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12. Distorções cognitivas - parte 3 — Transcript

by Gabriela Macedo · 2,780 words · 405 segments · language en · Watch on YouTube

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  1. 0:00E chegamos ao último vídeo das
  2. 0:03distorções cognitivas para fechar com
  3. 0:05chave de ouro aí essas 15, né, que eu
  4. 0:07estou me amparando para trazer aqui para
  5. 0:09vocês. Então aqui da 11 a gente tem
  6. 0:12afirmações do tipo deveria e também pode
  7. 0:15aparecer em outro tempo verbal, né?
  8. 0:16Então devia, devo, tenho o que, né? Aqui
  9. 0:21digo a mim mesmo que os acontecimentos,
  10. 0:22os comportamentos de outras pessoas e as
  11. 0:24minhas próprias atitudes deveriam ser da
  12. 0:27forma que espero que sejam e não o que
  13. 0:29de fato são. Então aqui eu sempre
  14. 0:31trabalho com os clientes em terapia a
  15. 0:33questão da aceitação, né? A vida não é o
  16. 0:36que a gente gostaria que fosse, a vida é
  17. 0:38o que é. Independente se a gente gosta
  18. 0:41disso ou não, independente do julgamento
  19. 0:43que a gente faça sobre isso ou não, se é
  20. 0:45certo, se é errado, se deveria, se não
  21. 0:47deveria, não é esse o ponto. A questão é
  22. 0:49a vida já traz coisas pra gente que a
  23. 0:51gente vai ter que lidar anyway. Então é
  24. 0:54sobre isso. E aqui a gente pode
  25. 0:55trabalhar de várias formas na terapia,
  26. 0:57mas muitas vezes a gente trabalha
  27. 0:58aceitação. E aceitação não significa que
  28. 1:01você não possa mudar, tá? As coisas que
  29. 1:03te incomodam, desde que estejam sob seu
  30. 1:05controle. Mas aceitação é diferente de
  31. 1:08mudança. Então não é ou aceitar ou
  32. 1:10mudar. Você pode aceitar algumas coisas
  33. 1:13e mudar outras, tá? Então uma não anula
  34. 1:16o a outra, né? Uma forma de lidar não
  35. 1:19anula a outra forma também. Então ele
  36. 1:21fala, né, frases vindo vindas de
  37. 1:23clientes: "Eu devia ter sido uma mãe
  38. 1:25melhor. Ele deveria ter se casado com
  39. 1:27Ana em vez de Maria. Eu não devia ter
  40. 1:29cometido tantos erros. Aqui nos
  41. 1:32exemplos, ele também traz, inclusive, dá
  42. 1:34para ver que tem um pouco desse teor
  43. 1:36arrependimento, né? Depois a gente pode,
  44. 1:38eu posso gravar um vídeo apenas sobre
  45. 1:40arrependimento, mas uma coisa
  46. 1:42interessante para falar sobre isso é que
  47. 1:44quando a gente toma as decisões na vida,
  48. 1:46a gente toma baseado nos dados e
  49. 1:48informações que a gente tem naquele
  50. 1:50momento. Conforme você for vivendo
  51. 1:51aquele processo, eles podem mudar, as
  52. 1:53coisas mudam ao longo do caminho. Então
  53. 1:55hoje o contexto, a situação, os dados e
  54. 1:59ferramentas que você tem são uma. e você
  55. 2:01toma a melhor decisão que você pode com
  56. 2:02o que você tem hoje, aqui e agora. Mas
  57. 2:04daqui uma semana, daqui um mês, daqui se
  58. 2:07meses, daqui um ano, esse contexto pode
  59. 2:09mudar e frente a um novo contexto, a
  60. 2:12gente vai tomar novas decisões. E aqui
  61. 2:14eu sempre gosto de lembrar a gente do
  62. 2:15spec. Lembra o contexto? A gente tá
  63. 2:17falando do S do spec. Então, a situação
