9. Questionamento socrático e perguntas para te guiar — Transcript
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- 0:00Então, comecemos falando o que que é o
- 0:02questionamento socrático e da onde vem
- 0:04esse nome, inclusive. Porque
- 0:05questionamento socrático vem justamente
- 0:07de Sócrates, que é um dos pilares aí, é
- 0:10um dos principais representantes da
- 0:12filosofia. E eu costumo falar, né, eu
- 0:14tenho um apreço muito grande, eu gosto
- 0:16muito de entender, ler filosofia, porque
- 0:19a filosofia é a base de todas as
- 0:21ciências, né, principalmente das
- 0:22ciências humanas, porque toda essa essa
- 0:24parte de questionar e de colocar contra
- 0:27a parede, de refutar e pedir evidências,
- 0:30né, a ciência como um todo, essa base
- 0:33científica, ela vem da filosofia, dessa
- 0:35prática, né, de não aceitar as coisas
- 0:36como uma verdade absoluta e entender que
- 0:39existem outras explicações e outras
- 0:40realidades, outros mundos. Além do
- 0:43nosso, outros umbigos, digo eu, além do
- 0:45nosso também. Então, só para explicar um
- 0:47pouquinho da onde vem esse nome. O nome
- 0:49vem justamente de Sócrates, que é um
- 0:51filósofo, né? Foi um dos principais
- 0:53filósofos aí que deu origem à filosofia
- 0:56ocidental. Então, a forma que a gente
- 0:58pensa e entende o mundo e a nossa
- 1:00cultura ocidental eh foi construída, vem
- 1:03dessa dessas bases filosóficas, né?
- 1:05Tanto Sócrates quanto o Platão, eles são
- 1:07bases ali da filosofia como um todo. E
- 1:10Sócrates era um filósofo que ficava nas
- 1:13praças, né, da Grécia, principalmente na
- 1:15praça central, que eu tive a
- 1:18oportunidade, a honra de conhecer, que é
- 1:20a praça Manastirque. Não sei se é assim
- 1:22que pronuncia, mas, né, relev, seguimos
- 1:24o baile. Eh, ele era um cara que ficava
- 1:26questionando as pessoas e fazendo
- 1:28perguntas que sobre coisas que para todo
- 1:31mundo era óbvio, né? Então, até sobre
- 1:34leis e sobre porque que as coisas
- 1:36funcionam do jeito que elas funcionam,
- 1:37ele fazia várias perguntas paraas
- 1:39pessoas e e ele começava a perceber que
- 1:42as pessoas davam respostas diferentes
- 1:44paraa mesma coisa. Ou seja, o conceito
- 1:47ele não era único e rígido e inflexível,
- 1:51né? Aquele conceito que a gente tem no
- 1:53dicionário, não é todo mundo que se
- 1:54ampara nele. Se eu te perguntar hoje o
- 1:56que o que é amor, talvez a sua resposta,
- 1:59e muito provavelmente sua resposta vai
- 2:00ser diferente da minha, que vai ser
- 2:02diferente da da minha mãe e diferente de
- 2:04n outras pessoas. Para muitas pessoas,
- 2:06amor é companheirismo, para outras, amor
- 2:09é paixão. Para outras amor é funções bem
- 2:13definidas dentro da relação ou às vezes
- 2:15é um conjunto disso tudo. Então, perceba
- 2:17que o conceito de amor, por mais que a
- 2:19gente tenha um imaginário coletivo e
- 2:23padrões de respostas, ele não é fixo,
- 2:25ele não é rígido para todas as pessoas.
- 2:27Cada um tem sua definição e suas
- 2:29vivências, né? eh, do que é amor e como
- 2:32elas se sentem amadas e transmitem amor
- 2:35na prática. Então, o legal dessa prática
- 2:37é que Sócrates, ele não entregava
- 2:39respostas prontas, muito pelo contrário,
- 2:41ele fazia perguntas para guiar as
- 2:44pessoas a encontrarem a própria
- 2:46resposta. E ele começou também a ver e
- 2:49entender que as pessoas elas não tinham
- 2:51uma resposta padrão pro mesmo conceito.
