7 lições da nova diretriz de síndrome cardio renal metabólica — Transcript
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- 0:03[música]
- 0:06Nova Diretriz Americana sobre síndrome
- 0:09cárenal metabólica. O que é que você
- 0:12precisa saber? Se você não conhece ainda
- 0:14esse termo, um prazer tá aqui ele para
- 0:16você saber. Se você já viu o podcast,
- 0:18inclusive da gente sobre o tema, mas
- 0:20quer saber o que é que tem de novo, vem
- 0:21com a gente. Essa é uma das várias
- 0:23diretrizes novas que a gente tem agora
- 0:25em 2026. Só das sociedades americanas.
- 0:28Essa já é a terceira grande diretriz,
- 0:30né? A gente já cobriu ali deslipidemia,
- 0:32TEP e agora síndrome cardiogrenal
- 0:34metabólica. Da SBC a gente já teve seis
- 0:37posicionamentos que saíram no congresso
- 0:39departamento. No congresso da SBC vai
- 0:41sair várias diretrizes novas também.
- 0:43Então sempre muita novidade aqui. Então
- 0:45vamos focar nesse tema aqui e já boto um
- 0:48ponto importante, né? V quem é que
- 0:50participa aqui dessa diretriz, o
- 0:52American Hearts, American College of
- 0:54Cardiology, né? As duas grandes
- 0:56organizações americanas. mas várias
- 0:58outras também, inclusive, ó, American
- 1:00Diabetes Association, Associação
- 1:02Americana de Nefrologia e assim por
- 1:04diante, né? Então são vários sociedades
- 1:07relevantes se juntando aí num documento
- 1:09só. Ah, como eu já disse, né, a gente já
- 1:12fez um podcast sobre síndrome cardinal
- 1:14metabólica eh cerca de um ano atrás,
- 1:17mais de 6.000 Pessoas já viram aqui o
- 1:19episódio. E aqui eu não vou repetir tudo
- 1:22que a gente falou lá porque senão ia
- 1:23ficar, né, repetitivo literalmente.
- 1:26Então eu vou dar uma geral aqui, né,
- 1:29sobre o que é as definições e tal e
- 1:31depois eu vou focar em sete lições bem
- 1:34específicas dessa diretriz que todo
- 1:36médico que faz consultório deveria
- 1:38saber. Lembrando que a gente já tem aqui
- 1:40200 e 345.000 1000 seguidores no
- 1:43YouTube. Ainda assim, a maioria das
- 1:46pessoas que vê o vídeo da gente, os
- 1:48nossos dados mostram que não nos seguem
- 1:49ainda. Aí você tá de brincadeira, né?
- 1:52Segue aí, não custa nada para você e dá
- 1:54um trabalhão aqui pra gente fazer esse
- 1:55tipo de conteúdo. Obviamente a gente
- 1:57quer que chegue na maior quantidade de
- 1:58pessoas possível, né? Então segue aqui,
- 2:02né? se inscreve, dá o like na
- 2:05publicação, porque isso mostra pro
- 2:06YouTube que o conteúdo é relevante, ele
- 2:08vai mostrar para mais gente. Lembro
- 2:10também que se você acha difícil se
- 2:13manter atualizado em cardiologia, não é
- 2:14fácil. Realmente, essa diretriz aqui tem
- 2:16acho que 113 páginas, né? Cada vez mais
- 2:19diretrizes maiores, mais complexas, com
- 2:20mais fluxogramas.
- 2:22E até a gente que cobre isso todo eh
- 2:25todo dia tem dificuldade de manter a
- 2:28atualização mesmo com a equipe gigante,
- 2:29né? Então, se você quer se manter
- 2:32atualizado, né, você é aquele
- 2:33cardiologista geral, clínico, que vê
- 2:36vopatia, vê hipertensão, vê insistência
- 2:38cardíaca, vê colonaropatia, quer tá eh
- 2:42up to date, né, nisso tudo a gente tem o
- 2:44nosso grande evento presencial anual,
- 2:46Cardiopers Experience. Esse ano ele vai
- 2:49acontecer aqui no dia 31 de outubro lá
- 2:51em São Paulo, só presencial, vagas
- 2:53limitadas, né? tem um espaço físico lá
- 2:55limitado. E a proposta é simples, um dia
- 2:59para revisar um ano da cardiologia.
- 3:01Então você fica um sábado inteiro ali
- 3:03com a gente, de mais ou menos 8 da manhã
- 3:06até começo da noite e a gente vai
- 3:08revisar as principais diretrizes
- 3:09nacionais, internacionais, que são
- 3:10vários, como eu já disse, os principais
- 3:12artigos, as principais pontos discutidos
- 3:15nos grandes congressos eh que acontecem,
- 3:18né, no Brasil e fora dele. Tudo isso
- 3:20baseado em caso clínico, coisas que você
- 3:22pode ver dois dias depois no
- 3:24consultório, na emergência, enfim.
- 3:26Então, tá aqui o Qcode, o pessoal vai
- 3:28botar o link também aí para vocês aqui
- 3:30na descrição do vídeo. Então, vamos lá,
- 3:34pessoal.
- 3:35Síndrome cárne renal metabólica. E aqui
- 3:37eu vou fazer meio que e advogado diabo,
- 3:39né? Eu vou explicar a lógica do conceito
- 3:43e já vou adiantar algumas críticas que
- 3:45existem ao termo. Qual a lógica de você
- 3:48colocar, né, síndrome cardiorrenal
- 3:50metabólica? A lógica defendida pela
- 3:52American Heart, pelas associações, é a
- 3:53seguinte. A gente sabe que tem uma
- 3:55íntima relação entre eh doenças
- 3:57cardiovasculares,
- 3:59nefrone nefropatias e doenças
- 4:01metabólicas como obesidade, sobrepeso,
- 4:04dislipidemia e tal. Então, vamos pegar
- 4:07um exemplo por eh a gente sabe que, por
- 4:09exemplo, pacientes que têm hipertensão,
- 4:11a maior parte dos pacientes com
- 4:12hipertensão também estão acima do peso,
- 4:15né, comumente, com deslipidemia
- 4:17associada, etc, etc. O que que acontece?
- 4:20esse paciente que é hipertenso, a gente
- 4:21sabe que ele tem o maior risco de ter
- 4:23nefropatia das principais causas, né?
- 4:25Varia. É, tem lugar que diabetes tá no
- 4:28primeiro lugar em relação à doença renal
- 4:29crônica, né, principalmente terminal,
- 4:31outros lugares hipertensão, enfim, mas
- 4:33eles ficam os dois ali no topo, né? Aí a
- 4:37gente sabe que não pode
- 4:40piorar a função renal. Na hora que piora
- 4:42a função renal, o paciente que tem
- 4:44disfunção renal tende a ter mais eventos
- 4:46cardiovasculares, atráscleróticos, entre
- 4:49outras coisas. Além disso, piora o
- 4:51controle da pressão, né? Ou seja, fica
- 4:55ali tudo meio que uma variável afeta a
- 4:58outra. Do mesmo jeito, o paciente que
- 5:00era saudável teoricamente, mas aí começa
- 5:02a ganhar peso, fica eh com obesidade
- 5:05ali, MC acima de 30, a gente sabe que
- 5:07isso aumenta bastante o risco de
- 5:10hipertensão, né? A qual vai poder atacar
- 5:13o rim e por aí vai. ou paciente com
- 5:16diabetes. A gente sabe que a maioria dos
- 5:18pacientes com diabetes também tem
- 5:20hipertensão associado, a maioria também
- 5:22tem dislipidemia e aí junta ali aquela
- 5:25tríade do mal, né, que vai aumentar
- 5:27muito o rotclerose, vai causar muitas
- 5:30vezes acometimento renal e aí começa
- 5:33aquela coisa toda. Então esse é um
- 5:34primeiro argumento. As coisas estão
- 5:35muito imbricadas umas com as outras e aí
- 5:37faz sentido você olhar o geral e não
- 5:40cada doença isolada. Esse é o primeiro
- 5:42argumento a favor.
- 5:44Um segundo argumento a favor que a
- 5:46diretriz de 2023 da American R já dizia:
- 5:49"Ah,
- 5:51você vê as doenças separadas, não é a
- 5:54mesma coisa que você vê junto, porque
- 5:56tem uma ação sinérgica do mal. Aí, por
- 5:59exemplo, se eu tenho um paciente que tem
- 6:00diabetes, ele tem aumento de risco
- 6:02cardiovascular. Se eu tenho um paciente
- 6:03que tem nefropatia, ele tem aumento de
- 6:05risco cardiovascular. Mas se é um
- 6:07paciente que tem diabetes e nefropatia,
- 6:09o aumento de risco cardiovascular dele é
- 6:12desproporcionalmente maior do que se
- 6:14tivesse simplesmente o risco associado
- 6:16das duas. Eu vou chutar os números, não
- 6:17é isso, certo? Mas digamos que o
- 6:19diabetes dobra o risco cardiovascular.
- 6:21Digamos que a nefropatia dobra o risco
- 6:23cardiovascular. OK? Então na hora que eu
- 6:25junto os dois, era para ser um risco
- 6:26quatro vezes maior. Não, não é quatro
- 6:28vezes maior, é seis, 7, oito vezes
- 6:30maior. Mais uma vez, os números aqui
- 6:31estão inventados porque eu não decorei,
- 6:33é, né? desnecessário, mas o fato é que
- 6:35tem um efeito sinérgico. Na hora que
- 6:37você vai somando esses efeitos eh dessa
- 6:40desse tripé aqui, você pode aumentar
- 6:42bastante o risco. Terceiro ponto a favor
- 6:46de você usar o termo síndrome
- 6:48cardiorrenal metabólica, que agora cada
- 6:51vez mais você tem tratamentos que vão
- 6:53atuar nas três pernas aí, né, aqui desse
- 6:55tripé. Então os exemplos clássicos são
- 6:58GLP1, ISLT2 e mais recentemente
- 7:01Finerinona, né? Então vamos pegar ISLT2,
- 7:03né? Então 2, inicialmente feito aqui
- 7:06para tratar o paciente que tinha
- 7:08diabetes, né? Beleza? E aí começaram a
- 7:10ver os primeiros estudos em parrega,
- 7:12aquela coisa toda, diminuição de risco
- 7:13cardiovascular, né? Lembrando que o
- 7:15objetivo era mostrar que não piorava
- 7:17risco cardiovascular, né? Era uma
- 7:19exigência do FDA. Não só mostrou que não
- 7:22piorava, mas melhorava. Aí o pessoal
- 7:23falou: "Opa, mas melhora por quê"? Aí
- 7:25descobriu-se que melhorava
- 7:27predominantemente por diminuir eventos
- 7:29relacionados à insência cardíaca, né?
- 7:31vento cardiovascular, ou seja, tô
- 7:33ajudando no diabetes, perna metabólica,
- 7:36tô ajudando na parte cardiovascular,
- 7:38diminuição de ser. Depois vieram os
- 7:40estudos que vocês já estão cansados de
- 7:41saber, dá para CKID, credence, etc. Que
- 7:44mostraram diminuição de risco renal. É,
- 7:47ou seja, eu tenho uma uma classe de
- 7:48medicação só que atua nas três pernas do
- 7:51tripé. Mesma coisa para GLP1, né?
- 7:53Começou ali tratando mais paciente com
- 7:55diabetes, obesidade, né?
- 7:57Ótimo. Eh, diminuição de glicada,
- 8:00diminuição de peso, aquela coisa toda.
- 8:01Show. Aí começaram a surgir ali 2016,
- 8:05mais ou menos paraa frente, os estudos
- 8:06mostrando diminuição de risco
- 8:08cardiovascular com uso GL LP1. Agora,
- 8:10não tanto diminuindo eh descompensação
- 8:12de C, como aconteceu com GLT2, mas
- 8:14majoritariamente diminuindo o risco
- 8:16atroesclerótico, né, AVC, infarto, tal.
