14. As emoções primárias e como reagimos a elas — Transcript
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- 0:00Seguindo então com a nossa temática
- 0:01sobre emoções, eu quero trazer aqui
- 0:03quais são as cinco principais emoções
- 0:05que quem assistiu de novo,
- 0:07divertidamente, um e dois, mas
- 0:08principalmente o primeiro filme, já
- 0:10sabe, né? Já está aí antenada sobre
- 0:13quais são essas emoções. Então, eu quero
- 0:15falar quais são elas, quais são as
- 0:17principais funções delas e como a gente
- 0:19costuma perceber elas no dia a dia e
- 0:22quais são as tendências comportamentais,
- 0:23né? Então, como a gente tende a reagir
- 0:26frente a elas. Isso é importante porque
- 0:29muitas vezes a gente ainda não consegue
- 0:31nomear, né? Uma pessoa que nunca fez
- 0:32terapia, uma pessoa que nunca teve esse
- 0:34hábito, né, esse costume de olhar para
- 0:37dentro, muitas vezes não consegue nomear
- 0:38o que ela tá sentindo, mas por meio da
- 0:41situação, de como ela tá reagindo, o que
- 0:43que ela tá pensando a respeito da
- 0:45situação, a gente começa a guiar essa
- 0:47cliente para ela ir desenvolvendo essa
- 0:49inteligência emocional. Então vamos
- 0:51começar com uma das mais comuns, né, e
- 0:53que acaba sendo a emoção base, a emoção
- 0:55primária, que também acaba puxando
- 0:58outra, que é a ansiedade, né? Só que a
- 1:00ansiedade ela não é uma emoção, ela é um
- 1:02sentimento, ela já tem esse componente
- 1:04cognitivo. Então, por isso que a gente
- 1:06fala que a o medo ele é uma emoção
- 1:08primária e voltado para situações que
- 1:10estão acontecendo hoje, aqui e agora.
- 1:13Então são situações do presente, ao
- 1:15contrário da ansiedade, que tem muito a
- 1:16ver também com essa parte cognitiva da
- 1:18gente ficar pensando sobre o futuro,
- 1:20planejando, né, muitas vezes as coisas
- 1:21ruins ou coisas que podem acontecer, né,
- 1:24catástrofes que podem acontecer, ou
- 1:26então ficar ruminando o passado, né, com
- 1:28medo do passado se repetir e aí a gente
- 1:30entra em estado de alerta. Então, uma
- 1:32das diferenças também entre o medo e a
- 1:34ansiedade é justamente essa. Uma
- 1:36acontece no presente, a outra tá sempre
- 1:38relacionada ao futuro ou ao passado.
- 1:40Então, a função do medo é basicamente
- 1:42nos proteger de ameaças, sejam elas
- 1:45reais ou percebidas. E aqui é importante
- 1:47também porque muitas vezes essa essa
- 1:50situação de risco, ela não é
- 1:53necessariamente arriscada, mas ela é
- 1:55arriscada na nossa cabeça. Então a gente
- 1:57percebe ela como algo arriscado. Então
- 2:00por exemplo, se você tiver no meio de
- 2:01uma floresta e você se depara com uma
- 2:02onça, você está numa situação de perigo
- 2:05de fato. Então muito provavelmente você
- 2:06vai sentir medo. O seu cérebro vai
- 2:08mandar esse sinal pro seu corpo para
- 2:10você se mobilizar para conseguir ou
- 2:12enfrentar essa situação ou fugir dela,
- 2:15que seja ali ficando quieta, né? para
- 2:16que você possa escapar, fugir dessa
- 2:18situação. Mas perceba aqui, a gente tá
- 2:20falando de uma situação real, né? Você
- 2:22de fato corre risco de vida. Outra coisa
- 2:25é a situação, por exemplo, de você estar
- 2:27com medo de receber um feedback negativo
- 2:29do seu chefe. Por mais desconfortável,
- 2:31por mais desagradável que isso seja,
- 2:33isso não vai te matar. Isso não tá te
- 2:35colocando em risco. Mas ok, pode colocar
- 2:38ali em certos níveis, né, a sua
- 2:40reputação em risco. Então, percebe que
- 2:42ela é percebida. Ela não é real muitas
- 2:45vezes, mas ela é percebida, ela é
- 2:47interpretada como algo ruim. Então a
- 2:49gente tem a tendência comportamental,
- 2:50né, frente ao medo de ou enfrentar, ou
- 2:54entrar em estado de alerta ou fugir ou
- 2:57também evitar. Então a gente tem
- 2:58comportamentos de luto ou fuga, mas
- 3:01também de esquiva. Então ou a gente se
- 3:03esquiva da situação ou a gente sai
- 3:04correndo dela. Então essas são
- 3:06tendências comportamentais frente ao
- 3:07medo. E algumas reações fisiológicas,
- 3:09inclusive a respeito da ansiedade, é
- 3:12justamente taquicardia, você suar frio,
- 3:15né? começar a sentir as mãos aí suando
- 3:16frio, você ter uma atenção mais difusa.
