AO VIVO | AULÃO REVISÃO FUVEST 2027 | PARTE I | GABARITAGEO — Transcript
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- 0:00Oi, gente, meu nome é Kauan. Eu fui
- 0:03aluno do gabarita gel e eu posso falar
- 0:05para vocês com a maior gratidão do mundo
- 0:08e maior ansiedade que eu passei na USP.
- 0:11Tô cursando engenharia química agora. E
- 0:13assim, a mensagem que eu passo para
- 0:15vocês é que o gabarita foi
- 0:17extraordinário, foi de extrema
- 0:19importância na minha jornada acadêmica,
- 0:22porque me ajudou muito num momento que
- 0:24assim eu estudava no ensino médio e não
- 0:27tinha as matérias do ensino médio.
- 0:29Então, foi um suporte tremendo que eu
- 0:31tive para conseguir minha aprovação.
- 0:33Fora que assim, as aulas do Jean,
- 0:35basicamente que o Jean ensinava caía na
- 0:37prova. Eu até achava que ele que fazia
- 0:39as questões da FVest tava na banca,
- 0:42porque foi assim, cara, surreal. Você
- 0:45via aula e você via ali na prova, na
- 0:47prática, que tudo aquilo que você viu em
- 0:50aula, fez exercícios, caiu na prova e
- 0:53você sabia a resposta porque você foi
- 0:54aluno do gabarita. Então assim, eu tenho
- 0:57uma enorme gratidão, não só com o
- 0:59próprio geografia, como também com a
- 1:01Lívia, com a Taciana, que foram assim
- 1:03extremamente importantes para que eu
- 1:04conseguisse passar, porque eu fui muito
- 1:06bem na redação por conta delas. ao
- 1:08professor Vini de química, que é uma das
- 1:09matérias que eu mais amo, professor
- 1:11Samuel de física, cara, excelente. Eu
- 1:13passei a gostar de física por causa dele
- 1:16e de história também por conta do
- 1:17professor Bernardo. Meu, eu não gosto de
- 1:20história, mas o professor Bernardo fazia
- 1:21eu entender a matéria e mesmo assim
- 1:24gostar dela. Eu só gostei de história
- 1:26por conta dele. Então, pessoas, façam um
- 1:29gabarita gel, é muito importante pra sua
- 1:32jornada acadêmica e assim, cara, eles
- 1:34são os melhores. Beijo e muito obrigado,
- 1:37gabarita. Vocês foram essenciais na
- 1:39minha vida.
- 1:40>> Meu nome é Mariele, eu tenho 20 anos e
- 1:43esse ano eu fui aprovada em
- 1:44administração pela USP. Eu também
- 1:47gabaritei a parte de geografia na prova
- 1:49da Unicamp, então agradeço muito ao
- 1:51professor Jean. E também eu fiz 25
- 1:54pontos a mais do que o corte na prova da
- 1:56Unesp. Eu sou aluna do gabarito já faz
- 1:59em dois anos e nesses dois anos eu
- 2:01aprendi muito a gostar de gramática e
- 2:04ter interesse pela história dos livros
- 2:07cobrados. Eu também quero agradecer
- 2:09muito ao professor Bernardo de história,
- 2:12que eu sempre gostei muito de história,
- 2:15mas com a didática dele eu fiquei
- 2:18apaixonada e me fez interessar cada vez
- 2:21mais pelos assuntos.
- 2:24Mas eu queria agradecer principalmente
- 2:26ao curso Gabarita Gel por conta da do
- 2:30curso da segunda fase. Eu tenho certeza
- 2:32que foi muito importante na minha
- 2:34preparação e logo após que saiu o
- 2:37resultado da segunda fase, todos os dias
- 2:40eu estudava por muitas horas para que eu
- 2:44pudesse ter um resultado muito bom e ele
- 2:46chegou. Então, muito obrigada a
- 2:48plataforma, todos os professores.
- 3:02Fala, meu povo, professor Geangrafia
- 3:05entrando ao vivo no único, no único e no
- 3:09melhor aulão para Fuveste. Isso mesmo,
- 3:13Jean. Eu quero ingressar na USP. Você
- 3:15tem que assistir esse aulão. Por quê,
- 3:17Jean? Porque nós vamos entregar 5, 10
- 3:20questões para você, cara, garantir a sua
- 3:23aprovação. Eu te garanto, quem assiste o
- 3:26aulão do gabarita gelovado.
- 3:28Como você sabe, pessoal? A gente faz
- 3:31isso desde cara da época aí, né, que
- 3:35Geografia era magrinho. Isso mesmo, era
- 3:38magrinho. Faz muito tempo atrás, cara.
- 3:42Isso mesmo. Há mais de 8 anos nós
- 3:44estamos aqui na internet trabalhando
- 3:46todo ano os aulões dos vestibulares de
- 3:50São Paulo. Nenhuma plataforma faz isso.
- 3:52A galera vai fazer do Enem. Pode ficar
- 3:55tranquilo. E aí é maratona Enem. Enem
- 3:57não sei o quê. Mas da Fuvest não. Eles
- 4:01não fazem. Por qu Jean? Porque tem pouco
- 4:03aluno e não dá, ó, verba, dinheiro para
- 4:06eles. Mas nós somos diferentes, nós
- 4:08somos especialistas nos vestibulares de
- 4:11São Paulo. Você já viu o aulão da
- 4:14Unicamp? Isso mesmo. Você viu que
- 4:16sensacional? Você viu que sensacional o
- 4:19aulão da Unicamp? Agora você está no
- 4:22aulão da Fuveste. Jean vai fazer do
- 4:24Enem? Vamos fazer do Enem. Jean vai
- 4:26fazer da Unesp? Vamos fazer da Unesp. E
- 4:29ó, espero que você assista todos os
- 4:31aulões. Assista todos os aulões. Por
- 4:34quê? Por quê? Simples. O que nós falamos
- 4:38na Unicamp pode cair na Fuveste, pode
- 4:40cair no Enem. Claro que a forma de
- 4:44abordagem da aula é diferente, mas o
- 4:46tema, pessoal, é o mesmo. Isso mesmo, o
- 4:50tema é o mesmo. A galera vai chegando,
- 4:52já vai deixando o dedão no like. Desce o
- 4:55dedão no like, pessoal. um trabalho
- 4:57desse com os professores aqui ao vivo
- 5:00para te entregar um baita conteúdo.
- 5:03Merece o dedão no like. E ó,
- 5:06compartilha, compartilha no grupo do
- 5:08terceirão, compartilha no grupo do
- 5:10cursinho, compartilha no grupo da
- 5:12família, fala: "Olha aí, tia invejosa,
- 5:15eu estou estudando. Não adianta jogar
- 5:18urucubaca para cima de mim, não. Eu vou
- 5:21ser aprovado." Isso mesmo. Primeiro
- 5:23ponto que você tem que levar pra prova é
- 5:24esse, ó. peitão estufado, o cara fala:
- 5:27"Eu vou ser aprovado." Chega lá
- 5:30desanimado, não dá. "Chega lá
- 5:31desanimado, não dá". E você tem que tá,
- 5:33gente, ô com sangue, sangue no olo. Por
- 5:37quê? Porque você tá aqui, cara. Ô,
- 5:39imagina o tanto de gente que vai prestar
- 5:42a prova que nem sabe que tá acontecendo
- 5:44esse aulão. E essa galera, gente, ó,
- 5:49tá enrolada. Por quê? Porque não vai
- 5:53receber o conteúdo, o nível do conteúdo
- 5:55que vocês vão receber no dia de hoje e
- 5:58no dia de amanhã. Jean, dois dias de
- 6:00aulões. Sim, dois dias, mas dois dias de
- 6:04aulões, gente. É muito conteúdo, é
- 6:07sensacional. Na nossa mega lousa, gente,
- 6:10essa lousa aqui é espetacular,
- 6:12espetacular. Vocês estão vendo a
- 6:13qualidade dela da imagem, ó. Vou
- 6:16escrever aqui, Jean, ó. Ó, tá aí. Olha
- 6:19que legal, galera. Olha que legal. Então
- 6:22você vai ter aula de geografia comigo
- 6:24aqui, aula de biologia com dois
- 6:28professores Lucas e Aline, aula de
- 6:30história, aula, aula, aula, aula, aula.
- 6:33Muito conteúdo mesmo. Ô, é lindo, né? É
- 6:37lindo
- 6:39ver a internet sendo feita para o bem,
- 6:41sendo feita para transformar a vida das
- 6:44pessoas através da educação. É isso que
- 6:46a plataforma do Gabita Gel tem como
- 6:49objetivo, colocar você na universidade
- 6:51pública. Claro que nós somos uma
- 6:53plataforma de ensino. Ah, se cobra para
- 6:57estudar lá, mas lembro você é um valor
- 7:00cara, mas muito abaixo que os grandes
- 7:03sistemas de ensino cobram de vocês, né?
- 7:06Se você fori estudar no presencial, no
- 7:09leãozinho, você vai pagar aí R$ 2.000
- 7:12por mês. Aqui não, cara. Você paga R$
- 7:1430, R$ 40 por mês e você tem material
- 7:18muito mais atualizado. Eu te garanto,
- 7:20porque um acontecimento geopolítico
- 7:22ocorre, eu vou lá e gravo.
- 7:25Eu vou lá e gravo. Você tem todas as
- 7:27aulas de livro já disponibilizadas e no
- 7:30cursinho você tem que esperar o ano
- 7:31inteiro para assistir a aula no cursinho
- 7:34presencial,
- 7:35gente, material de ponta com os mesmos
- 7:38professores. Ô, eu já trabalhei nesses
- 7:42cursinhos. os professores do gabarita
- 7:43gel que estão aqui, ó lá, olha ali, ô,
- 7:46eles dão aulas nesses temas de ensino.
- 7:49Ah, aula é diferente. Que aula
- 7:50diferente, cara? Aqui no online é melhor
- 7:52ainda.
- 7:54No cursinho, você sabe como que é? 50
- 7:55minutos de aula. Ah, tem 50 minutos de
- 7:58aula. É 20 para fazer a lousa, 20 para
- 8:02dar aquela, uh, estamos aqui. Uh, cara,
- 8:06na real ali você vai ter 15 minutos de
- 8:08aula. Você sabe muito bem disso. Já no
- 8:11online não. 50 minutos são 50 minutos no
- 8:15pancadão da emoção, que é o perfil do
- 8:18gabarita gel, que é focado, cara, em
- 8:20conteúdo pesado, porque nós estamos
- 8:22falando da prova da Fuveste. Se você fez
- 8:25os simulados, se você assistiu as nossas
- 8:28correções dos simulados da Fuvest,
- 8:30simulados oficiais que foram produzidos
- 8:32aí pela fundação durante o ano, você viu
- 8:35que o vestibular é pesado e não adianta
- 8:38chorar mingar, né? É triste falar isso
- 8:41para vocês. São 100.000 pessoas que vão
- 8:44prestar para 8.000 vagas. A maioria não
- 8:47passa. Mas coloque uma coisa na sua
- 8:49cabeça, se você está aqui, você está
- 8:51passos na frente de todo mundo. Então
- 8:54vem com a gente nesses dois dias,
- 8:56compartilhe
- 8:57energia, vamos anotar, vamos anotar as
- 9:01coisas. Conhecimento, ó, entra pelas
- 9:03mãos, gente. Não adianta ficar assim,
- 9:06olhando pra tela do computador, do
- 9:07celular, do iPad, o que for. Você tem
- 9:10que estar com o teu papelzinho ali
- 9:11anotando, anotando tudo que eu falar
- 9:14aqui, anotando que o Lucas vai falar,
- 9:16que o Bernardo, cara, que a Lívia, quer,
- 9:18ô, que a galera do gabarita gel
- 9:23durante esses dois dias. Então, gente,
- 9:26ó, vamos para cima, vamos caminhar
- 9:29juntos, porque o seu sucesso é o nosso
- 9:31sucesso. Ano passado, só na primeira
- 9:33fase, nós tivemos 533
- 9:36aprovados. Só, ô, só na primeira fase,
- 9:39não, desculpa, só na primeira lista de
- 9:41convocação. Já pararam para pensar que
- 9:44uma plataforma teve aí quase 600 alunos
- 9:46aprovados de 8.000, quase 10% da
- 9:50plataforma
- 9:51do dos vestibular do vestibular da
- 9:53Fuveste. Estudou no gabarita gel. Fora
- 9:56gente, quem foi pra segunda lista,
- 9:59terceira lista, quarta lista, que a
- 10:01gente nem ficou pesquisando mais.
- 10:04tantos que foram aprovados na UNESP, na
- 10:06Unicamp ou que foram aprovados na no
- 10:11Enem a partir do CISU. E você vai ver
- 10:13que que a gente coloca uns depoimentos
- 10:16dos nossos alunos entre as aulas pra
- 10:18gente organizar aqui, chamar o
- 10:19professor, trocar o áudio. Gente, a
- 10:22gente aprova, mas muita gente, porque é
- 10:26um trabalho sério, é um trabalho feito
- 10:28por professores. Quem estudou com a
- 10:30gente durante o ano percebeu isso, a
- 10:33seriedade, o comprometimento que a gente
- 10:35teve com a sua preparação, entregando
- 10:38sempre mais e mais.
- 10:40Por exemplo, a gente criou um curso de
- 10:42matemática pro trio paulista com um
- 10:45professor que é muito das galáxias,
- 10:48que é o professor Vinícius.
- 10:51Criamos o curso de matemática, de física
- 10:54básica, de língua portuguesa focada para
- 10:57Fuveste.
- 10:58Ô, depois de vender o curso pros alunos,
- 11:01nós colocamos mais. Ah, mas eles não
- 11:03pagaram isso. Não interessa. Se é paraa
- 11:05aprovação dele, a gente vai colocar
- 11:07mais. as aulas de atualidades, as aulas
- 11:09de geopolítica que são construídas
- 11:11durante o ano ou a plataforma de redação
- 11:14que é incomparável,
- 11:16pessoal, vamos para cima. E é isso que
- 11:20eu quero de vocês, cara, comprometimento
- 11:22nesse aulão. Então, desce o dedão no
- 11:24like, coloque aí o curso que você vai
- 11:27prestar, vai que você encontra um
- 11:29amiguinho. Gan encontrei um amiguinho,
- 11:32um amiguinho aqui. Isso mesmo. Coloque
- 11:34aí. Vou prestar fé, vou prestar FAU, vou
- 11:37prestar sanfran, vou prestar Pinheiros,
- 11:41vou prestar a faculdade que for, USP
- 11:43leste. Coloque e ó, fala assim: "Eu vou
- 11:48ser aprovado." Coloque aí nos
- 11:50comentários: "Eu vou ser aprovado". E
- 11:53vamos para cima. Ó, galera do direito tá
- 11:56sempre, tá sempre bombando, né? Economia
- 11:58tá sempre bombando, psicologia.
- 12:01Ó, animados como eu tô animado. Eu tô
- 12:05animado. E é aquilo, a gente vai ter um
- 12:08monte de aula hoje. Jean, fala as aulas
- 12:10que vai ter. Não, não, não, não, não.
- 12:14Vai assistir todas. Amanhã tem mais, tá?
- 12:17Então, a gente não tem mais aqueles
- 12:18aulões de 11 horas, a gente dividiu
- 12:21porque a gente percebeu que a galera
- 12:22fica cansada lá no final. Então, ó,
- 12:24vamos fazer dois aulões. Eu sei que para
- 12:26nós aqui é uma dinâmica complicada
- 12:28dividir, mas vamos fazer para entregar o
- 12:30melhor para vocês. Beleza? Tudo
- 12:33tranquilo, galera da transmissão tá
- 12:35dando OK? Áudio tá OK? Tá tudo lindo,
- 12:38maravilhoso?
- 12:40Deixa eu dar uma olhadinha aqui se tá
- 12:42tudo massa. Ó que legal, que legal. A
- 12:44galera tá tá empolgada. Gente,
- 12:48como eu disse para vocês, esse aulão,
- 12:50ele tem todas as matérias que vão cair
- 12:53na prova da Fuveste. Na primeira fase.
- 12:55Todo o conteúdo é pensado pra Fuveste,
- 13:00pra primeira fase. Segunda fase é outra
- 13:02coisa. Segunda fase, no dia 2 de
- 13:06novembro vai ser lançada no gabarita
- 13:08gel. Então, se você não é aluno do
- 13:09gabarita gel, a gente vai fazer o
- 13:12comentário da prova no domingo, né?
- 13:13falar um comentário lá, como foi a prova
- 13:16e tal, sai o gabarito. A gente não vai
- 13:18corrigir a prova porque o gabarito é
- 13:20disponibilizado pela FVEST. Você vai
- 13:23fazer lá, acertei X, pô, fui bem, não é
- 13:27aluno do gabarita gel? Vira aluno do
- 13:29gabarita gel nosso curso de segunda
- 13:31fase. Jean, já sou aluno do gabarita
- 13:33gel. Eu tenho esse curso de segunda
- 13:34fase. Tem esse curso de segunda fase,
- 13:37tá? Mas esse, né, que é próprio, é paraa
- 13:40galera que vai entrar agora a partir do
- 13:43dia dois para caminhar com a gente, tá?
- 13:46E não deixe passar esse momento, porque
- 13:49o investimento que você vai fazer, que é
- 13:50pequeno, pode te garantir na segunda
- 13:53fase. Na segunda fase, aliás, pode te
- 13:57garantir na USP ano que vem. Você
- 14:00imagina, imagina se uma pessoa fala
- 14:02assim, ó, você pagaria esse valor para
- 14:05estar na FA?
- 14:08Que que você falaria? É claro que eu
- 14:09consegui, eu pagaria. Então vem caminhar
- 14:12com a gente que é o melhor curso de
- 14:13segunda fase, disparado. Quem faz esse
- 14:16curso sair na frente assim, ó. Léguas,
- 14:19léguas da concorrência. Fora que quem
- 14:23faz cursinho sabe que a galera já começa
- 14:26a chutar o balde, né? Passou o Enem,
- 14:29ninguém mais fala de vestibular no
- 14:31cursinho. Aquelas aulinhas de segunda
- 14:33fase mequetref
- 14:35aqui no gabarita gel não. A gente
- 14:36caminha com vocês até o último dia,
- 14:39fazendo lives, gravando aula, fazendo
- 14:43mentoria para garantir a sua aprovação.
- 14:46Belê? Vamos começar, gente, porque vamos
- 14:49começar comigo, óbvio, porque a
- 14:50geografia é a mais legal. Eu sei que
- 14:53você, ó, profe Lucas aqui falou que não,
- 14:56falou que biologia é mais legal.
- 14:57Biologia é legal, mas geografia é a mais
- 15:01legal. É a ciência das relações, né?
- 15:04Homem natureza no espaço geográfico. E a
- 15:07prova da Fuvest nós vamos encontrar aí
- 15:09de oito a 10 questões, possivelmente
- 15:12oito questões. E gente, tem que acertar
- 15:14todas. E vocês vão acertar todas,
- 15:17principalmente quem for aluno do
- 15:18gabarita gel. Você é aluno gabarita gel,
- 15:21vem estudando com a gente. Te garanto
- 15:23que você tá muito bem preparado em
- 15:25clima, relevo, urbanização, população,
- 15:29os conteúdos específicos da geografia de
- 15:31São Paulo, geopolítica,
- 15:34geopolítica, Jean, meu Deus.
- 15:36Geopolítica, Jean. Meu Deus, calma,
- 15:39gente. Vai ter ainda uma live especial
- 15:43de geopolítica comigo, tá? Sozinho, eu e
- 15:46você, tá? vai ter uma aula especial de
- 15:49geopolítica. Mas por que nesse aulão não
- 15:51tem geopolítica? Porque geopolítica,
- 15:53cara, é muita coisa. E eu tenho que
- 15:55falar da geografia,
- 15:58né? Se eu começo a falar de geopolítica
- 16:00na aula aqui, aí não vai ter geografia.
- 16:02Então, eu pego geografia e vou fazer uma
- 16:06aula ou pego geopolítica e vou fazer uma
- 16:10aula especial com vocês, que aí quem tá
- 16:12nos grupos de WhatsApp vai receber tudo
- 16:14isso lá, tá? Se você tá tá no grupo do
- 16:17WhatsApp, você vai receber o link da
- 16:19aula lá da live, tá? Geopolítica
- 16:23especial comigo. Hoje eu vou falar dela.
- 16:26Vem aqui comigo, irmão. Ó, da mais
- 16:29legal, cara. Da geografia.
- 16:34Oito a 10 questões na primeira fase que
- 16:36você vai acertar todas. Se você é
- 16:39humanoide, pense assim: "Vou acertar
- 16:41todas de geografia. Pensa, se o seu
- 16:43corte for 35, só geografia é oito. Ô,
- 16:49que sensacional. Que sensacional. Tá,
- 16:52Jean, o que que você vai falar da
- 16:53geografia? Me fale, Jean. Cara, o
- 16:57gabarita gel, ele já te ofereceu todo um
- 17:00suporte pesado de geografia. Então,
- 17:05massa, geografia que eu falo ali pesada,
- 17:08aquela da escola, do dia a dia. Mas
- 17:12quando nós falamos de Fuveste, a
- 17:15geografia ela entra num outro nicho, num
- 17:19outro espectro que é dos conteúdos
- 17:25específicos.
- 17:27Eu sempre falo para os alunos que todo
- 17:29mundo estuda a placa tectônica. Você que
- 17:31é gabaritador, gabaritador, estudou
- 17:33placa tectônica comigo? Sim. Você que
- 17:36estudou no cursinho presencial, viu
- 17:38placa tectônica? Viu? O cara que estudou
- 17:41na plataforma lá, que é pro Enem, mas aí
- 17:43tinha uma aula de placa tectônica. Você
- 17:46estudou? Estudou.
- 17:48Mas quando eu falo de geografia
- 17:53de São Paulo,
- 17:56você não estudou. Quem é gabaritador
- 17:59tinha o curso lá, quem não é tá
- 18:02viajando. Por quê? A Fuveste ela
- 18:06trabalha esses conteúdos específicos.
- 18:08Como é um vestibular regional,
- 18:12que é uma estadual de São Paulo, ela
- 18:15puxa a sardinha para essas temáticas que
- 18:18envolve o estado de São Paulo, tanto
- 18:21sobre o aspecto da geografia física,
- 18:25quanto do aspecto da geografia humana.
- 18:28cai as duas frentes falando
- 18:30especificamente do estado de São Paulo,
- 18:33gente, do estado de São Paulo. Então,
- 18:37relevo do estado de São Paulo, geologia
- 18:40do estado de São Paulo, clima do estado
- 18:44de São, de novo, clima do estado de São
- 18:47Paulo, ó, temática importante, apareceu
- 18:50no simulado, no segundo simulado.
- 18:53Ah, eu vou falar de vegetação do estado
- 18:56de São Paulo. Quando eu falo de
- 18:57geografia humana, cara, aí eu falo de
- 19:00agricultura, urbanização,
- 19:03falo de população, falo de
- 19:05características econômicas, eu falo de
- 19:08mobilidade, eu falo de história,
- 19:11tá tudo embolado dentro da geografia
- 19:14humana do estado de São Paulo. E quando
- 19:18cai uma questão dessa, é aquilo que
- 19:20separa quem vai ser aprovado
- 19:22e quem não vai ser. Por que geografia,
- 19:25gente? Simples. Mas vamos lá, vamos lá.
- 19:29Uma aula de placa tectônica. Placa
- 19:32tectônica. Todo mundo vai acertar.
- 19:35Muita gente vai acertar, mas muita,
- 19:37porque é um conteúdo básico e vai cair
- 19:40porque tem que cair. Mas quando caiu uma
- 19:43questão, por exemplo, de características
- 19:45econômicas do Pontal do Paranapanema,
- 19:49Jean nem sabia que existia isso. Nossa,
- 19:52meu Deus.
- 19:54Poucos vão acertar. Você que é
- 19:55gabaritador, você que é gabaritadora,
- 19:57você viu isso e quem está aqui na live
- 19:59vai ver hoje, porque eu vou trazer a
- 20:02especificidade da geografia. Eu vou te
- 20:05dar o diferencial, o que vai te aprovar.
- 20:08E é isso que você vai encontrar nesses
- 20:10dois dias de aulões, o conteúdo
- 20:13diferencial, o conteúdo
- 20:15interdisciplinar,
- 20:17um conteúdo que conversa com outras
- 20:19áreas, porque é isso que nós estamos
- 20:22vendo nos simulados da Fuvest, essa nova
- 20:27característica da prova, tá? Então, olha
- 20:30que presente que eu tô entregando para
- 20:31vocês. O puro creme do milho verde. O
- 20:34puro creme do milho verde, que é um
- 20:36conteúdo
- 20:38específico, ó, que é a geografia do
- 20:42estado de São Paulo.
- 20:45Tá, Jean, você falou que tem a geografia
- 20:47física e a geografia humana. O que que
- 20:49você vai nos trazer? a geografia humana
- 20:53do estado de São Paulo sobre o aspecto
- 20:57econômico,
- 21:01sobre o aspecto
- 21:03regional.
- 21:08Isso é fundamental você entender, tá,
- 21:11Jean, mas como você vai materializar
- 21:13isso? Vem aqui comigo. Eu quero que você
- 21:16faça isso aí no seu caderno. A partir do
- 21:19mapa do estado de São Paulo. Jean, você
- 21:23vai desenhar o mapa? Você é cartógrafo?
- 21:25Não, né, gente? Mas, ó, eu tento. Já dá
- 21:29para entender bem aqui o mapinha do
- 21:32estado de São Paulo. Deixa eu só apagar
- 21:33aqui que ficou aqui. Nós tem que dar uma
- 21:35uma viradinha maior, uma viradinha maior
- 21:38aqui, né? Aí, ó. Tá bom. Melhorou.
- 21:41Melhorou. Geógrafo só sabe fazer mapa,
- 21:45ele desenha mapa não, né, gente? O
- 21:47geógrafo, ele faz as relações homem
- 21:49natureza no espaço geográfico. O mapa tá
- 21:52lá, o engenheiro cartógrafo que vai
- 21:53fazer. O geógrafo tem capacidade, tem,
- 21:56mas, porém, entretanto, ele é o cara que
- 21:58faz as análises. Ó, você tá vendo aqui o
- 22:00mapa do estado de São Paulo. Faça isso
- 22:02aí no seu caderno. Que que eu vou fazer?
- 22:04Eu vou trabalhar os municípios trazendo
- 22:07as características, trazendo relações
- 22:09que são pertinentes paraa prova da
- 22:11Fuveste. Aquilo que já caiu, né? Já caiu
- 22:14esses temas. Possivelmente eu faço
- 22:16alguma relação com questões que envolvem
- 22:19a geografia física. É uma aula bem
- 22:22ampla, bem ampla para você pegar os
- 22:25principais pontos econômicos do nosso
- 22:28estado e falar: "Poxa, agora é sucesso
- 22:31na prova". Vem aqui comigo, ó. Primeiro
- 22:34ponto que eu vou trazer aqui para vocês
- 22:36é algumas cidades importantes do nosso
- 22:39estado que costumam aparecer na prova,
- 22:43vamos falar assim que são cidades
- 22:45mestras
- 22:47dentro do processo, tá? Cidades mestras.
- 22:52Então eu vou pontuar aqui, é
- 22:54didaticamente, eu lembro você
- 22:57didaticamente,
- 22:58tá?
- 23:00Não tão exatamente
- 23:02ah nessas, né? A Jean, tá certinho isso?
- 23:05Não, claro que aqui pode ser mais para
- 23:08cá, mais para cá, não interessa. O
- 23:10interessante é fazer esses essa
- 23:11pontuação, tá G? Qual que é essa cidade
- 23:14aqui? Essa cidade principal aqui dessa
- 23:18região é São José do Rio Preto. Anota
- 23:23aí, irmão. Primeiro ponto é esse. São
- 23:26José do Rio Preto. Essa cidade aqui,
- 23:29hum, importante, hein? Tem USP lá, hein?
- 23:32E quando tem USP, pode cair na prova. É
- 23:35Ribeirão Preto. Isso é, isso é
- 23:37interessante, tá? onde tem campos da
- 23:39USP, há a maior probabilidade de cair na
- 23:41prova, tanto na geografia, quanto na
- 23:44história, na biologia, tá? Eles têm esse
- 23:46esse carinho especial. Esse carinho
- 23:48especial. Por isso eu vou colocar até
- 23:50mais duas cidades aqui. Duas cidades que
- 23:54eu não ia pôr, mas eu vou colocar aqui.
- 23:57É uma cidade mega importante que é São
- 24:00José
- 24:02dos Campos.
- 24:06Aí eu tenho desse outro lado aqui,
- 24:09Presidente Prudente,
- 24:14gente. Tô conhecendo o estado. Essa
- 24:16pequenininha aqui, pessoal, eu vou
- 24:18colocar porque tem campos da USP, tá? É
- 24:20Piraunga.
- 24:24Quem acompanha as nossas mentorias, né,
- 24:27os nossos vídeos de mentoria, viu que
- 24:30nós do Gabarita Gel fomos visitar. Você
- 24:32viu o vídeo lá? Mostramos Piraçnunga,
- 24:35mostramos a também a USP Ribeirão Preto,
- 24:39já tinha vídeo mais antigos da USP São
- 24:42Paulo. A gente sempre tá ali junto à
- 24:45Universidade de São Paulo, né? Aqui nós
- 24:48temos Piracicaba. Ah, você viu também de
- 24:50Piracicaba da Exal? Linda Exalque, né?
- 24:53Piracaba,
- 24:55do rio Piracaba.
- 24:58Aí nós temos aqui Araraquara.
- 25:04Araraquara,
- 25:06a nota, onde nós temos campos da UNESP,
- 25:09né? Aí nós temos aqui Bauru, que temos
- 25:12também Campos da USP
- 25:15e aqui São Carlos, onde nós temos o
- 25:18campus da Officecar. Você viu o vídeo da
- 25:19Officecar também? E também tem o o
- 25:23campus da USP. Aqui, tchã,
- 25:26importantíssimo. A região metropolitana
- 25:30de Campinas. Aqui a região
- 25:33metropolitana. Poois, eu vou falar um
- 25:34pouco de região metropolitana para
- 25:36vocês, tá? Mas aqui eu vou colocar como
- 25:39Sorocaba,
- 25:42aqui Santos, dentro da Baixada Santista
- 25:46e aqui a grande metrópole Paulistana,
- 25:49que é a região metropolitana de São
- 25:51Paulo, tá? Quando cai essas temáticas
- 25:55econômicas e regionais, ah, nós entramos
- 25:59em outros aspectos que são importantes,
- 26:02como urbanização.
- 26:05Urbanização. E quem discute urbanização
- 26:09dentro das provas da FUVEST, temos aí
- 26:13autoras importantes, por exemplo, a Ana
- 26:15Fani. Então você vai ter texto da Ana
- 26:18Fan, caiu já no simulado, da professora
- 26:20Raquel Rnick, não caiu no simulado, pode
- 26:23aparecer nessa prova. Ah, você tem ali
- 26:26Milton Santos, que discute território.
- 26:29Então, esses teóricos [roncando] que são
- 26:31professores da Universidade de São
- 26:33Paulo, no caso Milton Santos, já
- 26:35falecido, mas foi professor da USP,
- 26:38cara, aparece na prova. Então é
- 26:41importante você tá antenado também em
- 26:43questão de urbanização,
- 26:45que é o debate que a gente vai fazer
- 26:46aqui, tá? Vamos regionalizar
- 26:50para facilitar o nosso entendimento, tá?
- 26:53Vamos lá. Que que é regionalizar?
- 26:55Simples. Cada região aqui tem um nome
- 26:59que geralmente pode aparecer na prova.
- 27:01Aqui é a região nordeste do estado de
- 27:03São Paulo, onde São José do Rio Preto é
- 27:05como se fosse a capital. A capital tá
- 27:09aqui é conhecida como a região dos
- 27:12grandes lagos. Ó, a nota região
- 27:18dos grandes lagos
- 27:21que hoje praticamente estão pequenos,
- 27:23né? Porque na época de seca, esses
- 27:26lagos, ó,
- 27:28grandes lagos, região noroeste do estado
- 27:30de São Paulo, já que a região Rio de
- 27:34Ribeirão Preto é a região nordeste do
- 27:37estado.
- 27:40Desse outro lado aqui, onde temos, ó,
- 27:43presta atenção que aqui é importante, ó.
- 27:45Vem aqui, irmão. Aqui você tem um rio
- 27:51e aqui você tem outro rio.
- 27:55Vou pegar aqui,
- 27:58ó. Presta atenção nisso. São dois rios.
- 28:02Esse rio aqui, gente, é o rio Paraná,
- 28:09que é o principal rio dessa região. O
- 28:12rio histórico do Brasil, do estado de
- 28:14São Paulo, é esse rio que corta o
- 28:16interior, que eu depois eu vou falar um
- 28:18pouquinho sobre ele, que é o rio Tietê.
- 28:20E esse outro rio aqui é o rio Para
- 28:25Na Paema.
- 28:28É a prima do rio Paraná, Paraná Panema.
- 28:31a prima do rio Paraná, Paranapanema.
- 28:34Essa região aqui onde você tem a
- 28:37principal cidade, o polo regional
- 28:40Presidente Prudente é o Pontal do
- 28:43Paranapanema. Presta atenção. É o Pontal
- 28:47do Paranapanema. Esse cara aqui, vem
- 28:50aqui comigo, irmão. Pontal do
- 28:52Paranapanema. Tem que anotar. É uma
- 28:54região importante para se discutir em
- 28:56prova.
- 28:57Pontal do Paranapanema.
- 29:04Vem aqui que não acabou não. Essa região
- 29:07aqui também é uma região mega importante
- 29:09no estado. Eu não marquei nenhuma
- 29:10cidade, mas a principal aqui é Registro.
- 29:14Essa aqui, Registro aqui é o Vale do
- 29:18Ribeira.
- 29:19Ribeira
- 29:21é um Ribeira do Iguap é um rio, tá? Vale
- 29:26do Ribeira.
- 29:28onde você tem Cananéia, você tem
- 29:30Eldorado, você tem parequera.
- 29:34Parqueraçu, você tem ilha comprida,
- 29:38tudo aqui no Vale do Ribeiro. Depois a
- 29:39gente vai discutir bastante sobre ele,
- 29:41que ele a vestem amores por essa região.
- 29:44Aí você tem outra região aqui que é
- 29:46importante que é a capital é São José
- 29:48dos Campos, a capital do Vale
- 29:53do Paraíba.
- 29:56Vale do Paraíba. São José dos Campos,
- 29:59Vale do Paraíba. Aí você tem aqui a
- 30:02região metropolitana de Campinas, que eu
- 30:04já deixei bem claro aqui, que é inúmeros
- 30:07municípios que você tem ali, Capivari,
- 30:09né? Você tem Valinhos, Vinhedo, Santa
- 30:12Bárbara do Oeste, a Americana, a
- 30:15Gamericana é sozinha. Não, cara, tá tudo
- 30:18ali misturado, Cosmópolis,
- 30:21tem várias cidades, todas praticamente
- 30:23conurbadas nessa grande região
- 30:25metropolitana que embarca uma das
- 30:28maiores cidades do país, que é a cidade
- 30:29de Campinas, com mais de 1 milhão de
- 30:32habitantes. A região metropolitana de
- 30:34Campinas chega aí a mais de 2 milhões de
- 30:36habitantes. Aí você tem a região
- 30:38metropolitana de São Paulo, que é que
- 30:41você já tá falando na casa aí de 20
- 30:43milhões de habitantes. Só a cidade de
- 30:46São Paulo tem 11 milhões de habitantes.
- 30:48Santos, onde você tem a Baixada
- 30:51Santista,
- 30:54a Baixada Santista,
- 30:59eh, São Vicente, Praia Grande, ah,
- 31:03Guarujá e Santos, como sendo a capital.
- 31:07Aí você tem Sorocaba, região da alta
- 31:10sorocabana, né? região de Sorocaba, você
- 31:13tem Itul, você tem Votorantim, né, e
- 31:16outras cidades ali todas conurbadas,
- 31:20Tatuí. Aí você tem a região central, né,
- 31:25onde você tem São Carlos, Araraquara,
- 31:29todo aqui, ó, Bauru,
- 31:32tudo envolve a região central do estado.
- 31:38Região central. Vai anotando, quem tiver
- 31:41o melhor desenho vai ganhar um prêmio.
- 31:44Aí você tem a região de Piracicaba.
- 31:47Piracicaba. Aqui piracicabanos vocês vão
- 31:50ficar bravos comigo, mas vocês são muito
- 31:52polarizados pela região metropolitana de
- 31:54Campinas. Eu sei que é uma região
- 31:57metropolitana, vocês, né, tem orgulho da
- 32:00cidade de Piracicaba e deve ter mesmo.
- 32:02Mas, porém, entretanto, sofre uma
- 32:04influência grande de Campinas.
- 32:06Piraçununga, a mesma coisa. Aqui você
- 32:09vai ter aqui Piraçununga, Porto
- 32:12Ferreira, Leme, Araras, né? Todas
- 32:15cidades que estão entre Ribeirão e
- 32:18Campinas. Então há ali um balanço, né,
- 32:21entre a polarização de Ribeirão Preto ou
- 32:24a polarização de Campinas. Mas
- 32:26Piraçunung e Piracicaba, elas estão aqui
- 32:28principalmente por ter campos da USP.
- 32:30Então é bem relevante. Essa aqui é a
- 32:34principal distribuição. Se eu for dar
- 32:37destaque, quem que eu daria destaque pra
- 32:40prova da Fuvest? Destaque o Pontal do
- 32:43Paranapanema,
- 32:45ah,
- 32:47o Vale do Ribeira, do Iguap.
- 32:51E outro que a gente tem que dar
- 32:53destaque, gente, é o Vale do Paraíba. Só
- 32:56Jean, claro que não. Região
- 32:58metropolitana de São Paulo, região
- 33:01metropolitana de Campinas. É essa galera
- 33:04que eu dou destaque porque a FVES nas
- 33:07outros anos sempre cobra essas áreas.
- 33:10Tian, tem uma mais e mais de destaque?
- 33:12Sim. O Vale do Ribeira e o Vale do
- 33:16Paraíba. Por quê, Gan? Porque são
- 33:18antagônicos. E você vai entender quando
- 33:21eu começar a fazer descrição de cada uma
- 33:24das regiões. Ponto fundamental para você
- 33:29entender essa aula, entender a forma que
- 33:32a prova vai cobrar, é você entender esse
- 33:36assunto aqui, ó. Vem aqui comigo, ó.
- 33:39Função,
- 33:43rede
- 33:45e hierarquia.
- 33:49Função rede e hierarquia. Gente, na
- 33:52Fuvest nós temos autores que sempre
- 33:54aparece para discutir urbanização. Nos
- 33:57simulados a gente viu isso, viu, por
- 33:59exemplo, Ana Fani, Ana Fani Caiu, que é
- 34:02professora da USP, pode aparecer de
- 34:04novo, Raquel Runique, que discute muito
- 34:07a metrópole paulistana e as suas
- 34:10desigualdades. E também Milton Santos.
- 34:13Milton Santos discute território,
- 34:15urbanização brasileira. Esses três caras
- 34:19vão ser materializados dentro disso que
- 34:21eu estou falando para vocês. A partir de
- 34:24um trecho, a partir de uma análise de
- 34:27uma imagem. É assim que a Fuvest vai
- 34:30cobrar de você, tá? O que que é função?
- 34:33Função é aquilo que a cidade desempenha
- 34:36pro capital. Que que é função? É aquilo
- 34:39que a cidade desempenha para o capital.
- 34:41Então, por exemplo, vou te trazer um
- 34:43exemplo que não são esses. Aqui tem uma
- 34:46cidade que chama Aparecida.
- 34:49Aparecida. Jean. Ah, é religioso. Ó,
- 34:52isso é onde foi achada a imagem de Nossa
- 34:55Senhora da Conceição, que depois ficou
- 34:57conhecida como Nossa Senhora Aparecida,
- 35:00né, a padroeira do Brasil para os
- 35:03católicos. Ali virou uma cidade de
- 35:06peregrinação. Então, pessoas que são
- 35:08devotas vão até Aparecida.
- 35:10Consequentemente, Aparecida ganha uma
- 35:14função, função religiosa, não é o
- 35:17turismo religioso. A gente está falando,
- 35:19olha aqui, de aspectos econômicos,
- 35:22função, turismo religioso. Legal. Tá,
- 35:26Gia, me dá outro exemplo. Sim, vou pegar
- 35:29a cidade,
- 35:31vamos lá pegar uma outra cidade que não
- 35:33está aqui, Marília, que tá ali próximo a
- 35:35Bauru.
- 35:37Marília tem universidade, tem, tem
- 35:39Unesp, tem outras particulares. Marília
- 35:42tem hospital, tem, tá? Mas não como, por
- 35:45exemplo, Bauru, como São José do Rio
- 35:47Preto, como Prudente, que tá mais ou
- 35:48menos ali no mesmo no mesmo num raio de
- 35:51distância pequeno, tá, Jean? Marília tem
- 35:55indústria, sim, indústria alimentícia,
- 35:57que é o destaque da cidade de Marília.
- 36:00Então, qual que é a função dela? Tem um
- 36:03setor de prestação de serviços e também
- 36:06tem um setor industrial específico da
- 36:09indústria alimentícia. Essa é a função
- 36:12dela. Então, quanto maior número de
- 36:14funções, presta atenção, quanto o maior
- 36:18número de funções, mais rede você vai
- 36:21ter. Que que é rede, Jean? Vem cá.
- 36:24Rede material, rede imaterial. Material.
- 36:28Anota material. Rodovias,
- 36:32ferrovias, aerovias, hidrovias.
- 36:37Ah, o que mais? Dovias. Dutos é
- 36:41material. Eu vejo, eu pego. Aí você tem
- 36:43o imaterial. Que que é isso, Jean? São
- 36:47ondas. Então, conexão de
- 36:49telecomunicações,
- 36:51fibra ótica, nós temos também redes de
- 36:54conexão de alta velocidade de internet
- 36:56por Wi-Fi.
- 36:59Isso tudo é imaterial. Quanto maior
- 37:04quantidade de funções, maior a
- 37:06complexidade dessa rede. Imagina São
- 37:09Paulo, todas as rodovias convergem para
- 37:11São Paulo, não é? aqui do Sudeste, as
- 37:14grandes rodovias, você não tem a, ó,
- 37:17presta atenção, Régis Bitencur que liga
- 37:21Curitiba a São Paulo. Tem. Eu não tenho
- 37:24a Fernão Dias que liga BH a São Paulo.
- 37:29Eu não tenho a rodovia
- 37:33que liga Rio de Janeiro a São Paulo, que
- 37:36é a rodovia Dutra, a Via Dutra. Eu não
- 37:41tenho a rodovia Rio Santos, que
- 37:43antigamente era muito utilizada também.
- 37:46Eu não vou ter a Marechal Rondon, a
- 37:48Castelo Branco que liga o interior, a
- 37:50Ianguera que liga o interior, a própria
- 37:53Washington Luiz que não termina em São
- 37:55Paulo mais próximo. Então tudo isso
- 37:58conecta São Paulo. Por quê? Cara, na
- 38:00hierarquia urbana é a cidade que
- 38:03desempenha função financeira, função de
- 38:07serviços cultural.
- 38:10Então precisa o quê? De muita
- 38:12interligação, porque tudo ocorre na
- 38:14metrópole Paulistana. Se você quiser um
- 38:17ótimo hospital de ponta, vai tá lá em
- 38:20São Paulo. Você vai querer ir num grande
- 38:22show, um grande espetáculo em São Paulo.
- 38:25Então, quanto maior função, mais maior a
- 38:29sua rede de conexão. E aí te coloca no
- 38:32topo da hierarquia. Quanto menos
- 38:35funções, menos rede, menos hierarquia.
- 38:38Aí você vai ser o quê? Uma cidade
- 38:40pequena. Uma cidade pequena. Tudo bem?
- 38:43Até aí entendeu? Isso é fundamental. Vem
- 38:47aqui comigo na minha análise, ó. Vou
- 38:49pegar São José do Rio Preto, que está na
- 38:51região dos grandes lagos, na região
- 38:53noroeste paulista. São José do Rio Preto
- 38:57hoje é uma região metropolitana.
- 39:00Que que é uma região metropolitana? é
- 39:02uma cidade polo, presta atenção, que tem
- 39:06ali uma conurbação ou quase uma
- 39:09conurbação já concretizada,
- 39:12onde essa conexão leva a junção de
- 39:17políticas públicas vistas de forma
- 39:20integrada.
- 39:22Xã, me explica mais com calma. Vamos lá.
- 39:24Didaticamente você tem Rio Preto, aí
- 39:27você tem várias cidades do entorno, vai
- 39:29Miraçol, Cedral de Bacite, Nova Granada,
- 39:34você tem as cidades menores ali. Quem
- 39:38presta serviço de saúde de média e alta
- 39:41complexidade? de Rio Preto é o hospital
- 39:44de base. Quem vai oferecer uma faculdade
- 39:48pública de ponta, Rio Preto, tem a
- 39:50FAMERP, que é a faculdade de medicina de
- 39:53Rio Preto. Você tem a Fiscar agora em
- 39:56Rio Preto, e você tem a UNESP. Vocês
- 39:59estão vendo? Se eu quero ir num shopping
- 40:02bambã, Rio Preto, comércio.
- 40:06Ah, então Rio Preto atrai essas cidades.
- 40:09Aí quando se vai pensar numa política
- 40:11pública, tem que se pensar de forma
- 40:13integrada. Agora sim, porque está dentro
- 40:16de uma região metropolitana. Então, uma
- 40:18política pública de saúde, uma política
- 40:21pública de educação, de segurança
- 40:22pública, de moradia, visto de uma forma
- 40:25mais integrada. Rio Preto, além de ser
- 40:28uma região metropolitana, é um polo
- 40:33regional,
- 40:35meu povo. É um polo regional.
- 40:40Só para você ter uma ideia, a região que
- 40:42Rio Preto abarca é mais de 2 milhões de
- 40:44pessoas. Até o Triângulo Mineiro, parte
- 40:48do Mato Grosso do Sul, utiliza os
- 40:50serviços de São José do Rio Preto, tá?
- 40:53Então, o Rio Preto tá com destaque
- 40:56saúde, como eu dei o exemplo do hospital
- 40:58de base, mas não só, tem inúmeros
- 41:01hospitais
- 41:03e serviços, principalmente o comércio,
- 41:08tá? Isso coloca Rio Preto num destaque
- 41:11na hierarquia, principalmente dessa
- 41:14região aqui. Vou te dar um exemplo aqui,
- 41:16ó. Município de Jales. O município de
- 41:19Jales, gente, é o município ligado à
- 41:22fruticultura.