- 2:54E as próprias pessoas começavam a
- 2:55perceber isso também, que existiam
- 2:57algumas lacunas de evidências, de
- 2:59entendimento na nas respostas que elas
- 3:01davam. Uma coisa interessante sobre isso
- 3:03também é que ele começou a perguntar
- 3:06sobre temas comuns na época, política e
- 3:09leis e a forma que as coisas aconteciam
- 3:11e sobre trabalho, né? naquela época já
- 3:13se questionava a função do trabalho,
- 3:15qual que é a nossa relação com o
- 3:16trabalho e e uma coisa, uma frase que
- 3:19geralmente é atribuída a ele vem
- 3:20justamente dessa época. Porque então se
- 3:22eu pergunto sobre a mesma coisa, eu faço
- 3:24a mesma pergunta para várias pessoas
- 3:26diferentes e pessoas que teoricamente t
- 3:29conhecimento estão sob posse do saber
- 3:33ali daquela área de conhecimento. Então
- 3:35se eu pergunto para vários advogados um
- 3:38conceito e vários advogados me dão
- 3:40respostas diferentes sobre o mesmo
- 3:42conceito, então eu só sei que nada sei.
- 3:45Então, se nem os advogados que t o
- 3:47suposto saber, se nem os advogados
- 3:50convergem sempre pra mesma opinião ou
- 3:53pra mesma definição daquele conceito, eu
- 3:55que sou leigo, sei muito menos. E os
- 3:57advogados também, aparentemente não tm a
- 3:59verdade absoluta, porque cada um fala
- 4:01uma coisa, mesmo sendo especialistas na
- 4:03área. E aí vem essa frase tão comum e
- 4:06tão clássica da filosofia que é: "Só sei
- 4:08que nada sei". Então, ao invés de
- 4:10afirmar, ao invés de ser categórico ali
- 4:13com o posicionamento dele, ele era
- 4:15curioso, ele era observador e ele fazia
- 4:18perguntas. Então, ao invés de virar e
- 4:19falar: "Você está errado", ele
- 4:21perguntava: "Tá, mas então se isso que
- 4:23você está falando é o correto, me
- 4:25explica por que aconteceu isso daqui." E
- 4:27aí ele esperava a resposta da pessoa.
- 4:29Então ele ia também por essa via
- 4:32dialética, por essa conversa, né? Então
- 4:35ele não era julgador. A postura dele era
- 4:37uma postura de curiosidade, de interesse
- 4:40mesmo, não para alfinetar a pessoa ou
- 4:42para mostrar pra pessoa que ela tá
- 4:43errada, mas porque ele entendia que ele
- 4:46não era dono da verdade absoluta. Porque
- 4:48é isso, as pessoas elas não respondem a
- 4:50mesma coisa, elas não têm a mesma
- 4:52crença, a mesma percepção, mesmo quando
- 4:54a gente fala de um mesmo assunto. acaba
- 4:56sendo inclusive até uma forma sutil e
- 4:59por que não elegante de mostrar a nossa
- 5:01ignorância, né, e mostrar que a gente de
- 5:03fato não sabe de tudo e que existem
- 5:05outras percepções além da nossa e que
- 5:08existem outros caminhos que a gente pode
- 5:11seguir além do nosso. E vale dizer, se o
- 5:14caminho que a gente tá seguindo até aqui
- 5:16ou se o caminho que a gente optou está
- 5:18gerando um sofrimento muito grande, por
- 5:21que que a gente continua nesse caminho?
