Agregados para concreto: Conheça (e domine) a NBR 7211! — Transcript
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- 0:00agregados para concretos. Nesse vídeo
- 0:01aqui eu vou apresentar a NBR7211 e fazer
- 0:05alguns comentários. Eu sou Rafael
- 0:07Holanda, especialista em tecnologia do
- 0:09concreto e vou passar no detalhe para
- 0:11você os requisitos desta norma.
- 0:15Bom, começando aqui sobre a NBR7211. É
- 0:18muito importante a gente sempre buscar,
- 0:19claro, a última versão da norma. No
- 0:21momento aqui que eu estou gravando esse
- 0:23vídeo é a versão 2022. trazendo aqui
- 0:25para vocês na tela. Vou colocar aqui, a
- 0:28gente vai dar uma percorrida pela norma,
- 0:29porém eh também vou mostrar algumas
- 0:32imagens aqui para vocês. É muito
- 0:34importante que essa essa norma é uma
- 0:35norma de especificação, ou seja, ela vai
- 0:37especificar os requisitos e dessa norma
- 0:40de requisitos, ela vai também se
- 0:42correlacionar com as normas de ensaio,
- 0:44tá? Então, assim, uma visão geral do que
- 0:47é a norma e também de como é o processo,
- 0:50eu vou passar aqui para vocês. Eh,
- 0:52quando a gente fala em então em
- 0:53agregados, né, eh, quando a gente já
- 0:55começa aqui por essa norma, o que já
- 0:57chama atenção já na na logo no início
- 1:00aqui da norma são os requisitos gerais,
- 1:03onde eu coloco aqui para vocês esse item
- 1:054.3, tá? Os agregados que apresentem
- 1:08variabilidade e suas características que
- 1:10ultrapassem os limites estabelecidos nas
- 1:12sessões cinco, que é de agregados
- 1:14miúdos, e nas sessões, na sessão seis,
- 1:16que é de agregado graúdo, apenas podem
- 1:19ser utilizados em concreto, se aprovados
- 1:22por profissional responsável
- 1:24e em comum acordo entre o proprietário
- 1:28da obra e o produtor de agregados. Ou
- 1:30seja, eu que sou tecnologista, estou
- 1:32fazendo um concreto, estou numa obra que
- 1:34tem dificuldade, não tô conseguindo
- 1:36outro material, só tem esse material,
- 1:38ele passou dos limites, eu consigo,
- 1:41desde que seja um documento formal entre
- 1:43eu, o tecnologista, validando o
- 1:45concreto, o produtor de de agregado
- 1:48também, eh, aceitando as condições e o
- 1:51proprietário da obra também, a gente
- 1:53pode sim utilizar materiais que fujam
- 1:56desses limites. Porém, claro que toda
- 1:59vez que a gente cede os limites
- 2:00normativos, a gente precisa estar
- 2:02embasado com estudos, com ensaios, com
- 2:03laudos, para que a gente justifique e
- 2:06esse tipo de decisão. Então, via de
- 2:09regra, a gente busca seguir todos os
- 2:11requisitos da norma, que é o que eu vou
- 2:12apresentar aqui para vocês. Mas esse
- 2:14item 4.3, ele geralmente é uma saída
- 2:17importante quando a gente tem limitações
- 2:19eh que não viabilizem técnica e
- 2:21economicamente trazer agregados de
- 2:23outros lugares. É, então seguindo aqui a
- 2:26norma, ela é dividida praticamente as
- 2:28sessões cinco e seis são as sessões mais
- 2:30importantes. Claro, as outras sessões,
- 2:32né, também devem ser consideradas, mas
- 2:34tecnicamente onde a gente vai aqui
- 2:36direto ao ponto é a sessão cinco
- 2:38agregado miúdo, ou seja, já fiz até um
- 2:40vídeo comentando sobre areia natural,
- 2:42areia de britagem, enfim, a gente já eh
- 2:46façando uma visão geral e aqui uma visão
- 2:48um pouco mais técnica, mais aprofundada.
