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6. De onde vêm nossas crenças e pensamentos — Transcript

by Gabriela Macedo · 2,278 words · 335 segments · language en · Watch on YouTube

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  1. 0:00Uma pergunta muito frequente, muito
  2. 0:01válida, que os clientes me fazem em
  3. 0:03terapia e nos atendimentos, é de onde
  4. 0:06vem os nossos pensamentos. Porque muitas
  5. 0:08vezes a pessoa pode ter até raiva, né,
  6. 0:11um certo ranço ali de pensar daquela
  7. 0:14forma. Então, ela tem muitas vezes
  8. 0:15pensamentos indesejados, pensamentos que
  9. 0:17ela não gostaria de ter, pensamentos que
  10. 0:19inclusive geram um sofrimento muito
  11. 0:21grande, né? Porque a gente já viu aqui
  12. 0:23que os pensamentos impactam diretamente
  13. 0:25na forma que a gente se sente e na forma
  14. 0:26que a gente se comporta. Então, acho
  15. 0:29importante falar da onde vem essa
  16. 0:30construção. Quando a gente fala de
  17. 0:33pessoas e seres humanos e psicologia do
  18. 0:35desenvolvimento, a gente tá falando de
  19. 0:38uma área da psicologia, inclusive uma
  20. 0:40matéria bem extensa, né? Na faculdade eu
  21. 0:42tive três semestres, então, psicologia
  22. 0:44do desenvolvimento 1, 2 e três, em que a
  23. 0:46gente estuda o desenvolvimento
  24. 0:48biopsicossocial, ou seja, biológico,
  25. 0:50psicológico e social da criança, né?
  26. 0:53Então, do bebê, desde que ele nasce até
  27. 0:55o momento ali da morte. E até essa
  28. 0:58matéria de morte, luta e cuidados
  29. 0:59paliativos a gente também estuda, a
  30. 1:01gente também maneja. Desde que a gente
  31. 1:03nasce, a gente tá tendo influências o
  32. 1:05tempo todo. E existem até alguns estudos
  33. 1:07hoje em dia que já mostram que a gente
  34. 1:09tem influências inclusive desde quando a
  35. 1:11gente está na barriga da mãe. Então, o
  36. 1:13nível de estresse que a mãe tem, a o
  37. 1:16nível de conversa, né, o o tipo de
  38. 1:19hormônio que a mãe libera. Então, se ela
  39. 1:21tem, por exemplo, se ela está passando
  40. 1:23por uma depressão ou se ela está
  41. 1:24passando por por alguma questão
  42. 1:25psicológica, isso também impacta ali no
  43. 1:28desenvolvimento da criança. Então,
  44. 1:30assim, a gente já tem vários várias
  45. 1:32evidências, né, e várias vários
  46. 1:35estímulos do ambiente e estímulos do da
  47. 1:38nossa família, do ambiente que a gente
  48. 1:39tá inserido para ser e se tornar de
  49. 1:42certa forma o que a gente é. Então,
  50. 1:44geralmente ninguém escolhe o que pensa,
  51. 1:47né? os pensamentos eles simplesmente
  52. 1:49vem, porque desde criança a gente tem
  53. 1:51acesso a certos pensamentos, a certas
  54. 1:54perspectivas de mundo e perspectivas
  55. 1:56sobre a gente, sobre as pessoas e sobre
  56. 1:59eh o ambiente que a gente tá inserido. E
  57. 2:01muitas vezes essas perspectivas vêm da
  58. 2:02nossa família. Isso não significa que a
  59. 2:05gente vai ter exatamente a mesma crença
  60. 2:07e a mesma percepção que a nossa família
  61. 2:09tem. Muitas vezes a gente pode até
  62. 2:11desenvolver uma percepção contrária, mas
  63. 2:13se a gente for parar para pensar desde o
  64. 2:15início da vida, que que acontece quando
  65. 2:17a gente nasce? Nós temos a nossa
  66. 2:21primeira visão de mundo, que é por meio
  67. 2:24da família. Então, tudo que a gente
