11. Distorções cognitivas - parte 2 — Transcript
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- 0:01Então, seguimos com as nossas distorções
- 0:03cognitivas, né? A próxima que a gente
- 0:05vai falar é ampliação, minimização. Você
- 0:08também pode encontrar materiais em que
- 0:10esteja escrito aqui ampliação do
- 0:13negativo e minimização do positivo.
- 0:16Então, a pessoa ela consegue reconhecer
- 0:18os dois lados, né? Tanto os pontos
- 0:20negativos quanto os pontos positivos,
- 0:22mas ela dá mais peso, mais foco, mais
- 0:24atenção para aquilo que tá dando errado,
- 0:26né? para aquilo que é negativo ou está
- 0:28negativo sobre ela, sobre as pessoas,
- 0:30sobre o mundo num geral. Então aqui a
- 0:33definição que ele coloca: avalio a mim
- 0:35mesmo, os outros e as situações,
- 0:37ampliando os aspectos negativos e ou
- 0:39minimizando os aspectos positivos. Por
- 0:42exemplo, consegui um oito, isso
- 0:44demonstra o quanto meu desempenho foi
- 0:45ruim. Aqui ele avalia como ruim porque
- 0:47ele tá colocando mais peso no que
- 0:50faltou, né? Nos dois pontos ali que
- 0:51faltaram para o 10. consegui um 10, isso
- 0:54significa que o teste foi muito fácil
- 0:56aqui. Então ele teve a nota máxima, só
- 0:59que ele coloca, ele distorce isso,
- 1:02minimiza essa conquista. Então é algo
- 1:03muito positivo, mas que ele trata como
- 1:06se fosse uma coisa muito simples, como
- 1:07se qualquer pessoa conseguisse atingir
- 1:09essa nota, o que a gente sabe que não é
- 1:11verdade, né? O sétimo é abstração
- 1:14seletiva, também denominada filtro
- 1:17mental ou visão em túnel. Então eu
- 1:20presto atenção em um ou poucos detalhes
- 1:22e não consigo ver o quadro inteiro.
- 1:24Então você seleciona ali um recorte de
- 1:27realidade e principalmente aquele
- 1:29recorte de realidade que se encaixa na
- 1:30sua crença, né? E aí ele dá exemplos
- 1:35como esse aqui. Miguel apontou um erro
- 1:38em meu trabalho, então eu posso ser
- 1:40demitido, não considerando o retorno
- 1:42positivo de Miguel. Essa daqui é
- 1:44clássica, principalmente em empresas,
- 1:46né? Feedback. Muita gente tem medo do
- 1:48feedback. E claro, muitos gestores
- 1:50também não sabem dar feedback, né?
- 1:52Existem estratégias para fazer isso de
- 1:53uma forma menos sofrida, menos
- 1:55desconfortável para ambos os lados, mas
- 1:58não vai entrar nesse mérito, né? Mas
- 2:00isso aqui acontece muito em feedback,
- 2:01né? O gestor fala aquilo que você tá
- 2:03indo bem, fala naquilo que você tá
- 2:05performando, só que você se fixa e você
- 2:07fica preocupado e fica ruminando só
- 2:10aquilo que ele falou de negativo ou
- 2:12aquilo que precisa de melhorias, né?
- 2:15Eh, outro exemplo, não consigo esquecer
- 2:18que aquela informação que dei durante
- 2:20minha apresentação estava errada,
- 2:22deixando de considerar o sucesso da
- 2:24apresentação e o aplauso das pessoas. Ou
- 2:26seja, mesmo errando, ele ainda teve boas
- 2:30evidências, né? um bom retorno da
- 2:32plateia, um bom retorno de quem tava
- 2:33assistindo. Uma coisa que eu costumo eh
- 2:36conversar, né, falar bastante paraos
- 2:38meus clientes em terapia sobre isso é
- 2:40que a gente tem um problema muito grande
- 2:43muitas vezes que é a gente olhar pro
- 2:45nosso trabalho com mente de
- 2:46especialista, né? Então a gente tem,
- 2:48costuma ter um hiperfoco naquilo que a
- 2:51gente tá falando. Só que a pessoa que é
- 2:53leig, a pessoa que não entende tanto e a
- 2:55pessoa que não tá tão por dentro quanto
- 2:56você, ela não vai saber qual é a melhor
- 2:59palavra ou qual a palavra técnica que
- 3:02define isso que você tá falando. Então
- 3:04assim, na prática, eh quando a gente
- 3:06fala de comunicação, o que importa mais
- 3:08é ser entendido, né? Independente da
- 3:11palavra que você use exatamente, o que
- 3:12importa é a comunicação eh ser
- 3:15estabelecida, né? Então você comunicar,
- 3:17a pessoa entender, vocês estarem
- 3:18alinhados e é isso, seguimos o baile,
- 3:21né? O próximo é um também bastante comum
- 3:24e eu sempre brinco que ele é bastante
- 3:26comum em relacionamentos, né? Eh, é o
- 3:28leitura mental. Então, eu acredito que
- 3:31conheço os pensamentos e intenções das
- 3:33outras pessoas ou que eles conhecem meus
- 3:35pensamentos e intenções sem ter
- 3:37evidências suficientes. Essa daqui é
- 3:39clássica, né? Eu vou até ler o o exemplo
- 3:41e depois eu posso discorrer um pouco
- 3:42mais sobre isso. Então, ele está
- 3:44pensando que eu falhei. Ela pensou que
- 3:47eu não conhecia o projeto, ele sabe que
- 3:50eu não gosto de ser tocada desse jeito.
