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1. A LINHA BRANCA de Umbanda e Demanda — Transcript

by Linha Branca de Umbanda e Demanda · 2,281 words · 146 segments · language en · Watch on YouTube

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  1. 0:00Olá, pessoal. Sejam muito bem-vindos ao nosso  canal. A partir desse vídeo, nós vamos dar
  2. 0:06início ao estudo sobre a Linha Branca de Umbanda  e Demanda, a doutrina trazida pelo nosso amado
  3. 0:12Chefe, o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Hoje  vamos entender como essa "Linha" se organiza no
  4. 0:18Plano Espiritual e como os Guias e Protetores  trabalham de verdade para nos ajudar. Você já
  5. 0:24reparou ou parou para pensar porque a Umbanda  tem características tão brasileiras, mas ao
  6. 0:30mesmo tempo recebe espíritos de tantas partes do  mundo, de diferentes povos? A grande verdade é que
  7. 0:36a organização das Linhas e Falanges no espaço  espiritual combina com regiões específicas da
  8. 0:42Terra e isso é construído por longos períodos  de tempo. Quando o Plano Espiritual monta essas
  9. 0:49Falanges, ele leva em conta a cultura e  o entendimento de cada região. Por isso,
  10. 0:55escolhe os espíritos que têm mais identificação  com as pessoas daqueles lugares. É por essa razão
  11. 1:01que o trabalho espiritual ganha o jeito e as  características de cada país ou região. Ficou
  12. 1:07curioso para entender como tudo isso funciona  nas Falanges de Caboclos e Pretos-Velhos? Então,
  13. 1:14antes de começarmos a detalhar, deixe o  seu "like" e se inscreva no canal e ative o
  14. 1:19sininho para acompanhar todos os nossos vídeos. O  conteúdo do canal faz parte de um projeto antigo,
  15. 1:27um trabalho que envolveu anos de pesquisa,  dedicação e o imenso respeito pela doutrina
  16. 1:32trazida pelo Chefe. É importante destacar que toda  a base desse estudo vem da obra "O Espiritismo,
  17. 1:39a Magia e as Sete Linhas de Umbanda, escrita por  Leal de Souza. Vou deixar as referências completas
  18. 1:45na descrição para quem quiser se aprofundar. E,  aliás, buscar esse aprofundamento é essencial.
  19. 1:51Convido você, umbandista, a se manter firme  nesse estudo e entregue a essa Umbanda de
  20. 1:56aparência simples e humilde, mas que esconde uma  complexidade teológica de beleza indescritível. Só
  21. 2:03quem vivencia o terreiro de Linha Branca entende  como essa "Linha" trabalha, reunindo espíritos
  22. 2:08sérios cujo único compromisso é a caridade e  a nossa evolução espiritual. Então vamos lá.
  23. 2:16Nas Falanges da Linha Branca de Umbanda e  Demanda, a variedade de espíritos é imensa,
  24. 2:22mas o protagonismo maior cabe aos Guias de Pretos  e Caboclos, nossos antepassados, que ajudaram a
  25. 2:28construir a nossa cultura e identidade, sendo os  verdadeiros donos dessas terras. Nessas Falanges,
  26. 2:34encontramos indígenas de quase todas as tribos  brasileiras e vale lembrar que muitos deles podem
  27. 2:40ter vivido em diferentes continentes, encarnações  passadas. Também encontramos pretos, que em sua
  28. 2:47maioria adotam a roupagem de ex-escravizados  vindos da África ou nativos do Brasil,
  29. 2:53além de portugueses, espanhóis, povos das ilhas da  Malásia e muitos, muitos hindus. É uma verdadeira
  30. 3:01corrente de caridade que une o mundo inteiro num  objetivo único: fazer o bem. E o mais bonito é
  31. 3:08que dentro do terreiro, estudando a forma como  os Caboclos e os Pretos-Velhos se manifestam,
  32. 3:14nós podemos notar as diferenças de cada povo,  entender como cada grupo pensa, conhecer os
  33. 3:20seus costumes e comparar o comportamento e a  psicologia de cada um. Vamos olhar, por exemplo,
  34. 3:28para o Caboclo autêntico das matas brasileiras,  aquele que, vindo das tribos terrenas, passa por
  35. 3:35um grande aprendizado no plano espiritual após  o seu desencarne, antes de chegar ao terreiro. E
  36. 3:41aqui vale uma observação importante. Esse processo  de preparação não ocorre apenas com os Caboclos,
  37. 3:48mas com todo e qualquer espírito que se dedica  ao trabalho nos terreiros e centros espíritas
  38. 3:53num todo. Porém, o nosso foco aqui será esse Guia  Espiritual que se apresenta sobre a roupagem de um
  39. 3:59indígena brasileiro. No início de sua jornada, ele  costuma se manifestar com aquela firmeza marcante
  40. 4:06de quem acabou de abraçar uma nova missão. É  muito rigoroso, aponta os nossos defeitos sem
  41. 4:12rodeios e chama a nossa atenção para as nossas  próprias atitudes. Quando ouve as queixas de
  42. 4:19quem está sofrendo com os problemas da vida,  ele pode responder de um jeito mais bravo,
  43. 4:24dizendo que a Umbanda ou Espiritismo num todo não  serve para dar facilidades na vida material. Ele
  44. 4:31explica que nossas dores são causadas por  erros do passado que nós precisamos pagar.