- 3:19Então, a pessoa tem muita dificuldade de
- 3:21focar, seja no trabalho, seja num
- 3:23projeto que ela tá tentando executar,
- 3:24quando ela está ansiosa. Por isso que
- 3:26quando a gente fala de emoções, a gente
- 3:27sempre orienta primeiro a pessoa a lidar
- 3:29com essa emoção, né? trazer essa emoção
- 3:31para um estado normal de funcionamento,
- 3:33que a gente chama de estado estado de
- 3:35homeostase, que é um estado de
- 3:37equilíbrio, digamos assim, para que
- 3:38depois ela consiga pensar de uma forma
- 3:40mais racional, mais consciente sobre
- 3:43aquela solução, sobre a solução daquele
- 3:45problema que ela tá vivendo. Outra
- 3:47emoção que também é muito mal entendida,
- 3:49também tem muitas más interpretações a
- 3:52respeito dela, é a raiva, né? Eu
- 3:54particularmente gosto muito da raiva,
- 3:56né? trabalhar com raiva, porque eu
- 3:58brinco, eu falo que eu sou uma pessoa
- 3:59meio rebelde, meio questionadora, meio
- 4:02revoltada no sentido de questionar as
- 4:05coisas, né? E no sentido de não aceitar
- 4:07o que é óbvio, porque gente, sou
- 4:08psicóloga, né? É isso aí que temos para
- 4:11hoje. Mas a raiva ela é muito mal
- 4:13interpretada e até em alguns contextos
- 4:15religiosos ela é tida como pecado. Então
- 4:17as pessoas se sentem mal por sentir
- 4:19raiva. Elas sentem culpa muitas vezes.
- 4:21Então elas já tem uma emoção que é a
- 4:23raiva, que não é muito fácil, simples, a
- 4:25gente não aprende a lidar com isso. E aí
- 4:27vem uma emoção secundária, que é a
- 4:28culpa. Então eu me sinto culpado, eu me
- 4:30sinto mal por estar com raiva. Percebe
- 4:32como vai virando uma bola de neve muitas
- 4:34vezes? E aí a raiva é uma emoção que vem
- 4:36à tona quando a gente se sente atacada,
- 4:39quando a gente se sente violentada,
- 4:40quando a gente sente que alguém
- 4:42ultrapassou os nossos limites de alguma
- 4:44forma. Aqui e no material que eu tô
- 4:46usando também, ele fala reagir a
- 4:48injustiças ou frustrações. Então, as
- 4:50tendências comportamentais que a gente
- 4:52tem frente à raiva é confrontar, atacar,
- 4:55impor presença, muitas vezes responder.
- 4:58Quem já sentiu raiva, ou seja, todos
- 4:59nós, sabe muito bem que às vezes a
- 5:01reação da raiva ela é muito automática.