- 3:52E aqui é engraçado porque assim, muitas
- 3:55vezes vem, né, em terapia, ah, Gabriela,
- 3:57mas é claro que a pessoa sabia disso,
- 3:58isso é óbvio, né? E eu sempre pergunto,
- 4:01você que é meu cliente sabe, é óbvio
- 4:02para quem, né? Porque será que se fosse
- 4:05óbvio para outra pessoa que isso você
- 4:07não gosta ou que dessa forma para você
- 4:09não funciona, será que se fosse óbvio
- 4:11para outra pessoa essa pessoa estaria
- 4:13fazendo, né? Será que as pessoas acordam
- 4:16todo santo dia pensando: "Nossa, hoje eu
- 4:18tô afim de irritar a Gabriela, né? Que
- 4:20que eu vou fazer? Como é que eu vou
- 4:21pensar? Como é que eu vou me comportar
- 4:22para irritar a Gabriela, porque essa é a
- 4:24minha meta do dia, né? Eu não tenho nada
- 4:26acontecendo na minha vida, né? Eu não
- 4:28tenho problema suficiente na minha vida.
- 4:30Eu quero arrumar problema com a
- 4:31Gabriela. Entende o ponto? Então, eu
- 4:34costumo falar que as pessoas estão
- 4:36fazendo o melhor que elas podem com os
- 4:37recursos que elas têm e nem sempre elas
- 4:39têm recursos suficientes, até porque a
- 4:41gente não aprende esses recursos, né? A
- 4:43gente também não aprendeu. A gente não
- 4:44aprendeu psicologia, finanças, enfim, n
- 4:47conhecimentos importantes pro nosso
- 4:49desenvolvimento como um ser humano
- 4:51funcional, né? Um um adulto funcional.
- 4:54Então aqui a gente falou sobre a leitura
- 4:57mental. Vou falar um pouquinho agora
- 4:59sobre a super generalização ou
- 5:02hipergeneralização também ou apenas
- 5:04generalização em alguns materiais, tá? É
- 5:06tudo a mesma coisa. Então, a definição é
- 5:09que eu tomo casos negativos isolados e
- 5:11os generalizo, tornando-os um padrão
- 5:13interminável com uso repetido de
- 5:16palavras como sempre, nunca, todo,
- 5:18inteiro. Na terapia, eh, e na psicologia
- 5:21a gente fala que essas palavras elas são
- 5:23muito categóricas, né? Porque geralmente
- 5:26quando você vai fazer uma análise mais
- 5:28profunda, você consegue ver que existem
- 5:31exceções, né? É claro que a gente não
- 5:33dá, não dá para pra gente ficar vivendo
- 5:35de acordo com as exceções, né? A gente
- 5:37olha pro todo, a gente olha para as
- 5:38tendências, mas esse é o ponto. As
- 5:41exceções elas existem, né? Então a gente
- 5:43não pode considerar que todo mundo sabe
- 5:46tal coisa. Tudo isso é muito fácil, né?
- 5:49Tudo isso é muito óbvio, porque é óbvio
- 5:51para você. É óbvio para você que tá ali
- 5:53trabalhando com isso todo dia, aplicando
- 5:56esse comportamento, tendo esse hábito,
- 5:58cultivando isso faz anos, né? Então a
- 6:00gente precisa tomar muito cuidado. E uma
- 6:02forma de reconhecer essa distorção é
- 6:03quando ela vem com essas palavrinhas,
- 6:05né? Então sempre, nunca, todo inteiro,
- 6:08né? Então a gente tende a ficar com um
- 6:11radar um pouco mais alerta quando a
- 6:13gente ouve essas palavras. Então aqui
- 6:15ele traz alguns exemplos, né? Estava
- 6:17chovendo essa manhã, o que significa que
- 6:19choverá todo o fim de semana. Perceba, é
- 6:23uma hipótese, né? Se vai chover o final
- 6:24de semana inteiro ou a semana inteira
- 6:27vai chover, é uma hipótese. Você não tem
- 6:29garantia disso. Ah, Gabriela, mas existe
- 6:32previsão do tempo. Sim, e a previsão do
- 6:34tempo muitas vezes erra, né? Não sei se
- 6:36você já passou por isso, muito
- 6:37provavelmente, mas percebe mesmo a
- 6:39previsão do tempo, por mais acurada, por
- 6:42mais precisa que ela seja, ela não é
- 6:44100% correta, né? A vida não acontece, o
- 6:47clima não segue 100% aquilo que tá ali
- 6:50no aplicativo.
