:19A única que é azul é a celulite, porque é quando se acumula água.
- 2:01:23Sim, não, todas são verdes.
- 2:01:25Tudo o que acontece na sua pele vem do intestino.
- 2:01:28A única diferença é: ou vem dos carboidratos que estão te inflamando,
- 2:01:32ou vem da resposta antígeno-anticorpo.
- 2:01:35Essa é, mais ou menos, a diferença.
- 2:01:37Todas as psoríases, as -ites, todas essas vêm de lá, na verdade.
- 2:01:44Olha, um fenômeno que já observei inúmeras vezes.
- 2:01:47Essa vocês não vão gostar.
- 2:01:49A moça vai e faz depilação a laser, eu entendo.
- 2:01:52Entendo, entendo o problema.
- 2:01:54Não entre nesse assunto, pfvr.
- 2:01:55E aparece um monte de VPH, do vírus do papiloma humano.
- 2:01:59E isso eu já observei muitas vezes.
- 2:02:02Então, as pessoas fazem depilação a laser e, nas axilas e no pescoço,
- 2:02:07surgem verrugas causadas pelo VPH.
- 2:02:09Porque você voltou a tapar a saída da sujeira.
- 2:02:12Então, o corpo estava se equilibrando, tentando eliminar.
- 2:02:16Você queima, mas para onde ele vai?
- 2:02:19Bem, agora ele não consegue mais eliminar por ali;
- 2:02:22tem que desviar tudo para outro caminho, concentrado, e aí você muda o ambiente.
- 2:02:28E, assim, o bicho acaba se aproveitando.
- 2:02:31Porque você me perguntava que...
- 2:02:33Outra das coisas que te perguntavam era sobre o vírus do papiloma,
- 2:02:38que está ligado ao câncer.
- 2:02:40Só verruga
- 2:02:41Sobre as verrugas, isso é VPH.
- 2:02:43As verrugas são vírus do papiloma humano.
- 2:02:46Elas dão medo porque existem muitos tipos e há um grupo pequeno, uns oito por aí,
- 2:02:51que está mais vinculado ao câncer do colo do útero. Vinculado.
- 2:02:56A questão é que é um vírus. Agora,
- 2:02:58o vírus vai depender das condições locais e da habilidade do corpo de
- 2:03:03tirar o lixo e de lutar.
- 2:03:04Se eu mudo essa habilidade de se defender, o bicho vai ganhar.
- 2:03:09Então, é um fenômeno que observei ao longo dos anos.
- 2:03:12Para te dar exemplos do que acontece com o verde, ou seja, com esse tema da pele.
- 2:03:18Continua sendo o mesmo tema,
- 2:03:20continua sendo que o que acontece com a pele está acontecendo com o metabolismo.
- 2:03:25Isso é um fato clínico muito importante.
- 2:03:30Ou seja, eu não vou te prescrever algo para a verruga,
- 2:03:33nem para a mancha hipocrômica, o vitiligo ou o melasma, mas vou te dizer que,
- 2:03:38se você corrigir o seu intestino,
- 2:03:40isso vai desaparecer — é bem provável que desapareça em mais
- 2:03:44de noventa por cento dos casos.
- 2:03:46E o que não desaparecer, eu até aceito que seja sistêmico e familiar,
- 2:03:51mas primeiro trate a causa; porque, se você cair nessa armadilha,
- 2:03:55não corrige a base,
- 2:03:56não se fortalece e não terá energia para curar a parte do usuário.
- 2:04:01Claro. E como ficam essas condições que vão e voltam? Quer dizer, por exemplo,
- 2:04:06uma psoríase ou uma rosácea que parece ter épocas em que somem
- 2:04:09totalmente e reaparecem.
- 2:04:11O corpo consegue eliminar, depois eliminou pela urina, depois pelas fezes,
- 2:04:16e você teve mudanças porque em um momento suou mais, mas fez frio, a pele contraiu,
- 2:04:21ou você suou ou não suou.
- 2:04:23Perfeito, entendi.
- 2:04:24Sim, ou então com as emoções.
- 2:04:26As emoções — a parte que me faltou te dizer,
- 2:04:29o que chamamos de emocional — são uma parte integrante e fundamental
- 2:04:34do nosso processo saúde-doença,
- 2:04:36mas o que precisamos diferenciar é que elas nem sempre são a causa.
- 2:04:41Ou seja, não é porque algo me agrava que isso seja a causa.
- 2:04:45Se eu estou com meu parceiro em um restaurante e estamos discutindo,
- 2:04:50mas no restaurante tem um monte de barulho e nosso bebê está chorando,
- 2:04:54o ruído no ambiente do restaurante não causou o problema.
- 2:04:58Ele está agravando a situação, mas não a causou.
- 2:05:02É muito diferente pensar no que agrava e no que causa.
- 2:05:05Se eu estou em um dia, sei lá, tendo um dia fabuloso, me apaixonei,
- 2:05:10acabei de sair de um encontro espetacular, saio e estou caminhando assim,
- 2:05:15nas nuvens, e vejo que alguém furou meu pneu ou alguém riscou meu carro com
- 2:05:20maldade,
- 2:05:21isso não vai me atingir tanto quanto se acontecesse exatamente a mesma coisa,
- 2:05:26mas eu acabei de ser demitido, acabei de flagrar meu parceiro me traindo,
- 2:05:31saio e piso em um cocô de cachorro.
- 2:05:34É preciso entender essa distinção crucial para não confundir os
- 2:05:38fatores que apenas pioram o quadro com a verdadeira origem do mal.
- 2:05:43Tudo mal, né?
- 2:05:44Tudo dando errado e, ainda por cima, perdi meu cartão de crédito, né?
- 2:05:49Aí vejo meu carro e... Não é a causa.