- 41:24É o destaque frutas, uva, morango,
- 41:27médias e pequenas propriedades.
- 41:30Pensa comigo, o que que ela oferece de
- 41:32função?
- 41:34É isso, agronegócio
- 41:38ligado à fruticultura.
- 41:40Ah, tem cana, tem, tem civicultura,
- 41:42produção lá das seringueiras paraa
- 41:44produção da borracha, tem também, mas o
- 41:46destaque principal é essa. Comparado com
- 41:49o Rio Preto, Rio Preto é uma gama.
- 41:52Então, o que que acontece? Rio Preto tá
- 41:54aqui, Jalis tá aqui e Jalis faz parte de
- 41:58toda essa região metropolitana de Rio
- 42:00Preto, entendeu? Tá? Aí a gente sai de
- 42:05Rio Preto e vai para Ribeirão Preto.
- 42:08Ribeirão Preto da região Nordeste.
- 42:10Ribeirão, gente, e a gente vai discutir
- 42:13entre Rio Preto e Ribeirão. É importante
- 42:15a gente falar disso. Ribeirão Preto é
- 42:18uma cidade que fornece saúde, sim.
- 42:22Fornece educação, sim. Mas tem algo a
- 42:26mais. Tem um plus. Tem um plus
- 42:30importante, é o agro. Ah, por isso que
- 42:33eu vou discutir Rio Preto e Ribeirão, o
- 42:36agro. Só para você ter uma ideia,
- 42:38Ribeirão Preto, gente, tem a maior feira
- 42:41do agronegócio do Brasil, que é a
- 42:43Agrechow, o sulcroalcoleiro, né? A toda,
- 42:48toda a economia sucroalcoleira
- 42:52opulsa nessa região de Ribeirão Preto.
- 42:55Você tem Sertãozinho, você tem São
- 42:57Simão, Luís Antônio,
- 42:59Dumon,
- 43:02Mococa.
- 43:03Quando você anda ali, que que você vê?
- 43:06Um mar de cana. Essa cana para produzir
- 43:09o etanol e também para produzir o
- 43:11açúcar. E isso movimenta a economia de
- 43:14Ribeirão Preto, Tagean,
- 43:18Rio Preto tem agro, tem, tem cana
- 43:21também, mas não como Ribeirão Preto.
- 43:25Ribeirão Preto, a economia depende muito
- 43:28mais desse setor do que São José Rio
- 43:29Preto. São José Rio Preto depende muito
- 43:31mais do setor de serviços.
- 43:34Então, uma economia menos diversificada
- 43:37em comparação a Ribeirão, sim, por conta
- 43:40da pujança do agro. Então, se você
- 43:43coloca aqui uma disputa de hierarquia,
- 43:46Ribeirão vai estar acima de Rio Preto
- 43:48por conta disso. Fora que é uma cidade
- 43:50maior, tem mais de 700.000 habitantes e
- 43:53Rio Preto aí 560.000 habitantes, apesar
- 43:56de Rio Preto crescer mais que Ribeirão
- 43:59Preto. Então, possivelmente daqui uns
- 44:01anos essa diferença se diminua. Mas essa
- 44:04dinâmica populacional, isso se altera
- 44:06durante o ano, tá? Quando eu falo de
- 44:09saúde, hospital das clínicas, educação,
- 44:11você tem a USP e você tem ali inúmeras
- 44:14outras universidades
- 44:16particulares.
- 44:18Mas agora, presta atenção nessa disputa
- 44:21de hierarquia no estado de São Paulo.
- 44:23Região metropolitana de Campinas.
- 44:26Guarda isso. A região metropolitana de
- 44:29Campinas e Ribeirão, elas são conectadas
- 44:33pela rodovia Aanguera.
- 44:35Rodovia Aanguera. E no entorno dessa
- 44:39rodovia você tem inúmeros municípios,
- 44:42como eu já falei, né? Você vai ter ali a
- 44:45Piraçununga, Porto Ferreira, Santa Rita
- 44:48do Passaquat,
- 44:50Leme, um pouquinho ali do lado você tem
- 44:53Descalvado,
- 44:54mais um pouquinho do lado você tem
- 44:57Analândia,
- 44:59do outro lado você vai ter ah,
- 45:04esqueci, mas eu vou lembrar, irmão.
- 45:06Venha pra luz. Tambú, Santa Cruz das
- 45:09Palmeiras, tá tudo ali, tá tudo ali
- 45:12perto da Ianguera, Rio Claro, um pouco
- 45:14ali abaixo.
- 45:16Essas cidades elas têm uma escolha. Ou
- 45:19elas vão consumir serviços de alta
- 45:23complexidade, média complexidade em
- 45:26Campinas ou em Ribeirão Preto. Aí elas
- 45:29escolhem. Isso enfraquece a polaridade
- 45:33de Ribeirão. Isso mesmo. Porque o cara
- 45:36de Piraçununga, ele pode escolher ou ele
- 45:39vai para Campinas ou ele vai para
- 45:42Ribeirão Preto. Fora que Campinas, por
- 45:46ser maior, mais pujante,
- 45:49cara, tem muito mais opções de serviço.
- 45:52E aí essa polaridade que deveria ser de
- 45:55Ribeirão, ela é atraída por Campinas.
- 45:59Então, Campinas puxa o cara de
- 46:01Piraçununga, Campinas puxa o cara de
- 46:04Porto Ferreira, Campinas vai puxar o
- 46:06cara da cidades ali que são próximas a
- 46:09Ribeirão.
- 46:10Isso diminui.
- 46:13Diminui, entre aspas, sabe porque é
- 46:15importante a
- 46:18o poderio econômico de Ribeirão Preto
- 46:20por conta da rodovia Aanguera e da
- 46:23presença de Campinas. Campinas, por ser
- 46:27por ter mais opções, presta atenção
- 46:29aqui, ó. Vou puxar até uma, eu vou fazer
- 46:32na outra folha aqui, tá? Depois eu
- 46:33volto. Vou fazer aqui, ó, região
- 46:36metropol, depois eu volto, tá? De
- 46:39Campinas, porque aqui a complexidade é
- 46:42maior. Então, eu tenho educação, eu não
- 46:44tenho
- 46:46educação. Que que eu tenho aqui?
- 46:49Unicamp, PUC, Mackenze, Facamp, inúmeras
- 46:53outras faculdades particulares.
- 46:56Unicamp é um monstro, né? Eu tenho
- 46:58serviços.
- 47:01Eu tenho serviços. Eu tenho o quê? Um
- 47:03comércio grande.
- 47:05Um comércio. Eu não tinha lá, não tem um
- 47:07shopping mais antigo de Campinas, que é
- 47:10o Shopping Dom Pedro, que já era o
- 47:12maior, já foi, né? O maior da América
- 47:13Latina. Hoje não sei, mas é um shopping
- 47:15grande. Isso mostra a pujança da região
- 47:17metropolitana de Campinas.
- 47:20Eu também tenho indústria.
- 47:23Essa indústria em Campinas é voltada
- 47:28para alta tecnologia.
- 47:33Alta tecnologia. O que que nós temos em
- 47:35Campinas, Jean? Vai anotando, irmão. Eu
- 47:38tenho o quê? Telecomunicações.
- 47:44Telecomunicações.
- 47:46Eu tenho que em Campinas mais Jean?
- 47:49Indústria farmacêutica,
- 47:52indústria química.
- 47:55Eu tenho a indústria petroquímica.
- 47:58Gente, você tá falando de Paulíia, tem
- 48:00as distribuidoras lá da Petrobras,
- 48:03petroquímica.
- 48:06Eu
- 48:07tenho desenvolvimento
- 48:10tudo ligada às tecnologias da
- 48:13informação. Então, por exemplo, você tem
- 48:15Indaiatuba com empresas da tecnologia da
- 48:19informação, é uma região que atrai
- 48:22startups, que são empresas que estão
- 48:25nascendo aí, né, no setor da alta
- 48:28tecnologia. Então, olha o arcabolso de
- 48:32funções que a região metropolitana de
- 48:34Campinas te oferece. Por isso que eu
- 48:36falo, estudar na Unicamp é top, porque
- 48:38olha o tanto de opção que você vai ter,
- 48:41né, de se desenvolver profissionalmente
- 48:44a partir de um estágio, de um trainy, de
- 48:46uma iniciação científica. É uma gama
- 48:49gigantesca de opções que você tem em
- 48:51Campinas. Campinas, presta atenção, é um
- 48:54tecnopolo.
- 48:57Campinas é um tecnopolo. E aqui é um
- 48:59conceito importante. Tecnopolo. O
- 49:03tecnopolo é onde nós desenvolvemos o
- 49:05quê? Tecnologia, o nome já diz,
- 49:10que se baseia numa união.
- 49:14Se baseia numa união entre,
- 49:18anota, irmão, entre o que, Jean?
- 49:21Universidade.
- 49:24Tem que anotar isso que isso cai, hein?
- 49:27Universidade
- 49:28e indústria.
- 49:31Então, a universidade, que que ela faz?
- 49:34Ela, olha a importância da universidade,
- 49:36né? A universidade ela vai produzir
- 49:40ciência.
- 49:41[roncando]
- 49:43Produzir ciência.
- 49:47Que mais? Geografia que a universidade
- 49:49faz. Hã, presta atenção, irmão, e
- 49:52qualifica, deixa o celular de lado,
- 49:56qualifica. Cria o quê? Mão de obra
- 49:58qualificada. E a indústria oferta,
- 50:02emprego
- 50:03e financia
- 50:05pesquisa.
- 50:07A partir de PPPs, né, parcerias
- 50:10público-privadas,
- 50:12financia, pesquisa. Essa junção aqui é
- 50:16que potencializa a região de Campinas
- 50:19ser conhecido como escute, ser conhecido
- 50:23como escute que pode cair na sua prova.
- 50:26O vale do silício brasileiro.
- 50:30O vale como que é conhecido, Jean? O
- 50:33vale do silício
- 50:36brasileiro. Jean tem outro vale do
- 50:38silício? Sim. Lá nos Estados Unidos,
- 50:39gente, lá na Califórnia, onde você tem a
- 50:42Universidade de Stanford, lá onde nasce
- 50:46e permanece as grandes empresas de
- 50:49tecnologia do mundo, Yahu, o próprio
- 50:52Google, lá atrás nasceu Napster. Cara, a
- 50:55galera é tudo de lá, a grande maioria,
- 50:57tá? Não a sua totalidade, tudo nasce de
- 51:00lá. Lá é o berço das grandes empresas
- 51:02globais ligadas à tecnologia. E no
- 51:05Brasil nós temos Campinas como Vale do
- 51:07silício brasileiro.
- 51:09Então é óbvio que Campinas polariza
- 51:12Ribeirão. Sim, sim. Por conta de tudo
- 51:15isso que eu mostrei para vocês. E mais,
- 51:18quando eu falo em rede,
- 51:20rede, conexão material e material,
- 51:23material, que que tem em Campinas aqui
- 51:26que é destaque? As aerovias. Você tem o
- 51:29aeroporto.
- 51:32Aeroporto do quê, Jean? De Vira
- 51:37copos. O aeroporto de Viracopos é um dos
- 51:40maiores do Brasil, de passageiros e de
- 51:43cargas. Hum. De cargas, né? Antigamente
- 51:47era só de cargas, tá? E um baita,
- 51:51um baita ã aeroporto que potencializa
- 51:55ainda mais Campinas. Fora que Campinas
- 51:57tem rodovias importantíssimas, dentre
- 51:59elas a rodovia Dom Pedro, a Ianguera,
- 52:03Bandeirante, que tá tudo conectando a
- 52:05região de Campinas com a metrópole
- 52:08paulistana, com o interior de São Paulo.
- 52:11Tudo também passa por Campinas, né? Você
- 52:14sempre vai margear a periferia de
- 52:17Campinas para chegar em diversos pontos
- 52:20na região mais populosa do estado de São
- 52:22Paulo, que é a região que envolve
- 52:24Campinas, Jundiaí e também
- 52:29a região metropolitana de São Paulo. Já
- 52:32que eu lancei isso, Campinas é uma
- 52:35metrópole.
- 52:36Ah, então na hierarquia ela é um
- 52:39destaque maior, né? Sim. Volta aqui,
- 52:42irmão. Campinas, ó, tô falando só de
- 52:44Campinas, tá? É uma metrópole. Campinas
- 52:48tem mais de 1 milhão de habitantes. Mais
- 52:51de 1 milhão de habitantes. E toda a
- 52:53região metropolitana de Campinas tem
- 52:55mais de 2 milhões de habitantes. Olha a
- 52:57importância dessa região pra dinâmica
- 53:00econômica do estado de São Paulo, tá?
- 53:03Pra dinâmica econômica, tá? Jean, volta,
- 53:06volta. Vamos clarear aqui, né? Que que
- 53:10você ia falar? que essa região é mais
- 53:12populosa. E aí você falou que é
- 53:14metrópole. Gente, é o seguinte, cara.
- 53:17Fica ligado nisso, irmão, que isso é
- 53:18importante. Vou até trocar de cor aqui.
- 53:20Vou pôr amarelo.
- 53:22Ó, aqui
- 53:24tem até uma discussão de fazer o trem,
- 53:26né? Faz tempo com esse trem. Presta
- 53:29atenção aqui comigo, irmãozinho.
- 53:32Isso que eu vou fazer, Jean, que que
- 53:34você tá fazendo? Aguenta,
- 53:37aguenta que isso é importante.
- 53:40Vocês estão vendo isso aqui? Quem tá
- 53:43fazendo parte aqui? Quem é esperto? Quem
- 53:45é esperto? Quem é gabaritador? Região
- 53:47metropolitana de Campinas. Mas aqui tem
- 53:50Jundiaí no meio disso, região
- 53:52metropolitana de São Paulo. Aí passa por
- 53:55todo o Vale do Paraíba
- 53:58até chegar na cidade do Rio de Janeiro,
- 54:00tá gente? E aí, que que vai se formar da
- 54:03junção dessa galera? Hã? Quem é
- 54:05gabaritador deve saber, é a, presta
- 54:08atenção que isso pode cair. É a primeira
- 54:11megalópole do hemisfério sul. O que que
- 54:14é uma megalópole? É a união de duas ou
- 54:17mais metrópoles de forma conurbada. O
- 54:21que que é conurbada? É a conexão entre
- 54:24essas cidades. Isso mesmo. Você não sabe
- 54:28mais onde começa uma e termina a outra.
- 54:30Por exemplo, quando você sai de São
- 54:33Paulo e vai até o aeroporto
- 54:34internacional de Guarulhos,
- 54:37você entra em Guarulhos e não sabe que
- 54:40está em Guarulhos. A não ser que você vê
- 54:41lá uma placa escrito bem-vindo a
- 54:43Guarulhos, mas você não tem uma área
- 54:46rural delimitando uma cidade ou outra,
- 54:49uma área, né, que deixa claro que são as
- 54:52duas cidades conectadas por uma rodovia,
- 54:55uma ferrovia, não, você tá ali andando,
- 54:56nossa, é São Paulo ou Guarulhos, é São
- 54:59Paulo ou Osasco, é São Paulo ou São
- 55:02Bernardo? é São Paulo ou Santo André.
- 55:06Isso. Você vai ter agora uma conexão
- 55:09entre metrópoles.
- 55:13Então você vai ter Campinas totalmente
- 55:16ligada a partir de Jundiaí, demais
- 55:18cidades com a região metropolitana de
- 55:21São Paulo. Aí você vai sair aqui, ó.
- 55:23Você vai pegar aqui Jacareí, Taubaté,
- 55:26Tremembé, Pindoangaba,
- 55:29toda essa galera Aparecida, tudo no
- 55:32vale, porque são cidades que são
- 55:34achatadas
- 55:35entre a serra do Mar, ó, isso aqui, quem
- 55:38é no Gabarita Gel sabe. Serra do Mar e
- 55:40Serra da Mantiqueira. Então aqui você
- 55:42tem o rio Paraíba do Sul. Então é como
- 55:44se fosse bem fininho aqui, tá? Então,
- 55:47todas as cidades no entorno da Via
- 55:50Dutra, cidades que se desenvolveram
- 55:52muito no entorno da Via Dutra, então
- 55:55elas estão todas conectadas até chegar
- 55:57aqui no Rio de Janeiro, formando a nossa
- 55:59primeira megalópole. Não existe
- 56:01megalópole no Brasil, tá? Já existe no
- 56:04mundo, sim, gente. A Bosne Wash, Bosne
- 56:07Wash, lá nos Estados Unidos, Boston,
- 56:10Washington e Nova York, Rocaidu lá no
- 56:14Japão, né? que você tem aquele monte de
- 56:16cidade rodeada por Tóquio. Aí você vai
- 56:20ter a Renana do rio Reno. Você tem
- 56:23também a nos Estados Unidos a Sansã, São
- 56:28Francisco e San Diego. Tudo conectado.
- 56:33Tudo bem. Isso é importante. É
- 56:35importante. Não temos o hemisfério sul.
- 56:37Possivelmente essa será a primeira
- 56:40megalópole. Então a gente já tem que
- 56:41pensar políticas públicas agora de uma
- 56:43ordem gigantesca. Ah, fora que na China,
- 56:46né, gente, tem um monte de megalópolis
- 56:49lá que são metrópoles conectadas.
- 56:52Na China, gente, só um parênteses, é
- 56:55esse sinônimo de cidade grande, né, é
- 56:58diferente, é visto de forma diferente.
- 57:01Você fala uma cidade média na China, 1
- 57:02milhão de habitantes. 1 milhão de
- 57:04habitantes aqui é uma cidade grande, tá?
- 57:06Média na China, 1 milhão de habitantes.
- 57:10Cidade pequena na China, 500.000,
- 57:13600.000 1000 habitantes.
- 57:15É impressionante, né? Impressionante.
- 57:19Tá, Jean. E aqui São Carlos, Araraquara.
- 57:22Eu vou pegar aqui São Carlos, gente. Vou
- 57:24pegar São Carlos. Vou mudar aqui porque
- 57:26é importante a gente falar de São
- 57:27Carlos, porque tem também USP.
- 57:31São Carlos é também um tecnopolo. Ah,
- 57:36igual Campinas, Jean.
- 57:39É, mas com outra característica esse
- 57:41tecnopolo aqui. Esse tecnopolo é voltado
- 57:44à indústria aérea.
- 57:47É só saber que a gente tem ali perto em
- 57:50Gavião Peixoto, a Embraer. Nós temos
- 57:53também ali os galpões da Latã. A própria
- 57:58Universidade de São Paulo, lá no campus
- 58:01de São Carlos tem engenharia
- 58:04aeronáutica. Tá vendo? Quem oferece mão
- 58:07de obra? A universidade para a
- 58:10indústria. Então ali já tem engenharia
- 58:12aeronáutica. Aí a UNESP para suprir a
- 58:16necessidade do mercado também fez uma
- 58:18engenharia aeronáutica em São João da
- 58:20Boa Vista, que não é tão pertinho, mas
- 58:22tá tudo ali no no na mesma região. Olha
- 58:26isso, cara. é um tecnopolo indústria
- 58:29aérea e também você tem a indústria,
- 58:35vamos falar branca.
- 58:37Que que é a indústria branca, Jean? É
- 58:40aquela indústria de eletrodomésticos,
- 58:43né, de máquinas de lavar roupa, máquinas
- 58:45de lavar louça,
- 58:48né? Microondas, por exemplo, a Brastemp,
- 58:51você tem ali próximo a São Carlos em Rio
- 58:54Claro, você tem a, né, que eu acho que é
- 58:56da CSUL. E você também tem indústria
- 58:59automobilística, você tem a Honda ali,
- 59:02né, na cidade de Itirapina,
- 59:05indústria automobilística.
- 59:10Você tá vendo que é um tecnopolo
- 59:12diferente do tecnopolo
- 59:15da cidade de Campinas, né? Da região
- 59:17metropolitana de Campinas. São Carlos é
- 59:20uma região metropolitana? Não, não, tá?
- 59:22Não é. É uma cidade média, beando aí
- 59:25200.000 habitantes, mas olha a
- 59:27importância dela, tá? Por qual é o
- 59:30principal destaque dela? Hã? É serviços.
- 59:35Serviços. Que tipo de serviços? é uma
- 59:38cidade que respira universidade.
- 59:42Só para você ter uma ideia, São Carlos é
- 59:44a cidade que tem o maior número de
- 59:45doutores per cápita do Brasil, porque lá
- 59:48nós temos a Universidade de São Paulo, a
- 59:52USP, e nós temos aiscar. Então são dois
- 59:56monstros de universidade desenvolvendo o
- 59:59quê? pesquisa
- 1:00:01e também consequentemente qualificando
- 1:00:04em de vários vários níveis da do ensino
- 1:00:07superior, bacharéis, licenciados,
- 1:00:10mestres, doutores, PhDs. É uma cidade
- 1:00:13que tem uma importância gigantesca no
- 1:00:16aspecto que envolve universidades em São
- 1:00:20Paulo. Tudo bem até aí? Tranquilo, tá?
- 1:00:24Então, por isso que também h não tem
- 1:00:27assim uma rede que conecta, não tem
- 1:00:29aeroporto para receber grandes voos. Aí
- 1:00:32você tem que ir até Campinas ou até
- 1:00:33Ribeirão Preto, né, para pegar um um voo
- 1:00:37para uma capital do Brasil, por exemplo.
- 1:00:39Tudo bem até aí? Você entendeu, né, que
- 1:00:42os tecnopolos eles se diferem aí, né?
- 1:00:45Isso é importante a gente entender, tá?
- 1:00:48Jean e Piracicaba. Me dá um bônus aí. Se
- 1:00:51cai, gente. Piracicaba o agro é
- 1:00:55importantíssimo, principalmente o setor
- 1:00:57sucroalcoleiro.
- 1:00:59Sucroalcoleiro,
- 1:01:01a área de Pirascaba, né? Ó, Pirascaba
- 1:01:05tem mais ou menos aí 450.000 habitantes,
- 1:01:08né? Mas a área do município de
- 1:01:12Piracicaba, que não é somente, vocês
- 1:01:14sabem, né? município é feito de área
- 1:01:16urbana, mas área rural. A área rural de
- 1:01:19PASCAB é gigante, é enorme e é tudo
- 1:01:24cana. É um grande mar de cana. Então o
- 1:01:26agro tem um uma potencialidade, cara
- 1:01:29gigantesca na cidade, tá? Tá, já é só
- 1:01:32isso. Não, oferta também serviços,
- 1:01:35oferta a serviços de educação e saúde
- 1:01:39para os munícipes e também para cidades
- 1:01:42pequenas do interior, aliás, pequenas do
- 1:01:46seu entorno, mas é aquilo, tá próximo a
- 1:01:49Campinas. E aí Campinas polariza,
- 1:01:52polariza geral Piracicaba. Pirascaba tem
- 1:01:56Exalc, que é destaque também importante.
- 1:01:59E dentro da ESALC você tem o curso de
- 1:02:00agronomia. Então você tem ali várias
- 1:02:02startups também ligadas à área da
- 1:02:05agricultura. Então a agricultura é o
- 1:02:07motor, é o carro chefe importantíssimo
- 1:02:10pra cidade de Piracicaba. Bauru, gente,
- 1:02:13aqui, ó, Bauru você vai ter o quê?
- 1:02:17Também serviços, educação e saúde, tanto
- 1:02:22para Bauru como para cidades do entorno,
- 1:02:24tá? Bauru chega aí a 400, 450.000
- 1:02:28habitantes. Você tem a USP, você tem a
- 1:02:30UNESP, também é uma cidade que respira a
- 1:02:32universidade. Historicamente era um
- 1:02:35entroncamento ferroviário
- 1:02:38importantíssimo,
- 1:02:40importantíssimo, né? a a ferrovia
- 1:02:44noroeste paulista chegava até ali, como
- 1:02:48Rio Claro também é importante, mas como
- 1:02:50a ferrovia perdeu destaque no cenário
- 1:02:53global,
- 1:02:55no cenário nacional, né, a ferrovia
- 1:02:58perdeu destaque no cenário nacional e
- 1:03:00principalmente no estado de São Paulo,
- 1:03:02aí deixa de ter assim uma mega
- 1:03:05importância as ferrovias em Bauru e aí
- 1:03:08se dá mais destaque à área da saúde e da
- 1:03:11e educação, tá? É uma cidade média,
- 1:03:15média. Tudo bem até aí? Essas aqui eu tô
- 1:03:17pontuando, tá? Araraquara é uma cidade
- 1:03:21também que oferta principalmente
- 1:03:23educação. O
- 1:03:26ramo agrícola de destaque é o ligado à
- 1:03:31laranja, tá? ligado à laranja, bem forte
- 1:03:37aí, porque aqui você tem toda uma região
- 1:03:39de Taquaritinga, Itápolis, laranja e
- 1:03:42limão. Mas aí é uma aula de agricultura
- 1:03:44do estado de São Paulo que você vê lá no
- 1:03:46Gabarita Gel, tá? Só tô pontuando as as
- 1:03:49características da cidade Piraçununga.
- 1:03:53Você tem aqui destaque a as instituições
- 1:03:57militares. Então você tem a Força Aérea
- 1:03:59ali, que é um destaque é importante pra
- 1:04:01cidade. Você tem a faculdade ah da
- 1:04:05Universidade de São Paulo ligado à
- 1:04:07zootecnia, a veterinária, a área
- 1:04:10agrícola.
- 1:04:12Ah, e você também tem a indústria
- 1:04:14alimentícia, tá? Eu acho que vocês
- 1:04:17lembram da Caninha 51, né? A cachaça
- 1:04:20aqui de Piraçununga. Tá vendo como é uma
- 1:04:23cidade importante, né? Tem o seu papel,
- 1:04:26tem o seu papel econômico ali. Beleza?
- 1:04:29Essas é só pontuando os destaques. Eu
- 1:04:32vou aprofundando mais.
- 1:04:34Eu ia falar de Prudente, não vou falar
- 1:04:37de Prudente, vou falar de Não, vou
- 1:04:39deixar. Vou falar de Sorocaba primeiro,
- 1:04:41depois eu vou para Prudente, porque eu
- 1:04:42vou deixar o Pontal, Vale do Ribeira e o
- 1:04:45Vale do Paraíba para um para um momento
- 1:04:48especial agora no final da aula, porque
- 1:04:50são aqueles três que mais caem, tá?
- 1:04:54Sorocaba, gente, Sorocaba
- 1:04:57é uma cidade importantíssima dos
- 1:05:00histórica do setor têxtil. Isso mesmo,
- 1:05:03cara. Sorocaba ali foi conhecida como a
- 1:05:05Manchester Paulista, um monte de
- 1:05:08indústria têxtil. movimentava a economia
- 1:05:11da cidade, mas aí aparece a malharia
- 1:05:14asiática, né? As as empresas da Ásia
- 1:05:18produzindo roupa, vestimenta muito mais
- 1:05:21barata, então não tem como competir com
- 1:05:24o mercado chinês. Aí Sorocaba entra em
- 1:05:27crise. Entra em crise. Lembrando que
- 1:05:29Sorocaba era a região das mulas, né?
- 1:05:33Mulas, gente. Como assim? É os a a as
- 1:05:37movimentações, né? entre o Sul e o
- 1:05:40Sudeste de pessoas que levavam ah
- 1:05:44alimento, levavam especiarias do Sul pro
- 1:05:48Sudeste, passavam por Sorocaba e eles
- 1:05:51iam de mulas. Mas isso é uma questão
- 1:05:54mais da história. O que você tem que
- 1:05:56lembrar de Sorocaba é o seguinte, era
- 1:05:58Manchester Paulista, indústria têxtil
- 1:06:00entra em crise por conta da malharia
- 1:06:03chinesa. Hoje Sorocaba
- 1:06:06vira a chave. Vira a chave. Vou até dar
- 1:06:09um destaque aqui, ó. Vou até dar Vou até
- 1:06:11dar um destaque. Vai que vai que
- 1:06:16Sorocaba, ó,
- 1:06:20região metropolitana de Sorocaba.
- 1:06:22Sorocaba, nas cidades de maior
- 1:06:23quantidade de habitantes do estado de
- 1:06:25São Paulo, mais de 700.000, tá?
- 1:06:27Sorocaba. Hoje você tem a indústria
- 1:06:31automobilística,
- 1:06:36você tem a Hyundai ali, a Toyota forte.
- 1:06:39Você também tem indústria de tecnologia
- 1:06:42ali
- 1:06:45margeando a Castelo Branco, a rodovia
- 1:06:48Castelo Branco.
- 1:06:53E claro, é uma cidade que oferece
- 1:06:57serviços também.
- 1:07:00Qual que é o grande problema de
- 1:07:01Sorocaba? Tá do lado da metrópole
- 1:07:03paulistana e tá do lado de Campinas.
- 1:07:05Então, se Sorocaba, vamos imaginar
- 1:07:07estivesse no lugar de São José do Rio
- 1:07:09Preto, com o porte que ela tem, seria um
- 1:07:11baita de um destaque. Baita. Por quê?
- 1:07:14Seria a única. Agora, como ela está na
- 1:07:16região ali disputando polaridade com São
- 1:07:19Paulo, com Campinas, ela é grande, é
- 1:07:21importante, mas ela fica mais acanhada,
- 1:07:24acanhada dentro da hierarquia urbana,
- 1:07:28tá? Mas olha o destaque de Sorocaba,
- 1:07:30olha o destaque, tá? Antigamente você
- 1:07:33tinha a indústria, não que não tem
- 1:07:35ainda, tá? Tem, mas não é como no
- 1:07:38passado que era o principal motor da
- 1:07:40economia da cidade de Sorocaba.
- 1:07:44Vamos voltar. Vamos voltar que não
- 1:07:46acabou não. Não acabou não. Baixada
- 1:07:49Santista
- 1:07:51Santos. Vou lá pra outra folha. Vamos
- 1:07:55lá. Fé, force, foco. Jean é muita coisa.
- 1:07:58É baixada.
- 1:08:01Santista.
- 1:08:03Então, gente, a Baixada Santista,
- 1:08:06onde ela está localizada? Ó, eu vou
- 1:08:08fazer aqui rapidinho o relevo do estado
- 1:08:09de São Paulo para vocês entender, porque
- 1:08:12é importante. Opa, viagem na maionese.
- 1:08:15Deixa eu apagar aqui rapidinho,
- 1:08:18ó. Esse aqui é o é o estado de São
- 1:08:20Paulo.
- 1:08:23O corte do relevo que eu vou fazer é
- 1:08:25esse aqui. Quem enviou minhas aulas de
- 1:08:26relevo na plataforma tá manjando.
- 1:08:29Isso é importante para explicar onde se
- 1:08:31localiza e a problemática da baixada.
- 1:08:34Então aqui eu tenho o relevo do estado
- 1:08:36de São Paulo. Praticamente se resume
- 1:08:38nisso aqui, ó.
- 1:08:42Então aqui eu tenho o Planalto Ocidental
- 1:08:45Paulista, aqui as coeças basálticas,
- 1:08:48aqui a depressão periférica paulista,
- 1:08:51aqui o Planalto Atlântico, aqui a bacia
- 1:08:53sedimentar de São Paulo e aqui tá a
- 1:08:56Baixada
- 1:08:58Santista.
- 1:09:00Por isso que a Baixada está numa área de
- 1:09:03planície litorânea. Aqui você tem quem?
- 1:09:06A serra
- 1:09:08do mar. Então, é como se fosse uma
- 1:09:11região prensada entre a Serra do Mar e o
- 1:09:14Oceano Atlântico. Então, uma região
- 1:09:16muito adensada, presta atenção,
- 1:09:19adensada.
- 1:09:21Adensamento
- 1:09:23urbano, é uma região conurbada.
- 1:09:28Então você tem Santos, São Vicente,
- 1:09:31Praia Grande, Guarujá, Cubatão, um
- 1:09:35pouquinho mais separado, mas tá tudo
- 1:09:36junto, tudo misturado. Tudo junto, tudo
- 1:09:40misturado. É uma região que tem o setor,
- 1:09:43ó, baixada, baixada. Setor industrial
- 1:09:46forte. Sim, indústria forte,
- 1:09:50principalmente indústria de base. Que
- 1:09:55que é isso, Jean?
- 1:09:57Vem cá, irmão. São as siderurgias.
- 1:10:01Siderúrgicas.
- 1:10:03É o que mais, Jean?
- 1:10:06É a petroquímica.
- 1:10:09Petroquímica. É só lembrar da Cozipa,
- 1:10:12Companhia siderúrgica paulista.
- 1:10:16Companhia
- 1:10:18siderúrgica
- 1:10:20paulista,
- 1:10:22Cozipa, que beneficia o Minério de
- 1:10:25Ferro. junta ali com o manganês e faz o
- 1:10:29aço. Esse é o papel de uma ciderúrgica e
- 1:10:32a petroquímica que vai beneficiar o
- 1:10:34petróleo bruto e transformar aí em
- 1:10:37gasolina, querosene e os demais
- 1:10:39derivados. Tudo isso na Baixada
- 1:10:42Santista, tá, Jean? O turismo é forte. O
- 1:10:46turismo também é forte. Vai anotando,
- 1:10:48irmão. Turismo também é forte. São
- 1:10:51cidades litorâneas que atraem
- 1:10:52principalmente o público da cidade de
- 1:10:55São Paulo para passar aí, principalmente
- 1:10:58feriados prolongados na cidade. Santos
- 1:11:02vai ter um destaque que aí é o é o cara
- 1:11:06é o pó de pirilim pimpim. Pode pirm
- 1:11:09pimpim. Que que é isso editor?
- 1:11:12>> Fazia o Peterpan voar.
- 1:11:14>> Isso que fazia o Peterpan voar. Então é
- 1:11:17um cara, é algo top, algo top da cidade
- 1:11:22que é o porto.
- 1:11:24O porto, gente, o principal porto do
- 1:11:27estado de São Paulo não ficava em
- 1:11:28Santos, ficava em Iguape. É onde se
- 1:11:30escoava o ouro do Vale do Ribeira em
- 1:11:33direção à Europa. Depois de uma grande
- 1:11:35tragédia que destruiu o porto de Iguape,
- 1:11:39o porto de Santos ganha moral e é um
- 1:11:42porto de exportação.
- 1:11:46Então, a nossa querida e linda soja sai
- 1:11:49lá de sorrisos, sorriso do Mato Grosso,
- 1:11:53atravessa o Mato Grosso, chega até São
- 1:11:55Paulo. Lá em São Paulo, ela é colocada
- 1:11:57em balsas e ela vai subir o rio Tietê.
- 1:12:01Isso mesmo. Subir. Aí ela vai passar nas
- 1:12:03eclusas e vai chegar até uma cidade que
- 1:12:06chama Pederneiras, do lado de Bauru.
- 1:12:09Chegando ali, a soja sai da balça, vai
- 1:12:12pro trem e ele vai piqu até Santos.
- 1:12:16Chegando lá em Santos, é colocado dentro
- 1:12:19dos navios.
- 1:12:21Caminhões também fazem esse trajeto.
- 1:12:23Quem já pegou a rodovia imigrantes,
- 1:12:27Anchieta Imigrantes, você já pegou ali?
- 1:12:29Você já viu o tanto de caminhão?
- 1:12:31Caminhão contêiner. Você já viu aqueles
- 1:12:33caminhão contêiner, né? Que o cara aí a
- 1:12:35máquina pega o contêiner, coloca dentro
- 1:12:38do navio e vai embora para todos os
- 1:12:40lugares do mundo,
- 1:12:43tá? Porto de Santos é o destaque, é
- 1:12:46aquilo que vai colocar ali combustível
- 1:12:49na economia de Santos, na pujança de
- 1:12:52Santos. E Santos, cara, é histórico.
- 1:12:54Então você teve o café sendo esquado por
- 1:12:57ali, né? Agora você tem uma economia
- 1:12:59mais diversificada, né, de diversos
- 1:13:01produtos que são enviados para outros
- 1:13:03lugares do mundo a partir de do porto de
- 1:13:06Santos, tá? É uma região que tem
- 1:13:08problemas sociais gigantes, né,
- 1:13:11principalmente violência, né? Violência
- 1:13:15tá muito enraigada na região da Baixada
- 1:13:19Santista.
- 1:13:21Tudo bem, tranquilo, Jean? Acabou? Claro
- 1:13:24que não. São José dos Campos, que agora
- 1:13:27nós estamos no Vale do Paraíba, ah, Vale
- 1:13:30do Ribeira do Iguape e o Pontal do
- 1:13:32Paranapanema. Gente, ó, vamos lá, vamos
- 1:13:35espacializar. Olha aqui, irmão. Pontal,
- 1:13:39a ponta, a ponta do estado. Rio
- 1:13:42Paranapanema, Pontal do Paranapanema,
- 1:13:45Prudente é a principal cidade. Vale do
- 1:13:48Ribeira do Iguape. Aqui você tem o rio
- 1:13:51Iguap, né? Você tem que cidade
- 1:13:53principal? Registro,
- 1:13:56Vale do Paraíba, São José dos Campos.
- 1:13:59Então eu vou trabalhar ela
- 1:14:01separadamente, tá? A primeira que eu vou
- 1:14:03pegar é o Pontal do Paranapanema. Eu vou
- 1:14:05abrir outra
- 1:14:08outra lousa aqui para ficar mais fácil
- 1:14:09pra gente anotar. Ó, Pontal
- 1:14:15do Paranapanema.
- 1:14:21Pontalzinho aqui, tá? Qual que é
- 1:14:24capital? Capital é o polo regional, tá
- 1:14:27gente? Não vai escrever capital, é o
- 1:14:28polo regional. Presidente Prudente, a
- 1:14:32principal cidade. Aí você tem presidente
- 1:14:34Veslau, você tem presidente Epitácio,
- 1:14:38você tem Rosana, Teodoro Sampaio, você
- 1:14:41tem ali pertinho Pereira Barreto,
- 1:14:44tudo na região do Pontal, Mirandópolis
- 1:14:48também está ali, tá? Prudente vai
- 1:14:52ofertar o quê? Saúde
- 1:14:56e educação. É o carro chefe. Você tem
- 1:14:59lá, por exemplo, Hospital Regional, você
- 1:15:02tem a UNESP, tá? Você tem um aeroporto
- 1:15:07que faz voos ligando, ligando prudente
- 1:15:11aeroporto, ligando prudente a São Paulo.
- 1:15:15Então, comércio e serviço é o destaque.
- 1:15:19É uma região que historicamente nós
- 1:15:22tivemos problemas
- 1:15:24agrários. Isso mesmo, questão de terra.
- 1:15:27Presta atenção. Nós tivemos problemas
- 1:15:30que envolvem questão
- 1:15:33fundiária.
- 1:15:35Fundiária, gente, é questão de posse de
- 1:15:39terras.
- 1:15:41Por quê? Foi foi a última região ser
- 1:15:43ocupada do estado de São Paulo. Foi o
- 1:15:45pontado do Paranapanema. E como ele foi
- 1:15:47ocupado? foi ocupada a partir de doação.
- 1:15:50Isso mesmo. Governos falavam o seguinte:
- 1:15:53"Senhor Rico, você quer uma posse de
- 1:15:57terra numa vastidão do nosso estado lá
- 1:16:00no interior?" O senhor rico falava o
- 1:16:03seguinte: "Quero sim". Aí o senhor rico
- 1:16:06ganhava uma posse de terra lá
- 1:16:08gigantesca. E aí, sabe o que ele fazia?
- 1:16:10colocava gado, colocava gado, fazia um
- 1:16:14plantil ali de qualquer coisa, mas a
- 1:16:16terra era dele. Aquela imensidão, aquela
- 1:16:19imensidão foi doada.
- 1:16:22Sabendo disso, produtores rurais
- 1:16:24falaram: "Isso tá errado. Eu quero ter
- 1:16:26direito à posse da terra porque esse
- 1:16:28cara tem, mas ele não produz nada. Ele
- 1:16:32não desempenha sua função social.
- 1:16:35Que que é a função social da terra,
- 1:16:36gente? Quem assistiu minhas aulas de
- 1:16:38agricultura? hã, produzir alimento. O
- 1:16:41cara não tá fazendo nada, só tá deixando
- 1:16:44lá especulando a terra.
- 1:16:46Aí essas pessoas se uniram a partir de
- 1:16:50um movimento chamado Movimento dos
- 1:16:53Trabalhadores sem terra, o MST,
- 1:16:56se reuniram pra luta pela reforma
- 1:17:02agrária. E nessa região do Pontal do
- 1:17:05Paranapanema, nós temos o quê? Conflitos
- 1:17:07de terra. Por conta disso, resumindo, o
- 1:17:10governo doo terras para quem tinha muito
- 1:17:13dinheiro. Essa pessoa não desempenha sua
- 1:17:16a função social da terra, que é produzir
- 1:17:18alimento.
- 1:17:19Pessoas que são agricultores, que não tm
- 1:17:22terra, que que eles falam? Essa terra
- 1:17:24foi doada de forma errada. Eu quero que
- 1:17:27se faça reforma agrária, que é o quê? a
- 1:17:30divisão de terras para pessoas que
- 1:17:33querem desempenhar a função social, que
- 1:17:34é produzir alimento, a partir dos
- 1:17:37assentamentos.
- 1:17:40Então, várias invasões, né, que a a
- 1:17:42imprensa trata como invasões,
- 1:17:45assentamentos,
- 1:17:46[roncando]
- 1:17:47várias invasões sobre o olhar da
- 1:17:49imprensa realizada pelo MST ocorreram
- 1:17:52nessa região do Pontal do Paranapanema,
- 1:17:55tá? Ah, por conta do estado tapar os
- 1:18:00olhos para essa região, é a região mais
- 1:18:03pobre do estado de São Paulo. O Pontal
- 1:18:05do Paranapanema é uma das regiões mais
- 1:18:08pobres do estado de São Paulo. É uma das
- 1:18:11porque nós temos o Vale do Ribeira, tá?
- 1:18:14O Vale do Ribeira. Porque é pouca
- 1:18:17cidade, é cidade pequena, a maior cidade
- 1:18:19é Presidente Prudente, tem quase
- 1:18:21400.000, é só ela. O resto tudo
- 1:18:23pequenininha, pouca gente mora lá. Vamos
- 1:18:25abandonar, ou melhor, vamos fazer alguma
- 1:18:29coisa para essa região, já que eles
- 1:18:31pedem tanto, vamos mandar presídio para
- 1:18:35lá. Isso mesmo, os presídios.
- 1:18:39O governo tirou os presídios da região
- 1:18:42metropolitana de São Paulo e levou pros
- 1:18:45rincões do estado de São Paulo, que é o
- 1:18:48pontal do Paranapanema. O que que o
- 1:18:50estado fez? Ao invés de trazer a
- 1:18:53indústria, diversificar a economia,
- 1:18:54atrair pessoas, melhorar a questão da
- 1:18:57saúde e educação da região, não vamos
- 1:19:00presentear eles com presídios. Vários
- 1:19:02presídios foram construídos. As pessoas
- 1:19:06que são familiares desses presidiários
- 1:19:09foram residir nessas cidades porque
- 1:19:12ficava próximo ali do ente querido que
- 1:19:14está preso. A economia começa a se
- 1:19:18desenvolver por conta disso, um pequeno
- 1:19:20comércio. Mas as pessoas chegam na
- 1:19:22cidade, elas vão pra escola, não vão. Os
- 1:19:25filhos ah vão procurar posto de saúde,
- 1:19:29mas o posto de saúde, a escola, ela foi
- 1:19:31pensada para uma cidade de 6.000 1000
- 1:19:33habitantes, de 10.000 habitantes, agora
- 1:19:36chegaram mais 1000 pessoas. Aí há o quê?
- 1:19:40Todo um um
- 1:19:43sufocamento desses setores públicos por
- 1:19:45conta do aumento populacional sem
- 1:19:48planejamento e essas cidades ficaram
- 1:19:50totalmente abandonadas.
- 1:19:52Triste realidade, porque levaram o
- 1:19:55presídio, mas não levaram o quê? um
- 1:19:57suporte paraa cidade se desenvolver,
- 1:20:00sabendo que haveria um fluxo migratório
- 1:20:02de pessoas para lá. Aí vê, vários
- 1:20:05problemas as cidades hoje enfrentam. O
- 1:20:09setor agrícola é importante, a pecuária,
- 1:20:12a cana, alguma coisa de soja também tá
- 1:20:15chegando ali, mas são, cara, setores que
- 1:20:19não espalham riqueza e sim concentram
- 1:20:23riqueza na mão de poucos agricultores.
- 1:20:27O a disputa territorial hoje se assentou
- 1:20:30na região, mas ainda há alguns
- 1:20:32movimentos mais menores do que na década
- 1:20:35de 90, que essa região era um turbilhão,
- 1:20:38um turbilhão social. Tudo bem,
- 1:20:41tranquilo. Vamos para mais uma região.
- 1:20:44Já é difícil tudo isso, hein? Sim, vocês
- 1:20:46podem, vocês são bons. Valeo Ribeira.
- 1:20:50Vale do Ribeira. Aqui, ó, tá acabando.
- 1:20:56Vale,
- 1:20:58Vale do Ribeira do Iguap, gente.
- 1:21:04Iguape é o quê? Um rio, né? Um rio. Essa
- 1:21:08região, gente, é a menos ocupada.
- 1:21:12Menos ocupada
- 1:21:14do estado. Tem pequenas cidades ali, tá?
- 1:21:18Por que, Jean? Porque depois da
- 1:21:20exploração do do ouro, das riquezas da
- 1:21:24região do vale, ela foi abandonada.
- 1:21:27Abandonada. Você sabe por quê? Porque a
- 1:21:29geografia é uma geografia meio hostil. É
- 1:21:32um terreno muito ondulado, né? é uma
- 1:21:35região de difícil ocupação.
- 1:21:38Então, onde consegue ser ocupado, foi
- 1:21:40ocupado. Então, você não teve o
- 1:21:43desenvolvimento dessas cidades porque o
- 1:21:45estado tapou os olhos durante anos e
- 1:21:48transformou essa região numa APA.
- 1:21:52Então, ó, o Vale do Ribeira do Iguape é
- 1:21:54uma apa. Que que é isso? é uma área
- 1:21:58de
- 1:22:00preservação,
- 1:22:03[roncando]
- 1:22:04área de preservação ambiental. Então
- 1:22:07você tem ali vários parques estaduais,
- 1:22:11né, que você não pode derrubar uma
- 1:22:14árvore, explorar de forma comercial a
- 1:22:18região. Você tem como destaque econômico
- 1:22:21o Vale do Ribeira, banana,
- 1:22:24grandes plantações de banana.
- 1:22:26Grandes plantações também de chá e
- 1:22:29também o extrativismo.
- 1:22:32O extrativismo,
- 1:22:34qual que é o principal destaque
- 1:22:36extrativista?
