12. Distorções cognitivas - parte 3 — Transcript
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- 0:00E chegamos ao último vídeo das
- 0:03distorções cognitivas para fechar com
- 0:05chave de ouro aí essas 15, né, que eu
- 0:07estou me amparando para trazer aqui para
- 0:09vocês. Então aqui da 11 a gente tem
- 0:12afirmações do tipo deveria e também pode
- 0:15aparecer em outro tempo verbal, né?
- 0:16Então devia, devo, tenho o que, né? Aqui
- 0:21digo a mim mesmo que os acontecimentos,
- 0:22os comportamentos de outras pessoas e as
- 0:24minhas próprias atitudes deveriam ser da
- 0:27forma que espero que sejam e não o que
- 0:29de fato são. Então aqui eu sempre
- 0:31trabalho com os clientes em terapia a
- 0:33questão da aceitação, né? A vida não é o
- 0:36que a gente gostaria que fosse, a vida é
- 0:38o que é. Independente se a gente gosta
- 0:41disso ou não, independente do julgamento
- 0:43que a gente faça sobre isso ou não, se é
- 0:45certo, se é errado, se deveria, se não
- 0:47deveria, não é esse o ponto. A questão é
- 0:49a vida já traz coisas pra gente que a
- 0:51gente vai ter que lidar anyway. Então é
- 0:54sobre isso. E aqui a gente pode
- 0:55trabalhar de várias formas na terapia,
- 0:57mas muitas vezes a gente trabalha
- 0:58aceitação. E aceitação não significa que
- 1:01você não possa mudar, tá? As coisas que
- 1:03te incomodam, desde que estejam sob seu
- 1:05controle. Mas aceitação é diferente de
- 1:08mudança. Então não é ou aceitar ou
- 1:10mudar. Você pode aceitar algumas coisas
- 1:13e mudar outras, tá? Então uma não anula
- 1:16o a outra, né? Uma forma de lidar não
- 1:19anula a outra forma também. Então ele
- 1:21fala, né, frases vindo vindas de
- 1:23clientes: "Eu devia ter sido uma mãe
- 1:25melhor. Ele deveria ter se casado com
- 1:27Ana em vez de Maria. Eu não devia ter
- 1:29cometido tantos erros. Aqui nos
- 1:32exemplos, ele também traz, inclusive, dá
- 1:34para ver que tem um pouco desse teor
- 1:36arrependimento, né? Depois a gente pode,
- 1:38eu posso gravar um vídeo apenas sobre
- 1:40arrependimento, mas uma coisa
- 1:42interessante para falar sobre isso é que
- 1:44quando a gente toma as decisões na vida,
- 1:46a gente toma baseado nos dados e
- 1:48informações que a gente tem naquele
- 1:50momento. Conforme você for vivendo
- 1:51aquele processo, eles podem mudar, as
- 1:53coisas mudam ao longo do caminho. Então
- 1:55hoje o contexto, a situação, os dados e
- 1:59ferramentas que você tem são uma. e você
- 2:01toma a melhor decisão que você pode com
- 2:02o que você tem hoje, aqui e agora. Mas
- 2:04daqui uma semana, daqui um mês, daqui se
- 2:07meses, daqui um ano, esse contexto pode
- 2:09mudar e frente a um novo contexto, a
- 2:12gente vai tomar novas decisões. E aqui
- 2:14eu sempre gosto de lembrar a gente do
- 2:15spec. Lembra o contexto? A gente tá
- 2:17falando do S do spec. Então, a situação
- 2:21que é o início de tudo, é a origem de
- 2:22tudo, né? Que impacta diretamente na
- 2:25forma que a gente pensa, na forma que a
- 2:27gente sente, na forma que a gente se
- 2:29comporta, né? Então, se eu mudo o S do
- 2:31spec ali na minha análise, eu mudo todo
- 2:33o resto. Então, percebe que não faz
- 2:35sentido a gente viver de acordo com uma
- 2:37hipótese, com uma ideia que a gente tem
- 2:39na cabeça, porque quando a gente pensar,
- 2:41ai, mas as as coisas deveriam ser
- 2:43diferentes, tá? Mas não são. E como é
- 2:45que você vai lidar com a coisa como ela
- 2:47é, da forma que ela se apresenta para
- 2:49você hoje? Percebe a diferença aqui? Em
- 2:51uma a gente tá falando de você viver
- 2:53dentro da sua cabeça. Na outra a gente
- 2:55tá falando de você sair dessa prisão
- 2:57muitas vezes, né, e desse ciclo mental,
- 2:59dessa obesidade mental e viver, se
- 3:02permitir, se permitir experimentar,
- 3:04viver as coisas na pele. E aqui eu
- 3:06sempre gosto também de fazer referência
- 3:08para um livro do Stephen Hales, que é um
- 3:10psicólogo ainda vivo que nós temos
- 3:12também, que é o criador da ACT, terapia
- 3:14de aceitação e compromisso, que é uma
- 3:15das terapias cognitivas comportamentais.
