13. O que são emoções e para que servem? — Transcript
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- 0:00O tema do vídeo de hoje é um dos temas
- 0:02mais queridinhos para mim, é um dos
- 0:04temas que eu mais gosto de trabalhar em
- 0:05terapia, até porque eu sou psicóloga e é
- 0:07um dos temas que as pessoas têm muitas
- 0:09crenças disfuncionais, equivocadas a
- 0:12respeito. Então, hoje a gente vai falar
- 0:14basicamente sobre emoções. Não vai ser
- 0:16um vídeo só, vão ser dois, três vídeos
- 0:18aí falando sobre essa temática, porque
- 0:20tem muita coisa pra gente falar sobre,
- 0:22mas eu quero contemplar os principais
- 0:24aspectos nesses primeiros vídeos.
- 0:26Primeira coisa importante pra gente
- 0:27falar sobre emoções é que muitas vezes
- 0:30as pessoas e a gente também, né, foi
- 0:32educado com aquela ideia de que não pode
- 0:35sentir ou sentir emoções a uma fraqueza
- 0:38ou é muito desconfortável, né, a reação
- 0:40física, a reação que a gente tem no
- 0:41corpo é muito desconfortável. Então a
- 0:44gente faz o máximo para evitar, para
- 0:46fugir, para correr dessas emoções ao
- 0:48longo dessa longa experiência que a
- 0:50gente chama de vida. Então quando a
- 0:52gente tá triste, a gente fica eh
- 0:54preocupada, né? se tá entrando ali em
- 0:56depressão ou se isso é uma coisa muito
- 0:58maior, né, como um transtorno. Quando a
- 1:00gente fica ansiosa, a gente não quer
- 1:02estar ansiosa, a gente fica com medo de
- 1:04ficar ansiosa, né? Então, fica com
- 1:06receio, com medo, que é uma emoção de
- 1:08ter ansiedade, que aqui é uma outra
- 1:10emoção. Quando a gente tá com raiva, a
- 1:11gente acha que tem um problema de
- 1:13autocontrole, né, ou precisa lidar com
- 1:16impulsos e, eh, comportamentos
- 1:19impulsivos, né? E perceba, gente, pode
- 1:21ser que tudo isso seja de fato uma
- 1:23demanda, só que pode ser também que
- 1:25todas essas emoções elas estejam vindo
- 1:27de uma forma normal, de uma forma
- 1:30saudável, até porque a gente vai ver
- 1:32aqui que todas as emoções têm uma
- 1:34função, então todas elas querem
- 1:35comunicar algo diferente. Só que como a
- 1:38gente não aprende a olhar para essas
- 1:40emoções, aceitar as emoções e entender o
- 1:43que que elas querem comunicar, a gente
- 1:45tende a rejeitar elas, né? a rejeitar a
- 1:48experiência de sentir, né? A gente faz
- 1:50de tudo para evitar essas emoções e
- 1:53ironicamente, por essa evitação, por
- 1:56evitar emoções, a gente acaba sofrendo
- 1:58mais do que poderia muitas vezes. Então
- 2:01vamos começar falando um pouquinho mais
- 2:02do que são emoções, qual que é o
- 2:04conceito de emoções e qual que é a
- 2:05função delas na nossa vida. Eu tenho um
- 2:07material aqui que eu gosto bastante, que
- 2:09eu vou me amparar nele para trazer as
- 2:11informações para vocês, mas basicamente
- 2:14emoções, principalmente as emoções
- 2:15primárias, que são aquelas que a gente
- 2:17já nasce com elas, né? Então a gente não
- 2:19escolhe sentir ou não. As emoções
- 2:21primárias aparecem e quem assistiu
- 2:24divertidamente, um, dois, enfim, sabe
- 2:26quais são essas emoções primárias que a
- 2:28gente coloca em cinco: alegria,
- 2:30tristeza, medo, raiva e nojo, né? Então,
- 2:34essas emoções, principalmente, a gente
- 2:35não escolhe sentir. A gente tem
- 2:37gatilhos, sejam internos ou externos, ou
- 2:40seja, sejam da nossa própria cabeça, né,
- 2:42por meio dos pensamentos, lembranças,
- 2:44toda essa parte cognitiva, ou sejam
- 2:46gatilhos externos. Então, nós temos
- 2:48gatilhos internos e externos que podem
- 2:51ser impactantes, né, que podem trazer
- 2:53essas emoções à tona. Então, muitas
- 2:55vezes, o gatilho, ele pode estar sim no
- 2:58ambiente, no ambiente que a gente
- 3:00convive, no nosso trabalho, nas relações
- 3:02que a gente tem, mas eles também podem
- 3:03ser internos e aqui a cognição entra com
- 3:06força, né? Então a gente tem essas duas
- 3:08separações, os gatilhos internos, que