- 2:05:51Então, o estado do usuário é a maneira como vivemos o que acontece com o corpo.
- 2:05:56Claro que, quando estou passando por um momento terrível,
- 2:06:00o que meu corpo está vivendo eu vou intensificar, ou vou viver de um jeito
- 2:06:05pior, ou vou viver conforme...
- 2:06:07Mas vincular uma causa já é outra história.
- 2:06:10Então, cuidado ao apontar a causa.
- 2:06:13O que eu digo a vocês é: não nego a relação com o que o usuário sente.
- 2:06:18Digo: vamos ser organizados.
- 2:06:20Primeiro, deixamos seu corpo forte, com metabolismo, digestão e nutrição corretas.
- 2:06:26Liberamos recursos e você fica fortalecido.
- 2:06:29O que sobrar da lista, aí sim constelamos,
- 2:06:32fazemos terapia e vemos o que aconteceu na sua cabeça para entender o que rola.
- 2:06:37Surgirão sintomas que você nem sabia, e agora aparecem os do usuário.
- 2:06:42Então vamos com ele. Quando isso terminar, te digo para onde seguir com o espiritual.
- 2:06:48Mas é preciso seguir a ordem.
- 2:06:51Claro. E agora, para este último bloco que vamos trabalhar com você,
- 2:06:55eu quero que a gente possa trazer esperança, porque eu sei que as pessoas
- 2:07:00são assim, né? "Dois anos para isso!
- 2:07:03Por isso perguntei: "Quando você começou a adoecer?". É que essa me importa.
- 2:07:08Dois anos é pouco.
- 2:07:11Olhando em perspectiva, é claro, sim.
- 2:07:13Agora, é como dizer: "Nove meses para um bebê nascer? Não, nem engravido.
- 2:07:18Eu quero o meu em dois meses". É exatamente assim.
- 2:07:23Mas a questão é que não fui eu quem decidiu.
- 2:07:26Foi a natureza quem decidiu. Esse é o ponto.
- 2:07:29"Ei, seu David, não seja assim, faça ser mais rápido".
- 2:07:32"É que é uma gravidez, eu não mando nisso".
- 2:07:35E tudo começou há quarenta anos.
- 2:07:37Então, se você entende quando isso começou... Agora,
- 2:07:41se você tem vinte anos e nunca consumiu um monte de laticínios
- 2:07:45e nunca teve muitas causas,
- 2:07:47talvez o seu processo dure seis meses ou três.
- 2:07:50Mas se você é uma pessoa que tem hipertensão arterial, colesterol, que tem
- 2:07:55sessenta, sessenta e cinco anos, que já passou por duas,
- 2:07:58três cirurgias e toma dez medicamentos,
- 2:08:01como você acha que vai se curar em três meses?
- 2:08:06Você pode me mostrar seus casos?
- 2:08:08Porque você me mostrou fora das câmeras e vai me mostrar agora,
- 2:08:12mas certamente vai aparecer na gravação.
- 2:08:14Quero que as pessoas tenham uma noção da transformação que existe quando
- 2:08:18você começa a seguir esse processo.
- 2:08:20Olha, este aqui me fascina porque é sobre celulite e me diverte horrores.
- 2:08:25Isso é água. Isso é só água, não é mais nada.
- 2:08:29Essa pessoa corrige tudo isso em menos de um ano.
- 2:08:33Nossa, que incrível!
- 2:08:34Em menos de um ano, veja bem, isso não é nada lento.
- 2:08:38Isso é celulite, na verdade, um excesso de água.
- 2:08:41Toda celulite é excesso de água.
- 2:08:43Edema intracelular, se é que podemos chamar pelo nome técnico.
- 2:08:48Esta aqui é uma consultora. O nome dela é Rebeca.
- 2:08:51Essa é a quantidade de acne e tudo mais. Nós fizemos algo para...
- 2:08:55— e aí a gente acabou conseguindo...
- 2:08:58Rosácea acne.
- 2:09:00Não fizemos nada. O que limpou o dela?
- 2:09:03E ela, por isso.
- 2:09:04Não passou nada tópico, não se lambuzou com nada, não passou nada, não se
- 2:09:08beliscou, não...
- 2:09:09Nada, não fez nada na pele.
- 2:09:11E depois diz o quê
- 2:09:13Mudou o intestino e pronto, pois removi a causa.
- 2:09:17Quanto tempo depois?
- 2:09:18Você tem mais ou menos uma ideia de quanto tempo poderia levar essa mudança?
- 2:09:22Eu acho que um ano e meio, dois anos.
- 2:09:24Por aí, não mais do que isso.
- 2:09:26Eu pergunto, mas não passa disso.
- 2:09:28Depois este outro, que me parece...
- 2:09:31Ele tinha feridas nas pernas, sabe?
- 2:09:33Era algo bem complicado de se ver, realmente.
- 2:09:36Meu Deus do céu, uau.
- 2:09:38Olha, David, chega alguém assim e depois fica assim.
- 2:09:41E o que estava acontecendo com essa pessoa?
- 2:09:44-É na barriga. -E as feridas...
- 2:09:46Tudo o que acabei de te dizer.
- 2:09:48Não está acontecendo nada na pele.
- 2:09:50A pele é o efeito de uma causa.
- 2:09:52Mas o problema é que, como está ali, eu quero passar algo e tratar ali,
- 2:09:56fico preso ali. Não está acontecendo nada ali. O problema não está ali.
- 2:10:01O problema está acontecendo no intestino.
- 2:10:06E isso também, um ano e meio.
- 2:10:07Sim, um ano
- 2:10:08São transformações que levam cerca de um ano e meio.
- 2:10:11Sim, te passo os prazos certos, mas vai ser por aí.
- 2:10:14Isso aqui é uma psoríase, né?