- 3:18E o nome do livro é Saia da sua cabeça e
- 3:20entre na sua vida. Justamente por conta
- 3:22disso. Muitas vezes quem tá se
- 3:24preocupando com muita constância e nesse
- 3:27ciclo mental, né, nesse overthinking e
- 3:30não consegue sair, é porque a pessoa tá
- 3:32vivendo muito aqui dentro e pouco
- 3:34experimentando a vida, testando as
- 3:36possibilidades, brincando com as
- 3:38possibilidades. Não é porque a gente é
- 3:39adulto que a gente não pode
- 3:41experimentar, que a gente não pode
- 3:42brincar com as possibilidades que a
- 3:44gente tem também, por mais que a gente
- 3:46tenha menos tempo e por aí vai. sempre
- 3:47gosto de dar esse exemplo também. A
- 3:49próxima é a 12, que ele traz aqui
- 3:52conclusões precipitadas. Então, eu tiro
- 3:54conclusões negativas ou positivas a
- 3:57partir de nenhuma ou poucas evidências
- 3:59que possam confirmá-las. Por exemplo,
- 4:01logo que logo que o vi, soube que ele
- 4:04faria um trabalho deplorável. Ele olhou
- 4:06para mim de um modo que logo concluí que
- 4:08ele foi o responsável pelo acidente. Ou
- 4:10seja, eu estou concluindo algo sobre
- 4:12alguém que eu ainda não sei, né? né? Eu
- 4:14não tenho evidências, eu não tenho
- 4:16vivência o suficiente para falar se
- 4:17aquela pessoa de fato vai entregar ou
- 4:19não, né? Vai fazer um trabalho
- 4:21deplorável, ruim ou não. Então aqui
- 4:23também entra muito eh a gente pode
- 4:26correlacionar com aquela distorção do
- 4:28julgamento. Então, quando a gente rotula
- 4:30uma pessoa, a gente julga uma pessoa ou
- 4:32uma situação, a gente coloca aquilo
- 4:34dentro dessa caixinha e não tira mais.
- 4:36Dando um exemplo aqui, a pessoa é ruim.
- 4:38O que que você espera de uma pessoa
- 4:39ruim? coisas ruins. Então, quando ela
- 4:42faz uma coisa boa, a gente fica
- 4:44desconfiada, né? A gente fica ali
- 4:46incomodada, porque afinal como é que ela
- 4:48fez uma coisa boa se ela é uma pessoa
- 4:50ruim? Então, quando a gente rotula, né,
- 4:52quando a gente coloca esse julgamento ou
- 4:54traz uma conclusão precipitada sobre
- 4:56alguém, a gente também tira dessa pessoa
- 4:58a oportunidade de ser diferente e fazer
- 5:01diferente e da gente também, diga-se de
- 5:04passagem, né? Porque a gente não acerta
- 5:05sempre ter essa flexibilidade e essa
- 5:08abertura cognitiva e abertura para as
- 5:10experiências da vida também é muito
- 5:12importante, né? Porque nem sempre aquilo
- 5:13que a gente pensa é uma verdade
- 5:15absoluta, muitas vezes pode ser uma uma
- 5:17distorção. Aqui ele traz também a 13ª
- 5:2113, que é culpar ou culpabilização de si
- 5:25ou dos outros. Então a definição, a
- 5:27forma que ele traz esse conceito é:
- 5:29dirijo a minha atenção aos outros como
- 5:31fontes dos meus sentimentos e
- 5:33experiências. deixando de considerar
- 5:35minha própria responsabilidade no
- 5:37processo ou inversamente tomo para mim
- 5:39mesmo a responsabilidade, toda a
- 5:42responsabilidade no caso, pelos
- 5:43comportamentos e atitudes de outros. A
- 5:46gente pode fazer também uma correlação
- 5:47com aquela palavra que muita gente
- 5:49conhece, muita gente já pegou ranço,
- 5:51inclusive eu, que é
- 5:52autorresponsabilidade. Porque vamos lá,
- 5:54autorresponsabilidade é diferente de
- 5:56autoculpabilização. A gente tem parte,