  64. 2:21que é o início de tudo, é a origem de
  65. 2:22tudo, né? Que impacta diretamente na
  66. 2:25forma que a gente pensa, na forma que a
  67. 2:27gente sente, na forma que a gente se
  68. 2:29comporta, né? Então, se eu mudo o S do
  69. 2:31spec ali na minha análise, eu mudo todo
  70. 2:33o resto. Então, percebe que não faz
  71. 2:35sentido a gente viver de acordo com uma
  72. 2:37hipótese, com uma ideia que a gente tem
  73. 2:39na cabeça, porque quando a gente pensar,
  74. 2:41ai, mas as as coisas deveriam ser
  75. 2:43diferentes, tá? Mas não são. E como é
  76. 2:45que você vai lidar com a coisa como ela
  77. 2:47é, da forma que ela se apresenta para
  78. 2:49você hoje? Percebe a diferença aqui? Em
  79. 2:51uma a gente tá falando de você viver
  80. 2:53dentro da sua cabeça. Na outra a gente
  81. 2:55tá falando de você sair dessa prisão
  82. 2:57muitas vezes, né, e desse ciclo mental,
  83. 2:59dessa obesidade mental e viver, se
  84. 3:02permitir, se permitir experimentar,
  85. 3:04viver as coisas na pele. E aqui eu
  86. 3:06sempre gosto também de fazer referência
  87. 3:08para um livro do Stephen Hales, que é um
  88. 3:10psicólogo ainda vivo que nós temos
  89. 3:12também, que é o criador da ACT, terapia
  90. 3:14de aceitação e compromisso, que é uma
  91. 3:15das terapias cognitivas comportamentais.
  92. 3:18E o nome do livro é Saia da sua cabeça e
  93. 3:20entre na sua vida. Justamente por conta
  94. 3:22disso. Muitas vezes quem tá se
  95. 3:24preocupando com muita constância e nesse
  96. 3:27ciclo mental, né, nesse overthinking e
  97. 3:30não consegue sair, é porque a pessoa tá
  98. 3:32vivendo muito aqui dentro e pouco
  99. 3:34experimentando a vida, testando as
  100. 3:36possibilidades, brincando com as
  101. 3:38possibilidades. Não é porque a gente é
  102. 3:39adulto que a gente não pode
  103. 3:41experimentar, que a gente não pode
  104. 3:42brincar com as possibilidades que a
  105. 3:44gente tem também, por mais que a gente
  106. 3:46tenha menos tempo e por aí vai. sempre
  107. 3:47gosto de dar esse exemplo também. A
  108. 3:49próxima é a 12, que ele traz aqui
  109. 3:52conclusões precipitadas. Então, eu tiro
  110. 3:54conclusões negativas ou positivas a
  111. 3:57partir de nenhuma ou poucas evidências
  112. 3:59que possam confirmá-las. Por exemplo,
  113. 4:01logo que logo que o vi, soube que ele
  114. 4:04faria um trabalho deplorável. Ele olhou
  115. 4:06para mim de um modo que logo concluí que
  116. 4:08ele foi o responsável pelo acidente. Ou
  117. 4:10seja, eu estou concluindo algo sobre
  118. 4:12alguém que eu ainda não sei, né? né? Eu
  119. 4:14não tenho evidências, eu não tenho
  120. 4:16vivência o suficiente para falar se
  121. 4:17aquela pessoa de fato vai entregar ou
  122. 4:19não, né? Vai fazer um trabalho
  123. 4:21deplorável, ruim ou não. Então aqui
  124. 4:23também entra muito eh a gente pode
  125. 4:26correlacionar com aquela distorção do
  126. 4:28julgamento. Então, quando a gente rotula
  127. 4:30uma pessoa, a gente julga uma pessoa ou
  128. 4:32uma situação, a gente coloca aquilo
  129. 4:34dentro dessa caixinha e não tira mais.
  130. 4:36Dando um exemplo aqui, a pessoa é ruim.