  68. 2:25conhece, tudo que a gente acessa, tudo
  69. 2:27que a gente experimenta, tudo que a
  70. 2:29gente vive, é aquilo que a família nos
  71. 2:32dá. Família ou cuidadores, né? Porque
  72. 2:34aqui quando eu falo família é
  73. 2:35basicamente as pessoas que estão ao
  74. 2:37redor. Então a gente tem esses
  75. 2:39estímulos, né? Eh, nós somos impactados
  76. 2:42por esses esses estímulos em primeiro
  77. 2:44lugar da família. E aí essa pessoa, essa
  78. 2:47criança, esse indivíduo vai começar a
  79. 2:49crescer. Conforme ele cresce, ele vai
  80. 2:51tendo acesso a escolinhas, a outros
  81. 2:54ambientes, a outras pessoas, a outras
  82. 2:56dinâmicas de funcionamentos, a outras
  83. 2:58opiniões. E aí essa criança começa a ver
  84. 3:02que aquele mundinho que ela conhecia,
  85. 3:04aquele mundinho que ela tem dentro de
  86. 3:06casa, não é um mundo em si, não é só
  87. 3:08aquela realidade que existe. Existem n
  88. 3:11outras realidades, existem n outras
  89. 3:13opiniões e n outras formas de funcionar.
  90. 3:16E a criança a partir do momento que ela
  91. 3:17sai desse ambiente familiar, ela começa
  92. 3:19a ter um acesso mais direto, né? Ela
  93. 3:21começa a ser mais impactada por isso. E
  94. 3:24quem tem filhos aqui, quem já trabalhou
  95. 3:26com criança, sabe muito bem que já pegou
  96. 3:29de alguma forma, já acompanhou essa
  97. 3:31fase, que é a fase da criança perguntar
  98. 3:33sobre tudo. Então, mãe, pai, por que que
  99. 3:35cadeira se chama cadeira? Por que que no
  100. 3:38computador, né, por que tem teclas no
  101. 3:40computador? É porque o verde é verde e
  102. 3:43não azul. E muitas vezes, inclusive pais
  103. 3:46e mães até se estressam um pouco, né? Se
  104. 3:48irritam com essas perguntas, porque
  105. 3:50partem ali do pressuposto de que isso é
  106. 3:51óbvio, mas não é óbvio. Pode ser óbvio
  107. 3:53pra gente que já é adulto e já está
  108. 3:55acostumado a isso, mas muitas vezes não
  109. 3:57é óbvio paraa criança, porque é a
  110. 3:58primeira vez que ela tá tendo contato
  111. 4:00com essas coisas, né? E é a primeira vez
  112. 4:02que ela tá tentando entender o mundo,
  113. 4:04principalmente o mundo externo, porque
  114. 4:06até então a única realidade que ela
  115. 4:08tinha era que existia dentro de casa. E
  116. 4:10aí a gente chega numa fase da vida que
  117. 4:12eu particularmente gosto bastante. Eu
  118. 4:14sei que muita gente odeia essa fase, mas
  119. 4:17eu já trabalhei também com crianças e
  120. 4:18adolescentes, né? Então eu já acompanhei
  121. 4:21isso bastante de perto, que é a fase da
  122. 4:22adolescência. Na fase da adolescência a
  123. 4:24gente tem muito essa necessidade de
  124. 4:27construir uma identidade. Então, ok, eu
  125. 4:29já entendi qual que é a minha estrutura
  126. 4:31familiar, eu já entendi que que o mundo
  127. 4:32tem para oferecer. E agora, com tudo
  128. 4:35isso, quem que eu quero ser? Quem que eu
  129. 4:37quero me tornar? eh a qual grupo eu
  130. 4:39quero pertencer, onde eu quero me
  131. 4:41encaixar. E isso, nisso começa o que a
  132. 4:44gente chama de processo de individuação,
  133. 4:46que é quando a pessoa, o sujeito começa
  134. 4:49a ter uma uma noção de selfie, né? Então
  135. 4:52ele começa a ter uma identidade. Eh,
  136. 4:54grande parte das crenças que a gente tem
  137. 4:56sobre si vem muito nessa fase, né?