- 1:22:38O palmito.
- 1:22:40Palmito é uma região, gente, porque é
- 1:22:44preservada porque é uma região de Mata
- 1:22:46Atlântica e é uma das últimas regiões de
- 1:22:49Mata Atlântica preservada de fato no
- 1:22:51estado de São Paulo, tá? Você tem o
- 1:22:54turismo ali como também um dos agentes
- 1:22:57econômicos da região, o turismo, mas
- 1:23:00peronomilo, né, não muito desenvolvido.
- 1:23:03Eles buscam ali um turismo sustentável.
- 1:23:07Você tem ali também populações
- 1:23:10tradicionais que vivem ali, por exemplo,
- 1:23:14os quilombos
- 1:23:18ali na região e a população caiçara,
- 1:23:21principalmente ali em Cananéia e Ilha
- 1:23:25Comprida, que também tá dentro dessa
- 1:23:27região do Vale do Ribeira, mas mais ali
- 1:23:31classificado como litoral sul do estado
- 1:23:34de São Paulo, tá?
- 1:23:37São cidades menores, sim, são cidades
- 1:23:39até meio isoladas, tá? Por exemplo, quem
- 1:23:42já foi na caverna do diabo, no município
- 1:23:44de Aldorado, dentro do Parque Nacional
- 1:23:47do Petar, Parque Estadual do Petar, viu
- 1:23:50a complexidade para chegar lá, você só
- 1:23:52tem a rodovia Réges Bitencur. Se você
- 1:23:56vem pro interior, as rodovias são muito
- 1:23:58muito difíceis, né? Bem complicadas.
- 1:24:02Por isso, porque dentro da função urbana
- 1:24:07desempenha pouco. Aí o governo fala:
- 1:24:09"Ah, não, já é um terreno hostil, né?
- 1:24:12Uma geografia complicada. Vai fazer
- 1:24:14rodovia lá para interligar a região.
- 1:24:16Para que levar indústria lá? Gente, não
- 1:24:19é levar indústria, você não precisa
- 1:24:20levar indústria pesada, uma ciderúrgica
- 1:24:22pro Vale do Ribeira. Mas você poderia
- 1:24:24potencializar, por exemplo, a indústria
- 1:24:27do turismo,
- 1:24:28que diversificaria demais a economia,
- 1:24:31mas não turismo predatório, esse turismo
- 1:24:32sustentável, mas de forma mais
- 1:24:34organizada, mais efetiva, divulgando as
- 1:24:36riquezas da região. Tem que preservar a
- 1:24:39área, tem que preservar, mas também tem
- 1:24:41que melhorar a vida da população, né?
- 1:24:44Tem que melhorar a vida da população.
- 1:24:46Então, essa aqui e trazer serviço
- 1:24:48público de qualidade, né? trazer, por
- 1:24:51exemplo, uma universidade onde ofereça
- 1:24:53uma um curso de turismo, né, para
- 1:24:56potencializar ali a região. Ô, vamos
- 1:24:59fazer alguma coisa, né? O Vale é a
- 1:25:02região mais pobre do estado de São
- 1:25:04Paulo, tá? E aí, por ser a mais pobre,
- 1:25:08ela ela serve-se serve como comparação a
- 1:25:12uma região rica, que também é o vale de
- 1:25:14um rio, que é o vale do Paraíba do Sul.
- 1:25:17Então a FEST, ela gosta de fazer essa
- 1:25:19comparação entre Vale do Ribeira do
- 1:25:21Iguape e o Vale do Paraíba do Sul. Então
- 1:25:23vamos pegar aqui o Vale do Paraíba do
- 1:25:25Sul para fazer essa análise, tá? Então o
- 1:25:28Vale do Ribeiro é a região mais pobre do
- 1:25:31estado de São Paulo, o Pontal é a
- 1:25:33segunda região mais pobre, tá? E aí você
- 1:25:36tem aqui o Vale do Paraíba.
- 1:25:40Vale do Paraíba.
- 1:25:44O Vale do Paraíba tem como a principal
- 1:25:46cidade
- 1:25:48São
- 1:25:50José
- 1:25:52dos Campos. Isso. São José dos Campos é
- 1:25:57o quê, meu povo? Um tecnopolo. Hum.
- 1:26:01Então, Gan, nós temos três tecnopolos.
- 1:26:04Sim, três tecnopolos. Três. A cidade de
- 1:26:08São Paulo não é um tecnopolo, é um
- 1:26:10tecnopolo, tá? Também. São Paulo é tudo
- 1:26:12na hierarquia urbana é uma cidade
- 1:26:14global. São Paulo é uma cidade global,
- 1:26:18não é como, vamos lá, Tóquio e Nova
- 1:26:22York, mas é uma cidade global de segundo
- 1:26:24escalão. Então ela tem tudo, tem é
- 1:26:26tecnopolo, é saúde, educação, é cultura,
- 1:26:28é financeiro, é tudo, tá? Ah, mas do
- 1:26:34interior nós temos três tecnopolos,
- 1:26:36Campinas, São Carlos e São José dos
- 1:26:39Campos. Cada um com a sua
- 1:26:40característica. São José dos Campos é
- 1:26:43aerocial
- 1:26:47principalmente,
- 1:26:48tá? E claro, de tecnologia. Você tá
- 1:26:51falando de aeroespacial, né, gente? De
- 1:26:53tecnologia. Quando eu falo de
- 1:26:55aeroespacial em São José dos Campos, eu
- 1:26:57vou lembrar de quem? Embraer,
- 1:27:02empresa brasileira aí, né? Importante, e
- 1:27:05também o IMP, o Instituto Nacional de
- 1:27:07Pesquisas Espaciais,
- 1:27:10Tecnologia. Você tem aqui em São José
- 1:27:13dos Campos, cara, uma gama gigante, né?
- 1:27:16Você tem linha branca,
- 1:27:19você tem suporte automobilístico,
- 1:27:25que também são de tecnologia, mas não é
- 1:27:27tecnologia da informação. Você também
- 1:27:29tem tecnologia da informação, mas menor.
- 1:27:31O destaque mesmo é esses caras aqui, a
- 1:27:34indústria aeroespacial,
- 1:27:37né? Embraer, um dos motores do
- 1:27:39desenvolvimento econômico de São José
- 1:27:42dos Campos, a capital do Vale. Gente, o
- 1:27:45Vale do Paraíba já foi a região mais
- 1:27:47rica do estado de São Paulo, mais rica
- 1:27:49até que a região metropolitana de São
- 1:27:51Paulo, tá? Ah, na época do café, tá?
- 1:27:55Então se plantava café ali por conta do
- 1:27:58solo Terra Roxa, né? O solo naturalmente
- 1:28:02fértil, você sabe disso, né? Não. Então
- 1:28:05vamos lá, resumidamente,
- 1:28:07tá? Vocês lembram que os continentes
- 1:28:10eram todos grudadinhos? Então, o
- 1:28:11continente da América do Sul, o
- 1:28:12continente africano. Quando houve a
- 1:28:14separação, você teve uma movimentação
- 1:28:16tectônica absurda. Aqui do nosso lado,
- 1:28:20você teve o sorergimento de uma grande
- 1:28:22cordileira que tinha a Serra do
- 1:28:26Martiqueira, tudo junto, gigante. Era
- 1:28:28maior que o Himalaia, só para você ter
- 1:28:31uma ideia. Mas eu tô falando isso no
- 1:28:33tempo geológico há milhões de anos
- 1:28:36atrás. Aí o que ocorreu? Uma acomodação,
- 1:28:39né? Então isso para de ter atividade
- 1:28:42sísmica aqui do lado nosso, né? se torna
- 1:28:45um dobramento antigo, sem atividade.
- 1:28:49E aí os agentes exógenos vai esculpindo
- 1:28:52esse relevo, ele vai diminuindo, ele vai
- 1:28:54sendo erodido, ele vai se rebaixando. E
- 1:28:57aí você tinha uma falha, uma falha ah
- 1:29:01entre esse grande bloco rochoso que
- 1:29:03rebaixou essa falha rebaixou.
- 1:29:07Aqui você vai ter o Vale do Paraíba. Je
- 1:29:10me explica no desenho. Sim.
- 1:29:12Ó, gente, essa aula você tem que ver lá
- 1:29:15no gabarita gel, cara. Então, se você tá
- 1:29:17moscando aí, ó,
- 1:29:20eu não posso entrar, senão é mais 2
- 1:29:23horas de aula. Ó, aqui é a Serra do Mar,
- 1:29:29do mar.
- 1:29:31Aqui é a Serra da Mantiqueira.
- 1:29:35Então, por exemplo, gente, aqui tá
- 1:29:38Campos do Jordão, ó, município alto aí,
- 1:29:411800 m. Aqui tá Ubatuba, só para você
- 1:29:44ter uma ideia. Ubatuba, aqui tá Cunha,
- 1:29:49para você ter uma ideia, tá? E aqui é o
- 1:29:52vale. Essa região aqui era tudo dessa
- 1:29:55altura aqui, ó. Aí aqui você tem duas
- 1:29:57falhas. O que que ocorreu? Um
- 1:29:59rebaixamento, né? Um rebaixamento. Eu
- 1:30:02achando que é gis apagando com a mão. Um
- 1:30:05rebaixamento.
- 1:30:07Isso aqui na geologia se chama graben.
- 1:30:11E aqui é Horst. Isso você vê lá na minha
- 1:30:13aula de geologia do estado de São Paulo,
- 1:30:15tá? A por conta desses movimentos todos,
- 1:30:18você teve derramamento de lava
- 1:30:20vulcânica. Essa lava se solidificou, se
- 1:30:23tornou basalto, que é uma rocha
- 1:30:25vulcânica extrusiva, tá? Nas minhas
- 1:30:28aulas de geologia, né? E esse basalto
- 1:30:32vai ser erodido e formar o solo Terra
- 1:30:35Roxa, que é um solo naturalmente fértil.
- 1:30:39Quando os os imigrantes chegaram aqui
- 1:30:41para substituir a mão de obra
- 1:30:43escravizada, eles falaram assim: "Pô,
- 1:30:45solo vermelho roxo, né? Rotzo lá
- 1:30:48italiano, que é vermelho". e apilidaram
- 1:30:51esse solo. Então, o plantil de café se
- 1:30:54desenvolveu muito aqui, principalmente
- 1:30:56com os colonos italianos, espanhóis,
- 1:30:58japoneses que chegaram aqui. Mas eles
- 1:31:01esgotaram esse solo. Eles não fizeram
- 1:31:04manejo adequado desse solo. O solo
- 1:31:06exauriu, aí eles foram embora. Aí o vale
- 1:31:09entrou num período, cara, de crise
- 1:31:11tremenda e eles foram para outras
- 1:31:13regiões do estado, tá? Eles subiram o
- 1:31:15estado, região de Campinas, região de
- 1:31:18Limeira, região de Mogimirim, a região
- 1:31:21de Ribeirão Preto, depois de São José do
- 1:31:23Rio Preto, eles foram espalhando, né, os
- 1:31:25italianos foram espalhando para outras
- 1:31:27regiões onde eles poderiam plantar café.
- 1:31:30E o Vale do Paraíba ficou esquecido. Mas
- 1:31:33aí veio toda uma política de
- 1:31:34desenvolvimento, porque você tinha duas
- 1:31:37grandes cidades, de um lado Rio, do
- 1:31:39outro lado São Paulo. E aí foi se
- 1:31:42desenvolvendo essa região a partir das
- 1:31:44indústrias, principalmente depois que a
- 1:31:47Via Dutra foi construído. Então atraiu
- 1:31:49muitas indústrias porque tá numa região
- 1:31:51muito populacional, né, uma população
- 1:31:54grande. E aí a região foi se
- 1:31:56desenvolvendo de novo, mas ela passou
- 1:31:58por um período de tristeza, de pobreza
- 1:32:01mesmo, tá? Ah, que foi retratado numa
- 1:32:04obra que chama O Caipira cortando fumo.
- 1:32:08Caipira cortando fumo. Tá onde tem um
- 1:32:11tiozinho assim cortando fumo que tá até
- 1:32:14na pinacoteca do estado essa obra tá.
- 1:32:17Acho que dá para colocar, né? Dá uns
- 1:32:20minutinhos aí. Tá procurando? Vamos
- 1:32:23colocar, gente, porque pode cair, ó.
- 1:32:28Isso. Essa mesa, editor. Pode pôr
- 1:32:32aí. Tá vendo essa aqui? Essa obra do
- 1:32:36caipira cortando fumo. Obra
- 1:32:38importantíssima, cara. Importantíssima
- 1:32:40que retrata esse período da pobreza do
- 1:32:43Vale do Paraíba, tá? Porque os as
- 1:32:46pessoas saíram dali, abandonaram as
- 1:32:48fazendas esquecidas do Vale do Paraíba,
- 1:32:51que hoje serve como turismo, né?
- 1:32:54Turismo. Só para você ter uma ideia, tem
- 1:32:56uma cidade ali próspera, São Luís do
- 1:32:58Paraitinga, na época do café era mais
- 1:33:01rica que São Paulo. E aí ficou no
- 1:33:03atraso, né? Hoje é uma cidade turística,
- 1:33:05tem um carnaval lá, uma cidade histórica
- 1:33:07importante, mas já foi uma cidade mais
- 1:33:10importante do estado de São Paulo, mais
- 1:33:12importante que a metrópole, que a grande
- 1:33:13capital.
- 1:33:16Cara, que aula gigante, muito detalhada.
- 1:33:19Eu trouxe o estado de São Paulo de
- 1:33:21bandeja para você e se cair isso na
- 1:33:23prova, você vai mandar muito bem. É o
- 1:33:25diferencial. A se não cair, Gen, tudo
- 1:33:28bem, cara. Você leva pra vida. Conhecer
- 1:33:30cara o teu estado, as características.
- 1:33:34Ô, é muito rico. Jean é a região
- 1:33:36metropolitana de São Paulo. É uma outra
- 1:33:38aula. Aí eu tenho que detalhar e tirar e
- 1:33:41falar de da do ABC Paulista. Isso tá
- 1:33:44tudo na aula de industrialização de São
- 1:33:46Paulo. Aliás, é industrialização de São
- 1:33:49Paulo, não, industrialização brasileira.
- 1:33:51Eu falo muito do ABC Paulista, falo
- 1:33:53muito da cidade de São Paulo e na aula
- 1:33:55de urbanização de São Paulo. Então você
- 1:33:57tem que ver isso na plataforma, tá?
- 1:33:59Porque senão ia ficar 3 horas aqui.
- 1:34:01Professor, professor Lucas tá ali, tá
- 1:34:04ali, ó, tá ali esperando na boca da
- 1:34:08botija pra gente continuar. Deixa eu só
- 1:34:10ver aqui, galera. Vocês curtiram?
- 1:34:12Ô, pancadão da emoção, tá? Pancadão.
- 1:34:15Gan, essa aula vai ficar online. Jean.
- 1:34:17Gente, quem tá nos grupos vai receber o
- 1:34:19material da aula. Quem tá nos grupos,
- 1:34:21quem não tá não vai receber, tá? Então,
- 1:34:24entra nos grupos, coloque aí, ó, coloque
- 1:34:26no bate-papo aí os grupos pra galera
- 1:34:28entrar. Coloque, tá? Vocês vão receber
- 1:34:31tudo lá, tudo resumidinho e tal. Mas, ó,
- 1:34:34conhecimento entra pelas mãos, a prova
- 1:34:36tá aí. Você não tem ficar moscando, não.
- 1:34:38Não dá tempo. Não dá tempo de ficar
- 1:34:39moscando, ó. Valeu, galera. Fico muito
- 1:34:42feliz aí com a retribuição. Tô cansado.
- 1:34:45E agora a gente vai colocar aquele
- 1:34:46depoimento esperto do gabarita gel para
- 1:34:49arrumar isso aqui pro professor Lucas,
- 1:34:51porque é aula de biologia, gente, aí é
- 1:34:53totalmente diferente. Eu volto daqui a
- 1:34:56pouco para conversar com vocês. Valeu,
- 1:34:58galera. Fui. Uh.
- 1:35:02Oi, pessoal. Meu nome é Juliana, eu
- 1:35:03tenho 20 anos e eu fui uma das aprovadas
- 1:35:05pelo Gabarita Gel. Eu passei na USP em
- 1:35:08marketing nesse ano de 2025 e o
- 1:35:11gabaritagel foi assim essencial.
- 1:35:13Principalmente o que eu senti grande
- 1:35:15diferença foi da das áreas de humana,
- 1:35:17sim, mas principalmente das específicas,
- 1:35:20da geografia específica. Foi essencial
- 1:35:23pra minha segunda fase, o segundo dia,
- 1:35:25que eram as matérias específicas, né? As
- 1:35:27de geografia, eu acertei todas e uma que
- 1:35:30me marcou muito foi aquela da Serra do
- 1:35:32Mar, que eu só lembrei por causa do
- 1:35:33professor Jean. É muito difícil a gente
- 1:35:35encontrar um curso que seja completo e
- 1:35:38que foque sim nos vestibulares
- 1:35:40tradicionais e principalmente também na
- 1:35:42Fuveste, porque a Fuveste ela é sim
- 1:35:44diferenciada, né, e principalmente por
- 1:35:47ela ser de um dos vestibulares mais
- 1:35:49almejados da melhor faculdade da América
- 1:35:51Latina. Então sim, gente, precisa
- 1:35:53estudar bastante e precisa ter um, não
- 1:35:55só estudar bastante, mas ter um estudo
- 1:35:57de qualidade. E foi isso que fez total
- 1:35:59diferença. E é difícil, né, a gente
- 1:36:01conseguir achar um cursinho que tenha
- 1:36:04tantas coisas específicas, não só em
- 1:36:07questão de banco de questões mesmo, de
- 1:36:09ter bastante questão específica sobre
- 1:36:11alguns assuntos, mas aulas, sabe, sobre
- 1:36:13matérias bem específicas, não só de
- 1:36:15geografia, mas algumas coisas da
- 1:36:16história de São Paulo, que é importante
- 1:36:18porque cai nos vestibulares
- 1:36:19tradicionais. E acho que é isso,
- 1:36:21pessoal. Se vocês puderem estar tendo a
- 1:36:23oportunidade de fazer ou tiverem aí na
- 1:36:25busca de um cursinho que seja de
- 1:36:27qualidade e completo, eu posso indicar
- 1:36:29para vocês o gabarita gel, porque ele me
- 1:36:31ajudou a realizar meu sonho de entrar na
- 1:36:33USP. Então é isso, gente. Não percam as
- 1:36:36oportunidades. Os professores são muito
- 1:36:38bons, as aulas são muito boas, os
- 1:36:40materiais são muito bons, muito
- 1:36:42completos, tem muitas e muitas questões
- 1:36:45e e também tem a plataforma de redação
- 1:36:47que é boa também. Então é isso, gente.
- 1:36:50Eu acho que é tudo muito bom. Sou
- 1:36:51suspeita para falar, mas façam de
- 1:36:54verdade, vocês não vão se arrepender. Um
- 1:36:56beijo e eu espero que nesse próximo ano
- 1:36:58vocês também possam alcançar a aprovação
- 1:37:00de vocês com gabarita.
- 1:37:06Salve salve Jean. Salve salve gabarito
- 1:37:08student. Sou o prof Lucas Bill. Estou
- 1:37:11aqui na área para trocar uma ideia sobre
- 1:37:12biologia, preparando vocês para essa
- 1:37:15prova ó chuchu beleza que é a da
- 1:37:17Fuveste. Começa com F de fácil.
- 1:37:20Brincadeiras à parte, eu vim trazer aqui
- 1:37:22alguns assuntos de atualidades de uma
- 1:37:24forma que a gente possa até aprofundar
- 1:37:26alguns conceitos de biologia sobre eles
- 1:37:29e depois eh dar uma observada de que
- 1:37:31forma isso pode cair na sua prova, né?
- 1:37:33Eu e a Teacher Aline somos aí a equipe
- 1:37:35de biologia aqui do Gabita Gel. Eu
- 1:37:38espero que esse dia, esse momento seja
- 1:37:41proveitoso para nós todos. Então vamos
- 1:37:43comigo para os slides aí, ó, conversando
- 1:37:45um pouquinho sobre essa prova linda. Eu
- 1:37:47trago três temas para vocês. Eu pego o
- 1:37:50nosso primeiro tema aqui, ó, é Amazônia
- 1:37:54COP 30 e o ciclo do carbono, no qual a
- 1:37:57gente vai trocar uma ideia sobre
- 1:37:58fotossíntese.
- 1:38:00Também vou relacioná-la com a respiração
- 1:38:03e vamos conversar um pouquinho sobre
- 1:38:05eles, os famosos rios voadores que a
- 1:38:07Amazônia produz através da sua
- 1:38:09evaporranspiração.
- 1:38:11Segundo tema, look with me. Temos lá a
- 1:38:14biodiversidade e olha que diferente DNA
- 1:38:18ambiental. Eu trouxe uma notícia bem
- 1:38:20recente para vocês. Quando os eh
- 1:38:25os biólogos que trabalham sobre a
- 1:38:28ecologia na natureza selvagem, eles
- 1:38:32começaram a produzir eh dados
- 1:38:35científicos sobre espécies, não
- 1:38:39coletando as espécies em si, não
- 1:38:41avistando elas em si, mas coletando o
- 1:38:44material biológico que restou delas.
- 1:38:46pena, pelo, né, restos de folhas e entre
- 1:38:50outros materiais biológicos. E através
- 1:38:52deles eles adquiriam DNA e listaram,
- 1:38:55fizeram uma taxonomia nova ali para
- 1:38:57tentar entender um pouco mais sobre a
- 1:38:58biodiversidade. Então esse é um assunto
- 1:39:00super super recente, coisa linda, coisa
- 1:39:03de aprofundamento que a Fuvest gosta de
- 1:39:06trabalhar para nós ainda mais nesse novo
- 1:39:09formato, né, de interdisciplinaridades
- 1:39:11que ele possa ver. Beleza? vão voltar
- 1:39:13comigo nos slides. Temos também o
- 1:39:15terceiro tema que vamos em, já que tava
- 1:39:18falando sobre genética, DNA, falei lá,
- 1:39:21vou falar com vocês sobre câncer, HPV e
- 1:39:25ela linda, maravilhosa, que salva vidas
- 1:39:27de crianças recém-nascidas. vacinação,
- 1:39:31time. Então, a ideia aqui é nós
- 1:39:34trabalharmos com relação a essas
- 1:39:36atualidades que às vezes, como é o caso
- 1:39:39da Amazônia, não é tão atual assim, é
- 1:39:41algo já bem conceituado aí na na
- 1:39:44academia e para vocês, né, nos estudos
- 1:39:46para os vestibulares. E aí aos poucos a
- 1:39:49gente ir aprofundando, tá bom? Estamos
- 1:39:51junto. Então, relaxa, tenta focar o
- 1:39:54máximo possível e eu e você vamos
- 1:39:57construindos aqui as ideias possíveis
- 1:39:59que possam existir e tentar formular
- 1:40:02possíveis questões através desses três
- 1:40:05temas, tá bom? Então, vamos lá, R
- 1:40:07director, para o slide. A primeira coisa
- 1:40:11que eu quero falar é sobre ele, né? a
- 1:40:13Amazônia. O que a Amazônia tem a ver com
- 1:40:16essa tal COP 30 e o ciclo do carbono,
- 1:40:20time, vamos recordar. O ciclo do
- 1:40:24carbono, o ciclo desse material aqui na
- 1:40:27natureza, é um ciclo que envolve tanto a
- 1:40:31fotossíntese,
- 1:40:33opa, quanto a respiração.
- 1:40:37Portanto, eu preciso me lembrar um
- 1:40:39pouquinho, nem que seja de maneira
- 1:40:41superficial nessa nessa preparação para
- 1:40:45uma primeira fase, por exemplo, nem que
- 1:40:47seja por de maneira superficial as
- 1:40:49etapas de cada um desses processos. Na
- 1:40:52fotossíntese, eu vou aprofundar um
- 1:40:53pouquinho na respiração, eu vou falar um
- 1:40:55pouquinho mais rápido. Então, quando eu
- 1:40:58penso a relação da Amazônia com a
- 1:41:02fixação do carbono na produção do seu
- 1:41:05alimento, na produção da glicose, para
- 1:41:07depois ser utilizada pra produção dos
- 1:41:09seus tecidos que desenvolvem folhas,
- 1:41:11galhos, frutos, flores, enfim, a gente
- 1:41:15tem que pensar nesse processo
- 1:41:16fotossintético. E você lembra dele?
- 1:41:19Lembra? duas, três, quatro etapas,
- 1:41:23certo? Então, a gente vai definir ele
- 1:41:25mais precisamente hoje. E além disso, um
- 1:41:29termo que você já deve ter quebrado aí,
- 1:41:31né, por terra, você deve já deve ter
- 1:41:34tirado, né, do seu vocabulário falando
- 1:41:36que, por exemplo, a Amazônia seria o
- 1:41:39pulmão do mundo. Ixe, já caiu um monte
- 1:41:41de questão sobre isso. Você aí que tá se
- 1:41:44preparando, já deve ter visto questão,
- 1:41:46é, pedindo pra gente explicar porque que
- 1:41:48ela não é realmente o pulmão. E se você
- 1:41:49tá chegando agora de para-quedas aí, eh,
- 1:41:52a Amazônia não é, tá? E por quê? Não
- 1:41:55quer dizer que ela não é importante.
- 1:41:57Significa que a Amazônia, por si só, é
- 1:41:59um ambiente, é um local aonde as plantas
- 1:42:04tiram o carbono através da fotossíntese
- 1:42:07e o liberam através da respiração em uma
- 1:42:11mesma quantidade, numa mesmo nível, num
- 1:42:15mesmo fluxo, tá bom? Então, o que ela
- 1:42:19tira, ela devolve pra natureza, ainda
- 1:42:21mais se a gente avaliar os seres vivos
- 1:42:25heterótrofos ou heterotróficos que
- 1:42:28também habitam lá. Então, é o sapinho, é
- 1:42:31a onça pintada, é a sucuri, é são todos
- 1:42:34animais, fungos, bactérias que também
- 1:42:38vivem na Amazônia e que também respiram.
- 1:42:42Então, saca, apesar de eu ter muita
- 1:42:45planta, planta, planta, planta para
- 1:42:46caramba, essas plantas liberam gás
- 1:42:49carbônico, que é e elas absorvem um gás
- 1:42:52carbônico que depois é liberado através
- 1:42:55das suas próprias respirações e através
- 1:42:57da cadeia alimentar, aonde esses seres
- 1:42:59vão quebrando no processo de respiração.
- 1:43:02Então, focando rapidamente, fotossíntese
- 1:43:06tira gás carbônico, respiração devolve
- 1:43:09gás carbônico pra atmosfera. Esse é um
- 1:43:11ciclo básico, simples de carbono na
- 1:43:14natureza.
- 1:43:16Um outro ponto que a gente pode
- 1:43:18aprofundar aqui com relação à Amazônia,
- 1:43:20pulmão do mundo e tal, é que como a
- 1:43:22Amazônia é considerada uma comunidade
- 1:43:26clímax, lembra da sucessão ecológica? um
- 1:43:30assuntinho que você estudou lá na
- 1:43:31ecologia, sendo Amazônia uma comunidade
- 1:43:34clímax, pô, então quer dizer que o que
- 1:43:36ela tira ela devolve, tudo que ela
- 1:43:39produz ela consome. Então, nesse ponto é
- 1:43:42mais um fator, mais uma justificativa
- 1:43:46que você pode ter para não falar que ela
- 1:43:47é o pulmão do mundo. Tudo bem? Vamos
- 1:43:50pensar aqui rapidão na fotossíntese para
- 1:43:52ver como que funciona a Amazônia tirando
- 1:43:55esse carbono e o que que ela faz com
- 1:43:56esse carbono? Vem comigo aqui nos
- 1:43:58slides, tá? Eu vou mostrar aqui para
- 1:44:02você eh basicamente um esquema geral
- 1:44:05sobre entrada e saída de carbono, ó.
- 1:44:07Então, como é a entrada? A entrada é
- 1:44:10realizada por ela, maravilhosa, como a
- 1:44:13gente acabou de falar. Tira gás
- 1:44:15carbônico da atmosfera, tira gás
- 1:44:17carbônico da atmosfera. É a
- 1:44:19fotossíntese. Quem libera é ela, a
- 1:44:23respiração.
- 1:44:24Mas tem um detalhe também, tá? Os
- 1:44:26processos de decomposição tendem a
- 1:44:29liberar também carbono. Então, olha que
- 1:44:31interessante, aonde estaria esse
- 1:44:34carbono? Ele basicamente estaria nos
- 1:44:37tecidos dos seres vivos e também pode
- 1:44:42estar presente no solo. Olha que coisa
- 1:44:45interessante que já foi abordada aí em
- 1:44:47questão de vestibular. A, o solo, ele
- 1:44:50também pode servir como um lugar de
- 1:44:53estoque, de sequestro do carbono.
- 1:44:57Portanto, vem comigo, Itimi. A gente
- 1:45:00pensa assim, a Amazônia ela serve como
- 1:45:03um depósito de carbono nos tecidos e
- 1:45:06também no solo. Beleza? Agora, como que
- 1:45:10entra literalmente na fotossíntese? Olha
- 1:45:12comigo. Vem aqui, ó, nos slides. Opa,
- 1:45:16foi. Então, a luz, a luz bate, incide
- 1:45:22dentro das células vegetais naquela
- 1:45:24organela chamada cloroplasto.
- 1:45:27Lá no cloroplasto existem eh estruturas,
- 1:45:32moedinhas que chamamos de tillacoides.
- 1:45:36a membrana de um desses tilacoides, esta
- 1:45:40luz e excita moléculas de clorofila que
- 1:45:44ficam em estruturas chamadas
- 1:45:46fotossistemas. E olha o que acontece. A
- 1:45:49clorofila perde elétrons, que vai sendo
- 1:45:52transportado por moléculas na membrana
- 1:45:55desse tililacoide. Outro fotossistema
- 1:45:59também é excitado pela luz, perde seu
- 1:46:02elétron e continua esse transporte de
- 1:46:05elétrons pela membrana tililacoide até
- 1:46:08embora numa molécula carreadora, a
- 1:46:11última desses elétrons. Time, essa é a
- 1:46:16primeira fase da fotossíntese.
- 1:46:19Você se lembra como ela funciona? Como
- 1:46:21ela chama? Fase clara, etapa
- 1:46:24fotoquímica. na onde ela recebe esse
- 1:46:27nome porque tem ação direta da luz. Mas
- 1:46:30vem cá, pensa, a gente tá na primeira
- 1:46:32fase. Quem tá conversando comigo aqui
- 1:46:34não é só a galera que curte biologia,
- 1:46:36que vai prestar aí cursos da área da
- 1:46:39saúde e, portanto, tem que se aprofundar
- 1:46:40na biologia pra segunda fase. Também tô
- 1:46:43conversando com uma galera que presta
- 1:46:44direito, que presta engenharias e não
- 1:46:47vão enfrentar as provas de biologia.
- 1:46:48Então, como que eu vou olhar essas fases
- 1:46:50da fotossíntese sem aprofundar demais?
- 1:46:53Então, na primeira fase acontece a ação
- 1:46:55direta da luz, produzindo substâncias
- 1:46:59que são utilizadas em uma segunda etapa,
- 1:47:03um ciclo famoso, não é o ciclo de
- 1:47:05crebes, tá? Chamado ciclo de Calvin na
- 1:47:09fotossíntese, ciclo de Calvin na
- 1:47:12respiração, ciclo de crebes. Alrght? Lá
- 1:47:15no ciclo de Calvin, você pega o CO2 que
- 1:47:19tá lá, olha lá no slide, CO2 que tá lá
- 1:47:22na na atmosfera e fixa em uma molécula
- 1:47:28no processo do ciclo de Calvin. Ó, ele
- 1:47:30entrando aqui, fixa numa molécula que aí
- 1:47:33ela vai, quando for acumulada em um
- 1:47:36momento liberar a glicose.
- 1:47:40O processo de fixação real mesmo da
- 1:47:43fotossíntese da do CO2 na fotossíntese é
- 1:47:46nesse segundo processo, nesse ciclo de
- 1:47:48Calvin. Enquanto o primeiro processo é a
- 1:47:51etapa inicial, é os dois processos.
- 1:47:55Então o primeiro processo e o segundo
- 1:47:58processo são dependentes da luz. Precisa
- 1:48:00ter luz para acontecer. Mas de maneira
- 1:48:03geral, eh, é aqui que acontece a
- 1:48:06fixação. Bom, então a gente já deu uma
- 1:48:09olhada rápida sobre esse lance da
- 1:48:11Amazônia ser importante paraa fixação do
- 1:48:14carbono. Fizemos uma relação agora, uma
- 1:48:16aprofundada sobre as etapas dessa
- 1:48:18fotossíntese. Agora eu quero te dizer
- 1:48:20uma outro aprofundamento. Então, se a
- 1:48:23FUVEST tem observado, né, tem procurado
- 1:48:26fazer das suas questões questões mais
- 1:48:28atuais, questões que tem a ver com o
- 1:48:31nosso cotidiano, né, e buscando
- 1:48:33interdisciplinaridade,
- 1:48:35vamos comentar sobre impactos que o ser
- 1:48:37humano tem levado no meio ambiente e que
- 1:48:39possam interferir esse processo que a
- 1:48:41gente acabou de estudar. O primeiro que
- 1:48:43eu trago para vocês, deixa eu trazer
- 1:48:44aqui, vamos ver. O primeiro que eu trago
- 1:48:46para vocês é a o aquecimento global, o
- 1:48:51efeito do aquecimento global na
- 1:48:53fotossíntese. O primeiro é o que é o
- 1:48:56seguinte, ó, presta atenção. A
- 1:48:58temperatura,
- 1:49:00a temperatura
- 1:49:02compromete
- 1:49:04a probabilidade dessa dessa corrente
- 1:49:07elétrica, desse dessa eh corrente de
- 1:49:11carregamento de elétrons. essa corrente
- 1:49:14de elétrons acontecer.
- 1:49:17Então, de maneira geral, o que eu falo
- 1:49:18para vocês é que com o aumento da
- 1:49:20temperatura, a primeira fase cai em
- 1:49:22eficiência, simplificando.
- 1:49:25Aí tem mais, tem mais, vou trazer mais,
- 1:49:28vem comigo no slide aí, ó. Além disso, a
- 1:49:32o aumento da temperatura, né, que vai
- 1:49:35ser causada aí por esse aquecimento
- 1:49:37global, atrapalha essa enzima aqui, ó.
- 1:49:40Você, não sei se você chegou a ver ela,
- 1:49:42né, na sua, nos seus estudos, mas ela
- 1:49:44chama assim, ó, rubisco.
- 1:49:48E eu não tô escrevendo desse jeito à
- 1:49:50toa, tá? Porque cada ponto aí de letra
- 1:49:53maiúscula vem comigo com uma outra com
- 1:49:55outra cor. Deixa eu pegar aqui uma cor
- 1:49:57diferente. Vou pegar a cor azul. Então,
- 1:50:00para cada uma dessas letras é uma
- 1:50:03molécula, ó, ru
- 1:50:06bis
- 1:50:08co o rbulose.
- 1:50:14fibulose, que é um carboidrato de cinco
- 1:50:17carbonos, que já tá presente lá dentro
- 1:50:20da do cloroplasto e que ele que vai
- 1:50:23receber o CO2 quando a gente tentar
- 1:50:26fixá-lo nesse processo aqui da segunda
- 1:50:28etapa da fotossíntese. O bis ele tem a
- 1:50:32ver com bifosfato, que nesse processo a
- 1:50:35gente coloca dois fosfato. Bi fos
- 1:50:40fato, fosfato.
- 1:50:43Às vezes dá um tilútil, viu? Não liga
- 1:50:44não. Ó, tem o C também, que é a parte
- 1:50:48dessa enzima. É uma enzima, né, que
- 1:50:50chama-se carboxilase.
- 1:50:54A rubisco é uma enzima e que uma parte
- 1:50:58do nome dela tem essa terminação as.
- 1:51:02Pensa rapidão comigo, ó. A aula é sobre
- 1:51:05o ciclo do carbono e esse CO2 está sendo
- 1:51:09fixado, tá sendo colocado em uma outra
- 1:51:11molécula. Carboxilas é basicamente isso
- 1:51:14que tá falando para você, uma enzima que
- 1:51:16coloca carbono em alguma coisa. Só que
- 1:51:19aonde encaixa o aquecimento global. A
- 1:51:22rubisco é uma molécula que tem duas
- 1:51:24partes, é uma enzima que tem duas
- 1:51:26partes. Essa é a parte interessante para
- 1:51:28nós, que é tem que tirar o CO2 da
- 1:51:30atmosfera e colocar lá dentro da planta
- 1:51:33fazendo glicose. Só que quando se eleva
- 1:51:36a temperatura, a outra etapa, ó, ali, ó,
- 1:51:39no slide pr você ver, é o O, que vai ser
- 1:51:42a oxidase,
- 1:51:45vai funcionar mais, o que vai causar uma
- 1:51:50redução na taxa fotossintética. Sacou,
- 1:51:55gente? Em dois pontos da fotossíntese
- 1:51:58ela impacta. Pois é.
- 1:52:01Eh, existiu aí, né, nas falácias do
- 1:52:04mundo, nas fake news da vida, que com a
- 1:52:07liberação de mais CO2 na atmosfera,
- 1:52:10devido à queima de combustíveis fósseis,
- 1:52:12queimadas, desmatamento, estaríamos ali
- 1:52:16dando mais reagente para o processo de
- 1:52:18fotossíntese. Dentro dessas falácias, se
- 1:52:21eu dou mais reagente, formo mais
- 1:52:24produto. tradução, iríamos potencializar
- 1:52:27a fotossíntese das plantas do planeta,
- 1:52:29mas não é isso que a gente tá
- 1:52:31observando. Esses dois processos que eu
- 1:52:33acabei de mostrar para vocês são
- 1:52:34altamente impactados com a temperatura
- 1:52:37elevada quem além, né, daquilo que a
- 1:52:40gente estava já selecionado a a
- 1:52:42trabalhar. E aí esse aumento de
- 1:52:45temperatura tem reduzido a taxa
- 1:52:47fotossintética, ó. E quem tem esse
- 1:52:49metabolismo que é sensível a essa alta
- 1:52:52temperatura, o metabolismo na biologia
- 1:52:56que você conhece como metabolismo C3 da
- 1:52:58fotossíntese, são as plantas que a gente
- 1:53:01vai lá eh planta para comer, né? As
- 1:53:04produções agrícolas de alimentos tem
- 1:53:07esse tipo de fotossíntese que é sensível
- 1:53:10ao aumento da taxa, aumento da
- 1:53:12temperatura. Então assim, a
- 1:53:14produtividade agrícola com um mundo mais
- 1:53:16quente tende a diminuir. E aí a gente tá
- 1:53:20num num ciclo, né, meio estranho, porque
- 1:53:23se a produtividade cai e a população
- 1:53:26sobe, temos risco, né, seríssimo de dar
- 1:53:30alimentos pras pessoas, tá certo? Aqui é
- 1:53:32um ponto só parênteses, parênteses, que
- 1:53:34eu gosto de viajar, tá? Mas eu não vou
- 1:53:36fazer isso hoje, fica tranquilo, ó,
- 1:53:38parênteses. Eh, será que falta alimento
- 1:53:41mesmo para todo mundo hoje? Não, agora
- 1:53:43não, não, não. Depois ali dos problemas
- 1:53:46ambientais drásticos que a gente às
- 1:53:48vezes comenta, mas será que agora falta
- 1:53:51alimento para todo mundo? Falta, falta.
- 1:53:53Tem gente que tá morrendo de fome. Mas
- 1:53:55será que falta alimento porque não tem
- 1:53:57produção ou porque não chega nessas
- 1:53:59pessoas? Dá uma pesquisadinha aí, dá uma
- 1:54:02analisada e coloca lá na sua pesquisa
- 1:54:04efeitos das mudanças climáticas na
- 1:54:07produção de alimentos. Você vai ver que
- 1:54:09essa conversa aqui vai chegar para você.
- 1:54:10Tamo junto. É nós. Vamos concluir a
- 1:54:13nossa análise mais um pouquinho aqui pra
- 1:54:15frente, então tá ó. Então, onde estão os
- 1:54:18reservatórios de carbono? Como eu disse
- 1:54:20para você, nas árvores, nos tecidos das
- 1:54:23plantas, na serra pilheira. Isso aqui é
- 1:54:27aquela camada de folhas que fica sobre o
- 1:54:29solo e no solo, tá bom? E aí uma
- 1:54:32floresta madura como a Amazônia, como o
- 1:54:36serrado, como a catinga, mantém o
- 1:54:38carbono fixado. Então derrubar floresta
- 1:54:42é liberar esse carbono, o que libera
- 1:54:45repetindo queimada. No caso do Brasil,
- 1:54:47essa é a principal fonte de CO2, muito
- 1:54:50maior do que a queima de combustíveis
- 1:54:53fósseis, o que leva uma oxidação rápida
- 1:54:56e liberação de CO2 rapidamente pra
- 1:54:58atmosfera, tá? O que é prejudicial,
- 1:55:00obviamente, pensando aí nas novas
- 1:55:03perspectivas, no que cada país tem que
- 1:55:06se fazer, né? A COP 30, ela vem
- 1:55:09justamente como um dos encontros entre
- 1:55:11líderes globais para tentar diminuir, é,
- 1:55:14frear esse avanço das mudanças
- 1:55:16climáticas. Estamos juntos? Beleza? É
- 1:55:20nós. E, ó, para concluir, coisa que
- 1:55:23também pode ser falada aí sobre Amazônia
- 1:55:26é a relação da evaporotranspiração
- 1:55:29com as formações dos rios voadores. Você
- 1:55:31já deve ter aprendido muito bem aí com o
- 1:55:32teacher defia, né? Então, o que que
- 1:55:36acontece? As plantas absorvem a água do
- 1:55:39solo. Essa água é transportada até a
- 1:55:43copa das árvores, aonde nas folhas
- 1:55:45acontece a transpiração. E como é muita
- 1:55:48planta, muita planta forma um volume de
- 1:55:52vapor de água gigantesco, formando esses
- 1:55:54rios voadores. Tudo bem? O que a gente
- 1:55:57pode ver, por exemplo, é em qual em qual
- 1:56:00estrutura essa transpiração acontece.
- 1:56:03São nessas estruturas que aqui eu
- 1:56:04destaco ela aberta. E aqui eu destaco
- 1:56:07ela fechada, são os estômatos, né? Nos
- 1:56:12estômatos eu tenho a saída de água por
- 1:56:16evaporanspiração,
- 1:56:18formando nuvens nessa região. Lembrando
- 1:56:21que batem na cordilheira dos antes. E
- 1:56:24vem trazer, olha ali, ó, a massa de ar
- 1:56:26chegando aqui, ó. Vem trazer umidade
- 1:56:28para essa região que normalmente não
- 1:56:31receberia a umidade, né? a região
- 1:56:34próximo dos trópicos, né? Ela em outras
- 1:56:37regiões do planeta, ela é muito
- 1:56:40encontrado nessa região eh os desertos.
- 1:56:44Então era para ser desértico a nossa
- 1:56:46região, só não é por conta desses rios
- 1:56:49voadores. Beleza? Então, links que a
- 1:56:52gente pode fazer. Amazônia e a fixação
- 1:56:55do carbono. A Amazônia não é pulmão do
- 1:56:59mundo. A Amazônia com a fotossíntese
- 1:57:02consegue reter uma grande quantidade de
- 1:57:04carbono nos tecidos das plantas. Além
- 1:57:07dos tecidos, eu tenho também a fixação e
- 1:57:09armazenamento do carbono no solo. E
- 1:57:12também podemos relacionar
- 1:57:13evaporotranspiração, que acontece nos
- 1:57:15estômapotranspiração
- 1:57:18estomática com a formação dos rios
- 1:57:20voadores que mantém a agricultura.
- 1:57:22Então, até um combo aqui que você pode
- 1:57:24pensar paradoxal aí com o efeito das da
- 1:57:27da próprio avanço da da agropecuária,
- 1:57:30né, no país. Com a destruição da
- 1:57:32Amazônia, você libera mais gás carbônico
- 1:57:34na atmosfera, impactando e acelerando o
- 1:57:36aquecimento global, que reduz a taxa
- 1:57:39fotossintética
- 1:57:40justamente daquilo que os
- 1:57:42agropecuaristas estão ali plantando para
- 1:57:45para colher, né, para ter lucro. E a
- 1:57:48Amazônia derrubada não produz umidade
- 1:57:50que faz, né, que promove um clima mais
- 1:57:53ameno e mais previsível, que é uma coisa
- 1:57:58super relacionada a uma alta
- 1:58:00produtividade agrícola. Os agricultores
- 1:58:02dependem dessa previsibilidade.
- 1:58:05Tá bom? Estamos junto, gente. Bastante
- 1:58:07conteúdo, eu sei, estamos aí num curto
- 1:58:09período de tempo, mas a gente vai
- 1:58:11seguindo em frente, tá bom? Vamos pro
- 1:58:12nosso próximo tema. Nosso próximo tema é
- 1:58:16que é a biodiversidade
- 1:58:19e o DNA ambiental. Olha só aqui a
- 1:58:22notícia que eu trago, tá? Eh, ICMB atua
- 1:58:25no levantamento da biodiversidade no sul
- 1:58:29da Bahia e avança com o uso, ó, do DNA
- 1:58:33ambiental. Aqui a gente vai utilizar um
- 1:58:36DNA coletado no meio ambiente. E aonde
- 1:58:39estaria esse DNA? nos vestígios dos
- 1:58:41animais deixados ali e a utilização
- 1:58:44desse DNA para descrever a
- 1:58:45biodiversidade. Mas antes disso, deixa
- 1:58:48eu ver onde estão os meus negócios.
- 1:58:50Vamos lá tentar entender um pouquinho
- 1:58:52sobre o que que é a biodiversidade em
- 1:58:54si, tá? A biodiversidade, quando você
- 1:58:56fala biodiversidade, não é só o número
- 1:58:59de plantinhas e o número de
- 1:59:01animaizinhos. A biodiversidade, ela
- 1:59:04também pode ser considerada
- 1:59:05geneticamente. A biodiversidade genética
- 1:59:08está relacionada à variação de genes
- 1:59:11dentro de populações e espécies.