- 5:03E a gente tem, inclusive a raiva como
- 5:05uma das emoções mais difíceis de
- 5:07controlar, né? Mais difíceis de manejar,
- 5:09justamente porque esse tempo entre
- 5:11pensar, sentir e reagir, ele é muito
- 5:14curto. Então, um dos trabalhos que a
- 5:16gente faz em terapia é justamente ajudar
- 5:19a pessoa a ter um tempo maior entre o
- 5:21pico da emoção e a reatividade, né? a
- 5:24reação comportamental frente a essa
- 5:26emoção. Quando a gente fala de controle
- 5:28de impulsos e transtornos que tem a
- 5:30raiva, uma raiva muito intensa, a gente
- 5:32tem o te, por exemplo, que é o
- 5:33transtorno explosivo e intermitente, que
- 5:35são as pessoas mais explosivas. Então, a
- 5:38gente trabalha muito dessa forma também,
- 5:39não sentido de aniquilar a raiva,
- 5:41porque, de novo, ela é importante pro
- 5:43nosso funcionamento, mas no sentido de
- 5:45tornar ela menos intensa e você
- 5:47conseguir ter um pouco mais de tempo
- 5:49entre o pico da emoção e a reação
- 5:52comportamental. E aí temos a tristeza,
- 5:54outra querida muito mal aceita, muito
- 5:56mal interpretada também, né? Acho que
- 5:59não tem, eu não conheço ninguém que
- 6:01acorda todo dia de manhã querendo estar
- 6:03triste, né? ou querendo acordar
- 6:05desanimado, mas a tristeza ela faz muito
- 6:08parte da nossa vida e por mais
- 6:10desconfortável que ela seja e daí a
- 6:12importância da gente desenvolver uma
- 6:13relação mais amigável, né, mais
- 6:15respeitosa, mais compassiva com ela, a
- 6:17tristeza é uma emoção que vem muito à
- 6:19tona quando os nossos valores não estão
- 6:21sendo respeitados, né? Então, quando o
- 6:24rumo da nossa vida não está indo para
- 6:26aquele lado que a gente gostaria que
- 6:27fosse, quando a gente precisa muitas
- 6:29vezes olhar para dentro, né, buscar
- 6:31algum acolhimento, principalmente
- 6:33autoacolhimento, e quando a gente lida
- 6:35com perdas, lutos na vida, porque isso
- 6:38traz, né, uma série de reflexões e uma
- 6:40série de introspecções que outras
- 6:42emoções não trazem. E não à toa uma
- 6:45reação comportamental da tristeza é
- 6:47justamente essa. A gente tende a ficar
- 6:49mais quietinha no nosso canto, a gente
- 6:51tende a não querer sair, a gente se
- 6:53isola das pessoas, a gente não tem
- 6:55paciência muitas vezes, né? Porque não é
- 6:58aquilo que a gente tá precisando no
- 6:59momento, não é interagir com as pessoas,
- 7:01não é trocar ideias, não é conhecer
- 7:03coisas novas. Às vezes, naquele momento
- 7:04que a gente tá precisando é esse espaço,
- 7:07a gente consigo mesma, essa
- 7:08individualidade, é justamente entender o
- 7:10que é importante pra gente ou não, o que
- 7:12que a gente tá fazendo que não está nos
- 7:14aproximando da vida que a gente gostaria
- 7:16de ter ou pessoa que a gente gostaria de
- 7:18ser. Então, a tristeza ela tem muito
- 7:20dessa dessa função também. Inclusive,
- 7:22tem vários exemplos do filme
- 7:24Divertidamente que eu poderia trazer
- 7:26aqui sobre a importância da tristeza. O
- 7:28primeiro filme, inclusive, ele é muito
- 7:30focado nessa briga e nessa relação da
- 7:33alegria com a tristeza. E no fim das
- 7:34contas, a gente chega a conclusão que
- 7:36uma depende da outra. E vale dizer que
- 7:39uma só existe porque tem a outra. A
- 7:41gente só consegue valorizar a alegria e
- 7:44as conquistas porque a gente sabe a dor
- 7:46e a tristeza e a dificuldade que foi
- 7:49todo o processo para chegar nessa
- 7:51conquista. Não à toa quando a gente
- 7:52recebe as coisas de graça ou quando
- 7:54recebe ali de mão beijada, né? Quando
- 7:56quando as coisas caem no nosso colo, a