- 2:50Então, eh eh o que é importante a gente
- 2:52já ver aqui, né, que essa amostra e eh
- 2:54essa norma ela fala aqui também de que a
- 2:57amostra tem que ser representativa e
- 2:59reduzida a ensaio, conforme a NBR 19
- 3:0316915,
- 3:04tá? Essa norma, então, é a norma que
- 3:07também vai orientar quanto essa parte da
- 3:09coleta, dos agregados e tudo mais. Eh,
- 3:12de cara, a norma já começa com a parte
- 3:14de distribuição granulométrica. Então,
- 3:16aqueles gráficos que a gente vê no
- 3:17ensaio para saber se a granulometria do
- 3:20material tá dentro da faixa, é daqui que
- 3:22vem a faixa. Essa faixa a norma coloca
- 3:25em dois limites, né? Ela ela estabelece
- 3:27as linhas eh utilizáveis, né? E as a
- 3:31zona ótima, que ela chama aqui, né?
- 3:32Então, tem a zona utilizável e a zona
- 3:35ótima. Eu vou mostrar um gráfico aqui
- 3:36para vocês como exemplo, porém é
- 3:38importante a gente entender que a zona
- 3:40ótima é a que a gente tem a melhor
- 3:42condição e a zona utilizável ela já é
- 3:44mais ampla. é aquela eh mais abrangente
- 3:47pra gente permitir o uso de agregados
- 3:50que não estão tão bons, mas também não
- 3:52estão tão ruins assim, né? Então aqui a
- 3:54gente tem já de cara essa questão do dos
- 3:56limites granométricos eh nas duas
- 3:59sessões, tá? Aqui no caso dos miúdos e
- 4:02também ela coloca aqui a a questão do
- 4:04módulo de finura, que também é um
- 4:06importante indicador pra gente eh da
- 4:09grossura do material, né? o chama módulo
- 4:11de finura, mas em tese é um módulo de
- 4:13grossura, porque quanto maior, mais
- 4:15grosso é o material, né? Então assim, é
- 4:18quando a gente fala aqui do módulo de
- 4:19finura, varia de 1,55 a 2,20. Tem gente
- 4:22que chama isso de fino, depois tem gente
- 4:24que coloca aqui de 2,20 a R 2,90 de
- 4:28médio e acima disso é seria grosso, por
- 4:31exemplo, né? Uma areia média, fina ou
- 4:32grossa, né? Então isso por norma não tem
- 4:36essa definição, tá? Mas a gente que eh
- 4:38trabalha com essa essa análise do da
- 4:41granometria e do modo finura, a gente já
- 4:42tem esse tipo de percepção. Depois a
- 4:45norma ela já entra aqui na sessão, né,
- 4:47ainda na sessão cinco, mas ela ela chama
- 4:49de substâncias nocivas. E aí o que que
- 4:52ela coloca aqui? Aqui tem a a
- 4:55classificação da areia natural e areia
- 4:57de britagem, sendo que ela coloca os
- 4:59limites máximos aceitáveis de
- 5:01substâncias nocivas em relação aos
- 5:03agregados miúdos relativos à massa do
- 5:06material. Tá? Então, ou seja, esses
- 5:08indicadores estão em porcentagem sobre a
- 5:11massa do material. Eh, torrões de argila
- 5:13e materiais friáveis. Então, a areia
- 5:15natural ela tá em no máximo três. A
- 5:18areia natural ela ela pode ter, né, eh
- 5:21eh esse essa presença de de argila e
- 5:24materiais friáveis, dependendo da da
- 5:25origem de formação dessa areia. E a
- 5:27areia de britagem tá colocado como não
- 5:29aplicável, o que para mim é um pouco
- 5:31contraditório, como eu até expliquei no
- 5:33outro vídeo, sobre a diferença entre
- 5:35areia natural, artificial e pó de pedra,
- 5:37né? Porque eh já tive casos onde a gente
- 5:40percebeu que tinha eh isso dentro da
- 5:42areia de britagem e era uma contaminação
- 5:45externa, ou seja, não era da rocha,
- 5:46obviamente, mas tinha uma contaminação
- 5:48externa e a gente precisou ensaiar para
- 5:51para comprovar, né? Depois ela coloca
- 5:54aqui partículas leves. Esse é um ensaio
- 5:56que pouca gente gosta de fazer, eh, até
- 5:59porque é um ensaio que é relativamente
- 6:01mais caro, não é muito comum. E a gente
- 6:03tem que olhar aqui que tem esse esse
- 6:05azinho aqui, né? E esse quando a gente
- 6:07fala desse a, nós vamos aqui na na nota.