- 1:59:15Obviamente eu tenho a variedade, a
- 1:59:17biodiversidade de espécies, que é o mais
- 1:59:19popularmente conhecido, que é a
- 1:59:21variedade de espécies presentes numa
- 1:59:25área. Existe um termo na ecologia que a
- 1:59:28gente pode utilizar aqui paraa
- 1:59:30biodiversidade também. chamado de
- 1:59:33riqueza
- 1:59:35de espécies. Riqueza em um ambiente é o
- 1:59:39número de diferentes espécies que
- 1:59:41acontecem, que estão presentes naquele
- 1:59:43lugar. e variedade biodiversidade de
- 1:59:47ecossistemas, que seria a variedade de
- 1:59:51ambientes e comunidades em uma região.
- 1:59:54Ó, quanto maior for a biodiversidade de
- 1:59:57ecossistemas,
- 1:59:59significa para nós que eu tenho uma
- 2:00:01variedade de nichos
- 2:00:04ecológicos bem grandes, proporcionando a
- 2:00:08possibilidade da existência de diversas
- 2:00:11espécies no mesmo lugar. Hã? Olha aqui,
- 2:00:14então, dois termos da ecologia que eu tô
- 2:00:16trazendo para você. Riqueza relacionada
- 2:00:18à biodiversidade de espécies e nichos
- 2:00:22relacionada à biodiversidade de
- 2:00:23ecossistemas. Nesse ponto, talvez seja
- 2:00:26um pouco mais difícil de fazer a
- 2:00:28ligação, mas vamos lá. Nichos ecológicos
- 2:00:31estão relacionados a basicamente o que
- 2:00:34que uma espécie faz em um ambiente.
- 2:00:36Então, se ela é predadora, predadora do
- 2:00:38quê? Se ela é presa, ela é presa de
- 2:00:40quem? Certo?
- 2:00:42Se eu tenho uma variedade de ambientes
- 2:00:45grande em um local, em um determinado,
- 2:00:48uma determinada unidade geográfica,
- 2:00:50significa que espécies aquáticas,
- 2:00:53espécies forrageiras que ficam próximos
- 2:00:56ao solo, espécies que vivem debaixo do
- 2:00:59solo, espécies que vivem em cima do
- 2:01:01tronco da árvore, espécies que voam e
- 2:01:03ficam lá só transitando. Eu terei uma
- 2:01:05maior diversidade de organismos que
- 2:01:08podem viver lá. Por quê? Se eu tenho
- 2:01:11diferentes nichos ecológicos, dois,
- 2:01:14três, quatro organismos podem estar no
- 2:01:17mesmo lugar sem precisarem da mesma
- 2:01:20coisa, sem precisarem do mesmo recurso.
- 2:01:24Se não dependem do mesmo recurso, não
- 2:01:27ocupam o mesmo nicho. Se não ocupam o
- 2:01:30mesmo nicho, não competem e assim podem
- 2:01:32viver tranquilamente. Um exemplo
- 2:01:34clássico desse lance de nicho ecológico
- 2:01:38e existência no mesmo ambiente é o
- 2:01:41estudo, né, das espécies que têm a
- 2:01:43diversidade de alimentação nas
- 2:01:46diferentes fases de vida do seu
- 2:01:48desenvolvimento. Pega a borboleta. A
- 2:01:51borboleta tem uma fase inicial, né,
- 2:01:53dentro do seu processo de
- 2:01:54desenvolvimento indireto, no qual a
- 2:01:57lagarta ou a larva dela se alimenta de
- 2:02:00folhas. A larva ou lagarta vira uma
- 2:02:04pulpa ou crisálida, que é aquela fase
- 2:02:07fechadinha, né? Para quem aí é amante de
- 2:02:09Pokémons, é o Metapod. E aí do Metapod
- 2:02:14ele vai. Olha as coisas, diretor. As
- 2:02:16coisas que o cara levanta, né? Às vezes
- 2:02:18é coisa de velho, Pokémon, né? Mas daí
- 2:02:20depois ele vai pra fase adulta se
- 2:02:23alimentando de outra coisa. Então,
- 2:02:26diretor, a butterfree, né, a hora que a
- 2:02:29borboleta vira a fase adulta, ela vai se
- 2:02:31alimentar de néctar, provavelmente das
- 2:02:34flores e por isso, inclusive, é uma
- 2:02:35excelente polinizadora. Então, a lagarta
- 2:02:38que vive no mesmo lugar da adulta, né,
- 2:02:41da borboleta adulta, como se alimenta de
- 2:02:44coisas diferentes da fase adulta, pode
- 2:02:47viver no mesmo lugar, não ocupa o mesmo
- 2:02:49nicho ecológico, não competem. Então,
- 2:02:51olha só que interessante a a o começo de
- 2:02:54conversa, onde que a gente pode evoluir
- 2:02:56nisso aí? Você tá listando, olha aqui o
- 2:02:58que a gente já falou, conceitos iniciais
- 2:03:00de ecologia, né? Às vezes, eh, eu sei
- 2:03:03que hoje a critério da Fuveste não é
- 2:03:05mais o mesmo, né? Então, a gente não tá
- 2:03:06com questões mais diretas, muito mais
- 2:03:09técnicas assim, mas saber conceitos
- 2:03:12fazem vocês interpretarem melhor os
- 2:03:15exercícios. Então, nicho ecológico,
- 2:03:17riqueza e biodiversidade. Ficou OK para
- 2:03:19vocês essas definições? E depois disso,
- 2:03:23eh, você acabou avaliando esse lance de
- 2:03:24relações ecológicas em destaque à
- 2:03:26competição. Então, quando eu ocupo o
- 2:03:28mesmo nicho ecológico, eu promovo a
- 2:03:30competição, porque depende dos mesmos
- 2:03:32recursos. Vou ficar ali brigando por
- 2:03:34aqueles recursos no meio ambiente. Já
- 2:03:36aqueles animais, organismos, sei lá, até
- 2:03:39plantas que vivem no mesmo lugar, mas
- 2:03:42não ocupa o mesmo nicho ecológico, não
- 2:03:44vão competir. Estamos juntos? Beleza.
- 2:03:47Agora vamos nos debruçar um pouquinho
- 2:03:49mais sobre o lance do DNA ambiental.
- 2:03:52Cadê minhas coisas aqui, ó? Vamos para
- 2:03:54lá. Então, de que forma o DNA ambiental
- 2:03:57pode caber? Ó, as espécies são listadas,
- 2:04:01são eh catalogadas.
- 2:04:03numa área da biologia chamada taxonomia.
- 2:04:07Isso é aquela mesma que foi lá que você
- 2:04:09aprendeu a nomear a espécie que tem que
- 2:04:12ter o primeira letra maiúscula,
- 2:04:15todas as outras minúsculas.
- 2:04:19Lembra disso aqui?
- 2:04:22Sapiens tem que tá destacado no texto
- 2:04:25com um grifado, né? Um sublinhado, como
- 2:04:28é escrito à mão é sublinhado. Se for
- 2:04:30digital pode ser tortinho, sabe?
- 2:04:32itálico. Então, tudo bem, mas conforme a
- 2:04:35gente vai adquirindo maior conhecimento
- 2:04:37das espécies que habitam um determinado
- 2:04:39lugar, agora a gente começa formar
- 2:04:41bancos de dados gigantescos e um deles é
- 2:04:43esse, ó, CIBR, tá? que é o sistema que
- 2:04:47eu vou até mostrar para você aqui o
- 2:04:49print dos do site deles, ó, é o sistema
- 2:04:53de informações sobre a biodiversidade
- 2:04:56brasileira que engloba diversas
- 2:04:59informações coletadas, então, de bichos,
- 2:05:01como por exemplo, um sapinho desses
- 2:05:03coletado para uma um grupo de pesquisas
- 2:05:05lá na natureza, coletado literalmente,
- 2:05:08tá? Eles vão lá, retiram do meio
- 2:05:10ambiente, vão lá catalogar esse animal,
- 2:05:14eh, preservam esse animal em álcool para
- 2:05:16comprovar a existência dele naquele
- 2:05:18lugar e aí depois vão a eh pegando todos
- 2:05:21os dados, coletando todos os dados e
- 2:05:23esses dados somados analisam ou com
- 2:05:26relação à biodiversidade do lugar. Mas
- 2:05:28hoje a gente tá buscando formas que
- 2:05:31sejam talvez até mais assertivas e uma
- 2:05:35delas é esse tal DNA ambiental. Então,
- 2:05:38vamos supor, esse sapinho foi lá e
- 2:05:40liberou as suas eh o seu o seu cocô, né?
- 2:05:43O cocozinho dele lá. Ah, ele vai lá, a
- 2:05:46gente coleta a serra pilheira de novo,
- 2:05:48aquela massa de folhas que fica sobre o
- 2:05:51solo e leva para pr para estudar no
- 2:05:54laboratório, separa o que é DNA do que
- 2:05:57não é DNA e aí estuda através de um
- 2:06:00banco de dados de DNA já existente, né,
- 2:06:03nesse nesse nessa nessa internet doida.
- 2:06:06E aí a gente vai lá e pega esse banco de
- 2:06:08dados e faz uma comparação com o DNA
- 2:06:10coletado. Então a gente pode prever que
- 2:06:12existe esse sapinho naquela região sem
- 2:06:14mesmo ter observado ele. Acho que é uma
- 2:06:17forma interessante, né? uma forma, mais
- 2:06:20uma entre elas pra gente conseguir
- 2:06:23analisar essa essas espécies. E aqui
- 2:06:26nesse slide tá descrito para você, ó,
- 2:06:28justamente isso que eu tô te falando.
- 2:06:30Você coleta, extrai, né, o DNA da do
- 2:06:34material coletado e promove o
- 2:06:36sequenciamento. Depois compara com esse
- 2:06:39banco de dados de DNA, tá bom? E aí e
- 2:06:43isso é coletado de vestígios, ó lá, ó,
- 2:06:46de vestígios que as espécies acabam
- 2:06:49deixando num ambiente pelo eh pele
- 2:06:54fezes, secreções, células, fragmentos.
- 2:06:58Gente, se você for e eh fazer um teste
- 2:07:01de xixi, sabe? O teste de urina, tem
- 2:07:04célula dentro. a gente é, os cientistas
- 2:07:06são capazes de extrair células da urina
- 2:07:08e promover até uma clonagem através
- 2:07:11dessas células. podem inclusive pegar
- 2:07:14essas células e transformá-las em
- 2:07:16células tronco. Então, a gente libera
- 2:07:19células na natureza diretamente. É,
- 2:07:23muitas vezes. Muitas vezes. Até me
- 2:07:25lembro uma vez que eu tava dando uma
- 2:07:27aula sobre bioética e num dos temas que
- 2:07:31a gente discutiu foi justamente parecido
- 2:07:34com o que a gente tá analisando aqui, ó.
- 2:07:36aqui coletar esse DNA solto das espécies
- 2:07:39na no ambiente é para estudá-las, para
- 2:07:43entender a riqueza e a diversidade delas
- 2:07:45num meio ambiente e com através desses
- 2:07:47dados a gente fomentar eh ações
- 2:07:51públicas, ações de proteção a ela. Mas
- 2:07:54olha que interessante o que uma artista
- 2:07:55lá de Nova York fez. Ela foi no metrô de
- 2:07:59Nova York e coletou material genético,
- 2:08:03mas não das pessoas, do chiclete, do
- 2:08:06cabelo que tava solto no ambiente. Então
- 2:08:09ela foi coletando esse material, levando
- 2:08:11para laboratório e junto de um grupo de
- 2:08:13pesquisas através do sequenciamento do
- 2:08:16material genético deixado pelas pessoas
- 2:08:18lá. Ela conseguiu montar uma uma umas
- 2:08:22obras de artes que representariam
- 2:08:25possíveis faces, perfis de cara mesmo,
- 2:08:29de de rosto das pessoas que tiveram eh
- 2:08:33tiveram a presença ali naquele lugar.
- 2:08:36Então eles pegaram o DNA e fizeram um
- 2:08:37rosto, cara. E isso puseram numa numa
- 2:08:40uma amostra, né, dessa dessa artista. E
- 2:08:43a questão ética era assim: será que isso
- 2:08:46é legalmente correto, né? Direito mesmo,
- 2:08:50sabe? Legal. Na lei, será que o meu
- 2:08:54cabelo que caiu bastante, né? Eu sei,
- 2:08:56mas será que se o meu cabelo cair aqui,
- 2:08:59as pessoas têm o direito de utilizar
- 2:09:00esse material genético para o que elas
- 2:09:02precisarem ou o que elas quiserem? Você
- 2:09:05vê às vezes naqueles filmes de detetive,
- 2:09:07né, e de crime, o detetive pegando o
- 2:09:11copo da pessoa que acabou de beber lá a
- 2:09:14bebida e aí utilizando esse copo para
- 2:09:16fazer sequenciamento genético. Será que
- 2:09:18isso pode? Pois bem, essa foi a questão
- 2:09:20ética levantada na sala de aula e aqui
- 2:09:22eu quis trazer para você também. Como
- 2:09:24aqui a gente tá utilizando o DNA para
- 2:09:26proteger os bichos, bom, aí é uma
- 2:09:29vantagem para nós.
- 2:09:31Olha o que a gente pode eh utilizar.
- 2:09:34Mais uma vez, detectar espécies raras
- 2:09:38que a gente nunca encontrou. Achar
- 2:09:41espécies que são ameaçadas porque a
- 2:09:43gente vê pouco desse DNA ambiental
- 2:09:45naquele lugar. Flagrar espécies
- 2:09:47invasoras que às vezes só transitam no
- 2:09:50lugar. Monitorar pra gente conseguir ver
- 2:09:52se a restauração tá acontecendo de
- 2:09:55maneira adequada. Lembra que restauração
- 2:09:57ambiental? restauração ambiental não é
- 2:10:00só colocar o mão de plantinha e sair
- 2:10:02andando. Eu tenho que aumentar a
- 2:10:03biodiversidade no local. Eu tenho que
- 2:10:06aumentar a biodiversidade tentando
- 2:10:08restaurar o que era anteriormente da
- 2:10:10degradação, certo? Além disso, avaliar
- 2:10:13através disso áreas prioritárias.
- 2:10:16Através do estudo da biodiversidade, a
- 2:10:19gente pode entender os lugares que são
- 2:10:21os famosos
- 2:10:23hot spots. Gente, isso aqui é um termo
- 2:10:27que aparece bastante nas provas, mas não
- 2:10:30só porque o vestibular acha legal uma
- 2:10:33palavra em inglês, não. É, porque essa é
- 2:10:35uma é uma é um termo utilizado para
- 2:10:38grandes áreas de que com grande risco de
- 2:10:41ambiental, principalmente devido a ações
- 2:10:44humanas e que tem espécies de grande
- 2:10:47valor, né, científico, biotecnológico
- 2:10:52e que podem estar ali ameaçadas de
- 2:10:54extinção com essas agressões humanas.
- 2:10:57Portanto, é um termo que você tem que
- 2:10:59sair dessa aula hoje, já ir lá e dá uma
- 2:11:02pesquisada e definir, escrever a mão no
- 2:11:04seu caderninho o que é hotspot e quais
- 2:11:08biomas, dando uma dica, quais biomas
- 2:11:11brasileiros se enquadrariam como um hot
- 2:11:14spot? Digo, já levanto a bola, às vezes
- 2:11:17não fala, fala da Amazônia, fala do
- 2:11:19Pantanal, fala da catinga. E o
- 2:11:20sererrado, meu irmão, serrado é um
- 2:11:23grande hotspot para você avaliar.
- 2:11:26Estamos junto. Vamos seguir em frente.
- 2:11:28Além disso, obviamente, mapear a
- 2:11:30biodiversidade, gente pode utilizar esse
- 2:11:32DNA ambiental. Ó, para concluir essa
- 2:11:34parte, vem comigo pensar numa questão.
- 2:11:37Explique como o DNA ambiental permite
- 2:11:40estimar a biodiversidade de uma área e
- 2:11:43ainda assim aponte uma limitação desse
- 2:11:45método. Ou esse DNA ambiental coletado,
- 2:11:49volta aqui. Esse DNA ambiental coletado,
- 2:11:54ele indica diretamente, sem sombra de
- 2:11:57dúvida, que a espécie está naquele
- 2:12:00lugar.
- 2:12:01indica que ela passou para aquele lugar,
- 2:12:04mas não que ela está naquele lugar.
- 2:12:06Significa que talvez essa espécie possa
- 2:12:08já ter até morrido, né, já ter sido
- 2:12:10extinta ou se deslocou e emigrou para
- 2:12:14uma outra região. Então, o DNA ambiental
- 2:12:16ele é uma ferramenta, mas não é a única
- 2:12:20e mais importante ferramenta no estudo
- 2:12:22da biodiversidade. Ela tem os seus
- 2:12:25pontos, né, como colocado aqui, de
- 2:12:27limitação. Tá bom? É, nós vamos dar uma
- 2:12:30relaxada agora, passar pro próxima
- 2:12:32etapa. Eu falo relaxar, mas é por quê?
- 2:12:35Porque é um assunto que quase todo mundo
- 2:12:37já viu, né? Mas ainda assim é um assunto
- 2:12:40muito importante e de veras triste, né?
- 2:12:43que está relacionada com uma infecção
- 2:12:46viral, com uma doença que acomete
- 2:12:49principalmente as mulheres e de que
- 2:12:51forma essa biotecnologia linda que é a
- 2:12:54vacinação, pode proteger tanto as
- 2:12:56mulheres quanto os homens dessa infecção
- 2:12:59viral. Então, vamos lá. Você precisa
- 2:13:01nesse último momento da nossa aula,
- 2:13:04pensar comigo aqui como que é o que é o
- 2:13:06HPV primeiro, né? E aí depois desse HPV,
- 2:13:10de que forma esse HPV pode estar
- 2:13:12relacionado com câncer, principalmente
- 2:13:14câncer do colo do útero? E por último,
- 2:13:17entender de que forma a vacinação pode
- 2:13:19proteger as pessoas dessa dessa
- 2:13:22lastimável eh doença que é o câncer, né?
- 2:13:26Então, vamos pensar comigo. O que que é
- 2:13:28o câncer? Que que é o HPV? Primeira
- 2:13:30coisa, HPV ele não é o câncer. O HPV é
- 2:13:35uma infecção viral, então ele é um
- 2:13:38vírus.
- 2:13:39E esse vírus ele pode interferir e
- 2:13:44normalmente interfere no metabolismo das
- 2:13:46nossas células durante o seu
- 2:13:48parasitismo. Lembra? Eles são parasitas.
- 2:13:52Os vírus parasitas.
- 2:13:55Você deve ter escrito em algum momento
- 2:13:56no seu caderno isso aqui, ó.
- 2:13:58intracelulares
- 2:14:02intracelulares
- 2:14:05obrigatórios.
- 2:14:10E você aprendeu também com o seu
- 2:14:13professor, com a sua professora, que o
- 2:14:16HPV é um tipo de vírus cujo seu material
- 2:14:20genético ele é parecido conosco, não é
- 2:14:23que eles têm os mesmos genes, não é isso
- 2:14:26que eu tô falando. é que nós, seres que
- 2:14:28temos células, né, então seres
- 2:14:30celulares, sejam elas células
- 2:14:32procariontes ou eucariontes, o material
- 2:14:35genético é é é representado por uma
- 2:14:38molécula de DNA. Sabe aquela escadinha
- 2:14:41dupla fita com as ligações de hidrogênio
- 2:14:43que sustentam essas duas fitinhas
- 2:14:45juntas? Pois bem, o HPV também é o vírus
- 2:14:49de DNA. Coloca aí na sua anotação, faz
- 2:14:51favor. O HPV, deixa eu pegar aqui uma
- 2:14:54outra cor para ficar legal. Well, aqui é
- 2:14:57um vírus de DNA.
- 2:15:02E o que que faz me lembrar? Olha só que
- 2:15:04interessante. Vou pegar uma outra cor
- 2:15:05para ficar mais legal também, ó. Vamos
- 2:15:07lá. Então, o vírus HPV quando introduz o
- 2:15:11seu DNA, vou chamar esse DNA de DNA
- 2:15:13viral, tá? Ele vai tender a se fundir
- 2:15:17com o DNA da célula. E aí vai fazer essa
- 2:15:21fusão aqui, ó, DNA viral com DNA da
- 2:15:24célula. E aí isso vai induzir
- 2:15:27normalmente a mutação.
- 2:15:31O que que acontece? Se as células
- 2:15:34normais, olha o quadro verde comigo, não
- 2:15:38tiverem pontos de checagem de mutação
- 2:15:42adequado durante o ciclo celular,
- 2:15:45existem esses pontos de checagem para
- 2:15:47ver se o material genético está
- 2:15:50danificado ou não. Quando se tem um
- 2:15:53ponto de checagem adequado, você vai lá
- 2:15:55e corrige o erro, corrige essa mutação.
- 2:15:58Se caso esse vírus tenha alterado o
- 2:16:01material genético, tenha causado uma
- 2:16:03mutação que impede essa checagem de
- 2:16:05acontecer, erros do DNA são passados pra
- 2:16:08frente.
- 2:16:10Erros, mutações do DNA são passadas para
- 2:16:13a frente. Passadas paraa frente
- 2:16:14significa que as células filhas da
- 2:16:17divisão celular, principalmente mitose,
- 2:16:20vão herdar essa característica mutada,
- 2:16:23esse erro do DNA. Então, uma célula que
- 2:16:26tá com erro, duas células também tem
- 2:16:30erro. Essa é a mitose. Uma célula vira
- 2:16:32duas, lembra? E aí depois essas duas vão
- 2:16:35conservar esse erro e passar pra frente.
- 2:16:38Quatro células, uma vira duas. Se eu
- 2:16:40tenho duas viram quatro no final, né? E
- 2:16:44aí você consegue comigo, você que fez
- 2:16:46aí, né, bastante daqueles eh daqueles
- 2:16:49estudos de matemática específico, tem
- 2:16:51até uma marca famosa, né? Então você que
- 2:16:53fez aí quatro, depois duplica, vira
- 2:16:56oito, depois vira o 16, 32, 64 e assim
- 2:17:01sucessivamente nesse processo. Então
- 2:17:03você aumenta exponencialmente dentro de
- 2:17:06um tecido, como é o caso do colo do
- 2:17:08útero, tecido do colo do útero, você vai
- 2:17:11lá e aumenta exponencialmente o número
- 2:17:13de células mutadas, né? são células que
- 2:17:16sofreram uma mutação e que tem uma
- 2:17:18fisiologia, um comportamento diferente.
- 2:17:20Esse comportamento, meu irmão, minha
- 2:17:22irmã, pode induzir a formação de câncer
- 2:17:25e como já foi comprovado, induz
- 2:17:27bastante. Então, a gente tem observado
- 2:17:29quem são as causas do câncer do colo do
- 2:17:31útero na população.
- 2:17:34População mundial, mais de 90% do câncer
- 2:17:38de colo do útero é causado por uma
- 2:17:39infecção de HPV. E ainda digo mais, tá?
- 2:17:43O HPV ele é um vírus de DNA que no homem
- 2:17:48normalmente não manifesta nenhum
- 2:17:49sintoma. A mulher começa a manifestar
- 2:17:52essa alguma alguns problemas, algumas
- 2:17:55feridas no colo do útero, ela sente dor,
- 2:17:57obviamente, busca o o ginecologista ou a
- 2:18:00ginecologista e através de alguns exames
- 2:18:02ela consegue reconhecer a sua infecção,
- 2:18:04mas o homem não, né? mais eh mais de 80%
- 2:18:07aí da população eh sexualmente ativa de
- 2:18:10homens apresenta está contaminada com
- 2:18:13HPV e uma boa parte desses 80% não sabe
- 2:18:17que tem a infecção. Por isso que uma das
- 2:18:21primeiras coisas que a gente pode pensar
- 2:18:23nessa infecção viral para evitar a
- 2:18:25formação do câncer do coloinha.
- 2:18:32Mas mas a biologia e a medicina se dão
- 2:18:37eh as mãos nesse ponto e já
- 2:18:39desenvolvemos uma técnica para eh
- 2:18:41proteger, né, ainda antes da vida
- 2:18:45sexualmente ativa as crianças
- 2:18:47principalmente, tá? O que são? Vem
- 2:18:49comigo. A gente tem aqui, ó,
- 2:18:53o processo de vacinação.
- 2:18:57A vacina, né, leva a uma imunidade e,
- 2:19:01além disso, promove um melhor
- 2:19:03rastreamento das pessoas que vão ali ter
- 2:19:07essa imunidade. Então, uma, eu tô
- 2:19:10acelerando o processo aqui, ó, porque
- 2:19:13essa é a parte mais interessante da
- 2:19:15nossa aula aqui de HPV e câncer. A
- 2:19:18vacina leva uma certa imunidade, uma
- 2:19:22imunidade que a gente chama de
- 2:19:23imunização ativa, imunidade ativa que
- 2:19:27garante para você produção de
- 2:19:29anticorpos, mas principalmente memória
- 2:19:32imunológica. E aqui cabe a explicação do
- 2:19:34por o termo criança. A criança recebe
- 2:19:39essa vacinação e assim ela adquire a
- 2:19:42imunidade ativa contra o HPV. Dessa
- 2:19:46forma, ela atinge também a memória
- 2:19:49imunológica para que em um futuro
- 2:19:52futuro, quando adulta, essa pessoa ela
- 2:19:55se torne, ela esteja eh protegida, imune
- 2:19:59contra uma infecção possível que
- 2:20:01eventualmente ela possa adquirir, né?
- 2:20:04Então, a vacinação é um processo de
- 2:20:06profilaxia.
- 2:20:08profilaxia, prevenção de doenças, não é
- 2:20:12um processo terapêutico, não é um
- 2:20:14processo de tratamento da doença. Então,
- 2:20:17para você que já tá contaminado, você
- 2:20:20tem que ir lá buscar ajuda, né, médica
- 2:20:22para entender quais são os processos que
- 2:20:24você deve fazer para manter a doença ou
- 2:20:27no caso, a infecção viral abrandada, né,
- 2:20:30tipo diminuída. Agora, você que não está
- 2:20:33contaminado, essa vacina ela é
- 2:20:36necessária. Eh, é uma escolha de você,
- 2:20:39né, obviamente. E se você for menor de
- 2:20:42idade, é uma escolha também da sua
- 2:20:43família, mas eh obviamente estudos já
- 2:20:46comprovaram definitivamente que é muito
- 2:20:49mais interessante esse processo, não tem
- 2:20:51problema nenhum para você se vacinar, tá
- 2:20:54bom? Estamos junto. Vamos aproveitar.
- 2:20:56Você viu que eu pulei alguns slides? Eu
- 2:20:58vou aprofundar porque ainda tem um
- 2:20:59tempinho, eu vou aprofundar um pouquinho
- 2:21:01com você sobre esses conceitos de
- 2:21:03divisão celular e pontos de checagem e
- 2:21:06de que forma eh mais aprofundada ainda o
- 2:21:08HPV pode induzir ao câncer, tá? Então
- 2:21:11vamos voltar alguns slides, começando
- 2:21:13aqui com a o ciclo da célula e aonde ele
- 2:21:17pode ter eh gerar o problema. Ó, a
- 2:21:20célula ela vive produzindo e eh
- 2:21:24produzindo eh proteínas eh atuando,
- 2:21:27desempenhando as suas funções em um
- 2:21:29período que nós chamamos de G1. Nisso
- 2:21:31aqui, gente, o vírus infecta a célula,
- 2:21:34entra no material genético e beleza, ele
- 2:21:36vai lá e continua, né? Aí temos o
- 2:21:40período de, olha, eu tô com a mesma cor,
- 2:21:43deixa eu trocar essa cor
- 2:21:47duplicação do DNA. O que que vai
- 2:21:50acontecer aqui? Além do DNA da célula
- 2:21:53que tá sendo duplicado, lembra que houve
- 2:21:55a fusão com DNA viral? O DNA viral
- 2:21:58também é duplicado. Então ele se utiliza
- 2:22:02dessa máquina de replicação da célula
- 2:22:05para se reproduzir. Também vem aqui, tem
- 2:22:08um outro tipo de vírus que também faz
- 2:22:11esse mesmo mecanismo, só que
- 2:22:12anteriormente a se fundir com DNA da
- 2:22:14célula, ele tem um metabolismo um pouco
- 2:22:17diferente que é o HIV. O HIV não é um
- 2:22:20vírus de DNA, ele é um vírus de RNA, só
- 2:22:23que ele carrega consigo duas enzimas
- 2:22:26importantes, a transcriptase reversa e a
- 2:22:29DNA ligase. O que essas enzimas fazem?
- 2:22:32Pega o RNA do vírus e primeiramente
- 2:22:35transforma em um DNA. A responsabilidade
- 2:22:39em fazer isso. RNA do vírus HIV para DNA
- 2:22:43do vírus HIV é da transcriptase reversa.
- 2:22:48Posteriormente, para colar o DNA do HIV
- 2:22:52produzido pela transcriptase reversa com
- 2:22:54o DNA da célula hospideira, nós temos a
- 2:22:57DNA ligase, tá bom? Então, da mesma
- 2:22:59forma que o HPV, o HIV se utiliza do
- 2:23:02processo de replicação, de duplicação
- 2:23:04aqui, para se reproduzir também. Só que
- 2:23:07pensa, eh, você enfiou no meio do seu
- 2:23:10material genético algo estranho,
- 2:23:12diferente do que era normal
- 2:23:13anteriormente.
- 2:23:15Portanto, de certa forma, você tá
- 2:23:17causando uma mutação, você tá promovendo
- 2:23:21uma recombinação, uma sequência de
- 2:23:24letrinhas que está lá, não era a que
- 2:23:26tinha anteriormente. Portanto, depois
- 2:23:28dessa duplicação, existe um período de
- 2:23:30checagem bem famoso, que é o período G2.
- 2:23:34Nesse período, se eu tiver o metabolismo
- 2:23:37eh correto e adequado da célula, ela vai
- 2:23:39lá, tira essa parte eh incorreta e refaz
- 2:23:44o DNA certinho. Ela corrige esse
- 2:23:47problema não deixando ele se passar pra
- 2:23:48frente. Mas nem sempre é desta forma.
- 2:23:51Tudo bem? Quer ver? Vem comigo
- 2:23:53aprofundar aqui desse outro slide.
- 2:23:56Existem regiões que participam
- 2:23:59normalmente do controle da divisão
- 2:24:03celular, inclusive que evitam essa
- 2:24:06proliferação excessiva, que são os
- 2:24:09protooncogênese.
- 2:24:12Então, o que que acontece?
- 2:24:14Protooncogênese,
- 2:24:16oncologia, oncos, tem a ver com câncer,
- 2:24:19tá bom? E por que esses genes, essas
- 2:24:22regiões do DNA que estão relacionados
- 2:24:24com controle na multiplicação celular
- 2:24:26são importantes pra gente estudar
- 2:24:28câncer? Por quê? Se esse vírus HPV e que
- 2:24:32entrou lá alterar essa região de
- 2:24:36protooncogênes,
- 2:24:38eles podem eh diminuir o efeito
- 2:24:41supressor da multiplicação celular.
- 2:24:44Então o HPV, se alterar esse
- 2:24:46protooncogênes, ele pode virar um gene,
- 2:24:49pode virar uma região daquele daquela
- 2:24:52região do DNA que foi mutada pelo pelo
- 2:24:54HPV, pode virar um oncogene, ou seja, é
- 2:24:57um gene que vai acelerar a multiplicação
- 2:25:00da célula e assim induzir a formação de
- 2:25:03um câncer, sacou? Então, se eu alterar
- 2:25:07essa região, perigosíssimo,
- 2:25:10perigosíssimo, porque o material
- 2:25:12genético dessa região aqui é
- 2:25:14extremamente importante para tá lá
- 2:25:16controlando. E existe um outro parte do
- 2:25:19seu DNA, que são as regiões supressores
- 2:25:23tumorais que levam a um freio no ciclo,
- 2:25:26reparam o DNA, induzem uma famosa morte
- 2:25:31celular programada que é a poptose.
- 2:25:34Nesse ponto, quando eu tenho uma mutação
- 2:25:37nele, ao invés de acelerar, eu vou
- 2:25:38inativar esse processo de checagem. E
- 2:25:41aí, dessa forma, também eu posso ter
- 2:25:44células se tornando células
- 2:25:46cancerígenas. Por quê? Porque pensa que
- 2:25:49toda célula, gente, tem um período de
- 2:25:51vida, como quase todos os seres vivos
- 2:25:53tem aí um período de vida. Essas células
- 2:25:55têm esse período de vida porque elas
- 2:25:57ocupam um espaço. Se eu manter essa
- 2:26:00célula para sempre, as células novas não
- 2:26:02tem aonde se encaixar. Portanto, essas
- 2:26:05células, essas regiões supressoras de
- 2:26:08tumor, que já estão, né, os genes
- 2:26:10localizados lá no nosso DNA, são regiões
- 2:26:13que elas vão lá e induzem a morte de uma
- 2:26:18célula já mais velha, já mais
- 2:26:21ineficiente.
- 2:26:23Aí libera-se um espaço naquela região,
- 2:26:25libera-se esse espaço, aí células novas
- 2:26:28se encaixam ali, mantendo o tamanho, a
- 2:26:30fisiologia, o comportamento daquele
- 2:26:32órgão. Se eu não tenho essa morte, se eu
- 2:26:34não tenho a apoptose, se essas genes de
- 2:26:37supressão tumorar tumoral estão mutados,
- 2:26:40estão inativados, aí lascou, porque aí a
- 2:26:44célula permanece naquele lugar por mais
- 2:26:46tempo, tá bom? Então, resumão, vamos lá
- 2:26:50pro nosso último slide, analisando aí
- 2:26:52tudo que a gente já conversou, tá? Ó,
- 2:26:55vamos lá. A gente falou sobre a
- 2:26:57Amazônia, sobre o ciclo do carbono da
- 2:26:59água e a regulação do clima da Amazônia.
- 2:27:02falamos um pouquinho sobre a
- 2:27:04biodiversidade, como a genética pode
- 2:27:06trabalhar junto aí na no pra gente
- 2:27:09adquirir dados e melhorar a conservação.
- 2:27:12E aqui trabalhamos um pouquinho sobre
- 2:27:14câncer, né? Eh, aprofundando sobre o
- 2:27:16ciclo celular e também a imunidade vista
- 2:27:20pela vacina. Lembra? A vacina faz
- 2:27:22imunidade ativa, você adquire memória
- 2:27:24imunológica, se protege profilaxia e não
- 2:27:26terapia. Tá bom, gente? Eu agradeço
- 2:27:29demais a cooperação e a parceria entre
- 2:27:31vocês, né? Vou est aí bem esperto depois
- 2:27:34dessa aula aí para dar uma olhada aí
- 2:27:36tudo que tá escrito no chat para tentar
- 2:27:38responder de maneira adequada a todos
- 2:27:39vocês. Deixo aqui o meu muito obrigado.
- 2:27:42Tamo junto. Eu sou o profe Lucas Bill.
- 2:27:44Se quiser mais assuntos também sobre
- 2:27:45biologia, pode me buscar lá nas redes
- 2:27:47sociais. E aí eu deixo aqui a última
- 2:27:50palavra para o Jean e para toda a equipe
- 2:27:52aqui do Gabarita Gel. Tamo junto. Um
- 2:27:54beijo para vocês. Até mais. Bons
- 2:27:56estudos. Valeu,
- 2:27:58>> boa tarde, pessoal. E aí, passando para
- 2:28:00agradecer aqui o Gean Grafia por toda a
- 2:28:03ajuda, por todo o auxílio que ele me deu
- 2:28:05nesse ano de preparação pro vestibular,
- 2:28:08por todo esse esse conhecimento que ele
- 2:28:10pôde me passar e por todas as
- 2:28:11estratégias que eu pude implementar na
- 2:28:13minha rotina a partir dessa dessa
- 2:28:15plataforma tão rica. Eh, além disso, eu
- 2:28:18queria agradecer também aos professores
- 2:28:20Max e ao Bernardo, principalmente,
- 2:28:23porque eles foram fundamentais para
- 2:28:24minha segunda fase, eh, de humanas, né,
- 2:28:27principalmente, e é o professor e vá de
- 2:28:31obras literárias. Além disso, eu acho
- 2:28:34que imprescindível paraa minha aprovação
- 2:28:36foi ter as apostilas preparadas
- 2:28:39exatamente pra segunda fase, com muita
- 2:28:42eh cuidado nas questões mais incidentes,
- 2:28:44nas questões mais importantes pra nossa
- 2:28:47preparação. Eu acredito que isso foi
- 2:28:49fundamental para eu conseguir eh obter
- 2:28:52êxito nessa nessa jornada tão difícil
- 2:28:55que são das paulistas, né? E acredito
- 2:28:58que o geografia pode proporcionar muito
- 2:29:02mais do que só questão de humanas na
- 2:29:04plataforma. Como bem é dito, é uma
- 2:29:07plataforma realmente muito completa e
- 2:29:09que pode te ajudar a sair do do zer ao
- 2:29:1110 muito rápido e que eu acredito que um
- 2:29:14ano bem feito pode te colocar nas
- 2:29:16melhores universidades do Brasil. Um
- 2:29:17grande abraço ao Jean e tamos junto,
- 2:29:24>> gente. Cara, profe Lucas Bill, cara,
- 2:29:28arrebentou. E prof Lucas Bill ou ano
- 2:29:32pass ano passado ele já acertou
- 2:29:36duas questões que caíram na primeira
- 2:29:38fase. Então imagina agora, E você não
- 2:29:41falou isso, né, profe Lucas Bill? Tinha
- 2:29:42que falar, cara. Tinha que falar, ó,
- 2:29:45autoridade naquilo que fala. Por estuda
- 2:29:49biologia. Faz tempo, hein? Faz tempo.
- 2:29:52Estudou tanto que perdeu o cabelo. Ó,
- 2:29:54brincadeira, cara. Brincadeira. Volta
- 2:29:57aqui, gente. Não acabou não. O aulão é
- 2:30:00hoje. O aulão é amanhã. Dois dias de
- 2:30:03aulia. Sim, você já falou, mas eu tenho
- 2:30:05que repetir. Audiência rotativa da
- 2:30:08internet entra, tem gente que entra, tem
- 2:30:10gente que sai. Então eu tô repetindo,
- 2:30:13gente, são dois dias e a gente já teve
- 2:30:16aula comigo, geografia e aula com o
- 2:30:19professor Lucas. Aí eu pensei, que aula
- 2:30:22eu coloco logo atrás, aliás, né? A
- 2:30:27próxima aula, qual a próxima aula que eu
- 2:30:29coloco? Aí eu pensei, matemática
- 2:30:32é matemática é importante, mas ia deixar
- 2:30:34a galera assim, ó, pirada, pirada,
- 2:30:37porque o profe Vini de matemática
- 2:30:40detona. Tá o quê? Eu coloco história,
- 2:30:44professor Bernardo? Eu falei: "Não, não,
- 2:30:46não vou pôr Bernardo agora, não. Calma,
- 2:30:49Bernardo não". Aí eu pensei, vou vou
- 2:30:52colocar aquela matéria que é a mais
- 2:30:54importante.
- 2:30:56Disparado, tem um dia de prova só para
- 2:31:00ela, a língua portuguesa. E a língua
- 2:31:02portuguesa na Fuveste mudou nesses
- 2:31:04últimos dois anos. Veio totalmente
- 2:31:07diferente aquela ideia da língua
- 2:31:09português normativa
- 2:31:12das regras se fez.
- 2:31:16Esfarelou. Agora a língua portuguesa,
- 2:31:19né, Lívia? é uma língua portuguesa mais
- 2:31:21da semântica do sentido. E é isso que a
- 2:31:25professora Lívia vai trabalhar com vocês
- 2:31:28nessa aula língua portuguesa. Gente,
- 2:31:31daqui a pouco eu volto. Aproveite
- 2:31:33conhecimento, entra pelas mãos, ó,
- 2:31:35coloca um depoimento aí. Vencedor, vai
- 2:31:38tomar uma água que a Lívia. Vai, Lívia,
- 2:31:40vamos começar. Olá, me chamo Fernanda,
- 2:31:43tenho 28 anos, sou moradora do Grajúo na
- 2:31:47sul de São Paulo e agora sou uma
- 2:31:49uspiana.
- 2:31:51Eh, passei para filosofia na primeira
- 2:31:53chamada e agora sou da Fiofeleste graças
- 2:31:55ao gabaritajão.
- 2:31:58Eu quero agradecer muito a todos os
- 2:32:00professores, quem faz a manutenção da
- 2:32:02plataforma, mantém tudo muito bem
- 2:32:05atualizado, organizado,
- 2:32:08que a gente possa ter acesso. Bom, o que
- 2:32:11eu tenho para dizer é que sem um
- 2:32:13gabaritagel eu não estaria hoje na
- 2:32:15melhor, né? Porque o gabarit já me
- 2:32:19proporcionou ferramentas para que eu
- 2:32:20montasse um cronograma de estudos
- 2:32:22baseado no que eu já tinha facilidade e
- 2:32:26baseado nos pesos na no qual o meu dos
- 2:32:29pesos das disciplinas que o meu curso
- 2:32:31pedia. Eh, uma outra coisa que me ajudou
- 2:32:35a me preparar bem mais foram os mapas de
- 2:32:38aprovação.
- 2:32:40Os mapas de aprovação
- 2:32:42são
- 2:32:43são de certa forma o o grande o grande
- 2:32:46caminho para que você se prepare muito
- 2:32:49melhor na segunda fase. Então o
- 2:32:52gabaretagel ele ele ele proporcionou
- 2:32:55recursos para que você se prepare
- 2:32:58e sem dúvida foi o que que fez a
- 2:33:01diferença e fez com que eu tivesse hoje
- 2:33:04na melhor. Queria agradecer ao Jean por
- 2:33:07toda a dúvida tirada, por todo incentivo
- 2:33:10dado, agradecer as aulas do Bernardo que
- 2:33:12foram essenciais. Muito obrigada,
- 2:33:15Bernarda, e dizer que, né, logo daqui
- 2:33:18alguns anos eu serei professora.
- 2:33:21Eh, e se eu for, né, metade do professor
- 2:33:24que o Jean e o Bernardo é, eu vou estar
- 2:33:28muito feliz. E é isso, gente. Mais uma
- 2:33:31vez eu queria agradecer
- 2:33:33porque sem o Gaberta Gelão eu não
- 2:33:35estaria na melhor.
- 2:33:41Obrigada, Jean, pela oportunidade de
- 2:33:43estar aqui de novo com esse pessoal
- 2:33:45maravilhoso.
- 2:33:47Boa noite gabaritadores e gabaritadoras.
- 2:33:50Aqui é a professora Lívia de gramática
- 2:33:52de linguagens e hoje a gente vai falar
- 2:33:56sobre a mais amada e também mais temida
- 2:34:00prova dos vestibulares paulistas, né, a
- 2:34:02nossa querida Feste. Então, vamos falar
- 2:34:06de gramática sim, mas principalmente a
- 2:34:09gente vai falar sobre linguagem
- 2:34:12e a gente vai passear por uns lugares
- 2:34:14muito legais e mostrar que aquela
- 2:34:18gramática de antigamente, só que a gente
- 2:34:20tinha ficar decorando, tã, não rola
- 2:34:22mais. A gente tem que entender todo o
- 2:34:25contexto, tem que tá inserido no rolê
- 2:34:29para entender tudo que tá acontecendo na
- 2:34:30língua e entender também o funcionamento
- 2:34:33dos elementos gramaticais. Beleza?
- 2:34:36Então, bora lá começar.
- 2:34:39Bom, a vamos lá, já vamos começar com
- 2:34:43frase de impacto, né? Olha lá. A
- 2:34:47linguagem revela disputas, gente. Ó,
- 2:34:51leitura crítica. Leitura crítica. Cada
- 2:34:56palavra, cada elemento lexical é
- 2:35:00importantíssimo. E é aí que a Fuveste tá
- 2:35:04pegando. Agora quem já tá aqui há algum
- 2:35:07tempo já sabe que desde lá de 2023 eu
- 2:35:10venho falando, gente, Fuvest tá mudando,
- 2:35:13porque ela começou pela prova de de
- 2:35:14língua portuguesa, a mudança, né? E hoje
- 2:35:17isso tá muito presente. Então, leitura
- 2:35:20crítica, certo? Nada, nenhuma palavra,
- 2:35:23nenhum elemento gramatical, nada ali é
- 2:35:26aleatório. Tudo a gente tem que parar
- 2:35:28para pensar nas escolhas das palavras
- 2:35:31que estão nos textos, nos enunciados e
- 2:35:36nas alternativas. Então, olha lá. A
- 2:35:39linguagem revela disputas do presente.
- 2:35:43O que se vive? Olha, a língua no dia a
- 2:35:46dia, a linguagem no cotidiano. O que se
- 2:35:49compartilha? Opa, olha a palavrinha que
- 2:35:52leva a gente pro digital, né?
- 2:35:54Compartilhamento.
- 2:35:56E o que se preserva?
- 2:35:59Palavra importantíssima
- 2:36:02hoje em dia. O que se preserva? O que
- 2:36:05que a gente tá compartilhando? O que que
- 2:36:08a gente tá mudando e tá perdendo? E o
- 2:36:10que que a gente não pode perder? O que
- 2:36:11que a gente tem que preservar, certo?
- 2:36:14Então vão começar por aí pensando. Então
- 2:36:17hoje hoje a prova da Fuveste ela não
- 2:36:22cobra mais só regras gramaticais. Lívia
- 2:36:26então não tem mais gramática. Olha lá,
- 2:36:29não cobra apenas regras gramaticais, OK?
- 2:36:34Ou só os resumos de livros. Falando em
- 2:36:37literatura, né? Ela existe uma leitura
- 2:36:40madura e crítica da realidade.
- 2:36:46Então não é apenas, ah, eu sei ler
- 2:36:48Machado de Assis, OK? Não é isso, gente.
- 2:36:52É você ler o mundo que tá ao teu redor.
- 2:36:56Você é uma pessoa crítica. Você consegue
- 2:36:59ouvir uma notícia e consegue perceber as
- 2:37:03vozes que estão ali. Você consegue
- 2:37:07perceber quando algo é dito, o que que
- 2:37:10tem por trás? É isso que ela quer de
- 2:37:12você. Então isso daqui é
- 2:37:14importantíssimo. Então a linguagem em
- 2:37:17si, né, eu sempre falo isso com vocês,
- 2:37:20nós somos sujeitos ideológicos e somos
- 2:37:23perpassados pela linguagem. A linguagem
- 2:37:26nos compõe como sujeitos, certo? Então,
- 2:37:31a gente não tem como não dizer que a
- 2:37:34linguagem regista crise do presente. E
- 2:37:37aqui um exemplo muito atual pra gente,
- 2:37:41né? O clima,
- 2:37:43disputas de sentidos do mundo. Olha lá
- 2:37:46as redes sociais. É muito interessante
- 2:37:50quando a gente fala nessa disputa e
- 2:37:51falando em rede social, pensar nas IAS,
- 2:37:54né? Já vocês com certeza já leram ou já
- 2:37:57viram algum vídeo eh falando a mesma
- 2:38:01pergunta feita para diferentes tem
- 2:38:03diferentes respostas. Por quê, né?