- 5:59parcela de responsabilidade sobre as
- 6:02situações, sobre as coisas que a gente
- 6:03vive. e as relações que a gente está
- 6:05inclusa, mas a gente não tem 100% dessa
- 6:08responsabilidade. Pelo próprio conceito
- 6:10de comportamento na psicologia, a gente
- 6:12se comporta de acordo com o contexto e
- 6:15de acordo com as consequências desse
- 6:16comportamento também. O nosso
- 6:17comportamento ele não é isolado, né? Ele
- 6:19não é um conceito isolado do mundo e
- 6:22isolado dessa conexão com as outras
- 6:24pessoas. Então, às vezes eu só tenho
- 6:26certos tipos de comportamento em
- 6:28determinados contextos, com determinadas
- 6:30pessoas. Então, a a análise ela é muito
- 6:32mais profunda, a gente tem muito mais
- 6:34profundezas do que a gente vê ali na
- 6:36superfície, digamos assim, né? Eu
- 6:37lembrei daquele meme do muita gente
- 6:39atribui a psicanálise, mas é a terapia
- 6:41como um todo, né? Então, a gente só vê a
- 6:43pontinha do ic do iceberg, meu Deus,
- 6:46muitas vezes, né? Então aqui a gente
- 6:49pode entender como, OK, eu tenho parte
- 6:52da responsabilidade, eu faço parte dessa
- 6:54situação, mas eu não sou a única. E uma
- 6:56forma da gente trabalhar isso na clínica
- 6:58também e na nossa vida, né? Porque
- 7:00aquilo que a gente trabalha em terapia é
- 7:02justamente pros clientes conseguirem
- 7:03trazer isso pra vida como um todo, né?
- 7:06Não usar não só na terapia, mas para
- 7:07situações reais do dia a dia. Então aqui
- 7:10a gente trabalha muito o que a gente
- 7:11chama de pizza ou torta das
- 7:13responsabilidades, né? Então, ok, você
- 7:16poderia ter feito isso, não fez, né?
- 7:18Você poderia ter agido de frente, eh,
- 7:21falado de forma diferente, não fez, né?
- 7:23Então, você, ok, errou, você não fez da
- 7:25melhor forma possível. Mas será que a
- 7:27pessoa também não poderia ter perguntado
- 7:29de uma outra forma? Será que a pessoa
- 7:30também não poderia ter eh se
- 7:33responsabilizado ou perguntado de uma
- 7:35forma menos agressiva? Não sei, né?
- 7:37Então é aquilo, eh muitas vezes as
- 7:39pessoas criticam, se incomodam com as
- 7:41respostas, mas elas não param para
- 7:43analisar também o jeito que elas fizeram
- 7:45as a pergunta. Tem até um texto bem
- 7:47bacana do Ruben Alves sobre isso, que
- 7:49ele fala que a grande maioria das
- 7:51pessoas estão muito preocupadas em falar
- 7:53e poucas estão preocupadas em escutar. E
- 7:55se a gente escutasse mais, a gente teria
- 7:58relações muito melhores, né? A gente
- 8:00teria relações muito mais honestas,
- 8:01muito mais baseadas na troca, na
- 8:03parceria. E aí ele até brinca, ele fala:
- 8:05"A pessoas querem tanto falar, querem
- 8:07tanto ter razão, que a gente vê vários
- 8:10cursos de oratória, mas a gente vê vê
- 8:12poucos cursos de escutatória, né? Até
- 8:15porque se a gente fizesse cursos de de
- 8:17escutatória, provavelmente isso
- 8:20falharia, né? Muita gente não compraria
- 8:22a ideia. Então, essa parte da da
- 8:24culpabilização pode ter a ver comigo ou
- 8:26com outro. Sempre tem mais de uma pessoa
- 8:28envolvida nas situações, sempre vai ter
- 8:30um contexto, sempre vai ter variáveis
- 8:32impactando no porque você pensa do jeito
- 8:34que você pensa e porque você faz o que
- 8:36você faz. Aqui o que ele dá de exemplo?