- 6:10Quando for detectada visualmente a
- 6:12presença de partículas leves, tais como
- 6:15carvão, caes, folhas e sementes, deve
- 6:17ser realizado o ensaio de determinação
- 6:19do teor de partículas leves. Ou seja,
- 6:22isso aqui é só quando for detectado
- 6:24visualmente, tá? Então isso pode ser
- 6:26também uma contaminação externa, uma
- 6:28árvore que deixou cair as suas folhas e
- 6:30depois o vento levou e misturou em cima
- 6:33ali do material ou o estoque que começou
- 6:35a crescer uma grama, sementes ou coisas
- 6:38que puderam ter sido eh levadas com o
- 6:41vento e contaminado a pilha de estoque
- 6:43do material. Ou seja, se você tem a
- 6:45pilha eh de estoque muito bem eh
- 6:49armazenada, protegida, drenada e
- 6:52visualmente não tem eh nenhuma
- 6:54observação disso, não precisa fazer, né?
- 6:57É o que a norma diz. Porém, eh muitas
- 7:00vezes o pessoal precisa ter uma
- 7:02evidência de que o ensaio foi feito e é
- 7:04zer zer. Então, eh, aqui fica um ponto
- 7:07até de discussão, porque muitas vezes
- 7:09você pode ser cobrado de um ensaio que,
- 7:11na verdade, você não precisa fazer.
- 7:13Então, a partículas leves é um ensaio
- 7:15que eu diria que gera uma certa
- 7:17polêmica, mas tem essa ressalva aqui da
- 7:19da própria norma, eh, dizendo que, eh,
- 7:21para fazer só a partir da análise
- 7:23visual. Já no caso do material
- 7:25púlverolento, eh, seria aqui o material
- 7:27fino que passa na peneira 75, eh, a
- 7:31gente coloca aqui que o concreto
- 7:33submetido a desgaste superficial, ele é
- 7:36no máximo 3% e concreto protegido do
- 7:38desgaste superficial 5%. sendo que pro
- 7:42material artificial, né, seria areia de
- 7:44britagem, ele pode ser passado de 10 a
- 7:4612. Aí tem que sempre olhar as notas
- 7:49aqui de rodapé, né? Tem a aqui a a C, a
- 7:52presença de materiais expansivos fino
- 7:54que eh passa através da 75 por lavagem
- 7:58podem interferir nas propriedades do
- 8:00concreto, necessitando do estudo de
- 8:01dosagem específico. Ou seja, ele dá
- 8:04também uma ressalva de que se passar
- 8:05desses limites, a gente pode eh
- 8:08utilizar, porém vai necessitar de
- 8:10estudos mais específicos, tá? E quando a
- 8:13gente entra em impurezas orgânicas, ele
- 8:15também coloca aqui a a linha, né, a
- 8:18parte B que ele coloca. Quando a
- 8:20coloração da solução obtida no ensaio
- 8:22for mais escura do que a solução padrão,
- 8:24a utilização do agregado fica
- 8:26condicionada ao resultado do ensaio
- 8:28prévio da NBR7221,
- 8:31tá? Tá? Então isso aqui é, se não passar
- 8:34na impureza orgânica, tem que fazer esse
- 8:37ensaio da NBR7221, que é um ensaio
- 8:39comparativo entre uma areia padrão com
- 8:41essa areia utilizada. Eh, e a e função
- 8:45da diferença do desempenho, vai ter a
- 8:47aprovação ou a reprovação desse
- 8:49material. Mas de modo geral, o que que a
- 8:51gente tem que entender aqui? que as
- 8:52argilas, as partículas leves, eh o a o
- 8:55teor de pó, né, e em excesso e as
- 8:58impurezas orgânicas, eles vão acabar
- 9:00gerando problemas no nosso concreto.