  131. 4:38O que que você espera de uma pessoa
  132. 4:39ruim? coisas ruins. Então, quando ela
  133. 4:42faz uma coisa boa, a gente fica
  134. 4:44desconfiada, né? A gente fica ali
  135. 4:46incomodada, porque afinal como é que ela
  136. 4:48fez uma coisa boa se ela é uma pessoa
  137. 4:50ruim? Então, quando a gente rotula, né,
  138. 4:52quando a gente coloca esse julgamento ou
  139. 4:54traz uma conclusão precipitada sobre
  140. 4:56alguém, a gente também tira dessa pessoa
  141. 4:58a oportunidade de ser diferente e fazer
  142. 5:01diferente e da gente também, diga-se de
  143. 5:04passagem, né? Porque a gente não acerta
  144. 5:05sempre ter essa flexibilidade e essa
  145. 5:08abertura cognitiva e abertura para as
  146. 5:10experiências da vida também é muito
  147. 5:12importante, né? Porque nem sempre aquilo
  148. 5:13que a gente pensa é uma verdade
  149. 5:15absoluta, muitas vezes pode ser uma uma
  150. 5:17distorção. Aqui ele traz também a 13ª
  151. 5:2113, que é culpar ou culpabilização de si
  152. 5:25ou dos outros. Então a definição, a
  153. 5:27forma que ele traz esse conceito é:
  154. 5:29dirijo a minha atenção aos outros como
  155. 5:31fontes dos meus sentimentos e
  156. 5:33experiências. deixando de considerar
  157. 5:35minha própria responsabilidade no
  158. 5:37processo ou inversamente tomo para mim
  159. 5:39mesmo a responsabilidade, toda a
  160. 5:42responsabilidade no caso, pelos
  161. 5:43comportamentos e atitudes de outros. A
  162. 5:46gente pode fazer também uma correlação
  163. 5:47com aquela palavra que muita gente
  164. 5:49conhece, muita gente já pegou ranço,
  165. 5:51inclusive eu, que é
  166. 5:52autorresponsabilidade. Porque vamos lá,
  167. 5:54autorresponsabilidade é diferente de
  168. 5:56autoculpabilização. A gente tem parte,
  169. 5:59parcela de responsabilidade sobre as
  170. 6:02situações, sobre as coisas que a gente
  171. 6:03vive. e as relações que a gente está
  172. 6:05inclusa, mas a gente não tem 100% dessa
  173. 6:08responsabilidade. Pelo próprio conceito
  174. 6:10de comportamento na psicologia, a gente
  175. 6:12se comporta de acordo com o contexto e
  176. 6:15de acordo com as consequências desse
  177. 6:16comportamento também. O nosso
  178. 6:17comportamento ele não é isolado, né? Ele
  179. 6:19não é um conceito isolado do mundo e
  180. 6:22isolado dessa conexão com as outras
  181. 6:24pessoas. Então, às vezes eu só tenho
  182. 6:26certos tipos de comportamento em
  183. 6:28determinados contextos, com determinadas
  184. 6:30pessoas. Então, a a análise ela é muito
  185. 6:32mais profunda, a gente tem muito mais
  186. 6:34profundezas do que a gente vê ali na
  187. 6:36superfície, digamos assim, né? Eu
  188. 6:37lembrei daquele meme do muita gente
  189. 6:39atribui a psicanálise, mas é a terapia
  190. 6:41como um todo, né? Então, a gente só vê a
  191. 6:43pontinha do ic do iceberg, meu Deus,
  192. 6:46muitas vezes, né? Então aqui a gente
  193. 6:49pode entender como, OK, eu tenho parte
  194. 6:52da responsabilidade, eu faço parte dessa
  195. 6:54situação, mas eu não sou a única. E uma
  196. 6:56forma da gente trabalhar isso na clínica
  197. 6:58também e na nossa vida, né? Porque
  198. 7:00aquilo que a gente trabalha em terapia é
  199. 7:02justamente pros clientes conseguirem
  200. 7:03trazer isso pra vida como um todo, né?
  201. 7:06Não usar não só na terapia, mas para
  202. 7:07situações reais do dia a dia. Então aqui
  203. 7:10a gente trabalha muito o que a gente
  204. 7:11chama de pizza ou torta das
  205. 7:13responsabilidades, né? Então, ok, você
  206. 7:16poderia ter feito isso, não fez, né?