- 8:19Aí, ou seja, atuamos aqui na no perna
- 8:23cardiovascular. E depois surgiu
- 8:25recentemente o estudo flow, né, pegando
- 8:27pacientes ali com DM2 e que tinham
- 8:30nefropatia. Na hora que você jogava
- 8:31semaglutida ali na dose de 1 mg por
- 8:33semana, houve diminuição de desfechos
- 8:35cardiovasculares e de progressão de
- 8:37nefropatia, ou seja, atuando aqui também
- 8:40no tripé renal. Fineirinona também, né,
- 8:43diminuindo o risco cardiovascular e
- 8:45diminuindo progressão de nefropatia no
- 8:46paciente que tem diabetes, né? Até mais
- 8:49recentemente saiu tem 10 dias também o
- 8:51FID mesmo em pacientes sem diabetes, mas
- 8:54nefropata. Ou seja, cada vez mais a
- 8:56gente tem classes de medicações que
- 8:59atuam nas três pernas ali, né, da desse
- 9:02tripé cádienal metabólico. Então esses
- 9:05são alguns fatores a favor de você usar
- 9:07o termo síndrome cárenal metabólica. Tem
- 9:10motivos contra? Tem, né? O Joola mesmo,
- 9:14que é um cara que eu gosto muito lá do
- 9:15do Medscape, tava escutando o podcast
- 9:17dele recentemente, ele falou: "Olha, não
- 9:18vejo sentido fazer isso, é só mais uma
- 9:20doença que estão inventando, mais
- 9:21critérios para para decorar e tal". O
- 9:23que você tem que pensar é o seguinte: na
- 9:25hora que eu denomino uma entidade nova,
- 9:29ah, ela deveria me trazer alguns
- 9:31benefícios. Primeiro, ela deveria me
- 9:33trazer uma predição melhor de eventos
- 9:36futuros. Por exemplo, ah, se não é só um
- 9:39paciente que tem hipertensão, se é um
- 9:40paciente que eu vou classificar agora
- 9:42como síndrome cardiogenal metabólica
- 9:43estágio dois, digamos, isso vai me dar
- 9:46uma noção de predição melhor desse
- 9:48paciente complicar no futuro, etc., do
- 9:50que simplesmente colocá-lo como
- 9:52hipertensão?
- 9:53questionamento. Outra coisa é não, isso
- 9:56vai mudar a minha conduta. Por exemplo,
- 9:58eu poderia ter um paciente que tem
- 10:00hipertensão, disfunção renal. Se eu
- 10:03fosse seguir só o protocolo de
- 10:04hipertensão ou só o protocolo de
- 10:06nefropatia, eu iria tomar tais e
- 10:07condutas A e B. Mas agora como eu tô
- 10:10classificando ele como uma síndrome
- 10:11cardiorrenal metabólica estágio dois,
- 10:13estágio três, dependendo, não só eu vou
- 10:16tomar as condutas que eu tomaria para
- 10:18hipertencer a nefropatia, mas eu vou
- 10:19colocar uma conduta extra aqui que não
- 10:21não estaria englobado pelo protocolo
- 10:23dessas doenças isoladamente. Isso
- 10:25acontece discutível, a gente vai ver
- 10:27aqui ao longo do dos slides. Então, tô
- 10:30colocando aqui só pra gente não aceitar
- 10:32também, né, passivamente qualquer eh eh
- 10:36qualquer conceito novo. É sempre bom a
- 10:38gente usar o método socrático, né, e se
- 10:40perguntar, faz sentido isso, não faz,
- 10:42né? Sempre criticar tudo, sempre avaliar
- 10:44tudo do ponto de vista cético. Exercício
- 10:46científico super interessante. O que eu
- 10:48vou dizer aqui é, independentemente de
- 10:51você gostar ou não da definição, se você
- 10:54achar necessário ou não criar-se a a
- 10:56síndrome carden metabólica, é fato. Esse
- 10:59tema está eh está sendo cada vez mais
- 11:01falado, tá? aqui várias sociedades
- 11:04importantíssimas juntas discutindo.
- 11:07Primeiro ponto. Segundo ponto, a
- 11:09diretriz especificamente ela traz vários
- 11:11pontos relevantes que às vezes já
- 11:13estavam na na diretriz de nefropatia
- 11:16crônica, na diretriz de obesidade, na
- 11:18diretriz de diabetes, enfim, mas na hora
- 11:21que ela junta tudo num documento só pode
- 11:23facilitar a vida, né, de principalmente
- 11:25de quem não tá lendo as diretrizes
- 11:26todas, né? E aí você consegue juntar uma
- 11:29diretriz só o várias condutas, né, do
- 11:32paciente do dia de de consultório.
- 11:34Então, independentemente você gostar ou
- 11:36não do termo síndrome cardenal
- 11:38metabólico, eu lhe convido a ficar aqui
- 11:40nos próximos 30, 40 minutos comigo, que
- 11:42eu vou dar aqui várias dicas boas para
- 11:43você usar aí no consultório e por aí
- 11:45vai. Definição de síndrome cardiogina
- 11:48metabólica, tem uma definição que é
- 11:49enorme lá. Eu trouxe a definição
- 11:52simplificada que eu já falei um pouco,
- 11:54né? Então, a síndrome cardina metabólica
- 11:56é uma health disorder, né? Uma alteração
- 12:00da saúde, eh, que acontece devido à
- 12:02conexões entre doenças cardiovasculares,
- 12:06doença renal, diabetes e obesidade e que
- 12:10podem levar a desfechos ruins, né, de
- 12:13saúde. Enfim, isso que a gente acabou de
- 12:15falar, o tripé
- 12:18ali da síndrome cardenal metabólica.
- 12:20Como é que é a classificação? Eu vou
- 12:22entrar em detalhes daqui a pouquinho,
- 12:24mas tá aqui o gráfico que mostra, né,
- 12:25que ela é dividida ali em quatro
- 12:27estágios, né? Estágio zero seria o
- 12:29paciente que não tem síndrome cardenal
- 12:31metabólica. Estágio um, geralmente
- 12:33aquele paciente que tá acima do peso ou
- 12:35com pré-diabetes. Estágio dois, paciente
- 12:38que tem hipertensão, a antiga síndrome
- 12:40metabólica, hipertlicidemia, diabetes
- 12:43tipo 2, nefropatia mais light, tal.
- 12:46Estágio três, paciente que tem doença
- 12:49cardiovascular subclínica, né? e
- 12:51subclínica, aterosclerose subclínica ou
- 12:54que tem um score previvente pipocado
- 12:56acima de 20% ou que tem uma nefropatia
- 12:58já estágio 4 5 talgio 4 paciente que já
- 13:02tem doença clínica, não só
- 13:03aterosesclerótica, né, como por exemplo,
- 13:06né, passado de de AVC, eh,
- 13:11coronariopatia, doença arteria
- 13:12periférica, mas ele coloca aqui também C
- 13:14e FA, né, esse ponto aqui, mais uma vez,
- 13:18a gente vai entrar bem direitinho os
- 13:19critérios um por um, né? né? Aqui é só
- 13:21dar uma visão geral.
- 13:23A grande questão e talvez eu acho que o
- 13:25grande mérito dessa diretriz é o
- 13:27seguinte, ela quer evitar que isso aqui
- 13:29aconteça que tá na imagem. Então aqui a
- 13:31gente colocou um exemplo, né? A gente tá
- 13:33aqui com o paciente, né? Com obesidade e
- 13:36que tá triste ali no meio do caminho
- 13:37porque ele tem uma equipe médica o
- 13:39auxiliando, mas cada um tá olhando para
- 13:42a sua especialidade, né? Ou seja, é uma
- 13:45abordagem em silos, né? Cada um tá vendo
- 13:47uma coisa específica. cardiologista aqui
- 13:48tá olhando para os exames
- 13:50cardiovasculares, o endocrinologista tá
- 13:52focado na glicada, o nefrologista tá
- 13:54focado na creatinina de 1,5 calculando
- 13:57clean, se abominúria e tal, o eh gastro
- 14:01hepatologista tá olhando aqui as
- 14:02transaminases que estão aumentadas, mas
- 14:06tá cada um aqui na figura que a gente
- 14:07criou, tá cada um olhando para um
- 14:09aspecto específico do paciente e todos
- 14:11estão de costas pro paciente, ou seja,
- 14:13meio que perdendo a visão do todo, né?
- 14:16Isso é muito comum na medicina moderna,
- 14:18né? Quando a gente vai ali paraa
- 14:20primeira metade do século XX, no na
- 14:22biografia do Dr. Brown, ele até fala
- 14:23isso, os livros que tinha de medicina na
- 14:25primeira metade do século XX, né, 1930,
- 14:2720 e tal, muitas vezes era um autor só
- 14:30que escrevia o livro inteiro, né? Por o
- 14:33conhecimento médico na época não era tão
- 14:35amplo definitivamente. Então era
- 14:37possível uma pessoa meio que dominar a
- 14:40medicina como um todo. Da década de 50
- 14:42paraa frente a coisa muda. E aí em 1950
- 14:44chega a primeira edição do Harrison, né?
- 14:46O o clássico, tá aqui o meu aqui por
- 14:47trás, o clássico Harrison. E aí o
- 14:50Harrison obviamente era dividido, acho
- 14:52que todo mundo já viu o Harrison é
- 14:53dividido por especialidades, né?
- 14:54Endócrino, cárdio, hepato, tal. E cada
- 14:57especialidade tem seu editor e seus
- 14:58subeditores, tal. Por quê? a quantidade
- 15:00de conhecimento médico começou a
- 15:01explodir, né? Então a gente sabe que se
- 15:04é difícil a gente se manter atualizado
- 15:06só em cardiologia, imagina se manter
- 15:08atualizado em endócrino, em gastroepato,
- 15:11né? Dificílimo. O problema é que isso aí
- 15:14gera às vezes o o outro oposto. É que a
- 15:16pessoa que é tão especialista naquela
- 15:18área que ela só olha ali para para uma
- 15:20área muito restrita e esquece de ver o
- 15:22paciente como um todo. E aí acontece o
- 15:24quê? o cardiologista que tá com paciente
- 15:27com um clíice de 40 e que nunca dosou a
- 15:29relação abomina cretinina e tá lá
- 15:31progredindo a nefropatia do paciente e o
- 15:33cardiologista não tá fazendo nada.
- 15:36Problema ou o médico que tá acompanhando
- 15:39lá, alguém notou aqui uma gordura no
- 15:41fígado, mandou para o gastro, pro ele tá
- 15:43vendo lá direitinho, mas nem mediu a
- 15:45pressão do paciente na consulta e aí tá
- 15:47focando na parte da esteatose, né?
- 15:50Doença hepática gordurosa, enfim, o nome
- 15:52que você queira dar. e o paciente tá com
- 15:54150 por 90 depressão, né? Enfim. Então
- 15:58eu acho talvez a grande o grande mérito
- 16:00da diretriz seja justamente isso, querer
- 16:02quebrar essa abordagem em sí e falar:
- 16:04"Olha, a gente tem que cobrir o paciente
- 16:05como um todo, não pode deixar passar
- 16:07nada batido, né?" O foco principal da
- 16:10diretriz continua sendo o Life Essential
- 16:13Weight da American Heart. Ah, Eduardo,
- 16:15queria saber mais sobre isso. A gente
- 16:16tem um podcast só sobre isso, né? de
- 16:18prevenção. Então são aqueles oito passos
- 16:21lá, né, para uma vida saudável, não só
- 16:23do ponto de vista cardiovascular, mas
- 16:25também é o que vai diminuir risco de
- 16:26câncer, de demência, tal, né, que é o
- 16:28quê? Alimentação saudável, exercício
- 16:31físico, dormir pelo menos 7 horas por
- 16:32dia, não fumar, manter o peso adequado,
- 16:35né, IMC abaixo 25, controlar colesterol,
- 16:37controlar a glicemia, né, enfim, em
- 16:39casos de pré-diabetes, diabetes, né, e
- 16:43pressão, né? Então é o basicão que todo
- 16:46mundo deveria fazer e esse é o em todos
- 16:48os estágios ali da síndrome cardinal
- 16:50metabólica, esse essential weight aqui
- 16:53da American Heart está aplicado e é a
- 16:55base do tratamento, né? Outro ponto
- 16:58antes da gente começar e vamos começar a
- 17:00diretriz agora de fato é
- 17:03Eduardo a por exemplo manejo de
- 17:06dislipidemia,
- 17:07né? Nessa diretriz, se eu for ler, vai
- 17:09ter alguma coisa que é diferente da
- 17:11diretriz que vocês já cobriram da
- 17:12American Har de Lippidemia, que saiu uns
- 17:14três meses atrás? Não. Manejo de
- 17:16slipidemia vai ser o que tá lá, que a
- 17:17gente já falou na diretriz. O manejo de
- 17:20hipertensão vai ser diferente em relação
- 17:22à diretriz da American Heart do ano
- 17:24passado, 2025, sobre pertensão? Não, não
- 17:26vai ser diferente e assim por diante,
- 17:28né? Mas tem algumas peculiaridades que a
- 17:30gente vai falar ali. Então lhe convido a
- 17:32que você veja esses podcast todos. Se
- 17:34você é nosso aluno do curso de
- 17:36consultório, né, o curso de atualização,
- 17:38vou até pedir pro pessoal deixar o link
- 17:39aqui embaixo também, né, porque a gente
- 17:42eh tá com inscrições abertas, né, pro
- 17:43curso. Então vocês têm essas aulas todas
- 17:45lá de lípides, hipertensão e assim por
- 17:48diante, né? O que eu vou focar mais aqui
- 17:51ao longo dessa aula, os insightes são
- 17:53sete lições que o cardiologista não pode
- 17:55esquecer. Não quer dizer que vai ser
- 17:58tudo inédito, que você nunca ouviu falar
- 18:00nisso, não. Tem algumas coisas aqui que
- 18:01são até, né, back to the basics, mas é
- 18:04importante a gente lembrar todo mundo
- 18:05que faz consultório. Então, ó, antes de
- 18:07começar na primeira lição, só
- 18:09relembrando, então tem quatro estágios
- 18:11da síndrome cardinal metabólica, né? O
- 18:13estágio zero é o paciente que não tem
- 18:14síndrome cardenal metabólica, ou seja, é
- 18:16o paciente que tem IMC normal,
- 18:20circunferência abdominal normal, né? E
- 18:22aí varia muito o ponto de corte para eh
- 18:24circunferência abdominal. American Heart
- 18:26usa 102 para homem, 88 para mulher, né?