- 9:02Eles vão dificultar o nosso traço, eles
- 9:04vão puxar consumo de água, vão
- 9:06prejudicar a ligação da pasta de cimento
- 9:09com o agregado. Então assim, esses
- 9:11materiais eles precisam ser controlados
- 9:13até certos níveis, porque acima disso
- 9:16ele pode estar prejudicando o nosso
- 9:18concreto. Então, basicamente, esses
- 9:19ensaios que eles chamam de substâncias
- 9:21nocivas, eles são feitos também
- 9:24rotineiramente pra gente mostrar que
- 9:26esse agregado tá atendendo. Então, eu
- 9:28diria que a granometria com esses
- 9:30ensaios são ensaios que devem ser feitos
- 9:32com mais frequência de acordo com a a
- 9:34amostragem da 16915. Seguindo aqui,
- 9:38ainda dentro de agregados miúdos, a
- 9:40norma coloca a os aspectos de
- 9:42durabilidade. Então, nesse ponto, a
- 9:44gente tem aqui, ó, teores de cloretos e
- 9:46sulfatos não podem exceder os limites da
- 9:48tabela quatro. Tabela quatro aqui já tem
- 9:51os teores de cloretos e sulfatos. Eh,
- 9:53evidentemente que para concreto simples,
- 9:55concreto armado e concreto protendido,
- 9:58como os cloretos eles vão atacar a parte
- 10:01da armadura, né, o aço, então, ou seja,
- 10:04o protendido e o armado, os limites são
- 10:05muito mais rigorosos do que um concreto
- 10:07síntese. E no caso do teor de sulfatos,
- 10:09é um limite geral, porque aí nesse caso,
- 10:11a gente já tá falando de um de uma
- 10:12agressão à pasta de concreto, né? Então
- 10:15a gente tem um limite e único aqui menor
- 10:18do que 01%. também são ensaios de fazer,
- 10:21mandar externamente e ter a evidência, o
- 10:23ensaio, amostra e o resultado, eh,
- 10:26dizendo se tá conforme ou não esse
- 10:28limite especificado aqui na norma. Eh,
- 10:31depois a norma coloca, né, por fim aqui
- 10:33uma caracterização complementar. Ela até
- 10:35coloca ensaios complementares de
- 10:37caracterização podem ser necessários eh
- 10:41eh para a utilização do agregado em
- 10:42concreto, sendo os mais usuais
- 10:45exemplificados na tabela cinco. Ou seja,
- 10:46ela tá dando um exemplo desses ensaios
- 10:49aqui. Ou seja, podem ter outros ensaios,
- 10:51podem, a gente tem laboratórios, tem
- 10:53bibliografia que podem até em
- 10:55determinados casos recomendarem outros
- 10:57ensaios. Então aqui ela colocou só o o
- 10:59que é mais corriqueiro, o que é mais
- 11:01usual. Eu diria até que eh apesar que
- 11:03ela coloca como podem, eu diria que tem
- 11:06alguns ensaios que devem ser feitos, né?
- 11:08Então, por exemplo, numa pedreira a
- 11:09massa unitária para você ter a cubagem
- 11:12ali do material solto, né? E você
- 11:14calcular também, né, os volumes de
- 11:16transporte dos estoques. Então, a massa
- 11:18unitária é um é um ensaio que eu eu
- 11:21entendo que uma pedreira deve fazer com
- 11:22mais frequência. densidade e absorção de
- 11:25água. Para mim também é um parâmetro de
- 11:27uniformidade a gente verificar se a
- 11:29densidade e absorção de água em
- 11:31diferentes pontos de exploração estão
- 11:33variando, porque isso vai variar também
- 11:35no nosso concreto. Então eu faria esse
- 11:37aqui junto com a caracterização semanal
- 11:39ou a cada 250 m³ de material recebido.