  207. 7:18Você poderia ter agido de frente, eh,
  208. 7:21falado de forma diferente, não fez, né?
  209. 7:23Então, você, ok, errou, você não fez da
  210. 7:25melhor forma possível. Mas será que a
  211. 7:27pessoa também não poderia ter perguntado
  212. 7:29de uma outra forma? Será que a pessoa
  213. 7:30também não poderia ter eh se
  214. 7:33responsabilizado ou perguntado de uma
  215. 7:35forma menos agressiva? Não sei, né?
  216. 7:37Então é aquilo, eh muitas vezes as
  217. 7:39pessoas criticam, se incomodam com as
  218. 7:41respostas, mas elas não param para
  219. 7:43analisar também o jeito que elas fizeram
  220. 7:45as a pergunta. Tem até um texto bem
  221. 7:47bacana do Ruben Alves sobre isso, que
  222. 7:49ele fala que a grande maioria das
  223. 7:51pessoas estão muito preocupadas em falar
  224. 7:53e poucas estão preocupadas em escutar. E
  225. 7:55se a gente escutasse mais, a gente teria
  226. 7:58relações muito melhores, né? A gente
  227. 8:00teria relações muito mais honestas,
  228. 8:01muito mais baseadas na troca, na
  229. 8:03parceria. E aí ele até brinca, ele fala:
  230. 8:05"A pessoas querem tanto falar, querem
  231. 8:07tanto ter razão, que a gente vê vários
  232. 8:10cursos de oratória, mas a gente vê vê
  233. 8:12poucos cursos de escutatória, né? Até
  234. 8:15porque se a gente fizesse cursos de de
  235. 8:17escutatória, provavelmente isso
  236. 8:20falharia, né? Muita gente não compraria
  237. 8:22a ideia. Então, essa parte da da
  238. 8:24culpabilização pode ter a ver comigo ou
  239. 8:26com outro. Sempre tem mais de uma pessoa
  240. 8:28envolvida nas situações, sempre vai ter
  241. 8:30um contexto, sempre vai ter variáveis
  242. 8:32impactando no porque você pensa do jeito
  243. 8:34que você pensa e porque você faz o que
  244. 8:36você faz. Aqui o que ele dá de exemplo?
  245. 8:38Meus pais são os únicos culpados por
  246. 8:40mim, infelicidade. Perceba, ele culpa
  247. 8:42100% dos pais e não reconhece ali o que
  248. 8:45que no comportamento dele, o que que nas
  249. 8:47escolhas que ele fez ao longo da vida
  250. 8:48possa ter trazido ele para esse ponto de
  251. 8:51dor e sofrimento. Ele olhou para mim de
  252. 8:53um modo que logo concluí que ele foi o
  253. 8:55responsável pelo acidente. Aqui também
  254. 8:57tem um pouquinho de leitura mental, né,
  255. 8:59no sentido de saber o que tá
  256. 9:00acontecendo, de hipotetizar coisas, até
  257. 9:02um tantinho de catastrofização, mas
  258. 9:05vocês pegaram o o cerne, né, essência
  259. 9:07dessa distorção aqui. A 14, muito
  260. 9:09conhecida inclusive por ansiosos, né,
  261. 9:12pessoas que tm preocupação crônica,
  262. 9:13ansiedade, por aí vai. E si, três
  263. 9:16pontinhos. Aqui ele não coloca, mas eu
  264. 9:18vou adicionar. Então, é o I, três
  265. 9:20pontinhos. E será que três pontinhos? Ou
  266. 9:22seja, eu fico me fazendo perguntas do
  267. 9:24tipo: "E se acontecer alguma coisa?" Ou
  268. 9:26seja, eu fico criando várias hipóteses
  269. 9:28na minha cabeça, abrindo várias
  270. 9:30caixinhas e às vezes eu não fecho
  271. 9:32nenhuma delas, até porque talvez eu não
  272. 9:34tenha resposta para nenhuma dela. Então
  273. 9:35ele traz aqui um exemplo, né? E se eu
  274. 9:38bater o carro? E se eu tiver um infarte?