- 18:29Maior ou igual a isso tá alterado. Se
- 18:31for pacientes de eh etnia asiática é um
- 18:34pouco menor, mas vamos simplificar aqui.
- 18:36102 homens, 88 mulher. estão
- 18:38normoglicêmicos, ou seja, abaixo de 100,
- 18:42normensos, perfil lipídico normal, não
- 18:45tem nenhuma evidência de nefropatia,
- 18:46doença subclínica, nada disso. Então, um
- 18:49paciente que tá alizerado. Ponto
- 18:51importante, ele coloca que nos Estados
- 18:53Unidos, né, onde a prevalência de
- 18:55obesidade sobrepeso é bem maior do que
- 18:56no resto do mundo, ah, 90 a 95% da
- 19:00população adulta vai est de estágio um
- 19:03em diante, ou seja, a enorme maioria da
- 19:05população tem alguma alteração aqui da
- 19:08síndrome cardenal metabólica em grande
- 19:09parte porque o estágio zero, ele vai
- 19:11envolver o quê? Esse aqui é o paciente
- 19:13que tem excesso de adiposidade ou
- 19:15adiposidade disfuncional. Na prática é o
- 19:17quê? IMC maior do que 25, né, que é o
- 19:20que a gente conhecer entre 25 e 29.9, é
- 19:23o que costuma-se dizer sobrepeso. Tem
- 19:25aquela documento do lança a gente
- 19:27cobriu, já não vou entrar nesses
- 19:28detalhes agora. Se for etnia asiática
- 19:31maior do que 23, circunferência
- 19:33abdominal, já falei, né, 102 homens, 88
- 19:36mulher, tá aqui o ponto de corte, se for
- 19:38etnia asiática ou se o paciente tiver
- 19:41pré-diabetes, né, ou seja, glicemia de
- 19:42jejum entre 100 e 125, licado entre 5 e
- 19:467 e 6,4. né? Aí seria estágio um,
- 19:50beleza? Estágio dois seria aqueles
- 19:52pacientes que já t fatores metabólicos
- 19:55ou coisas do tipo, né? Então, ó,
- 19:57hipertensão. Aí lembrar que a
- 19:59hipertensão aqui pros americanos é maior
- 20:01igual 130 de sistólica, 80 de
- 20:03diastólica, critério diferente da gente
- 20:05dos europeus. hipertricilidemia,
- 20:08eh, critérios de sem metabólica,
- 20:11paciente que já tem diagnóstico de
- 20:12diabetes tipo 2 ou que tem nefropatia e
- 20:16quando você coloca lá na tabela lá do
- 20:19cadigo, né, dá risco moderado, alto,
- 20:22enfim.
- 20:24Estágio três, aquele paciente que tem
- 20:25doença subclínica. O que é que pode ser
- 20:27subclínica? Pode ser um paciente que fez
- 20:29um escorical cálcio, escoricalcio deu
- 20:31alto ou que fez o anjutomo por algum
- 20:34motivo e aí tinha lesões não
- 20:36obstrutivas, né, menores do que 50%,
- 20:39tal, ou que você fez o calculou o ITB e
- 20:42deu alterado, mas que o paciente não tem
- 20:44sintoma, tal. Tem essa questão da
- 20:47pré-insciência cardíaca. Eu vou falar um
- 20:49pouquinho mais sobre isso depois, então
- 20:51não vou nem falar dos critérios agora,
- 20:52mas também entraria aqui em prevento,
- 20:55acima de 20%, ou paciente que tem DRC e
- 20:57que já pontua ali muito alto ali na na
- 21:00tabela do CADIGO, né? Para simplificar,
- 21:02se for estágio 4 ou cinco, né, clerice
- 21:05abaixo de 30, já ficaria nessa
- 21:07categoria. E por fim, estágio 4 é aquele
- 21:09paciente que tem doença clínica mesmo,
- 21:11como eu disse, né, coronariatia,
- 21:14eh, IC ou doença arterial periférica ou
- 21:17FA. ou AVC prévio ou uma combinação
- 21:20disso tudo, ele ainda dividiria aqui,
- 21:22né, 4A se não tiver doença renal
- 21:25terminal, 4B se tiver doença renal
- 21:27terminal, ou seja, cri abaixo de 15 ou
- 21:30necessidade de terapia renal
- 21:31substitutiva. E aí veja aqui já tá uma
- 21:34primeira crítica da coisa, porque veja é
- 21:36uma tabela simples de você decorar, não
- 21:38é? Sinceramente, eu já gravei podcast
- 21:41disso aqui um ano atrás, né? A gente já
- 21:44colocou no cardiopers exp. Esse aqui
- 21:45tema que já adianta vai cair no
- 21:47cardioper, vai cair entre aspas, né? Não
- 21:48é prova, vai estar contido, né, no
- 21:50cardiopers experience esse ano. Com
- 21:52certeza a gente vai botar uma um caso
- 21:54aqui sobre esse tema, né, porque é um
- 21:55tema muito relevante. Mas veja, eu já li
- 21:58isso aqui várias vezes. Antes de ler
- 22:00essa diretriz aqui, sempre tem algum
- 22:01critériozinho ali que você deixa
- 22:03escapar, né? Porque é uma definição
- 22:04muito grande e e lembra, né? a gente tem
- 22:07que ter muita coisa já na mente. Então
- 22:08essa aqui é uma primeira crítica
- 22:10realmente a a semicarren metabólica, a
- 22:12própria definição dela, própria o
- 22:15estadiamento, não é um estadiamento
- 22:17ultra simples, né, convenhamos, né? Não
- 22:19é que nem você dizer: "Ah, vou
- 22:21classificar o paciente em relação à
- 22:23hipertensão, né? Ah, o ponto de corte
- 22:25aqui pelo brasileiro é 140 por 90, acima
- 22:27de 140 por 90 hipertensão, abaixo disso
- 22:29é aquilo, tal. E aí você tem ali umas
- 22:31duas ou três categorias diferentes, bem
- 22:33bem simples, né? Não, não é assim.
- 22:37Beleza? Uma vez feito esse esse
- 22:40preâmbulo, agora vamos paraas lições
- 22:41mesmo. E eu vou focar muito mais uma vez
- 22:43em coisas que pode impactar na sua
- 22:46prática clínica, né, ali no consultório,
- 22:48coisas que você pode estar esquecendo de
- 22:51fazer ou coisas como esse primeiro aqui
- 22:53que você não sabia interpretar direito,
- 22:55né? Vamos lá. Primeira lição é como
- 22:57interpretar os três tipos de score
- 22:59prevent. Então vê, a gente já falou
- 23:01muito sobre score prevent, temos um
- 23:03guideline, um podcast só sobre score
- 23:06prevent. Para você que é aluno da gente,
- 23:08entra lá, tá na sua plataforma.
- 23:10Eh, não lembro se tá disponível no
- 23:12YouTube, mas esse esse podcast da gente,
- 23:14a boa parte dos podcasts a gente deixa
- 23:16ali no YouTube um tempinho e depois fica
- 23:17só pros nossos alunos, né, do curso de
- 23:18atualização. Mas o score prevent,
- 23:20resumindo, ele surge aqui, estou
- 23:22gravando aqui dia 16 de junho de 2026.
- 23:26Có prevente surge ali, né, eh, os
- 23:29trabalhos de alguns anos atrás, final de
- 23:312023, começo de 2024, as diretrizes
- 23:34americanas passam a adotar o score
- 23:36prevente ao invés do score antigo, né,
- 23:39que era o PC pulled cohort equation. Ele
- 23:43tem vários eh eh vários benefícios em
- 23:46relação ao o o cálculo antigo. Ele foi
- 23:49validado em milhões de pacientes, uma
- 23:51população muito mais heterogênea. Ele
- 23:54inclui parâmetros como IMC, por exemplo,
- 23:57glicada, tal. E é o score que é
- 24:00recomendado pelas diretrizes americanas
- 24:02e pelas brasileiras também. Se você for
- 24:04para as diretrizes eh brasileiras de
- 24:06dislipidemia, hipertensão, obesidade,
- 24:09todas elas que saíram em 2025, recomendo
- 24:12você usar o score prevent. Beleza? Isso
- 24:14aí eu acho que não tem muita novidade.
- 24:15Se você acompanha aqui o cardiopers,
- 24:17você sabe disso. Discutimos isso no
- 24:18cardiopers experience 2024, discutimos
- 24:21no cardioper experience 2025, vamos
- 24:23discutir no 2026 porque é coisa do dia a
- 24:25dia do consultório. Teoricamente você tá
- 24:27calculando prevente aí umas cinco, 10
- 24:29vezes por dia, né, no seu consultório.
- 24:31Teoricamente.
- 24:33Por que isso? Porque se é um paciente
- 24:34antigo que você calculou dois meses
- 24:36atrás, você não vai ter que ficar
- 24:37recalculando, né? Mas paciente novo você
- 24:38deveria calcular. O fato é, na hora que
- 24:41você vai calcular o score prevent, eu
- 24:43entrei aqui direto no site da American
- 24:44Heart, ele vai dar três parâmetros
- 24:46diferentes. É isso que eu quero abordar
- 24:48aqui hoje. Então, ó, você vai ver que
- 24:50tem aqui, ó, risco de doença
- 24:51cardiovascular, risco de SVD, né, que é
- 24:54doença atraescleró e atraesclerótica e
- 24:57risco de hearture na insuficiência
- 24:59cardíaca. Então aqui, ó, tá com a
- 25:01bolinha marcada no doença
- 25:02transesclerótica que ele estimou em 1,1%
- 25:05em 10 anos e 7,2% em 30 anos. Essa é uma
- 25:09das novidades do prevent. Ele consegue
- 25:11calcular a população ali de 30 a 59 anos
- 25:14o risco em 30 anos. Na esse mesmo
- 25:17paciente aqui, na hora que eu vou ver o
- 25:19risco de IC, tá aqui, ó, o risco de 0,3%
- 25:24em 10 anos. E o risco total, que é o
- 25:27risk of CVD, basicamente ele soma um com
- 25:30outro. Ele soma o risco atrásico com
- 25:32risco de C. E aqui no caso 1,1 com 03
- 25:35deu um risco de 1.4%
- 25:38em 10 anos. Paciente de baixo risco, né?
- 25:40Enfim.
- 25:42Beleza. O Mas e aí, Eduardo,
- 25:46para para que que eu vou usar três
- 25:47scores diferentes? Tá aqui o resumo da
- 25:49ópera de acordo com American Hearts. É
- 25:52esse o resumo. O prevent CVD você vai
- 25:56usar para decidir se você vai tratar a
- 25:58paciente para hipertensão e para
- 25:59diabetes, com que medicação e tal.