- 11:42Então colocaria isso como uma rotina. A
- 11:45umidade, né, o ensaio de umidade pode
- 11:47ser feito também, né, na no controle da
- 11:49operação da usina. E o coeficiente de
- 11:51inchamento, geralmente quando você vai
- 11:53utilizar o agregado miúdo por dosagens
- 11:56volumétricas, que eh em função da do
- 11:58teor de umidade, o a cubagem aquele
- 12:01volume vai sofrer variação. Então esse
- 12:04coeficiente de enchamento, ele não é
- 12:06muito corriqueiro, mas quando você
- 12:08precisar é o ensaio que tá aqui e tem a
- 12:10metodologia de ensaio aqui também.
- 12:12Então, em relação a agregado miúdo,
- 12:13basicamente é isso. E indo para agregado
- 12:16graúdo, nós temos aqui a amostra tem que
- 12:18ser representativa também, né, da 16915.
- 12:22Nós temos também a a granulometria, já
- 12:24começa pela granulometria. Então daqui
- 12:26nós temos essa zona granulométrica, onde
- 12:29a gente, se vocês observarem, né, a
- 12:32norma ela não coloca como o mercado
- 12:35trata, brita zer, brita 1, brita 2,
- 12:37brita 3. Isso varia de região, região
- 12:40para região. Então é tem região que a
- 12:44brita zero é de um jeito, a brita um é
- 12:45de outro. Então eh não tem esse padrão
- 12:48na norma. a norma coloca em relação à
- 12:51dimensão mínima e a dimensão máxima
- 12:53prevista ali, ou seja, desde a menor
- 12:56peneira a maior peneira, qual é o
- 12:58intervalo que eu vou trabalhar esse
- 13:00material, tá? Então, a gente tem essa
- 13:02essa zona 475 12,5
- 13:05que seria em muitos casos é o que a
- 13:07gente conhece como pedrisco ou como
- 13:08brita zero, tá? Mas eh como eu falei,
- 13:11isso não é unanimidade, não é padrão em
- 13:13todo o país, muda de região para região.
- 13:16Então a gente tem aqui e eh os limites
- 13:19para essa granometria. Da mesma forma,
- 13:21nós temos aqui ah entre 9,5 a 25 mm,
- 13:25depois 19 a 31,5,
- 13:27tá? Cabe mencionar que até 25 mm é o
- 13:30mais comum para paraa brita um, que a
- 13:33gente chama, né, do concreto bombeado. E
- 13:36a partir daqui já começa a entrar em
- 13:38concretos com com um agregado com uma
- 13:40dimensão muito eh mais elevada. Ou seja,
- 13:43a gente tá falando de de agregados mais
- 13:45graúdos ainda, onde a gente pode chegar
- 13:4731,5 mm, 50 mm e até 75 mm, tá? Isso
- 13:52aqui muito provavelmente a gente já tá
- 13:53falando de uma faixa de concretos que
- 13:55vão ser de lançamento convencional, não
- 13:57vão ser bombeados porque eles não passam
- 13:59numa tubulação que geralmente é de 100
- 14:01mm, certo? Então aqui ele também coloca
- 14:04algumas ressalvas a a questão da
- 14:05variação do módulo de finura em cada
- 14:07caso. Então lembra que eu falei que o
- 14:09módulo poderia ser chamado de módulo de
- 14:11grossura, porque quanto maior, mais
- 14:13grosso é o material, né? A gente tem
- 14:16aqui também no caso dos agregados
- 14:18graúdos, a parte da forma dos grãos.