- 2:10:17Você me contou que o caso dela, não sei se é o mesmo, né?
- 2:10:21Que ela tinha, na verdade, psoríase por todo o corpo.
- 2:10:24Sim, e além disso, ela também tem tireoidite de Hashimoto, que também foi
- 2:10:29curada. É exatamente a mesma causa, sabe?
- 2:10:32E nesses casos, por exemplo,
- 2:10:34quando esse tipo de eczema ou psoríase aparece em partes específicas do corpo,
- 2:10:39isso traz alguma informação?
- 2:10:40Te dá algum dado concreto?
- 2:10:42Sim, existe uma maneira elétrica de mapear o corpo.
- 2:10:45Se você extrair os parâmetros elétricos,
- 2:10:48consegue saber com detalhe em que quadrante e de que lado está.
- 2:10:52Como é elétrico, o corpo tem um eixo.
- 2:10:55O que acontece nessa área, eletricamente, é diferente aqui.
- 2:10:59Como isso não faz parte da medicina moderna, não falo muito sobre isso.
- 2:11:03Mas sim, o que acontece aqui é diferente.
- 2:11:06Por isso a gota, por exemplo, costuma dar mais no dedão do pé direito.
- 2:11:11Porque existe um circuito relacionado...
- 2:11:14-É o circuito... -Sim, então é isso...
- 2:11:18-E a acupuntura? -Sim, é parte elétrica.
- 2:11:20Com certeza.
- 2:11:21Sim, mas dois ou três anos...
- 2:11:23O azul leva de seis meses a um ano e meio.
- 2:11:26O verde leva de um a três anos.
- 2:11:28Isso depende de muitos fatores e é preciso ver quando o problema começou.
- 2:11:33Mas isso não quer dizer que não haja nada a fazer.
- 2:11:36Eu não digo quanto tempo leva. Eu não decido isso. É uma gestação.
- 2:11:41Não é porque você se comporta bem que seu bebê nasce em dois meses.
- 2:11:45Você se comporta de forma incrível e ele nasce em nove.
- 2:11:49Você se comporta mal e ele nasce igual, em nove.
- 2:11:52Tem a ver com outros fatores.
- 2:11:54Não com como você se comportou. Agora, comporte-se bem.
- 2:11:58Mas é um processo natural.
- 2:11:59O tema é que não estamos acostumados a viver processos naturais.
- 2:12:04Somos muito impacientes porque vivemos em uma sociedade que diz:
- 2:12:08me dê um comprimido e resolva para ontem.
- 2:12:11E isso tem nos deixado muito mais doentes e ansiosos hoje em dia.
- 2:12:15É, porque seguimos somando coisas, mas não tiramos a raiz.
- 2:12:19E já não pensamos em termos de paciência, ritmos, processos e tempos.
- 2:12:24E a natureza tem o seu próprio tempo.
- 2:12:26Agora, isso não quer dizer que você vai se sentir terrivelmente mal por três anos e,
- 2:12:32no dia seguinte aos três anos, já estar bem. Não, é um processo.
- 2:12:36Você vai ficar melhor, pior, melhor, pior, melhor, pior, melhor, melhor, melhor,
- 2:12:41pior, pior, pior, melhor, melhor, melhor, pior, melhor, pior, pior, melhor, melhor,
- 2:12:46melhor, pior, melhor, melhor... até que você se cure. Porque o seu corpo...
- 2:12:51É, ele emite. No fim do dia, sim.
- 2:12:53Você se cura. Pense nisso como reformar a sua casa.
- 2:12:57Faz quarenta anos que você não mexe nela.
- 2:13:00Tem umidade, o banheiro está estragado, você nem usa mais,
- 2:13:04tem um dos quartos cheio de tralhas acumuladas há quarenta
- 2:13:08anos que têm baratas e ratos,
- 2:13:10o teto tem goteiras, o piso está destruído, a tubulação precisa ser
- 2:13:14trocada, tudo isso tem que ser feito, e você mora lá.
- 2:13:18Chega o mestre de obras e diz: "Bom, isso vai levar tanto tempo".
- 2:13:23E como vai ficar a sua casa durante o processo?
- 2:13:27Bem caótico.
- 2:13:28Pois vira uma bagunça, vai ter gente trabalhando,
- 2:13:31barulho e você vai odiar o processo, mas está se curando.
- 2:13:35Não é a mesma coisa reformar a casa, com o operário fazendo a reforma,
- 2:13:40do que abrir uma granada e jogá-la na sala.
- 2:13:43Um é dano e o outro é cura.
- 2:13:45Existe um processo de cura.
- 2:13:47O problema é que hoje não vivemos processos.
- 2:13:51Vivemos: "Estou mal", vou ao médico.
- 2:13:53Ele prescreve um comprimido, tomo e tenho que melhorar.
- 2:13:57Acabou, é isso que faço, pronto.
- 2:13:59É por isso que não nos curamos, porque não passamos pelo processo.
- 2:14:04O que pode acontecer é ter uma infecção, prescreverem um antibiótico,
- 2:14:09a infecção passar e eu me curar,
- 2:14:11ou me dizerem que é incurável e que terei hipertensão,
- 2:14:15diabetes ou o que for pelo resto da vida, tomando remédio.
- 2:14:19Mas em nenhum dos casos tive que viver um processo, assumir a responsabilidade,
- 2:14:25fazer mudanças e vivenciá-las.
- 2:14:27Então, como isso vai acontecer de verdade?
- 2:14:30Como a história se desenrola?
- 2:14:32Vou melhorando como na reforma, aquilo que é azul.
- 2:14:36Em menos de um mês não tenho mais neblina mental.