  138. 4:59Então, da infância e da adolescência, no
  139. 5:01sentido de quem sou eu, onde eu encaixo,
  140. 5:04né? onde eu pertenço, o que que eu faço
  141. 5:06direito, o que eu não faço direito. E
  142. 5:08tudo isso muitas vezes a gente vai
  143. 5:09reforçando, tendo contato e carregando
  144. 5:12até a vida adulta. Isso, claro, se a
  145. 5:13gente não olha para essas questões e não
  146. 5:15acompanha esse desenvolvimento mais de
  147. 5:17perto, que infelizmente a grande maioria
  148. 5:19das pessoas não tm esse acompanhamento,
  149. 5:21até porque a gente não foi educado para
  150. 5:23isso e não foi estimulado para isso.
  151. 5:24Então também não é culpa nossa a gente a
  152. 5:26gente não ter acesso a essas teorias, a
  153. 5:29essas intervenções. Então, perceba, cada
  154. 5:33fase de desenvolvimento que a gente tem
  155. 5:34na vida vai trazer variáveis,
  156. 5:37influências, impactos diferentes, né?
  157. 5:40Existem teorias que falam que a nossa, o
  158. 5:44nosso psiquê, né, o nosso funcionamento
  159. 5:46psicológico, ele vem da infância. A
  160. 5:49gente já sabe hoje que sim, grande parte
  161. 5:51tem influência da infância, mas a a todo
  162. 5:55momento a gente tá criando crenças novas
  163. 5:57e a todo momento a gente tá adicionando
  164. 6:00novas crenças a esse modelo cognitivo.
  165. 6:02Então, é muito simplista, é muito
  166. 6:04categórica e é muito reducionista a
  167. 6:07gente falar que o nosso funcionamento
  168. 6:09ele vem, ele já foi determinado lá na
  169. 6:11infância, porque hoje de acordo com as
  170. 6:14situações que você vive, de acordo com
  171. 6:16as viagens que você faz, aquilo que você
  172. 6:18come, as pessoas que você conhece,
  173. 6:19aquilo que você experimenta, os hobbies
  174. 6:21que você tem, tudo isso vai
  175. 6:23transformando, te transformando ainda
  176. 6:25hoje. Então, sim, a gente tem muita
  177. 6:27influência, a gente tem muito impacto do
  178. 6:29nosso passado, só que isso não determina
  179. 6:31quem a gente é hoje 100%. Porque muitas
  180. 6:34das coisas que a gente vive hoje também
  181. 6:37estão nos mudando todo santo dia. Então,
  182. 6:40se hoje, por exemplo, você escolhe ter
  183. 6:41um novo comportamento, um comportamento
  184. 6:43diferente que você teve na nos últimos
  185. 6:46meses, você já está mudando, percebe?
  186. 6:49Você já está tendo outras referências,
  187. 6:51outras experiências, outras percepções.
  188. 6:54E isso, na verdade, é muito incrível.