- 14:21Então, muita gente me pergunta, o índice
- 14:23de forma é um ensaio obrigatório? Sim,
- 14:25porque ele coloca não pode ser superior
- 14:27a três. Então, se ele coloca como não
- 14:30pode ser superior a três, então a gente
- 14:32tem a obrigação de fazer para comprovar
- 14:34se tá superior a três ou não, porque o
- 14:37agregado muito lamelar, ele ele ele não
- 14:40vai conseguir proporcionar a
- 14:42resistência. E também vão haver outras
- 14:44dificuldades. Imagina um agregado muito
- 14:46lamelar, ele não passa na peneira assim,
- 14:48mas em comprimento ele passa. Então isso
- 14:51eh dá uma série de problemas e e também
- 14:53o agregado ele pode até romper por
- 14:55flexão, né? Ou seja, a gente tá falando
- 14:57de que o índice de forma ele é muito
- 14:58importante para que o agregado também
- 15:01desempenhe mecanicamente o seu
- 15:03potencial. Depois também tem a
- 15:05resistência abrasão. A abrasão eh também
- 15:08é um ensaio obrigatório, deve ser
- 15:09inferior a 50%. Então, ou seja, o ensaio
- 15:12de abrasão Los Angeles é um ensaio
- 15:14obrigatório, tem que ser feito na
- 15:16caracterização da rocha pra gente
- 15:18mostrar que ele tá abaixo dos 50%. Já
- 15:20teve caso de trabalhar com agregado
- 15:22acima de 50%? Já. Aí, lembra daquela
- 15:25ressalva lá do item 4.3, onde a gente
- 15:28teve que aceitar o material daqui
- 15:30daquele jeito, porque o impacto naquela
- 15:33estrutura eh não era significativo. Ou
- 15:35seja, a gente pode ter concretos com
- 15:37diferentes responsabilidades. Eu posso
- 15:38estar falando de uma canaleta para
- 15:40drenagem ou até mesmo um concreto que
- 15:42vai, um pilar que vai segurar uma
- 15:43estrutura eh de autodesempenho. Então, a
- 15:46gente tem que avaliar isso tudo em
- 15:48função e lembrar também que a abrasão do
- 15:51agregado, né, ela também pode impactar
- 15:54em outras características, né, desde
- 15:56você ter um material que vai eh, vamos
- 15:59falar assim, friável no bombeamento ou
- 16:01até mesmo e impactar na resistência à
- 16:04abrasão do concreto, tem uma relação,
- 16:06né? Então, por isso que tem um
- 16:08parâmetro, tem um limite, tem um
- 16:09controle, né? É isso que nós temos que
- 16:11estar sempre em mente no item de
- 16:13substâncias nocivas para agregados
- 16:16graúdos. Aí nesse caso, a norma já traz
- 16:17essa tabela sete que vem novamente
- 16:20torrões de argila e materiais friáveis.
- 16:22O que é interessante porque ela não
- 16:24exige isso lá pra areia de britagem, mas
- 16:26ela vem aqui eh exigir isso pros pros
- 16:29graúdos. Então, ou seja, geralmente
- 16:31dentro de uma central de britagem você
- 16:32tem o sistema todo ali dentro da da
- 16:35produção com a mesma rocha. Então, se a
- 16:38gente tem eh que fazer esse ensaio pro
- 16:40graúdo, por que não miúdos se a argila e
- 16:43materiais friáveis vão acabar indo
- 16:46parar, né, geralmente na fração mais
- 16:48fina? Então tem sim, porque dentro de
- 16:50uma exploração podem ter veios de rocha
- 16:53ou contaminações eh adjacentes que vão
- 16:56acabar vindo pro sistema de britagem.
- 16:58Então, ou seja, são ensais que t a a sua
- 17:01colocação e podem inclusive trazer
- 17:04problemas estéticos ao concreto, ou
- 17:05seja, em excesso também eles podem gerar
- 17:08um manchamento na superfície, né? Além
- 17:10de prejudicar aquela relação que eu
- 17:12falei de ligação da pasta com agregado.
- 17:15Partículas leves é a mesma coisa. Eh,
- 17:17então, ou seja, tem uma inspeção visual.
- 17:20Geralmente é um ensaio que que não
- 17:22reprova, tá? É um ensaio que geralmente
- 17:24se você tiver uma contaminação de
- 17:26partículas leves, é basicamente é
- 17:28trabalhar lá e lavar esse material que
- 17:30você consegue utilizá-lo novamente, tá?