  275. 9:40E se meu marido me deixar? Se a gente
  276. 9:41for parar para pensar em tudo que pode
  277. 9:43dar errado na vida, ferrou, a gente não
  278. 9:46vive. E é aquilo, coisas acontecem, né?
  279. 9:48E fazem parte, fazem parte da vida. O
  280. 9:51sofrimento, a dor, a raiva, a tristeza,
  281. 9:53as emoções desconfortáveis, por mais que
  282. 9:56sejam desconfortáveis, fazem parte da
  283. 9:58vida. Ao invés da gente viver tentando
  284. 10:00evitar e fugir e não entrar em contato
  285. 10:03com elas, não é mais fácil a gente
  286. 10:05aceitar que elas existem e lidar com
  287. 10:07elas de uma forma que não seja
  288. 10:09paralisante, que não seja tão sofrida,
  289. 10:11não se demorar tanto nesse sofrimento
  290. 10:13para que a gente consiga seguir o baile,
  291. 10:15né, o baile da nossa vida, entende?
  292. 10:18Então aqui é também uma distorção que é
  293. 10:20bastante comum na terapia,
  294. 10:22principalmente trazida ali em momentos
  295. 10:24ou por pessoas, né, que tm uma tendência
  296. 10:26ali mais ansiosa. E a última, chegamos
  297. 10:28na 15, de acordo aqui com a tabela do
  298. 10:30Irismar, que são as comparações
  299. 10:32injustas. Essa também é clássica, né,
  300. 10:34gente? Em tempos de rede social,
  301. 10:36internet, Instagram e etc. Essa daqui
  302. 10:38também é bastante comum. Então eu me
  303. 10:40comparo com outras pessoas que parecem
  304. 10:42sair se sair melhor do que eu e me
  305. 10:45coloca em posição de desvantagem. Aqui
  306. 10:47eu vou falar uma frase que eu amo falar
  307. 10:49em terapia também. Se a gente tá sempre
  308. 10:51compando os nossos bastidores com o
  309. 10:53palco dos outros, a gente sempre vai
  310. 10:55sair perdendo. Então, percebe? É uma
  311. 10:57comparação injusta, porque muitas vezes
  312. 10:59o que a gente vê do outro não é o todo.
  313. 11:01O que a gente vê do outro é o resultado
  314. 11:03final, mas ninguém tá olhando pro
  315. 11:05processo, né? pros bastidores como um
  316. 11:07todo. Isso vale para todo mundo. Então
  317. 11:09ele traz aqui o exemplo: "Meu pai
  318. 11:11prefere meu irmão mais velho a mim
  319. 11:13porque ele é mais inteligente do que eu.
  320. 11:15Estou triste porque ela tem mais sucesso
  321. 11:17do que eu." E aqui cabe, né? Caberia
  322. 11:19talvez o questionamento socrático de:
  323. 11:21"Tá, mas mais sucesso em que
  324. 11:23exatamente?" Porque dificilmente a
  325. 11:25pessoa tem mais sucesso em tudo, né? Ela
  326. 11:26pode ser melhor que você em algumas
  327. 11:28coisas e pior em outras. Ela pode ter
  328. 11:30mais habilidades que você em alguns
  329. 11:32aspectos e outras habilidades. Você pode
  330. 11:34ser melhor do que ela e por aí vai.