- 26:02Explico melhor. [suspirando]
- 26:04Paciente que tá com sistólica entre 130,
- 26:06139, sistólica ou diastólica entre 809,
- 26:11né? Paraa gente brasileiros, esse
- 26:12paciente seria um paciente
- 26:13pré-hipertenso. Para os americanos, eles
- 26:17seriam paciente com hipertensão estágio
- 26:18um. A terminologia muda, mas ambas as
- 26:22sociedades concordam o seguinte: eu não
- 26:24tenho que tratar esse paciente via de
- 26:26regra, né? Se ele for de baixo risco, os
- 26:29escoros de risco vierem embaixo. Mas se
- 26:31eu tô com um paciente entre 130 e 139 de
- 26:34sistólic e ele tem diabetes, eu vou
- 26:37tratar com remédio. Tem DRC, eu vou
- 26:40tratar com remédio. Tem um critérios de
- 26:44alto risco, outros vou tratar com
- 26:46remédio. Ou no caso da American Heart,
- 26:49se ele tiver um prevent CVD maior do que
- 26:527,5% em 10 anos, eu vou tratar com
- 26:55remédio. não vou ficar só esperando eh
- 26:58mudança, estilo de vida e tal. Então,
- 27:00muda a conduta na hipertensão. Isso já
- 27:02tava lá na diretriz de hipertensão, tal,
- 27:04direitinho. Mas muita gente me pergunta:
- 27:06"Ah, Eduardo, mas é para usar key
- 27:07prevent?" É o prevent CVD, ES CVD? Paraa
- 27:10hipertensão, prevent
- 27:13para diabetes. Aí aqui novidade dessa
- 27:15diretriz, né? A gente sabe isso aí já
- 27:17tem muito tempo que as diretrizes dizem
- 27:19no paciente com diabetes
- 27:22a gente tem um rall de medicações desde
- 27:24as mais antigas, né? Metiformina, eh,
- 27:27gliclazida, tralalá, até as mais
- 27:30modernas de LP1, agonista dual, eh, e2 e
- 27:34tal. Para quem que eu vou presrever cada
- 27:36medicação? Aí a gente cobriu Diretriz do
- 27:38Oeste 2023, onde ele dizia basicamente o
- 27:40seguinte: "Olha, se for um paciente de
- 27:42risco alto, muito alto, a tendência é
- 27:43você entrar com as medicações mais
- 27:45modernas que reduzem risco
- 27:46cardiovascular, mas que basicamente
- 27:48reduzem risco cardiovascular em trios
- 27:50que tinham pacientes de prevenção
- 27:51secundária ou de alto risco. Já se for
- 27:53um paciente de baixo risco, você poderia
- 27:55considerar uma metiformina da vida e
- 27:57tal. O que é que essa diretriz aqui
- 28:00fala? Mesma coisa, o mesmo 7,5% lá da
- 28:03hipertensão. Se você tá com paciente com
- 28:05diabetes e que ele tem um risco do
- 28:09preventir maior igual a 7,5% 10 anos, a
- 28:12tendência é que você prefira SGLT2 e ou
- 28:16GLP1 para o tratamento do diabetes. Se
- 28:18for abaixo disso, você poderia
- 28:19considerar outras alternativas. Então,
- 28:21prevent CVD, eu vou usar para isso.
- 28:24Prevent,
- 28:26né, que é o risco atraescleródico. Eu
- 28:27vou usar o quê? Aí vai ser mais para
- 28:29lípides, certo? Eu vou usar isso para
- 28:32decidir se eu vou começar remédio ou não
- 28:34pro paciente. Vejam lá o guidel e o
- 28:37nosso podcast do guideline, né, super
- 28:39completo, todos os detalhes direitinho,
- 28:41mas basicamente, né, quando o AS CVD,
- 28:45né, dá acima de 5%, a tendência é que
- 28:48você trate. Se d entre 3 e 5%, que é
- 28:50borderline, você vai pensar, talvez
- 28:52trate, talvez sim, talvez não, vai
- 28:54conversar com o paciente,
- 28:55individualizar, né? Além disso, esse
- 28:58mesmo score aí do ESVD, ele pode lhe
- 29:00orientar a quando pediu o score cálcio,
- 29:02né? E aí grosso modo, né? Se o score
- 29:05preventid entre 3 e 10%, né?
- 29:10Mas por algum motivo você tá em dúvida
- 29:12se começa a estatina? Não, por exemplo,
- 29:14eu tô querendo começar, mas o paciente
- 29:16tá não tá querendo começar a medicação.
- 29:19Aí eu poderia, por exemplo, pedir um
- 29:21escoricalço para ele, principalmente
- 29:22acima dos 40 anos, porque se o
- 29:23escoricalço vem alterado,
- 29:26não só isso aumenta o risco
- 29:28cardiovascular do paciente e aí ele
- 29:30passaria a ser de um risco maior, né,
- 29:31alto risco, tal, eu vou tratá-lo como?
- 29:34Como também tem estudo mostrando que na
- 29:35hora que o paciente vê que tem cálcio
- 29:37ali no coralcio, nas coronárias, ele
- 29:38tende a aderir melhor à medicação.
- 29:41Então, preventou usar para quê? focando
- 29:44mais em lípides e o prevent heart
- 29:46failure
- 29:48para que que eu vou usar? E esse aí
- 29:50provavelmente você não sabia para que
- 29:51que eu usava. Ah, vê um número de 3%, vê
- 29:53o número de 7%, o que é que eu faço com
- 29:54isso? [roncando] Pois é, aí essa
- 29:56diretriz trouxe novidades aqui que é
- 29:59quem você deve investigar para pré e ser
- 30:03pré-insuícia cardíaca. Então vamos lá,
- 30:05vamos dar alguns passos para trás. Tem
- 30:07mais de 10 anos já que American Heart
- 30:09traz esse estadiamento para insuícia
- 30:11cardíaca em A, B, C e D. Se você é aluno
- 30:13da gente, com certeza você já ouviu
- 30:15falar. Se você é aluno da gente do curso
- 30:17de título eh para pra prova de título
- 30:202026 ou já foi dos anos anteriores, tá?
- 30:22Entre aí os a as 300 pessoas aprovadas
- 30:26eh com a gente, né, para pra prova de
- 30:28título. Você já viu essa classificação
- 30:29da gente em vaatia, em ciência cardíaca,
- 30:31em várias coisas. Mas lembrando, né?
- 30:34Então, estágio seria aquele paciente que
- 30:36não tem nenhuma alteração cardíaca
- 30:38ainda, mas que tem fatores de risco que
- 30:40aumentam o risco de desenvolver
- 30:41insuência cardíaca no futuro. Exemplo,
- 30:43qual o principal fator de risco para
- 30:44desenvolver insência cardíaca no futuro
- 30:46na população brasileira? hipertensão.
- 30:48Então, um paciente que é hipertenso, mas
- 30:50o elétro não tem SVE, digamos que você
- 30:52tem um eco dele, não tem também
- 30:54sobrecarga de ventrícula esquerdo, o
- 30:55átrio esquerdo tá de tamanho normal, não
- 30:56tem disfussão de asólica, tem nada
- 30:58ainda, mas ele tem hipertensão. Então,
- 31:00comparado comigo que não tem
- 31:01hipertensão, se a gente for ver um
- 31:02acompanhamento aí de 20 anos, o paciente
- 31:05que tem hipertensão vai ter um risco
- 31:06maior do que o meu de desenvolver
- 31:08insuícia cardíaca. Estágio A, estágio B,
- 31:11que é esse que a gente vai focar agora,
- 31:13né, que é o da pré-insência cardíaca.
- 31:15paciente que já tem alguma alteração
- 31:18estrutural ou funcional, mas não tem
- 31:21sintomas de C. Exemplo, é um paciente
- 31:24que é hipertenso e já tem sobrecarga de
- 31:27HVE, já tem hipertrofia de ventrículo
- 31:28esquerdo no eco ou já tem um elétrico
- 31:31que mostra SVE com sobrecarga de atriz
- 31:34esquerda, né?
- 31:36Ou você dosou ali um BNP do paciente,
- 31:39veio aumentado, mas o paciente tem
- 31:40sintoma nenhum, a vida tá seguindo
- 31:42normal, tal. Esse daqui seria o paciente
- 31:43com pré-insuficiência cardíaca. Por que
- 31:46que é importante a gente identificar
- 31:47esse paciente? Porque a gente vai tender
- 31:48a ser ainda mais agressivo com esse
- 31:50paciente para contar controlar fatores
- 31:52de risco, eh, mudar estilo de vida, tal.
- 31:55Estágio C é aquele paciente que tem
- 31:56alterações estruturais e tem sintomas,
- 31:58mas que são controlados com medicação.
- 32:00Está D tem isso tudo, mas tá refratário
- 32:03ao tratamento clínico. Então, o que é
- 32:05que a diretriz diz? Se o paciente tem um
- 32:07score prevent failure, né, HF maior ou
- 32:11igual a 5% em 10 anos, isso aqui deve
- 32:14ligar o sinal amarelo de que pode ser um
- 32:17paciente que tem um risco maior de
- 32:18desenvolver insuícia cardíaca. E ele diz
- 32:21para você considerar, não é obrigatório,
- 32:22mas considerar pedir BNP ou NT para BNP,
- 32:26né, o que você tiver disponibilidade,
- 32:27considerar também troponina
- 32:28ultrassensível, né?
- 32:31Isso é interessante porque se você for
- 32:33pras diretrizes da ADA, né, American
- 32:35Diabetes Association, já tem alguns anos
- 32:37que a ADA diz: "Olha, o paciente tem
- 32:38diabetes, peça BNP, NT Pro BNP ou um
- 32:42outro, né, de rotina para esse
- 32:44paciente." Por quê? Mais uma vez, vou
- 32:46voltar lá pro Emparreg. O Emparreg saiu
- 32:48em 2015, que mostrou que hempagliflosina
- 32:50diminuir a mortalidade no paciente com
- 32:52diabetes. Show. Diminui mortalidade.
- 32:55Quando eu ia ver essa diminuição de
- 32:56mortalidade, era muito as custas de quê?
- 32:58diminuição de mortalidade relacionada
- 32:59com insúcia cardíaca. Então, sim, o
- 33:01paciente com diabetes é um paciente que
- 33:03tem bem mais risco de desenvolver
- 33:04insúcia cardíaca do que a população em
- 33:06geral, não só com diabetes, com
- 33:08hipertensão, com nefropatia e tal.
- 33:11Beleza? Aí veio um BNP aumentado, maior
- 33:15igual a 35, veio um NT para BNP
- 33:18aumentado, maior do que 125, veio um
- 33:21antroponina ultrassensível aumentada, aí
- 33:23obviamente vai variar de acordo com o
- 33:25kit que você tá usando, né? O que é que
- 33:27você iria fazer? Você iria pedir eco?
- 33:29Ah, Eduardo, mas eu já faço eco em todo
- 33:31mundo. Chegou o paciente para mim com
- 33:32diabétices, com hipertensão, peço para
- 33:33todo mundo, etc, etc. Veja, tudo bem. A
- 33:36gente sabe que no consultório privado a
- 33:38tendência é fazer isso mesmo, mas aqui
- 33:39são as diretrizes querendo colocar o
- 33:42racional da coisa, né? Porque aí é você
- 33:45Estados Unidos, 300 milhões de pessoas,
- 33:47né? Então, se para todo mundo lá
- 33:49qualquer alteração glicêmica ou
- 33:51pressóric eco, né? Não, o sistema de
- 33:54saúde não não comporta isso obviamente,
- 33:56né? Mas aí o que é que você vai ver lá
- 33:59no eco se tem átro esquerdo aumentado,
- 34:01né? Veja que aqui ele nem usa o o ponto
- 34:04de corte tradicional do 34 ml/m², usa
- 34:0629, né? Eh, índice de massa aumentado,
- 34:09espessura relativa alterada, paredes com
- 34:11espessura maior ou igual a 12, fração
- 34:13injeção menor do que 50%, se fizer o
- 34:16strain longitudinal menor do que 16%, já
- 34:19tem uma velocidade de linha menor do que
- 34:207, enfim, não vou entrar parâmetro
- 34:22parâmetro, mas tem vários parâmetros ali
- 34:25que se vierem alterados já classificam
- 34:28seu paciente como sendo pré- e isso é
- 34:30importante. Tô com um paciente que tem
- 34:32hipertensão e diabetes, veio para mim no
- 34:34consultório, eu pedi um eco para ele e
- 34:36veio HVE leve, aumento discreto de atro
- 34:39esquerdo, disfunção diestólica, tipo um.