- 5:22Já eu aqui fazendo o questionamento
- 5:24socrático, mas se esse caminho tá me
- 5:27gerando um sofrimento muito grande, se
- 5:29pensar dessa forma e me comportar dessa
- 5:31forma, está me mantendo num ciclo de
- 5:33sofrimento e tá me mantendo refém,
- 5:36aprisionado, por que que eu continuo
- 5:37nele? Porque que eu não posso questionar
- 5:39a forma que eu penso, a forma que eu me
- 5:41comporto, a forma que eu reajo frente às
- 5:43coisas, a forma que eu me relaciono com
- 5:45as pessoas, os ambientes nos quais eu
- 5:48estou inserido, percebe? E é daí que vem
- 5:50a base de toda a terapia e
- 5:52principalmente a terapia com a TCC,
- 5:54porque vale dizer que não são todas as
- 5:56abordagens terapêuticas que são faladas,
- 5:58são baseadas nessa troca, nessa
- 6:00dialética e nesse processo colaborativo
- 6:02entre o terapeuta e o cliente. Então a
- 6:04gente começa a identificar essas crenças
- 6:06e as nossas verdades absolutas e começa
- 6:09a fazer uma mini investigação. a gente
- 6:11começa a flexibilizar elas na prática
- 6:14para que a gente entenda então que
- 6:16talvez a gente não esteja olhando pra
- 6:17realidade 100% como a realidade é, ou
- 6:20então a gente tá distorcendo a realidade
- 6:23ou a gente tá deixando de enxergar
- 6:25outras perspectivas e outros caminhos
- 6:27que poderiam ser muito muito úteis para
- 6:29nós também. Isso também é um processo,
- 6:32né? É uma estratégia que a gente usa em
- 6:34terapia, porque muitas vezes quando a
- 6:36gente não entende o outro tá faltando
- 6:38referência, tá faltando informação do
- 6:41por que que o outro tá entendendo dessa
- 6:43forma, porque no que que o outro tá se
- 6:45amparando para falar o que ele tá
- 6:46falando, para pensar do jeito que ele
- 6:48pensa, percebe? Então, às vezes a gente
- 6:50não entende o outro porque a gente não
- 6:52tem aquele repertório que o outro tem.
- 6:54Só que então por que que a gente não
- 6:55pergunta? Por que que a gente não se
- 6:56interessa? Porque que a gente não, de
- 6:58novo, desenvolve essa comunicação, essa
- 7:00troca e essa dialética para chegar num
- 7:03consenso, né, que faça sentido pros dois
- 7:05lados, percebe? E vale dizer até como
- 7:08psicólogo e terapeuta aqui, que isso é
- 7:11uma coisa que a gente faz muito em
- 7:12terapia e se você é meu cliente, se você
- 7:14está em processo terapêutico comigo,
- 7:16você sabe disso, que isso é uma das
- 7:17coisas que a gente faz no sentido de,
- 7:19tá, você me trouxe isso daqui e você tá
- 7:22pensando isso daqui, mas será que não
- 7:24existe outra forma de olhar? Porque às
- 7:25vezes eu penso quê? Às vezes eu já vivi
- 7:28uma situação em que, e aqui a gente tá
- 7:31flexibilizando na prática aquele
- 7:33pensamento, aquela crença que a pessoa
- 7:35tá trazendo pra gente, que muitas vezes
- 7:36tá gerando incômodo, sofrimento,
- 7:38angústia de alguma forma. Então aqui eu
- 7:40quero trazer algumas perguntas que são
- 7:42clássicas, digamos assim, e até uma
- 7:44indicação de livro também, se você
- 7:46quiser se aprofundar, mas depois a gente
- 7:47fala sobre isso, que é sobre
- 7:49questionamento socrático, né? Então,
- 7:51qual que é a proposta aqui? Lembra que
- 7:53você já tem a sua listinha de crenças,
- 7:55né? Você já foi mapeando isso? a médio e
- 7:57longo prazo. Então agora você pode
- 7:59questionar essas crenças. Então você
- 8:01pode fazer essa mini investigação, esse
- 8:03questionamento socrático em cima das
- 8:05crenças que você mapeou para começar a
- 8:06flexibilizar elas. Uma estratégia legal
- 8:08também é você começar eh a colocar isso
- 8:11no papel e deixar isso de em fácil
- 8:13acesso. Então assim, não é um exercício
- 8:15que você vai fazer e vai deixar no
- 8:17caderno que você não sabe que caderno é
- 8:19e que tá dentro do seu armário e que não
- 8:21está à mão quando você precisa. Porque a
- 8:24ideia é, se você tá tendo esse trabalho
- 8:26de sentar e flexibilizar suas crenças
- 8:28uma vez, por que você vai ter retrabalho
- 8:31depois? Então, ande com esse caderno,
- 8:32como se fosse um journal, digamos assim,
- 8:35é como se fosse um um caderno realmente
- 8:37do autoconhecimento. Eu tenho até
- 8:38algumas clientes que faziam o caderninho
- 8:40da terapia ou então faziam ali uma pasta
- 8:42no Google Drive e compartilhavam comigo.