- 8:38Meus pais são os únicos culpados por
- 8:40mim, infelicidade. Perceba, ele culpa
- 8:42100% dos pais e não reconhece ali o que
- 8:45que no comportamento dele, o que que nas
- 8:47escolhas que ele fez ao longo da vida
- 8:48possa ter trazido ele para esse ponto de
- 8:51dor e sofrimento. Ele olhou para mim de
- 8:53um modo que logo concluí que ele foi o
- 8:55responsável pelo acidente. Aqui também
- 8:57tem um pouquinho de leitura mental, né,
- 8:59no sentido de saber o que tá
- 9:00acontecendo, de hipotetizar coisas, até
- 9:02um tantinho de catastrofização, mas
- 9:05vocês pegaram o o cerne, né, essência
- 9:07dessa distorção aqui. A 14, muito
- 9:09conhecida inclusive por ansiosos, né,
- 9:12pessoas que tm preocupação crônica,
- 9:13ansiedade, por aí vai. E si, três
- 9:16pontinhos. Aqui ele não coloca, mas eu
- 9:18vou adicionar. Então, é o I, três
- 9:20pontinhos. E será que três pontinhos? Ou
- 9:22seja, eu fico me fazendo perguntas do
- 9:24tipo: "E se acontecer alguma coisa?" Ou
- 9:26seja, eu fico criando várias hipóteses
- 9:28na minha cabeça, abrindo várias
- 9:30caixinhas e às vezes eu não fecho
- 9:32nenhuma delas, até porque talvez eu não
- 9:34tenha resposta para nenhuma dela. Então
- 9:35ele traz aqui um exemplo, né? E se eu
- 9:38bater o carro? E se eu tiver um infarte?
- 9:40E se meu marido me deixar? Se a gente
- 9:41for parar para pensar em tudo que pode
- 9:43dar errado na vida, ferrou, a gente não
- 9:46vive. E é aquilo, coisas acontecem, né?
- 9:48E fazem parte, fazem parte da vida. O
- 9:51sofrimento, a dor, a raiva, a tristeza,
- 9:53as emoções desconfortáveis, por mais que
- 9:56sejam desconfortáveis, fazem parte da
- 9:58vida. Ao invés da gente viver tentando
- 10:00evitar e fugir e não entrar em contato
- 10:03com elas, não é mais fácil a gente
- 10:05aceitar que elas existem e lidar com
- 10:07elas de uma forma que não seja
- 10:09paralisante, que não seja tão sofrida,
- 10:11não se demorar tanto nesse sofrimento
- 10:13para que a gente consiga seguir o baile,
- 10:15né, o baile da nossa vida, entende?
- 10:18Então aqui é também uma distorção que é
- 10:20bastante comum na terapia,
- 10:22principalmente trazida ali em momentos
- 10:24ou por pessoas, né, que tm uma tendência
- 10:26ali mais ansiosa. E a última, chegamos
- 10:28na 15, de acordo aqui com a tabela do
- 10:30Irismar, que são as comparações
- 10:32injustas. Essa também é clássica, né,
- 10:34gente? Em tempos de rede social,
- 10:36internet, Instagram e etc. Essa daqui
- 10:38também é bastante comum. Então eu me
- 10:40comparo com outras pessoas que parecem
- 10:42sair se sair melhor do que eu e me
- 10:45coloca em posição de desvantagem. Aqui
- 10:47eu vou falar uma frase que eu amo falar
- 10:49em terapia também. Se a gente tá sempre
- 10:51compando os nossos bastidores com o
- 10:53palco dos outros, a gente sempre vai
- 10:55sair perdendo. Então, percebe? É uma
- 10:57comparação injusta, porque muitas vezes
- 10:59o que a gente vê do outro não é o todo.
- 11:01O que a gente vê do outro é o resultado
- 11:03final, mas ninguém tá olhando pro
- 11:05processo, né? pros bastidores como um
- 11:07todo. Isso vale para todo mundo. Então
- 11:09ele traz aqui o exemplo: "Meu pai
- 11:11prefere meu irmão mais velho a mim
- 11:13porque ele é mais inteligente do que eu.
- 11:15Estou triste porque ela tem mais sucesso
- 11:17do que eu." E aqui cabe, né? Caberia
- 11:19talvez o questionamento socrático de:
- 11:21"Tá, mas mais sucesso em que
- 11:23exatamente?" Porque dificilmente a
- 11:25pessoa tem mais sucesso em tudo, né? Ela
- 11:26pode ser melhor que você em algumas
- 11:28coisas e pior em outras. Ela pode ter
- 11:30mais habilidades que você em alguns
- 11:32aspectos e outras habilidades. Você pode
- 11:34ser melhor do que ela e por aí vai.