  45. 4:38Mas veja que interessante, depois de dois ou  três anos convivendo de perto com as nossas
  46. 4:44dores e amarguras, esse Caboclo amacia o seu jeito  durão. Ele sente pena das nossas dificuldades,
  47. 4:53se comove com o nosso sofrimento e passa a nos  ajudar também nas questões materiais, porque ele
  48. 5:00deseja de coração ver os seus irmãos encarnados  contentes e felizes. Por outro lado, nós temos
  49. 5:08o Preto-Velho, aquele que no passado sofreu no  trabalho pesado debaixo do chicote do feitor. Esse
  50. 5:16espírito traz uma sensibilidade tão grande que  não pode ver ninguém chorando que já chora junto.
  51. 5:22Quase sempre ele corre para abrir os caminhos de  quem está necessitado antes mesmo que a pessoa
  52. 5:29peça ajuda. E dentro dessa falange, o Preto que  veio da África é um pouco diferente do que veio
  53. 5:36da Bahia. O Preto africano, na sua bondade, ajuda  quem ele pode, mas às vezes perde a paciência com
  54. 5:43as pessoas orgulhosas ou ingratas. Isso denota  uma característica mais exigente, disciplinar e
  55. 5:51que pode desconscertar os mais orgulhosos. Já os  Pretos nativos do Brasil, em situações parecidas,
  56. 5:57não se irritam com facilidade. Ele se enche de  pena, pensando nas dificuldades e pedras que
  57. 6:04a própria pessoa vai colocar no seu caminho  por cultivar aqueles sentimentos ruins. São
  58. 6:09mais sensíveis e compreendem as dores com mais  facilidade. Não significa a conivência com o erro
  59. 6:16de maneira alguma. Em vez disso, eles utilizam a  misericórdia e a empatia como chaves para amparar
  60. 6:24e guiar o sofrimento humano. Perceba então que  estamos falando de dois grandes grupos de Pretos,
  61. 6:31os africanos, conhecidos como "Povo da Costa",  e dos nativos do Brasil, o "Povo da Bahia",
  62. 6:37sendo Bahia aqui um termo genérico para  designar todos os Pretos do Brasil.
  63. 6:44Mas não pense que a Linha Branca aceita tudo sem  agir ou se defender. Ela se baseia nesse caso no
  64. 6:52exemplo de Jesus quando expulsou os vendilhões  do templo, quando os comerciantes estavam usando
  65. 6:57o templo de forma errada. Há momentos em que é  preciso usar a energia e a firmeza espiritual para
  66. 7:04combater o mal, que acontece quando alguém viola  as leis de Deus para prejudicar outras pessoas.