- 6:52Deixa eu achar. Eu me perdi aqui. Pera
- 6:54aí. Ah, que azar. Perdi o avião. Logo,
- 6:58isso vai estragar minhas férias
- 6:59inteiras. E ele desconsidera aqui que as
- 7:02férias mal começaram, né? E tudo bem,
- 7:05ele perdeu o avião, mas as férias nem
- 7:07começaram, né? Ele nem chegou lá ainda.
- 7:09Então, as férias, né? Deu problema em um
- 7:11dia, deu problema no começo das férias,
- 7:13mas a gente não tá falando das férias
- 7:15inteiras, né? Então, tomar esse cuidado
- 7:17para não tornar esse dia que deu errado
- 7:19ou esse recorte no todo, né? Não
- 7:22generalizar isso e categorizar que as
- 7:25férias todas serão ruins ou complicadas,
- 7:28porque começou dessa forma.
- 7:31Eh, e aqui uma um último exemplo que ele
- 7:33dá é: "Minha dor de cabeça nunca vai
- 7:35parar". Aqui, provavelmente, né? a
- 7:37pessoa já tá cansada de estar com dor de
- 7:39cabeça, já tá sentindo isso faz tempo e
- 7:42aí ela fica eh incomodada, né? E aí vem
- 7:45essa sensação e principalmente quando a
- 7:47pessoa já tá tendo dor de cabeça faz
- 7:48muito tempo, né? Quem tem xaqueca, por
- 7:51exemplo, que é o meu caso, ã isso já
- 7:53veio para mim no sentido de que já tive
- 7:56em xaqueca de três dias, né? Então ter
- 7:58aquela sensação e aquela percepção de,
- 8:00caramba, isso nunca vai acabar, né? Eu
- 8:02sempre vou sofrer, sempre vai ser assim
- 8:05e não vai, né? Então, tomar esse cuidado
- 8:07também pra gente não categorizar a
- 8:10trajetória como um todo, sendo que a
- 8:12gente não viveu a trajetória inteira,
- 8:13né? E eu sempre comento também com os
- 8:15clientes em terapia que a sobre o
- 8:18futuro, o máximo que a gente tem são
- 8:20hipóteses, né? O máximo que a gente tem
- 8:22são ideias, mas a gente não tem certeza
- 8:25garantia de nada, né? Então daí a
- 8:27importância da gente se abrir pra
- 8:29experiência, né? se permitir viver as
- 8:31coisas, principalmente as coisas que são
- 8:33importantes pra gente. E aí, gente,
- 8:37temos ainda
- 8:39algumas, eu vou ler a décima agora e
- 8:40depois eu finalizo, né, termino as
- 8:42outras no próximo vídeo, né? Então, a
- 8:45gente tem agora personalização, que
- 8:46também bastante comum. Então, eu assumo
- 8:49que comportamentos dos outros e eventos
- 8:51externos dizem respeito ou são
- 8:53direcionados a mim, sem considerar
- 8:55outras explicações plausíveis, né?
- 8:57Então, quando a gente tem certeza que a
- 8:59pessoa fez para magoar a gente, ou ela
- 9:01fez na maldade, ou ela fez porque ela
- 9:03queria, enfim, eh, puxar o nosso tapete,
- 9:06né? E percebam, pode ser que a pessoa
- 9:08tenha feito mesmo, né? Mas muitas vezes
- 9:10não. Muitas vezes a pessoa fez porque
- 9:12era aquilo que ela dava conta no
- 9:13momento, né? E aqui,
- 9:17deixa eu ver os os exemplos que ele
- 9:19traz. Me senti mal porque a moça a moça
- 9:22do caixa não me agradeceu, sem
- 9:24considerar que ela não agradeceu
- 9:26ninguém. Ou seja, não é pessoal, né? Ela
- 9:28não falou, ela não deixou de agradecer
- 9:30apenas você. Ela não tá agradecendo
- 9:32ninguém, né? Meu marido me deixou porque
- 9:35eu fui uma má esposa, não considerando
- 9:37que ela foi sua quarta esposa. Ou seja,
- 9:40será que também não tem algo aí
- 9:42acontecendo com o próprio marido, né?
- 9:44Então, percebem? a pessoa ela leva pro
- 9:46pessoal uma coisa que muitas vezes não é
- 9:49pessoal ou até pode ter algum que, né,
- 9:51alguma questão pessoal, mas se o outro
- 9:53não nos fala, não tem como a gente
- 9:55adivinhar, né? E aqui a gente a gente já
- 9:58pode até pegar o gancho também de outra
- 10:00distorção cognitiva que eu que eu já
- 10:02comentei aqui, que é a leitura mental,
- 10:04né? Se você não me fala, se você não me
- 10:06comunica e principalmente de forma
- 10:08direta e assertiva, eu não tenho como
- 10:10adivinhar, né? Então aqui a gente falou
- 10:13sobre a personalização e agora eu vou
- 10:15falar as cinco últimas no próximo vídeo
- 10:17para não ficar um vídeo muito longo,
- 10:19muito maçante para vocês também. M.
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