- 11:36Então aqui também caberia um
- 11:37questionamento socrático. Eh, até essa
- 11:39questão do sucesso, né? Que que é
- 11:40sucesso para você? Que que é sucesso
- 11:42para ela, né? Às vezes a na nossa
- 11:45percepção, a pessoa tá super bem de
- 11:47vida, a pessoa tá tendo um baita de um
- 11:48sucesso e na cabeça da pessoa ela tá
- 11:51indo muito mal, né? Ela tá tendo um
- 11:53desempenho horrível, né? Então isso
- 11:54também é muito comum de acontecer. Eh,
- 11:57recentemente, deixa eu lembrar do
- 11:59contexto, eu tava numa sessão com uma
- 12:01cliente também muito querida e ela
- 12:03comentou, né, uma situação que ela tava
- 12:05passando e aí ela, uma amiga dela
- 12:07comentou e assim, tava dando a
- 12:10impressão, a sensação de que ela tava
- 12:12dando conta de tudo. E aí essa minha
- 12:13cliente perguntou: "Fulana, como que
- 12:15você dá conta de tudo, né? Eu não sei se
- 12:17eu conseguiria se eu fosse você". E aí
- 12:19essa menina respondeu: "Cara, eu não tô
- 12:21dando conta". E aí ela começou a chorar.
- 12:23Percebe? na cabeça da minha cliente, ela
- 12:25tava indo muito bem, só que quando ela
- 12:28perguntou para essa pessoa, a pessoa
- 12:30desabou ali na hora. E aí eu fico me
- 12:32perguntando também, será que essa pessoa
- 12:33tá tendo rede de apoio? Será que essa
- 12:35pessoa tá tendo momentos de extravazar o
- 12:38estress, de descansar? Será que essa
- 12:40pessoa tá tendo com quem conversar, com
- 12:41quem desabafar? N coisas, né? Que aqui
- 12:43entra o autocuidado mesmo, não só
- 12:45emocional, mas mental e físico e etc.
- 12:49Então, gente, deixa eu ver se tem mais
- 12:50alguma coisa aqui. Não, fechamos. Então,
- 12:53as distorções cognitivas em comparações
- 12:56injustas. Então, não lembro qual que vai
- 12:57ser a próxima aula, mas é isso. Se
- 12:59tiverem alguma dúvida, me manda. Ah,
- 13:00lembrei de uma coisa. Tem um livro que,
- 13:03pelo que eu tô vendo aqui, já é um livro
- 13:04um pouco mais antigo, tá? Mas o o
- 13:07conteúdo dele continua muito bom. Eu
- 13:08tenho versão física dele, inclusive
- 13:10depois eu vou pegar para vocês verem
- 13:12também, que é as 10 bobagens mais comuns
- 13:15que as pessoas inteligentes cometem e
- 13:18técnicas eficazes para evitá-las. aqui
- 13:20ele vai trazer justamente essa questão
- 13:22das distorções cognitivas, né? Então por
- 13:25que que pessoas inteligentes, pessoas
- 13:26com instrução, com boa educação, fazem
- 13:29besteira vez ou outra, né? E tirando o
- 13:31fato aqui, né? E a explicação genérica
- 13:33de que somos todos seres humanos, então
- 13:35não estamos imunes ao erro, né? Mas eu
- 13:37vou pegar inclusive só um minutinho que
- 13:39eu vou pegar o livro Versão Física para
- 13:41mostrar aqui para vocês. Esse aqui,
- 13:43gente, eu fui lá procurar, fiquei
- 13:44preocupada inclusive de não achar porque
- 13:46faz tempo que eu não via ele, né, na
- 13:47versão física, mas ele não é um livro
- 13:49muito longo, tá vendo? Ele deve ter ali
- 13:52suas 300 páginas, 289 páginas, né? Então
- 13:56é um livro voltado para o público leigo,
- 13:58então tem uma linguagem super fácil,
- 14:00super acessível. E se você tiver mais
- 14:02interesse pelo tema, você pode ler. E se
- 14:04você lê, inclusive depois me dê o
- 14:06feedback do que que você achou,
- 14:07combinado?
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