- 8:44Então, independente da forma, do formato
- 8:46que você escolha fazer isso e aí você
- 8:48vai entender qual que é a melhor forma
- 8:50para você que você consegue aplicar e
- 8:51manter no dia a dia, o importante é que
- 8:53você faça, tá? Então, mais importante do
- 8:55que o formato é o por você tá fazendo,
- 8:57né? E agora você entendendo a função
- 9:00disso e as mudanças que isso pode trazer
- 9:02paraa sua vida também. Então você pode
- 9:04anotar as respostas que você vai dando
- 9:06para essas perguntas em algum lugar e
- 9:09até escrever flexibilização da crença X,
- 9:12né? E aí você vai, conforme você vai
- 9:14fazendo, você vai tendo todo um
- 9:15trabalho, né? um projeto aí compilado.
- 9:17Então, toda vez que você perceber essa
- 9:19crença vindo à tona de novo no seu dia a
- 9:21dia, você pode simplesmente pegar o que
- 9:23você já tem escrito no caderno e reler,
- 9:26se lembrar disso. E por isso que a gente
- 9:28fala na TCC que um dos objetivos eh com
- 9:30os nossos clientes é ajudar os nossos
- 9:33clientes a ser o seu próprio terapeuta,
- 9:35porque então você vai ficar dependente
- 9:37da terapia, né? Então, dependente ali de
- 9:39tomar uma decisão ou saber flexibilizar
- 9:42essa crença uma vez na semana, por uma
- 9:44hora na semana. e que muitas vezes é
- 9:46muito pouco. Então assim, por que que a
- 9:47gente não ensina esse método? Por que
- 9:49que a gente não educa esse cliente a
- 9:52fazer o que a gente faz aqui para que
- 9:54esse cliente então consiga ficar cada
- 9:55vez melhor nisso e seguir esse método,
- 9:57aplicar esse método ao longo da vida
- 9:59inteira? Eu até joguei aqui no Google
- 10:01para trazer uma definição da IA, né,
- 10:03gerada pelo Google e gerada por tudo que
- 10:05a gente tem aí de conhecimento na
- 10:07internet. Eles definem assim: as
- 10:09perguntas para questionamento socrático,
- 10:11visam aprofundar a reflexão sobre uma
- 10:13ideia, desafiando suposições e buscando
- 10:15a verdade. São perguntas abertas que
- 10:18incentivam a pessoa a explorar seus
- 10:19próprios pensamentos e a buscar
- 10:21argumentos que sustentem suas crenças.
- 10:24Então aqui eu vou trazer uma lista.
- 10:26Então se você tá aí assistindo essa
- 10:28aula, pega um caderno ou pega abre um
- 10:30bloco de notas para começar a compilar
- 10:32essas perguntas que são perguntas mais
- 10:34básicas, tá? Eh, de novo, tem várias
- 10:37perguntas que a gente pode fazer e aí
- 10:38tem livros, inclusive específicos sobre
- 10:40questionamento socrático, mas existe uma
- 10:42listinha aí de pelo menos umas 10
- 10:44perguntas, em torno de 10 perguntas que
- 10:46eu sempre costumo aplicar inclusive em
- 10:48mim, na minha vida pessoal, que são elas
- 10:50que eu vou trazer aqui para vocês agora.
- 10:51Então, já anota aí. A primeira pergunta
- 10:53é: Quais são as evidências que apoiam
- 10:55essa ideia? Ou seja, quais são as
- 10:57evidências a favor? Segunda, quais são
- 10:59as evidências contrárias a essa ideia?