- 7:58gente tende a valorizar menos. Então eu
- 8:00costumo falar que uma depende da outra e
- 8:02a gente só sabe o valor de uma por conta
- 8:04da outra. Então não tem como a gente
- 8:05escolher uma vida só de alegrias. Esses
- 8:08altos e baixos, eles fazem parte do
- 8:10processo. Os dois são importantes pra
- 8:11gente. E que a gente aproveite, saiba
- 8:14aproveitar os dois da melhor forma
- 8:15possível, porque eles acabam. Esteja a
- 8:17gente no topo, esteja a gente ali no
- 8:19fundo do a gente tem visões diferentes
- 8:20de ambos os lados, eh, de ambas, de
- 8:22ambas as direções, digamos assim. A
- 8:24gente tem uma vista do topo da montanha
- 8:27e tem outra vista quando a gente tá lá
- 8:29no fundo do poço. E eu ouso dizer,
- 8:31inclusive, e longe aqui de romantizar
- 8:33sofrimento, mas eu ouso dizer que grande
- 8:36parte das nossas habilidades
- 8:38comportamentais e de resolução de
- 8:40problemas, elas são eh aprimoradas, elas
- 8:43são construídas quando a gente tá no
- 8:45fundo do poço, porque quando a gente tá
- 8:47no topo da montanha, a gente nem vê
- 8:49necessidade disso, né? Se a gente tá
- 8:50vencendo, se a gente tá bem, se a gente
- 8:52tá alegre, a gente só sega o baile. A
- 8:54gente não tem essa necessidade para
- 8:56parar e refletir sobre, de recalcular
- 8:58rota, de planejar melhor, de pensar
- 9:00sobre os nossos valores. Então, a
- 9:02tristeza, eu acho que ela é uma emoção
- 9:04muito bonita. Eu particularmente adoro,
- 9:07né? Eu gosto muito assim de músicas,
- 9:09principalmente, eu sou muito artística,
- 9:10então músicas melancólicas e etc. Porque
- 9:13eu acho que mostra isso que a gente não
- 9:16tem, a sociedade não ensina a gente a
- 9:19lidar bem com a tristeza, mas é possível
- 9:21lidar bem com ela, respeitar ela quando
- 9:23ela vem no tempo que ela precisa estar
- 9:25ali. Temos também uma emoção que a gente
- 9:27não fala muito sobre, né? Acho que no
- 9:29dia a dia a gente menospreza um
- 9:31pouquinho ela, finge que ela não existe,
- 9:33ela é um pouco mais natural pra gente,
- 9:35que é a emoção de nojo. E é engraçado
- 9:37porque o nojo ele vem muito com uma
- 9:40função de proteger a gente, de
- 9:42intoxicação. E olha que interessante,
- 9:44né? Se você abre a geladeira e você
- 9:46sente um cheiro estranho ou um cheiro
- 9:47muito forte ou você cheira ali o leite,
- 9:51você faz uma cara automática de
- 9:53né? Que cheiro ruim, nossa, que
- 9:56horrível. Ou seja, você sentiu nojo,
- 9:58você sentiu nojo daquele cheiro, daquele
- 10:00produto. Então, é o seu cérebro te
- 10:02impedindo de se intoxicar e, de novo,
- 10:04garantindo a sua sobrevivência. Mas
- 10:06aqui, além dessa questão biológica, né,
- 10:09primitiva, a gente também tem muito nojo
- 10:12em relações sociais. Então, sabe aquela
- 10:14coisa do tipo, hum, acho que a pessoa
- 10:16não passou desodorante hoje? Hum. Nossa,
- 10:19a pessoa não não tá ali legal, o cabelo
- 10:20tá meio feio, tá meio, né? Não sei, meio
- 10:23oleoso. Então, a gente tem essas
- 10:25sensações de de nojo justamente para se
- 10:27afastar daquilo que a gente tem uma um
- 10:30certo um certo nojo mesmo, não tem outra
- 10:32palavra. Então, não entrar em contato
- 10:33com aquilo. Então, a gente tem essa
- 10:35reação de negação, de julgamento, para
- 10:37que a gente se afaste, para que a gente
- 10:38não entre em contato. Então, o nojo tem
- 10:41essa função não só primitiva, mas social
- 10:43também. E entra até muitas vezes num
- 10:45julgamento moral. Então, por exemplo,
- 10:47nossa, eu nunca imaginei que aquela
- 10:48pessoa pudesse fazer esse tipo de coisa.