  189. 6:56Porque então, se a todo momento eu posso
  190. 6:58mudar a forma que eu penso, mudar a
  191. 7:00forma que eu me posiciono, então eu não
  192. 7:02estou preso, eu não estou aprisionado,
  193. 7:06né, sendo refém de um modelo que foi
  194. 7:08construído lá atrás e que muitas vezes
  195. 7:10eu não queria que esse fosse esse modelo
  196. 7:12que estivesse aqui ou que muitas vezes
  197. 7:14foi um modelo de pensar, uma forma de
  198. 7:16pensar e uma forma de se posicionar que
  199. 7:18lá atrás funcionou muito bem, mas hoje
  200. 7:20não funciona mais. Pensa bem, se a gente
  201. 7:22for fazer uma analogia simples aqui,
  202. 7:25quando a gente é criança, muitas vezes a
  203. 7:27gente consegue coisas na base da birra,
  204. 7:29fazendo bico, batendo o pé no chão,
  205. 7:32fazendo ali tratamento de silêncio,
  206. 7:33virando a cara e na base da birra. E aí
  207. 7:36o pai e mãe vai lá e nos oferece aquilo
  208. 7:37que a gente queria. Muitos adultos
  209. 7:39inclusive continuam reproduzindo esse
  210. 7:42mesmo comportamento que é um
  211. 7:43comportamento infantil que a gente
  212. 7:44aprendeu lá na infância, porque lá na
  213. 7:46infância dava certo, só que muitas vezes
  214. 7:48para um adulto isso não vai dar certo.
  215. 7:50Então o adulto ele vai precisar eh
  216. 7:52desenvolver novas habilidades, um novo
  217. 7:55repertório comportamental e um
  218. 7:57repertório de pensamento, de
  219. 7:59interpretações que ele não tinha até
  220. 8:01então. E é exatamente aí que entra a
  221. 8:03terapia, porque a gente sempre parte da
  222. 8:05ideia de que se a pessoa está pensando
  223. 8:08dessa forma e se comportando dessa forma
  224. 8:10e ela tá sofrendo com isso, né, e ela já
  225. 8:12tá sofrendo muitas vezes há um bom
  226. 8:14tempo, há muitos meses, é porque ela não
  227. 8:16sabe fazer diferente. Eu sempre comento
  228. 8:18com os meus clientes, eu faço questão de
  229. 8:20reforçar isso aqui e deixar isso
  230. 8:22gravado, né, para vocês verem, reverem
  231. 8:24quantas vezes forem necessárias. Eu
  232. 8:26nunca conheci até hoje ninguém que
  233. 8:28acorda todo dia de manhã pensando,
  234. 8:30nossa, hoje eu tô afim de desenvolver
  235. 8:32uma depressão. Como é que eu vou pensar?
  236. 8:34Como é que eu vou me comportar para
  237. 8:36desenvolver uma depressão? Nossa, hoje
  238. 8:38eu tô afim de falir minha empresa, né?
  239. 8:39Sei lá, minha vida tá um pouco sem
  240. 8:41emoção, um pouco assim, sem drama, né?
  241. 8:43Então, o que que eu vou fazer? Que que
  242. 8:44balde eu vou chutar aqui para falir
  243. 8:46minha empresa? Percebem? Então, assim,
  244. 8:49geralmente as pessoas elas não erram
  245. 8:51querendo errar, elas erram porque elas
  246. 8:53não têm outras referências. elas não
  247. 8:55sabem fazer diferente, elas não sabem eh
  248. 8:58se posicionar, operar, pensar de forma
  249. 9:00diferente, né? E aí a terapia ela entra
  250. 9:03também com essa proposta de aumentar
  251. 9:06essas interpretações, né? Então, ajudar
  252. 9:08a pessoa a enxergar as situações por
  253. 9:11outros vieses, né? por outras
  254. 9:12perspectivas e ajudar essa pessoa também
  255. 9:14a desenvolver novas habilidades,
  256. 9:16principalmente habilidades
  257. 9:18interpessoais, relacionais, sociais,
  258. 9:21para que ela consiga conviver melhor ali
  259. 9:23no dia a dia com as pessoas ao redor
  260. 9:25dela e por aí vai. Vale lembrar também
  261. 9:27que o processo de mudança ele acontece
  262. 9:29ao longo da vida inteira e isso é ótimo
  263. 9:31numa perspectiva até biológica, a gente
  264. 9:33tá falando aqui de um cérebro que tá
  265. 9:35mudando e sendo estimulado o tempo todo.