- 3:11entra a parte cognitiva e os gatilhos
- 3:14externos, que entra o ambiente, a parte
- 3:16relacional e por aí vai. E a gente tem
- 3:18as emoções funcionando em três
- 3:20componentes, né? Então aqui ele coloca
- 3:22fisiológico, que são as alterações no
- 3:24corpo, então batimento cardíaco,
- 3:25respiração, tensão, a parte cognitiva,
- 3:28né, o componente cognitivo, que é a
- 3:29avaliação da situação, ou seja, a
- 3:31interpretação que a gente faz dela e o
- 3:33comportamental, que é a tendência à
- 3:35ação, né? Então, de acordo com cada
- 3:37emoção, nós temos tendências
- 3:39comportamentais diferentes. Eu costumo
- 3:41falar pros meus clientes que a gente não
- 3:43sente as emoções apenas aqui ou apenas
- 3:45aqui, né, no coração. A gente sente as
- 3:47emoções no corpo inteiro. E por isso que
- 3:50quando a gente fala de emoções, a gente
- 3:51não tá falando apenas de uma coisa de de
- 3:54um pilar, né, de uma categoria ali do
- 3:56spec, mas a gente tá falando do
- 3:58funcionamento, do nosso funcionamento
- 4:00como um todo, né? Então, uma coisa
- 4:02impacta na outra e a emoção ela é muito
- 4:05clara nisso, né? Porque a gente vê e
- 4:08literalmente assim, é uma uma conexão
- 4:10muito fácil, muito rápida, muito
- 4:13associativa entre o que a gente pensa, o
- 4:15que a gente sente e como a gente se
- 4:16comporta. E se a gente para para
- 4:18analisar isso no spec, fica mais claro
- 4:20ainda. Existe uma diferença entre
- 4:22emoções, sentimentos e estado de humor,
- 4:25né? Isso não é tão importante pros
- 4:28clientes num grande geral, mas acho
- 4:30importante falar, fazer essa distinção
- 4:32aqui, porque a gente como psicólogo e na
- 4:34clínica, a gente usa essa distinção para
- 4:37muitas vezes fechar diagnóstico ou não.
- 4:40Então quando a gente tá falando de
- 4:41emoção, a gente tá falando de uma reação
- 4:43fisiológica, né, que muitas vezes vem de
- 4:45uma forma automática que visa garantir
- 4:48ali a nossa sobrevivência, né? Então, é
- 4:50uma resposta automática do corpo que
- 4:52muitas vezes não depende dessa razão,
- 4:55dessa racionalidade, né, da nossa
- 4:57consciência para existir. Por isso,
- 4:59inclusive, não faz muito sentido lutar
- 5:00contra ela, porque ela tá aí, inclusive
- 5:03para garantir a nossa sobrevivência.
- 5:05Vale lembrar que o nosso cérebro, né,
- 5:07que é o órgão que a gente mais foca aqui
- 5:10na terapia, digamos assim, quando a
- 5:12gente fala em níveis biológicos, o
- 5:14cérebro é o órgão do corpo humano
- 5:16voltado justamente para isso, para
- 5:17garantir a nossa sobrevivência e
- 5:19garantir que o nosso corpo inteiro está
- 5:21funcionando de forma OK. E aí nós temos
- 5:23então os sentimentos que tendem a ser
- 5:25mais duradouros, mais específicos também
- 5:28e muito correlacionados à interpretação
- 5:31que a gente tem dos fatos. A emoção ela
- 5:33não tá direcionada, ela não tá conectada
- 5:36com a racionalidade, os sentimentos já
- 5:38estão. Então, por exemplo, amor, que eu
- 5:40até dei o exemplo em outro em outro
- 5:42vídeo aqui, amor a gente considera um
- 5:45sentimento, porque por mais que a gente
- 5:47sinta, cada pessoa vai definir amor de
- 5:49formas diferentes. Diferente, por
- 5:51exemplo, da ansiedade. Os sintomas
- 5:53físicos da ansiedade costumam ser muito
- 5:55comuns, né, para muito claros e muito,
- 5:59pouca palavra, padronizados, né? Então,
- 6:01a gente tem padrões, padrões de pensar,
- 6:05padrões de reagir, aqui no caso
- 6:07comportamento, e padrões de sentir essa
- 6:09emoção no corpo. Então, além das
- 6:11emoções, nós temos os sentimentos que
- 6:13tendem a ser mais duradouros e
- 6:15conscientes. Então aqui a gente já tem a
- 6:18influência da parte cognitiva, ou seja,
- 6:20a forma que a gente interpreta a
- 6:22relação, as situações que acontecem com
- 6:25a gente. Então, é a emoção mais a
- 6:27consciência, né? mais esse componente
- 6:29cognitivo e nós temos estado de humor.