- 11:01Ou seja, as evidências que refutam, que
- 11:03provam que isso daqui pode estar errado
- 11:04de alguma forma. Terceira, existe uma
- 11:06forma alternativa de perceber essa mesma
- 11:08situação? Existe alguma outra explicação
- 11:11para isso aqui que tá acontecendo que
- 11:13não é necessariamente esse primeiro
- 11:15pensamento que me vem na cabeça? Quatro,
- 11:16o que de pior poderia acontecer frente a
- 11:19essa situação e como eu poderia
- 11:20enfrentar isso aqui? Você já tá meio que
- 11:23se preparando pro risco, né? Então, ok,
- 11:25vamos supor que o pior realmente
- 11:26aconteça. O que que você pode fazer
- 11:28perante a isso, né? Porque a gente não
- 11:30tem controle sobre a situação, mas temos
- 11:32controle sobre como a gente reage frente
- 11:34a isso. Cinco, o que de melhor poderia
- 11:37acontecer, né? E essa pergunta legal,
- 11:39porque muitas vezes a gente tem um
- 11:40filtro mental, um radar muito
- 11:42direcionado para aquilo que pode dar
- 11:43errado. E aí eu comento, né, com os meus
- 11:46clientes que se é pra gente pensar
- 11:48sempre naquilo que pode dar errado,
- 11:50então que a gente seja minimamente justo
- 11:52e pense também naquilo que pode dar
- 11:54certo, né? Porque falando sobre o
- 11:56futuro, existem essas duas
- 11:58possibilidades no mínimo, né? E aí,
- 12:00claro, para onde a probabilidade vai
- 12:01cair, vai depender muito também do que
- 12:03você tá construindo, das suas ações no
- 12:05dia a dia, né? Quanto mais a gente faz
- 12:07coisas no dia a dia, mais a gente se
- 12:09aproxima daquilo que a gente busca.
- 12:10Paramos seis. Qual o resultado mais
- 12:13realista que se pode esperar? Ou seja,
- 12:15olhando para esse todo, tendo essa visão
- 12:17macro, qual que é o o o resultado mais
- 12:19realista, né? No que que a gente pode se
- 12:21amparar? dadas as evidências, dados os
- 12:25dados que temos hoje nesse momento.
- 12:27Sete, qual o efeito de acreditar nesse
- 12:30nesse pensamento automático? Isso me
- 12:32gera bem-estar ou não? Isso me gera
- 12:34angústia? Isso me gera sofrimento? Isso
- 12:37é uma coisa que, nossa, toda vez que eu
- 12:40falo, toda vez que eu penso, me deixa no
- 12:42fundo do poço. E aqui a gente começa
- 12:44também a questionar um pouquinho a
- 12:45função, né? a função desse pensamento.
- 12:48Ou seja, nem sempre a gente vai manter
- 12:51pensamentos na base do é certo ou é
- 12:53errado, né? Mas na base do cara, isso
- 12:56não me ajuda, pensar isso não me ajuda,
- 12:58né? Então, para onde isso vai me levar?
- 13:01Nove. O que diria um amigo na mesma
- 13:04situação? Aqui eu sempre faço uma, eu
- 13:06coloco algumas, algumas, algumas flores
- 13:10a mais, né? Porque eu costumo falar que
- 13:12essa pergunta ela nos ajuda a pensar
- 13:14muito com autocompaixão. Então, se fosse
- 13:17uma pessoa que você ama muito, se fosse
- 13:19sua melhor amiga, sua esposa, seu
- 13:21marido, passando pela mesma situação, o
- 13:24que que você diria para essa pessoa, né?
- 13:26Como você acolheria essa pessoa e como
- 13:28você orientaria essa pessoa? Porque
- 13:30muitas vezes quando é com outro a gente
- 13:33é a melhor pessoa do mundo, né? A gente
- 13:34é a pessoa mais carismática, mais fofa.
- 13:37E quando é com a gente, a gente é a
- 13:38nossa principal carrasca ou o principal
- 13:40carrasco, né? O os parâmetros que a
- 13:43gente usa para se comportar com os
- 13:44outros e se comportar conosco são muitos
- 13:47são muito diferentes muitas vezes. E aí
- 13:49frente a tudo isso, eu também costumo
- 13:51colocar um décimo questionamento aí que
- 13:53eu gosto muito de fazer, eh, que é,
- 13:56coloca aí, 10, pergunta número 10.