- 34:42Veja, esse paciente tem um risco bem
- 34:44maior de desenvolver insuícia cardíaca
- 34:46do que o outro paciente com diabetes que
- 34:48vem na consulta, na próxima consulta e
- 34:50que não tem nada disso. E nós como
- 34:53cardiologistas, como a gente vê isso a
- 34:55torre à direita, HVE, sobrecardiato
- 34:57esquerdo, disfunção diastólica, a gente
- 35:00vai meio que achando que aquilo ali é
- 35:01normal, mas não é normal, né? É comum,
- 35:04mas não é normal. E você tem que ficar
- 35:05mais atento pro paciente. Aí você pode
- 35:07perguntar: "Beleza, Eduardo?" OK. Peguei
- 35:09um paciente com diabetes, calculei o
- 35:11prevent, veio um preventure de 6%, eu
- 35:15pedi um BNP para ele, veio de 70, veio
- 35:17alterado. Aí eu pedi um eco, aí o eco
- 35:20veio com sobrecarga de ventrículo
- 35:22esquerdo, já tinha um leve aumento de
- 35:23atra esquerdo, tal, tal. O que e o
- 35:25paciente não tá sentindo nada. O que eu
- 35:27quero saber de você é o seguinte. No
- 35:28campo de batalha, né, tá ali a foto do
- 35:31guerreiro, no campo de batalha do dia a
- 35:33dia do consultório, o que é que danado
- 35:34isso vai mudar a minha conduta? E a
- 35:37resposta é simples. Veja
- 35:40o bom e velho SLT2 que a gente acabou de
- 35:42falar, né? lá no EPAG,
- 35:45a maioria dos casos, né, eram pacientes
- 35:48que não tinham inscência cardíaca, né,
- 35:50no começo do estudo e desenvolveram
- 35:55menos inscía ao longo do estudo os que
- 35:57ficaram no grupo da hipagliflosina. Ou
- 35:59seja, aqui foi meio que uma estratégia
- 36:01de prevenção primária da insúcia
- 36:02cardíaca, não deixar a insência cardíaca
- 36:05clínica surgir. É exatamente aqui o que
- 36:07a gente vai fazer. A gente vai falar
- 36:08daqui a pouco sobre tratamento de
- 36:09diabetes, né? Mas a a lógica atual é
- 36:14meio a seguinte, eu vou comentar isso
- 36:15mais para frente, até as recomendações
- 36:17da ADA. A tendência é que você queira
- 36:19presver LT2, LP1, né, ou um ou outro ou
- 36:23os dois para basicamente qualquer
- 36:24paciente diabético, mas nem sempre isso
- 36:26é possível, até porque tem limitação
- 36:27financeira e tal. Então, se você for ver
- 36:30do ponto de vista bastante racional de
- 36:32limitação de recursos e tal, OK, você tá
- 36:35procurando, entre aspas alguma desculpa
- 36:37concreta para prescrever a LT2 para esse
- 36:40paciente. E aí, na hora que você pega um
- 36:41paciente que tem diabetes, que já tem
- 36:43isso que eu tô dizendo, aumento de BNP,
- 36:45sobrecarga de ventrícula esquerda, etc.
- 36:47E, portanto, mostra que é o paciente com
- 36:49maior ris desenvolver e ser, poxa, esse
- 36:50é um paciente aqui que você vai ter que
- 36:53considerar com muito carinho prescrever
- 36:55LT2 para ele, óbvio, se for possível,
- 36:57tal. E hoje em dia a gente sabe, tem na
- 36:59farmácia popular, né? já facilitou
- 37:01bastante o ISLT2 aqui é uma baita
- 37:04adição. Então aqui primeira coisa,
- 37:06primeira lição, saiba usar os três, as
- 37:09três variáveis do score prevent e preste
- 37:12atenção para essa questão do prevent
- 37:14failure. Se a gente for lembrar a
- 37:15diretriz de prevenção da da SBC, ela já
- 37:19dizia lá: "Olhe, calcule aqui esse
- 37:21score, né, que era o ABC,
- 37:23ah, esqueci o finalzinho, mas era um
- 37:25score específico para você usar em
- 37:27pacientes com diabetes para predizer o
- 37:29risco de cí cardíaca." Mas aí veja,
- 37:31ninguém fazia na prática porque era mais
- 37:32um score para ser preenchido, tal. No
- 37:34caso do prevent, não, você já vai
- 37:36preencher o prevent de todo jeito e aí
- 37:38vai sair o o a dos a medida lá do
- 37:41prevent failure no meio. Temos
- 37:43evidências científicas de que ficar
- 37:45dosando BNP em paciente de ambulatório
- 37:47pode ter melhora de desfecho? Sim. A
- 37:50diretriz cita um estudo, se eu não me
- 37:52engano, que não é tão grande, mas em que
- 37:55pacientes que tinham fatores de risco
- 37:56você dosava BNP de rotina, né? E com
- 37:59isso a tendência era tratar mais
- 38:00agressivamente esses pacientes que
- 38:01tinham BNP alterado, diminuiu de forma
- 38:04relevante a internação por IC e tal.
- 38:06Então tem uma evidência, não é aquela
- 38:07melhor do mundo, mas tem evidência, né?
- 38:10Segunda lição, não esqueça de dosar
- 38:12relação albumina creatinina. Então vamos
- 38:14lá. Aqui é uma coisa que o pessoal
- 38:15esquece demais ainda na card, né? Ah,
- 38:19pronto. Vamos pegar, vamos abordar logo
- 38:20esse tópico, né? Se você pegar, é
- 38:23razoável um cardiologista hoje em dia
- 38:25que pediu lá pro paciente lipidograma,
- 38:28aferiu pressão do paciente, etc.
- 38:30Esqueceu de pedir glicemia de jejum,
- 38:32hemoglobina glicada pro paciente que
- 38:34aparece ali no consultório 40 anos para
- 38:36fazer um shortcap, né, por exemplo. Não,
- 38:39não é razoável. A gente sabe que você
- 38:41vai pedir, né, esse exame ali de rotina,
- 38:43tem as indicações lá da ada, né, de
- 38:44quando é que você deve pedir e tal, mas
- 38:47seria estranho um cardiologista crescer
- 38:49de pedir uma glicada num paciente que
- 38:50vai para um checkup, que tem 40, 50 anos
- 38:52e tal, né?
- 38:55A relação alumina cretinina é um exame
- 38:57tão simples quanto você colhe ali numa
- 39:00amostra isolada, mas a gente vê muita
- 39:03gente ainda esquecendo de pedir a rack,
- 39:05né, relação alumina cretin em paciente
- 39:06com hipertensão, em paciente com
- 39:08diabetes. E aí lembrando, quando você
- 39:10vai para as diretrizes específicas de
- 39:11hipertensão, é para pedir hack de
- 39:14rotina, de diabetes, é para pedir hack
- 39:16de rotina, mas boa parte dos
- 39:18cardiologistas esquece de pedir. O que é
- 39:21que a diretriz diz? você deveria pedir
- 39:23hack de rotina no paciente que tem aqui
- 39:25estágio dois para cima. Lembrando, né?
- 39:28Estágio dois é o paciente que tem
- 39:29hipertensão, é o paciente que tem
- 39:31diabetes, é o paciente que tem
- 39:33cimetabólica e assim por diante. Então
- 39:35você deveria pedir relação minacretinina
- 39:38ali de rotina para esse paciente. Aí
- 39:40lembrar por que isso vai ser importante.
- 39:42A gente vai falar de nefropatia daqui a
- 39:44pouco e como isso vai alterar a escolha
- 39:47do tratamento pro seu paciente que tem
- 39:49DRC. Primeiro ponto, mas segundo ponto,
- 39:51não, Eduardo, a maioria dos pacientes
- 39:53que eu tô vendo não tem DRC, etc e, tal.
- 39:55Veja, a relação abomina cretinina,
- 39:59ela na hora que ela tá aumentada, né,
- 40:01acima de 30, se tá tendo mininúria, é
- 40:04sinal que tem lesão endotelial ali no no
- 40:07glomérulo. E tendo lesão endotelial,
- 40:09isso tá muito relacionado com aumente
- 40:10risco cardiovascular. Então, mesmo que
- 40:12você dissesse: "Ah, esse paciente já tem
- 40:15nefrologista, não tô ligando para isso,
- 40:16tal", tá errado, porque se esse paciente
- 40:18tem relação alumina cretin aumentada,
- 40:21principalmente se for persistente
- 40:22aumentada, isso vai aumentar o risco de
- 40:24evento cardiovascular. Então, é óbvio
- 40:26que o cardiologista tem que estar
- 40:27preocupado com isso, né? Então, não
- 40:29esqueça de pedir relação bomina
- 40:30cretinina. E o que é que eu vou fazer
- 40:32com isso? Além de ter um aspecto de
- 40:35prognóstico, né, aumento e risco
- 40:37cardiovascular, vai mudar terapêutica, a
- 40:39gente vai falar daqui a pouquinho. Lição
- 40:40três, como escolher o melhor tratamento
- 40:42para DM2. Então, vamos ver aqui o que é
- 40:44que a diretriz diz, né? Aqui, primeiro
- 40:47ponto, eu vou falar o que a diretriz
- 40:49American Heart, que saiu, sei lá, 7, 10
- 40:52dias atrás, fala. E já vou dizer o que o
- 40:55Standards of Diabites Care 2027 vai
- 40:59trazer, porque acabou de ter o congresso
- 41:01da da ADA agora lá em Nova Orlians. E a
- 41:04nossa equipe do endocrinopriu e a gente
- 41:06já traz aqui para você. Então o que é
- 41:08que eles dizem? Ó, se você tem um
- 41:09paciente com diabetes tipo 2 e que tem
- 41:11uma síndrome cardinal metabólica
- 41:13estágios dois ou três, ou seja, o
- 41:15paciente não é de prevenção secundária
- 41:17ainda, né? Ele não tem doença
- 41:19aterosclerótica, manifesta nada disso. O
- 41:21que é que você vai fazer? você vai ver
- 41:23se esse paciente tá com risco aumentado,
- 41:24né? Ou seja, pro evente se dividir mais
- 41:26igual a 7,5%. Se não tiver, é, você
- 41:29poderia pensar em alternativas mais
- 41:31baratas, tal, metiformina, tal. Se tá
- 41:34acima de 7,5%, aí você vai ter que
- 41:36adicionar
- 41:38medicações cardioprotetoras, né, que
- 41:40pode ser GLP1 ou ISLT2, né, se também
- 41:43pode associar metiformina, tal. A
- 41:46evidência que nesse paciente que é de
- 41:48prevenção primária, né, que ainda não
- 41:49tem doença cardíaca estabelecida, ah,
- 41:53você combinar os dois e a Ll2 LP1 seria
- 41:56uma evidência mais fraca 2B. Já quando a
- 41:58gente vai pro paciente que já tem doença
- 42:01ateresclerótica, exemplo, um paciente
- 42:02que a gente vê todo dia na internado e
- 42:05tal, paciente tem diabetes e tem eh DAC,
- 42:09já infartou no passado, alguma coisa do
- 42:10tipo. Aqui você não vai nem ficar
- 42:12calculando o risco, você já sabe que o
- 42:14paciente é de muito alto risco. Você vai
- 42:16associar GLP1 ou SGLT2 e tem uma
- 42:19indicação 2A de você associar ambos GLP1
- 42:24com SLT2.
- 42:26O que é que aa fala? Então, aa agora
- 42:29nessa nova versão do standards, né,
- 42:31normalmente eles soltam em janeiro, né,
- 42:32o standards do ano vigente. A gente tá
- 42:34no ADA,
- 42:37o pessoal já mostrou ali o preview de
- 42:392027, né?
- 42:41Vai ser basicamente HLT2 e ou GLP1 para
- 42:44todo paciente com diabetes, né? Ah, mas
- 42:46mesmo sendo um paciente com diabetes
- 42:47baixo risco, tal, né? Enfim, a gente vai
- 42:49ter que ter o documento inteiro para ver
- 42:50lá os eh as recomendações direitinho,
- 42:54mas seria a tendência lá. Se a gente for
- 42:57pensar, a grande questão é custo,
- 42:59obviamente, né? Principalmente de LP1,
- 43:01tende a ser mais caro, né? Mas aquela
- 43:03velha história, de um lado a gente tem
- 43:04metiformina, por exemplo, né? Clássico,
- 43:07que tem algumas evidências, né? Análises
- 43:09de longuíssimo pr
- 43:11mostrando que pode diminuir risco
- 43:13cardiovascular, outros estúdios dizendo
- 43:15que não, etc. E do outro lado a gente
- 43:17tem a HLT2 de LP1 com 300 estudos
- 43:19mostrando meio que uniformemente que
- 43:21diminui risco cardiovascular, mas mais
- 43:24uma vez a maioria dos pacientes
- 43:25randomizados nesses estudos eram de
- 43:27prevenção secundária ou pelo menos de
- 43:28alto risco. Então o que que a diretriz
- 43:31diz, né? Em pacientes com síndrome
- 43:33cardinal metabólico estágio dois ou três
- 43:35com diabetes tipo 2 e que tem o prevente
- 43:38CVD maior ou igual a 75%, aí você deve
- 43:42considerar SLT2 ou GLP1, sendo que
- 43:48o custo, a custa efetividade, né, é mais
- 43:51favorável pro SLT2, que é bem mais
- 43:53barato do que pro GLP1, né?