- 2:38:06Porque a Iá, ela é ali uma ferramenta,
- 2:38:09mas tem uma cabeça por trás dela. Essa
- 2:38:13cabeça é um ser humano ideológico e a Iá
- 2:38:16não vai ser neutra. essas diferentes e
- 2:38:19as diferentes lugares, as respostas
- 2:38:22delas vão carregar também ideologia,
- 2:38:26porque não existe nada neutro nesse
- 2:38:29mundo. E também preserva vozes
- 2:38:33historicamente
- 2:38:35silenciadas. E aí a Fuvest veio, mandou
- 2:38:39muito bem esse ano, né, na lista de
- 2:38:42obras literárias, apenas com mulheres
- 2:38:45maravilhosas, as autoras.
- 2:38:48né, de diferentes lugares do mundo, de
- 2:38:50diferentes lugares sociais, né, e
- 2:38:54trazendo essas vozes que por muito tempo
- 2:38:56foram silenciadas. Então, a gente vai
- 2:38:59embarcar por aí, certo? Primeira coisa,
- 2:39:03vamos falar pensar em crise climática
- 2:39:06como leitura crítica da realidade.
- 2:39:11Então, que por que, Lívia, o que que a
- 2:39:13gente tá trazendo essa questão de crise
- 2:39:16climática? Porque ela não é só mais um
- 2:39:18tema científico, ela é uma experiência
- 2:39:21urbana, social e política, gente. Crise
- 2:39:24climática.
- 2:39:25Ai, nossa, não. Se acabar o mundo acabar
- 2:39:30por causa de crise climática, daqui não
- 2:39:32sei quanto, sei lá, um século, eu não
- 2:39:34vou estar nem vivo mais para ver, meu
- 2:39:37amor, as cidades
- 2:39:40estão sendo cada vez, né, ou são
- 2:39:43inundadas ou a gente vive numa seca,
- 2:39:46momentos de chuva em épocas que não
- 2:39:48vinha, momentos de seca em época que a
- 2:39:50gente precisava. Isso afeta a nossa
- 2:39:51alimentação, porque a gente tem
- 2:39:54plantações no nosso país, né, gente?
- 2:39:57Então, não é só uma questão pro futuro.
- 2:40:00Crise, a crise climática é algo do
- 2:40:03presente, então ela vai afetar essa
- 2:40:06questão urbana, social e também uma
- 2:40:09questão política que a gente sabe, né,
- 2:40:10que tem aí alguém algumas alguns algumas
- 2:40:14vozes que dizem que a crise climática é
- 2:40:17coisa da cabeça de algumas pessoas que
- 2:40:20ela não existe, né, gente? Bora então.
- 2:40:23Olha lá como que isso vai aparecer pra
- 2:40:25gente na Fuvest.
- 2:40:28Interpretação de textos argumentativos.
- 2:40:31E aqui, gente, a gente vai falar de
- 2:40:32gênero, hein? A Fuveste hoje ela
- 2:40:37trabalha com gêneros. Antigamente a
- 2:40:39gente tinha o Enem, que era uma prova de
- 2:40:42puros gêneros, mas sempre os mesmos
- 2:40:44gêneros muito repetidos. A gente já até
- 2:40:46sabia, né? E quando a gente fala de
- 2:40:48gênero, a gente tá falando de algo que é
- 2:40:50muito aberto. A gente não tem como
- 2:40:52fechar uma quantidade de gêneros, porque
- 2:40:55eles surgem de acordo com a de acordo
- 2:40:56com a nossa necessidade, como sujeito,
- 2:40:59como falante. Então não tem como a gente
- 2:41:02fechar isso. E aí a FEST vai abordar
- 2:41:06muitos gêneros. Então aqui a gente pode
- 2:41:08ter reportagem, artigos de opinião,
- 2:41:11editoriais, textos de de divulgação
- 2:41:13científica. Então, a gente vai ter
- 2:41:15muitos gêneros, mas não apenas aqui eu
- 2:41:19tô falando de textos, né, em linguagem
- 2:41:23verbal, mas nós também temos textos em
- 2:41:27linguagem não verbal e multimodal,
- 2:41:29quando a gente tem a linguagem verbal,
- 2:41:31aquela com a palavra e a não verbal,
- 2:41:33aquela com imagem. No caso da prova, né,
- 2:41:36gente, quando a gente fala em não,
- 2:41:38linguagem não verbal, apesar da gente
- 2:41:40saber dança, existem outras
- 2:41:43e maneiras e representações, na prova a
- 2:41:45gente não tem como ouvir uma música, a
- 2:41:47gente tem acesso à letra, né? A gente
- 2:41:49vai falar muito de imagem quando a gente
- 2:41:51tá falando de linguagem não verbal na
- 2:41:53prova do vestibular. E aqui, esse é o
- 2:41:56lugar que a Fuveste brinca com a gente.
- 2:42:01Por quê? é o lugar para fazer se você
- 2:42:03consegue reconhecer ironia em um texto,
- 2:42:08né? Olha lá, o texto tá falando uma
- 2:42:10coisa, mas ele tá querendo dizer outra.
- 2:42:13Você é um sujeito, leitor, crítico, que
- 2:42:16consegue perceber esse ou essa outra
- 2:42:19voz, essa outra fala que tá ali por trás
- 2:42:22escondida, né? a gente também vai ter
- 2:42:25crítica visual e ela também vai
- 2:42:28estabelecer relação entre a imagem e o
- 2:42:31texto. Então, a gente com os textos
- 2:42:33multimodais pra gente pensar se um
- 2:42:37determinado texto confirma o que tá
- 2:42:41sendo dito no outro ou se eles são
- 2:42:43contrários, ela vai, quando a gente tem
- 2:42:45dois textos, gente, a gente vai ver
- 2:42:46isso. Ou a gente vai ter duas
- 2:42:50informações ali que estão caminhando
- 2:42:52juntas. para chegar no mesmo objetivo ou
- 2:42:55a gente vai ter dois pontos de vista ali
- 2:42:58que são divergentes e aí na no enunciado
- 2:43:02e nas alternativas a gente vai ter que
- 2:43:04conseguir ler o até que ponto eles se
- 2:43:07aproximam, até que ponto eles se
- 2:43:09distanciam ou o que um texto tá falando,
- 2:43:12né, que não tá casando com a realidade
- 2:43:15que tá sendo apresentada pelo outro
- 2:43:16texto. Certo?
- 2:43:19Bom, aí entra a questão da a nessa
- 2:43:24leitura do texto, a argumentação aí,
- 2:43:27leitura mesmo de estrutura textual,
- 2:43:29porque a Fuveste não abandonou a
- 2:43:31estrutura, gente. Ela só ela deu uma
- 2:43:34remodelada, uma nova forma de olhar pros
- 2:43:38assuntos, mas ela não abandonou a
- 2:43:40estrutura. Então, a gente vai ter texto
- 2:43:43em que a gente vai ter que conseguir
- 2:43:44identificar a tese, o que que tá sendo
- 2:43:46defendido nesse texto, né? Às vezes
- 2:43:49falar as questões de interpretação, né?
- 2:43:52Mas em questões de interpretação podem
- 2:43:54ser abordadas de maneira muito diversa,
- 2:43:58maneiras diversas. e, por exemplo,
- 2:44:00identificar o que que o que que esse
- 2:44:02cara tá falando, o que que ele tá
- 2:44:03defendendo com esse texto. Aí a gente
- 2:44:06vai ter que identificar a tese ou
- 2:44:10justificativas,
- 2:44:12dados que ele traz para reforçar essa
- 2:44:16tese, certo? As relações de causa e
- 2:44:20consequência
- 2:44:22que a gente tem nesse tipo de texto não
- 2:44:23é à toa que as conjunções adversativas e
- 2:44:28as concessivas são as preferidas
- 2:44:31das provas de vestibulares paulistas,
- 2:44:34porque elas estão aqui, ó, inseridas
- 2:44:36nesse lugar, nesse tipo de texto, com
- 2:44:40que exige leitura crítica. E para você
- 2:44:42conseguir perceber as relações entre os
- 2:44:45argumentos que são estão sendo
- 2:44:47utilizados para confirmar a tese. E
- 2:44:52normalmente o que a gente não tinha
- 2:44:54muito na Fuveste. A Fuveste normalmente
- 2:44:55era isentona, né? Mas já vem aparecendo
- 2:44:59já nos últimos anos crítica social. OK?
- 2:45:04Letco, a escolha das palavras e as
- 2:45:08escolhas discursivas.
- 2:45:10Quando você escolhe, por exemplo, o
- 2:45:12termo crise climática, um autor traz
- 2:45:16crise climática, ele escolheu crise, ele
- 2:45:20não escolheu, sei lá, algo como a
- 2:45:22situação do clima. Quando ele escolhe
- 2:45:26crise, crise já tá trazendo que é um
- 2:45:30problema. Então, quando a gente tá lendo
- 2:45:33um texto de um autor que tá chamando
- 2:45:36toda essa situação climática de crise, a
- 2:45:39gente já sabe que ele tá lá no lugar
- 2:45:40daquele cara que fala: "Olha, estamos
- 2:45:42vivendo uma situação problemática com
- 2:45:46a questão climática". Ele não tá lá
- 2:45:49naquele lugar do cara que fala: "Não,
- 2:45:52gente, o planeta sempre passou por essas
- 2:45:54mudanças, não tem nada de crise
- 2:45:56climática, né? Vamos derrubar todas as
- 2:45:59árvores e explorar todos os espaços,
- 2:46:01porque isso daí não tem nada a ver, é só
- 2:46:04papinho de ecologista, sabe? Então,
- 2:46:07quando você lê a palavra crise, você já
- 2:46:10consegue entender um posicionamento
- 2:46:13crítico do autor. Olha lá a leitura do
- 2:46:17léxico. E isso também é importantíssimo
- 2:46:20para vocês na escrita do texto de vocês.
- 2:46:22A seleção lexical, a escolha das
- 2:46:26palavras te coloca em um lugar ou em
- 2:46:29outro, certo? Da do sobre o ponto de
- 2:46:33vista, né? eh do problema que tá sendo
- 2:46:36analisado, evento extremo. Olha lá, mais
- 2:46:40escolhas lexicais, né? Adaptação,
- 2:46:44vulnerabilidade,
- 2:46:45risco.
- 2:46:47Termos que hoje em dia nós temos como
- 2:46:49justiça ambiental. Nossa, Lívia, como
- 2:46:51assim justiça ambiental? É a justiça pro
- 2:46:54leão na selva. Não, aqui, né, gente? Aí
- 2:46:58eu tô falando, já mudei de Vamos pra
- 2:47:00onça pintada, pra gente ficar aqui no
- 2:47:02Brasil mesmo, né?
- 2:47:04Então vão ficar aqui na nossa fauna.
- 2:47:06Então olha lá a justiça para eles, né,
- 2:47:10gente? Justiça mental. Quando a gente tá
- 2:47:12falando disso, a gente tá falando de
- 2:47:14sociedade, a gente tá falando de
- 2:47:17comunidades, a gente tá falando, lógico,
- 2:47:20também da fauna, né? Mas aqui entra um
- 2:47:24um mundo pra gente discutir que não é só
- 2:47:28não é a justiça dos animais se deve
- 2:47:30matar ou não o animal. Não é isso. Isso
- 2:47:32é uma redução de um termo como esse, né,
- 2:47:34de uma expressão como essa. E aí a nossa
- 2:47:37queridíssima gramática, né, onde ela
- 2:47:39entra nesse embrolho todo, nos
- 2:47:42conectivos, né, que vão começar, vão
- 2:47:44estabelecer relações de caos e
- 2:47:46consequência dentro de um texto entre os
- 2:47:48argumentos, oposição e concessão, que eu
- 2:47:52falei que é o mais querido de dourado,
- 2:47:54né? as conjunções adversativas e as
- 2:47:57conjunções concessivas, porque traz uma
- 2:47:59ideia depois lá embaixo fala, porém
- 2:48:02contudo, entretanto, né? E vem
- 2:48:05discutindo um outro ponto de vista para
- 2:48:07refutar algo que foi dito anteriormente.
- 2:48:09E aí você é um leitor crítico, você
- 2:48:11consegue perceber que tá sendo feito um
- 2:48:14contraponto entre as ideias. A Fuveste
- 2:48:16quer saber isso de você. Todos esses
- 2:48:18elementos são elementos envolvidos na
- 2:48:21questão da progressão textual. e os
- 2:48:24nossos queridíssimos, né, pronomes
- 2:48:28advérbios que vão funcionar aí como uma
- 2:48:31retomada referencial pra gente manter o
- 2:48:35tópico, né, manter preso ali dentro do
- 2:48:37tema, a gente não fugir e conseguir
- 2:48:39perceber que a gente tá falando sobre a
- 2:48:40mesma coisa com a evolução do texto.
- 2:48:43Então, a gramática aqui, ela vai entrar
- 2:48:45nesse lugar que a gente falou, né, da
- 2:48:47das escolhas lexicais, que são
- 2:48:48importantíssimas. Então é é essencial
- 2:48:51que você consiga ler essas escolhas,
- 2:48:54identificar que aquela seleção lexical
- 2:48:57ela foi consciente,
- 2:48:59tá? Ela foi uma escolha do autor, ela
- 2:49:03não é aleatória e esses elementos
- 2:49:05gramaticais todos que estão ali
- 2:49:07envolvidos
- 2:49:09para gerar sentido no texto. Então vamos
- 2:49:12olhar aqui para uma questão da fuveste.
- 2:49:15Então a gente tem garimpo e legal. Então
- 2:49:18olha lá. texto multimodal, certo? Nós
- 2:49:22temos aqui o que a gente consegue ver,
- 2:49:24duas pessoas com
- 2:49:27eh com peneiras na água, né? Então, a
- 2:49:30gente já vai lá juntando aqui, ó,
- 2:49:32garimpa ilegal, com linguagem verbal. O
- 2:49:36mercúrio a gente descarta na água, né?
- 2:49:40Então, quer dizer, eles estão ali
- 2:49:42fazendo garimpo, usando mercúrio,
- 2:49:43largando a água no rio. O próximo
- 2:49:46quadrinho, que que a gente tem? A gente
- 2:49:48tem uma família indígena, né, aqui
- 2:49:53fazendo algum tipo de alimento. E aí nós
- 2:49:56temos um dos garimpadores lá jogando
- 2:49:58diretamente, descartando diretamente
- 2:50:01dentro da vasilha, né, que tá sendo
- 2:50:04utilizada pr para fazer o alimento. Por,
- 2:50:07gente, né, a gente mora na cidade, a
- 2:50:09gente abre a torneira, a água chega, né?
- 2:50:12Aqui na minha cidade é o semai, quem
- 2:50:14cuida da água. Então vem essa água
- 2:50:15tratada e tal até chegar na torneira da
- 2:50:19casa da gente, os indígenas, a água que
- 2:50:22ele consome é aquela água que tá ali.
- 2:50:26Nossa, será que isso tem alguma coisa a
- 2:50:28ver com aquele conceito, com aquela
- 2:50:30expressão que a gente acabou de falar de
- 2:50:31justiça ambiental, hein? Olha lá. Então,
- 2:50:35considerando a charde, é correto
- 2:50:37afirmar, há uma incoerência entre a
- 2:50:41imagem do segundo quadro, o enunciado
- 2:50:43verbal do primeiro, uma vez que a
- 2:50:45postposição do adjunto adverbial na água
- 2:50:48anula qualquer ambiguidade. Olha que
- 2:50:51pegou na nossa gramática. O mercúrio a
- 2:50:54gente descarta na água. Bora lá fazer a
- 2:50:56análise sintática do jeito que eu sempre
- 2:50:58falo para vocês. Primeira coisa que a
- 2:51:00gente acha, verbo destacar, descartar.
- 2:51:05Quem descarta, descarta
- 2:51:07algo. Depois que a gente achou o verbo
- 2:51:11sujeito,
- 2:51:13agente.
- 2:51:15Agente. Então aqui é sujeito. Descarta o
- 2:51:18quê? O mercúrio. O mercúrio, objeto
- 2:51:23direto na água.
- 2:51:25é o lugar adjunto adverbial
- 2:51:29de lugar.
- 2:51:32Gente, na ordem direta da língua, a
- 2:51:35gente tem sempre o adjunto adverbial lá
- 2:51:36no final, né? Então ele fala aqui que há
- 2:51:39uma incoerência entre a imagem do
- 2:51:41segundo quadro da questão da água com
- 2:51:44enunciado verbal, uma vez que a
- 2:51:46pósposição do adjunto adverbal anula
- 2:51:48qualquer ambiguidade. Esse na água
- 2:51:51poderia estar em algum outro lugar. Essa
- 2:51:54essa questão da água com essa questão
- 2:51:56dessa água aqui, ó, continua sendo a
- 2:51:58mesma. A gente não tem nenhum tipo de
- 2:52:02incoerência. Ao antecipar o objeto
- 2:52:05direto, o Mercúrio, opa, já fizemos
- 2:52:07nossa análise sintática. O Mercúrio tá
- 2:52:08antecipado, né? Porque na ordem direta é
- 2:52:11ele depois do verbo. Para o começo da
- 2:52:14oração, o chargista chama a atenção para
- 2:52:17esse elemento, estimulando o leitor a
- 2:52:20buscá-lo visualmente no segundo quadro.
- 2:52:22Olha aqui o mercúrio caindo direto na no
- 2:52:27instrumento ali, na vasilha de
- 2:52:28alimentação da família indígena, né?
- 2:52:31Então veja aqui a gente tem o que a
- 2:52:33gente chama de topicalização.
- 2:52:36Tudo que a gente coloca no início, né?
- 2:52:38Introdução denunciada, a gente
- 2:52:40topicaliza, a gente traz o foco para
- 2:52:43ele. Ao jogar o o Mercúrio, o chargista
- 2:52:47jogar o objeto direto, né? o mercúrio
- 2:52:50topicalizar esse elemento, ele fala, é
- 2:52:53sobre isso que a gente tá falando, né?
- 2:52:56Então isso nos faz procurar para onde tá
- 2:52:58indo esse mercúrio que tá sendo
- 2:52:59descartado na água. Tá sendo tá sendo
- 2:53:02descartado diretamente na água que é
- 2:53:05consumida por seres humanos,
- 2:53:08certo? mais diretamente, especificamente
- 2:53:11aqui a gente tá falando de comunidades
- 2:53:13que vivem mais isoladas, né, que
- 2:53:15dependem, por exemplo, da água dos rios
- 2:53:18ali pra sobrevivência direta. Não que
- 2:53:20nós não, né, quando a gente tá na
- 2:53:21cidade, a gente também depende, mas a
- 2:53:23gente tem esses recursos aí de
- 2:53:25saneamento que vão cuidar minimamente
- 2:53:28dessa água que chega até a nossa
- 2:53:30torneira. Beleza?
- 2:53:33Agora vamos ver um outro tópico, as
- 2:53:36redes digitais como disputa de discurso
- 2:53:38e responsabilidade. Então, rede digital,
- 2:53:42disputa de discurso. Por que disputa de
- 2:53:46discurso? Como eu a gente já tá falando
- 2:53:48disso, né? A gente tá falando de
- 2:53:50discursos diferentes, em lugares
- 2:53:51diferentes, por ideologias diferentes,
- 2:53:53pontos de vista diferentes. E isso
- 2:53:55também está nas redes sociais, OK? Então
- 2:53:59a gente a gente consegue ver isso, por
- 2:54:00exemplo, dentro de uma única rede
- 2:54:02social, a gente consegue ver com perfis
- 2:54:05o o perfil, né, cada um com um perfil
- 2:54:08ideológico diferente, que vai falar
- 2:54:10coisas que
- 2:54:12entram em embate direto também e
- 2:54:15responsabilidade. E aqui entra a famosa,
- 2:54:20né, fake news, que infelizmente é uma
- 2:54:24realidade na nossa vida. até que ponto
- 2:54:26uma informação falsa, repetida, muitas
- 2:54:30vezes não acaba se tornando verdade,
- 2:54:34principalmente para uma em um país em
- 2:54:38que a gente tem um baixo nível de
- 2:54:40escolarização ou uma baixa qualidade
- 2:54:44dessa escolarização. Então, que a gente
- 2:54:46não tem a maior parte da população de
- 2:54:48leitores críticos que conseguem
- 2:54:51identificar que aquela informação tem
- 2:54:53alguma coisa de estranho ali, que aquilo
- 2:54:54lá não tá legal e correr atrás da inform
- 2:54:57e correr atrás e perceber que aquilo é
- 2:55:00uma mentira, né? Então esse é um
- 2:55:02problema atual nosso, né?
- 2:55:06Da nossa vida, não tem como fugir. Então
- 2:55:08aí no ambiente digital a linguagem ela
- 2:55:10circula em escala massiva hoje, né?
- 2:55:13Porque fake news nasceu hoje? Lógico que
- 2:55:16não. Fake news já existia, sempre
- 2:55:18existia
- 2:55:20histórias contadas, versões
- 2:55:23de algo modificado. Isso sempre existiu.
- 2:55:26O que acontece é com a difusão das redes
- 2:55:29sociais, né, da internet, isso passou a
- 2:55:32chegar a muito mais gente de uma vez,
- 2:55:35certo? Então a gente tem uma escala
- 2:55:38massiva
- 2:55:40de dessa dessa reprodução desse tipo de
- 2:55:43discurso e isso com certeza certeza gera
- 2:55:48consequências
- 2:55:50sociais, políticas, se na nossa última
- 2:55:52eleição isso daqui já deu bo, espera a
- 2:55:54próxima e jurídicas, que a gente já tem
- 2:55:57disputas, né? E eh temas chegando até o
- 2:56:01Supremo Tribunal de decisão do que pode,
- 2:56:04o que não pode, o
- 2:56:06Qual é o limite? Existe um limite pro
- 2:56:09que pode ser dito, né? E e isso ai, isso
- 2:56:14é cerciar é liberdade. Mas até que ponto
- 2:56:16contar mentira é é
- 2:56:19ter liberdade,
- 2:56:21certo? Então, olha, contar uma mentira
- 2:56:23deliberadamente para tentar enganar um
- 2:56:26um nicho, um grupo da população. Até que
- 2:56:29ponto isso é liberdade de expressão?
- 2:56:32Percebem? Então, tudo isso é pra gente
- 2:56:34parar e pensar. Então, quando a gente
- 2:56:36pensa tudo isso, o texto ele não vai ser
- 2:56:40só uma sequência de palavra, gente. Um
- 2:56:43texto ele vai circular em determinado
- 2:56:45contexto
- 2:56:47social, contexto discursivo. Aqui
- 2:56:50contexto vai ter vários sentidos. ele
- 2:56:53vai produzir efeitos e vai gerar com
- 2:56:57certeza responsabilidades.
- 2:56:59Então tudo que a gente produz, inclusive
- 2:57:01nós também somos produtores de rede
- 2:57:04social, que que a gente tá escrevendo lá
- 2:57:07nos comentários dos posts que a gente
- 2:57:09vê, dos vídeos que a gente assiste, a
- 2:57:11que a gente assiste, certo? Nós somos
- 2:57:14também produtores e também temos
- 2:57:16responsabilidades. Nós não temos só
- 2:57:18direitos, não. Como produtores, nós
- 2:57:21temos responsabilidades na disseminação
- 2:57:25de informação, porque a gente tá o tempo
- 2:57:27todo lá escrevendo também e participando
- 2:57:31desse jogo, certo? E aí, quais são as
- 2:57:34abordagens possíveis? O que que a gente
- 2:57:36pode esperar da FVEST, né, tratando um
- 2:57:39tema tão rico e tão atual como esse de
- 2:57:43rede social? Interpretação de textos
- 2:57:47jurídicos e jornalísticos. Por que
- 2:57:50jurídicos? Porque aí entra aquela
- 2:57:51questão que eu tava falando aqui. Até
- 2:57:54onde vai a liberdade individual do
- 2:57:58cidadão? Qual é o limite entre a
- 2:58:00liberdade individual do cidadão e o
- 2:58:03direit?
- 2:58:06Certo? Que tem tem um grupo, determinado
- 2:58:09grupo ideológico que diz que não existe
- 2:58:12essa questão da sociedade. Cada sujeito
- 2:58:14individualmente
- 2:58:16tem o direito, a liberdade de dizer e de
- 2:58:19fazer o que quiser, né? Mas aí eles,
- 2:58:22esse pessoal que esquece um pouquinho
- 2:58:24que o direito de um acaba onde começa o
- 2:58:28do outro, né? Esquece um pouquinho que
- 2:58:30existem leis, a gente tem
- 2:58:34uma constituição e existem leis e que a
- 2:58:37gente não pode viver apenas sob um olhar
- 2:58:40individualista. A gente tem que se
- 2:58:42enxergar como membro de uma sociedade,
- 2:58:45porque é isso que nós somos. Nós vivemos
- 2:58:47em grupos de microciedade, por exemplo,
- 2:58:49a tua sala de aula, a tua casa, a tua
- 2:58:52família, até macro, como a dentro da tua
- 2:58:56cidade, do teu estado, do teu país,
- 2:58:59certo? Então não dá pra gente olhar só
- 2:59:01pro nosso umbigo. A gente tem sempre
- 2:59:04pensar: "Tá bom, sou eu, mas sou eu
- 2:59:06dentro de um grupo e a Fuvest vai
- 2:59:09esperar que você faça isso, tá? Essa
- 2:59:12leitura voltada pênalti pro teu umbigo
- 2:59:14não cola na fuveste mais.
- 2:59:17Argumentação complexa. Então a gente vai
- 2:59:20ter aqui liberdade de expressão que eu
- 2:59:23tava falando, né? O que que é essa
- 2:59:24bendita liberdade de expressão? A gente
- 2:59:27já vem falando também há algum tempo
- 2:59:29sobre a questão dos limites do humor,
- 2:59:33né? Isso já vem sendo falar também, já
- 2:59:35foi tema de vestibular, de redação. E aí
- 2:59:38esses limites dessa liberdade de
- 2:59:41expressão, né? A partir do momento que
- 2:59:42eu tô falando algo que não é real, a
- 2:59:44partir do momento que eu tô ferindo o
- 2:59:46outro, será mesmo que isso pode só
- 2:59:49porque liberdade de expressão posso
- 2:59:50falar que eu quero, né?
- 2:59:54Será que eu não tenho responsabilidade
- 2:59:57sobre o que eu digo? Será que essas
- 3:00:00plataformas
- 3:00:03que nos permitem dizer qualquer coisa
- 3:00:06não tem responsabilidade com isso?
- 3:00:09Será que essas plataformas que ac que
- 3:00:12disseminam discursos de ódio, disseminam
- 3:00:16esse tipo de coisa, elas não têm nenhuma
- 3:00:18responsabilidade? Não, eu só tô aqui. Eu
- 3:00:21deixei lá, quem postou foi o fulano. Tem
- 3:00:24nada a ver com isso. E ganhando rios de
- 3:00:28dinheiro em cima disso, será que não tem
- 3:00:30responsabilidade mesmo, né? Será que não
- 3:00:33existem limites até mesmo pros
- 3:00:35discursos? Será que discurso de ódio é a
- 3:00:39mesma eh liberdade de expressão?
- 3:00:42Eu posso dizer que eu odeio que não
- 3:00:44deveria não deveria permitir o acesso de
- 3:00:47determinado grupo social a um
- 3:00:49determinado lugar simplesmente porque eu
- 3:00:51acho que eu penso que é assim, a
- 3:00:52liberdade de expressão, né? E aí onde
- 3:00:56estão os nossos direitos como sociedade
- 3:01:00e como democracia,
- 3:01:03né? As pessoas parecem que usam esse
- 3:01:06conceito de democracia como um obaoba,
- 3:01:09né? Aqui a democracia não é ditadura.
- 3:01:11Então pode tudo. Bora lá. E a gente sabe
- 3:01:13que não é assim, né? Você gabaritador,
- 3:01:17você gabaritadora que tá aqui, você não
- 3:01:19chegou aqui no gabarita gel à toa, você
- 3:01:21já sabe que a coisa não funciona bem
- 3:01:23assim, né?
- 3:01:25Os gêneros textuais. Aí, minha gente,
- 3:01:28aqui, ó, vai entrar postagem,
- 3:01:31comentário, notícia.
- 3:01:33decisões judiciais pra gente pensar, tá
- 3:01:37ferindo liberdade de expressão. É o eh
- 3:01:40como é que é o termo que eles usam?
- 3:01:42Ditadura da toga. é a ditadura da toga
- 3:01:45contra a democracia com a liberdade de
- 3:01:48expressão. A gente tem que pensar nisso.
- 3:01:51artigos de opinião que vão aparecer com
- 3:01:52diferente diferentes pontos de vistas
- 3:01:54pra gente analisar a questão da checagem
- 3:01:57de fatos ligados diretamente que eu
- 3:01:59falei para, né, que a gente acabou de
- 3:02:01falar sobre fake news, comunicados
- 3:02:04institucionais também, né, quando a
- 3:02:06gente tem aí essas informações que vem
- 3:02:09de lugares que devem ou deveriam ser
- 3:02:13confiáveis como a instituição que se
- 3:02:15propõem a ser e efeitos de sentido e
- 3:02:19intencionalidade.
- 3:02:21Gente, intencionalidade.
- 3:02:24Ninguém mais aqui é ingênuo.
- 3:02:27Ninguém que tá aqui se preparando para
- 3:02:30essa prova linda da Fuveste. É ingênuo
- 3:02:32de achar que qualquer texto, qualquer
- 3:02:34palavra, que qualquer escolha, que
- 3:02:37qualquer construção gramatical ali é
- 3:02:41simplesmente sem intenção.
- 3:02:44Ai, eu não quis diz dizer isso. Fuveste
- 3:02:46não vai vir depois com uma camiseta
- 3:02:48branca, fazendo um vídeo com sem
- 3:02:50maquiagem, dizendo: "Olha, perdoa, eu
- 3:02:53não quis dizer isso não. A Fuvest ela
- 3:02:56vai trazer o texto porrada pra gente
- 3:02:57pensar nele, tá? Então, discursos de
- 3:03:01ódio, fake news, conteúdos manipulados,
- 3:03:06por que esse tipo de conteúdo produz
- 3:03:10adesão?
- 3:03:12também gera medo. Eu me lembro até hoje
- 3:03:16que minha mãe me conta que quando ela
- 3:03:18era criança, né, ela viveu durante a a
- 3:03:20ditadura civil militar que nós tivemos
- 3:03:23aqui no país, existia um discurso que
- 3:03:26era um discurso real mesmo de que os
- 3:03:27comunistas comiam as crianças. As
- 3:03:30crianças tinham medo, era um discurso e
- 3:03:32os adultos também, que os comunistas não
- 3:03:35iam vir tirar as crianças de casa e sei
- 3:03:37lá, fazer um ensopado, alguma coisa
- 3:03:38assim. Vejam que olhando por um lado
- 3:03:41parece a gente dá risada, parece
- 3:03:42absurdo, não é? Mas não é. É um discurso
- 3:03:45para gerar medo. Medo deixa as pessoas
- 3:03:49presas no lugar de sempre, ok? Medo faz
- 3:03:53elas não não permite que as pessoas
- 3:03:57pensem fora da caixinha.
- 3:04:00Polarização,
- 3:04:02né, gente? principalmente aí a gente
- 3:04:03falando da política no nosso país, o
- 3:04:06lugar da extrema direita, né, da direita
- 3:04:08aí com com a esquerda. a gente ouve nos
- 3:04:11últimos anos, né, houve um rompimento
- 3:04:13muito claro desses lugares e hoje a
- 3:04:16gente tem polos muito distantes, o que
- 3:04:18antigamente a gente até encontrava um
- 3:04:21centrão ali, um meio que dialogava, né,
- 3:04:23e hoje tá tudo muito polarizado. e
- 3:04:26descrédito institucional, como o termo
- 3:04:29que eu usei, por exemplo, da ditadura da
- 3:04:31TOGA, né? É uma maneira de tentar
- 3:04:34descredibilizar o nosso eh
- 3:04:38Tribunal Superior. Então, isso existe
- 3:04:41muito e não só apenas, tá? Eh, a
- 3:04:44questão, por exemplo, do na política
- 3:04:47STJ, até canais de televisão quando não
- 3:04:50divulgam uma o
- 3:04:53emissora de rádio, quando não divulga um
- 3:04:55determinado discurso que um determinado
- 3:04:56grupo queria, ele começa a criar uma
- 3:04:59campanha de difamação, né, para que haja
- 3:05:03um rompimento mesmo com aquela
- 3:05:06instituição.
- 3:05:07E aqui variação de registro e adequação
- 3:05:11linguística. Aqui pode entrar questões
- 3:05:14pra gente avaliar. Linguagem jurídica.
- 3:05:17Será que todo mundo no nosso país
- 3:05:20consegue ler um texto? Vou usar o termo
- 3:05:23juridiquez.
- 3:05:25Será que todo mundo consegue? Qual
- 3:05:27percentual de brasileiros hoje que vocês
- 3:05:30acham que conseguem ler um termo, um
- 3:05:33texto jurídico mesmo?
- 3:05:37Eh, a lei, pegar a lei crua, não que
- 3:05:40alguém mastigou para ela, entrar lá no
- 3:05:42site, né, da do governo, pegar baixar
- 3:05:45uma lei e conseguir ler uma lei, um
- 3:05:47decreto, alguma coisa assim. Gente,
- 3:05:50quando você deixa tudo nesse jurid case
- 3:05:54aqui, você tá negando acesso a
- 3:05:58informação a um grande número de
- 3:06:02populacional, a uma grande parte da
- 3:06:05população. Isso daqui a gente tá é
- 3:06:07linguagem também, tá? Também linguagem.
- 3:06:12Aí vem a linguagem midiática,
- 3:06:15né? Mas a gente não tem, a gente tem
- 3:06:17diferentes linguagens midiáticas.
- 3:06:20Tem aquela que tenta se colocar como
- 3:06:23neutra, né? E tem aquela que escancara,
- 3:06:28se coloca defensora de um determinado
- 3:06:30ponto de vista, como se todos os outros
- 3:06:33fossem equivocados. Então isso a gente
- 3:06:35também tem esse tipo de problema hoje em
- 3:06:37dia, né? E a linguagem cotidiana das
- 3:06:41redes, que galera é o que a gente vive
- 3:06:44hoje, né? Quem que não tá inserido em
- 3:06:46rede social? Quem que aí de vez em
- 3:06:48quando não pega o celular, fala assim:
- 3:06:50"Eu vou dar uma olhadinha de 5 minutos
- 3:06:52no Instagram, no TikTok, na hora que vê
- 3:06:53já tá mais, já tá mais a mais de hora
- 3:06:55lá. Quem nunca, né? Então isso daqui
- 3:06:59também faz muito parte da nossa
- 3:07:01realidade.
- 3:07:03E aí aqui tem um texto, né? Eh, e a
- 3:07:07Vamos lá, sempre olhando o contexto,
- 3:07:11quem é autor Tamires de Assis Lima
- 3:07:14Martins? Aí tem coautora, né? A Ana
- 3:07:17Paula Cordeiro, o nome, a cultura do
- 3:07:21cancelamento, contribuições de um olar
- 3:07:24sociológico. Opa, aqui eu já tenho uma
- 3:07:27vertente de ver onde tá vindo isso, né?
- 3:07:31Extra prensa. Aí é um veículo, né, de
- 3:07:34comunicação, então parece ser volume 15.
- 3:07:37Isso daqui nos parece ser um eh um
- 3:07:42artigo publicado em em alguma revista,
- 3:07:46né, em algum anualário. Então, olha lá.
- 3:07:49O que torna possível o surgimento de uma
- 3:07:51cultura do cancelamento é um cenário em
- 3:07:54que os detentores do poder econômico e
- 3:07:57ou político vislumbram a utilização de
- 3:08:00valores morais como valores de mercado,
- 3:08:03seja no campo da publicidade, seja no
- 3:08:06campo da responsabilidade social da
- 3:08:07empresa. A Fuveste já trouxe nossos
- 3:08:10marcadores discursivos. Então, a gente
- 3:08:12já sabe que essa questão aqui vai falar
- 3:08:15da relação dos conectivos com a
- 3:08:18construção de sentido do texto, né? O
- 3:08:21conjunto de valores defendido pelos
- 3:08:22movimentos sociais que lutam por
- 3:08:25reconhecimento e respeito à diversidade.
- 3:08:29Olha aqui como, olha lá o viés, olha a
- 3:08:31escolha lexical, o conjunto de valores
- 3:08:34defendidos pelos movimentos sociais. São
- 3:08:36movimentos sociais, não são grupos
- 3:08:38baderneiros, são movimentos sociais que
- 3:08:41lutam, não é que fazem baderna, que
- 3:08:44brigam, não, por reconhecimento e
- 3:08:48respeito à adversidade.
- 3:08:51Não é que tá querendo enfiar ela abaixo
- 3:08:54da sociedade. Percebe? Eu tô tentando
- 3:08:56fazer um contraponto com outro, com um
- 3:08:59outro posicionamento ideológico,
- 3:09:01mostrando aqui como as escasicais são
- 3:09:04importantíssimas pra gente, né?
- 3:09:07eh tornam-se atributos exigidos por
- 3:09:09diversas empresas como elemento
- 3:09:11fundamental nas suas escolhas de
- 3:09:13investimento.
- 3:09:14Sendo assim, olha o marcador discursivo,
- 3:09:18a sanção específica realizada pelos
- 3:09:21agentes do cancelamento procura atingir
- 3:09:24não a liberdade do sujeito que
- 3:09:25supostamente ofende valores morais
- 3:09:28relevantes, que seria um instrumento
- 3:09:30coercitivo tradicionalmente previsto no
- 3:09:32direito penal, ou mesmo buscar
- 3:09:35reparações idenizatórias. instrumentos
- 3:09:37de resposta a atos ilícitos no direito
- 3:09:40civil. Mas sim, então, ó, ele vem
- 3:09:43dizendo, essa sanção específica é
- 3:09:46realizada pelos agentes do cancelamento,
- 3:09:48quem faz cancelamento procura atingir
- 3:09:51não a liberdade do sujeito, porque isso
- 3:09:54a gente tem questões lá eh previstos na
- 3:09:57lei para reparar isso, né? Vai, sei lá,
- 3:10:00responder a um processo por calúnia,
- 3:10:02difamação, né? Seria instrumento
- 3:10:04cocitivo tradicionalmente previsto no
- 3:10:05direito penal. ou mesmo buscar
- 3:10:07reparações inanizatórias. Isso que eu
- 3:10:09acabei de falar, né? Instrumento de
- 3:10:10resposta a atos ilícitos no direito
- 3:10:12civil. Ali em cima tá falando do penal,
- 3:10:15é cadeia mesmo ou algum tipo de de
- 3:10:20cerciamento, né? Você cerceamento de
- 3:10:24liberdade, né? no penal e aqui no civil,
- 3:10:27a questão de reparação indenizatória,
- 3:10:30não é só isso, mas sim impedir,
- 3:10:34restringir ou infligir danos na
- 3:10:37trajetória econômica ou profissional do
- 3:10:41sujeito cancelado.
- 3:10:43Só pra gente lembrar agora de uma de um
- 3:10:46exemplo aqui fresquinho pra gente, né?
- 3:10:49Sandálias abaianas.
- 3:10:51Teve uma galera cortando aí as suas
- 3:10:54tiras das sandálias havaianas e postando
- 3:10:56em rede social, né? Teve uma galera
- 3:10:59propondo que ninguém mais que boitasse
- 3:11:02que cancelassem
- 3:11:04a marca Havaianas,
- 3:11:07certo? Por conta de uma propaganda, né?
- 3:11:11Então, olha como isso pode longe. E
- 3:11:13quando você pega uma pessoa, um sujeito,
- 3:11:15um profissional também, né? Eu sou
- 3:11:18professora, eu já vi colegas meus sendo
- 3:11:21demitidos por falas,
- 3:11:24né, que foram deturpadas
- 3:11:27de uma de uma dentro de de um contexto
- 3:11:30ali escolar. E por conta disso a
- 3:11:33famílias vuf vão pedir o cancelamento.
- 3:11:35Aí cancela mesmo, manda embora o
- 3:11:37sujeito, né? Não tem conta, ninguém tem
- 3:11:39conta pagar. Nesse contexto, a cultura
- 3:11:41do cancelamento representa um mecanismo
- 3:11:45de eliminação do mercado em casos
- 3:11:48considerados graves ou em outros casos
- 3:11:50de mera diminuição relativa do capital
- 3:11:53de sujeitos ineficientes em fator
- 3:11:54competitivo específico, como inaquação
- 3:11:58de valores morais ostentados por atos e
- 3:12:00ou palavras em determinados ambientes
- 3:12:02sociais. Em relação aos conectivos
- 3:12:04sublinhados no texto, é correto afirmar,
- 3:12:08seja seja esses que estão aqui no início
- 3:12:10do texto, né, evidencia a dúvida das
- 3:12:13autoras quanto aos campos afetados pelo
- 3:12:15cancelamento. Vejam que aqui não há
- 3:12:17dúvida. Elas afirmam que seja no campo
- 3:12:20da publicidade, seja no campo da
- 3:12:22responsabilidade, isso acontece nos
- 3:12:24dois. Então não há dúvida, ela tá
- 3:12:28adicionando informação aqui. O que o que
- 3:12:31está aqui, ó.
- 3:12:33é utilizado para intensificar o valor
- 3:12:35dos movimentos sociais na luta pela
- 3:12:37diversidade. Esse aqui, ó, o conjunto
- 3:12:40dos valores defendido pelos movimentos
- 3:12:42sociais que lutam, ele é um pronome
- 3:12:44relativo que tá retomando aqui
- 3:12:46movimentos sociais, então ele não tá
- 3:12:49intensificando
- 3:12:50o sentido na luta pela diversidade. Ele
- 3:12:52só tá retomando um termo, um elemento
- 3:12:54coesivo.
- 3:12:56Sendo assim,
- 3:12:58indica adesão autoral diante das formas
- 3:13:02de sanção aplicadas pelos agentes
- 3:13:04cancelamento. Na verdade, ela vem aqui
- 3:13:07sendo assim, levando em consideração
- 3:13:09tudo que a gente disse antes, né? Vamos
- 3:13:12chegar aí a um determinado ponto. É
- 3:13:15isso. E aí que ela começa a falar das
- 3:13:17questões das sanções específicas. Então
- 3:13:19ela não tá nem não nem não existe uma
- 3:13:21adesão autoral, mas sim ressalta a
- 3:13:24diferença entre como se pune na cultura
- 3:13:26do cancelamento no direito penal. É isso
- 3:13:28que eles vem falando, né? Primeiro ele
- 3:13:29vem falando aqui de como, ó, é visto no
- 3:13:32direito penal, depois de como é dito no
- 3:13:35direito feito no direito civil, que é o
- 3:13:36que a gente tem em lei, né, gente? senão
- 3:13:38a gente vai voltar aí no olho por olho,
- 3:13:40dente por dente. Hoje existem punições
- 3:13:42que estão previstas em lei, então a
- 3:13:44gente tem que seguir a lei. É o que ela
- 3:13:46tá mostrando aqui no direito civil e no
- 3:13:48direito penal existem existem sanções
- 3:13:50para quem fere a lei, né? Mas ela tá
- 3:13:53falando que o cancelamento não é isso.
- 3:13:55Ele não quer esse tipo de coisa. Ele
- 3:13:56quer execrar e quer acabar, ó, mas sim
- 3:14:00impedir, resistir, infligir de danos a
- 3:14:03instituição ou a pessoa. Então, a nossa
- 3:14:05alternativa correta, alternativa
- 3:14:09D. E mais um tópico pra gente falar que
- 3:14:13não tem como não falar, né, gente, aqui
- 3:14:14em linguagens, a questão da literatura,
- 3:14:17como revisão dos dos cânis, né, do do do
- 3:14:20das obras clássicas, da literatura e
- 3:14:23como também memória social. Esse é um
- 3:14:25papel importantíssimo da literatura.
- 3:14:28Tanto que quando os governos, né, querem
- 3:14:33apagar um determinado lugar da história,
- 3:14:36o que que se faz? Proíbe a venda de
- 3:14:38determinado livro, face fogueira, né?
- 3:14:42Vamos fazer fogueira e queimar livro.
- 3:14:44Ainda existe isso, né? Faz pouco tempo a
- 3:14:46gente teve aí eh que fogueira com que
- 3:14:49tirando livro de biblioteca,
- 3:14:51né? Então, a a literatura também é uma
- 3:14:54disputa de memória, por quem escreve,
- 3:14:58quem é lido,
- 3:15:01nem sempre entra no canon ou pode
- 3:15:04entrar. Se entrar, isso fica pra
- 3:15:06história. Mesmo se não entrar, pode ser
- 3:15:09muito importante para um determinado
- 3:15:11contexto, né? O que tá sendo escrito ali
- 3:15:13tá sendo registrado.
- 3:15:16A escrita de um livro é um registro. Nós
- 3:15:19somos seres ideológicos, sociais. É um
- 3:15:22registro da nossa sociedade, é um
- 3:15:25registro do nosso pensamento, do que a
- 3:15:27gente tá vendo naquele momento, certo?
- 3:15:30Então é por isso a literatura ela não
- 3:15:33tem que ser estudada somente como reso
- 3:15:36de resumo de enredo. Bom, isso para quem
- 3:15:39presta fuvest já sabe que tem que fazer
- 3:15:41saber analisar as obras da as obras da
- 3:15:43leitura obrigatória, né? Aí é com o VAD
- 3:15:47que faz aquela análise maravilhosa com
- 3:15:49vocês sobre as leituras obrigatórias.