- 2:14:39Em menos de três meses não tenho mais celulite, ou ela diminuiu setenta por
- 2:14:45cento. Aos seis meses durmo bem, tenho energia, não acordo no meio da noite,
- 2:14:50o refluxo sumiu. Ou seja,
- 2:14:52estou melhor e depois vêm os sintomas de desintoxicação ou eliminação de resíduos,
- 2:14:58porque quando o corpo fica forte, ele precisa jogar o lixo para fora.
- 2:15:03Então pergunto: "Ei, como você está?".
- 2:15:05"Pois olha, estou com uma diarreia daquelas,
- 2:15:09saindo bichos por todos os buracos do meu corpo e minhas costas estouraram,
- 2:15:14cheias de espinhas.
- 2:15:16Podem esperar por isso.
- 2:15:17Mas eu me sinto incrivelmente bem, porque tenho mais energia, durmo bem,
- 2:15:22estou ótima. Meu corpo está eliminando por aqui, está eliminando por ali.
- 2:15:27Tudo que ficou guardado precisa sair.
- 2:15:29-Curando. -Claro.
- 2:15:31E a gente ensina isso. Sempre brincamos.
- 2:15:34A Alicia e eu dizemos: "O problema desse sistema é que ele funciona".
- 2:15:39As pessoas respondem: "Mas isso não é um problema".
- 2:15:42É um grande problema pois, como funciona, não posso dar poucas recomendações,
- 2:15:48já que haverá muitas mudanças e a pessoa não entende o que ocorre.
- 2:15:53Como funciona, é preciso ensinar um processo.
- 2:15:56Não é um fármaco que prescrevo e pronto, sem você fazer nada.
- 2:16:01Aqui você deve acompanhar seu corpo.
- 2:16:03Dito isso, quem nos escuta pode fazer mudanças e se aproximar de uma melhora.
- 2:16:09Coisas importantes precisam ser feitas.
- 2:16:12Número um: habitue-se a tomar soro isotônico, pois essa é a base.
- 2:16:17Pode ser qualquer soro comercial.
- 2:16:19Minha recomendação é que essa seja a única coisa que você tome
- 2:16:24ou a maioria do que ingere. Vou explicar o porquê.
- 2:16:28Vamos pensar que você tem um soro isotônico.
- 2:16:31Veja por que digo isso, pois já sei que você me disse algo como:
- 2:16:35"Isso não vai acontecer".
- 2:16:38Não, não, que é isso, imagina.
- 2:16:40Você precisa estar, no mínimo, entre três e quatro gramas de sal por litro.
- 2:16:46Imagine, é esse o seu objetivo.
- 2:16:49Três a quatro gramas por litro.
- 2:16:51Por litro. Hoje em dia, as pessoas estão em um vírgula cinco, dois.
- 2:16:55O soro que injetam em você está em nove, que seria o correto, está em nove.
- 2:17:02Olha, a pessoa está em um vírgula cinco e o soro isotônico fica entre três e quatro.
- 2:17:08Eu tomo um litro de soro, que é água com quatro gramas de sal.
- 2:17:12Mas depois tomo duas xícaras de café, meio litro.
- 2:17:16Depois tomo um litro de kombucha e como uma salada de frutas.
- 2:17:20Esse litro de soro, que deveria me hidratar e manter o equilíbrio
- 2:17:24eletrolítico, acaba sendo diluído por todo esse volume de líquidos e alimentos
- 2:17:30que ingeri logo em seguida, entende?
- 2:17:32É como se eu perdesse a concentração do que precisava para o organismo funcionar
- 2:17:37bem e, no final,
- 2:17:39o cálculo total da minha hidratação acaba ficando muito abaixo do que eu esperava.
- 2:17:44Não te basta.
- 2:17:45Na verdade, aqui tenho quatro gramas por litro, mas na conta total,
- 2:17:50já estou em um vírgula cinco por litro.
- 2:17:53Você volta bem.
- 2:17:54A ideia é: o unani significa compensar o líquido, mas é longo de explicar.
- 2:17:59Por isso, vamos pular essa parte agora.
- 2:18:02Certo, mas como guia é...
- 2:18:04A maneira simples é tomar um soro isotônico. Não, ok? Então,
- 2:18:08todos os líquidos que você for ingerir precisam estar compensados com o
- 2:18:13eletrólito, com sal.
- 2:18:15Mas isso vai te dar medo de fazer porque você não sabe como fazer, seja quem for.
- 2:18:21Então vão dizer: "Não, mas como eu faço isso?".
- 2:18:24Por isso eu disse: "Quer começar e fazer um favor ao seu corpo?
- 2:18:29Pois pegue um bom soro isotônico, o que você quiser, e que seja esse.
- 2:18:33E se você tomar outra coisa,
- 2:18:35que seja o mínimo possível e tente comer alguma coisa com sal,
- 2:18:40como azeitonas ou anchovas ou algo com sal, com isso,
- 2:18:44mas não exagere no outro líquido.
- 2:18:46Mas que a sua maioria, oitenta por cento do seu líquido, seja o soro isotônico.
- 2:18:52Então o outro é a cervejinha ou o café.
- 2:18:54Mas que tenha, acompanhe de algo com sal.
- 2:18:57Normal do que você come na sua dieta". Essa é a base. Ok?
- 2:19:02Depois, elimine pão, massa, farinhas e laticínios. O máximo possível.
- 2:19:06Agora, você pode comer laticínios curados e velhos.
- 2:19:10Você pode comer queijo azul. Queijo azul? Sim.
- 2:19:13Laticínios curados, velhos.
- 2:19:15Quanto mais duro o queijo e assim, melhor. Mais fedorento, melhor.
- 2:19:20Os que não são, todos os jovens: kefir, iogurte. Coisas jovens, isso não. É.
- 2:19:26Ok, anotado.
- 2:19:28Queijos curados sim.