- 6:32Então, quando aquela emoção, aquele
- 6:33sentimento perdura por muito tempo e
- 6:36aquilo vai ficando de certa forma
- 6:37impregnado na gente, vai começando a
- 6:39fazer parte da nossa personalidade, né?
- 6:42Então é um estado de humor, são emoções
- 6:45e sentimentos mais difusos e que
- 6:47perduram por um tempo muito mais longo,
- 6:49muitas vezes por anos. Então isso vira
- 6:51um estado de humor. Isso é importante
- 6:53por quê? Quando a gente fala, por
- 6:54exemplo, de depressão, a gente tá
- 6:56falando de um transtorno do humor. Aqui,
- 6:59no caso, um transtorno, se for a, tem
- 7:01vários tipos de depressão, mas existe a
- 7:03depressão maior unipolar, né? Ou seja,
- 7:06unipolar, um polo do humor. A gente tem,
- 7:09por exemplo, a depressão bipolar, ou
- 7:11seja, dois polos, né? a pessoa vai lá
- 7:13para cima, ela tem picos de euforia, de
- 7:15mania e etc, mas elas também ela também
- 7:18tem picos de depressão, né? Picos de
- 7:20tristeza, tristezas muito profundas.
- 7:23Então, a gente usa estados de humor
- 7:25muitas vezes como critério de
- 7:27diagnóstico de alguns transtornos que
- 7:29temos por aí. Existe um livro que eu
- 7:30gosto muito de dar como exemplo, porque
- 7:32eu acho que o próprio título dele já é
- 7:34bastante autoexplicativo, né? E traz
- 7:37bastante essa diferença entre
- 7:39principalmente animais, né? e a nossa
- 7:41espécie. Então, o que difere a gente dos
- 7:44animais como um todo? A gente tem
- 7:47cognição, eles não. E isso impacta em
- 7:49tudo, né? A capacidade de planejamento,
- 7:51a capacidade de eh prever coisas, de
- 7:55hipotetizar coisas do futuro, de ficar
- 7:57tendo lembranças e remoendo o passado.
- 8:00Isso é nosso. Animais não fazem isso.
- 8:02Então, esse livro, o título dele é:
- 8:04"Zebras não tem úlcera". Por quê, né? Da
- 8:06onde vem essa correlação com a úlcera?