- 3:15:53Mas não fica apenas nesse lugar mais
- 3:15:55essa escolha da Fuveste de trazer apenas
- 3:15:58mulheres na lista desse ano mostra pra
- 3:16:01gente que não é só isso. Não é só saber
- 3:16:04interpretar texto poético, né,
- 3:16:06narrativo, não é isso. É porque é uma
- 3:16:08forma literária expressa atenções
- 3:16:10históricas, sociais, políticas
- 3:16:12subjetivas. Um texto produzido por uma
- 3:16:16mulher negra de periferia não vai
- 3:16:20mostrar a mesma realidade de um texto
- 3:16:23escrito por uma mulher branca de classe
- 3:16:26social. Por mais que aquela mulher
- 3:16:28branca se identifique e lute por
- 3:16:31igualdade, por mais que ela tenha essa
- 3:16:35intenção, ela não vai, ela não tem as
- 3:16:38mesmas dores que o outro. Só quem quem
- 3:16:43vai conseguir sentir aquela dor é aquela
- 3:16:45pessoa que viveu aquilo, certo? Então
- 3:16:48isso é importantíssimo na literatura. E
- 3:16:50a linguagem vem para registrar tudo
- 3:16:52isso, né? Crises do presente,
- 3:16:55disputar os sentidos do mundo. E aí,
- 3:16:58qual discurso que tá o correto? Não
- 3:17:00existe, não existe, a gente não tem, não
- 3:17:03existe ninho, isso é uma invenção, né? A
- 3:17:06gente não tem nada disso ou tem, né? e
- 3:17:09também, gente, preservar as vozes que a
- 3:17:12história tentou silenciar. E aqui a
- 3:17:15gente pode pensar, fugindo um pouquinho
- 3:17:16da lista aqui, mas a gente pode pensar,
- 3:17:18por exemplo, no Crenac, né, um autor
- 3:17:21indígena que é muito recente o acesso
- 3:17:26desses autores na aos grandes meios, né,
- 3:17:30ao a de acesso ao à grande população
- 3:17:34mesmo desse tipo de leitura. E não
- 3:17:36adianta, por mais que eu seja uma pessoa
- 3:17:38que defenda a população indígena,
- 3:17:40defenda o espaço deles, defendo tudo, eu
- 3:17:43não sei, eu não teria como escrever como
- 3:17:45o Crenac, porque não tá na minha, não tá
- 3:17:48na minha carne o que ele viveu.
- 3:17:51Percebem? Então isso a literatura faz.
- 3:17:54Isso é perigosíssimo, né, gente? Diga de
- 3:17:57passagem. Para algumas pessoas, isso é
- 3:17:58muito perigoso. Então, como que isso vai
- 3:18:01aparecer na nossa prova? leitura
- 3:18:03obrigatória. A Fuveste vai trazer uma
- 3:18:05leitura. E aí a Fuveste faz isso esse
- 3:18:09ano e traz
- 3:18:11apenas mulheres maravilhosas, fodásticas
- 3:18:16da literatura não apenas brasileira, né?
- 3:18:19E isso é uma forma da, gente, da gente
- 3:18:22entrar e e mostrar o contexto histórico,
- 3:18:25a forma com que isso é escrito. Gente, é
- 3:18:28questão da autoria, né? Não adianta. O
- 3:18:31homem pode defender o feminismo o máximo
- 3:18:34que for. Ele não tá na carne de uma
- 3:18:35mulher para entender o que é ser mulher.
- 3:18:38Não é a mesmo, não é o mesmo discurso.
- 3:18:40Jamais será. E eu não tô falando que é
- 3:18:42melhor ou pior, eu tô só falando que é
- 3:18:44diferente, certo? E a gente tem que
- 3:18:47saber ler essas diferentes vozes, esses
- 3:18:50diferentes lugares sociais, né? E também
- 3:18:53como crítica social também a literatura,
- 3:18:56a autoria feminina. Por que que é
- 3:18:59importantíssimo isso? Gente, por conta
- 3:19:02de invisibilidade histórica,
- 3:19:06a mulher consegue alcançar um posto,
- 3:19:10como vamos dizer assim, autora de obras
- 3:19:13muito recentemente. Quando eu falo muito
- 3:19:16recentemente, não são 10 anos, né? Mas
- 3:19:18quando a gente tá falando aí de um
- 3:19:19século dois, pensando na história da
- 3:19:21humanidade é algo muito recente, certo?
- 3:19:24Então a mulher ela vem lutando para
- 3:19:26conquistar e ganhar o seu espaço e e ser
- 3:19:30valorizado também, o trabalho dela ser
- 3:19:32valorizado há muito tempo. E ela tá
- 3:19:34conquistando esse espaço, ela conquistou
- 3:19:37e tá na luta ainda há muito pouco tempo.
- 3:19:40Então essa quando a FES faz isso, ela
- 3:19:43tenta é é uma maneira de acabar com essa
- 3:19:46invisibilidade histórica dessas autoras,
- 3:19:49mulheres, né? e mostrar as mulheres como
- 3:19:52autoras e não só como personagens
- 3:19:56das obras literárias ou personagens da
- 3:19:59vida coaduvante dos homens. Então, tudo
- 3:20:02conversa, literatura, sociedade, tá tudo
- 3:20:05junto e a linguagem tá aí no meio, né?
- 3:20:08Então aqui é muito comum na prova da
- 3:20:10fuveste a gente pode encontrar
- 3:20:12intertextualidade e a comparação entre o
- 3:20:14texto. Então intertextualidade,
- 3:20:16lembrando, conseguir recuperar um texto
- 3:20:19dentro de outro, né? vai conseguir
- 3:20:22perceber que uma outra voz dentro
- 3:20:24daquele texto. Comparar textos podem ser
- 3:20:28de diferentes linguagens, pode ser,
- 3:20:30podem ser dois textos de linguagem
- 3:20:31verbal, um verbal, outro não verbal ou
- 3:20:34só em linguagem não verbal, que não
- 3:20:36importa, isso pode est relacionado,
- 3:20:39né? Então, a gente vai pensar também em
- 3:20:42crítica, contexto histórico e reflexão
- 3:20:44contemporânea. Quando a gente pega as
- 3:20:46mulheres da nossa literatura atual, essa
- 3:20:50voz narrativa, esse ponto de vista, quem
- 3:20:55tá narrando, de onde tá narrando isso,
- 3:20:58com quais marcas subjetivas, como eu
- 3:21:01falei na carne da mulher, tá lá, isso tá
- 3:21:05aqui nessa lista, isso tá nessa lista da
- 3:21:09Fuveste. Quando el quando a Fuveste
- 3:21:10deliberadamente, intencionalmente,
- 3:21:12escolhe trazer uma lista formada apenas
- 3:21:14por mulheres autoras, né? É, subjetivas,
- 3:21:18sociais, históricas e a linguagem
- 3:21:20construindo o sentido. Então aqui a
- 3:21:22gente vai ter figuras de linguagem, a
- 3:21:23gente vai ter simbolismo e a a as
- 3:21:26ironias também, né, que aparecem sempre
- 3:21:30e escolhas lexicais.
- 3:21:34Importantíssimo reforçar isso mais uma
- 3:21:37vez. Então aqui pra gente ver questão da
- 3:21:42veste, tempo de nos aquilombar é um
- 3:21:46poema de Conceição Avaristo que foi
- 3:21:49publicado no jornal Globo em 2019. Aí já
- 3:21:53vem a professora de gramática, não é né,
- 3:21:55gente? Aqui lombar.
- 3:21:58De onde vem isso, né? Esse aquiilombar,
- 3:22:00de onde vem esse verbo?
- 3:22:03A gente tem lá, isso já nos remete a
- 3:22:06quilombo,
- 3:22:08sociedades de resistência,
- 3:22:12de sobrevivência.
- 3:22:14Quando ela diz aqui, ó, tempo de nos
- 3:22:16aquilombar, tempo de nos unir em um
- 3:22:20grupo de resistência, de sobrevivência,
- 3:22:23não tá falando da gente fugir pro meio
- 3:22:25do mato, né, como era necessário na
- 3:22:27época,
- 3:22:29não é isso. Então, vejam que esse termo
- 3:22:32aqui ele é ele tá dizendo algo
- 3:22:35metaforicamente.
- 3:22:36Sei lá, é tempo de caminhar em fingido
- 3:22:39silêncio e buscar o momento certo no
- 3:22:42grito. Aparentar fechar um olho evitando
- 3:22:44cisco e abrir escancaradamente o outro.
- 3:22:47Olha lá, um olho no peixe, um olho no
- 3:22:49gato. É tempo de fazer os ouvidos mocos
- 3:22:52para os vazios lero e cuidar dos passos,
- 3:22:56assuntando as vias e irse vigiando
- 3:22:59atento que o buraco é fundo.
- 3:23:02É tempo de ninguém se soltar de ninguém,
- 3:23:08mas olhar fundo na palma aberta, a alma
- 3:23:11de quem lhe oferece o gesto. O laçar de
- 3:23:14mãos não pode
- 3:23:17não pode ser algemas
- 3:23:21e sim acertar a tática necessário
- 3:23:24esquema. É tempo de formar novos
- 3:23:28quilombos.
- 3:23:31É tempo de resistência.
- 3:23:34É tempo da gente se unir como
- 3:23:36resistência,
- 3:23:38certo? De de fisicamente falando de
- 3:23:41outra forma. né, do que a gente tinha lá
- 3:23:44na durante a época escravagista do nosso
- 3:23:47país, mas simbolicamente é a mesma
- 3:23:50questão, é a união pela pra
- 3:23:53sobrevivência em qualquer lugar que
- 3:23:56estejamos. Então, é tempo de formar
- 3:23:58novos colombos em qualquer lugar que
- 3:24:00estejamos e que venham dias futuros.
- 3:24:04Salve 2020. A Mística Quilombola
- 3:24:07persiste afirmando: "A liberdade é uma
- 3:24:10luta constante". A gente olha que coisa
- 3:24:13mais linda. A liberdade é uma luta
- 3:24:15constante. Então, o verso é tempo de
- 3:24:18formar novos quilombos. É um exemplo de
- 3:24:21paradoxo,
- 3:24:23né? É uma ideia, uma ideia contrária que
- 3:24:26gera absurdo. Não, metonímia, pegar a
- 3:24:29parte aqui no contexto cultural sem
- 3:24:32relação com o passado, não. Metáfora
- 3:24:35representando uma união coletiva como
- 3:24:38forma de resistência
- 3:24:40social. Lembra? A metáfora? Uma
- 3:24:43comparação
- 3:24:45sem um elemento
- 3:24:47gramatical de comparação, né?
- 3:24:50Então a gente faz, mas estabelece aí um
- 3:24:52ponto de comparação com outro elemento,
- 3:24:54mas sem usar um como, alguma algum outro
- 3:24:58elemento gramatical. E aí tem mais uma
- 3:25:01questão sobre esse texto pra gente
- 3:25:03pensar. Considerando o enfoque do texto
- 3:25:07na denúncia social, o lírico revela
- 3:25:10predominantemente
- 3:25:11a crítica, as reações da nossa sociedade
- 3:25:14frente aos problemas que ficaram no
- 3:25:16passado. Ela tá criticando as nossas
- 3:25:18reações atuais ou ela tá falando pra
- 3:25:20gente: "Gente, é tempo da gente formar
- 3:25:22novos quombos. A gente precir, mas ela
- 3:25:25tá criticando algo, não tem crítica".
- 3:25:28Eh, eh, o eu revela predominantemente as
- 3:25:32justificativas para segregação, gente,
- 3:25:35pelo amor de Deus, né? Ó, justificativa
- 3:25:38para segregação social. A Conceição
- 3:25:40Evarist vai justificar, né, segregação
- 3:25:44social. Era aquela alternativa que a
- 3:25:45gente já chega lá na PR, fal assim, ó,
- 3:25:46você não já são
- 3:25:50alguns porcentos a menos da deu de
- 3:25:53probabilidade de ganha 20% a menos de
- 3:25:54chance de de eu errar. Então, o eu
- 3:25:58revela as tensões sociais presentes há
- 3:26:01tempos sob a luz dos embates no momento
- 3:26:06atual.
- 3:26:08Olha lá, parece que é essa, hein? Vamos
- 3:26:09ver as outras só para pra gente ver. O
- 3:26:13eu revela predominantemente a
- 3:26:15importância de contornar os problemas
- 3:26:17sociais. A Conceição Mar está falando
- 3:26:19pra gente contornar problema social, tá
- 3:26:22falando pra gente enfrentar, enfrentar
- 3:26:23de peito aberto, né? disso, o a o
- 3:26:26euírico revela as peculiaridades das
- 3:26:30diferentes classes sociais
- 3:26:35ao enfrentar os problemas sociais
- 3:26:37atuais. Ela tá falando das
- 3:26:38características de das diferentes
- 3:26:40classes sociais, não. Ela tá falando
- 3:26:43para nós como um todo nos unirmos e
- 3:26:46sermos resistência, certo? Então, para
- 3:26:50fechar a nossa aula, a linguagem regista
- 3:26:54as crises do presente, disputa os
- 3:26:57sentidos do mundo e preserva as vozes
- 3:26:59que a história tentou silenciar. E era
- 3:27:03isso que eu queria falar com vocês. Hoje
- 3:27:06a gente vai est sempre aqui, ó, torcendo
- 3:27:10e firme com vocês até o último minuto,
- 3:27:12hein? Ninguém solta a mão de ninguém,
- 3:27:15beleza? Obrigada mais uma vez, Jean,
- 3:27:17pela oportunidade.
- 3:27:19Volto a bola aí para você. Tchau, tchau.
- 3:27:22>> Oi, eu sou o Vitor. Passei em história
- 3:27:25pela USP. Ah, e eu queria agradecer todo
- 3:27:29o apoio, toda a força, todo o conteúdo
- 3:27:32que eu recebi do da plataforma do
- 3:27:35Gabarita Gel.
- 3:27:37Os professores todos são,
- 3:27:40todos são ótimos, todos foram
- 3:27:42importantes,
- 3:27:44eh,
- 3:27:45é principalmente de história e de
- 3:27:47geografia, né, professor Bernardo e
- 3:27:50professor Jean, que acabaram me
- 3:27:53acompanhando até, né, pela segunda fase.
- 3:27:56E
- 3:27:58e também foi a parte do
- 3:28:01da de quando eu assinei o gabarit que eu
- 3:28:03comecei a a organizar melhor a minha o
- 3:28:08meu cronograma, né, de estudos, né, que
- 3:28:10antes era um pouco troncado, aí eu
- 3:28:12comecei a ganhar mais liberdade, né, a
- 3:28:15partir da
- 3:28:17do gabarita gel e,
- 3:28:20né, queria recomendar, né, para para
- 3:28:22quem for prestar o vestibular, né, nesse
- 3:28:26ano ou nos próximos,
- 3:28:29a Gabarit já é uma ótima plataforma,
- 3:28:32né? E
- 3:28:34uma grande ajuda dele que eu tô que eu
- 3:28:36consegui passar. Então, agradeço muito e
- 3:28:41recomendo muito o gabarita gel.
- 3:28:47Ô, eu não falei, eu não falei que a aula
- 3:28:49ia ser boa. Vocês estão percebendo o
- 3:28:51nível das aulas do gabarita gel do nosso
- 3:28:53aulão? Então, se você não é aluno do
- 3:28:56gabarita gel, ainda dá tempo, Jean, mas
- 3:28:58a prova tá aí. Calma, nós temos a
- 3:29:01segunda fase. Se você quer caminhar com
- 3:29:03essa galera, vem estudar no
- 3:29:05gabaritagel.com.br. br ou você vai ter
- 3:29:08um curso pensado pra segunda fase, Jean,
- 3:29:12mas se eu não passar, você vai estudar
- 3:29:14ano que vem com a gente ou é a única
- 3:29:16plataforma especializada
- 3:29:19na Fuvest, na UNESP e na Unicup e também
- 3:29:23no Enem. Gente, vem cá, não acabou não,
- 3:29:26né? O negócio começa a esquentar a
- 3:29:28partir de agora, porque é aquela
- 3:29:30disciplina que todo mundo gosta, todo
- 3:29:32mundo gosta, principalmente quando ele
- 3:29:35dá aula.
- 3:29:36dessa disciplina, discorrendo, fazendo
- 3:29:39as conexões, sendo ácido, sendo muito
- 3:29:44ácido nas suas colocações. Ele, o garoto
- 3:29:48que já foi fotógrafo,
- 3:29:50já foi jogador de RPG, um nerd nato,
- 3:29:54ele, Bernardo Montemor, vem, Bernardo,
- 3:29:58mas antes rola, vai rolar um depoimento
- 3:30:01sempre para dar aquela energia. Calma,
- 3:30:03Bernardo, relaxa.
- 3:30:05>> Oi, eu sou a Raíça e eu fui aprovada em
- 3:30:07fisioterapia na USP. E é realização de
- 3:30:09um sonho, né, gente? Tá estudando na
- 3:30:11maior da América Latina. E uma peça
- 3:30:14assim fundamental foi ter estudado com o
- 3:30:16gabarita gel, porque
- 3:30:19toda a plataforma, os professores são
- 3:30:22muito bem capacitados e exclusivamente
- 3:30:24para os vestibulares de São Paulo, que
- 3:30:26por eu ser do Rio de Janeiro, eu não
- 3:30:28tinha tanta noção sobre geografia de São
- 3:30:30Paulo, até sobre as obras literárias
- 3:30:32também. E ambas foram muito bem
- 3:30:35estudadas na plataforma, aprofundadas
- 3:30:38e assim, gente, um ensino de muita
- 3:30:40qualidade, eu adorei e não é toa que eu
- 3:30:43fui aprovada, fez muito bem para mim e
- 3:30:47eu super indico é o gabarita gel para
- 3:30:49vocês. Inclusive a revisão de 10 horas
- 3:30:52que foi feita no dia anterior da Fuvest,
- 3:30:54que eu assisti cada segundo me ajudaram
- 3:30:58muito pra aprovação. De verdade, eu sou
- 3:31:01muito grata a todos vocês.
- 3:31:08>> É isso. Então, senhoras e senhores.
- 3:31:10Obrigado, Jean. Valeu, Brenão. Valeu,
- 3:31:13pessoal da equipe técnica. Muito
- 3:31:14obrigado por todos vocês. Essa audiência
- 3:31:16maravilhosa aqui conosco. Hoje vamos
- 3:31:19continuar com nossas tentativas de
- 3:31:25compreender melhor a Fuvest. A Fuvest
- 3:31:27gosta muito de misturar história com
- 3:31:30temas mais contemporâneos. Faz um jogo
- 3:31:34ali de você interpretar eventos
- 3:31:36contemporâneos com o que aconteceu no
- 3:31:39passado, como que eles chegaram ao
- 3:31:41momento atual. Então vem com a gente. Eu
- 3:31:44sou Bernardo Montemora e você tá no
- 3:31:46Gabarita Gel. Vem aqui que a gente vai
- 3:31:49ensinar você um pouquinho ou pelo menos
- 3:31:51discutir para não passar vergonha o
- 3:31:54suficiente nos assuntos. Eu tenho alguns
- 3:31:56temas que eu separei para trabalhar essa
- 3:31:58noite com vocês. Dois temas que
- 3:32:01engancham ali história geral, né, com
- 3:32:04temas pertinentes ao mundo contemporâneo
- 3:32:07global historicamente, e um tema Brasil
- 3:32:10forte. A Fuvest gosta de revisar esse
- 3:32:13tema. Não sai daí que a gente vai
- 3:32:15chegando lá, tá? Pega a tua água, pega
- 3:32:19teu caderno, prepara aí as anotações.
- 3:32:21Vamos falar um pouquinho sobre Israel.
- 3:32:25conflitos árabes e o que os Estados
- 3:32:28Unidos t a ver no Oriente Médio, nesse
- 3:32:30salceiro que é Israel e o seu projeto
- 3:32:34israelense em oposição ao projeto dos
- 3:32:38árabes, não só árabes, tá?
- 3:32:42Especialmente ali a região do Levante,
- 3:32:45Líbia, Síria, Palestina, né? Nós temos
- 3:32:49ali um choque [roncando]
- 3:32:50entre israilenses e esses povos do
- 3:32:54levante. Mas vamos tentar entender o
- 3:32:56contexto histórico desse processo.
- 3:32:59Se a gente fosse fazer uma
- 3:33:00contextualização histórica realmente
- 3:33:03grande, a gente iria lá no século XIX
- 3:33:06compreenderia o fortalecimento das
- 3:33:08ideias sionistas.
- 3:33:10Isso orquestrado ainda no período
- 3:33:13neocolonialista imperialista, num
- 3:33:15momento em que a não há um estado de
- 3:33:19Israel, não há um país Israel, tá? Os
- 3:33:22judeus em sua gigantesca maioria são
- 3:33:25povos apátridas naquele momento, na
- 3:33:28virada do século XIX pro X. A questão é
- 3:33:31que o contexto histórico não era
- 3:33:34favorável a eles. Havia um forte
- 3:33:36sentimento antissemita. haviam
- 3:33:38comunidades antissemitas espalhadas pelo
- 3:33:40mundo. Parte desse processo tá ligado
- 3:33:43muito às divergências religiosas entre a
- 3:33:46Igreja Católica, o fomento das ideias
- 3:33:49antijuda durante toda a Idade Média
- 3:33:52e de certa forma aquela facilitação do
- 3:33:55discurso em que o outro é sempre o
- 3:33:57inimigo. No entanto, aos poucos, no
- 3:34:01século XIX e XX, foi se consolidando uma
- 3:34:04ideia sionista. A ideia sionista
- 3:34:06basicamente acredita que os hebreus,
- 3:34:11futuros judeus, serão signatários de um
- 3:34:14tratado, um contrato com o seu Deus. E o
- 3:34:18seu Deus deu a eles uma terra que foi
- 3:34:20prometida a eles por serem seu povo, por
- 3:34:23serem seus seguidores. E esse contrato
- 3:34:26os autoriza a tomar essa terra para si.
- 3:34:30O movimento sionista vai justificar isso
- 3:34:33não apenas em caráter religioso, mas
- 3:34:36também em caráter histórico, geográfico,
- 3:34:38cultural, de várias formas, tá? É claro
- 3:34:41que você poderia aprofundar o tema, mas
- 3:34:43vamos manter a superficialidade porque
- 3:34:45senão a gente vai ficar aqui horas e
- 3:34:46horas e a gente não destrincha o
- 3:34:48suficiente do assunto. Vem comigo. Qual
- 3:34:52é o problema? O problema foi pós-
- 3:34:54Segunda Guerra Mundial, a hora que cai a
- 3:34:57Alemanha de fato e os soldados aliados e
- 3:35:01os soldados soviéticos, tá? Quando eu
- 3:35:04digo aliados, eu tô me referindo à onda
- 3:35:06do Ocidente ali, Estados Unidos,
- 3:35:09Inglaterra, França. E quando eu falo
- 3:35:11União Soviética, eu tô falando de todos
- 3:35:13os povos libertados ali pelo processo da
- 3:35:15revolução russa que vão se unindo, eles
- 3:35:18convergem paraa Alemanha quase que ao
- 3:35:20mesmo tempo, tá?
- 3:35:22A a descoberta dos campos de
- 3:35:25concentração e da forma como o processo
- 3:35:28ocorre é brutal, tá? Informações começam
- 3:35:32a vazar para os jornais, fotos, vídeos,
- 3:35:36a mídia começa a circular com essas
- 3:35:38informações e o mundo se dá conta do
- 3:35:42horror que foi o processo chamado
- 3:35:46posteriormente de holocaustro, tá?
- 3:35:49Foi uma tentativa de genocídio em massa
- 3:35:52perpetrada pelo exército nazista, pelo
- 3:35:55pelo partido nazista num projeto chamado
- 3:35:58solução final. A ideia era exterminar
- 3:36:00todos os judeus que eles conseguissem
- 3:36:01colocar a mão e eles vão tentar. A hora
- 3:36:04que esse holocausto fica conhecido pelo
- 3:36:06mundo, bate um
- 3:36:10meia culpa na humanidade. E aí aquele
- 3:36:13projeto antissemita, que era muito comum
- 3:36:15em todos os países, no ocidente,
- 3:36:19em especial ali na virada do século XIX
- 3:36:21e XX, isso começa a ser colocado de lado
- 3:36:25e passa a exercer uma pressão para a
- 3:36:29criação de um lar judeu. É aqui que está
- 3:36:33o cerne do problema. Essa pressão para
- 3:36:35um lar judeu vai tentar estabelecer como
- 3:36:39projeto um plano da ONU de refundar um
- 3:36:43território judaico a partir de 47
- 3:36:46através da partilha da Palestina.
- 3:36:50O território originalmente ali na virada
- 3:36:52do século XIX 20 tava sobre tutela da
- 3:36:55Inglaterra. E a Inglaterra meio que tira
- 3:36:57a as mãos do processo e fala assim:
- 3:36:59"Não, então vocês que resolvam". E a
- 3:37:01Inglaterra meio que lava as mãos da
- 3:37:03questão. Em maio de 48 é declarada
- 3:37:07[limpando a garganta] então a
- 3:37:09independência da criação desse estado de
- 3:37:12Israel, um estado criado pela ONU no
- 3:37:16pós-guerra. Naquele momento, diversos
- 3:37:19estados árabes já advertiam o mundo de
- 3:37:23que criar um estado de Israel sem criar
- 3:37:25um estado palestino viria a gerar
- 3:37:28problemas futuros, viraria um um um
- 3:37:30choque. Mas num primeiro momento, os
- 3:37:33palestinos e os povos árabes estavam
- 3:37:35dispostos
- 3:37:37a ceder o espaço para seus irmãos
- 3:37:39judeus. Venham cá, vamos morar juntos,
- 3:37:43não precisamos matar uns aos outros, né?
- 3:37:46voltem para cá, né? Venham para o
- 3:37:48território histórico de vocês. Mas o que
- 3:37:51acontece na sequência é um problema
- 3:37:54grave. A Israel começa a invadir
- 3:37:59território que era considerado palestino
- 3:38:02antes mesmo do do da ONU mexer ali na
- 3:38:06estrutura geográfica.
- 3:38:08Grande parte do que estava destinado aos
- 3:38:11palestinos como Palestina não era
- 3:38:13reconhecido pela ONU. Israel se sente
- 3:38:16legitimada a invadir e atacar e tomar
- 3:38:20parte dessas terras. Literalmente começa
- 3:38:22a expulsar os palestinos das suas casas,
- 3:38:25tomando essas casas, tomando os bairros,
- 3:38:28tomando os trabalhos, os empregos e
- 3:38:30expulsando os palestinos para outras
- 3:38:32áreas não desejadas, né? Nesse sentido,
- 3:38:35vãocar os palestinos ali no território
- 3:38:37da faixa de Gaza, no território da da S
- 3:38:40Jordânia, próximos as colinas de Golã,
- 3:38:43ali na Síria, né, na fronteira com o
- 3:38:46Líbano.
- 3:38:48E ali começa um conflito que vai se
- 3:38:51arrastar durante décadas, século e vai
- 3:38:54chegar até os dias atuais, vai cruzar o
- 3:38:57século, vai cruzar o milênio e chega até
- 3:38:59nós. Começa quando a guerra árabe
- 3:39:03israelense é o primeiro ponto desse
- 3:39:05projeto. Em 48, 49, quando já naquele
- 3:39:09momento Israel é reconhecido como estado
- 3:39:11nacional, eles invadem, tomam
- 3:39:13territórios, tomam casas. Eh, Península
- 3:39:17de Sinai, que estava sob controle do
- 3:39:19Egito, foi tomada. se Jordânia, que tava
- 3:39:22sobre outro território ali também e até
- 3:39:25mesmo parcialmente Faixa de Gaza, além
- 3:39:27de toda a margem do rio Jordão. Então
- 3:39:29assim, era uma tomada de estado de
- 3:39:32território. Os palestinos passam a se
- 3:39:36considerarem refugiados dentro do
- 3:39:39próprio território. Na verdade, os
- 3:39:41palestinos têm um nome para esse
- 3:39:43processo que é muito mais brutal do que
- 3:39:46apenas refugiados. Eles se chamam de
- 3:39:49nabas. Tá, Nacbas é como se fosse uma
- 3:39:54pessoa que teve a sua casa invadida e
- 3:39:57não pode voltar, tá? É muito além de ser
- 3:39:59um refugiado. Ele teve o seu território
- 3:40:02tomado, sua identidade tomada, sua vida
- 3:40:05destruída, sua história destruída. É um
- 3:40:07processo que beira ali a um genocídio eh
- 3:40:09estrutural de uma civilização, de uma
- 3:40:11cultura, de um povo, tá? Depois você
- 3:40:13pode até dar uma pesquisadinha, pesquisa
- 3:40:15o significado deba, uso e emprego deba
- 3:40:19em determinadas situações para você
- 3:40:20entender isso.
- 3:40:22Israel passa então a expandir seu
- 3:40:25território a partir de então de forma
- 3:40:27cada vez mais violenta e gradativa.
- 3:40:30Bom, por que que a gente tá trazendo
- 3:40:32isso? A Fuvest gosta de pensar o mundo,
- 3:40:36o como ele era e como ele se tornou
- 3:40:38agora. Então ele faz geralmente essa
- 3:40:40ponte entre história, geopolítica
- 3:40:43contemporânea ou questões da atualidade
- 3:40:46que podem dar conta de ser explicadas
- 3:40:49historicamente. Quais são os principais
- 3:40:51conflitos envolvendo isso? Para além da
- 3:40:54guerra e Israel, né, árabe, ali em 48,
- 3:40:5849, você tem a guerra dos seis dias, tá,
- 3:41:02que vai ser em 67. Obviamente é um
- 3:41:05movimento coordenado do exército
- 3:41:08israelense com aval norte-americano, com
- 3:41:11ajuda militar norte-americana, recursos,
- 3:41:14dinheiro, equipamento, treinamento das
- 3:41:16tropas israelenses no começo.
- 3:41:19Israel então vai tomar Jerusalém leste,
- 3:41:22a Jordânia e a faixa de Gaza e controlar
- 3:41:27esses territórios. A faixa de gasa, no
- 3:41:30caso, eles vão usar como base de ah eh,
- 3:41:35como eu vou falar, eles vão usar como
- 3:41:37depósito de palestinos, principalmente
- 3:41:39as áreas menos férteis, menos prósperas,
- 3:41:42né? A área não interessante para
- 3:41:44israelense. As Jordânia, mais ou menos a
- 3:41:47mesma coisa. vão virar dois enclaves
- 3:41:49palestinos dentro de um território
- 3:41:51israelense muito maior. É interessante,
- 3:41:54eu não trouxe aqui para vocês, mas é
- 3:41:56interessante você tentar visualizar isso
- 3:41:58através de mapas, tá? Dá uma olhadinha,
- 3:42:01pega o mapa de Israel, criada pela ONU,
- 3:42:04de Israel depois da guerra de árabe, eh,
- 3:42:08árabe israelense ali em 48, 49, pega
- 3:42:12depois o mapa, depois da guerra dos seis
- 3:42:14dias e vai olhando, vai comparando os
- 3:42:16mapas para você ver a expansão do Estado
- 3:42:19de Israel no processo.
- 3:42:22Bom, depois da guerra de seis dias, que
- 3:42:24foi uma guerra que durou obviamente ali
- 3:42:26uma semaninha de ataques e anexações
- 3:42:29israelenses, os palestinos se sentiram
- 3:42:32traídos, né, pela ONU, por todas as
- 3:42:35potências que os abandonaram e eles
- 3:42:38começam a ruminar uma resistência
- 3:42:40interna. É então que quase 10 anos
- 3:42:43depois, tá, você vai ter um conflito
- 3:42:47chamado guerra de Yonkipur.
- 3:42:50Ah, Yonkipur é um dia específico, né?
- 3:42:53uns dias ali, um feriado importante para
- 3:42:56o povo povo judaico, que é o dia do
- 3:42:58perdão, que é um dia em que geralmente a
- 3:43:01galera vai na sua sinagoga
- 3:43:04ou ora, comunga, faz eventos ali eh que
- 3:43:09estão ligados a esse dia do perdão, um
- 3:43:11dia de contrição, tá? mais ou menos um
- 3:43:13dia de orações.
- 3:43:16Sabendo dessa data, os palestinos
- 3:43:20organizam junto com,
- 3:43:23em especial
- 3:43:25o grupo do norte ali, Líbia, Síria e o
- 3:43:30grupo do Sul, Egito, um movimento de
- 3:43:33ataque coordenado. Eles atacam dos dois
- 3:43:35lados, do sul e do norte, rapidamente,
- 3:43:38tá? O objetivo era pegar o exército
- 3:43:40israelense de surpresa, pegar Israel
- 3:43:44desarticulado por conta do feriado e
- 3:43:46recuperar parte dos territórios que
- 3:43:48haviam sido perdidos anteriormente. E
- 3:43:50num primeiro momento o avanço é muito
- 3:43:52rápido, principalmente porque os povos
- 3:43:55árabes aqui que estão atacando Israel,
- 3:43:57eles estão recebendo apoio estratégico,
- 3:44:00militar, logístico e equipamento, né, da
- 3:44:04União Soviética. Você tem que lembrar
- 3:44:06que esse contexto histórico tá no meio
- 3:44:09da Guerra Fria, tá? você tem ali a
- 3:44:13Guerra Fria, né, nesse contexto,
- 3:44:18como esse processo está se processando,
- 3:44:20né, o o interesse norte-americano,
- 3:44:24interesse soviético, por trás desse
- 3:44:27cenário de disputa do mundo árabe, tem a
- 3:44:30ver também com acesso a recursos,
- 3:44:33contenção da expansão da influência de
- 3:44:35cada um sobre outros territórios aliados
- 3:44:38dos outros. é uma forma de tentar
- 3:44:41através
- 3:44:43dos seus aliados guerrearem sem entrar
- 3:44:46em conflito direto. É aquilo que a gente
- 3:44:48chama historicamente na Guerra Fria de
- 3:44:51guerra por procuração, tá? Ou guerras
- 3:44:54telegrafadas. A ideia seria essa.
- 3:44:57Mais tarde, depois de Onquipur, quando
- 3:45:00há a intervenção da ONU, que repudia os
- 3:45:03ataques árabes, né, egípcios,
- 3:45:05palestinos, sírios, libanes ali contra
- 3:45:08Israel, vai haver uma certa pressão para
- 3:45:12que alguns desses territórios sejam
- 3:45:15negociados. Óbvio que os povos árabes
- 3:45:17não vão abrir mão daquilo que eles
- 3:45:19conquistaram. vai virar uma situação de
- 3:45:22tensão. Isso vai escalar. Parte dessas
- 3:45:26áreas são recuperadas por Israel através
- 3:45:28de negociação, pressão internacional,
- 3:45:30uma série de coisas. Mas mais tarde, nos
- 3:45:34anos 80
- 3:45:36e nos anos 2000
- 3:45:38ocorrem as famosas intifadas, tá? Nos
- 3:45:42anos 80, você poderia chamar ela de
- 3:45:46guerra
- 3:45:47das pedras, tá?
- 3:45:50das pedras. Por que Guerra das Pedras?
- 3:45:54Porque essa esse conflito foi
- 3:45:56espontâneo. Ele vai as entadas vão
- 3:45:58ocorrer depois que um conjunto de jovens
- 3:46:01palestinos foi morto e atropelado por eh
- 3:46:05comboios militares israelenses na região
- 3:46:08da faixa de gás ali na região, né? Se eu
- 3:46:10não me engano, na faixa de Gaza. Depois
- 3:46:12tem conflitos na S Jordânia também. E
- 3:46:15aí, espontaneamente a população,
- 3:46:17principalmente os mais jovens, pegam em
- 3:46:19pau, pedra, stiling e começam a atacar
- 3:46:23os soldados israelenses com o que tinham
- 3:46:25disponível naquele momento. É um
- 3:46:28conflito espontâneo, ele dura pouco, mas
- 3:46:31é um levante popular que naquele momento
- 3:46:34ganha a atenção mundial. Lembre-se que
- 3:46:37nós estamos agora nos anos 80, 90, aonde
- 3:46:40esses conflitos são televisionados, né?
- 3:46:44Ainda não é uma guerra como a Guerra do
- 3:46:46Golfo, que foi no ao vivo, mas há
- 3:46:49eventos ali que já estão sendo
- 3:46:51televisionados com pouco delay na
- 3:46:54transmissão, né? Quase ao mesmo tempo o
- 3:46:57mundo fica sabendo o que tá acontecendo
- 3:46:59e todo mundo volta-se para Israel e
- 3:47:01naquele momento o governo israelense
- 3:47:03meio que segura a mão. Eles não vão
- 3:47:05partir para cima da população desarmada
- 3:47:07da Palestina e matar e massacrar todo
- 3:47:09mundo. Eles vão reagir de forma
- 3:47:11violenta, vão sufocar as entadas e vão
- 3:47:14controlar a região. Mas nada comparado
- 3:47:17aos massacres atuais, tá? é um pouco
- 3:47:19mais contido esse processo. A entfada em
- 3:47:232000, ela já é mais organizada. Aqui
- 3:47:26você tem armas, tá? Munição, equipamento
- 3:47:30de de guerra mesmo.
- 3:47:33E é um movimento coordenado, disparado
- 3:47:36tanto pelos grupos políticos contrários
- 3:47:39às perdas territoriais, né, da
- 3:47:41Palestina. Aqui você já tem o
- 3:47:43envolvimento do Ramas, você já tem o
- 3:47:45envolvimento do resbolá, né, nesse
- 3:47:48cenário de um levante popular a partir
- 3:47:51da Palestina contra o domínio
- 3:47:54israelense.
- 3:47:56As enfadas podem ser interpretadas como
- 3:47:59resistências palestinas, mas a primeira
- 3:48:01é praticamente espontânea, enquanto a
- 3:48:04segunda já é organizada e orquestrada. E
- 3:48:07essa diferença pode salvar uns pontinhos
- 3:48:09ali na prova que você vai enfrentar.
- 3:48:12Fora isso, você tem que lembrar que esse
- 3:48:14contexto todo tava inserido na Guerra
- 3:48:16Fria, que eu vinho batendo na tecla com
- 3:48:18vocês, já tem uns dois slides. Então,
- 3:48:21vamos lá. Israel, galera, é um aliado
- 3:48:24estratégico para os Estados Unidos da
- 3:48:26América e serve como um cordão
- 3:48:29sanitário, um elo de contenção contra a
- 3:48:33expansão da influência soviética.
- 3:48:36no Oriente Médio. Lembrando que o
- 3:48:40Oriente Médio se ressentia da forma como
- 3:48:43vinha sendo tratado pelo Ocidente, em
- 3:48:47especial, né, pelos europeus, ingleses,
- 3:48:49franceses e até mesmo norte-americanos,
- 3:48:52né? Os aliados, aqueles que me trataram
- 3:48:54mal são aqueles que apoiaram esse
- 3:48:57tratamento de certa forma.
- 3:49:00Um desses elementos da Guerra Fria é o
- 3:49:02caso Iraque, tá? E isso daqui é
- 3:49:05interessante porque o Iraque, na
- 3:49:07verdade, ele praticamente pode ser
- 3:49:09interpretado como um experimento
- 3:49:12dos Estados Unidos para tentar controlar
- 3:49:14a população árabe por dentro, né, de
- 3:49:18dentro dela,
- 3:49:20eh ensuflar resistência, né,
- 3:49:23insurreições,
- 3:49:25organizar resistências e até mesmo
- 3:49:28governos fantochos. muito parecido com a
- 3:49:31forma como os Estados Unidos atuava nas
- 3:49:34repúblicas da América Latina, né, as
- 3:49:36repúblicas das bananas, as repúblicas
- 3:49:37caribenhas e os movimentos ditatoriais
- 3:49:41da América Latina. Nesse sentido,
- 3:49:44os Estados Unidos vai num primeiro
- 3:49:46momento, apoiar Saddã Hussein contra o
- 3:49:48Irã. Nós estamos aí nos anos 80, tá? Por
- 3:49:52que isso é significativo? Porque em 79
- 3:49:55ocorreu a revolução iraniana. Daqui a
- 3:49:57pouquinho a gente vai aprofundar essa
- 3:49:59questão da revolução iraniana. Você vai
- 3:50:00entender o tamanho do bo. Sadã era uma
- 3:50:03forma de conter a influência do Irã
- 3:50:06sobre a expansão do mundo áve. Eh, o
- 3:50:10Iraque é a fronteira direta com o Irã,
- 3:50:13tá? O Iraque tem ali o controle do dos
- 3:50:17antigos territórios mesopotâmicos, né? O
- 3:50:20rio Tigre, o rio, o rio Eufratas.
- 3:50:24Nesse processo, então, Saddam foi
- 3:50:26financiado pelos Estados Unidos para
- 3:50:28conter a crescente influência do eatolá,
- 3:50:31né, iraniano, aliás, é iraniano, que
- 3:50:34naquele momento é ainda o aatolaini, tá?
- 3:50:39Só que isso vai desencadear depois uma
- 3:50:42guerra do Golfo, já nos anos 90 e
- 3:50:45finalmente uma invasão em 2003.
- 3:50:48A guerra do Golfo. É porque o Sadã com o
- 3:50:52aval
- 3:50:54não muito direto, não assim muito
- 3:50:56declarado dos Estados Unidos, o Sadã vai
- 3:51:00invadir o Kuwait, tá?
- 3:51:03E vai anexar territórios.
- 3:51:06Naquele contexto, o Quit como eh
- 3:51:10produtor de petróleo e fornecedor
- 3:51:12americano
- 3:51:14era um aliado em potencial que foi
- 3:51:16invadido e foi derrubado. Isso gerou um
- 3:51:19dabor, né, um um conflito de interesses
- 3:51:21entre o Saddam Hussein e o governo do
- 3:51:24Saddão Hussein e o governo
- 3:51:25norte-americano. Isso culmina com a
- 3:51:28primeira guerra do Golfo, é a primeira
- 3:51:30tentativa. vão atacar, né, com Val da
- 3:51:33ONA, inclusive, né, vai ter toda uma
- 3:51:35mobilização ali. Arábia Saudita
- 3:51:37participa, é uma grande coalisão
- 3:51:39envolvendo Inglaterra, França, Estados
- 3:51:42Unidos e com a Val da ONU para mobilizar
- 3:51:46e retirar a influência iraquiana do
- 3:51:49território do Kuwait. Resultado em 91 a
- 3:51:53essa guerra, essa primeira guerra do
- 3:51:55Golfo, né? E depois você vai ter uma
- 3:51:57segunda guerra do Golfo, já em 2003.
- 3:52:00Esta sim, televisionada ao vivo. Eu
- 3:52:04lembro do choque, do horror que era a a
- 3:52:08assistir a TV nesse momento histórico,
- 3:52:10tá? Eu tenho uma uma vaga recordação
- 3:52:12desse contexto em que a gente
- 3:52:14literalmente ligava a TV e via o
- 3:52:17bombardeio no ao vivo. Praticamente se o
- 3:52:20se os exércitos abrissem o canal de
- 3:52:22transmissão do exército, da Marinha e da
- 3:52:24aeronáutica, eles conseguiam transmitir
- 3:52:26para as estatais, as rádios, as TVs o
- 3:52:29que estava acontecendo naquele exato
- 3:52:32momento. E isso vai gerar uma percepção
- 3:52:36sobre a guerra que a humanidade não
- 3:52:38tinha. De certa forma foi brutal, mas de
- 3:52:41certa forma também calejou a humanidade,
- 3:52:44né? Hoje em dia a gente meio que tá
- 3:52:45amortecido de tanta tragédia, de tanta
- 3:52:48dor, tanta explosão, tanta carnificina,
- 3:52:51a gente quase não liga mais. Hoje em dia
- 3:52:53a gente já não se importa muito com o
- 3:52:56processo.
- 3:52:58O objetivo total desse desse embrolho
- 3:53:00aqui com Irã, Iraque e as guerras do
- 3:53:03Golfo, petróleo e conter, né, o Irã. A
- 3:53:09ideia era controlar petróleo e conter o
- 3:53:11Irã e impedir que o Irã influenciasse
- 3:53:14demais a região. Porém, naquele momento,
- 3:53:18essas guerras do Golfo não foram
- 3:53:20direcionadas ao Irã. A ideia era conter
- 3:53:23o Irã, né? Cerca eles, mantém eles lá
- 3:53:25quietinho, né? Isolados. Isso permite
- 3:53:28que o Irã se reorganize, se reabasteça,
- 3:53:32né? Cresça, prospere, influencie seus
- 3:53:35vizinhos ali em volta. E o petróleo,
- 3:53:39embora possa se dizer que os Estados
- 3:53:42Unidos recupera a autonomia do Kuwait ao
- 3:53:44atacar o Iraque, no final isso vai ter
- 3:53:48um custo, tá? o o petróleo vai ter um
- 3:53:52baque ali no processo.
- 3:53:55Lembrando que esses temas eles foram
- 3:53:58exaustivamente trabalhados, né, não só
- 3:54:01pela FVES nos anos anteriores, mas por
- 3:54:04outros grandes vestibulares. Uma dica
- 3:54:06cinematográfica para vocês, tá? Ou pelo
- 3:54:09menos três dicas cinematográficas. um
- 3:54:11filme chamado Reino, né, que é a atuação
- 3:54:13dos Estados Unidos no Oriente Médio, e a
- 3:54:17intervenção militar em algumas áreas que
- 3:54:18não querem intervenção militar, como que
- 3:54:21o processo fica. É um filme de 2007,
- 3:54:24então ele aborda lá as guerras do Golfo,
- 3:54:26ele fala sobre esse contexto do conflito
- 3:54:29ali no Golfo, o julgamento de Telavive,
- 3:54:32conflito Israel Palestina, tá? ah,
- 3:54:37israelense, tá nesse processo.
- 3:54:40E o filme Fenheim 911,
- 3:54:46né? 9/11 11 de setembro, tá? Lembrando
- 3:54:50que os Estados Unidos normalmente
- 3:54:51inverte, ele coloca o mês antes do dia.