  67. 7:10O ser humano costuma prejudicar o próximo  por três motivos: por inconsciência, por
  68. 7:17ignorância ou por maldade. Nos dois primeiros  casos, por inconsciência e ignorância,
  69. 7:24a Lei de Umbanda manda ensinar e orientar quem  está errado, conversando até convencer a pessoa
  70. 7:30do seu erro e parando imediatamente a ação ruim.  Já no terceiro caso, quando existe maldade pura,
  71. 7:38a "Linha" simplesmente segura e barra o perverso  com a força necessária. Para entender melhor essa
  72. 7:45diferença de atitude e a justiça aplicada na Linha  Branca, vale recorrer a um exemplo prático da
  73. 7:52nossa história. Antigamente era comum a polícia  cercar e fechar terreiros, principalmente os de
  74. 7:59matriz africana. As tendas fundadas pelo Caboclo  das Sete Encruzilhadas não ficaram isentas dessas
  75. 8:06batidas. A presença de imagens católicas no altar  ou a não utilização de atabaques nos rituais não
  76. 8:13impediam de maneira alguma que as autoridades  fechasssem esses locais e aprendessem seus
  77. 8:20objetos sagrados. Isso é comprovado por matérias  de jornal da época e por relatos dos presidentes
  78. 8:26das tendas de Linha Branca. Inclusive o próprio  Leal de Souza, autor da obra estudada por nós
  79. 8:33e chefe de uma das tendas do Caboclo das Sete  Encruzilhadas teve o seu espaço violado muitas
  80. 8:39vezes por policiais. O objetivo policial era  era claro fechar esses espaços e os que se
  81. 8:47passavam por eles e prender os adeptos. Leal de  Souza precisou, em diversos momentos, prestar
  82. 8:53esclarecimentos à polícia através de artigos de  jornal. Diante disso, compreendemos que o chefe
  83. 9:00não utilizava imagens católicas ou dispensava o  uso de atabaques como um artifício para fugir da
  84. 9:08repressão policial. Sua escolha litúrgica tinha  fundamentos muito mais profundos do que sustentam
  85. 9:16aqueles que se levantam para criticá-la. falam sem  propriedades, movidos apenas por gostos e vaidades
  86. 9:25que em nada contribuem para o progresso de nossa  Umbanda. Quando o Centro fechado pertencia de
  87. 9:31verdade à Linha Branca, a reação do Guia da casa  diante daquela injustiça era cheia de compreensão.
  88. 9:39O Guia pensava assim: "A autoridade cometeu  uma injustiça, mas sem a intenção de errar.
  89. 9:46O desejo do policial era cumprir o seu dever e  defender a sociedade. Ele apenas confundiu a nossa
  90. 9:53Linha com a outra e nos tratou como criminosos.  O que devemos fazer é procurar os órgãos públicos
  91. 10:00e explicar como trabalhamos para evitar que  confusões assim aconteçam de novo." Vejam que o
  92. 10:07Guia entende o erro da autoridade e busca explicar  a verdade sem nenhum sentimento de vingança,
  93. 10:14mas obviamente não concordando com a repreensão.  Ele entende que se cometer um erro e que ali não
  94. 10:20estão cobrando pelos trabalhos, que não estão  enganando ninguém ou fazendo ou prometendo
  95. 10:26coisas absurdas para as pessoas acreditarem,  sendo vítimas da mentira de muitos médiuns
  96. 10:32que deturpam a mediunidade, a fim de prejudicar a  vida das pessoas, de acabar com a vida financeira
  97. 10:38dessas pessoas através do charlatanismo. E  vocês sabem que isso acontece e a internet
  98. 10:45nos apresenta dia após dia casos em que esses  médiuns cometem essas coisas. Por outro lado,
  99. 10:52se a casa fechada pela polícia fosse um lugar onde  falsos médiuns deturpam a mediunidade, cobravam
  100. 11:01caro por trabalhos de feitiçaria e fingiam  receber espíritos para se aproveitar da fé alheia,
  101. 11:07os bastidores espirituais eram bem diferentes.  Nesses casos, as forças negativas ligadas àqueles
  102. 11:14locais reagiam, o que muitas vezes resultava em  severos retornos aos policiais. Historicamente,
  103. 11:21ex-delegados e agentes descobriram na pele  a origem de grandes tragédias que destruíram
  104. 11:28suas carreiras ou tiraram a paz de seus lares após  terem violados esses ambientes. A Linha Branca não
  105. 11:36trabalha assim. O único foco da Linha Branca é a  prática e a orientação exclusivamente para o bem.
  106. 11:45O verdadeiro objetivo da Linha Branca de Umbanda  e Demanda, a doutrina trazida pelo Caboclo das
  107. 11:50Sete Encruzilhadas e da qual surgiram diversas  vertentes, é a prática pura da caridade. Por isso,
  108. 11:57o chefe sempre nos lembrou que a Umbanda é  a manifestação do espírito para a prática da
  109. 12:03caridade. Isso significa libertar as pessoas de  espíritos obsessores, curar enfermidades de fundo
  110. 12:11espiritual, desfazer trabalhos de magia negra e  criar um ambiente positivo para que todos possam
  111. 12:19viver e caminhar em paz. Todos os sofrimentos  que a gente passa na vida tem um motivo. Ou são
  112. 12:26uma lição necessária, ou vem dos nossos próprios  erros, ou são causados pela maldade dos outros.