- 10:51Eu nunca mais vou olhar para ela do
- 10:53mesmo jeito. Eu sinto nojo dela. Agora
- 10:55eu estou com nojo dela. Aqui a gente
- 10:57também tá falando de uma situação de
- 10:58nojo no sentido de ela é tóxica, né, de
- 11:01alguma forma, não pro meu corpo, mas pra
- 11:03minha saúde mental, pra minha moral, pr
- 11:05pros meus valores. Essa pessoa é tóxica,
- 11:07então eu eu já não consigo olhar para
- 11:08ela da mesma forma. eu começo a sentir
- 11:10nojo dela, então eu tenho toda a reação
- 11:13comportamental de me afastar ou de me
- 11:15manter afastada. E aí chegamos na
- 11:16última, né, a queridíssima, que todo
- 11:19mundo gosta, que ninguém rejeita, que
- 11:20todo mundo busca, né, que é alegria. E é
- 11:24engraçado, né, gente, de novo, eu vou
- 11:25fazer referência aqui ao filme
- 11:26Divertidamente, que se você não
- 11:28assistiu, inclusive assista. Você vai
- 11:29aprender muita coisa por meio do filme.
- 11:31Mas uma coisa que eu acho muito
- 11:32engraçada na alegria, eu vou confessar
- 11:34aqui que enquanto eu tava assistindo o
- 11:36filme, eu senti muita raiva da alegria,
- 11:39porque a alegria é muito chata, gente. É
- 11:41aquela personagem que ela tá sempre bem,
- 11:43ela tá sempre feliz, ela tá sempre
- 11:44empolgada, ela tá sempre agitada, tá
- 11:46tudo sempre bem, tá tudo sempre
- 11:48otimista, sendo que não tava, né, sendo
- 11:51que a situação ela tava indo de mal a
- 11:53pior, né? Então ela acaba, olha que
- 11:56interessante, o filme traz isso. A
- 11:58alegria ela acaba, se ela é muito
- 12:00eufórica, se ela é muito fora da
- 12:02realidade, ela traz esse componente meio
- 12:05de alucinação, meio de viver uma
- 12:07realidade que só existe na cabeça da
- 12:09pessoa, mas que não está conectada com a
- 12:11realidade como ela é. Então, a gente tem
- 12:13alguns transtornos, inclusive que tem
- 12:15picos de alegria que aí a gente já tem
- 12:18ali alguns problemas. Então a pessoa
- 12:20ela, ela fica tão alegre, tão eufórica
- 12:22que ela não consegue dormir, ela tem
- 12:23problemas com insônia, ela ela muitas
- 12:26vezes come além da conta, ela gasta além
- 12:29da conta, ela é muito agitada, então ela
- 12:32não consegue falar de uma forma mais
- 12:34pausada, de uma forma mais racional, ela
- 12:36é mais impulsiva. Então a gente olha pra
- 12:39alegria como se fosse uma emoção muito
- 12:40maravilhosa, emoção que todo mundo quer.
- 12:43Mas mesmo a alegria em excesso, numa
- 12:46frequência muito alta e numa intensidade
- 12:47muito alta, ela também pode ser
- 12:50maléfica, ela também pode trazer
- 12:51consequências negativas aí pro nosso
- 12:53funcionamento psicológico. E aqui eu
- 12:55comecei falando dos problemas, né, das
- 12:57questões aí mais negativas da alegria,
- 13:00que muita gente só sabe a parte
- 13:02positiva, gostosa de sentir alegria. Mas
- 13:05a alegria ela serve também para reforçar
- 13:07comportamentos de socialização, né, e
- 13:09momentos de compartilhamento e de
- 13:11momentos alegres. Tanto que tem aquela
- 13:12frase, quer ir, você pode ir sozinho,
- 13:15mas quando você vai com alguém é muito
- 13:16mais divertido, é muito mais leve, é
- 13:18muito mais gostoso. Você pode ser
- 13:20solteira a vida toda, mas compartilhar a
- 13:22vida com alguém torna coisa menos
- 13:23pesada. Então a alegria ela traz muito
- 13:26essa essa socialização, essa até
- 13:29habilidades sociais, né? Quanto mais a
- 13:31gente socializa com as pessoas e se abre
- 13:33pro mundo e testa coisas diferentes,
- 13:35mais também a gente vai se deparando com
- 13:37a necessidade de desenvolver habilidades
- 13:39sociais. E aí entram a a gama de
- 13:42comportamentos, né, que muitas vezes a
- 13:44gente não aprendeu ao longo da vida.