- 2:19:29Pão, massas, farinhas e tudo que tenha grãos ou cereais, tire isso.
- 2:19:33Isso vai ajudar sua pele mais do que imagina.
- 2:19:36Eles não vão gostar, mas é uma maravilha para o fígado.
- 2:19:40Se quer dar um descanso ao fígado, pare de jantar.
- 2:19:43Não que você não deva sentar com a família para desfrutar o momento,
- 2:19:47é que depois das seis da tarde você não deve mais ingerir comida para
- 2:19:52que o seu pobre fígado descanse.
- 2:19:54Não importa quanto detox você faça, se não o deixar descansar, nunca vai adiantar.
- 2:19:59E estou lhe dando a recomendação mais simples, a mais simples,
- 2:20:03a mais simples de todas. É isso.
- 2:20:06Essa é a base de tudo.
- 2:20:07Deixe o pobre descansar, pois o fígado tem metabolismo dia e noite.
- 2:20:12Se não o deixarmos descansar, ele nunca se regenera.
- 2:20:16É por isso que não dormimos bem, já que o fígado é o responsável pelo nosso sono.
- 2:20:21Da insônia nós?
- 2:20:22Sim.
- 2:20:23Então, quando você dorme e não descansa, é porque não deixou o seu fígado repousar.
- 2:20:28E muitas outras coisas, muitas. Elimine o jantar de vez.
- 2:20:32Fígado é top.
- 2:20:33Elimine o jantar. Elimine pão, massas, farinhas e laticínios.
- 2:20:37Percebe como a maior parte é só eliminar? Por isso é muito simples.
- 2:20:42O problema não é o que você faz, é aqui.
- 2:20:46O que você precisa deixar, o que soltar.
- 2:20:50Parar, tecnicamente, é a coisa mais simples que existe, é não fazer.
- 2:20:55"Como me curo do cigarro?" "Bem, pare de fumar." O problema não é parar,
- 2:20:59é o que acontece na sua cabeça com a dependência.
- 2:21:02Então, a nutrição não é difícil, a dependência é que é muito difícil.
- 2:21:07Pois é, claro.
- 2:21:09Então, "olha, fazer um unani é muito difícil". Depende.
- 2:21:13É preciso entender que o que mais nos faz mal são as coisas
- 2:21:16que a gente precisa tirar.
- 2:21:18Não se trata do que você coloca;
- 2:21:20a maioria das coisas que vão nos curar está no que você retira.
- 2:21:25E fique com o que é bom.
- 2:21:26Por isso, eu não fico falando muito para as pessoas sobre o que elas devem fazer.
- 2:21:32Há muita coisa que você já está fazendo direito.
- 2:21:35Basta retirar aquilo que está te prejudicando e manter o que você já faz
- 2:21:40bem, pronto.
- 2:21:41Isso, deixe pra lá, você já faz bem.
- 2:21:43Tá bom, você já está acostumada.
- 2:21:45Tire o que te faz mal e fique com o resto. Básico: o soro.
- 2:21:49Básico: eliminar o jantar.
- 2:21:51Básico: pão, massas, farinhas e laticínios.
- 2:21:53Se você quer comer queijos azuis podres, tudo bem.
- 2:21:57E se quiser tomar vinagre, também está ótimo.
- 2:22:00Quanto você precisa consumir?
- 2:22:02Bem, faça uma vinagrete normal e coma junto com algum alimento.
- 2:22:06Temos uma receita de maionese unani ou simplesmente tome vinte a
- 2:22:10trinta mililitros de vinagre.
- 2:22:13Depois de comer.
- 2:22:14Olha que todos que passaram por aqui diziam antes da refeição.
- 2:22:18O problema de antes é que eu quero que os bichinhos consigam
- 2:22:21atravessar a barreira do estômago.
- 2:22:24Então, se eu estiver em jejum e tomar o vinagre,
- 2:22:27ele vai levar todo o rigor do ácido clorídrico e pouquíssimos bichinhos
- 2:22:31vão chegar ao meu duodeno.
- 2:22:33Agora, se eu comer um filé, uma salada,
- 2:22:35uns pimentões del padrón e um pouco de cerveja, e só depois tomar o vinagre,
- 2:22:40é bem mais provável que mais bichinhos sobrevivam e cheguem ao meu duodeno.
- 2:22:44Assim, eu vou acabar semeando mais bichinhos bons. Essa é a lógica.
- 2:22:49O mesmo vale para o queijo.
- 2:22:50Por que você acha que, para os franceses, a sobremesa é queijo?
- 2:22:54Se o queijo tem os bichos humanos e eu os como depois da refeição,
- 2:22:58estou ingerindo o probiótico.
- 2:23:00É exatamente o probiótico.
- 2:23:02A microbiota já o sabia.
- 2:23:04Essa é a recomendação correta.
- 2:23:06Ao analisar locais com pessoas longevas, é a orientação de especialistas.
- 2:23:11A sobremesa é queijo. A lógica é:
- 2:23:13se o queijo contém microrganismos benéficos e eu os consumo após a refeição,
- 2:23:18ingiro o probiótico. É exatamente isso.
- 2:23:20Uma forma de suplementar naturalmente através da alimentação diária.
- 2:23:25Claro, claro, claro. Entendido.
- 2:23:27Já falamos sobre eliminar.
- 2:23:28Já falamos sobre essas pequenas orientações.
- 2:23:31Você pode, então, acrescentar um vinagre.
- 2:23:33-Óleo de uva. -O óleo de uva.
- 2:23:35No cabelo, use óleo de coco.
- 2:23:37Para remover a maquiagem, o de uva. É uma maravilha.
- 2:23:41Existem também produtinhos naturais clássicos para a pele:
- 2:23:44óleos ou cremes de calêndula.
- 2:23:46Como os da Weleda, por exemplo.