- 43:57Outra coisa, se você tá com paciente com
- 43:59diabetes tipo 2 e que tem um IMC acima
- 44:03de 30, você pode considerar cirurgia
- 44:06bariátrica, né, metabólica.
- 44:08Eh, as indicações vão ficando mais
- 44:11permissíveis nesse sentido.
- 44:13Classicamente as indicações era MC acima
- 44:16de 40, independentemente de comorbidade,
- 44:18IMCA igual a 35 na presença comorbidade.
- 44:21Já tem alguns anos que a ADA coloca
- 44:23isso, né? Que se foi MC mai 30 e
- 44:25diabetes, principalmente diabetes de
- 44:26físico controle, você poderia considerar
- 44:28já bariátrica, né? Temos uma tabela
- 44:31interessante, já que tá falando de
- 44:33tratamento de diabetes, é como manejar
- 44:35efeitos adversos de terapia com GLP1.
- 44:38Não vou entrar em detalhes aqui porque a
- 44:39gente já fez esse podcast aqui
- 44:41razoavelmente recente, 10 meses atrás,
- 44:42já foi visto por mais de 5.000 pessoas
- 44:44que tem quase 1 hora e meia de de
- 44:47duração em que eu e Zé Roberto a gente
- 44:50discute bem direitinho como manejar
- 44:52efeito colateral de GLP1. Então acessa
- 44:54lá se você ainda não viu. Lição número
- 44:57quatro. O que é que o cardiologista tem
- 44:58que saber sobre o tratamento da doença
- 45:00renal crônica? Então vamos lá.
- 45:03Até pouco tempo atrás, 20 anos atrás,
- 45:05quando era estudante de medicina,
- 45:08eh basicamente o que a gente tinha para
- 45:10diminuir proção de nefropatia era isso
- 45:12aqui, era os inibidores de sistema
- 45:14renino geotcina endosterona e e bra, né?
- 45:16Basicamente nos últimos anos a
- 45:18nefrologia sofreu uma revolução, né,
- 45:21para melhor. Então surgiu ali os ISLT2
- 45:24com estudos como dapacid e empaquidne e
- 45:27coisas do tipo, mostrando que o uso de
- 45:29SLT2 diminuía a projeção nefropatia,
- 45:31diminuía evento cardiovascular. A gente
- 45:34teve estudos com os antagonistas
- 45:37mineralocorticóides não esteroidais, né,
- 45:39tipo afinerinona, mostrando diminuição
- 45:42de projeção de nefropatia e também de
- 45:44eventos cardiovasculares em pacientes
- 45:45com diabetes, né, e nefropatia. E a
- 45:49gente tem um estudo flow
- 45:51com pacientes com DM2
- 45:54e doença renal crônica,
- 45:57em que a semaglutida mostrou também
- 45:58diminuição de desfecho cardiovascular,
- 46:00diminuição de projeção de nefropatia. já
- 46:02tem alguns estudos preliminares ali com
- 46:04tisepatida também mostrando esse mesmo
- 46:05sentido e tal. Ou seja, a gente tem
- 46:07esses quatro pilares agora de tratamento
- 46:08de nefropatia. E muito cardiologista
- 46:10fica em dúvida, poxa, na hora que tem
- 46:12muita opção, eu não sei qual é o
- 46:13fluxograma, quer que eu começo primeiro,
- 46:14quer que eu começo depois, quando é que
- 46:15eu uso, tal. A diretriz traz um resumo
- 46:18da ópera. Então, primeiro lembrar, né,
- 46:20qual a definição de nefropatia, né,
- 46:23basicão. Clí menor do que 60. Ah,
- 46:26Eduardo, mas não é menor do que 90, já
- 46:27não é estágio dois. Pois é, mas a
- 46:28definição de doença renal crônica, né, é
- 46:31essa. Ou eh clerice creinina menor do
- 46:34que esses 60
- 46:36persistentemente, né, por mais de 3
- 46:38meses, mais de de algumas dosagens para
- 46:41diferenciar de ira, né, e ou relação
- 46:45alumina cretinina maior do que 30 mg por
- 46:48g, né, amostra isolada de urina também
- 46:50de forma persistente. Pode ser um ou
- 46:53outro ou os dois. Comumente vem os dois
- 46:54associados, né?
- 46:57Beleza? Como é que eu vou tratar esse
- 46:58paciente aí? A primeira grande pergunta
- 47:00é a seguinte: esse paciente tem diabetes
- 47:02ou não? Por quê? Dessas quatro opções
- 47:05aqui que a gente tá mostrando, eh, ieca,
- 47:09gliflosinas, finerinona e agonista LP1,
- 47:12esses dois aqui do canto, né? Finerinona
- 47:14e agonista LP1, a evidência é base
- 47:18basicamente para paciente com nefropatia
- 47:20por diabetes. E é isso que vai tá aqui
- 47:23na diretriz. Tem um pequeno, porém, né?
- 47:25Mais uma vez a diretriz saiu, sei lá, 7
- 47:28dias atrás. 10 dias atrás saiu o estudo
- 47:31Find CKD no New England, mostrando que a
- 47:34Finerinona também foi benéfica em
- 47:36diminuir progressão de nefropatia na
- 47:38nefropatia de origem não diabética.
- 47:40Então, ou seja, a diretriz já tá
- 47:42desatualizada nesse sentido, mas ok,
- 47:44tirando esse esse pequeno asterisco aí,
- 47:47então é importante você saber se o
- 47:48paciente tem diabetes ou não. Se o
- 47:50paciente tiver diabetes, acabou, ele vai
- 47:53ganhar terapia dupla com antagonista eh
- 47:57de sistema renina geotenscinodosa, né?
- 47:59Pode ser um IECA, pode ser um BR ou um
- 48:02ou outro e vai ganhar o ISLT2, essas
- 48:05duas terapias combinadas. É isso. Você
- 48:08espera um tempo, normalmente você vai
- 48:10reavaliar, não, cheguei na dose máxima
- 48:12do IECA, tô usando lá a gliflosina
- 48:15direitinho, tal. Vou esperar de tr a se
- 48:17meses, vou repetir a albuminúria para
- 48:20ver se a albuminúria ficou abaixo de 30.
- 48:23Não ficou abaixo de 30.
- 48:26Eh,
- 48:27tá com album minoria persistente, ou
- 48:30seja, terapia dupla não resolveu. Agora
- 48:32eu vou ter que considerar associar
- 48:34aquelas outras medicações. Quando é que
- 48:35eu vou associar? né? E aí tem aquilo,
- 48:38né? Você tem essas duas opções, tem
- 48:40agonista de LP1 e você tem a finerinona,
- 48:45né? Finerinona, o critério que a
- 48:47diretriz coloca, o paciente que tá
- 48:48usando terapia dupla e que mantém hack
- 48:51acima de 30 mg por g, GLP1 seria aquele
- 48:55paciente que tá usando terapia dupla e
- 48:56manter uma rack acima de 100 mg por
- 48:58gama. Obviamente você vai ver o paciente
- 49:01como um todo. Então se além de além de
- 49:03ter uma nefropatia persistente,
- 49:05independentemente de proteina, o
- 49:06paciente tem uma hiperglicemia, uma
- 49:09glicada que tá muito fora do alvo, tem
- 49:11obesidade, tem doença hepática,
- 49:14gordurosa, né, metabólica, tal, a
- 49:16tendência você associar gelipão de todo
- 49:17jeito, porque aí você já vai resolver
- 49:19uma atacada só, né? Se o paciente
- 49:22persiste, aí você vai usar geralmente um
- 49:24ou outro, né? Aí vai pra terapia tripla.
- 49:26Se o paciente persiste com minorriure,
- 49:28apesar da terapia tripla, aí você
- 49:29consideraria fazer terapia quádrupla,
- 49:31né? Associar IECA com ISLT2, com
- 49:35finerinona com GLP1, certo? Beleza? Não,
- 49:39Eduardo, é um paciente que não tem
- 49:40diabetes. Aí você vai ter que ver o
- 49:42seguinte, se ele não tem diabetes, ele
- 49:44tem uma
- 49:46relação albumina cretinina maior do que
- 49:4830, não, não tem. Ele tem um clí 50, mas
- 49:51não tem abomino. Então, teoricamente
- 49:53aqui a gente não tem grandes evidências,
- 49:55né, de de medicações que vão diminuir eh
- 49:58risco cardiovascular, né, eh eh prestão
- 50:01de nefropatia e tal. Outro ponto é não,
- 50:03ele tem relação minacretina maior do que
- 50:0630, aí ele vai ganhar a terapia dupla
- 50:08basicamente, né, que é a mesma terapia
- 50:11dupla que a gente já falou ou é cobrar
- 50:12de um lado e2 do outro, né? Então tá
- 50:15aqui o protocolo. Então vejam por que
- 50:18que isso aqui é importante do
- 50:19cardiologista saber, né? Mais uma vez,
- 50:24IECA, né? Cardiologo tem que saber
- 50:26quando prescrever, óbvio, né? Não
- 50:28precisa nem dizer. E SLT2, se a gente
- 50:30fosse 10 anos atrás, tinha muita gente
- 50:32dizendo: "Ah, o cardiologista precisa
- 50:33saber isso". Hoje em dia o cardiologista
- 50:35não sabe prescrever HLT2 Jesus, né? A
- 50:38gente já tá muito eh acostumado a
- 50:40prescrever2, né? para diabetes,
- 50:44aprendemos a passar para inocíaco,
- 50:46paração reduzida depois do da PGF,
- 50:48aprendemos a passar para levemente
- 50:51reduzido ou preservada depois dever tal.
- 50:54Então tá ali no nosso dia a dia. A outra
- 50:56indicação é essa que a gente tem que
- 50:57saber que é justamente o paciente que
- 50:59tem nefropatia. Finerinono,
- 51:01cardiologista tem que se acostumar a
- 51:03prcever, tem que se acostumar, não tem
- 51:04como, né? Por quê? Além desses
- 51:06benefícios aqui em paciente, né, que t
- 51:08nefropatia diabética, a gente tem que
- 51:10lembrar do estudo fine arts, né, que foi
- 51:12um estudo que mostrou que em paciente
- 51:13com fação, injeção, né, eh, preservada,
- 51:17levemente reduzida, o uso da finerinona
- 51:19diminuiu a hipernação hospitalar. Então,
- 51:20temos que saber de finerinona também,
- 51:22não tem como. GLP1 temos que saber,
- 51:25óbvio, né? Vamos falar dele daqui a
- 51:27pouco de novo, né? Então, é importante
- 51:29cardiologista saber essas quatro
- 51:31classes, onde elas se encaixam em
- 51:33relação ao manejo do paciente com
- 51:35nefropatia. Até porque não vai ter neve
- 51:38para acompanhar esse povo todo, né?
- 51:40Então você pegou um paciente que tem lá
- 51:42diabetes, clíice de 58, terapia dupla,
- 51:46checa como é que tá a hack. Aí a
- 51:48importância de você saber interpretar
- 51:49hack, lembrar de pedir a hack, porque
- 51:51vai guiar muita coisa. Lição número
- 51:54cinco. Tratamento de sobrepeso,
- 51:55obesidade reduz mês no paciente com
- 51:57atrasclerose. A gente já tá falando
- 51:58disso há muito tempo, né? Vamos bater o
- 52:02mesmo martelo do estudo select,
- 52:04principal estudo da cardiologia no ano
- 52:072023. Na nossa opinião, se você tem um
- 52:09paciente que tem MC maior ou igual a 27,
- 52:11que tem doença aterosclerótica
- 52:12confirmada, tratamento com GLP1
- 52:16vai diminuir mice. Lembrando que aqui é
- 52:18especificamente, né, o tratamento com
- 52:21semaglutida, né, na dose de 2.4 mg por
- 52:24semana, foi o a formulação usada lá no
- 52:26estudo select, né, teremos ainda os
- 52:29estudos de fase três de desfecho
- 52:31cardiovascular com eh
- 52:35com tesepatida, etc. não temos ainda.