  113. 12:34Se a dor for uma lição necessária para a nossa  evolução, nós temos que aguentar até o fim,
  114. 12:40vencer o mundo, como fez o nosso grandioso  Mestre Jesus. Nesses casos, os Protetores da
  115. 12:46Umbanda nos ajudam a aliviar o peso da vida,  nos ensinando a aceitar as situações adversas
  116. 12:53e dificultosas com paciência. Os Caboclos e  Pretos-Velhos nos mostram a bondade de Deus,
  117. 12:59nos deixando consertar os nossos erros sem  castigos eternos e nos acalmam falando sobre
  118. 13:05as alegrias que vamos ter no futuro. Se as nossas  dores e dificuldades forem causadas por erros que
  119. 13:12nós mesmos cometemos hoje, os Guias Espirituais  nos aconselham a consertar o que erramos,
  120. 13:20nos levando com muito amor e paciência a um  arrependimento verdadeiro. E no terceiro caso,
  121. 13:26se o sofrimento for causado pela maldade dos  outros, eles barram com energia os espíritos
  122. 13:33ruins que nos perseguem do Plano Espiritual  para descarregar ódios aqui na Terra. No meio
  123. 13:40das nossas crises diárias, os Guias limpam o nosso  ambiente, afastando as energias ruins da inveja,
  124. 13:47de mal-olhado, das confusões e das inimizades.  Na Linha Branca, é importante a gente entender
  125. 13:56como seus trabalhos se dividem. Ajudar na cura  de doenças espirituais, nos aconselhamentos,
  126. 14:03no afastamento de espíritos obsessores são os  trabalhos de caridade. Já a proteção e a quebra
  127. 14:09de feitiços ruins são chamados de trabalhos de  demanda. Então, temos aí a caridade e a demanda.
  128. 14:17Mas como sempre é importante lembrar, esses  dois tipos de trabalho são totalmente de
  129. 14:23graça. Se algum médium se esquecer disso  e aceitar dinheiro ou qualquer pagamento
  130. 14:28em troca de ajuda espiritual, o Guia o abandona,  deixando-o sozinho com espíritos atrasados que,
  131. 14:35no fim costumam arruinar a sua vida. A  caridade não pode ser vendida. Além disso,
  132. 14:42a organização e o respeito à hierarquia na Linha  Branca são levados muito a sério. Todos os Guias
  133. 14:49Espirituais respeitam e obedecem a autoridade  dos Espíritos Puros e que na linguagem de
  134. 14:55Umbanda são conhecidos como os Orixás, que não  incorporam, mas emitem as diretrizes para que os
  135. 15:02trabalhos sejam sempre coroados de êxito. Isso  demonstra a existência de uma liderança séria
  136. 15:08e estruturada no plano superior e que deve ser  refletida nas tendas de Umbanda aqui na Terra.
  137. 15:17Para fechar, vale lembrar que a incorporação, que  é o momento em que o Guia usa o corpo do médium,
  138. 15:24é um processo bem complexo da mediunidade. Ela  envolve fatores da mente, do corpo e do espírito.
  139. 15:31E é na Linha Branca que esse processo acontece com  segurança, equilíbrio, critério e senso crítico,
  140. 15:39funcionando como uma ferramenta de orientação e  cura para a nossa evolução espiritual. Espero que
  141. 15:45essa explicação inicial tenha ajudado a clarear  como funciona a organização dos espíritos no
  142. 15:51espaço e sobre o verdadeiro trabalho da Linha  Branca de Umbanda e Demanda na terra. Se você
  143. 15:57gostou desse assunto, comente aqui embaixo.  Você já tinha reparado no jeito de agir dos
  144. 16:02Caboclos e dos Pretos-Velhos no terreiro? Não  se esqueça de compartilhar esse vídeo com seus
  145. 16:08amigos e nos seus grupos de estudos. Muita luz  na sua vida. Um grande abraço e lembre-se, "a
  146. 16:14Umbanda tem fundamento, é preciso preparar". Salve  o humilde Chefe, o Caboclo das Sete Encruzilhadas!

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