- 2:23:48São itens de excelente qualidade que realmente fazem toda a diferença no seu
- 2:23:53dia a dia.
- 2:23:54Sim, óleos naturais.
- 2:23:56Sim, nada que tape — nada que bloqueie, como o cortisol.
- 2:24:00A menos que a situação já esteja muito grave e que a vida esteja em risco.
- 2:24:05Você não quer tapar a saída do lixo.
- 2:24:08Você quer ajudar o processo.
- 2:24:10E a outra recomendação é suar.
- 2:24:12Então, sauna e vapor, sim, mas sem choque térmico depois.
- 2:24:16Não saia e se jogue na água fria.
- 2:24:18O lance da água fria pode ficar para outro momento.
- 2:24:22Mas agora eu não vou falar disso. Bom, você até pode.
- 2:24:26Se você tomar um banho com água fria, no seu próprio universo, tudo bem.
- 2:24:32Tem atributos
- 2:24:33Está perfeito e não tem problema.
- 2:24:35O que você não quer é esquentar demais e depois esfriar. Choques térmicos, não.
- 2:24:40Por quê? O que faz à pele?
- 2:24:42Não, nos tendões. Veja, o que acontece se aquece algo e resfria de repente? Quebra.
- 2:24:48O corpo é igual. Tendões são elásticos.
- 2:24:51Se aqueço um elástico e resfrio, eu o quebro.
- 2:24:55Então, é bom ou ruim?
- 2:24:56Péssimo. Você quer romper a liga do seu tendão?
- 2:25:00Não, isso causa um dano muito grande mesmo.
- 2:25:02Mas são estratégias de biohacking muito usadas hoje, né?
- 2:25:06E, a longo prazo, isso vai te...
- 2:25:08Não acredite em ninguém, existem as lógicas. Existem as lógicas.
- 2:25:12Então, eu tenho tendões no meu corpo, esses são tendões, não é?
- 2:25:16Eu aqueço alguma coisa e o que acontece?
- 2:25:19Tudo o que eu aqueço no mundo se expande.
- 2:25:22E o que acontece quando eu contraio?
- 2:25:24Quando eu resfrio, ele contrai.
- 2:25:26Se eu aquecer algo e expandir e, de repente, contrair — uma vez, tudo bem,
- 2:25:31duas vezes —, se eu fizer isso constantemente, vou estressar esse tecido.
- 2:25:36Isso é estresse mecânico, real, é um estresse mecânico.
- 2:25:40Você quer entrar no estresse mecânico? Vá em frente.
- 2:25:43Mas é exatamente isso que você está fazendo.
- 2:25:46Agora, se a sua ideia é que isso pode ajudar o corpo, então faça.
- 2:25:50Eu não recomendaria porque, mecanicamente e fisiologicamente,
- 2:25:54você vai estimular um tipo de estresse. Sim.
- 2:25:57Estimular esse tipo de estresse pode ter benefícios metabólicos, pode.
- 2:26:02Mecanicamente, você vai acabar sobrecarregando outras partes, sim.
- 2:26:06Agora, o que nós fazemos? É mais fácil.
- 2:26:09Há, sim, uma diferença entre a gordura do corpo, a clara e a gordura escura.
- 2:26:14Então, a gordura do bebê chama-se gordura marrom,
- 2:26:17que é a mesma que têm as pessoas que vivem, os inuítes,
- 2:26:21ou as pessoas que vivem no Círculo Ártico.
- 2:26:23Essa gordura tem muito mais densidade do que as outras.
- 2:26:27Então, você tem que comer gordura animal para começar,
- 2:26:31mas se você for tomando banho diariamente em água cada vez mais fria, mais fria,
- 2:26:36mais fria, mais fria, mais fria, mais fria, mais fria,
- 2:26:39você vai baixando uns três ou quatro graus na água durante cada semana,
- 2:26:44você baixa um pouquinho, até que, eventualmente,
- 2:26:47você possa tomar banho com água muito fria.
- 2:26:50Você vai mudar ou estimular a mudança do metabolismo da gordura regular que
- 2:26:55temos para a gordura do bebê.
- 2:26:57Eu não faria isso agora porque as pessoas não aguentam e, primeiro,
- 2:27:01isso é o que fazemos no final do sistema, não no início.
- 2:27:05No começo, você só está estressando seu corpo sem sentido, ele já está estressado.
- 2:27:11Sim, faz-se no final.
- 2:27:12No meio, no meio do processo, e podem começar a fazer isso agora, é ir suar.
- 2:27:17Agora, para ir suar, você tem que se hidratar.
- 2:27:20Se não, você só vai se machucar.
- 2:27:22Você não vai eliminar toxinas, vai eliminar água que depois vai te
- 2:27:27prejudicar. Então, você tem que tomar um soro isotônico durante a suada.
- 2:27:31Não antes, não depois, durante.
- 2:27:34Ou seja, entra na sua sauna com a sua garrafinha de bebida isotônica.
- 2:27:38Isotônico e você toma. E eu recomendo colocar gelo na cabeça,
- 2:27:42para que a região aqui — de onde sai o cabelo, aqui em cima — fique bem fria.
- 2:27:48Isso. Porque o cérebro é muito sensível à temperatura. Isso frio.
- 2:27:53Todo o resto não importa. Que a sua cabeça esteja fria, ok?
- 2:27:57Muito importante: hidrate-se corretamente.
- 2:28:00Hidratar-se não é só beber água, é manter o equilíbrio hidroeletrolítico.
- 2:28:05Se você entra e só toma água, vai passar muito mal.
- 2:28:09Não faça isso, vai ser pior.
- 2:28:11Você vai desidratar mais rápido, vai se desequilibrar mais rápido.