- 13:58Frente a tudo isso, olhando para todo
- 14:00esse cenário macro, o que eu escolho
- 14:03continuar acreditando e continuar
- 14:05alimentando? Porque o que a gente
- 14:07cultiva dentro da nossa cabeça também é
- 14:10uma escolha, independente das evidências
- 14:12do que é certo, o que é errado, porque
- 14:13isso também relativo, né, de acordo com
- 14:15o contexto, de acordo com histórias de
- 14:17vida e etc. Mesmo que aquilo seja
- 14:19verdade, será que vale eu continuar
- 14:21colocando foco, energia, atenção naquele
- 14:24pensamento? Isso tá me levando para um
- 14:26lugar legal? Acabei de lembrar de uma 11
- 14:29aqui, eh, que a gente pode falar mais
- 14:32depois de valores, mas isso que eu estou
- 14:34fazendo, as ações, os comportamentos que
- 14:37eu estou tendo no dia a dia, me
- 14:38aproximam daquilo que eu busco paraa
- 14:40minha vida, me aproximam da realidade
- 14:44que eu quero construir e da pessoa que
- 14:45eu quero ser. Ou seja, essas ações estão
- 14:48comprometidas com os meus objetivos ou
- 14:51não? Eu saio fazendo um monte de coisa
- 14:52ao mesmo tempo, sem saber o porque que
- 14:53eu tô fazendo, sem saber para onde isso
- 14:56tá me levando, que resultados isso tá
- 14:58trazendo paraa minha vida. Porque uma
- 14:59coisa é fato, comportamentos têm
- 15:01consequências boas e ruins, eh,
- 15:03consequências reforçadoras ou não, mas
- 15:05muitas vezes a gente age sem pensar, sem
- 15:08ter essa consciência, né, essa tensão
- 15:11plena, que também vai virar tema de
- 15:13outro vídeo, ao longo do dia a dia,
- 15:15percebe? Então assim, esse é um conjunto
- 15:18de perguntas, né? E de novo, tem outras
- 15:22perguntas aí na internet, você consegue
- 15:23achar várias. E aqui eu quero dar uma
- 15:26indicação também que não é um livro
- 15:28fácil de ler, tá? Já deixo vocês
- 15:30preparados, já preparo o terreno aqui
- 15:32para fazer essa indicação. E ele é um
- 15:33livro em inglês, tá? Até onde eu sei,
- 15:35pelo menos até esse momento que eu tô
- 15:36gravando o vídeo, que é 6 de junho de
- 15:392025, até onde eu sei, não existe a
- 15:41tradução dele. Então a versão que eu
- 15:43tenho é a versão em inglês mesmo. Mas
- 15:45você pode ir lendo pouco a pouco, né? E
- 15:47aproveita inclusive para treinar o seu
- 15:49inglês como segunda, como como ganho
- 15:51secundário, que é esse livro aqui que
- 15:53fala justamente sobre o método socrático
- 15:56e principalmente o método socrático
- 15:59aplicado a as grandes temáticas da vida,
- 16:03né? Então, vida, morte, casamento, amor,
- 16:08paixão e por aí vai, tá? Ética também,
- 16:11ética e ética e moral eram assunto que
- 16:13os filósofos discutiam bastante, né? E
- 16:15não à toa, o direito também foi muito
- 16:17baseado nisso, né? Essa essa linha de
- 16:19pensamento. Então, tem esse livro aqui,
- 16:21tá? Vou até aproximar para vocês verem,
- 16:23mas eu vou deixar também ali na
- 16:25descrição para facilitar. Tem na Amazon,
- 16:27eu comprei na Amazon e tem um outro
- 16:29livro também desse mesmo autor que é
- 16:31sobre estoicismo, mas como a gente
- 16:32também vai ter um vídeo sobre
- 16:34estoicismo, quando chegar no vídeo de
- 16:35estoicismo, eu falo sobre. E é isso,
- 16:38gente. Espero que tenha ajudado, dado
- 16:39algumas referências aí importantes e
- 16:42clareado algumas coisas, né, sobre essa
- 16:44parte do questionamento socrático e
- 16:47falaremos nos próximos vídeos sobre
- 16:48distorões cognitivas. Yeah.
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This page contains the full transcript of 9. Questionamento socrático e perguntas para te guiar by Gabriela Macedo, generated from the public captions YouTube serves with the video. The transcript has 3,211 words across 467 segments, with the original timestamps preserved so you can click any line to jump to that moment in the embedded player.
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