- 52:37Então, a grande evidência aqui realmente
- 52:39seria para serem magaglutida. E aí, como
- 52:41é que fica aqui o manejo do paciente que
- 52:42tem obesidade e atraesclerose? Exemplo,
- 52:45paciente que infartou e tá com MC27, né?
- 52:48A maioria dos pacientes que infartaram
- 52:50tem isso, por exemplo, né? Então, ah, é
- 52:53isso. Você vai fazer mudança de estilo
- 52:55de vida, vai fazer terapia com GLP1, né?
- 52:59Mais uma vez, né? O que foi testado no
- 53:01select foi semaglutida 2.4 mg, né? ia
- 53:04progredir na dose, chegava na dose alvo
- 53:06de 2.4, perdeu peso adequadamente,
- 53:08perdeu pelo menos 5, 10% de peso, show,
- 53:11vamos que vamos, né? A gente sabe,
- 53:12falamos isso em podcasts prévios, tem
- 53:16que ter pelo menos essa perda ali de 5,
- 53:1810% pelo menos para você começar a ter
- 53:20efeitos cardiometabólicos favoráveis e
- 53:23tal, né? Não, o paciente não respondeu.
- 53:25Cheguei na dose alvo lá do glutido, por
- 53:27exemplo, e o paciente não perdeu o peso
- 53:30adequadamente, né? Os estudos mostram,
- 53:33fica ali na faixa de 10, 15% dos
- 53:36pacientes colocados em trials de GLP1
- 53:39que não respondem adequadamente à
- 53:41medicação. Pode acontecer. Aí você
- 53:43consideraria mandar esse paciente paraa
- 53:45cirurgia bariátrica, né? Mas mais uma
- 53:48vez aqui a gente fala demais isso. Você
- 53:51pegou um paciente pós infarto, paciente
- 53:52faltou um mês atrás, vem pro seu
- 53:54consultório. Agora o cardiologista foi
- 53:57doutrinado, né, no bom sentido de não
- 54:00tolerar uma pressão fora do alvo. Ah, a
- 54:02pressão tá 150%. O cardiologista fica
- 54:04incomodado, fala: "Não, isso não pode,
- 54:05tomou remédio hoje, vou aumentar a
- 54:07medicação, tal, tal, tal". Ele vai
- 54:08almejar a pressão controlada. Se esse
- 54:11mesmo paciente tá lá com LDL 92, o
- 54:13cardiol fica incomodado. Não, não pode,
- 54:15tem que ser bem mais baixo do que isso,
- 54:17tal. Aí pode até discutir se é 40, 50,
- 54:2055, aí vai ter divergência de sociedade
- 54:23para sociedade. Mas 92 LDL, todo
- 54:25cardiologista vai ficar super incomodado
- 54:27com isso, vai considerar associar a
- 54:29medicação mais pesada, etc, etc. Né? Ah,
- 54:33o paciente diz que tá fumando ainda.
- 54:36Todo carneologista fica mordido com
- 54:38isso. Pelo amor de Deus, pai, de fumar.
- 54:39Talvez seja a de tudo que você pode
- 54:42fazer, talvez seja isso que traga maior
- 54:44quantidade de vida, né, em termos de
- 54:45anos ganh e tal. Mas mais uma vez, muito
- 54:48cardiologista ainda é permissivo. Ah, tá
- 54:50com MC de 28, não, tá só um pouquinho
- 54:51gordinho, deixa quieto. Isso aí não tem
- 54:53grandes repercussões, né? Ou tá com MC
- 54:55de 32, não, eu já tentei perder peso
- 54:57várias vezes. Não, mas vamos tentar mais
- 54:58uma vez. Daqui, se não der certo, daqui
- 55:00a uns dois anos a gente pensa em eh
- 55:01pensa em remédio, né? Vamos tentar
- 55:03emagrecer de verdade, sem ajuda. Como
- 55:05assim? Né? Você não fala pro paciente:
- 55:07"Ah, tá pressão de 150 por 100." Não,
- 55:09então vamos tentar baixar essa pressão
- 55:10de verdade no esforço, né? Não vamos
- 55:13ficar apelando para remédio, né? Isso
- 55:14tá. Qual é o cardiologista que fala
- 55:16isso? Nenhum. Então, toma aqui o
- 55:17remédio, vamos controlar essa pressão.
- 55:19Ou o paciente tá lá com LDL de 100
- 55:22pós infarto, você fala: "Olha, vamos
- 55:24tentar baixar esse LDL só na mudança de
- 55:25estilo de vida, né? Sem jeitinho, né?
- 55:28Sem estatina. Para que estatina?". Óbvio
- 55:29que ninguém fala isso. Toma aqui a
- 55:30estatina, vamos baixar esse LDL. Então,
- 55:33mesma coisa, né? A obesidade, a gente
- 55:35sabe que é uma doença multifatorial,
- 55:37ultra complexa de tratar, né?
- 55:39Felizmente, a gente tem muita medicação
- 55:40boa hoje em dia para tratar o paciente
- 55:42com sobrepeso, obesidade e melhor ainda,
- 55:45a gente tem medicação que mostrou
- 55:47diminuição de risco cardiovascular, que
- 55:49é o desfecho mais nobre que a gente
- 55:50quer. Então, não seja permissível com
- 55:52sobrepeso, obesidade, principalmente no
- 55:54paciente de prevenção secundária. Sexta
- 55:56lição. Agora indo pra parte final, não
- 55:58esqueço doença hepática metabólica, né,
- 56:00a antiga esteatose hepática, né? Então,
- 56:03o que é que ele fala, né, aqui a
- 56:06diretriz entre adultos com síndrome
- 56:09cardinal metabólica,
- 56:11né, e que tem diabetes ou que tem dois
- 56:15ou mais fatores cardiometabólicos,
- 56:18exemplo, né, hipertensão,
- 56:21hipertrolicitemia,
- 56:22sobrepeso, obesidade. Ou seja, você
- 56:24pegou o paciente hipertens com MC de 28,
- 56:27pronto, ele já tá aqui nessa categoria,
- 56:29né? O que é que você deveria fazer? E
- 56:32aqui é a minoria da minoria da minoria
- 56:34dos carrilos que faz. E a gente tem que
- 56:35se acostumar a fazer isso. Você vai ter
- 56:37que calcular o fib que é o qu daqui é um
- 56:40um score, né? Que vou mostrar aqui.
- 56:43Super simples, ó. Você tem que botar a
- 56:44idade aqui do paciente, ó, 42 anos. Aí
- 56:46vai ter que botar os níveis aqui de TGO,
- 56:49TGP, digamos que esteja 43 um, 50 o
- 56:52outro. E vai ter que botar nível de
- 56:53plaqueta. Ah, 148.000.
- 56:56Pronto, acabou. né? Essas quatro
- 56:58variáveis só que você vai ter isso
- 57:01praticamente de rotina, ou seja, não vai
- 57:03ter que pedir um exame caríssimo, nada
- 57:05disso. Isso aí vai ser a triagem. E aí,
- 57:07como é que eu vou interpretar isso?
- 57:09Depende da idade do paciente. Vamos
- 57:10pegar aqui paciente 35, 64 anos. Se vier
- 57:13esse score FIB for abaixo de 1.3,
- 57:15tranquilo, né? Cada um, dois anos, eu
- 57:17repito isso. Vida que segue. A chance
- 57:21desse paciente ter alguma eh
- 57:22acometimento hepático mais relevante é
- 57:25muito pequena. Já se vier acima de 1.3
- 57:29aí, beleza, aí eu vou ou mandar pro
- 57:30hepatologista ou vou pedir uma
- 57:33elastografia, né, por ultrassom, né, ou
- 57:35por ressonância, enfim, mas eu vou
- 57:38investigar melhor, certo? Basicamente é
- 57:40isso. E aí, como é que eu interpreto?
- 57:42Ah, pedir elastografia. E também tem a
- 57:44interpretação aqui, né? Ah, veio menor
- 57:46do que oito, deixa quieto. Veio acima de
- 57:48oito, eu vou tender a mandar para o o
- 57:50gastro, hepato, né? Enfim. Por que que
- 57:52isso aqui é importante, pessoal?
- 57:53Primeiro, antes, né? Então tá aqui, se o
- 57:56paciente tem esses fatores de risco
- 57:57aqui, você deveria calcular o FIBF dele
- 58:00todo ano, tal. Se ele não tem isso, mas
- 58:02tem pré-diabetes, você deveria calcular
- 58:05o FIBF também. Veja, muito comum a gente
- 58:07pegar paciente com prédiabetes no
- 58:08consultório ou que tem hipertensão e tá
- 58:10um pouquinho acima do peso, ou que tem
- 58:11hiperlistidemia e tá um pouco acima do
- 58:13peso. Maioria dos pacientes que a gente
- 58:14vê no consultório estão assim, né, no
- 58:16final das contas. Por que que isso é
- 58:18importante?
- 58:19nos países desenvolvidos, né, a doença
- 58:21hepática gordurosa, né, tem vários nomes
- 58:24diferentes. Eu vou chamar de doença
- 58:25hepática gordurosa, né, mas tem, né, que
- 58:28é doença hepática, eh, disfunção
- 58:31hepática associada à alteração
- 58:32metabólica, né, não alcoólica, enfim,
- 58:35doença hepática gordurosa, resumindo,
- 58:37né, associada com alterações
- 58:38metabólicas, nos países desenvolvidos já
- 58:40é a principal causa de de cirrose,
- 58:44hepatopatia terminal.
- 58:46Tá aumentando a prevalência por adivinha
- 58:48o quê? eh cada vez mais a população está
- 58:50acima do peso, sobrepeso, obesidade
- 58:52aumentando, Estados Unidos, Brasil,
- 58:54enfim, um fora. Então, e geralmente
- 58:58esses pacientes quando eles chegam no
- 58:59especialista, eles já chegam já com o
- 59:01dano causado. É a mesma coisa de a gente
- 59:03ficar esperando, né? Quando o paciente
- 59:05fizer uma demaguda de pulmão, quando ele
- 59:07abrir um quadro de inscência cardíaca,
- 59:08alguém vai me mandar para mim, que sou
- 59:10cardiologista, aí você já pegou o
- 59:11paciente, né, com com leite derramado,
- 59:13né?
- 59:14>> [roncando]
- 59:15>> Então, do mesmo jeito que a diretriz
- 59:16fala isso de você se ligar na pré ser,
- 59:18né? Ah, pede ali o BNP no paciente que é
- 59:21com que tem diabetes, vier alto, eu já
- 59:23vou me ligar e já vou tomar atitudes
- 59:26preventivas para evitar desse paciente
- 59:28chegar para mim depois com fração de 40%
- 59:30já todo detonado, tal. Mesma coisa aqui,
- 59:32né? Aqui a gente vai triar antes do mal
- 59:34acontecer. Eduardo, mas não é melhor
- 59:35pedir ultrassom, não, porque eu sempre
- 59:37aprendi que eu pedi ultrassom e aí via
- 59:38lá, né, aspecto eh hiperrefringência,
- 59:42né, na na loja hepática, né, sugestivo
- 59:44de de esteatose, né, veja, ultrassom,
- 59:48ele deixa passar muito caso. Então,
- 59:50quando você vai paraas recomendações, e
- 59:52a American Heart agora assimilou isso,
- 59:54mas a várias outras sociedades, elas não
- 59:57recomendam ultrassom normal, né,
- 1:00:00bidimensional, que a gente tá acostumado
- 1:00:01como triagem. Não, você faz a triagem
- 1:00:03pelo FIBF. Se o FIBF passar desse valor
- 1:00:06aqui que a gente mostrou, né, de 1.3 ou
- 1:00:08dois, né, se for paciente idoso, aí que
- 1:00:11você iria não para um tração normal, mas
- 1:00:13você iria para uma elastografia, né, que
- 1:00:15tem que ser um pro específico, enfim, ou
- 1:00:18mandar para o especialista, né? O que é
- 1:00:21que isso vai mudar na minha conduta?