- 2:28:15É uma bebida de reidratação oral isotônica, a que você quiser, comercial,
- 2:28:21no sauna ou no vapor. Agora, nesses termos,
- 2:28:24tem gente que prefere com umidade e tem gente que prefere seco.
- 2:28:28Em muitos sentidos,
- 2:28:30o problema é que o seco vai eliminar muito mais umidade e isso é por biotipo.
- 2:28:35Então, uma pessoa com muita celulite, melhor seco.
- 2:28:39Uma pessoa sem celulite, melhor úmido, mas nunca com choques térmicos.
- 2:28:44Depois você sai, toma seu banho normal em uma ducha morna, temperada,
- 2:28:49e isso você faz uma vez por semana ou duas vezes por semana.
- 2:28:53E você pode se lambuzar na pele, em todos os lugares, com óleo de uva.
- 2:28:58Essas são boas recomendações para você seguir com muita atenção e cuidado.
- 2:29:03A primeira coisa que vou levar daqui é o óleo de uva, que eu nunca vi.
- 2:29:07E, para remover a maquiagem, o óleo de uva é perfeito.
- 2:29:11Se as indianas têm aquele cabelão, é porque usam óleo de coco e henna.
- 2:29:16É, henna.
- 2:29:17Essa combinação para o cabelo é um espetáculo.
- 2:29:20Para a pele, a henna também serve, além do óleo de uva.
- 2:29:24Esses são os básicos da medicina unani, ayurveda e por aí vai.
- 2:29:29Você pode passar ghee na pele.
- 2:29:32A manteiga clarificada? Pode?
- 2:29:34Pode passar, sim.
- 2:29:35E esses tipos de… não acabam entupindo os poros?
- 2:29:38Não, jamais, porque o corpo produz algo muito semelhante.
- 2:29:42O que entope os poros é se você usa muito, ou seja, cremes estranhos...
- 2:29:46O que pode te prejudicar... Não é que machuque,
- 2:29:49mas o que pode acabar entupindo os poros de um jeito estranho
- 2:29:53são os antitranspirantes.
- 2:29:55Ou seja, se você vai estar em algum evento público, no trabalho, por exemplo,
- 2:30:00e não quer ficar com aquela marca de suor debaixo do braço, tudo bem,
- 2:30:05mas não use diariamente. Ou seja, você tem que deixar sua axila suar.
- 2:30:09Não use antitranspirante sempre.
- 2:30:11Use às vezes, de forma consciente, e depois passe um desodorante normal.
- 2:30:16E permita que ela sue normalmente.
- 2:30:18E para quem sua constantemente, ou seja, isso tem uma explicação do seu corpo.
- 2:30:24É uma questão de temperamento e tem a ver com isso.
- 2:30:27E vai mudar conforme você avança.
- 2:30:29Viu como a pele vem direto do nosso intestino?
- 2:30:32Total, total. Ficou claríssimo.
- 2:30:35E não precisa se melar.
- 2:30:38Não se trata de ficar passando coisas, não é sobre fazer algo diretamente na pele.
- 2:30:44Trata-se de mudar, como as folhas da árvore e as raízes da árvore.
- 2:30:49Ficou claro ok
- 2:30:53Se você reparar, eu não digo o que tomo para.
- 2:30:56Não falo: ah, para psoríase, vitiligo ou mancha de idade. A gente não faz isso.
- 2:31:02Sim, há ervas que prescrevemos para o fígado. Mas qual o sentido?
- 2:31:06Se agora eu te der a erva, o que acontece depois?
- 2:31:14Porque eu digo: "Ah, erva A, erva B e erva C".
- 2:31:18Imediatamente a pessoa pensa: "O que eu tomo para isso?".
- 2:31:21Aí não corta pão, massa, farinha, laticínios nem açúcar.
- 2:31:25Fica só na erva e não terá resultado.
- 2:31:28Bom, a erva, quando avançarmos.
- 2:31:30-Mais à frente, -Você me escreve após seis meses e me diz.
- 2:31:33Vamos fazer um programa que é: deixe o fígado descansar.
- 2:31:37Ah, que maravilha, gente.
- 2:31:43Quando você deixa o fígado descansar, a erva funciona.
- 2:31:47Não subestime essas mudanças.
- 2:31:48Experimente: corte jantar, pães, massas e laticínios.
- 2:31:52Use vinagre, queijo azul, sue e passe óleo de uva. Você verá.
- 2:31:56Me conte daqui a dois meses como está sua pele.
- 2:31:59Escreva aqui, volte neste episódio.
- 2:32:01-Não basta. Não. -Mas você já vai ver mudanças.
- 2:32:04Você vai ver mudanças espetaculares.
- 2:32:07Eu, só com isso, quando comecei com essas pesquisas, aquilo já era uma loucura.
- 2:32:12E não vai levar três anos.
- 2:32:14Isso vai ser relativamente rápido.
- 2:32:16Eu digo, para se curar totalmente...
- 2:32:19Ou seja, alguém que tem essa tireoidite de Hashimoto, autoimune e coisas assim,
- 2:32:24pois não vai acontecer em seis meses, entende?
- 2:32:27É bem mais demorado porque há mais danos. Bom, é isso.
- 2:32:31Muito obrigada, doutor. Eu adorei essa conversa.
- 2:32:34Não sei quanto tempo ficamos aqui, mas, como sempre, a gente aqui dá um gás, né?
- 2:32:39Dá um gás mesmo. Quase três horas.
- 2:32:41Sim, meia
- 2:32:42Parece que deu meia hora.
- 2:32:44Eu aproveitei demais essa nossa conversa, como sempre, foi muito bom mesmo.
- 2:32:48Parabéns pelo seu livro, que é uma beleza; se ainda não leram, leiam.
- 2:32:53É algo espetacular.