- 3:54:53Então é um filme norte-americano, é um
- 3:54:55documentário da relação Estados Unidos e
- 3:54:58Iraque, eh, produzido por um
- 3:55:01documentarista norte-americano chamado
- 3:55:03Michael Moore, eu gosto muito dos
- 3:55:05documentários que ele produz. Eu acho
- 3:55:06bem interessante porque é uma crítica de
- 3:55:08um norte-americano lendo o contexto
- 3:55:10norte-americano de dentro dos Estados
- 3:55:12Unidos e fazendo perguntas a
- 3:55:14congressistas,
- 3:55:15a especialistas, a analistas políticos
- 3:55:19visitando lugares. é Fenhe
- 3:55:23911 é uma alusão a a uma literatura, né,
- 3:55:27que fala sobre a ideia de destruir os
- 3:55:29livros, né, mas também a temperatura de
- 3:55:32processos de ebulição, né, eh, o o
- 3:55:36incêndio que os Estados Unidos estava
- 3:55:38provocando no mundo árabe ao entrar em
- 3:55:40conflito com Irã e Iraque naquele
- 3:55:42contexto histórico. Então, uma análise
- 3:55:44bem interessante. analisa a indústria
- 3:55:46armamentista, analisa o papel
- 3:55:48norte-americano nesse cenário, por
- 3:55:51inventado a ideia da guerra ao terror,
- 3:55:53qual, por que que tá por trás dessa
- 3:55:55invenção da guerra ao terror? Mas esse
- 3:55:58daqui é o primeiro nosso tema, tá? É o
- 3:56:00nosso primeiro tema focado nesse
- 3:56:04processo de fuveste. Percebam o quanto
- 3:56:07de assuntos podem ter. Tem outros filmes
- 3:56:10também ligados a isso, tá? Eu só dei
- 3:56:12algumas dicas, vai dar uma pesquisada
- 3:56:14que você encontra mais. Mas vamos falar
- 3:56:17também agora um pouquinho mais sobre
- 3:56:20islamismo, revolução iraquiana e
- 3:56:23interferência do Ocidente sobre o Irã. É
- 3:56:27um tema espinhoso, eu sei. Pode ou não
- 3:56:30pode ser abordado. É um é um risco falar
- 3:56:33dele, sim. É, mas como os eventos em
- 3:56:37volta da questão Estados Unidos, Iraque,
- 3:56:40Irã, eles vêm acontecendo há bastante
- 3:56:43tempo e no ano passado e nesse ano
- 3:56:46culminaram ali no primeiro semestre,
- 3:56:48final do semestre do ano passado, você
- 3:56:51tem aqui um cenário interessante para
- 3:56:53você fazer uma análise. Tudo começa, né,
- 3:56:56nesse contexto, com uma interferência
- 3:56:59crescente durante a Guerra Fria dos
- 3:57:02Estados Unidos do Ocidente sobre o mundo
- 3:57:04árabe no processo de descolonização
- 3:57:06afrasiático. Enquanto estava ocorrendo a
- 3:57:09decolonização afrasiática, você vê a
- 3:57:12interferência do Ocidente na tentativa
- 3:57:15de legitimar o seu modo de vida, seu
- 3:57:17modo de análise, sua forma de pensar
- 3:57:20sobre esses povos.
- 3:57:22Resultado,
- 3:57:24em 1979
- 3:57:26explode a revolução que vai ser a
- 3:57:29revolução
- 3:57:31iraniana, tá? Que você tem que tomar um
- 3:57:33cuidado, iraniana, não é iraquiana.
- 3:57:35Beleza?
- 3:57:37O contexto, movimento shiita do Irã
- 3:57:41vai começar a pressionar pelo controle
- 3:57:44do petróleo que estava na mão de
- 3:57:45companhias internacionais, mas também
- 3:57:48vai alimentar um pensamento
- 3:57:50anti-americano, né, quase xenofóbico
- 3:57:54nesse contexto. Esse antierialismo
- 3:57:57americano é uma reação direta à
- 3:58:00interferência dos Estados Unidos sobre
- 3:58:01os negócios internos do país. Isso tem
- 3:58:04um histórico para acontecer, tá? Segue o
- 3:58:06fio da meada. Qual que é o histórico?
- 3:58:08Bom, primeiro, o que que é essa ideia de
- 3:58:10islamismo político que a gente tem que
- 3:58:12levar em consideração quando analisa as
- 3:58:15relações e as negociações entre Irã,
- 3:58:19Iraque, outros países do Oriente Médio e
- 3:58:23o Ocidente.
- 3:58:24Não é um islã em si, tá? é um movimento
- 3:58:28político. Esse movimento político tem
- 3:58:31como objetivo um estado teocrático
- 3:58:35baseado na leitura estrita da charria,
- 3:58:39que é a lei islâmica. Então, na cabeça
- 3:58:42desse pessoal, que é uma cultura própria
- 3:58:45deles, tá? Aí nem cabe a gente fazer uma
- 3:58:47análise de valor. Não é isso que o
- 3:58:49historiador faz. A gente não trabalha
- 3:58:51com análise de valor, mas na cabeça
- 3:58:53dessas pessoas, culturalmente,
- 3:58:55socialmente, nós temos um processo de
- 3:58:59a religião é tão importante para a vida
- 3:59:02delas que ela norteia as relações
- 3:59:06sociais, culturais, econômicas,
- 3:59:08políticas que essas culturas têm com o
- 3:59:10resto do mundo, tá? Então o que que
- 3:59:12acontece?
- 3:59:14Esse estado é baseado no alcorão, tá? Os
- 3:59:18xiitas, eles acreditam que a única lei
- 3:59:22legítima do islã é o Alcorão. E a lei
- 3:59:25islâmica dita que a o comportamento da
- 3:59:28sociedade, do governo, tem que ser de
- 3:59:30uma determinada forma, que é essa ideia
- 3:59:32da xarria, tá? ou charia. Eh, esse
- 3:59:36processo cria uma legislação de governo
- 3:59:40influenciada pela religião. E aí dentro
- 3:59:43da religião deles, algumas coisas são
- 3:59:45aceitáveis e outras não. O ocidente
- 3:59:47obviamente lê isso de uma forma a
- 3:59:50analisar aquele olhar etnocêntrico, né?
- 3:59:53Ocidente olha para aquilo, busca em si o
- 3:59:56a base e olha para aquilo levando em
- 4:00:00consideração as suas bases. Resultado,
- 4:00:03acaba filtrando o Oriente com o olhar do
- 4:00:05Ocidente, gerando uma série de
- 4:00:07interpretações equivocadas, preconceito,
- 4:00:10né? Eh, misogenia, racismo, eh violência
- 4:00:14estrutural, cultural, né? uma forma bem
- 4:00:18imperialista de de atuar do Ocidente,
- 4:00:21que é típica do Ocidente mesmo.
- 4:00:24Entre esse processo, você tem que
- 4:00:25lembrar que você vai ter a irmandade
- 4:00:27muçulmana no Egito, que vai concordar
- 4:00:30com essa ideia de xahria, de estado eh
- 4:00:34teucrático. E também você tem a pressão
- 4:00:38no Irã por uma, é, como vou dizer, a
- 4:00:44Agência Internacional de Energia Atômica
- 4:00:47pressiona o Irã para que o Irã não
- 4:00:49produza muita energia atômica, em
- 4:00:51especial para que não produza energia
- 4:00:53atômica capaz de ser transformadas em
- 4:00:56bombas nucleares, tá? O problema é que
- 4:00:59nós percebemos, né, no no avanço do
- 4:01:03final do século XX, no início do século
- 4:01:05XX, que potências nucleares têm mais
- 4:01:10espaço de negociação nas mesas de
- 4:01:12negociações. Então, o Irã que não quer
- 4:01:14ficar submisso à atuação de Inglaterra,
- 4:01:18França, Estados Unidos ou de qualquer
- 4:01:20outra potência ocidental,
- 4:01:23deseja se se tornar uma potência nuclear
- 4:01:27para evitar ser chantageado, ameaçado,
- 4:01:30coagido pelas potências mundiais, tá?
- 4:01:34Nesse sentido também vale salientar que
- 4:01:36o Irã seria um um um alvo tentador para
- 4:01:41um ataque nuclear na região, porque
- 4:01:44grande parte do território é encapsulado
- 4:01:46por grandes montanhas. Então, o certeza
- 4:01:50que os estrategistas e especialistas do
- 4:01:54Ocidente sobre a questão nuclear
- 4:01:56analisam qual seria realmente o impacto
- 4:01:59de um ataque nuclear cirúrgico sobre o
- 4:02:02Irã, que conseguisse colocar o Irã sobre
- 4:02:05tutela do Ocidente, né? O quanto eles
- 4:02:07estão dispostos a sacrificar do Irã para
- 4:02:10controlar o Irã. E aí eu acho que a a
- 4:02:14experiência que os Estados Unidos teve
- 4:02:16na Segunda Guerra Mundial com a Hiroshim
- 4:02:18Nagasak é um exemplo desse processo.
- 4:02:21Tipo, olha, a gente joga uma bomba ali,
- 4:02:23a gente tem que lidar com os danos
- 4:02:26gerados no entorno, com o vale de morte
- 4:02:30que vai ser ali durante anos, mas dá
- 4:02:32para controlar, dá, dá para segurar ali,
- 4:02:34contanto que a gente não destrua os
- 4:02:36recursos estratégicos, gás, petróleo,
- 4:02:39minério, dá para tentar ali um controle
- 4:02:43do processo.
- 4:02:45Mas quem era esse Irã antes de se tornar
- 4:02:48esse processo islâmico? Bom, você tem
- 4:02:51dois momentos do Irã, tá? Que é
- 4:02:53importante você entender. Até 1953,
- 4:02:58tá? Ah, o Irã tava numa guinada dentro
- 4:03:02daquele processo de descolonizaçãoático.
- 4:03:05O Irã estava numa gunada de um grande
- 4:03:08intelectual e nacionalista chamado
- 4:03:10Mossadec, tá? Moçadec, ele vai
- 4:03:14praticamente orquestrar um governo
- 4:03:17iraniano que vai democratizar o processo
- 4:03:21de acesso político,
- 4:03:23mas para isso ele vai nacionalizar o
- 4:03:26petróleo do Irã.
- 4:03:28Ele se apropria da produção
- 4:03:29petrolíferaniana
- 4:03:31e fala assim: "Olha, as empresas
- 4:03:33estrangeiras que antes controlavam o
- 4:03:34petróleo iraniano não interessa, são
- 4:03:36norte-americanas, alemãs, ingleses,
- 4:03:38franceses, não interessa. Agora todo o
- 4:03:40petróleo dentro do território iraniano é
- 4:03:42do Irã.
- 4:03:44E até aí, sinceramente não dá para
- 4:03:46discordar, tá? A riqueza é daquele povo.
- 4:03:49Eles deveriam ter o controle sobre essa
- 4:03:51riqueza. É riqueza nacional, né? Se você
- 4:03:54quiser expandir esse processo através de
- 4:03:56outros mecanismos, vamos eliminar as
- 4:03:58fronteiras. Não tem mais nação, ninguém
- 4:04:00é mais eh pode definir um um limite
- 4:04:04geográfico para ninguém. A gente circula
- 4:04:07livremente pelo mundo. Eu seria
- 4:04:09favorável, mas duvido que o resto do
- 4:04:12mundo aceite esse processo. Então o que
- 4:04:14que acontece? O Mossade, liderando um
- 4:04:16movimento democrático interno no Irã,
- 4:04:18nos anos 50 consegue nacionalizar o
- 4:04:21petróleo. Isso, obviamente descontenta
- 4:04:23todo mundo ocidental. É um
- 4:04:25descontentamento tão agressivo
- 4:04:28que a elite americana, através da CIA
- 4:04:31americana, né, da da companhia de
- 4:04:34inteligência, né, central de
- 4:04:36inteligência americana, a companhia, a
- 4:04:39CIA vai atuar para
- 4:04:43que o Moçadecja derrubado do poder. Eles
- 4:04:46vão estimular o movimento
- 4:04:47revolucionário,
- 4:04:49tomar o controle do Irã através de um
- 4:04:52estado fantoche, ditatorial.
- 4:04:54liderado pelo chá reza pale, a família
- 4:04:58Reza Paleve, ela é uma uma monarquia
- 4:05:02herdeira daquele território, né, dentro
- 4:05:04do contexto, aliada norte-americana,
- 4:05:06aliada do ocidente, né? Os próprios eh
- 4:05:10membros dessa família estudaram no
- 4:05:12ocidente, estudaram na Europa, estudaram
- 4:05:14nos Estados Unidos e eles vão,
- 4:05:17financiados pelo governo
- 4:05:18norte-americano, tomar o controle do
- 4:05:20Irã.
- 4:05:21Resultado, ocorre uma modernização
- 4:05:23tecnológica do Irã, mas de forma
- 4:05:27autoritária. É aquela, é, são essas
- 4:05:29imagens desse momento histórico, tá? É
- 4:05:33essa modernização
- 4:05:35que as pessoas gostam de usar para falar
- 4:05:37mal do Irã hoje em dia. Olha como que
- 4:05:39era o Irã antes da revolução eh do do
- 4:05:43eatolá. Olha como era o Irã antes dos
- 4:05:46xitas tomarem o poder. Olha como as
- 4:05:48mulheres podiam andar na rua. Olha como
- 4:05:50aqui tinham carros, olha como aqui
- 4:05:53tinham restaurantes, olha como que era
- 4:05:55esse mundo diferente. E realmente era um
- 4:05:58mundo diferente. O estado criado pelo
- 4:06:01Moçadec era nacionalista, era
- 4:06:03democrático, todo mundo participava, mas
- 4:06:06quem derrubou esse estado foi os Estados
- 4:06:09Unidos e coloca um governo repressivo,
- 4:06:13autoritário,
- 4:06:15tá? e monárquico. O Charz Paleev era um
- 4:06:18governante autocrático e vai usar esse
- 4:06:21poder autocrático com os Estados Unidos
- 4:06:24por trás dessa desse cenário. Inclusive
- 4:06:26grande parte dos recursos petrolíferos
- 4:06:28voltam a ser manipulados ou de certa
- 4:06:32forma influenciados pelas companhias
- 4:06:35estrangeiras.
- 4:06:36É nesse contexto que vai emergir aquilo
- 4:06:40que a gente entende como revolução
- 4:06:41iraniana, tá? É aqui que ocorre o
- 4:06:44problema.
- 4:06:45Surge uma liderança, oalacomi tá o
- 4:06:49etolcomin representa um grupo xi
- 4:06:53tá nesse sentido. São os xitas aqui.
- 4:06:57Ele que vai orquestrar a queda do chá
- 4:06:59numa grande tomada de poder. Ele começa
- 4:07:02com alguns protestos, alguns movimentos
- 4:07:04políticos sociais, vai ser preso, vai
- 4:07:07ser exilado, vai voltar e vai liderar
- 4:07:10movimentos até que eles conseguem tomar
- 4:07:12o poder. O Charapale e a sua família
- 4:07:15fogem do Irã, né? Vão ficar exilados.
- 4:07:19é criada uma república teocrática
- 4:07:22com origem nesse processo da xarria, né,
- 4:07:25no em seguir o Alcorão. E para garantir
- 4:07:29que não vai haver interferência dos
- 4:07:31Estados Unidos no processo para evitar
- 4:07:35que os Estados Unidos mande tropas pra
- 4:07:37região para sufocar a rebelião, né, dos
- 4:07:40xítas, para evitar que os Estados Unidos
- 4:07:43envie tropas de recursos, dinheiro, que
- 4:07:45tente novamente um golpe de estado.
- 4:07:49O grupo dos tiitas aqui do Etacomini,
- 4:07:53eles vão conseguir colocar uma série de
- 4:07:56reféns americanos sobre o controle
- 4:07:58deles. Eles invadem embaixada dos
- 4:08:00Estados Unidos, fazem reféns mais de 50
- 4:08:03pessoas que estavam lá. Vai ser a crise
- 4:08:06dos reféns que vai durar 444
- 4:08:08dias, tá? um ano, né, de negociações.
- 4:08:13E essa crise de reféns é aquela que vai
- 4:08:16ser a grande ruptura sistemática contra
- 4:08:19os Estados Unidos. Esse evento da crise
- 4:08:21de reféns aparece num filme famoso, né,
- 4:08:24do acho que do Ben Afleck, né, ou do não
- 4:08:29vou lembrar agora o nome dele, mas eu
- 4:08:30acho que é do Benfle, que foi o Argo,
- 4:08:32né, super premiado, foi pro Oscar, foi
- 4:08:35para Canes, né, ao mesmo tempo, você tem
- 4:08:38que entender a interferência constante
- 4:08:40do Ocidente
- 4:08:43sobre o Oriente, tá? Isso é importante
- 4:08:46você compreender todas as intervenções
- 4:08:49políticas, militares, econômicas,
- 4:08:51culturais que o Ocidente perpassa sobre
- 4:08:53o Oriente. Uma das formas de garantir a
- 4:08:57revolução iraniana para os iranianos foi
- 4:08:59literalmente proibir a cultura
- 4:09:01ocidental. Filme, série, literatura,
- 4:09:04música, tudo era proibido. Por quê?
- 4:09:06Porque Estados Unidos usava
- 4:09:09o seu soft power de forma a colonizar
- 4:09:13ideologicamente, culturalmente os outros
- 4:09:15povos, garantindo ali uma uma cultura de
- 4:09:18massa, né, uma indústria cultural que
- 4:09:20vai se infiltrando, vai modificando a
- 4:09:24forma de pensar da sociedade até que a
- 4:09:26sociedade se vê, nossa, esse paraíso na
- 4:09:30terra que os Estados Unidos, terra da
- 4:09:31liberdade, da democracia. E aí eles
- 4:09:33esquecem que os Estados Unidos, na
- 4:09:34verdade só leva democracia onde tem
- 4:09:36petróleo, onde tem riqueza, que os
- 4:09:38Estados Unidos vai tentar explorar no
- 4:09:40processo.
- 4:09:41Nesse sentido, você tem que lembrar a
- 4:09:43tentativa, né, do Ocidente, em especial
- 4:09:46primeiro da Inglaterra, da França, da
- 4:09:48Alemanha, em criar fronteiras
- 4:09:50artificiais após a Primeira Guerra
- 4:09:52Mundial. E isso fracassa, tá? a
- 4:09:55tentativa de criar essas fronteiras
- 4:09:57artificiais não vai dar muito certo. E
- 4:09:59aí você vai ter uma série de golpes
- 4:10:01orquestrados pela CIA no Irã, na Síria,
- 4:10:04no Iraque. Galera, isso daqui não é
- 4:10:06teoria da conspiração, tá? Isso tudo é
- 4:10:09documento, documento histórico. Você
- 4:10:11entra lá no no catálogo de documentos do
- 4:10:14Congresso norte-americano que é aberto
- 4:10:17ao público. Vá vários desses documentos
- 4:10:19que eram confidenciais até alguns anos
- 4:10:22atrás, eles foram liberados ao grande
- 4:10:25público. E a partir de então os
- 4:10:26historiadores se debruçaram e começaram
- 4:10:28a notar a interferência constante da CIA
- 4:10:32em todos os regimes políticos que não
- 4:10:35fossem favoráveis aos Estados Unidos ou
- 4:10:37que de certa forma desagradasse a
- 4:10:39economia norte-americana, né? Você pode
- 4:10:41pensar nisso através da política do big
- 4:10:45stick, né? Da política de interferência
- 4:10:47na América Latina, o imperialismo
- 4:10:48norte-americano na América Latina sobre
- 4:10:50Cuba, por exemplo, a emenda plate, né?
- 4:10:53eh a ideia de que qualquer motivo
- 4:10:56desagrado contra os Estados Unidos é um
- 4:10:58motivo para os Estados Unidos invadir
- 4:11:00militarmente Cuba. E aí serve qualquer
- 4:11:02coisa, qualquer desculpa tá válida.
- 4:11:05Fora isso, há um apoio muito, né,
- 4:11:09evidente, claro, dos Estados Unidos a
- 4:11:12ditadores, enquanto os ditadores do
- 4:11:14Oriente são úteis aos Estados Unidos.
- 4:11:16Estados Unidos fortalece as relações e
- 4:11:20ao mesmo tempo a reação automática
- 4:11:22desses povos é o fortalecimento dos
- 4:11:25movimentos islâmicos. Por quê? Porque os
- 4:11:27movimentos islâmicos reafirmam uma
- 4:11:29cultura popular, uma cultura religiosa,
- 4:11:31uma cultura tradicional dessas regiões
- 4:11:34que tem um histórico de domínio sobre
- 4:11:36essas regiões que vai reagir à
- 4:11:38interferência norte-americana e a
- 4:11:40tentativa do domínio imperialista
- 4:11:41norte-americano, resultando num choque
- 4:11:44cultural entre eles,
- 4:11:47tá? Indicações cinematográficas para
- 4:11:50vocês. Esse daqui não é só
- 4:11:52cinematográfica, não, tá? Persépolis é
- 4:11:55também uma HQ, tá? Uma graphic novel,
- 4:11:58né? Animação sobre a revolução iraniana
- 4:12:02é bem legal, é bem bonita, muito bem
- 4:12:04trabalhada, né? Super premiada
- 4:12:06internacionalmente e tá tentando dar
- 4:12:09conta ali do que acontece nesse
- 4:12:11processo. Argo, né? Que é aquele filme
- 4:12:13que eu falei para vocês, é a crise dos
- 4:12:15reféns, os 444 reféns ali pró eh pós
- 4:12:20revolução iraniana em 79, tá? É ali no
- 4:12:23movimento de 79
- 4:12:25e Cafarnaum,
- 4:12:27né, que é a vida no Oriente Médio
- 4:12:29Contemporâneo. É um é um filme em tom
- 4:12:32documental ali fala um pouco sobre essa
- 4:12:35vida no Oriente Médio. É bom na verdade
- 4:12:37para você sair daquele senso comum e não
- 4:12:41ficar preso àquela visão maniqueísta da
- 4:12:44mídia hegemônica no Ocidente que
- 4:12:47controla a narrativa sobre como olhar
- 4:12:50para o Oriente. Você sai um pouco
- 4:12:52daquela ideia, ah, as mulheres são
- 4:12:53obrigadas a usar burca, a usar o lenço,
- 4:12:56a cobrir tudo o corpo, não pode usar
- 4:12:57maquiagem, não pode casar, o homem pode
- 4:12:59ter tantas mulheres, você sai um
- 4:13:01pouquinho daquele senso comum e começa a
- 4:13:03entender um pouco melhor a cultura
- 4:13:05dessas sociedades.
- 4:13:07E agora entrando no último tema,
- 4:13:10velozmente, Brasil, galera
- 4:13:13JK, tá? Um tema muito recorrente. Fuvest
- 4:13:17gosta dele, não só Fuvest, tá? Mas
- 4:13:19outros grandes vestibulares brasileiros.
- 4:13:21gostam muito de analisar o JK, cai com
- 4:13:24bastante frequência nos vestibulares de
- 4:13:26Minas. Afinal de contas, né, o JK era
- 4:13:29mineiro.
- 4:13:30A ideia é você analisar metas,
- 4:13:32realizações do governo JK e o seu fim,
- 4:13:36né, o seu triste fim dentro de um
- 4:13:39cenário já ditatorial praticamente.
- 4:13:42O JK ele governa o Brasil de 56 a 61,
- 4:13:45né, e a sua campanha inteira foi
- 4:13:48estabelecida em cima de um mote, né, de
- 4:13:50um de uma de um epiteto chamado 50 anos
- 4:13:53em cinco. prometia na sua campanha
- 4:13:56desenvolver o Brasil, evoluir o Brasil
- 4:13:5950 anos no futuro em 5 anos do seu
- 4:14:03mandato. A ideia era basicamente essa.
- 4:14:06Como ele faria isso? através do
- 4:14:08desenvolvimentismo,
- 4:14:12que naquele contexto era um
- 4:14:13desenvolvimentismo industrial, um
- 4:14:15desenvolvimentismo planejado pelo
- 4:14:17Estado, pegando um pouquinho, surfando
- 4:14:20ali na esteira do que foi a
- 4:14:21interferência do Estado, do governo
- 4:14:23Vargas no estado brasileiro.
- 4:14:26Porém, ao mesmo tempo, você tem que
- 4:14:28lidar com o fato de que o governo JK
- 4:14:32gerou um profundo endividamento do
- 4:14:34Estado nacional brasileiro. Quanto,
- 4:14:36professor? Algo na casa de três vezes o
- 4:14:40que era anteriormente a nossa dívida
- 4:14:42externa, tá? JK sume o Brasil, nossa
- 4:14:46dívida externa é X. Na hora que ele
- 4:14:48termina o mandato, a dívida externa
- 4:14:50passou a ser quase três vezes aquele X,
- 4:14:53tá? Quando não três vezes aquele X, vai
- 4:14:55depender do cálculo que fizer, juros e
- 4:14:57tudo mais. E lembrando que você tem a
- 4:15:00dívida equacionada em dólar, tá? Nesse
- 4:15:02contexto histórico,
- 4:15:05contexto dessa entrada do JK no cenário
- 4:15:08político. O JK ele já vinha como
- 4:15:10política em ascensão em Minas Gerais,
- 4:15:12chegou a ser prefeito, deputado,
- 4:15:14governador. Ele foi galgando áreas e
- 4:15:17durante muito tempo ele foi um aliado
- 4:15:20tasto do governo Vargas e vai surfar
- 4:15:24nesse sentido com o suicídio do Vargas.
- 4:15:27A sociedade brasileira entra em
- 4:15:29parafuso. A carta Testamento do Vargas
- 4:15:32faz com que a grande massa da sociedade
- 4:15:34brasileira volte-se contra os inimigos
- 4:15:37do Vargas, em especial a UDN, que era a
- 4:15:41União Democrática Nacional, que era o
- 4:15:43partido de eh direita ligada ao capital
- 4:15:47internacional, os opositores mais
- 4:15:50ferrinhos, né, contra Vargas, aqueles
- 4:15:52que articularam a sua queda.
- 4:15:55Mas com o suicídio, esse grupo torna-se
- 4:15:59persona não grata da sociedade, que
- 4:16:02passa a deixar um vácuo. Não tem vargas
- 4:16:05mais. ADN tá vista como inimigo pelo
- 4:16:08povo. É nesse momento de transição,
- 4:16:11durante o mandato do Café Filho, que é
- 4:16:13um mandato curto, né? Se você lembrar, o
- 4:16:15Café Filho fica ali poucos meses no
- 4:16:18governo, depois vai ter uma transição
- 4:16:19com o Carlos Luz, né, o Nereu Ramos e
- 4:16:24finalmente o Supremo Tribunal Federal da
- 4:16:27Época.
- 4:16:28E o próprio a intervenção do general
- 4:16:32Henrique Teixeira Lote para a legalidade
- 4:16:34do processo. O JK vai concorrer à
- 4:16:37presidência naquele cenário numa
- 4:16:39coligação em que ele representa, né, o
- 4:16:42JK representa o PSD, Partido
- 4:16:45Socialdemocrata, e vai se aliar ao PTB,
- 4:16:49que era o Partido Trabalhista
- 4:16:50Brasileiro, que era o partido do Vargas.
- 4:16:52Esse partido aqui era do Vargas, tá? E
- 4:16:55agora tá na mão do herdeiro do Vargas,
- 4:16:58que é o Gular, tá? O Gular, o Jango, né?
- 4:17:05O PSD era um partido montado em cima das
- 4:17:09bases dos interventores de estado
- 4:17:11varguista e de empresários ali. Então,
- 4:17:13tinha um monte de gente que era
- 4:17:14favorável a Vargas neste grupo. Então, é
- 4:17:18como se fosse uma manutenção, uma
- 4:17:19continuidade do Estado varguista, só com
- 4:17:22uma nova roupagem. Qual é essa nova
- 4:17:24roupagem? O plano de metas, né? JK
- 4:17:29queria porque queria um grande ambicioso
- 4:17:33plano, né? Que eram
- 4:17:36tantas metas, né? 30 metas, 20 metas
- 4:17:39para o Brasil. A o eixo principal dessas
- 4:17:42metas, né? O grande eixo dessas metas
- 4:17:45era energia,
- 4:17:47transporte,
- 4:17:49indústria de base,
- 4:17:52alimentação
- 4:17:54e a educação. Esse era o grande foco
- 4:17:57dele. De certa forma, grande parte disso
- 4:18:00é contemplada ao longo da era JK. A
- 4:18:02gente pode fazer uma análise crítica se
- 4:18:04realmente cumpriu tudo, se não cumpriu
- 4:18:06tudo, o que que ele conseguiu fazer, o
- 4:18:08que que ele não conseguiu. E aí a gente
- 4:18:10faz uma crítica pontual. Mas, por
- 4:18:12exemplo, energia ele produz e cria duas
- 4:18:16hidrelétricas, tá? Naquele momento do
- 4:18:19histórico de 5 anos. No transporte ele
- 4:18:23vai atrair a indústria automobilística.
- 4:18:28Na indústria de base, ele vai dar
- 4:18:31continuidade ao projeto varguista, em
- 4:18:34especial
- 4:18:36com a cidurgia, né? Então você pode
- 4:18:39notar uma continuidade do projeto de
- 4:18:44Vargas que estava ali organizado e
- 4:18:48orquestrado e agora é apropriado por JK.
- 4:18:53A alimentação ali, a educação ficou meio
- 4:18:56que ampassando, tá? A alimentação ali
- 4:19:00tem um esforço na ideia de criar uma
- 4:19:02lógica de uma cesta básica nacional, um
- 4:19:05certo subsídio para produção de
- 4:19:07alimentos para baixo custo no sentido
- 4:19:10popular dos alimentos de baixo custo,
- 4:19:12né? A a base alimentar da povo
- 4:19:14brasileiro, mas não sai muito do lugar.
- 4:19:17A educação também tem um problema grave
- 4:19:19que não vai ser destrinchado ainda na
- 4:19:21era JK,
- 4:19:23mas uma das realizações mais
- 4:19:25emblemáticas do JK é a construção de
- 4:19:29Brasília, a nova capital brasileira,
- 4:19:31inaugurada em 1960, tá? num cenário ali
- 4:19:36extremamente conturbado, foi inaugurada
- 4:19:40graças a um endividamento gigantesco do
- 4:19:43Estado nacional brasileiro. Pegou
- 4:19:44dinheiro com FMI ali lindamente se
- 4:19:47endividou de uma forma assim que deixou
- 4:19:49o Brasil refém durante anos.
- 4:19:52traz a indústria automobilística
- 4:19:53norte-americana para dentro do Brasil,
- 4:19:55em especial a Volkswagen, a Ford e a
- 4:19:59General Motors. Mais tarde também vai
- 4:20:02abrir espaço para Fiat e várias outras,
- 4:20:04né, que vão vir. Há um aumento
- 4:20:07significativo da malha rodoviária, em
- 4:20:09especial praticamente todas as rodovias
- 4:20:12transversais brasileiras, tá? Você tem a
- 4:20:14os eixos norte, sul, leste, oeste, tem
- 4:20:16as transversais que faz a ligação em
- 4:20:18diagonal. O governo JK ligou
- 4:20:20praticamente todas elas.
- 4:20:23Investimento estrangeiro maciço em cima
- 4:20:26de multinacionais que aproveitavam essa
- 4:20:29alavancagem do Estado nacional
- 4:20:30brasileiro em torno da questão da
- 4:20:32indústria de bens de consumo duráveis
- 4:20:35que o JK tava influenciando, estimulando
- 4:20:38e vinham para o Brasil se instalar, né?
- 4:20:40General Elétrriques e outras empresas de
- 4:20:44eletrodomésticos
- 4:20:45em geral, tá? Ainda não tem
- 4:20:47eletroeletrônicos. Tá? É outro cenário
- 4:20:50mais tarde, já após ditadura militar
- 4:20:52brasileira. Mas os eletrodomésticos
- 4:20:54começam a aparecer, começa a aparecer
- 4:20:56geladeira, TV, fogão, eh, máquina de
- 4:21:00lavar, enceradeira. Enceradeira era
- 4:21:02muito famosa nesse momento histórico,
- 4:21:04tinha bastante no Brasil, né?
- 4:21:07Liquidificador, secador de cabelo e
- 4:21:09assim vai, né? Como que é o fim do
- 4:21:12governo JK? Inflação crescente, tá?
- 4:21:17inflação cada vez maior. E quando eu
- 4:21:20digo crescente, tipo, ela começou a
- 4:21:22ficar descontrolada. Tanto é que a
- 4:21:24passagem do governo JK para os próximos
- 4:21:27vai demandar esse processo.
- 4:21:30Dívida externa disparada nas alturas,
- 4:21:32mesmo assim, cada vez maior.
- 4:21:35Exigências cada vez mais agressivas do
- 4:21:39Fundo Monetário Internacional para que o
- 4:21:41JK fizesse reajustes no seu modelo
- 4:21:44político. O que a FMI exigia em geral
- 4:21:48era a abertura do mercado a e capital
- 4:21:51estrangeiro, sem controle de matériapra,
- 4:21:54de indústria de base, sem controle de
- 4:21:57áreas estratégicas, que iria liberar o
- 4:21:59mercado brasileiro para todo mundo. É
- 4:22:01óbvio que isso tinha o dedinho
- 4:22:02norte-americano ali que exigia eh a
- 4:22:05bocanhar parte desses recursos. O JK,
- 4:22:08por incrível que pareça, influenciado
- 4:22:10pelas ideias nacionalistas do nacional
- 4:22:13desenvolvimentismo varguista, vai
- 4:22:16resistir bravamente. Ele não vai abrir
- 4:22:19mão da riqueza nacional para o FMI. Ele
- 4:22:23vai ficar segurando o máximo que dá.
- 4:22:26Inclusive entrega ao Brasil numa
- 4:22:28profunda dívida externa por conta de não
- 4:22:30ter cedido as exigências do FMI, tá? E a
- 4:22:34sucessão do governo dele vai ser através
- 4:22:36de Jorio Quadros e João Gular, que mais
- 4:22:40tarde vão sofrer com o golpe da ditadura
- 4:22:43militar no processo da crise, né, do
- 4:22:46governo eh Jan Quados em 61 e em 64 o
- 4:22:51golpe de estado contra o Jangular, né?
- 4:22:54Mas sobre golpe de estado e o processo a
- 4:22:56gente fala nas próximas aulas. Qual a
- 4:22:58crítica final nesse cenário? Você tem
- 4:23:01que levar em consideração o avanço
- 4:23:04econômico produzido na era JK. Sim, tem
- 4:23:09muito, né, acesso à tecnologia que
- 4:23:11brasileiro médio não tinha. Surge uma
- 4:23:13classe média urbana durante a era JK
- 4:23:17perceptiva antes, inclusive com êxodo
- 4:23:20rural muito intenso na era JK.
- 4:23:24Mas ocorre uma concentração de renda
- 4:23:27brutal.
- 4:23:29Como não há uma reforma agrária, você
- 4:23:31vai ter um êxodo rural gigantesco,
- 4:23:33porque as pessoas vão sair da da zona
- 4:23:35rural e buscar melhores condições de
- 4:23:37vida na zona urbana.
- 4:23:39Brasília será moderna, é a modernidade
- 4:23:43em em forma de de cidade naquele
- 4:23:46momento, mas ao mesmo tempo contrasta
- 4:23:49com uma desigualdade regional produzida
- 4:23:52tanto pelas cidades satélites quanto
- 4:23:54pelas áreas marginalizadas. Lembrando
- 4:23:56que em Brasília existem uma das maiores
- 4:23:58favelas da América Latina, tá? A
- 4:24:01diferença dessa favela de Brasília para
- 4:24:04as favelas que você tá acostumado em São
- 4:24:06Paulo e Rio de Janeiro é que essa favela
- 4:24:09não fica numa zona de morro, ela fica
- 4:24:11numa área plana, tá? Então é muito
- 4:24:13interessante você perceber as relações
- 4:24:17problemáticas,
- 4:24:18né, com a urbanidade, com as relações
- 4:24:22sociais dos lugares nesse cenário pós
- 4:24:26JK, né?
- 4:24:29Dicas cinematográficas pra gente
- 4:24:31finalizar. JK, o menino que sonhou, é um
- 4:24:34documentário, tá muito legalzinho, tá
- 4:24:36disponível, se eu não me engano,
- 4:24:38gratuitamente no YouTube. O C de Sueli,
- 4:24:41né, também sobre imigração nordestina
- 4:24:43pós era JK. Muito interessante. São os
- 4:24:47famosos retirantes para a região do
- 4:24:49Sudeste. E Brasília 18%, documentário
- 4:24:54sobre a construção. Bônus. Aqui no canal
- 4:24:57do Gabarito Gel também tem um
- 4:24:58documentário sobre Brasília que nós
- 4:25:00elaboramos para tentar entender a
- 4:25:02construção de Brasília e o processo
- 4:25:05político, econômico, social, cultural
- 4:25:06por trás. Dá uma olhadinha lá, né? Com
- 4:25:10isso, senhoras e senhores, muitíssimo
- 4:25:12obrigado pela audiência de vocês. Passo
- 4:25:14a bola agora para os meus coleguinhas.
- 4:25:17Agora dá um, não sai daí, tá? A gente
- 4:25:20vai mostrar alguns depoimentos. Você vai
- 4:25:22ver o pessoal falando sobre o quanto
- 4:25:25gabarita gel ajuda eles nos
- 4:25:27vestibulares, mas pega um copo d'água,
- 4:25:30faz aquela pipoca e bora para pensar um
- 4:25:33pouco mais sobre os principais
- 4:25:35vestibulares. Bora Fuveste que você vai
- 4:25:37est aí na casa. Aquele beijo, aquele
- 4:25:39abraço. Fui.
- 4:25:42>> Fala pessoal, tudo bem? Meu nome é
- 4:25:43Guilherme Almeida dos Santos. Eu fui
- 4:25:45aprovado no direito no Largo São
- 4:25:47Francisco, na USP. Tô muito feliz e eu
- 4:25:50vim aqui para contar para vocês o início
- 4:25:53de toda a minha preparação com gabarita
- 4:25:54gel. Gabarita gel foi essencial na minha
- 4:25:57vida e na minha aprovação, né? O
- 4:26:00gabarita gel possui um cronograma de
- 4:26:02estudos maravilhoso. Ele se aplica a
- 4:26:05muitas e muitas eh a cronogramas.
- 4:26:09Eh, a quantidade de aulas é específica
- 4:26:12por semana, ela vai diminuindo conforme
- 4:26:15se avança o ano para para que tenhamos
- 4:26:18tempos de fazer exercícios. O material,
- 4:26:21o material do gabarita gel, a lista de
- 4:26:24exercício deles é fantástica. Os
- 4:26:26professores são de ótima qualidade. É um
- 4:26:29destaque aqui pro Bernardo, pro Vad, pro
- 4:26:32próprio Jean. A qualidade das aulas são
- 4:26:34magníficas. O Gabitaj possui possui
- 4:26:38aulas em loco, que é que ele mostra os
- 4:26:40locais, né, especialmente ele da
- 4:26:42geografia.
- 4:26:44Ele ele ele ele faz o teste, ele faz a
- 4:26:46prova viva daquilo e é muito bom, muito
- 4:26:49gratificante. Eh, o conteúdo é
- 4:26:51maravilhoso, a dicção dos professores
- 4:26:53são maravilhosas, as aulas de redação
- 4:26:56com a professora Taciana, as aulas de
- 4:26:58gramática com a professora Lívia são
- 4:27:00maravilhosas. Eu só tenho agradecer ao
- 4:27:02gaveta gel, foi essencial na minha
- 4:27:04aprovação. Tamo junto,
- 4:27:10gente. Quem pensou, ó, escreve aí.
- 4:27:13Curtiram a aula? Escreve, escreve agora.
- 4:27:16Cara, foi sensacional, cara. Ô, ele
- 4:27:18trouxe, mas você viu o tanto de
- 4:27:20conteúdo? O tanto de conteúdo que ele
- 4:27:23trouxe, cara, em uma hora de aula. Quase
- 4:27:26isso, né? Quase isso, gente. Velho,
- 4:27:30merece o dedo no like, merece
- 4:27:32coraçõezinhos. Merece coraçõezinhos.
- 4:27:35Gente, acabou. Só que não. Ainda nós
- 4:27:39temos ele, ó.
- 4:27:43Profe Vini. Matemática não, química.
- 4:27:46Química, gente, de uma forma tranquila,
- 4:27:49leve. E o profe Vini passa o conteúdo da
- 4:27:51química bem suave para você aprender e
- 4:27:55garantir o máximo de questões nessa
- 4:27:58prova da Fuveste. Então, galera, ou
- 4:28:01vamos lá, firme e forte, eu volto. Calma
- 4:28:03que não acabou não, eu volto ainda. E ó,
- 4:28:07aproveite que essa aula de química vai
- 4:28:08ser sensacional. Eu vi já, tá? Eu vi os
- 4:28:12slides. Muito top. Rola, rola o
- 4:28:15depoimento. Depois, Prof Vine.
- 4:28:18>> Oi, gente, tudo bem? Eu sou a Beatriz,
- 4:28:20eu vou cursar direito na USP de Ribeirão
- 4:28:23Preto. Eu passei pela Fuveste e com
- 4:28:26certeza o Gabareta Gel foi uma
- 4:28:28plataforma que me ajudou muito na
- 4:28:29segunda fase. Eu assinei assim que eu
- 4:28:31soube que eu passei. E as aulas do Jean
- 4:28:35de geografia política, geografia física
- 4:28:38e as aulas de redação, juntamente com as
- 4:28:40correções, eu acho que foi um ponto
- 4:28:42muito chave para minha aprovação. Eu
- 4:28:43tenho só que agradecer toda a equipe por
- 4:28:46dar um ensino com uma qualidade tão boa
- 4:28:50em um preço tão acessível que eu
- 4:28:51consegui aproveitar. Muito obrigada,
- 4:28:54gente.
- 4:28:59Valeu, Jean. Fala, galera. Tudo bem com
- 4:29:01vocês? Tudo certinho? Prof Vine aqui na
- 4:29:04área. Para quem não me conhece, eu serei
- 4:29:05o seu professor de química nessa jornada
- 4:29:07do conhecimento. Hoje nós conversaremos
- 4:29:10a respeito de três temas que estão em
- 4:29:12alta no mundo e você vai entender como
- 4:29:14que eles podem aparecer no seu
- 4:29:15vestibular. Nós vamos conectá-los a
- 4:29:18tópicos presentes na química do
- 4:29:21vestibular. Belezinha? Então essa aula
- 4:29:24vale ouro. Mais do que qualquer conteúdo
- 4:29:28que você tenha visto no seu material
- 4:29:29didático ou que você tenha visto nas
- 4:29:31suas aulas convencionais. Aqui você vai
- 4:29:34entender como que o mundo encontra a
- 4:29:36química, como que o mundo encontra esse
- 4:29:38conteúdo que você estuda diariamente.
- 4:29:41Ai, eu não uso química para nada. Ai,
- 4:29:43onde que a química aparece? Hoje você
- 4:29:45vai entender não só aonde ela aparece,
- 4:29:48mas como ela pode aparecer no seu
- 4:29:50vestibular. Você não perde por esperar.
- 4:29:52Antes de começarmos aquele recadinho de
- 4:29:54sempre, avise o papai, mamãe, vovó,
- 4:29:56vovó, que agora você está ocupado ou
- 4:29:57ocupada com o profe Vini. Feche a porta
- 4:30:00do quarto, pegue uma folhinha de
- 4:30:02caderno, um copinho d'água, vai
- 4:30:04anotando, resolvendo as questões, os
- 4:30:06exercícios aqui comigo, porque assim
- 4:30:08você aprende, aprende muito mais. Agora,
- 4:30:10sem mais delongas, bora então, tá? Quais
- 4:30:14serão os três temas abordados na aula de
- 4:30:17hoje? Nós conversaremos sobre terras
- 4:30:20raras, até bom falar baixo, vai que o
- 4:30:22Trump me ouve. Depois nós falaremos a
- 4:30:24respeito de anabolizantes.
- 4:30:27Infelizmente
- 4:30:29este ano tivemos casos de pessoas que
- 4:30:32morreram e não sabemos ao certo se foi
- 4:30:35pelo uso de anabolizantes ou não, mas
- 4:30:37que elas usavam anabolizantes, se isso
- 4:30:40era evidente, né? Enfim, vamos entender
- 4:30:42um pouquinho como que eles podem ser
- 4:30:44prejudiciais para o nosso corpo, que são
- 4:30:45essas substâncias. Depois falaremos a
- 4:30:48respeito de enriquecimento de urânio e
- 4:30:49como nós podemos usar o urânio
- 4:30:51enriquecido no nosso dia a dia, no nosso
- 4:30:54cotidiano. [risadas] Acho que no nosso
- 4:30:56cotidiano não, né? Mas no cotidiano da
- 4:31:00da ciência, da medicina, da obtenção de
- 4:31:03energia, enfim.
- 4:31:07Tá? Seguindo a ordenzinha, nós vamos
- 4:31:10começar falando a respeito dos terras
- 4:31:13raras, ou sendo mais específico, caso
- 4:31:16você não tenha tanta intimidade assim
- 4:31:18com eles, os metais terras raras, eles
- 4:31:22são
- 4:31:24os 15 metais pertencentes aos
- 4:31:27lantanídeos, além do escândio e hítrio.
- 4:31:32Uai, profe, mas falando assim para mim
- 4:31:34fica difícil de eu saber. Não se
- 4:31:36preocupe, vou te mostrar no próximo
- 4:31:38slide do que que se trata. Mas para isso
- 4:31:41nós vamos precisar da nossa amiga
- 4:31:43tabelita periódica. Beleza? Os
- 4:31:46lantanídeios são basicamente os metais
- 4:31:49que nós temos aqui, ó.
- 4:31:55Beleza? Então aqui nós temos os
- 4:31:57lantanídeos, tá? E os outros dois,
- 4:32:00profe? Bom, o escândio, o hítrio, eles
- 4:32:03estão aqui. Então, os terras raras
- 4:32:05seriam basicamente estes dois grupos de
- 4:32:09metais. Eles serão metais de transição.
- 4:32:14Por quê? Porque eles terão o seu elétron
- 4:32:18mais energético em orbitais F ou D. Essa
- 4:32:22é a diferença dos metais de transição
- 4:32:24pros elementos representativos, porque
- 4:32:26os elementos representativos possuem o
- 4:32:28seu elétron mais energético em orbital S
- 4:32:32ou P. Nossa, profe, é muita informação,
- 4:32:34eu sei, mas confia em mim, não é
- 4:32:36difícil. Metade de transição, eles estão
- 4:32:39aqui, ó, tá, tá, tá, tá, tá, tá, tá, tá.
- 4:32:43E sendo mais específicos, os lantanídeos
- 4:32:45e os actinídeos e os
- 4:32:48são metais que possuem transição
- 4:32:51interna. Por quê? Porque o seu elétron
- 4:32:53mais energético está em orbital F.
- 4:32:55Agora, os metais representativos, os
- 4:32:59elementos representativos são aqueles
- 4:33:00que ficam nas famílias mais altas, por
- 4:33:03assim dizer, que são essas famílias
- 4:33:07aqui, ó.
- 4:33:08Ó, que beleza.
- 4:33:12Os elementos representativos, eles
- 4:33:14pertencem às famílias A. 1A, 2A, 3A, 4,
- 4:33:185, 6, 7, 8A. Agora, os de transição são
- 4:33:21das famílias B, beleza? B de beleza,
- 4:33:29tá?
- 4:33:31Então, vamos a algumas propriedades dos
- 4:33:35metais. Por que que os metais são tão
- 4:33:38importantes? Aonde nós usamos os metais?
- 4:33:41Eles são importantes porque eles são
- 4:33:44ducteis,
- 4:33:46ou seja, eles são maleáveis para
- 4:33:48fazermos certas estruturas metálicas,
- 4:33:52principalmente quando são aquecidos.
- 4:33:54Eles conduzem bem, então eles são
- 4:33:57condutores
- 4:33:59do quê? de eletricidade,
- 4:34:04eletricidade
- 4:34:08e de calor,
- 4:34:14certinho? E eles possuem alto ponto de
- 4:34:18fusão e ebulição.