- 1:00:23Você pode me perguntar, beleza, Eduardo,
- 1:00:25eu tô aqui, ó, tô aqui com o paciente
- 1:00:27que é hipertenso, tá com MC de 28, tá
- 1:00:30com a glicemia de jejum de 104, ou seja,
- 1:00:32ele trlicerido de 180, paciente do dia a
- 1:00:35dia. Calculei o FIBF dele, veio
- 1:00:38alterado, veio 1.7, é um paciente da
- 1:00:41minha idade, tá alterado, pedi
- 1:00:43elastografia, veio alterado também. O
- 1:00:46que é que isso vai mudar a conduta? a
- 1:00:48gente lembrar, né, que o tratamento da
- 1:00:50doença hepática gordurosa, né, associada
- 1:00:52à disfunção metabólica, ela tem alguns
- 1:00:55pilares ali, né, tem a toda a parte
- 1:00:57mudança estilo de vida, né, reduzir
- 1:00:59peso, fazer exercício físico, se
- 1:01:01alimentar melhor, etc. Mas também vão
- 1:01:03aparecendo estudos importantes como o
- 1:01:05Essence, né, que saiu ano passado e que
- 1:01:07a gente viu, né, a semaglutida quando
- 1:01:09usada, mais uma vez, quando usada nesses
- 1:01:11pacientes aí diminuindo progressão de
- 1:01:14hepatopatia, né, e por aí vai. Então,
- 1:01:18cada vez mais a gente tem armamentário
- 1:01:20nesse sentido. Começam a sair também
- 1:01:22subanálise já de tr com tis hepatida,
- 1:01:24vai sair depois tepatida nessa parte
- 1:01:26também de mold, né, da da doença
- 1:01:29hepática, gordurosa e tal. Então temos
- 1:01:31coisas para mexer. E a última coisa
- 1:01:33basicão, a gente já, eu lembro que eu
- 1:01:35tava na faculdade, meu pai já falava
- 1:01:36disso, meu pai é cardiologista, ol,
- 1:01:37lembro da pineia do sono, etc. Mas o
- 1:01:40fato é que a gente ainda esquece muito,
- 1:01:41né? Então não esqueça da pineia do sono,
- 1:01:43tá? Aqui a recomendação para adultos com
- 1:01:44síndrome cardinal metabólica e que tem
- 1:01:46obesidade, você deve triar para a pneia
- 1:01:49do sono através de scores específicos.
- 1:01:51Tá aqui um dos scores que é o stop bang,
- 1:01:53né? Você já deve,
- 1:01:57né? Então, ó, s de snor, ah, t de tarde,
- 1:02:02né? O paciente se sente cansado ao longo
- 1:02:04do dia, etc. Ele eh ronca alto, né? Ou
- 1:02:08de observar, né? Alguém já observou que
- 1:02:10você para de respirar, né? A pineé
- 1:02:12observada, né? P de pressure, né? Você
- 1:02:14tem pressão alta aí bang, né? B de BMI,
- 1:02:17né? IMC. A de age, você vai colocar aqui
- 1:02:21a idade, N de next circumference, né?
- 1:02:24Vai medir aqui a o diâmetro do pescoço
- 1:02:26para ver se tá acima de 40 cm. E o G de
- 1:02:30gender, né? Então veja, tem alguma coisa
- 1:02:32aqui do outro mundo, nada, né? Para você
- 1:02:34preencher isso aqui, você vai gastar um
- 1:02:36minuto, vai fazer algumas perguntas pro
- 1:02:38paciente, já calculou o IMC, assim,
- 1:02:40espero, né? Já medi o peso do paciente,
- 1:02:42você já sabe a idade do paciente, você
- 1:02:44já sabe gênero, vai ver lá, vai medir,
- 1:02:46pronto. A única coisa que você tem que
- 1:02:48fazer a mais, além das perguntas, é
- 1:02:49medir a circunferência do pescoço.
- 1:02:50Colocou aqui, veio maior ou igual a
- 1:02:53três, né? Isso aqui é um bom rastreio
- 1:02:56para predizer que o paciente tem a pne
- 1:02:57do sono moderada. É importante.
- 1:03:00Ah, Eduardo, mas vai mudar o que minha
- 1:03:01conduta? Vou passar sipap aí. Eu não
- 1:03:03tenho CPAP para passar aqui, sei lá, no
- 1:03:05SUS, tal. Mas veja, o alvo do
- 1:03:08tratamento, a base do tratamento de
- 1:03:10pineia do sono nesse tipo paciente é o
- 1:03:12quê? Perda de peso, né? Você atuar na
- 1:03:14causa, né? Porque que isso vai mudar a
- 1:03:16conduta, lembra, né? A gente tem o
- 1:03:17sormount ou esse aí, né? Que saiu aí,
- 1:03:21ah, esse aqui agora eu não lembro se foi
- 1:03:2224, foi 25, mas usando tizepatida, né?
- 1:03:25Então, pegou o paciente, tinha dois
- 1:03:26grupos, tinha um grupo que já usava
- 1:03:28CPAP, tinha um grupo que não usava CPAP,
- 1:03:30né? E aí comparava tepatida com placebo.
- 1:03:32O que é que se viu? diminuiu bastante o
- 1:03:35índice de apneia e popineia em ambos os
- 1:03:37grupos, né? Se você for ver aqui uma
- 1:03:39redução de índice de apneia de eh apneia
- 1:03:41hipopineia de mais de 50%, né? Melhorou
- 1:03:44qualidade de vida, tal. Então, mais uma
- 1:03:46vez temos armamentário para isso.
- 1:03:50Beleza? Então, resumindo agora, depois
- 1:03:51de uma hora de discussão, Eduardo, que é
- 1:03:54que eu tenho que saber se você fosse
- 1:03:55fechar tudo agora de síndrome cárdenal
- 1:03:58metabólica, você acha que daqui a um mês
- 1:04:01vai estar todo mundo no consultório
- 1:04:02abrindo a tabela, olhando lá e colocando
- 1:04:05hipóteses diagnósticos, paciente
- 1:04:06hipertenso, diabético, síndrome, cádio,
- 1:04:09renal metabólico, estágio dois? Não
- 1:04:11acho, sinceramente não acho. Mais uma
- 1:04:14vez, a classificação, estadiamento não é
- 1:04:15tão simples. E como a gente viu aqui
- 1:04:19para as inúmeras condutas que a gente
- 1:04:20viu ao longo da da discussão, a maioria
- 1:04:23delas já tá ali dentro do guideline
- 1:04:25específico, né? Trata ou não trato uma
- 1:04:27pré-hipertensão com com remédio de cara?
- 1:04:30Tá lá no guideline de hipertensão ou de
- 1:04:32círome carrena metabólica. Não vai mudar
- 1:04:33isso. Dou ou não e achar ele T2 de cara
- 1:04:36para um paciente que tem diabetes. Tá lá
- 1:04:38nos guidelines específicos de diabetes,
- 1:04:40tal. não vai mudar por ele ter recebido
- 1:04:43o carimba ali de síndrome cardenal
- 1:04:44metabólica, né? Mas acho que tem quatro
- 1:04:47pontos aqui para o resumo da ópera que
- 1:04:49nós como cardiologistas, clínicos,
- 1:04:51geriatras, né, a gente não pode
- 1:04:53esquecer, né? Siga sua rotina, óbvio,
- 1:04:56né? Veja a parte cardiometabólica do
- 1:04:58paciente todo direitinho. Você vai medir
- 1:04:59circunferência abdominal, vai medir
- 1:05:01pressão, vai olhar lipidograma, vai ver
- 1:05:04LPA, tudo aquilo que a gente já falou em
- 1:05:06outros podcasts. Mas quatro pontos
- 1:05:07importantes. Primeiro, não seja
- 1:05:09permissível com obesidade sobrepeso, né?
- 1:05:11tá aí saindo uma vastidão de trabalho,
- 1:05:14mostrando o quanto obesidade sobrepeso
- 1:05:17são maléficos e do outro lado como
- 1:05:20tratar a obesidade sobrepeso. Quer seja
- 1:05:22mudança de estilo de vida, quer seja com
- 1:05:24as medicações mais novas, vai trazendo
- 1:05:25benefício pro paciente. Então, do mesmo
- 1:05:27jeito que você não tolera um paciente
- 1:05:28pós infarto, que tá com pressão fora da
- 1:05:30meta, LDL fora da meta e não deveria
- 1:05:32tolerar mesmo, porque a gente sabe que
- 1:05:33isso vai diminuir risco, você não
- 1:05:35deveria tolerar também um paciente com
- 1:05:36MC de 28, 29 que tem condição, né, de
- 1:05:39comprar a medicação. Não esqueça de
- 1:05:41pedir relação alumina cretinina,
- 1:05:43Eduardo. Tem que pedir relação alina
- 1:05:44cretina para todo mundo. Veio um
- 1:05:45paciente de 18 anos aqui fazer um
- 1:05:46checkup no consultório, vou pedir? Não,
- 1:05:48né? A evidência maior é pros pacientes
- 1:05:50que já t hipertensão, diabetes, DRC
- 1:05:55associado. E não é pedir uma vez só,
- 1:05:57não, né? Principalmente no caso de ter
- 1:05:59vindo alterado acima de 30. O ideal é
- 1:06:01que você coloque abaixo de 30 isso.
- 1:06:04Através das intervenções que a gente já
- 1:06:05viu. Não esqueça de calcular FIBF.
- 1:06:09Mais uma vez a gente falou da dessa
- 1:06:11questão da hepatopatia e veja qual a
- 1:06:13principal dos pacientes que tênos
- 1:06:17tal, qual é a principal causa de morte?
- 1:06:19É o fígado, não é? Coração, né? Do mesmo
- 1:06:21jeito que maioria dos pacientes com DRC
- 1:06:23morrem de problemas cardiovasculares, a
- 1:06:25maioria dos pacientes diabéticos morrem
- 1:06:27de causas cardiovasculares. Então,
- 1:06:30o importante é que você cuide do
- 1:06:32paciente como um todo. FIBF, você
- 1:06:34calcula rapidinho ali, deu alterado. Ou
- 1:06:37você pode pensar em mandar já direto pro
- 1:06:38hepatologista ou você pode
- 1:06:40tranquilamente pedir uma elastografia e
- 1:06:42checar antes, né, se tá alterado ou não.
- 1:06:44E não esqueça de triar pra salus, né? A
- 1:06:47pineia do sono, é prevalência altíssima,
- 1:06:50né? Se a gente for pegar a população
- 1:06:52americana do pessoal que tem sobrepeso,
- 1:06:5460% mais ou menos, tem uma metaálise do
- 1:06:57ano passado, 60% tinham algum grau, né,
- 1:07:00de apneia do sono, né, aí de leve para
- 1:07:01cima, se a gente ia pra obesidade
- 1:07:03passava de 70% fácil, né? Então assim, é
- 1:07:05muito comum, né? Obviamente se você for
- 1:07:07botar aqueles tem indicação de CPAP, né,
- 1:07:09que seria de moderado para cima, é uma
- 1:07:11proporção menor, mas ainda assim muito
- 1:07:13comum. Então, dá para você criar com
- 1:07:15sals, fazendo para sals, fazendo stop
- 1:07:18bang. Você vai gastar ali alguns
- 1:07:19segundos e vai ter só que
- 1:07:25então fiball super simples de fazer,
- 1:07:27triagem para salagem
- 1:07:31de hack super simples, amplamente
- 1:07:33disponível. É mais esses três aqui é
- 1:07:35muito mais questão de você lembrar do
- 1:07:37que qualquer coisa, né? O grande ponto
- 1:07:40aqui desses quatro, de fato, é a questão
- 1:07:42do tratamento de obesidade sobrepeso,
- 1:07:44que a gente sabe que as medicações ainda
- 1:07:46são caras, então se você tá no SUS, por
- 1:07:48exemplo, ainda você vai ter limitação
- 1:07:50relevante em relação a isso. Beleza? É
- 1:07:54isso, pessoal. Guideline aqui
- 1:07:56interessante, conceitos interessantes,
- 1:07:57muitas dicas boas aqui de de dia a dia
- 1:07:59de consultório. Como sempre, se gostou
- 1:08:01comenta aqui pra gente e não esquece, tá
- 1:08:04aqui na descrição do vídeo o convite
- 1:08:06tanto para o Cardiopers Experience 2026,
- 1:08:10vagas limitadas, como para o nosso curso
- 1:08:12de atualização do Cardiopers. Obrigado,
- 1:08:14até o próximo podcast.
- 1:08:19[música]
- 1:08:19Ahí
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This page contains the full transcript of 7 lições da nova diretriz de síndrome cardio renal metabólica by Afya Cardiopapers, generated from the public captions YouTube serves with the video. The transcript has 12,114 words across 1,838 segments, with the original timestamps preserved so you can click any line to jump to that moment in the embedded player.
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