- 2:32:54"Viva a vida em grande", né?
- 2:32:55Sim, ficou lindo, está incrível!
- 2:32:57Além disso, esses livros têm tanto amor.
- 2:33:01Lindo demais. Além disso, para mim foi uma alegria, você não sabe,
- 2:33:05ir te ver lá quando você apresentava.
- 2:33:08Ah, não, foi maravilhoso te ver.
- 2:33:09Fiquei tão feliz.
- 2:33:11Ficou orgulhoso, não é mesmo?
- 2:33:13Muita alegria. Queria te dar parabéns.
- 2:33:15-De coração. -Grato convite.
- 2:33:17Muito, muito obrigada, de verdade. E obrigada.
- 2:33:20Aproveito também esta oportunidade que você está me dando para poder
- 2:33:24falar de "Vive a lo Grande",
- 2:33:26que é um livro onde sintetizamos mais de duzentas e poucas conversas que
- 2:33:30tivemos com grandes especialistas.
- 2:33:32Ou seja, se eu tivesse conhecido você antes de escrever este livro — que,
- 2:33:36quando eu terminei, ele já estava publicado.
- 2:33:39Mas você sabe que eu sempre tento sintetizar os aprendizados dos maiores
- 2:33:43especialistas que passaram pelo podcast,
- 2:33:46e esse é realmente o "Vive a lo Grande".
- 2:33:48O livro que nasce a partir de todas essas experiências e
- 2:33:51também um pouco da minha vida,
- 2:33:53contando um pouco como eu fui trilhando isso no caminho, que, no fim das contas,
- 2:33:58é a parte mais humana, não é?
- 2:33:59Porque às vezes a gente se enche de tanta informação que parece idílico,
- 2:34:04mas na verdade não vemos o passo a passo e como isso vai se integrando no próprio
- 2:34:09processo vital de cada pessoa.
- 2:34:10E, então, este é o reflexo desse caminho, não é? Então, aí está.
- 2:34:14Também deixaremos no link deste episódio o endereço para que
- 2:34:18possam acessar "Vive a lo Grande".
- 2:34:20Está disponível em todas as livrarias da Espanha e em qualquer parte do mundo
- 2:34:24através, bom, de forma digital. Então, é isso. Muito, muito obrigada.
- 2:34:28Quero falar mais.
- 2:34:30Ah, não, pode falar.
- 2:34:31É importante, quero compartilhar porque é raro ver isso.
- 2:34:34É como esta analogia: imagine uma multinacional que cria alimentos para
- 2:34:38bebês.
- 2:34:39É verdade.
- 2:34:41E uma mãe que tem seu bebê doente e quer preparar uma alimentação para que ele se
- 2:34:46cure, e ele se cura.
- 2:34:47E então ela compartilha isso com o mundo. Esse nível de amor,
- 2:34:51quando é tão pessoal e você encontra algo que fez com tanto carinho e compartilha,
- 2:34:57é assim o seu livro.
- 2:34:58Ah, que lindo!
- 2:34:59Não dá para sentir,
- 2:35:00quando se sente com honestidade e é algo que te moveu e que é a sua experiência.
- 2:35:05E depois isso, você fez com amor e compartilha, é precioso.
- 2:35:09Mas bom, obrigado por ter escrito. Obrigado.
- 2:35:12Obrigada a você. Obrigada de verdade por essas palavras e por este espaço.
- 2:35:16E, bom, para quem não te conhece ou chegou até você agora, onde você está?
- 2:35:21-Pena, né. -Pobre. Você nem imagina, viu só?
- 2:35:23Pois é, imagina só.
- 2:35:25Onde você está, doutor? Conta um pouco pra gente.
- 2:35:27Lá no site, que é "Academia Unani David Duarte".
- 2:35:31"Academia Unani David Duarte".
- 2:35:33E preciso esclarecer: eu falo muito de unani, unani, unani,
- 2:35:36mas é o unani segundo a minha interpretação,
- 2:35:39porque se você procurar o unani da Índia, do Paquistão ou de outras escolas,
- 2:35:44é o unani clássico. Então, o meu unani não é clássico, o meu unani já é moderno.
- 2:35:50Claro, é seu
- 2:35:51O ensinamento de Avicena,
- 2:35:53mais o que me ensinaram meus mestres e tudo isso do clássico passado pelo
- 2:35:58moderno, pela medicina moderna.
- 2:36:00Então, "Academia Unani David Duarte" e também no YouTube tem lá o canal.
- 2:36:05Tem seu canal, né?
- 2:36:06E, bom, lá vocês podem conferir as datas do próximo curso e tudo mais.
- 2:36:15-Estarei lá. -Vou adorar te ver.
- 2:36:17Sim, cem por cento.
- 2:36:18Estarei lá, entre as suas centenas, centenas, centenas de alunos.
- 2:36:22Muito, muito obrigada por tudo mesmo.
- 2:36:24Obrigado a você.
- 2:36:25E você, que ficou comigo até este ponto, eu quero muito te ler nos comentários:
- 2:36:30o que você achou deste episódio? O que você aprendeu?
- 2:36:33E, se voltarmos àquela pergunta inicial, quando eu te fiz refletir, sabe?
- 2:36:37Sobre quais problemas de pele você tinha,
- 2:36:40eu quero que você volte a esse comentário e simplesmente deixe registrado qual é a
- 2:36:44primeira ação diferente que você vai tomar diante disso.
- 2:36:48Porque aqui nós aprendemos que tudo tem uma solução e que a mudança está em você.
- 2:36:52Então, eu vou adorar ler cada um de vocês e, com isso, eu me despeço.
- 2:36:57Você já sabe: faça o que fizer, faça sempre "a lo grande".
- 2:37:00Nos vemos em uma próxima oportunidade. Tchau, tchau.
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