  266. 9:38Então, como na psicologia a gente tem
  267. 9:39uma visão biopsicossocial, a gente
  268. 9:41avalia também bastante essa parte
  269. 9:43neurológica e essas mudanças corporais,
  270. 9:47físicas mesmo. E vale dizer também que
  271. 9:49nesse processo de mudança, quanto mais a
  272. 9:51gente faz, quanto mais a gente treina
  273. 9:54essa nova forma de pensar e essa nova
  274. 9:56forma de se comportar, mais fácil vai
  275. 9:58ficando e mais isso vai se tornando o
  276. 10:00nosso novo modelo, né? A nossa o nosso
  277. 10:03novo funcionamento psicológico. E até a
  278. 10:06nível biológico, né? Então, na
  279. 10:09psicologia a gente tem essa perspectiva
  280. 10:11biopsicossocial.
  281. 10:12Então, a gente avalia também bastante
  282. 10:14essa parte biológica da coisa de
  283. 10:16mudanças, alterações que a gente tem no
  284. 10:18próprio corpo. Isso é ótimo também,
  285. 10:20porque quando a gente fala de mudar
  286. 10:21formas de pensar e de se comportar, a
  287. 10:24gente tá falando de neuroplasticidade.
  288. 10:26Então, a gente tá falando de um cérebro
  289. 10:27que tá sempre sendo estimulado com
  290. 10:29coisas diferentes e sendo obrigado
  291. 10:31também, né, a funcionar de formas
  292. 10:34diferentes. E isso faz o cérebro ser
  293. 10:36cada vez mais saudável. Então, quando a
  294. 10:38gente repete padrões, a gente está eh
  295. 10:41reforçando sinapses nervosas, caminhos,
  296. 10:44digamos assim, que a gente já construiu
  297. 10:46e já estão muito bem definidos dentro do
  298. 10:48nosso cérebro. Quando a gente fala de
  299. 10:50mudança, a gente tá falando de não
  300. 10:53reforçar mais esses caminhos antigos e
  301. 10:56criar novos caminhos no cérebro. E isso
  302. 10:58gera cansaço, né? E e assim, um cansaço
  303. 11:01emocional, um cansaço mental. Então,
  304. 11:03todo mundo que já tentou mudar sabe o
  305. 11:05quão difícil é mudar. A gente não muda
  306. 11:07de uma hora para outra. A gente precisa
  307. 11:08de repetição. E muitas vezes a gente tem
  308. 11:10uma tendência de cair naquilo que a
  309. 11:12gente já sabe, de cair naquilo que a
  310. 11:13gente já conhece, naquilo que já é o
  311. 11:15nosso padrão, que já é automático pra
  312. 11:17gente e que a gente reforçou ao longo de
  313. 11:19uma vida inteira. Por quê? Porque a
  314. 11:21gente já tem um cérebro viciado nisso,
  315. 11:23digamos assim, que que já tem aquelas
  316. 11:25sinapses ali funcionando faz anos. A
  317. 11:28questão é que muitas vezes essas
  318. 11:29sinapses, esses caminhos, né, isso que a
  319. 11:32gente aprendeu já foi funcional, já foi
  320. 11:34adaptativo em algum momento da vida.
  321. 11:36Hoje nem sempre continua sendo. E é aí
  322. 11:38que entra a mudança. E por isso também
  323. 11:41que mudar é tão difícil, porque a gente
  324. 11:43começa a construir novos caminhos, novas
  325. 11:45sinapses nervosas dentro do cérebro e
  326. 11:48deixar de recorrer àquelas antigas que a
  327. 11:50gente tinha. E aí entra também um
  328. 11:52conceito de aprendizagem que é quanto
  329. 11:54mais a gente treina, quanto mais a gente
  330. 11:56executa, quanto mais a gente traz a sua
  331. 11:58tona, mais isso vai se tornando
  332. 12:00automático pra gente, mais isso se torna
  333. 12:02um hábito. E aí depois a gente pode
  334. 12:04falar especificamente aqui sobre
  335. 12:05processos de aprendizagem.

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