- 17:32Mas eh enfim, o ensaio tá aí, é uma é
- 17:35uma solicitação normativa, então eu
- 17:38recomendo que se visualmente for
- 17:39detectado, mande fazer esse ensaio. O os
- 17:42materiais pulverulentos também, no caso
- 17:44do graúdo, a norma coloca e no máximo
- 17:471%. Tá? Então é esse aqui é o é o
- 17:49limite, sendo que ela coloca aqui também
- 17:52que para agregados produzidos a partir
- 17:55de rochas com absorção de água inferior
- 17:57a 1%, ou seja, aquele ensaio que ela não
- 18:00coloca como obrigatório, se eu fizer e a
- 18:02absorção der inferior a 1%, esse limite
- 18:06pode ser alterado de 1% para 2%. Então,
- 18:10eh, a gente tem também uma saída aqui
- 18:13caso o nosso resultado, eh, de
- 18:16pulverirulentos do graúdo incida acima
- 18:18do 1%, tá? Ou seja, no máximo 2% é o que
- 18:21a gente vai trabalhar aqui. E também ela
- 18:24coloca aqui na nessa nota C, tá? Para
- 18:28agregar do total definido em 3.6, o
- 18:31limite pode ser aceito em até 6,5%.
- 18:35Então, o que que significa isso? Às
- 18:37vezes eu tenho uma areia de britagem com
- 18:39teor pó mais elevado, mas eu tenho uma
- 18:41brita com teor de pulverirolentos mais
- 18:45baixo e também vou combinar com uma
- 18:47areia natural que não tem pulverolentos
- 18:49no na combinação disso tudo, né, é no
- 18:52máximo até 6,5%. Tá? Então isso é, vamos
- 18:56falar assim, é uma saída. Então, a gente
- 18:58analisa o material individualmente,
- 19:00depois a gente pode analisar o total de
- 19:03pó trazido para dentro da mistura de
- 19:05concreto e depois mesmo assim, se não
- 19:07atender esse 6,5%, aí cai naquela eh
- 19:11questão 4.3, onde a gente pode fazer um
- 19:13laudo e utilizar o material desde que a
- 19:15gente comprove e todo mundo assine a
- 19:17responsabilidade de utilizar esse
- 19:19material, tá? Então, para isso, estudos,
- 19:21né, relatórios, tudo é necessário para
- 19:25documentar durabilidade. Eh, quando a
- 19:27gente fala de durabilidade do agregado
- 19:29graúdo, ela coloca que são os mesmos
- 19:31requisitos estabelecidos pelos miúdos,
- 19:33tá? Então, é aqueles mesmos ensaios, ARA
- 19:36e vários outros ensaios ali que são
- 19:38obrigatórios para pra durabilidade.
- 19:41Aliás, tem o nosso vídeo sobre
- 19:43reatividade de alcalia agregado, é o
- 19:44vídeo a videoaula mais assistida aqui do
- 19:47canal e também vamos deixar o link aqui
- 19:49na descrição para vocês. Seguindo aqui
- 19:51pra caracterização complementar, no caso
- 19:53dos agregados graúdos, a norma coloca
- 19:55que podem ser necessários basicamente
- 19:57aqueles mesmos ensaios de propriedades
- 19:59físicas e mecânicas. Então aqui a gente
- 20:01tem basicamente aquele ensaio que eu
- 20:03falei, né, de densidade, absorção de
- 20:04água, a massa unitária, que inclusive
- 20:06não está aqui, mas no caso das rochas
- 20:08vem aqui essa essa questão da
- 20:10resistência à compressão, o o uniaxial
- 20:12no estado saturado, né, e a resistência
- 20:15ao esmagamento. Yeah.
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This page contains the full transcript of Agregados para concreto: Conheça (e domine) a NBR 7211! by A Tecnologia do Concreto, generated from the public captions YouTube serves with the video. The transcript has 3,539 words across 523 segments, with the original timestamps preserved so you can click any line to jump to that moment in the embedded player.
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