  331. 11:36Então aqui também caberia um
  332. 11:37questionamento socrático. Eh, até essa
  333. 11:39questão do sucesso, né? Que que é
  334. 11:40sucesso para você? Que que é sucesso
  335. 11:42para ela, né? Às vezes a na nossa
  336. 11:45percepção, a pessoa tá super bem de
  337. 11:47vida, a pessoa tá tendo um baita de um
  338. 11:48sucesso e na cabeça da pessoa ela tá
  339. 11:51indo muito mal, né? Ela tá tendo um
  340. 11:53desempenho horrível, né? Então isso
  341. 11:54também é muito comum de acontecer. Eh,
  342. 11:57recentemente, deixa eu lembrar do
  343. 11:59contexto, eu tava numa sessão com uma
  344. 12:01cliente também muito querida e ela
  345. 12:03comentou, né, uma situação que ela tava
  346. 12:05passando e aí ela, uma amiga dela
  347. 12:07comentou e assim, tava dando a
  348. 12:10impressão, a sensação de que ela tava
  349. 12:12dando conta de tudo. E aí essa minha
  350. 12:13cliente perguntou: "Fulana, como que
  351. 12:15você dá conta de tudo, né? Eu não sei se
  352. 12:17eu conseguiria se eu fosse você". E aí
  353. 12:19essa menina respondeu: "Cara, eu não tô
  354. 12:21dando conta". E aí ela começou a chorar.
  355. 12:23Percebe? na cabeça da minha cliente, ela
  356. 12:25tava indo muito bem, só que quando ela
  357. 12:28perguntou para essa pessoa, a pessoa
  358. 12:30desabou ali na hora. E aí eu fico me
  359. 12:32perguntando também, será que essa pessoa
  360. 12:33tá tendo rede de apoio? Será que essa
  361. 12:35pessoa tá tendo momentos de extravazar o
  362. 12:38estress, de descansar? Será que essa
  363. 12:40pessoa tá tendo com quem conversar, com
  364. 12:41quem desabafar? N coisas, né? Que aqui
  365. 12:43entra o autocuidado mesmo, não só
  366. 12:45emocional, mas mental e físico e etc.
  367. 12:49Então, gente, deixa eu ver se tem mais
  368. 12:50alguma coisa aqui. Não, fechamos. Então,
  369. 12:53as distorções cognitivas em comparações
  370. 12:56injustas. Então, não lembro qual que vai
  371. 12:57ser a próxima aula, mas é isso. Se
  372. 12:59tiverem alguma dúvida, me manda. Ah,
  373. 13:00lembrei de uma coisa. Tem um livro que,
  374. 13:03pelo que eu tô vendo aqui, já é um livro
  375. 13:04um pouco mais antigo, tá? Mas o o
  376. 13:07conteúdo dele continua muito bom. Eu
  377. 13:08tenho versão física dele, inclusive
  378. 13:10depois eu vou pegar para vocês verem
  379. 13:12também, que é as 10 bobagens mais comuns
  380. 13:15que as pessoas inteligentes cometem e
  381. 13:18técnicas eficazes para evitá-las. aqui
  382. 13:20ele vai trazer justamente essa questão
  383. 13:22das distorções cognitivas, né? Então por
  384. 13:25que que pessoas inteligentes, pessoas
  385. 13:26com instrução, com boa educação, fazem
  386. 13:29besteira vez ou outra, né? E tirando o
  387. 13:31fato aqui, né? E a explicação genérica
  388. 13:33de que somos todos seres humanos, então
  389. 13:35não estamos imunes ao erro, né? Mas eu
  390. 13:37vou pegar inclusive só um minutinho que
  391. 13:39eu vou pegar o livro Versão Física para
  392. 13:41mostrar aqui para vocês. Esse aqui,
  393. 13:43gente, eu fui lá procurar, fiquei
  394. 13:44preocupada inclusive de não achar porque
  395. 13:46faz tempo que eu não via ele, né, na
  396. 13:47versão física, mas ele não é um livro
  397. 13:49muito longo, tá vendo? Ele deve ter ali
  398. 13:52suas 300 páginas, 289 páginas, né? Então
  399. 13:56é um livro voltado para o público leigo,
  400. 13:58então tem uma linguagem super fácil,
  401. 14:00super acessível. E se você tiver mais
  402. 14:02interesse pelo tema, você pode ler. E se
  403. 14:04você lê, inclusive depois me dê o
  404. 14:06feedback do que que você achou,
  405. 14:07combinado?

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This page contains the full transcript of 12. Distorções cognitivas - parte 3 by Gabriela Macedo, generated from the public captions YouTube serves with the video. The transcript has 2,780 words across 405 segments, with the original timestamps preserved so you can click any line to jump to that moment in the embedded player.

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