- 8:08Pessoas muito ansiosas ou que têm medo
- 8:10como uma emoção muito frequente, muito
- 8:12intensa, muito constante, costumam ter
- 8:14também como reação fisiológica, né,
- 8:16reação aí no corpo, eh, o aumento da
- 8:19produção de suco gástrico. Não à toa,
- 8:22quem é muito ansioso costuma ter úlcera,
- 8:24gastrite, etc., né? Até mesmo diarreia,
- 8:27problemas aí de estômago ou também não
- 8:30consegue comer porque tá mais enjoada,
- 8:32né? Então a gente associa muito, tem
- 8:34muita essa correlação entre ansiedade e
- 8:37problemas de estômago. Esse livro ele
- 8:39traz essa associação, zebras não tm
- 8:41úlcera. Por quê? Porque zebras não têm
- 8:43ansiedade, elas sentem medo, né? Então,
- 8:46frente ali perante a uma situação de
- 8:48perigo na floresta, elas entram em
- 8:50estado de alerta. O corpo todo é
- 8:51preparado para ela entrar em estado ou
- 8:54de luta ou de fuga, que é a função do
- 8:57medo. E aí ela sente esse medo, esse
- 8:59pico de medo, ela enfrenta ou foge da
- 9:02situação e esse medo passa. Então ela
- 9:04não tem a capacidade de ficar sentindo
- 9:06esse medo por muito tempo, né, ao longo
- 9:08do dia inteiro, a média e longo prazo,
- 9:11né? Então isso é uma emoção, é uma
- 9:13emoção que vem e vai. Isso é uma outra
- 9:15característica importante sobre as
- 9:16emoções. Elas têm essa fluidez. Então, a
- 9:19as emoções vêm e vão quando elas têm o
- 9:21objetivo de ser para a nossa garantia,
- 9:25né, de sobrevivência, para eh prevenir a
- 9:28nossa a nossa o nosso bem-estar, digamos
- 9:31assim. E por isso que a gente fala que
- 9:32se essa emoção está vindo e perdurando,
- 9:35né, permanecendo por muito tempo, muito
- 9:38provavelmente ela tá tendo crenças e
- 9:40comportamentos que estão sustentando
- 9:42ela. E aí a gente já não tá mais falando
- 9:44de uma emoção, a gente tá falando de
- 9:45sentimentos ou estado de humor. Percebem
- 9:48a diferença? Então, para uma pessoa
- 9:50leiga, né, para você que está me
- 9:51assistindo, não precisa saber fazer essa
- 9:53distinção, tá? Mas é importante vocês
- 9:55saberem que isso também é avaliado na
- 9:58terapia e o terapeuta também ajuda, né,
- 10:00a distinguir o que que é emoção, o que
- 10:02que é sentimento e o que que já virou um
- 10:04estado de humor. Então, importante
- 10:05reforçar aqui que as emoções elas não
- 10:07vêm de uma forma aleatória, elas vêm
- 10:09como um mecanismo de adaptação e
- 10:11comunicação, né? Então, quando eu falo
- 10:13pros meus clientes que cada emoção quer
- 10:15comunicar uma coisa diferente, cada
- 10:17emoção tem uma função na nossa vida, é
- 10:20isso que eu quero dizer. Só que,
- 10:21infelizmente, a gente não foi ensinado
- 10:23olhar para elas, muito menos entender
- 10:26elas e muita muito menos comportamentos,
- 10:28né? Qual que é a melhor forma de manejar
- 10:30essa emoção? Porque percebam, se a gente
- 10:32continua achando que o problema é a
- 10:33nossa emoção, a gente não vai querer nem
- 10:35entrar em contato, a gente vai querer
- 10:36fugir, né? É sair dessa experiência,
- 10:39porque é desconfortável, né? porque a
- 10:41gente acha que não vai dar conta, porque
- 10:42a gente se sente refém das emoções,
- 10:44sendo que, na verdade, é justamente
- 10:46justamente o contrário. É por meio das
- 10:48emoções que a gente começa a acessar
- 10:50outros pilares ali do spec, né? Então,
- 10:53começa a entender quais são as crenças,
- 10:55gatilhos internos que estão vindo à
- 10:56tona, quais são os comportamentos que
- 10:58muitas vezes estão mantendo, né,
- 11:00sustentando essas emoções, sentimentos a
- 11:02médio e longo prazo e qual foi a
- 11:04situação que acaba servindo aqui como um
- 11:06gatilho externo que trouxe essa emoção à
- 11:08tona. Um outro ponto também muito
- 11:10importante de falar é que não existem
- 11:11emoções boas ou ruins. A gente costuma
- 11:14falar que esse julgamento, essa
- 11:16rotulação, né, e aqui você deve estar
- 11:18lembrando um pouquinho do vídeo sobre
- 11:21distorões cognitivas. Primeiro que isso
- 11:23não ajuda muito. Falar, por exemplo, que
- 11:25a ansiedade é uma emoção errada, né, um
- 11:27sentimento errado ou que eu não deveria
- 11:30sentir, não vai anular o fato de que eu
- 11:32estou ansiosa. Falar que eu não deveria
- 11:34sentir raiva ou que eu me incomodo muito
- 11:36em sentir raiva não vai fazer com que eu
- 11:38sinta menos raiva. Na verdade, muitas
- 11:40vezes pode até tornar isso mais intenso,
- 11:43né, essa experiência emocional mais
- 11:45intensa e mais sofrida para você. Então,
- 11:47não existe emoção certa ou errada,
- 11:49existem emoções confortáveis e
- 11:50desconfortáveis. Isso, OK. No fim das
- 11:53contas, a gente vai precisar lidar com
- 11:54elas de todos os jeitos, né? Então, eu
- 11:57costumo falar que para qualquer lugar
- 11:59que a gente vá, é a gente que vai estar
- 12:01lá, né? Então, por que não tratar a
- 12:04nossa cabeça, a nossa mentalidade, os
- 12:07nossos comportamentos e as nossas
- 12:08emoções com mais respeito, com mais
- 12:11carinho, porque de novo, para qualquer
- 12:13lugar que a gente vai, vá, somos nós que
- 12:16estaremos lá. Então, a gente muitas
- 12:18vezes pode até sair desse ambiente, mas
- 12:20se a gente tem, continua tendo
- 12:21pensamentos, pensamentos disfuncionais,
- 12:24crenças equivocadas a respeito das
- 12:26nossas emoções e comportamentos
- 12:28disfuncionais também não vai ajudar
- 12:30muito mudar de ambiente. Mudar de
- 12:31ambiente ajuda sim em muitos casos, né?