- 4:34:26Aqui nós temos as principais
- 4:34:27características dos metais. São só
- 4:34:29essas, professor? Não. Existem muitas
- 4:34:33outras características aqui. É só para
- 4:34:36entendermos as principais. Os metais têm
- 4:34:39essas características.
- 4:34:40Os compostos iônicos, os compostos
- 4:34:42covalentes, os compostos moleculares
- 4:34:45possuem outras características.
- 4:34:49Então, ó,
- 4:34:51qual a diferença dos metais para os
- 4:34:54demais compostos? Então, quando a gente
- 4:34:56olha, por exemplo, pros compostos
- 4:34:58iônicos, vou até mudar de cor
- 4:35:00aqui, composto iônico,
- 4:35:08nós temos compostos quebradiços
- 4:35:17compostos
- 4:35:19com carga positiva
- 4:35:22e negativa.
- 4:35:25ponto de fusão e ponto de ebolição
- 4:35:29medianos,
- 4:35:34eles só conduzem ou eles tendem a só
- 4:35:37conduzir eletricidade.
- 4:35:39Então, conduzem
- 4:35:51no
- 4:35:54estado
- 4:35:59líquido
- 4:36:03ou dissolvidos em água.
- 4:36:14Agora
- 4:36:17composto
- 4:36:24molecular
- 4:36:26baixo
- 4:36:30P
- 4:36:32e IPF.
- 4:36:34Que mais?
- 4:36:36isolante elétrico.
- 4:36:46E do geral podemos dizer esses dois,
- 4:36:48porque os compostos moleculares eles
- 4:36:50variam demais. Nós temos, por exemplo,
- 4:36:53O2, que é um composto molecular que eu
- 4:36:56estou cheirando agora, que eu estou
- 4:36:58colocando dentro dos meus pulmões. E nós
- 4:37:00temos também açúcar, que também é um
- 4:37:01composto molecular. E isso para não
- 4:37:04falar dos compostos covalentes, que aí
- 4:37:06entra grafite, grafeno, entra diamante,
- 4:37:09enfim. Então vamos aqui de algumas
- 4:37:11características gerais, probidades da
- 4:37:13matéria. É um assunto que cai, que
- 4:37:15despenca nos vestibulares. Beleza?
- 4:37:18Então tá.
- 4:37:20Agora, característica dos metais terras
- 4:37:23raras, como eu já havia comentado, são
- 4:37:27metais de transição, são encontrados
- 4:37:30dispersos na natureza. Então assim,
- 4:37:33estima-se que as reservas de terraas são
- 4:37:36maiores do que as reservas de ouro que
- 4:37:38nós temos. No entanto, os terrazaras
- 4:37:42eles são encontrados de maneiras
- 4:37:44dispersas pela Terra, por isso são
- 4:37:47chamados de terrazaras. podem possuir
- 4:37:50diversos estados de oxidação, como é
- 4:37:53típico dos metais de transição, bons
- 4:37:56condutores de calor e eletricidade,
- 4:37:59principalmente em condições muito
- 4:38:01específicas. Por isso que eles são bons,
- 4:38:04né, para diversas
- 4:38:08situações, tá? Agora vamos lá.
- 4:38:12Analisando a posição dos terrazaras, nós
- 4:38:15conseguimos ter uma ideia a respeito de
- 4:38:17algumas propriedades gerais dos
- 4:38:19elementos. Vamos lá. Propriedades da
- 4:38:22tabela periódica. Primeira delas, raio
- 4:38:25atômico. Nós sabemos que o raio atômico
- 4:38:28ele aumenta conforme nós descemos e
- 4:38:31conforme nós eita e conforme nós vamos
- 4:38:35para
- 4:38:38a esquerda, certinho?
- 4:38:41Então, neste caso, nós podemos dizer que
- 4:38:45o tamanho dos serras é relativamente
- 4:38:47grande, porque eles estão nesta região
- 4:38:50aqui e aqui,
- 4:38:53certinho? Tá? Além do tamanho,
- 4:38:57eletronegatividade.
- 4:38:58Nós sabemos que a eletronegatividade dos
- 4:39:01elementos,
- 4:39:03ela
- 4:39:04muda,
- 4:39:06ou melhor dizendo, ela aumenta
- 4:39:11da esquerda pra direita e de baixo para
- 4:39:13cima. Lembrando que o conceito de
- 4:39:15esquerda e direita, ele pode mudar de
- 4:39:17acordo com a sua posição. Então, talvez
- 4:39:19tá olhando e pensando, poxa, o profe não
- 4:39:21sabe esquerda, direita. Não, o profe
- 4:39:22sabe é que talvez quando a gente espelhe
- 4:39:26a tela fique invertido. O fluor é o
- 4:39:28composto mais eletronegativo de todos a
- 4:39:30tabela periódica, certo? E a gente
- 4:39:33observa que os terras raras eles vão ter
- 4:39:35uma eletronegatividade baixa. Que mais,
- 4:39:38profe? Vamos vir para cá.
- 4:39:41Densidade.
- 4:39:43Como que a gente avalia a densidade?
- 4:39:46Nós descemos
- 4:39:50e nós vamos ao centro.
- 4:39:55Então, analisando apenas a posição dos
- 4:39:58metais terrazaras, eles possuem uma
- 4:40:01densidade relativamente alta porque eles
- 4:40:03estão próximos do centro,
- 4:40:06certinho?
- 4:40:14Aí,
- 4:40:19aplicação dos terras raras.
- 4:40:22Ó que assunto interessante,
- 4:40:24principalmente de repente pode ser
- 4:40:26repertório, pode ser algum argumento na
- 4:40:27sua redação. Importante que você saiba,
- 4:40:30os metais terrazaras, eles podem ser,
- 4:40:32aliás, eles são usados em veículos
- 4:40:35elétricos, na geração eólica, telas e
- 4:40:38monitores, microfones e alofalantes.
- 4:40:43Então, se nós pensarmos no mundo
- 4:40:45moderno, caramba, eles são extremamente
- 4:40:47úteis, principalmente quando a gente
- 4:40:49fala em telas e monitores.
- 4:40:53O que hoje em dia não precisa de uma
- 4:40:55tela, de um monitor, computador precisa,
- 4:40:58notebook, precisa, o celular precisa,
- 4:41:00até relógio hoje em dia precisa de tela,
- 4:41:02gente. Além disso, veículos elétricos
- 4:41:05que eles vêm crescendo cada vez mais,
- 4:41:07além de alguns componentes eletrônicos
- 4:41:10usados em computadores também. precisam
- 4:41:12de terras raras, certinho?
- 4:41:15Então, por que que eles são tão
- 4:41:17importantes? Principalmente, ó, aqui, ó,
- 4:41:20transição energética.
- 4:41:23Nesse universo aonde nós estamos saindo
- 4:41:26da matriz de combustíveis fósseis e
- 4:41:30estamos caminhando cada vez mais para
- 4:41:31fontes renováveis, os razados são
- 4:41:33extremamente importantes. Eles também
- 4:41:36são aplicados em altas tecnologias além
- 4:41:39do tal do domínio geopolítico. O Jean
- 4:41:42vai conseguir explicar muito melhor para
- 4:41:44vocês a respeito disso, certo? Mas se eu
- 4:41:47tenho terras raras, eu consigo deter
- 4:41:49algumas tecnologias específicas, eu
- 4:41:51consigo produzir algumas coisas
- 4:41:53específicas, enfim, não vou me atrever a
- 4:41:56falar desse assunto. Deixo com o meu
- 4:41:58amigo Jean. Certinho? Tá? Agora mudando
- 4:42:02a chavinha, conversando a respeito de
- 4:42:05anabolizantes.
- 4:42:07É, rapaz, eu sei que você já pensou em
- 4:42:09usar, mas tome muito cuidado porque isso
- 4:42:12não é bala, não é doce, apenas sobre
- 4:42:15prescrição médica, por favor. Bom,
- 4:42:18definição. Anabolizantes, em sua maioria
- 4:42:22são hormônios naturais ou sintéticos
- 4:42:24derivados da testosterona.
- 4:42:27Então, não adianta querermos conversar a
- 4:42:30respeito de anabolizantes se não
- 4:42:32soubermos o que é testosterona, tá? A
- 4:42:37testosterona, ela possui como núcleo
- 4:42:41base essa estruturinha aqui, esses
- 4:42:43quatro anéis, o anel A, B, C e D, com
- 4:42:46essa contagem de carbonos nesta ordem.
- 4:42:50Fechou? Então aqui eu tenho C1, C2, blá
- 4:42:52blá blá e aqui eu tenho C17.
- 4:42:55A testosterona e os demais
- 4:42:57anabolizantes, eles possuem esse
- 4:42:59esqueleto comum. Aqui nessa primeira
- 4:43:02imagem o que nós temos é apenas carbono
- 4:43:04e hidrogênio. Fechou? Não tenho anel
- 4:43:07benzênico, nenhum desses anéis aqui.
- 4:43:09Beleza? O que eu tenho é isso daqui.
- 4:43:12Isso é testosterona. Fechou? Eu vou ter
- 4:43:15essa carbonila aqui, profe. O que é
- 4:43:18carbonila mesmo? Carbonila é C dupla O
- 4:43:23no meio da cadeia. Se fosse C dupla O na
- 4:43:27ponta da cadeia, aí eu teria um aldeído.
- 4:43:31Então, ó, recordando, porque recordar é
- 4:43:34viver. Isso aqui é uma cetona.
- 4:43:40Agora,
- 4:43:44isso aqui é um aldeído.
- 4:43:50Aldeo. Tá certo? Tá. Agora vamos lá. Que
- 4:43:54que é essa representação aqui, profe?
- 4:43:56Por que que eu tenho esse triângulo aqui
- 4:43:59preenchidinho, bonitinho assim? Eu tenho
- 4:44:01esse triângulo porque aqui eu tenho o
- 4:44:03que eu chamo de carbono quiral ou
- 4:44:06carbono assimétrico. Então aqui eu tenho
- 4:44:09um carbono
- 4:44:15tiral.
- 4:44:17Por quê? Porque ele possui quatro
- 4:44:19ligantes diferentes.
- 4:44:21Beleza?
- 4:44:22Essa representação de ligação
- 4:44:25normalmente nós usamos quando nós temos
- 4:44:28um carbono quiral, um carbono
- 4:44:29assimétrico. Beleza? Isso indica que
- 4:44:33este rapazinho aqui ele está projetado
- 4:44:36pra frente. Ah, e uma falha aqui não é
- 4:44:39CH2, é CH3.
- 4:44:44Belezinha?
- 4:44:45Os carbonos queirais eles terão, eles
- 4:44:49podem ter os números óticos ou ópticos.
- 4:44:51Aqui eu também vou ter um carbono
- 4:44:53quiral. Aqui eu também vou ter um. E
- 4:44:55aqui eu também vou ter um. Beleza? Tá?
- 4:45:00Além disso aqui, eu tenho uma hidroxila.
- 4:45:05Hidroxila ligada a um carbono saturado é
- 4:45:08o quê? Álcool. Então aqui eu tenho uma
- 4:45:11função
- 4:45:13álcool.
- 4:45:16Se a minha hidroxila estivesse ligado a
- 4:45:19um anel benzênico, eu teria outra
- 4:45:21função.
- 4:45:23Se eu tivesse isso daqui, eu teria a
- 4:45:25função
- 4:45:28fenol.
- 4:45:30Maravilha.
- 4:45:32Então, essa é a estrutura da
- 4:45:34testosterona. Aqui nós tínhamos uma
- 4:45:35rápida revisão. Além disso, não podemos
- 4:45:38esquecer que aqui nós temos
- 4:45:42uma ligação dupla. Como eu tenho uma
- 4:45:44ligação dupla, eu posso dizer que aqui
- 4:45:49eu tenho uma insaturação.
- 4:45:58[roncando] Ligação dupla ou tripla, nós
- 4:46:00chamamos de insaturação.
- 4:46:06Aqui alguns exemplos de anabolizantes.
- 4:46:09Aqui nós temos o decanoato de
- 4:46:11nandrolona.
- 4:46:13Observe que neste composto eu não tenho
- 4:46:17mais a função álcool que eu tinha
- 4:46:19originalmente. Aqui eu tenho o Cla O.
- 4:46:23Essa aqui é a função
- 4:46:27ester.
- 4:46:31Certinho? E eu não tenho mais
- 4:46:35o meu metil aqui. Aqui eu tenho só um H.
- 4:46:38Aqui eu tenho a metandiona.
- 4:46:40Observe que aqui eu adicionei
- 4:46:44um metil. Essa projeção aqui indica que
- 4:46:46a minha ligação tá para trás do plano.
- 4:46:49Fechou?
- 4:46:52E eu tenho mais uma dupla ligação aqui.
- 4:46:56E aqui, neste caso,
- 4:46:59eu tenho
- 4:47:02mais um CH3. Profe, por que que esse CH3
- 4:47:05ele não é representado com o
- 4:47:06triangulozinho ou com
- 4:47:10osquinhos como os demais? Porque ele tá
- 4:47:12ligado a um carbono
- 4:47:14que faz dupla ligação. Uai, e aí? Por
- 4:47:18quê? Porque o carbono que faz dupla
- 4:47:21ligação, ele vai ter geometria trigonal
- 4:47:25plana ou trigonal planar. Então, ó, se o
- 4:47:28meu carbono tem só três ligantes, ele
- 4:47:31vai formar um triangulinho.
- 4:47:35E os triângulos eles são planares, eles
- 4:47:38não ficam nem paraa frente nem para
- 4:47:40trás. Todos os pontos eles ficam no
- 4:47:43mesmo plano. Beleza? Então aqui eu tenho
- 4:47:47hibridização ou hibridação SP2 e
- 4:47:50geometria trigonal
- 4:47:52plana ou planar, depende do autor.
- 4:47:58Quando ele tem quatro ligações,
- 4:48:02ou melhor dizendo, quatro ele sempre
- 4:48:03tem. Quando ele tiver quatro ligantes,
- 4:48:06certo? Eu vou ter hibridização SP3 e a
- 4:48:10minha geometria será de um
- 4:48:14tetra
- 4:48:16edro ou geometria tetraédrica.
- 4:48:19Beleza? Tetraedro, para quem não se
- 4:48:22recorda, é uma pirâmide
- 4:48:26de base triangular. E se ele tivesse só
- 4:48:30dois ligantes,
- 4:48:34SP e geometria linear.
- 4:48:39Em todos os casos, o carbono faz quatro
- 4:48:41ligações. Aqui ele faz uma dupla, aqui
- 4:48:45ele só faz simples. E aqui ele pode
- 4:48:47fazer duas duplas ou uma tripla e uma
- 4:48:50simples,
- 4:48:52certinho?
- 4:48:55Tá?
- 4:48:57Por que modificar a testosterona?
- 4:49:00Bom, você pode aumentar ou diminuir a
- 4:49:04atividade androgênica do hormônio ou
- 4:49:07você pode favorecer a atividade
- 4:49:09anabólica.
- 4:49:11A atividade androgênica, ela está
- 4:49:14associada a efeitos secundários, como
- 4:49:16engrossamento da voz, crescimento de
- 4:49:18pelos, enfim, são características mais
- 4:49:21masculinas, por assim dizer. Agora, as
- 4:49:24atividades anabólicas são basicamente
- 4:49:27atividades que os fisoculturistas, quem
- 4:49:29frequenta a academia busca, que é
- 4:49:32basicamente massa muscular,
- 4:49:34fortalecimento dos ossos, produção
- 4:49:36sanguínea, fechou? Então, eu posso
- 4:49:40modificar a estrutura da testosterona
- 4:49:44para que ela não tenha um efeito
- 4:49:46androgênico tão intenso, por assim
- 4:49:48dizer, né? Porque o que eu quero em uma
- 4:49:52certa circunstância é apenas o músculo e
- 4:49:54não o engrossamento da voz ou
- 4:49:56crescimento de pelos. Ou então de
- 4:49:57repente eu quero isso. Então eu modifico
- 4:49:59a estrutura para que eu tenha exatamente
- 4:50:02os efeitos desejados. Beleza? OK. Tá.
- 4:50:11Então quando que os anabolizantes são
- 4:50:14recomendados? Tá?
- 4:50:17Quando a pessoa está com déficit
- 4:50:19hormonal, óbvio, então, se por algum
- 4:50:23motivo você não está produzindo a
- 4:50:26quantidade adequada de testosterona,
- 4:50:28você pode fazer a reposição hormonal,
- 4:50:30não tem nenhum problema. Aliás, é até
- 4:50:32necessário, beleza? Ou então, de
- 4:50:34repente, imagine que você não se
- 4:50:37identifica
- 4:50:38como uma mulher, como uma moça, como uma
- 4:50:41menina. você vai fazer a transição de
- 4:50:43gênero. Aí você pode também usar de
- 4:50:46anabolizantes para que você tenha
- 4:50:48engrossamento da voz, crescimento de
- 4:50:50pelo e outros fatores, beleza? Então
- 4:50:53você pode ter um déficit hormonal por
- 4:50:561000 motivos, beleza? Pode ser genético,
- 4:50:59pode ser uma doença, pode ser estress
- 4:51:02algum motivo. E o seu médico te sugere o
- 4:51:05uso do anabolizante sobre todos os
- 4:51:06cuidados possíveis e imagináveis ou
- 4:51:09então transição de gênero. São os dois
- 4:51:12motivos mais comuns, tá? Em todos os
- 4:51:16casos, com devido acompanhamento médico.
- 4:51:21A gente não faz isso por conta, de
- 4:51:23maneira nenhuma,
- 4:51:24tá?
- 4:51:27Por que o uso de anabolizantes pode nos
- 4:51:31fazer mal? Bom, primeiro, desregulam a
- 4:51:34atividade hormonal do corpo. Se você
- 4:51:37está ingerindo testosterona um hormônio
- 4:51:40com efeito similar a testosterona, o seu
- 4:51:43corpo ele vai ficar preguiçoso, entre
- 4:51:45aspas. Então, a tendência é que ele
- 4:51:47diminua a produção. E aí, quando você
- 4:51:49parar de tormar a testosterona, você a
- 4:51:52testosterona no caso não, o
- 4:51:53anabolizante, né? você não vai ter a
- 4:51:55testosterona adequada no seu corpo e aí
- 4:51:57você vai ter diversos problemas. Além
- 4:52:01disso, você aumenta o risco de infarto e
- 4:52:03AVC e infertilidade que está associada
- 4:52:06ao desregulamento da atividade hormonal.
- 4:52:09E o mesmo acontece com a disfunção
- 4:52:11sexual, tá? Então esse lance de você
- 4:52:15ingerir mais hormônios do que o seu
- 4:52:17corpo precisa ou do que o seu corpo
- 4:52:19produz, vai desegular toda a sua
- 4:52:23atividade.
- 4:52:24Eh, enfim,
- 4:52:27que adjetivo podemos usar aqui? Fálica,
- 4:52:29sexual, enfim, vocês me entenderam
- 4:52:33acarretando em problemas como este,
- 4:52:35estes. Mas além disso, não podemos
- 4:52:37esquecer do risco de infarto e AVC.
- 4:52:44Agora vamos conversar sobre um assunto
- 4:52:48explosivo.
- 4:52:49Literalmente, galera, vamos conversar um
- 4:52:52pouquinho a respeito de enriquecimento
- 4:52:53de urânio. O que é isso? A gente ouve
- 4:52:56tanto falar a respeito, né? Só que o que
- 4:52:59quer dizer de fato? Bom, enriquecer o
- 4:53:02urânio, opa, enriquecer o urânio é um
- 4:53:07processo industrial que visa aumentar a
- 4:53:09concentração do urânio fício. Uai, como
- 4:53:14assim o urânio fício, professor? Nós
- 4:53:16temos diferentes isótopos do urânio, ou
- 4:53:18seja, nós temos diferentes átomos de
- 4:53:20urânio e nem todos eles são passíveis de
- 4:53:25serem quebrados facilmente.
- 4:53:28Nós vamos naquele [roncando] naquele
- 4:53:30urânio que é melhor para ser quebrado.
- 4:53:35Beleza? Esse é o urânio fício. Beleza?
- 4:53:40em relação ao urânio estável. Então, o
- 4:53:44enriquecimento do urânio é uma forma de
- 4:53:46você concentrar o urânio que é quebrado
- 4:53:49facilmente e você dispensar o urânio que
- 4:53:52não é quebrado tão facilmente.
- 4:53:54Basicamente isso, é esse o processo,
- 4:53:58tá?
- 4:53:59Tá. Para que que a gente usa o urânio
- 4:54:02enriquecido?
- 4:54:04Além das bombas atômicas, produção de
- 4:54:07energia, medicina e pesquisa, propulção
- 4:54:11de embarcações. Então, existem diversos
- 4:54:15navios, diversos submarinos que hoje em
- 4:54:18dia funcionam à base de energia nuclear,
- 4:54:21além de logicamente armamentos. Mas
- 4:54:25observe que enriquecer o urânio vai
- 4:54:29muito além da parte bélica. Enriquecer o
- 4:54:32orânio pode ser muito importante para
- 4:54:34diversos outros fatores que são muito
- 4:54:37mais nobres do que você explodir uma
- 4:54:40nação.
- 4:54:43Agora, como que nós enriquecemos o
- 4:54:45urânio? Primeiro nós retiramos o
- 4:54:48minério, né? Esse minério retirado, ele
- 4:54:51é purificado, ele é convertido no gás
- 4:54:54UF6.
- 4:54:56Beleza? O UF6, também conhecido como
- 4:55:00exafloreto de urânio, ele vai passar por
- 4:55:03uma centrífuga,
- 4:55:05certo? E nessa centrífuga nós teremos o
- 4:55:09urânio mais pesado
- 4:55:11na borda e o urânio mais leve no centro.
- 4:55:16Na bord, então teremos o urânio 238, que
- 4:55:19é o urânio com massa atômica igual a
- 4:55:22238,
- 4:55:23enquanto que no centro nós teremos o
- 4:55:25urânio mais leve com massa atômica 235.
- 4:55:31Beleza? Daí nós conseguimos separar os
- 4:55:34dois urânios, o 238 e o 235.
- 4:55:41Nós podemos ter diferentes concentrações
- 4:55:44do urânio enriquecido. Nós podemos ter o
- 4:55:47urânio com baixo enriquecimento. Nós
- 4:55:49podemos ter o urânio com alto
- 4:55:51enriquecimento. Com baixo
- 4:55:53enriquecimento, ele pode ser usado como
- 4:55:55combustível, certo? paraa energia
- 4:55:58nuclear com alto enriquecimento,
- 4:56:00principalmente pesquisa e propulsão,
- 4:56:02além de armas nucleares.
- 4:56:08O urânio que nós queremos é o 235.
- 4:56:14Como que acontece o processo de obtenção
- 4:56:16de energia pelo urânio? ele vai ser
- 4:56:19bombardeado por nêutrons. Uma vez que
- 4:56:23ele seja bombardeado por nêutrons, ele
- 4:56:26vai ser partido. Nós vamos quebrá-lo. Ao
- 4:56:29quebrá-lo, nós vamos formar outros dois
- 4:56:31átomos. Nós vamos formar um átomo de
- 4:56:34bário e um átomo de critônio. Beleza?
- 4:56:38Neste caso, nós também vamos ter a
- 4:56:41produção de três nêutrons mais energia.
- 4:56:47E aí, veja só, esses três nêutrons que
- 4:56:50eu gerei aqui, eles vão se chocar com
- 4:56:53outros três átomos de urânio. Isso é o
- 4:56:57que a gente chama de reação em cadeia.
- 4:56:59Então, eu começo com um nêutron, eu
- 4:57:03acabo com três nêutrons mais energia. E
- 4:57:07esses dois rapazinhos aqui que são
- 4:57:08secundários neste processo paraa
- 4:57:11obtenção de energia. Esses três
- 4:57:14nêutrons, eles vão se chocar com outros
- 4:57:18três átomos de urânio.
- 4:57:22E aí nós vamos ter a produção de
- 4:57:26Vário,
- 4:57:29K
- 4:57:32nêutrons. Aqui de novo, Bário,
- 4:57:35K e mais três nêutrons aqui. Bário,
- 4:57:41K. e mais três nêutrons. E aqui esses
- 4:57:46três nêutrons, eles vão interagir com
- 4:57:48outros três átomos de urânio,
- 4:57:52continuando
- 4:57:53o nosso
- 4:57:56processo em cadeia. Então, não é um
- 4:57:59átomo de urânio que é prejudicial, mas é
- 4:58:02todo o processo.
- 4:58:05Veja aqui é teoria do caos. O bater de
- 4:58:08asas de uma borboleta de um lado do
- 4:58:10mundo pode causar um furacão do outro
- 4:58:14lado do mundo. Então, a gente começa com
- 4:58:17um único urânio. Este único urânio
- 4:58:19produz três nêutrons. Estes três
- 4:58:23nêutrons produzidos vão produzir outros
- 4:58:27três nêutrons através de reações de
- 4:58:30fissão nuclear e assim por diante. Aí o
- 4:58:33processo escalona, a gente libera muita
- 4:58:36energia e tudo fica uma loucura,
- 4:58:42tá?
- 4:58:44O urânio,
- 4:58:46além
- 4:58:50de liberar energia pelo seu processo de
- 4:58:52fissão nuclear, ele também é um material
- 4:58:55radioativo.
- 4:58:57E os materiais radioativos, eles tendem
- 4:59:00a emitir três tipos de partículas, né?
- 4:59:04Eles podem emitir a partícula alfa, a
- 4:59:06partícula beta ou a partícula gama, que
- 4:59:08não é uma partícula é radiação
- 4:59:10eletromagnética.
- 4:59:12A
- 4:59:14partícula alfa, ela possui massa 4
- 4:59:22e
- 4:59:27carga
- 4:59:292 mais.
- 4:59:31Eu costumo representá-la da seguinte
- 4:59:34forma. Alfa 42.
- 4:59:38A partícula alfa,
- 4:59:44ela tem baixo
- 4:59:52poder de
- 4:59:55penetração.
- 5:00:03Podemos dizer que ela é pouco
- 5:00:08perigosa.
- 5:00:11Ela é representada da seguinte forma.
- 5:00:14Alfa 42. Então aqui em cima vem a massa
- 5:00:18e aqui vem o número atômico dela. Ela
- 5:00:21também pode ser chamada de
- 5:00:25núcleo
- 5:00:28de
- 5:00:32hélio. Então é comum os exercícios eles
- 5:00:35se referirem à partícula alfa como
- 5:00:38núcleo de hélio. Sempre que um elemento
- 5:00:41ele emite uma partícula alfa, ele deixa
- 5:00:45de ser aquele elemento e se torna um
- 5:00:48outro. Então, imaginemos que nós temos
- 5:00:51um elemento X de massa, hum, vou chutar
- 5:00:55aqui, 50 e 25.
- 5:00:59Quando ele emite uma partícula alfa,
- 5:01:03aqui passa a ser 46 e aqui 23.
- 5:01:10mais alfa e 2.
- 5:01:14Então, quando eu emito uma partícula
- 5:01:16alfa, a soma do valor que eu tenho aqui
- 5:01:20com este precisa ser igual ao valor que
- 5:01:23eu tenho aqui. A soma do valor que eu
- 5:01:25tenho aqui em cima com este precisa ser
- 5:01:28igual ao valor que eu tenho aqui em
- 5:01:29cima.
- 5:01:31Fechou?
- 5:01:33Agora partícula beta, vou usar a cor
- 5:01:36vermelha mesmo. A partícula beta,
- 5:01:41ela tem massa
- 5:01:44igual a zer
- 5:01:48e carga
- 5:01:51igual a um menos ou men1. Uai, profe.
- 5:01:56Mas como assim?
- 5:01:59Que negócio estranho é esse?
- 5:02:02A partícula beta, ela é produzida quando
- 5:02:06um nêutron do meu átomo ele emite a sua
- 5:02:11porção negativa, por assim dizer.
- 5:02:14Beleza? Então ele deixa de ser nêutron e
- 5:02:18ele se transforma em um próton. Então o
- 5:02:22nêutron vira próton e para isso ele
- 5:02:25emite a sua parte negativa. Então o
- 5:02:28nêutro é neutro porque ele tem tanto um
- 5:02:31pouquinho de negativo como um pouquinho
- 5:02:32de positivo. É assim que eu explico,
- 5:02:34galera. Lógico que não é bem assim o
- 5:02:35processo, mas só para, enfim, fica mais
- 5:02:38fácil de entender. Ele emite o seu lado
- 5:02:41negativo na forma de radiação beta e aí
- 5:02:45ele fica positivo e vira um próton.
- 5:02:48Então, se eu tivesse, por exemplo,
- 5:02:52Z aqui, eu tenho
- 5:02:5630
- 5:02:58[roncando] e
- 5:03:0116,
- 5:03:03quando eu emito a radiação,
- 5:03:06aqui vai ficar 30.
- 5:03:10O beta ele vai ser representado como 0 e
- 5:03:15-1.
- 5:03:16E aqui eu vou ter que número? Lembrem,
- 5:03:20este mais este tem que dar o que eu
- 5:03:22tenho aqui. Então esse -1 mais o valor
- 5:03:27que eu tenho aqui tem que dar 16. Se
- 5:03:29aqui eu tenho -1, aqui vai ser 17. Por
- 5:03:33quê? Porque 17 - 1 dá o 16 que eu tenho
- 5:03:38aqui. Belezinha?
- 5:03:41Nós podemos dizer
- 5:03:44que essa radiação
- 5:03:47tem
- 5:03:50poder
- 5:03:52de
- 5:03:55penetração
- 5:04:02mediano
- 5:04:05e ela possui
- 5:04:11uma certa
- 5:04:21uma certa dose de periculosidade. Então,
- 5:04:23nós temos que tomar cuidado. Agora, já
- 5:04:26partícula gama, meu amigo,
- 5:04:30aqui eu tenho a letra grega gama, tá?
- 5:04:32Essa foi a fonte que eu usei, ficou um
- 5:04:34pouco estranha, mas enfim. O gama pode
- 5:04:38ser escrito assim: "Eu não tenho carga,
- 5:04:41eu não tenho massa. Aqui o que eu tenho
- 5:04:43é radiação eletromagnética muito forte.
- 5:04:49Aqui eu tenho
- 5:04:52alto
- 5:04:55poder
- 5:04:57de penetração.
- 5:05:03Essa radiação é
- 5:05:07muito
- 5:05:12perigosa.
- 5:05:15Quando eu falo de perigo, eu estou me
- 5:05:16referindo à saúde humana, tá gente? E
- 5:05:19dos animais também. Opa.
- 5:05:29Então, vamos imaginar que eu tenho x
- 5:05:3330 16.
- 5:05:35Quando eu emito radiação gama, fica tudo
- 5:05:38igual,
- 5:05:41já que é tudo igual.
- 5:05:44Fechou?
- 5:05:46Então tá. Penetração das radiações.
- 5:05:50A radiação
- 5:05:53gama
- 5:06:08radiação gama,
- 5:06:10ela para em uma folha de papel. Ela tem
- 5:06:14um poder de penetração muito baixo. A
- 5:06:17radiação beta,
- 5:06:21ela para
- 5:06:23em uma parede de
- 5:06:26alumínio.
- 5:06:31Agora,
- 5:06:33a radiação,
- 5:06:35opa, deixa eu mudar a cor.
- 5:06:38Dá pro verde. Agora a radiação gama,
- 5:06:43ela só vai parar
- 5:06:48[limpando a garganta]
- 5:06:50em uma parede de chumbo,
- 5:06:54metal denso e pesado.
- 5:06:59Certinho?
- 5:07:01E aqui, meus amigos, nós temos um
- 5:07:03exemplo
- 5:07:06de decaimento
- 5:07:08do urânio, tá?
- 5:07:12Então,
- 5:07:14essa imagem eu até retirei de uma
- 5:07:15questão da fuveste,
- 5:07:18belezinha?
- 5:07:20O urânio, a princípio, ele decai para th
- 5:07:23que é tórico, a emissão de uma partícula
- 5:07:25alfa. Daí, se eu emitir uma partícula
- 5:07:28beta, ele vai cair para PA. 234,91.
- 5:07:32Então observe que eu comecei com 238,92.
- 5:07:36Depois que eu emiti uma partícula alfa,
- 5:07:39que é 42, eu caí para 234,90.
- 5:07:43Daí emiti beta, o meu número atômico
- 5:07:46aumenta um, vai para 91. Depois, se eu
- 5:07:50emitir outra partícula beta, veja que
- 5:07:53loucura, eu volto a ser 92. E o que
- 5:07:58determina o meu elemento é o número de
- 5:08:01prótons. Então, se aqui eu tenho 92 e
- 5:08:04aqui eu tenho 92, significa que eu tenho
- 5:08:07o mesmo elemento, que no caso é o
- 5:08:08urânio. Aqui eu tenho o urânio 238 e
- 5:08:12aqui eu tenho o urânio 234.
- 5:08:14Profe, eu posso ter um urânio com
- 5:08:16diferentes massas? Eu posso, com tanto
- 5:08:19que eu tenha o mesmo número de prótons.
- 5:08:22Esta é a única regra, certinho? Daí o
- 5:08:25urânio emite uma partícula alfa, vai a
- 5:08:28230,90, ou seja, volta a ser o th.
- 5:08:32Emitindo mais uma partícula alfa, ele
- 5:08:35vai perder mais quatro de massa e 2 de
- 5:08:38número atômico. Aí ele vira o RA 2268
- 5:08:43mais uma partícula alfa, 222,86
- 5:08:46mais uma partícula alfa Mais uma
- 5:08:48partícula alfa 218,84.
- 5:08:52Aqui nós temos o rádio randônio. Aqui
- 5:08:53nós temos o polônio. O polônio emitindo
- 5:08:56mais uma partícula alfa vai a PB que é
- 5:08:59chumbo 2142.
- 5:09:01Emitindo uma partícula beta bismuto 83
- 5:09:04214 mais uma beta eu vou de 83 para 84,
- 5:09:09ou seja, volta a ter o polônio, ó que
- 5:09:11loucura. Depois eu volto a ter o chumbo
- 5:09:14emitindo uma partícula alfa. Novamente o
- 5:09:17bismuto polônio e chumbo.
- 5:09:22Loucura, né, gente? E no meio disso
- 5:09:24tudo, a gente também emite radiação
- 5:09:27gama, que não está escrito, mas também é
- 5:09:29emitida,
- 5:09:32tá?
- 5:09:33Riscos envolvendo o urânio. O urânio é
- 5:09:37um material tóxico, radiação
- 5:09:40cancerígena, risco de explosão e
- 5:09:43contaminação.
- 5:09:45Então, a manipulação do urânio, ela pode
- 5:09:48ser perigosa por diversos motivos.
- 5:09:52Primeiro é um material radioativo. Não
- 5:09:54importa se é o urânio 235 ou 238, é
- 5:09:57radioativo, é prejudicial à saúde. Então
- 5:10:01o operador, o equipamento, tudo precisa
- 5:10:04estar devidamente protegido. Beleza?
- 5:10:07Além disso, é um metal tóxico. Então não
- 5:10:11bastasse o fato dele emitir radiação, o
- 5:10:14urânio por si próprio é um metal tóxico.
- 5:10:18Ó como as coisas são complexas. E nós
- 5:10:21temos o risco de explosão e
- 5:10:23contaminação, que foi o que nós
- 5:10:25observamos em Chernobyl. Enfim, material
- 5:10:28radioativo, material que a gente usa
- 5:10:31para fição nuclear, ele pode explodir se
- 5:10:35as condições não forem as mais adequadas
- 5:10:37possíveis. É importante ressaltar que os
- 5:10:40incidentes que nós tivemos com explosões
- 5:10:43nucleares ou, por exemplo, com o SES em
- 5:10:45Goiânia são raros, raríssimos. Na
- 5:10:48maioria das vezes, seguindo todos os
- 5:10:51protocolos, não temos grandes riscos. O
- 5:10:54problema é que quando acontece alguma
- 5:10:56coisa, costuma ser algo extremamente
- 5:10:59sério e prejudicial,
- 5:11:04tá?
- 5:11:06O urânio ele é vilão. Então, gente,
- 5:11:11eu gostaria de trazer esse debate para
- 5:11:14vocês, praticamente finalizando a aula
- 5:11:16de hoje. O urânio ele é vilão porque
- 5:11:19assim, é praticamente consenso geral,
- 5:11:22eh, uma ideia popular de que nós temos
- 5:11:25que extinguir o uso de energia nuclear
- 5:11:27porque elas realmente são prejudiciais,
- 5:11:29elas fazem mal. Eu não estou aqui para
- 5:11:32dizer que elas realmente não são
- 5:11:34perigosas. De fato, existe muito risco
- 5:11:37envolvido com energia nuclear. Mas será
- 5:11:40que elas são realmente tão maléficas
- 5:11:43assim? Será que elas são vilãs? Por
- 5:11:45assim dizer, a energia nuclear com seus
- 5:11:48diferentes elementos radioativos e que
- 5:11:51podem ser fíceis, por assim dizer, né?
- 5:11:55Quando a gente fala no urânio, é uma
- 5:11:58matriz energética relativamente limpa e
- 5:12:01muito eficiente. Um pouquinho de urânio,
- 5:12:06por pouquinho de urânio, eu quero dizer,
- 5:12:07sei lá, 1 kg de urânio, 2 kg de urânio,
- 5:12:11enriquecido, obviamente produz tanta
- 5:12:14energia quanto toneladas de combustíveis
- 5:12:16fósseis, né?
- 5:12:18E tirando o resíduo que nós temos no
- 5:12:22final do processo, nós não temos grandes
- 5:12:25impactos na natureza. O grande problema
- 5:12:29associado ao urânio é que aquele
- 5:12:31resíduo, ele vai continuar emitindo
- 5:12:34radiação por muitos e muitos e muitos e
- 5:12:37muitos anos. Então é basicamente
- 5:12:40armazenar o resíduo radioativo. Para
- 5:12:42onde que ele vai, como que ele vai, por
- 5:12:45quanto tempo ele vai ficar.
- 5:12:49Tá? Se armazenado corretamente apresenta
- 5:12:53baixos riscos. O problema é o
- 5:12:56armazenamento.
- 5:12:58Porque se a humanidade adotasse energia
- 5:13:02nuclear em massa, nós teríamos um grande
- 5:13:05volume de resíduos radioativos sendo
- 5:13:08produzidos diariamente, anualmente. Isso
- 5:13:11seria um problema, né?
- 5:13:14É importante dizer que um urânio ele é
- 5:13:17útil para medicina. Uai, como assim,
- 5:13:20profe? Ele não provoca diversas doenças,
- 5:13:23ele não pode, de repente ser
- 5:13:25cancerígeno?
- 5:13:27Enfim, de fato, a exposição à radiação
- 5:13:31pode ser cancerígena, sim. O urânio,
- 5:13:34como nós vimos, ele é tóxico, certo?
- 5:13:38Mas contudo, entretanto, todavia, quando
- 5:13:39a gente fala em medicina nuclear, nós
- 5:13:42estamos nos referindo a exames, a
- 5:13:46tratamentos que são muito importantes,
- 5:13:49inclusive no tratamento do câncer.
- 5:13:51Então, olha só que contraditório. A
- 5:13:54radiação do urânio, se exposta
- 5:13:57adequadamente pode ser útil na no
- 5:14:00diagnóstico de doenças, no tratamento de
- 5:14:02diversas doenças, só que se exposta em
- 5:14:07condições não ideais, por assim dizer,
- 5:14:10nós podemos ter desenvolvimento de
- 5:14:12doenças como câncer, dentre tantas
- 5:14:15outras. Prof, por que que gera câncer?
- 5:14:18Tá? Nós não comentamos a respeito disso,
- 5:14:20mas eu sei que isso pode ser uma dúvida.
- 5:14:24A radiação
- 5:14:27gama, principalmente, ela tem alto poder
- 5:14:30de penetração. Então ela consegue passar
- 5:14:33pela pele, ela consegue passar pela
- 5:14:36membrana celular, ela consegue passar
- 5:14:39inclusive pelo involtório nuclear e ela
- 5:14:42vai conseguir atingir o DNA.
- 5:14:47A radiação gama, ela pode modificar o
- 5:14:49DNA. DNA modificado pode resultar em
- 5:14:54câncer. Beleza? Bom, gente,
- 5:14:59era isso que eu gostaria de conversar
- 5:15:02com vocês hoje. Abordamos diferentes
- 5:15:04assuntos. Espero que tenha sido útil
- 5:15:06para vocês. Falamos sobre propriedades
- 5:15:08da matéria, falamos sobre propriedades
- 5:15:11da tabela periódica, falamos sobre
- 5:15:13química orgânica, falamos sobre
- 5:15:15radiação. Quatro assuntos em três
- 5:15:17tópicos transversais presentes no
- 5:15:20cotidiano, presentes no nosso dia a dia,
- 5:15:22presentes no noticiário. Bom, até a
- 5:15:25próxima. Tamo junto. Valeu. É nós.
- 5:15:28>> Fala pessoal, tudo bem? Sou Pedro
- 5:15:30Barbosa, fui aprovado em Ciências
- 5:15:32Econômicas na FEA USP São Paulo,
- 5:15:35diretamente do terceiro ano do ensino
- 5:15:36médio. E o gabarit me ajudou muito na
- 5:15:39segunda fase da FVEST, pois no início do
- 5:15:41ano eu acabei contratando alguns
- 5:15:43cursinhos de matérias específicas, mas
- 5:15:45nenhum desses cursinhos tinham matérias
- 5:15:47especificamente para Fuveste. Então, com
- 5:15:50isso, eu senti uma lacuna de
- 5:15:52conhecimentos da minha parte e com
- 5:15:53gabarita gel, assistindo todos os
- 5:15:55módulos de história, geografia e
- 5:15:56português, eu consegui cobrir essas
- 5:15:59lacunas e fazer com que a minha
- 5:16:01aprovação viesse. Então, com os modos de
- 5:16:03geografia física do Jean, geopolítica,
- 5:16:06eh,
- 5:16:08e história econômica, história geral, eu
- 5:16:12consegui
- 5:16:13desenvolver melhor meus conhecimentos,
- 5:16:15conectá-los melhor e saber como
- 5:16:17responder no papel uma questão
- 5:16:18discursiva, porque é completamente
- 5:16:19diferente quando você vai responder uma
- 5:16:21questão de de teste e uma questão
- 5:16:23discursiva. E o gabarita gel me ensinou
- 5:16:25a ter esse discernimento e consegui
- 5:16:27colocar e tirar o máximo de pontos
- 5:16:28possíveis da banca e assim formular
- 5:16:30melhor minhas respostas e assim
- 5:16:32consecutivamente ser aprovado na USP
- 5:16:34diretamente do terceiro ano do ensino
- 5:16:35médio. Então sou muito grato à equipe do
- 5:16:37Gabarita Gel, principalmente ao
- 5:16:39Geografia e gostaria de dar um grande
- 5:16:41abraço e falar que é bem possível e que
- 5:16:44se Deus quiser nos vemos na USP no
- 5:16:46próximo ano. Muito obrigado,
- 5:16:52>> gente do céu. Prof Vini detonou. Prof
- 5:16:54Vini detonou. Cara, química ficou mais
- 5:16:57fácil. Vou até pôr o celular aqui,
- 5:16:59gente. Ô, quem tá, quem tá desde o
- 5:17:01começo, desde o comecinho lá, quando eu
- 5:17:03geografia, cara, trabalhei, detalhei
- 5:17:07toda a geografia de São Paulo. Quem tá
- 5:17:09aí desde o começo? Deixa eu dar uma
- 5:17:10olhadinha aqui. Vou pegar o celular de
- 5:17:11novo. Jean, você é maluco? Sim. Ó, vamos
- 5:17:14lá. Coloque aí. Você tá desde o início?
- 5:17:16Olha, gente, ó. Tem gente, cara, que tá
- 5:17:18desde o início e eu tô vendo gente aqui
- 5:17:20que já tava no aulão da Unicamp. Oh, a
- 5:17:23galera tá acompanhando os aulões e
- 5:17:26amanhã tem mais aulão da Fuvest e depois
- 5:17:28tem mais aulão. E depois tem mais aulão.
- 5:17:31Ou Gabarita Gel é a única plataforma que
- 5:17:33entrega quatro aulões completos. Mais,
- 5:17:37ô, eu até esqueço, mais de 40 horas de
- 5:17:39live para você conseguir a sua vaga na
- 5:17:44universidade pública e transformar sua
- 5:17:46vida a partir da educação. Como a
- 5:17:48educação transformou a minha e de todos
- 5:17:50os professores, a gente também foi como
- 5:17:53você, cara. Eu vivi os dramas, esse
- 5:17:56momento tão complicado da vida, que é
- 5:17:58prestar vestibular, né? Ah, você não
- 5:18:01sabe o que que vai acontecer ano que
- 5:18:02vem. Que que vai acontecer ano que vem?
- 5:18:04vou estar na universidade pública ou eu
- 5:18:07vou est fazendo cursinho, vou ter que
- 5:18:08continuar na fila, né? Bate aquela
- 5:18:11angústia, né? Bate aquela ansiedade.
- 5:18:13Mas, ó,
- 5:18:15respira, você não tá sozinho, tá? Você
- 5:18:18tem aqui uma galera que trabalhou com
- 5:18:20vocês durante todo o ano, pegou na mão,
- 5:18:22respondeu comunidade, fiz caixinha no
- 5:18:25Instagram, gravamos várias lives durante
- 5:18:27o ano, caixa de ferramentas, ferramenta
- 5:18:30fullveste, mão na massa, a os as aulas
- 5:18:34onde eu explico os conteúdos, galera, é
- 5:18:37muito conteúdo que o gabarita gel
- 5:18:39entrega para vocês, né? É sensacional.
- 5:18:43Então, ó, amanhã vai ter coisa, vai ter
- 5:18:46coisa, tá? E vai ter aula top, vai ter
- 5:18:51ela matemática. G, meu Deus, matemática.
- 5:18:54Calma, calma, relaxa. Professor
- 5:18:57Vinícius, cara, quem já viu as aulas
- 5:18:59dele na plataforma do gabarita gel, já
- 5:19:01viu que o cara é é você já sabem a
- 5:19:04palavra que eu ia falar, ele manda muito
- 5:19:07bem, tá? Então, aproveite esse momento.
- 5:19:09Tem outras aulas também sensacionais que
- 5:19:12vão acontecer amanhã. Não fica moscando,
- 5:19:14não. Vamos para cima. Vamos para cima
- 5:19:17porque, cara, vai valer a pena. Lá no
- 5:19:21final você vai falar o seguinte: bem que
- 5:19:24eu estava naquela live do Gabarita Gel.
- 5:19:27Valeu, galera. Tamo junto para cima
- 5:19:29deles. Gabarita Gel. Fui. Show.
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