- 13:45Então aqui no material, né, ele coloca
- 13:47como como tendência comportamental
- 13:49aproximação, compartilhamento, repetição
- 13:52do comportamento que gerou a emoção.
- 13:54Isso daqui também é importante porque a
- 13:55gente busca a alegria, né? Então, quando
- 13:58a gente para de sentir alegria, a gente
- 14:00muitas vezes tem comportamentos até
- 14:02muitas vezes compulsivos, digamos assim,
- 14:04de ir atrás da alegria, porque a gente
- 14:05não quer sentir outra coisa além da
- 14:07alegria. Então, ela também libera
- 14:09hormônios de prazer e bem-estar no nosso
- 14:10corpo. E dependendo, de novo, do
- 14:12funcionamento, a gente fica meio viciado
- 14:15na alegria. Isso também pode virar um
- 14:16problema. Esse comportamento de certa
- 14:19forma de adicção também tem muito disso.
- 14:21Eu quero aquela substância, eu quero
- 14:22aqueles hormônios sendo gerados cada vez
- 14:24mais. Então eu vou fazer de tudo. Eu vou
- 14:26ter vários comportamentos e várias ações
- 14:28para liberar esses hormônios por via
- 14:30comportamental. E é isso, gente. Fizemos
- 14:32aqui um compilado, né, das principais
- 14:34emoções. Se você não assistiu
- 14:36divertidamente, vou reforçar, assista.
- 14:38Assista um, assisto o dois, porque você
- 14:40vai ver todo esse mecanismo das emoções
- 14:42funcionando na prática. Então, como as
- 14:44emoções comandam ali o painel de
- 14:46controle, em que situação, o que que ela
- 14:48tá pensando, qual que é a função daquela
- 14:50emoção, quando que as emoções jogam uma
- 14:53ali pra frente para tomar conta do
- 14:54recado. Então, em dados momentos, a
- 14:56gente vai precisar da raiva tomando à
- 14:58frente. Em outros momentos a gente vai
- 15:00precisar da tristeza, em outros momentos
- 15:02a gente vai precisar da alegria, né?
- 15:04Então, todas as emoções são necessárias,
- 15:06importantíssimas, né, paraa nossa vida e
- 15:09querem comunicar uma coisa diferente.
- 15:10Então, que a gente aprenda a ouvir, né,
- 15:12a lidar com essas emoções de uma forma
- 15:14mais saudável e ouvir elas cada vez
- 15:16mais. E uma outra indicação que eu
- 15:18queria aproveitar para deixar aqui
- 15:19também além dos filmes Divertidamente, a
- 15:22série dos Divertidamente, eu queria
- 15:24trazer uma indicação de livro que é
- 15:26escrito por um psicólogo, ele é vivo
- 15:28ainda, é um psicólogo americano que a
- 15:30gente tem como ele tem livros tanto para
- 15:33público leigo quanto pro quanto quanto
- 15:36livros técnicos, né? voltado pro público
- 15:38profissional, mas esse aqui que eu vou
- 15:39mostrar para vocês, ele é voltado pro
- 15:41público leo, então ele é super facinho
- 15:43de ler e ele foca muito nessa parte
- 15:45emocional da coisa que é escrito pelo
- 15:48Robert Ley, né, que é um dos psicólogos,
- 15:51um dos melhores psicólogos que a gente
- 15:52tem hoje, ele é PhD na área, que é o Não
- 15:55acredite em tudo que você sente. Esse
- 15:57livro tem na Amazon também, muito bem
- 15:59avaliado. Caso você queira comprar, fica
- 16:01à vontade. E se você for ler ele, depois
- 16:03você me manda ali mensagem falando se
- 16:05você gostou ou não gostou da indicação,
- 16:07combinado?
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This page contains the full transcript of 14. As emoções primárias e como reagimos a elas by Gabriela Macedo, generated from the public captions YouTube serves with the video. The transcript has 3,161 words across 468 segments, with the original timestamps preserved so you can click any line to jump to that moment in the embedded player.
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