- 12:34nos traz novas perspectivas,
- 12:36referências, relações e etc, mas isso
- 12:39por si só não cura tudo, porque se a
- 12:41gente não olha pro restante do spec, a
- 12:43gente vai continuar num ciclo ali, num
- 12:45padrão de repetição. E o último ponto
- 12:47que eu quero deixar aqui, né, quando a
- 12:49gente fala de emoções, é que as emoções
- 12:52elas precisam ser sentidas, elas
- 12:54precisam ser vividas, elas precisam ser
- 12:56experimentadas e colocadas para fora.
- 12:59Porque é uma coisa é fato. Se a gente
- 13:00não expressa essa emoção, não coloca ela
- 13:02para fora, não posiciona ela no mundo,
- 13:05ela ou vai ficar mais intensa dentro da
- 13:08gente, então a gente vai virando uma
- 13:09bomba relógio literalmente, ou ela vai
- 13:12se transformar em outra emoção. Então, a
- 13:14gente tem um um caso, né, muito comum,
- 13:16que uma pessoa que sente tristeza por
- 13:19muito tempo, ela começa, chega uma hora
- 13:22que essa tristeza começa a virar raiva,
- 13:23porque ela começa a ficar de saco cheio,
- 13:25de ter que engolir um monte de coisa,
- 13:27né, e de ter que lidar com toda essa dor
- 13:29sozinha. Então essa tristeza vai se
- 13:31transformando em raiva e não à toa,
- 13:34muita gente não sabe disso, mas não à
- 13:36toa, irritabilidade também pode ser
- 13:39sintoma de depressão. Muit muitas
- 13:41pessoas têm a imagem da depressão como
- 13:43aquela pessoa que ela não consegue
- 13:45acordar, ela não consegue sair da cama.
- 13:47E isso sim é é uma das formas de eh
- 13:50diagnosticar, né? É um dos sintomas, mas
- 13:52nem todas as depressões são iguais.
- 13:55Então a gente tem eh depressões que são
- 13:57mais irritadiças. Temos inclusive
- 13:59depressões ansiosas, né? Então a pessoa
- 14:02ela tem todo um modelo cognitivo voltado
- 14:04para a depressão, mas ela é bastante
- 14:06funcional, ela é bastante ativa, né? Ela
- 14:08é bastante, vamos colocar na ansiosa
- 14:10mesmo, né? Acho que o próprio nome já
- 14:12traz bem isso. Então, muitas vezes a
- 14:15gente tem um estereótipo de como
- 14:17emoções, sentimentos, estados de humor
- 14:20aparecem, só que não necessariamente é
- 14:22assim. A gente sempre vai ter que olhar
- 14:23pra raiz do problema também. E por isso,
- 14:25inclusive, vale dizer que quando a gente
- 14:27fala sobre emoções, também é muito
- 14:29importante falar sobre regulação
- 14:31emocional. Só que antes de falar disso,
- 14:33eu quero entrar um pouquinho mais a
- 14:34fundo nas principais emoções primárias
- 14:36que a gente tem.
- 14:39Yeah.
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